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Le procede metaphorique Layton, Monique Jacqueline Berthe 1972

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831-UBC_1972_A8 L39.pdf [ 6.27MB ]
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LE PROCSDE METAPKORIQUE by MONIQUS JACQUELINE 3ERTHE LAYTON B.A., U n i v e r s i t y of B r i t i s h Columbia, 19^9 M.A., U n i v e r s i t y of B r i t i s h Columbia, 1970 A THESIS SUBMITTED IN PARTIAL' FULFILMENT OF THE REQUIREMENTS FOR THE DEGREE OF MASTER OF ARTS i n the Programme of COMPARATIVE LITERATURE and i n the Department of ANTHROPOLOGY AND SOCIOLOGY We accept t h i s t h e s i s as conforming to the re q u i r e d standard THE UNIVERSITY OF 3RITISH COLUMBIA September 1972 In present ing th is thes is in p a r t i a l f u l f i l m e n t of the requirements fo r an advanced degree at the U n i v e r s i t y of B r i t i s h Columbia, I agree that the L i b r a r y sha l l make it f r e e l y a v a i l a b l e for reference and study. I fu r ther agree that permission for extensive copying o f t h i s t h e s i s f o r s c h o l a r l y purposes may be granted by the Head of my Department or by h is representa t ives . It is understood that copying or p u b l i c a t i o n o f th is thes is f o r f i n a n c i a l gain sha l l not be allowed without my wr i t ten permiss ion . Department of A^-<-The U n i v e r s i t y of B r i t i s h Columbia Vancouver 8, Canada Date A B S T R A C T Apres une t e n t a t i v e de r e c a p i t u l a t i o n et de mise au p o i n t des etudes r h e t o r i q u e s f a i t e s sur l a metaphore, nous procedons a une comparaison de l ' a n a l o g i e poetique et de l ' a n a l o g i e mathematique, en considerant que l e passage metaphorique du p l a n propre au p l a n f i g u r e opere s e l o n des r e g i e s analogues a c e l l e s de l a geometrie p r o j e c t i v e . T r o i s c h a p i t r e s examinent en d e t a i l l a metaphore l i t t e r a i r e , l'enigme et l e proverbe. Le premier p r e t e une a t t e n t i o n p a r t i c u l i e r e aux equivalences et o p p o s i t i o n s semantiques et syntaxiques a l ' i n t e r i e u r de l a metaphore developpee de Proust; l e second considere l a nature, l a f o n c t i o n et l a s t r u c t u r e des enigmes, et applique deux methodes d'analyse s t r u c t u r a l e a deux corpora d i f f e r e n t s ; l e t r o i s i e m e reprend c e t t e etude pour l e s proverbes, etu-d i a n t non p l u s l a s t r u c t u r e des proverbes memes, mais c e l l e du procede metaphorique apparent dans 1 * a p p l i c a t i o n d'un enonce p r o v e r b i a l a une s i t u a t i o n concrete. Le d e r n i e r c h a p i t r e de ce memoire reprend l e s d i f f e r e ntes s t r u c t u r e s du procede metaphorique i l l u s t r e e s par l a metaphore l i t t e r a i r e , l'enigme et l e proverbe, et mon-t r e l e s d i f f e r e n t e s r e l a t i o n s entre l e s termes du p l a n propre et ceux du pl a n f i g u r e et l e s d i f f e r e n t e s manieres de p r o j e c t i o n de l'un a l ' a u t r e . I I p r e c i s e de pl u s que c e t t e etude du "procede metaphorique" a ete con§ue comme 1*analyse s t y l i s t i q u e d'un moyen mecanique et non comme un e s s a i philosophique sur l e langage a b s t r a i t . - TABLE DES MATIERES -Page Chapi t r e I INTRODUCTION I - P r e s e n t a t i o n du s u j e t 1 I I - AperQus r h e t o r i q u e s sur l e s f i g u r e s . . . . 5 A - A r i s t o t e . . . . . . . . 6 B - Dumarsais 7 C - F o n t a n i e r 9 D - Fi g u r e s d'analogie 12 I I I - Analogie mathematique et poetique . . . . 15 C h a p i t r e I I LA METAPHORE ETUDE DE LA STRUCTURE'DE LA METAPHORE DANS PROUST 24 I - Metaphores non-developpees 26 I I - Metaphores developpees 40 A - Equivalences syntaxiques et semantiques 43 B - Oppositions syntaxiques et semantiques ; 47 C h a p i t r e I I I L'ENIGME I - Nature, F o n c t i o n et S t r u c t u r e de l'enigme . 53 1 iv Page A - N a t u r e de l'enigme . 5^ B - F o n c t i o n de l'enigme . . . . . . 59 C - S t r u c t u r e de l'enigme 62 I I - Methodes d * a n a l y s e s t r u c t u r a l e de l'enigme metaphorique . 66 C h a p i t r e I V LE PROVERBE 92 I - N a t u r e e t F o n c t i o n du p r o v e r b e 93 I I - Le l a n g a g e p r o v e r b i a l dans deux s o c i e t e s t r a d i t i o n n e l l e s 102 I I I - A n a l y s e de l a metaphore dans l e p r o v e r b e . . . . . . . . . . . 113 C h a p i t r e V LE PROCEDE METAPHORIQUE 125 BI BL 10 GRAPHIE . 138 CHAPITRE I INTRODUCTION I - PRESENTATION DU SUJET. Le probleme de l a metaphore, du procede par l e q u e l deux termes en apparence etrangers l'un a 1*autre, se trouvent rapproches, compares, et finalement egales, graci a une q u a l i t e ou une f o n c t i o n commune, r e e l l e ou imaginee n'est c e r t e s pas nouveau. Depuis l e s premieres d e f i n i -t i o n s d ' A r i s t o t e jusqu'aux etudes contemporaines, r h e t o r i c i e n s , l i n g u i s t e s , l o g i c i e n s , psychologues, se sont i n t e -resses au procede metaphorique, et l e r e t o u r moderne au passe, l a r e v i s i o n contemporaine des c o n c l u s i o n s de l a r h e t o r i q u e c l a s s i q u e , semblent b i e n i n d i q u e r que l e p r o b l me de l a metaphore est l o i n d'etre r e s o l u , et que 1*etude de l a metaphore est l o i n d'etre terminee. Notre premier c h a p i t r e e s t , tout d'abord, un e f f o r t de r e c a p i t u l a t i o n et de mise au p o i n t des etudes r h e t o r i -q u e s , d ' A r i s t o t e a F o n t a n i e r ; i l c o n s i d e r e e n s u i t e l ' a n a -l o g i e p o e t i q u e en ce q u ' e l l e a de c o m p a r a b l e a l ' a n a l o g i e m a t h e m a t i q u e , e t v o i t dans l e p a s s a g e m e t a p h o r i q u e du p l a n p r o p r e au p l a n f i g u r e un p r o c e d e a n a l o g u e a c e l u i de l a g e o m e t r i e p r o j e c t i v e . L e s econd c h a p i t r e , ou nous examine rons l a s t r u c t u r e de l a metaphore de P r o u s t , c o n s i d e r e l e p a r a l l e l i s r n e des deux p l a n s t o u t au l o n g des me taphore s d e v e l o p p e e s . L a metaphore p r o u s t i e n n e se p r e t e a d m i r a b l e m e n t a ce genre d ' a n a l y s e p a r l a v a r i e t e de s a f o r m e , l a r i c h e s s e e t l ' i m -p r e v u de ses c o m p a r a i s o n s . S i dans l e s deux c h a p i t r e s s u i -v a n t s nous j u g e r o n s n e c e s s a i r e d ' i n d i q u e r l a f o n c t i o n de l ' e n i g m e e t du p r o v e r b e , i l nous semble s u p e r f l u de l e f a i r e separement p o u r l a m e t a p h o r e , p u i s q u e , p r e c i s e m e n t , 1'ana-l y s e en r e v e l e l a f o n c t i o n : un e n r i c h i s s e m e n t e b l o u i s s a n t du l a n g a g e p a r l a p a r t i c i p a t i o n de t o u t e s l e s p e r c e p t i o n s a l e r t e e s , p a r l ' e v e i l des e m o t i o n s , t o u t comme p a r l a l o g i q u e r i g o u r e u s e q u i f a i t p r e n d r e forme e t c o n s i s t a n c e a ce q u i n ' e s t s o u v e n t au d e p a r t q u ' u n e a s s o c i a t i o n vague e t i n t a n g i b l e . P a r m i l e s nombreuses e tudes s u r l a me taphore de P r o u s t , nous n ' a v o n s t r o u v e aucune q u i examine a n o t r e s a t i s f a c t i o n l e mecanisme de " p r o j e c t i o n " ou se t r o u -vent respectees equivalences ou o p p o s i t i o n s semantiques et syntaxiques, ce que nous tentons de f a i r e dans l a deuxieme p a r t i e de- ce c h a p i t r e . De l a metaphore, nous passerons ensuite a une autre forme q u i respecte l a s t r u c t u r e generale f A = f B, ou deux termes A et B ont en commun une q u a l i t e p a r t i c u l i e -r e ( f ), en f o n c t i o n de l a q u e l l e nous l e s estimons analo-gues. Mais c e t t e forme, l'enigme metaphorique, a pour but de derouter l e joueur e t , pour ce f a i r e , d i s s i m u l e l ' u n de ses termes. L*image est formulee, a i n s i que l a f o n c t i o n commune, pour mettre l e joueur sur l a bonne v o i e : mais un faux renseignement se g l i s s e a l o r s q u i confond l e joueur. Ce renseignement n'est faux pour 1 'image que parce q u ' i l ne s'applique en r e a l i t e qu'a l a reponse non formulee. Apres a v o i r considere, en g e n e r a l , l a nature et l a f o n c t i o n de l'enigme, nous adopterons deux methodes d*ana-l y s e s t r u c t u r a l e : l'une, c e l l e d ' E l l i Kongas Maranda, conce-vant l'enigme en t a n t que metaphore complete (reponse i n c l u e , et c'est l a son o r i g i n a l i t e c ) ; 1 ' a u t r e , c e l l e de Clementine F a i k N z u j i , basant son analyse sur l'enonce de l'enigme (reponse non i n c l u e ) . La premiere est appliquee a un cor-pus f i n l a n d a i s , l ' a u t r e a un corpus l u b a (Conga). I I nous a paru que l e m e i l l e u r moyen de v e r i f i e r ces methodes d'ana-l y s e e t a i t d'echanger l e s enigmes analysees et de l e u r a p p l i q u e r 1 ' a u t r e methode. I I r e s s o r t i r a de c e t t e expe-r i e n c e que l a methode q u i considere l a metaphore complete de l'enigme mene a une analyse plus rigoureuse et plus generale. S i l'enigme metaphorique est encore et sans contes-t a t i o n une metaphore complete, l e p r o v e r b e , l u i , q u i f a i t l ' o b j e t de notre quatrieme c h a p i t r e , entre s u r t o u t dans l e domaine du procede metaphorique par son a p p l i c a t i o n ; l e p l a n f i g u r e du proverbe s e r t en e f f e t a i l l u s t r e r l e p l a n propre d'une s i t u a t i o n r e e l l e . Le cote c r e a t e u r de l'emploi d'un proverbe t i e n t a 1 ' a p p l i c a t i o n d'une forme f i x e a une v a r i e t e de s i t u a t i o n s ou une c e r t a i n e analogie est decouverte avec l e s termes du proverbe. Nous donnerons deux exemples de l'e m p l o i du langage p r o v e r b i a l dans une s o c i e t e t r a d i t i o n n e l l e . Le second exemple semble denier au proverbe l e d r o i t d'appartenir u n i v e r s e l l e m e n t au sys-teme metaphorique» Jean Paulhan p a r a i t en e f f e t demontrer que pour l e Malgache l a v a l e u r metaphorique du proverbe est i n e x i s t a n t e ; nous nous s e r v i r o n s s u r t o u t de son expe-r i e n c e pour montrer, chez l u i , l e procede metaphorique a l'oeuvre et 1 ' a p p l i c a t i o n metaphorique du langage pro-v e r b i a l . Nous tenterons ensuite de t r a c e r l e schema hypothe-t i q u e du passage de l a s i t u a t i o n concrete au proverbe q u i l ' i l l u s t r e . Le d e r n i e r c h a p i t r e reconsidere rapidement l e l a n -gage metaphorique et l e s d i f f e r e n t e s manieres de p r o j e c -t i o n du p l a n propre au p l a n f i g u r e , non pour conclure c e t t e etude, mais pour t e n t e r de regrouper l e s quelques donnees examinees au cours des c h a p i t r e s precedents. Le procede metaphorique est une n o t i o n b i e n t r o p vaste pour que nous p u i s s i o n s esperer pouvoir, dans l a presente etude, f a i r e autre chose qu'en c o n s i d e r e r quelques aspects I I - APERGUS RHETORIQUES  SUR LES FIGURES. Le nuroero 16 (1970) de l a revue Communications sur l e s Recherches Rhetoriques nous a ete p a r t i c u l i e r e m e n t u t i l e pour ce premier c h a p i t r e , notamment 1 * a r t i c l e de Tzvetan Todorovj "Synecdoques", c e l u i de Jean Cohen: "Theorie de l a f i g u r e " et c e l u i de Gerard Genettei "La rh e t o r i q u e r e s t r e i n t e " . A l a s u i t e de ces auteurs, nous avons s u r t o u t base c e t t e p a r t i e de notre etude sur l a Rhetorique et l a Poetique d ' A r i s t o t e 1 , et Les Tropes de 6 2 Dumarsais, s u i v i du Commentaire raisonne de F o n t a n i e r . I - ARISTOTE. " I I y a un code ou un programme—une r h e t o r i q u e , s i l ' o n v e u t — p o u r t o u t d i s c o u r s sur l a metaphoret s u i -vant 1'usage, i l f a u t en premier l i e u r a p p e l e r l a d e f i -n i t i o n a r i s t o t e l i c i e n n e , du moins c e l l e de l a Poetique ( l 4 5 ? b ) . Nous n'y manquerons pas." S i l e concept de l a metaphore e x i s t a i t b i e n avant A r i s t o t e , c'est cependant l u i q u i , l e premier, en a formule une "mise en p l a c e systematique." Pour A r i s t o t e , l a metaphore peut proceder de quatre fa§ons: e l l e e s t " l e t r a n s p o r t a une chose d'un nom q u i en designe une a u t r e , t r a n s p o r t du genre a l'espece ou de l'espece au genre, ou de l'espece a l'espece, ou d'apres L. l e rapport d'analogie." Ce rapport d'analogie est c e l u i auquel nous nous a r r e t e r o n s c a r , pour c o n t i n u e r a c i t e r Jacques D e r r i d a , " l ' a n a l o g i e est l a metaphore par e x c e l -l e n c e " . Lorsqu'une analo g i e est con9ue entre deux ou p l u -s i e u r s termes, e l l e e t a b l i t entre e^x des r a p p o r t s de s i m i -l a r i t y ou de c o n t i g u i t e . " I I y a a n a l o g i e , d i t A r i s t o t e , chaque f o i s qu'en quatre termes, l a r e l a t i o n entre l e se-cond et l e premier est s i r a i l a i r e a c e l l e q u i e x i s t e entre 7 le quatrieme et le troisieme." II donne cet exemple d'ana-logie sur lequel est en partie basee l'enigme du Sphinxt "Ce que le soir est au sour, l a vi e i l l e s s e est a l a vie." On dira done: "le soir, v i e i l l e s s e du jour", et " l a v i e i l -lesse, soir de l a vie." Seul appartient au domaine de l a metaphore le nom, ou du moins tout ce qui peut se nominaliser (nom, verbe, adjectif) et f a i t partie de l'ordre semantique, l a -phone  semantike d'Aristote, d'ou sont exclus articles, conjonc-tions et prepositions. La metaphore ne peut en effet se fonder que sur ce qui pretend a une "signification com-plete et independante, ce qui est i n t e l l i g i b l e par soi-meme, hors de toute relation syntaxique."^ H. Konrad, dans son Etude sur l a metaphore*? conside-re de pres l a contribution de Ciceron et de Quintilien aux etudes rhetoriques, mais ne f a i t que mentionner en passant les noms de Dumarsais et de Fontanier. Nous ope-rerons de l a raaniere inverse, car s i les auteurs latins ne font que confirmer et preciser les definitions d'Aristote, les rhetoriciens franjais apportent un nouveau point de vue. II - DUMARSAIS. Dumarsais, le grammairien de 1'Encyclopedie, est f o r t proche d * A r i s t o t e , mais, p l u s qu'un r h e t o r i c i e n , Genette v o i t en l u i un semanticien. Le s o u s - t i t r e de l'ouvrage de Dumarsais, Les Tropes, est en e f f e t t "ou des d i f f e r e n t s sens dans l e q u e l on peut prendre l e meme mot dans l a meme langue". La conception de Dumarsais est c e l l e d'une dichotomie entre l e sens propre et l e sens f i g u r e ( q u i n ' a p p a r a i s s a i t pas t r e s claireraent dans A r i s -t o t e ) , e t son i n t e r e t se porte sur l e s f i g u r e s du sens, "par l e s q u e l l e s on a f a i t prendre a un mot une s i g n i f i -c a t i o n q u i n'est pas precisement l a s i g n i f i c a t i o n propre 7 de ce mot." o Jean Cohen ne v o i t (p. 18) dans l a t r o p o l o g i e de Dumarsais " r i e n d'autre qu*une etude des phenomenes de polysemie." Nous pouvons Stablir un tabl e a u montrant l a c l a s s i -f i c a t i o n con§ue par Dumarsais des rapports e x i s t a n t entre l e s s i g n i f i e s d i v e r s d'un meme s i g n i f i a n t j FIGURE - RAPPORT I METAPHORE - ' Ressemblance ( I I , 1 0 ) : "La Metaphore est S y l l e p s e une f i g u r e par l a q u e l l e on t r a n s o r a t o i r e p o r t e , pour a i n s i d i r e , l a s i g n i A l l e g o r i e f i c a t i o n propre d'un nom a une A l l u s i o n autre s i g n i f i c a t i o n q u i ne l u i convient qu'en v e r t u d'une compa r a i s o n q u i est dans 1'esprit."9 9 I I METONYMIE Metalepse I I I SYNECDOQUE Antonomase IV IRONIE EUPHEMISME -ANTIPHRASE V CATACHRESE -LITOTE HYPERBOLE-; -C o n t i g u i t e (1,2), l a cause pour l ' e f f e t , l ' e f f e t pour l a cause, l e conte-nant pour l e contenu, l e nom du l i e u pour l a chose q u i y est f a i t e , l e signe pour l a chose s i g n i f i e e , l e nom a b s t r a i t pour l e nom con-c r e t . P a r t i e - T o u t (1,4), Synecdoque du genre, de l'espece, dans l e nombre; l a par-t i e pour l e to u t et l e to u t pour l a p a r t i e . C o n t r a r i e t e (11,14). " C o n t r e - v e r i t e " . E x t e n s i o n ( 1 , 1 ) . Abus, extension, i m i t a t i o n . Moins pour P l u s (11,7). P l u s pour moins (11 , 8 ) . Nous n'avons pas enumere tous l e s tropes consideres par Dumarsais, mais c e t t e c l a s s i f i c a t i o n nous semble s u f f i -sante. La nouveaute de Dumarsais r e s i d e en sa conception moderne, p o u r r a i t - o n d i r e , des f i g u r e s . Todorov (p. 30) montre comment, pour Dumarsais, e l l e s forment une p a r t i e des r e l a t i o n s entre u n i t e s l i n g u i s t i q u e s , c e l l e s que nous savons i d e n t i f i e r et denommer. Ce sont comme des f i -gures geometriques apposees sur l a transpa-rence du langages r e p e t i t i o n s , a n t i t h e s e s , g r a d a t i o n s , chiasmesj e l l e s sont comme une g r i l l e a t r a v e r s l a q u e l l e nous commensons a p e r c e v o i r ce q u i j o u i s s a i t j u s q u ' a l o r s de 1 ' i n -v i s i b l e du " n a t u r e l " : l e langage. I l l - FONTANIER. Fo n t a n i e r , conunentateur de Dumarsais, adopte avec l u i l e p r i n c i p e q u ' i l y a des f i g u r e s de pensees, et que c e l l e s -10 c i "ne c o n s i s t e n t que dans l a maniere p a r t i c u l i e r e de  penser ou de s e n t i r " 1 ^ mais i l est l o i n de s'accorder avec Dumarsais sur ^ a p p l i c a t i o n de ce p r i n c i p e a toutes l e s f i g u r e s enumerees par ce d e r n i e r . I I ne nous semble pas p a r t i c u l i e r e m e n t i n t e r e s s a n t d'examiner en d e t a i l s l e s d i s t i n c t i o n s sur l e s f i g u r e s de d i c t i o n , de construc-t i o n , d ' e l o c u t i o n et de s t y l e , mais l a d i s t i n c t i o n appor-tee par F o n t a n i e r entre tropes et f i g u r e s est p l u s v a l a -b l e . S i , en e f f e t , Dumarsais a p p e l l e toutes l e s f i g u r e s des tr o p e s , Todorov (p. 28) v o i t en F o n t a n i e r l ' u n des r a r e s a e t r e c o n s c i e n t de l a d i f f e r e n c e q u i e x i s t e entre l e s deux o p e r a t i o n s . Pour F o n t a n i e r , l a d i f f e r e n c e essen-t i e l l e e st que dans l e s t r o p e s , l e s i g n i f i a n t r e s t e i d e n -t i q u e , l a s u b s t i t u t i o n s ' o p l r a n t d'un s i g n i f i e a l ' a u t r e j pour l a f i g u r e , au c o n t r a i r e , l e s i g n i f i e ne change pas, mais i l y a s u b s t i t u t i o n d'un s i g n i f i a n t a 1 ' a u t r e . 1 1 L ' a r t i c l e de Cohen etudie l e s degres d'ecart que F o n t a n i e r e t a b l i t pour l e s d i f f i r e n t s tropes entre l e sens p r i m i t i f ( s i g n i f i c a t i o n propre et p a r t i c u l i e r e , s i g n i -f i c a t i o n l i t t e r a l e . s i g n i f i c a t i o n n a t u r e l l e ) et l e sens dans l e q u e l i l s sont employes. FIGURE TROPE NON- TROPE D'USAGE D'INVENTION NECESSAIRE (0) LIBRE (1) PROCHE (2) ELOIGNE (3) a) Trope d'usage n e c e s s a i r e , degre zero de l ' e c a r t ( 0 ) . 13 Sens tropologique e x t e n s i f . J I I s ' a g i t de l a catachrese, par exemple, de 1'image morte (e.g. " l e s a i l e s du m o u l i n " ) , ou l e s deux sens se r e j o i g n e n t s s ' i l y a b i e n l a un detour de sens, i l est cependant l e s e u l q u i s o i t u t i l i s a b l e dans 1'expres-s i o n donnee. b) Trope d'usage l i b r e , premier degre de l ' e c a r t ( 1 ) . Sens tropologique f i g u r e I I s ' a g i t l a d'une "sous-langue a l ' i n t e r i e u r de l a langue", que Cohen propose d'appeler " s t y l i s t i q u e " (p. 20) . c) Trope d ' i n v e n t i o n proche, second degre de l ' e c a r t ( 2 ) . Sens tropologique detoume La d i s t i n c t i o n e t a b l i e par F o n t a n i e r a l ' i n t e r i e u r des tropes d ' i n v e n t i o n n'est plus c e l l e d'un e c a r t d'usage, mais d'un e c a r t par rapport a " c e r t a i n e s r e g i e s i m p e r i -eusement p r e s c r i t e s par l a r a i s o n . " Cohen f a i t correspondre ce second degre de l ' e c a r t au langage poetique. d) Trope d ' i n v e n t i o n e l o i g n e , degre maximum d*ecart (3) . La poesie moderne repose en grande p a r t i e sur l u i , meme s i l e c l a s s i q u e F o n t a n i e r n'en approuvait pas l ' e m p l o i . Cohen (p. 20) c i t e l e s d e f i n i t i o n s de 1 'image f o r t e dont Breton et Reverdy preconisent l ' e m p l o i : "Le pro-pre de 1*image f o r t e est d'etre i s s u e d'un rapproche-ment spontane de deux r e a l i t e s t r e s d i s t a n t e s " (Reverdy) et "Pour moi, 1 'image f o r t e e st c e l l e q u i presente l e degre a r b i t r a i r e l e p l u s eleve" ( B r e t o n ) . La r e l e v e de Dumarsais par F o n t a n i e r e l a r g i t , s e l o n Genette (p. 160), " l e champ d'etude de l'ensemble des f i g u r e s , tropes et non-tropes", mais, d'un autre cote, "reprenant l e c r i t e r e de s u b s t i t u t i o n q u i r e g i t l ' a c t i v i t e t r o p o l o g i q u e et l'etendant a l a t o t a l i t e du champ f i g u r a l " , i l accentue l a r e s t r i c t i o n de f a i t annoncee par Dumarsais. "Dumarsais ne f a i s a i t que proposer un t r a i t e des tropes; F o n t a n i e r impose ... un t r a i t e des f i g u r e s , tropes et 'autres que tr o p e s ' ( . . . ) dont l ' o b j e t est b i e n toutes l e s f i g u r e s , mais dont l e p r i n -c i p e ( c r i t e r e d'admission et d'exclusion) est en son fond purement t r o p o l o g i q u e . " IV - FIGURES D'ANALOGIE. "La d e s c r i p t i o n r h e t o r i q u e des f i g u r e s n'est peut-etre pas p a r f a i t e , mais e l l e a au moins l e merite de recenser de 13 de nombreuses formes d i f f e r e n t e s , et de v e i l l e r a. ce que l a d i f f e r e n c e ne s o i t pas o b l i t e r e e " y Todorov (p. 34). S i nous pensons a. 1' expre s s i o n c l a s s i q u e q u i compare 1'amour a une flamme b r u l a n t e e t , comme l e f a i t Genette (p. 165), e t a b l i s s o n s un tabl e a u de l ' a n a l y s e des d i f f e -rentes f i g u r e s d'analogie, nous voyons que l a metaphore n'est a. v r a i d i r e que l'une d'entre e l l e s e t , f a i r e de l a metaphore l a f i g u r e d'analogie par e x c e l l e n c e procede, d i t Genette, "d'une s o r t e de to u r de f o r c e " . F i g u r e s d'Analogie Compare M o t i f Modali-sateur Compa-ra n t Exemples Comparaison motivee + t Mon amour b r u l e comme une flamme Comparaison non motivee + + Mon amour ressem-b l e a une flamme *Comparaison motivee sans comparant + + Mon amour b r u l e comme••••• *Comparaison motivee sans compare + + . . . b r u l a n t comme une flamme *Comparaison non motivee sans comparant + • * Mon amour ressem-b l e a .... *Comparaison non motivee sans compare + + ... comme une flamme A s s i m i l a t i o n motivee + + Mon amour (est) une flamme arden-te Ik A s s i m i l a t i o n non motivee + Mon amour (est] une flamme A s s i m i l a t i o n motivee sans compare + Mon ardente flamme A s s i m i l a t i o n non motivee^ sans compare (Metaphore) Ma flamme * formes non canoniques. Nous verrons dans l e c h a p i t r e s u i v a n t que l a d e f i n i t i o n donnee par Proust de\la metaphore n*est que c e l l e d'un c e r t a i n r apport d'analogie, d'une r e l a t i o n reconnue entre deux t e r -mes, d'une "comparaison q u i est dans 1 ' e s p r i t " , comme l a d e f i n i s s a i t Dumarsais. S i nous continuons a appeler metaphore un simple rap-p o r t d'analogie et de s u b s t i t u t i o n , c'est precisement parce que nous avons d'abord f a i t 1 * e f f o r t d'analyse r e q u i s par l a r h e t o r i q u e c l a s s i q u e . Cet e f f o r t de d e s c r i p t i o n , et par l a de c l a s s i f i c a t i o n , des f i g u r e s d'analogie est l e p o i n t de depart e s s e n t i e l d'une etude de ce que nous appelons metaphore, non plus maintenant en nous basant sur une d e f i n i t i o n s t r i c -tement r h e t o r i q u e , mais en adoptant l e sens d'un concept de m e t a p h o r i c i t e . I l l - A?!ALOGI£ &ATKEXATIQU5 ET POET I QUE L * a n a l o g i e , f u t - e l l