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La novela indigenista de Circo Alegria. Hammerly, Ethel Rosita 1970

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LA NOVELA INDIGENISTA DE CIRO ALEGRIA by Ethe l R. Hammerly B.A., B.A. i n Ed., Western Washington State College, 1968. A Thesis Submitted, i n P a r t i a l Fulfilment of the Requirements f o r the Degree of Master of Arts i n the Department of Hispanic and. I t a l i a n Studies We accept t h i s thesis as conforming to the required standard THE UNIVERSITY OF BRITISH COLUMBIA A p r i l , 1970 In p r e s e n t i n g t h i s t h e s i s in p a r t i a l f u l f i l m e n t o f the r e q u i r e m e n t s f o r an advanced deg ree a t the U n i v e r s i t y o f B r i t i s h Co lumb ia , I a g ree tha t the L i b r a r y s h a l l make i t f r e e l y a v a i l a b l e f o r r e f e r e n c e and S tudy. I f u r t h e r a g ree t h a t p e r m i s s i o n f o r e x t e n s i v e c o p y i n g o f t h i s t h e s i s f o r s c h o l a r l y purposes may be g r a n t e d by the Head o f my Department or by h i s r e p r e s e n t a t i v e s . It i s u n d e r s t o o d t h a t c o p y i n g or; p u b l i c a t i o n o f t h i s t h e s i s f o r f i n a n c i a l g a i n s h a l l not be a l l o w e d w i t h o u t my w r i t t e n p e r m i s s i o n . Department o f Hispanic and. I t a l i a n Studies The U n i v e r s i t y o f B r i t i s h Co lumbia Vancouver 8, Canada Da t e A p r i l 17, 1970 Abstract Una p a r c i a l revaluacidn pCstuma d.e l a obra d.e Clro A l e g r l a revela que aunque sobresale por su c u l t i v o tanto del cuento como de l a novela, l a forma en que e l publico y l a c r l t i c a nan acogido sus novelas ind.ica que Sstas son su mayor contribucidn l i t e r a r i a . En e l contenido de sus novelas e l tema s o c i a l constituye su preocupacifln central y se d.irige a l a r e i v i n d i c a c i d n de l a raza ind.lgena. Hay realismo en su obra tanto por e l me"tod.o creador como por los materiales que emplea. Se observa, s i n embargo, que en e l tratamiento del ind.io y l a vida comunitaria hay un d.esvio d.el realismo hacia e l id.ealismo. Esto responde a su actitud. hacia e l indio, actitud. que se revela a l e n f a t i -zar los aspectos positivos del indio y su cultura y a l asumir e l punto de. v i s t a d e l ind.lgena en l a narraciCn. Aparte de su pro-indigenismo se destaca e l genuino interns del autor en l a l i b e r a c i C n i n t e g r a l del nombre, s i n importar l a raza o tipo de opresidn que sufra, y d.e ahi que e l humanismo sea una d.e las c a r a c t e r l s t i c a s fundamentales de su obra. A l consid.erar los aspectos formales de sus novelas se encuentra que en muchos casos es evidente l a selecciOn del au-tor en asuntos de tScnica con e l propflsito d.e s e r v i r fines fun-cionales a l tema y mensaje que t r a t a de comunicar. De ese modo e l autor fusiona y e q u i l i b r a l a forma con e l contenido y pro-duce una obra "de valor estStico y s o c i a l . La obra de Alegrta ocupa un lugar especial d.e gran me'rito en l a l i t e r a t u r a que t r a t a del indio y un lugar culminante den-tro de l a corriente indigenista. Su mensaje, s i n embargo, trasciende tod.as las barreras geogrSficas y expresa a r t i s t i c a -mente los sentimientos d.e tod.os los. oprimid.os en e l mundo. i C o n t e n i d o . I n t r o d u c c i g n . . . . . 1 C a p l t u l o I : L a c o n t r i b u c i o n de C i r o A l e g r l a a l a s l e t r a s h i s p a n o a m e r i c a n a s .2 C a p l t u l o I I : E l r e a l l s m o en e l c o n t e n i d o s o c i a l de su n o v e l a 30 C a p l t u l o I I I : A n S l i s i s d.e a l g u n o s a s p e c t o s f o r m a l e s d.e sus n o v e l a s : 1. E s t i l o 60 2. E s t r u c t u r a ...71 3. C a r a c t e r i z a c i f l n .81 C a p l t u l o IV: L a .novela de C i r o A l e g r l a d.entro de l a c o r r i e n t e l i t e r a r i a i n d i g e n i s t a 96 1. A l g u n o s a n t e cede nt e S ' a l a n o v e l a d e l indio....... . 9 6 2. E l i n d i o en l a n o v e l a p r o p i a : i n d i a n i s m o e i n d i g e n i s m o .100 3 . L a n o v e l a i n d i a n i s t a 101 4 . L a n o v e l a d.e t r a n s i c i d n h a c i a e l i n d i g e n i s m o . . . .106 5 . L a n o v e l a i n d i g e n i s t a ... 109 C o n c l u s i o n e s . .123 B i b l i o g r a f l a 131 1 Introduccidn E l inesperad.o y reciente fallecimlento d e l e s c r i t o r pe-ruano Ciro Alegrla.(4/11/1909-17/2/1967), nos ha impelido a mirar retrospectivamente su c a r r e r a - l i t e r a r i a con l a intencidn d.e reexaminar su contribucifln a las letras-.hispanoamericanas. La gran acogida que e l pflblico ha dado a sus novelas des-de e l p r i n c i p i o no sfllo ha persistid.o, sino que ha aumentado con e l paso del tiempo. De aqul que nemos creld.o oportuno v o l -ver a consid.erar su obra para encontrar las posibles razones del creciente interns que e l l a s despiertan. A l . a n a l i z a r e l contenido s o c i a l d.e sus novelas publicadas, trataremos d.e esta-blecer las bases existentes en l a sociedad. que indujeron a l autor a abord.ar e l problema indlgeha, a l a vez que observar l a actitud. que asume como e s c r i t o r ante t a l cuestiSn. A1 t r a t a r de l a forma, nos ocuparemos de algunos aspectos referentes a l e s t i l o , estructura y caracterizacifln, notand.o l a adaptaciCn que se hace d.e e l l o s con respecto a l contenido. Para valorar ma's cabalmente l a aportaciCn de A l e g r l a a l a novela indigenista, volveremos nuestra v i s t a a l pasad.6fpara ver a vuelo d.e pSjaro e l . proceso d.e•,eyolucidn que se ha llevad.o a cabo en l a l i t e r a t u r a que t r a t a d el indio, y especialmente en l a novela. Para concluir, veremos en que" forma se di f e r e n c i a l a novela d.e A l e g r l a de otras de la'misma tendencia como para que se l a consid.ere l a culminaciCn de una corriente l i t e r a r i a . 2 Capltulo 1 La contribucidn de Giro A l e g r l a a las l e t r a s hispanoamericanas Desd.e l a adolescencia Ciro A l e g r l a dio muestras de tener a f i c i o n e s l i t e r a r i a s y period.Isticas, posiblemente i n f l u l d o por un ambiente f a m i l i a r en que se favorecla l a amplia lectura por med.io d.e una buena b i b l i o t e c a y en que se valoraba l a d i s -cusifln y e l intercambio de id.eas. Aunque fue h i j o d.e hacend.a-dos, conservadores por t r a d i c i d n , sus antecesores por e l lado paterno le legaron su amor por e l liberalismo y e l r a c i o n a l i s -mo, mientras que de su lado materno parece haber recibido su sensibilid.ad. a r t l s t i c a . Se ha observado tambie*n que es posible que A l e g r l a haya recibid.o parte de su talento genSti came nte porque tanto su padre, JosS A l e g r l a Lynch, dado tambiSn a las l e t r a s , como su madre, Maria Herminia Bazan Lynch, pertenecie-ron a l a f a m i l i a irland.esa de los Lynch que produjo varios es-c r i t o r e s , entre e l l o s e l renombrado novelista argentino Benito Lynch. 1 Las impresiones recibid.as en su nifiez habrlan de dejar hondas convicciones en su alma que se harian evidentes alios m&s tarde en sus e s c r i t o s . Fue tes t i g o , por ejemplo, de una pequetia revolucifln hecha por su pad.re a l asumir l a administra-ci6n d.e l a hacienda Marcabal porque se negfl a p r a c t i c a r l a ley no e s c r i t a , pero sobreentendida entre los hacend.ad.os, d.e que los indios perteneclan a l a t i e r r a . Todos los ind.ios que querlan v i v i r en Marcabal eran protegid.os por e l hacendad.o pues S s t e se negaba a d . e v o l v e r l o s a sus " d u e n o s " . A l e g r l a e v o c a e l I n c i d e n t e d i c i e n d . o : " j H a b l a que o l r a mi padre h a b l a n -2 do de l o s d e r e c h o s d e l hombre e n esas m o n t a n a s l " M a r c a s i n d e l e b l e s d . e j a ron t a m b i S n e n s u i n f a n c i a e l que sus compatieros de juego f u e r a n n i f i o s i n d i o s , h i j o s de l o s s i r -v i e n t e s d.e l a h a c i e n d a . E n l a a d o l e s c e n c i a ayudo" a s u p a d r e , d u r a n t e l o s v e r a n o s cuando e s t a b a l i b r e d.e l a s t a r e a s e s c o l a -r e s , c o n e l c u l t i v o d.e l a t i e r r a , l a b o r que h i z o lad.o a l a d o c o n los p e o n e s . A l i i l l e g f i a c o n o c e r muchos a s p e c t o s d e l c a -r S c t e r y l a p s i c o l o g l a d e l i n d i o . E l mismo, s i n embargo, no se c o n s i d . e r a b a muy d i f e r e n t e d.e e l l o s , pues e s c r i b i C : " . . . d . e b i -do a m i f o r m a c i f l n , yo mismo soy como l o s i n d i o s y l o s c h o l o s 3 e n g r a n medida . " -^ A p a r t e de e s t a s i n f l u e n c i a s e n e l a m b i e n t e f a m i l i a r no d.ebemos perd.er de v i s t a l a e t a p a p o r l a c u a l e s t a b a pasando PerA. e n e s a e*poca. Despue*s de l a d e r r o t a d e l P e r t ! e n l a g u e r r a c o n C h i l e (1879-1884) hubo un examen d.e c o n c i e n c i a n a c i o n a l d e l c u a l s u r g i C un v i o l e n t o n a c i o n a l i s m o y c i e r t a i n q u i e t u d . d.e c a -r ^ c t e r i n d i g e n i s t a . E s t o l l e v o " a v a r i o s a c o n s i d e r a r l a p o s i -b i l i d a d . d.e que l a r a l z de l a d e b i l i d a d . d.e l a s o c i e d a d . y e l p a i s se d e b i e r a a l a s c i r c u n s t a n c i a s d.e l a numerosa p o b l a c i f i n i n d . i a . M a n u e l G o n z a l e z Prad.a y sus amigos a l h a c e r l a c r i t i c a d.el e s -t a d o e c o n f l m i c o , s o c i a l y p o l i t i c o de un Per t ! d . e r ro tado l a n z a r o n l a c r l t l c a d.e l a s i t u a c i C n d e l i n d i o y d e r i v a r o n d.e e l l a e l 11a-mad.o a s u r e i v i n d i c a c i f l n . E l c e l o re formad.or de G o n z a l e z P r a d a l l e v f l e n pocos a l ios a l a f o r m a c i f i n . d.el p a r t i d . o p o l i t i c o U n i f i n N a c i o n a l . E n e l s i g l o XX e l p r o b l e m a i n d i o r e c i b i d a t e n t o examen de Jose" Carlos Maria*tegui, de orlentaclCn marxista, examen que alcanzo" amplia d i f u s i f i n en l a r e v i s t a Amauta. Des-d.e 192^ ya Ciro A l e g r l a l e l a esta r e v i s t a y le impresionaba mucho. E l mismo aflo tambie*n A l e g r l a se sintio" atrald.o hacia los p r i n c i p i o s del APRA (Alianza Popular Revolucionaria Ameri-cana) ,• partido p o l i t i c o d.e tend.encias pro-ind.igenistas fundad.o por Rafll Haya de l a Torre, d e l cual A l e g r l a pasfi a ser miembro activo en atios posteriores. Durante todo este perlod.o d.e gran actividad p o l i t i c a y l i -te r a r i a hubo un despertar d.e l a conciencia c o l e c t i v a popular, t a l vez i n f l u i d o en parte por e l resultado de l a primera guerra mund.ial. En esta efervescencia participan con gran fervor re-formad.or gran nomero d.e escritorespperuanos y de este e s p l r i t u se impregnC tambie*n A l e g r l a , demostrandolo en alios posteriores en su obra. E l parece darle m&s importancia a l a i n f l u e n c i a de sus afios formativos que a l ambiente reinante en e l Pert! d.e 1920: Indigenistas y no ind.igenistas, yo l e l a d.e todo. Pero yo me t r a l a e l problema indio conmigo, desde nitio, segfln mis experieneias. k A ttodos estos factores creo que es importante tenerlos en mente a l considerar l a d.ed.icacifin d e l autor a l problema s o c i a l que aparece en gran parte de su obra. Los primeros esfuerzos l i t e r a r i o s de Ciro A l e g r l a fueron d.edicados a l a poesia, a l cuento y a a r t l c u l o s . De su mad.re hizo l a primera confidente de sus versos cuando contaba d i e c i -siete afros (en 1926) y hallo 1 apoyo y a l i e n t o en e l l a . La pro-duccifln de sus primeros alios parece concentrarse mayormente en 5 l a poesia vanguar&ista. E l autor comenta d.e su poesia en aque-l l o s afios: "Mis versos estaban e s c r i t o s en mintlsculas y» exhi-blan palabras de sllabas y l e t r a s desparramadas a troche y mo-one." r' En otra ocasifln en que e l autor considers sus poemas retrospectivamente dio a entend.er que e l l o s no representaban l o mejor de su esfuerzo l i t e r a r i o , implicand.o que t a l vez debe-r l a n pasar a l olvid.o, aun cuando l a c r l t i c a hubiera sid.o favo-rable. A s i fue como e s c r i b i f l : La poesia fufi e j e r c i c i o d.e mi juventud.. .d.e modo que, aunque l a c r l t i c a ha sido siempre favorable, mis poemas son l a expresifin menos mad.ura de mi tarea l i t e r a r i a . 6 Algunas d.e sus poeslas aparecieron en Cantos de l a revolucign (193^).,.en e l cual colaborfi con varios otros poetas peruanos. Aqul ya se hizo evid.ente su preocupaciOn por l a r e i v i n d i c a c i d n 7 s o c i a l que llegO a desarrollarse ampliamente en su novela. En 19?7, mientras A l e g r l a a s i s t l a a l Colegio Nacional d.e San Juan en T r u j i l l o , 51 y otros compatieros fundaron una gace-t i l l a escolar llamada Tribuna Sanjuanista, de l a cual pas(3 a ser d.irector; es en este perifldico escolar d.onde aparecen sus primeros a r t l c u l o s . Esta experiencia i n i c i a l l o l l e v C a traba-jar para varios periOd.icos antes de ser desterrad.o a Chile en 1934; entre e l l o s estttn E l Norte, d.e T r u j i l l o , en 1928, La  Industria, de l a misma ciudad, en 1930. 7 La Tribuna, firgano del partido a p r i s t a en Lima fundad.o por e"l y otros in t e l e c t u a -les en 1933* Desde entonces contribuyO con sus crCnicas, a r t l -culos y cuentos a una diverslsima cantid.ad de periOd.icos y re-v i s t a s en tod.a America. La dispersion d.e su obra se *comprend,e fstcilmente a l recordar que vivid" en Chile (1934-1941) , en los Estad.os'Unidos (19^1-19^9), en P u e r t o R i c o (19^9-1953), en Cuba (1953-1960), y f i n a l m e n t e en su t i e r r a n a t a l o t r a vez h a s t a l a f e c h a de su f a l l e c i m i e . n t o . A l g u n a s de l a s r e v i s t a s y p e r i o d i c o s p a r a l o s c u a l e s ha c o n t r i b u l d o son: e l suplemento l i t e r a r i o d.e C r l t i c a , d.e Buenos A i r e s ; L a Maci o n , de Buenos A i r e s ; C a r t e l e s , r e v i s t a cubana; A m e r i c a , d.e L a Habana; R e v i s t a N a c i o n a l de C i e n c i a s P o l l t i c o -e c o n g m i o o - s o c i a l e s , de L a Habana; A m e r i c a s , de Washington, D.C Morte: R e v i s t a C o n t i n e n t a l , d.e Nueva Y o r k ; The A n n a l s o f the , A m e r i c a n Academy o f P o l i t i c a l and S o c i a l S c i e n c e s , de F i l a d . e l -f i a ; E x p r e s o , d i a r i o m a t i n a l de Lima; F a n a l , S p h i n x , y B o l e t l n  C u l t u r a l Peruano, todos d.e Lima; Cuadernos a m e r i c a n o s , de Me"xi co; y Baypgn, de P u e r t o R i c o . . E s t a enumeracifln d.ista mucho.de s e r c o m p l e t a . • .. C a s i t a n d i v e r s o s como l a s p u b l i c a c i o n e s son l o s temas d.e l o s a r t l c u l o s y c r f i n i c a s que e s c r i b i f l A l e g r l a . E n t r e l o s a r t l c u l o s que he pod.ido o b t e n e r se o b s e r v a n s i n embargo d.os t O p i c o s g e n e r a l e s : 1) a s u n t o s l i t e r a r i o s y 2) a s u n t o s s o c i a l e s E n t r e l b s de a s u n t o l i t e r a r i o consid.eraremos brevemente a c o n t i n u a c i f l n l a s i d e a s que expone en a l g u n o s de e l l o s . En "Nov e l a d.e mis n o v e l a s " (1938) , d e s c r i b e l a g S n e s i s , n o v e l a y g drama d e t r S s de l a . c o m p o s i c i f i n d.e sus dos p r i m e r a s n o v e l a s . Cuand.o hablemos d.e e l l a s se expondrS a l g o ma's d e l c o n t e n i d o de e s t e a r t l c u l o . . "La te*cnica de l a n o v e l a " (1956) , es en p a r t e una r e f u t a -ci<3n a l a c r l t i c a ' q u e se h i z o sobre un c u r s o que ensetiC en L a Habana. sobre l a n o v e l a y su te * c n i c a . E x p r e s a que aunque l a tScnica de las artes e s c r i t a s no es tan perceptible como las de l a plntura, l a escultura, l a mflsica, etc., no por eso no existe o no se puede aprender. Afirma que s i bien e l talento y l a prflctica son elementos bSsicos para e s c r i b i r , e l conocer los trucos tScnicos l e ahorrarS muchos esfuerzos i n f l t i l e s a l e s c r i t o r . Habland.o d.e su propia experiencia comenta: Ahora S6" d.emasiado bien que, aparte del talento que uno tenga, e l novelista debe d.ominar todo un complicado sistema de elementos tScnicos. Pasand.o por t a l prueba. estoy. Ojala 1 hubiera pod.ido escuchar a un novelista d.e alguna experiencia, cuando yo era muchacho. Me habria ahorrado alios de esfuerzo hecho a tien t a s . 9 En "Notas sobre e l personaje en l a novela hispanoamerica-na" , ve e l f uturo d.e l a novela con optimismo aunque hay un pro-blema generalizado en e l l a que es l a carencia de personajes que, s i abundan por l a cantidad, no se destacan por l a calid.ad. Cree que son contad.os los casos (sfllo seis o siete) en que e l perso-naje ha recibido suf i c i e n t e atenciCn y afln a s l estos personajes han resultado imperfectos como creaclones novelescas. Afln en un estudio de esta Indole A l e g r l a ha sacado a colacifin una idea suya que se repite en sus novelas y es l a decque l as ciudades, bastiones de l a c i v i l i z a c i d n por sus clases profesionales y edu-cad.as, representan a los verdad.eros b^rbaros con las garras es-cond.id.as bajo l os guantes, bstrbaros que tienen por tales a los campesinos porque Sstos se sublevan por l a f a l t a de escuelas, 10 pan, derechos y respeto por sus vidas. "Aprismo and Lit e r a t u r e " (1938), expone l as c a r a c t e r l s t i -cas que hacen del aprismo una f i l o s o f l a humanista cuyo objetivo primordial es l a j u s t i c i a r y no sdlo un plan d.e reforma econCmica 8 con tonos a n t i - i m p e r i a l i s t a s . E l aprismo intenta v i v i f i c a r las energlas auttfctonas de donde emergera1 l a val i o s a expresiCn de una nueva cultura que se atendr£ a l concepto de l a realidad. del nuevo hombre americano. Esto hace que emerja una nueva idea con respecto a l a l i t e r a t u r a . "There must, be created., then, a l i t e r a t u r e rooted i n the very soul.i, i n the very f l e s h , i n the very s o i l of America.""'""'" Pued.e ser considerada como una l i t e r a t u r a s o c i a l , siendo que toda l a l i t e r a t u r a tiene una i n -f l u e n c i a s o c i a l , pero no perslgue vulgares fines propagand.is-tas. Como l o dice e l autor: Its objectives are higher and deeper. I t goes i n search of the American man within the American set t i n g , not avoiding the problems which determine his s o c i a l condition, but without l o s i n g the necessary honesty of the conception and the equally necessary aesthetic d i g n i t y . 12 Parecerla que e"stos hubieran sido exactamente los blancos que Al e g r l a se propuso como e s c r i t o r . ^Sera1 que 51 estaba. tratando d.e c o n t r i b u i r a esa nueva l i t e r a t u r a ? Entre los a r t l c u l o s d.e asuntos sociales se observa un i n -terns en l o p o l i t i c o , pero no p o r l a p o l l t i c a misma sino por l a forma en que e"sta afecta l a vida de l o s hombres. Expone en " E l aprismo crea un nuevo Pertl" (1946) e l cambio r a d i c a l que hubo desd.e e l mismo dia de transmisifin del mand.o en e l que un presidente democrSti came nte elegid.o — Jose" Luis Bustamante — restituyC de inmediato los derechos constitucionales d e l pueblo y aprobfl otra l e g i s l a c i d n favorable a l progreso. En ci e r t o sen-tid.o se h a l l a aqul una secuela a l problema l e g a l expuesto por Al e g r l a en E l mundo es ancho y ajeno, porque menciona l a a b o l i -cifln del impuesto a l a s a l , ley que habia preocupado a Rosend.o Maqui y que "no significaba. nada para los ricos y s i mucho para los pobres", y con e l l a l a supresiOn de los estancos, pues los ind.ios cordilleranos murieron muchas veces por l a i n t o x i c a -ci6n causada por e l uso del agua salobre de los pantanos en l u -13 gar de s a l . ^ Uno no puede dejar.de preguntarse que" papel ha-brd. tenid.o dentro d.e esta nueva l e g i s l a c i f l n e l que A l e g r l a haya expuesto cinco anos antes e l problema, y que a l hacerlo haya popularizad.o l a existencia d.e una i n j u s t i c i a . En "Medina, e l general d.emflcrata" (19^5), presenta l a s i -tuaciOn d e l gobernante venezolano general Isalas Medina, que aunque es m i l i t a r ha comprendido que "en una .repflblica e l ver- . dad ero pod.er resid.e en e l pueblo y emana del pueblo" y que ha elegido guiar a los gobernados por e l camino de.la dignidad y l a l i b e r t a d antes que hacer d e l pals un cuartel d.onde se gobier-na autoritariamente. La l i b e r t a d y e l derecho de ser gobernados por un gobierno representative son los temas bSsicos de los a r t l c u l o s MLas cua-tro libertad.es en AmSrica Latina" y "Human, rights i n L a t i n 11 America", ^ — elsegundo es en parte traducciOn d e l primero, pero es tambiSn mSs extenso porque se incluyen otros aspectos— que subrayan en parte l o expuesto en e l a r t l c u l o mencionado en e l pSrrafo a n t e r i o r . Finalmente, e l a r t l c u l o "Cultura: nexo m&s fuerte de l a americanidad:" (19^4) constituye un reportage d.e. las ideas del antropOlogo colombiano Gregorio Hernandez de Alba en e l cual se exponen los beneficios de los estudips prficticos antropologicos que se l l e v a n a cabo en los Estados Unidos, cie n c i a que afln se 10 ha11a en panales en HispanoamSrica y que cuenta con pocos ad.ep-tos. Es interesante que Alegrla escoge c i t a r verbatim cie r t o s pasajes que expresan l a u t i l i d a d de estos estudios para... ...resolver los problemas soc i a l e s . Por ejemplo, en e l Departamento de Agricultura. hay algunos ded.icad.os a l estu-dio de. las comunidad.es a g r l c o l a s . Sus informes tienen un valor inestimable, pues presentan e l verd.ad.ero panorama hu-mano sobre e l cual hay que laborar. 16 Ve en e l estudio d.e l a antropologla una. ad.quisiciCn de conoci-mientos que l l e v a r a n a l a formaciCn d.e una conciencia que sabrS apreciar los valores de l a americanid.ad. En c i e r t o sentido aqui se parece confirmar l a id.ea a p r i s t a de v i v i f i c a r los valo-res autflctonos que ya se comentaron antes. Sus a r t l c u l o s son claros y precisos y se caracterizan por ser de e s t i l o periodIstico. Lo que parece muy s i g n i f i c a t i v o es que en su temStica sennote tan definidamente su preocupacifln s o c i a l , pues no importa qu3 tema abord.e, pued.e hacerlo v i r a r hacia los problemas sociales, exaltando los derechos d.el hombre a l a j u s t i c i a y l a dignidad.. Sus cuentos fueron publicad.os en un pequeno volumen t i t u -ladp Duelo d.e caballeros (1963) , que es una cdleccidn de cuentos y relatos recogid.os a travSs d.e d.iversos perlodos de su vida d.e e s c r i t o r , y que 61 llama " ...algunas h i s t o r i a s guardad.as en mi 16 a l f o r j a de caminante." Consid.eraremos brevemente a continua-ci<3n los cuentos de este libro.. "Cuarzo" es e l drama de un indio que trabajaba en las mi-nas, alejad.o d.e su f a m i l i a . A l regresar encuentra que s ^ fami-l i a ha desaparecid.o en un d.errumbe. Ante l a penosa d.estru'cci<3n se encuentra con e l cuarzo briLlante que trae para su h i j o y l o 11 arroja con d.esdSn sobre las rulnas. Con impasibilid.ad. e l i n -dio vuelve a mascar su coca. En "La madre" e l autor nos l l e v a a l a selva, a l a cual describe con ma jestuosid.ad. y grand.eza que devora y borra .hueHas, y a l mundo de los caucheros. En busca d.e vlveres, Sstos van a l a caza de monos a quienes d.ivisan d.esd.e l e j o s divirtiSndose a l jugar en las palmas tirand.ose cocos. Aunque los monos t i e -nen un v i g i a , Sste emite su g r i t o d.e a l e r t a d.emasiado tard.e para l a hulda. y d.os simios caen. Una mona, fatalmente herid.a, sostiene aferrad.o a su pecho a un monito a quien conmoved.ora-mente t r a t a de proteger llevSnd.olo a su pecho para que mamara y pudiera v i v i r . Es un cuad.ro en que se retratan e l amor y l a d.efensa maternal por l a vida; ante este cuad.ro a tin los endure-cidos caucheros reaccionan con emociCn. Hay un choque ideoldgico d.e dos culturas en "La ofrend.a de pied.ra". Segtlh l a costumbre, cada v i a j e r o que pasaba por l a Cruz d.el A l t o , una cruz d.e pied.ra e r i g i d a en l o mSs a l t o del camino cor d i l l e r a n o , dejaba. como muestra de devocidn una pie-dra. E l , vie jo .gula indio, que acbmpana a l niflo bianco, a quien su padre p o s i t i v i s t a le ha dicho que no debe'dejar pied.ra a l i i como. los indios y cholos, t r a t a de convencerlo que d.eje una piedra votiva a l i i . .Siguiend.o' las instrucciones paternas se niega a hacerlo, pero a l l l e g a r a r r i b a e l nino se impresiona con l a grandeza d.e los roquedales y con l a fe del anciano indio y tambiSn d.eja su ofrend.a.. "Calixto Garmend.ia" , en e l cuento que l l e v a su nombre, es un hombre a quien vemos cambiar ante las in-justicias y e l 12 a t r o p e l l o -de las autoridades que resienten l a f a l t a de absolu-ta sumisifln de parte de un indio. E l arrebato de su terreno le quita parte -d.e sus medios d.e subsistencia y l a remuneracidn d.e l a t i e r r a sdlo se qued.a en promesas. E l od.io va apod.erfindose d.e Calixto hasta l l e g a r a ser e l centro de su existencia. Tiene una personalid.ad d.eformad.a. y caricaturesca, por las vejaciones sufrid.as, de l a cual no pued.e d.esasirse hasta l a muerte. A l e g r l a toma una ,leyend.a de los ind.ios aguarunas en "La parity y e l guerre ro1', en dond.e se re l a t a l a forma ingeniosa en que e l guerrero Yacunia matfl a l a gigantesca boa del agua, que aterrorizaba toda l a zona, antes d.e sucumbir SI mismo como re-sultado d.e l a lucha. En "Muerte del Cabo Cheo Ldpez" olmos e l monOlogo de un amigo del difunto Cheo Ldpez, compaftero en l a guerra d.el Pacl-f i c o . . Recuerda incid.entes de l a guerra y sobre todo e l olor d.e los muertos expuestos a l a intemperie, y lo compara con e l olor del ahora difunto Lflpez. Esto lo tiene obsesionado y se pregunta: "^No ser^.que yo tengo en l a cabeza e l olor de l a muerte? £,No huele a s i e l mund.o?"1''7 "Los ladrones" expone l a rivalid.ad. d.e ci e r t o s jflvenes que aspiran a l amor d.e Menoha. La rivalid.ad se resuelve ante l a ' inesperada muerte de Ssta y los jfivenes actdan en conjunto para proveer un atafld. para l a chlca que era d.e f a m i l i a muy pobre. Como l a funeraria no les quiere f i a r e l atafld. y carecen de me-dios para pagarlo a l contad.o, se lanzan a l a c a l l e con l a caja a cuestas. La p o l i c l a pronto acud.e ante los g r i t o s de jlad.ro-nesJ de l a duena, pero a l comprender l a acciCn y buena intenciCn 13 d.e los lad.rones, los absuelven luego de pasar un kepis ante to-dos los curiosos que se juntan con e l escetndalo, con l o cual se retoe m£s de l o necesario para los gastos. E l relato "Duelo d.e caballeros" es, segto e l autor, una h i s t o r i a v e r l d i c a ocurrida antes d.e 1920.' Trata de un d.uelo a l a c r i o l l a , con c u c h i l l o , entre d.os ind.ividuos d.el hampa limetia. E l negro--Tir i f i i o i n s u l t a a l a mad.re de Carita, un mulato, por l o cual e"ste l o desafla a l duelo d.el cual sale venced.or y con su honor restituid.o ante los testigos d e l incidente. E l relato d.e "Guillermd e l salvaje" se basa en l a h i s t o r i a de un joven ind.io, a r i s c o como un animal, y e l cambio que se produce en e l muchacho por e l paciente esfuerzo de un bond.ad.oso hacendad.o ( e l pad.re de C. Alegrla) que lo toma bajo su custodia. La constante bondad. hace que crezca en Guillermo un sentido d.e igualdad. con otros seres humanos y de confianza en s i mismo y una ca.pacidad. para sobrevenir todas las dificultad.es en e l aprend.izaje d.e las tareas campesinas. AquI estfi e l caso'd.e Ca-l i x t o Garmend.ia a l a inversa, o sea e l pod.er regenerador d.e l a bondad.. En estos cuentos sale a r e l u c i r e l paisajismo y e l f o l k l o -rismo, pero sobre todo hay un s e n t i r humanista muy profundo en l a mayoria d.e e l l o s . Ad..emfis d.e este l i b r o de cuentos, A l e g r l a ha aportado La leyenda del nopal (Santiago, Chile, 19^0), den-18 tro del sector del cuento infant11. En l a novela, que hasta e l momento consiste sfllo de tres obras publicadas, es dond.e A l e g r l a alcanza su mayor reconocimien-to l i t e r a r i o y popular. Es interesante notar que las tres 14 comparten cier t o s rasgos: 1) Todas fueron e s c r i t a s mientras resid.Ia en Chile; 2) Las tres tienen como escenario y campo de acciOn su t i e r r a natal peruana; y 3) Las tres fueron premiadas en diversos concursos. La serpiente de pro, su primera novela, tuvo un origen un «. tanto accidental en un cuento que A l e g r l a t i t u l C "La balsa", que fue rechazad.o, por ser d.emasiad.o largo, por e l suplemento l i t e r a r i o de C r l t i c a , de Buenos Air e s , para e l cual contribula mensualmente unas d.iez paginas por cincuenta pesos argentinos. E l autor recuerda l a situaciCn: "...mi ingenua aritmfitica de necesitado calculfl que por una obra cinco veces ma's larga me-19 pagarlan cinco veces m£s." ' Ese primer rechazo fue e l que s i r -vi6 d.e acicate para rehacer e l mismo tema en algo mSs amplio, en un l i b r o en e l que e l r l o - s u r g l a con una fuerza avasalladora, por lo cual l o t i t u l S "MaranCn" . Dos ed.itores l o rechazaron s i n l e e r l o y otro l o encarpetfl. De sus d.esilusiones y t r i b u l a -ciones de e s c r i t b r en esa e"poca nos dice A l e g r l a : "Ser autor novel y d.eambular confundido en l a oscurid.ad. del anonimato es 20 cosa de v i v i r l a para comprenderla." Se enters entonces d.e l a postergacifin del Concurso Nascimento y d.ecidiO p a r t i c i p a r , para l o cual tuvo que ampliar una vez m3s su novela para cum-p l i r con e l r e q u i s i t o del concurso que demand.aba un mlnimo d.e 200 p£ginas. La anonimid.ad. requerid.a