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Devenir Dame : Le livre de la cité des dames Thibert, Christine 1990

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DEVENIR DAME : LE LIVRE DE LA CITE DES DAMES By CHRISTINE THIBERT B.A., The U n i v e r s i t y of B r i t i s h Columbia, 1988 A THESIS SUBMITTED IN PARTIAL FULFILLMENT OF THE REQUIREMENTS FOR THE DEGREE OF MASTER OF ARTS i n THE FACULTY OF GRADUATE STUDIES (Department o£ French) We accept t h i s t h e s i s as conforming to the r e q u i r e d standard THE UNIVERSITY OF BRITISH A p r i l 1990 ©Christine T h i b e r t , COLUMBIA 1990 In presenting this thesis in partial fulfilment of the requirements for an advanced degree at the University of British Columbia, I agree that the Library shall make it freely available for reference and study. 1 further agree that permission for extensive copying of this thesis for scholarly purposes may be granted by the head of my department or by his or her representatives. It is understood that copying or publication of this thesis for financial gain shall not be allowed without my written permission. Department of The University of British Columbia Vancouver, Canada Date DE-6 (2/88) R6sume En f a i s a n t une analyse du feminisme du L i v r e de l a C i t e des Dames, ce t r a v a i l t e n t e d ' e l a b o r e r un processus que j ' a p p e l l e l e deve n i r Dame. La c o n s t r u c t i o n de l a Cite" et l ' e c r i t u r e du L i v r e se f o n t a t r a v e r s l ' e d i f I c a t i o n de ce processus a t r o i s niveaux : i n t e l l e c t u e l , c o r p o r e l et s p i r i t u e l . Le but du t r a v a i l e s t de montrer comment l a l e c t r i c e du L i v r e de l a C i t e des Dames f a i t 1'experience de ce processus e t d e v l e n t Dame elle-meme en l i s a n t l e l i v r e , comme " C h r i s t i n e " l e d e v i e n t en l ' e c r i v a n t . I l s ' a g i t d'examiner l a mlse en scene du processus de d e v e n i r Dame par l ' a u t e u r e e t de v o i r comment c e l a permet a l a l e c t r i c e de l e vivre. Cette approche nous permet d 1 a n a l y s e r l e s asp e c t s p l u s ou moins problematiques du feminisme p i z a n i e n souleves par p l u s i e u r s c r i t i q u e s . Parmi d'autres, 11 y a l a problematique du c h r i s t i a n l s m e . Quoique c e l a se presente comme un o b s t a c l e et empeche p l u s i e u r s c r i t i q u e s d'accepter C h r i s t i n e de P l z a n en tant que f e m i n l s t e , ce t r a v a i l a f f i r m e que c ' e s t precisement c e l a q u i manifeste l e genie ( f e m i n l s t e ) du L i v r e de l a C i t e des Dames. i i H i s t o i r e du t e x t e C h r i s t i n e de P i z a n , e c r i v a i n e d ' o r i g i n e i t a l i e n n e , a e c r i t Le L i v r e de l a C i t e de Dames en 1404-5. En 1405 e l l e a e c r i t , comme s u i t e a La C i t e des Damesr Le L i v r e des T r o i s Vert-us ou Le T r e s o r de l a C i t e des Dames. Le L i v r e de l a C i t e des Dames e s t une oeuvre a l l e g o r i q u e qui s ' i n s p i r e du fameux Pe Claris mullerlbus (Des dames de renom r 1360) de Boccace et de La C i t e de Dieu (413-424) de S a i n t A u gustin. C'est a u s s i une r e f u t a t i o n de c e r t a i n s auteurs misogynes, comme Matheole et Jean de Meun. Les deux s e u l e s e d i t i o n s c r i t i q u e s f a i t e s a p a r t i r des manuscrits o r i g i n a u x n'ont pas encore ete p u b l i e e s . Ce sont des theses de d o c t o r a t (Lange, 1974, Hamburg; Curnow, 1975, V a n d e r b i l t ) . Le l i v r e a ete t r a d u i t en p l u s i e u r s langues : en flamand (1475) et en a n g l a i s (1521). Plus recemment, i l a ete t r a d u i t e t p u b l i e en a n g l a i s moderne (Ri c h a r d s , 1982), en allemand (Zimmerman, 1986) et en f r a n c a i s moderne (Hicks e t Moreau, 1986). Cette d e r n i e r e t r a d u c t i o n , basee sur l e s manuscrits o r i g i n a u x de P a r i s , s e r a u t i l i s e e dans ce t r a v a i l , p u i s q u ' e l l e e s t l a p l u s a c c e s s i b l e au niveau de l a langue et de l a p u b l i c a t i o n . i i i Table des matieres Resume I i Histoire du texte H i Introduction : devenir Dame 1 Premiere partie : le devenir Dame i n t e l l e c t u e l 1. Introduction : "devenir genie" 11 2. Un p e t i t mouvement en avant : tentative de deplacement 14 3. Le "temoignage reuni" : l a r e p e t i t i o n 21 4. La c i t a t i o n 26 5. Le l i v r e et l a l e t t r e 28 6. L'autorite masculine et l'experience feminine 32 7. L'invention 39 8. Conclusion 47 Deuxieme partie : le devenir Dame corporel 1. Introduction : presence d'un element physique 54 2. Le defaut de's/agreable : l a force physique 58 3. Les Amazones 61 4. Dedoublement du corps, tentative de blsexualite', ou "mutacion" : les Amazones, Christine et autres femmes 63 5. Les vetements de l a Dame 71 6. Marine 75 7. Le v i o l 81 Troisieme partie : le devenir Dame s p i r i t u e l 1. Introduction : de 1'immanence a l a transcendance 2. La dignite o r i g i n e l l e : Eve 95 3. La Eemme-intermediaire : position 102 4. La dignite o r i g i n e l l e : Marie, femme- intermediaire 108 5. Des femmes-intermediaires : les martyres 115 6. Conclusion : Jesus-ChrIsfclne et le christinlsme 1 Conclusion : entre les devenirs 129 Bibllographie 137 iv I n t r o d u c t i o n : dev e n i r Dame In t h i s v i s i o n I am not taught to w r i t e as the p h i l o s o p h e r s w r i t e . The words i n t h a t v i s i o n are not l i k e the words t h a t resound from the mouth of a man, but shine out l i k e flames, and l i k e c l o u d s moving i n the a i r . - H i l d e g a r d of Bingen " L e t t e r to Gu i b e r t of Gembloux" On ne n a t t pas Dame, on l e d e v i e n t . V o i l a ce que "Simone de P i z a n " nous a u r a i t annonce s i e l l e a v a i t vecu. Ce t r a v a i l t e n t e r a de l a f a i r e v i v r e . En f a i s a n t une analyse du feminisme du L i v r e de l a C i t e des Damesr on v e r r a comment C h r i s t i n e de P i z a n a non seulement d i t a sa facon "on ne n a l t pas femme, on l e d e v i e n t " , comme l e cons t a t e E r i c Hicks (14), mais q u ' e l l e a egalement d i t , t o u j o u r s a sa facon, "on ne n a t t pas genie, on l e d e v i e n t " (Beauvoir 1: 175). C'est c e t t e deuxieme formule b e a u v o i r i e n n e , moins c e l e b r e mais a mon a v i s beaucoup p l u s s i g n i f i c a t i v e , q u i nous permettra de mettre en lumiere 1'aspect p o s i t i f de l a premiere formule. Dans l e systeme du L i v r e de l a C i t e des Dames r on passe par l e "devenir g e n i e " pour depasser l e "devenir (comme une) femme" dans l e but d ' a t t e i n d r e l e 1 devenir Dame, ce qui veut dire revendiquer l a dignite i n t e l l e c t u e l l e , corporelle et s p i r i t u e l l e de l ' e t r e humain de sexe femelle. II s'agit d'un processus, d'une reconstruction de ce qui a deja ete construit. Devenir Dame, c'est devenir l a meilleure femme que l'on peut, c'est-a-dire se r e a l i s e r , se transcender indefiniment en tant que femme. Tout est possible. Le devenir du "devenir femme", comme le constate Simone de Beauvoir, est un devenir hege'llen, c'est un "etre devenu" (1: 27). Mais c e l u i du devenir Dame est un type de "devenir femme" qui regarde au-dela : c'est le devenir de l'avenir. Toute femme a done la p o s s i b i l i t e de devenir Dame, de se r e f a i r e en tant que femme. I l ne s'agit plus d'etre digne, mais de le devenir. La feminlte, chez Christine de Pizan comme chez Simone de Beauvoir, se pose a 1'instant meme ou e l l e d i s p a r a i t . La Dame, c'est l a femme qui a le pouvoir. Le choix du t i t r e de pame par Christine, ou le choix du mot Dame dans le t i t r e de son l i v r e , l u i of f r e l a p o s s i b i l i t e d'affirmer l a feminlte en tant qu'autorite tout en (4chappant a l'antlthese homme/femme ou seul l'homme peut se poser en tant qu'autorite. Les hommes ont exploite ce systeme binaire pour mettre l'homme et l a femme en opposition, pour rendre l'Un superieur et 1'Autre i n f ^ r i e u r e . De l a meme facon, i l s ont e t a b l i le systeme des t i t r e s et des rangs sociaux pour mettre en opposition 2 l e maltre e t l ' e s c l a v e . Mais c e l a n'empeche pas C h r i s t i n e de r e c o n n a l t r e e t d'adopter ces systemes o p p r e s s l f s , car son but e s t de l e s adopter pour l e s adapter, de changer notre experience de ces systemes et ces processus sans l e s supprimer totalement. Comme nous l ' a f f i r m e son l i v r e , "on ne d o i t pas renoncer aux choses bonnes e t p r o f i t a b l e s ou l e s l a i s s e r a 1'abandon sous p r e t e x t e que l e s s o t s en usent mai" (230). Selon Simone de Beauvoir, pour "changer l a f o r c e du monde, 11 f a u t y e t r e d'abord solidement ancre; mais l e s femmes solidement e n r a c i n e e s dans l a s o c i e t e sont c e l l e s q ui l u i sont soumises [ . . . ] " (1: 175). Dans l e monde p i z a n i e n i l f a u t s'ancrer pour se d e r a c i n e r . I l f a u t r e d e v e n i r femme, c • e s t - A - d l r e d e v e n i r Dame, se renommer e t se donner un t i t r e q u i e x i s t e d e j a dans l e monde p r e - e t a b l i , t o u t en repensant comment on e s t "devenu femme." C h r i s t i n e adopte e t adapte l e systeme des t l t r e s et des rangs sociaux non seulement pour poser l a f e m i n l t e a 1 ' i n s t a n t meme ou c e t t e f e m i n l t e s ' e f f a c e , mais pour poser l ' a u t o r i t e t o u t en l a n i a n t . Le t i t r e de Dame suggere p l u s que l a d l g n i t e (Richards xxx). I l suggere l a f e m i n l t e tout en l u i accordant l a puis s a n c e . C'est une facon d ' e c l i p s e r l a femme t r a d i t i o n n e l l e m e n t subordonnee e t impuissante, c ' e s t une facon de l a renommer, c ' e s t - a - d i r e de l a changer. Mais ce que c ' e s t que l e pouvoir s e r a egalement transforme. I l s ' a g i t t o u j o u r s de 3 de l ' a u t o r i t e et de l a noblesse, mais de l' a u t o r i t e en tant que dignite, en tant que noblesse de l'ame (d'ame) et de l ' e s p r i t . I l s'agit de la vertu : "Qu'est-ce que done la noblesse s i ce n'est l a vertu? Ce n'est point l a une a f f a i r e de sang ou de chair" ( 2 2 1 ) . Ce sont les mots de l a "b e l l e , courtoise, sage et bien elevee" Sigismonde (221). E l l e s'adresse a son pere, le Prince de Salerne. E l l e est elle-meme de sang et de chair noble. Mais l ' a u t o r i t e de sa noblesse se pose tout en s'effacant. Comme Chr i s t i n e , e l l e tente de modifier ce qui s'entend par autorite, de deplacer l a noblesse et la dignite tout en les posant, tout en les u t i l i s a n t pour son bien. E l l e adopte le systeme de son pere tout en voulant l'adapter a sa propre experience avec laquelle i l rentre en c o n f l i t . Amoureuse de Guichard, "un des gentilshommes les plus obscurs de [la] cour [du pere]", e l l e eprouve, comme l u i d i t son pere, "un sentiment indigne de [son] rang" (220). Quoiqu'elle n'ait pas ose "contrevenir l ' a u t o r i t e paternelle" en se mariant, car son pere ne voulait pas qu'elle se marie avec aucun homme, e l l e a pr i s un amant. E l l e a adapte, pour son bien, une regie qui l u i a ete imposee par l' a u t o r i t e de son pere. D'apres e l l e , e l l e n'a pas ose refuser 1'autorite de son pere en prenant Guichard comme amant, car d'apres son experience de l a noblesse et de l a dignite 1, cet amant est digne de son rang. Puisqu'elle n'a pas tout a f a i t l a meme id6e de la 4 noblesse que son pere, p u i s q u ' e l l e a mod i f i e l e supreme, Guichard e s t a u s s i noble q u ' e l l e . E l l e u t i l i s e t o u j o u r s l e s mimes mots pour l e d e c r i r e , l e meme systeme de rang e t de t i t r e , mais l a facon dont ses mots s i g n i f i e n t e t ce q u ' i l s s i g n i f i e n t ont change. Notons a u s s i q u ' i l s ' a g i t , ironiquement, d'une femme en t r a i n de revendiquer l a d i g n i t e d'un homme. Ce ne se r a pas to u j o u r s l e c a s . E l l e revendique l a d i g n i t e de l'homme comme l'homme d e v r a i t revendiquer c e l l e de l a femme: Ne eroyez pas que ce f u t sans motif ou r e f l e x i o n que j ' a c c e p t a i de c o n s e n t i r aux ela n s de mon coeur; b i e n au c o n t r a i r e , j ' o b s e r v a i s longtemps l a conduite de Guichard e t l e t r o u v a i s l e pl u s noble des hommes de v o t r e cour. (221) De l a meme maniere, sauf que c e t t e f o i s - c i i l s ' a g i t de revendiquer l a d i g n i t e de l a femme, l ' h i s t o i r e de G r i s e l i d i s , f i l l e du pauvre J a n i c o l e , met en scene comment une femme peut changer ce qui s'entend par " l a noblesse." "Le marquis a v a i t remarque l ' e x c e l l e n t e c o n d u i t e " de c e t t e femme e t enfin, e l l e f u t "epousee et h a b i l l ^ e pour t e n i r son rang" (199). Mais pour mettre a l'epreuve l e merite de son epouse, l e marquis l a ren v o i e chez son pere "comme e l l e e t a i t venue", c ' e s t - a - d i r e "toute nue" : "toute nue j e q u i t t a i l a maison de mon pere, et toute nue j ' y r e t o u r n e r a i " (198). Mais c e l a ne l a d e l i v r e r a pas de son rang, de sa d i g n i t e : sa n o b i l i t e va c o n t i n u e r a f a i r e a u t o r i t e . II ne 5 lu i faut qu'"une seule chemise pour v o i l e r l a n u d i t e de c e l l e q u i f u t a u t r e f o i s [ l a ] m a r q u i s e . " Une f o i s anonyme, e l l e ne p e u t p a s c a c h e r s o n h o n n e u r s o u s s e s p a u v r e s h a b i t s . Q u o i q u ' e l l e a i t l ' a i r p a u v r e , l e s gens s o n t " e t o n n e s " p a r s a " h a u t e c o n d u i t e " , e t l e u r i d e e de c e que c ' e s t que l a h a u t e c o n d u i t e a c h a n g e . C h r i s t i n e c o n s t a t e que q u o i q u e G r i s e l i d i s ne s o i t p l u s m a r q u i s e , e l l e e s t t o u j o u r s Dame. Le t l t r e de Dame, comme marque de n o b l e s s e , n ' e s t p l u s r e s e r v e a u s a n g e t a l a c h a i r n o b l e . I l e s t acco r d e * a " b i e n d ' a u t r e s femmes b e l l e s e t b o n n e s p a r m i l e s c o m t e s s e s , b a r o n n e s , dames, d a m o i s e l l e s , b o u r g e o i s e s , e t femmes de t o u s l e s e t a t s " ( 2 3 7 ) . k t o u t e s c e l l e s q u i h a b i t e n t l a C i t e \ a u x "no m b r e u s e s c o m p a g n i e s de femmes de t o u s l e s e t a t s " , l a n o b l e s s e e s t a c c o r d e d , c a r a c h a c u n e e s t donne" "ce q u i l u i a p p a r t i e n t a u m i e u x de [ s o n ] p o u v o i r . " C h a c u n e a l e d r o i t de f a i r e a u t o r i t e " ( 4 4 ) . Q u ' i l s ' a g i s s e de l a n o b i l i t - S i n t e l l e c t u e l l e , c o r p o r e l l e , ou s p i r i t u e l l e , l a n o b l e s s e e s t une p o s s i b i l i t y u n i v e r s e l l e . C h r i s t i n e i m i t e l e s s y s t e m e s d e s hommes, c e u x q u i e x i s t e n t d6ja d a n s l e monde pr£-etabli, m a i s e l l e n ' i m i t e p a s l e s r a p p o r t s q u i e x i s t e n t d a n s c e monde e n t r e l e s hommes e t l e u r s s y s t e m e s . E l l e d o i t t r o u v e r s e s p r o p r e s r a p p o r t s , s a p r o p r e e x p e r i e n c e de l e u r s s y s t e m e s , c a r , p u i s q u e q u ' e l l e e s t i m p a r f a i t e e t v e u t s e p e r f e e t i o n n e r , l a c o n d u i t e d e s hommes ne p e u t p a s l u i s e r v i r d ' e x e m p l e e t de m o d e l e : " [ . . . ] q u a n d l e s hommes s e r o n t p a r f a i t s , a l o r s l e s femmes l e s 6 i m i t e r o n t " (210). Ce ser o n t l e s hommes q u i , grace a l a noblesse de l ' e s p r i t f e minin, r e c o n n a i t r o n t chez l e s femmes, s i n o n l e d e s i r q u ' e l l e s ont d ' i n t e g r e r l e u r i n t e a r i t e dans l e u r s systemes, un exemple de comment mieux gouverner, comment mieux u t i l i s e r l e pouvoir des systemes, mieux juger soi-meme et l e s a u t r e s s e l o n des v a l e u r s i n t e l l e c t u e l j t , c o r p o r e l k e t s p i r i t u e l l f c . C h r i s t i n e s'occupe non seulement de revendiquer l a d i g n i t e des femmes, mais l'honneur des hommes q u ' e l l e rend " p a r f a i t s , avec l e temps" (50). S i l a femme ne peut ou ne veut pas changer de c l a s s e s e x u e l l e , e l l e peut changer de rang par sa noblesse i n t e l l e c t u e l l e , c o r p o r e l l e e t s p i r i t u e l l e , car meme s i l e s femmes ne sont pas des hommes, " e l l e s a u s s i , f o n t p a r t i e du peuple de Dieu, [ . . . ] e l l e s sont des c r e a t u r e s humaines au meme t i t r e que l e s hommes, et [...1 ne sont p o i n t d'une au t r e race ou d'une espece d i f f e r e n t e que l'on p o u r r a i t e x c l u r e " (212). La femme peut, comme l ' i m p l i q u e l e t i t r e de Damer, de v e n i r s u p e r i e u r e . Mais l e concept du pouvoir, comme c e l u i de l a s u p e r i o r i t y , a change. I l n'est p l u s o p p r e s s i f . II ne se d e f i n i t plus par ra p p o r t a 1 ' i n f e r i e u r ( e ) , par rap p o r t a 1'Autre. I I se transcende e t se depasse i n d e f i n i m e n t . La femme en ta n t que Dame pourra p a r t i c i p e r a l'economie du monde m e i l l e u r et pas seulement au gouvernement du monde p r e - ^ t a b l i . C h r i s t i n e p a r t l c i p e a l a c o n s t r u c t i o n du monde, a 1'education de s o i e t de c e l l e s 7 qu*elles gouvernent, des futures Dames, de ses lectrices et de ses lecteurs. Le choix d'accorder aux femmes le t i t r e de Dame nous permet de dedoubler un mot beauvoirien : en tant que Dames les femmes "s'ancrent" pour s'encrer, c'est-a-dire pour se deraciner a travers l'ecriture. Elles s'inscrivent dans le monde pre-etabll pour s'ecrire une position dans 1'elaboration du monde meilleur et dans le mouvement de la transcendance humaine. L'un ne va pas sans 1 'autre. On ne peut pas s'ancrer sans s'encrer, sans se deraciner. Le mot "ancre" peut done nier sa connotation d'inaction : i l faut s'ancrer et s'Installer solidement en creusant la terre pour se sentir a l'aise dans la cite qu'on veut utopiquement reconstruire, pour participer a l'activite humaine d'^crire, de decrire, et de re-ecrire. I l ne faut pas oublier qu'il ne s'agit pas de construire un nouveau monde mais d'un monde meilleur. II n'est pas necessaire de changer completement les structures et les systemes pour inclure la femme. I l n'est pas necessaire de creer un nouveau monde ailleurs, separe* des autres : pas besoin de construire un autre monde, ou meme un monde qui serait autre, avec de nouvelles structures et de nouveaux systemes. I l s'agit de reconstruire le monde pre-^tabli et de changer notre experience de ses structures et ses systemes, ainsi que nos £a<jons de nous en servir et les faeons dont i l s se servent de nous. C'est le processus par 8 l e q u e l l e monde m e i l l e u r , l e nouveau monde, s'epanouira. C h r i s t i n e adopte l e pouvoir e t s ' a f f i r m e en t a n t q u ' a u t o r i t e t o u t en c r i t i q u a n t l e pouvoir e t l ' a u t o r i t e . En r e j e t a n t ce qui s'entend par l e t i t r e "Dame" tout en l ' u t i l i s a n t , e l l e f i n i t par r e j e t e r l e pouvoir de 1'auteur e t de l a l e t t r e , mais e l l e l e f a i t a t r a v e r s l a l e t t r e et en devenant auteure. Cela ne veut pas d i r e q u ' e l l e devien-fc homme, q u ' e l l e repete l e s e r r e u r s dont e l l e accuse l e s hommes. I l n'est p l u s n e c e s s a i r e , comme i l 1 ' e t a i t dans sa Mutacion f de se transformer en homme, de s u b i r une metamorphose. Ce sont l e s systemes eux-memes qui d o i v e n t s u b i r une "mutacion." Ce n'est pas l e processus de s ' a p p r o p r i e r l e monde masculin en t a n t qu'homme q u i l ' i n t e r e s s e , mais c e l u i d'adopter/adapter l e monde masculin en t a n t que femme. Avec l e choix du t i t r e Q a m e , , C h r i s t i n e revendique pour l a femme l e d r o i t d ' e x p l o i t e r l e s systemes. Nous n'avons pas a f a i r e a un paradoxe, a l a femme qui ne f a i t que p a r l e r comme un homme en se donnant un t i t r e , mais a une p a r o d i e , ou, pour u t i l i s e r une formule de Naomi Schor, une " p e r o d i e " ( x i i ) . C h r i s t i n e imite l a conduite des hommes et l e u r experience des systemes seulement dans l a mesure ou e l l e s'en moque. E l l e imite l e u r conduite tout en l a changeant, en mettant en r e l i e f comment l e s hommes "usent mai" des systemes qui sont en e f f e t " p r o f i t a b l e s . " 9 Comme eux, e l l e va e c r l r e des l i v r e s sur l e s femmes, mais on entendra "un autre son de c l o c h e " (146). La Dame s ' a f f i r m e r a en t a n t q u ' a u t o r i t e sans regner, sans usurper l e pouvoir d ' a u t r u i . B r e r , i l s ' a g i r a dans c e t t e etude de montrer comment l a r e v e n d i c a t i o n de l a d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e , c o r p o r e l l e , e t s p l r i t u e l l e de l a femme e s t un processus. C'est ce processus que j ' a p p e l l e l e d e v e n i r Dame. C'est un depassement du "devenir femme", c ' e s t - a - d i r e de 1 1 e t r e devenue femme. I l ne s ' a g i r a pas seulement de montrer l e processus mais d'en e t r e temoin, d'en f a i r e 1'experience. I l s ' a g i r a de v o i r comment C h r i s t i n e l e met en scene, comment e l l e l e v i t elle-meme en t a n t que processus. E l l e met en scene sa propre experience de ce processus. En nous montrant comment l e s femmes peuvent devenir Dames, C h r i s t i n e e s t elle-meme en t r a i n de d e v e n i r une noble Dame. C'est l e processus qui l ' i n t e r e s s e et c ' e s t a c e l a q u ' e l l e veut i n t e r e s s e r sa l e c t r i c e . C'est precisement c e l a q u ' e l l e veut l u i communiquer, un moyen de dev e n i r Dame. L i r e Le L i v r e de l a C i t e des Damesr c ' e s t s'engager dans 1 ' e x p e r i e n c e d'une femme en t r a i n de dev e n i r Dame : c ' e s t d e v e n i r Dame soi-meme. En l i s a n t l e l i v r e , nous f i n i s s o n s par v i v r e c e t t e experience avec C h r i s t i n e e t , to u j o u r s avec e l l e , nous p a r t i c i p o n s a l a c o n s t r u c t i o n de l a C i t e des Dames, du monde m e i l l e u r . 