e ma themat ique ou p o e t i q u e , peu t se r e d u i r e a une e q u a t i o n . Sa forme s t r i c t e m e n t mathema-t i q u e e s t A:3::3 : C . C ' e s t l a l ' e n o n c e de l ' i d e n t i t e ou de l a s i m i l a r i t e d ' a u mo ins deux r e l a t i o n s . E l l e d i t , en sym-b o l e s , que l a r e l a t i o n d ' u n terme a un a u t r e terme e s t l a meme que l a r e l a t i o n e n t r e eux de deux a u t r e s t e r m e s . S . J . B r o w n , dans un c h a p i t r e s u r l a n a t u r e de l a m e t a -17 phore e t s u r l a metaphore e t l a l o g i q u e ' r e d u i t 1 ' e q u a t i o n m e t a p h o r i q u e a deux f o r m e sJ (1) a ( c o n s i d e r e d ' u n p o i n t de vue p a r t i c u l i e r ) = x I I donne l ' e x e m p l e : He (a) i s a r o c k ( x ) o f good s e n s e . (2) a :b ( l e monde m e n t a l ) = x : y ( l e monde p h y s i q u e ) . Son exemple : Reason (a) i s a g u i d i n g l i g h t ( x ) . T o u t e s l e s me taphores comparan t deux o b j e t s d ' o r d r e t o t a l e -ment d i f f e r e n t a p p a r t i e n n e n t a c e t t e seconde c a t e g o r i e . F r e n o n s e n c o r e 1 ' e x e m p l e : . " D e s h e r b e z v o t r e ame de ses p e c h e s . " Nous devons c o n s i d e r e r q u a t r e donnees dans 1 ' a n a -l y s e de c e t t e m e t a p h o r e : (1) une i d e e g e n e r a l e : peches ( a ) , q u i e s t l ' o b j e t r e e l du d i s c o u r s . (2) une image c o n c r e t e (x ) : d e s h e r b e r . (3) une ressemblance ou analogie perdue entre (a) et ( x ) , r e s u l t a n t d'une metaphore precedente, i m p l i c i t e , entre ame et j a r d i n . (4) 1 ' i d e n t i f i c a t i o n t a c i t e et momentanee de (a) avec ( x ) , t e l l e qu'une expres s i o n a p p l i c a b l e seulement a (x) etre puisse.yemployee pour ( a ) . En nous servant des symboles u t i l i s e s au cours de ce memoire, nous d i r i o n s i A J mauvaises herbes B t peches A 5 B Comme i l e x i s t e une metaphore a n t e r i e u r e : j a r d i n s ame, aux termes de l a q u e l l e nous pouvons dormer l e s symboles a et b, 1*analogie complete s e r a i t done: A/a = B/b ou encore i Ata::B»b. La f o n c t i o n commune exprimee par l a phrase est c e l l e d'arrachage (fx)» "Desherbez v o t r e ame de ses peches" peut done e t r e r e p r e s e n t ! j a r d i n (a) = ame (b) mauvaises v _ peches (B) herbes ( A ) v a r r a c h e r (f„) L*analogie poetique et 1'analogie mathematique sont par nature a s s i m i l a b l e s l'une a 1*autre. Nous exprimons par A C exemple l ' a n a l o g i e suivante: 3'°::5:10 ou encore R = z^. Cette analogie mathematique est comparable a 1'analogie poe-ti q u e q ui d i t que l e s termes A et 3 sont comparables en ver t u de l e u r rapport i d e n t i q u e ou s i r a i l a i r e a a et b, respectivement. A i n s i , l e s mauvaises herbes et l e s peches sont analogues car tous deux deparent un j a r d i n et une ame, respectivement, tout comme 1'analogie entre 3 et 5 t i e n t en l e u r rapport avec 6 et 10. Rappelons-nous encore Pythagore d e f i n i s s a n t un ami comme Mun autre Moi", s o i t encore 220 et 284. S i c e t t e ana-l o g i e peut p a r a i t r e d'abord un peu mysterieuse, e l l e s ' e c l a i r c i t lorsque nous nous souvenons que 220 est d i v i s i b l e par 1, 2, 4, 5, 10, 11, 20, 44, 55, 110, et que l a somme de ces c h i f f r e s donne 284. De l a meme maniere, 284 est d i v i s i b l e par 1, 2, 4, 71, 142, et l a somme de ces c h i f f r e s donne a son tour 220. L' " a m i t i e " de c e s . c h i f f r e s est comparable a c e l l e des deux hommes, et s i l a somme des d i v i s e u r s de cha-que nombre donne 1*autre nombre, 1'analogie de l'Ami-autre Moi a p p a r a i t a l o r s aisement. Le raisonnement analogique, ayant e t a b l i l e s premis-ses asb::x:y, continue: s i l a consequence c decoule de l a r e l a t i o n de a a b, l a meme consequence c decoulera a l o r s de l a r e l a t i o n de x a y. I I convient de nous poser l a q u e s t i o n suivante: l e s r e l a t i o n s a :b e t x s y s o n t - e l l e s v r a i m e n t i d e n t i q u e s ? L ' i d e n -t i t e ma themat ique semble p l u s v e r i f i a b l e que 1 ' i d e n t i t e p o e -t i q u e ( m e t a p h o r i q u e ) . Bans ce d e r n i e r c a s , nous ne c o n s i -de rons a v r a i d i r e que c e r t a i n s r a p p o r t s e n t r e deux ter~n.es, e t non l a t o t a l i t e de l e u r s p r o p r i e t e s . L e s s y m b o l e s eux-memes don t nous nous s e r v o n s p o u r e x p r i m e r c e s r e l a t i o n s s o n t des me taphore s ou des a n a l o g i e s . . 18 c o n d e n s e e s . S i nous basons n o t r e e tude s u r l a r e l a t i o n g e n e r a l e A = B , i l c o n v i e n t cependan t de n o t e r i c i b r i e v e m e n t l ' e t u -19 de de W i l l i a m Empson, The S t r u c t u r e o f Complex Words , ou i l c o n s i d e r e l a me taphore e x p r i m e e p a r A e s t B . e t l a r e l a -t i o n e n t r e l e s deux t e r m e s . L e s d i s t i n c t i o n s q u ' i l e x p r i m e r e p r o d u i s e n t c e r t a i n e s des c l a s s i f i c a t i o n s r h e t o r i q u e s : (1) A f a i t p a r t i e de B (A e t 3 s o n t cependan t t r a i t e s comme deux e n t i t e s e t non pas comme s i A d e p e n d a i t de 3 . En d ' a u t r e s t e r m e s , i l s ' a g i t l a . d ' u n e synecdoque) . (2) 3 e s t i m p l i c i t e dans A . (3) A e s t comme B . (4) A e s t t y p i q u e de 3 . P o u r nous a i d e r a. a p p r e h e n d e r p l u s a i s e m e n t l e p r o c e -de m e t a p h o r i q u e en t a n t que mecan isme, r a p p e l o n s l a c a r a c t e -r i s t i q u e p r i n c i p a l e de l a f i g u r e g e o m e t r i q u e ; e l l e c o n s e r v e un c a r a c t e r e i d e n t i q u e en passant par une s e r i e de t r a n s -20 formations. S c o t t Buchanan v o i t dans l e cinquieme cha-p i t r e de A l i c e au pays des m e r v e i l l e s ( l a rencontre entre A l i c e et l a C h e n i l l e ) une legon de geometrie p r o j e c t i v e , et l a d e s c r i p t i o n q u ' A l i c e donne de ses t r a n s f o r m a t i o n s est pour l u i une metaphore des s e c t i o n s coniques. La rencontre d e v r a i t e t r e c i t e e en e n t i e r , mais s i nous nous en tenons a l a t e n t a t i v e d ' i d e n t i f i c a t i o n q u ' A l i c e f a i t d'elle-meme, nous pouvons v o i r en A l i c e une metaphore de l a metaphore. Nous verrons a i l l e u r s l'enigme de l'enigme, et l e p o r t r a i t d ' A l i c e et de ses transformations p a r t i c i p e du meme procede pour l a metaphore. A l a q u e s t i o n de l a C h e n i l l e : "Who are you?" A l i c e repond: " I — I h a r d l y know, s i r , j u s t at p r e s e n t — a t l e a s t I know who I was when I got up t h i s morning, but I t h i n k I must have changed s e v e r a l times s i n c e then (...) I can't e x p l a i n myself... because I'm not myself, you see (...) I'm a f r a i d I can't put i t more c l e a r l y . . . f o r I can't understand i t myself, to begin with? and being so many d i f f e r e n t s i z e s i n a day i s very c o n f u s i n g . . . When you have to t u r n i n t o a c h r y s a l i s — y o u w i l l , some day, you know—and then a f t e r that i n t o a b u t t e r f l y , I should t h i n k y o u ' l l f i n d i t a l i t t l e queer. (...) La C h e n i l l e reprend : "So, you t h i n k you're changed, do you?" "I'm a f r a i d I am, s i r , " d i t A l i c e , "I can't remember t h i n g s as I u s e d — a n d I don't keep the same s i z e f o r ten minutes together'." Le passage s u i v a n t d e c r i t l e s e f f o r t s d ' A l i c e pour a r r i v e r a une f a i l l e s a t i s f a i s a n t e , et c o n s e r v e r une c e r -t a i n e coherence physique, en g r i g n o t t a n t des p e t i t s mor-ceaux de champignon, dont un cote f a i t g r a n d i r et 1 ' a u t r e r a p e t i s s e r . Ce procede, m a i n t i e n t Buchanan, e s t c e l u i de l a geometrie p r o j e c t i v e q u i s ' i n t e r e s s e aux t r a n s f o r m a t i o n s et z l a r e t e n t i o n de c e r t a i n e s p r o p r i e t e s , t e l l e s que l a p r o p o r t i o n a l i t y des i i g n e s et des angles a t r a v e r s des t r a n s f o r m a t i o n s donnees. L a f i g u r e p r o j e t e e ' e s t - e l l e l a meme ou d e v i e n t - e l l e chaque f o i s une f i g u r e n o u v e l l e et 21 d i f f e r e n t e ? A l i c e au cou s e r p e n t m , ou haute de t r o i s pouces, e s t - e l l e t o u j o u r s l a p e t i t e f i l l e q u i ne se s a i t pas endormie? Le passage du p l a n propre au p l a n f i g u r e d e f o r m e - t - i l l e s i g n i f i e en s i g n i f i a n t , ou l e r e p r o d u i t -i l f i d e l e m e n t en termes d i f f e r e n t s ? Jusqu'a q u e l p o i n t , en d'autres termes, l a t r a n s f o r m a t i o n metaphorique cm* est c e t t e p r o j e c t i o n poetique p e u t - e l l e p r etendre a v o i r conser-ve I ' e g a l i t e mathematique d'une p r o j e c t i o n geometrique? Peu importe, sans doute, car, pour reprendre l a phrase de Buchanan: "A p u r e l y formal and t h e r e f o r e l i t e r a l s t a t e -ment i s never p o s s i b l e . Pure p o e t r y and pure mathematics, l i k e pure music, are never expressed... D i s c o u r s e i s a l l e 22 g o r i c a l or" n o n s e n s i c a l . " K a i s nous abordons l a l e probleme du langage a b s t r a que nous avons c h o i s i de ne c o n s i d e r e r que t r e s brievemen dans l e d e r n i e r c h a p i t r e . 22 NOTES SUR LE CHAPITRE I 1 The Works of A r i s t o t l e , W. D. Ross, ed. ( O x f o r d , 1946), " R h e t o r i c a " e t "De P o e t i c a " , v o l . X I . 2 D u m a r s a i s - F o n t a n i e r , L e s Tropes ( S l a t k i n e R e p r i n t s , Geneve, 196?), 2 v o l . 3 J a c q u e s D e r r i d a , "La m y t h o l o g i e b l a n c h e " , P o e t i q u e , no 5 ( 197D, P. 19. 4 "De P o e t i c a " , c h . 21, p. l 4 5 7 b . 5 J . D e r r i d a , OP. c i t . , p. 20. 6 H. Konrad, Etude s u r l a metaphore ( P a r i s , J . V r i n , 1939). 7 P r e m i e r e p a r t i e , c h . 6, "Sens p r o p r e , sens f i g u r e " e t c h . 7, " R e f l e x i o n s g e n e r a l e s s u r l e sens f i g u r e " . 8 L e s r e f e r e n c e s i n d u e s dans l e t e x t e r e n v o i e n t aux a r -t i c l e s de Cohen, Todorov e t G e n e t t e c i t e s p l u s h a u t . 9 Dumarsais, op. c i t . , I , 155• 10 F o n t a n i e r , op. c i t . , I I , 9* 11 I b i d . , P r e m i e r e p a r t i e , a r t i c l e IV, " D e f i n i t i o n des T r o p e s " . 12 I b i d . , "Resume g e n e r a l " , pp. 332 -83. 13 I b i d . , p. 383. 14 I b i d . , p. 391. 15 I b i d . , p. 383. 16 I b i d . . p. 386. 23 17 S.J. Brown, World of Imagery (London, Kegan P a u l , Trench, Trubner & Co, L t d , 1927), ch. 2, p a r t I , et ch. 4, p a r t I I . 18 S c o t t Buchanan, Poetry and Mathematics (New York, The John Day Company, 1929), p. 173* 19 W i l l i a m Empson, The S t r u c t u r e of Complex Words (London, Chatto & Windus, 1951)• 20 S. Buchanan, op. c i t . , ch. I I . 21 Nous verrons dans l e prochain c h a p i t r e que G. 3achelard con<?oit l u i a u s s i une poesie p r o j e c t i v e , sur l e modele de l a geometrie p r o j e c t i v e . 22 S. Buchanan, op. c i t . , p. 109. 2k CHAPITRE I I ETUDE DE LA STRUCTURE DE LA METAPHORE DANS PROUST > Nous essayons, dans ce c h a p i t r e , de d e f i n i r d'une maniere presque mecanique l e s l i m i t e s d'un s t y l e et d'une pensee metaphorique. Le choi x de Proust s'impose i c i de lui-meme» pour l u i , sans doute, l e s t y l e e s t "une qu e s t i o n non de technique, mais de v i s i o n " (Le temps re t r o u v e . I l l , C ette v i s i o n p e r s o n n e l l e , c e t t e p e r c e p t i o n m u l t i -forme de Proust s'exprime to u t au l o n g de A l a recherche  du temps perdu, par l a metaphore. Le terme "metaphore", t e l que nous l'employons i c i , va un peu au-dela de l a d e f i n i t i o n l i t t e r a i r e c l a s s i q u e , et adopte c e l l e , moins s t r i c t e m e n t d e l i m i t e e , de Poust l u i -meme. I I d e c r i t en e f f e t a i n s i l a technique l i t t e r a i r e q u ' i l preconises L ' e c r i v a i n prendra deux ob j e t s d i f f e r e n t s , posera l e u r rapport, analogue dans l e monde de l ' a r t a. c e l u i qu'est l e rapport unique de l a l o i causale dans l e monde de l a s c i e n c e . . . -en rapprochant une q u a l i t e commune a deux sen s a t i o n s , i l degagera l e u r essence commune en l e s r e u n i s s a n t 1'une et 1'autre pour l e s 25 s o u s t r a i r e aux contingenees du temps, dans une metaphore, (Le temps retrouve. 111,889). On v o i t c e t t e meme methode appliquee a l a p e i n t u r e , l orsque l e p e i n t r e E l s t i r , degageant 1*essence commune de l a t e r r e et de l a mer, l e s p e i n t l'une en termes de 1 *autre. Gerard Genette v o i t l a tendance de Proust a. " b a p t i -s e r metaphore n'importe quel trope" i l l u s t r e e au mieux dans c e t t e phrase t i r e e de Du cote de chez Swanni B i e n p l u s t a r d , quand 1*arrangement (ou l e simu-l a c r e r i t u e l d'arrangement) des c a t t l e y a s f u t depuis longtemps tombe en desuetude, l a meta-phore " f a i r e c a t t l e y a " , devenue un simple voca-b l e q u ' i l s employaient sans y penser quand i l s v o u l a i e n t s i g n i f i e r l ' a c t e de possession phy-s i q u e . . . survecut a. l e u r langage, ou e l l e l e commemorait, a. c e t usage o u b l i e (Swann. I , 23*0. Les d i v e r s e s metaphores que nous a l l o n s examiner ont ete r e l e v e e s au hasard de la- l e c t u r e de Proust, et analy-sees s e l o n l a methode q u i semblait l e mieux convenir a. l e u r n a t u r e . T o u t e f o i s , l e premier c h a p i t r e de Sodome et Gomorrhe a ete i n c l u s a desse i n , c a r i l o f f r e un bon exemple de ce que nous a p p e l l e r o n s i c i l a metaphore d i f f u s e . Apres a v o i r r e c u e i l l i une t r e n t a i n e de metaphores,et a v o i r tente de l e s a n a l y s e r d'une maniere appropriee, c e l l e s -c i se sont groupies presque d'elles-memes de l a fason s u i -vantet I - metaphore non-developpee, a s t r u c t u r e ouverte. On peut d i s t i n g u e r t r o i s formes q u i , d ' a i l l e u r s , ne sont 26 pas rigidement d i s t i n c t e s , et empietent considerablement l e s unes sur l e s au t r e s : a) metaphore a l l u s i v e simple, b) metaphore-enigme f i x e , c) metaphore d i f f u s e , ou a l l u s i v e complexe. I I - metaphore developpee, a s t r u c t u r e fermee (chaque " p o i n t " de l a metaphore est r e l i e d'une maniere reciproque a un autre p o i n t e q u i v a l e n t , l a reunion de tous ces p o i n t s formant un c i r c u i t ferme). A l ' i n t e r i e u r de c e t t e metaphore, on pourra c o n s i d e r e r : a) l e s equivalences syntaxiques et semantiques, b) l e s o p p o s i t i o n s syntaxiques et semantiques. I - METAPHORE NON-DEVELOPPEE. a) La metaphore a l l u s i v e . La communication en l i t t e r a t u r e n' est pas un simple appel de l ' e c r i v a i n a des s i g n i f i c a t i o n s q u i f e r a i e n t p a r t i e d'un a p r i o r i de 1 * e s p r i t humain: b i e n p l u t o t e l l e s l e s y s u s c i t e n t par e n t r a i -nement ou par une s o r t e d.' a c t i o n o b l i q u e . M > Merleau-Ponty 3 Cette " a c t i o n o b l i q u e " permet a Proust, en empruntant a un v o c a b u l a i r e v o i s i n d ' e n r i c h i r de connotations, d ' i m p l i -c a t i o n s inattendues l ' o b j e t de sa d e s c r i p t i o n . Les q u a l i t e s evoquees par l e mot emprunte--ou g r e f f e - - s o n t p a r t i c u l i e r e s au domaine etranger q u ' i l i ncorpore a i n s i i m p l i c i t e m e n t au domaine i n i t i a l . Nous voyons, par exemple, au debut de; Un amour de Swann (1,188), l a c o t e r i e des V e r d u r i n , l e p e t i t groupe, d e c r i t e en termes e c c l e s i a s t i q u e s (Credo, a r t i -c l e , exclue, deposer, mondaine, e s p r i t d'examen, demon, ortho-doxie, p e t i t e e g l i s e , f i d e l e s ) , auxquels v i e n t se " s u b - g r e f f e r a un autre v o c a b u l a i r e , medical c e l u i - l a (contagion, f a t a l ) . Un s e u l mot s u f f i t souvent a. formuler l a metaphore a l l u s i v e ( t e l l e c e t t e " b r i l l a n t e phalange de vertueuees d o u a i r i e r e s " (Swann. I , 193) et l a double image, medicale et musicale, appliquee dans l e meme paragraphe a 1*amourt " l e s symptomes de l'amour... nous avons ete a t t e i n t s par 1'amour... l a chanson de l'amour... nous avons 1'habitude de c e t t e musique de l'amour..." (Swann. I , 197). Comme dans toute metaphore, l e message e s t transmis dans des codes d i f f e r e n t s . L 'univers complet de l a metaphore est forme d'experiences, de sensat i o n s , d'emotions s t r a t i f i e e s , dont l e s couches superposees l i b e r e n t , "par une s o r t e d ' a c t i o n o b l i q u e " , l a complementarite n e c e s s a i r e a une p e r c e p t i o n complete. b) L a metaphore-enigme f i x e . Ce n'est pas en deposant toute ma pensee dans l e s mots ou l e s autres v i e n d r a i e n t l ' y p u i s e r que je com-munique avec eux, c'est en compo-sant, avec (...) l e s mots, l e s cons t r u c t i o n s que je p r e f e r e , l e temps 23 que je c h o i s i s de dormer it chaque par-t i e de l a phrase, une enigme t e l l e q u ' e l l e ne comporte qu'une s o l u t i o n et que 1*autre, accompagnant en s i l e n c e c e t t e melodie h e r i s s e e de changements de c l e s j de po i n t e s et de chutes, en^ vienne a l a prendre a son compte et a l a d i r e avec moi. u M. Merleau-Ponty Tout comme une metaphore, poser une enigme, c'est poser l a q u e s t i o n : "Qu'est-ce que A ? " . La reponse est i "B". A = B \x/ Deux termes, A et B, ont une c e r t a i n e r e l a t i o n d'analogie, grace a x , a l a f o i s q u a l i t e commune et i n d i c e q u i met sur l a bonne v o i e . S i x e x i s t e a u s s i en c o r r e l a t i o n avec D, un t r o i s i e m e terme, on peut a l o r s accepter D comme une reponse a l'enigme, toute a u s s i v a l a b l e que B.^ D = A = B X* X Cette a l t e r n a t i v e est p o s s i b l e parce quet (1) l a f o n c t i o n commune x est formulee d'une maniere Inigma-t i q u e , (2) l a q u e s t i o n est posee par une personne, l a reponse est f o u r n i e par une au t r e . Mais lorsqu'un t e x t e l i t t e r a i r e e st en j e u , l ' e c r i v a i n et l e l e c t e u r ne forment pas vraiment deux personnages d i f f e -r e n t s , c a r i l n'y a pas de p o s s i b i l i t y de ch o i x . La formula-t i o n de l ' e c r i v a i n , q u e stion et reponse, predomine essen-t i e l l e r a e n t . La seule p a r t i c i p a t i o n du l e c t e u r e s t de f o u m i r p a r f o i s 1'element x ( i n d i c e de l a comparaison) lorsque l ' e c r i -v a i n ne juge pas n e c e s s a i r e de l e pre s e n t e r e x p l i c i t e m e n t ( c ' e s t l e cas de l a m a j o r i t e des metaphores que nous avons examinees). Merleau-Ponty, s ' i l p a r l e b i e n d'une enigme. ne l a con§oit cependant qu'a une s o l u t i o n . La p o s i t i o n du l e c t e u r e s t a v r a i d i r e c e l l e d'un "non-devineur" d*enigme, c a r s i l a metaphore e s t tenement c l a i r e que l e l e c t e u r peut l a po u r s u i v r e et l a f i n i r menta-lement avant d*a v o i r l u t o u t l e t e x t e , i l ne s ' a g i t p l u s v r a i -ment d'une enigme, mais d'un c l i c h e . S i , d'autre p a r t , l a metaphore est suffisamment imprevue pour p r o d u i r e un choc i n t e l l e c t u e l semblable a c e l u i p r o d u i t par une enigme, l ' e c r i -v a i n l a p o u r s u i t a sa maniere et l u i donne sa. s o l u t i o n , accom-pagne "en s i l e n c e " par l e lecteur» ce l e c t e u r e s t devance et sa p a r t i c i p a t i o n ne prend l a forme que d'une a p p r e c i a t i o n p a s s i v e . " I I a i m a i t l a s i n c e r i t e , mais i l l ' a i m a i t comme une proxenete" (Swann, I , 360). S i l a phrase s ' a r r e t a i t l a , l e l e c t e u r , comparant l e s deux termes dont l e v o i s i n a g e est impre vu, a u r a i t a resoudre l a d e v i n e t t e s u i v a n t e i "Qu'y a - t - i l de commun entre l a s i n c e r i t e ( q u a l i t e admirable et peut-etre r a r e ) et l a proxenete (personnage meprisable et peut-etre 30 commun)?" Helas, sans l u i l a i s s e r l e temps de r e f l e c h i r , l ' e c r i v a i n f o u r n i t immediatement au l e c t e u r sa reponsei toutes deux peuvent l e (Swann) " t e n i r au courant de l a v i e de sa m a i t r e s s e " . Tout comme l ' o n peut passer p a r f o i s du proverbe a l'enigme par l a simple f o r m u l a t i o n i n t e r r o g a t i v e d'un c e r t a i n genre de proverbe, une metaphore peut devenir une enigme. Par exemple: "Bien q u ' i l f u t p l u s de neuf heures, c ' e t a i t encore l u i ( l e j o u r d'ete) q u i sur l a p l a c e de l a Concorde donnait a l ' o b e l i s q u e de Louqsor un a i r de nougat rose"(Sodo-me et Gomorrhe. I I , 633) devient l'enigme: "Un nougat rose". Reponse: "L'obelisque de Louqsor au coucher du s o l e i l " . L ' i m a g e est s a i s i s s a n t e , imprevue e t , nous s e m b l e - t - i l , repond aux c a r a c t e r i s t i q u e s de l'enigme metaphorique. Deux termes sont donnes dans 1 'enigmet l ' u n , v e r i d i q u e , q u i met l e joueur sur l a v o i e , 1 'autre, apparemment faux, q u i l e deroute. En rea-l i t e , l e premier terme s'applique a 1 'image et l e second p a r a i t faux c a r i l n'est v r a i que pour l a reponse. Dans I'exemple du nougat rose, nous avons un terme permanent q u i met sur l a v o i e , et un terme momentane ou c i r c o n s t a n c i e l , q u i deroute. C'est l a c a r a c t e r i s t i q u e momentanee: rose (due a l ' e c l a i r a g e p a r t i c u l i e r de l'heure et de l a saison) q u i declanche 1 'image et r e v e l e l a c a r a c t e r i s t i q u e permanente 31 de l a forme et du r e l i e f qui f a i t de l ' o b e l i s q u e un nougat, c a r a c t e r i s t i q u e q u i eut sans doute passe inaperQue sans 1*adjonction a c c i d e n t e l l e de l a couleur. Cette q u a l i t e de l'enigme propre a l a metaphore, nous l a retrouverons b i e n entendu tout au l o n g de c e t t e etude, c'est pourquoi i l ne semble pas ne c e s s a i r e de l a poursuivre i c i dans des exemples p a r t i c u l i e r s . c) La metaphore d i f f u s e . Nous donnerons deux exemples de ce genre de metaphores l e premier c h a p i t r e de Sodome et Gomorrhe, ou c e r t a i n e s c o r r e -l a t i o n s sont e t a b l i e s et amplement i l l u s t r e e s t o u t au l o n g . du c h a p i t r e , et l e passage, beaucoup plus c o u r t , ou Swann entend l a p e t i t e phrase de V i n t e u i l (Un amour de Swann, I , 203-209). (1) l a p e t i t e phrase de V i n t e u i l . P l u t o t que de f a i r e une analyse d e t a i l l e e de ce passage, nous dessinerons seulement sa s t r u c t u r e et ses groupements verbaux i A ; metaphore a l l u s i v e , a d i f f e r e n t s codes; s t r u c t u r e ouverte, b : metaphore developpee; s t r u c t u r e fermee. Musique et Impressions sont l e noyau des metaphores 1 2 3 A , A et A . La l i s t e des termes catalogues "sensations-e m o t i o n s - i m p r e s s i o n s " e s t t r o p l o n g u e p o u r e t r e r e p r o d u i t e i c i . I I s u f f i t de m e n t i o n n e r q u ' e l l e e s t c o n s i d e r a b l e . I/.ais l e s t e rmes de c o m p a r a i s o n e n t r e l a mus ique e t l e s a u t r e s domaines s o n t i n t e r e s s a n t s c a r 1 * o r i e n t a t i o n change au c o u r s des t r o i s m e t a p h o r e s . I I ne s ' a g i t p a s , a v r a i d i r e , de t r o i s m e t a p h o r e s , m a i s d ' u n e s e u l e l o n g u e metaphore ( d i f f u s e -a l l u s i o n s e p a r s e s ) decoupee en t r o i s p a r t i e s p a r l e s deux 1 2 p h r a s e s b e t b : b 1 : " l a p h r a s e ou I ' h a r m o n i e — i l ne s a v a i t l u i - m e m e — q u i p a s s a i t e t q u i l u i a v a i t o u v e r t l a r g e m e n t l ' a m e , comme c e r t a i n e s o d e u r s de r o s e s c i r c u l a n t dans l ' a i r humide du s o