por e l concurso l e hizo cambiar otra vez e l t l t u l o de l a obra por e l d e f i n i t i v o de Serpiente de oro, que presents con e l seud.Cnimo d.e Fausto. E l -jurado, compuesto por Marta Brunet, Ernesto Montenegro y Alberto 15 Romero, miembros de l a Sociedad de Es c r i tores d.e Chile, le ad-judic<3 e l premlo d.e l a E d i t o r i a l Nascimento y lannovela fue pu-blicada por primera vez en d.iciembre de 1935• E l t i t u l o Serpiente de oro es una metSfora para r e f e r i r s e a l poderoso r i o MaranCn, que contiene bastante oro y que d.esde l a a l t u r a d.e las montarias parece, por e l r e f l e j o d.el s o l , una gran serpiente dorad.a. La novela t r a t a ' d e l r i o y un grupo de cholos balseros que son tan intrSpid.os como 51 es torrentoso. Una h i s t o r i a secundaria es l a d.el ingeniero limeiio d.on Osvaldo Martinez de CalderCh, pionero i d e a l i s t a que se aventura en l a -inmensid.ad. d.e las montaiias y "la selva para descubrir las rique-zas de l a t i e r r a que se pued.en explotar para e l ad,elanto econO-mico del pals. Hay: tambifin cuad.ros costumbristas, leyend.as y fSbulas que cuentan los cholos, y d i versos cuad.ros que- presen-tan variados aspectos d.e l a vida de los balseros. La lucha d.e los balseros s e r l a i n s i g n i f i c a n t e s i A l e g r l a no hubiera sabid.o d e s c r i b i r e l imponente r i o con toda su majes-tuosidad y poderlo, creand.d una dicotomla entre elhombre y las fuerzas naturales. Ante 5stas, e l hombre se impone triunfante muchas veces pero otras veees cae.inmolado, como en e l caso del cholo Rogelio.' Pero a pesar de derrotas ocasionales, los bal-seros no se amilanan y le hacen frente a l destino que l a zona lesppresenta: "...semos hombres ya l a vida hay que v i v i l a comues 21 y pa nosotros l a vida'esel r i o . . . " S i La serpiente d.e oro naci(3 'de l a lucha por l a vida en e l sentido general que damos a ta'l expresifln", Los perros• hambrien-tos- "naciC d.e l a lucha por l a vida ,en un sentido extrictamente 1 6 r -» 22 \_ s l o j biologico." A l convalecer de tuberculosis A l e g r l a tu-vo complicaciones con una pleuresla y una embolia que l o deja-ron temporariamente ciego y con medio cuerpo paralizad.o. A f i n de recuperar su capacidad motriz su mSd.ico l e recomend.6 que es-c r i b i e r a . Fue entonces que, habiendo d.ecidido encauzar sus ener-glas en algo mS,s fltil que simples garabatos, oy6 los a u l l i d o s nocturnos que le h i c i e r o n recordar otros semejantes que <51 oye-ra en su niriez en l a zona andina. TambiSn record.6 una h i s t o r i a que su abuela Juana contaba de una gran hambruna de l a que habia sido t e s t i g o . Como A l e g r l a ya habia e s c r i t o para ese entonces un cuento "Los perros hambrientos" d.ecidiO que una novela s a l -d r l a de a l l l . Con tesfin se puso a t r a ba j a r a l a vez que gra- ,• d.ualmente fue recpbrando l a v i s t a y la- coord.inaciOn motriz. La E d i t o r i a l Zig-Zag estaba patrocinand.o un concurso d.e esc r i t o r e s y A l e g r l a fue uno de los sesenta y d.os participantes. Su obra, ante l a gran sorpresa del mSdico que fue testigo de las condi-ciones en que A l e g r l a l a e s c r i b i C , obtuvo e l segundo lugar y fue publicad.a por primera vez en 1938. En esta novela e l autor presenta una serie d.e cuad.ros en los que se destacan los perros ovejeros, perfectamente descri-. tos y humanizad.os, y los campesinos d.e l a s i e r r a peruana. Gra-d.ualmente se van introduciend.o nuevo.s elementos que cambian l a situaciCn: los band.id.os Celedonios roban e l perro Gt^eso, Mateo es llevad.o por l a fuerza a l s e r v i c i o m i l i t a r , un griipo d.e comu-neros es d.espojado d.e sus t i e r r a s y acude en busca de "un peque-2? no lugar en e l mundo." y E l efecto acumulativo d.e tod.os estos incid.entes l l e v a a l l e c t o r a esperar algo peor. Y entonces 17 comienza l a sequla, y l a pSrdida de las cosechas es seguida de una hambruna con t e r r i b l e s sufrimientos para e l nombre y los animales. La situaciOn l l e g a a l extremo d.e que los f i e l e s pe-s-rros pastores, guard.ianes de las mismas ovejas que los hablan amamantad.o cuand.o eran cachorros, son ahora temibles f i e r a s que atacan los rebarios para matar y saciar su hambre. La mortandad. es grande y l a hambruna l l e v a aun a los hombres a l a v i o l e n c i a . La l l u v i a cae a l f i n y con e l l a hay nuevas esperanzas de vida. En esta novela e l paisaje, los perros y los hombres son equilibrados por los valores visuales y psicolOgicos que e l e -van e l r e l a t o a un n i v e l d.e gran belleza expresiva. E l mund.o es ancho y ajeno, l i b r o que e l autor consid.era 2k "parte fundamental d.e mi vida misma" , fue una de las t r e s c i e n -tas novelas originales e inSditas presentadas en 19^1 en e l con-curso d.e novelas latinoamericanas patrocinad.o por l a UniCn Pana-mericana en colaboraciCn con l a E d i t o r i a l Farrar and. Rinehart d.e Nueva York en un'concurso continental. E l jurado d.e C h i l e , compuesto por los e s c r i t o r e s Alberto Romero, RubSn AzCcar y Jose" S . Gonzalez Vera, recomend.0 esta novela de A l e g r l a , que figuraba como peruano resid.ente en Chile, pero p r e f i r i C otra, e s c r i t a por un autor chileno, para e l premio. DespuSs en Nueva York e l jurado continental, compuesto por John d.os Passos, B l a i r Miles y Ernesto Montenegro, le ad.judicfl e l primer premio a E l mundo 21 es ancho y a.jeno. ^ Ademfls de asegurarsele l a publicaciCn de l a novela con toda l a publicidad, e l autor r e c i b i 6 un premio en efectiv o d.e cinco mil dClares d.e manos del poeta Archibald. McLeish en los salones d e l Hotel A s t o r i a en Nueva York. E l 18 <5xito inme&iato que tuvo l a obra por haber ganad.o un premio, continua a tin ahora en que ese factor ha pasado casi a l olvldo. Se l a conoce en tod.os los palses d.e habia hispana y ha pasad.o a ser una. de las grand.es novelas clSslcas hispanoamericanas-. Ha sld.o traduclda por l o menos a once idiomas (ingle's, francos, portuguSs, hebreo, holandSs, ruso, i t a l i a n o , sueco, alem£n, no-ruego y d.ane"s) ; en ad.iciCn, una e d i t o r i a l neoyorquina y otra francesa han publicado una ed.icidn compend.iad.a para estudiantes 2 6 de espanol. Ad.em.as, una compaiila cinematogrSf i c a argentina le pagfl a A l e g r l a los derechos de autor para, prod.ucir una p e l l -27 cula sobre E l mundo es ancho y ajeno. ' E l embrifin de esta novela estS en e l contenido del capl-tulo XI d.e Los perros hambrientos, titulad.o "Un. pequeno lugar en e l mund.o" y que t r a t a d,el d.espojo d.e las t i e r r a s de una co-munid.ad. indlgena. A l e s c r i b i r ese capltulo que A l e g r l a prime ro t i t u l f l " E l mundo es ancho y ajeno", a l autor se le ocurriO que habia a l l ! material para otra novela, y lo explica a s l : En esermomento me azotC una intensa rSfaga d.e id.eas y recuerd.os. S i no con tod.os los d.etalles y su completa es-tructura, panoramicamente v i e l l i b r o casi t a l como estel hoy. Cada e s c r i t o r tiene sus propias exigencias e s p i r i t u a -l e s , y una d.e las mlas es encontrar e l t l t u l o adecuado. 28 Por varios aflos e l autor tuvo en mente las ideas para esta obra. Nos dice que cuando sus amigos le preguntaban s i tenia un nuevo 2 l i b r o , les d.ecla: "Tengo; l o flnico que me f a l t a es e s c r i b i r l o . " La trama de E l mundo es aparentemente simple: t r a t a del d.espojo de las t i e r r a s de una comunidad. indlgena. E l c o n f l i c t o nace d.e l a usurpaciCn d.e las t i e r r a s comunitarias por e l hacen-dado d.on Alvaro Aimenflbar y Rold^n, quien en un persistente 19 esfuerzo por extender su pod.erlo y riquezas hace caso omiso d e l respeto que se les d.e be a otros seres humanos. La situacifln es tanto mSs dolorosa porque existe una perfecta unid.ad. entre l a t i e r r a y e l indio y e l despojo s i g n i f i c a l a ruptura d.e ese medio de i d e n t i f i c a c i d n . De esta trama e l autor elabora una obra epopeyica en l a que, con e l pod.er y l a intensid.ad. de una g a l e r l a l l e n a de murales por Orozco, Siqueiros y Rivera, se ven cuad.ros que se extiend.en d.es-d.e l a placid.ez de los anchos rostros y campos asoleados hasta 30 l a v i o l e n c i a huracanad.a d.e las insurrecciones y las masacres. A travels d.e. estos cuadr.os e l l e c t o r se entera d.e las activid.ad.es d.e las quinientas personas que componen l a comunidad. d.e Rumi, que es e l nflcleo s o c i a l de l a novela. Hay folklorismo, costum-brismo, d.escripciones de una mirlad.a de actividad.es-y aspectos en l a vid.a d.el indio que nos permiten l l e g a r a comprend.er sus motivaeiones y su ser. Pocos han podid.o dar una v i s i C n tan am-p l i a , profunda y que a l a vez conserve valores estSticos sobre esta clase de tema como lo ha lograd.o A l e g r l a . DespuSs d.e E l mund.o, con excepciCn de l a colecciOn d.e cuentos Duelo d.e Caballeros (Lima I963) , que ya comentamos, no ha aparecid.o ninguna obra m£.s d.e A l e g r l a . Este largo s i l e n c i o no deja de extranar debido a comentarios d e l mismo autor que reflejaban que estaba trabajando en otras novelas o que d.emos-traban que su labor de e s c r i t o r habla sfilo comenzad.o. Ndtese l o que e s c r i b i C en 1956: "Creo...que las novelas que l l e v o pu-blicadas.'.. son apenas un breve prClogo de l a obra que debo ha-l l cer."-^ Por lo menos en un par d.e lugares A l e g r l a menciona, en 20 materiales publicad.os, que estaba escribiend.o otras novelas que estaban ya bastante avanzadas. Este s l l e n c l o d.el autor. l l e v f l a Emir Rod.rlguez Monegal a investigar su causa. Nota que pud.o haber Influldo en A l e g r l a ' e l haber estad.o ale jado tantos arios del ambiente que le. servla d.e ins p i r a c i C n y tambiSn e l haber cambiad.o su a f i l i a c i C n p o l l -t i c a , ambos factores que pud.ieron hacerle perder algo d.e su es-p l r i t u m i l i t a n t e . (Se r e f i e r e a l hecho d.e haber dejad.o de ser miembro d.e/.Apra en 1948.) Sobre todo, s i n embargo, Rod.rlguez Monegal ve ..el comienzo d.e una nueva novela latinoamericana des-d.e 1940 que hace inactual l a novela d.e denuncia como E l mund.o  es ancho y ajeno, teniend.o preeminencia l a que tiene una c r l t i -ca m£s t f l c i t a envuelta en e l desarrollo d e l relato y que se concentra en l a ciudad. en vez del campo. La hipfltesis d.e Rodri-guez Monegal se basa entonces en e l hecho d.e que cree que Alegrla. se d.io cuenta.de que su forma d.e e s c r i b i r era anacrflni-32 ca dentro d.e las nuevas tendencias y que p r e f i r i C i n h i b i r s e . Aunque l a hipfltesis reciSn presentada pued.e ser acertad.a, creo que debemos considerar otra evidencia que posiblemente aclare algo m£s e l s i l e n c i o del no v e l i s t a . La respuesta a.este misterio parece hal l a r s e en los sentimientos expresados a l Pro-fesor. Henry Bonneville en 1949, durante una entrevista en Nueva. York,, en l a que demostrd no ignorar las c r l t i c a s d.esfavorables que se hablan hecho sobre l a red.acciOn descuid.ad.a d.e algunos pasajes d.e su primera y tercera novelas y que SI ad.judicaba a l a p r e c i p i t a c i 6 n con que las tuvo que completar a f i n d.e pod.er entrar, d.entro d.e l a fecha establecid.a, en los concursos ( E l 21 mundo fue e s c r l t o en sfllo cuatro meses). En esa misma ocasidn expresC su intencifln d.e no publicar nad.a m&s que le t r a j e r a c r l -t i c a s por haber e s c r i t o d.emasiado rttpido, siendo que ya no es-33 taba taS.3 bajo l a presiCn d.e l a necesidad. econdmica como antes. ^ Ad.emSs de este fa c t o r inhibidor d.e l a c r l t i c a se observa un d.eseo de superaciCn y d.e perfecciCn de parte d e l autor que lo ponla en l a situaciCn d.e no consid.erar a su obra l i s t a para publicaciOn. Ante l a pregunta que sus amigos frecuentemente le' hacian "^Cu&ndo publicas un nuevo l i b r o ? " , comenta: Es como s i un e s c r i t o r tuviera e l d.eber d..e estar l an-zand.o l i b r o s siempre. De ser a s l , e l deber antCjasele con-trabalancead.o por e l derecho de i n h i b i r s e . Sea porque crea que su l i b r o no alcanza l a calid,ad. necesaria y l o d.escarta. Sea porque, d.e encontrarlo bueno, con noble ambiciCn piense que pued.e mejorarlo un poco mats. Ya Qui n t i l i a n o apreciaba que es d . i f l c i l d.ar por terminad.as las obras.. E l mejor me"ri-to que han tenido para ml los concursos l i t e r a r i o s , ha sido e l d.e impulsarme a tomar l a c o n f l i c t i v a d.eterminaciCn. 3 ^ Ante estos dos elementos inhibid.ores — l a c r l t i c a ad.versa y un 1 nagotable d.eseo d.e superaciCn— es d . i f l c i l saber c u S l t u v o m&s i n f l u e n c i a . T a l vez ambos presenten algo d.e yerd.ad, pero su ard.iente deseo d.e perfeccionamiento y su respeto por e l l e c -tor , a quien 51 consideraba un d.eber no decepcionar con un t r a -bajo mediocre, parecen tener mSs peso. Aunque l a informaciOn que hay sobre l a obra inSdita. de Ciro A l e g r l a es muy limitada, es alentador saber que ha dejad.o varias obras completas l i s t a s . p a r a l a imprenta. Este hecho anula l a hipfltesis d.e que su i n h i b i c i f i n se d.ebiS a que ya habia presenta-d.o todo su mensaje y su caudal estaba agotado. Para los que ha-yan creldo. t a l ' cosa l a siguiente informaciCn t a l vez resulte sor-prendente. De acuerd.o con e l informe presentad.o en Garcllaso, 22 flrgano de l a Asociacicn Nacional d.e Escritores- y A r t i s t a s d.el. Perfl (A'.N.E.A.), d.e l a cual Ciro A l e g r l a fuera presid.ente antes d.e f a l l e c e r , los siguientes manuscritos representan su obra inS-d i t a (los comentarios que acompanan a los t l t i i l o s son observa-ciones hechas por e l autor en algunas de sus cartas a l Profesor H. Bonneville, que es l a tlnica informacion asequible por ahora) : Siempre hay caminds. En carta d.e 1962 comenta que habla hecho un contrato con l a E d i t o r i a l Losad.a d.e- Buenos Aires y esta obra estaba incluld.a : en e l acuerd.o.' ."Novela corta. E l l i b r o con d.icho t l t u l o , i n c l u i r S ad.emSs unos ocho cuentos y re-l a t o s , seleccionados entre los que l l e v o publicados en d.iarios y r e v i s t a s . " - ^ . E l d.ilema'de Krause. Novela que fue bosquejad.a en l a can-c e l d.e Lima mientras estuvo preso a l l l . . Es posible que""este l i -bro Id haya titulad.o anteriormente Un hdmbre llamad.o K a l l n y de l cual l e habla contad.o a l profesor Bonneville en 19&3 que ' se trataba d.e l a h i s t o r i a d.e- un aleman a quien habla conocido en l a penitenciarla d..e Lima. E l aleman, hombre culto y violento, estaba preso por haber matad.o a un yanki.-^ Poemas informales, e s c r i t o s entre 1956 y 1958. H i s t o r i a s reales noveladas, (pinceladas de h i s t o r i a de Ame-r i c a latina) son h i s t o r i a s que ya nan aparecido en diversas re-v i s t a s . • . ' , L i z a r d o Resurreccifln, (5 tomos). Hay varios comentarics en sus cartas sobre esta- obra en l a que SI tenia cifrad.as gran-d.es esperanzas. En carta d e l 1? d.e j u l i o d.e 1953 d.ecla: Por lo que l l e v o e s c r i t o , me parece que sera*, mi mejpr 23 obra. Presenta una revolucign suramericana y las a l t e r n a -t i v e s d.e vida y muerte en un tiempo d.e fusilamientos. Mi experiencia.de l a revolucign d.e T r u j i l l o contribuye a que pued.a ver e l fengmeno por d.entro, como creo que hasta ahora. no se ha hecho en relaciOn con esta clase d.e drama l a t i n o a -mericano. 37 En carta d.el 27 d.e septiembre de 1953 comenta de su progre-...en cuanto a Lazaro, yo estoy confrontando e l hecho de que l a novela se me ha extend.ido inmensamente. Tod.avla no l a he terminad.o. Espero darle f i n en noviembre o d.iciem-bre. Tendra*. unas 600 paginas cuand.o menos y dara\ una v i -sign i n t e g r a l d el Perfl, inclusive d.e sus clases d.irigentes. Me parece, por l o que l l e v o e s c r i t o , que superarS en mucho a E l mund.o es ancho y ajeno. 38 En otra correspond.encia d.e 1962 vuelve a l mismo tema: En Cuba estaba. escribiend.o una larga novela a l a que puse LSzaro....Luego le cambiS e l t l t u l o por e l de Resurrec-cign, que tampoco me gustg mucho. Pero e l problema es e n c i a l estaba en que l a novela se me agrand.0 inmensamente. He pre-ferid.o d.e jar de lado esos t l t u l o s y hacer una se r i e , emplean-d.o parte del material ya trabajad.o... .Con Los viajeros i l u -minados, ya son d.os las novelas que anuncio y no publico a l f i n . De ahora en adelante, anunciare" l o que ya estS, prSc-ticamente, en prensa. 39 De acuerdo con l o revelad.o por A l e g r l a a l Profesor Bonne-v i l l e en Paris en 19&3, Resurrecoign era una obra con l a cual querla hacer un gran fresco d.el Perfl, abarcando l a Spoca incaica, los s i g l o s d.e coloniaje espanol, l a Reptlblica y hasta l a Revolu-cign. Bonneville observa: S i n d.ud.a, querla hacer d.e 5 s t a su obra p r i n c i p a l , y no se decidla- a p u b l i c a r l a . La moldeaba s i n cesar y querla r e v i s a r l a detalladamente para hacer d.e ella una obra def i n i -t i v a e ind.iscutible. kO Algunos pasajes de l a seccign "Comenzando a contar." se i n -cluyen a continuacign para dar una, id.ea de los propgsitos d.el autor a l e s c r i b i r LSzaro: : Esta es una h i s t o r i a que.combina l o imaginario y l o 24 r e a l . E l narrad.or ha alterad.o o inventad.o nombres, per-sonajes y sltuaciones d,e acuerd.o con las exigencias d.e l a novela, pero los hechos vertebrales. que aparecen aqui son histOricos.' Esta es una historia'que se d.esarrolla en e l Pert*, pero, .con l i g e r a s variantes las mas d.e e l l a s geograficas, podrla tener lugar en l a mayorla d.e los palses d.ermuestra -AmSrica, dolorosa y convulsa.. Esta es una h i s t o r i a d.e l a revoluciOn d.el pueblo que se extiend.e d.esdej.el Rio Grand.e a Magallanes, en un momen-to de su lucha cuatro veces centenaria a l avanzar por un camino,ensangrentado. Dicho lo' d.icho, l a h i s t o r i a pued.e ser contad.a... Lejos de todo personalismo, mi propOsito ha querido novelar [] s i c j e l contenid.o v i t a l y a r t l s t i c o d.e un gran grama humano y como d.eclan los narrad.ores antiguos e l bien  que hubiera para, tod.os era. 4l Se nota en estos psirrafos e l sent id o d.e l a realid.ad pe-ruana que tiene e l autor; pero no se qued.a a l l ! : va mas a l i a para t r a t a r l a realid.ad. americana'y explorar aun l a realidad. universal, algo que s<31o un gran e s c r i t o r pued.e lograr. Todas las obras enumerad.as hasta aqul son manuscritos que, de.acuerd.o con l o que d.ice Magd.a P o r t a l , estan l i s t o s pa-ra l a prensa, o sea un t o t a l de nueve tomos de los cuales c i n -42 co son de Lazaro. Ad.emas hay otras obras inSditas que no es-tan l i s t a s , entre e l l a s : E l hombre que era amigo d.e l a noche, d.e l a cual dice su autor en carta d e l 14 de octubre de 1949: "...tiene mas bien - 43 caracter experimental." De Ce*sar V a l l e j o hasta esta niebla. En carta d.e 1962. d.ice: "Crdnicas d.e impresiones y recuerd.os. Tambie"n es una selecciCn hecha entre los centenares de crCnicas que he p u b l i -44 cado durante tod.a mi" vida." Gabriela M i s t r a l , anecd.otario de l a poetisa chilena. r Antologia del cuento peruano: "Esta es una antologia, con 25 prglogo y notas. • Tend.ra". por objeto presentar un panorama d.el 4*5 cuento peruano." ^ • ' Autobiografla. AdemSs d.e todas las obras enumerad.as hay otros trabajos sobre los que e l a.utor ha hecho. mencICn en sus cartas y que no aparecen en l a l i s t a d.e obras inSditas. Tales son: Los viajeros Ilumlnad.os, novela que menciona en e l prOlogo k7 46 d.e E l mund.o, en 1948, y en carta de 1962 a l Profesor Bonneville; Las piedras solas, 'sobre l a que dice en carta del 14 d.e octubre de 1949: "...he dejad.o de lado esta novela, por e l mo-48 mento." E l cgndor abatid.o, "que t r a t a de l a -lucha d e l nombre an-d.ino con e l cgnd.or y enf oca a Sste en su condiciCn de ave un 49 tanto mltica. Tengo mucha fe en esta pequetia novela." Es posible que estos' tres trabajos hayan qued.ado incom-pletes, pero tambiSn existe l a posibilidad. d.e que no hayan sld:o debid.amente catalogados. Todos los manuscritos tienen muchas correcciones l o cual los hace a veces casi i l e g i b l e s , pero su viuda, Dora Varona d.e A l e g r l a , maestra y poetisa d.e mSrito, ha iniciad.o l a ard.ua labor d.e pasar en limpio tod.os los manuscri-tos d.e su'.esposo. Debid.o a l a cantid.ad. de trabajos ine*d.itos es imposible hacer una evaluaciOn justa de tod.a l a obra d.e A l e g r l a . Dentro d.e sus obras publicadas, s i n embargo, no hay duda que su con-t r i b u c i g n m&s importante se h a l l a en l a novela, porque parece tener en e l l a su mayor madurez l i t e r a r i a . E l resto d.e este 2 6 estudio se concentrarS en esta parte de su produccifin. 27 Notas del Capltulo I 1 Angel Flores, H i s t o r i a y antologia del cuento y l a novela en Hispanoame'rica, New York: Las Americas Publishing Co., 1959, P. 557. 2 Henry Bonneville, "L ' ind igenisme l i t t e r a i r e and in',' , Les Langues Ngo-latines, No. 157, A p r i l 19&7» PP* 5 - 6 l ; v e r P- 30. 3 Ibid., p. 31 . 4 Ibid., p. 32. 5 Arturo del Hoyo, "PrClogo" en Novelas completas d.e Ciro  A l e g r l a , Madrid: Aguilar, 1959, PP* x i - x l ; ver pp. xiv.xv. 6 Gerald E. Wade and Walter E. S t i e f e l i n "Introduction" of abridged "edition" of EI mundo es ancho y ajeno, New York: Appleton-Century-Crofts, Inc., 1945, pp. x i i , x i i i . 7 Abraham Arias Larreta, "Realidad l l r i c a peruana", Revista  Iberoamericana (Mexico), Vol. IV, No. 7, Nov. 194l, pp. 53-89; ver. p. 75-8 Ciro A l e g r l a , "Novela d.e mis novelas", Sphinx, Lima, Nov.-Dic. 1938, pp. 105-110. 9 Ciro A l e g r l a , "La novela y su te*cnica" , America, La Habana 50 ( 1 / 3 ) , Oct. - Die. 1956, pp. 25-28; ver p. 28. 10 Ciro A l e g r l a , "Notas sobre e l persona.je en la. novela hispa-noamericana" , en La novela hispanoamericana, segund.a e d i -cidn, selecciCn con introd.ucciCn y notas d.e Juan Loveluck, E d i t o r i a l U n i v e r s i t a r i a , S. A., 1966; pp. 411-419. 11 Ciro A l e g r l a , "Aprismo and. L i t e r a t u r e " , Books Abroad , Vol. XII, 1938, pp. 9-11; ver p. 9 . 12 Ibid. 13 Ciro A l e g r l a , " E l aprismo crea un nuevo Peru", Norte: Revis-ta Continental, New York, Junio 1946, pp. 13, 66-67. La c i t a de E l mund.o es ancho y ajeno esta en l a p. 351, en l a ed.icidn de A g u i l a r (Madrid), 1959, Novelas completas de Ciro A l e g r l a . 14 Ciro A l e g r l a , "Medina, e l general demCcrata." , Norte: Revis-ta Continental, New York, Feb. 1945, pp. 11, 48, 50 . 28 15 Ciro A l e g r l a , "Las cuatro libertad.es en America Latina" , Norte: Revista Continental, New York, Die. 1944, pp. 34, 38, 40; "Human Rights i n L a t i n America", i n Annals of the  American Academy of P o l i t i c a l and. S o c i a l Sciences, P h i l a -delphia, January 1946, pp. 87-95* (Traducid.o por l a Sra. • H. Hollingsworth a l inglSs.) 16 Ciro A l e g r l a , Duelo de caballeros, Buenos Aires: Ed.itorial Losada, S.A., 1965. Ver e l prOlogo, p. 8. 17 Ibid., p. 63. 18 Estuard.o NClnez, La l i t e r a t u r a peruana en e l s i g l o XX (1900-1965) , MSxico, D.F.: E d i t o r i a l Pormaca, S.A. d.e C.V. , 1965, P. 94. 19 Ciro A l e g r l a , "Novela d.e mis novelas,", p. 108. 20 I b i d . , p. 106. 21 Ciro A l e g r l a , La serpiente de oro en Novelas•completas  de Ciro A l e g r l a , Madrid: Aguilar, 1959, P« 163• 22 Ciro A l e g r l a , "Novela de mis•novelas", p. 108. 23 Ciro A l e g r l a , Los perros hambrientos en Novelas completas  d.e Ciro A l e g r l a , Madrid: Aguilar, 1959, P« 270. 24 Ciro A l e g r l a , E l mundo es ancho y ajeno, prClogo a l a 10a. ed.ici<5n, en Novelas completas de Ciro A l e g r l a , Mad.rid: Aguilar, 1959i p.. 328. 25 Milton Rossel, C r l t i c a d.e E l mundo es ancho y ajeno, de Ciro A l e g r l a ; en Atenea, ConcepciCn, Chile, Vol. LXV, Sept. 1941," pp. 516-519; ver p. 516. 26 Tapa posterior d.e E l mundo es ancho y ajeno, Buenos A i r e s : E d i t o r i a l Losada,S.A., 1968. 27 Henry Bonneville, "Mort et resurrection de Ciro A l e g r l a " , Bulleti-n Hispanique, Tome 70, Nos. 1-2, Janvier-Juin 1968, pp. 122-133; ver pt; 129-28 E l mundo es ancho y ajeno, prfilogo a l a 10a. ediciCn, en Novelas completas de Ciro A l e g r l a , Mad.rid: Aguilar, 1959, p. 327. 29 Ibid., p. 328. 30 Milton Rugoff, "Review of 'Broad, and. A l i e n Is theVWorld,,; by Ciro A l e g r l a . Translated, by Harriet d.e Onls." New York  Herald-Tribune Books, Nov. 9, 1941, p. 6. 29 31 Giro A l e g r l a , "La novela y su tecnica',1 , p. 28. 32 Emir Rodriguez Monegal, "Hipdtesi's sobre A l e g r l a " , Mund.o Nuevo, No. 11, Mayo 1967, pp. 48 -51 . 33 Henry Bonneville, "Mort et resurrection de Ciro A l e g r l a " , p. 124. 34 Ciro A l e g r l a , Duelo de cabal'leros, (1965)-, P- 7 del pr61ogo. 35 Henry Bonneville, "Mort et resurrection de Ciro A l e g r l a " , p. 126. 36 Ibid., pp. 130, 132. • - ' 37 Ibid., p. 125. 38 Ibid. 39 Ibid., p. 127. 40 Ibid. , pp. 1 3 0 , , 1 3 1 ; trad.uccifin liba?e d el francos. 41 Ibid.. p. 133. 42 Magda Po r t a l , "Ciro A l e g r l a ine"dito"., en Garcilaso.. Ano 1, No. 1,. j u l i o de . 1967; citad.o por Henry Bonneville en "Mort et resurrection d.e Ciro A l e g r l a " , pp. 132, 133. 43 Henry'Bonneville, "Mort et resurrection de Ciro A l e g r l a " , p. 124. 44 Ibid., p. 127. 45 Carta, de 1962. .Ibid. , p. 127. -46 E l mund.o es ancho y a.jeno, prdlogo a l a 10a. edicidn, Madrid: Aguilar,.1 9 5 9, p. 331. 47 Henry Bonneville, "Mort et resurrection de Ciro Alegrla",. p. 127. . • 48 Ibi d . . pp. 123, 124. ^9 Ibid., p.. 1.24. , Carta d e l 14 d.e octubre d . e l 9 4 9 . 30 Capltulo II E l realismo en e l contenido s o c i a l d.e su novela La novela d.e A l e g r l a se encuadra d.entro d.e. una homogSnea tendencia a l realismo que prevalecla entre los narradores pe-ruanos d.esde:.'fines d.el s i g l o XIX. Esta tend.encia r e a l i s t a iba acompanad.a d.el concepto.de que l a obra l i t e r a r i a debe s e r v i r una funciCn G t i l a l a socied.ad., l o que llevaba, por l o general, a tratar.de s e r v i r propCsitos d.id.acticos que contribuyeran a l mejoramiento. d.e l a gente en todos los sentid.os posibles. E l esc r i t o r . e n estas circunstancias asume no sfllo l a posiciCn d.e creador l i t e r a r i o sino tambiSn l a de reformad.or que senala. o denuncia las fuentesd.el problema que esta bajo su considera-ciftn. • -Aunque l a novela es una. obra d.e f i c c i O n , A l e g r l a consid.era que emana, ba*.s i came nted.e l a realid.ad.: "Del choque d.e l a cate-gorla humana con ios acontecimientos cotid.ianos nacen l a h i s t o -r i a y l a anScd.ota, y esto es, en p r i n c i p i o , la, novela.""1" Esos incid.entes d.iarios sirven d.e_ base a l a novela, pero .gsta'no t i e -ne como objetivo r e f l e j a r las cosas t a l como son,sino.como l o posible d.entro de ese mundo r e a l : Toda novela es siempre un relato de l o posible. Por tanto en l a novela en general y especialmente en l a mla se combirian tanto l o r e a l como l o f i c t i c i o , buscando siempre . dar a l a obra su cara*.cter n o v e l l s t i c o , esa personalidad. tan propia de l a novela. 2 Dado que en toda novela entra tanto l o r e a l como l o f i c t i c i o , parece que es m£s importante l a interpretaciOn que e l e s c r i t o r da d.e l a realidad. que e l que presente hechos verldicos en s i . 31 En este aspecto veremos que A l e g r l a logra fundlr lo f l c t i c l o con hechos verld.icos dSndoles una l n t e r p r e t a c i 6 n objetiva de l a realid.ad. que l o colocan no sfllo entre los r e a l i s t a s , sino como e l mSs reputado de los novelistas r e a l i s t a s . De las.'fuentes que usfl A l e g r l a para i n s p i r a r s e , comentO modestamente que en su caso l a evocaciCn supera a l a imagina-ciCn: Sus ingred.ientes. b u l l l a n en ml desde l a infancia y volcarlos ;—d.entro d.e l a concepciCn d e l hecho en s i — fue"' . mSs tarea de redescubrimiento que de imaginacifin. Como en e l mSrmol d.e Miguel'Angel —salvando las distancias p r e c i s a s — l a obra estaba a l i i y sfllo faltaba desvastar [sic] l o superfluo. 4 En su evocaciOn regresa a su niflez para, record.ar los relatos que oyera d.e boca d.e los ind.ios, d.e su abuela Juana, d.e su pa-dre; l a mente 'vi v i f ica im&genes e incid.entes que qued.aron gra-bados porque afectaron l a sensibilid.ad. de un ser que fue impre-sionad.o con l a i n j u s t i c i a que puede haber entre. los hombres. Y a esas reminiscencias se aftad.en d.atos d.ocumentales, y hechos o personas que representan y que unen en s i rasgos de muchos otros formand.o una fi g u r a compuesta como. en un collage. NStese e l comentario d.el autor sobre las fuentes reales que ha usad.o para E l mundo es ancho y ajeno: ...son reales, por e g e m p l o l a h i s t o r i a d.e Rumi, Don Teod.oro A l e g r l a mi abuelo, d.ona Elena Lynch mi abuela, e l Fi e r o VSsquez, personaje que e x i s t i 6 pero no en ese tiempo. ...Fuel c i e r t a l a ' sublevacifln d.e Rumi y Umay, a s l como l a masacre de Llaucan: los nombres de las victimas son exactos. Los obtuve- d e l d i a r i o "La Autonomla" d.e aquel entonces. E l d.iscurso de Pajuelo, -personaje r e a l y de nombre exacto, es un discurso que en una oportunidad me d.ieron para que l o publicara en "La Tribuna". Pero este d.iario fue clausurado y e l discurso l o tuve entre mis papeles hasta que los u t i -lic<5 en Chile, mientras e.scribla l a novela. Los dem^s personajes, s i bien no son reales en e l sentid.o d.e haberlos 32 conocido, l o son en e l sentido en que hay muchos como e l l o s en las regiones de l a s i e r r a . 