10 P r e m i e r e p a r t i e : l e d e v e n i r Dame i n t e l l e c t u e l I w i l l l e a r n how t o r u n w i t h the b i g boys I w i l l l e a r n I had t o s i n k and t o swim - S i n e a d O'Connor The Lion and the Cobra 1. I n t r o d u c t i o n : " d e v e n i r ge*nie" Dans c e t t e p a r t i e , i l s ' a g i r a de v o i r comment l e p r o c e s s u s de d e v e n i r Dame e s t £labor£ au n i v e a u de l a r e v e n d i c a t i o n de l a d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e de l a femme. Nous v e r r o n s que c ' e s t d'abord a ce n i v e a u que Le L i v r e de l a C i t e des Dames se r e v e l e c o n s c i e n t de s o i en t a n t que p r o c e s s u s , c ' e s t - a - d i r e en t a n t que c o n s t r u c t i o n ou d e v e n i r . Le l i v r e tdmoigne de 1 ' e x p e r i e n c e du d e v e n i r Dame d'une e l e v e e t d'une femme i n t e l l e c t u e l l e , e t 11 s ' e c r i t g r a c e a une mlse en scene de ce d e v e n i r . Nous nous i n t e r e s s e r o n s done au p r o c e s s u s dans l a mesure ou l e l i v r e e t C h r i s t i n e elle-meme s'y i n t e r e s s e n t . Nous ne nous a t t a r d e r o n s pas a ce q u i e s t donne" comme preuve de l a d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e de l a femme, mais a ce q u i e s t donne comme preuve de l a femme en t r a i n de d e v e n i r d i g n e au n i v e a u i n t e l l e c t u e l . Nous met t r o n s 1'accent s u r l a mise a l ' e p r e u v e p l u t o t que s u r l a preuve elle-meme. 11 I l s ' a g i r a de v o i r egalement comment C h r i s t i n e met a l'epreuve sa propre d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e . E l l e e s t l a preuve v i v a n t e de l a p o s s i b i l i t e de deve n i r digne au niveau i n t e l l e c t u e l . Non seulement e l l e f a i t parade de ses connalssances, e l l e s o u l l g n e 1'importance de son educ a t i o n et de son ap p r e n t i s s a g e par une mise en scene de ce u x - c i : "she parades h e r [ s e l f ] l e a r n i n g " (Shahar 168). [C'est moi q u i ajo u t e l e mot " s e l f " e ntre parentheses pour f a i r r e s s o r t i r l e double-sens de " l e a r n i n g . " ] C'est a i n s i que 1 * e v o l u t i o n e t l e mouvement en avant du d e v e n i r Dame i n t e l l e c t u e l de C h r i s t i n e sont donnes comme modeles a tou t e s " l e s dames et a u t r e s femmes" : l e l i v r e e s t c o n s t r u i t de "materiaux en v e r i t e s i b r i l l a n t s que vous pouvez t o u t e s vous y m i r e r " (275). Apres a v o i r e t u d i e c e t aspect a u t o r e f e r e n t i e l du processus de devenir Dame i n t e l l e c t u e l - - a u t o r e f e r e n t i e l dans l a mesure oil 1 ' e l a b o r a t i o n du processus dans l e l i v r e e s t constamment en t r a i n de se r e f e r e r au processus de l a pr o d u c t i o n du l i v r e - - n o u s passerons a quelques a u t r e s exemples de femmes q u i ont prouve l e u r d i g n i t e I n t e l l e c t u e l l e . Mais ce ne s e r a pas passer a a u t r e chose, car encore une f o i s i l faudra v o i r comment l a d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e s ' e t a b l i t . I l faudra d e c o u v r i r comment e l l e e s t representee, c ' e s t - a - d i r e comment e l l e e s t i l l u s t r e e , prouvee e t c o n s t r u i t e . Puisque c ' e s t au processus que C h r i s t i n e s ' i n t e r e s s e , i l f a u t non seulement 12 q u ' e l l e p u i s s e d i r e , comme nous, " o u i , l a femme e s t digne au niveau i n t e l l e c t u e l " , mais " j e peux en temoigner" ou "j ' e n a i f a i t 1'experience." Passons d'abord a l a raise en scene du processus de devenir Dame dans l a mesure ou nous sommes temoins de C h r i s t i n e q ui e s t en t r a i n d'en f a i r e 1'experience: car des l a premiere phrase du L i v r e de l a C i t e des Dames nous avons a f a i r e a une e l e v e . E l l e e s t " a s s i s e dans son etude, t o u t entouree de l i v r e s . " I l faudra v o i r q u e l l e s o r t e d'eleve e s t representee au debut du l i v r e pour pouvoir proceder a 1'analyse de 1 ' e v o l u t i o n de c e t t e e l e v e et passer au "devenir g e n i e " de Slmone de Beauvoir, c ' e s t - a - d i r e au dev e n i r Dame i n t e l l e c t u e l de C h r i s t i n e de P i z a n . Rappelons encore que Simone de Beauvoir a d i t dans Le Deuxieme Sexe, "on ne n a i t pas genie, on l e d e v i e n t ; et l a c o n d i t i o n feminine jusqu'a present a rendu ce dev e n i r i m p o s s i b l e " (1: 175). Je vo u d r a i s montrer que l a r e p r e s e n t a t i o n de 1'education de C h r i s t i n e dans Le L i v r e de l a C i t e des Dames a pour but de mettre en scene l a p o s s i b i l i t e de ce d e v e n i r . Quoique C h r i s t i n e s o i t en t r a i n d ' e t u d i e r au debut du l i v r e e l l e e s t , pour a i n s i d i r e , au m i l i e u du "chemin de longue estude." E l l e va s ' a r r e t e r pour r e v i s e r son mode d'etude. T o u t e f o i s , dans l e s premiers c h a p i t r e s de l a premiere p a r t i e du l i v r e , e l l e passe de " l ' e t r e devenue" 13 (femme) e t u d i a n t e au "devenir tDame] ge*nie." L a femme se metamorphose a i n s i en g e n i e , e n Dame i n t e l l e c t u e l l e . 2. Un p e t i t mouvement e n a v a n t : t e n t a t i v e de d e p l a c e m e n t Ce que C h r i s t i n e met e n s c e n e a u d e b u t d u l i v r e , c ' e s t s a f a c o n " h a b i t u e l l e " d ' e t u d i e r , de " r e t e n i r l a s c i e n c e de t a n t d ' a u t e u r s " ( 4 0 ) . L a C h r i s t i n e que r e n c o n t r e l e s t r o i s d e e s s e s e s t une femme q u i s ' e s t i m e non s e u l e m e n t " i n d i g n e " de l e u r p o s e r d e s q u e s t i o n s ( 4 0 ) , m a i s i n d i g n e d ' i n t e r r o g e r l e s l i v r e s q u ' e l l e l i t p o u r s ' i n s t r u i r e . P o u r p o u v o i r r e v e n d i q u e r s a d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e , i l f a u d r a d ' a b o r d s ' e s t i m e r d i g n e de p o s e r d e s q u e s t i o n s , de p r e n d r e s a " p i o c h e d ' I n t e r r o g a t i o n " e t de c r e u s e r l a t e r r e " r i c h e e t f e r t i l e " d a n s l e Champs d e s L e t t r e s ( 4 8 ) . C ' e s t l e p r e m i e r moyen de m e t t r e e n marche l e p r o c e s s u s de d e v e n i r Dame a u n i v e a u de l a d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e . On p e r g o i t a u d e b u t d u l i v r e q u ' i l ne s ' a g i t p a s de l a s i m p l e m i s e en s c e n e de 1 ' e x p e r i e n c e d'une e l e v e , m a i s du d e p l a c e m e n t d'une e l e v e n a i v e . L ' e l e v e q u ' e l l e e t a i t e t q u ' e l l e a e'te p e n d a n t t r o p l o n g t e m p s , ne d u r e que l e temps e t l ' e s p a c e d'une s e u l e p h r a s e — l a p r e m i e r e du l i v r e : S e l o n mon h a b i t u d e e t l a d i s c i p l i n e q u i r e g i e l e c o u r s de ma v i e , c ' e s t - a - d i r e 1 ' e t u d e i n l a s s a b l e 14 des a r t s l i b e r a u x , j ' e t a i s un jour a s s i s e dans mon etude, t o u t entouree de l i v r e s t r a i t a n t des s u j e t s l e s plus d i v e r s . Dans c e t t e phrase, i l e s t q u e s t i o n d'une el e v e p a s s i v e q u i ne r e s i s t e pas. La p a s s i v i t e e s t une habitude, c ' e s t " l a d i s c i p l i n e q u i r e g i e l e cou r s " de l a v i e i n t e l l e c t u e l l e d'une femme. Notons a u s s i que C h r i s t i n e e s t " a s s i s e " e t que 1 'etude e s t " i n l a s s a b l e . " Mais des l a deuxieme phrase du t e x t e , i l y a un p e t i t mouvement en avant. Pas t o u t a f a i t un deplacement mais, d i s o n s , un tremblement. C'est l e d e s i r de bouger qui se f a i t entendre : L ' e s p r i t un peu l a s de m'etre s i longtemps appliquee a r e t e n i r l a s c i e n c e de t a n t d'auteurs, j e l e v a i l e s yeux de mon t e x t e , d e c i d a n t de d e l a i s s e r pour un moment l e s l i v r e s d i f f i c l l e s pour me d i v e r t l r a l a l e c t u r e de quelque poete. Cependant, l a " d e c i s i o n " de " d e l a i s s e r pour un moment le s l i v r e s d i f E i c i l e s " n'est qu'un p e t i t mouvement en avant dans l a mesure ou i l s ' a g i t t o u j o u r s d'une c e r t a i n e n a i v e t e . Ironiquement, C h r i s t i n e l ' e l e v e n'est pas c o n s c i e n t e du f a i t que ce s e r a en essayant de l i r e de l a poesie pour "se d i v e r t i r " q u ' e l l e va " d e l a i s s e r " non pas pour "un moment", mais pour t o u j o u r s sa fagon h a b i t u e l l e de l i r e meme l e s " l i v r e s d i f f i c i l e s . " E l l e ne comprend 15 pas, comme nous ne l e comprenons pas en l l s a n t le l ivre et en f a i s a n t 1 ' e x p e r i e n c e de C h r i s t i n e pour l a premiere f o i s , jusqu'a quel p o i n t e l l e e s t en t r a i n de se de p l a c e r en " l e v a n t l e s yeux de [son] t e x t e " d i f f i c i l e . Mais puisque t o u t c e c i e s t sous-entendu, C h r i s t i n e se deplace sans vraiment se d e p l a c e r . Ce n'est pas l e s e u l deplacement qui n'en e s t pas un. Lorsque C h r i s t i n e se met a l i r e pour "se d i v e r t i r " sa mere l ' a p p e l l e a souper. Encore une f o i s e l l e se deplace sans vraiment se d e p l a c e r , car l e lendemain e l l e retourne a son etude "comme a 1'accoutumee", comme l a C h r i s t i n e q u i l i t des " l i v r e s d i f f i c i l e s " pour " r e t e n i r l a s c i e n c e de ta n t d'auteurs" et des l i v r e s de poesie pour se " d i v e r t i r . " Mais on peut c o n s t a t e r q u ' i l ne s ' a g i t que d'un autre deplacement q u i n'en e s t pas un, car c ' e s t l e d e r n i e r de ces non-deplacements, de ces p e t i t s mouvements en avant. II s e r t egalement h mettre en scene l e d e r n i e r r e t o u r de l a l e c t r i c e naive avant son grand mouvement en avant, avant l a decouverte du f a i t q u ' e l l e ne peut p l u s l i r e pour " r e t e n i r " e t pour se " d i v e r t i r . " Le l i v r e de poesie q u ' e l l e se remet a l i r e des son r e t o u r , Les Lamentations de Matheole, va la b o u l e v e r s e r "au plus profond de [son] e t r e " e t l'empSchera de re t o u r n e r a "d'autres etudes p l u s s e r i e u s e s " comme a "1'accoutumee." Nadia M a r g o l i s c o n s t a t e que C h r i s t i n e e t a i t au courant de l ' i d e e de Q u i n t i l i e n en ce qui concerne l e 16 p a r a l l e l e entre l a poe'sle e t l ' h i s t o i r e (361). Q u ' e l l e l ' a i t ete ou non, dans Le L i v r e de l a C i t e des Dames c ' e s t en l i s a n t de l a poesie que C h r i s t i n e se rend compte du f a i t que l ' h i s t o i r e e t l a p h i l o s o p h i c (misogynes), comme tous " l e s l i v r e s d i f f l c i l e s " , sont des poemes en prose e c r i t s pour Stre n a r r e s . E l l e apprend a i n s i q u ' e l l e ne peut plus l i r e n i pour " r e t e n i r " n i pour se " d i v e r t i r " : e l l e d o i t commencer a (se) poser des q u e s t i o n s . Et tout c e l a dans l e deuxieme paragraphe du l i v r e : Le lendemaln matin, r e t o u r n a n t comme a l'accoutumee a mon etude, je n ' o u b l i a i pas de mettre a e x e c u t i o n ma d e c i s i o n et de p a r c o u r i r l e l i v r e de Matheole. Je me mis a l e l i r e e t y avancai quelque peu. Mais l e s u j e t me p a r a i s s a n t f o r t peu p l a i s a n t [...] vu encore l'i n d e c e n c e du langage et des themes, j e l e f e u i l l e t a i p a r - c i p a r - l a e t en l u s l a f i n , puis l'abandonnai pour r e t o u r n e r a d'autres etudes plus s e r i e u s e s e t plus u t i l e s . Mais l a l e c t u r e de ce l i v r e , q u o i q u ' i l ne fas s e aucunement a u t o r i t e , me plongea dans une r e v e r i e q ui me bouleversa au pl u s profond de mon £tre. Je me demandais q u e l l e s pouvaient e t r e l e s causes et l e s r a i s o n s , q u i poussaient t a n t d'hommes, c l e r c s et a u t r e s , a medire des femmes e t a 1 7 vituperer leur conduite s o i t en paroles , s o i t dans l e u r s t r a l t e s e t l e u r s Mer i t s . I l n'y va pas seulement d'un ou deux hommes [...] au c o n t r a i r e , aucun t e x t e n'en e s t entierement exempt. P h i l o s o p h e s , poetes et m o r a l i s t e s - - e t l a l i s t e en s e r a i t b i e n longue—, tous semblent p a r l e r d'une meme v o i x pour c o n c l u r e que l a femme e s t foncierement mauvaise e t portee au v i c e . (35-6) Dans ce paragraphe l a facon h a b i t u e l l e d ' e t u d i e r e s t deplacee ou d e s i r e se d e p l a c e r , mais e l l e e s t egalement r e p l a c e e ou remise en p l a c e . Les deesses ne sont pas encore venues s e c o u r i r C h r i s t i n e et l a s o r t i r de sa n a i v e t e . E l l e retombe dans l a mauvaise habitude de l i r e pour " r e t e n i r " e t de s'estimer " i n d i g n e " de poser des qu e s t i o n s . Quoique 1'auteur du l i v r e de p o e s i e , "ce Matheole", "ne fasse aucuneraent a u t o r i t e " , "tous semblent p a r l e r d'une meme v o i x pour c o n c l u r e . " La misogynie elle-meme d e v i e n t une " s c i e n c e de t a n t d'auteurs" : e l l e se sent f o r c e e de l a " r e t e n i r " , e ' e s t - ^ - d i r e non seulement de l'apprendre par coeur, mais de 1'accepter e t de l a sup p o r t e r . E l l e d o i t c o n c l u r e avec eux, avec c e t t e "meme v o i x . " Q u o i q u ' e l l e d e s i r e "determiner en [son] ame e t conscience s i l e temoignage r e u n i de t a n t d'hommes i l l u s t r e s p ouvait e t r e e rrone", e l l e ne peut pas "tourner et r e t o u r n e r l e s choses" (36). E l l e ne peut pas l e s 18 "eplucher" parce q u ' e l l e e s t encore naive devant ce q u ' e l l e l i t . P u i s q u ' i l e s t q u e s t i o n d'un "temoignage r e u n i " e t puisque Dieu d i t que "1'accord de p l u s i e u r s temoignages f a i t f o i " (37), C h r i s t i n e se r e s i g n e a " r e t e n i r " l a "s c i e n c e de ta n t d'auteurs" qu'on a p p e l l e l a misogynie : [...] i l m ' e t a i t quasiment impossible de tr o u v e r un t e x t e moral, quel qu'en f u t 1'auteur, ou je ne tombe sur quelque c h a p i t r e ou paragraphe blamant l e s femmes, avant d'en achever l a l e c t u r e . Cette s e u l e r a i s o n s u f f i s a i t a me f a i r e c o n c l u r e q u ' i l f a l l a i t b i e n que tout c e c i f u t v r a i , meme s i mon e s p r i t , dans sa na'lvete e t son ignorance, ne pouvait se resoudre a r e c o n n a i t r e ces grands defauts que je p a r t a g e a i s vraisemblableraent avec l e s a u t r e s femmes t c ' e s t moi qui s o u l i g n e l . (36-37) C h r i s t i n e tombe dans l ' e r r e u r de l i r e l e s l i v r e s des hommes comme un croyant l i r a i t l a B i b l e . I I s ' a g i t d'une "meme v o i x " a u t o r i t a i r e , l a v o i x misogyne c o l l e c t i v e , en t r a i n de p a r l e r a t r a v e r s l e "temoignage r e u n i " de t a n t d'hommes i l l u s t r e s . Comme l e s hommes par l e n t d'une "meme vo i x pour c o n c l u r e " , C h r i s t i n e a u s s i c o n c l u t . Son propre temoignage ne f a i t "aocunement a u t o r i t e " : " A i n s i done je me r a p p o r t a i s p l u s au jugement d ' a u t r u i qu'a ce que j e s a v a i s e t s e n t a i s dans mon e t r e de femme" (37). 19 Cette m i s e e n scene de l a n a i v e t e de C h r i s t i n e e n t a n t q u ' e l e v e q u i s ' o c c u p e de " r e t e n i r " c e q u ' e l l e l i t (de m e m o r i s e r e£ de s o u t e n i r ) , e s t en e f f e t une m i s e en s c e n e du p r o c e s s u s de d e v e n i r femme i n t e l l e c t u e l l e : c ' e s t l a d e c o n s t r u c t i o n d u p r o c e s s u s p a r l e q u e l l a femme e s t d e v e n u e i n d i g n e a u n i v e a u i n t e l l e c t u e l . C ' e s t un p r o c e s s u s q u i en empeche un a u t r e , c e l u i de d e v e n i r Dame a u n i v e a u de l a d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e , de " d e v e n i r g e n i e . " S i C h r i s t i n e r e t o m b e d a n s l ' e r r e u r de l i r e s e l o n s o n h a b i t u d e , de " r e t e n i r l a s c i e n c e de t a n t d ' a u t e u r s " , c e l a n'empeche p a s q u ' e l l e e x p r i m e a v a n t t o u t l e d ^ s i r de t r a n s c e n d e r c e t t e h a b i t u d e . Q u o i q u ' e l l e c e d e a u j u g e m e n t d ' a u t r u i , e l l e e p r o u v e t o u j o u r s l e b e s o i n , meme s i c e n ' e s t que p o u r q u e l q u e s i n s t a n t s , " d ' e p l u c h e r " e t " d ' e r r o n e r " l e " t e m o i g n a g e r e u n i . " C h r i s t i n e a e v o l u e d e p u i s l a d e u x i e m e p h r a s e d u l i v r e ou e l l e a v a i t " 1 ' e s p r i t un peu l a s de t s ' e t r e ] s i l o n g t e m p s a p p l i q u e a r e t e n i r . " Ce que c ' e s t que d ' e t r e "un peu l a s " de s ' a p p l i q u e r a " r e t e n i r " a e v o l u e . Non s e u l e m e n t rl5S'tuj.»t: du d e s i r de ne p l u s r e t e n i r e t de s e d i v e r t i r , m a i s d u b e s o i n de d i g e r e r , de q u e s t i o n n e r , d ' e p l u c h e r e t d ' e r r o n e r . T o u t e f o i s , C h r i s t i n e e s t m i s e e n s c e n e comme une e l e v e q u i e s t en t r a i n de t o m b e r d a n s l ' e r r e u r de s ' a b a n d o n n e r a u j u g e m e n t d ' a u t r u i , a u " t e m o i g n a g e r e u n i . " E l l e tombe d a n s l ' e t r e d e v e n u e femme,. C ' e s t de c e t t e 20 e r r e u r , de c e t t e "ignorance", meme s i c e l a l u i permet de s' e x p l o r e r en ta n t qu'etre devenue ce q u ' e l l e e s t (femme), que l e s t r o i s deesses vont l a r e t i r e r (35). E l l e s l u i apprendront a l i r e de nouveau, ii r e l i r e ; b r e f , a e t u d i e r . Ce s e r a son s a l u t i n t e l l e c t u e l . Nous passons done de l a mise en scene de l a l e c t r i c e naive a l a mise en scene de 1'education de c e t t e l e c t r i c e pour v o i r comment l e s deesses remettent C h r i s t i n e dans l e " d r o i t chemin" (41), e ' e s t - a - d i r e dans l e d r o i t "chemin de longue estude" de de v e n i r Dame, de "devenir g e n i e . " 3. Le "temoignage r e u n i " : l a r e p e t i t i o n C h r i s t i n e a a c c u e i l l i l a v o i x misogyne du "temoignage r e u n i " comme s i e ' e t a i t l a v o i x de Dieu; e l l e a c c u e i l l e l a lumiere des t r o i s deesses, par c o n t r e , comme s i e ' e t a i t " l 'oeuvre de quelque d4mon" : Accablee par ces t r i s t e s pensees, j e b a i s s a i s l a t e t e de honte. Les yeux remplis de larmes, l a joue dans l a main, j e m'appuyais sur l ' a c c o u d o i r de mon f a u t e u i l , lorsque je v i s soudain descendre sur mon g i r o n un rayon de lumiere, comme s i l e s o l e i l e t a i t venu en ces l i e u x . Mais mon c a b i n e t e t a n t obscur, e t l e s o l e i l ne pouvant y e n t r e r a c e t t e heure, je m ' e v e i l l a i en su r s a u t , comme d'un profond sommeil. Levant l a t e t e pour regarder d'ou v e n a i t c e t t e lumiere, je 21 v i s se d r e s s e r devant moi t r o i s dames couronnees, de t r e s haute d i g n i t e . La splendeur qui emanait de l e u r s v i s a g e s r e j a i l l i s s a i t sur moi, i l l u m i n a n t toute l a p i e c e . I n u t i l e de demander s i j ' e t a i s e m e r v e i l l e e , car l e s portes e t a i e n t fermees d e r r i e r e moi, et l e s t r o i s dames Etaient neanmoins e n t r i e s . C r a i g n a n t que ce ne f u t 1'oeuvre de quelque demon, j e f i s sur mon f r o n t l e signe de l a c r o i x , t a n t e t a i t grande ma f r a y e u r . (38) Quoique C h r i s t i n e s o i t en t r a i n de r e s i s t e r l a ou e l l e d e v r a i t ceder et cede l a ou e l l e d e v r a i t r e s i s t e r , e l l e e s t egalement r e v e i l l e e d'un "profond sommeil", et l a lumiere des deesses i l l u m i n e "toute l a p i e c e . " Cette p i e c e , ce c a b i n e t dans l e q u e l C h r i s t i n e e s t " t o u t entouree" de l i v r e s , e s t c e l u i que C h r i s t i n e va, avec l ' a i d e des t r o i s deesses, i l l u m i n e r dans son propre l i v r e . La lumiere des deesses i l l u m i n e l a p i e c e , mais e l l e " r e j a i l l i t " egalement sur C h r i s t i n e . Ce que l e s dames sont en t r a i n de f a i r e suggere, ironiquement, ce que C h r i s t i n e devra f a i r e . Les deesses sont elles-memes en t r a i n de f a i r e ce que C h r i s t i n e a dej4 eu l e d e s i r d'accomplir : e l l e s percent l e s murs l a ou l e s portes sont fermees. Ce n'est done pas par hasard que l e s t r o i s deesses " e m e r v e i l l e n t " C h r i s t i n e . E l l e s percent l e s murs des l i e u x du "temoignage r e u n i " , l e s murs que C h r i s t i n e 22 elle-meme n'a pu e r r o n e r . Avec l ' a r r i v e e des t r o i s deesses, C h r i s t i n e pourra apprendre a e n t r e r l a ou l e s portes sont fermees, a penetrer l e s murs du "temoignage r e u n i " de son c a b i n e t d'etude, de sa b i b l i o t h e q u e . Meme s i C h r i s t i n e pouvait acceder aux b i b l i o t h e q u e s de l a cour, a c e l l e de l ' U n i v e r s i t e de P a r i s (son ami Jean Gerson en e t a i t l e p r e s i d e n t ) , e t a c e l l e de son pere (Boulding 479), l a misogynie l'empechait d'y acceder en sa t o t a l i t e . Q u o i q u ' e l l e a i t pu e x p l o r e r l e s l i v r e s , e l l e e t a i t comme toutes l e s a u t r e s femmes pour q u i i l s e t a i e n t fermes. L ' i m p o s s i b i l i t y d'acceder a l a misogynie e s t a i n s i une experience feminine u n i v e r s e l l e . Nous tScherons done de v o i r comment l e s murs du "temoignage r e u n i " peuvent e t r e perces et comment c e c i peut f a i r e p a r t i e du processus de deve n i r Dame au niveau de l a r e v e n d i c a t i o n de l a d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e de l a femme. Nous verrons egalement comment ce d e v e n i r r e p r e s e n t e une mise en scene du genie de l ' e c r l t u r e du L i v r e de l a C i t e des Dames lui-meme. Par exemple, en d e c r i v a n t comment l e s deesses apprennent a C h r i s t i n e l ' a r t de c i t e r e t de r e j e t e r p a r e i l l e m e n t l e s v o i x du "temoignage r e u n i " , nous verrons comment ce processus el a b o r e par l e s deesses e s t precisement c e l u i q ui e s t en t r a i n d ' e t r e u t i l i s e pour e c r i r e l e L i v r e et c o n s t r u i r e l a C i t e des Dames. 