i r o n t l a p r o p r i e t e de d i l a t e r nos n a r i n e s " , 2 b : " s i l a memoi re , comme un o u v r i e r q u i t r a v a i l l e a e t a -b l i r des f o n d a t i o n s d u r a b l e s au m i l i e u des f l o t s , en f a b r i q u a n t p o u r nous des f a c - s i m i l e s de ce s p h r a s e s f u g i t i v e s , ne nous p e r m e t t a i t de l e s compare r a c e l l e s q u i l e u r s u c c e d e n t e t de l e s d i f f e r e n c i e r " . Ces deux p h r a s e s s e r o n t c o n s i d e r e e s en d e t a i l dans l a p a r t i e t r a i t a n t de l a metaphore d e v e l o p p e e . K a i s r e v e n o n s aux t r o i s p a r t i e s de l a me taphore d i f f u s e A p o u r en e x a m i n e r l e l e x i q u e : A 1 - K u s i q u e : s o n s , i n s t r u m e n t s , v i o l o n , p i a n o , b e m o l i s e ( 5 ) . K e r r c l a p o t e n e n t , l i q u i d e , f l o t s ( 3 ) ' P e i n t u r e : mauve, c o n t o u r , l i g n e ( 3 ) . S c i e n c e s ( p h y s i q u e s e t m a t h e m a t i q u e s ) : l i g n e , r e s i s t a n -• t e , dense , d i r e c t r i c e , masse , m u l t i f o r m e , i n d i -v i s e , p l a n e (8) . A - ' . . u s ique : n o t e s , m u s i q u e , m u s i c a l e s (3) Mer » submerge, l i q u i d i t e , emergent, plonger ( 4 ) . Pe i n t u r e : t r a c e r , arabesques, s u r f a c e s , dimensions, l a r g e u r ( 5 ) • Sciences t s t a b i l i t e , s u r f a c e s , dimensions, l a r g e u r ( 4 ) . - Musique i t r a n s c r i p t i o n , morceau, sonores (3)» Mer i ondes ( 1 ) . P e i n t u r e J etendue, groupements, symetriques, graphie, v a l e u r e x p r e s s i v e , d e s s i n , a r c h i t e c t u r e ( 7 ) , Sciences » a r c h i t e c t u r e , ondes sonores ( 2 ) . Ce n'est qu'a l a c o n c l u s i o n de l a t r o i s i e m e p a r t i e que l a comparaison d e f i n i t i v e s ' e t a b l i t : u i l a v a i t devant l u i c e t t e chose q u i n'est p l u s de l a musique pure, q u i e s t du d e s s i n , de 1 * a r c h i t e c t u r e " . Mais, a l o r s que l a premiere p a r t i e (A 1) nous semblait i n t u i t i v e m e n t i n s i s t e r sur l ' e f f e t marin de l a musique, l e v o c a b u l a i r e d e n o t a i t deja. l a predo-minance de termes graphiques et s c i e n t i f i q u e s . L a deuxieme p a r t i e (A ) demontre encore q u ' i l ne s ' a g i t n i vraiment de d e s s i n n i vraiment de geometrie, c a r l e s termes sont c l a s s i f i e d d'une maniere ambivalentej a l a f o i s p e i n t u r e et geometrie, Avant l a f i n du t r o i s i e m e paragraphe (A^), nous avions a t t e i n t l a meme c o n c l u s i o n que l ' a u t e u r . l a musique, d e c r i t e s e l o n ces termes ( e t l ' o n r e v i e n t au v o c a b u l a i r e "emotions-s e n s a t i o n s - i m p r e s s i o n s " ) , est a mi-chemin entre l e d e s s i n et l e s sciences mathematiques. I I s ' a g i t b i e n en e f f e t d'une 34 enigme a une s o l u t i o n (avec une p e t i t e echappee vers une seconde--la mer) que nous premons a notre compte et disons avec l ' a u t e u r t a r c h i t e c t u r e . (2) Sodome et Gomorrhe. Gerard Genette, empruntant aux t h e o r i c i e n s du langage cinematographique, a p p e l l e ce genre de metaphore di e g e t i q u e c a r e l l e p a r t i c i p e de l ' u n i v e r s spatio-temporel du r e c i t ^ . Les t r e n t e pages que nous a l l o n s e t u d i e r reposent entierement sur l e p a r a l l e l e entre l a " c o n j o n c t i o n Jupien-Charlus" et l a f e c o n d a t i o n de l ' o r c h i d e e de l a duchesse par un bourdon. Genette demontre que l a f o n c t i o n symbolique de ce p a r a l l e l e ne cesse de s'alimenter a l a r e l a t i o n de c o n t i g u i t e q u i s'est e t a b l i e dans l a cour de l ' h o t e l de Guermantes ( u n i t e de l i e u ) au moment ou l ' i n s e c t e et l e baron y e n t r a i e n t ensemble ( u n i t e de temps) en bourdonnant a l ' u n i s -soni i l ne s u f f i t done pas que l a rencontre mira-culeuse (ou du moins jugee t e l l e par l e heros) des deux homosexuels s o i t "comme1' l a rencontre miraculeuse d'une orchidee et d'un bourdon, que Charlus entre "en s i f f l a n t comme un bourdon", que J u p i e n s'immobilise sous son regard et "s'en-r a c i n e comme une p l a n t e " , e t c . t i l f a u t A a u s s i que l e s deux rencontres a i e n t l i e u "au meme i n s -t a n t " , et au meme e n d r o i t , l ' a n a l o g i e n'apparais-sant p l u s a l o r s que comme une s o r t e d ' e f f e t second, et peut-etre i l l u s o i r e , de l a concomitance.? Mais, continue Genette, l ' o n peut, en se plaQant a. l ' e x -t e r i e u r du t e x t e , t o u t a u s s i b i e n d i r e que l a concomitance a ete menagee pour motiver l a metaphore. Seule une s i t u a t i o n tenue pour imposee a. l ' a u t e u r par l ' h i s t o i r e ou par l a t r a d i t i o n , e t done pour (de son f a i t ) n o n - f i c t i v e . . , impose en meme temps au l e c t e u r l'hypothese d'un t r a j e t (genetique) cau-35 s a l i s t e r metonymie-cause—»metaphore-effet, et non du t r a j e t f i n a l i s t e i metaphore-fin—*metony-mie-moyen (et done, s e l o n une autre c a u s a l i t e , metaphore-cause—»metonymie-effet), t o u j o u r s Q p o s s i b l e dans une f i c t i o n hypothetiquement pure. Du premier c h a p i t r e de Sodome et Gomorrhe n'ont ete retenus que l e s passages r e l a t i f s a l a metaphore contenue dans l e s deux termes de l a d e r n i e r e phrase t " l a f e c o n d a t i o n de l a f l e u r par l e bourdon" et " l a c o n j o n c t i o n Jupien-Charlus", q u i s'etend a l a c o n j o n c t i o n des i n v e r t i s en g e n e r a l . La me-taphore est soutenue t o u t au l o n g du c h a p i t r e , se developpant en a l l e g o r i e , s e l o n l a d e f i n i t i o n de Q u i n t i l i e n ^ . C e r t a i n s passages du t e x t e ont ete omis aux pages 601, 602, 603, 604, 607, 609, 613, 630, 631 et 632, a i n s i que l a t o t a l i t e des pages 608, 610, 611 et 612. Meme en supprimant l e s d i g r e s s i o n s l e s p l u s evidentes, l e t e x t e e s t d'une longueur t e l l e et l a metaphore s i eparse, que seule une analyse de l a frequence des mots nous semble a p p l i c a b l e i c i . L a p l u p a r t des mots repetes t r o i s f o i s ou p l u s ont ete r e l e v e s , mais vu l a longueur du t e x t e , l e c o e f f i c i e n t 5 semble raisonnablement i n d i q u e r l e s mots-clef ( c e r t a i n s mots de moindre c o e f f i c i e n t ont ete groupes pour former une c l a s s e semantique). Ces mots ont ete pour l a p l u p a r t s e l e c t i o n n e s i n t u i t i v e m e n t , mais c e r -t a i n s se sont imposes d'eux-memes. 36 Le compte ayant ete f a i t manuellement et non par or-di n a t e u r , i l a ete impossible de c a l c u l e r l e pourcentage de frequence des mots. Mais en tenant compte simplement de l a frequence de r e p e t i t i o n des mots, on peut deja d i s t i n g u e r t r o i s p a i r e s d'oppositions: (1) MALE/FEMELLE. L * o r i e n t a t i o n Male/Femelle dans l e domaine humain (au niveau du p a r t i c u l i e r et du general) et dans l e domaine vegetal/animal (au niveau du p a r t i c u l i e r et du general) est evidente, a i n s i que l a predominance Male: MALE FEMELLE ( p a r t i c u l i e r ) Charlus baron (37) (13) (35) ( 8) J u p i e n g i l e t i e r (general) homrae (42) (33) femme 92 76 ("homme" en t a n t que terme generique, et s'appliquant par consequent aux hommes autant qu'aux femmes, a ete e l i m i n e dans l a mesure du p o s s i b l e ) . MALE FEMELLE (general) f1eur-male male (4) (8) (4) (4) f l e u r - f e m e l l e f e m e l l e ( p a r t i c u l i e r ) i n s e c t e bourdon (17) (6) (11) (7) f l e u r ^ orchidee 35 26 37 (2) FECONDATION/STERILITE. FECONDATION (a n i m a l / f | c o n d e r v e g e t a l ) f e c o n d a t i o n " s t y l e " p o l l e n semence (6) (3) (4) (8) (2) (humain) c o n j o n c t i o n (5) amour (14) p l a i s i r (12) a t t i r e r (5) avances (3) c o q u e t t e r i e (4) STERILITE (2) s t e r i l e ( - i t e ) (1) i n f e c o n d (2) v i e r g e (6) hermaphrodite (3) autofecondation (17) i n v e r t i s - i n v e r s i o n Dans l a c l a s s i f i c a t i o n du quadrant i n f e r i e u r gauche, un jugement de v a l e u r est formule a p r i o r i , c a r l a l e c t u r e du t e x t e i n d i q u e b i e n que presque tous l e s termes de c e t t e colonne f o n t a. v r a i d i r e p a r t i e de l a colonne i n f e r i e u r e d r o i t e . L a c l a s s i f i c a t i o n " o b j e c t i v e " f a i t e (due p r e c i s e -ment au c l i m a t s o c i a l et moral depeint par l ' a u t e u r ) d o i t f a i r e p l ace a wn t r a n s f e r t " s u b j e c t i f " et l ' o n d o i t a p p l i -quer l e s termes,conventionnellement employes pour depeindre l'amour heterosexuel fecond, a l a d e s c r i p t i o n de l'amour homosexuel s t e r i l e . (3) EXCEPTION/NORME. I c i encore, nous trouvons predominance des termes ex-primant 1*exception par rapport a l a norme, l e d i f f e r e n t par rapport au s i m i l a i r e , confirmant l a preoccupation de l ' a u t e u r . 3b EXCEPTION NORME rare (3) (5) nature etrange (3) (5) naturel exceptionnel (5) (1) normal extraordinaire (4) (2) norme in s o l i t e t l ) (1) commun ^special (3) etonnant (1) anormal (1) singulier (2) curieux CD 24 14 DIFFERENCE SIMILARITE autre (14) (7) meme (adjectif) Stranger (3) (3) pareil different (1) (4) semblable dissemblable (1) (1) identique 19 15 La c l a s s i f i c a t i o n des mots s e l e c t i o n n e s n'etant appuyee sur aucun contexte dans ce cas, on p o u r r a i t o b j e c t e r qu'une t e l l e c l a s s i f i c a t i o n e st purement a r b i t r a i r e e t ne s e r t qu'a i l l u s t r e r une o p p o s i t i o n presupposee. Le contexte exact importe peu, puisque l a double p r o p o r t i o n (indiqueeau debut de ce c h a p i t r e ) est basee sur une s e r i e d*oppositions r e d u c t i b l e s a normal/anormal. Meme s i l' e m p l o i de " r a r e " dans une phrase n'est pas immediatement opposable a. c e l u i de "commun" dans une aut r e , i l l ' e s t neanmoins s i l ' o n super-pose tous l e s niveaux d * o p p o s i t i o n i n d i v i d u e l s ( i n v e r t i s / n o n i n v e r t i s , j u i f s / n o n j u i f s , etc.) pour a t t e i n d r e au niveau de 1'opposition generale. 39 Nous pouvons a u s s i e t a b l i r t r o i s colonnes c l a s s i f i a n t l e s termes denotant (A) l e s o b s t a c l e s huraains que rencontrent l e s i n v e r t i s , (B) l e s hasards p r o v i d e n t i e l s et l e s manipula-t i o n s humaines q u i l e u r permettent (C) de r e a l i s e r sur l e p l a n humain ce a. quoi i l s e t a i e n t p r e d e s t i n e s . danger (2) r i s q u e (2) opprobe (2) ostracisme (1) ob s t a c l e (1) d i f f i c u l t e (1) p e r s e c u t i o n (1) rebuffade (1) empechement (1) peine (1) r H B. _ hasard (5) m i r a c l e (3) p r o v i d e n t i e l (3 m e r v e i l l e u x (3) miraculeux (1) ruse (3) s e c r e t (3) Xi I U p r e d e s t i n a t i o n p r e d e s t i n e (1) predispose (1) p r e - e t a b l i (1) h e r e d i t e (1) inne (1) rencontre (5) ~ c o n j o n c t i o n (5) entente (2) harmonie (2) (1) h to a B Pour que l a c l a s s i f i c a t i o n du compte de frequence des mots s o i t validement confirmee par l a l e c t u r e du t e x t e , i l a u r a i t evidemment f a l l u que ce compte a i t pu e t r e f a i t sans preconception i n i t i a l e , c ' e s t - a - d i r e q u ' i l a u r a i t du e t r e f a i t mecaniquement. On peut neanmoins admettre que l e s pro-p o r t i o n s e s s e n t i e l l e s des deux c o r r e l a t i o n s : (1) CHARLUS/JUPIEN 5 BOURDON/ORCHIDEE et (2) INVERSION/NORME s STERILITE/FECONDATION sont amplement confirmees par l e compte des mots, meme s i 1'apprehension de c e t t e metaphore a dans une c e r t a i n e mesure i n f l u e n c e l e compte. 40 I I - LA METAPHORE DEVELOPPEE. C'est dans ce que nous ap p e l l e r o n s l a metaphore deve-loppee que l a r i g u e u r s t y l i s t i q u e de Proust e s t l a p l u s apparente. Cette r i g u e u r d'une equivalence de termes a tous l e s niveaux de l a metaphore est peut-etre 1'aspect l e p l u s s a t i s f a i s a n t , du p o i n t de vue de l a l o g i q u e , du s t y l e de Prou s t . Gaston Bachelard, empruntant a l a geometrie p r o j e c -t i v e l e theoreme fondamental q u i permet a. une p r o j e c t i o n de conserver une coherence geometrique en de-pit de l a def o r -mation de c e r t a i n s des elements p r o j e t e s , pose l a q u e s t i o n d'un theoreme fondamental de l a poesie p r o j e c t i v e ! "Quels sont l e s elements d'une forme poetique q u i peuvent e t r e impunement deformes par une metaphore en l a i s s a n t s u b s i s t e r une coherence p o e t i q u e ? " ^ 0 La deformation des images d e s i -g n e r a i t d'une maniere toute mathematique l e groupe des meta-phores, ce q u i p e r m e t t r a i t une c l a s s i f i c a t i o n des metaphores et un emploi s t r i c t e m e n t exact de c e l l e s - c i dans un contexte donne, Cette c l a s s i f i c a t i o n des metaphores par l a determina-t i o n des groupes est un domaine ou n'avons pas 1'ambition de penetrer, mais l a n o t i o n d'une p r o j e c t i o n d'elements d'un p l a n a 1'autre guide en p a r t i e notre analyse de l a meta-41 phore developpee de Pro u s t . Les exemples abondent de p a r a l l e l e s e t a b l i s entre deux termes ou deux s i t u a t i o n s de prime abord incomparables, mais que l a " v i s i o n " de Proust r e l i e sans h e s i t a t i o n dans une metaphore i n c o n t e s t a b l e . Nous trouvons dans ces exemples une correspondance admirable des termes. Nous n'en c i t e r o n s que quelques unst (1) "Toutes l e s choses de l a v i e q u i ont e x i s t e une f o i s tendent a se r e c r e e r , e t comme un animal e x p i r a n t qu'a-g i t e de nouveau l e sursaut d'une c o n v u l s i o n q u i sem-b l a i t f i n i e , s u r ^ l e coeur, un i n s t a n t epargne, de^Swann, d'elle-meme l a meme souffranee v i n t r e t r a c e r l a meme c r o i x " (Un amour de Swann. I , 364). Ordre s u p e r i e u r des choses •*— Swann — > ^ — Animal — > l e s choses de l a v i e < q u i ont e x i s t e une f o i s * ~ tendent a se r e c r e e r <z l a meme souffrance l e coeur un i n s -~ ^ t a n t epargne v i n t t r a c e r l a meme c r o i x — animal e x p i r a n t q u i semblait r i n i e q u'agite de nou-veau l e sursaut d,'une convulsion Le c h o i x des mots lui-meme se prete a une t r i p l e c l a s -s i f i c a t i o n , q u i confirme l a s t r u c t u r e : - l a V i e - e x i s t e n c e : v i e , e x i s t e , r e c r e e r . - l a v i e humaine, en ce q u ' e l l e a de p l u s moral: s o u f f r a n c e , coeur, c r o i x . - l a v i e animale, en ce q u ' e l l e a de p l u s physique: animal, e x p i r a n t , sursaut, c o n v u l s i o n . (2) " A u s s i a v a i t - i l p r i s 1*habitude de se r e f u g i e r dans des pensees sans importance q u i l u i permettaient de l a i s s e r de cote l e fond des choses. De meme q u ' i l ne se demandait pas s ' i l n'eut pas mieux f a i t de ne pas a l l e r dans l e monde, mais en revanche s a v a i t avec c e r t i t u d e que s ' i l a v a i t accepte une i n v i t a t i o n i l d e v a i t s'y rendre et que, s ' i l ne f a i s a i t pas^de v i s i t e apres, i l l u i f a l l a i t l a i s s e r des c a r t e s , de meme dans sa co n v e r s a t i o n i l s'ef f o r f a i t de ne jamais exprimer avec coeur une o p i n i o n intime sur l e s choses, mais de f o u r n i r des d e t a i l s mate-r i e l s qui ne v a l a i e n t en quelque s o r t e par eux-memes et l u i permettaient de ne pas donner sa mesure" (Swann. I , 210). P h i l o s o p h i e se r e f u g i e r dans des pensees sans impor-tance Mondanites accepte une i n v i t a t i o n , d e v o i r s'y rendre, f a i -r e une v i s i t e , l a i s s e r des c a r t e s Conversation f o u r n i r des de-t a i l s m a t e r i e l s q u i ne v a l a i e n l par eux-memes qui l u i permettaient de l a i s s e r de cote l e fond des choses se demandait s ' i l n'eut pas mieux f a i t de ne pas a l l e r dans l e monde q u i l u i permet-t a i e n t de ne pas donner sa mesure, ne j a -mais exprimer •opinion intime (3) " I I a v a i t voulu l a i s s e r a sa pensee l e temps d ' a c c o u r i r , de r e c o n n a i t r e l e reve q u ' e l l e a v a i t s i longtemps caresse et d ' a s s i s t e r a sa r e a l i s a t i o n , comme une parente qu'on a p p e l l e pour prendre sa pa r t du succes d'un enfant q u ' e l l e a beaucoup airoe" (Swann. I , 233)' sa pensee —> une parente qu'on a p p e l l e — — — — — — — — — ->pour prendre p a r t l a i s s e r l e temps d * a c c o u r i r de r e c o n n a i t r e d ' a s s i s t e r a l a r e a l i s a t i o n _j» du succes l e reve un enfant q u ' e l l e a v a i t s i longtemps q u ' e l l e a beaucoup caresse aime La s t r u c t u r e est f a m i l i e r e a. t o u t l e c t e u r de P r o u s t . La comparaison de l a phrase de Y i n t e u i l au t a b l e a u de P i e t e r de Hooch (Swann, I , 218) se p r e t e a u s s i f a c i l e m e n t a. ce genre d'equivalence de termes que l a metaphore de Swann et des v a l e t u d i n a i r e s , par exemple (Swarm, I , 211). I I n'est pas vraiment n e c e s s a i r e de demontrer i n extenso un mecanisme a u s s i e v i d e n t . Mais i l nous semble i n t e r e s -sant d*examiner p l u s en d e t a i l s c e r t a i n e s de ces equiva-l e n c e s , et de l e s c o n s i d e r e r maintenant du p o i n t de vue syntaxique et semantique. a) equivalences syntaxiques et semantiques. L'equivalence syntaxique est determinee par l a p o s i -t i o n dans l a phrase i noms par rapport aux verbes, f o n c t i o n syntaxique, e t c . L'equivalence semantique correspond a. des paradigmes, con9us s e l o n une s i m i l a r i t y (ou une oppo-s i t i o n ) de sens. Reprenons par exemple l a d e r n i e r e metaphore (3) que nous venons d*analyser. Nous voyons une n e t t e equivalence ou complementarite entre* " a c c o u r i r " et "appeler", " a s s i s -t e r " et "prendre p a r t " , " r e a l i s a t i o n " et "succes", "long-temps" et "beaucoup", "caresse" et "aime". En superposant ces equivalences, nous obtenons l e t a b l e a u s u i v a n t i a c c o u r i r a s s i s t e r r e a l i s a t i o n caresse appeler prendre p a r t succes aime Ces termes se-correspondent a l a f o i s par l a syntaxe et l e sens. I I s ' a g i t d'une double coincidence q u i d e l i -mite l a f o n c t i o n commune, l a r e l a t i o n j o i g n a n t l e s quatre termes de 1'analogie» Pensee/Reve = Parente/Enfant. S i nous "comblons" maintenant l e s espaces v i d e s de notre t a b l e a u par ces quatre termes, nous obtenons l a metaphore complete* Pensee reve \ a c c o u r i r a s s i s t e r r e a l i s a t i o n / ^ c a r e s s e / a p p e l e r prendre succes \ / aime parente p a r t enfant Le p l a n a b s t r a i t "propre" de Pensee-Reve a ete pro-j e t e sur l e p l a n " f i g u r e " de Parente-Enfant, mais l e s au-t r e s termes de l a p r o j e c t i o n ont p l u s ou moins conserve l e u r v a l e u r , et nous pou r r i o n s d i r e que " a c c o u r i r - a p p e l e r " , " a s s i s t e r - p r e n d r e p a r t " , " r e a l i s a t i o n - s u c c e s " et "caresse-aime" sont l e s premisses constantes de c e t t e metaphore. Prenons encore l'exeraple s u i v a n t , pour en r e v e n i r aux deux metaphores "harmonie/odeurs" et "memoire/ouvrier" mentionnees page 3 2 . harmonic p a s s a i t ouvert largement c i r c u l a i t d i l a t e r n a r i n e s — •(semantique) •^syntaxique) f a c - s i m i l e s memoire comparer d i f f e r e n c i e r phrases f u g i t i v e s -f a b r i q u a n t succedent t r a v a i l l e 7—: . - . = 1 durables (synt.) f o n d a t i o n s des f l o t s Dans l e s groupes de que nous considerons, l e s s u b s t a n t i f s harmonie/odeur et memoire/ouvrier sont interchangeables parce q u ' i l s r e m p l i s s e n t l a meme f o n c t i o n et non parce q u ' i l s appartiennent au meme groupe semantique. Cette f o n c t i o n commune (verbale) est a. l a f o i s l e u r l i e n f o n c t i o n n e l , semantique et syntaxique a u s s i , p u i s q u ' e l l e s i t u e dans l a s t r u c t u r e syntaxique l e s s u b s t a n t i f s et l e u r s e r t de p o i n t de repere. "On apprend l a v i c t o i r e , ou apres coup quand l a guerre est f i n i e , ou tout de s u i t e par l a j o i e du concierge. On decou-vre un t r a i t g e n i a l du jeu de l a Berma h u i t jours apres 1'avoir entendu, par l a c r i t i q u e , ou sur l e coup,par l e s acclamations du p a r t e r r e " (A 1'ombre des .jeunes f i l l e s en  f l e u r . I , 450). on apprend l a guerre v i c t o i r e est f i n i e on decouvre t r a i t , g e n i a l apres coup h u i t jours .aores t o u t de s u i t e sur l e •"par l a --22VJB 'acclama-j o i e du concierge c r i t i q u e t i o n s du p a r t e r r e 46 Cette metaphore est composee de deux phrases super-p o s i e s , sans r e l a t i o n de comparaison formellement e t a b l i e . Mais 1'equivalence syntaxique et semantique de l e u r s termes se confondent presque, grace au p a r a l l e l i s m e de ces deux phrases (par exemple, " l a j o i e du concierge" et " l e s acclamations du p a r t e r r e " doivent l e u r equivalence t o u t autant a, l e u r p o s i t i o n dans l a phrase qu'a l a p r o x i m i t e de l e u r v a l e u r semantique. I I s e m b l e r a i t done que l a d i s -t i n c t i o n entre "equivalences syntaxiques" et "equivalences semantiques" s e r a i t p l u t o t theorique que p r a t i q u e dans son a p p l i c a t i o n a P r o u s t . Nous voyons en e f f e t chez l u i une t e l l e c oincidence de forme et de fond q u ' i l devient b i e n d i f f i c i l e de l e s t r a i t e r separement. De meme dans l a metaphore s u i v a n t e : "Sous 1 ' a g i t a t i o n des tremolos de v i o l o n q u i l a pro-t e g e a i e n t de l e u r tenue fremissante a deux octaves de l a — e t comme dans un pays de montagne, d e r r i e r e 1'immobilite apparente et v e r t i g i n e u s e d'une cascade, on a p e r s o i t , deux cents pieds p l u s bas, l a forme minuscule d'une promeneuse—la p e t i t e phrase v e n a i t d ' a p p a r a i t r e , l o i n t a i n e , g racieuse, protegee par l e l o n g deferlement du r i d e a u t r a n s p a r e n t , i n c e s s a n t et sonore" (Swann, I , 264). 