5 Desde su niriez l a conciencia s o c i a l del autor habla sido cond.icionad.a para s e n t i r y d.iferenciar e l bien del mal, pero no alcanztf un d.espertar d.e expresiCn en l a activid.ad. l i t e r a r i a novelesca hasta que estuvo en Chile. E l novelista explica su situacifln ante e l contraste de ambientes: Cuand.o estaba en e l destierro en C h i l e , pals mod.erno, comprend.l me j or l a re alidad, del Peru. De l e j o s se ven mejor las cosas; se abren otros horizontes. A s i fue como lo prime ro que afloro" a mi pluma fue mi propia experiencia v i t a l f o r t a l e c i d a por mi preocupaciCn s o c i a l . 6 Asociado a su preocupaciCn s o c i a l esta e l compromiso d.e concien-ci a que asume e l autor consigo mismo a l comprometerse a t r a t a r de cambiar las circunstancias s o c i a l e s . Se impone e l deber de d.ifundir un mensaje que cambie l a situaciCn. Esto se observa cuando habla d.e su credo d.e es c r i tor: .-..mi credo de e s c r i t o r . . . .Creo en las particularidades americanas, tanto como en las chinas, las alemanas o las francesas. Pequerio o grand.e, me siento portadord.e un mensaje. A s i hablo con toda l a voz que tengo...del mundo a l que pertenezco y siento distintivamente peruano o ame-ricano. 7 Como portad.or d.e un mensaje A l e g r l a logra l o que muy pocos han pod.id.o hacer, que es presentar e l mensaje s i n permitir que e l texto pierd.a nada de su belleza l i t e r a r i a . Analizaremos ahora e l contenido s o c i a l o mensaje de sus tres novelas, en las que definidamente hay un aumento paulatino hacia una v i s i f l n mSs amplia a p a r t i r de su primera novela y que culmina en E l  mund.o es ancho y ajeno. En La .serpiente d.e oro l a relacifln entre e l hombre y l a naturaleza es primordial, pero e l aspecto s o c i a l d.esempena 33 tambiSn un papel may importante. A111 se muestra l a existencla pellgrosa y herolea d e l mestizo y especlalmente de los balseros en l a zona s e l v S t i c a d.el MaraiiCn. La f a l t a d.e interns por par-te d.el gobierno en e l i n t e r i o r del pals se r e f l e j a en l a f a l t a d.e s e r v i c i o s publicos (puentes, caminos, f e r r o c a r r i l e s ) , y en l a f a l t a d.e a s i s t e n c i a me*d.ica y d.e escuelas. Esta es una forma d.e exponer a un gobierno que muestra i n d i f e r e n c i a hacia e l desa-r r o l l o d.e las provincias aunque e*stas fdrmen parte v i t a l d.e l a republica. Por otra parte, no es muy p o s i t i v a l a acti.tud. hacia Lima, c a p i t a l y sed.e d.el gobierno, que l e j o s d.e ser conocid.a como lugar d.e activid.ad y progreso para e l pals, es para l a per-sona comto l a "mentad.a ciudad que nosotros conocemos por d.os cosas: a l i i cambian los gobiernos y a l l l hay una inmensa C & T -P c e l . A e l l a se entra, pero muy pocas veces se sale." Esta misma c i t a ya sugiere l a i n e f i c a c i a del sistema ju-d i c i a l , en e l cual a l individ.uo se l o d.eja "enmohecer como a un trasto i n f l t i l ' en e l rincfin de cualquier cfircel en tanto que, sobre-una mesa, se amontonarla e l papel sellad.o."^ Al mismo papeleo jud.icial y a su inutilidad.., se r e f i e r e con m&s intensid.ad. A l e g r l a en E l mundo es ancho y ajeno. A l a i n e f i c a c i a se ahad.e l a i n j u s t i c i a del sistema en l a aplicaci<Sn d.e las leyes, que se hace con parcialidad hacia los mSs ad.inerados. A s i es como lo expone e l Riero, un corrid.o: Results quera hacend.ao f e l hombre a quien habia ma tad o) y las autoridas me perseguieron e t a l mod.o que tuve que julrme.. .Me j u l d.iaqul... S i biera s id o. dent re pobres, biSranse trasacord.ao y to biera qued.ao en nad.a, pero comue-ra un senorel muerto velay que no se d.ieron sosiego... 1 0 Tambie*n se .presenta l a corrupciCn administrativa - I 3 k a l comentar sobre puestos que existen para supervisar empresas inexistentes en e l i n t e r i o r d.el pals. Esto r e f l e j a mucho d.el sistema como tambign d e l cara.cter d.e los que trabajan para e l gobierno pues t a l actitud. revela un deseo egolsta d.e comod.id.ad. propia y falta'de respeto hacia s i mismos y hacia su pals. E l les d.arfi e l ejemplo a esos muchachos limenos que se quedan en c a s i t a , mend.igando empleos d.el gobierno para" curvarse ante una mesa y los "pad.rinos" toda l a vida. Po-d.ria ser como Juan Carlos, que, d.ebid.o a i n f l u e n c i a s , d.e-semperia d.esd.e Lima l a inspeccion d.e un provinciano camino que no exi s t e . . . 11 A esta a c t i t u d se contrapone l a d.el ingeniero, d..on Osvaldo Mar-tinez d.e Cald.erCn, quien d.esafiand.o con un e s p l r i t u i d e a l i s t a y emprend.ed.or tod.os los obstSculos naturales se lanza a l a s e l -va a d.escubrir sus riquezas y hacer planes para su explotaciCn para e l progreso y beneficio del pals. La gran empresa d..e este nombre queda interrumpid.a, s i n embargo, porque sucumbe a l a p i -cadura d.e una venenosa serpiente am a r i l l a . A los representantes del gobierno, personalizad.os en l a guard.ia c i v i l y los gendarmes, se los muestra aprovechSndose d.e sus puestos, uniformes y armas de fuego para intimidar, humi l i a r y abusar d.e los cholos e ind.ios. Por ejemplo, cuando a un par d.e gendarmes les cayfl en gracia l a companera d.el cholo Ar-turo, pensaron que pod.rlan d.eshacerse de 51 pid.i5nd.ole l a l i -breta d.e enrolamiento; cuand.o encontraron que l a tenia en cum-plimiento con l a ley, tramaron otras estratagemas para separar-l o de Lucinda. Alberto Escobar comenta que e l sistema d.escrito en esta obra induce a l sentimiento rebelde de parte de l a gente y a I 35 querer tomar l a j u s t i c i a en sus propias manos. En sus pala-bras: E l aparato. e s t a t a l es descrito como una conjunciCn policlaco-jurld.ica que provoca, por rechazo, un s e n t i -mlento rebelde, proclive.a l a j u s t i c i a personal, e l que ya se hizo evid.ente con ocasion d.e l a muerte d.e J u l i a n y es causa de las acciones sangrientas d.el 'Riero 1. De ese mod.o se consolida una vez ma*.s e l concepto d.e l a auto-nomia l o c a l . 12 Como s i e l abuso d.e las autoridad.es seculares no.bastara, l a autorid:ad, r e l i g i o s a tambie"n hace d.e las suyas cuando pued.e, no sGlo usando y asumiendo una posiciCn a u t o r i t a r i a para con los cholos e ind.ios, sino engahand.o abiertamente a l cobrar por misas ind.ivid.uales y luego d.ecir una sola por todos juntos. Los afectad.os por e l d.esacierto del cura resumen su situaciCn d.e esta manera: Ser borracho pued.e pasar, pero eso de beberse e l vino d.estinad.o a l a consagraciOn es imperdonable, tanto como celebrar una, sola misa por las almas y cobrar como por veinte misas. Luego, se cae en l a cuenta de que e l cura come, bebe y engorda con l a plata del pobre... 13 En esta novela l a temStica d.el autor ya qued.a estructurada a grand.es rasgos. La id..ea central es l a d.e l a d.ignid.ad, y exce-l e n c i a d.el hombre and.ino y d.e l a selva (ya sea indio o mestizo) , hombre que esta", en lucha continua contra los medios naturales del ambiente en que vive, por un lado, y en lucha contra l a opresiCn de un sistema s o c i a l injusto, por e l otro. En Los perros hambrientos l a accifin primordial se l l e v a a cabo en l a .sierra and.ina. Aunque l a novela t r a t a inicialmente de los perros, pasa luego a, otro n i v e l en e l que se presenta e l aspecto humano. Los d.os pianos d.e l a novela son por l o tanto los siguientes: 1) en que los perros pastores, humanizad.os, 3 6 ad.quieren un n i v e l simbClico que sirve d.e comparaciOn y con-traste con los seres del segund.o piano; y 2) en que se d.esarro-11a e l problema humano y en especial e l d.e un grupo d.e indios que son despojad.os.de sus t i e r r a s , introd.uciendo con esto e l c o n f l i c t o entre los ind.lgenas y los grand.es propietarios, cuya base radica en l a posesiSn de l a t i e r r a . Con la'sequla y l a hambruna que e l l a causa, no hay d i f e r e n -c i a en e l sufrimiento d.el hombre y de los animales. E l hombre s i tiene l a d.esventaja d.e no pod.er s e h t i r l a compasiCn de otros seres humanos que tienen med.ios a su disposiciCn para socorrerlo, pero se niegan a hacerlo. E l sufrimiento es t a l que l l e v a . a actos inusitados en los hombres tanto como en los perros. Cuan-d.o a l f i n viene l a " l l u v i a gftena" , brota l a esperanza d,e una nueva cosecha que les harS olvid.ar los t e r r i b l e s padecimientos pasad.os; los perros vuelven un tanto tlmidamente a l c o r r a l , y tanto hombres como perros vencen un gran obstSculo presentado por las fuerzas naturales.' En contraste, e l problema con las autoridad.es y e l . hacend.ado que los t r a t a inhumana.mente., abusa de e l l o s y los despoja d.e sus t i e r r a s , que da y parece perpetuo.. . En este sentido l a situaciCn d e l hombre es peor que l a d.e los perros'porque su lucha contra una fuerzarjsayor no es espor&di-ca, como en e l caso d.e l a sequla, sino continua y permanente.. Como l o expresan los mismos indios: "Nosotrus, los pobres, te-14 nemos siempre sequla e j u s t i c i a , sequla e corazCn..." E l paralelismo entre hombres y perros hambrientos se esta-blece por boca.d.e los mismos indios. d.espojad.os. E l grupo d.e comuneros despojad.os se presenta ante e l hacendad.o, d.on 37 11 Cipria.no, "como un rebario de animales acosados." v DespuSs de contar e l v i e j o indio Mashe l a h i s t o r i a d e l d.espojo por don Juvencio, hacendado de Sunchu, en e l cual e"ste "habla probad.o su inalienable dereeho a poseer las t i e r r a s de un a y l l u cuya terca existencia £n6tese l a ironIa3 se prolongaba d.esd.e e l i n -cario, a trav<5s de l a colonia y d.e l a repdblica, sufriend.o to-dos los embates. ..""^ el narrad.or concluye: —Y. es a s i como hemos llegao a mend.igar un pequefio l u -gar, mas que seya un s i t i o chico en l a grande t i e r r a . . . Uno busca su pequefio s i t i o en e l mund.o y nuay, o se l o d.an prestao... Yes solamente un pequefio, un pequefio lugar en e l mund.o. .. 17 Cuand.o l a agonla d e l hambre los 1'leva a l a hacienda en busca d.e algo que comer, e l alma d.e los indios' se vuelca con tremenda elocuencia j u s t i c i e r a : — P a t r f l n , £c<5mo que nuay nada? Sus mulas y caballos finos tan comiend.o cebada. ^No vale mas quiun animal un cristiano?...Peyor que perros tamos... Nosotrus s i que semos como perros hambrientos... 18 Relacionada con esta c r i s i s por f a l t a de alimentos, sale a l u z , en tSrminos semejantes a los implicados en La serpiente d.e oro, l a actitud. d.e des interns del gobierno ante un problema p r o v i n c i a l d.e esta Indole. Es interesante notar que e l siguien-te comentario viene nada menos que del hacendado: — £ E 1 Gobierno?—grufiC ind.ignad.o d.on C i p r i a n o — , usted. no sabe l o que- es e l Gobierno. Desd.e Lima se ven de otra manera las cosas. Yo he estad.o a l i a . Una vez hubo hambru-na por Ancash, y' a l Gobierno l e import*? un p i t o . E l sub-prefecto, s i no es una bestia, d.e be haber informad.o ya. Le apuesto a que e l Gobierno no hara", nad.a... 19 Se repite aqui tambiSn l a mencifin d.e l a i n e f i c i e n c i a buro-c r a t i c a y l a corrupcifln d.e los empleados' d.e gobierno que l l e g a n a causar, entre los provincianos, un continuo rechazo del . 38 gobierno nacional. En e l siguiente pasaje se describe a l sub-prefecto d.el pueblo:-...don Ferrietn pertenecla a esa serie de engreld.os e i n f l t i l e s que, entre otras buenas y eficaces gentes, pare Lima por cientos, y que e l l a , l a ciudad. c a p i t a l , l a que go-bierna, envla a las provincias para l i b r a r s e d.e una inepcia que no se cansa de reclamar acomodo. Desd.e luego que su destino no pued.e ser otro que l a f f i c i l burocracia d.e las subprefecturas y l a recaudaciCn de impuestos, y estand.o a l l l , tratan de " a l l e g a r dineros" por todos los medios para d.espuSs retornar a Lima, d e s p i l f a r r a r l o s en traj e s y bur-deles y t r a j i n a r otra vez en busca d.e colocacifin. De esto resulta que los provincianos... viven, teniend.o tambi5n otras razones para e l l o , en perenne plan d.e rechazo a l a c a p i t a l . 20 Los gendarmes tratan con mucha crueldad. a los ind.ios, quie-nes se escond.en a l verlos porque "para nada bueno se presentan por los campos: l l e v a n presos a los hombres o requisan caballos, 21 vacas, ovejas y hasta g a l l i n a s . " Un d.la l o sorprenden a Mateo trabajand.o en su chaera y no puede escapar. Antes que los gen-darmes siquiera hayan hablado con 51, ya.han cond.ucid.o sus ca-ballos por e l maizal, pisoteSndolo y arruinand.o las.plantas que con tanto amor hablan sid.o sembradas y cuidad.as por 51. Este d.esprecio hacia los d.erechos ajenos se torna luego en golpes e insultos como respuesta a las suplicas de l a mujer de Mateo, que les ruega que no se l o l l e v e n a l s e r v i c i o m i l i t a r porque su f a m i l i a qued.ara" desamparad.a. En e l aspecto d.e l a r e l i g i o n , se expone l a prSctica d.e l a I g l e s i a en l a venta d.e sepulturas con l a salvacifin del alma ase-gurada como un medio en que se explota a l a gente. Por una par-te se ensena que d.eben enterrar a los muertos en e l cementerio para que las almas.no penen, y por otra parte l a unica forma en que pued.en e v i t a r que penen las almas es pagando d.erechos d.e 39 entierro a l a I g l e s i a . Cuando Mashe muere, e l jefe d.e los co-muneros d.espojad.os, l o sepultan en medio de un deshojado a l i s a r pues su f a m i l i a no tiene d.inero para e l dereeho d.e entie r r o . Irflnicamente, a l i i pued.e unirse a una t i e r r a l i b r e a l a cual no habla tenid.o dereeho mientras tenia vida, adema^s d.e pod.er d.es-cansar en e l l a con cempleto bienestar. Y'~el Mashe bien descansfl a l l l y no en e l cementerio, que l o era sGlo por estar cercad.o d.e piedra y e x i g i r un dereeho por e l que l a Iglesja-aseguraba l a salvacifln del alma. Bien d.escansO a l l l e l Mashe, en l a ancha t i e r r a por l a cual-habla luchad.o tanto, abierta y l i b r e a l a esperanza y a l a muerte. A l f i n l a tenia. 22 En Los perros hambrientos entonces se observa l a repeticiCn de muchos aspectos que ya hablan aparecid.o en La serpiente de oro, aspectos que quedan expuestos por l a i n j u s t i c i a que traen consigo para e l hombre. Es c i e r t o que varios de e l l o s toman d.iversas tonalid.ad.es, debid.o a que e l autor los adapta segtln l a narraciCn que esta haciend.o. En E l mundo es ancho y ajeno l a p r e o c u p a c i 6 n central del autor representa una elaboraciOn mas amplia, variada y abarcan-te de aspectos sociales que ya se hallaban presentes, en diver-sos grados y formas, en La serpiente de oro y en Los perros  hambrientos. E l c o n f l i c t o fundamental es e l de l a lucha heroi-ca de los comuneros de Rumi, unidad s o c i a l independ.iente o a y l l u , en defensa d.e sus t i e r r a s contra los insaciables afanes adquisitorios de un gran hacendado que quiere someterlos para que formen parte de su peonaje. A l e g r l a t r a t a de compend.iar un problema ind.lgena que habla venido empeorando paulatina y acrecentad.amente d.esde l a independencia: e l problema del ' ko gamonalismo. Es preciso hacer un parSntesis aqui para volver l a v i s t a a l a h i s t o r i a y ver e l desarrollo del gamonalismo, pues s61o a s l se puede comprend.er bien e l problema bSsico de explotaci(5n indlgena que se t r a t a en esta novela. Durante"el periodo colo-n i a l l a clase a r i s t o c r a t i c a de terratenientes habia dominad.o l a regiOn. Estos terratenientes o encomenderos eran hombres, o sus d.escend.ientes, que por haber participado en l a conquista o prestado f i e l servicio' a l a corona de Espana hablan sid.o hon-rad.os con una encomiend.a, o sea con t i e r r a s o haciendas, y para que l o s i r v i e r a n y labraran l a t i e r r a , los indios que en e l l a v i v l a n . Por su parte, e l encomendero tenia responsabilidad.es protectoras hacia sus ind.ios, a l a manera de l a tradiciOn feu-dal que se habia trasplantad.o a America con l a conquista. Las leyes protectoras de los indios proclamad.as por los reyes espa-ftoles encontraban poca aplicaciOn en l a pr£ctica en AmSrica, y hubo muchos excesos y abusos d.e parte d.e los encomenderos. La opresiCn de los encomend.eros y del sistema feudal establecid.o ll e v f l a muchos levantamientos indlgenas, e l m&s importante de los cuales t a l vez sea e l de Tupac Amaru en 1780, que fueron sometid.os por l a fuerza. Durante las guerra.s d.e ind.ependencia estos pod.erosos gru-pos de encomend.eros privilegiad.os se unieron con los m i l i t a r e s , es table ciend.o un t S c i t o acuerdo d.e apoyo mutuo que a l a vez te-nia e l apoyo c l e r i c a l . La I g l e s i a c o n s t i t u l a en algunos sec-tores d.e LatinoamSrica uno d.e los m&s pod.erosos terratenientes. Aunque los id.eales de libertad. y d.emocracia hablan sid.o los ]•••-41 lemas d.e los movimientos revolucionarios d.e independ.encia, tales ideales rara svez fueron puestos en prfictica por los go-biernos-. Lo que sucedifl fue que los levantamlentps a favor d.e la-ind.epend.encia no tuvieron como objeto ser movimientos de re-forma s o c i a l , y como consecuencia quedaron en prSctica l a mayor parte.de las instituciones establecid.as por e l coloniaje. Es eierto que se hablaba con interSs de los indios, pero se l o ha-c i a mayormente porque e l prestarles atenciCn era una forma de d.espreciar l o espanol y porque los indios brindaban una v i s i C n romantizad.a del pasad.o con un sent id o d.e continuid.ad h i s t C r i c a . SimCn Bolivar mismo vi<5 .en l a Ind.ependencia' l a oportunidad. de restauraciCn indlgena. Como d.eclarara en"un momento de exalta-cifln p a t r i C t i c a i -La mano bienhechora del e j S r c i t o l i b e r t a d o r ha curado las herid.as que llevaba en su corazCn l a p a t r i a , ha roto las.'cadenas que habia' remachado Pizarro a los hi j o s de Manco Capac, fundador del Imperio del Sol, y ha puesto a todo e l Perd bajo e l sagrado rSgimen de sus antiguos dere-chos. 23 La realidad para e l indio durante l a ind.ependencia habia de ser otra. 'Si fines d el s i g l o pasado, Manuel Gonzalez Prad.a, a l considerar l a situacifin d e l indio bajo l a repflblica, e s c r i -h!6: Bajo l a Republica £suffeomenos e l indio que bajo l a d.ominaciCn espanola? Si'no existen corregimientos n i en-comiendas, quedan los trabajos forzosos y e l reclutamiento. Lo que l e hacemos s u f r i r . b a s t a para descargar sobre noso- . tros l a execraci'Cn de las personas humanas. Le conservam.os en l a .ignorancia'y la- servid.umbre, • le envilecemos en e l cuart e l , le embrutecemos con e l alcohol, le lanzamos a des--trozarse en las guerras c i v i l e s y d.e tiempo en tiempo or-ganizamos ca'cerlas y matanzas como las d.e Amantani, Have y Huanta. 24- ' , Carleton Beals observa que en: e l periodo d.e l a ind.ependencia 42 los indios contlnuaron viviend.o ma*,s o menos como en l a colonia. En algunos casos, s i n embargo, las circunstancias para e l l o s hablan empeorado debido' a que l a l e g i s l a c i f i n protectora d.e los reyes espafioles habla quedado anulada y estaban m£.s expuestos a l l i b r e abuso de los terratenientes (o ex-encomend.eros) , que por ser los nuevos d.irigentes del gobierno pod.lan l e g a l i z a r 21 todas sus acciones. v Consideremos rfipid.amente algunos de los aspectos en que los indios hablan estad.o mejor bajo l a l e g i s l a c i f i n protectora c o l o n i a l que l a d.e l a repflblica. E l ma".s importante, t a l vez, fue que las comunidades o ay l l u s permanecieron cas i intactos, d.e mod.o que las t i e r r a s y l a entidad s o c i a l representada por e l a y l l u fueron: respetad.as. T a l situaciCn habrla d.e cambiar rad.icalmente con l a independencia. A l d.escribir l a situaci(5n ind.lgena poco tiempo d.espue"s d.e las guerras d.e ind.epend.encia, Ricardo Bustamarite Cisneros declara que las comunidades i n d l -genas controlaban l a ma,yor parte d.e las t i e r r a s en las provin-c i a l del i n t e r i o r , pero que los nuevos d.irigentes consideraron t a l sistema incompatible con la. c i v i l i z a c i C n moderna y "no va-c i l a r o n en t r a t a r d.e eliminarlas, disolvie"nd.olas por med.io d.e 2 6 decretos d i c t a t o r i a l e s y leyes especiales." E l mismo libertad.or, SimOn Bolivar, en u n i n t e n t o de hacer d.e cada ind.'io un propietario, e l 8 d.e a b r i l d.e 1 824 expid.iC un decreto por e l cual se efectuaba. l a d.isolucifln d.e los antiguos a y l l u s , con lo. cual d.e j a ban d.e e x i s t i r como entid.ad.es legales. Estos antiguos terrenos comunales fueron divididos en pequefios lotes de ig'ual extension entre los comuneros que los habitaban, 43 y s i habia algo de sobra se l o verid.la para d.ar una fue nte de entrada a l gobierno. Cada comunero rec i b i f l e l t l t u l o l e g a l de su pequetia propiedad y como propietario tenia plena libertad. para disponer de e l l a cuando deseara y a quien q u i s i e r a . Aunque l a expediciCn de esta ley pud.o haber tenid.o las mejores inten-ciones de incorporar a l indio a l a c i v i l i z a c i C n moderna, r e f l e -j<5 una t o t a l incomprensiCn, de parte d.e los d.irigentes, d.e las costumbres y conceptos mantenid.os por los indios con respecto a l trabajo y l a propied.ad. E l trabajo para e l l o s era como una activid.ad. s o c i a l d.e cooperacifln mutua y l a t i e r r a no tenia va-l o r en s i sino por l o que pod.la producir. Sin l a ad.ecuada pre-paraciSn y educacifln para actuar ind.ependientemente como pro-p i e t a r i o , e l indio no objetS en vender su terreno por cualquier misera oferta que r e c i b i e r a , en muchos casos s i n entender que l a venta s i g n i f i c a b a l a pe"rdid.a de su t i e r r a . E l intento de convertir- por decreto a los indios en propietarios fue un com-pleto fracaso, siendo que por haber vend.id.o sus t i e r r a s hubo muchos que and.aban vagand.o. Un decreto de 1829 se encargfl de e l l o s : ...para lograr que los hacendad.os no carezcan d.e brazos a u x i l i a r e s , ha d.ispuesto S.E. e l Presidente d.el Consejo d.e Gobierno que los individuos que no se ocupen en c u l t i v a r y explotar las t i e r r a s , o manufacturar algdn ramo de l a i n -d.ustria d.eben ser considerad.os como .vagos y perjud.iciales a l a Republica, tomand.oseles para e l s e r v i c i o d.e las armas; y que los peones trabajen en las posesiones d.e. los r e f e r i -d.os hacendados... 26 Desde que fueron d.isueltas en 1824, las comunidad.es no eran m£s reconocid.as ante l a ley, a.unque en muchos sectores continua-ron existiend.o. Esto las colocaba en una posiciOn en que no 1+4 pod lan d.efenderse legalmente cuando sus derechos eran violados. Wo fue sino hasta 1920 que por una ley fueron otra vez recono-cid.as las comunld.ad.es aunque con tSrminos algo vagos. De esta manera e l indlgena se ha encontrad.o d.esfavorecido por las leyes y en muchos'casos tambiSn por los jueces. Jorge Cornejo, profesor d.e Sociologla d.e l a Universidad. del Cuzco, en su obra La explotaciCn del trabajo d.e los indios, analiza e l estad.o de los indlgenas hasta nuestros d.las, manifes-tand.o las pSsimas- cond.iciones econCmicas de su existencia. S i d.urante l a colonia tenlan que trabajar como esclavos, hoy estan en l a misma'cond.iciSn. En las haciendas, ganan 80 centavos por d.la por Jornada teCrica de ocho horas, que en realidad. d.ura d.es-de las cinco d.e l a manana hasta las siete d.e l a noche. De los 80 centavos que ganan de ben. pagar 50 por l a comid.a, d.e modo que sClo reciben 30' centavos por d i a . Todo este abuso rad.ica espe-cialmente en l a ignorancia del ind.io, en su analfabetismo, en su f a l t a d.e conocimiento d.e las leyes, de modo que en tod.o p l e i -27 to contra e l gamonal e l ind.io l l e v a las de perder. ' Luis P. /iguilar r e i t e r a y resume e l sentimiento general con respecto a l a situaciOn del indio d.espue"s d.e l a ind.ependen-c i a : Vfiase pues, que el'ind.io no s(31o no ganC nada con l a inde p e n d e n c i a s i n o ' que perd.iS l a protecciCn i [ s i c j t u t e l a con que lo favoreclan las leyes espanolas. 28 Los descend.ientes d.e los conquistad.ores y antiguos encomend.eros fueron mayormente los que constituyeron l a nueva clase d.e gober-nantes blancos- y ad.inerados en las repdblicas y los que llegaron a formar e l d.espiad.ado grupo d.e explotad.ores que se conoce modernamente con e l tSrmino de gamonales. Este k5 tSrmino no incluye sClo a los terratenientes sino a tod.os los que explo-tan y abusan del ind.io. En l a d e f i n i c i d n d.e gamonal. d.ad.a por Luis P. Aguilar esta idea se hace evid.ente: Gamonales son los que se benefician con...arrebatarle a l ind.io sus cosechas, hacerse s e r v i r d.e SI gratuitamente, explotarlo so pretexto d.e def e n d . e r l e a r r a n c a r l e en una u otra forma e l fruto d.e su trabajo o d.esposeerlo d.e sus t i e -rras con vivezas, d.e rabula i [ s i c ] cubileteos d.e papel se-llad.o...tod.os los que i n i c i a n un comercio r u i n con e l ind.io, a base de fuerza obteniend.o ganancias del ciento por uno. 30 La misma idea d.el gamonal, con mas d e t a l l e , es expresada por MoisSs SSenz: Es tSrmino que s i g n i f i c a e l despojo y l a vejaciOn que sufre e l ind.io por parte del terrateniente acaparad.or y l a extorsiCn constante de que los hacen vlc.timas esos mismos elementos y aun las propias autorid.ades. E l gamonalismo es un orden d.e cosas, es un estad.o s o c i a l , una actitud.: quiere d e c i r l a eond.iciCn d.e desigualdad.. en que esta e l indio con respecto a las otras clases sociales d.el pals, l a cond.iciOn e x t r a s o c i a l , que ha d.ioho Mariategui; es e l coloniaje y e l c l e r i c a l i s m o que se proyectan a travSs d.e un s i g l o d".e vida ind.epend.iente; s i g n i f i c a l a expoliaciCn, es e l neo-feud.alismo; quiere d e c i r l a connivencia de las clases s o c i a l e s , autoridad.es, clero, terratenientes, para explotar a l indio s i n escrfipulos y s i n conciencia. 31 Todo e l contenid.o s o c i a l de l a obra d.e A l e g r l a queda abar-cad.o por este amplio y muy r e a l concepto del gamonalismo y por l o que ya va expuesto no hay d.ud.a que A l e g r l a habla percibid.o con gran cl a r i d a d cuaies eran los problemas que mas aquejaban a los ind.lgenas. Para E l mund.o es ancho y ajeno selecciona uno d.e los aspectos que para SI es basico en e l problema indlgena y Sste es e l de l a unid.ad.'que existe entre e l ind.io y l a t i e r r a . De t a l manera se presenta esa unidad. que l l e g a a ser parte del d.estino del hombre: "su d.estino, d.esd.e e l nacimiento hasta l a 32 muerte—y atln antes y d.espuSs—, es de l a tierra."-^ De l a 46 t i e r r a e l hombre deriva motivos para su i d e n t i f i c a c i c n , porque 33 " l a vida d e l hombre no es independiente de l a t i e r r a . "^ -^  Esta unidad entre hombre y t i e r r a hace que Rosendo Maqui, alcalde de Rumi, se pregunte varias veces "^Es l a t i e r r a mejor 34 que l a mujer?" La respuesta, segfln e l autor, parece ser a f i r -mativa, pues l o que r e s a l t a a trave*s de toda l a novela es que l a t i e r r a representa l a verdadera pasifln y e l flnico amor para e l ind.io. No hay trama amorosa en E l mundo, y ma*.s bien e l i n -d.io parece id.entificar e l amor a l a t i e r r a con e l d.e l a mujer. La mujer-es como l a t i e r r a pues prod.uce f rutos, frutos humanos, y e l l o s mismos, siend.o frutos o hijos d.e mujer, parecen hijos d.e l a t i e r r a . Es por estos conceptos que l a d.esposesifln y p r i -vaeiCn que se les hace de e l l a causa resultados catastrOficos e irreparables en e l alma ind.ia. Con respecto a esta unid.ad. e s p i r i t u a l entre indios y t i e -rra observa Galaos: Esta i d e n t i f i c a c i C n d.e indios y t i e r r a sehhace perfecta cuando esta flltima se humaniza hasta e l punto d.e que, en reclproca correspondencia, l l e g a a hacerse s o l i d a r i a de los d.olores y alegrlas de las personas que cobija. 35 Se destaca esto en especial en un comentario que agrega e l nove-l i s t a d.espuSs d.el j u i c i o de lind.eros en que se les exigla a los ind.ios abandonar su comunid.ad: Un d.la aconteciC l a novedad d.e que una mujer v i e j a ha-bla pasad.o por l a c a l l e Real, a med.ianoche, llorand.o. Su l l a n t o era muy largo y t r i s t e , d.esolad.o, y se le ,oy(3 desa-- parecer en l a lejanla, como un lamento... La t i e r r a se v o l - .. vi6 mujer para l l o r a r , deplorand.o s i n dud.a l a suerte d^ e sus h i j o s , d.e su comunidad. invalid.a. j T i e r r a , mad.re t i e r r a , d.ulce mad.re abatid.al 36 Partiendo d.e esta unidad. entre hombre y t i e r r a , A l e g r l a d.emues-t r a que a l ser d.espojad.a de su terreno l a comunidad pierd.e por 47 una parte sus medios d.e ganarse l a vld.a y por otra parte se rompe ese lazo sentimental que refuerza su sentid.o de persona-lid.ad. y d.etermina su comportamlento. Se muestra que las luchas por las t i e r r a s existen entre los grand es hacend.ad..os tambiSn,. como en e l caso d.e los AmenSbar y los CCrd.oba,• entre quienes, por varias generaciones se venla perpetuand.o l a querella; pero como e l ind.io es m&s f S c i l d.e enganar y tiene menos med.ios f i -nancieros e intelectuales a su disposiciCn, se convierte en vlctima del p i l l a j e con mSs frecuencia y con resultad.os m£s d.e-sastrosos considerand.o e l sufrimiento d.e seres humanos que que-d.an completamente expoliados, lo cual nunca ocurre en e l caso de los grandes hacend.ad.os. Para A l e g r l a la' soluciOn del problema s o c i a l indlgena es-t& en reconocer su id.entid.ad. con l a t i e r r a permitiend.o l a exis-tencia de propied.ad.es comunales, y en reconocer su organizacifln s o c i a l d.e cooperaciOn comtln, porque " e l trabajo no d.ebe ser pa-ra que nad.ie muera n i padezca sino para dar e l bienestar y l a 3 7 a l e g r l a . " - " E l trabajo es e l vinculo que une a los comuneros a l a t i e r r a . Este sistema d.e vida pued.e parecer extratio a l que se ha acostumbrado a competir y a luchar por s i solo, y es en este aspecto que A l e g r l a pone en d.ud.a l o que se ha lograd.o con l a c i v i l i z a c i C n : ^Sabe algo l a c i v i l i z a c i C n ? E l l a , desd.e luego, pued.e af irmar o negar l a excelencia de esa vid.a £comunitaria] . Los seres que se hablan dado a l a fa re a d.e e x i s t i r a l l l en-tendlan desd.e hacia s i g l o s , que l a felicid.ad. nace de l a j u s t i c i a , y que l a j u s t i c i a nace d e l bien d.e tod.os. A s l l o habia establecid.o e l tiempo, l a fuerza de l a t r a d l c i C n , l a voluntad, de los hombres y e l seguro don d.e l a t i e r r a . Los comuneros d.e Rumi esta ban contentos d.e su vida. 3 8 48 Esta convicciCn de que e l sistema preservad.o en l a comunid.ad. es.msts salud.able y beneficioso para e l ind.io que e l impuesto por l a c i v i l i z a c i t f n es l a id.ea que A l e g r l a usa para plantear e l mensaje s o c i a l d.e esta novela. DespuSs d.el d.espojo d.e Rumi, tod.a l a comunid.ad. se mud.a a un s i t i o m£s elevado en las montanas, lugar ped.regoso e inhfis-p i t o , para mantener su libertad.. La vid.a a l l l es muy d . i f l c i l 3 9 ("habia que ser d.e piedra para s o b r e v i v i r " ^ 7 ) , por l o cual va-r i o s comuneros decid.en probar suerte en otras regiones. Augus-to Maqui, nieto del alcalde Rosend.o, va a l a selva a explotar caucho, tentado por las promesas d.e obtener muchas ganancias. Mientras ahuma una bo l a d.e caucho, Ssta e s t a l l a y l o enceguece, qued.ando aband.onad.o en l a selva a no ser por una chica que l o cuid.a y l l e g a a. ser su esposa. Calixto Pfiucar cae asesinado a los d.os dlas d.e haber He-gad o a l asiento minero d.e Navilca, y qued.a a l l l un cad.aver an<5-nimo entre otros d.e un grupo d.e mineros en rebeliCn contras las condiciones i n f e r i o r e s d.e trabajo. Antes d.e ser acribillad.o a balazos, Calixto tiene l a oportunid.ad. d.e observar a un vie jo minero, e l cual tiene unas c a r a c t e r i s t i c a s que le llaman l a atenciCn y.'