23 Avant t o u t , les deesses l u i a££irmeront que c ' e s t par la c h e t e que l e s hommes se re p e t e n t sans c e s s e . E l l e s l u i apprendront a v o i r que ce q u i semble e t r e un "temoignage r e u n i " ou "1'accord de p l u s i e u r s temoignages [qui] f a i t f o i " , n'est que v a n i t e e t f a i b l e s s e . C h r i s t i n e va d e c o u v r i r q u ' e l l e n'est pas l a seu l e a c r o i r e a t o r t "que tout ce que d i s e n t l e s philosophes e s t a r t i c l e de f o i et q u ' i l s ne peuvent se tromper" (39), car l e s hommes se trompent eux-m£mes en croyant q u ' i l s ne peuvent pas se tromper : " I l l e u r semble q u ' i l s ne peuvent se tromper s i d'autres ont e c r i t ce q u ' i l s v e u l e n t d i r e ! C'est a i n s i q u ' i l s se prennent a d i f f a m e r " (52). I I ne s ' a g i t done pas de "1'accord de p l u s i e u r s temoignages", et encore moins d'un "temoignage r e u n i . " I l s ' a g i t p l u t o t de l a r e p e t i t i o n , de l a v a n i t e des hommes q u i v e u l e n t "montrer q u ' i l s ont beaucoup l u " , q u i fondent l e u r s p a r o l e s e t l e u r s e c r i t s sur ce q u ' i l s ont trouve dans l e s l i v r e s e t ne f o n t que c i t e r l e s a u t e u r s , "repetant ce qu'on a deja d i t " (50). Ce ne s e r a pas de c e t t e maniere que l e L i v r e de l a C i t e des Dames s ' e c r l r a : quoique l e l i v r e repete des h l s t o l r e s d e j a r a c o n t e e s , ce ne s e r a pas sans l e s r e j e t e r , sans l e s transformer a l a f o i s . C h r i s t i n e nous montre, a t r a v e r s son l i v r e , non seulement q u ' e l l e a "beaucoup l u " , mais q u ' e l l e a a p p r i * a l i r e . C'est justement c e l a q u ' e l l e accuse l e s hommes (qui ont beaucoup lu) de ne pas s a v o i r f a i r e : l i r e . 24 L ' e r r e u r des hommes de tout simplement r e p e t e r "ce qu'on a d e j a d i t " e s t l ' e r r e u r dans l a q u e l l e C h r i s t i n e e t a i t tombee. E l l e s ' e s t abandonnee ci l ' a u t o r i t e du "temoignage r e u n i " d ' a u t r u i : e l l e s ' e s t egalement re s i g n e e au processus (ou non-processus) de r e p e t e r "ce qu'on a de j a d i t " / comme l e font l e s hommes en se repetant sans c e s s e . C h r i s t i n e l e s i m i t e en t r a i n de s ' i m i t e r eux-memes, mais comme on v o l t , e l l e e s t egalement en t r a i n de changer son experience de l ' a c t e d ' i m i t a t i o n . Quoique l e s deesses s o i e n t l a pour montrer a C h r i s t i n e comment f r a n c h i r 1'obstacle du "temoignage r e u n i " , e l l e s sont s u r t o u t l a pour l ' e v e i l l e r au danger de poser l ' a u t o r i t e de ce "temoignage r e u n i " comme l e fo n t l a p l u p a r t des hommes. E l l e s l u i apprendront k r e g i s t e r a c e t t e t e n t a t i o n , t o u t en l u i montrant comment poser son propre temoignage c o n t e s t a t a i r e en ta n t q u ' a u t o r i t e . B r e f , e l l e s l u i apprendront k r e s i s t e r a 1 1immasculation, e t , comme l e constate S c h l b a n o f f dans son etude de l'oeuvre, e l l e s l u i apprendront a s'emasculer, c ' e s t - a - d i r e a s a v o l r comment se " r e t e n i r " de l i r e l e "temoignage r e u n i " ( l e t e x t e f i x e ) comme un homme (85, 87). Pour pouvoir f r a n c h i r 1'obstacle du "temoignage r e u n i " en r e f u s a n t de l e poser en tant q u ' a u t o r i t e , i l fau t e f f e c t i v e m e n t d'abord changer sa maniere de l i r e . E t pour f a i r e c e l a , i l faut transformer son rapp o r t au l i v r e 25 e t a l a l e t t r e . La Christine q u i e s t representee a u debut du l i v r e e s t , comme l e d i r a l t Simone de B e a u v o i r , une femme " p a r a s i t e " ( 2 : 3 0 3 ) . L e l i v r e e t l a l e t t r e ne s o n t pas e n c o r e s a p r o i e . E l l e ne p e u t p as e n c o r e t r a n s f o r m e r , t o u t e n r e p e t a n t . L a l e c t u r e e t l'£criture, comme e l l e s ' e n r e n d r a c o m p t e , ne s e resume pas u n i q u e m e n t a l ' a r t de r e p e t e r l e " d e j a d i t " . Q u o i q u e C h r i s t i n e p r a t i q u e l ' a r t de renter e n 6 c r i v a n t Le L i v r e de l a C i t e " d e s Dames f i l s ' a g i t a v a n t t o u t d'une r e l e c t u r e , de l a r e - e * c r i t u r e . L ' i m i t a t i o n a c h a n g e : e l l e e s t d e v e n u e un p r o c e s s u s t r a n s f o r m a t e u r . I l s ' a g i t de r e p e t e r t o u t en r e c u s a n t — d e c i t e r e n t r a n s p o s a n t . 4. L a citation C ' e s t e n p a s s a n t d u c o n c e p t de l a repetition a c e l u i de l a c i t a t i o n d a n s t o u t e s o n e t e n d u e que l e s t r o i s d e e s s e s r e V e i l l e n t C h r i s t i n e de s o n " p r o f o n d s o m m e i l " d e v a n t l e " t e m o i g n a g e r e u n i . " E l l e a p p r e n d que l ' a c t e de f a i r e a p p e l a d ' a u t r e s a u t e u r s , a d ' a u t r e s autorit£s, n ' e s t p a s n e c e s s a i r e m e n t t o u j o u r s un a c t e de repetition, que p a r f o i s i l s ' a g i t p l u t f i t de l a c i t a t i o n comme c o n t e s t a t i o n . L a c i t a t i o n , comme l e l u i e x p l i q u e Dame R a i s o n , e s t n e c e s s a i r e m e n t accompagnee d'une c e r t a i n e t r a n s f o r m a t i o n , l a r e m e m o r i s a t i o n d'un c e r t a i n o u b l i . Dame R a i s o n e l l e - m e m e c i t e e t t r a n s f o r m e p o u r s o n b i e n 26 A r i s t o t e dans l ' a c t e de c i t e r e t de transformer P l a t o n . E l l e met en scene l e processus dont e l l e p a r l e . C'est ce que C h r i s t i n e f e r a p l u s t a r d avec Boccace, V i r g i l e , e t bien d'autres : Tu l ' a s a p p r i s toi-roeme dans l a Metaphyslque d ' A r l s t o t e , qui c r i t i q u e et r e f u t e p a r e l l l e m e n t l e s o p i n i o n s de P l a t o n et d'autres p h i l o s o p h e s en l e s c i t a n t . (39) La Dame c i t e une autorite* q u i c r i t i q u e et r e f u t e pour c r i t i q u e r et r e f u t e r elle-meme l ' a u t o r i t e , pour changer ce qu'on entend en changeant ce que C h r i s t i n e 1'eleve entend par a u t o r i t e . C h r i s t i n e apprend ce processus d ' e x p l o i t a t i o n du c i t e pour mettre en scene c e l u i par l e q u e l l e L i v r e s ' e c r i t e t l a C i t e se c o n s t r u i t . Le processus de l ' e c r i t u r e et de l a c o n s t r u c t i o n du L i v r e de l a C i t e des Dames, e s t c e l u i d'adopter e t d'adapter p a r e l l l e m e n t , de r e p e t e r e t de r e j e t e r , c ' e s t - a - d i r e de c i t e r dans l e sens e*tabli i c i . L ' a u t o r i t e masculine e s t adoptee e t adaptee. C h r i s t i n e va c i t e r Boccace (De C l a r i s m u l i e r i b u s ou Pes femmes de renom) k p l u s i e u r s r e p r i s e s , mais ce s e r a en l e transformant, et s u r t o u t en transformant ce q u ' i l f a i t entendre par "renom". Les l i v r e s vont d e v e n i r sa p r o i e . I l s ne s e r o n t pas t o u t simplement l i s i b l e s , pour emprunter une formule b a r t h i e n n e , mais s c r i p t i b l e s , r e - l i s i b l e s e t , 27 p o u r a i n s i d i r e , r e - ^ c r l v a b l e s ( 1 0 - 1 1 ) . L i r e n ' e s t p l u s un " g e s t e p a r a s i t e " m a i s un " t r a v a i l " ( 1 7 ) . C ' e s t done en p a s s a n t du c o n c e p t de l ' a u t o r i t e e n t a n t que r e p e t i t i o n a u c o n c e p t de l ' a u t o r i t e e n t a n t que c i t a t i o n e t m i s e en c a u s e que C h r i s t i n e p o u r r a s e p e r m e t t r e de d e v e n i r e l l e - m e m e une a u t o r i t e " i n t e l l e c t u e l l e , c a r e l l e " s ' e v a d e de l a c a t e g o r i e p a r a s i t a i r e " ( B e a u v o i r 2: 3 0 4 ) , e l l e ^ c h a p p e a s o n r & l e de " p a r a s i t e " du l i v r e l i s i b l e e t f e r m e . 5. Le l i v r e e t l a l e t t r e A v a n t de p a r l e r du d e p a s s e m e n t de l a l e t t r e , i l f a u d r a l t a j o u t e r que C h r i s t i n e s ' o c c u p e du p r o c e s s u s de l ' e c r l t u r e du l i v r e e n s ' l n t e r e s s a n t a l a r e p r e s e n t a t i o n du l i v r e e n t a n t que p r o c e s s u s . P o u r s a v o l r c e q u ' i l f a u t e n t e n d r e p a r un L i v r e de l a C i t e , i l f a u t d ' a b o r d p o s e r une t o u t a u t r e q u e s t i o n : q u ' e s t - c e q u i s e f e r a i t e n t e n d r e p a r une C i t e de L i v r e s de Dames, c ' e s t - a - d i r e , de l i v r e s r e l u s e t r e - e ' c r l t s p a r l a femme? I l s ' a g l r a d'un l i v r e e n t a n t que c i t e de l i v r e s , e n t a n t que c i t a t i o n . Ce l i v r e s e r a compose de p l u s i e u r s l i v r e s , s e r a une p l u r a l i t e , une b i b l l o t h e q u e . I l s ' a g i r a e f f e c t i v e m e n t du " L i v r e de l a C i t e d e s L i v r e s d e s Dames." Q u o i q u ' i l s o i t q u e s t i o n d'une s t r u c t u r e t r a d i t l o n n e l l e m e n t f e r m e e e t c o m p l e t e , d'un L i v r e de l a C i t e , c ' e s t une " o e u v r e 28 ouverte." Pulsque l'aut e u r e apprend a regarder l e s l i v r e s des a u t r e s d'un aut r e o e i l , e l l e d o i t r e p r e s e n t e r l e s i e n autrement. C h r i s t i n e s ' a u t o r i s e en revendiquant l ' a u t o r i t e de " l ' i d e e du l i v r e " t o u t en transformant l e s fagons dont c e t t e a u t o r i t e se c o n s t i t u e et comment nous en t a n t que l e c t e u r s l a c o n s t i t u o n s . Ce n'est pas que l a q u e s t i o n de l ' a u t o r i t e du l i v r e ne se pose p l u s , mais q u ' e l l e se pose autrement, par o p p o s i t i o n et t r a n s p o s i t i o n . C h r i s t i n e u t i l i s e l a forme a u t o r i s e e non seulement du l i v r e , mais du l i v r e en t r o i s p a r t i e s . Mais puisque l ' h i s t o i r e des femmes n'a pas encore ete f a i t e e t q u ' e l l e c o n t i n u e r a a se f a i r e apres C h r i s t i n e , i l f a u t que C h r i s t i n e m o difie c e t t e forme fermee. I l ne s ' a g i r a p l u s d'un r e c i t c hronologique, mais d'un d i s c o u r s synchronique e t ouvert. Nous n'aurons p l u s a f f a i r e a l ' i d e e medievale OD du l i v r e (masculin) dans l a m e s u r e A " l i v r e " s i g n i f i a i t l a t o t a l i t e du s i g n i f i a n t ( G e l l r i c h 34). I l s ' a g i r a d'une forme plus u n i v e r s e l l e e t moins c i r c o n s c r i t e dans l a q u e l l e t o u tes l e s femmes pourront s ' i n s c r i r e , " c e l l e s de j a d i s , c e l l e s d'aujourd•hui et c e l l e s de demain" ( P i z a n 275). Le l i v r e adopte une s t r u c t u r e t r a d i t i o n n e l l e , l a d i v i s i o n en t r o i s p a r t i e s , mais chacune de ces p a r t i e s se d i v i s e en p l u s i e u r s c h a p i t r e s pour l e s q u e l s 11 n'y a aucun ordre c h r o n o l o g i q u e . Les femmes de j a d i s se m i l e n t a c e l l e s d 'aujourd'hui, a i n s i qu'a c e l l e s de demain. Toutes c e l l e s 29 qui ont e t e , qui sont et qui se r o n t "eparpiliees et separees" peuvent se r e t r o u v e r dans un "meme volume" ( C u r t i u s 73). D'apres C u r t i u s l e s pages du volume sont l e s " f r e r e s " (331). Chez C h r i s t i n e e l l e s sont l e s soeurs. Le l i v r e peut egalement e t r e adopte par l e s femmes en ta n t que symbole u n i v e r s e l / u n i - v e r s - e l l e . Le r o l e c o l l e c t i f joue par l ' i n d i v i d u dans l e l i v r e e s t p a r a l l e l e au r o l e c o l l e c t i f joue par l ' i n d i v i d u dans l a C i t e utopique. De l a meme maniere, C h r i s t i n e l u t t e pour un langage p l u s u n i v e r s e l q u i permettra a l a femme de depasser l a l e t t r e misogyne. La C h r i s t i n e du debut du l i v r e ne peut pas f r a n c h i r 1'obstacle de l ' a u t o r i t e des l i v r e s des auteurs misogynes, parce q u ' e l l e n'a pas encore f a i t son app r e n t l s s a g e du processus de l a repetition e t de l a c i t a t i o n ; e l l e ne peut pas non plus f r a n c h i r 1'obstacle du langage misogyne, parce q u ' e l l e n'a pas encore a p p r i s a v o i r au-dela de l a l e t t r e . Les hommes ferment l e s p o r t e s derriere eux dans leurs l i v r e s , e t dans l e langage de l e u r s l i v r e s a u s s i . Les deesses vont apprendre a C h r i s t i n e que l e langage "in d e c e n t " ne peut pas e t r e " p r i s a l a l e t t r e " , que l e langage lui-meme ne d i t pas t o u j o u r s ce q u ' i l semble d i r e , q u ' i l e s t "souvent f i g u r e " (39). Du moins, c ' e s t c e t t e approche qui l u i permettra de l e f r a n c h i r en t a n t q u ' o b s t a c l e . Elle ne s e r a p l u s bloquee par l a s u r f a c e du texte, par l a l e t t r e (Huot 369). Dame Raison lui a a p p r i s a penetrer l e t e x t e en l u i e x p l i q u a n t l e processus de l a c i t a t i o n ; e l l e 1 ' i n v i t e a u s s i a penetrer l e langage du t e x t e . C'est une manlere d ' o u v r i r l e langage e t de l e rendre plu s u n i v e r s e l . Son d e s i r d ' e l a b o r e r un langage p l u s u n i v e r s e l , c ' e s t - a - d i r e plus a c c e s s i b l e aux femmes, e s t s o u l i g n e par l e f a i t que C h r i s t i n e l u t t e pour l e langage v e r n a c u l a i r e de tous l e s j o u r s , de l a communaute e t de 1'experience feminine. Comme l e cons t a t e Richards : "the defense and i l l u s t r a t i o n of the v e r n a c u l a r [ i s ] i n tandem with her defense and i l l u s t r a t i o n of f e m i n i n i t y " ( x l i ) . C h r i s t i n e r e f u s e deux choses en meme temps, car e l l e s sont pour a i n s i d i r e l a meme chose : l a langue l a t i n e e t l a langue misogyne. I l e s t done i r o n i q u e que C h r i s t i n e meprise l e "langage des v i e i l l a r d s " en p a r t i c u l i e r (50). Le "langage des v i e i l l a r d s " c ' e s t l e l a t i n , l a langue des anciens et des grands c l a s s i q u e s . Cependant, C h r i s t i n e ne r e j e t t e pas totalement l a langue l a t i n e . Mime s i e l l e e c r i t en f r a n c a i s , en langage v u l g a i r e , e t en d e p i t du f a i t q u ' e l l e ne c o n n a i s s a i t pas l e l a t i n (Shahar 158), e l l e se permet d'adopter et " d ' i m i t e r " l a s t r u c t u r e de l a phrase l a t i n e . E l l e se permet de l a c i t e r . Mais e l l e change de ra p p o r t a c e t t e s t r u c t u r e . E l l e l'adapte pour son b i e n e t pour l e bie n u n i v e r s e l de l a communaute des femmes. E l l e met sa l e c t r i c e a l ' a i s e et f a c i l i t e l a communication (Margo l i s 370). 31 I l s ' a g i t toujours de l a r e v e n d l c a t l o n I n t e l l e c t u e l l e en t a n t que processus. Comme e l l e l ' a f a i t pour l e concept de l a c i t a t i o n e t du l i v r e , e l l e e s t en t r a i n d ' e l a b o r e r un processus par l e q u e l l a d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e peut e t r e revendiquee, c ' e s t - a - d i r e l e processus d'adopter e t d'adapter t o u t a l a f o i s : e l l e e c r i t dans l a langue v e r n a c u l a i r e tout en i m i t a n t l a s t r u c t u r e e t l a forme de l ' e c r i t u r e l a t l n e . Dans l e monde p l z a n i e n , C h r i s t i n e demontre a i n s i sa d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e , p u i s q u ' e l l e met a l'e'preuve sa c a p a c i t e de comprendre e t de t r a v a i l l e r l e s choses. I l ne s ' a g i t plus t o u t simplement de " r e t e n i r " ou de consommer, mais de d i g ^ r e r . 6. L ' a u t o r i t e masculine et l ' e x p e r i e n c e fe'minine Comme l e "probleme de 1 ' o r i g i n a l i t e de l ' a u t e u r " se pose pour c e r t a i n s c r i t i q u e s (Gauvard 420, P i n e t 456, Lanson 166-67), on peut c o n s t a t e r que C h r i s t i n e e s t o r i g i n a l e dans l a mesure ou e l l e r e - o r g a n i s e et manipule ses sources (Richards x x x i ) , dans l a mesure ou e l l e adopte et adapte l e s mate'riaux e t l e s n o t i o n s p r e - e t a b l i e s , comme l a r e p e t i t i o n et l e pouvoir du l i v r e e t de l a l e t t r e , pour son b i e n . Comme l e con s t a t e Dame Raison, c ' e s t sa mani£re de "tourner l e s choses a [son] avantage" (39). Le processus de deve n i r Dame au niveau i n t e l l e c t u e l , 32 c ' e s t - a - d i r e l e processus de "devenir genie", se f a i t egalement a t r a v e r s s o i en t a n t q u ' a u t o r i t e . C'est notre propre experience des l i v r e s et du langage q u i nous permet de l e s c i t e r , d'en p a r l e r en l e s r e j e t a n t . En e c r i v a n t en langue v u l g a i r e et a t r a v e r s l e processus de l a c i t a t i o n , C h r i s t i n e r e v i e n t a s o l en tant q u ' a u t o r i t e . A i n s i e l l e peut f a i r e l ' h i s t o i r e des femmes tout en e n r i c h i s s a n t son oeuvre des exemples des femmes q u ' e l l e c o n n a l t , q u ' e l l e a vues, q u i e x i s t e n t e t qui sont en t r a i n de v i v r e . Les deesses s u p p l i e n t C h r i s t i n e a p l u s i e u r s r e p r i s e s de r e v e n l r a sa propre e x p e r i e n c e , a ses "propres yeux" (40) e t aux femmes q u ' e l l e c o n n a l t (56, 115, 191, 232). Leurs r e c i t s f o n t " r e v e n i r en memoire l'exemple de bien d'autres femmes" (158). E l l e a j oute a ce que d i s e n t l e s deesses "1'experience de femmes" q u ' e l l e s a vues (157) e t q u ' e l l e a connues elle-mSme (159). Son h i s t o i r e des femmes e s t done contemporaine e t ancienne a l a f o i s . E l l e temoigne du manque d'une presence feminine dans l ' h i s t o i r e contemporaine, comme dans l ' h i s t o i r e ancienne. Les femmes de j a d i s comme l e s femmes d'aujourd'hui f o n t 1'experience de c e t t e absence et i n s i g n i f i a n c e h i s t o r i q u e : 1'experience e s t u n i v e r s e l l e . Mais on p e r c o i t encore une f o i s que ce ne sont pas l e s e x p e r i e n c e s elles-mSmes q u i l n t e r e s s e n t C h r i s t i n e , mais 1'experience en t a n t que processus, en t a n t que maniere de deve n i r Dame, s u r t o u t au niveau de l a d i g n i t e 33 i n t e l l e c t u e l l e . C h r i s t i n e aiflrme que " r i e n n'est a u s s i s t i m u l a n t pour un Stre doue de r a i s o n qu'une experience r i c h e e t v a r i e e " (92). Comme sa l e c t r i c e , C h r i s t i n e e s t en t r a i n d ' o b t e n i r c e t t e e x p e r i e n c e . Le l i v r e temoigne de 1' e v o l u t i o n de 1'experience " r i c h e et v a r i e e " d'une femme, mais i l o f f r e a u s s i c e t t e experience " r i c h e e t v a r i e e " aux dames e t a u t r e s femmes. C'est a t r a v e r s sa propre experience que l a femme peut c r i t i q u e r , r e j e t e r , questionner et r e - o r g a n i s e r ses so u r c e s . Lorsque son experience se pose en t a n t q u ' a u t o r i t e , e l l e n'a plus a s'occuper de l a " r e p e t i t i o n " e t du " r e t e n i r . " Puisque l ' a u t o r i t e * masculine e s t en c o n f l i t avec 1'experience feminine, i l f a u t c i t e r l e s auteurs t o u t en l e s rec u s a n t . C'est pour c e l a q u ' i l a f a l l u , par exemple, adopter l e langage de tous l e s j o u r s t o u t en adaptant l a s t r u c t u r e du langage des v i e i l l a r d s . L ' exp^rience feminine a done un r o l e t r e s s i g n i f i c a t i f en ce q u i concerne 1 ' i n s t r u c t i o n de l a femme, pour l a c o n s t r u c t i o n e t 1 ' e d i f i c a t i o n de sa d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e . L'experience e s t un processus par l e q u e l l a femme peut d e v e n i r Dame au niveau i n t e l l e c t u e l . 