47 dans un pays de montagne sous 1 ' a g i t a t i o n des tremolos de v i o l o n s q u i l a p r o t e -geaient de l e u r tenue f r e -j ^ i s s a n t e a deux octaves de l a d e r r i e r e l ' i m m o b i l i t e appa-rente et v e r t i g i n e u s e d'une cascade ^_ protegee par l e l o n g defer-lement du r i d e a u transparent ^.ncessant et sonore on aperQoit <-deux cents pieds p l u s bas < -^venait d'apparaitre l o i n t a i n e l a forme minuscule d'une promeneuse i t a p e t i t e phrase, gracieuse I c i , " l a p e t i t e phrase l o i n t a i n e et gracieuse" e t " l a forme minuscule d'une promeneuse" ont a l a f o i s une equivalence syntaxique e t semantique ( c e t t e d e m i e r e e t a -b l i e l o r s de comparaisons a n t e r i e u r e s , ou precisement l e c a r a c t e r e un peu e r r a t i q u e et fugace ("promeneuse") de c e t t e phrase musicale courte ("forme minuscule") permet 1 * a s s i m i l a t i o n semantique du deuxieme terme de l a comparai-son. b) o p p o s i t i o n s syntaxiques et semantiques. Les o p p o s i t i o n s syntaxiques sont indiquees par l a syntaxe et l a s t r u c t u r e negative ou p o s i t i v e de l a phrase. Les o p p o s i t i o n s semantiques sont indiquees par l e contexte semantique et l a d i r e c t i o n generale de l a pensee et des i n -t e n t i o n s . Nous prendrons deux exemples pour i l l u s t r e r ces o p p o s i t i o n s : (1) " A u s s i , comme chaque sens perd de sa f o r c e et de sa v i v a -c i t e , s ' atrophie^ quand i l n'est plus mis en usage, M. de Vaugoubert, de meme que l'homme c i v i l i s e q u i ne s e r a i t p l u s capable des e x e r c i c e s de f o r c e , de l a f i n e s s e de l'ou'ie de l'homme des cavernes, a v a i t perdu l a p e r s p i c a -c i t e s p e c i a l e q u i se t r o u v a i t rarement en defaut chez M. de Charluss et aux t a b l e s o f f i c i e l l e s , s o i t a P a r i s , s o i t a l ' e t r a n g e r , l e m i n i s t r e p l e n i p o t e n t i a i r e n ' a r r i -v a i t p l u s a. r e c o n n a i t r e ceux q u i , sous l e deguisement de l'uniforme, e t a i e n t au fond ses p a r e i l s " (Sodome et Gomorrhe. I I , 664). (2) "... r e s t e r dans son "quant a s o i " et tromper l e d e s i r q u ' e l l e a v a i t f a i t n a i t r e , s u b s t i t u e r un p l a i s i r d i f f e -r e n t au p l a i s i r q u ' i l eut gu c o n n a i t r e avec e l l e , en e c r i v a n t a une ancienne maitresse de v e n i r l e r e j o i n d r e , l u i eut semble une a u s s i lache a b d i c a t i o n devant l a v i e , un a u s s i stupide renoncement a un bonheur nouveau que s i , au l i e u de v i s i t e r l e pays, i l s ' e t a i t c o n f i n e dans sa chambre en regardant des vues de P a r i s " (Swann. I , 192). - ( t ) 1 terme #1 terme #2 terme #3 sens homme Charlus Vaugoubert A l B l A2 B2 A3 B3 quand i l n'est plus en usage perd sa f o r c e et sa v i v a -homme des cavernes homme c i -v i l i s e rarement en de f a u t perdu l a pe r s p i c a -c i t e c i t e e x e r c i c e s de f o r c e et f i n e s -se de 1' ouie ne s e r a i t p l u s capa-b l e n ' a r r i -v a l t a reconnai-t r e - Sy + Se + S ? - Se + Sy • Se - Sy' - Se Sy + Se - Se ( Sy : syntaxique Se : semantique ) Les o p p o s i t i o n s sont respectees a l ' i n t e r i e u r des termes parce que l a metaphore indique precisement 1'oppo-s i t i o n entre l a NATURE et l a CULTURE, envisage au niveau Charlus/Vaugoubert, homme des cavernes/homme c i v i l i s e et sens u t i l i s e / s e n s non u t i l i s e . Cette o p p o s i t i o n est repre-sentee graphiquement par l e s doubles l i g n e s v e r t i c a l e s . ( A 1 / B 1 ') - ( A 2 / B 2 ) = ( A 3 / B 3 ) (2) Amour Voyage A 1 p l a i s i r q u ' i l eut pu con n a i t r e avec e l l e - Sy + Se 2 A au l i e u de v i s i t e r l e pays " Sy + Se B 1 r e s t e r dans son "quant a s o i " + Sy - Se 2 «-B c o n f i n e dans sa chambre + Sy - Se C 1 s u b s t i t u e r un p l a i s i r d i f f e r e n t (en e c r i v a n t a. une ancienne m a i t r e s -se de v e n i r l e r e j o i n -dre) + Sy - Se 2 C en regardant des vues de P a r i s + Sy - Se 11 y a equivalence a l ' i n t e r i e u r des termes memes de 1'op p o s i t i o n generale de l a metaphore AMOUR/VOYAGE, e n v i -sagee au niveau de 1'a c t i o n et de 1 * i n a c t i o n . Cette oppo-s i t i o n est representee graphiquement par l a double l i g n e h o r i z o n t a l e . ( A 1 B A 2 ) / ( B 1 = 3 2 ) I ( C 1 = C 2 ) Nous n'avons examine en d e t a i l q u ' u n e infime p a r t i e des metaphores que l'on trouve dans A l a recherche du temps  perdu. II semble cependant assez raisonnable de supposer que l e s autres metaphores entrent s o i t dans l'une de ces categories, s o i t dans un format plus complexe, mais dont l e s categories considerees formeraient l a base. On ne peut certes pas plus p a r l e r de l a metaphore de Proust en termes analytiques que l'on ne peut depeindre l e s a i l e s de l a Lithenee bleue en termes d'entomologie ou decrire l e chant du rossignol en termes d'omithologie. Entomologistes parlant peinture et o r n i t h o l o g i s t e s par-l a n t musique, nous n'avons qu'effleure ce mystere de l a musique et de l a peinture de Proust. Mais c'est precisement cette q u a l i t e de son s t y l e qui f a i t de l u i l e sujet i d e a l pour une etude sur l a meta-phore* L'on peut tout naturellement y demonter l e mecanis-me d'un procede qui, tant par l e vague a l l u s i f que par l a rigueur struc t u r a l e , f a i t jouer toutes l e s f a c e t t e s d'une meme r e a l i t e . La valeur communicative d'une metaphore t i e n t en ce qu'elle a de neuf et d'inattenduj e l l e a l e r t e et convaincj e l l e e v e i l l e e n f i n l a connaissance latente contenue en chacun, ce qui f a i t qu'en l i s a n t Proust on a souvent l a sensation de re-connaitre ce que l'on ne 51 c o n n a i s s a i t pas ou que 1 ' o n ne c o n n a i s s a i t peut-etre que sous une autre forme. La grande prose e s t l ' a r t de c a p t e r un sens q u i n*avait jamais ete o b j e c t i v e jusque l a et de l e rendre a c c e s s i b l e a. tous ceux q u i p a r l e n t l a meme langue. M. Merleau-Ponty 1 1 52 NOTES SUR LE CHAPITRE I I 1 Toutes l e s c i t a t i o n s sont t i r e e s de Marcel Proust, A l a recherche du temps perdu ( P a r i s , G a l l i m a r d , B i b l i o t h e q u e de l a P l e i a d e , 1966), 3 v o l . Les c h i f f r e s romains renvoient aux t r o i s volumes et l e s c h i f f r e s arabes aux pages. 2 Gerard Genette, "Metonymie chez Proust, ou l a n a i s -sance du R e c i t " , Poetique, No 2 (1970), p. 156, note 1. 3 M. Kerleau-Fonty, La prose du monde ( P a r i s , G a l l i m a r d , 1969), p. i v . 4 I b i d . , pp. 42-43. 5 V o i r E l l i Kong'as Maranda, "Theory and P r a c t i c e of R i d d l e A n a l y s i s " , J o u r n a l of American F o l k l o r e , 84, No 331 (1971). 6 G. Genette, op. c i t . , p. l 6 l . 7 I b i d . . p. 162. 8 Ibid.« p. 162, note 22. 9 V o i r T. Todorov, I n t r o d u c t i o n a l a l i t t e r a t u r e f a n t a s -t i q u e ( P a r i s , S e u i l , 1970), p. 68. 10 Gaston Bachelard, Lautreamont ( P a r i s , C o r t i , 1963), p. 54. 11 Merleau-Fonty, op. c i t . 53 , CHAPITRE I I I L'ENIGME Ce c h a p i t r e considere l a forme enigmatique que prend p a r f o i s l a metaphore. Une image est o f f e r t e , dont l a d e f i -n i t i o n n'est to u t a. f a i t v r a i e n i t o u t a f a i t fausse c a r e l l e puise ses termes dans l e s deux plans du propre et du f i g u r e . C'est l a s t r u c t u r e de c e t t e metaphore que nous exa-minerons dans l a seconde p a r t i e du c h a p i t r e , apres a v o i r d'abord f a i t une breve etude de l a nature, de l a f o n c t i o n et de l ' h i s t o r i q u e de l'enigme. I - NATURE, FONCTION ET STRUCTURE  DE L'ENIGME Quel est c e t animal Qui met bas p l u s i e u r s p e t i t s Mais q u i en tue un Et l e donne a manger aux autres? (Corpus l u b a ) 1 54 On admet, en general, que l'enigme e s t basee sur une metaphore ou 1*image et l a reponse sont r e l i e e s par une f o n c t i o n commune, par un t r a i t q u ' e l l e s partagent et q u i , s e u l , s e r t a l e s j o i n d r e dans une meme pensee. Un autre genre d'enigme es t purement d e s c r i p t i f j l a question e s t p l u s ou moins l a d e f i n i t i o n de l a reponse. Mais 1'Antilope. ruminant h e r b i v o r e , q u i donne r a r e -ment naissance a p l u s de deux p e t i t s a l a f o i s , e s t pour-t a n t l a reponse a l a q u e s t i o n posee p l u s haut. L a d e f i n i -t i o n est fausse, l a metaphore i n e x i s t a n t e , mais l a q u e s t i o n e s t indeniablement une enigme, reconnue comme t e l l e par ceux q u i l ' e m p l o i e n t , meme s ' i l s ont o u b l i e l e mythe ou, peu t - e t r e , une A n t i l o p e Cannibale f i g u r a i t . S i nous commen§ons par 1*exception p l u t o t que par l a r e g i e , c'est pour i n d i q u e r des l e debut que l e s enigmes, comme l e s proverbes, sont des formes p o p u l a i r e s , v i v a n t e s , q u i s'erodent et se r e n o u v e l l e n t , et que 1*exception y est presque autant l a r e g i e que l a r e g i e elle-meme. A) NATURE DE L'ENIGME. A r i s t o t e semblait ne concevoir l'enigme que comme meta-phore, c e l l e - c i impliquant c e l l e - l a . Une enigme peut en e f f e t p a r f o i s se r e d u i r e a. une metaphore, ou a un groupe de 55 metaphores, dont l ' e m p l o i n'est pas encore d'usage courant et dont 1 ' e x p l i c a t i o n ne saute pas immediatement aux yeux. S i nous nous i n t e r e s s o n s s u r t o u t a c e t aspect metaphori-que de l'enigme, i l ne f a u t pas pour c e l a i g n o r e r l'enigme q u i , e l l e , d e c r i t simplement ce q u ' e l l e designe, sans se s o u c i e r d'en d i s s i m u l e r l ' i d e n t i t e par une metaphore derou-t a n t e . L'enigme metaphorique et l'enigme d e s c r i p t i v e presen-t e n t done une d i f f e r e n c e e s s e n t i e l l e de fond. Nous ajoutons a. c e l a une d i f f e r e n c e de formet s i l'enigme est b i e n une q u e s t i o n , c e l l e - c i n'est pas necessairement posee d'une maniere e x p l i c i t e . De nombreuses enigmes en e f f e t prennent l a forme d'un enonce categorique et p a r a i s s e n t t o u t a u s s i peremptoires qu'un proverbe. Nous verrons p l u s l o i n que quelqu'un d'etranger a. l a c u l t u r e (en 1 *occurence Jean Paulhan et l a c u l t u r e malgache) eprouve p a r f o i s de s e r i e u -ses d i f f i c u l t e s a d i s t i n g u e r l ' u n de 1 ' a u t r e . Cette d i f f i -c u l t e ne se presente jamais pour ceux q u i f o n t usage de ces proverbes et de ces enigmes. Leur nature et l e u r f o n c t i o n sont en e f f e t d i f f e r e n t e s , et aucune co n f u s i o n ne p o u r r a i t se c r e e r dans 1 ' e s p r i t de ceux q u i l e s emploient. Mais ces d i f f e r e n c e s de fond (metaphore/description) et de forme ( q u e s t i o n e x p l i c i t e / i m p l i c i t e ) que nous trouvons 56 dans l'enigme semblent suffisamment importances, s u r t o u t s i nous considerons l a . b r i e v e t e du genre, pour que nous soyons mene a nous demander s ' i l s ' a g i t b i e n d'un genre p a r t i c u l i e r . Archer T a y l o r , dans son etude The L i t e r a r y R i d d l e Before 1600 , demontre l a c o n t i n u i t e h i s t o r i q u e de l'enigme. I I d:-. tingue tout' d'abord l ' e n i g -me p o p u l a i r e de l'enigme l i t t e r a i r e . Une double d i s t i n c - ' t i o n , de forme e t de fond, se presente l a encore. Pour l a forme, un simple exemple s u f f i r a , q u i n'a d ' a i l l e u r s b e s o i n d'aucun commentaire. L'image d'une maison (eau) q u i s o r t par ses propres f e n e t r e s ( m a i l l e s d'un f i l e t de peche) es t l a meme dans l e s deux cas. Une v e r s i o n p o p u l a i r e de Bretagne donne l'enigme suivantet "Les v o l e u r s ont p r i s moi et ma maison; ma maison s o r t par l e s c r o i s e e s , et moi seule je r e s t e en p r i s o n . Un poi s s o n p r i s au c a r r e l e t . " La v e r s i o n l i t t e r a i r e de L a r i -veau de c e t t e meme enigme prend l a forme s u i v a n t e j J ' e s t o i s en ma maison v i v a n t p a i s i b l e m e n t , L o i n des mutins debats d'une guerre i n t e s t i n e , Quand je f u s a s s a i l l y d'une trope mutine, Qui me t i n t assiege assez e s t r o i c t e m e n t . Hardy, je r e s i s t a y des l e commencement A ses p l u s durs assaux, et d'une ruse f i n e , Me pensant g a r a n t i r d'une proche r u i n e . Or dega, or d e l a , m'eschappa finement. T o u t e s f o i s , a. l a f i n , je ne peu s i b i e n f a i r e Que ne tombasse es mains de ce f i e r a d v e r s a i r e , Qui, s i t o s t q u ' i l m'eut p r i n s , c r u e l , me mit a ^ " i ^ . mort. 5 7 Et ce malheur n'advint par ma maison, q u i dextre Les sentant approcher, s a u l t a par l a f e n e s t r e , E t s ' e n f u i t , me l a i s s a n t sans aide et sans support. La seconde d i s t i n c t i o n e st c e l l e du fond. S i l ' e n i g -me p o p u l a i r e s*attache en e f f e t l e p l u s souvent a. d e c r i r e d'une maniere metaphorique des o b j e t s concrets (une nave t t e , une a i g u i l l e , e t c . ) , l'enigme l i t t e r a i r e , e l l e , ne s ' e f f r a i e pas de s'attaquer a. des s u j e t s a b s t r a i t s . I I semble meme q u ' e l l e a i t ete f a s c i n e e par elle-meme. Nous ne c i t e r o n s que deux exemples de c e t i n t e r e t i un sonnet d e s c r i p t i f de Catone 1'Uticense et un sonnet metaphorique de G a l i l e o G a l i l e i i D i c h i a r o G e n i t o r oscuro F i g l i o , Ma quanto oscuro piu. tanto p i u b e l l o a Sconosciuto men voj ma mai son q u e l l o , Che a l ' a s p e t t o rassembro, e che s o m i g l i o . V a r i e sembianze, e strane forme p i g l i o , Facendomi c o s i Proteo n o v e l l o . Quei, che g i a sa c h i son, come m'appello, V i e n per saper c h i son meco a c o n s i g l i o . Senza n u l l a l e v a r d i quanto tegno Intorno per v e s t i r , mi pu6 s c o p r i r e Tutto da capo a p i e c h i ha qualche ingegno. Non ve l ' a b b i a t e a malj i o v i so d i r e , Che'l mio gusto maggior, vanto i l p i u degno, E i l v e d e r v i per me s t a r v i a i m p a z z i r e , (Catone) Mostro son'io p i u strano e p i u deforme Che l ' A r p i a , l a S i r e n a o l a Chimeraj ne i n t e r r a , i n a r i a , i n acqua e aleuna f i e r a , ch'abbia d i membra c o s i v a r i e forme. 58 Parte a par t e non 6 , che s i a conforme: P i u che s'una s i a bianca, e ^ l ' a l t r a n e r a i Spesso d i C a c c i a t o r d i e t r o 6 una s c h i e r r a , Che de' m i e i p i e van r i n t r a c c i a n d o l'orme. N e l l e tenebre oscure e i l inio soggioroo, Che se dal ' l ' ombre a l c h i a r o lume passo, Tosto l'alma da me sen fugge, come Sen fugge i l sonno a l l ' a p p a r i r d e l g i o r n o , e l e mie membra d i s u n i t e l a s s o , e l ' e s s e r perdo con l a v i t a , e ' l nome. ( G a l i l e o ) 6 Le premier sonnet se base uniquement sur l a q u a l i t e proteenne de l'enigme, changeante et multiforme, et sur son but: derouter et i n t r i g u e r , t i r a n t sa beaute de son o b s c u r i t e meme, Le second sonnet d e c r i t metaphoriqueraent l'enigme comme un raonstre difforme v i v a n t dans l e s tenebres. Mais l e second q u a t r a i n s u r t o u t e s t i n t e r e s s a n t c a r i l i n d i -que b i e n l a s t r u c t u r e de l'enigme t e l l e que nous l a montre-rons dans l a deuxieme p a r t i e de ce c h a p i t r e : 1 * o p p o s i t i o n des termes de l'enigme est cl a i r e m e n t representee par l a c o n t r a d i c t i o n des p a r t i e s de ce monstre, q u i ne s'accordent jamais. De meme, l ' a n a l y s t e d'enigmes est b i e n ce Chasseur s'acharnant a r e t r a c e r l e s pas d'un monstre tenebreux, p l u s etrange que l a Harpie, l a Sir e n e et l a Chimere, et q u i ne peut se v a i n c r e — p e r d a n t son nom et sa v i e simultanement'' 7--que grace aux i n d i c e s q u ' i l l a i s s e sur sa p i s t e . 59 B) FONCTION DE L'ENIGME. S i l a metaphore, l i t t e r a i r e ou au t r e , est de c r e a t i o n i n d i v i d u e l l e (autrement e l l e devient " e x p r e s s i o n " , c l i c h e " , o e t c . ) j s i l e proverbe e s t de forme f i x e mais d ' a p p l i c a t i o n i n d i v i d u e l l e j l'enigme, e l l e , s'emploie dans l e s s o c i e t e s t r a d i t i o n n e l l e s s e l o n des r e g i e s d e f i n i e s , ou du moins pre-cedees de formules f i x e s c o n v e n t i o n n e l l e s . E l l i Kongas Maranda d e c r i t l e s echanges d'enigmes l a u en Melanesie^ comme n'etant pas rigoureusement o r g a n i s e e s i hommes, femmes, enfants meme, peuvent y p a r t i c i p e r , e t d'une maniere toute spontanee. Mais e l l e oppose s u r t o u t l ' a i s a n c e de ces echanges d'enigmes a l a solemnite de l a r e c i t a t i o n des mythes. S i on l e s compare cependant aux echanges ou l e s proverbes f o u m i s s e n t l e b e n e f i c e d'une sagesse t r a d i t i o n n e l l e , i l serable que l e s seances d'enigmes s o i e n t d'un c a r a c t e r e t o u t d i f f e r e n t J s i en e f f e t l ' e m p l o i du proverbe semble decou-l e r t o u t naturellement des c i r c o n s t a n c e s et n'est pas une f i n en s o i , l ' e m p l o i de l'enigme est a r t i f i c i e l l e m e n t i n t r o -d u i t dans une seance, organisee ou non, et en devient l a teneur meme. Nous verrons p l u s l o i n que c e l a e s t du a l a f o n c t i o n meme de l'enigme. C. Fa'ik N z u j i d e c r i t l e s seances d'enigmes lubas comme etant i n t e r d i t e s avant l a tombee de l a n u i t . Les enigmes sont i n t r o d u i t e s par une formule c o n v e n t i o n n e l l e lancee "comme une s o r t e de p r o v o c a t i o n en du e l , de d e f i , a l ' e g a r d du p u b l i c rassemble", q u i accepte non moins conventionnellement l e d e f i l a n c e . I I s ' a g i t d'un jeu , auquel l e s enfants s u r t o u t prennent p a r t . Les enigmes servent indirectement a. i n s t r u i r e ces d e m i e r s , a l e s i n i t i e r aux coutumes, aux croyances de l e u r s o c i e t e . E l l e s servent s u r t o u t , par l e u r c a r a c t e r e metaphorique, a. f o r -c e r l e s joueurs a depasser l e domaine de l ' f i v i d e n t . S i l'Snigme joue un r o l e dans l a s o c i a l i s a t i o n de 1'enfant, e l l e a un r o l e d i s r u p t i f t o u t a u s s i important. La performance s t y l i s e e qu'est l a seance d'enigmes a pour but de " d i s t r a i r e en creant l e desordre a l ' a i d e de f o r -m u l e s " 1 1 S i l e mythe confirme l ' o r d r e e t a b l i , l'enigme l e 12 remet l e p l u s souvent en qu e s t i o n . C'est c e t aspect a g r e s s i f q u i f a i t de l'enigme une manoeuvre a n t i - s o c i a l e , Mais l e s seances d'enigmes etant r e s t r e i n t e s , e l l e s permettent de c a n a l i s e r l e s f o r c e s de de-sordre a n t i - s o c i a l sous l e p r e t e x t e du j e u , D ' a i l l e u r s l'enigme, par sa reponse, r e t a b l i t l ' o r d r e un i n s t a n t menace E l l e f r o l e l e danger de suffisamment pres pour i n q u i e t e r et 61 s e r v i r de d e f i au s t a t u s quo e t , sous l'apparence d'une p l a i s a n t e r i e , se permet ce q u i n ' o s e r a i t s'exprimer se-rieusement, Dans notre s o c i e t e , l'enigme obscene e s t peut-etre l a seule q u i a i t conserve ce c a r a c t e r e i n q u i e t a n t t Q. Qu'est-ce q u i entre l o n g et dur E t r e s s o r t mou et gluant? R. Un baton de chewing gum. Round as an apple, S o f t as a plum, A s l i t i n the middle, H a i r a l l around, R, An eye.13 I I s ' a g i t l a d'enigmes purement d e s c r i p t i v e s , et l a metaphore, s i e l l e e x i s t e , n ' e x i s t e que dans n o t r e e s p r i t . Mais c'est precisement c e t t e metaphore i m p l i c i t e q u i se r e b e l l e contre nos r e g i e s de s a v o i r - v i v r e q u i excluent l e s a l l u s i o n s s e x u e l l e s l o r s q u * e l l e s ne se v o i l e n t pas d'un euphemisme accept a b l e . De l ' o r d r e cree par ces r e g i e s , l a q u e s t i o n de l'enigme f a i t emerger l e desordre de l'obsce-n i t e i n t e r d i t e . Seule l a reponse pourra r e t a b l i r c e t ordre momentanement menace et pour l e q u e l un baton de chewing gum ou un o e i l n ' o f f r e n t aucun danger. S i l e s echanges d'enigmes sont u n i v e r s e l l e m e n t passes au rang de jeux pour adultes et enfants, l e u r r o l e , t e l q u ' i l a p p a r a i t dans l a mythologie, semble e t r e p l u t o t c e l u i 62 qu'a l'echange de proverbes sur l e p l a n humain. Nous ver-rons que c e u x - c i servent a e t a b l i r l a s u p e r i o r i t y d'un i n t e r l o c u t e u r l o r s d|une dispute r e e l l e ou simulee. Or, dans l e domaine mythologique, l'enigme joue souvent ce r o l e . Mais sa s o l u t i o n — a s s u r a n t l a v i c t o i r e a un c o n t e s t a n t — p e u t a v o i r un r e s u l t a t beaucoup p l u s dramatique. L'enjeu de l ' e n i g -me peut en e f f e t e t r e l a mort, comme nous l e voyons p a r f o i s dans l a l i t t e r a t u r e et l a mythologie c l a s s i q u e , b i b l i q u e ou nordiquei Samson, voyant son enigme r e s o l u e et devinant que l a s o l u t i o n a v a i t ete obtenue par t r a i t r i s e , massacra t r e n t e de ses a d v e r s a i r e s (Juges. 14)j l'enigme du Sphinx, dont l a reponse n ' a v a i t jamais ete devinee avant Oedipe, s i g n i f i a i t l a mort c e r t a i n e pour q u i o s a i t pretendre a l a resoudre: devant l a v i c t o i r e d'Oedipe, l e Sphinx p r e f e r a se t u e r ^ j l e dieu Odin et un geant engagerent une l u t t e d'enig-mes aux dimensions epiques, et une legende veut qu'Homere s o i t mort d ' h u m i l i a t i o n pour a v o i r du l a i s s e r une enigme sans reponse. C) STRUCTURE DE L'ENIGME. Comment l a s t r u c t u r e de l'enigme r e f l e t e - t - e l l e c e t t e t e n t a t i v e de d i s r u p t i o n , c e t t e a t t e i n t e a l ' e q u i l i b r e , ce d e f i momentane a l ' o r d r e e t a b l i ? "Die w i r k l i c h e n Volksratsel"« l a v r a i e enigme, e t a i t d e c r i t e en 1899 par Robert P e t s c h 1 ^ comme comportant l e s c i n q elements s u i v a n t s t deux formules d*encadrement, l'une servant d ' i n t r o d u c t i o n , 1'autre terminant l'enigme; un noyau denominatif topique; un noyau d e s c r i p t i f ; et ce que Georges et Dundes t r a d u i s e n t par "block element" et F a i k N z u j i par "element sans s i g n i f i c a t i o n " . La p l u p a r t des analyses s t r u c t u r a l e s d'enigmes se basent sur l e s elements de Petsch, meme s i e l l e s ne s'en servent que pour l e s r e f u t e r ou l e s renommer. T a y l o r 1 ^ v o i t l'enigme, au sens s t r i c t du mot, comme comparant deux o b j e t s q u i sont totalement d i f f e r e n t s , et r e d u i t l e s elements d e s c r i p t i f s a deux» l ' u n p o s i t i f , 1*autre n e g a t i f t et ces deux elements c o n s t i t u e n t s e l o n l u i l a s t r u c t u r e e s s e n t i e l l e de l'enigme. L'element p o s i t i f e s t metaphorique par rapport a l a reponse, mais i l e s t enonce de t e l l e s o r t e que l ' a u d i t e u r e s t mene a. l e prendre l i t t e -ralement. L'element n e g a t i f , l u i , e s t correctement i n t e r -p r e t e d'une maniere l i t t e r a l e , et correspond au "block" de Petsch. Par exemplet "Qu*est-ce q u i a des dents et ne peut pas manger?" L'element d e s c r i p t i f dents est metaphorique par rapport a l a reponse peigne, t a n d i s que 1'element d e s c r i p -t i f n e g a t i f ne peut pas manger est l i t t e r a l . L a co n f u s i o n de l ' a u d i t e u r p r o v i e n t de ce q u ' i l a p r i s l a d e s c r i p t i o n f i g u r e e pour une d e s c r i p t i o n l i t t e r a l e . Georges et Dundes, dans l e u r a r t i c l e "Toward a S t r u c -t u r a l D e f i n i t i o n of the R i d d l e " , ou i l s f o n t l ' h i s t o r i q u e de 1'analyse de l'enigme, mentionnent que T a y l o r reformule a i l l e u r s 1 ^ sa d e f i n i t i o n de l'enigme v e r i t a b l e et l a v o i t c o n s i s t a n t en une vague d e s c r i p t i o n generale contenant un d e t a i l s p e c i f i q u e q u i semble c o n t r e d i r e ce q u i precede, Mais l e s auteurs demontrent l a f a i b l e s s e de c e t t e d e f i n i t i o n en observant que meme dans c e r t a i n e s enigmes q u i possedent l e s elements d e s c r i p t i f s n e g a t i f s et p o s i t i f s , 1'element p o s i t i f n'est pas necessairement metaphorique, n i 1'element n e g a t i f l i t t e r a l . Par exemplet "Quand i l v i e n t , i l ne v i e n t pasi quand i l ne v i e n t pas, i l v i e n t " ( l e r a t et l e m a i s ) . Ou encore, c e t t e autre enigme, dont l e s e l e -ments, p o s i t i f et n e g a t i f , doivent tous deux e t r e entendus metaphoriquementi " I know something got hand an' don't wash i t s fa c e " ( c l o c k ) , dont 1'equivalent f r a n g a i s s e r a i t sans doutei "Qu'est-ce q u i a des a i g u i l l e s et ne coud pas?" Georges et Dundes cherchent a l o r s a f o u r n i r une d e f i -n i t i o n q u i puisse a l a f o i s i n c l u r e l e s enigmes que c e l l e de T a y l o r ne couvre pas, et ex c l u r e t o u t ce q u i , par ses carac-t e r i s t i q u e s raorphologiques, a p p a r t i e n t a un autre genre. C e c i peut e t r e accompli grace a. 1*analyse s t r u c t u -r a l e , en r e d u i s a n t l e t e x t e a sa p l u s p e t i t e u n i t e analy-t i q u e i 1'element d e s c r i p t i f . C'est ce que f a i s a i e n t a u s s i Petsch et T a y l o r , mais Georges et Dundes d e f i n i s s e n t a i n s i c e t element d e s c r i p t i f i i l se compose d'un topique et d'un commentairej l e topique e s t l e r e f e r e n t apparent, c ' e s t - a -d i r e q u ' i l e s t l a chose apparemment d e c r i t e j l e commentaire est une a s s e r t i o n f a i t e sur l e topique, concernant en gene-r a l sa f o n c t i o n , sa forme ou son a c t i o n . De c e t t e d e f i n i t i o n de 1'element d e s c r i p t i f q u i compose l'enigme, l e s auteurs a b o u t i s s e n t a c e t e s s a i de d e f i n i t i o n du genre: "Une e n i g -me est une exp r e s s i o n v e r b a l e t r a d i t i o n n e l l e , c o n s t i t u t e d'un ou p l u s i e u r s elements d e s c r i p t i f s — d e u x d'entre eux pouvant e t r e en o p p o s i t i o n ; l e r e f e r e n t des elements e s t 18 ce q u ' i l f a u t deviner." C e t te d e f i n i t i o n generale permet une c l a s s i f i c a t i o n en enigmes non o p p o s i t i o n n e l l e s , metaphoriques ("Deux ran-gees de chevaux blancs sur une c o l l i n e rouge, R,-Les dents") et l i t t e r a l e s ("Qui est-ce q u i h a b i t e dans l a r i v i e r e ? R.