.le sirven para establecer una comparacidn entre los d.iferentes sistemas d.e vida: Mostraba.. .un a i r e inquieto y a torment ad. o. • Calixto comparaba a ese vie jo con los d.e l a comunid..ad., de mirad.a limpia y cara tranquila y salud.able, pese a sus arrugas, y comenzfl a comprender l a d i f e r e n c i a que e x i s t l a entre las vidas y:.los o f i c i o s . 40 En otra parte, Rosend.o piensa que " l e j o s de l a t i e r r a , parecla 41 que se cosechaban solamente los frutos de l a maidad." 49 Amadec I l l a s va a trabajar como peOn a l homed.o v a l l e d.ond.e se c u l t i v a l a coca, regiCn infestad.a de mosquitos y vlboras, y contrae e l -palud.ismo. i\unque trabaja ard.uamente, en vez d.e te-ner algiln saldo a su favor, tod.o.lo que le qued.a son deud.as. En su ausencia d.os caporales v i o l a n a su mujer que habla qued.a-d.o sola en l a casa. Como e l palud.ismo l o habrla acabado s i hu-bieran qued.ad.o a l l l , d.ecid.en i r s e a otro lugar. Como los d..ema*s sab£n::.que son d.e Rumi.se van a otro lugar para d.espistar a los caporales. S i n embargo, a los pocos d.Ias llegan d.os caporales que vienen persiguiSndolos. E l hacend.ad.o d.e Lamas, d.ond.e se nan establecid.o, paga l a d.eud.a a los caporales y Amad.eo y su-esposa pued.en qued.arse. DespuSs d.e algunos meses viene e l ha- • cend.ad.o y por usar su t i e r r a les cobra ca s i todo l o que han co-sechado. Los problemas no terminan a l l l , "...pero ya estaban amarrad.os otra vez. Que* iban a hacer. Era pequefio e l ped.azo 42 de t i e r r a que se necesitaba pa.ra v i v i r y costaba tanto..." Pedro Mayta y su familia- regresan a l f i n de d.os meses despuSs de haber probad.o suerte fuera d.e l a comunidad. y haber gastad..o. todos sus ahorros pero s i n end.eud.arse. La conclusion d.e Pedro sobre'las penas pasad.as es: '" Convenla conocer d.esd.e adentro e l trabajo en las ha-ciendas para d.arse cuenta d.e su t r i s t e z a . No provenla so-lamente d.e la. explotaciCn, sino tambiSn d.el maltrato. Los pobres colonos pareclan acostumbrad.os ya y, d.e otro lad.o, sus d.eud.as no,les permitlan l i b r a r s e . 43 Aunque Yanariahui, e l s i t i o de l a nueva comunid.ad., d.ista mucho d.e ser< un lugar f S r t i l y templado para v i v i r , es mejor que l a esclavitud. y e l maltrato' que se encuentra en las haciend.as. Doroteo Quispe, • cO. que da muestras de ser e l mats r e l i g i o s o 50 de l a comun.id.ad., no t o l e r a mas l a situaciOn y decide buscar y hacer j u s t i c i a por mano propia, junto con otros dos comuneros, y se unen" a l bando del Fiero Va*.squez, temid.o bandido que simpa-t i z a con Rumi y se ofrece a d.ef end.erlos. Estos comuneros, des-pue"s d.e la- muerte del Fi e r o , regres.an vencid.os a l a comunidad. pues aunque causan.estragos y se vengan en parte de sus opreso-res, l o que pueden-hacer es d..e i n s i g n i f i c a n t e importancia ante un sistema injusto que se extiend.e a todos los aspectos d.e l a sociedad... s -E l autor muestra que d.ond.equiera . que e l indio. vaya fuera d.e l a comunidad. va a encontrar hostilidad., abusos y adversid.ad. Es pate"tica l a suerte que le espera a l ind.io, pero a pesar d.e todo e l autor cree que los ind.ios l i e van las de ganar, porque " e l problema ind.io, c.uando exists sigue siendo econCmico y so-c i a l , y su entera resolucldn sera", cosa del tiempo*, aliado d.e 4 4 los ind.ios mismos." ... A d.e ma's d.e presentar e l problema d.e l a t i e r r a , A l e g r l a recoge otro factor importante; como. bbserva Mario Castro Aren 4 * 5 nas, -al presentar el, ambiente de insurgencia existente entre los grupos. ind.Igenas and.inos a fines d.el s i g l o XIX y a p r i n c i -pios d e l XX. La condicidn d.e los ind.ios a fin e s del s i g l o XIX refl e j a b a t a l abandono de parte del gobierno que, a l f i n , e l 22 de mayo d.e 1880, Nicola*.s de PiSrola expidid un d.ecreto d i c -t a t o r i a l en e l cual se establecla el.protectoradp de l a raza ind.lgena. DespuSs que e l gobierno asuraio" esta posiciCn d.e tu-t e l a l e g a l hacia e l ind.io y a l a vez que la, s ituacidn d.e Sste permanecla en iddnticas condiciones, -mostrand.o l a i n e f i c a c i a de l a l e g i s l a c i C n , surgieron "varias rebeliones en d.iferentes partes d e l pals. La i r o n l a de -todo esto es que tales r e b e l i o -nes fueron sofocad.as por e l mismo gobierno que debla proteger a los ind.ios. A r a l z de esta acciCn en que los ind.ios fueron aniquilad.os, como en las masacres de Amantini y Chucutto, sus t i e r r a s comunitarias fueron absorbid.as por los l a t i f und.istas, pr&ctica que d.esde entonces se propagC a otras provincias. Como conclusion se observan los siguientes resultados: Desd.e l a ind.ependencia del Peru hasta 1895, los t e r r a -tenientes d.e l a s i e r r a fueron meros conservadores de las haciendas coloniales, s i n que en ese lapso se conozca un solo caso de haberse latifund.izad.o las pequenas parcelas d.e las comunid.ad.es indlgenas-. DespuSs d.el 95 se prod.ujo l a transformaci6n en l a t i f und.ios, a t a l punto que los ay l l u s han d.esaparecido en muchas provincias. 46 .Alegrla describe tod.os estos tipos de atropellos contra los ind.ios en su novela, especialmente en e l Capltulo XVII, he-chos que aparecen bien documentados porque e l autor los toma del d.iario pro-ind.igenista d.e Lima, La Autonomla, de aquella Spoca. A l hacerlo i l u s t r a episodios corrientes y t l p i c o s de esos anos, en que. las i n j u s t i c i a s y f a l l a s del sistema s o c i a l qued.an expuestas.' Rosendo Maqui no' pod.la explicarse claramente e l propflsito d.e l a ley.' • iQue" s i g n i f i c a b a l a j u s t i c i a ? Q^ue" s i g n i f i c a b a l a ley? Siempre las d.espreciO por conocerlas a travels de abusos y d.e impuestos: d.espojos, multas, recaudaciones. 47 Como un vie jo comunero, d.e antes de su tiempo, habia dicho: 48 " . . . s i existe ley, es s<31o l a que- s'irve pa fregarnos." Y Rosend.o pensaba en las leyes que requerlan l a contribuciCn i n -dlgena, "segun l a cual los ind.ios, por e l mero hecho d.e ser J 52 indios., tenlan que pagar una suma anual... '^ Que" culpa tiene 49 uno de ser indio? £i\caso ho es hombre?'" y Y luego esta ban los impuestos sobre productos de uso d i a r i o , como l a s a l , los f<3s-foros, l a coca, l a chicha, l a chancaca, que significaban mucho para los pobres, y ahi estaban los estancos para probarlo. Ro-sendo tambiSn notaba que l a ley no era equitativa en su a p l i c a -ciCn: La ley de s e r v i c i o m i l i t a r no se aplicaba por pare jo. Un batallfln en ma.rcha era un batallCn d.e ind.ios en mar-cha.. .Rosend.o Maqui despreciaba l a ley.- ^Cuai era l a que favorecla a l ind.io? La de instrucciCn primaria obligato-r i a no se cumplla. 50 La iguald.ad ante l a ley era inexistente para otros tambiSn, ; se-gun l o prueban las palabras d.e Jacinto F r i e t o , hombre del pue-blo que- se ofrece a t e s t i f i c a r a favor de Rumi, pero antes que pueda hacerlo es provocado y puesto injustamente en l a . earcel. He aqui sus palabras: ...no hay j u s t i c i a , no hay p a t r i a . ^Onde estan los hombre s pro bos que l a p a t r i a necesita? Tod.os son unos l o -greros, unos s e r v i l e s a las Crdenes de los poderosos. Un r i c o pued.e ma tar y nad.ie l e hace nada. Un pobre da un pu-Tlete juerte y l o acusan de homicidio frustrao... ^Onde esta l a iguald.a ante l a ley? 51 Aparecen muchas menciones en e l contexto del relato r e f e -rentes a l sistema j u d i c i a l , algunas de tono irCnico, como en e l caso siguiente: Los d i l i g e n t e s funcionarios casi nunca funcionaban... E l juez d.esaparecia entre montaftas de papel sellad.o o r i g i -nadas por e l amor a l a j u s t i c i a que distingue a los pe-ruanos,.. .rendido por l a sola contemplaciCn d.e-los legajos ...habia renunciad.o a poner a l dia los expedientes. 52 A l a corrupciCn o f i c i a l se l a presenta como comtln debid.o a que l a mayorla d.e los puestos son dados o arreglados por influendas 53 o acomodos. E l juez en e l l i t i g i o de Rumi l e debe su puesto a l hacendado A me na*. bar, e l usurpador d.e l a t i e r r a comunal y a 13 favor de quien e l juez fa 1 1 a . y E l hombre. d.el pueblo comenta sobre las autorid.ad.es a s i : E l l o s son ma".s lad rones y criminales, ya que roban.des-de sus puestos, amparad.os po l a juerza, po l a ley. Ese subprefecto, ese juez... Explotadores d.el pueblo, y l a pa t r i a los consiente y los apoya. iQue" es l a patria? ^Pa quS sirve? 5k • En ad.iciCn a l a explotacifln del indio por parte de los te-rratenientes y las autoridad.es, se suma l a a c t i t u d c l n i c a y cond.escend.iente del cura hacia e l indio. En este caso e l pa*-rroco Mestas, que tiene fama de saber de leyes, no quiere d.ar-les ningun consejo a los indios a l enterarse que e l contend.ed.or es d.on Alvaro Amena*.bar, afin en una situa.cifln en que se ve c l a -ramente que e l l o s tienen l a raz<5n, y sOlo se l i m i t a a d,eclarar unos epltetos de l a laya d.e " jQuS lastima!", y " jUna verdad.era 11 • desgracia!"^^ Por otra parte ,• solo una persona que considera a otra i n t rinse came nte i n f e r i o r d.irla, como le dice Mestas a Rosendo: "i,C6mo se te ocurren esas cosas siend.o un. i n d i o ? " ^ , d.ond.e se revela extratieza y una actitud. de completo desprecio i n t e l e c t u a l hacia l a capacidad d.e su raza. Como se ha v i s t o , aunque e l realismo es un rasgo pred.omi-nante en l a novela. de A l e g r l a tanto por e l me"todo cread.or como por los materiales que emplea, hay en e l l a c i e r t a actitud. id.ea-list.a hacia e l ind.io y su vida comunitaria, una actitud. que responde a los sentimientos de adhesiOn y de i d e n t i f i c a c i C n d.el autor para con e l indio. A l e g r l a mismo en e l prClogo nos dice 5 4 con respecto a su posiciCn personal frente a l indio que "no es l a d.el patrfln n i d.el t u r i s t a . .. tanto por experiencia e .57 id.eas...mi posiciCn personal frente a l ind.io es d.e adhesion..." Como resultad.o d.e esa actitud. e l autor enfatiza los aspectos positivos de los personajes indios y d.e su cultura. A l d.escri-b i r l a vida comunitaria ant e r i o r a los problemas del .d.espojo de Rumi, por ejemplo, describe una vid.a i d . l l i c a de completa f e -licid.ad.. A l ignorar los problemas que deben haber surgid.o afin en esa situaciOn tan agradable, porque problemas hay en tod.as las circunstaneias humanas-, e l autor d.emuestra una actitud. que se desvla del realismo. T a l actitud. se reve l a tambiSn en su visiOn optimista d.e l a raza ind.ia afin ante los problemas .casi insolubles que afrenta. Sin embargo, lo que re s a l t a en esta obra es e l humanismo. Alegrla"se preocupa del indio porque es quien representa e l problema humano m£s inmed.iato en su pals. RecuSrdese que e l novelista mismo d.ijo: "Mi punto d.e v i s t a d.ialSctico esta r e l a -cionad.c eon l a l i b e r a c i g n i n t e g r a l d.el hombre antes que con „ ningfin ismo c i r c u n s t a r i c i a l . " - ^ La rebeliOn d.el autor a travels d.e tod.a l a obra es para r e c t i f i c a r i n j u s t i c i a s y vejaciones contra e l hombre, que en este caso p a r t i c u l a r es e l ind.io. Hay humanismo porque se buscan y presentan los aspectos po s i t i v o s , puros y e s p i r i t u a l e s d.el hombre ind.io. Hay humanismo porque hay respeto hacia e l ind.io como persona. Hay humanismo porque hay fe en que l a raza es d.igna de reivindicaciOn y puede lograr-l a . Hay humanismo porque se presentan las prScticas e ideas d.el indio con respeto, s i n r i d . i c u l i z a r l a s . E l humanismo es 55 palabra clave en esta obra e id.ea central que e l autor intenta comunicar. - , , Aunque e l l i b r o concluye con e l t r l u n f o del mal sobre el. bien y en una d.errota para los indios, e l e s p l r i t u de Sstos permanece elevad.o. Son e s p i r i t u s valientes que se.rebelan con-t r a l a esclavitud. y que prefieren a r r i e s g a r l a vida para mante-nerse l i b r e s antes que someterse a l a esclavitud. humild.e y co-bard.emente. Por eso,' a tin l a d.errota f i n a l d.eja a l ind.io c l a r a -mente en pie. 'En las palabras d.el autor: Entre l a actitud. resignad.amente estoica y d.e alianza mlstica con l a t i e r r a de Rosend.o Maqui y l a decid.idamente moderna y revolucionaria de Benito Castro, parece quebrarse tod.a esperanza. Es como s i l a servidumbre fuera su feico destino. A s i ocurre en l a realidad. Pero a ningto l e c t o r se le escapa que a pesar de l a aparente d.errota, queda en estas paginas, inconmoviblemente en pie, e l hombre ind.io. Lo mismo sucede en l a realidad.. 59 A lo cual se pued.e agregar e l acertado comentario de Serge P. Darmon que d.ice: ... se queda en pie EL HOMBRE. Se t r a t a d.e una expree si6n personal d.e : un ejemplo vivo y d.irecto ( e l d.e una co-munidad ind.ia peruana) , una pintura detallad.a de l a vid.a y de sus luchas, .pero e l humanismo hace de l a novela de Ciro A l e g r l a un l i b r o universal, y e l autor' puede decir, con uno d.e sus personajes: "Yo no soy o no quiero ser un peruanista, ind.igenista,.. . e l arte d.e be tener un sentido universal." 60 56 Notas del Capltulo II 1 Ciro A l e g r l a , "Novela de mis novelas", Sphinx, Lima, Nov.-Dic. 1938, pp. 105-110; ver pp. 105, 106, 2 Mario Castro Arenas, La novela peruana y l a evoIuciCn so-c i a l , Lima: Ediciones Cultura y Libertad, 1965, p. 219, de un cuestionario especial. 3 Enrique Anderson Imbert, H i s t o r i a d.e l a l i t e r a t u r a hispa-noamericana, Tomo I I , Epoca contemporanea, MSxico: Fondo d.e Cultura E conomi ca, 1 9 6 l , p. 255. 4 Ciro A l e g r l a , "Novela d.e mis novelas", p. 105. 5 Mario Castro Arenas, La novela peruana y l a evolucign so-c i a l , pp. 232, 233. 6 I b i d . , p. 220. 7 Ciro A l e g r l a , Duelo d.e caballeros, Buenos A i r e s : Ed.itorial Losad.a, -S.A. , 1965, prfllogo, p. 10. • 8 Ciro A l e g r l a , La serpiente d.e oro, en Novelas completas d.e  Ciro A l e g r l a . Madrid: Aguilar, •1959, p. 155. 9 Ibid.. 10 Ibid., p. 157. H Ibid. . "p.. 145. 12 Alberto Escobar, "La serpiente d.e oro o e l camino d.e l a vida" , en Patio de Letras, Lima: Ed.iciones Caballo d.e Troya, 1 9 6 5 , pp. 180-257; ver p; 235. 13 Ciro A l e g r l a , La serpiente'd.e oro, p. 95« 14 Ciro A l e g r l a . Los perros hambrientos, en Novelas completas  d.e Ciro A l e g r l a . Madrid"-:" Aguilar, 1959, p. 271. 15 Ibid. . p.' 267. • 16 Ibid. 17 Ibid.. p. 270. 18 Ibid.. , p. 317. 19 Ibid., p. 280. 20 Ibid., pp. 240, 241. 57 21 Ibid., p. 198. 22 I b i d . . p. 304. 23 Concha MelSndez, "Orlgenes d.e l a novela i n d i a n i s t a " , en La novela hispanoamericana, segund.a ed.ici<5n, Seleccifln coh introduce i(3n y notas d.e Juan Loveluc'k, Ed.ltorial U n i v e r s i -t a r i a , S.A., 1966, pp. 157-206; ver p. 193 d.e un discurso pronunciad.o ante e l Congreso d.e Lima e l 10 de febrero d.e 1825. VSase Discursos y proclamas de Bolivar, Paris: Gar-n i e r , S.A., p. 85 . 24 Manuel Gonzalez Prad.a, "Muestros ind.ios", citado por Henry Bonneville, "L' ind.igenisme l i t t e r a i r e and i n " , Les Langue s  Hgo-latines, No. 157, A p r i l 1967, pp. 5 - 6 l ; ver p. 19. 25 Carleton Beals, F i r e on the And.es, Philadelphia: J.B. Lippincot, 1934, p. 80. 26 Citado por George Sarracino U l i b a r r i , The Gamonaj i n  Selected. Contemporary Novels of S o c i a l Protest i n Peru, B o l i v i a , and. Ecuador. Ph.D. Dissertation, State University of Iowa, 1952, p. 19, tomad.o d.e Cond.icign .jurid.ica d.e las  comunid.ad.es d.e indigenas en e l Perfl, por Ricard.o Bustamante Cisneros, Tesis para optar e l grad.o d.e b a c h i l l e r en l a Fa-cultad. d.e J u r i s prude ncia de l a Universid.ad.. Mayor de.San Marcos, Lima, 1918. 27 Cuzco, 1939; citad.o por Ald.a. Cometta Manzoni, E l problema  d e l i i n d i o en America, Buenos Air e s , T a l l e r e s GrSficos de Juan Castagnola, 1949, p. 15. 28 Luis F. Aguilar, Cuestiones indigenas, Cuzco: Tipografla . de E l Comercio, 1922, p. 25 . 29 Plo Jaramillo Alvarado, E l ind.io ecuatoriano, 3&. ' ediciCn, Quito: T a l l e r e s GraTicos d e l Estado, 1936, pp. 34-39. 30 Luis F. Aguilar, Cuestiones indigenas, p. 130. 31 MoisSs Sflenz.-Del ind.io peruano y su incorporacign a l me-dio nacional, Mexico, 1933; citad.o por Ald.a Cometta Manzoni, E l problema del ind.io en Ame"rioa, Buenos A i r e s : T a l l e r e s GrSficos d.e Juan Castagnola, 1949, p. 113. 32 Ciro A l e g r l a , E l mundo es ancho y ajeno, en Novelas comple-tas d.e Ciro A l e g r l a . Mad.rid.: Aguilar, 1959, p. 870. 33 Ibid.. p. 625. 34 Ibid., pp. 340, 384, 385. 58 35 Jose? Antonio Galaos, "La t i e r r a y e l indio en l a obra de Ciro A l e g r l a " , Cuadernos hispanoamericanos, Madrid., Vol. XLVIII, No. 144, Die,' 1961, pp. 387-395; ver p. 391. 36 Ciro A l e g r l a , E l mund.o es ancho y a.ieno, p. 5 7 9 . 37 Ibid.. , P. 3 5 0 . 3 8 I b i d . . P. 342. 39 Ibid., P. 6 5 7 . 40 I b i d . , P. 7 5 8 . 41 Ibid. , P. 5 8 1 . 42 Ibid., p. 6 9 8 . k3 Ibid., P. 6 9 9 . 44 Ibid.. , prOlogo a l a 1 0 a . edicifln, p. 3 3 3 . k5 Mario Castro Arenas, La novela peruana y l a evolucifln s o c i a l , . P. . 2 3 3 . . 46 Ibid., M. Castro Arenas c i t a a Josfi Frisancho d.e "Conclu siones de un estudio comparativo entre las comunid.ad.es d.el Pertl y Espatia" , por Jose" Maria Argued.as, Revista V i s i g n  d e l Perfl, No. 1, Agosto de 1964. k7 Ciro Aleg r l a , E l mund.o es ancho y a.ieno, p. 7 0 8 . 48 Ibid., • P« 3 5 0 . 49 Ibid.. , P. 3 5 1 . 5 0 Ibid., PP . 3 5 1 , 3 5 2 . 5 1 Ibid.. P. 822. 5 2 Ibid.. , P. 420. 5 3 Ibid.. , P. 5 4 4 . 5k Ibid... , P. 8 2 3 . 55 Ibid., P. 5 8 5 . 56 Ibid., P- 7 0 9 . 57 Ibid., P. 3 3 2 , prfllogo a l a 1 0 a . ediciOn. 58 Ibid.. , • P. 3 3 3 , prClogo a l a 1 0 a . ed.. ; e l subrayado 59 59 Ibid. 60 Serge P. Darmon, "El.humanismo.de Giro Alegrla.en E l mundo  es ancho y a.ieno" . Armas y. Letras. Monterrey, Mexico, Vol. 2, No. 3 , Julio-Sept. 1959, pp. 45-50; ver.p. 50. La c i t a de Al e g r l a es de E l mundo es ancho y ajeno, p. 893. 6 0 Capltulo III Anglisis. de algunos aspectos formales de sus novelas. 1. S s t i l o E l realismo, con l a salved ad del id.ealismo en e l t r a t a -miento de los indios, es una d.e las c a r a c t e r l s t i c a s d.ominantes en e l contenid.o d.e l a obra d.e A l e g r l a , pero es un realismo t r a -tado artlsticamente en e l que se nota un consciente sentido se l e c t i v o por parte del no v e l i s t a . Dentro d.e su seleccidn consciente e l autor no s(51o inten-ta ser un.escritor para e l pueblo, sino que tambiSn lo logra. Es evidente que A l e g r l a no escribe para una selecta minorla ed.ucad.a, aunque su obra tambiSn presenta un gran a t r a c t i v o para esta clase d.e le c t o r e s . Debido a l tipo d.e e s c r i t o r que quiere ser es que emplea una forma d.e expresiCn clara y e x p l i c a t i v a , l o que es basico para quien quiera comunicar un mensaje s o c i a l d.e trascendencia. Es por e l d.eseo de que todos le entiendan, y no sClo los lectores d.e su regifln, que e l autor explica c i e r -tos te*rminos. A continuaciOn se presentan un par de ejemplos que envuelven regionalismos: Esa anciana no tuvo, pues, sangre pesada, es d.ecir, que no fue* a n t i p S t i c a . 1 Cogiend.o d.e cacho y barba, es d.ecir, del cuerno y l a quijad.a a. l a res... 2 Las equivalencias dadas dentro del mismo texto hacen que e l s i g n i f i c a d o sea comprendid.o aun fuera de su pals, es d.ecir, en tod.o e l mundo de habla espanola. A l e g r l a no ha vacilado en 61 emplear expresiones especlfIcamente peruanas, arraigadas p r i n -cipalmente en e l quechua, y muy conocid.as por los habitantes d.e tod.a la'region del antiguo Incanato (Perd, Ecuador, B o l i v i a , y parte d.e Chile) . E l uso d.e tales expresiones le da especlf ieo sabor regional a su obra, pero e l hecho de que e l nfimero d.e re-gionalismos no es excesivo hace posible l a comprensiCn d.e l a obra. La accesibilid.ad d.e l i s t a s d.e regionalismos a l f i n a l d.el l i b r o (que aparece en varias ed.iciones) , hace que se elimine cualquier duda que se pued.a levantar en l a mente d.el l e c t o r con respecto a l significad.o d.e los t a l e s . Otro tipo de explicac'itfn- a c l a r a t o r i a se hace con respecto a nombres o acontecimientos h i s t C r i c o s . Hay una clara inten— ciOn d.e ser i n t e l i g i b l e afln para los analfabetos e ignorantes que pueden o l r las obras leld.a's en voz a l t a por otros, como se d.emuestra cuand.o e l autor ve necesario aclarar. quiSn era Salo-mon, a l escribir': "—d.igamos nosotros por nuestro lado, que , 3 Sste es e l sabio ma*.s popular d e l orbe--... E l autor usa una narraciOn lenta y muy d.etallada para i n -trod.uclr a l l e c t o r poco a poco a un mund.o d.iferente, e l mund.o pantelsta d e l indlgena, en e l que pred.omina l a unidad. d.e l a ma-t e r i a con e l e s p l f i t u , y esa unidad. se va exponiend.o en d.es-cripciones, con similes y metaToras d.e gran belleza p l S s t i c a y colorid.o. Es en esas bellas comparaciones, muchas d.e e l l a s poSticas, que se r e f l e j a l a id.iosincrasia ind.ia. E l sentimien-to d.e unidad. entre e l indio y l a naturaleza, que parecen ser mu'tuamente atraldos por una fuerza misteriosa, ' t a l vez sea.el elemento que m&s sobresale en las expresiones figurad.as d.el 62 autor. N.Otese e l slguiente comentario que amplla l a v i s i o n d.e l a r e l a c i C n ya mencionad.a: „. Cuanto mSs primitive es e l hombre, o sea, cuanto menos ampllo es en 51 e l d.esarrollo d.e l a funci'tfn i n t e l e c t u a l y en consecuencia. e l c l r c u l o d.e sus apllcaciones tScnicas, tanto mSs profunda serfi su comunicacifin emocional con las fuerzas secretas, con las potencias animadoras d e l cosmo. Por l o tanto, su sentimiento d.e l a vid.a es, literalmente, un sentimiento de l a naturaleza. 4 Esa comunicacion emocional cond.uce a l a integraciCn del hombre con l a naturaleza, d.ond.e t a l vez por id.entif icaciCn y un pro-ceso de condicionamiento e l hombre l l e g a a a d q u i r i r caracte-r l s t i c a s f i s i c a s d.el med.io ambiente en que vive. Esta clase de r e l a c i C n es bSsica en e l " contenido de l a obra d.e A l e g r l a y se r e f l e j a en e l e s t i l o porque con e l l a se hacen comparaciones en que se enlaza la. forma' con e l contenido. Es con similes y metSforas que se d.emuestra que l a fuerza d.e l a t i e r r a l e trans-mite a l hombre sus rasgos, como ocurre en l a d.escripciCn d.e Rosend.o Maqui: • • ' E l ind.io Rosend.o Maqui... .Tenia- e l cuerpo nud.oso y ce-t r i n o como e l l l o q u e — p a l o contorsionado y d u r l s i m o — , . porque era un poco vegetal, un poco hombre, un poco piedra. Su nariz quebrad.a sefialaba una boca de gruesos labios ple-gad.os con un gesto d.e serenid.ad. y f irmeza... Tras. las d.uras colinas d.e los pomulos b r i l l a b a n los ojos, oscuros lagos quietos. Las' cejas eran una c r e s t e r l a . Podrla afirmarse que e l Ad.Sn americano fu5 plasmad.o segun su geografla; que las fuerzas d.e la, t i e r r a , d.e tan enSrgicas, eclosionaron en un hombre con rasgos d.e montanas. 5 Esa misma fuerza d.e l a naturaleza sobre e l hombre se observa en' e l siguiente pasaje: E l hombre ritma con l a naturaleza y a s l en e l v a l l e es conversador como e l r i o y los Srboles, y en l a puna se en-mud.ece como e l l a a med.id.a que asciend.e. 6 Por otra parte, a l a naturaleza a su vez se le asignan, por 63 med.io.de metSforas, c a r a c t e r i s t i c a s d.e seres vivientes. Rosen-d.o, por ejemplo, percibe las.montanas and.inas como s i fueran prolongaciCn d.e su vid.a interior..-. E l paisaje a l , s e r tratad.o a s i d.eja d.e ser t e l a d.e fondo en-un escenario y se convierte SI mismo en personaje d.e l a acciCn. Gozaba viend.o e l nevad.o U r p i l l a u , canoso y sabio como • un antiguo amauta; e l arisco y violento Huarca, guerrero en perenne • lucha con l a niebla y e l viento; e l aristad.o H u i l l o c , en e l cual un ind.io d.ormia eternamente d:e cara a l c i e l o ; e l agazapad.o Puma, justamente d.ispuesto como un lefln americano en trance d.e d.ar e l salto; e l rechoncho Sunij d.e hSbitos p a c l f i c o s y un poco a d.isgusto entre sus vecinos. 7 La compenetraciOn entre e l ser humano y l a naturaleza es t o t a l , y va en ambas d.irecciones, como ya se ha v i s t o en los ejemplos presentad.os. Hay un caso en que se presenta esto d.entro d.e l a . misma f rase, a l d.escribir con similes a l balsero y a l r i o Ma-ratiOn: E l Arturo es como e l r i o o e l r i o es como e l Arturo. /imbos son grand.es y por eso luchan. 8 La naturaleza se presta a caracterizaciones, como en el-caso -dado, ad.emSs d.e s e r v i r como med.io.d.e iden t i f r c a c i O n y relacifin.. para e l hombre. Este elemento se l i g a a una v i s i C n espacial en que la . regifln geograTica d.e interSs del.autor se maheja con gran fluid.ez d e s c r i p t i v a . A l e g r l a presenta a l a naturaleza como una fuerza casi avasallad.ora en La serpiente d.e oro, punto d.e v i s t a muy seme-jante a l d.e RCmulo Gallegos y Eustasio Rivera: "Ande, selva 9 y r i o son cosas duras..."^; " . . . e l hombre cuenta poco en estos mundos... — j A q u l l a naturaleza es e l d.estinol"^° Pero en E l mund..o l a act i t u d d.e A l e g r l a hacia l a naturaleza cambia pues . 64 e*sta y a no i n t e r f i e r e t a n t o c o n e l h o m b r e . L a d . e s c r i p c i o n d e l p a i s a j e a p a r e c e a v e c e s r e f l e j a n d o l o s s e n t i m i e n t o s d.e l a g e n t e , u n p o c o a l a m a n e r a d .e l r o m a n t i c i s m o , p e r o respond.e p e r f e c t a m e n -t e a l a v i s i o n c C s m i c a d.el i n d . i o s e r r a n o , hombre que p o r v i v i r a l m a r g e n de l a s o c i e d . a d c o n s e r v a e s a r e l a c i c n i n t i m a y s o b r e -coged .o ra c o n e l a m b i e n t e . E n u n momento . e n que tod.os l o s c h o l o s t e m e n l a a p a r i c i C n de u n puma que h a c a u s a d o grand.es e s t r a g o s , se d . i c e : " H a s t a e l r u m o r d.e l a l l u v i a , e l e s t r e m e c i m i e n t o d.e l a s h o j a s , e l s i l b o d e l v i e n t o y e l bramid .o d .e l r i o h a b l a n a h o r a d e l puma a z u l . " " 1 ' 1 C u a n d o B e n i t o C a s t r o r e g r e s a a s u c o -m u n i d a d , e l p a i s a j e h a c e l a s v e c e s d.e comite* d.e r e c e p c i c n ; 12 " E l p a i s a j e l o i b a a l e g r a n d o y a y p a r e c l a r e e i b i r l o . " D e s -puSs d .e l f a l l o e n que p i e r d . e n l a s t i e r r a s de R u m i , l a t r i s t e z a de l o s c o m u n e r o s e n c u e n t r a s o l i d a r i d . a d . e n l a t i e r r a m i s m a , que se t r a n s f o r m a e n s e r h u m a n o : " L a t i e r r a se v o l v i f l m u j e r p a r a l l o r a r . " 1 3 -IJno d.e l o s ' t l p i c b s med.ios e s t i l l s t i c o s de A l e g r l a p a r a I d . e n t i f i c a r s u t i l m e n t e a l hombre c o n l a n a t u r a l e z a se e n c u e n t r a e n e l e n l a z a m i e n t o de u n a p a l a b r a o f r a s e p r e p o s i c i o n a l que e x p r e s a u n a e m b c i O n -o e s tad .o m e n t a l c o n o t r a que r e p r e s e n t a u n a t r i b u t o ' d e l mund.o n a t u r a l , ambas c o m p l e m e n t o s d.e u n a misma f r a s e a d j e t i v a l . P o r e j e m p l o : 14 "Tornado p o r u n o l e a j e de d.udas y d.e e s p i g a s . " E l e s t a d o m e n t a l o e l s e n t i m i e n t o d.e "d.ud.a" y e l a t r i b u t o d e l t r i g a l , " e s p i g a s " , e s t a n a u n n i v e l i d . S n t i c o a l s e r un id .os p o r l a c o n j u n c i f l n c o p u l a t i v a " y " , y ambos s o n c o m p l e m e n t o de l a f r a s e a d . j e t i v a l "Tornado p o r u n o l e a j e " . A p a r t e d.e e s t a 65 i d e n t i f i c a c i C n entre sentimientos. y ambiente hay que. notar l a importancia e s t S t i c a d.e l a imagen y l a ad.aptaciCn que hace e l autor para ensamblar l a tema\tica.' con e l arte. . La misma s i t u a -ci6n se presenta en e l siguiente ejemplo: E l pueblo... trepaba lenta y penosamente, llevSnd.ose sobre las espaldas, curvad.as d.e pena y de cuesta, una h i s -t o r i a tronchada... 