11 ne s ' a g i t pas t o u t simplement de pouvoir l i r e des l i v r e s pour s'eduquer, d ' a v o i r c e t acces physique aux l i v r e s de l a c i t e des hommes, mais d ' a v o i r beaucoup d'experiences, d ' a l l e r dans l e monde. II y a deux coutumes a adopter et adapter. Non seulement il SOJJL changer l a coutume de ne pas envoyer l e s f i l l e s a 1*ecole pour l e u r enseigner l e s s c i e n c e s e t l e s a r t s , comme on l e f a i t pour l e s gargons, mais i l f a u t egalement changer l a coutume de ne pas envoyer l e s femmes dans l e monde pour l e u r donner une experience " r i c h e et v a r i e e " , comme on l e f a i t pour l e s hommes. C h r i s t i n e nous a f f i r m e q u ' i l y a done deux coutumes a changer : c e l l e de ne pas eduquer l e s femmes ou de l e s eduquer autrement qu'on eduque l e s hommes, et c e l l e de ne pas l e u r donner l e d r o i t de s'eduquer par 1 1 e x p e r i e n c e . A propos de l a premiere coutume, C h r i s t i n e a f f i r m e : [...] s i e ' e t a i t l a coutume d'envoyer l e s p e t i t e s f i l l e s a 1'ecole e t de l e u r enseigner methodlquement l e s s c i e n c e s , comme on l e f a i t pour l e s garcons, e l l e s a p p r e n d r a i e n t et comprendraient l e s d i f f i c u l t e s de tous l e s a r t s et t o u t e s l e s s c i e n c e s a u s s i b i e n qu'eux. (91) En ce q u i concerne l e d r o i t de s'eduquer par 1'experlence, e l l e c o n s t a t e : C'est sans aucun doute q u ' e l l e s n'ont pas 1'experience de ta n t de choses d i f f e r e n t e s , mais, s'en tenant aux s o i n s du menage, e l l e s r e s t e n t chez e l l e s , e t r i e n n'est a u s s i s t i m u l a n t pour un e t r e doue de r a i s o n qu'une experience r i c h e et v a r i e e . (92) 35 Dans l e s deux cas, C h r i s t i n e l n s l s t e S U E l a vo l o n t e et l a m o b i l i t e f e m i n i n e s . Envoyer l e s f i l l e s a l ' e c o l e , ce s e r a i t e l a r g i r 1'experience feminine, et l e u r donner une experience " r i c h e e t v a r i e e " , ce s e r a i t comme l e s envoyer a l ' e c o l e , ce s e r a i t l e s i n s t r u i r e dans l e monde. Mais C h r i s t i n e nous p a r l e de 1'experience de l a femme pour s o u l i g n e r son manque d'expe'r ience. E l l e p a r l e de son experience mondaine, c ' e s t - a - d i r e c e l l e du manage, pour evoquer 1'experience q u ' i l l u i manque pour se r e a l i s e r en ta n t que Dame. Comme i l f a u t t r a v a i l l e r c o ntre sa n a i v e t e en f a i s a n t son a p p r e n t i s s a g e de l a l e c t u r e , i l faut a u s s i t r a v a i l l e r c o n t r e son innocence pour dev e n i r une femme q u i a "1'experience de ta n t de choses d i f f e r e n t e s . " Ce n'est pas que l a femme e s t naive et innocente, c ' e s t q u ' e l l e j ' e s t devenue. C'est que dans l a s o c i e t e p r e - e t a b l i e i l n'est pas n e c e s s a i r e q u ' e l l e s o i t i n s t r u i t e par l e s l i v r e s et par 1'experience : Ma chere enfant, c ' e s t q u ' i l n'est pas n e c e s s a i r e a l a s o c i e t e q u ' e l l e s s'occupent des a f f a i r e s des hommes, comme j e t e l ' a i d e j a d i t . II l e u r s u f f i t d'accomplir l e s taches o r d i n a i r e s qu'on l e u r a c o n f i e e s . (92) C h r i s t i n e e s t en t r a i n de demontrer que ce n'est pas 1'infer i o r i t e i n t e l l e c t u e l l e des femmes q u i a determine l e u r i n s i g n i f i a n c e , mais que c ' e s t l e u r i n s i g n i f i a n c e qui 36 l e s a vouees a 1' i n f e riorite i n t e l l e c t u e l l e . Ce que Simone de Beauvoir d i r a a propos de 1 1 i n s i g n i f i a n c e h i s t o r i q u e des femmes (1: 175), C h r i s t i n e l ' a d i t a propos de 1 * i n s i g n i f i a n c e i n t e l l e c t u e l l e des femmes. Pour C h r i s t i n e , comme pour Simone de Beauvoir, l a femme e s t i n s i g n i f i a n t e e t i n f e r i e u r e parce q u ' e l l e l ' e s t devenue (1: 27). Les femmes sont i n s i g n i f i a n t e s en t a n t que genies parce q u ' i l l e u r s u f f i t "d'accomplir l e s taches o r d i n a i r e s qu'on l e u r a confines." C h r i s t i n e a done d i t a sa facon au quinzieme s i e c l e "on ne n a l t pas genie, on l e d e v i e n t ; et l a c o n d i t i o n feminine a rendu jusqu'a pre'sent ce d e v e n i r i m p o s s i b l e " (Beauvoir 1: 175). E l l e a voulu d i r e que c ' e s t en accedant au monde de 1'experience et aux e c o l e s , ou comme le d i t Simone de Beauvoir, que c ' e s t en se sentant b i e n dans l a nature, l a v i l l e e t au t r a v a i l que l e processus de "devenir g e n i e " va se c o n c r e t i s e r ( A l b i s t u r 416). C'est precis^ment ce que Le L i v r e de l a C i t e des Dames o f f r e a ses l e c t r i c e s : une maniere de "devenir ge'nie." Les l e c t r i c e s f o n t 1'experience d'une Educat i o n avec C h r i s t i n e , Grace au temoignage de C h r i s t i n e , a l a mise en scene de son e d u c a t i o n e t de son experience " r i c h e e t v a r i e e " , l e l i v r e o f f r e a l a l e c t r i c e non seulement 1'experience d'une ed u c a t i o n mais c e t t e " e x p e r i e n c e r i c h e et v a r i e e " s i n e c e s s a i r e a son e d u c a t i o n . Nous ne partageons pas seulement 1'experience de C h r i s t i n e l ' e l e v e : nous f a l s o n s egalement l ' e x p e r l e n c e de C h r i s t i n e en t r a i n de r e v i v r e 1'experience de ta n t d'autres femmes. L'experlence " r i c h e e t v a r i e e " de C h r i s t i n e d e v i e n t notre e x p e r i e n c e , notre e d u c a t i o n . Bref, e l l e d e v i e n t l ' e x p e r l e n c e u n l v e r s e l l e des femmes. S i C h r i s t i n e se met au meme niveau que ses l e c t r i c e s au debut du l i v r e en se re p r e s e n t a n t comme une l e c t r i c e naive en t r a i n de s'eduquer e t d ' a c q u e r i r une experience " r i c h e e t v a r i e e " , e l l e met egalement ses l e c t r i c e s au meme niveau q u ' e l l e en se r e a l i s a n t , en devenant genie, en devenant Dame au niveau i n t e l l e c t u e l . L'experlence va changer l a c o n d i t i o n feminine, t o u t en m o d i f i a n t l e s r a p p o r t s entre l e s femmes et l e s l i v r e s . C'est l ' e x p e r i e n c e feminine, c ' e s t - l i - d i r e l a n o u v e l l e experience buverte de l a femme en ta n t q u ' a u t o r i t e , q ui va l e u r permettre de f r a n c h i r 1'obstacle du "temoignage r e u n i " des ecrlts des hommes : " l ' e x p e r l e n c e demontre c l a l r e m e n t que l a verite e s t t o u t l e c o n t r a i r e de ce que l'on a f f i r m e " (39). Le "on" i c i c ' e s t l e "temoignage r e u n i " , c ' e s t " l ' a c c o r d de p l u s i e u r s temolgnages [qui] f a i t f o i . " II fa u t c r e e r ce "on" pour l e s femmes. II s ' a g i r a d ' a f f i r m e r son experience en t a n t q u ' a u t o r i t e , de "se prendre en premier sans f a v o r i t i s m e " (46). II faudra adopter l a s t r u c t u r e du "temoignage reuni" pour son b i e n , mais ce ne s e r a qu'en l'adaptant et en changeant notre 38 experience de c e t t e s t r u c t u r e . Quoiqu ' e l l e f a s s e autorite, e l l e ne s e r a pas o p p r e s s i v e . Le d e s i r d ' a f f i r m e r que " l e s femmes peuvent s a v o i r par e x p e r i e n c e " (53) manifeste l e de"sir de c r e e r un "temoignage r e u n i " pour l e s femmes seulement dans l a mesure oil i l s ' a g i t de l e u r accorder une e x i s t e n c e i n t e l l e c t u e l l e autonome et authentique. I l s ' a g i t , comme l e d i t Simone de Beauvoir, de c r e e r un " r o l e c o l l e c t i f joue par l e s femmes i n t e l l e c t u e l l e s " , mais ce n'est que dans l a mesure oil i l s e r a p o s s i b l e " d ' e n r a c i n e r " profondement l e r o l e de l ' i n d i v i d u de sexe f e m e l l e dans son a u t h e n t i c i t y (1: 175). L ' e x i s t e n c e d'une experience u n i v e r s e l l e de l a femme, comme l ' e x i s t e n c e d'un l i v r e e t d'un langage plu s u n i v e r s e l s , permet a chaque femme d ' a f f i r m e r l ' a u t o r i t e de sa propre experience de femme. 7. L ' i n v e n t i o n Un a u t r e moyen d ' a f f i r m e r son autonomic e t son a u t h e n t i c i t y i n t e l l e c t u e l l e , ce s e r a k t r a v e r s l e processus de 1 ' i n v e n t i o n . Mais encore i l s ' a g l r a de l'autonomie qui s ' i n s c r i t dans l e schema u n i v e r s e l des choses. Une i n v e n t i o n dans l e monde p i z a n i e n , c ' e s t a l a f o i s l e t r a v a i l d'une personne e t un t r a v a i l q u i porte des b i e n f a i t s a l'humanite (105). Mais avant de passer a 39 c e l a , 11 f a u d r a v o i r comment l ' a c t e d ' l n v e n t e r e s t a p p r o p r l e p a r C h r i s t i n e e n t a n t que p r o c e s s u s . Comme 1 ' e x p e r i e n c e f e m i n i n e p e r m e t a l a femme de f r a n c h i r l ' a u t o r i t e de l a v o i x d u " t e m o i g n a g e r e u n i " en s e p o s a n t en t a n t q u ' a u t o r i t e , comme c e t t e e x p e r i e n c e p e r m e t a C h r i s t i n e de c i t e r e t de r e j e t e r , d ' a d o p t e r e t d ' a d a p t e r l e s M e r i t s e t l a coutume d e s hommes, e l l e l u i p e r m e t a u s s i d ' l n v e n t e r . C h r i s t i n e n ' e c r l t p a s s o n l i v r e e n a p p r e n a n t d e s c h o s e s s e u l e m e n t , m a i s e n l e s i n v e n t a n t a u s s i . C e p e n d a n t , comme e l l e s ' i n t ^ r e s s e a u t a n t a u p r o c e s s u s d ' a p p r e n d r e q u 'a c e q u i e s t a p p r i s , e l l e s ' i n t ^ r e s s e m o i n s a u x i n v e n t i o n s e l l e s - m e m e s q u ' a u p r o c e s s u s de 1 ' i n v e n t i o n . Le p r o c e s s u s de l a c i t a t i o n l u i - m e m e , comme on l ' a v u , s e s i t u e e n t r e c e l u i de 1 ' a p p r e n t i s s a g e e t c e l u i de 1 ' i n v e n t i o n . P o u r r e - i n v e n t e r i l a f a l l u a p p r e n d r e c e qu'on a v a i t i n v e n t ^ . I I a f a l l u a p p r e n d r e "ce qu'o n a d e j a d i t " a v a n t de l e r e j e t e r e t d ' i n v e n t e r a u t r e c h o s e , a v a n t de l e t r a n s f o r m e r p o u r l e m e t t r e e n a c c o r d a v e c s a p r o p r e e x p e r i e n c e . Dans s o n l i v r e , C h r i s t i n e n o u s donne p l u s i e u r s e x e m p l e s de femmes q u i non s e u l e m e n t " a p p r e n n e n t f a c i l e m e n t l e s s c i e n c e s " , m a i s q u i " p e u v e n t a u s s i l e s i n v e n t e r " ( 1 1 1 ) . M a i s nous v o y o n s que c ' e s t l ' i n v e n t i o n e n t a n t que p r o c e s s u s q u ' e l l e met en lumiSre. Nous v o y o n s e i g a l e m e n t que c ' e s t p o u r m e t t r e en l u m i e r e l e p r o c e s s u s de s a p r o p r e i n v e n t i o n , c ' e s t - a - d i r e c e l l e de s o n L i v r e de 40 l a C i t e des Dames. Nous voyons que l e s femmes ont invente non pas des choses, mais des processus, comme C h r i s t i n e elle-meme e s t en t r a i n de l e f a i r e avec l e deve n i r Dame. Comme C h r i s t i n e invente un processus q u ' e l l e o f f r e a ses l e c t r i c e s pour revendiquer l e u r d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e , e l l e montre q u ' i l y a eu des femmes qui ont invente des processus pour revendiquer l a d i g n i t e humaine. Ces femmes in v e n t e n t , mais e l l e s enseignent egalement ce q u ' e l l e s ont invente. E l l e s p a r t i c i p e n t a 1 ' e l a b o r a t i o n du monde m e i l l e u r gra*ce a l e u r c a p a c i t e p r o d u c t r i c e I n t e l l e c t u e l l e . C'est exactement ce que C h r i s t i n e e s t en t r a i n de f a i r e , puisque son l i v r e s ' e c r i t au f u r e t a mesure que l e monde m e i l l e u r se c o n s t r u i t . Prenons 1'exemple des femmes qui ont invente des "systemetsl d ' e c r i t u r e [ s ] " (105). II y a d'abord Carmenta qui a invente un alphabet (100). Nous voyons que c ' e s t au processus de c e t t e i n v e n t i o n et de sa communication aux au t r e s que C h r i s t i n e s ' i n t e r e s s e , car c ' e s t l a q u ' e l l e peut se m i r e r . Comme Carmenta "se mit au t r a v a i l " pour i n v e n t e r un "alphabet o r i g i n a l " digne de l a grandeur romaine, 1'alphabet l a t i n , C h r i s t i n e elle-meme e s t en t r a i n d ' i n v e n t e r un "systeme d ' e c r l t u r e " digne des femmes. C'est un systeme qui mettra en marche 1 ' E l a b o r a t i o n du monde m e i l l e u r , du monde moins "barbare." C'est un "bien q u ' e l l e apporte au monde", comme Carmenta l ' a f a i t en 41 f a i s a n t "communiquer e t apprendre eet alphabet au peuple." Comme c ' e s t grace a Carmenta "que l e s hommes, m£me s ' i l s ne l e r e c o n n a i s s e n t A o n t ete r e t i r e s de l ' e t a t d'ignorance et amenes a l a c u l t u r e " (106), c ' e s t grSce a C h r i s t i n e que l e s femmes s e r o n t egalement r e t i r e e s de 1'ignorance et amene'es a l a c u l t u r e . Encore une f o i s c ' e s t comment 1' i n v e n t i o n d'un nouveau systeme d ' e c r i t u r e peut r e t i r e r l e s femmes (et l e s hommes) de 1'ignorance qui e s t important, e t non pas l ' e c r i t u r e elle-meme. (Comme on l ' a vu, l ' e c r i t u r e elle-meme, l a langue l a t i n e dont i l s ' a g i t i c i , e s t en c o n f l i t avec l a v o c a t i o n v e r n a c u l a i r e de C h r i s t i n e . ) De l a m£me maniere, C h r i s t i n e se mire dans 1'exemple d ' I s i s q ui a trouve "un systeme d ' e c r i t u r e symbolique q u ' e l l e enseigna aux E g y p t l e n s , l e u r donnant a i n s i l e moyen de noter avec c o n c i s i o n le f l o t de l e u r s p a r o l e s " (105). C h r i s t i n e invente egalement un systeme d ' e c r i t u r e symbolique q u ' e l l e . ? apprend aux femmes pour l e u r permettre de c o n c r e t i s e r et p u b l i e r " l e u r s propres p a r o l e s . " I s i s q ui invente l e systeme d ' e c r i t u r e symbolique et Carmenta q u i cree 1'alphabet pour p a r t i c i p e r a 1 ' e l a b o r a t i o n du monde m e i l l e u r , ce sont des doubles de C h r i s t i n e q ui e s t en t r a i n d ' i n v e n t e r 1'alphabet et l ' e c r i t u r e symbolique du feminisme. C'est C h r i s t i n e en e f f e t q ui invente I s i s e t Carmenta, car c ' e s t son i n v e n t i o n du feminisme q u i l u i permet de mettre en lumiere 42 l a s i g n i f i c a t i o n des i n v e n t i o n s de ces femmes. De meme, C h r i s t i n e r e - i n v e n t e l a s i g n i f i c a t i o n de ces femmes pour pouvoir mettre en lumiere sa propre s i g n i f i c a t i o n en tant q u ' i n v e n t r i c e . En t a n t q u 1 i n v e n t r i c e s l e s femmes peuvent p a r t i c i p e r a 1 ' e l a b o r a t i o n du monde m e i l l e u r , car e l l e s p a r t l c i p e n t l i t t e r a l e m e n t a l a c o n s t r u c t i o n e t a 1 ' E d i f i c a t i o n de ce monde m e i l l e u r . Puisque C h r i s t i n e e c r i t un l i v r e tout en c o n s t r u i s a n t "une c i t e " , pour mettre en lumiere comment e l l e p a r t i c i p e l i t t e r a l e m e n t a 1 • e l a b o r a t i o n du monde m e i l l e u r , e l l e nous donne non seulement des exemples de femmes qui ont invente de nouveaux systemes d ' e c r i t u r e , mais egalement des exemples de femmes q u i ont l i t t e r a l e m e n t c o n s t r u i t et e d i f i e des mondes m e i l l e u r s . Par exemple, t o u t comme C h r i s t i n e pose ses que s t i o n s f e m i n i s t e s avec sa "pioche d 1 I n t e r r o g a t i o n " e t l a " t r u e l l e de sa plume" sous p r ^ t e x t e de cre u s e r l a t e r r e et poser l e s f o n d a t i o n s du monde m e i l l e u r , Ceres " a p p r i t aux hommes, qui a v a i t 1'habitude de v i v r e comme des betes [...] a consomraer une n o u r r i t u r e p l u s digne" (104). C'est e l l e q u i a decouvert " l a premiere l a s c i e n c e e t l e s techniques de 1 ' a g r i c u l t u r e , dont e l l e i n venta l e s o u t i l s n e c e s s a i r e s . " De p l u s , Cer£s "rassembla t i e s hommes] en communaute e t l e u r a p p r i t a c o n s t r u i r e des v i l l e s e t des maisons ou i l s pouvaient v i v r e ensemble." De l a meme maniere C h r i s t i n e apprend aux femmes a consommer une 43 n o u r r l t u r e p l u s digne : son l i v r e , De l a meme manlere, e l l e a decouvert l a premiere l a s c i e n c e et l e s techniques de " 1 ' a g r i c u l t u r e " , mais i l s ' a g i t du feminisme en t a n t que processus de cre u s e r l a t e r r e du Champs des L e t t r e s avec l a "pioche d • I n t e r r o g a t i o n " ( " l ' o u t i l n e c e s s a i r e " au feminisme). E t , b i e n s u r , comme Ceres rassemble l e s hommes en communaute, C h r i s t i n e rassemble l e s femmes et l e u r apprend a c o n s t r u l r e des v i l l e s e t des maisons ou e l l e s peuvent v i v r e ensemble, c ' e s t - a - d i r e des mondes m e i l l e u r s . Le processus par l e q u e l s ' e c r i t Le L i v r e de l a C i t e des Dames e s t e'galement miS en lumiere pour l e cas de Pamphile. I l s ' a g i t t o u j o u r s de 1 ' i n v e n t i o n en t a n t que processus, en t a n t que d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e dans l a mesure ou i l s ' a g i t d'un " d e v e n i r . " I l ne f a u t pas o u b l i e r que ce n'est pas a 1 ' i n v e n t i o n elle-meme que C h r i s t i n e s ' i n t e r e s s e , mais au processus par l e q u e l on y a r r i v e : c ' e s t en s ' i n t e r e s s a n t a c e l a que C h r i s t i n e p a r v i e n t a mettre en lumiere l a s i g n i f i c a t i o n de sa propre v o c a t i o n l i t t e r a i r e . C'est a t r a v e r s 1'etude, l a recherche e t 1'observation que l ' o n i n v e n t e . L ' i n v e n t i o n e s t un " r a r e g e n i e " : l ' i n v e n t r i c e e s t douee "d'une v i v e i m a g i n a t i o n e t d'une grande r e f l e x i o n . " I l ne s ' a g i t pas d'une pure f a n t a i s i e . Comme i l y a un processus d e r r i e r e 1 ' i n v e n t i o n de Pamphile, i l y en a un d e r r i e r e 1 ' i n v e n t i o n de C h r i s t i n e : 44 Le r a r e genie de c e t t e femme s ' e x e r c a i t dans d i v e r s domaines. E l l e alma t a n t l e s rech e r c h e s , enquetant sur des phenomenes c u r i e u x , q u ' e l l e d e c r o u v r i t , l a premiere, l ' a r t de l a s o i e . Douee d'une v i v e imagination e t d'une grande r e f l e x i o n , e l l e observa l e s vers q ui f o n t n aturellement de l a s o i e sur l e s branches des arb r e s de son pays; e l l e p r i t l e s cocons f a i t s de ces v e r s , q ui l u i p a r a i s s a i e n t f o r t beaux, p u i s en assembla l e s f i l s . E l l e essaya e n s u i t e d i v e r s e s t e i n t u r e s pour v o i r s i l e f i l p r e n d r a i t une b e l l e c o u l e u r . Quand e l l e eut t e r m i n i ces t r a i t e m e n t s , e l l e v i t que e ' e t a i t t r e s beau et dec i d a d'en t i s s e r l ' e t o f f e . A i n s i , par l a decouverte de c e t t e femme, l e monde a ete e n r i c h i d'une chose f o r t b e l l e et t r e s u t i l e . ( I l l ) C ' e t a i t en aimant 1'etude que C h r i s t i n e a decouvert l a misogynie e t a invente l e feminisme; l e processus de 1' i n v e n t i o n de l a s o i e peut l u i s e r v i r d'exemple. II f a u t de*doubler l e sens du mot "v e r s " pour a b o u t i r a c e t t e c o n c l u s i o n . I l y a l e s vers que l'on trouve dans l a nature et ceux que l ' o n trouve dans l a po e s i e . Les vers qu'observe Pamphile sont comme l e s vers de Matheole que C h r i s t i n e observe au debut du l i v r e . Tout comme C h r i s t i n e a c i t e e t transforme Matheole pour son b i e n , Pamphile a 45 u t i l i s e les vers pour son b i e n : e l l e assemble l e s £ils pour en f a i r e de l a s o l e , comme C h r i s t i n e rassemble l e s f i l s de l a misogynie pour en f a i r e une s o i e fe'ministe. Le processus de l a t e i n t u r e de l a s o i e pour v o i r s i e l l e p r e n d r a i t c o u l e u r e s t comme l e processus par l e q u e l C h r i s t i n e transforme ce q u ' e l l e l i t pour y donner l a b e l l e c o u l e u r du feminisme. Pamphile en t r a i n de t e i n d r e l a s o i e , c ' e s t C h r i s t i n e en t r a i n de "tourner et re t o u r n e r l e s choses." On v o i t que ce n'est pas 1 ' i n v e n t i o n de l a s o i e elle-meme qui i n t ^ r e s s e C h r i s t i n e . E l l e nous d e c r i t p l u t f i t t o u t l e processus par l e q u e l Pamphile e s t finalement a r r i v e e a " t i s s e r l ' ^ t o f f e . " E f f e c t i v e m e n t , C h r i s t i n e e s t en t r a i n d ' e x p l o i t e r pour son bie n l e vieux c l i c h e du rapport e n t r e l ' a c t e de t i s s e r e t l ' a c t e d ' e c r i r e (ou de n a r r e r ) q ui e x l s t e depuis Pdneiope. Mais ce n'est pas l e p a r a l l e l e i m p l i c i t e entre t i s s e r e t e c r i r e q u i l ' i n t e r e s s e , c ' e s t l e p a r a l l e l e entre l e processus du t i s s a g e e t l e processus de l ' e c r i t u r e . Pamphile, comme Carmenta, I s i s e t Ceres, sont c i t e e s pour mettre a l'e'preuve l a d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e des femmes en t a n t q u ' i n v e n t r i c e s , a i n s i que c e l l e de C h r i s t i n e elle-me*me. E l l e s sont elles-mSmes c i t e e s et t r a n s f o r m e r s — r e - i n v e n t e e s — p o u r mettre en scene l a d i g n i t y i n t e l l e c t u e l l e en t a n t que processus chez l e s femmes, c ' e s t - a - d i r e chez t o u t e s l e s Dames. 