-Les p o i s s o n s " ) , et enigmes o p p o s i t i o n n e l l e s . c o n t r a d i c t o i r e s a n t i t h e t i q u e s ("Un homme q u i n'est pas un homme, a tue un oiseau q u i n'est pas un oiseau , sur un arbre q u i n'est pas 66 un arbre, avec un f u s i l q u i n'est pas un f u s i l . R.- Un p e t i t gar?on a tue un p a p i l l o n avec un f u s i l a a i r sur une canne a. s u c r e " ) c o n t r a d i c t o i r e s p r i v a t i v e s ("Qu*est-ce q u i a une tete,mais pas de cheveux? R.- Une epingle") et c o n t r a d i c t o i r e s causales ("Qu'est-ce q u i plonge dans l'eau, en r e s s o r t , et n'est pas m o u i l l e ? R.- Un oeuf dans 1 ^ v e n t r e d'un canard"). Notre etude s ' i n t e r e s s e s u r t o u t a l'enigme metapho-r i q u e q u i e s t , d ' a i l l e u r s , l a p l u s r e p a n d u e — e t l a seconde p a r t i e de ce c h a p i t r e s'attache a demonter l e mecanisme q u i , de deux truismes, p r o d u i t une metaphore trompeuse. ' I I - METHODES D'ANALYSE STRUCTURALE  DE L'ENIGME METAPHORIQUE Deux etudes s t r u c t u r a l e s de l'enigme ont retenu notre a t t e n t i o n , c e l l e d ' E l l i Kongas Marandai " S t r u c t u r e des Enigmes" 1^, q u i i l l u s t r e sa methode par des exemples t i r e s du f o l k l o r e enigmatique f i n l a n d a i s , et c e l l e de Clementine F a l k N z u j i s Enigmes L u b a s — S h i n g a — , q u i applique l a sienne a un corpus de deux cents enigmes l u b a s . Dans l e s deux cas, l e s enigmes ont ete t r a d u i t e s et commentees par l e s auteurs. Les deux methodes nous semblent se completer, et nous desirons eprouver l a v a l i d i t e de c e t t e t h e o r i e en combinant l a methode Kongas Maranda et l a methode F a l k N z u j i , et en appliq u a n t l a double methode au corpus f i n l a n -La methode Kongas Maranda prend comme p o i n t de de-p a r t l a s t r u c t u r e l a p l u s simple? c e l l e de Fa'ik N z u j i l a s t r u c t u r e l a p l u s elaboree. I I y a la. une d i f f e r e n c e i n t e -ressante et r e v e l a t r i c e j l a premiere methode es t concep-t u e l l e e t , prenant l a s t r u c t u r e l a p l u s simple, d e f i n i t 1*aspect general de l a metaphore enigmatique; l a seconde methode es t d e s c r i p t i v e e t , demontrant l a s t r u c t u r e t e x -t u e l l e l a p l u s developpee (mais non l a p l u s repandue), congoit l e s autres s t r u c t u r e s comme des v a r i a t i o n s ou des s i m p l i f i c a t i o n s de c e t t e s t r u c t u r e de base. La premiere analyse ne peut a l l e r qu'en s * e l a r g i s s a n t et en se compli-quantj l a seconde qu'en se r e t r e c i s s a n t et en se s i m p l i f i a n t . I - Methode Kongas Marandat s t r u c t u r e simple. d a i s et aux enigmes a f r i c a i n e s . I signans IV (premisse v a r i a b l e ) I I (premisse ' constante) V signatum^ (terme cache) (premisse v a r i a b l e ) Le raisonnement se deroule dans l ' o r d r e s u i v a n t i I « terme donne (signans) - I I i premisse constante -I I I » premisse v a r i a b l e ( r e l i e e au signans) - IV t pre-misse v a r i a b l e ( r e l i e e au signatum) - V t terme cache , l a reponse (signatum), La formule q u i accompagne c e t t e analyse e s t i A = B f x A 5 f x B Une r e l a t i o n d'equivalence est e t a b l i e entre deux termes A et B, grace a une f o n c t i o n x q u i l e u r est commune. Sur e l l e repose l a r e l a t i o n entre l e s deux termes. I I - Methode Fa'ik N z u j i : s t r u c t u r e l a p l u s elaboree. La s t r u c t u r e p a r t d'un enonce attendu: S ( s u j e t ) • P 1 ( p r e d i c a t 1) ( X 1 Y 1) + P2 ( p r e d i c a t 2) (X2 Y2) q u i donne l a formule d'enigme s u i v a n t e i S t r u c t u r e I t S + PI (XI Y2) + P2 (X2 Y l ) Le phenomene de croisementt XI X2 Y l Y2 p r o v i e n t du f a i t que, logiquement—ou c o n v e n t i o n n e l l e m e n t — ( Y l ) est a s s o c i e a (XI) et que (Y2) est a s s o c i e a. (X2) j tan-d i s que dans 1'enonce de l'enigme, nous trouvons (Y2) trans-" 7 f e r e a. (XI) et ( Y l ) a. ( X 2 ) . A f i n de comparer 1 * a p p l i c a t i o n des deux methodes, examinons d'abord l''exemple f i n l a n d a i s , enigme de base c h o i s i e par Kongas Maranda pour 1 * i l l u s t r a t i o n de sa me-thode. (1) Q. Un cochon deux g r o i n s R. La charrue ( t r a d i t i o n n e l l e charrue f i n n o i s e a deux socs) A) Kongas Marandai I signans un cochon IV premisse v a r i a b l e deux I I I premisse constante a g r o i n ( s ) V signatum une charrue I I I premisse v a r i a b l e un I - I I - I I I c o n s t i t u e un truisme (un cochon a un g r o i n ) , V-IV-II est un autre truisme (une charrue a deux s o c s ) . De 1 ' i n t B r s e c t i o n de ces deux truismes est c o n s t i t u t e l'enigme, B) F a i k N z u j i t C e t te enigme s e r a i t c l a s s i f i e e i S t r u c t u r e I I , type 1, Categorie D. (lk% du corpus l u b a f a i t p a r t i e de c e t t e c a t e -g o r i e ) . L ' e x p l i c a t i o n de l a c l a s s i f i c a t i o n donnej S t r u c t u r e I I > d i s t i n g u e e par l e c a r a c t e r e moins elabore du p r e d i c a t , type 1 t de s t r u c t u r e S -t P : s u j e t s u i v i d'un pre-7 0 d i c a t ; c a t e g o r i e D : P presente un c a r a c t e r e i n a t t e n d u , ou une anomalie e s t contenue dans l e rapport entre P et S. La s u p e r i o r i t e i n c o n t e s t a b l e de 1*analyse de Kongas Maranda dans l e cas de c e t t e enigme c o n s i s t e en ce que 1 * i n c l u s i o n de l a reponse f a i t r e s s o r t i r l e c a r a c t e r e metaphorique de l'enigme, q u i n'apparalt pas dans 1'analyse de F a i k N z u j i . Procedons maintenant a 1'experience i n v e r s e , en nous servant de l'enigme l u b a q u i s e r t d * i l l u s t r a t i o n a l a s t r u c -t u r e I , l a p l u s developpee du corpus. (2) Q. Quel e s t ce seigneur R. L'herbe ( e l l e se cou-Qui s ' h a b i l l e l a n u i t vre de rosee l a n u i t , E t se d e s h a b i l l e l e jour? mais l a rosee s'eva-pore l e j o u r ) • A) F a i k N z u j i : S : S u j e t : Quel est ce seigneur PI : P r e d i c a t 1 : q u i s ' h a b i l l e (XI) l a n u i t (Y2) XI Y2 P2 » P r e d i c a t 2: q u i se d e s h a b i l l e (X2) l e j o u r ( Y l ) X 2 ^ Y 1 formule: S + PI (XI Y2) + P2 (X2 Y l ) B) Kongas Maranda: Nous avons vu dans l e diagramme de l'enigme "Un cochon deux g r o i n s " , que 1 ' i n t e r s e c t i o n des truismes c o n s t i t u e une 71 enigme. Nous obtenons l e double diagramme s u i v a n t pour l'enigme a f r i c a i n e : I - Seigneur V-herbe I V - l a n u i t I l - s ' h a b i l l e I l l - l e j o u r I - Seigneur I V - l e j o u r / I l - s e d e s h a b i l l e V-herbe I l l - l a n u i t l a formule e s t : f x A = *5E B (1) f o n c t i o n X' s ' h a b i l l e r , du Seigneur ( A ) = f o n c t i o n X' s'humecter, de l'herbe ( B ) . (2) f o n c t i o n X" se d e s h a b i l l e r , du Seigneur ( A ) = f o n c t i o n X" se dessecher, de l'herbe ( B ) . La premiere methode, dans son e c r i t u r e de l a formule, r e p r o d u i t fidelement l e procede l o g i q u e q u i a mene a c e l l e -c i . La seconde methode c o n c o i t une metaphore a p r i o r i , et f a i t dependre l a s t r u c t u r e de 1'equivalence e s s e n t i e l l e : A = B et f x A = f x B 72 II s ' a g i t l a du procede metaphorique en s o i , dont l e s a p p l i -c a t i o n s s'etendent "bien au-delade l'enigme. Kongas Maranda c i t e et analyse une centaine d*enigmes f i n l a n d a i s e s q u i , t o u t e s , ont comme p o i n t de depart une metaphore, et sa methode semble s'appliquer exclusivement a. l'enigme a metaphorei que c e t t e enigme s o i t simple, compo-see, renversee, en s e r i e , paradoxale, e l l e repose e s s e n t i e l - • lement sur une metaphore. C'est pour c e l a que 1 ' i n c l u s i o n de l a reponse est i n d i s p e n s a b l e a 1'analyse de l a s t r u c t u r e . L'auteur f a i t cependant l a d i s t i n c t i o n entre ce q u ' e l l e a p p e l l e "enigme a metaphore" et "enigme a paradoxe": II semble j u s t e de d i v i s e r l e s enigmes en deux c a t e g o r i e s p r i n c i p a l e s . L'une ou deux ensem-b l e s , au sens l o g i q u e , sont rassembles dans une metaphore pour e t r e l e s elements d'un super-ensemble, et 1'autre ou un ensemble et son com-plement sont presentes comme ayant une f o n c t i o n l o g i q u e commune. J ' a p p e l l e enigme a metaphore 1'union de deux ensembles, et enigme a paradoxe l e u r i n t e r s e c t i o n . 2 0 En d'autres termes, " l a metaphore est un rapport c r o i s e entre deux truismes, l e paradoxe e s t 1 ' o b j e c t i o n a un t r u i s -me." 2 1 I I nous semble cependant que meme l'enigme a paradoxe doive se c l a s s e r dans l e groupe de l a metaphore enigmatique. Kongas Maranda donne 1* exemple su i v a n t (p. 3 D ' II donne c o n s e i l a a u t r u i , lui-meme ne s a i t r i e n . R. Les signaux r o u t i e r s . 73 Le truisme d i r a i t i c e l u i q u i s a i t (A) fonctionne comme i'fa). L'enigme d i t : c e l u i q u i ne s a i t pas (A) fonctionne comme ( f a ) . La s t r u c t u r e des enigmes a paradoxe. La s t r u c t u r e des enigmes a metaphore i l l u s t r e l e ras semblement des deux ensembles (p. 14): Mais meme s i l a forme de l'enigme n'est p l u s a meta-phore, mais a paradoxe, e l l e s ' i n s c r i t cependant dans un contexte metaphorique general ou l e s signaux sont p e r s o n n i -f i e s . Dans un autre ouvrage: "Theory and P r a c t i c e of R i d d l e A n a l y s i s " , ou l ' a u t e u r analyse c e r t a i n e s enigmes l a u ( l ^ a l a i -t a ) , c e l l e s q u i sont mentionnees sont a u s s i metaphoriques, et l a methode s'applique sans d i f f i c u l t e . Le corpus l u b a c i t e , par contre, c o n t i e n t bon nombre d'enigmes purement d e s c r i p t i v e s , du type: (3) Q. Quel est cet o b j e t (formule d ' i n t r o d u c t i o n conven-t i o n n e l l e ) q u ' i l s u f f i t d'un r i e n pour b r i s e r ? R. Un oeuf, 74 (4) Q. Quel est cet animal q u i prend l a c o u l e u r de l a f o -r e t q u ' i l h a b i t e ? R. Le cameleon. (5) Q. Q u e l l e est c e t t e chose q u i est a. l a f o i s r a t et oiseau? R. La chauve-souris. La methode Kongas Maranda ne peut s'appliquer a de t e l l e s enigmes, et l a methode Fa'ik N z u j i ne peut que l e u r a t t r i b u e r l a s t r u c t u r e t r e s generalet S 4 P, et l e s c l a s s i -f i e de l a maniere suivantet (3) * S t r u c t u r e I I , type 1, c a t e g o r i e D #2 (ou P ne presen-t e pas un c a r a c t e r e i n a t t e n d u ) • (4) et (5) » S t r u c t u r e I I , type 1, c a t e g o r i e #1 (ou P pre-sente un c a r a c t e r e p l u s ou moins i n a t t e n d u ) . Mais c e t t e c a t e g o r i e d'enigmes ne nous i n t e r e s s e pas dans l e cadre de notre etude. I I nous semble p l u s i n t e r e s s a n t de c o n s i d e r e r l e s deux methodes et de v o i r dans q u e l l e mesure e l l e s peuvent se completer. L ' a r t i c l e de Kongas Maranda s'appuie sur " l ' i d e e qu'une enigme est une e n t i t e s t r u c t u r a l e , necessairement r 22 coraposee de deux p a r t i e s , 1'image et l a reponse." A i l l e u r s , l ' a u t e u r demontre l e mecanisme de l a f o r m u l a t i o n de 1'enigmei Pour former une image d»enigme, i l n'est pas s u f f i s a n t de nommer un terme et une f o n c t i o n q u i s o i t v r a i e par rapport au terme. Un e l e -ment supplementaire d o i t etre i n t r o d u i t , c ' e s t -a - d i r e une f o n c t i o n q u i n'appartienne pas au terme, mais serve a i n d i q u e r l a reponse, f o u r -n i s s a n t un i n d i c e au devineur." 23 F a i k N z u j i , au c o n t r a i r e , indique dans son l i v r e que " c ' e s t dans l a q u e s t i o n que r e s i d e l'enigme proprement d i t e . " E l l e s u i t en c e l a l a pensee de T a y l o r , et Geor-ges et Dundes, L'enigme est consideree comme etant en gene-r a l c o n s t i t u t e d'un ensemble d'elements: c e r t a i n s r e n s e i -gnements aida n t l e joueur a t r o u v e r l a reponse, d'autres au c o n t r a i r e etant d e s t i n e s a. e c a r t e r l e joueur de l a r e -2? ponse. Ces s e r i e s d'elements sont f o u m i e s par l a combinai-son des p r e d i c a t s . En p a r t a n t de l a s t r u c t u r e attendue* PI (XI Y l ) et P2 (X2 Y2), 1'entrecroisement des termes X et Y donne 1'enonce enigmatique. Le terme XI e s t un ren-seignement q u i aide l e joueur, l e terme Y2 l e deconcerte. Mais, dans 1'enonce meme de l'enigme, l e s deux p r e d i c a t s semblent a p p a r t i r au s u j e t S. La combinaison des deux methodes peut, dans c e r t a i n e s occasions, apporter une a m e l i o r a t i o n a l'une et 1*autre methode1 l a methode Kongas Maranda peut p a r f o i s b e n e f i c i e r d'une f o r m u l a t i o n moins con c e p t u e l l e et theorique e t , s e r -r a n t l e t e x t e de plus pres, p o u r r a i t a i n s i t e n i r davantage compte de d e t a i l s p a r t i c u l i e r s . S i , d'autre p a r t , l a metho-76 de Fa'ik N z u j i , en adoptant 1*argument lo g i q u e de Kongas Maranda, r e n d a i t evident que, dans l'enigme metaphorique, l e second p r e d i c a t se rapporte au signatum et non au signans, comme l e premier, c e t t e methode s e r a i t beaucoup p l u s r i g o u -reuse, comme nous esperons pouvoir l e demontrer. Signans + PI (XI Y l ) 5 Signatum • P2 (X2 Y2) L ' i n t e r s e c t i o n de ces deux phrases e s t X, l a premisse cons-tante ambivalente, q u i prend l e sens XI l o r s q u ' i l s'applique au signans (e.g. groin) et l e sens X2 l o r s q u ' i l s'applique au signatum (e.g. s o c ) . Reprenons l e s deux enigmes (1) et ( 2 ) , q u i a v a i e n t s e r v i d*exemples, en accordant aux symboles l e s v a l e u r s s u i -v a n t e s i 51 > signans 52 » signatum X : premisse constante ( l e s d i f f l r e n t e s v a l e u r s de X se r e f e r e n t a des premisses constantes d i f f e r e n t e s ) . Y l 5 premisse v a r i a b l e , associee au signans ( Y l correspond a S I ) . Y2 t premisse v a r i a b l e , associee au signatum (Y2 c o r r e s -pond a S2). Nous obtenons a i n s i 1'equivalence 1 SI • PI (X Y l ) = S2 + P2 (X Y2) 77 q u i est.1'enonce de l a metaphore, t e l l e que l a con§oit Kongas Maranda, mais d e c r i t e a l a maniere de F a i k N z u j i , A) Enigme f i n l a n d a i s e t metaphore > un cochon (SI) a g r o i n (X) un ( Y l ) s une charrue (S2) a soc (X) deux (Y2) enigmet SI • (X Y2) -|S2 B) Enigme lubat metaphore #lt l e seigneur (SI) s ' h a b i l l e (X) l e j o u r ( Y l ) = l'herbe (S2) s'humecte (X) l a n u i t (Y2) enigme #lt g l + ( x Y 2 ) = [ s 2 metaphore #2t l e seigneur (SI) se d e s h a b i l l e (X" 1) l a n u i t ( Y l " 1 ) = l'herbe (S2) se desseche (X" 1) l e j o u r (Y2" 1) enigme #2» g l + ( x - l Y 2 - l } = enigme complete! SI + (X Y2) + ( X * 1 Y2" 1) =fS2j (Dans l a metaphore #1, " l e jo u r " se rapporte a. PI (et est a s s o c i e au signans) et prend l a v a l e u r Y l f " l a n u i t " se rapporte a P2 ( e t est a s s o c i e au signatum) et prend done l a v a l e u r Y2„ Ces r e l a t i o n s se trouvent i n v e r s e e s dans l a metaphore #2» " l a n u i t " se rapporte maintenant a. PI (signans) et devient pas consequent Y l " " 1 ( 1 ' i n v e r s e de Y l precedent); " l e j o u r " se rapporte a P2 (signatum) et devient Y2* 1, 1'inverse de Y2 precedent). Considerons d'autres exemples de 1 ' a p p l i c a t i o n de c e t t e conjugaison des deux methodest (6) Q. Quel est ce seigneur R. Le champignon. Qui n'a qu'une seule jambe (Corpus luba) E t un s e u l chapeau? Fa'ik N z u j i f a i t e n t r e r c e t t e enigme dans l a S t r u c t u r e I I , type 1, c a t e g o r i e C (S + P, l e p r e d i c a t t i r a n t son ca-r a c t e r e enigmatique de son c a r a c t e r e p r i v a t i f ) . Sa des c r i p -t i o n complete s e r a i t done i S + PI + P2 ( I I , 1, Ci). L ' i n c l u s i o n de l a reponse dans l a s t r u c t u r e e t a b l i t l e s deux metaphores suivantes» metaphore #1: l e seigneur (SI) a jambe(s) ( X 1 ) deux ( Y l ) 5 l e champigon (S2) a jambe (X') une seule (Y2) enigme fix g l + (x, y g ) _ S2 metaphore #2i l e seigneur (SI) a chapeau(x) (X") p l u s i e u r s ( Y l ) = l e champignon (S2) a chapeau (X") un s e u l (Y2) * n i ^ e # 2 t SI + (X" Y2) = S2 79 enigme completei_ SI + (X' Y2) + (X N Y2) = S2 L ' a t t r i b u t i o n de symboles constants X et Y aux pre-misses constantes et v a r i a b l e s de l'enigme r e s u l t e en une f o r m u l a t i o n beaucoup p l u s rigoureuse de l'enonce, nous s e m b l e - t - i l . (7) Q. Quel est ce Seigneur R. Une chique. Qui va h a b i t e r s e u l un desert (Corpus luba) Et q u i apres quelques jours A de m u l t i p l e s s u j e t s ? A) F a i k N z u j i : S t r u c t u r e attenduei PI Un r o i regnant au desert (XI) >n*a pas beaucoup de s u j e t s ( Y l ) P2 Un r o i regnant hors du desert (X2) > a beaucoup de s u j e t s (Y2) S t r u c t u r e e f f e c t i v e : PI Un r o i q u i h a b i t e l e desert (XI) >a beaucoup de s u j e t s (Y2) S 4 PI (XI Y2) B) Kongas Maranda: un r o i au desert m u l t i p l e s s u j e t s une chique aucun SO A t Un r o i q u i s'en va s e u l au desert = B t Une chique q u i penetre sous l a peau. f i n*a aucun s u j e t . x f x - l t se m u l t i p l i e rapidement. f A 5 f - 1 B s o i t encorei X X f x A = f x B C) Methode conjugueet Un r o i (SI) au desert a s u j e t s (X) aucun ( Y l ) Une chique (S2) sous l a peau a p e t i t s (X) m u l t i p l e s (Y2) Nous obtenons b i e n sur l a meme formule que F a i k Nzuji« SI + (X Y2) z j S 2 | [ , compte tenu que X represente a l a f o i s XI et X2 dans sa formule, Mais i l convient de remarquer que l e s symboles que nous employons se r e f e r e n t a. des termes constants de l a s t r u c t u r e ( l e s premisses v a r i a b l e s et constantes) et non a des termes q u i se trouvent en o p p o s i t i o n a l ' i n t e r i e u r des deux p r e d i c a t s et q u i , done, v a r i e n t avec l e s enigmess au desert ( X I ) , hors du desert (X2), peu de s u j e t s ( Y l ) , beaucoup de s u j e t s (Y2), pHr exemple dans l e cas present. (8) Q. Qu'est-ce q u i pousse sans r a c i n e s ? R. L ' e t r e hu-main (corpus f i n l a n d a i s ) . 81 A) Kongas Marandai I Arbre IV Sans r a c i n e s I I pousse V Homme^^^' ^ ^ " ^ I I I Avec r a c i n e s A i e t r e humain (signatum) ~ B i arbre (signans) et tous deux ont en commun f i q u i pousse f A = f B x x B ) F a i k Nzuji». S t r u c t u r e attenduei PI i quelque chose q u i pousse (XI) avec des r a -c i n e s ( Y l ) P2 i quelque chose q u i ne pousse pas (X2) sans r a c i n e s (Y2) St r u c t u r e e f f e c t i v e } PI » quelque chose q u i pousse (XI) sans r a c i n e s (Y2). S + PI (XI Y2) C) Double methodet L ' i n t e r s e c t i o n des deux t r u i s m e s i Arbre (SI) pousse (X) avec r a c i n e s ( Y l ) Homme (S2) pousse (X) sans r a c i n e s (Y2) ou ( Y l " 1 ) donne l'enigme suivante>  SI + (X Y2) = [S2] 82 Une f o i s de p l u s , nous obtenons l a meme formule que Fa'ik N z u j i , Mais nous pouvons v o i r des maintenant que nos symboles X (premisse c o n s t a n t e ) , Y l (premisse v a r i a b l e rattachee au signans^ et Y2 (premisse v a r i a b l e r a t t a c h e e au signatum) ne sont pas a l l o u e e s a r b i t r a i r e m e n t , mais cor-respondent au c o n t r a i r e a l a s t r u c t u r e meme de 1*enigme me-taphorique en general et non p l u s d'une enigme metaphorique p a r t i c u l i e r e * (9) Q. Sur une c o l l i n e sacree F e u i l l e s sacrees sur l e s o r b i e r . R. L'epousee. (Corpus f i n l a n d a i s ) A) Kongas Marandat La formule correspondent a c e t t e enigme e s t i f y a / f x A j f y f A s f B represente l a metaphore de base de c e t t e enigmeJ l ' e t r e humain (A) e s t comme 1'arbre (B) c a r i l s ont en commun l e u r c r o i s s a n c e (fx)» Cette metaphore se transforme en s'ac-c r o i s s a n t d'une n o u v e l l e donneet une robe de mariee (a)/epuu-see (A) = f e u i l l e s (b)/arbre ( B ) . Leur n o u v e l l e f o n c t i o n commune ( f ) est 1*ornementation. B) Double methodei Le s o r b i e r (SI) f e u i l l e s (X') sur une c o l l i n e (X") = l'epou-see (S2) vetements (X') sacres (Y'2) dans un e t a t (X") sa-83 ere (Y"2). SI T (X* Y'2) + (X M Y"2) = JS2| I I n'y a pas vraiment i n t e r s e c t i o n de truismes i c i . Les deux p a r t i e s de l a metaphore su i v e n t un cours p a r a l l e l e . Cependant, l e s deux termes J "sacree" se r e f e r a n t a " c o l l i -ne", et "sacrees" se r e f e r a n t aux f e u i l l e s , c o n s t i t u e n t une i n t r u s i o n , car i l s ne s'appliquent pas vraiment a. SI ( s o r -b i e r ) , mais a. S2 (epousee) t son e t a t d'epousee l u i confere un e t a t sacre et ses vetements de noces ont un c a r a c t e r e r i t u e l . (10) Q. Un s o l d a t ^ u r une c o l l i n e R, C o n i f e r e . Arme d'une centaine d'epees. (Corpus f i n l a n d a i s ) A) Kongas Maranda» So l d a t = C o n i f e r e epees = a i g u i l l e s C ette enigme est descriptive-metaphorique, sans aucune i n v e r s i o n des premisses v a r i a b l e s , L'enigme et l a metaphore adoptent toutes deux l a meme forme. Kongas Maranda indique (p, 15) qu'un grand nombre d*enigmes emploient l a metaphore de l ' a r b r e pour designer un e t r e humain. La metaphore est i c i renversee et l ' e t r e humain designe l ' a r b r e . La metaphore inversee est e t a b l i e 84 B) F a i k Nzuji» S t r u c t u r e I I , type 3 » l e "type l e raoins s t r u c t u r e S + P Tous l e s semes sont communsi s o l d a t / c o n i f e r e i humain/vegetal arme/porteur » seme commun e p e e s / a i g u i l l e s i o b j e t c u l t u r e l / o b j e t n a t u r e l C) Double methodet PI presente l e p l a n f i g u r e de P2 q u i n'est pas exprime. Les v a l e u r s X et Y sont communes a SI et S2» SI + (X Y) - fS2l rendent c e t t e enigme r e v e r s i b l e , S2 devient SI et l'enigme peut a l o r s s'exprimeri "Un c o n i f e r e sur une c o l l i n e , arme d'une centaine d ' a i g u i l l e s . Un s o l d a t " . Dans l a p l u p a r t des cas, l a double methode r e p r o d u i t l a f o r m u l a t i o n de F a i k N z u j i ; mais l a Constance de 1'assigna--t i o n de symboles f i x e s a des termes p r e c i s d e v r a i t pouvoir tr a n c h e r c e r t a i n s cas douteux. Par exemple: (11) Q. Quels sont ces deux seigneurs Qui se poursuivent E t ne se rencontrent jamais? R. Le s o l e i l et l a lune, (Corpus luba) 85 F a i k N z u j i f a i t l a d i s t i n c t i o n entre l a S t r u c t u r e I , type 2 (SI ¥ PI (XI Y2)) que l ' o n s e r a i t tente d'adopter pour c e t t e enigme, et c e l l e q u ' e l l e preconiset S t r u c t u r e I I , type 1 < S + P. Dans beaucoup de cas, c e t t e s t r u c t u r e e s t proche de l a s t r u c t u r e I , type 2. On p o u r r a i t e t r e tente d'analyser comme s u i t son P r e d i c a t i PI ceux q u i se poursuivent (XI) se rencon-t r a n t ( Y l ) P2 ceux q u i ne se poursuivent pas (X2) ne se rencontrent pas (Y2). Ce q u i donnerait l a ^ f o r m u l e S + PI (XI Y2). Cette analyse s e r a i t f o r c e e . En e f f e t , on peut se pour-s u i v r e sans se r e n c o n t r e r , et l ' o n peut se rencon-t r e r sans s'etre p o u r s u i v i . V o i l a done l e c r i t e r e t r e s rigoureux q u i nous permet d ' e t a b l i r l a l i m i t e entre l e type 2 de l a S t r u c t u r e I et l e type 1 de l a s t r u c t u r e 11.28 En adoptant l a double methode, i l n'y a cependant pas d ' h e s i t a t i o n p o s s i b l e : Deux seigneurs (SI) q u i se poursuivent (X) peuvent se rencon-t r e r ( Y l ) ; l e seigneur et l a lune (S2) q u i se poursuivent (X) ne se rencontrent pas (Y2). I I semble b i e n q u ' i c i l a formule SI f (X Y2) = ID equivalente de c e l l e r e j e t i par F a i k N z u j i , doive cependant convenir et e t r e retenue. La n e c e s s i t e d ' i n c l u r e l a reponse dans l a s t r u c t u r e appa r a i t p eut-etre p l u s cl a i rement dans l'enigme basee sur un jeu de mots. 86 Par exemplei (1) What has fo u r wheels and f l i e s ? R. A garbage t r u c k . (2) What i s bl a c k and white and red a l l over? R, A news-mais. q u e l l e d e f i n i t i o n a s s i g n e r a. SI dans l e second cas? Le signans. dans une t e l l e enigme, d o i t r e s t e r l e p l u s vague p o s s i b l e , et l a formule i n d e f i n i e i "Qu*est-ce q u i a", "Qu'est ce q u i e s t " , "What has", "What i s " , e st l a seule p o s s i b l e . Un signans r e v e l e donnerait un i n d i c e t r o p p r e c i s ou se r e v e l e r a i t i n e x a c t . SI e s t done inexprirae. La s t r u c t u r e enigmatique repose sur l a c o n t r a d i c t i o n apparente q u i e x i s t e entre l a premisse constante X et l a premisse v a r i a b l e Y l , q u i semble e t r e attachee au signans. Cette c o n t r a d i c t i o n e st r e s o l u e lorsque l ' o n se rend compte que Y l est une autre forme de Y2, un jeu phonetique ou orthographique sur deux mots de sens d i f f e r e n t . (1) ^ Y 2 « f l i e s ( i n s e c t e s ) paper. Dans l e premier cas, SI p o u r r a i t e t r e un v e h i c u l e , X t 4 wheels V , , j Y l t f l i e s (mouveraent) t r u c k 87 (2) Y2 i read -r X» b l a c k / w h i t e . ^ S2» newspaper 7 X J : Y 1 » red a l l over ( A l o r s que dans l e s enigmes precedemment examinees, l a premisse constante X e t a i t l e connecteur ambivalent, nous devons c o n s i d e r e r maintenant f l i e s / f l i e s et red/read comme des premisses v a r i a b l e s ) , Les quelques enigmes metaphoriques que nous avons examinees sont i n s u f f i s a n t e s pour i l l u s t r e r i c i l a v a l e u r de l'une et 1'autre methode, Q u ' i l nous s u f f i s e seulement de d i r e que l e s ouvrages d' E l l i Kongas Maranda prouvent ampleraent 1 * a p p l i c a b i l i t y de sa methode a l'enigme meta-phorique. La methode de C. Fa'ik N z u j i o f f re c e t aspect p r a t i q u e d'une s e r i e de symboles attaches aux termes de l'enigme. Nous nous opposons seulement a son a t t r i b u t i o n p l u s ou raoins a r b i t r a i r e . de ces symboles dans l e s enigmes meta-phorique q u ' e l l e examine. S i , toutef$>is, nous decomposons l a s t r u c t u r e de l'enigme, comme l e f a i t Kongas Maranda, en signans/signaturn, une premisse constante commune, une premis-88 se v a r i a b l e #1 r a t t a c h e e au signans, et une premisse v a r i a -b l e #2 rattachee au signatum. nous obtenons une methode beaucoup p l u s rigoureuse et q u i garde l'avantage de l a fa§on de proceder de F a i k N z u j i , q u i a v a i t semble a t t i r a n t e par son aspect p r a t i q u e . 