15 * La forma a d j e t i v a l -"curvad.as" es modificad.a por una expresiCn. d.e sentimiento, "de pena", y por un-atributo d.e l a montaiia, "d.e cuesta" , unid.as ambas por l a conjunciSn "y" que coloca a las d.os expresiones a un mismo n i v e l d.e importancia. Nuevamente l a imagen que se forma mentalmente es mod.elad.a por una forma d.e expresifln que .provee' unidad entre hombre y naturaleza con suma ef ectividad.. E l autor es muy h&bil en e l usd d.e paralelismos en los cuales, por ser s61o un verbo o adjetivo e l que mod.ifica a d.os aspectos d.iferentes, Sstos vienen a qued.ar a l a par, dand.o una frase d.e noved-osa • o r i g i n a l i d a d . Por'ejemplo: Continue entonces l a marcha, rumorosa d.e cascos.y palabras. 16 fNasha] Estaba a l l l , pues, entre ruinas d.e pied.ra y p r e s t i g i o . 1? Los hombres semiraban con los ojos y los canones. 18 .i..masticando e l proyecto junto con l a coca... 19 Un rasgo e s t i l i s t i c o que une toda l a novela d.e A l e g r l a es su amor por e l colorido. Es clave para entend.er e l profuso empleo del color e l pa pel que d.esempena l a l u z , en palabras d.el autor: "Bajo l a luz estan l a forma y e l color y, por tanto,' toda 20 l a amplitud, del mundo..." A l juego de colores se l o encuentra 6 6 d.erivado del'encanto que e l ind.io siente por e l l o s y tambiSn d.e l a presencia' o ausencia de colores en l a naturaleza. Alber-to Escobar observa l o siguiente con respecto a l color: "Suele ser natural para e l hombre d.e campo concebir e l objeto por e l 2 1 rasgo ma*,s destacad.o-d.e su aparecer: e l color." Siguen algunos ejemplos de l a obra d.e A l e g r l a : Yend.o y viniend.o por los caminejos amarillos, los i n -d.ios anticipaban e l crepnsculo con sus pollerones granates y sus ponchos multicolores. 22 ...los repollos incrustaban esmeraldas gigantes en l a aporcad.a negrura d.e l a t i e r r a . 2 3 E l alba entera S i m u l a b a un bostezo bianco. 24 La t i e r r a . . . l l e g a . . .vestid.a solamente de arbustos g r l s e s . 2 5 AdemaVs d.e haber menci(5n d.irecta d.e los colores como en l a mayo-r l a de los casos d.ad.os'arriba-, hay colorid.o tambiSn por d.eriva-ci6n. =En e l caso"que sigue, no se hace menciCn d.el color del t r i g a l , sino que s e . l b compara s<31o con dard.os y e l colorid.o viene del lugar d.e proced.encia d.e los d.ard.os, e l s o l , o sea que son dard.os amarillos; pero s i l o d l j e r a a s i esta frase perd.erla belleza y valor a r t l s t i c o . ...los t r i g o s , clavad.os en l a gran ohacra de l a ladera como d.ard.os dlsparados d.esde e l s o l . 2 6 Caso semejante es e l siguiente, en e l que s i n mencionar e l color por nombre se comunica l a impresiOn d.e blancura d.e las pared.es d.e l a c a p i l l a por e l uso d.e "d.iurnas": En las pared.es l a t e r a l e s d.e l a c a p i l l a , d.iurnas de c a l . . . 27 A l color tambie"n se lo usa para caracterizar, como cuand.o a l a hechicera se l a re t r a t a a s i : "Nasha Suro...negra d.e 67 28 vestiduras y fama." Por otra parte, e l bandolero F i e r o VSsquez, que se v e s t l a todo de negro y montaba caballo „negro, usaba e l color como simbolo: "Negra es mi vida, negras mis 29 penas, negra mi suerte..." ^ Los colores aparecen tambie"n en a n t l t e s i s contrastando e l alegre colorido de.las vestimentas con e l pardo de sus sufridos-y . determinad.os rostros: Los ponchos y las polleras encendlan e l jflbilo agrario de sus colores, pero las caras morenas tenlan e l gesto dra-mStlco de los picachos a los cuales no rinde e l rayo y en los cuales se destroza bramando e l viento. 30 Aqui se nota que- hay un uso simbClico del colorido tambien para aumentar en intensidad. l o que se quiere sugerir. Sin embargo, aunque en sus obras se consid.eran l a opresidn y otros serios problemas sociale s , los colores sombrlos no son los que predo-minan, porque atlnen esto aparece resaltando l a luminosid.ad. de su optimismo. Ad.emSs del color, e l sonid.o es . importante. Desempenan papel saliente l a mtlsica, e l eco, los sonidos d.el viento, d.el r i o , d..e los animales y de otras fuerzas naturales para revelar los sentimientos y actitud.es, ( a l e g r l a , pesar, d.olor, sufrimien-to, creencias ancestrales, humor, e t c . ) . Ejemplos de este tipo son: ' La nostalgia sollozO una mtlsica larga y d.esgarrad.a. 31 ...no era un eco. E l mismo cerro, e l padre, habla hablado. 32 . . . e l viento aullO azotand.o las rocas... 33 , ...su rumor [d.e l a l l u v i a j resultaba un tartamud.eo des-graciad.o y d.e todas maneras i n d t i l . 3^ La plaza zumba como un gran moscard.cn. 35 68 ...los truenos pareclan m a r t i l l a r los cerros haciSn-dolos s a l t a r en ped.azos. 36" A si como e l sonid.o desempena un papel importante en sus descrlpciones, l a ausencia de sonid.o, e l s l l e n c i o , tiene tam-37 bie"n su lugar: " . . . e l a lto-y ancho y negro s i l e n c i o . . . " - " ; "Su silencio. de puna l a ceftla obstinadamente..."-^ En estos ejemplos se observa un d.esplazamiento de las c a r a c t e r l s t i c a s intrlnsecas d.el s i l e n c i o . En e l primero toma c a r a c t e r l s t i c a s de una figu r a con dimensiones, aparece como sOlido. En e l se-gund.o, e l s i l e n c i o aparece d.otado de d.inamismo y efectuand.o ciertos movimientos especlficos que en l a realid.ad. no pued.e r e a l i z a r , l o que le permite'al autor comunicar un sentimiento especial. Esta tScnica del d.esplazamiento de c a r a c t e r l s t i c a s es muy usada por A l e g r l a . Otros ejemplos serlan, usand.o ahora l a 39 sombra: "La sombra se.endureciC p e s a d a m e n t e . " " L o s Srboles entregaron sus copas a l a sombra.y e l l a esta ahi ya, circundSn-40 dolos, d.anzando frente a l fuego." Aqul primero se'la s o l i d i -f i c a a l a sombra,; luego se- lahumaniza y hasta se l a hace dan--zar. E l autor hace que l a sombra, por efecto de l a luz d.el fuego en movimiento, parezca moverse y d.anzar s i n que esto su-ceda en realid.ad... A l expresarse usando asuntos tan comunes en estas formas -que salen de l o ord.inario, e l autor muestra su t a -lento l i t e r a r i o s i n necesidad. de r e c u r r i r a l o rebuscado y a l a ampulosidad., manteniendo s e n c i l l e z y simplicidad. a l a vez que belleza. Impresiona l a forma en que A l e g r l a se vale de los recursos inmed.iatos que af'ectan a los sentidos para hacer que e l l e c t o r 69 se sienta•como uno de los personajes de l a novela. Hemosvisto ya e l uso del colorido,' que apela a l a v i s t a , e l Snfasis en los sonidos, que afectan a l old.o, pero hay descripciones que envuel-ven aun ma*.s sensaciones. En e l ejemplo que sigue, t a l vez e l ma*.s sobresaliente con esta tScnica, e l autor hace que e l l e c t o r adquiera un estado de animo que l o cbloca en un ambiente geo-gra".fico especial para que se ad.entre en l a acciCn y e l s e n t i r d e l personaje a travSs de una acumulacicn de sensaciones. E l s o l reververaba sobre las ro'jas penas d e l cafiCn y se f i l t r a b a agresivamente a travSs de las ramas. Amadeo toc6 una piedra sole&d.a: ard.la. Las penas deblan ser una p a r r i l l a . De l a t i e r r a ascendla un vaho humedo y todo o l l a a azahar, a naranja podrid.a, a coca verde, a gleba, a bosque l u j u r i o s o . Amadeo s i n t i C que habla cald.o en una coyuntura a c t i v a , ma*.s bien en una caliente a x i l a d.e l a t i e r r a . 41 La primera sensaciCn es l a de luminosidad, que luego se anula para extend.erse. a. otra, ma*.s intensa, l a tSrmica. Esta sensaciOn t a c t i l . se i n t e n s i f i c a gradualmente:' "una piedra soleada: ardla". /mteriormente ya se habla nombrad.o e l color d.e las perias, "ro-jas", que tambiSn sugiere l a impresiCn de fuego. Tod.a esta es-cena en que predpmina e l ard.iente calor se r e i t e r a con "Las, pe'-tlas.d.eblan ser una p a r r i l l a . " La. segunda sensaciCn que re s a l t a es l a que afecta a l . o l f a t o , que primero aparece erilazada con l a , sensaciSn tSrmica anterior: d.e l a t i e r r a ascendla un vaho htlme- • do, o l l a . a azahar, a naranja pod.rid.a, a coca verde, a gleba. Toda esta enumeraciCn culmina en l a r e i t e r a c i o n , con.una frase que resume l a m&s fuerte- sensualidad: o l l a a bosque l u j u r i o s o . Hay a l f i n a l una espontanea imagen poStica con l a cual se cond..en-sa todo e l mund.o sensorial que l a precede, y aparecen en e l l a ?o tanto las impresiones tSrmicas como las o l f a t i v a s que se hablan presentado: "Amadeo habia cald.o...en una. callente• a x i l a d.e l a 42 t i e r r a . " ' Todo'este•pSrrafo reciSn analizado da una v i s i o n e x t e r i o r que es introspectiva y tambiSn impresionista. A l e g r l a se vale mucho d.e l a tScnica impresionista y d.e l a plasticidad. para su composicidi, una combinaciSn que resulta en gran pod.er d.escrip-t i v o . .Una vez que. esta ante un escenario como e l d.e l a selva, los v a l l e s y l a puna andina, e l autor no se conforma con l a percepciCn objetiva del paisaje sino que hace uso d.e un d.inami-co impresionismo, poStico y cargad.o d.e emocifin. Todas las sen-saciones que comunica e l novelista enlazan a l hombre con l a t i e r r a en forma poe"tica y a s l , por e l uso d.e medios e s t i l l s t i -cos, crea una atmCsfera en l a que se refuerza estSticamente l a tematica porque se veil los elementos que afectan l a s e n s i b i l i -d.ad d.e los indios, sus formas patriarcales d.e vid.a, sus habitos ancestrales, sus med.ios d.e supervivencia y lucha con l a natura-leza y con e l ord.en s o c i a l . Los mSritos l i t e r a r i o s de A l e g r l a son ind.iscutibles, espe-cialmente en l o que se r e f i e r e a l e s t i l o . J Es un verdad.ero ar-t i s t a por l a forma en que expresa afln los mas comunes sucesos d.iarios en l a vida de los indios. Es por esb que se ha d.icho que "...muy pocos han logrado, como Ciro A l e g r l a , r e a l i z a r una obra que sea, a l a vez, una viva expresiCn d.e l o indlgena y una ILtk mad.ura presencia d.e arte l i t e r a r i o . " 71 2 . E s t r u c t u r a E l a s p e c t o en que A l e g r l a ha sid.o c r i t l c a d o ma*s s everamen-t e es en l a e s t r u c t u r a de sus n o v e l a s , pues se ha d. icho que l e s f a l t a p l a n e a m i e n t o . - L a t e n d e n c l a en l o s a l t i m o s t r e i n t a arios ha sid.o d.e r e n o v a c i c n e n l a n o v e l a , rechazand.o mod.elos y formas e s t a b l e c i d . a s p o r l a t r a d i c i C n , t e n d e n c i a que p a r e c e h a b e r empe-zad.o e n l o s Estad.os Unid.os y que p r o n t o se expand.iC a H i s p a n o a -kl m S r i c a t a m b i S n . ^ E s p o r h a b e r seguid.o A l e g r l a , e n a l g u n o s a s -p e c t o s de sus o b r a s , e s t a nueva t e n d . e n c l a e x p e r i m e n t a l y d.e r e -n o v a c i o n que se d e s v l a de l a s normas c la * . s icas q u e , a l s e r compa-rad.a c o n l o s mod.elos c l a * s i c o s aceptad .os , l a o b r a d.e A l e g r l a p a -r e c e d . e f e c t u o s a . Como se vera", l u e g o , muchas d.e l a s mismas c a -r a c t e r l s t i c a s que d e b i l i t a n a l a n o v e l a e n c i e r t o a s p e c t o , a t i a -d.en nuevas d . imensiones e n o t r o s que e l a u t o r c o n s i d e r s mas i m -p o r t a n t e s . Sus t r e s n o v e l a s t i e n e n c i e r t a s c a r a c t e r l s t i c a s e s t r u c t u -r a l e s en comun que s e r a n t r a t a d . a s a c o n t i n u a c i O n : a) L a s t r e s t i e n e n una id.ea c e n t r a l que s i r v e de e l e m e n t o e n l a z a d . o r , e n t r e muchos e l e m e n t o s f r a g m e n t a r i o s , p a r a b r i n d . a r c i e r t a v i s i C n d e l mund.o que e l a u t o r desea c o m u n i c a r . L a s a p a -r e n t e s i n c o h e r e n c i a s o c a s i o n a l e s respond.en a l hecho d.e que l a s i g n i f i c a c i C n s o c i a l que se q u i e r e c o m u n i c a r t i e n e p r i o r i d . a d . s o b r e l a e s t r u c t u r a ord.enad.a y c o n s e c u t i v a d.e l a t rama o h i s t o -r i a . b) L a s t r e s n o v e l a s se c a r a c t e r i z a n p o r l a i n s e r c i o n d.e r e -l a t o s , cuad.ros i m p r e s i o n i s t a s y c o s t u m b r i s t a s q u e , e n s i , c o n s -t i t u y e n una unid.ad. y q u e , aunque no se r e l a c i o n a n d . i r e c t a m e n t e 7 2 con l a trama central, sirven para dar una v i s l C n t o t a l del pue-blo y su vid.a. E l objetivo del autor es representar a c i e r t o mund.o, que por l o amplio requiere que se pre sente en numerosos cuadros que pinten los innumerabies d.etalles de su vid.a, ^ pues A l e g r l a cree que son los pequefios incid.entes d.iarios y habitua-les los que mejor retratan e l valor intrlnseco d.e l a vida d.e un pueblo. Con estos cuadros es ind.ud.able que se obtiene una compren-sibn y penetraciCn m&s profunda en l a psicologla de un pueblo, pero se echa de menos l a mente ord.enad.ora del novelista, que es 45 quien gobierna tod.o e l mundo d.e l a novela. Bunte ha mencionad.o que l a f a l t a d.e una construcciCn pulid.a y concisa respond.e a l a realid.ad. d.e l a mentalidad chola e ind i a , que demuestra su f a l t a d.e instrucciCn i n t e l e c t u a l , mientras que e l car^cter fragmenta-r i o parece r e f l e j a r l a escasa solid.arid.ad. de las clases so c i a l e s . Ambas interpretaciones tratan d.e vincular l a tScnica con aspec-tos social e s , pero parece un poco arriesgad.o y absurdo especular con estos aspectos d.e l a te"cnica a l t r a t a r d.e buscar simbolis-mos o relaciones en que e l autor probablemente n i pensC. AdemSs, es 'en ci e r t o sentid.o contrad.ictoria t a l interpretaci<5n porque presupone limitaciones en e l ind.io que no se evidencian en l a obra. Es en e l aspecto d.e los relatos-dntrod.ucid.os alred.ed.or d.e l a fogata por l a noche, entre un grupo d.e amigos en un bar, en l a caminata con un companero d.e t r a b a j o — que en cada novela aparecen uno o mSs narradores que se d.estacan por ser expertos en l a materia. Son d.on Matlas y S i l v e r i o Cruz en La serpiente 73 de oro, SimCn Robles en Los perros hambrientos, Amadeo I l i a s y varios otros en E l mund.o es ancho y ajeno. Esta tScnica de usar relatos dentro d.e l a novela no es nueva y ya forma parte de una larga tradiciOn l i t e r a r i a porque aparecio" en l a primera parte d.el Qui jote, en l a obra d.e Chaucer, en l a d.e Boccaccio y 47 ma",s antiguamente en l a f a b u l i s t i c a o r i e n t a l . ' Aunque existe esta trad.iciCn l i t e r a r i a , entre los ind.ios los relatos represen-tan l a exposicifin de una trad.icicn o r a l que se ha transmitid.o d.e pad.res a h i j o s por muchas generaciones. Algunos relatos son fantfisticos y parecid.os a fabulas, como e l d.e "Los r i v a l e s y e l juez" (d.e un sapo, una. cigarra y una garza) , y e l d.e " E l zorro y e l cone jo", y otros son narra-48 clones legend.arias como l a del "ayaymama". Otros relatos son narraciones v e r l d i c a s , como l a experiencia. d.e un hombre antes 49 d.e i r a parar en l a car c e l . ' Aunque aqui se han d.ad.o ejemplos s<51o de E l mund.o, una situaciCn paralela existe con respecto a los relatos en las otras d.os novelas. c) Las tres novelas presentan e l canto, un equivalente de los relatos y las leyend.as en l o f o l k l O r i c o , pero que introduce e l elemen-to. l l r i c o e n l l a novela. A l a vez, se d.emuestra con los cantos l a pasifin que siente e l indio por l a mdsica-. En E l mund.o, e l autor dice que " l a musica.^es] e l arte preferid.o por e l hombre and.ino.. . " y esta d.eclaraci(5n parece ser igualmente c i e r t a de los v a l l i n o s a juzgar por e l canto de los balseros en La serpiente de oro: "Rio MaranCn, d.Sjame pasar..." y una d.e-cena mSs d.e diversas tonad.as. En Los perros hambrientos, es a Antuca, l a pequena pastora d.e ovejas, a quien olmos cantar: 74 52 " P o r e l c e r r o negro / and.an mis o v e j a s . . . " En E l mund.b hay una g r a n varied.ad. d.e y a r a v l e s , h u a i n o s , m a r i n e r a s , t r i s t e s y v a l s e s que r e t r a t a n t l p i c o s a s p e c t o s p o S t i c o - m u s i c a l e s d.and.o a s i una v i s t a m&s, desd.e o t r a p e r s p e c t i v a , d.el s e n t i r ind.io.v di); P a r t i c i p a n en comHn l a s t r e s n o v e l a s de un d o b l e n i v e l d.e e x p r e s i f l n 7-l.ing'Alstica. Hay un n i v e l l i n g u i s t i c o c a s t i z o p a r a l a n a r r a c i O n , m i e n t r a s que en e l d.ifilogo p r o p i o se i n t r o -duce e l d . i a l e c t o c a m p e s i n o - i n d l g e n a cuand.o son ind.ios o c h o l o s l o s que h a b l a n . e) Las t r e s n o v e l a s est&n planead.as sobre una base de l u c h a p o r l a vid.a, o sea una base d.e o p o s i c i o n e s : e n t r e e l hom-bre y l a n a t u r a l e z a , p r i m o r d i a l m e n t e , en L a s e r p i e n t e de o r o ; t a n t o e n t r e e l hombre y l a n a t u r a l e z a y e l hombre y e l s i s t e m a s o c i a l en Los p e r r o s hambrientos;. y e n t r e e l hombre y e l s i s t e -ma socio-econCmico en E l mundo, l a obra mSs a m p l i a y co m p l e j a ( a l hombre se r e f i e r e a q u l en e l s e n t i d o g e n S r i c o , porque A l e -g r l a no p r e s e n t a t a n t o a l ind.ivid.uo como a l c o n j u n t o de i n d l v i -d.uos,' en una c o l e c t i v i d a d . en a c c i C n ) . f ) Como U l t i m a c a r a c t e r i s t i c a se pued.e a g r e g a r una t S c n i c a que a f e c t a a l a e s t r u c t u r a , aunque ya no d.e l a s n o v e l a s en gene-r a l , s i n o en e l n i v e l e s p e c l f i c o d.e l a f r a s e . E l a u t o r a d a p t a e l r i t m o de l a f r a s e p a r a que concuerd.e con l a s i t u a c i C n en c u e s t i C n . Es l o que suced..e en medio de l a d . e s c r i p c i 6 n d.e una . tormenta en l a c u a l hay muchos r a y o s . P a r a i m p r e s i o n a r con l a c a n t i d a d d.e r a y o s no se d.ice que hay muchos, s i n o que se r e c u r r e a una l a r g a a c u m u l a c i C n d.e s i m i l e s y p o r e l r i t m o variad.o de e*s-t o s se s u g i e r e que l o s ra y o s a p a r e c e n a i n t e r v a l o s i r r e g u l a r e s , 75 elevando a s i e l valor este"tied por l a forma d.e estructurar l a d.e s c r i pc ion. E l ejemplo a l que nos referimos sigue: Los rayos se suced.ieron rasgando e l espacio como flechas, como llamas, como h i l o s trSmulos, como l a t i g o s , y tambiSn dibujando sus clSsicos y poco frecuentes zig-zags... A veces llegaban hasta l a misma pampa y algunos se clavaban como es-padas y otros corrlan como bo las d.e f uego. 53 Otro ejemplo en que e l ritmo d.e l a frase se ad.apta a l d.el s i g n i -ficado es e l que ocurre cuand.o los comuneros d.e Rumi son despo-jad.os de sus t i e r r a s y d.ecid.en mud.arse a una zona ma*.s a l t a en las montafias: E l l o s tambiSn velan, y de modo mas prdximo, l a patStica t r i s t e z a de las casas vaclas y los campos s i n hombres n i a n i -males. La t i e r r a parecla muerta. E l pueblo, e l buen pue-blo comunero, trepaba lenta y penosamente, llevand.ose sobre l a s espaldas, curvad.as de pena y de cuesta, una h i s -t o r i a tronchada y reacia a morir, como los grand.es a*.rboles talados cuyas hojas ignoran durante un tiempo los estragos del hacha. $k E l ritmo pausado por l a re i t e r a c i C n , l a elecciCn d.e ima*.genes y de vocabulario en este pasaje concuerd.a con l a lentitud. con que l a gente emprend.e,' de mala gana, e l aband.ono de sus casas y cam-pos. E l movimiento es d.espacioso porque r e f l e j a l a pena, e l do-l o r que s i g n i f i c a r e a l i z a r l a ruptura con su querid.a comunidad.. Hasta aqui hemos v i s t o c a r a c t e r l s t i c a s generales'en l a es-tructura de l a novela d.e A l e g r l a . Ahora veremos aspectos: ma*,s es-peclf icos d.entro d.e cada novela. En La serpiente de oro, e l h i l o de l a trama es d.Sbil, pero por e l hecho de que es uno solo e l narrad.or, sirve para d.arle unid.ad. a sus diecinueve capltulos que aparecen en yuxtaposiciCn. E l narrad.or aparece d.e incOgnito, y s61o sabemos que es uno d.e los balseros d.e Calemar por su usb d.e l a primera persona en , • . 76 p l u r a l . Aunque 51 es un cholo como los otros, en su narraciOn usa e l castellano, posiblemente una t S c t i c a para hacer l a l e c -ture mas f S c i l . ReciSn en e l capltulo IX nos enteramos que se llama Lucas V i l c a j es desde entonces que e l l e c t o r , cuand.o ya esta m£s famillarizado con Lucas por ser Sste quien le cuenta l a h i s t o r i a y le permite p a r t i c i p a r en e l l a , l l e g a a ad.entrarse en su experiencia personal y en sus sentimientos d.e amor por Flori n d a . Hay un d.esarrolio gradual d.e familiaridad. entre e l l e c t o r y Lucas y de adhesion d.e parte d.e aquSl, hasta que muy cerca d.el f i n e.l narrad.or se atreve a usar el'diaiogo d.irecto en e l cual incluye a l l e c t o r . Esto ocurre cuand.o habia del "corrid.o" y dice 5: "...es un c r i s t i a n o como tod.os: como usted., como yo.""^ La h i s t o r i a d.e los balseros constituye l a trama central. Una trama secundaria se d.esarrolla con l a h i s t o r i a del inge-niero de Lima que sufre una patStica muerte antes d.e lograr sus propfisitos, y que aparece ocupand.o tres capltulos (IV, XV y XVI) , o sea algo me nos que l a sexta parte d.e l a novela. Los otros capltulos ampllan l a trama central con h i s t o r i a s inciden-t a l s , fabulas, leyendas y sucesos "e.xteriores a l asunto mismo, pero incorporad.os a l a novela por un procedimiento ad.itivo ca-r a c t e r i s t i c o en e l e s t i i o narrativo de A l e g r l a . " - ^ Los perros hambrientos esta — a l igual que La serpiente d.e-o r o — d i v i d i d a en d.iecinueve capltulos. Los primeros capltulos estan ded.icad.os casi exclusivamente a los perros ovejeros y a h i s t o r i a s referentes a e l l o s . Poco a poco se introd.ucen los hombres y tanto Sstos como los perros empiezan a afrontar los 77 . devastad.ores efectos d.e una sequla. De aqul surge l a contrapo-s i c i C n d.e hombres y.animales contra l a naturaleza en una lucha por la-superviyencia. En otro-nivel mientras tanto se d.esarro-11a l a contraposicifin d.el hombre pobre contra e l gamonal en su lucha por encontrar un ped.azo de t i e r r a . e n e l mundo que le d.el para s u b s i s t i r . Un simbolismo surge d.e estos d.os niveles es-i":; -tructurales•en e l cual e l problema humano queda s i n resolver, como ya queda expuesto en otra parte de este estudio. No se tiene l a impresidn d.e que uno forma parte de los acontecimientos aqul, como-en La serpiente de oro, porque e l narrad.or r e l a t a usando mayormente e l pre t S r i t o y e l imperfecto y a l l e c t o r se l o d i r i g e d.e vez en cuando por medio d.e e x p l i -caciones y digresiones. Por ejemplo: "Pero volvamos a aquella noche y aquella hora..."^ f Esta es una tScnica que sera usad.a y ampliada en E l mund.o. Con respecto a l a presencia de relates en esta novela, Enrique Normand. Sparks ha comentad.o lo siguiente sobre lo que e"l ha denominad.o "relatos i n t e r i o r e s " y que para ell representan una fuente d.e unidad.-en l a novela: Estan ligad.os entre- s i por vlas secundarias , con e l gran tema del l i b r o : lo alimenta f sic] . Y adn cuand.o d.e primera intenciCn no parecerlan ser, en modo alguno, imprescind.ibles, piehso que l a novela perderla unidad., ya que l a unidad. l a va dando l a certid.umbre de que siempre se contarlan cuentos. Estan a mod.od.e coyunturas que f a c i l i t a n un mejor d.esarro-l l o , l o explican con l a vivacid.ad d.e las cosas animadas. No son l a novela, pero l a p e r f i l a n , l a insinttan. 58 Este comentario de Sparks se a p l i c a tambiSn, aunque s(51o. par-cialmente, a las otras novelas d.e A l e g r l a , pues como se observe antes, l a inserciOn d.e relatos es una c a r a c t e r l s t i c a comun en 78 su construccion novelesca. EI mundo es ancho y a.ieno ofrece una vis ion mucho mas amplia que las otras y es por lo tanto la d.e estructura ma's compleja. Esta caracterlstica ha llevad.o a que alguien dijera,. hiperbOlicamente, que tiene una "estructura que resiste cual-59 quier a n f i l i s i s . T a l declaration fue hecha, s in embargo, en d.efensa d.e la novela d.e Alegrla , pues hay quienes lo consideran s(51o un buen escritor de cuentos pero que no ha cultivad.o con ;e*xito la. novela. ^  Es interesante notar que aunque hay quienes consid.eran que los cuentos resultan en la desarticulacicn d.e l.a.u novela, otros ven en ellos un elemento d.e unidad.. (ve"ase nota 58). A esta novela se la ha llamad.o por su amplia tema*.tica y estructura ramificada una " n o v e l a - r l o " , ^ "novela-ocSano",^2 y "novela como pulpo" , . todos tSrminos que implican la d.irecciCn, en afluentes o tentabulos, y la extensiCn que asume la materia novelesca. En esta novela el. autor d.esempetia un papel d.e narrad.or omnisciente (que todo lo sabe, y que todo lo gobierna)^ que dirige a l lector con apartes y d.igresiones para orientarlo en la novela. 'Asi es frecuente encontrar pasajes- como los siguien-tes: "...explicaremos lo necesario a su t i e m p o . . . " , ^ " . . . c o n - • f esemos . nosotros q u e . . . " , ^ ° "—anotemos que Rosend .6..." , ^  • • • • 68 "Digamos nosotros que. . . " .Asi e l autor expresa constantemen-te sus sentimientos, ya sea comentando, ordenand.o, aclarando, sugiriendo y a tin d.ef end.iend.o acciones d.e los ind.ios. Esta tSc-nica d.e la narracion omnisciente es muy valiosa para la unidad. 79 d.e l a novela. Mario Gastro Arenas comenta: . . . l a narraciGn omnisciente, recurso que le permite mantener un puente sentimental, un permanente juego o en-lace d.elligas vivenciales entre los comuneros emigrados y l a comunid.ad. que dejaron.-- No existe, d.e t a l suerte, en " E l mundo es .ancho y ajeno" , l a d.esarticulaciCn de temas y personajes que algunos c r l t i c o s le han reprochad.o. 69 Arturo d.el Hoyo comenta que aunque esta. tScnica —que 51 llama narrativa ind.icad.ora— pued.a parecer anticuada a l compararla • con las tScnicas mod.ernas, "no s61o tiene j u s t i f i c a c i S n , sino 70 que, ad.emSs, es acord.e con su carScter panoramico y mural."' La tScnica se ad.apta, entonces, para ponerse a l s e r v i c i o d.el tema. S i se observa l a estructura d.e cualquier capltulo, se en-contrarS que se compone d.e una variad.a cantid.ad. de escenas en que aparecen diversos personajes, en d i s t i n t a s localidad.es y activid.ad.es, escenas a las que se vuelve en otra escena para retomar e l h i l o d.e l a narraciGn interrumpid.a. Por. med.io d.e es-tas escenas o cuad.ros es posible hacer un entrelazamiento en l a apariciOn d.e los personajes que atraviesa los ll m i t e s tempora-les y espaciales. Se nota que e l autor ha controlad.o conscien-temente l a aparicifln y reapariciones de sus personajes principa-l e s . Sobre Benito Castro, uno d.e los caracteres que se desta'can, e l narrador comenta en una d.igresiCn, despuSs de mencionar su partid.a d..e l a comunidad.: Tampoco d.eseamos ad.elantar cosa alguna acerca d.el posible retorno d.e Benito Castro. Serla premature y e l l o v i o l a r l a en cierto modo l a propia fuerza d.e los aconteci-mientos. 71 Estos comentarios son como meditaciones en voz a l t a d.e parte de l narrador que nos permite ver algo sobre sus propios r. 80 conceptos narrativos. Considerand.o. l a obra en con junto, se observa que comienza con un retroceso cronolflgico en e l cual Rosend.o reconstruye por med.io d.e l a evocacion l a vid,a d.e l a comunid.ad. y d.e algunos d..e sus miembros. Luego se slgue .la' narracicn en proyeccicn l i -neal, entrelazandose en e l l a cuad.ros impresionistas, monfilogos i n t e r i o r e s , relatos, cantos, leyend.as, etc. que traen a l a v i s -ta una gran cantidad. d.e pers ona jes que, en conjunto, represen-tan a l a colectividad! humana en activid.ad., en movimiento. Mien-tras que l a narracicn es muy lenta a l p r i n c i p i o d.el l i b r o , cerca del f i n a l e l paso se apresura y los acontecimientos se suced.en rSpidamente. En los nltimos capitulos hay un salto hacia ad.e-lante en e l tiempo d.e l a narracicn, lo cual contrasta con e l retroceso cronolCgico d.el primer capltulo y sirve para aumentar l a sensaciCn d.e rapid.ez en l a accifln. Al considerar l a estructura t o t a l d.e los 2k capitulos d.e l a novela se d.ice que es como una obra p o l i f f l n i c a , como ha ob-72 servad.o B e l l a Jozef,' porque tiene una simetrla ternaria en su d i v i s i o n que va de ocho en ocho: en e l capltulo VIII, se pierde l a comunidad. con e l despojo d.e las t i e r r a s ; en e l XVI, muere Rosend.o, e l alcald.e, golpead.o brutalmente en l a cfircel; en e l XXIV, ocurre l a d:errota d.e l a comunidad. en Yananahui y l a muerte de Benito Castro,nuevo alcald.e y simbolo de l a nueva generacicn. . Hay otro factor que contribuye tambiSn a dar unidad. a l a novela y e"ste es e l trasfond.o h i s t C r i c o , que se hace s e n t i r con l a aparicifln d.e los montoneros azules y rojos (Guerra c i v i l 81 de 1 8 8 4 - 1 8 8 5 ) , con menclones de nombres d.e presid.entes, y de fechas e Incld.entes h i s t C r l c o s . Ademfis d.e unidad., esto le d.a un sentido d.e continuidad. cronolflgica que ubica a l a novela temporalmente. .Aunque l a estructura no sea e l rasgo de mayor mSrito en l a obra d.e A l e g r l a , no se pued.e d.ecir que sus novelas carecen en absoluto d.e estructura, porque ya se ha d.emostrad.o que no es a s l . Lo mSs importante es que, a pesar d.e algunas d.eblll-dad.es estructurales, sus obras comunican valores que otras, perfec'tame nte estructuradas, no han logrado expresar. 