46 8. C o n c l u s i o n Dans c e t t e p a r t i e nous avons vu comment C h r i s t i n e revendique l a dignite i n t e l l e c t u e l l e de l a femme en f a i s a n t appel a sa propre experience, en mettant en scdne l ' e v o l u t i o n de sa propre d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e . Nous avons vu q u ' e l l e " devient Dame" au niveau i n t e l l e c t u e l parce q u ' e l l e e l a b o r e une n o u v e l l e experience de l a c o n d i t i o n feminine qui l u i permet de montrer comment e l l e a pu "devenir g e n i e . " Nous avons vu que ce n'est pas l a d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e elle-meme q u i i n t e r e s s e C h r i s t i n e , mais que c ' e s t l e devenir de c e t t e d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e qui l a preoccupe avant t o u t . E l l e veut o f f r i r a ses l e c t r i c e s l a p o s s i b i l i t y de "deve n i r " e t non seulement 1 ' a f f i r m a t i o n " d ' e t r e " ou " d ' a v o i r e t e " digne au niveau i n t e l l e c t u e l . Au niveau du processus, ce n'est pas pour l e s hommes q u ' e l l e e c r i t , mais pour l e s femmes. E l l e ne veut p o i n t a f f i r m e r l a dignite i n t e l l e c t u e l l e de l a femme, mais prouver q u ' e l l e peut s ' a f f i r m e r et q u ' e l l e s ' a f f i r m e tous l e s jo u r s chez l e s femmes de j a d i s , d 'aujourd'hui, et de demain. La d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e de l a femme c o n t i n u e r a de s ' a f f i r m e r dans l ' a v e n i r grace au processus qu'elabore C h r i s t i n e . Puisque ce processus ne meurt pas avec e l l e , p u i s q u ' e l l e 1 ' o f f r e a ses l e c t r i c e s , l a femme va c o n t i n u e r a d e v e n i r Dame i n t e l l e c t u e l l e . 47 T.P. T.lvre de l a c i t e n'est pas un simple l i v r e d ' h i s t o i r e consacre aux femmes, c ' e s t un c o n t r a t s o c i a l de l e c t u r e , un guide, un manuel s c o l a i r e , un t r e s o r , un "chemin de longue estude", un "studieux l a b e u r " e t une e x p e r i e n c e . C'est un l i v r e q u i transforme ceux e t c e l l e s qui l e l i s e n t , mais c ' e s t a u s s i un l i v r e q u i cherche c e l l e s q u i ne l ' o n t pas l u . I I s u f f i t de l i r e l e d e r n i e r pour c h a p i t r e du l i v r e ^ v o i r c e l a : "Daignez, mes t r e s venereSes dames, a c c r o t t r e e t m u l t i p l i e r l e s h a b i t a n t e s de notre C i t e [ . . . ] . " C h r i s t i n e u t i l i s e une image de l a r e p r o d u c t i o n pour s i g n i f i e r l a p r o d u c t i o n . E l l e e x p l o i t e un phenomene p h a l l o c e n t r i q u e de l ' e c r i t u r e masculine pour son b i e n . En d e p i t de ce que c o n s t a t e S y l v i a Huot dans son etude de l'oeuvre, je c r o i s que C h r i s t i n e veut s o u l i g n e r precisement l a d i f f e r e n c e entre l a p r o d u c t i o n b i o l o g i q u e e t poetique (367). C'est b i e n une v e r s i o n feminine d'une c o n s t r u c t i o n b i e n connue remise en scene en termes non-erotiques, mais ces termes sont egalement n o n - b i o l o g i q u e s . II s u f f i t de l i r e pour "accro'Ttre e t m u l t i p l i e r . " Cette maniere de changer ses r a p p o r t s a l ' e c r i t u r e , a l a l e c t u r e e t a l ' ^ r o t i q u e (366) e s t un phenomene de l ' e c r i t u r e feminine. Pour Anne B r a d s t r e e t , poetesse du dix-septieme s i e c l e , i l s ' a g i t d ' e t r e l u pour se r e p r o d u i r e e t a s s u r e r sa descendance. C'est une a f f a i r e l i t t e r a i r e . Je c i t e r a i un poeme de son S p i r i t u e l 48 Autobiography qui s ' a p p e l l e "To my Dear C h i l d r e n . " Notons q u ' e l l e s'adresse precisement a ceux et c e l l e s qui ne l ' o n t pas encore l u e , a ceux e t c e l l e s q ui sont precisement en t r a i n de l a l i r e pour l a premiere f o i s : T h i s Book by Any yet unread, I leave f o r you when I am dead, That, being gone, here you may f i n d What was your l i v i n g mother's mind. Make us of what I leave i n love And God s h a l l b l e s s you from above. Nous e x p l o r e r o n s davantage c e t aspect de l ' e c r i t u r e de C h r i s t i n e dans l a p a r t i e " s p i r i t u e l l e " de ce t r a v a i l . II s ' a g i r a du d e s i r de l a r e p r o d u c t i o n en t a n t que maniere de p a r t i c i p e r a 1 ' e l a b o r a t i o n du monde m e i l l e u r en s ' i n t e g r a n t "au mouvement de l a transcendence humaine" (Beauvoir 2: 302). Br e f , dans c e t t e p a r t i e , nous avons vu que C h r i s t i n e ne revendique l a d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e de l a femme que dans l a mesure ou e l l e met en scene l a r e v e n d i c a t i o n de c e t t e d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e , dans l a mesure ou e l l e revendique l a r e v e n d i c a t i o n elle-meme en t a n t que processus. I l ne l u i s u f f i t pas d ' a f f i r m e r que l e s femmes sont dignes au niveau i n t e l l e c t u e l : 11 f a u t q u ' e l l e l e s montre, comme e l l e se montre elle-meme, en t r a i n de dev e n i r Dames i n t e l l e c t u e l l e s . La femme de haute d i g n i t e 49 i n t e l l e c t u e l l e , c ' e s t l a femme en t r a i n d'apprendre, d ' l n v e n t e r , e t d'enseigner. C'est par sa facon d ' a g l r p l u t o t que par sa fagon d ' e t r e que l a femme peut "se revend i q u e r " au niveau i n t e l l e c t u e l . C'est l a un p o r t r a i t de femme dans l e q u e l C h r i s t i n e peut se mi r e r . E l l e peut l ' i m i t e r comme nous pouvons i m i t e r C h r i s t i n e en t r a i n d'apprendre, d ' i n v e n t e r e t d'enseigner : des femmes comme C h r i s t i n e sont des "materiaux s i b r i l l a n t s que vous pouvez to u t e s vous y mirer [...]" (275). Comme Dame Raison a pour embleme "non p o i n t un s c e p t r e " o p p r e s s i f mais "un m i r o i r r e s p l e n d i s s a n t " q u i permet de v o i r " l e fond de son ame" (41), c e l u i de C h r i s t i n e e s t egalement un m i r o i r : c' e s t son l i v r e q u i a ete c o n s t r u i t de "materiaux s i b r i l l a n t s " qu'on peut s'y m i r e r . Dame Raison pousse C h r i s t i n e a se mirer dans l e m i r o i r ; C h r i s t i n e i n c i t e ces l e c t r i c e s a se mirer dans son l i v r e . Nous avons vu comment l e processus de l a r e v e n d i c a t i o n de l a d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e e s t c e l u i que C h r i s t i n e adopte e t adapte pour l e b i e n des femmes du monde p r e - e t a b l i , du monde et de l a c i t e des hommes. C'est en s'^duquant, en ayant une experience " r i c h e et v a r i e e " , en inventant e t en enseignant que l e s hommes font preuve de l e u r propre d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e . C'est l e u r s e c r e t e t l e u r a r s e n a l ( M a r g o l i s 362-63). Quoique C h r i s t i n e adopte ces processus, nous avons vu q u ' e l l e l e s adapte a u s s i , q u ' e l l e l e s c i t e et r e j e t t e a l a f o i s . Ce 50 n'est p l u s un s e c r e t et 1'arsenal du s a v o i r e s t un moyen de se defendre p l u t o t que de regner. Pour revendiquer l a d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e des femmes i l a f a l l u eprouver l e beso i n de s ' a p p r o p r i e r l a coutume i n t e l l e c t u e l l e masculine tout en l a rec u s a n t . Par exemple, nous avons vu dans q u e l l e mesure C h r i s t i n e change ses ra p p o r t s au l i v r e , a l a l e t t r e , a l a c i t a t i o n , a l ' a u t o r i t e ( l e "temoignage r e u n i " ) e t a 1 ' i n v e n t i o n . C h r i s t i n e adopte ces concepts mais e l l e l e s adapte justement parce q u ' e l l e l e s adopte en t a n t que processus. E l l e ne f a i t p l u s l a meme experience de ces concepts : ce sont maintenant des processus q u ' e l l e peut u t i l i s e r pour son b i e n , q u ' e l l e peut manipuler et e x p l o i t e r a sa g u i s e . Q u o i q u ' e l l e adopte l ' a u t o r i t e du l i v r e , c ' e s t en t a n t que processus q u ' e l l e s'en s e r t . E l l e i m i t e l e s systemes qui e x i s t e n t d e j a dans l e monde p r e - e t a b l i mais e l l e n ' i m i te pas l a conduite des hommes envers ces systemes, c ' e s t - a - d i r e l e s rap p o r t s q u ' i l s ont a ces systemes : " [ . . . ] on ne d o i t pas renoncer aux bonnes choses e t p r o f i t a b l e s ou l e s l a i s s e r a 1'abandon sous p r e t e x t e que l e s s o t s en usent mai" (230). Avant t o u t , nous avons vu 1 ' e v o l u t i o n de l a r e v e n d i c a t i o n de l a d i g n i t e i n t e l l e c t u e l l e de l a femme : nous avons vu l e devenir Dame de l a femme i n t e l l e c t u e l l e . Nous avons vu comment e l l e passe de l a n a i v e t e e t de l'innoncence (en tant que manque d'exp^rience) pour "devenir g e n i e " e t passer a l ' e x p e r l e n c e . Nous avons vu 51 1 ' e v o l u t i o n d'une femme, C h r i s t i n e , q ui au debut du l i v r e s ' e s t i m a i t " i n d i g n e " de poser des questions e t q u i , en peu de temps, s ' e s t mise au t r a v a i l avec sa "pioche d ' I n t e r r o g a t i o n " , l a "pioche de [son] i n t e l l i g e n c e " (48) et l a " t r u e l l e de [sa] plume" (68). Nous avons vu l'heure v e n i r ou c e t t e femme, a s s i s e dans son etude e t ap p l i q u e e a r e t e n i r , a du se l e v e r et rompre ses mauvaises habitudes d ' e t u d i a n t e p a s s i v e et immobile. Nous avons vu que 1 ' e v o l u t i o n i n t e l l e c t u e l l e de c e t t e femme, c ' e s t notre propre e v o l u t i o n , car nous f a i s o n s l ' e x p e r i e n c e I n t e l l e c t u e l l e avec e l l e . C h r i s t i n e s ' e s t mise dans l a p o s i t i o n de ses l e c t r i c e s , n alves e t ignorantes non seulement en ce q u i concerne l a misogynie mais l e feminisme a u s s i . Au debut de son l i v r e , C h r i s t i n e e s t en t r a i n de l i r e l a misogynie sans l e s a v o i r , comme sa l e c t r i c e e s t en t r a i n de l a l i r e , e l l e , e t de l i r e l e feminisme sans l e s a v o i r . C h r i s t i n e , e m e r v e i l l e e par l e rayon de lumiere f e m i n i s t e que l u i porte l e s deesses, c ' e s t nous e m e r v e i l l e e s par l e feminisme de C h r i s t i n e , c ' e s t C h r i s t i n e en t r a i n de nous s e c o u r i r e t en t r a i n d ' e t r e secourue elle-meme. Tout comme C h r i s t i n e au ddbut de son l i v r e , l a l e c t r i c e de C h r i s t i n e e s t dans un "profond sommeil" s i e l l e n'est pas c o n s c i e n t e du processus de l a misogynie et du processus du feminisme. Nous nous r e v e i l l o n s pour d e c o u v r i r que l a misogynie comme l e feminisme sont precisement c e l a - - d e s processus. 52 I l s sont comme l a repetition e t l a c i t a t i o n , l e r e t e n i r et 1 • i n t e r r o g a t i o n . II s ' a g i t de s a v o i r comment on s' e s t s e r v i de l' u n et comme on peut se s e r v i r de 1'autre. Ce sont des processus i n t e l l e c t u e l s : l e premier a voue l a femme a 1 1 i n f e r i o r i t e i n t e l l e c t u e l l e , l e deuxieme peut l a vouer non pas a l a s u p e r i o r i t y i n t e l l e c t u e l l e mais, du moins, au "devenir gdnie." 53 Deuxieme p a r t i e : l e deve n i r Dame c o r p o r e l I'm s t e p p i n g out o f f the page i n t o the sen s u a l world -Kate Bush The Sensual World 1. I n t r o d u c t i o n : presence d'un element physique Le d e v e n i r Dame en t a n t q u ' E v o l u t i o n i n t e l l e c t u e l l e e s t un moyen, et peut - e t r e meme l e premier moyen, de donner une p o s i t i o n aux femmes. Une p o s i t i o n , c ' e s t une "place f o r t e . " II ne s ' a g i t pas seulement de l e u r donner "une p l a c e f o r t e ou se r e t i r e r " , mais "une p l a c e f o r t e ou se r e t i r e r e t se de*fendre" (42). Une p o s i t i o n c ' e s t "non seulement un refuge, mais un rampart pour vous d^fendre des attaques de vos ennemis" (275). C'est justement c e l a q u i manque chez l e s femmes, c ' e s t - a - d i r e un moyen de se defendre, un stratageme,*un a r s e n a l , b r e f , un processus d'auto-defense: "Les femmes ont ete s i longtemps abandonnees sans defense, comme un champ sans h a i e , sans qu'aucun champion vienne l e s s e c o u r i r " (42). Ce "champion" s e r a , a l a place de 1*homme manquant, l e rampart du feminisme : l e feminisme en t a n t que processus i n t e l l e c t u e l , en ta n t que d i s c o u r s poetique e t c r i t i q u e . 54 Le champion, ce s e r a C h r i s t i n e : C h r i s t i n e 1'eleve, C h r i s t i n e l ' i n v e n t r i c e et 1 1 e n s e i g n a n t e . I l d t a i t n a i f de c r o i r e que ce "champion" s e r a i t un homme. La t r a d i t i o n c o u r t o i s e e s t c i t e e a 1 ' i n s t a n t m«*me ou e l l e e s t r e j e t d e . C h r i s t i n e s'en moque serieusement : " l e s femmes ont s o u f f e r t patiemment et courtoisement", mais l e s hommes n'ont pas accompli l e s taches q u ' i l s se sont c o n f i e e s : [...] s e l o n l a j u s t i c e , t o u t homme de b i e n d e v r a i t prendre l e u r defense, mais par negli g e n c e ou i n d i f f e r e n c e on a accepts q u ' e l l e s s o i e n t t r a i n e e s dans l a boue. Les hommes ont " f i n i par remporter l a v i c t o i r e dans une guerre livr£e sans r e s i s t a n c e . " C h r i s t i n e i n s i s t e que l a femme n'aura pas vraiment une p o s i t i o n t a n t q u ' e l l e n'aura pas l e s moyens de l a d£fendre et de r e s i s t e r k 1 ' o p p o s i t i o n , a ce que C h r i s t i n e a p p e l l e " l e s ennemis" : "Car l a pl a c e l a plus f o r t e tomberait rapidement s i e l l e n ' e t a i t pas d^fendue [ . . . ] . " Comme j ' a i d£ja d i t , dans l a mesure ou l a l e c t r i c e f a i t 1'experience de 1 ' e v o l u t i o n i n t e l l e c t u e l l e de C h r i s t i n e , Le L i v r e de l a C i t e des Dames ne meurt pas avec C h r i s t i n e . Puisque C h r i s t i n e o f f r e un processus et une p o s i t i o n de defense a l a femme, l a C i t e ( f e m i n i s t e ) q u ' e l l e fonde ne "sombrera dans l e neant" (43). La femme aura l a c a p a c i t e de r e s i s t e r a "ses ennemis." 55 Quand Christine parle de "defense", i l ne s'agit pas d'une guerre physique, d'une b a t a i l l e pour a i n s i d i r e , mais d'une lutte i n t e l l e c t u e l l e . Donner a l a femme le moyen de revendiquer sa dignite i n t e l l e c t u e l l e , c'est l u i donner un arsenal pour p a r t i c i p e r a cette guerre i n t e l l e c t u e l l e qui va ̂ laborer le monde meilleur. C'est pour cette raison q u ' i l £aut batir l a Ci t e , c'est-a-dire, construire le Livre de l a Cite , ce rampart i n t e l l e c t u e l , cette position de defense. Cependant le rampart, l a position de defense, et l'acte de bSt i r une Cite en tant que metaphores pour l'acte d'ecrire le l i v r e , suggerent tous une notion d ' a c t i v i t e physique et meme agressive. Quoique ce s o i t des metaphores pour 1'activity i n t e l l e c t u e l l e en tant que processus, en tant que construction, nous ne pouvons ignorer l a presence d'un element de force physique. Le processus de devenir Dame va de pair avec l a necessite de revendiquer egalement la dignite' corporelle de l a femme. Nous avons vu comment Christine souligne que l a dignite i n t e l l e c t u e l l e est un devenir. C'est un aspect important de ce que j ' a i appele le "devenir Dame", puis q u ' i l s'agit de l a p o s s i b i l i t y de devenir noble en tant que femme de haute dignity i n t e l l e c t u e l l e . De l a meme maniere, l a dignite corporelle de l a femme est egalement un devenir. II s'agit de revendiquer l a noblesse du corps de la femme, de le f a i r e devenir le 56 corps d'une Dame noble au niveau c o r p o r e l . Nous avons deja c o n s t a t e que pour C h r i s t i n e l a noblesse n'est pas une a f f a i r e de "sang ou de c h a i r " ( 2 2 0 ) . Pourtant e l l e revendique l a d i g n i t e 1 du corps de l a femme. Mais ce s e r a i t une e r r e u r de c r o i r e que sa r e v e n d i c a t i o n de l a d i g n i t y c o r p o r e l l e de l a femme s o i t en c o n f l i t avec sa definition de l a noble s s e . Ce qui se m b l e r a i t e t r e un paradoxe e s t en r e a l i t e un stratageme par l e q u e l C h r i s t i n e r e n f o r c e sa t h e o r i e de l a n o b i l i t e . Comme l a nobilite ne depend pas du rang s o c i a l de l ' e t r e , de l ' ^ t a t c i v i l de son pere, e l l e ne depend pas non p l u s du sexe de l ' e t r e , c e l u i de " l a c h a i r " e t du corps lui-meme. En c o n s t a t a n t que l a noblesse n'est pas une a f f a i r e de "sang e t de c h a i r " , C h r i s t i n e propose deux choses : que l e maltre e t l ' e s c l a v e peuvent e t r e dignes, a i n s i que l'homme e t l a femme. La n o b i l i t e e s t done necessairement une a f f a i r e de c h a i r dans l a mesure ou i l s ' a g i t du devenir Dame de l a femme en t a n t que cor p s . Pour d i r e que son corps ne l'empeche pas de devenir Dame, i l f a u t defendre ce corps p l u t o t que de simplement l ' i g n o r e r . La r e v e n d i c a t i o n de l a noblesse du corps feminin s ' e f f e c t u e r a en r e s i s t a n t a un autre processus, c e l u i d ' e t r e devenue femme sans d i g n i t y c o r p o r e l l e dans l e monde p r e - y t a b l i . Au niveau de l a d i g n i t y c o r p o r e l l e , l e deven i r Dame e s t largement une d e c o n s t r u c t i o n de l ' e t r e devenue femme. Et comme nous l e verron s , l ' e t r e devenue 57 femme sans dignite corporelle a toujours ete' et es t toujours un devenir v i o l e n t . 2. Le d^faut des/agr£able : l a force physique Revendiquer et d^fendre la dignite 1 corporelle de l a femme, cela commence par une mise en scene de sa force physique. La force physique se manifeste en meme temps que la force i n t e l l e c t u e l l e de Christine, p u i s q u ' i l s'agit de b a t i r une Cite et d'dcrire un l i v r e simultanement; les exemples de force physique, temoignages de la dignite* corporelle, sont aussi les symboles d'une certaine force i n t e l l e c t u e l l e . Nous verrons que cette force physique, a i n s i que la force I n t e l l e c t u e l l e , est un devenir, c'est-a-dire quelque chose qui s'apprend, qui eVolue : "tout ce que l'on peut f a i r e ou savoir, par l a force physique ou 1 ' i n t e l l i g e n c e est ais5ment porte aux femmes" ( 1 4 5 ) . La femme est i n t e l l i g e n t e parce qu'elle peut apprendre et parce qu'elle le de"sire : "aucune tSche n'est trop lourde" (63). Cela nous f a i t penser au grand mouvement en avant de la Christine du debut du l i v r e : Je ne suis pas saint Thomas l'apotre qui f i t au c i e l par la grace divine un riche palais pour le r o i des Indes; pauvre d'esprit, je n'ai appris ni l ' a r t ni l a geometrie; j'ignore toute la science et l a pratique de l a maconnerie. Et en 58 admettant q u ' i l me s o i t donne de l e s ap p r e n d r e , comment t r o u v e r a i s - j e en ce f a i b l e c o r p s de femme l a force d ' e n t r e p r e n d r e une s i haute t a c h e ? P o u r t a n t , mes t r e s ven6x6es Dames, b i e n qu'encore sous l e coup d'^tonnement devant une a p p a r i t i o n a u s s i s i n g u l i e r e , j e s a i s qu'a Dieu i l n ' e s t r i e n d ' i m p o s s i b l e , e t j e d o i s c r o i r e fermement que t o u t ce que j ' e n t r e p r e n d r a i avec v o t r e a i d e e t c o n s e i l s e r a mene a terme. Je rends done g l o i r e a Dieu de t o u t e s mes forces,, e t a vous, mes Dames, q u i me f a i t e s t a n t d'honneur en me c o n f i a n t une s i nobl e c h a r g e , que j ' a c c e p t e avec grande j o i e . [ C ' e s t moi q u i s o u l i g n e . ] (47) I l ne f a u t pas o u b l i e r que d'apres C h r i s t i n e l a f a i b l e s s e p h y s i q u e du c o r p s de l a femme e s t un " a g r e a b l e d e f a u t " , c a r c ' e s t grace a c e l a , d l t - e l l e , que l e s femmes so n t d i g n e s e t sage s , puisque c e t t e f a i b l e s s e l e s empeche de p a r t i c i p e r aux a c t e s a t r o c e s de ce monde: Dieu e t Nature ont rendu s e r v i c e aux femmes en l e u r a c c o r d a n t l a f a i b l e s s e ; grace a c e t a g r e a b l e d e f a u t , e l l e s n'ont p o i n t A commettre des h o r r i b l e s s e r v i c e s . (67) T o u t e f o i s , p uisque l e s hommes c r o i e n t que 1 ' i n f e r i o r i t e p h y s i q u e du c o r p s de l a femme r e f l e t e son i n f e r i o r i t e i n t e l l e c t u e l l e e t q u ' i l e s t done un d l f a u t 59 desagreable, i l est absolument necessaire de trouver l e moyen de defendre l a d ign i t l c o r p o r e l l e de l a femme: Q u o i q u ' i l en s o i t de 1 1 i n t e l l i g e n c e feminine, chacun s a i t que l e s femmes ont un corps f a i b l e [....] v o i l o i ce qui diminue l e c r e d i t et l ' a u t o r i t e feminine aupr£s des hommes, car i l s a f f i r m e n t que 1'imperfect ion du corps e n t r a i n e l a d i m u n i t i o n e t 1'appauvrissement du c a r a c t e r e . (67) C'est pour c e t t e r a i s o n , d ' a i l l e u r s , que C h r i s t i n e c o n s t r u i t son l i v r e e t sa C i t e simultanement. Sa d i g n i t e et sa f o r c e i n t e l l e c t u e l l e sont en harmonie e t correspondent a sa f o r c e physique et sa d i g n i t e c o r p o r e l l e . C h r i s t i n e met en scene ce p a r a l l e l e non seulement chez e l l e mais chez d'autres femmes a u s s i . L'exemple l e pl u s frappant e s t - i l p e u t - e t r e c e l u i des Amazones. Le "dev e n i r ' c o r p o r e l que C h r i s t i n e met en scene chez ces femmes e s t egalement un de v e n i r i n t e l l e c t u e l . Les armes des Amazones sont comme l e s armes i n t e l l e c t u e l l e s de C h r i s t i n e dans l a mesure ou ce sont des armes f e m i n i s t e s , des processus f e m i n i s t e s . Mais l e s armes de C h r i s t i n e , puisque nous savons q u ' e l l e n'est pas l i t t e r a l e m e n t en t r a i n de b a t i r un royaume, comme l ' o n t f a i t l e s Amazones, sont purement i n t e l l e c t u e l l e s (et s p i r i t u e l l e s , v o i r p l u s l o i n ) . C'est pour c e l a que, comme l e c o n s t a t e n t l e s 60 de'esses, s o n royaume e t s a F£mlnie s e r o n t e n c o r e p l u s f o r t s que c h e z l e s Amazones ( 4 3 ) . E l l e v e u t m e t t r e e n s c e n e non s e u l e m e n t l e s r e s s e m b l e n c e s e n t r e s o n royaume e t l e l e u r , m a i s l e s d i f f e r e n c e s a u s s i . 