89 NOTES SUR LE CHAPITRE I I I . 1 Clementine Fa'ik N z u j i , Enigmes Lubas--Nshinga— (Kinshasa, Ed. de l ' U n i v e r s i t e de Lovanium, 1970), p. 160. 2 A r i s t o t e , R h e t o r i c a , L i v r e I I I , c h a p i t r e 2, p. l 4 0 5 a , i n The Works of A r i s t o t l e (Clarendon Press, 1946), W. D. Ross, ed., v o l . XI. 3 Gaston P a r i s , c i t e par Robert A. Georges et Alan Dundes, "Toward a S t r u c t u r a l D e f i n i t i o n of the R i d d l e " , J o u r n a l  of American F o l k l o r e , 76 (1963 ) 1 H I . 4 Archer T a y l o r , The L i t e r a r y R i d d l e Before l600 (Univer-s i t y of C a l i f o r n i a Press, 1948). 5 A. T a y l o r , i b i d . , p. 8. La premiere enigme est t i r e e de S e b i l l o t , "Devinettes", p. 100. no 22. La seconde de Les f a c e t i e u s e s n u i t s de S t r a p a r o l e , t r a d . Jean Louveau et P i e r r e de L a r i v e y ( P a r i s , Jeannet, 1857), v o l . I I , 345 • 6 C i t e s par A. T a y l o r , i b i d . , pp. 4 et 6. 7 V o i r note 14, page. 62. 8 Nous n* avons pas 1* i n t e n t i o n de p a r t i c i p e r a. l a contro-verse sur l a forme f i x e du t e x t e f o l k l o r i q u e . Lorsque nous employons l e terme " f i x e " , au cours de ce memoire, nous voulons simplement i n d i q u e r un c e r t a i n schema con-v e n t i o n n e l dans l a f o r m u l a t i o n . La s t r u c t u r e metaphorique, e l l e , est forcement f i x e s f A 3 f B. 9 E. Kongas Maranda, "Theory and P r a c t i c e of R i d d l e A n a l y s i s " , J o u r n a l of American F o l k l o r e , 84 (1971), 53. 10 C. F a i k N z u j i , on. c i t . , pp. 84 et seq. 11 Roger D. Abrahams, "I n t r o d u c t o r y Remarks to a R h e t o r i c a l Theory of F o l k l o r e " , J o u r n a l of American F o l k l o r e , 81 (1968), 150. 90 12 Par exemple: " S i x p i e d s , mais pas une a b e i l l e ; t r o i s yeux, mais pas l e dieu S i v a ; une^langue, mais deux t e t e s , " Reponses Sukracarya ( p r e c e p t e u r des demons* borgne monte sur une g r e n o u i l l e , que l a legende veut sans l a n g u e ) . M i t r a , B i h a r , 59, c i t e par A. T a y l o r , E n g l i s h R i d d l e s from O r a l T r a d i t i o n ( U n i v e r s i t y of C a l i f o r n i a Press, 1951 ) , P«.24. I I ne s ' a g i t pas l a d'une r e g i e absolue, b i e n entendu. Reidar Th. C h r i s t i a n s e n , dans "Kyth, Ketaphor, and S i m i l e " , Myth. A Symposium, Thomas A. Sebeok. ed., ( I n d i a n a U n i v e r s i t y Press, 1970), montre que souvent l'enigme ne f a i t que r e p r o d u i r e l e mythe, t e l l e par exemple l'enigme de 1 ' a r c - e n - c i e l dans l e s pays nor-diques. 13 C i t e par A. T a y l o r , i b i d . 14 Nous avons vu que l e sonnet-enigme de G a l i l e e e s t c a i -que sur l e mythe^d^u Sphinx et d'Oedipe. L a r a i s o n du s u i c i d e (ou p l u t o t de 1 • a u t o - d e s t r u c t i o n ) du Sphinx a p p a r a i t dans l a r e l a t i o n s u i v a n t e : Sphinx/Oedipe = Monstre/Chasseur = Enigme/Devineur. Lorsque l'enigme (sens propre) e s t devinee (sens propre) par l e joueur (sens p r o p r e ) , e l l e perd son nom^(sens p r o p r e ) . Lorsque l e monstre-sphinx (sens f i g u r e ) e s t tue (sens f i g u r e ) parjle chasseur-Oedipe (sens f i g u r e ) , i l ^ p e r d l a v i e (sens f i g u r e ) . Lorsque Oedipe devine l'enigme, l e Sphinx e s t d e t r u i t . 15 Robert Petsch, "Neue B e i t r a g e zur Kenntnis des V o l k s r a t -s e l s " , P a l a e s t r a , IV (1899). C i t e p ar Robert A. Georges et A l a n Dundes, op. c i t . , et C. F a i k N z u j i , op. c i t . 16 A. T a y l o r , "The R i d d l e " , C a l i f o r n i a F o l k l o r e Q u a t e r l y , I I (19-3), 129. 17 I n t r o d u c t i o n a " R i d d l e s " , i n Frank C. Brown, C o l l e c t i o n  of North C a r o l i n a F o l k l o r e (Durham, 1952) I, p. 286. 18 R. A, Georges et A. Dundes, op. c i t . , p. 113. 19 E l l i Kongas Maranda, " S t r u c t u r e des enigmes", I'Homme. IX, c a h i e r 3 (1969). 20 I b i d . . p. 43. 21 I b i d . , p. 31. 22 I b i d . . p. 8. 23 "Theory and P r a c t i c e of R i d d l e A n a l y s i s " , p. 55, n o t r e 91 t r a d u c t i o n . 2k C. F a i k N z u j i , o p . c i t . . , p . 101. 25 E n g l i s h R i d d l e s from O r a l T r a d i t i o n . 26 R . A . Georges e t A . Dundes , o p . c i t . .. 27 C. F a i k N z u j i , o p . c i t . , p . 151. 28 I b i d . , p . 112. CHAPITRE IV LE PROVERBE S i l e c h a p i t r e precedent examine l'enigme en t a n t que metaphore et en demontre l e s methodes d'analyse, l e present c h a p i t r e considere s u r t o u t l ' e m p l o i metaphorique de' 1'enonce p r o v e r b i a l . I I e x i s t e b i e n des methodes d'ana-l y s e du proverbe meme, mais l a s i t u a t i o n concrete a l a q u e l -l e l e proverbe s'applique n'apparait pas dans c e t t e ana-l y s e q u i , par l a meme, ne nous semble done pas e n t r e r dans l e cadre d'un memoire examinant l e procede metapho-r i q u e en s o i . S i nous pensons a l a ressemblance c o n s i d e r a b l e q u i e x i s t e entre bon nombre d'enigmes et de proverbes (une f o r -m u l a t i o n i n t e r r o g a t i v e permettant p a r f o i s de passer de c e l u i - c i a c e l l e - l a ) , nous pouvons sans doute nous etonner de n ' a v o i r pu c o n s t r u i r e deux c h a p i t r e s p l us ou raoins p a r a l l e l e s , examinant l a nature, l a f o n c t i o n et l a s t r u c -t u r e du proverbe comme nous venons de l e f a i r e pour l ' e n i g -me, et considerant ensuite l ' i n t e r e t d'une ou p l u s i e u r s 93 methodes d*analyse. Mais i l e x i s t e une d i f f e r e n c e e s s e n t i e l l e entre l e s deux genresi l'enigme (reponse i n c l u e ) presente une s t r u c -t u r e fermee et se s u f f i t en general a elle-memej l e prover-be, au c o n t r a i r e , presente une s t r u c t u r e tenement ouverte q u ' i l ne prend son sens complet qu'en f o n c t i o n d'une v a r i -ete d ' a p p l i c a t i o n s a nombre de s i t u a t i o n s c o ncretes. C'est pour c e l a qu'une etude sur l e proverbe—dans l e cadre, nous l e repetons b i e n , d'une etude sur l e procede metaphorique— est necessairement incomplete c a r e l l e ne considere qu'une p a r t i e de l a f o n c t i o n p r o v e r b i a l e i l e proverbe lui-meme. I - NATURE ET FONCTION DU PROVERBE. "Chaque f o i s que vous pouvez vous appuyer d'un prover-be, f a i t e s - l e , c a r l e s paysans aiment former l e u r s opinions d'apres l e s proverbes." T e l est l e c o n s e i l trouve dans un document l e g a l allemand du XlVeme s i e c l e . 1 Sans t r o p nous y etendre, nous verrons cependant, dans l a deuxieme p a r t i e de ce c h a p i t r e , 1'importance du langage p r o v e r b i a l dans l a v i e quotidienne, dans l e s l i t i g a t i o n s , dans l a s o l u t i o n du p r o b l e m e . j o u m a l i e r j mais nous voyons deja l ' u t i l i t e p r a t i q u e du proverbe, ce condense de Inexpe-r i e n c e d'un groupe dont l a v a i ^ e u r m o r a l i s a t r i c e est f o n c t i o n de sa c o n c i s i o n , de son tranchant et de ses p o s s i b i l i t e s d ' a p p l i c a t i o n a d i f f e r e n t e s s i t u a t i o n s . Deja A r i s t o t e ' * 2 r e c o n n a i s s a i t aux Maximes ces c a r a c t e r i s t i q u e s . De nombreux proverbes ne sont a v r a i d i r e que des apothegmes proverbiaux, de simples v e r i t e s , v e r i f i a b l e s dans l a v i e quotidienne, q u i ont pour but de r e v e l e r une v e r i t e d'ordre moral. Par exemple: "Tous l e s hommes sont m o r t e l s " , MUn place pour chaque chose et chaque chose a. sa p l a c e " • Le proverbe e s t souvent base sur une o b s e r v a t i o n d'ordre menager. A. T a y l o r c i t e , entre a u t r e s : "New broom sweeps c l e a n " . ^ I I s ' a g i t la. d'une c o n s t a t a t i o n v e r i f i a b l e , d ' a p p l i c a t i o n p r a t i q u e dans l a bonne tenue d'une maison. Mais 1 * a p p l i c a t i o n metaphorique d'une t e l l e o b s e r v a t i o n peut s'etendre a bon nombre de s i t u a t i o n s , dont aucune n'a b e s o i n d'etre confinee aux quatre murs d'une maison. L*experience de l a v i e quotidienne, dans sa s i m p l i c i t e et souvent sa r u s t i c i t e , a donne naissance a de nombreuses l o c u t i o n s p r o v e r b i a l e s . Basee sur des cas l i t t e r a l e r a e n t eprouves, chaque c o n s t a t a t i o n s'applique a des s i t u a t i o n s d i f f e r e n t e s , ou l a remarque prend a l o r s un t o u r metaphori-que. Par exemple: "Chat echaude c r a i n t l'eau f r o i d e " , " I l n'y a pas de fumee sans f e u " , "Une h i r o n d e l l e ne f a i t pas l e printemps", " F a i r e et d e f a i r e , c'est t o u j o u r s t r a v a i l l e r " , "Tant va l a cruche a. l'eau qu'a l a f i n e l l e se casse." Le c o n s e i l donne au Moyen-Age par l e l e g i s t e allemand f a i t done preuve de bon sens et s'appuie sur une bonne con-naissance de l a pensee paysanne q u ' i l s a i t t r o u v e r a l ' a i s e dans l a sagesse eprouvee de t e l s proverbes, ou e l l e trouve assurance, c o n f i r m a t i o n et l i g n e de conduite. La f o n c t i o n du proverbe est b i e n de d i r i g e r l a pensle en "nommant" l e probleme moral q u i se presente, en rappe-l a n t 1 ' a t t i t u d e t r a d i t i o n n e l l e en face de ce probleme, et en i n d i q u a n t l a fagon, non moins t r a d i t i o n n e l l e , de resoudre li-ce meme probleme. L'usure des proverbes est devenue evidente dans notre s o c i e t e . Quelle r e p l i q u e d'une piece europeenne contempo-r a i n e — n o n s i t u e e dans un cadre r u r a l — p o u r r a i t par exem-p l e t i r e r sa f o r c e d'un proverbe, comme l e f a i t l a p i e c e d'Aime C e s a i r e , Une s a i s o n au Congo? P a u l i n e , ayant montre a son mari l a f a i b l e s s e , l a c r e d u l i t e du peuple q u i l e sou-t i e n t e t l a f o r c e de ses ennemis, 1' i n c i t e a. l a prudence. Lumumba r e p l i q u e i " I I ne f a u t pas exagerer... J ' a i des amis a u s s i l des amis f i d e l e s t Nous sommes une equipe... Comme d i t l e proverbes "Nous sommes comme l e s p o i l s du chien, tous couches sur l a meme couchette." (Acte I I ) . Et l a por-tee i n c o n t e s t a b l e de ce proverbe p r o v i e n t non pas de ce 96 q u ' i l a d'exotique et de nouveau pour nous, mais de ce que nous devinons sa f o r c e rassurante pour Lumumba et pour P a u l i n e , Une piece franc,aise ou une scene comparable (sur Charles de Gaulle et l a Resistance f r a n g a i s e par exemple) se f u t terminee p a n "Comme d i t l e proverbe t "L'union f a i t l a f o r c e " , ce proverbe eut c e r t e s paru b i e n i n s i p i d e et sonnant faux, C'est que l a s o c i e t e a f r i c a i n e , contemporaine et c u l -t i v e e , f a i t encore usage de proverbes, t a n d i s q u ' i l s ont perdu presque toute v a l e u r pour nous: non seulement nous n'acceptons p l u s l e s s o l u t i o n s t r a d i t i o n n e l l e s q u ' i l s o f f r e n t aux problemes, mais nous ne reconnaissons l e p l u s souvent pas ces problemes dans l e s termes ou l e s proverbes l e s "nomment", Comme to u t usage c o n s c i e n t de c l i c h e s , l e u r em-p l o i est devenu l e plus souvent d e r i s o i r e et p e j o r a t i f . C'est pour c e t t e r a i s o n qu'un phenomene s u r r e a l i s t e de l ' e n -tre-deux guerres, q u i se re c o n n a i t de nombreux precurseurs i n d i v i d u e l s , est i n t e r e s s a n t , de notre p o i n t de vue» l a c r e -a t i o n de l ' a n t i - p r o v e r b e . C'est l a une r e j u v e n e r a t i o n du proverbe, n ' o f f r a n t c e r t e s plus de s o l u t i o n toute f a i t e , mais fore, ant a un nourvel enonce du probleme lui-meme. Dans sa preface a un r e c u e i l d'anti-proverbes, M i c h e l C o r v i n e c r i t : ... Le calembour exerce d ' o r d i n a i r e sa p r e s s i o n sur un proverbe ou une phrase toute f a i t e j a p a r t i r d'eux, avec l a p l u s grande econoraie de moyens, peut se degager l a d i f f e r e n c e de l ' i d e n -t i q u e : l e'proverbe, c e t t e "amnesie v e r b a l e " , o b l i g e a penser par d e l e g a t i o n , et l e r e t o u r prevu de s o n o r i t e s v i d e s de contenu engourdit 1* e s p r i t q u i cherche a. s'evader d'un t e l auto-matisme. D i s s o c i e r l e c l i c h e , c'est done moins s'en prendre a l a Sagesse des Nations, que pren-dre, par l e b i a i s de l a s u r p r i s e , l a defense de 1 ' e s p r i t , au niveau meme ou i l e st constamment menace d'engloutissement.5 S i l a "Sagesse des Nations" est precisement l e f r u i t d'une experience c o l l e c t i v e , 1'anti-proverbe e s t une f o r -m u lation b i e n i n d i v i d u e l l e . B a l z a c , par exemple, prend des proverbes reconnus, comme p o i n t de depart: "Dis-moi q u i t u hantes, j e te d i r a i q u i t u h a i s " , "On ne trousse jamais que ce que l ' o n cherche", "Qui veut noyer son c h i e n 1'accuse de l a nage". Les proverbes o r i g i n a u x , fondes sur 1'expe-r i e n c e quotidienne, ne demandent p l u s 1 ' e f f o r t d ' i n t e r p r e -t a t i o n exige par c e u x - c i , mais c e t e f f o r t meme nous f a i t eprouver l a v e r i t e psychologique des nouveaux proverbes. Ces d e r n i e r s ont conserve l e u r r o l e de maitres a penser et a v i v r e de l e u r s predecesseurs: "Une croyance de moins est une r i d e de p l u s " ( F o r n e r e t ) , "La dorure passe, l'homme r e s t e " (Jacob), "Toutes l e s l o i s ne sont pas bonnes a d i r e " (Lautreamont), "Aimable souvent est sable mouvant" (Desnos) "Qui a r e j e t e son demon nous importune avec ses.anges" (Mi-chaux), "Vous tendez l e s b r a s , vos amis l e s couperont" ( P i c a b i a ) o I I ne s ' a g i t pas vraiment l a d'anti-proverbes, mais de nouveaux-proverbes, et nous n*avons pas 1 ' i n t e n t i o n de c o n s i d e r e r i c i l e s v e r i t e s , c o n s e i l s et d e f i n i t i o n s s u r r e -a l i s t e s q u i , p l u s qu'une n o u v e l l e ethique, veulent d e f i n i r une n o u v e l l e e s t h e t i q u e . Mais l a " d i s s o c i a t i o n du c l i c h e " que l e s nouveaux-proverbes, comme l e s a n t i - p r o v e r b e s , p r a -t i q u e n t dans l e u r e f f o r t de prendre 1 ' e s p r i t par s u r p r i s e et de l e f o r c e r a. penser, e t a b i i t l a r e f o r m u l a t i o n d'une experience et d'une l i g n e de conduite i m p l i c i t e . Le r o l e de 1'humour y e s t " d ' a f f r a n c h i r l e langage du poids imme-m o r i a l de s e r i e u x q u i l ' a c c a b l e : du chiasme a l'asyndete, l a r h e t o r i q u e fonctionne a l ' i n t e r i e u r du p r o v e r b e — a v i -de." 6 Ces proverbes, "mis au gout du j o u r " , pour nous s e r -v i r de 1'expression d'Eluard, ne peuvent cependant s e r v i r de base de communication et de r e f e r e n c e , et ne peuvent e t r e c i t e s a l ' a p p u i d'un p o i n t de vue ou d'une s o l u t i o n acceptable par tous, puisque precisement i l s ne p a r t i c i p e n t pas d'une sagesse c o l l e c t i v e mais d'une experience person-n e l l e . En ce sens, on d o i t l e u r denier une f o n c t i o n prover-b i a l e . Mais i l s f o r c e n t a r e c o n s i d e r e r 1 ' a c t u a l i t e des pro-verbes t r a d i t i o n n e l s et r e v e i l l e n t 1 ' a t t e n t i o n sur l a v a l e u r 99 et l e r o l e d'une experience t r a d i t i o n n e l l e en face de pro-blemes auxquels e l l e ne peut peut-etre p l u s t o u j o u r s s'ap-p l i q u e r . I I e x i s t e de nombreuses etudes sur l e proverbe. Nous nous contenterons d'en c i t e r t r o i s , q u i servent a. carcons-c r i r e l a forme du proverbe. La premiere e s t c e l l e de George B. M i l n e r q u i , dans son e s s a i i "De 1*armature des l o c u t i o n s p r o v e r b i a l e s . E s s a i de taxonomie semantique"^, base son etude sur ce q u ' i l considere l e t r a i t d i s t i n c t i f d'une l o c u t i o n p r o v e r b i a l e i son "armature symetrique de fond et  de forme", et p o u r s u i t l e c o r o l l a i r e l o g i q u e q u i rend l a v a l e u r d'une l o c u t i o n p r o v e r b i a l e f o n c t i o n d i r e c t e de l a mesure dans l a q u e l l e l a symetrie de l a forme epouse l a syme-8 t r i e du fond. Ayant rappele l e s remarques de A.J. Greimas sur l a s t r u c t u r e rythmique b i n a i r e des proverbes et l e s couples o p p o s i t i o n n e l s de mots, M i l n e r f a i t a l o r s r e s s o r t i r ce q u ' i l considere e t r e l a c o n f i g u r a t i o n l a p l u s c a r a c t e -r i s t i q u e des proverbes f r a n g a i s , a n g l a i s et samoanais q u ' i l examines l a s t r u c t u r e q u a d r i p a r t i t e de 1'enonce p r o v e r b i a l . ^ I I s ' a g i t i c i d'une s t r u c t u r e parfaitement developpee que nous ne trouvons pas tou j o u r s dans l a p r a t i q u e . La seconde etude e s t c e l l e ou Alan Dundes examine l e s proverbes a equation ( e q u a t i o n a l proverbs), ou A 2 B, t e l s 100 "Seeing i s b e l i e v i n g " , "Possession i s nine p o i n t s of the law", "Le m i l i e u est l e m e i l l e u r " , "Bon metier vaut bonne baronnie", "Un f a i x b i e n l i e est a raoitie p o r t e " . Cette forme peut encore e t r e renforcee par l a rime des deux t e r -mes de 1* equation: "A f r i e n d i n need i s a friendfindeed" , "Coffee b o i l e d i s c o f f e e s p o i l e d " , "Plus r i c h e p l u s chiche". L'equation peut e t r e a u s s i une forme e l l i p t i q u e , comme par exemple dans :"The sooner, the b e t t e r " , "Forewarned i s forearmed", "Pas de n o u v e l l e s , bonnes n o u v e l l e s " , "Douze me t i e r s , douze miseres"j ou reposer precisement sur l ' i n e -g a l i t e de A et B i " S e r v i c e i s no h e r i t a g e " , "A f a i r exchange i s no robbery", "Amour de seigneur n'est pas un h e r i t a g e " , "Trop demander ne f a i t pas vendre". Les proverbes de forme "Mieux vaut.... que..." i n d i q u e n t seulement que l ' u n des termes de 1'equation est s u p e r i e u r a 1 ' a u t r e . 1 0 La d e m i e r e etude est c e l l e ou E l l i Kongas Maranda examine l e s proverbes a paradoxe, a l a s u i t e des enigmes a p a r a d o x e . 1 1 Nous avons vu que dans l'enigme, 1'image est i n t r o d u i t e en premier (signans) et l a reponse (signatum) d o i t e t r e devinee. Dans l e proverbe, au c o n t r a i r e , l e s i g -natum est d'abord presente, s u i v i de sa d e f i n i t i o n . Le s i g -nans de r i v e de c e t t e d e f i n i t i o n et du contexte qui a f o u r n i l a signatum. I I s ' a g i t en somme de deux formes i n v e r s e s dont 101 " l a seule d i f f e r e n c e r e e l l e r e s i d e dans l e f a i t que l e signatum d'un proverbe peut n'etre p a s — e t , d ' o r d i n a i r e n'est pas—nomme et e t i q u e t e de fa§on a u s s i non-ambigue que c e l l e de 1'image de 1*enigme". Mais c'est vers T a y l o r que nous nous toumerons pour un d e r n i e r commentaire q u i , pour d i f f e r e n t q u ' i l s o i t des autr e s , n ' e s t pas neanmoins incompatible avec l e u r s t e n t a t i v e s de description?. La d e f i n i t i o n d'un proverbe e s t tache t r o p ardue pour q u ' e l l e v a i l l e l a peine de s'y^engager: et meme s i par^bonheur nous a r r i v i o n s a r e u n i r en une seule d e f i n i t i o n tous l e s elements essen- ' t i e l s , e t a donner a chacun 1'importance q u i l u i r e v i e n t , nous ne disposerons meme pas a l o r s d'une p i e r r e de touche. Une q u a n t i t e incom-municable nous r e v e l e que de deux phrases,!'une  es t un proverbe et 1'autre ne 1'est pas.1^ Nous soulignons c e t t e d e r n i e r e phrase c a r e l l e pour-r a i t s e r v i r d * i n t r o d u c t i o n a l a deuxieme p a r t i e de ce cha-p i t r e , ou nous considerons l'usage du proverbe, de ce q u i est t r a d i t i o n n e l l e m e n t et i n t u i t i v e m e n t reconnu comme etant un proverbe, dans une s o c i e t e ou ce proverbe, non p l u s s t r u c -t u r e d i s s e c a b l e mais r e a l i t e b i e n v i v a n t e , est 1'instrument d'un e q u i l i b r e s o c i a l fonde sur l a sagesse et 1*experience de l a communaute toute e n t i e r e , passee et presente. 