3. Caracterizacign La caracterizaciCn en l a obra d..e A l e g r l a se d.estaca por ser hecha con gran simpatla hacia e l ind.io, enfatizand.o los aspectos positivos, y cuando se presentan costumbres o p r S c t i -cas que pod.rlan ser chocantes t a l vez para uno d.e afuera, no llegan a s e r l o , porque e l autor asume e l punto d.e v i s t a del ind.io y presenta los hechos con l a naturalidad que e l l o s t i e -nen para e"ste-. Entre los asuntos d.e esta Ind.ole estan e l ha-bito de masear coca, l a mezcla de r e l i g i f l n , pantelsmo y supers-t i c i S n , las borracheras en los dlas d.e f i e s t a , y e l juego sexual que.;acompaTla a l a cosecha. Para l a caracterizaciCn se recurre con frecuencia a a t r i -butos del rnund.o natural para enfati z a r l a v i s i C n d.e un mundo pantelsta completamente integrad.o. En las descripciones d.e los personajes se observa un interns en e l rostro, enfatizando los ojos y l a boca, y en l a vestimenta. Hay varias menclones 8 2 de l a estatura y l a constituciCn f l s i c a , especialmente en los hombres, y tambie"n d e l animal que montan, s i son jinetes. En las mujeres, ademfis de en f a t i z a r ' l o s ojos y l a boca, e l autor hace casi siempre r e f e r e n d a a l sensualismo femenino en l a f o r -ma de los senos redondos y las caderas anchas. Nunca se ve una tendencia morbosa n i enfermiza en este aspecto; antes lo l l e v a n a comparaciones con asuntos naturales o a establece-r p a r a l e l i s -mos entre l a funciOn de l a mujer como portad.ora de frutos y l a t i e r r a . Por ejemplo: ...es a r d i l o s a a l caminar cimbrand.o todo e l cuerpo f l e x i b l e como una papaya. 73 Marguieha fu<5 creciend.o como una planta lozana. LlegC a Marga ya. En e l tiempo d.ebid.o f l o r e c i C en labios y meji-l l a s y ech6 frutos de senos. Sus firmes caderas presagia-ban l a fecund.idad.'d.e l a gleba honda.... porque l a mujer tiene e l d.estino d.e l a t i e r r a . 7^ En las dos primeras novelas d.e A l e g r l a no hay un esfuerzo consciente por d.estacar a personajes en s i , sino que se nota mas bien e l deseo d.e representar a un tipo d..e gente de c i e r t a region. A s i es como conocemos a l cholo d.e Calemar, en e l v a l l e d.el r i o MaranCn, en La serpiente d.e oro, y a l indio d.e l a puna, de las mesetas andinas, en Los perros hambrientos. En E l mundo es ancho v aieno f e l gran numero d.e persona-jes —hay un mlnimo d.e 250 que aparecen por nombre, participan-d.o a c t i v a o pasivamente— no impid.e que algunos sean desarro-llad.os bastante bien. Aparte d..e estos casos, lo que se presen-ta por l o general es l a actitud.. y reacciones d.e persona jes se-cundarios que participan en tod.a clase de activid.ad.es. Estos personajes secundarios aparecen d.esarrollados en cuad.ros d.ond.e 83 reciben un claro enfoque i n d i v i d u a l , pero ese enfoque luego se va haciendo borroso hasta que queda enlazado con-el d.e l a vid.a t o t a l d.e l a . comunidad., que es e l todo, y que esta centrada en Rosend.o y en Rumi. De "esta forma, se provee una v i s i o n general d.e un pueblo, una. gente, una raza, que tiene como nucleo s o c i a l a Rumi. E l l e c t o r se impresiona con e l drama d.e una c o l e c t i v i -d.ad. s o c i a l porque los hechos se suman y acumulan para brindar un cuad.ro extenso que a l ser observado d.esde diversos Sngulos da una v i s i S n con diversas perspectivas. £\1 emprend.er l a e s c r i t u r a de esta obra e l autor estaba a l tanto d.e los problemas en que hablan cald.o otros autores y t r a -t<5 d.e e v i t a r l o s . Veamos como entend.iC l a situaciSn: La intenciCn d.e l l e v a r e l indio. a l a novela.,.. .me hacia confrontar d.os problemas d i f l c i l e s . E l prime ro: mostrar e l e s p l r i t u ind.lgena, lo que. implicaba un t r a t a -miento. n o v e l l s t i c o d.e personajes.. E l segundo,.. . : pre-sentar a un pueblo entero s i n que se d.ebilitaran los per-sonajes. Ambos problemas creclan por coexistencia. Hasta ese momento, tanto como yo conocla, l a novela d.e tema so-c i a l d.esestimaba a los personajes y l a novela d.e personajes hacia l o contrario. Debla e s c r i b i r yo una obra que lograra l a d i f I c i l incorporacicn d.e esos d.os factores.. 75 Como e l novelista estaba consciente d.el problema con los perso-najes, intentfl d.arles tanta profundid.ad. en e l desarrollo como pud.iera. E l dice: "Me esforce" siempre para r e f l e j a r e l alma y l a vida d.el indio con l a mayor hond.ura y la. maxima amplitud que pod.la.." Sus esfuerzos se. h a l l a n recompensad.os en tres de sus personajes por l o menos, que son Rosend.o Maqui „ e l Fiero Vfisquez y Benito Castro, ind.ivid.uos con tod.as las d.imensiones humanas que a l a vez representan tres prototipos d.e hombres por sus actitud.es. 84 Rosend.o, e l anciano alcalde d.e Rumi, refine en s i todas las c a r a c t e r l s t i c a s d.e un hombre sablo y prud.ente (recu5rd.ese e l j u i c i o sobre cual era l a madre de l p o t r i l l o , sus consejos 77 para l a siega d.el t r i g o , e t c . ) , consciente de su posici<5n ("...hubiera querldo correr, mas se su jetaba,. . .debla. guardar l a compostura. propia d.e sus alios y su rango.") y responsabi-lidad. por e l blenestar d.e l a comunid.ad.. Respeta l a trad.iciCn y los mitos ancestrales a l a vez que'se somete a l sistema en vigencia, aunque desconf l a d.e su ecuanimidad. Amante d.e l a jus-t i c i a , cuand.o aparece mostrand.o desprecio hacia. algo o alguien (d.esprecia. l a ley que oprime a los ind.ios; d.esprecia a unos re-punteros por no mostrar, por l o menos d.e palabra, su solid.ari-79 dad. d.e ind.ios y pobres en un momento que se abusan d.e 51)' 7 es porque representan aspectos de i n j g s t i c i a hacia e l hombre. Se muestra que una d.e las pocas veces que fue violento durante su gobierno fue para castigar con una trompada a un comunero que malt rat <3 a l buey Mosco,^ 0 y Ssta fue su forma d.e hacerle jus-t i c i a a un animal que, en su mente, era tambiSn un comunero d.igno d.e buen tr a t o . Rosendo esta Integramente identificad.o y caracterizado por e l ambiente en que vive. De 51 se nos d.ice que "...era un poco vegetal, un poco hombre, un poco piedra. .. .Tras las d.uras c o l i -81 nas d.e los p5mulos b r i l l a b a n los ojos, oscuros lagos quietos." TambiSn se l o caracteriza por med.io de metSforas que figurada-mente lo igualan con rasgos animales: "Sus ojos de animal en 82 acecho...", "Su corazgn saltaba como un f i e l animal encade-nado."^-^ Estas comparaciones r e f l e j a n l a unidad. y armoniosidad. 85 de todos los elementos naturales y e l hombre a l relacionarse. Por medio d.e los incid.entes llegamos a ver a Rosendo desde todos los Sngulos, y por med.io d.e 51 aprend.emos d.el alma i n d l -gena mfis que a travels d.e ningtin otro persona je novelesco. Aun-que- hay mucho que revela l a psicologla del indio,""no se pued.e d.ecir que A l e g r l a haga un estudio psicolCgioo en s i , s i n embar-go. La f i g u r a del buen Rosend.o emerge como un prototipo d.el hombre que aunque ama y practica l a j u s t i c i a , por- e l abuso d.e otros es oprimid.o hasta l a muerte. Rosend.o es e l slmbolo d.el hombre que ha sufrid.o tod.a clase d.e vejaciones y que se eleva hasta tener carScter universal. Como observa U r i e l Ospina: E l vocabulario internacional d..eberS aceptar y escoger su nombre £d.e Rosend.o] para designer l a miseria, e l d.rama y l a ruina d e l hombre d.esposeldo,' del eterno Juan Pueblo, cond.enad.o siempre a no tener un s i t i o bajo e l s o l . Rosen-do Maqui no es un hombre d.e America. Es un ciud.ad.ano del mund.o, d.e l a verg^enza del mund.o... 84 E l F i e r o VSsquez, jinete d.e caballo negro y que se v i s t e totalmente d.e negro,, es un bandolero d.e tipo romantico, una especie d.e Robin Hood., porque d.espoja ordinariamente a los r i -cos, aunque s i l a necesidad. l o aprie t a , hace l o mismo con los pobres. Su vida d.e criminal comienza a l vengar una afrenta contra su mad.re y d.esde entonces vive bajo su propia ley. L l e -ga un momento en que tiene oportunidad. d.e enmendarse y lo logra, mientras hay muestras de que se confla en 51 como ind.ivid.uo hon-rad.o, pero l a incapacid.ad. d.e l a gente d.e perd.onar y ol v i d a r su pasad.o l o l l e v a por sus mismas antiguas andanzas. A l e g r l a da muestras, en e l d.esarrollo d.e este persona je, de comprender 86 muy bien e l funcionamiento del espejismo, t e o r l a psicologica -que declara que las acciones d.e un ind.ivid.uo son d.eterminadas en sumo grad.o por l o que 51 percibe que los. demas piensan d.e 51. De modo que s i siente una reaccion negativa hacia 51 y esta actitud. continua, d.espu5s de un tiempo d.e v i v i r bajo tales c i r -cunstancias e l individ.uo pierde todo a l i c i e n t e por mantener un n i v e l de comportamiento aceptable a l a sociedad. y se deja r e g i r por sus propios impulsos. Y este es e l caso especlfico d.el Fiero: mientras esta bajo la' t u t e l a d.e d.on Teodoro, nacend.ad.o justo que conf l a en 51 como hombre y en su palabra, tod.o anda bien; cuand.o se va de l a hacienda, se encuentra con antiguos conocidos que nd han olvidado su pasado y l o siguen tratando como a un criminal, aun cuand.o ha cambiado. £De qu5 sirve e l esfuerzo d.e ser bueno s i l o van a t r a t a r como malo d.e todas maneras? Se ha d.icho que A l e g r l a es aficionad.o a crear personages que hacen e l pa pel d.e baiid.id.08 y que, aunque con. realismo, los tra t a con simpatla. Esa simpatla no creo que se d.eba tanto —como sugieren Wad.e y S t i e f e l — ^ a l hecho d.e que 51 tambi5n como persona estaba proscrito por e l gobierno perua.no, como a l hecho d.e que.' estos band.id.os se rebelaban ante un sistema l e g a l injusto. Benito Castro es e l personaje ma*.s s i g n i f i c a t i v o entre to-d.os los mestizos que se presentan, porque tiene valor simbflli-co para e l futuro del Peru. E l representa l a raza cflsmica. Ha and.ado por todas partes d.el pals, ha observad.o mucho, ha aprend.id.o a le e r y ha adquirid.o los valores necesarios para 87 v i v i r en l a soeie&ad. d.e los blancos., Como ha vivid.o en las d.os socied.ad.es, f re cue nte me nte hace comparaciones y piensa que l a vid.a d.e l a com.unid.ad. es mejor, y a l f i n regresa a Rumi y p a r t i -cipa activamente en su gobierno. No medra en buscar formas en que se produzca una s l n t e s i s d.e los valores de las d.os socieda-des en que ha vivido para lograr l a preservaci(5n d.e aquellos que sean d.ignos y prod.uctivos para e l ind.io. Sus delibera-ciones apareeen a continuacifln: Tenia que surgir una concepciOn de l a existencia que, s i n renegar d.e l a profunda alianza d e l hombre con l a t i e r r a , lo-levantara sobre los l l m i t e s que hasta ese mo-mento habia sufrid.o para cond.ucirlo a mSs amplias formas de vid.a... .estaba d..e acuerd.o.. .en que e l hombre d.ebla ser l i b r e , fuerte y alegre. 86 Para esa nueva vid.a, Benito ve l a necesid.ad. d.e rechazar las su-persticiones que se mantienen por l a ignorancia y que les impi-d.en actuar productivamente por temor, ya sea a l e s p l r i t u d.e l a laguna o a l chacho, e s p l r i t u d.e las ruinas que le chupa e l ca-l o r a l cuerpo. Rechazand.o l a creencia d.e p e r j u i c i o d.e los es-p l r i t u s se d.inamita un costado d.e l a laguna para producir un d.esag\ie p a r c i a l d.e Ssta que extiend.e e l terreno para c u l t i v o s , y ad.emfis crea un lugar mSs propicio para levantar e l nuevo ca-s e r l o . Benito es e l cholo que representa e l camino d e l progreso para su pals. Es e l mestizo, que por no estar tan ligad.o a l a forma t r a d i c i o n a l de vid.a incaica pued.e actuar como puente o intermed.iario entre los blancos y los indios para producir l a integraciCn c u l t u r a l . Representa tambiSn a l hombre intrSpdd..o que lucha por su libertad. y que prefiere morir en l a peiea . 88 a n t e s que s o m e t e r s e a l a e s c l a v i t u d : d e l p e o n a j e . C o n r e s p e c t o a l o s p e r s o n a j e s b l a n c o s . e n l a s o b r a s d.e A l e g r l a , se h a d . ioho que e*ste i n s i s t e e n ' r e t r a t a r l o s como O n v i l e s . ' C r e o que e s a d . e c l a r a c i c n no e s muy a c e r t a d . a s i se c o n -s i d e r a que t a m b i S n a p a r e c e u n h a c e n d a d o b i a n c o - - - d o n T e o d o r o — que e n tod.as s u s a c t i v i d . a d . e s se c o m p o r t a c o n e n t e r a d . i g n i d a d , : bond.ad. y j u s t i c i a . L o que suced.e e s que m a y o r m e n t e l o s b l a n -c o s , a u n q u e s o n u n a m i n o r l a e n l a p o b l a c i c n , s o n l o s que t i e n -d.en a s e r l o s o p r e s o r e s , p o r t e n e r u n a a m b i c i c n e x c e s i v a y s e r i n e s c r u p u l o s o s . A l e g r l a no a p o y a l a o p r e s i S n d.e l o s b l a n c o s n i d.e l o s i n d . i o s , como t a m p o c o a p r u e b a l a a c t i t u d . s e r v i l d.e l o s c h o l o s que p o r i n t e r n s p r o p i o s i r v e n a l h a c e n d a d o y cum-p l e n c o n s u p a r t e d.e v e j a r a o t r o s c h o l o s e i n d . i o s . A q u i no se t r a t a t a n t o d.e una c u e s t i S n r a c i a l d.e b l a n c o s c o n t r a i n -d i o s , como de q u i S n e s s o n l o s que a b u s a n d e l p r C j i m o y l o v e -j a n . No h a y d.uda q u e , e n s u r a a y o r l a , e s t e g r u p o esta". formad.o p o r b l a n c o s e n p o s i c i o n e s d.e p o d e r , como t e r r a t e n i e n t e s , s u b -p r e f e c t o s , j u e c e s , t i n t e r i l l o s , y o t r o s . No h a y u n a d . i v i s i C n s i m p l i s t a d.e bueno y m a l o p a r a l e l a c o n l a d.e b i a n c o e i n d i o t a m p o c o e n l a s c a r a c t e r i z a c i o n e s . . A l hacend .ado d.on A l v a r o d.e A m e n a b a r y R o l d a n se l o p r e -s e n t a e n s u c a r a c t e r i z a c i f l n como u n p e r s o n a j e v l v i d o y n o t a b l e . Se r e c a l c a s u e l e g a n c i a de j i n e t e y l o i m p o n e n t e de s u f i g u r a que h a c e que l a p r e s e n c i a d.e s u s e m p l e a d o s a c o m p a h a n t e s se a n u -l e c a s i p o r c o m p l e t e . No h a y i n t e n t o d.e c a r i c a t u r i z a r l o o p o n e r l o e n r i d . l c u l o s61o p o r q u e r e p r e s e n t a a l e n e m i g o d.el n o b l e R o s e n d . o . E l h a b e r h e c h o t a l h u b i e r a s i g n i f i c a d . o c o n v e r t i r l o 89 en un adversaries i n s i g n i f i c a n t e y en un d.esequilibrio en l a lucha. Don Alvaro permanece a travels d.e l a obra como e l "se-rior d.e Umay, d.ueno d.e vid.as. y haciendas en veinte leguas a l a 88 redonda..." , todo un gran setior, aunque sus pa l a bra s , gestos y acciones revelan que tiene un alma muy pequena. Las figuras p o l l t i c a s son instrumentos en las manos d.el. gamonal, pero a e l l o s no se los caracteriza porque entonces d.istra.erlan e l enojo del l e c t o r contra e l gamonal, a quien e l autor se propone sefialar como l a fuente mayor d.e opresiSn. E l juez, por ejemplo, l e d.e be su puesto a A.menSbar, y a s i muchos otros. En vez d.e caracterizar a los hombres que son instrumen-tos d.el gamonal, e l autor recurre a comentarios personales en que se expone l a i n j u s t i c i a d.e los ad.ministrad.ores. E l hombre se encuentra por- un lado oprimid.o d.irectamente por e l gamonal y por otro se encuentra. .con l a Inmovilid,.ad. burocra*.tica adminis-t r a t i v a nombrad.a y apoyad.a por. e l gamonal. La c a r a c t e r i z a c i c n que se hace d.el cura es interesante de notar, porque aunque desempeha un pequefio papel en l a novela alineand.ose del lado d.el gamonal, su opresiCn es d.e Indole i n -t e l e c t u a l . En e l pasaje que se copia a continuaciCn se obser-vara* que hay una .d.escripciCn d.e l a i g l e s i a y de l a casa d.el .cu-ra y a l a vez se, exponen las actitud.es del cura hacia la.gente„ poblana: La i g l e s i a d..e torre c u e l l i l a r g a parecla muy petulante. A su lado, l a casa del cura era vanid.osa d.e veras. Como que con sus tejas y su a l t u r a podia mirar por encima d.e los hombros a las otras, pajizas y chatas, de los dema*s vecinos. 89 Esto es.mfis evid.ente cuando mfis ad.elante se habla de l a ?: 90 locuacid.ad. y l a pre'suntuosid.ad. d.el pfirroco. Esta misma persona fue l a que le d.i:Q.o a Rosen&o: "£C6mo se te ocurren esas cosas on siend.o un ind.io?", demostrando a s l su sentid.o d.e s u p e r i o r i -d.ad. y confirmando l a caracterizaciCn ya trazad.a con l a human!-zaciCn de las casas. La consid.eraci6n de los aspectos formales d.e las novelas de A l e g r l a reve l a que en muchos casos es evid.ente l a selecciCn del autor en asuntos de tScnica novelesca con e l propCsito d.e s e r v i r fines funcionales a l tema y mensaje que t r a t a d.e comu-nicar. De ese modo A l e g r l a fusiona y e q u i l i b r a l a forma con e l contenido y produce una obra de valor a r t l s t i c o y s o c i a l . 6 9 1 Notas del Capltulo III 1 Ciro A l e g r l a , Sir •.mund.o es ancho y ajeno, en Novelas comple-tas d.e Ciro A l e g r l a , Mad.rid: Aguilar, 1 9 5 9 , P« 3 8 9 . 2 I b i d . . p. 5 ^ 5 . 3 Ibid., p. 3 ^ 6 . 4 Mariano Iberico, E l sentimiento de l a vid.a cCsmica, Buenos Ai r e s : Ed.itorial Losada, B i b l i o t e c a Contemporanea, 1 9 4 6 , p. 5 0 ; citad.o por Juan Collantes de TerSn,. en "Teorla y es-quema en las narraciones d.e Ciro A l e g r l a " , Estudlos ameri-canos, S e v i l l a , Espana, Vol. 1 7 ( 9 0 / 9 1 ) , pp. 1 1 9-140, marzo/ a b r i l , 1 9 5 9 ; ver p. 124. 5 Ciro A l e g r l a , E l mundo es ancho y a.jeno, p. 3 4 2 . 6 . . Ciro A l e g r l a , La serpiente d.e oro, en Novelas completas de  Ciro A l e g r l a , Madrid.: Aguilar, 1 9 5 9 , p. 5 9 * :" 7 E l mund.o es ancho y ajeno, p. 3 3 9 . 8 La serpiente d.e oro, p. 4 3 * 9 Ibid.. , pp. 5 0 , 5 8 , 6 6 . 1 0 Ibid.. , p. 145. 1 1 Ibid.. , p. 1 2 0 . 1 2 E l mund.o es ancho y ajeno, p. 8 9 8 . 1 3 Ibid., p. 5 7 9 -14 Ibid.. , p. 3 5 5 . 1 5 Ibid., pp. 6 2 5 , 6 2 6 . 1 6 Ibid., P. 5 8 9 . ' 1 7 Ibid.. , p. 6 3 6 . 18 Ibid.. , p. 9 0 5 . 1 9 La serpiente d.e oro, p. 18 • 2 0 E l mundo es ancho y ajeno, p. 7 1 9 . 2 1 Alberto Escobar, "La Serpiente d.e Oro o e l camino d.e l a v i -da", en Patio d.e Letras, Lima: Ediciones Caballo d.e Troya, 1 9 6 5 , PP. 1 8 0 - 2 5 7 ; ver p.' 1 8 3 . 92 22 La serpiente d.e oro,'"p. 47 . 23 E l mund.o es ancho y a.jeno, p. 397* 24 Ibid. , P. 406. 25 Ibid... , p. 864. 26 Ibid. , P. 495. 27- Ibid. . P- 365. 28 Ibid. . P. 432. 29 Ibid. P. 451. 30 Ibid. , p. 930. 31 Ibid.. P. 644. 32 I b i d . P. 641. 33 Ibid. P. 644. 34 Ibid. P. 737. 35 Ibid. P. 839. 36 Ibid. PP . 645 37 Ibid. p * 938. 38 Ibid. P. 489. 39 Ibid.. , P. 924. 40 Ibid. , P. 867. 41 Ibid., P- 685. 42 Juan Collantes d.e TerSn, "Teorla y esquema en las narracio-nes de Ciro A l e g r l a " , Estud.ios americanos, S e v i l l a , Espana Vol. 17 (90/91) , pp. 119-140; marzo/abril, 1959; ver pp. 1 3 1 , ' 1 3 2 . 43 Jefferson Rea S p e l l confirma esto cuand.o dice: "He i s , p a r t i c u l a r l y i n the matter of s t y l e , a l i t e r a r y a r t i s t . " Contemporary Spanish-American F i c t i o n , Chapel H i l l : The University of North Carolina Press, 1944, p. 256. 44 Salvad.or de l a Cruz, La novela iberoamericana actual, Mexico: L i b r e r l a StudTum, 1956, p. 35 . 93 45 Jefferson Rea Spell,, Contemporary Spanish-American Fic t i o n , pp. 275, 276. 46 Hans Bunte, Ciro A l e g r l a y su obra dentro d.e l a evolucign  l i t e r a r i a hispanoamericana, Lima: L i b r e r l a E d i t o r i a l Juan Mejla Baca, 1961, p. 18. 47 Juan Collantes de' Teran, "Teorla y esquema en las narra-ciones d.e Ciro A l e g r l a " , p. 135. 48 En los capltulos V, XX y XXV d.e E l mundo es ancho y ajeno, respectivamente. 49 E l caso d.e Absalon Quinez, capltulo XI d.e E l mund.o es an-cho y ajeno. 50 E l mund.o es ancho y ajeno, p. 656. 51 La serpiente de oro, p. 8. 52 Los perros hambrientos, en Novelas completas d.e Ciro A l e -g r l a , Mad.rid: Aguilar, 1959, p. 176. " ~ 53 E l mund.o es ancho y ajeno, p. 6 4 5 . 5^ I b i d . , pp. 625, 626. 55 La serpiente d.e oro, p. 155« 56 Mario Castro Arenas, La novela peruana y l a evoluciCn so-c i a l ,.Lima: Ediciones Cultura y Libertad, 1965, P» 221. 57 Los perros hambrientos, p. 207. 58 Enrique. Normand. Sparks, "Una observaci6n sobre Los perros  hambrientos" (Los relatos i n t e r i o r e s ) , en Mercurio Peruano, Lima, alio XXX, Vo l . XXXV, Febrero 1955, nflrn. 335, p. 128; citad.o por Juan Collantes d.e Ter&n, en "Teorla y esquema en las narraciones d.e Ciro A l e g r l a " , Estud.los americanos, marzo/abril, 1959, p. 135. 59 U r i e l Ospina, Problemas y perspectivas d.e • l a novela amerl-cana, Bogota, Colombia, Ed.iciones Tercer Mund.o, 1964, p". 178. 60 Albert B. Fr a n k l i n considera que A l e g r l a es un buen e s c r i -tor d.e cuentos, pero no un novelista: "...as a nove l i s t , Ciro A l e g r l a remains what he has always been, one of the great South American short-story writers. The book [ E l  mundo es ancho y ajeno^j i s notable f o r the number of i t s magnificently-conceived, f a i l u r e s . " en "Review "of E l mund.o  es ancho y ajeno, by Ciro A l e g r l a , " The Inter-American  Quarterly, Oct. 1 9 6 l , pp. 108-110; ver p. 109. 94 61 Estuardo Nunez, La l i t e r a t u r a peruana en e l s i g l o XX (1900-1965), Mexico, D.F.: E d i t o r i a l Pormaca, S.A. de C. V., 1965, p. 126. 62 Mario Castro Arenas, La novela peruana y 'la evolucicn  s o c i a l , p. 227. , 63 Hans Bunte, Ciro A l e g r l a y su obra d.entro de l a evolucicn  l i t e r a r i a hispanoamericana, p. 18. 6k Mario Castro Arenas, La novela peruana y l a evolucicn  s o c i a l , p. 2 2 7 . , 65 E l mundo es ancho y a.jeno, p. 369. 66 Ibid., p. 385. 67 Ibid., p. 3k7. 68 Ibid.'. , p.' 3^8. 69 Mario Castro Arenas, La novela peruana y l a evolucicn  s o c i a l , p. 230. 70 Arturo d.el Hoyo, "PrOlogo" , en Novelas" completas de Ciro  A l e g r l a , Mad.rid.: Aguilar, 1959, PP« x i - x l ; ver p. x x x v i i i . 71 E l mundo es ancho y a.ieno, p. 369* 72 B e l l a Jozef, "Dimensidn temporal en E l mundo es ancho y  a.jeno d.e Ciro A l e g r l a " , en Libro d.e Homena.je a Luis Alber-to Sanchez en los kO anos d.e su docenoia u n i v e r s i t a r i a , Lima: Universidad. Mayor Nacional d.e San Marcos, 1967 (pu-blicado en 1968), pp. 249-257; ver p. 256. 73 La serpiente de oro, p. 20. 7k E l mund.o es ancho y a.jeno, p. 384. 75 Ciro A l e g r l a , Prdlogo a l a 20a. ed.icifln d.e E l mundo es  ancho y ajeno, Buenos A i r e s : Ed.itorial Losada', I 9 6 I , p. 11. 76 Ibid. 77 E l mund.o es ancho y a.jeno, pp. 3^ -5 y 3^3, respectivamente. 78 Ibid., p. 3 8 6 . . 79 n Ibid.. , pp. 351 y 701, respectivamente. 80 Ibid., p. 378. 81 Ibid., p. 3^2. . 95 82 I b i d . , p . 338. 83 I b i d . . , p . 395-84 U r i e l O s p i n a , P r o b l e m a s y p e r s p e e t i v a s de l a n o v e l a a m e r i -c a n a , Bogota*.: E d . i c i o n e s T e r c e r Mund.o, 1964, pT 179• 85 G e r a l d . E . Wad.e y W a l t e r E . S t i e f e l , " I n t r o d u c t i o n " and n o t e s t o a b r i d g e d e d i t i o n o f E l mund.o e s a n c h o y a j e n o , by C i r o A l e g r l a , New Y o r k : A p p l e t o n - C e n t u r y - C r o f t s , I n c . , 1945, P- 1^3. 86 E l mund.o e s a n c h o y a j e n o , p . 921. 87 G e r a l d E . Wade y W a l t e r E . S t i e f e l , " I n t r o d u c t i o n " t o a b r i d g e d , e d i t i o n o f E l mund.o es a n c h o y a j e n o , p . 143. 88 E l mund.o e s a n c h o y a . j e n o , p . 536. 89 I b i d . . p . 584. 90 I b i d . , p . 709. 9 6 C a p l t u l o IV La novela de C i r o A l e g r l a dentro'de l a c o r r i e n t e  l i t e r a r i a i n d l g e n i s t a A l c o n s i d e r a r l a novela d.e C i r o A l e g r l a es sumamente importante d e s t a c a r que su obra no es un prod.ucto aislad.o, s i n o que es e l r e s u l t a d o de un l a r g o proceso de e v o l u c i c n l i -t e r a r i a en que e l ind.io ha ocupado l a atenci6n de d.iverslsimos e s c r i t o r e s . A f i n d.e comprend.er l a p o s i c i c n d.e A l e g r l a d.entro de e s t a c o r r i e n t e , se pr e s e n t a r a n en forma s i n t S t i c a algunos de l o s anteced.entes mas destacad.os, pues sCl o a s i se pued.e apre-c i a r ma*.s cabalmente l a f u s i o n que hace e l a u t o r de aspectos ya existenfces y e l balance en esto s i n t r o d u c i d o por SI dentro d e l indigenismo l i t e r a r i o . 1 . Algunos ante ced entes a l a novela, d e l ind.io Desde e l mismo d.escubrimiento d.e America e l i n d i o ha f o r -mado una parte e s e n c i a l de su l i t e r a t u r a . Los t e x t o s de l a s Cartas de Col6n y luego l o s reportages h i s t C r i c o s y d e s c r i p t i -vos d.e l o s c r o n i s t a s espanoles proveen l a s primeras m a n i f e s t a -ciones en que e l i n d i o es centro d.e i n t e r S s . Sus c r C n i c a s f u e r o n p r i n c i p a l m e n t e f i e l e s a l a realid.ad, hechas con n a t u r a l i -d.ad y s i n i n t e n c i C n d.e impresionar a nadie, y versaban sobre todas l a s cosas v i s t a s en America por primera vez, como tambien sobre l a s a c t i v i d a d e s d.el descubrimiento y l a c o n q u i s t a . 1 En l a ruid.osa poiemica d e l s i g l o XVI entre F r a y Bartolome 97 de Las Casas (1474-1566) , y Juan GinSs de Sepulved.a, aquSl desafla a su contend.edor d.e l a siguiente manera: ...te d.esaflo a que me pruebes en p i a t i c a ablerta que los indios son malhechores y demonios, cuando son claros y buenos como l a luz del dia e inofensivos y s e n c i l l o s como las mariposas. 2 En su de'fensa del indio, Las Casas da evid.encias d.e un e s p l r i t u d.e f i l a n t r o p l a y d.e una actitud. id.ealista hacia e l ind.io.-En La Araucana. d.e A Ions o d.e Ere i l i a y Zflniga (-1533-1594), es posiblemente d.onde se encuentran los elementos m£s importan-tes para l a l i t e r a t u r a posterior d.e tema indlgena. En primer lugar se ve l a admiraciOn hacia los guerreros araucanos, hom-bres a los que se exalta por su tremend.a r e s i s t e n c i a f l s i c a y su e s p l r i t u indomito y soberbio. En segund.o lugar, se ve l a id.ealizacifln d.e l a mujer ind.ia, a l a que se la- presenta cons-tante en e l amor, y viene a ser un antecedente de herolnas como l a d.e Cumand.g. En tercer lugar, se describen aspectos costum-b r i s t a s , f o l k l O r i c o s y mitolSgicos que muestran interns por lo pintoresco y exCtico que tambiSn r e s u r g i r l a con tanto vigor en l a l i t e r a t u r a mSs tard.e. For ultimo, estfi e l aspecto social, pues E r c i l l a acusa a Vald.ivia d.e haber llevad.o l a guerra y l a perd.iciOn a esa t i e r r a a causa d.e su cod.icia. Este aspecto asumirla en e l s i g l o XX primacla en e l indigenismo l i t e r a r i o . E l Inca Garcilaso de l a Vega en los Comentarios Reales (1609) , —especialmente l a primera p a r t e — expresa e l deseo d.e "rescatar d.el olvid.o los antiguos monumentos y costumbres del PertJ. Haciend.o un contraste entre las pasadas g l o r i a s incaicas y e l estad.o en que estaban entonces sus compatriotas, espera e l 98 3 -autor ayudar a l mejoramiento.de- l a suerte d.e aquellos." Su obra es como una h i s t o r i a novelada en l a que nostalgicamente se revelan. las g l o r i a s incaicas extintas. La actitud. que toma e l autor es l a d.e c o n t r i b u i r " a l mejoramiento de sus compatrio-tas a trave's de una apelacicn a las facultad.es intelectuales del ind.ivid.uo, antes que. hacer abiertamente una protesta s o c i a l . En Prancia, mientras tanto, paralelamente se fue d.esarro-llando una tendencia en que a l ind.io se l o presentaba en e l perfecto estad.o d.e naturaleza, como e l expuesto por Montaigne en Des cannibales (1580), donde se encuentran ya expuestos los pr i n c i p i o s d.e Rousseau segfln los cuales l a c i v i l i z a c i c n ha d.e-formado l a perfeccicn d.e los nobles salvaj.es en su estad.o natu-r a l y en su ed.ad. d.orad.a. Se v i e r t e gran entusiasmo en las d.es-cripciones f o l k l O r i c a s , lo cual servira". d.e introduccicn a l a l i t e r a t u r a francesa d.el exotismo americano. S i mencionamos l a l i t e r a t u r a francesa d.e ese tiempo es por l a enorme i n f l u e n c i a que los intelectuales franceses e j e r c i a n sobre los d.e HispanoamSrica, sus d.evotos admiradores e imitad.o-res. Posteriormente a Montaigne, los franceses recogieron i n -fluencias hispanoamericanas (d.e Las Casas, E r c i l l a , e l Inca Gar-cilaso) , y hasta fines d.el s i g l o XVIII presentaron en sus obras como matices esenciales de l a l i t e r a t u r a del indio una interpre-taci<5n utCpica d.e l a vida indlgena en America antes d.e l a con-quista y un sentimiento f i l a n t r f l p i c o hacia 51. Entre los au-tores franceses d.e renombre que se d.ed.icaron a considerar este tema estan: V o l t a i r e (con A l z i r e y Cand.id..e) , Rousseau, Marmontel (cuya novela Les Incas concreta ciertos. rasgos roma^nticos y 99 trae de vuelta a America l a i n f l u e n c i a de Garcilaso e l Inca y de Las Casas),^ B.'Saint Pierre,(Pablo y V i r g i n i a ) , y Chateaubriand (Atala y Rene). Chateaubriand, tuvo inmediata aceptaciOn en HispanoamSrica y representa e l mSs fuerte d.e los cultivadores d.el tema indlge-na en l a Spoca romantics.' y e l que'expone e l exotismo americano . en su m£s;alta. expresiOn a r t l s t i c a en Francia. E l mismo alio que se publico Atala (1801)en Francia, fue trad.ucid.o a l espariol. Nu-merosas obras y poeslas fueron e s c r i t a s por hispanoamericanos inspirad.os en e l r.omanticismo expuesto en A t a l a . Por ejemplo, en Maria (186?) de Jorge Isaacs, los protagonistas Maria y Efralm leen las p^ginas d.e A t a l a , y ad.emSs su i n f l u e n c i a pasa a tod.o e l sentimentalismo• de los personajes y a l a descripciOn rom&ntica d.e l a naturaleza. La devociOn de los intelectuales hispanoamericanos hacia l o francos y l o nativo se acentua durante e l periodo d.e l a i n -d.epend.lzaciOn como resultad.o d.el repud.io d.e todo lo espariol. Cuand.o' l l e g a e l romanticismo a America, " l a l i t e r a t u r a impone un retorno a los v a l o r e s nacionales. E l paisaje y e l hombre d.e America vuelven a ocupar puesto d.e importancia c a p i t a l en l a l i t e r a t u r a . " ^ Aunque los escr i t o r e s hispanoamericanos tenlan a mano los modelos que S e r v i a n d.e inspiraci'On a los f r a n c e s e s , p r e f i r i e r o n seguir la' e s t i l i z a c i O n de personajes hecha por los franceses. ObsSrvese c6mo d.escribe l a situaciOn existente l a Dra,. Ald.a Cometta Manzoni: Y Europe, le juega una mala pasad.a a l af£n esnobista 100 d.e nuestros e s c r i t o r e s . .. f u<5 necesario que Europa descu-brier a , por obra d.e los l i t e r a t o s citados [Montaigne, V o l t a i r e , Rousseau, Marmontel, Chateaubriand]} , que e l i n -dio poseia elementos estSticos- d.e valor, para que nuestros escr i t o r e s repararan en e"l. Pero cuand.o d.ecid.ieron to-marlo como protagonista de sus obras, no se inspiraron en l a realidad. humana que tenlan a l alcance d.e su mano, sino que p r e f i r i e r o n copiar a l estilizad.o personaje que los maestros franceses les -brind.aban. E l resultad.o ha sid.o' toda esa l i t e r a t u r a i n d i a n i s t a , que deforma e l personaje, que encarna y se resiente profund.amente en su psicologla, • porque le interesa s61o e l aspecto d.ecorativo y exfltico d.el ind.io, s i n importarle su realidad humana y s o c i a l . 