3. L e s Amazones Comme b e a u c o u p de femmes d a n s L e L i v r e de l a C i t e d e s Dames e t comme C h r i s t i n e e l l e - m e m e , l e s Amazones s o n t d e s femmes q u i o n t p e r d u l e u r s m a r i s , q u i s o n t v e u v e s , e t q u i r e f u s e n t de s e r e m a r i e r . L e s Amazones a s s u r e n t l e u r d e s c e n d a n c e s a n s p e r m e t t r e a u x hommes de l e s f r e q u e n t e r e t ne g a r d e n t que l e s e n f a n t s de s e x e f e m e l l e . P l u s i e u r s de c e s e n f a n t s p r e n n e n t l a d e c i s i o n de d e m e u r e r v i e r g e s . P o u r C h r i s t i n e , c e s f a i t s t e m o i g n e n t de l ' a u t o n o m i e e t 1 ' a u t h e n t i c i t y de c e s femmes. Q u o i q u e l e b u t du L i v r e de l a C i t e d e s Dames s o i t de f a i r e v i v r e l e s femmes a v e c l e s hommes, i l f a u t que l e s femmes a i e n t d ' a b o r d l a c a p a c i t y de v i v r e s a n s l e s hommes, d ' e t r e i n d e p e n d a n t e s s ' i l l e f a u t . L e s Amazones d y m o n t r e n t que c e l a e s t p o s s i b l e . L e u r e x i s t e n c e f u t autonome e t a u t h e n t i q u e . X t r a v e r s l ' e x e m p l e d e s Amazones, C h r i s t i n e p a r v i e n t a r e d y f i n i r l a f o n c t i o n c o r p o r e l l e d e s femmes : c a r l e s Amazones a s s u r e n t l e u r p r o p r e d e s c e n d a n c e e t non p a s c e l l e d e s hommes. E l l e s ne g a r d e n t que l e s f i l l e s : l e s g a r c o n s s o n t r e n v o y E s . E l l e s a s s u r e n t l e u r d e s c e n d a n c e en m e t t a n t a u monde (dans l e u r monde) des f i l l e s . ce sont des f i l l e s q u ' e l l e s v e u l e n t et non pas des garcons. E l l e s adoptent l e systeme masculin, c ' e s t - a - d i r e l e systeme p a t r i a r c a l de l a descendance, tout en l ' a d a p t a n t . II s ' a g i t t o u j o u r s du meme systeme mais i l a chang6 de sexe. Les Amazones gardent un s e i n pour n o u r r i r l e u r s p e t i t e s f i l l e s . La f o n c t i o n m a t e r n e l l e e x i s t e t o u j o u r s : e l l e n'est pas nie*e. Mais l e s Amazones ont a u s s i s u b i " 1 " a b l a t i o n " d'un s e i n pour pouvoir p r a t i q u e r l e s armes (71). II e s t important pour C h r i s t i n e de s o u l i g n e r c e t aspect de l a v i e amazonienne. C e l a montre, premierement, que l e corps feminin n'est pas f a i t pour l a guerre; mais c e l a temoigne egalement du f a i t que, s ' i l l e f a u t , l e corps feminin peut e t r e r e c o n s t r u i t et adapte pour p a r t i c i p e r a c e t t e a c t i v i t e . I l y a un processus, c ' e s t - a - d i r e " 1 ' a b l a t i o n du s e i n " , qui permet a ces femmes de revendiquer l e u r c a p a c i t e c o r p o r e l l e de g u e r r i e r e . Evidemment, C h r i s t i n e ne veut pas que l e s femmes i m i t e n t c e t t e coutume amazonienne. T o u t e f o i s , e l l e met en lumiere l e processus de l a r e v e n d i c a t i o n de l a dignite' c o r p o r e l l e de ces femmes pour montrer aux a u t r e s femmes que l e u r corps ne d e v r a i t pas l e s empecher de p a r t i c i p e r a 1 ' e l a b o r a t i o n du monde m e i l l e u r , pour l e u r montrer que l e u r s s e i n s , symboles t r a d i t i o n n e l s de l a f o n c t i o n m a t e r n e l l e du corps f e m i n i n , ne l e s empechent pas de se r e a l i s e r dans d'autres domaines. La coutume amazonienne 62 de " l ' a b l a t i o n du s e i n " e s t s i g n i f i c a t i v e pour C h r i s t i n e dans l a mesure ou c e l a s i g n i f i e l e p o t e n t i e l e t l a p l u r a l i t y feminine. Encore une f o i s i l s ' a g i t d'un "agreable d e f a u t . " I l s i g n i f i e l a f o r c e . Comme l e con s t a t e Nina Auerbach dans son l i v r e Communities of Women; An Idea of F i c t i o n 11 y a deux i n t e r p r e t a t i o n s p o s s i b l e s du "defaut" amazonien : "Today 'Amazonian' suggests female i m p r e g n a b i l i t y [....] But i n Greek f o l k etymology, the community's name immortalizes i t s d e f e c t , not i t s s t r e n g t h " ( 3 ) . Pour C h r i s t i n e , "amazonien" ne s i g n i f i e pas seulement une femme imprenable sexuellement, p u i s q u ' e l l e garde un s e i n pour (on l e suppose) n o u r r i r ses f i l l e s . Mais c e t t e femme e s t imprenable physiquement p u i s q u ' e l l e peut se d^fendre. II s ' a g i t pour C h r i s t i n e non pas d'un "dyfaut", mais de l a f o r c e , d'un "agreable d e f a u t . " 4. Dedoublement du corp s , t e n t a t i v e de b i s e x u a l i t y , ou "mutacion" : l e s Amazones, C h r i s t i n e e t d'autres femmes Quolque " l ' a b l a t i o n du s e i n " s o i t un dedoublement du corps feminin, a mon a v i s ce s e r a i t une grave e r r e u r de c r o i r e que c e l a c o n s t i t u e une t e n t a t i v e de b i s e x u a l i t e . Les Amazones ont b r u l e un s e i n justement pour se r e a l i s e r en t a n t que femmes dans un monde fe m i n i n . E l l e s ne l ' o n t pas f a i t pour i m i t e r l e s hommes mais pour l i b e r e r l e s i g n i f i a n t s e x u e l (Moi 172). En b r u l a n t un s e i n , l e s 63 femmes amazoniennes ne deviennent pas des hommes; au c o n t r a i r e , e l l e s devlennent de m e i l l e u r e s femmes, c ' e s t - a - d i r e mieux adapters a l a c o n d i t i o n fe*minine de le u r socie'te. II s ' a g i t t o u j o u r s d'une s o c i e t e de femmes, i l s ' a g i t t o u j o u r s de garder un s e i n pour l e donner a l e u r s f i l l e s . II e s t v r a i que d'une c e r t a i n e maniere l e s Amazones sont femmes et hommes. Mais qui d i t que l a "moitie homme" ne peut pas I t re quelque chose de feminin? Qui peut d i r e que l e s Amazones ne sont pas des "femmes" parce q u ' i l l e u r "manque" un s e i n ? et qui peut d i r e q u ' e l l e s ne sont pas des hommes parce q u ' e l l e s en ont tou j o u r s un? Je d i r a i s p l u t o t , comme Susan Sc h i b a n o f f et S y l v i a Huot, que l ' i d e n t i t e feminine e s t e s s e n t i e l l e dans Le L i v r e de l a Cite* (87, 373), e t que c e l a e s t manifeste dans l e s c h a p i t r e s sur l e s Amazones et bie n d ' a u t r e s . " L ' a b l a t i o n du s e i n " n'est pas une "mutacion" de sexel dans l e monde p i z a n i e n et c ' e s t une e r r e u r de c r o i r e , comme L e s l i e Altman, que ce n'est qu'en changeant de sexe que 1'heroine du monde p i z a n i e n peut s u r v i v r e . That C h r i s t i n e b e l i e v e d her a b i l i t y t o s u r v i v e depended upon a "mutation" from woman to man t e s t i f i e s to the p r e v a i l i n g s o c i a l a t t i t u d e s 1 C h r i s t i n e a e c r i t , en 1404, Le L i v r e de l a Mutacion de Fortune dans l e q u e l Fortune l a transforme en homme. 64 about women, particularly the view that women were physically weak and subordinate to men, an assumption Christine shared. (11) De la me"me maniere que les Amazones, Christine se dedouble sans se transformer totalement. Elle a un double role en tant qu'etudlante et enseignante, et son corps lui-meme se dedouble. Christine est en train de ba\tir une cite tout en ecrivant son l i v r e . Comme les Amazones peuvent etre meres et guerri£res a la fois, Christine peut apprendre et enseigner, ecrire et batir. Elle peut u t i l i s e r sa force intellectuelle et sa force physique. Le processus du dedoublement corporel chez les Amazones est un processus dans lequel elle peut se mirer. Elle a aussi f a i t de son corps, non pas ce que font les hommes, mais ce que les hommes disent qu'elle n'a pas la capacity de faire, ce qu'eux seuls peuvent faire, d'apres eux. Comme chez les Amazones, i l y a chez Christine un dedoublement du corps feminin dans la mesure ou elle batit sa cite pour affirmer sa force physique tout en s'affirmant en tant que femme. Comme Christine batit un rampart pour que les femmes puissent se defendre, les Amazones defendent leur "royaume et empire feminin." Mais elles gardent un sein, et affirment ainsi leur feminity, comme Christine 1'affirme en devenant Dame. Les trois deesses ne s'occupent pas seulement du devenir Dame intellectuel, mais du devenir Dame corporel 65 a u s s i . E l l e s r e v e i l l e n t C h r i s t i n e au f a i t que l e s femmes d e v r a i e n t "rendre grace a Dieu e t l e remercier d ' a v o i r mis l e t r e s o r de l e u r ame dans un corps f e m i n i n " (195). Comme C h r i s t i n e e s t i n t e l l e c t u e l l e m e n t naive au de"but du l i v r e p u i s q u ' e l l e accepte l e "temoignage r e u n i " et se met a l i r e comme un homme (Schibanoff 85), e l l e e s t e*galement c o r p o r e l l e m e n t naive au debut, dans l a mesure ou e l l e eprouve l e d£sir d'etre nee dans un corps m a s c u l i n . Son corps de femme e s t un fardeau: " j e me desespe'rais que Dieu m'ait f a i t n a i t r e dans un corps f e m i n i n " (38). Son corps 1'empeche non seulement de se r e a l i s e r en tant que femme, mais en t a n t qu'homme a u s s i : "pourquoi ne pas m'avoir f a i t n a i t r e mSle a f i n que [...] je ne me trompe en r i e n et que j ' a i e c e t t e p e r f e c t i o n que l e s hommes d i s e n t a v o i r " (37). Le processus de " l ' a b l a t i o n du s e i n " par l e q u e l l a femme amazonienne se r e a l i s e , non pas en t a n t qu'homme mais comme un homme, a i n s i que l e processus de garder un s e i n pour se r e a l i s e r en t a n t que femme, sont des modeles pour C h r i s t i n e . I l s l u i permettront de p a r t i c i p e r a 1 ' e l a b o r a t i o n du monde m e i l l e u r t o u t en gardant son i d e n t i t e de femme. Mais comme chez l e s Amazones, 1 ' i d e n t i t e feminine c o r p o r e l l e de C h r i s t i n e se pose a 1' i n s t a n t meme ou e l l e d i s p a r a i t . C'est l a une maniere non pas de n i e r sa f e m i n i t e t o u t en l a posant, mais de l a trans f o r m e r , de l a r e d y f i n i r , de l a renommer. Ce qui 6 6 d i s p a r a t e , c ' e s t ce qu'on entend, t r a d i t i o n n e l l e m e n t , par "femme" (et par homme). Devenir Dame ce n'est pas seulement r e d e v e n i r femme, c ' e s t echapper a l a s t r u c t u r e b i n a i r e homme/femme, c ' e s t l i t t ^ r a l e m e n t se renommer. II y a, dans Le L i v r e de l a C i t e desDames, d'autres exemples de femmes g u e r r i e r e s qui servent de modeles a C h r i s t i n e en revendiquant l e u r d i g n i t e c o r p o r e l l e . Ce sont des femmes qui ont montre q u ' e l l e s peuvent b i e n f a i r e comme l e s hommes sans totalement se transformer en hommes, en gardant l e u r i d e n t i t e de femme et l a d i g n i t e de l e u r s corps f e m i n i n s . Par exemple, prenons l a noble H y p s i c r a t e e . Quoique c e t t e femme se fasse "passer pour" un homme, ce n'est que pour revendiquer sa d i g n i t e 1 c o r p o r e l l e de femme, ce n'est que pour d e v e n i r Dame au niveau c o r p o r e l . C e t t e femme "passe" pour un homme dans l a mesure ou i l s ' a g i t de de-passer l ' e t r e devenue femme, c ' e s t - a - d i r e une femme l i m i t ^ e en ce qui concerne sa c a p a c i t y c o r p o r e l l e . Cette femme "transforme" son corps "en c e l u i d'un c h e v a l i e r " non pas pour d e v e n i r homme et se n i e r en t a n t que femme, mais pour se transformer en t a n t que femme. M§me s i e l l e f r a n c h i t l e s l i m i t e s de ce que c ' e s t que d ' a g i r comme une femme, e l l e se realise t o u j o u r s en t a n t que femme. La f e m i n i t e de c e t t e femme se conserve dans l a mesure oil e l l e e s t t r a d i t i o n n e l l e et n o v a t r i c e a l a f o i s . C'est une " l o y a l e amante" q u i s ' e s t transformed en c h e v a l i e r pour pouvoir " t o u j o u r s s u i v r e son marl" (148). E l l e r e m p l i t son d e v o i r de femme, mais c ' e s t un d e v o i r que C h r i s t i n e manipule pour son b i e n . Cette femme " s u i t " son mari jusque dans l a b a t a i l l e . C h r i s t i n e e x p l o i t e l e r o l e de 1'(Spouse dans l a mesure ou e l l e d o i t " s u i v r e " son epoux pour montrer que l a femme peut f a i r e comme 1'homme e t , tou t en demeurant femme, accomplir son d e v o i r d'dpouse. E l l e peut l e " s u i v r e " a deux niveaux : e l l e peut 1'accompagner et f a i r e comme l u i , c ' e s t - a - d i r e s u i v r e son exemple. Hypsicratele d e v i e n t g u e r r i e r e mais c ' e s t en poussant a l a l i m i t e son d e v o i r d'epouse q u ' e l l e l e d e v i e n t , en l ' e x p l o i t a n t pour son bien et en l e manipulant : " P o u r r a i t - o n c i t e r p l u s grand amour que c e l u i qui l i a l a t r e s b e l l e , t r e s sage et f i d e l e H y p s i c r a t e e a son £poux?" Encore une f o i s , C h r i s t i n e e s t en t r a i n de se moquer serieusement de 1 ' i d e a l c o u r t o i s . En adaptant son corps a l a b a t a i l l e , H y p s i c r a t e e ne f a i t done pas exactement comme un homme; e l l e f a i t ce qu'une " l o y a l e amante" d o i t f a i r e pour " s u i v r e " son mari. E l l e adapte son corps aux c o n d i t i o n s de l a b a t a i l l e , mais c ' e s t t o u j o u r s un corps de femme q u ' e l l e e s t en t r a i n d'adapter. E l l e peut s a c r i f i e r ses longs cheveux e t son t e i n t , mais e l l e n'est pas o b l i g e e de s a c r i f i e r sa f e m i n i t y , dans l a mesure ou e l l e demeure une " l o y a l e amante" : 68 [ . .. ] c e t t e l o y a l e amante, malgre l e s grandes s o u f f r a n c e s q u ' e l l e en encourut, v o u l u t t o u j o u r s s u l v r e son marl, pour a s s u r e r t o u t ce q u ' i l f a l l a i t a son b i e n - e t r e . Comme l e s vetements femlnins n ' e t a i e n t pas p r a t i q u e s en de t e l l e s c i r c o n s t a n c e s et q u ' i l n ' e t a i t pas convenable qu'une femme se montrat dans l a b a t a i l l e aux cotes d'un s i p u i s s a n t r o i et d'un g u e r r i e r s i v a i l l a n t , e l l e coupa ses longs cheveux blonds comme l ' o r a f i n de passer pour un homme, et pourtant c ' e s t la l e plus b e l ornement de l a beaute feminine. Ne se s o u c i a n t pas p l u s de l a b e l l e f r a l c h e u r de son t e i n t , e l l e r e v e t i t l e heaume, sous l e q u e l e l l e e t a i t souvent s a l e , recouverte de sueur e t de p o u s s i e r e . E l l e f i t encore p l i e r son beau corps d e l i c a t sous l e poids des armes et d'un haubergeon barde de f e r ; e l l e 8ta l e s anneaux p r e c i e u x e t l e s r i c h e s joyaux qui o r n a i e n t ses mains pour prendre l a hache tranchante, l a lance, l ' a r c e t l e s f l e c h e s ; en l i e u e t pl a c e s de ces r i c h e s c e i n t u r e s , e l l e c e i g n i t e n f i n l'epee. T e l l e f u t l a f o r c e de son immense e t l o y a l amour que l e beau corps de c e t t e noble dame—doux, jeune, s v e l t e et f a i t pour l a douceur--se transforma en 69 celui d'un chevalier arme, fort et bien muscle. (148-9) Cette femme peut e n l e v e r ses anneaux et l e s "joyaux qui o r n a i e n t ses mains" et r e n f o r c e r son r 8 l e d'epouse a l a f o i s ; e l l e peut a u s s i couper ses longs cheveux, ce "plus b e l ornement de l a beaute feminine", sans n i e r q u ' e l l e e s t femme. Les " s i g n e s " de l'epouse e t de l a beaute feminine sont e f f a c e s sans que l a femme et l'e*pouse elles-m£mes s ' e f f a c e n t . Les s i g n e s s t e r e o t y p e s du g u e r r i e r sont e f f a c e s egalement, ou du moins i l s ont change, car en l e s adoptant H y p s i c r a t e e l e s adapte. I l s ne sont p l u s r e s e r v e s aux hommes, oi l a m a s c u l i n i t y . De p l u s , l e s si g n e s de l a noblesse sont e f f a c e s sans que l a n o b i l i t e de c e t t e femme d i s p a r a i s s e totalement. D ' a i l l e u r s , c ' e s t en e c l i p s a n t l e s signes de sa noblesse (ses b i j o u x ) , q u ' e l l e a t t e i n t l a noblesse c o r p o r e l l e . I l y a beaucoup d'autres exemples de ce genre de deven i r Dame c o r p o r e l a t r a v e r s une mise en scene de l a fo r c e physique. Mais passons k d'autres femmes q u i se sont tr a n s f o r m e r s en changeant de vetements, c * e s t - c i - d i r e de s u r f a c e e t de s i g n i f i a n t s e x u e l , t o u t en s ' a f f i r m a n t en ta n t que femmes. C'est un processus que C h r i s t i n e examine de pres pour comprendre son propre d e s i r n a i f de deve n i r homme e t pour mettre en lumiere 1 ' e v o l u t i o n de ce de*sir. Nous v e r r o n s , de fac,on p l u s approfondie, comment i l ne s ' a g i t n i de "devenir homme" n i de "devenir femme", mais 70 d ' ^ c l i p s e r 1 ' o p p o s i t i o n b i n a i r e homme/femme opprimante pour f i n a l e m e n t d e v e n i r Dame au niveau c o r p o r e l , en se l i b e l a n t des s i g n i f l a n t s s e x u e l s que sont l e s vetements. 5. Les vetements de l a Dame L'on s ' h a b i l l e "comme" un homme, ou "comme" une femme : c e l a ne veut pas d i r e , s e l o n C h r i s t i n e dans son L i v r e , qu'on pu i s s e se permettre de "juger s e l o n l ' h a b i t ou l e s vetements" (228). C'est l a un c l i c h e b i e n connu. Mais C h r i s t i n e , t o u j o u r s n o v a t r l c e , e x p l o i t e ce c l i c h e pour son b i e n , c ' e s t - a - d i r e pour l e b i e n des femmes. Les femmes du L i v r e de l a C i t 6 des Dames qui adoptent un costume masculin ne sont pas comme "ce s o t " auquel C h r i s t i n e ressemble par sa n a i v e t e c o r p o r e l l e du debut du l i v r e . Q u o i q u ' e l l e s s ' h a b i l l e n t comme des hommes, e l l e s ne c r o l e n t pas l'£tre 1 i t t e r a l e m e n t , mfime s i c e l a l e u r permet de p a r t i c i p e r au monde masculin : Tu ressembles a ce s o t dont l ' h i s t o i r e e s t bien connue, q u i , s'etant endormi au moulin, f u t a f f u b l e de vetements de femme et q u i , au r e v e i l , a j o u t a f o i aux mensonges de ceux q u i se moquaient de l u i en a f f i r m a n t q u ' i l s ' e t a i t transforme en femme, p l u t f i t que de s'en relferer a sa propre e x p e r i e n c e . (38-9) 71 Ce q u i e s t encore p l u s s i g n l f i c a t l f dans ce passage, c ' e s t comment c e t t e anecdote met en lumiere l e p a r a l l e l e entre un homme h a b i l l e en femme e t une femme h a b i l l e e en femme. I I e s t i n t e r e s s a n t de v o i r l a ressemblance entre une femme q u i s ' h a b i l l e en homme ( C h r i s t i n e q u i d e s i r e e t r e un homme) e t un homme h a b i l l e en femme. Mais i l e s t encore p l u s i n t e r e s s a n t d'examiner ce passage pour v o i r s i l a femme (comme C h r i s t i n e q ui ne d e s i r e pas e t r e femme au debut du l i v r e ) se regarde comme un homme se r e g a r d e r a i t s ' i l e t a i t transformed en femme, ou tou t simplement, dans l a mesure ou l a femme se regarde comme l'homme l a regarde. Ce s o t e s t h a b i l l e "comme une femme" de l a meme maniere que l e s femmes elles-memes sont h a b i l l e e s "comme des femmes." Quoique C h r i s t i n e revendique l a d i g n i t e des parures feminines, q u ' e l l e i n c i t e l a femme a r e t r o u v e r l e p l a i s i r de s ' h a b i l l e r "comme" une femme (228), e l l e veut a u s s i l u i permettre de transcender l a coutume du costume feminin dans l a mesure ou c e l u i - c i e s t r i s i b l e . La transcendance du costume fem i n i n e s t un processus par l e q u e l l e s femmes peuvent revendiquer l e u r d i g n i t e c o r p o r e l l e , par l e q u e l e l l e s peuvent se r e d e f i n i r a p a r t i r de l e u r propre experience de le u r corps e t non pas a p a r t i r de 1'experience des a u t r e s des vetements avec l e s q u e l s on a couvert l e u r corps pour l e s s i g n i f i e r en ta n t que fe m i n i n s . 72 En se d^guisant en hommes, l e s femmes peuvent, comme je l ' a i d£ja c o n s t a t e , lib£rer l e s i g n i f i a n t s e x u e l , l a l e t t r e de l e u r sexe. M^me s i ce n'est que momentan£ment, e l l e s peuvent se l i b e r e r de ce s i g n i f i a n t pour f a i r e une experience authentique de l e u r c o r p s . Comme i l faut a l l e r au-dela de l a l e t t r e , i l f a u t a l l e r au-del& des vetements, q u i , comme l a l e t t r e , d e f i n i s s e n t l e "sens" des choses, d£finissent l e s sexes et l a v a l e u r et d i g n i t y de ces sexes. N a t h a l i e s ' e s t deguisee en homme non pas parce q u ' e l l e ne veut pas &tre reconnue en t a n t que femme, mais parce q u ' e l l e d o i t v i v r e avec un f a i t : que l e s hommes ne re c o n n a i s s e n t pas l e s femmes. [...] lor s q u e l'empereur f i t i n t e r d i r e aux femmes 1'entree des p r i s o n s , en r a i s o n des v i s i t e s q u ' e l l e [ N a t h a l i e ] e t d'autres r e n d a i e n t aux martyrs, e l l e se d£guisa en homme." (271) C h r i s t i n e e x p l o i t e l e f a i t que l e s hommes ne r e c o n n a i s s e n t pas l e s femmes en t a n t que femmes : i l s ne peuvent pas l e s r e c o n n a l t r e , meme s i e l l e s se deguisent en hommes! Comme i l s ne r e c o n n a i s s a i e n t pas l e d r o i t de l a temme d'acceder aux p r i s o n s , i l s ne r e c o n n a i s s e n t pas l e s femmes en t r a i n de s ' a p p r o p r i e r ce d r o i t . N a t h a l i e accede aux p r i s o n s sans e t r e reconnue en d ^ p i t du f a i t q u ' e l l e n'a pas pu y acc^der en et a n t reconnue. 