102 II - LE LANGAGE PROVERBIAL ' DANS DEUX SOCIETES TRADITIONNELLES Les recueils de proverbes ne donnent le plus souvent aucune indication de l'emploi "naturel" de ces proverbes. Leur usage, leur signification, du point de vue purement indigene, apparait rarement. E. Ojo Arewa1-^ indique que des exemples d'individus appliquant des proverbes ne sont ja-mais cites, et que les "regies" d'application de proverbes ne peuvent precisement etre decouvertes qu'a l a suite et a. l'appui de ces exemples. Arewa donne l'exemple de six proverbes Yoruba (Nige-ria) et du contexte exact dans lequel i l s ont ete prononces. L'universite d'Ife avait decide de faire une etude socio-agro-economique dans l a communaute de Moro, Les deux chefs du village craignaient que cette etude ne soit qu'un pre-texte de l'universite pour s'approprier une portion du terrain de Moro. L'auteur avait conseille a 1 ' o f f i c i e r agri-cole d'insister sur l a veracite des raisons foumies au v i l -lage pour cette etude. La rencontre se resume en cinq dis-cours, ou six proverbes sont cites. (1) L ' o f f i c i e r agricole explique les raisons de l'etude et conclues "II convient de preparer l a boue (dont on se ser-J.UJ5 v i r a pour b a t i r l a maison) avant de commencer a c o n s t r u i r e une maison." (2) Le Chef #1 f o u m i t une reponse de p o l i t e s s e et r a p p e l l e q u ' i l f a u t se souvenir du proverbe i "Je ne s u i s pas possede  du diables l e fardeau q u i est sur ma t e t e est possede du  d i a b l e . " Ce proverbe etant l a c o n c l u s i o n d'un conte popu-l a i r e , l e chef raconte a l o r s l ' h i s t o i r e du le o p a r d et de l a t o r t u e , q u i porte un c h i e n dans un sac et en t r a h i t l a pre-sence au l e o p a r d . (3) Le Chef #2 confirme l a p o s i t i o n du Chef #1 et remarque: " C e l u i q u i porte un fardeau d o i t s a v o i r ce q u ' i l p o r t e " , et raconte l ' h i s t o i r e du v o l e u r et de c e l u i q u i , en toute inno-cence, l u i est venu en aide pour p o r t e r son b u t i n , dont ce proverbe e s t l a c o n c l u s i o n . (4) L ' o f f i c i e r assure l e s deux chefs que l ' u n i v e r s i t e n'a pas 1 ' i n t e n t i o n de s'approprier l e u r s t e r r e s . I I c o n c l u t en rappelant que "quand l e moment vi e n d r a de passer l e s  excrements, l'anus s ' o u v r i r a et s'agrandira." (5) Rassures, l e s chefs remercient l ' o f f i c i e r . Neanmoins, i l s d e s i r e n t c o n s u l t e r l a communaute sur l e p r o j e t d'etudes, car "Adimu (nom d'un s e r v i t e u r ) n'a pas d ' a u t o r i t e en s o i . car i l est soumis a un mai t r e " , et " S i on j e t t e un f i l e t  dans l'eau, toutes s o r t e s de poissons seront p r i s . " L'auteur recommande que l e c o l l e c t e u r - a n a l y s t e de proverbes s'enquiere aupres de chacun de ses informants du sens que l e s proverbes ont pour l u i , meme s i cet ana-l y s t e e st du meme groupe ethnique que ses informants. Dans l e cas present, i l o b t i e n t l e s i n t e r p r e t a t i o n s s u i v a n t e s i (1) " I I convient de preparer l a boue avant de commencer a c o n s t r u i r e l a maison" » 1 ' o f f i c i e r veut i n d i q u e r que c e t t e conference avec l e s chefs et l a communaute est un p r e l i m i -n a i r e i n d i s p e n s a b l e aux travaux eux-memes. (2) "Je ne s u i s pas possede du d i a b l e : l e fardeau q u i est sur ma t e t e e s t possede du d i a b l e " i l e Chef #1 indique l e s c r a i n t e s de l a communaute devant l a p o s s i b i l i t e qu'une f o i s son accord donne, l e s travaux de l ' u n i v e r s i t e se r e v e l e n t comme etant au detriment du v i l l a g e , Le conte p o p u l a i r e i l l u s t r e des p a r a l l e l e s p o s s i b l e s entre l e s personnages f i c -t i f s et l e s v i l l a g e o i s et l e s chercheurs de l ' u n i v e r s i t e . La p o s s i b i l i t e d'une t r a h i s o n est clairement indiquee. (3) " C e l u i q u i porte un fardeau d o i t s a v o i r ce q u ' i l p o r t e " . Le conte du Chef #2 i l l u s t r e l a n o t i o n que "Un homme a v e r t i en vaut deux". S i l a communaute est au courant des i n t e n t i o n s de l ' u n i v e r s i t e , dans tous ses d e t a i l s , i l sera d'autant p l u s d i f f i c i l e pour c e t t e d e r n i e r e de tromper et de t r a h i r l e s v i l l a g e o i s . 105 (4) "Quand l e moment v i e n d r a de passer l e s excrements, l'anus s ' o u v r i r a et s'agrandira" « 1 ' o f f i c i e r , c o n s c i e n t des doutes des deux chefs, l e s assure que, l e moment venu pour l a p a r t i c i p a t i o n mutuelle et l a cooperation des deux groupes, l e s i n t e n t i o n s v e r i t a b l e s de l ' u n i v e r s i t e se r e -v e l e r o n t evidentes, comme etant b i e n c e l l e s indiquees tout au l o n g . (5) "Adimu n'a pas d ' a u t o r i t e en s o i , c a r i l e s t soumis a. un maitre" i l e chef indique par la. q u ' i l n'est vraiment qu'un representant de l a communaute, et une c o n s u l t a t i o n avec e l l e est n e c e s s a i r e avant q u ' i l ne puisse formuler un accord. " S i on j e t t e un f i l e t dans 1'eau, toutes s o r t e s de poissons seront p r i s " i en prenant l ' a v i s de l a communaute, l e p l u s d'opinions p o s s i b l e s seront a i n s i r e c u e i l l i e s et conside-r e e s . Dans 1 'exemple c i t e par Ojo Arewa, nous voyons que l e s proverbes ont s e r v i a. e c l a i r c i r unlmalenteridu et a. f o u r n i r une s o l u t i o n a. un probleme, Selon l u i , l ' e m p l o i de ces proverbes ne presuppose pas une connaissance d'un code s p e c i a l de l a p a r t de ceux q u i emploient ces proverbes. Ceux-ci sont de forme et de contenu f i x e s et s t a n d a r d i s e s par l a c u l t u r e , Mais l e cote c r e a t e u r de l ' e m p l o i du pro-106 verbe r e s i d e dans son a p p l i c a t i o n a des s i t u a t i o n s nou-v e l l e s . C'est cet aspect q u i nous i n t e r e s s e p a r t i c u l i e -rement i c i , c a r i l conceme 1 * a p p l i c a t i o n metaphorique du proverbe, L ' a r t i c l e d'Ojo Arewa, en i n s i s t a n t sur l e contexte d'emploi du proverbe, nous i n c i t e a examiner l e s deux e s s a i s de Jean Paulhant "Les Hain-Tenys" et "L'experience i l l du proverbe" , q u i montrent l e l e n t apprentissage de Paulhan dans l' e m p l o i du proverbe malgache, a l a maniere malgache. I I examine s u r t o u t l e s hain-tenys, q u ' i l q u a l i f i e de "poesie de d i s p u t e " , I I s ' a g i t en e f f e t d'un echange de poesie assez obscure entre deux r e c i t a n t s q u i ont assu-me l e s r o l e s , f i c t i f s ou r e e l s , de p a r t i c i p a n t s a un con-f l i t domestique ou amoureux. Chaque poeme, d'une d i z a i n e de l i g n e s t o u t au p l u s (du moins au debut de 1'echange) se termine par un proverbe. S'admet vaincu, et l e l i t i g e ou 1'argument est a l o r s r e s o l u en faveur de son a d v e r s a i r e , c e l u i q u i tombe a court de proverbes. L ' i n t e r e t de ce genre poetique r e s i d e s u r t o u t dans son c a r a c t e r e enigmatique (on a p p e l l e a u s s i ces c o u r t s poemesi ankamantatra, ou ampa- nononana: enigmes, questions enigmatiques: l e u r f o n c t i o n a p p a r a i t a u s s i c lairement dans un autre nom qu'on l e u r 107 donne p a r f o i s i ohabolana; proverbes, ou anatrat c o n s e i l s ) . S i l e s duels poetiques sont maintenant tombes en desuetude et ont a i n s i perdu l e u r i n t e r e t p r a t i q u e , l e u r i n t e r e t theo-r i q u e n'en r e s t e pas moins v i f , Les hain-tenys forment un genre e s s e n t i e l l e m e n t dynamique. On d i s a i t " f a i r e l u t t e r " , " f a i r e combattre" l e s h a i n - t e n y s i on ne l e s " i m p r o v i s a i t " n i tie l e s " r e c i t a i t " p o i n t . l i s s*engendraient d'un contes-t a n t a l ' a u t r e , p r e c i p i t a n t l e u r rythme, pour se terminer, chacun, par l a forme p l u s scandee d'un proverbe, Chaque r e p l i q u e s'augmentait d'un proverbe q u i , confirmant, r e n f o r -Sant l e proverbe precedent, donnait d'autant p l u s de f o r c e a 1'argument q u ' i l i l l u s t r a i t . E t c'est precisement en ces proverbes que r e s i d a i t l a d i f f i c u l t ! pour Jean Paulhan. Mais, s i i n t e r e s s a n t que s o i t ce genre poetique, nous n'examinerons i c i que l e s proverbes eux-rcemes: Vous etes c e l l e que j'aime Et je ne veux pas qu'un autre vous prenne. Les nuages descendent Sur l a maison de Rasoa-aux-grands-yeux. Une p e t i t e f i l l e q u i regarde l e s jeuxt On l a v o i t quand e l l e s'en va. (Trop p e t i t e , on ne l a d i s t i n g u a i t pas dans l a f o u l e . A i n s i , decouvre-t-on l e s q u a l i t e s d'une amie quand e l l e est deja p e r d u ^ 1 5 Dites-moi, s e u i l Dites-moi, porte La douce-a-acheter e t a i t - e l l e i c i ? aos E l l e e t a i t i c i a v a n t - h i e r E l l e a d i t i apaisez ce coeur. Je s u i s l'eau: e l l e n'a en t e t e que l a .jarre. Je s u i s l a j a r r e s e l l e n'a en t e t e que l'eau. (C'est dans l a grosse j a t t e n o i r e , pres du s e u i l que se t i e n t l a reserve d'eau. A i n s i des epoux et des amants f i -d e l e s ) . 1 5 S i j e dois mourir, meure p l u t o t mon ami S i mon ami d o i t mourir, meure p l u t o t l e boeuf1 S i c'est un s e u l homme qu i ne m'aime pas, Je me p i l e une b o u i l l i e de r i z pour devenir , grasse,1° La fourmi q u i s u i t l e b o i s sec Se trouve l e s o i r en t e r r e etrangere. (II s ' a g i t de l a fourmi qu'un ramasseur de b o i s mort emporte avec son f a g o t . A i n s i des s u r p r i s e s auxquelles s*expose 17 un e s p r i t aventureux). 1 18 Thomas F e r e n c z i deraontre c e r t a i n e s a p p l i c a t i o n s am-b i v a l e n t e s de ces proverbes. Dans un echange de themes amou-reux, l e proverbes "Peut-etre vous etiez-vous cru(e) l a gran-de roche que l e c i s e a u n'entamera pas?" peut prendre deux sens. Prononce par l'homme, i l peut s i g n i f i e r : "toute femme d o i t ceder un j o u r " ; par l a femme: "tout homme d o i t un j o u r essuyer un echec". La reponse a ce proverbe e s t un autre proverbe: "L'oiseau blanc n'abandonne l e s boeufs". q u i peut s i g n i f i e r s o i t que l a femme n'abandonnera pas son mari, s o i t q u ' e l l e ne peut renoncer a son amant. (Nous retrouvons i c i l a r a i s o n q u i f a i t recommander a Ojo Arewa de chercher l ' i n -109 t e r p r e t a t i o n du proverbe aupres de' c e l u i q u i l ' a prononce). S i l e proverbe donne poids au genre plus ou moins a r t i f i c i e l qu'est l a poesie de d i s p u t e , considerons main-tenant l a portee de l a langue p r o v e r b i a l e dans son emploi q u o t i d i e n . Nous aimerions c i t e r un assez l o n g passage de Paulhan, c a r i l perraet de penetrer l e s d i f f e r e n c e s qu'a l a v a l e u r metaphorique des proverbes pour l e s Malgaches et pour PaulhanJ . m e s premieres t e n t a t i v e s pour p e n e t r e r ( l e sens d'un proverbe) se heurterent a des d i f f i c u l t e i n a t -tendues» Rajaona.- Pour a l l e r au marche, prenons done un f i l a n j a n a . ( s o r t e de chaise a por-teurs) Moi.- I I n'y a qu'une heure de route, a l l o n s p l u t o t a p i e d . Le f i l a n j a n a e s t bon pour l e s v i e i l l a r d s . Rajaona.- Le respect s'achete. S i t u vas a p i e d au marche, l ' o n se moquera de t o i . Le respect s'achete e s t un proverbe. Je ne m'en aper-Qois pas, n u l mot d ' a i l l e u r s ne m'en p r e v e n a i t . K a i s l e tenant pour l a simple s u i t e de l a phrase precedente, je r e p l i q u e i - J'aime mieux n'en f a i r e qu'a mon a i s e , et que l ' o n me respecte un peu moins. D ' a i l l e u r s , e s t - i l sur que... Pourtant, je ne tarde pas a m'apercevoir que je p a r l e dans l e v i d e , et pour moi s e u l . Je m'arrete: l a d i s -c u s s i o n ne r e p a r t pas. Rajaona, evidemment ne se sent pas touche. Mais Rabe, q u i e c o u t a i t , r e p l i q u e a ma placet - E t moi, v o i c i ce que j e dis» t u es a t t e i n t 110 par l e proverbe l a v o i x de l a c i g a l e  couvre l e s champs, mais son corps e n t i e r  t i e n t dans l a main. Tu n'es pas r i c h e , t u n'as pas a f a i r e l ' o r g u e i l l e u x . Comme s ' i l n'eut attandu que c e l a , Rajaona, en repon-dant a son to u r , use d'un nouveau proverbe. I I n'a pas ete p l u s tenu compte de mon o b j e c t i o n que s i e l l e a v a i t ete d i t e dans une langue inconnue. Je dois m'expliquer un t e l echec, et l e s echecs de meme ordre que je r e n c o n t r a i , en supposant que l e sens n*e,tait pas exactement ou j e l e pla<jais. Ma r e -p l i q u e e t a i t a p a r t i r d'une phrase t e l l e a peu pres que: l e respect d o i t s'acheter ( e t comment p a u r r a i t -on l ' o b t e n i r , s i ce n'est par quelques s a c r i f i c e s : d ' a i l l e u r s n'est-ce pas notre s o u c i a. tous de l'acque-r i r ? . . . ) Or je me rends compte a present qu'une r e f l e -x i o n a u s s i d e t a i l l e e est etrangere a. l a phrase r e e l l e qu'a prononcee Rajaona: l e sens de chaque mot d o i t e t r e moins present que je ne l ' i m a g i n a i s , puisque Rajaona ne l e s r e c o n n a i t pas dans ma reponse. De pa-r e i l l e s aventures m'aident a c r o i r e a 1 ' e x i s t e n c e d'un langage s p e c i a l , t e l q u ' i l ne supporte aucune i n t r u s i o n du langage commun.19 Deux exemples supplementaires i l l u s t r e r o n t non seule-ment ce decalage entre l e langage commun et l e langage pro-v e r b i a l , mais encore l e decalage entre l a fa§on de penser de ceux q u i usent communement de ces deux moyens d'expres-s i o n et de ceux q u i appliquent l i t t e r a l e m e n t l a metaphore p r o v e r b i a l e . Rabe: "Comment veux-tu que je me defende contre ces gens-la? Le boeuf mort ne se protege pas des mouches." Paulhan: "Mais vous etes un boeuf b i e n v i v a n t , et s o l i d e . " Rahaja (avec b i e n v e i l l a n c e , comme r e l e v a n t une f a u t e de gout): "Com-20 ment peux-tu appeler Rabe: boeuf?" R a i n i p a t s a a son f i l s Ralay: " I I f a u t pourtant que t u te decides a prendre femme. Te v o i l a en age d'etre marie." Ralay:"EhJ pere, j e ne veux pas que l ' o n dises i l n'a pas plu s t o t p r i s femme q u ' i l c ourt d i v o r c e r . " Paulhan observe que ce n'est pas parce que Ralay se se r a depeche de se marier q u ' i l voudra d i v o r c e r a u s s i v i t e ; l ' u n peut a l l e r sans 1*autre. I I nous semblerait done q u ' i l ne partage pas 1'avis du f i l s et supporte l e pere. Or, ce d e r n i e r reprends "Vous avez beau d i r e , tous deux, i l f a u t songer que Ralay est mon s e u l enfant; je compte sur l u i pour perpetuer l e s ancetres..." Paulhan repete sa remarque a R a i n i p a t s a , C e l u i - c i , pensant a i n s i l e convaincre de son er r e u r , repete: "Mais, puisque i l - n ' - a - p a s - p l u s - t o t - p r i s -21 f emme-qu' i l - c o u r t - d i v o r c e r ' . " 22 » Dans l e premier exemple , a l a s u i t e de Paulhan, nous t r a d u i s o n s l i t t e r a l e m e n t 1*enonce du proverbe en une image, q u i a son t o u r evoque l'impuissance de Rabe. L'image est v i v a n t e dans notre e s p r i t et i l l u s t r e abon-damment l a s i t u a t i o n de Rabe en face de "ces ge n s - l a " . Pour Rahaja, au c o n t r a i r e , c e t t e image ne semble pas e x i s -t e r : 1'enonce ne f a i t que t r a d u i r e l ' i d e e que, dans c e r -112 t a i n e s occasions, a u s s i p u i s s a n t et f o r t que l ' o n a i t pu e t r e , on se trouve p a r f o i s desempare et v u l n e r a b l e , comme l ' e s t Rabe maintenant. L*image du boeuf mort expose aux mouches n'est pas consciemment apprehendee, et s e u l l e sens est present, Dans ce cas, comment en e f f e t Rabe pour-r a i t - i l e t r e compare a un boeuf? "Bien v i v a n t et s o l i d e " n'a pas de sens, c a r ce sens n ' e x i s t e r a i t que par opposi-t i o n a 1'image de l a mort evoquee pour Paulhan par l e pro-verbe. La remarque de Paulhan n'a de sens que pour l u i et pour nous, mais ses i n t e r l o c u t e u r s r e s t e n t p e r p l e x e s , Dans l e second cas, s i Paulhan e t a b l i t l e l i e n entre un mariage p r e c i p i t e et un d i v o r c e , i l e s t beaucoup p l u s l i t t e r a l que R a i n i p a t s a et son f i l s , Tous deux ont compris l e proverbe comme etant simplement 1'expression d'un d e s i r de ne p o i n t se h a t e r . La conf u s i o n que cree dans 1 ' e s p r i t des deux Malgaches 1 * i n t e r v e n t i o n de Paulhan p r o v i e n t de ce q u ' i l i n t r o d u i t dans l a c o n v e r s a t i o n un terme Stranger et peut-etre hors de propos. Tandis que nous passons par un terme i n t e r m e d i a i r e entre 1'enonce du proverbe et son sens metaphorique, l e s M a l g a c h e s — s i nous en croyons l e s exemples de Paulhan--passent directement de l ' u n a 1*autre. 113 I I I - ANALYSE DE LA METAPHORE  DANS LE PROVERBE Les etudes f a i t e s sur l e s proverbes, dont nous avons p r i s connaissance, t e l l e s u r t o u t c e l l e de George B. M i l n e r , "De 1*armature des l o c u t i o n s p r o v e r b i a l e s . E s s a i de taxo-23 » * nomie semantique", considerent l a s t r u c t u r e meme des pro-verbes e t , s i l a r e l a t i o n entre eux des termes c o n s t i t u a n t l e s proverbes nous i n t e r e s s e n t , e l l e ne nous s u f f i t pas cependant, car e l l e ne considere pas 1 * a p p l i c a t i o n meta-phorique du proverbe. Nous nous rendons c e r t e s compte que l a metaphore p r o v e r b i a l e est d i f f i c i l e m e n t analysable a cause de l a m u l t i p l i c i t y meme de 1 * a p p l i c a t i o n de pro-verbes a des s i t u a t i o n s concretes, mais l* o n peut t r a c e r l e s grandes l i g n e s de c e t t e a p p l i c a t i o n metaphorique. Nous nous proposons done, comme p o i n t de depart, de r e v e n i r a l a f o n c t i o n du proverbe et d'en c o n s t r u i r e un schema hypothetique. S ' i l est v r a i , et l e s etudes ethnographiques semblent suffisamment l e demontrer, que l e proverbe a l a v a l e u r d'un c o n s e i l , base sur l a recon-maissance et l a d e f i n i t i o n d'un probleme, et l a maniere t r a d i t i o n n e l l e de p a l l i e r ce probleme, nous pouvons done presumer une s t r u c t u r e t r i p a r t i t e du proverbe: (1) reconnaissance, d e f i n i t i o n du probleme, d'une s i t u a t i o n de base. Nous al l o u o n s a c e t t e p a r t i e l e symbole ( x ) . (2) l e remede, t r a d i t i o n n e l l e m e n t apporte a c e t t e s i t u a t i o n , auquel nous assignons l e symbole ( y ) , l e d e s e q u i l i b r e cause par (x) etant en e f f e t r e t a b l i par l e remede ( y ) . (3) l e c o n s e i l . e x p l i c i t e ou i m p l i c i t e ; c e t t e d e r n i e r e par-t i e n'etant pas necessairement exprimee dans l e proverbe. Nous 1'appellerons ( c ) . Le proverbe d e c r i t done une s i t u a t i o n (x) q u i d e v r a i t , pour b i e n f a i r e ( c ) , e t r e t r a i t e e de l a maniere ( y ) . Du p o i n t de vue metaphorique, i l s ' a g i t l a d'un p l a n f i g u r e q u i i l l u s -t r e une s i t u a t i o n concrete d e f i n i e ( p l a n p r o p r e ) , a l a q u e l l e on cherche une s o l u t i o n ou un remede, Dans l a p r a t i q u e , l e proverbe est rarement d i v i s e d'une maniere a u s s i evidente. Meme s ' i l est c o n s t r u i t sur ce modele t r i p a r t i t e , l e s deux termes (y) et (c) sont sou-vent confondus, par exemple. C'est a i n s i que l e proverbe peut depeindre une s i t u a t i o n q u i s e r a i t tenement dange-reuse s i on l a l a i s s a i t se developper qu'une seule defense s u f f i t et que l e terme q u i i n t e r d i t c e t t e s i t u a t i o n c o n s t i -115 tue a. l a f o i s un remede et un c o n s e i l . Prenons 1'exemple du proverbe "Ni l'etoupe proche aux t i s o n s , n i moins f i l l e s pres des barons", q u i est d ' a i l l e u r s e x p l i c i t e par un autre proverbe t "La femme est d'etoupe, l'homme de f e u , et l e d i a b l e s o u f f l e dessus". Le danger e s t depeint i c i d'une maniere t r e s c l a i r e , et l a metaphore s u f f i t a. formuler 1 ' i n t e r d i c t i o n . Dans l'enigme metaphorique, on ne peut c o n s i d e r e r l a metaphore que dans l'enigme complete (image et reponse). De meme, 1'analyse de l a s t r u c t u r e metaphorique du proverbe n e c e s s i t e 1 * i n c l u s i o n du contexte dans l e q u e l ce proverbe est employe, et p r o d u i t l e schema su i v a n t t P l a n p r o v e r b i a l f i g u r e P l a n concret propre (c) (c) Premisses constantes Premisses v a r i a b l e s (x) image i n t e r p r e t a t i o n a p p l i c a t i o n ( s i t u a t i o n -» correspondent a. 1' image i n t e r p r e t e e ) (y) image i n t e r p r e t a t i o n -> — a p p l i c a t i o n ( s i t u a t i o n correspondant a. 1' image i n t e r p r e t e e ) La s t r u c t u r e du proverbe e s t done: (x) p r o v e r b i a l : (y) p r o v e r b i a l n (x) r e e l i (y) r e e l . 116 La consequence (c) du p l a n f i g u r e , enoncee ou i m p l i -quee par l e proverbe, d e v r a i t logiquement et r e r e p r o d u i t e 24 a dans l a r e a l i t e . I.'.ais, meme s i (c) n'est pas e x p l i c i t e m e n t present dans 1 'enonce du proverbe, l e simple f a i t de se s e r v i r d'un proverbe pour i l l u s t r e r une s i t u a t i o n r e e l l e et t e n t e r d'y remedier est forcement l a f o r m u l a t i o n de (c) dans l a r e a l i t e . Le schema de l a s t r u c t u r e metaphorique p r o v e r b i a l e , q u i s u i t de t r e s pres l a v a l e u r f o n c t i o n n e l l e du proverbe p r e n d r a i t done l a forme c i r c u l a i r e s u i vante: f i g u r e (x) <-I (y) r e e l (c) (x) t © (x) r e e l , s o i t l a s i t u a t i o n o r i g i n e l l e a l a q u e l l e l e pro-verbe s*applique, est l e p o i n t de depart, et (jr) e s t l e but meme de 1 ' e f f o r t p r o v e r b i a l : l a s o l u t i o n p r a t i q u e , basee sur 1 *experience t r a d i t i o n n e l l e , calquee sur un modele comprehensible, a l a q u e l l e on souhaite a r r i v e r pour p a l l i e r l e probleme souleve dans l a r e a l i t e . L ' e q u i l i b r e des f o r c e s probleme/remede es t d'abord r e t a b l i au niveau nythique du proverbe pour conduire, par 117 1*exemple, au re t a b l i s s e m e n t de l ' e q u i l i b r e de ces memes f o r c e s dans l a r e a l i t e . Ce n'est pas sans une c e r t a i n e d i f f i c u l t y que l ' o n peut a p p l i q u e r ce modele hypothetique a l a r e a l i t e de 1'enonce p r o v e r b i a l . La n o t i o n "probleme/remede", et l e ret a b l i s s e m e n t (y) de l ' e q u i l i b r e mis en danger (x) n'appa-r a i s s e n t n i assez frequemment, n i assez c l a i r e m e n t q u ' i l ne l e f a u d r a i t pour que ce modele s o i t a coup sur a p p l i c a -b l e . Mais s i a l a n o t i o n de probleme/remede, nous s u b s t i -tuons c e l l e de situation/consequences, ou l e c o n s e i l (c) n'apparait l e p l u s souvent que dans l a simple f o r m u l a t i o n du proverbe, l e champ d ' a p p l i c a t i o n s ' e l a r g i t b i e n davantage. Nous retrouvons l a r e l a t i o n des quatre termes« s i t u a t i o n r e e l l e (x) « consequences r e e l l e s (y) t > s i t u a t i o n metaphorique (x') i consequences metaphoriques (y')» Le terme "consequences r e e l l e s " peut e t r e s o i t absent ( l e proverbe e s t a l o r s s o i t un avertissement, s o i t un con-s e i l , et l a sequence est alors« ( x ' ) — * (y')/(x )—> (jF) )» s o i t present ( e t l e proverbe est a l o r s simple i l l u s t r a t i o n de l a r e a l i t e ) . Q u ' i l s o i t a v i s ou c o n s t a t a t i o n de f a i t s , l e proverbe forme un enonce i n v a r i a b l e , dont 1 ' i n t e r p r e t a t i o n e st plus 118 ou moins constante dans l a c u l t u r e , mais dont 1 • a p p l i c a t i o n est purement i n d i v i d u e l l e e t , de l a , s i v a r i e e que nous devons en examiner chaque f o i s l e s termes. L ' i n t e r p r e t a t i o n du proverbe est l a premisse essen-t i e l l e a son a p p l i c a t i o n , et nous desir o n s donner un exem-p l e de l a d i f f i c u l t y q u i e x i s t e , pour ceux qui sont e t r a n -gers a l a c u l t u r e , a f o u r n i r c e t t e i n t e r p r e t a t i o n . Cet exem-p l e est deja c i t e par George M i l n e r , q ui lui-meme se base sur un a r t i c l e paru dans l e Times du 2? octobre 1966, j u s -tement pour p r e v e n i r contre c e r t a i n s prejuges c u l t u r e l s et l i n g u i s t i q u e s q u i peuvent i n f l u e n c e r c e t t e i n t e r p r e t a t i o n e t , de l a , 1*analyse meme des proverbes, I I s ' a g i t du proverbe " R o l l i n g stones gather no moss", dont 1'equivalent f r a n g a i s est " P i e r r e q u i r o u l e n'amasse pas mousse", et que M i l n e r s i t u e dans son contexte a n g l a i s et e c o s s a i s , d e f i n i s s a n t a i n s i l e s deux m o t s - c l e f s du pro-verbe : " r o u l e r " : Ecosse: bouger, et r e a c t i f , c i r c u l e r ( t ) A n g l e t e r r e : etre i n s t a b l e , e r r e r de ca, de l a (-) "mousse" t Ecosse: paresse d * e s p r i t , i n e r t i e , ankylose (-) An g l e t e r r e : r i c h e s s e , p r o s p e r i t y (+). Sans aucun doute, l e proverbe f r a n g a i s attache l a meme va l e u r a ces termes que l e proverbe a n g l a i s : 1 1 9 Angleterre-Prance s P i e r r e ( s ) ( - 0 q u i r o u l e ( n t ) (-) n'amas-se(nt) ( t ) pas (-) mousse (-»•). Ecosse i P i e r r e s (+•) qui r o u l e n t ( + ) n'amassent (f) pas (-) mousse (-). S i l e s langues romanes i n d i q u e n t toutes l e meme sens que l e notre pour l e u r e q u i v a l e n t de ce proverbe, 1 ' i n t e r -p r e t a t i o n ecossaise n'est cependant pas unique, c a r l e Dr Kongas Maranda r e c o n n a i t l e meme sens au proverbe f i n -l a n d a i s correspondant, Comme nous 1*avons vu pour l e premier proverbe c i t e , 1'enonce p r o v e r b i a l peut etre deja lui-meme une metaphores " V i l l e q u i parlemente et f i l l e q u i ecoute sont b i e n t o t p r i s e s " , "A pauvre coeur, p e t i t s o u h a i t ; a pauvres gens, menue monnaie", "Abreuver son cheval a tous gues, mener sa femme a tous f e s t i n s , de son cheval une rosse on f a i t , et de sa femme une c a t i n " , S o i t t ( 1 ) V i l l e q u i parlemente (x') i est b i e n t o t p r i s e (y* ) ss f i l l e q ui ecoute (x") est b i e n t o t p r i s e (y") si s i t u a -t i o n r e e l l e (x) s consequences r e e l l e s ( y ) . (2) Abreuver son cheval a. tous gues (x') s de son cheval une rosse on f a i t (y') ss mener sa femme a. tous f e s t i n s (x")s 120 de sa femme (on f a i t ) une c a t i n (y") n s i t u a t i o n r e e l l e (x) i consequences r e e l l e s ( y ) . La metaphore exprimee dans l e proverbe peut e t r e un simple renforcement de 1*enonce p r o v e r b i a l , ou meme une i l l u s t r a t i o n courante d'un proverbe q u i est fi n a l e m e n t passee dans l e t e x t e meme, peu importe. S i l e proverbe de l a v i l l e q u i parlemente peut c e r t e s s e r v i r d'avertissement a toute f i l l e sur l e p o i n t de se l a i s s e r s e d u i r e par un beau p a r l e u r , on peut a u s s i s'en s e r v i r pour toute autre s i t u a t i o n comparable, dont l e s consequences s e r a i e n t e l l e s a u s s i comparables, s o i t comme avertissement ( s i l e proverbe est enonce a temps), s o i t comme morale ( s i l e f a i t e s t deja accompli). S i l e p l a n metaphorique et l e p l a n de l a s i t u a t i o n concrete a l a q u e l l e on 1*applique sont l e s deux niveaux evidents de l a f o r m u l a t i o n p r o v e r b i a l e , i l e x i s t e deux autres niveaux sans l e s q u e l s l e proverbe, t e l que nous l e conce-vons, ne s e r a i t pas p o s s i b l e : l e p l a n de 1 * i n t e r p r e t a t i o n du proverbe et c e l u i de 1'apprehension des c i r c o n s t a n c e s qui entourent l a s i t u a t i o n concrete et de son analyse. La reconnaissance d'une analogie entre l e s deux determine l'em-p l o i du proverbe. 