7 Es interesante notar l a evolucicn desd.e l a colonia, en que e l asunto ind.lgena es prepond.erantemente d.escriptivo, h i s t C r i c o e imparcial, hasta esta Spoca en que, bajo l a in f l u e n c i a d..el romanticismo, se transforma en una v i s t a id.ealizada y en un elemento d.ecorativo d.e obras en las cuales e l ind.io no es ver-daderamente un ser humano sino algo pintoresco d.el paisaje. En s l n t e s i s , e l movimiento•rom&ntico no es e l flnico responsa-ble por e l tema d.el indio en las. l e t r a s iberoamericanas. Surge d.e l a tradiciOn l i t e r a r i a que empieza'con los mismos textos de l a s Cartas d.e ColCn. Comienza e l ind.io en l a novela del romanticismo americano por e l d.oble empuje a) d.e su valor sim-bOlico como vlctima d.e l a coriquista (d.ad.o que esta". d.e mod.a para entonces e l antiespaholismo h i s t C r i c o y l i t e r a r i o ) y b) de sus posibilid.ad.es estSticas'y sentimentales que concuerdan con los canones d,.el romanticismo d.el s i g l o XIX. 2. E l ind.io en l a novela_propia: indianismo e ind.igenismo La novela, como gSnero, tiene un tard.Io florecimiento en las paginas hispanoamericanas. Las primeras manifestaciones n o v e l l s t i c a s que t r a tan del ind.io son del tipo i n d i a n i s t a , o 101 sea, obras en las que pred.omina l a emociCn exotista y roinfin-t i c a . Esto s i g n i f i c a que se toman los mismos valores que ya se han expuesto como c a r a c t e r l s t i c a s del romanticismo y se los a p l i c a a l ge"nero novelesco. En contraste, l a novela ind.igenis-ta, d.e apariciOn m^s tard.la, propone l a reivind.icaciOn s o c i a l d.el indio y lo consid.era como ser humano con problemas y no . como una cosa decorativa y pintoresca. Aunque esta d.iferen-ciaciOn entre ind.ianismo e indigenismo no es aceptada por to-' d.os, estos terminos parecen lOgicos y j u s t i f i c a d o s para d.istin-guir d.os. tend.encias d.entro de l a novela d.el indio. Estoy s i -guiendo l a d.if erenciaciOn usada por A Ida Cometta Manzoni en su t e s i s E l ind.io en l a poesia d.e l a America Espanola (1939. Bue-nos A i r e s , d.irigida por Pedro Henriquez Urena) , que d.efine.con mayor pre c i s i o n l a terminologla previamente usada por Concha Meiendez en su' t e s i s La novela ind.ianista en Hispanoamerica (Puerto Rico, publicada en Mad.rid, 1934). Luis Alberto Sanchez explica l a d.iferencia que se encuentra arraigada en estos vocablos d.e l a siguiente manera: La d.istinciOn entre ambos vocablos — e n t r e d.os a c t i -tud.es-- ha venid.o creciend.o por modo natural. Se llamaba "ind.io" a l aborigen d.e America, d.esde los'primeros tiempos de l a llegada d.e ColOn, pues que e i pensO haber dado con otro costad.o d..e las Ind.ias Orientales, e l occidental; se usO e l d.e "ind.lgena", s i n saber c6mo n i por que, a p a r t i r de fines d.el s i g l o XIX. Parece como que en t a l vocablo se hubiera recargad.o c i e r t a d.osis de intenciOn r e i v i n d i c a t o r i a y s o c i a l , de que no estaba l i b r e l a d.e "ind.ios". 8 3. La novela i n d i a n i s t a La novela ind.ianista hispanoamericana encuentra en Guatimozin, ultimo emperad.or d.e Mexico (1846), d.e l a cubana 102 Gertrud.ls Gomez d.e Avellaneda (1814-1873) , l a "primera novela de algdn mSrito dentro d.e l a l i t e r a t u r a que ha recibid.o e l nombre d.e 'ind.ianista'.,."? En esta obra se observa l a ad.miraciOn de l a autora hacia l a refinada c i v i l i z a c i O n azteca a l a vez que.novela l a h i s t o -r i a d.e su ultimo emperad.or y l a enorme magnitud. que s i g n i f i e d y asumi<5 l a conquista d.e Mexico. A traves d.e l a obra l a autora no ha pod.id.o permanecer i n -d.iferente en su narraciCn hacia los vencidos por l a conquista, hacia las• virtud.es d.e los americanos y. hacia l a intensidad. d.e l a pasifln amorosa d.e sus mujeres. Se-nota l a presencia de un e s p l r i t u romSntico, a l a moda de l a epoca, en que se i d e a l i z a a los personajes de importancia. Pedro M. Barreda Tomfis los ha observado a s l : E l aspecto externo d.e Cortes es e l d.e un perfecto hSroe caballeresco (60); Moctezuma "era l i b e r a l , magnl-f i c o , j u s t i c i e r o " ( 6 l ) j Guatimozin posela-una "tez per-fectamente blanca" (64); Gualcazinla, su esposa, un ros-tro sereno y suave con "expresifln casi sublime" (48); Tecuixpa nad.a m&s que logra ser simplemente "lind.a" pero su amante (en e l sentid.o romantico) , Velazquez de Le6n, hace gala de una "frente blanca y hermosa como l a luna" (119). Contrastand.o con estos personajes Pedro de Alva-rad.o es tambien id.ealizado a l a inversa " c o i e r i c o , im-previsor, violento, feroz-por i n s t i n t o " (144). Consti-tuye e l v i l l a n o por excelencia. 10 En e l n i v e l h i s t C r i c o l a autora se atiene a los hechos, mientras que en e l n i v e l amoroso entre Guatimozin y Gualca-z i n l a y Velazquez d.e Leon y l a princesa Tecuixpa, se observa una gran id.ealizaciCn d.e l a relaciCn amorosa que recuerd.a l a x firmeza d.e A t a l a y su sensibilidad.. Como en A t a l a , e l amor entre e l espanol y l a India se s e l l a con l a virginidad. impuesta 103 por l a muerte. Se nota tambie*n e l teatralismo, a l a forma roma"ntica, que culmina con e l ajusticiamiento d.el he"roe p r i n c i p a l y l a locura d.e las mujeres ante l a muerte d.e su esposp y amante, r e s p e c t i -vamente. A l paisaje se l o concibe en concord.ancia con los sen-timientos que tienen los personajes, tambiSn a l a manera roman-t i c a . Es, en su totalidad , " una obra autSnticamente romfintica. Barred.a Tomans s i n t e t i z a e l papel del ind.io en esta obra con las siguientes palabras: A l indio se le ha hecho pleno hSroe romantico d.e novela h i s t C r i c a , pero tambiSn se l e ha d.ad.o categorla d.e ser sen-timental. HSroe sentimental id.ealizado que pued.e d.evenir simbolo porque ha sid.o d.esposeld.o, d.estruld.o; rota su con-tinuid.ad h i s t C r i c a . Del choque con e l mund.o bianco sale vencedor moralmente aunque caiga abatid.o por l a s u p e r i o r i -dad. d.e l a s armas y l a fuerza m i l i t a r d.e sus enemigos. La j u s t i c i a esta con 61. IdSntica perspectiva se pod.ra*. ob-servar en l a narrativa ind.igenista. 11 Esta idea expuesta en ultimo tSrmino es importante para compren-d.er las aportaciones que ha dad.o l a novela i n d i a n i s t a a l a ind.i-genista, que veremos m&s ad.elante. La. novela Cumand.g, o Un d.rama entre salvajes (1879), d.el ecuatoriano Juan Leon Mera (1832-1894), es l a novela i n d i a n i s t a ma*.s conocid.a. Basicamente, es e l relato sentimental d.e una jo-ven ind.ia —cuyo nombre le d.a t l t u l o a l a n o v e l a — y Carlos, joven bianco, h i j o del F r a i l e Jose" Domingo d.e Orozco. La r e l a -ciOn amorosa concluye, como en A t a l a y segta l a mod.a d.el roman-ticismo i d e a l i s t a , con l a muerte que consagra l a virginid.ad. d.e aquella relacifln. En ad.iciCn, se d.escubre l a id.entid.ad. de l a supuesta joven india — e r a l a hermana de Carlos a quien se l a d.aba por muerta d.esd.e que hubo un levantamiento d..e indios en e l 104 cual incend.iaron l a .hacienda en que l a f a m i l i a v i v l a . La impo-sibilidad. d.e que t a l relaciCn se consumara. queda a s l evidencia-da. E l e s t i l o y l a tScnica- l i t e r a r i a son muy parecid.os a los d.e Saint Pierre y Chateaubriand. En algunos pasajes se nota un afan c i e n t i s t a por d.escribir l a naturaleza, y en otros, en cambio, l a naturaleza es un lugar i d l l i c o . que sirve de escenario para e l encuentro.de los amantes y esta en concord.ancia con. sus sentimientos. Con respecto a los ind.ios se observan d.os actitud.es. La mayorla d.e las d.escripciones son ded.icad.as -a cuad.ros costumbris-. tas, dond.e se demuestra e l exotismo, l o nuevo, l o nunca antes descrito, del ind.io jibaro y zfiparo. Notemos como l o hace: Numerosas tribus d.e ind.ios salvajes habitan las . o r i l l a s de los r l o s del Oriente....Su caracter y costumbres son d.iversisimos como sus id.iomas, • incultos pero general-mente expresivos y enSrgicos. Hay tribus que se d i s t i n -guen. por. l a mansedumbre d.el animo y l a hospitalidad. para con cualquier v i a j e r o ; tales son los zaparos... Otras hay temibles por su ind.Cmita ferocidad., como las tribus jibaras ... En l a guerra son astutos y sanguinarios, s e n c i l l o s en las costumbres d.omSsticas, f i e l e s en l a a l i a n z a , y en l a v venganza i n f l e x i b l e s . 12 Debido a que e l autor parte d.e una ideologla por l a cual t r a t a de probar que e l cristianismo ( e l catolicismo en par t i c u -lar) .prod.uce e l ser noble, las tribus d.e ind.ios que han acep- •• tad.o e l cristianismo son idealizadas, a l punto d.e prod.ucir una arcad.ia. La regeneraciOn c r i s t i a n a habia d.ulcificad.o las cos-tumbres de los ind.ios s i n afeminar su caracter, habia i n -clinad.o a l bien su coraz6n, y gradualmente iba d.espertand.o su i n t e l i g e n c i a y preparand.oles para una vida mas a c t i v a , para un teatro mas extenso... 13 Toda l a nobleza d.e e s p l r i t u d.e Cumanda y su id.ealizaciCn como 1 0 5 ' personaje ind.io tienen l a misma r a l z , porque e l l a guardaba c i e r -tos recuerd.os, que su madre le ensenara antes d.e la'traged.ia del incend.io, que le Servian d.e guia moral. No hay d.ud.a que Cuma.nd.aV d i f i e r e d.e tod.os los miembros d.e l a f a m i l i a ind.ia adop-t i v a . Este m&rco teoltfgico se repite en Tabare" (1888) de Juan Z o r r i l l a d.e San Martin (uruguayo, 1855-1931)- Tabare", h i jo d..e . l a espanola Magd.alena y e l ind.io charrua Carace", es bautizado por su madre cuand.o es un bebe" y e l hecho d.e r e c i b i r este sacra-mento le da l a gracia y nobleza d.e e s p l r i t u que se evidencia a travSs d.e l a obra. Tod.os los d.ema*.s charrnas mientras tanto son presentad.os como seres salvajes, guerreros s i n compasi<3n. Ziunque Cumand.a'. es una obra sentimental y romantica, hay ya presente un germen d.e preocupacicn s o c i a l a l explicar e l t r a -to d.e los ind.ios por parte d.e los espanoles, lo que causa los levantamientos d.e aquSllos: 'Con frecuencia haclan los ind.ios estos levantamientos contra los d.e l a raza conquistad.ora, y f re cue nt erne nte , a s i -mismo, l a culpa estaba d.e , parte d.e los segundos, por l o inhumane d.e su proced.er con los primeros... .A rraigada pro-f und.amente., en europeos y c r i o l l o s , l a costumbre d.e t r a t a r a los aborlgenes como a gente destinad.a a l a humillaciCn, l a esclavitud. y los tormentos,' los colonos de m&s buenas entranas no crelan f a l t a r a los deberes de l a carid.ad y de l a c i v i l i z a c i c n con oprimirlos y m a r t i r i z a r l o s . 14 Esta preocupaciCn s o c i a l se intensificara*. ma*.s tarde y llegarS a ser e l tema esencial d.e muchas novelas ind.igenistas. En Mera esta presente en su grado m£s Infimo y no hay elaboracifin ma's que l a a r r i b a citad.a. E n E l Zarco (novela pflstuma, 1901), de' Ignacio Manuel A l -tamirano (mejicano, 1834-1893). se ve claramente tambiSn l a i d e a l i z a c i 6 n que se hace del indio. Altamirano mismo era indio 106 y-en su obra se presentan contrapuestas las buenas caracte-r l s t i c a s de su raza con las degradantes trald.as por los blan-cos. Obselrvese en e l siguiente pasaje e l efecto d.e i a con-quista sobre un lugar que estaba antes en poder d.e los " i n t e -ligentes y dulces indios": Xochimancas se transforms seguramente d.espuSs d.e l a conquista/ d.e j a r d i n o ciud.ad. d.e jardines en haciend.a, con encomenderos y esclavos; d.espuSs en ruinas'y guarld.as d.e f.ieras j r e p t i l e s , y . a l Ultimo en guarid.a d.e lad.rones, y l o que es peor, y como vamos a verlo, en s i t i o d.e torturas y asesinatos.' j T r i s t e suerte l a d.e un lugar consagrado por los i n t e -ligentes y d.ulces indios a l a r e l i g i o n de l o b e l l o ! 15 En otros pasajes se exalta l a superiorid.ad. de car&cter d.el i n -d.io y se establecen en oposicion tod.os sus rasgos buenos y los rasgos malos en un band.ido bianco, cruel y d.eshuman!zad.o. 4 . La novela. d.e t r a n s i c i S n hacia e l indigenismo No hay absoluto acuerd.o en quien es e l autor d.e l a p r i -mera novela indigenista, aunque hay muchos que consid.eran • que Aves s i n nid.o (1889), d.e l a peruana Clorinda Matto d.e Turner, es por l o menos l a precursora del indigenismo. Alberto Tauro declara que Jose" It o l a r a r r e s es "quien por primera vez d.enuncia, en La Trinid.ad. del Indio ( 1885) , los abusos del gamonal, e l t i n t e r i l l o y e l cura.""^ Mario Castro Arenas cree que, afin a n t e r i o r a l a Sra. d.e Turner como precur-sora de l a novela indigenista, hay que mencionar a Narciso Are"stegui quien escribiS.en 1848, E l Padre Ho ran. En esta obra se consid.eran los problemas indigenas y campesinos con inten-ci(5n d.e r e i v i n d l c a c i S n s o c i a l , aunque no constituyen e l tema 1 0 7 M s i c o de l a novela. La mayor c r l t i c a g i r a alreded.or del s i s -tema t r i b u t a r i o impuesto a los ind.ios y las - i n j u s t i c i a s de t a l 17 sistema. ' Influld.a por l a id.eologla expuesta por Manuel Gonzalez Prad.a en pro del indio, Clorinda. Matto d.e Turner querla con-t r i b u i r con su obra a poner a l d.escubierto lacras sociales con fines d.id.a".cticos correctivos. En Aves s i n nid.o hay un n i v e l sentimental, que r e f l e j a mu-cha i n f l u e n c i a d.el romanticismo todavta, en los amores d.e Manuel y Margarita a quienes se les revela, cuando deciden casarse, que no pued.en hacerlo por ser hermanos, ya que ambos tenlan por pad.re a l mismo cura. Sobresale ma's que este n i v e l sentimental, s i n embargo, otro en que se muestra l a explotacifln de los abo-rlgenes en los pequerios pueblos serranos por parte de las auto-rid.ad.es c i v i l e s , jurld.icas y e c l e s i S s t i c a s . Cuando las a u t o r i -d.ad.es acusan a. sabiend.as a un pobre ind.io inocente d.e sus pro-pias culpas, l a inocencia d.e ese hombre se defiend.e y l a de to-d.os los ind.ios juntamente con 51: ...Ese ind.io es inocente, no l o dud.es. — i Y o ? Jamais l o he dud.ad.o; s5 que cuando hace algo malo e l i n f e l i z ind.io peruano es obligado por l a opresifln, d.eses-perado por los a,busos. 18 Ante l a situacifln opresiva, hay varias menciones que d.e-muestran l a compasiCn y e l d.eseo de hacer algo por mejorar l a cond.icion d.el indio: ... jpobres ind.iosl jpobre raza! S i pud.iSsemos l i b e r t a r a tod.a e l l a como vamos a salvar a Isld.ro...' 19 — A s i es que usted. ha libertad.o a Isid.ro Champi, *oh! - Y ^qui5n l i b e r t a r S a toda su d.eshered.ada raza? — j E s t a pregunta habrla que hacerla a todos los hombres del Pern, querid.o amigol... 2 0 108 Aunque l a responsabilld.ad. por un cambio reside con cada. ind.i-vid.uo, parece que l a autora estirviera tambiSn tratando d.e d.esa-r r o l l a r . una conciencia c o l e c t i v a en su p a t r i a , que tod.avla no habla surgido,- .hacia e l mejoramiento d.e l a vida d e l ind.io. Como otros esc r i t o r e s del romanticismo, l a autora cree que e l proceso de regeneraciCn para ..el ind.io vend.rla d.e un genuino amor c r i s t i a n o y d.el pod.e r i d e l evangelio: . . . s i algun d.la rayase l a aurora d.e la.verd.ad.era auto-nomla d.el ind.io, por med.io del Evangelio d.e Jesus, presen-ciarlamos l a evolucion regenerad.ora d.e l a raza hoy o p r i -mid.a y humillad.a. • 21 Esta id.ea hace que esta obra d.ifiera bSsicamente de las novelas ind.igenistas que apareceran m&s tarde, en que por l o general se apoya l a revoluciCn, l a educacicn, y otros medios, pero ninguno pond.ra* su esperanza en e l pod.er del evangelio. Aunque hay realismo s o c i a l en esta novela, no hay realismo en l a caracterizacifln. Los personajes tienen una polarid.ad. i n -conf und.ible. No hay seres que tengan rasgos malos y buenos, que sean personas reales. Lo que encontramos es l a id..ealizacicn d.e l a pareja d.e bienhechores, d.e los indios, d.e Manuel y su mad.re, y l a actitud. opuesta hacia las autorid.ad.es pflblicas. Los rasgos f l s i c o s que se les ad.jud.ican a los malos nunca aparecen en los buenos, d.e modo que aun en esto hay. completa d i v i s i o n entre am-bos extremos.. E l conocimiento que l a autora tiene d.e los i n -d.ios mismos es bastante s u p e r f i c i a l y muchas veces f a l t a auten-t i c i d a d en.la :forma que piensan y se expresan los personajes ind.ios. Hay d.iferencias entre Aves s i n nid.o y las novelas 109 indigenistas posteriores, especia line nte por los rasgos del romanticismo aun presente, pero aqui se encuentran bSsicamente todos los elementos que se re pet Iran luego. Es la::novela r e a l -mente precursora del ind.igenismo. 5« La novela indigenista Despues de Aves s i n nid.o la. novela ind.igenista qued.a en un estad.o latente, para reaparecer con gran vigor d.espue's d.e l a primera guerra rn.und.ial. A Ida Cometta Manzoni comenta con respecto a las fuerzas que influyeron sobre l a corriente ind.igenista d.e l a siguiente manera: Es a comienzos d.el s i g l o veinte, con e l realismo y e l naturalismo ya en t i e r r a s d.e America, que l a traged.ia pa-vorosa del ind.io llegara*. a l a l i t e r a t u r a . Esta generacicn l i t e r a r i a sufre l a i n f l u e n c i a d.e d.os aeontecimientos nota-bles: l a Revolucidn Mexicana., i n i c i a d a en 1910,...y l a rusa, que abre e l camino para una. l i t e r a t u r a impregnad.a d.e intense, emocifln s o c i a l . . . .Los esc r i t o r e s que integran este movimiento, orientados por d i r e c t i v a s de vanguard.ia, han llegad.o a c o n s t i t u i r una vigorosa l i t e r a t u r a que respond.e a los reclamos urgentes del momento en que viven. Es una l i t e r a t u r a d.e tendencia, revolucionaria, que no siempre es creaciOn este"tica, porque esta empapad.a de beligerancia. Es, ad.emas, una l i t e r a t u r a d.e d.enuncia, encaminada a pro-mover una reaccIOn v i o l e n t a en pro d.e la. masa indlgena. 22 En 1919 aparece l a primera novela convene! ona line nte indige-n i s t a , •R^^a__de__toojice, d.el boliviano Alcid.es Argtyed.as (1879-19^6), Esta obra consta d.e d.os partes: en l a primera se narra l a od.isea d.e un grupo d.e indios que baja a l v a l l e para conseguir semillas y otras cosas necesarias, d.e su lucha'para cruzar e l r i o inund.ad.0, y de cc5mo esa naturaleza qua se sobrepone a l horn-' bre causa l a muerte de Manuno;. en l a segund.a parte, sobre e l yermo.se expone ma*,s directamente l a explotacifln d.el indio y 1 1 0 sus sufrimientos, y quedan en claro l a codicia y e l iesprecio d.el patrCn hacia esos pobres seres humanos, Aqul es.-dond.e se d.escriben las bod.as d.e A g i a l i con Wata-Wara con l u j o d.e d.eta-l l e s que revelan gran conocimiento d.el costumbrismo d.e l a zona. Hay un d.esenlace rSpid.o que sucede con l a muerte de Wata-Wara ante e l intento d.e v i o l a c l f i n por e l patrCn y sus amigos. Wata-Wara muere•-y tambiSn l a c r i a t u r a que estaba esperando, y ante t a l abuso hay un alzamiento d.e los ind.ios por e l que algunos d.e los blancos huyen y otros mueren quemados en e l incendio que i n i c i a n los ind.ios. En contraste con l o presentad.o por Clorind.a Matto ,d.e Tur-ner, para Argftedas l a esperanza del ind.io no reside en esperar que l a caridad. transforme a l . ser humano, sino en d.estruir a l ser que.t lo explota. Los personajes d.e Argftedas son m&s reales que los d.e- Aves s i n nldo.' Hay ind.ios buenos y malos. Los blancos tienen c a r a c t e r l s t i c a s negativas porque tratan a los indios con absoluto d.esprecio. Hay un bianco, e l poeta'amigo del patrfln, que siempre se compadece del trato que reciben los indios. Ho"todos los'blancos, pues, son.malos.en esta obral Argftedas d.escribe l a posicion del indio como l a de quien pertenece a, una casta, o sea que es poco me nos que imposible salir'd.e e l l a . Por otra parte, e l cholo, que es $0% indio, demuestra' absoluto d.esd.Sn hacia e l ind.io. E l autor defiende a l ind.io y esta interesad.o en su mejora s o c i a l , pero noto que no hay i d e n t i f icacifln de su parte para con e l ind.io porque a veces usa sarcasmo a l consid.erar las creencias d.e los indios y l a realidad. de los hechos, como en l a ocasiCn d.e l a I l l ceremonia para promover l a fecund idad de los peces en e l lago: — j V e t e , pez, y fecunda en e l misterio de tu morada l a prole que ha de matar en nosotros, los pobrecitos hombres, e l hambre que nos devoral... Cada especie r e c i b i f i e l estupend.o encargo y su raciOn de coca y alcohol, mientras batla e l tambor y se desgafti-taba e l f l a u t i s t a ; mas no bien se r e t i r a r o n los Pescado-res rumbo a sus moradas, que mi.jis. keullas, patos ymaca-macas revoloteaban lanzando agud.os c h i l l i d o s alrededor de los pobres peces ebrios y lastimados, y se abatlan, con ruid.o de picos y alas sobadas, a devorar los pescados que llevaban l a misi<5n de reproducirse para aplacar e l hambre d.e los "pobrecitos hombres"... 23 Por sus excelentes cuadros costumbristas y de l a naturale-za a esta novela se l a ha llegado a considerar una de las gran-des novelas r e g i o n a l i s t a s , ademfls d.e ser tambiSn novela indige-n i s t a . Hay descripciones muy bellas hechas en l a forma mod.er-n i s t a que l e dan valor estStico a l a novela, a l a vez que so-c i a l . Tungsteno (1931), d e l poeta peruano CSsar V a l l e j o (1892-1938), constituye una obra bastante diferente. En primer lugar d.ifiere en que intenta presentar los hechos como reales, como s i fuera una crfinica. En segundo lugar, l a protesta s o c i a l va d i r i g i d a hacia una compania minera norteamericana, y no a l bianco mSs comfln presentad.o por e l terrateniente. En tercer lu-gar, toda l a obra se pued.e resumir en que es un alegato contra e l capitalismo, pues e l tercer y Ultimo capltulo esta dedicado Integramente a hacer propaganda p o l l t i c a que favorece a Lenin y los comunistas. Esta combinacifln tan evidente de p o l l t i c a con e l problema del ind.io explotad.o hace d.e esta obra una mera propaganda, carente d.e valor e s t S t i c o . No cabe duda que l a pre-sentaciCn d.e l a situacifin de los ind.ios en las minas es un 112 v a l i o s o documento de v a l o r s o c i o l S g i c o que n e c e s i t a a t e n c i O n , p e r o e n e s t e c a s o h a h a b i d o t a l d . e s e q u i l i b r i b e n l a p r e s e n t a -c i f l n d e l tema que l o s a s p e c t o s a r t l s t i c o s h a n s u f r i d o , d . i s m i n u -y e n d o grandemente s u v a l o r l i t e r a r i o . E n T u n g s t e n o h a y un r e a l i s m o c r u d o que a n t i c i p a l a b e s t i a -l i d a d de l o s i n d i o s d.e H u a s i p u n g o . Se d . e s c r i b e l l a b r u t a l i d a d . c o n que d.os i n d i a s s o n v i o l a d a s , una d.e l a s c u a l e s muere d.es-pue*s d.e l a " j a r a n a " e n l a c u a l es v i o l a d a p o r t o d a una p a n d i l l a . Hay un n i v e l de e x p o s i c i O n muy s o m b r l o que tambie"n se a s e m e j a a l d.e H u a s i p u n g o . YSpez M i r a n d a c r e e que V a l l e j o a l i n t e n t a r una nueva f o r m a de n o v e l a i n d i g e n i s t a h a i n c u r r i d . o e n d e f e c t o s e n l o s c u a l e s d e m u e s t r a no c o n o c e r s u f i c i e n t e m e n t e l a n a t u r a l e z a , y n i s i q u i e -r a l o s i n d i o s que d e s c r i b e . E s o s i n d i o s s o r a s d . e s c r i t o s e n T u n g s t e n o , l o c a l i z a d o s g e o g r a T i c a m e n t e c e r c a d e l C u z c o , no e x i s t e n ; e l i n d i o d.e l a s s e r r a n l a s cuzquet las es o t r o , d i s t i n t o p o r c o m p l e t e P a r a V a l l e j o e l s o r a es un t i p o que no s i e n t e l a m&s e l e -m e n t a l n e c e s i d a d , se d e s p o j a e a n d i d a m e n t e d.e t o d o l o que posee c o n una i n g e n u i d a d . que no e x i s t e . 24 V a l l e j o e v i d e n t e m e n t e t r a h s f o r m a l a r e a l i d a d . i n d i a p a r a que s i r -v a s u s p f o p O s i t o s a e u s a t o r i o s . L a s o l u c i f l n que p r o p o n e e n s u o b r a p a r a e l p r o b l e m a d e l m i n e r o , que es p r i n c i p a l m e n t e i n d . i o , es l a o r g a n i z a c i f i n y e l l e v a n t a m i e n t o d.e l a s masas t f a b a j a d o r a s . H u a s i p u n g o (1934), d e l e c u a t o r l a n o J o r g e T c a z a (1906), es t a l v e z l a n o v e l a m&s v i o l e n t a d.ehtro de s u c l a s e , a l o ' c u a l p o -s i b l e m e n t e se d e b a s u r e n o m b r e . E s una n o v e l a s o c i a l e n l a que hay una g r a n c a n t i d a d . d.e p e r s o n a j e s que d a n l a i m p r e s i d n de un p u e b l o e n t e r o e n a c t i v i d a d , como se ve. .en l a m a y o r l a d.e l a s 113 novelas indigenistas. E l problema se presenta relacionado con l a construccifin de una carretera que unira*. una apartada hacien-da p r o v i n c i a l con un sector ce n t r a l , l o cual permitira*. que se l l e v e a cabo mfls tarde l a explotacifin i n d u s t r i a l de l a zona por un capitalis'ta norteamericano. E l drama eonsiste en los medios que u t i l i z a n e l hacendado, las autoridad.es poblanas y e l c l e " r i -go para conseguir que los indios hagan e l trabajo, pra*.cticamen-t e s i n mfis remuneracifin que dosis de alcohol, voluntariamente primero y forzados ma".s tarde. A pesar de tod.a l a explotacifin por sus compatriotas, e*stos respetan los terrenos que los i n -dios tienen como colonos; a l venir e l d.ueno nuevo, un norteame-ricano, hace que afoandonen por l a fuerza l a t i e r r a que SI desea explotar. Esto l l e v a a un levantamiento en e l cual hay muchas muertes. A l ind.io se l o re t r a t a como a un ser d.e l o ma*,s bajo y de-gradad.o, c a s i como una bes t i a . Tal. d.egrad.aclfin se comprende como posible por l a iniquid.ad. y explotacifin inhumana de l hacen-dado, e l c l S r i g o y las autoridades. E l realismo del ind.io se acentua con l a crud.eza del lenguaje, no sfilo por e l uso de re-gionalismos o frases populares sino tambiSn por e l uso l i b r e de lenguaje obsceno. Zum Felde escribe l o siguiente d.el realismo con que se presenta a l ind.io: Uno de los factores que ma*.s contribuyen a dar realidad. convincente a "Huasipungo", es que e l autor no presenta a los ind.ios bajo f a l s o aspecto favorable. A l contrario, e l indio que presenta es, en general, un ser degradado has-ta l a bestialidad.; su vivienda y su cuerpo son cosas nausea-bundas d.e mugre, alcohol, hediondez y piojos; vive entre po-d.red.umbre y excrementos; castiga d.iariamente a su mujer y se encorva s e r v i l ante, e l la*.tigo d e l capataz; su lenguaje se compone de palabras torpes y sucias. De ahl que todo e l Ilk l i b r o esta e s c r i t o todo con luj o de malas palabras; y de ahl que no se haya e s c r i t o otro l i b r o , en todo e l mundo, que contenga'ma*,s iniquidad, asco y verg^enza. Con e l l o , Icaza es f i e l a l a realidad. que pinta, y no tr a t a de mejo-rar literariamente a aquellos mismos por cuya redencifin impllcitamente aboga. 25 Icaza parte d.e una ideologla marxista l a cual se entreve en su Snfasis en l a explotacifin del pobre por los ad.inerad.os, en l a idea d.e que l a r e l i g i f i n es e l opio de las masas, en e l gobierno que, en l a novela, d.efiende a los explotadores adine-rados con e l apoyo del poder m i l i t a r , y en e l hecho de que pre-senta l a revolucifin como unica esperanza posible d.e solucifin. La obra concluye en un tono de desolacifin porque e l levanta-miento fracasa y muchos nativos mueren, pero hay una sugeren-c i a que abre las puertas a las posibilid.ades d.el futuro, aunque parece irfinico que venga de labios de un o f i c i a l d e l e j S r c i t o : — E s indispensable que no huyan {los ind.ios3 . A l o peor se conectan con los indios del resto de l a Reptlblica y nos envuelven en una gorda... -—concluyfi e l jefe. 26 Aunque Huasipungo no es un alegato p o l i t i c o tan e x p l l c i t o como Tungsteno, desde e l punto de v i s t a estfitico a Huasipungo se l a usa como ejemplo d.e l a novela impura. Ve*ase cfimo e x p l i -ca esto Juan Loveluck':' Ese modo de novela —pensemos en Huasipungo, por ser l a ma".s conocida— se d.esequilibra, a veces, l a novela d.eja de s e r l o , para convertirse en l i b e l o acusatorio, para ser-v i r de t r i b u n a l d.e condenaciones iracund.as, d.e pulpito des-de e l cual se revelan a l mund.o las atrocidades que comete e l bianco con e l ind.io ind.efenso y humillad.o. SI bien ese aspecto de l a novela compromete nuestro corazfln — s u f i n a -lid.ad es conmovernos radicalmente,— nos propone e l proble-ma de l a f i c c i f i n convertid.a en l i b e l o , en documento; 5sta abandona l o que son sus terrenos habituales, para hacerse propaganda o vehlculo comunicativo d.e una condenacifin de l a que tod.os participamos. Es e l caso d.e l o que llamamos — s i n propfisito peyora-t i v o — l a novela impura.. »aplicable a ci e r t a s i'nclinaciones 115 de l a l i t e r a t u r a narrativa, cuand.o Ssta se carga de elemen-tos p o l l t i c o s , sociales o de acusaciSn que terminan por sobreponerse a l a novela misma. 