73 Euphrosine e s t une femme qui " s ' e n f u i t de l a maison p a t e r n e l deguis£e en homme" parce q u ' e l l e r e f u s a i t de se marier e t v o u l a i t se vouer 4 Dieu (265). Encore une f o i s , nous pouvons v o i r comment l e s i g n i f i a n t s e x uel e s t libe're. Refuser de se marier, c ' e s t r e f u s e r son d e v o i r de "femme", mais c ' e s t a f f i r m e r son autonomie feminine a u s s i . Quoiqu'Euphrosine se deguise en homme, c ' e s t pour f u i r l a maison p a t e r n e l l e e t l e mariage, c ' e s t pour f u i r deux formes de m a s c u l i n i t e o p p r e s s i v e dans l e but de garder son autonomie feminine. P l u s i e u r s annees p l u s t a r d , l e pere d'Euphrosine l a r e n c o n t r e r a sans l a " r e c o n n a i t r e " . Comme i l n'a pas voulu r e c o n n a i t r e son d e s i r d ' a v o i r une e x i s t e n c e autonome, i l ne l a r e c o n n a l t l i t t e r a l e m e n t pas l o r s g u ' e l l e prend son d e s t i n en main e t se cree une v i e propre a e l l e . A mon a v i s , ce qui i n t e r e s s e C h r i s t i n e e t ce q u ' e l l e veut s u r t o u t mettre en lumiere c ' e s t que l a femme e s t to u j o u r s reconnue en t a n t que femme et done pas reconnue en t a n t qu'etre sur un pi e d d ' e g a l i t e avec l e s hommes. Ces femmes qui se deguisent en hommes e*chappent aux prEjuges qui dominent quand on se f a i t l i t t e r a l e m e n t r e c o n n a i t r e en ta n t que femme e t done i g n o r e r , mepriser, et moquer. Je n'ai pas voulu pretendre que C h r i s t i n e c r o i t q u ' i l f a u t se f a i r e r e c o n n a i t r e en ta n t qu'homme pour se f a i r e prendre au s e r i e u x e t pour pouvoir p a r t i c i p e r e t s u r v i v r e dans l e monde; au c o n t r a i r e , j ' a i voulu montrer comment e l l e c o n s t a t e q u ' i l f a u t £viter de se f a i r e r e c o n n a i t r e en t a n t que femme, dans l a mesure ou c e l a diminue notre v a l e u r e t notre d i g n i t e c o r p o r e l l e . Les hommes ne r e c o n n a i s s e n t pas l e s femmes parce que, justement, i l s l e s r e c o n n a i s s e n t en ta n t que "femmes." L'important, ce n'est pas que ces femmes deviennent hommes, c ' e s t q u ' e l l e s ne redeviennent pas "femmes". Chez C h r i s t i n e i l y a une grande d i f f e r e n c e entre passer pour un homme e t ne pas passer pour une "femme." Ne pas passer pour une "femme", ce n'est pas necessairement passer pour un homme. Cette grande d i f f e r e n c e s ' a p p e l l e l e "devenir Dame" e t e l l e se s i t u e entre l e deve n i r homme e t l e dev e n i r femme. 6 . Marine Un d e r n i e r exemple de femme q u i s ' e s t d d g u i s e e en homme pour sauver sa d i g n i t e c o r p o r e l l e merite d ' e t r e d i s c u t e . I l s ' a g i t de Marine. Son cas montre encore comment se "degu i s e r " en homme e s t un aspect du processus de d e v e n i r Dame au niveau de l a d i g n i t e c o r p o r e l l e . E l l e se "deguise" pour p a r t i c i p e r au pouvoir, pour " a n c r e r " son corps dans un systeme, pour pouvoir changer ce systeme. Pour v i v r e avec son pere, l a v i e r g e Marine s ' e s t " t r a v e s t i e " (et non pas transformee) en moine, mais "tous l a p r e n a i e n t pour un homme", c ' e s t - a - d i r e q u ' i l s l a 75 r e c o n n a l s s a i e n t non seulement en ta n t qu'homme mais en tan t q u'etre, comme "tous" r e c o n n a l s s a i e n t son pere (263). Malheureusement, i l f a u t q u ' e l l e fasse c e l a en e v i t a n t de se f a i r e r e c o n n a i t r e en t a n t que femme; s i e l l e ne se deguise pas e l l e ne pourra pas deve n i r moine e t r e s t e r aupres de son pere. Mais i l ne f a u t pas o u b l i e r q u ' e l l e ne se transforme pas, q u ' e l l e e s t seulement " t r a v e s t i e . " Au bon moment, l a f e m i n l t e de son corps, comme on l e v e r r a , se f e r a v o i r de facon e x t r a o r d i n a i r e . L'heure v i e n d r a oil e l l e s e r a reconnue dans sa t o t a l i t y f eminine. Marine a r e u s s i a v i v r e aupres de son pere en se deguisant en homme. E l l e a a i n s i accompli son d e v o i r de f i l l e t o u t en cachant son sexe; e l l e a change ce qu'on entend par l e d e v o i r , l a ou i l e s t d i c t e par l e sexe. Comme Marine cache sa f d m i n i t e c o r p o r e l l e pour se r e a l i s e r en t a n t que femme ( f i l l e ) , comme son sexe se pose sans se f i x e r , C h r i s t i n e deguise l a femme dont e l l e veut p a r l e r . C h r i s t i n e elle-meme e s t en t r a i n de communiquer beaucoup d ' i n f o r m a t i o n s sur l a c o n d i t i o n f i x e de l a femme, sans elle-meme l a f i x e r . L'absence du corps de l a femme n'empeche pas C h r i s t i n e d'en p a r l e r , c ' e s t - a - d i r e que c e l a ne l'empeche pas de p a r l e r de l a femme, n i de l'absence de l a femme. E l l e en p a r l e entre l e s l i g n e s , e n t r e l e s sexes. Ce q u i s'avere encore plus i n t e r e s s a n t que c e t t e l i b e r a t i o n du s i g n i f i a n t s e x u e l , c ' e s t l a maniere dont 76 C h r i s t i n e t i s s e dans l e tex t e 1'emprisonnement p e r p e t u e l du s i g n i f i a n t sexuel chez l a femme. Marine e s t un cas special, car e l l e e s t accuse'e d'un "crime." E l l e e s t accus^e d ' a v o i r "seduit" une jeune femme qui "se trouva e n c e i n t e " : Quand c'etait son tou r de v e n i r au marche, Marine--que l ' o n a p p e l a i t Fr£re M a r i n - - r e s t a i t p a r f o i s dans l'auberge ou i l s a v a i e n t l e u r chambre. Or i l a r r i v a que l a f i l l e de l' h o t e se trouva e n c e i n t e . Comme ses parents l ' o b l i g e r e n t a avouer l e nom de son seducteur, e l l e accusa F r e r e Marin. Les parents v i n r e n t se p l a i n d r e a l'abbe qui s'en indi g n a et f i t comparattre Marine devant l u i . Cette s a i n t e v i e r g e p r ^ f e r a se charger du crime p l u t o t que de se d i s c u l p e r en avouant q u ' e l l e e'tait femme. E l l e s ' a g e n o u i l l a e t d i t en p l e u r a n t : "p£re, j ' a i peche, p r i e z pour moi, je f e r a i p e n i t e n c e . " L'abbe f o r t en c o l e r e l a f i t f o u e t t e r c r u e l l e m e n t , l ' e x p u l s a du monastere et l u i en i n t e r d i t l ' e n t r e e . (263-64) Nous voyons dans c e t t e c i t a t i o n que Marine se charge du crime dont e l l e e s t injustement accusee parce q u ' e l l e a peur d'avouer q u ' e l l e a un corps de femme. S i e l l e se devoile, i l e s t evident que to u t l e monde saura q u ' e l l e n'a pas commis ce crime. Ce s e r a i t f a c i l e pour Marine de 77 proclamer son Innocence. Mais e l l e s e r a percue comme coupable a un autre niveau. II y a un crime p l u s grave pour l e q u e l e l l e ne pourra pas proclamer son innocence--le crime d ' e t r e femme. S i e l l e se prouve innoncente du crime dont on 1 ' a c c u s e , e l l e d o i t se d i s c u l p e r en t a n t que femme et e l l e s ' a t t e n d a ce que c e l a s o i t un p i r e crime aux yeux des a u t r e s , aux yeux de ses juges masculins. Comme Marine n'a pas pu revendiquer l e d r o i t d ' e t r e aupres de son pere en t a n t que femme, c ' e s t - a - d i r e en et a n t reconnue, e l l e ne peut pas echapper au crime en avouant q u ' e l l e e s t femme, en se f a i s a n t r e c o n n a i t r e en t a n t que femme. C'est peut e t r e a u s s i parce que Marine ne veut pas mettre l a f i l l e de l' h o t e dans une s i t u a t i o n d i f f i c i l e q u ' e l l e " p r e f ^ r a se charger du crime p l u t S t que de se d i s c u l p e r en avouant q u ' e l l e e t a i t femme." I l f a u d r a i t v o i r de plus pres l a c o n d i t i o n de c e t t e f i l l e e n c e i n t e . C h r i s t i n e p a r l e de Marine en l u i f a i s a n t cacher son i d e n t i t e pour d e v e n i r moine et en changeant son nom It F r e r e Marin. La jeune f i l l e q u i accuse Marine n'est pas nommee. E l l e n'a pas de nom dans l e tex t e comme a i l l e u r s , puisque l a jeune femme e n c e i n t e hors mariage n'a pas de nom en s o c i e t e . Ses parents sont opprimants : i l s " l ' o b l i g e n t " a avouer " l e nom" de son seducteur. I l s l a f o r c e n t a mentir, e t c e l a e s t r e n f o r c e par l e f a i t que c e l u i q u ' e l l e nomme n'a, en e f f e t , pas du tout ce nom. Comme nous l e 78 savons, c ' e s t Marine e t non pas Fr e r e Marin, une femme et non pas un homme. Comme 1'experience de Marine l e montre, ce n'est pas tou j o u r s e f f i c a c e de s ' i n t e g r e r en c a c h e t t e , en cachant qu'on e s t femme : car ce n'est pas l i b e r e r totalement l e s i g n i f i a n t s e x u e l . Au c o n t r a i r e , des f o i s on l e f i x e encore p l u s en vou l a n t l e r e f o u l e r , Mais on v o i t a u s s i sous q u e l l e s c o n d i t i o n s l a femme peut ou ne peut pas a g i r s i e l l e se pose en t a n t que femme, Comme on l ' a vu, l a f i l l e e n c e i n t e a i n s i que Marine, qui se charge du crime au l i e u de se d e V o i l e r , d o i v e n t a g i r en cachette pour prendre l e d e s t i n en main. I l s ' a g i t d ' 6 v i t e r de se poser en ta n t que femme, p l u t o t que de se poser en t a n t qu'homme. Pour C h r i s t i n e c ' e s t un paradoxe dans l e q u e l i l f a u t s ' a n c r e r . En deguisant Marine en homme, C h r i s t i n e e x p l o i t e l e f a i t que l a c o n d i t i o n feminine exige que l a femme a g i s s e en c a c h e t t e . Ce n'est pas l'hypothese q u ' e l l e d e v i e n t homme, mais l e f a i t q u ' e l l e cache sa fe^minite q u i i n t e r e s s e C h r i s t i n e . Ce n'est qu'apres sa mort que Marine r e u s s i t a se poser e t a se f a i r e r e c o n n a l t r e en ta n t que femme sans §tre reconnue en t a n t que "femme", c ' e s t - a - d i r e sans e t r e ignored e t moquee, sans que l e s portes s o i e n t fermees entre e l l e , l a femme, e t l e s hommes q u ' e l l e veut f r e q u e n t e r . La jeune f i l l e r e t r o u v e egalement sa d i g n i t e : 79 Quand i l s l ' e u r e n t d e s h a b i l l e e , l i s v i r e n t que e ' e t a i t une femme. I l s se mirent a se fr a p p e r l a p o i t r i n e e t a se lamenter, p l e u r a n t de douleur et de honte [....] Ayant a p p r i s l a chose, l'abbe accourut se p r o s t e r n e r devant l a d e p o u i l l e de l a s a i n t e , p l e u r a n t amerement, b a t t a n t sa coulpe, implorant p i t i e e t pardon. I l ordonna de l ' e n t e r r e r dans une c h a p e l l e de l'abbaye. Tous l e s moines v i n r e n t aux f u n e r a i l l e s . Un moine q u i e t a i t borgne se pencha sur l e corps pour l'embrasser pieusement; 11 eut a u s s i t o t une vue s a i n e . Ce meme j o u r , l a mere de 1'enfant d e v i n t f o l l e f u r i e u s e et clama p a r t o u t son peche. On l'emmena aupres du s a i n t corps e t e l l e r e t r o u v a l a r a i s o n . II se p r o d u i s i t de nombreux m i r a c l e s sur sa tombe, et i l s'en p r o d u i t encore. (264) Marine r e u s s i t finalement It e t r e pres de son pere et a e t r e reconnue en tant que femme. E l l e e s t reconnue comme etan t digne de frequ e n t e r ce monde ou auparavant e l l e a du se de*guiser en homme pour y acceder. Ironiquement, c ' e s t au moment ou e l l e ne peut p l u s l e f r e q u e n t e r , physiquement. Son sexe e s t reconnu et v a l o r i s e , mais au p r i x de l a mort et de l a s a i n t e t e — d u s a c r i f i c e du corps : n'empeche que c ' e s t t o u j o u r s grace au f a i t q u ' e l l e s ' e s t deguisee en homme, q u ' e l l e s ' e s t non pas transformed en 80 homme mais cachee en t a n t que "femme", q u ' e l l e a r e u s s i a se poser en t a n t que femme. II a f a l l u l l b e r e r l e s i g n i f i a n t s e x u e l "femme" avant de se poser en t a n t que femme de nouveau, en ta n t que Dame. Marine a reuss i a acceder au monde en t a n t que femme, e t e l l e a Egalement r e u s s i a acceder au po u v o i r . E l l e d e t i e n t l e pouvoir de changer l e s femmes e t l e s hommes, comme l'abbe, l e moine, et l a jeune mere. Son pouvoir continue a s' e x e r c e r , l e s m i r a c l e s "se p r o d u l l s e n t l encore." E t c e l a e s t b i e n v r a l , car C h r i s t i n e u t i l i s e 1 'exemple du pouvoir de Marine dans l e l i v r e q u ' e l l e e c r l t pour pouvoir elle-meme changer l e s femmes a i n s i que l e s hommes. 7. Le v i o l L ' h i s t o i r e de Marine nous mene a un aspect de l a d i g n i t e c o r p o r e l l e q u ' i l f a ut a p p r o f o n d i r : l a problematique de l a dignite* c o r p o r e l l e , soulev^e par 1'exemple de c e t t e f i l l e sans nom que Marine e s t accusee d ' a v o i r s e d u i t e . I l s ' a g i t de l a " s e d u c t i o n " , c ' e s t - a - d i r e , dans l e monde p i z a n i e n , de l a " s e d u c t i o n " en ta n t que v i o l . C h r i s t i n e e t a i t m i l l t a n t e a ce s u j e t . Chez e l l e l e v i o l e s t mis en lumiere en ta n t que processus, c ' e s t - a - d i r e en t a n t que s e d u c t i o n . Dans l e v i o l non seulement l a dignite* c o r p o r e l l e de l a femme e s t a v i l l e , 81 mais sa dignite, Intellectuelle Egalement. Les femmes sont v i o l e d s physiquement, mais i n t e l l e c t u e l l e m e n t a u s s i . II y a l e v i o l du corps et l e v i o l de 1 • i n t e l l i g e n c e , c ' e s t - a - d i r e l e v i o l t e x t u e l . Puisque l e s hommes " a f f i r m e n t que 1 1 imperfect ion du corps [feminin] entratne l a d i m u n i t i o n e t 1'appauvrissement du c a r a c t e r e " (67), i l s peuvent v i o l e r l a femme physiquement et i n t e l l e c t u e l l e m e n t . P u i s q u ' e l l e n'a pas l a f o r c e de se defendre c o n t r e l e premier type de v i o l , l e s hommes con c l u e n t q u ' e l l e ne peut pas r e s i s t e r a 1'autre type. C h r i s t i n e a prone l a r e v e n d i c a t i o n de l a f o r c e physique pour l e s femmes, par 1'exemple des Amazones e t des au t r e s femmes g u e r r i ^ r e s ; e l l e a egalement elabore* un processus par l e q u e l l e s femmes pouvaient se cacher des menaces con t r e l e u r corps en adoptant l e s armes e t l e s h a b i t s des hommes. Le moyen de r e s i s t e r au v i o l physique s e r a 1 ' a f f i r m a t i o n l a d i g n i t e 1 i n t e l l e c t u e l l e des femmes. Cela e s t n e c e s s a i r e , puisque c ' e s t l ' o p i n i o n masculine negative en ce qui concerne l ' i n d i g n i t e c o r p o r e l l e de l a femme qui es t l a cause de sa pauvre r e p u t a t i o n I n t e l l e c t u e l l e . Revendiquer l a dignite* c o r p o r e l l e en se defendant contre l e v i o l s e r a done p a r a l l e l e au processus par l e q u e l l a femme pourra revendiquer sa dignite" i n t e l l e c t u e l l e . Avant de passer a l a dimension i n t e l l e c t u e l l e du v i o l , i l faut d'abord s'occuper du probleme du v i o l physique en t a n t que t e l . Quoique C h r i s t i n e l e mette sur 82 un p i e d d ' ^ g a l i t ^ avec l e v i o l t e x t u e l et i n t e l l e c t u e l , e l l e prend l e temps d'en p a r l e r directement, sans s c r u p u l e s . Son o p i n i o n se f a i t entendre t r e s c l a i r e m e n t , e l l e l a c r i e / l ' e c r i t h haute v o i x . Non seulement l a femme d o i t t r o u v e r l e moyen de se d*S£endre contre ce crime, comme nous l e verron s , mais i l f a u t que l e v i o l e u r s o i t violemment puni : " [ . . . ] a cause du v i o l de Lucrece on promulgua une l o i condamnant a mort t o u t homme qui v i o l e r a i t une femme; c ' e s t une peine l e g i t i m e , morale et j u s t e " (187). C h r i s t i n e a s u r t o u t voulu apprendre aux femmes l e processus par l e q u e l e l l e s pourront se d^fendre e t r e g i s t e r au v i o l . Pour accomplir c e t t e tache i l f a u t se rendre compte du f a i t que l e v i o l e s t e f f e c t i v e m e n t un processus p l u t o t qu'un acte l s o l 6 : c ' e s t l e "pi&ge des se d u c t e u r s " (186). Ce n'est pas seulement un acte de v i o l e n c e , mais un piege v i o l e n t et une maniere d'attaquer l a d i g n i t e c o r p o r e l l e de l a femme. Les hommes c o n s t a t e n t , pour se j u s t i f i e r de l e u r crime, que " l e s femmes v e u l e n t e t r e v i o l e e s e t q u ' i l ne l e u r d e p l a l t p o i n t d ' e t r e f o r c e e s " (187). I l e s t q u e s t i o n d'un processus q u i permet de r e t o u r n e r l e v i o l c o n t r e l e s femmes. C'est a ce processus que C h r i s t i n e s ' i n t e r e s s e , c ' e s t a c e l a q u ' e l l e veut reVeiller l e s femmes. Comme e l l e d i t : " l e s femmes qui ont jugement f e r a i e n t b i e n d'eViter l e s pieges de l a p a s s i o n amoureuse, c a r , a ce que je v o l s , e l l e l e u r e s t 83 t r e s p r e j u d l c l a b l e " (228). La pa s s i o n amoureuse e s t un piege pour l e s femmes, car d'apres c e r t a i n s hommes l e s femmes q u i aiment passionnement (violemment) d ^ s i r e n t e t r e v i o l d e s . Le v i o l e s t un processus q u i empeche l a femme de mettre en marche son deve n i r Dame c o r p o r e l . C e l a l a coin c e dans l ' e t r e devenue femme, dans 1 ' i n d i g n i t y c o r p o r e l l e . C'est c o n t r e " l ' i n d l g n i t e du v i o l " (189) que l e s femmes d o l v e n t l u t t e r , p l u t S t que contre l e v i o l lui-meme. C h r i s t i n e veut non seulement apprendre aux femmes a se defendre c o n t r e l e v i o l ; e l l e veut Egalement apprendre a c e l l e s q u i ont et£ viol£es a l u t t e r c o n t r e " 1 ' i n d i g n i t y du v i o l . " I I ne f a u t pas que l e f a i t d ' a v o i r ete v i o l e e prouve l ' i n d l g n i t e c o r p o r e l l e de l a femme; i l f a u t p l u t o t que c e l a prouve jusqu'a quel p o i n t e l l e e s t dign e . II fau t q u ' e l l e e x p l o i t e l e v i o l ci son tour e t pour son b i e n . En prouvant q u ' e l l e n'a pas voulu e t r e v i o l e e e l l e peut l u t t e r pour sa d i g n i t y c o r p o r e l l e . C'est une s i t u a t i o n que nous connaissons tr.hs b i e n , meme de nos j o u r s , oil l a femme, une f o i s v i o i y e physlquement e s t v i o i y e mentalement au cours du proces de son v i o l e u r . On e s s a i e de prouver q u ' e l l e l ' a voulu, q u ' e l l e l ' a provoquy. Au l i e u de dyfendre sa d i g n i t y , on blame son i n d i g n i t y . On l a v i o l e a nouveau. C'est contre ce deuxieme v i o l que C h r i s t i n e veut s u r t o u t protEger l a femme. 84 II y a p l u s i e u r s exemples de femmes dans Le L i v r e de l a C i t e des Dames qui ddmontrent comment l a femme peut e x p l o i t e r l e v i o l pour son b i e n . J'en d i s c u t e r a l deux bri&vement, c e l u i de L u c i e e t c e l u i des Lombardes. L u c i e e s t sur l e p o i n t d'etre v i o l e e , d'etre assujettle a c e t t e I n d i g n i t e qu'est l e v i o l . Mais e l l e r e f u s e d'accepter que son i n d i g n i t e s e r a manifeste s i e l l e e s t v i o l ^ e : "l'ame ne se r a jamais s o u i l i y e s i l ' e s p r i t n*y c o n s e n t ; s i t u me profanes en me v i o l a n t , ma chastet6 se r a redoublee" (249). Comme L u c i e , l e s Lombardes u t l l l s e n t un "etrange stratageme a l e u r honneur" (189). Pour se d£fendre contre l e v i o l e t prouver l e u r v e r t u , e l l e s e x p l o i t e n t l e concept de l e u r i n d i g n i t e c o r p o r e l l e q u i permet aux hommes de l e s v i o l e r . E l l e s mettent des morceaux de po u l e t sur l e bout de l e u r s s e i n s e t l e s l a i s s e n t p o u r r i r . Quand l e s v i o l e u r s a r r i v e n t i l s s ' e c r i e n t : "comme e l l e s puent ces Lombardes" e t n'osent pas l e s toucher. Comme pour L u c i e , l 1 indignite* cede l a place ct l a d i g n i t e . Ce qui prouve 1' i n d i g n i t e feminine aux yeux des hommes e s t e x p l o i t e e t trans f o r m ^ en preuve de d i g n i t y : " c e t t e p e s t i l e n c e ^manait un parfum de v e r t u . " Pour pouvoir se mefler de l e u r s s e d u c t e u r s , i l f a u t que l e s femmes deviennent elles-memes s y d u c t r i c e s dans l a mesure ou e l l e s pourront egalement poser des p i ^ g e s , c ' e s t - a - d i r e des c o n t r e - p i e g e s , des pieges contre l e s 85 p i e g e s . Le v i o l , l a defense contre le v i o l e t l a defense c o n t r e l a defense du v l o l e u r sont tous des d l s c o u r s , des "stratagemes", des processus. La r e v e n d i c a t i o n de l a d i g n i t y c o r p o r e l l e e s t une v r a i e l u t t e , une v r a i e b a t a i l l e . II faut s'armer de v e r t u , de d i g n i t e , et de courage c o n t r e l a s o u l l l u r e des seducteurs, contre " l e s raechants qui ont de j a tendu l e u r s f i l e t s " (277), c ' e s t - a - d i r e c o n t r e ceux qui c r o i e n t que l a femrae e s t d e l a indigne e t done digne du v i o l [ c ' e s t moi qu i s o u l i g n e ] . Le v i o l commence en e f f e t b i e n avant l e v i o l lui-meme en t a n t qu'acte de v i o l e n c e . Le v i o l n'est pas seulement physique, mais l i n g u i s t i q u e e t t e x t u e l a u s s i . Tout processus qui veut co n f i r m e r l ' i n d l g n i t e c o r p o r e l l e feminine ( a i n s i q u ' i n t e l l e c t u e l l e et s p l r i t u e l l e ) c o n s t l t u e un v i o l . A i n s i l e "temoignage r e u n i " dont nous avons d e j a p a r l e au debut e s t l u i a u s s i un ac t e de v i o l e n c e c o n t r e l a femme. Le "temoignage r e u n i " v i o l e l a femme. I I a mene C h r i s t i n e , comme je l ' a i demontre, a s'estimer indigne au niveau c o r p o r e l a i n s i q u ' i n t e l l e c t u e l . E l l e a honte de son corps de femme comme l a femme v i o l e e a honte du s i e n . Mais e l l e a honte parce q u ' e l l e se f a i t v i o l e r par ce q u ' e l l e l i t , ou p l u t o t par ce q u ' e l l e ne peut pas