121 Nous obtenons a i n s i l e schema suivanti X'<_] I 1 3 ' ] V i i plan de 1 ; x< 1 f \ J f j l ' i n t e r p r e -^ i t a t i o n ( P : proverbe R J r e a l i t e ) La reconnaissance par l e s usagers d'un proverbe d'une analogie e t a b l i e d'une part entre une s i t u a t i o n con-crete (x) et une s i t u a t i o n decrite par un proverbe (x')s et d*autre part entre l e s consequences decrites par l e pro-verbe (y') et l e s consequences s o i t prevues, s o i t existant dans l a r e a l i t e (consequences (y) de cette s i t u a t i o n con-crete), permet l a projection suivante: enonce proverbial (x'y') / s i t u a t i o n concrete (xy), s o i t encore: plan figure/plan propre. S i , en e f f e t , l a metaphore poetique passe du plan pro-pre au plan f i g u r e , c'est parce que l e plan propre est constitue de termes connus, e t a b l i s , dont I ' e c r i v a i n perQoit certaines a f f i n i t e s (analogiques) avec d*autres termes appar-tenant a un domaine d i f f e r e n t ; i l construit une "image", et par 1'addition de ce plan figure au plan propre o r i g i n e l , produit une metaphore. 122 Le proverbe, l u i , au c o n t r a i r e , a comme premisse constante un p l a n f i g u r e , et, meme s ' i l est lui-meme deja une metaphore, ne prend vraiment sa v a l e u r metaphorique complete qu'en f o n c t i o n d'une v a r i e t e de plans propres aux-quels i l peut s ' a p p l i q u e r . La r e l a t i o n p r o p r e / f i g u r e est done inversee dans l a metaphore poetique et 1'enonce p r o v e r b i a l : p l a n propre p l a n f i g u r e metaphore x/y ^x'/y' proverbe x/y < x'/y' 123 NOTES SUR LE CHAPITRE IV 1 C i t e par A. T a y l o r , The Proverb (Copenhague, Rosenkilde and Bagger, 1962), p. 8 ? . 2 R h e t o r i c a . L i v r e I I , ch. 21, pp. 1394a et b, 1395a. 3 A. T a y l o r , op. c i t . . p. 10. 4 V o i r Roger D. Abrahams, " I n t r o d u c t o r y Remarks to a R h e t o r i c a l Theory of F o l k l o r e " , J o u r n a l of American  F o l k l o r e . 81 (1968), p. 150. 5 M i c h e l C o r v i n Copi, P e t i t e F o l i e C o l l e c t i v e ( P a r i s , Tchou, 1966). 6 P i e r r e Dhainaut, "Les Exemples d'Eluard", Cahiers dada  s u r r e a l i s t e . No 4 (19?0). 7 L'Homme. IX, No 3 (1969). 8 A. J . Greimas, " I d i o t i s m e s , proverbes, d i c t o n s " , Cahiers  de L e x i c o l o g i e , 2 (i960) p. 58. 9 G. M i l n e r , op. c i t . . pp. 54 et seq. 10 Les proverbes a n g l a i s sont c i t e s par A. Dundes, "Trends i n Content A n a l y s i s . A Review A r t i c l e " , Midwest F o l k -Lore. X I I , No 1 ( S p r i n g 1962), pp. 37 et 38; et l e s proverbes f r a n c a i s sont t i r e s de E l i a n J . F i n b e r t , Dictons et Proverbes f r a n ? a i s ( P a r i s , M orel, 1962). 11 " S t r u c t u r e des Enigmes", p. 38. V o i r c h a p i t r e precedent. 12 A. T a y l o r , OP. c i t . Ce passage est a u s s i c i t e par G. M i l ner, et nous nous servons i c i de l a t r a d u c t i o n q u ' i l emploie p. 51» 13 E. Ojo Arewa, "Proverb Usage i n a " N a t u r a l " Context and O r a l L i t e r a r y C r i t i c i s m " , J o u r n a l of American Folk-k l o r e . 83 (1970), p. 430. 124 14 Oeuvres Completes I I ( P a r i s , C e r c l e du L i v r e Precieux, 196-oT: 15 "Les Hain-Tenys", pp. 73 et 81. 16 Pour chercher c o n s o l a t i o n . 17 "Les Hain-Tenys", pp. 71 et 81. 18 Thomas F e r e n c z i , "Jean Paulhan et l e s problemes du l a n gage", Cahiers dada s u r r e a l i s m e , No 4 (1970), p. 57* 19 "L*experience du proverbe", pp. 104-105. 20 I b i d . . p. 106. 21 I b i d . . pp. 104-105. 22 V o i r Thomas F e r e n c z i , op. c i t . 23 G. M i l n e r , OP. c i t . 24 V o i r dans l e premier c h a p i t r e l e passage t r a i t a n t de l ' a n a l o g i e , p. 17, I I I . 125 CHAPITRE V LE PROCEDE METAPHORIQUE Nous avons vu, au cours des c h a p i t r e s precedents, d i f f e r e n t s aspects de l a pensee metaphorique, d i f f e r e n t e s manieres de p r o j e c t i o n d'un p l a n a un autre de termes ayant entre eux c e r t a i n e s r e l a t i o n s , c e r t a i n s r a p p o r t s d'analogie. Nous semblons t r a i t e r en termes b i e n vagues de formes etudiees par l e s r h e t o r i c i e n s , et d e f i n i e s par eux de so r t e a. en r e d u i r e l e p l u s p o s s i b l e l ' a m b i g u i t e . Et pourtant, s i nous preferons ne pas u t i l i s e r ces termes et adoptons ceux, p l u s vagues, de metaphore et d'analogie, c'est precisement parce que nous avons besoin de ce vague i n i t i a l pour e t u d i e r ce procede d'apprehension d'une r e a l i t e e x i s t a n t sur d i v e r s plans simultanes. Nous nous rendons cependant b i e n compte que l e terme 126 Metaphore a besoin d'une d e f i n i t i o n autre que c e l l e , e l l e -meme metaphorique, et r e s t r e i n t e , que nous l u i accordons l e plu s souvent dans ce memoire: f A s f 3, Pour l e s besoins de notre etude, nous preferons a toutes l a d e f i n i t i o n que donne de l a metaphore Northrop Frye. C'est, e c r i t - i l 1 , l a r e l a t i o n q u i e x i s t e entre deux symboles, r e l a t i o n q u i peut e t r e une simple j u x t a p o s i t i o n , dans l e cas de l a metaphore l i t t e r a l e ; une a f f i r m a t i o n r h e t o r i q u e de ressemblance ou de s i m i l a r i t e , dans c e l u i de l a metaphore d e s c r i p t i v e ; une analogie de p r o p o r t i o n entre quatre termes, pour l a meta-phore f o r m e l l e ; 1 ' a s s i m i l a t i o n d'un i n d i v i d u a sa c l a s s e , pour former l a metaphore u n i v e r s e l l e concrete ou ar c h e t y p a l e ; ou finalement l e enonce d'une'jldentite hypothetique, dans l e cas de l a metaphore anagogique. Pour t e n t e r , t o u t d'abord, de r e c a p i t u l e r un peu l e s c h a p i t r e s precedents sur l a metaphore l i t t e r a i r e , l'enigme et l e proverbe, nous pouvons e t a b l i r l e tableau de p r o j e c -t i o n s u i v a n t : S i nous al l o u o n s l e s symboles x et y aux termes du p l a n propre, et x* et y' aux termes metaphoriques de 1'image, b i e n qu'obtenant toujours l a meme r e l a t i o n d'ana-l o g i e x : y : i x ' : y ' , et par extension x:x'::y:y', nous voyons 12? que l e s rapports de p r o j e c t i o n sont t o u t e f o i s d i f f e r e n t s . Metaphore : Enigme: Proverbe: y' n -> y n Metaphore: La metaphore developpee de Proust transpose f i d e -lement l e s termes d'un p l a n a l ' a u t r e , et x:y se re c o n n a i t f a c i l e m e n t en x':y'. Mais lorsque Proust opere par t r a n s -2 p o s i t i o n s synesthesiques une s u b s t i t u t i o n s ' e f f e c t u e , comme nous l'avons vu dans l a metaphore non-developpee ( a l l u s i v e et d i f f u s e ) , souvent au niveau de l a combinaison s u b s t a n t i f / a d j e c t i f , comme par exemple dans "odeur obscure" et " l a sono-r i t e mordoree du nom de Brabant". L'entrecroisement des He-ches xy' et yx' dans notre tableau correspond a c e t t e s t r u c -t u r e : un terme x ou y du p l a n propre se trouve a d j o i n t un terme y* ou x* du pl a n synesthesiquement a s s o c i e , pour f o r -mer une t r a n s p o s i t i o n metaphorique. 128 Enigme> Dans ce c a s - c i , l e terme x (reponse) est n e c e s s a i -rement omis, a l a f o i s i ndique et d i s s i m u l e par l e s autres termes. S i 1*image x* est p r o j e t e e sur l a reponse x, l e s termes y et y* r a t t a c h e s respectivement a l a reponse (p l a n propre) et a 1'image ( p l a n f i g u r e ) ont entre eux l a meme r e l a t i o n , exprimee t o u t e f o i s en termes i n v e r s e s . Proverbess Tant que l a r e l a t i o n x * j y * j : x i y est maintenue, l e nombre n de s i t u a t i o n s auxquelles c e t t e r e l a t i o n peut s'appliquer n'est pas d e f i n i . Nous avons vu que l e terme y, q u i correspond aux consequences d'une s i t u a t i o n concrete avec l a q u e l l e un p a r a l l e l e p r o v e r b i a l est per$u, n'est pas forcement exprime. I I peut e t r e seulement a n t i c i p e . Nous voyons que dans aucun cas i l n'est n e c e s s a i r e que l e s quatre termes s o i e n t e x p l i c i t e m e n t presents dans 1*enonce. Nous avons examine l e phenomene "physique" du procede metaphorique, et peut-etre e s t - i l temps maintenant de nous demander pourquoi l e langage o p e r e - t - i l , consciemment ou inconsciemment, sur deux p l a n d i f f e r e n t s ? I I est b i e n evident que nous abordons l a un s u j e t q u i s o r t du cadre de notre etude, c a r nous entendions b i e n "procede" en t a n t que moyen mecanique et non se r e f e r a n t a une p h i l o s o p h i e du langage. Mais apres a v o i r examine l a s t r u c t u r e de l a metaphore, i l semble d i f f i c i l e de p r e t e n d r e n ' a v o i r pas eu au moins l a c u r i o s i t e de nous poser l a q u e s t i o n : "Pourquoi l a metaphore?" S ' a g i t - i l d'une c o n s t r u c t i o n a r t i f i c i e l l e pour e n j o l i v e r l e s t y l e , i l l u s t r e r l a pensee? Oui, sans doute, a un c e r t a i n niveau. Et sans doute a u s s i l a p e r c e p t i o n synesthesique e s t - e l l e b i e n une r e a l i t e psychologique i n d e n i a b l e . I I n'est pas n e c e s s a i r e que Bau d e l a i r e nous a i t a f f i r m e que " l e s par-fums, l e s couleurs et l e s sons se repondent" i nous l e sa-vions deja.. D e c r i r e en mots c e t t e p e r c e p t i o n , c'est f a i r e des metaphores, mais est-ce d i r e que l a metaphore s*impose a l o r s et est forme de pensee n a t u r e l l e ? Nous voyons l a metaphore operer p a r t o u t autour de nous. Quelle jeune f i l l e n'a ser r e sur son coeur l a l e t t r e de l'aime, dont l e s mots l ' a s s u r e n t d'une flamme i n s a t i a b l e , a defaut d'en pouvoir e t r e i n d r e l ' a u t e u r meme? Cette a c t i o n spontanee, i r r e f l e c h i e , p a r t i c i p e d'une c e r t a i n e magie par an a l o g i e , comme par exemple c e l l e q u i - - P a r t i e pour l e T o u t — c o n s i d e r e cheveux ou rognures d'ongles s u f f i s a n t e s pour r e p r e s e n t e r l ' e t r e t o u t e n t i e r , v i c t i m e ou b e n e f i c i a i r e de r i t e s raagiques. La c o n f e c t i o n d'une poupee de c i r e pour s a t i s f a i r e aux memes 130 necessities, p a r t i c i p e d'un autre genre d'analogie, ou l a correspondance de p a r t i e a p a r t i e est minutieuse: l'organe a t t e i n t dans l a r e a l i t e correspond a l a p o s i t i o n q u ' i l o c c u p e r a i t dans l a poupee transpercee d'une e p i n g l e . Toute-f o i s , Freud p r e c i s e dans Totem et Tabou que l a ressemblance n'est pas i n d i s p e n s a b l e et que n'importe quel o b j e t peut s e r v i r pour r e p r e s e n t e r l a v i c t i m e , I I s ' a g i t l a de deux procedes d i f f e r e n t s , mais q u i tous deux procedent d'une maniere metaphorique. Que l a magie s o i t , s e l o n l e s termes de F r a z e r , i m i t a t i v e ou contagieuse, e l l e procede to u j o u r s par l e s p r i n c i p e s de c o n t i g u i t e et de s i m i l a r i t e , q u i forment 1'essence du procede metaphorique. Mais s i nous ne reconnaissons en nous que rarement ce genre de magie, i l nous a r r i v e a tous de r e v e r . E t c'est precisement, d i t Jung^ l a c a r a c t e r i s t i q u e des reves q u ' i l s ne s'expriment jamais d'une maniere l o g i q u e , a b s t r a i t e , mais tou j o u r s dans l e langage de l a parabole ou de l a comparaison, c a r a c t e r i s t i q u e q u ' i l s partagent avec l e s langues p r i m i t i v e s , ou meme c e l l e de l a p h i l o s o p h i e a n t i q u e , Mais, s ' i l nous f a l l a i t e t u d i e r cet autre aspect du pro-cede metaphorique, p l u s encore que par l a magie et par l e reve, par l e langage symbolique ou mythique, l e tabou ou a 131 un moindre degre 1'euphemisme, c'est par l e langage a b s t r a i t que nous devrions peut-etre commencer notre etude. Nous avons vu que l a conception a r i s t o t e l i c i e n n e de l a m e t a p h o r e — c e l l e d'un simple t r a n s f e r t du nom d'une chose a une a u t r e — a evolue vers ce que P h i l i p Wheelwright a p p e l l e une diaphore, a l a q u e l l e i l a pplique p l u s ou moins l a n o u v e l l e d e f i n i t i o n de l a metaphore que donne Read: e l l e e st con$ue comme 1'expression d'une idee complexe, non par 1*analyse, non par 1 ' a f f i r m a t i o n d i r e c t e , mais par l a sou-L. daine p e r c e p t i o n d'une r e l a t i o n o b j e c t i v e . Cette diaphore forme l a base du "langage e x p r e s s i f " , oppose par Wheelwright au "langage steno" d'exacte denotation, et a p p a r t i e n t en propre a l a poesie, a l a r e l i g i o n et au mythe. Mais q u e l l e r e l a t i o n e x i s t e - t - i l entre l e langage concret (ou steno) et l e langage a b s t r a i t (ou e x p r e s s i f ) ? " N i h i l i n i n t e l l e c t u quod non p r i u s f u i t i n sensu", d i s a i t A r i s t o t e ^ . C'est par 1'experience s e n s o r i e l l e q u ' i l nous f a u t d'abord passer pour concevoir et exprimer 1'abs-t r a i t . Le mecanisme q u i f a i t du mot a b s t r a i t une metaphore concrete semble simple: mot c o n c r e t / t r a n s f e r t de s i g n i f i c a -t i o n = mot a b s t r a i t . Mais c e t t e maniere de proceder n'est que l a huitieme p a r t i e v i s i b l e de 1*iceberg. Pour t r a i t e r de l ' a s p e c t philosophique du procede metaphorique, i l nous f a u d r a i t d'abord examiner l e s rapports entre l e concret et l ' a b s t r a i t , sur un p l a n autre que c e l u i du langage meme. Les choses c o r p o r e l l e s ne sont qu'une image des s p i r i t u e l l e s , et Dieu a represents l e s choses i n v i s i b l e s dans l e s v i s i b l e s . ^ (Pasc a l ) The world i s emblematic. P a r t s of speech are metaphors, because the whole nature i s a metaphor of the human mind. „ (Emerson) S i l a r h e t o r i q u e d e f i n i t l a metaphore comme l e t r a n s -f e r t d'un concerpt sur un autre, ou comme l a t r a n s l a t i o n d'un p l a n l o g i q u e a un aut r e , pour l a metaphysique l e concept antecede done l a metaphore. Pour Ni e t z s c h e , au c o n t r a i r e , i l n ' e x i s t e aucune d i f f e r e n c e de nature entre concept et metaphore, mais seule une d i f f e r e n c e de degre metaphorique -( l e moins metaphorique n'etant pas l e concept, mais l a meta-phore ). Nous n'avons aucunement 1 ' i n t e n t i o n de t e n t e r i c i 1'analyse de 1 ' a r t i c l e de S. Kofman sur Nietzsche et l a metaphore, car nous connaissons t r o p mal Nietzsche pour c e l a , mais ce q u i nous i n t e r e s s e i c i , c'est l a puissance c r e a t r i c e q u ' i l accorde a l a metaphore. P a r l e r par metaphores, c'est, pour Ni e t z s c h e , f a i r e r e t r o u v e r a l a langue son expression 133 l a p l u s n a t u r e l l e , 1'expression imagee " l a plus j u s t e , l a o plus simple, l a plus d i r e c t e " . C'est a u s s i , et s u r t o u t , l e moyen d'exprimer l a l i b e r -te et l a c r e a t i v i t e de 1 * i n t e l l e c t q u i , par des metaphores n o u v e l l e s , pousse ^jxtsiqu'aux l i m i t e s l a decouverte de l a v e r i t e : Avec un p l a i s i r c r e a t e u r , i l ( 1 ' i n t e l l e c t l i b e r e des s e r v i t u d e s ) j e t t e l e s metaphores pele-mele et deplace l e s bornes des a b s t r a c t i o n s (...) I I ne p a r l e que par metaphores i n t e r d i t e s et par assemblages conceptuels i n o u i s pour repondre de maniere c r e a t r i c e , au moins par l a destruc-t i o n et l a d e r i s i o n des anciennes b a r r i e r e s c o n c e p t u e l l e s , a 1*impression de l a puis s a n t e i n t u i t i o n du p r e s e n t . ! 0 Cette" puissante i n t u i t i o n du present" est peut-etre l e genie c r e a t e u r du procede metaphorique q u i apprehende et f i x e l a soudaine p e r c e p t i o n d'une m u l t i p l i c i t y de ce que l a lo g i q u e a p p e l l e ensuite a n a l o g i e s . Mais sans e n t r e r dans des c o n s i d e r a t i o n s metaphysiques ou philosophiques, car nous pensons p l u s p r o f i t a b l e de reve-n i r au probleme du langage c o n c r e t / a b s t r a i t , nous pour r i o n s sans doute accepter, avec Brown 1 1 que chaque o b j e t a i t deux s i g n i f i c a t i o n s : l'une concrete, confirmant l a r e a l i t e de cet o b j e t , 1'autre symbolique d'une chose autre que l u i . Brown c o n ? o i t un monde de 1'imageries So, as i t were, behind t h i s v i s i b l e t a n g i b l e world, there i s another a t t a i n a b l e only to man's i n t e l l e c t u a l i n s i g h t , a world of deeper meaning and of s p i r i t u a l s i g n i f i c a n c e , which ^ I have ventured to c a l l the "world of imagery" I I e t a b l i t un t r i p l e systeme de corresppndance entre l e monde t a n g i b l e et c e l u i de 1'imageries l e monde des o b j e t s / l e s symboles, l e monde des mots/les metaphores et l e monde des pensees/les images. L'ouvrage de Brown, World of Imagery, date de 1927 e t , a notre a v i s , date. C'est une etude q u ' i l e st cependant impossible d'ignorer s i l ' o n s ' i n t e r e s s e a l a metaphore, mais q u i i r r i t e souvent par sa con f u s i o n , due peut-etre a. un exces de r i c h e s s e . I I nous s e m b l e r a i t , de p l u s , p l u s exact de concevoir ces deux mondes—concret et a b s t r a i t — j o i n t s precisement par l e monde de l ' i m a g e r i e et non f a i r e de c e l u i - c i l e monde a b s t r a i t lui-meme. C' e s t - a - d i r e que, au l i e u des monde t a n g i b l e monde de l ' i m a g e r i e o b j e t s ^ symboles mots => metaphores pensees ' ^ images 135 < nous suggererions p l u t o t i "monde de concret 1'imagerie" a b s t r a i t o b j e t s < > symboles «i > mots ^ »^ metaphores < => ^ > images < pensees Les symboles, l e s metaphores, l e s images, ne sont que l e moyen d*apprehender a l a f o i s l e concret et 1 * a b s t r a i t , dans une p e r c e p t i o n a l a f o i s s e n s o r i e l l e et i n t e l l e c t u e l l e . S i l a n o t i o n philosophique du procede metaphorique est precisement 1*union de ces deux mondes, concret et a b s t r a i t ( c a r meme s i A et B sont tous deux c o n c r e t s , f A = f B e s t une a b s t r a c t i o n ) , l ' a n a l y s e du procede meta-X X phorique en t a n t que moyen mecanique et p r a t i q u e d'operer c e t t e r e l a t i o n d'un monde a 1*autre est simplement 1'etude de ce que Brown a p p e l l e l e monde de l ' i m a g e r i e . La r e l a t i o n imprevue que l a metaphore (dans un te x t e l i t t e r a i r e , une poesie spontanee, une enigme inconnue, une no u v e l l e a p p l i c a t i o n p r o v e r b i a l e ) e t a b l i t entre deux termes r e v e l e sous un nouveau jour l e poete, l ' i n v e n t e u r d'enigmes, l e sage, par rapport a c e t t e image metaphorique q u ' i l s v i e n -nent d'evoquer et q u i , a son tour, cree une r e l a t i o n n o u v e l l e et p l u s v i b r a n t e entre eux et l e u r l e c t e u r ou l e u r a u d i -t e u r . L*image metaphorique une f o i s apprehendee par ces d e r n i e r s , l e u r denie immediatement l a p a s s i v i t e que l e u r r o l e implique p l u s ou moins, et l e s f a i t spontanement p a r t i c i p e r a l * a c t e de c r e a t i o n poetique qu'est l a meta-phore. 13? NOTES SUR LE CHAPITRE V 1 Northrop Frye, Anatomy of C r i t i c i s m (New York, Atheneum, 1968), p. 366. 2 V o i r Stephen Ullmann, S t y l e i n the French Novel (Cambridge, U n i v e r s i t y Press, 1957). Ch. V:"Trans-p o s i t i o n of Sensations i n Proust's Imagery". 3 "General Aspects of Dream Psychology" i n The S t r u c -t u r e and Dynamics of the Psyche, auquel renvoie C. G. Jung, P s y c h o l o g i c a l R e f l e c t i o n s ( J . Jacobi.ed., P r i n c e t o n U n i v e r s i t y Press, 1970), p. 69. 4 Herbert Read, E n g l i s h Prose S t y l e (New York, 1952), c i t e par P. Wheelwright, "The Semantic Approach to Myth", Myth. A Symposium (Thomas A. Sebeok, ed., Indiana U n i v e r s i t y Press, 1970), p. 158. 5 De Anima, i i i , 7. 6 Pensees. i i , 249, 88. 7 Nature. Ch. IV «"Language". 8 Nous renvoyons a 1 * a r t i c l e de Sarah Kofman, "Nietzsche et l a Metaphore", Poetique. No 5 (1971), pp. 79 et seq. 9 Ecce Homo ( P a r i s , G a l l i m a r d ) , pp. 126-27. C i t e par S. Kofman, i b i d . , p. 80. 10 Le l i v r e du philosophe ( P a r i s , Aubier-Flammarion), p. 191. C i t e par S. Kofman, i b i d . , p. 81. 11 S . J . Brown, World of Imagery (London, Kegan P a u l , Trench, Trubner & Co, L t d , 1927), p. 23. 12 I b i d . . p. 25. 138 3I3LI0GRAPKIS I - 313LI0GRAPH!E GENERALS ET BI3LI0GRAPKIE SUR LA METAPHORE ARISTOTE. " R h e t o r i c a " et "Be P o e t i c a " , The Works of A r i s - t o t l e . W. D. Ross , e d . , Oxford , 1946, v o l . X I . 3ACHELARD, Gas ton . Lautreamont . P a r i s , C o r t i , 1963. 3ARTKES, Ro land . "Elements de s e m i o l o g i e " . Communications, No 4, 1964, pp . 91-144. " L ' a n c i e n n e r h e t o r i q u e " . Communications, No 16,, 1970, pp . 173-223. BAUVOIS, Jean-Leon . "Sur 1•euphemisme". L'Homme, No 2, I X , 1970, pp . 73-80. SIDNEY, D a v i d . "Myth , Symbolism, and Tru th" . _ M Y t h . 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