26 Hay quienes defienden e l e s t i l o y l a forma usada porTcaza 2 7 por estar en conf ormid.ad. con e l fondo. ' Otros, t a l vez l a ma-y o r i a , le conceden valor sociolSgico pero s i n e q u i l i b r i o a r t l s -t i c o . A mi modo de ver es un documento sociolSgico que intents ser obra l i t e r a r i a s i n l l e g a r a serlo; afln d.entro d.e su valor sociolSgico hay que separar cuidad.osamente l o objetivo de lp s subjetivo, pues estan ambos muy mezclad.os. A los seres humanos tan d.egradados que se presentan aqul, no se los puede conside-rar sino como caricaturas d.e los que realmente existen. E l indio (1935), del mexicano Gregorio LSpez y Fuentes (1897- ), e s c r i t o con lenguaje llmpido y conciso, presenta con pesimismo l a situaciSn d e l indio mexicano, porque a pesar de haber sufrido una larga revoluciSn ( l a de 1910) su cdndiciSn permanece casi idSntica. A l indio se l o muestra como muy ate-rrorizado y l i s t o para emprender l a huld.a hacia lugares recSn-d.itos de las montanas donde encuentra l a protecciSn d.e l a natu-raleza y e l terreno. Esto ha surgido como reacciSn natural a previos contactos con blancos en los cuales ha llevad.o siempre las d.e perder. Lo que ahora ansla es que l o dejen tranquilo y solo. Ha vivid.o tanto tiempo como paria que su personalidad. se ha adaptado psicolSgicamente a l a posiciSn a que ha sido forza-d.o. Aunque l a raza esta d.egradada como consecuencia d e l trato recibid.o por los blancos, no l l e g a a l a bestialidad. de los i n -dios en Huasipungo, pero ocupa e l lugar mSs bajo dentro d.e l a escala s o c i a l . . .. • • . 116 Esta novela se caracteriza por l a "anonimidad; no se le dan nombres a los personajes t a l vez con l a intenciSn d.e crear una v i s i o n d.e conjunto d.e personas, de masa ind.ia. A l coinienzo d.e l a obra, no se s i t d a temporalmente l a accifin, l o cual ha l l e v a -do a Fernando A l e g r l a a. hacer e l slguiente comentario: E l capltulo i n i c i a l de E l indio es tan impreciso en l a " f i l i a c i f l n de los personajes y l a d.eterminacidn d.el tiempo que bien pUdiera r e f e r i r s e a l a h i s t o r i a de l a Conquista de America como a un episod.io contemporaneo. Es, en verdad., un"slmbolo del encuentro de dos c i v i l i z a c i o n e s : l a blanca y l a indlgena. La meta del bianco es e l oro; sus med.ios, l a v i o l e n c i a y l a inmoralidad.. 28 Ante e l choque de las d.os cultiiras con sus ineongruentes valores, ocurre l a sublevacifin del indio quien sufre l a derrota y e l castigo que e l l a representa. Se convierte as! en esclavo de los pollti.c:os y e l clero, siendo explotado por e l l o s con fines p o l l t i c o s y comerciales. Hay tambiSn una rel a c i C n amo-rosa que se d e s a r r o l l a en un c o n f l i c t i v o triangulo en e l que se percibe un ihtento por parte d e l autor d.e internarse en e l alma ind.ia para descubrir algo d.e su p s i c o l o g l a . La idea predominante es l a d e s i l u s i C n con los resultados de l a Revolucifin. No se ofrecen soluciones a los"problemas so-c i a l e s , pero se sugiere que se haga algo para que las leyes que favorecen a l indio se cumplan. A l a vez se demuestra que eso requerirS m£s luchas por l a oposicifln que presentan los perso-najes afectados; Se ha d.icho que E l mund.o es ancho y ajeno, de Ciro Alegrla, 29 representa' " l a summa de l a novela indigenista", y y que es " l a 30 obra cumbre de'la novela i n d i a n i s t a moderna.".^ Tales declara-ciones pareeen muy acertadas a l considerar algunos d.e los 117 aspectos en que E l mundo d i f i e r e d.e otras obras d.entro d.e este movimiento. En primer lugar, se d i f e r e n c i a porque e l autor escribe con un prof undo conocimiento ho sfilo d e l problema ind.io sino tarn-bie"n d.e los seres que t r a t a de representar. Es como s i 61 fue-ra uno de los indios mismos, porque asume su punto de v i s t a y se i d e n t i f i c a completamente con e l l o s . Esta id.entificacifln con e l indio le permite narrar con perfecta naturalidad sus ideas y practices. Nunca usa sarcasmo n i i r o n l a para r e f e r i r s e a las costumbres o creencias d.e los indios, como ocurre en Raza de bronce, sino que las a c l a r a o explica cflmo llegaron a formar parte d.e sus vidas. En segund.o lugar, se d i f e r e n c i a porque toma una a c t i t u d p o s i t i v a hacia e l ind.io como persona. No pertenece a una raza i n f e r i o r , n i su cultura debe ser despreciada* Esta a c t i t u d l e permite establecer- un n i v e l de caracterizacidn en e l que se destacan las cualidad.es d e l indlgena en conjuncifin con las d.el ambiente en que vive, o sea que por su v i s i d n cdsmica esta completamente integrado en e l mund.o natural en que se desen-vuelve. Aparte de esa integraciOn con l a naturaleza, los indios de esta obra son seres humanos d.e carne y hueso, autSnticos en sus actividades y su s e n t i r . Aunque presentan algunas costum-bres diferentes a las nuestras, no es d . i f l c i l i d e n t i f i c a r s e con e l l o s en su s e n t i r , su deseo d.e progreso para sus h i j o s , su d.e-seo de j u s t i c i a . Con l a caracterizaciOn A l e g r l a supera a todos los otros indigenistas porque ha dedicado mas esfuerzo a l d.esa-r r o l l o ind.ivid.ua! d.e personajes y a l a vez ha logrado 118 ca r a c t e r i z a r a una gente desde todos los Sngulos por e l pro-ceso d.e acumulacidn ind.ivid.ual. En tercer lugar, A l e g r l a d i f i e r e Msicamente de los indige-nistas en que ha logrado penetrar mfis que nad.ie en e l alma i n d l -gena. No es que su obra constituya un tratado de psicologla i n d l a , pero 61'es indudablemente uno de los primeros en exponer bien l a psicologla ind.ia, con l o cual-sobrepasa los esfuerzos de Gregorio Lfipez y Fuentes en E l indio. donde hay algunas v i s -lumbres d.e l a mentalid.ad. y e l s e n t i r indlgena. En cuarto lugar, r e s a l t a en E l mundo e l uso d e l humor,, fact o r ausente en tod.as las novelas indigenistas. Este es un elemeihto que contribuye a l sentid.o de realidad. en l a vid.a de los indios, porque aunque no sean por naturaleza dados a bro-mear, es natural que ocasionalmente tengan momentos de r i s a . Algunos casos d.e humor se encuentran en los comentarios de los ind.ios. Por ejemplo, ndtese e l comentario de Augusto a su pa-dre Abram Maqui cuand.o van a i pueblo y se l e s convida con cer-veza: Llevaron l a cerveza en grandes vasos coronados d.e espu-ma y Abram y su h i j o se negaron a tomar. "Parece orines d.e caballo", cuchichefi Augusto a su padre. 3 1 Otros casos se deben a pequeftos incidentes en que pasa algo ines-perado como e l que ocurre e l d.la en que los peque?los le estropean l a f l a u t a a Demetrio Sumallacta: Y ya iba a golpear a los hermanos cuando se encontrd cpn los ojos d.e l a madre. Entonces arrojO l a f l a u t a a l techo y se fue" de l a casa. 0y6 que los hermanos re lan conteniSndose... Era que l a f l a u t a , a l cruzar velozmente los a i r e s , habia aullado, y eso les hizo gracia. 3 2 La mayor l a d.e los casos d.e humor se deben a los relatos que se 119 introducen como e l de "Los r i v a l e s y e l juez", " E l zorro y e l cone jo", y muchos otros eneque se observa l a adaptacifln que e l f o l k l o r e ha hecho de antiguas ffibulas espanolas y de otras l i -te raturas. En quinto lugar, esta obra se destaca por l a habilidad e s t i l l s t i c a de su autor. Las narraciones y descripciones se hacen con absoluto control y dominio de l a lengua, con emocifln poStica en muchos casos, y con una gran f a c i l i d a d para crear cuadros impresionistas de gran colorido y belleza e s t S t i c a . En sexto lugar,.y asociado con e l ultimo punto, se destaca l a sobried.ad. y e l balance que logra e l autor entre l a forma y e l contenido d.e su novela. Este e q u i l i b r i o es, segtin Carlos Hamilton, e l mayor me*rito de l a obra de A l e g r l a : E l me"rito p r i n c i p a l de l a novela esta*. en l a rara sin-, t e s i s , d . i f l c i l d.e obtener.. .entre e l arte y l o s o c i o p o l l -t i c o , en esta "novela s o c i a l " . E l arte d.e Ciro A l e g r l a es tan a l t o y f i n o , que.:;sin emascular l a fuerza d.el drama huma-no, l e impide ostehtar e l mal gusto de una prSdica d i r e c -ta . 3 3 En c i e r t o sentid.o se asemeja en este aspecto a Raza de bronce, de Alcid.es Arg'u.edas, pues no hay subord.inacifin d.e los factores humanos en su representaciCn n o v e l l s t i c a para ponerlos a l s e r v i -cio de ideologlas prefabricad.as, n i se hunde en un realismo tan bajo, degrad.ante y repugnante como en Huasipungo. Aunque Al e -g r l a a l e s c r i b i r esta novela era miembro de l Apra, no expone l a ideologla d e l partid.o especlf icamente, como lo h i c i e r a V a l l e j o a l usar su obra Tungsteno como panfleto p o l i t i c o . Se encuentra en E l mund.o una f i l o s o f l a a l a cual e l autor se adriiere por propia conviccifin y en l a cual se tiene por lema p r i n c i p a l l a 120 j u s t i c i a , luego l a libertad, d el individuo, y en tercer lugar l a preservacidn y adaptacidn d.e las prflcticas antiguas para mantener l o valioso de l a cultura i n c a i c a . Se encuentran aqul varias formas de pensar que encierran e l humanismo, e l libera-* lismo franee's, y algunas ideas s o c i a l i s t a s , todas e l l a s pues-tas ante una nueva realidad, l a americana. E l d.enso fond.o f o l k l O r i c o y costumbrista harla que esta obra se destaeara por su regionalism©, pero a Sste se sobrepone e l s e n t i r d e l autor hacia un problema que afecta y oprime a l hombre. Lo mS.s prominente es l a presencia de un continuo y genuino s e n t i r humano — s i n olvidos ocasionales en que se es-capan comentarios sarcfisticos como en Raza d.e bronce—, un humanismo que es realmente convincente de l a sinceridad. d e l autor. La autenticidad. de su humanismo l e da un vigor a su mensaje s o c i a l que otros autores no han alcanzado, a pesar de compartir varios otros aspectos en pianos cas i iguales. Por todas estas razones, creo que las declaraciones hechas con res-pec to a l a magnitud. d.e l a obra indigenista d.e Ciro A l e g r l a son no s61o j u s t i f i c a d a s sino tambie*n merecidas. 1 2 1 Notas d.el Capltulo IV 1 Concha MelSnd.ez, "Orlgenes de l a novela i n d i a n i s t a " , en La novela hispanoamericana, Juan Loveluck (ed.), 2 a . ed. , E d i t o r i a l U n i v e r s i t a r i a , S.A., 1966, p. 1 6 5 . 2 Jose" Marti c i t a a Las Casas en La Edad. d.e Oro; r e f e r e n d a y c i t a tomada de Henry Bonneville, "L findigenisme l i t t e r a i i e andin",-Les Langues NSo-latines, No, 1 5 7 , A p r i l 1 9 6 7 , pp. 5 - 6 l ; ver p. 7 . 3 Concha MelSnd.ez, "Orlgenes de l a novela i n d i a n i s t a " , p. 1 6 7 . 4 Ibid., p. 1 7 3 . 5 I b i d . . p. 1 7 6 . 6 Alda Cometta Manzoni, B l ind.io en l a novela de America, Buenos A i r e s : E d i t o r i a l Futuro, I960, p. 1 1 . 7 Ibid., p. 1 1 . 8 Luis Alberto Sanchez, Proceso y contenido de l a novela  hispanoamericana, Madrid: E d i t o r i a l Gredos, B i b l i o t e c a Romanlca Hispanica, 1 9 5 3 , P» 5 4 4 . Concha Mel£nd.ez rehusa~ aceptar l a d.istincidn entre Indianismo e indigenismo. Pre-f i e r e sdlo l a primera forma por ser mas abarcante. 9 Max Henriquez Urena, Panorama hi s t O r i c o d.e l a l i t e r a t u r a  cubana. Mexico, 1 9 6 3 , I I , p. 2 2 3 . 10 Pedro M. Barreda Tomas, " E l ind.ianismo y e l indigenismo en l a narrativa hispanoamericana: Estud.Io d.e algunas de sus conf luencias" , en Libro de homena.je a Luis Alberto Sanchez  en los 40 anos d.e dooencia u n i v e r s i t a r i a , Lima, 1 9 6 7 (publi-cad.o en 1 9 6 8 ) , p. 4 7 . Los nflmeros en parSntesis en l a c i t a corresponden a las paginas de Guatimozln. en Novelas selec-tas de Hispano America, S i g l o XIX. Mexico, 1 9 5 9 . 1 1 I b i d . . p. 4 9 . 12 Juan Lefln Mera, Cumand.a, Buenos Aires: Espasa-Calpe, S.A., 1 9 5 1 , PP- 48, 4 9 . ! 3 I b i d . . pp. 7 1 , 7 2 . 14 Ibid., p. 7 7 . 1 5 Ignacio Manuel Altamirano, E l Zarco, Buenos Ai r e s : Espasa-Calpe, S.A., 1 9 4 5 , p. 1 1 2 . 16 Alberto Tauro, Elementos d.e L i t e r a t u r a Peruana, Lima: E d i -ciones Palabra, 1946, p. 100. 17 Mario Castro Arenas, La novela peruana y l a evolucidn so-c i a l , Lima: Ediciones Cultura y Libertad, 1 9 6 5 , PP. 5 3 , 5 4 . 1 2 2 18 Clorinda Mat to d.e Turner, Aves s i n nld.o, Cuzco: Ed.itorial H. G. Rozas, S.A., 1 9 5 8 , Tomo I I , p. 1 0 8 . 19 Ibid., Tomo I I , p. 9 3 . 2 0 I b i d . , Tomo I I , p. 133. 2 1 Ibid., Tomo I, p. 8 0 . 2 2 AId.a Cometta Manzoni, EI ind.io en l a novela de America, Buenos A i r e s , I 9 6 0 , p. 1 2 . 23 Alcid.es Argtyedas, Raza de bronce, en Obras completas Tomo I, MSxico: Aguilar, 1 9 5 9 , p. 2 8 7 . 24 Alfredo xepez Miranda, La novela ind.igenista, Tesis Docto-r a l , Cuzco, Peru: Universid.ad. d.el Cuzco, L i b r e r l a Impr. H. G. Rozas Sues., 1 9 3 5 , p. 30 . 2 5 Alberto Zum Pelde, Indice c r i t i c o d:e l a l i t e r a t u r a hispa-noamericana, Tomo I I : La narrativa. Mexico: Ed.itorial Guarania, 1 9 5 9 , p. 2 8 0 . 26 Juan Loveluck, " C r i s i s y renovaciCn en l a novela de Hispa-noamerica", en Coloquio sobre l a novela hispanoamericana, de Ivan Sehulman et a l . , Mexico: Tezontle, 1 9 6 7 , p. 1 1 9 . 2 7 Enrique Ojed.a, Cuatro obras de Jorge Icaza. Quito: Edito-Casa d.e l a Cultura Ecuatoriana, 1 9 6 1 , p. 40. 28 Fernando A l e g r l a , Breve h i s t o r i a d.e l a novela hispanoameri- cana , Mexico: Ediciones de And.rea, 1 9 5 9 , P» 1 6 7 • 29 Mario Castro Arenas, La novela peruana y l a evolucifln so-c i a l , p. 2 2 7 . 3 0 Arturo Torres-RIoseco. Nueva h i s t o r i a de l a gran l i t e r a -tura iberoamericana, 4 a . ed.iciCn, Buenos Ai r e s : Emece Editores, 1 9 6 1 , p. 1 9 2 . 3 1 Ciro A l e g r l a , E l mund.o es ancho y ajeno, en Novelas comple-tas, Madrid: Aguilar, 1 9 5 9 , p. 4 2 5 . 3 2 I b i d . , p. 4 4 5 . 33 Carlos Hamilton, H i s t o r i a de l a l i t e r a t u r a hispanoameri-cana, 2 a . ed.icifln. Madrid.: Ed.iciones y Publicaciones Es-panolas,'S.A. , 1 9 6 6 , p. 3 0 7 . 123 Gonclusiones . En este momento es d . i f l c i l jyzgar l a contribucidn d.e Ciro A l e g r l a a las l e t r a s hispanoamericanas debido a que con su re-ciente fallecimiento han quedado muchas obras inSditas y esto, i m p o s i b i l i t a una,evaluacifln de l a totalidad de sus e s c r i t o s . T a l vez l o mejor permanezca afln en manuscritos. En uno de ellos, L^zaro o Resurreccign, voluminosa obra en cinoo;;tomos y, segtin informes, l i s t a para-ser publicada, e l autor c i f r a b a grand.es esperanzas, pues cr e l a que sobrepasarla en magnitud. a E l mundo  es ancho y a.jeno. su tiltima y m&s famosa novela publicada. A l considerar su obra publicada, entre los varios gSneros que c u l t i v C , l a novela y e l cuento son los que sobresalen porque a l l l se muestra mejor su gran talento e s t i l l s t i c o y su madurez l i t e r a r i a . La forma en que e l publico y l a C r l t i c a han acogido sus novelas hace que Sstas representen su mayor c o n t r i -buciCn a l a l i t e r a t u r a . Por e l valor d.e su flltima novela se l a ha colocado entre las novelas clSsicas hispanoamericanas y se l a considera l a culminacidn de l a corriente indigenista. E l tema.social constituytf l a preocupacifin primordial del autor. A f i n d.e comprend.er ese celo s o c i a l hay que reoordar l a i n f l u e n c i a que tuvieron en sus afios formativos las ideas l i b e -rales d.e su f a m i l i a , y l a Spoca por l a que su pals estaba pa-sando. Durante esta Spoca los intelectuales se d.espertaron a los, problemas de l a sociedad., y se impusieron e l deber de sacu-d i r con siis obras a las masas para crear una conciencia colec-t i v a nacional. A l encontrarse desterrado en Chile fue que e l 124 autor, viendo e l contraste entre e l Peru y un pais mS.s mod.erno y progresista, empezfi a d.e jar f l u i r su mensaje, un tanto tlmida-mente primero, pero' poco a poco con mayor fuerza. Es notable que aunque tenia una gran preocupaciCn s o c i a l , nunca perd.ifl de v i s t a e l hecho d.e que estaba haciendo una obra l i t e r a r i a a l a vez que exponiend.o un mensaje de importancia para SI y su pueblo. E l problema s o c i a l indlgena que se presenta en sus novelas no es e l fruto de l a imaginacifin del autor, sino que es un hecho comprobad.o, experimentado y d.ocumentado por muchos e s c r i -tores. Para proveer e l tema central de sus obras, A l e g r l a re-curre mS.s a l a evocaci'On d.e sus "propias experiencias d.urante su ni<?iez y ad.olescencia en l a s i e r r a andina peruana en contacto con los indios' que a l a creacidn d.e f i c c i o n e s y a l uso de l a imaginaciCn. No s61o se basa en l a realid.ad de su experiencia y en hechos verldicos e histfiricamente documentados, sino que interpreta esa realidad en una forma objetiva, l o cual ha hecho que se l o consid.ere uno de los m£s grand.es novelistas r e a l i s t a s . Aunque e l realismo es un rasgo pred.ominante en su novela por e l mStod.o cread.or y los materiales que emplea, hay c i e r t a actitud i d e a l i s t a hacia e l indio y su vida comunitaria, actitud que respond.e a los sentimientos d.e adhesiCn y d.e id.entificaciOn del autor para con e l ind.io. Como resultad.o de esa actitud. e l .autor enfatiza los aspectos positivos d.e los personajes ind.ios y de su cultura'. Se ve a l ind.io con optimismo a pesar de l a sombrla y problemstica situacifin que se presenta, situacifin d.e l a cual emergerS algfln d!a habiend.o obtenid.o j u s t i c i a a l f i n , porque e l ind.io tiene de su lado a l tiempo. 125 De mayor importancia que esta actitud pro-indlgena es, s i n embargo, e l humanismo d e l autor. S i A l e g r l a se interesa en l a reivindicaciOn del indio, es porque 6ste representa e l problema humano mSs ihmed.iato en su pals. Aunque su actitud. hacia e l ind.io es de adhesiOn, por encima de todo e l autor es-tfi interesad.o en l a l i b e r a c i C n i n t e g r a l del hombre, no importa l a raza n i e l tipo d.e opresi6n que sufra. E l humanismo esoca-r a c t e r l s t i c a fundamental en l a novela de A l e g r l a , demostran-dose en su bflsqueda d.e los valores y aspectos positivos del individ.uo indio y su cultura, en e l respeto con que t r a t a sus creencias, ideas y prScticas, en l a fe que tiene en 61, y en su sincero d.eseo d.e mejorar su miserable cond.icifin. Es por l a presencia del humanismo que esta obra indigenista se eleva por encima del indigenismo y d.e las fronteras que l l m i t a n geo-gr&ficamente el'escenario de'la accifln y pasa a ad.quirir un carScter universal. A l a n a l i z a r e l e s t i i o de su'obra encontramos que usa un est i i o c l f l s i c o , claro y e x p l i c a t i v e La clarid.ad. es primordial en una obra que se propone comunicar un mensaje de trascenden-cia<;que alcance a tantos como sea posible. Su obra estS d . i r i -gida a l pueblo en general, y no s61o es para e l pueblo, sino que 6ste mismo es su protagonista. E l pueblo como protagonis-ta esta tan bien presentad.o que no es d . i f l c i l para e l l e c t o r peruano id.entificarse con los personajes y l a accifin n i para e l l e c t o r extranjero d.esarrollar gran simpatla hacia e l l o s . E l profund.o conocimiento y comprensifln que tiene e l au-tor del alma india l o l l e v a n a presenter muy acertada y 126 efectivamente, por medio de metaToras y similes, l a intima unidad entre e l indio y l a naturaleza, que l l e g a a ser un pun-to bSsico en su e s t i l l s t i c a . Es a s i como se usan los elemen-tos naturales para caracterizar a l hombre a l a vez que a l a naturaleza se l a humaniza, formando una unidad. c i r c u l a r i n t e -g r a l entre ambbs. E l amor d.el indio por e l colorido se encuen-t r a reflejado en e l e s t i l o tambiSn por e l abundante uso que se hace d.e e"ste en las d.escripciones y narraciones. As! como para e l ind.io son importantes los sonidos d.el mund.o. natural, en l a e s t i l l s t i c a Sstos asumen un papel semejante. En general, se observa una tend.encia a usar similes y metfiforas que apelan a los sentid.os, en a&icifln a figuras que ind.ican l a unidad. pan-t e l s t a . Aunque l a e s t i l l s t i c a d e l autor es intachable, l a estruc-tura de sus novelas ha sido negativamente c r i t i c a d a . E l gran nfimero de cuad.ros que usa permite una ma*.s profunda comprensiCn de l a psico l o g l a del pueblo, pero tiende a d.ebilitar l a estruc-tura. Evldentemente e l autor p r e f i r i f i e n f a t i z a r e l aspecto de penetracifin y profund.id.ad. antes que l a forma en que Sste era logrado. Aunque l a estructura no sea e l rasgo de mayor mSrito en su obra, no se puede de c i r que sus novelas carecen en abso-luto'd.e estructura. Lo mfis importante es que, a pesar de algu-nas d.ebilid.ad.es estructurales, sus obras comunican impresiones y valores que otras, perfectamente estructuradas, no han logrado expresar. Sobresale e l novelista en l a caracterizacifin por su habili-d.ad d.e pintar seres reales, a quienes vemos d.esde dentro y 127 fuera, tanto a aquellos con los - que e l autor simpatiza como a los que repudia. No hay polarid.ad.es simplistas de indio-bueno y blanco-malo, n i caricaturas d.e personajes, n i munecos exSticos en un escenario natural exuberante. Es por su etxito en carac-t e r i z a r tan vlvid.amente a un pueblo que rehusa darse por venci-d.o, que los le.ctores encuentran facilidad. en i d e n t i f i c a r s e con esta gente, y se aduefian de sus problemas tanto como d.e sus i l u -siones. No s61o es excelente l a caracterizacifin, sino que en los personajes d.e Rosend.o Maqui y Benito Castro hay representa-d.o un estudio de dos tipos de personas y de.actitud.es d.entro del Peril, l a d.el ind.io y l a d.el cholo. La exposiciCn de e l l o s en s i constituye un estudio sociolCgico d.e gran valor y vasto alcance para e l planeamiento d.e un programa s o c i a l progresivo basad:o en los recursos humanos disponibles en e l pals. La consideracifin de los aspectos formales en las novelas de A l e g r l a reve l a que en muchos casos es evid.ente l a seleccifin del autor en asuntos d.e tScnica novelesca con e l propOsito d.e s e r v i r fines funcionales a l tema y mensaje que t r a t a de comuni-car. De,ese modo Al e g r l a fusiona y e q u i l i b r a l a forma'con e l contenido y produce una obra d.e valor l i t e r a r i o y s o c i a l . ' La obra de A l e g r l a no es un producto aislad.o, , sino que es e l resultad.o-de un.largo proceso de evoluciOn . l i t e r a r i a en que e l indio ha sido e l cehtro d.e l a atenciOn. Desde e l mismo d.es-cubrimiento d.e America e l indio ha ocupado las pflginas de su l i t e r a t u r a . Esa v i s i f i n d eseriptiva, h i s t G r i c a e imparcial d.e los primeros atios, se transforms m&s tard.e en elemento que era t l t i l a l e s c r i t o r por l o nuevo, l o exCtico y l o d.ecorativo para 128 sus obras. A l indio se l o presenta bajo las influeneias d.el romanticismo no como a un ser humano sino como a algo pintores-co del paisaje. Cuand.o mas se l o presenta con un sentimentalis-mo que c a r i c a t u r i z a su personalidad.. En s l n t e s i s , e l movimien-to romantico no es e l anico responsable por e l tema del indio en l as l e t r a s iberoamericanas. Surge d.e l a t r a d i c i S n l i t e r a r i a que empieza con los mismos textos d.e las Cartas de Colfln. Co-mienza-el indio en l a novela del romanticismo americano por e l doble empuje a) de su valor simbClico como victima de l a conquis-ta (dado que esta de moda para entonces e l antiespanolismo h i s -tfirieo y l i t e r a r i o ) y b) de sus posibilid.ades estSticas y sen-timentales que concuerdan con los canones del romanticismo d.el s i g l o XIX. Las primeras manifestaciones n o v e l i s t i c a s que tratan d el ind.io son obras en las que predominan rasgos exotistas y roman-ti e o s , o sea que son de tipo ind.ianista. De aparicifin mSs t a r -d.la es l a novela ind.igenista, en l a que se t r a t a l a realidad. hu-mana y s o c i a l d e l indio con intencifin d.e reivind.icarlo. La pre-cursora de esta tend.encia es posiblemente Clorinda Matto de Turner, con su novela Aves s i n nido. S i se excluye e l sentimen-talismo romantico d.e su novela, a l l l ya se encuentran los e l e -mentos basicos que repetiran posteriormente los indigenistas. Entre los ind.igenistas e l tema basico es e l d.e las masas explo-tadas, e l cual va acompanad.o d.e un propCsito reformista yd.id.ac-t i c o para que a l indio se le otorguen l os derechos d.e un ser humano. Aunque es evidente que 'los autores varlan en su grad.o de id.entificaciCn con e l indio, todos anhelan resolver l a 129 v e r g o n z o s a s i t u a c i c n a que e s t a s o m e t i d o . Debid.o a l a I n d o l e d.el p r o b l e m a , l o s p e r s o n a j e s se r e p i t e n c a s i c o n v e n c i o n a l m e n t e a p a r t i r de Aves s i n n l d o , y e s t o no es porque se s i g a una t r a -d i c i O n l i t e r a r i a , s i n o porque hay a c u e r d o e n . qu ienes s o n l o s mayores o p r e s o r e s d e l i n d i o . D e n t r o d.e l a c o r r i e n t e i n d i g e n i s t a a l g u n o s , como I c a z a , e x p l o t a n l a v i o l e n c i a , l a d .egradaeiOn humana d e l i n d . i o , su p r i -m i t i v i s m o p s i c o l C g i c o y l i n g 1 ! | I s t i c o ; o t r o s , como A l c i d . e s A r g f t e -d.as, se i n t e r e s a n en s u c o s t u m b r i s m o y f o l k l o r e , y no l o s p r e -s e n t a n como s e r e s degrad.ad.os, aunque t a m b i S n i n t e n t a n su r e i -v i n d . i c a c l C n s o c i a l . L a o b r a d.e G i r o A l e g r l a e s t a tambie'n d.en-t r o de e s t a u l t i m a d i v i s i o n . . S i b i e n l o s i n d . i a n i s t a s d e l s i g l o X I X c u l t i v a r o n e l f o l k l o r e y e l c o s t u m b r i s m o , e r a p o r s u v a l o r i n t r l n s e c o como a s u n t o s novedosos y e x O t i c o s . L a fo rma e n que l o p r e s e n t a n Argtyedas y A l e g r l a no es t a n t o p o r s u v a l o r en s i , s i n o como med io s ' p a r a p r o f u n d i z a r e l c o n o c i m i e n t o de l o s s e r e s humanos que a l l l se d e s e n v u e l v e n e n e sa s a c t i v i d . a d . e s , y c o n e l f o l k l o r e y e l c o s t u m b r i s m o a g r e g a n d . imens iones a sus c a r a c t e r e s que de o t r a manera s e r l a muy d i f l c i l c o m u n i c a r . Aunque A l e g r l a emplea M s i c a m e n t e l o s mismos e l e m e n t o s n o -v e l e s c o s usados p o r l o s o t r o s i n d i g e n i s t a s , l o g r a p r e s e n t a r una o b r a mucho mfis o r i g i n a l y s u p e r i o r g r a c i a s a su t a l e n t o a r t l s t i -co y s u h a b i l i d . a d . e n c o n t r o l a r c o n g r a n sobried.ad. l o s d i v e r s o s r e c u r s o s t e m S t i c o s y e s t i l l s t i c o s a s u d i s p o s i c i O n . Su o b r a r e s a l t a no s O l o p o r l a r i q u e z a d.e l a m a t e r i a que expone p o r me-d i o d e l c o s t u m b r i s m o , e l f o l k l o r e , l o s r e l a t o s y l a s anecd .o ta s , s i n o tambie'n p o r s u e q u i l i b r i o e n t r e e l a r t e y l o s o c i a l , un 130 balance muy d . i f l c i l d.e l i e var a cabo. La obra d.e A l e g r l a supera a l a d.e otros ind.lgenistas porque e l autor logra i d e n t i f I c a r s e con e l ind.io como s i 51 mismo fuera uno d.e e l l o s . Tiene un prof undo conocimiento a l a vez que una a c t i t u d p o s i t i v a hacia e l ind.io y su cultura que le permite s o b r e s a l i r con sus caracterizaciones. Con ese conoci-miento del alma india tambie'n alcanza mayor profund.idad. psico-lflgica que ningun otro. Se distingue tambie'n por usar ocasio-nalmente e l humor, rasgo ausente en todas las novelas indige-nistas y que agrega una nueva dimension r e a l i s t a a sus persona-jes. Se observa tambie'n que su obra l l e v a un mensaje s o c i a l que no esta a l s e r v i c i o de ninguna id.eologla p o l i t i c a en p a r t i c u l a r , como en e l caso d.e Tungsteno, sino que surge, d.e su sincero deseo por l a j u s t i c i a , l a libertad. del individuo y l a preservacidn de algunas de las. antiguas prabticas que le ofrecen una vida m&s s a t i s f a c t o r i a a l hombre. Por.encima d.e t o d o e s t o , predomina un constante y genuino s e n t i r humanista que es l o que l e da e l tono pred.ominante a sus novelas. La autenticid.ad. de su humanis-mo l e da un v i g o r ' t a l a su mensaje s o c i a l que con 51 supera los esc r i t o s de los otros indigenistas en una manera d.igna y a r t l s -t i c a . Por tales razones, es perfectamente j u s t i f i c a d o e l que se considere l a obra de A l e g r l a , y m&s especlficamente E l mundo  es ancho y ajeno, l a obra d.e mayor magnitud. y alcance dentro d.e l a corriente indigenista contemporanea. 1 3 1 B i b l i o g r a f l a Llbros A l e g r l a , Ciro Buelo de caballeros. Buenos A i r e s : E d i t o r i a l Losada, S. A., 1 9 6 5 « A l e g r l a , Ciro Novelas completas. Madrid: Aguilar, 1 9 5 9 * Bunte, Hans Ciro A l e g r l a y su obra dentro de l a evolucign l i t e r a r i a hispanoamericana. Lima: L i b r e r l a E d i t o r i a l Juan Mejla Baca, 1961. Callaghan, Mary Consuela S i s t e r Indlanlsm i n Peru - 1883-1939* Ph.D. Thesis. Philadelphia: University of Pennsylvania, 1 9 5 1 . Castro Arenas, Mario La novela peruana y l a evoluciCn s o c i a l . Lima: Ediciones Cultura y Libertad, 1 9 6 5 . Cometta Manzoni, A Ida E l ind.io en l a novela de America. 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