l i r e , par l ' a u t o r i t e du "temoignage r e u n i " auquel e l l e ne peut pas p a r t i c i p e r . C'est pour c e t t e r a i s o n que C h r i s t i n e commence l a co n v e r s a t i o n avec Dame Raison sur l e corps f e m i n i n en 86 p a r l a n t non pas du corps lui-meme, mais d'un l i v r e q u i p a r l e du corps f e m i n i n . La Dame ordonne a C h r i s t i n e de ne pas a c c o r d e r d ' a u t o r i t e a ce l i v r e en ce qui concerne l e corps des femmes, mais de 1'accorder a son propre c o r p s , a sa propre experience de ce c o r p s : Je connais un a u t r e p e t i t l i v r e en l a t i n qu'on a p p e l l e Du Se c r e t des femmes et q u i m a i n t i e n t q u ' e l l e s sont frappees de grands d ^ f a u t s en l e u r s f o n c t i o n s c o r p o r e l l e s . E l l e me re*pondit : "L'experience de ton propre corps nous d i s p e n s e r a d'autres preuves. Ce l i v r e r e l e v e en e f f e t de l a plus haute f a n t a i s i e ; c ' e s t un v e r i t a b l e ramassis de mensonges, e t pour q u i l ' a l u , i l e s t manifeste q u ' i l n'y a dans ce t r a i t e r i e n de v r a i . E t bi e n que c e r t a i n s d i s e n t q u ' i l e s t d ' A r i s t o t e , l ' o n ne peut c r o i r e qu'un s i grand philosophe se s o i t permis de t e l l e s enormltes. Mais parce que l e s femmes peuvent s a v o i r par experience que c e r t a i n e s choses dans ce l i v r e n'ont aucune realite et q u ' e l l e s sont de pures b£tises, e l l e s peuvent en deduire que l e s a u t r e s p o i n t s q u ' i l expose sont autant de mensonges p a t e n t s . E t ne te s o u v i e n s - t u pas qu'au debut de son l i v r e i l a f f i r m e que j e ne s a i s quel pape a v a i t excommunie t o u t homme qui a u r a i t l'audace de l e 87 l i r e a une femme, ou de l e m e t t r e e n t r e l e s m a i n s d'une femme." ( 5 3 - 4 ) Ce q u i e s t i n t e r e s s a n t d a n s c e p a s s a g e c ' e s t d ' a b o r d , comme j e l ' a i c o n s t a t e , l e f a i t que C h r i s t i n e e s t p r i e e de s e f i e r a s a p r o p r e e x p e r i e n c e de s o n c o r p s , a s a p r o p r e l e c t u r e de s o n c o r p s , e t d ' a c c o r d e r une a u t o r i t e s upreme a c e t t e l e c t u r e . M a i s c e q u i me s e m b l e e n c o r e p l u s i n t e r e s s a n t e n c e q u i c o n c e r n e l e v i o l t e x t u e l , c ' e s t comment C h r i s t i n e e s t p r i e e de s e f l e r a s a p r o p r e e x p e r i e n c e de c e l i v r e i n t e r d i t . Comme e l l e d o i t f a i r e l ' e x p e r l e n c e de s o n p r o p r e c o r p s e l l e d o i t a u s s i f a i r e s a p r o p r e e x p e r i e n c e de c e l i v r e . I I s ' a g i t d ' a b o r d d'un l i v r e q u i f a i t e x a c t e m e n t c e que s o n t i t r e p r o p o s e . I l p a r l e e n s e c r e t , c ' e s t - a - d i r e e n t r e hommes, du s e c r e t d e s femmes. Le s e x e de l a femme s e c o n f o n d a v e c l e l i v r e l u i - m e m e . E s t - c e l e s e x e de l a femme q u i e s t l e s e c r e t ou l e l i v r e ? On p e u t c r o i r e que ce s o i t l e s d e u x . C h r i s t i n e e x p l o i t e l e l i v r e Du S e c r e t d e s femmes p o u r d i r e a s a f a c o n c e que L u c e I r i g a r a y d i r a q u a t r e s i e c l e s p l u s t a r d : I l s ' a g i r a d one p o u r v o u s , hommes, de p a r l e r e n t r e v o u s , hommes, de l a femme, q u i ne p e u t e t r e i n t e r e s s e e p a r l ' e c o u t e ou l a p r o d u c t i o n d'un d i s c o u r s c o n c e r n a n t 1 ' e n i g m e , l e l o g o g r i p h e , q u ' e l l e r e p r e s e n t e p o u r v o u s . L e m y s t e r e q u ' e s t l a femme c o n s t i t u e r a d one i a . 88 yJjSL£e_, 1 'objet e t 1'enleu d'un d i s c o u r s m asculin, d'un d£bat entre hommes, q u i ne l u i t e r a i t pas qu e s t i o n , ne l a c o n c e r n e r a i t pas. Dont e l l e n ' a u r a i t a l a l i m i t e r i e n a s a v o i r . (9) Le passage sur l e l i v r e s e c r e t , sur ce l i v r e q u i p a r l e du s e c r e t des femmes mais q u i e s t lui-meme l e s e c r e t des hommes, nous donne d'abord l a preuve que l a femme e s t eduquee ou non eduquee s e l o n l a volonte* de 1'homme ( c ' e s t l u i q u i l i t pour e l l e e t q u i l u i donne l e s l i v r e s ) . Le passage sur l e l i v r e s e c r e t prouve a u s s i que 1'homme e s t egalement eduqu£ par 1' homme dans un monde ferme' aux femmes. Eux a u s s i se font "tromper" e t "abuser" par l a l e t t r e : S a l s - t u dans q u e l l e i n t e n t i o n m a l v e i l l a n t e c e t t e i d i o t i e [1'excommunication de to u t homme qui l i r a i t ou d o n n e r a i t l e l i v r e a une femme] e s t o f f e r t e au debut du tex t e a l a c r e d u l i t e d'hommes s o t s e t n i a i s ? "Non, ma Dame, i l f a u t me 1'e x p l i q u e r . " Ce f u t pour que l e s femmes ignorent ce q u ' i l avance; c e l u i q u i l ' e c r i v i t s a v a i t b i e n que s i e l l e s l e l i s a l e n t ou 1•entendaient l i r e , e l l e s s a u r a i e n t que ce sont des f a d a i s e s ; e l l e s l ' a u r a i e n t done refute en s'en moquant. C'est par ce stratag^me que l' a u t e u r c r o y a i t pouvoir 89 abuser et tromper l e s hommes qui l e l l r a i e n t . [C'est mol qui s o u l l g n e . ] (54) L'homme c o n s t r u i t e t e s t c o n s t r u i t par l e s hommes, par lui-meme. I l ne veut pas Eduquer l a femme parce qu'une f o i s eduquEe e l l e p o u r r a i t p e u t - e t r e l u i apprendre quelque chose. Le passage sur l e l i v r e s e c r e t ne revendique pas seulement l ' a u t o r i t e de 1'experience feminine du corps e t du l i v r e , mais l ' a u t o r i t e " de l a femme dans 1'enselgneraent de l'homme, s u r t o u t en ce qui concerne son c o r p s , son " s e c r e t " gynecologique. Ce n'est pas n a t u r e l que l e s hommes p a r l e n t en s e c r e t de son sexe comme s i e ' e t a i t un s e c r e t . I l s sont i n s t r u i t s par l e s hommes dans l ' a r t de l i r e l a femme "comme" des hommes, dans l ' a r t de v i o l e r l a femme au niveau t e x t u e l . Mais C h r i s t i n e r e f u s e de se f a i r e v i o l e r par ce texte misogyne, comme e l l e r e f u s e de se l a i s s e r i n d i g n e r par l e "temoignage r e u n i " auquel ce text e a p p a r t i e n t . E l l e met non seulement en q u e s t i o n l ' a u t o r i t e du t e x t e en mettant en doute l ' i d e n t i t e de 1'auteur quand e l l e r e f u s e de c r o l r e que l e l i v r e a l t ete e c r l t par A r l s t o t e ; e l l e met egalement en qu e s t i o n l ' i d e n t i t e du pape c i t e au de'but de ce l i v r e s e c r e t e t anonyme. I I s ' a g i t d'un " j e ne s a i s quel pape" (53-4). Finalement, C h r i s t i n e a f a i t ce q u ' e l l e a d i t que l e s femmes f e r a i e n t s i e l l e s pouvaient acceder h ce l i v r e " s e c r e t " : e l l e l ' a " r e f u t e en s'en moquant" (54). 90 C ' e s t - a - d i r e q u ' e l l e l e r e f u t e dans l a mesure ou e l l e peut s'en s e r v i r pour demontrer l ' e r r e u r des hommes. De l a meme maniere, comme on l ' a vu, L u c i e a r e f u t e l e v i o l en s'en moquant, en s'en s e r v a n t pour " r e d o u b l e r " sa d i g n i t e c o r p o r e l l e . Mais ce que C h r i s t i n e refute a u s s i en s'en moquant, c ' e s t l a facon dont l e s hommes a v i l i s s e n t e t v i o l e n t l a d i g n i t e du corps de l a femme t e x t u e l l e m e n t au nom de l a r e l i g i o n , comme l ' a f a i t 1'auteur anonyme du l i v r e s e c r e t en c i t a n t "je ne s a l s quel pape." C'est un stratageme que C h r i s t i n e va adopter/adapter pour son b i e n , q u ' e l l e va r e f u t e r en s'en moquant. E l l e s'en s e r v i r a pour changer l e r a p p o r t qu'ont l e s femmes (et l e s hommes) a ce stratageme. Cela nous mene ot l a t r o i s i e m e p a r t i e de ce t r a v a i l : l a r e v e n d i c a t i o n de l a d i g n i t e s p i r i t u e l l e de l a femme, l e deve n i r Dame s p i r i t u e l , l e r e f u s de se f a i r e v i o l e r au nom de l a r e l i g i o n mai a p p r o p r l e e . Les hommes se sont s e r v i s du pouvoir de l a r e l i g i o n , en p a r t i c u l i e r du c h r i s t i a n i s m e , pour a v i l i r l a d i g n i t e c o r p o r e l l e de l a femme; i l s ont egalement a v i l i sa d i g n i t e s p i r i t u e l l e . En u t i l i s a n t le c h r i s t i a n i s m e pour l e u r b i e n , i l s ont f a i t que l a femme s o i t "devenue femme" et s o u i l l e e . C h r i s t i n e u t i l i s e r a l e pouvoir de l a r e l i g i o n a son t o u r . E l l e l ' u t i l i s e r a en l'adaptant pour l e b i e n des femmes, pour montrer l e chemin du de v e n i r Dame s p i r i t u e l . 91 Troisieme p a r t i e : l e de v e n i r Dame s p i r i t u e l My mama t o l d me •Cause she s a i d she le a r n e d the hard way Say she want to spare the c h i l d r e n She say don't g i v e or s e l l your s o u l away 'Cause a l l t h a t you have i s your s o u l -Tracy Chapman C r o s s r o a d s 1. i n t r o d u c t i o n : de 1'immanence a l a transcendance Dans c e t t e d e r n i e r e p a r t i e nous entendrons l'Echo des parties prEcedentes, c a r e l l e s se croisent toutes dans l a mesure ou i l s ' a g i t de revendiquer pour l a femme l e droit de passer de "l'etre devenue femme" au de v e n i r Dame, de 1'immanence a l a transcendance. Le L i v r e de l a C i t e des Dames e s t un d i s c o u r s r e v e n d i c a t e u r a tous l e s niveaux. II revendique l a d i g n i t e I n t e l l e c t u e l l e e t c o r p o r e l l e de l a femme non seulement pour a f f i r m e r l a s i g n i f i c a t i o n de son e x i s t e n c e , mais pour l u i permettre de se transcender e t de p a r t i c l p e r a ce que simone de Beauvoir appelle l e "mouvement de l a transcendance humaine" (2: 302), c ' e s t - a - d i r e pour l u i permettre de p a r t i c i p e r a 1 ' e l a b o r a t i o n du monde m e i l l e u r . Pour C h r i s t i n e , comme pour Simone de Beauvoir, l e d e s i r humain d ' a f f i r m e r , de 92 j u s t l f i e r e t de c o n c r e t l s e r son e x i s t e n c e manifeste un autr e d e s i r , c e l u i de se transcender i n d e f i n i m e n t , de ne jamais renoncer a depasser ce qu'on e s t devenu: [...] t o u t s u j e t se pose concretement a t r a v e r s des p r o j e t s comme une transcendance; i l n'accomplit sa l i b e r t y que par son p e r p e t u e l de'passement vers d'autres l i b e r t ^ s ; i l n'y a d'autre j u s t i f i c a t i o n de 1 'existence presente que son expansion v e r s un a v e n i r lnde'finiment ouvert. Tout i n d i v i d u q u i a l e s o u c i de j u s t l f i e r son e x i s t e n c e 6prouve c e l l e - c i comme un b e s o i n indefini de se tra n s c e n d e r . (Beauvoir 1: 34) C'est en e f f e t dans ce mouvement e t ce systeme de l a transcendance i n d y f i n i e , quasiment r£serve*e aux hommes, que l a femme de l a C i t e veut i n t e g r e r sa propre i n t ^ g r i t e , en e c r i v a n t pour se depasser a tous l e s niveaux : i n t e l l e c t u e l , c o r p o r e l et meme s p i r l t u e l . C'est dans ce mouvement q u ' e l l e d e s i r e " s ' a n c r e r " pour se f a i r e Dame, pour se transcender en t a n t que femme, pour a l l e r au-dela de ce q u ' e l l e e s t devenue en t a n t que femme. S i l a femme ne peut pas t o u j o u r s se sauver des i n d i g n i t ^ s c o r p o r e l l e s e t I n t e l l e c t u e l l e s (du v i o l physique e t t e x t u e l ) , e l l e peut t o u j o u r s garder sa d i g n i t e s p i r i t u e l l e , q u i r e p r l s e n t e l a p o s s i b i l i t y de se transcender v e r s d'autres libert£s : "Freedom f o r women i s 93 freedom in the sphere of the s o u l , not s o c i e t y ; freedom i s a t t a i n i n g access to the heavens, not to the p r o f e s s i o n s " (Auerbach 26). Grace a sa d i g n i t e s p i r i t u e l l e , q u ' i l faudra mettre a l'^preuve, e l l e pourra supporter l e s a u t r e s i n d i g n i t e s a u x q u e l l e s e l l e d o i t f a i r e face et c o n t r e l e s q u e l l e s e l l e d o i t l u t t e r tous l e s j o u r s . La t r o i s i e m e p a r t i e du L i v r e de l a C j t e des Dames e s t remplie de femmes-martyres qu i supportent 1'indignite* humaine de l e u r e x i s t e n c e e t de l e u r c o n d i t i o n feminine t o u t en se transcendant, en echappant a l e u r immanence, a ce q u i e s t e c r i t — p a r l e s a u t r e s — d a n s sa nature. Quoique C h r i s t i n e revendlque sa dignite* i n t e l l e c t u e l l e et c o r p o r e l l e e t i n c i t e l e s a u t r e s femmes a l e s revendiquer, c e l a ne 1'empSche pas d ' e t r e c o n s c i e n t e des i n d i g n i t e s q u ' e l l e s auront a supporter l e long du chemln. C'est pour c e l a q u ' i l faudra q u ' e l l e s t i e n n e n t avant tout k l e u r d i g n i t e s p i r i t u e l l e . En l e u r donnant c e l a , C h r i s t i n e donne aux femmes l a f o r c e de v i v r e , l ' e s p o i r , la t o l e r a n c e e t la p a t i e n c e q u ' i l l e u r f a u t pour c o n t i n u e r a l u t t e r . E l l e l e u r donne l a p o s s i b i l i t y de se depasser en t a n t que "femmes-martyres." L ' i r r e a l i s m e de l a t r o i s i e m e p a r t i e du l i v r e , q u i e s t s p i r i t u e l l e , magique et mystique, tymoigne du r e a l i s m e de C h r i s t i n e en ce q u i concerne sa r e p r e s e n t a t i o n de l a c o n d i t i o n feminine. L'auteure e s t c o n s c i e n t e de 1 ' i n d i g n i t y que l a femme a du s u p p o r t e r , qu'elle supporte, e t q u ' e l l e s u p p o r t e r s p e u t - e t r e t o u j o u r s , m a i s e l l e l u i o f f r e a l a f o i s l e p l u s d i g n e d e s r e f u g e s , d e s r a m p a r t s d'ou s e d e f e n d r e . E l l e l u i o f f r e l a p o s s i b i l i t y de l a d i g n i t y s p i r i t u e l l e , l e p l u s n o b l e d e s d e v e n i r s Dame, c ' e s t - a - d l r e l e d e v e n i r d'Sme, l a t r a n s c e n d a n c e . Nous v e r r o n s comment p l u s i e u r s c r i t i q u e s o n t c o n c l u que C h r i s t i n e n ' e t a i t p a s f e m i n l s t e m a i s s l m p l e m e n t pro-femme, p u i s q u ' e l l e p r o n e l e r o l e de l a f e m m e - m a r t y r e . I l s ' a g i t , j e c r o i s , d'une e r r e u r d ' i n t e r p r e t a t i o n . 2. L a d i g n i t y o r i g l n e l l e : Eve A v a n t de v o i r de p l u s p r e s l e c o n c e p t d e s femmes- m a r t y r e s , i l f a u d r a d ' a b o r d p a r l e r de comment C h r i s t i n e v a m e t t r e & l ' E p r e u v e l a d i g n i t y s p i r i t u e l l e de l a femme h t r a v e r s s a r e - l e c t u r e d u c h r I s t i a n i s m e . Ce s e r a e n a d o p t a n t e t a d a p t a n t l a r e l i g i o n e n t a n t que p o u v o i r , comme l ' o n t f a i t l e s hommes. L e c h r i s t i a n i s m e a o f f e r t a l'homme l a p o s s i b i l i t e de se t r a n s c e n d e r . C ' e s t a i n s i q u ' i l s ' e s t r a c h e t y , que s a d i g n i t y l u i a e t e r e n d u e , p u i s q u e c ' e s t e n d e v e n a n t homme que D i e u a donny a l'homme s o n s a l u t , c ' e s t - a - d i r e l a p r e u v e de l a p o s s i b l i t y de s a p r o p r e t r a n s c e n d a n c e . De p l u s , non s e u l e m e n t D i e u s ' e s t f a i t homme (1 * I n c a r n a t i o n d a n s l e C h r i s t ) , l'homme e s t f a i t a 1'image de D i e u ( l a G e n y s e ) . 95 C h r i s t i n e a d o p t e c e s c o n c e p t s t o u t e n l e s a d a p t a n t f d a n s l a m e s u r e ou e l l e r e j e t t e e t t r a n s f o r m e l e r a p p o r t de l'homme a u c h r i s t i a n i s m e . E l l e ne p e u t p a s e t ne v e u t pas l e s r e j e t e r t o t a l e m e n t p u i s q u ' e l l e r e s t e c h r e t i e n n e . C e l a r e n f o r c e l e f a i t que d a n s l e monde p i z a n i e n , comme on l ' a v u a p l u s i e u r s r e p r i s e s , i l f a u t " s ' a n c r e r " d a n s l e s s y s t e m e s p r e - e t a b l i s : 11 s ' a g i t de c h a n g e r n o t r e e x p e r i e n c e de c e s s y s t e m e s e t non p a s de c r e e r d e s s y s t e m e s q u i s o n t t o t a l e m e n t n o u v e a u x . C h r i s t i n e a d o p t e l e c o n c e p t " D i e u f i t l'homme a s o n i m a g e " t o u t e n c h a n g e a n t l e s r a p p o r t s d e s femmes--et d e s h o m m e s — a c e c o n c e p t . Ce c o n c e p t , a l a p o r t e e d e s hommes, s e l i t p l u t o t comme l e p r i n c i p e a n t h r o p o m o r p h e : "l'homme f i t D i e u a s o n i m a g e . " L e s hommes, c e s " f o u s " , c r o i e n t que p u i s q u ' i l s s o n t f a i t s a 1'image de D i e u , D i e u d o i t e t r e m a s c u l i n . L e s hommes o n t done c r e e un D i e u iV l e u r i m a g e . B i e n s u r , C h r i s t i n e ne v e u t p a s p r o u v e r que D i e u s o i t une femme, c e p e n d a n t , e n d i s t i n g u a n t e n t r e l e c o r p s e t l'&me, e l l e e f f a c e 1 ' o p p o s i t i o n b i n a i r e homme/femme. E l l e n ' e s t done p a s o b l i g e e de c h a n g e r l e mot "homme" d a n s l ' e n o n c e " D i e u f i t l'homme a s o n i m a g e " , c a r e l l e a c h a n g e s e s r a p p o r t s a v e c c e mot : e l l e l ' a l i b e r e e n t a n t que s i g n i f i a n t s e x u e l . D ' a l l l e u r s e l l e nous a f f i r m e q u ' i l ne s ' e s t j a m a i s a g l de "l'homme" e n t a n t que membre du s e x e m a l e , p u i s q u e D i e u ne s ' e t a i t p a s e n c o r e f a i t "homme." I I n ' a v a i t p a s e n c o r e p r i s " c o r p s h u m a i n " q u a n d i l a c r e e I1homme a son image (55). MSme s i Dieu s ' e s t f a i t homme en t a n t que sexe a t r a v e r s son f i l s , c e l a n'empeche pas que l a femme a i t I t e f a i t e a 1'image de Dieu, e l l e a u s s i . II s ' a g i t de deux choses d i f f 6 r e n t e s . II f a u t f a i r e l a d i s t i n c t i o n e ntre l e s deux pour revendiquer l a d i g n i t e o r i g i n e l l e de l a femme en ce q u i concerne l'e'nonce' "Dieu f i t 1'homme a son image": Je ne s a l s s i t u t'en rends compte; e l l e f u t formee a 1'image de Dieu. Oh! Comment se t r o u v e - t - i l des bouches pour medire d'une marque s i noble? Mais i l y a des fous pour c r o i r e , l o r s q u ' i l s entendent d i r e que Dieu f i t 1*homme a son image, q u i s ' a g i t du corps physique. C e l a e s t faux, car Dieu n ' a v a i t p o i n t encore p r i s corps humain! II s ' a g i t de l'ame, au c o n t r a i r e , l a q u e l l e e s t conscience r e f l e c h i s s a n t e e t durera e t e r n e l l e m e n t a 1'image de Dieu. Et c e t t e ame, Dieu l a cre a a u s s i bonne, a u s s i noble, i d e n t i q u e dans l e corps de l a femme comme dans c e l u i de 1'homme. (54-5) C h r i s t i n e ne veut pas seulement defendre "l'ame" de l a femme. La d i s t i n c t i o n e n t r e l'ame e t l e corps physique s e r t a defendre son corps Egalement. E l l e r e l i t l e mythe de l a c r e a t i o n , en revendiquant l a d i g n i t y o r i g i n e l l e de l'ame e t du corps a l a f o i s : 97 car Dieu l e t o u t - p u i s s a n t , en 1'essence de sa pensee d i v i n e , a v a i t de toute e t e r n i t e l'Ide'e d'homme et de femme. E t quand ce f u t sa s a i n t e volonte" de t i r e r Adam du limon de l a t e r r e de Damas e t q u ' i l l"eut f a i t , i l l'emmenait au pa r a d i s t e r r e s t r e , q u i e t a i t e t demeure l ' e n d r o i t l e p l u s digne de ce bas monde. La i l l'endormit et forma l e corps de l a femme d'une de ces cfctes, s i g n i f i a n t par l a q u ' e l l e d e v a i t e t r e a ses cot e s comme une compagne, e t non p o i n t a ses pie d s comme un e s c l a v e . Le Souverain O u v r i e r n ' a u r a i t done pas honte de c r e e r e t de former l e corps f e m i n i n [....] (54) C h r i s t i n e e x p l o i t e l ' h i s t o i r e de l a c r e a t i o n d'Adam et d'Eve pour son b i e n , comme l ' o n t f a i t l e s hommes. Pour mettre en r e l i e f l a d i g n i t e o r i g i n e l l e de l a femme, e l l e s o u l i g n e q u ' e l l e a I t e f a i t e au p a r a d i s t e r r e s t r e , l ' e n d r o i t l e plus digne de ce bas monde. E l l e s o u l i g n e egalement q u ' e l l e e s t f a i t e de l a c h a i r de 1'homme. S i l a d i g n i t e e t l a noblesse sont une a f f a i r e de c h a i r , i l faut done necessairement que l a femme s o i t a u s s i noble que l'homme s'estime l ' e t r e . C h r i s t i n e e x p l o i t e l ' h i s t o i r e , pour transformer sa p o r t e d . II ne s ' a g i t p l u s d'un systeme p r i v i l e g i e de l'homme dans l e q u e l tout se d e f i n i t par r a p p o r t a l u i , par r a p p o r t a sa s u p e r i o r i t y . La femme ne se d e f i n i t plus par r a p p o r t a l u i sauf dans l a mesure 9 8 ou e l l e pretend e t r e son egale et p a r t i c i p e k sa noblesse c o r p o r e l l e . E l l e n'est p l u s Autre. Ce n'est pas sans i r o n l e q u ' e l l e e x p l o i t e l ' h i s t o i r e de l a c r e a t i o n d'Eve d'une des cotes d'Adam; e l l e met en lumiere £ q u e l p o i n t l'homme l ' a e x p l o i t e e pour a f f i r m e r sa propre p e r f e c t i o n c o r p o r e l l e : Mais pour r e v e n i r a l a c r e a t i o n du c o r p s , l a femme a done ete' f a i t e par l e Souverain O u v r i e r . Et en quel e n d r o i t f u t - e l l e f a i t e ? Au p a r a d i s t e r r e s t r e ! Et de quoi? E t a i t - c e de v i l e matiere? Au c o n t r a i r e , de l a matiere l a p l u s noble qui a i t jamais ete cre e e ! Car c ' e s t du corps de l'homme que Dieu l a c r e a . (55) C h r i s t i n e r e l i t l ' h i s t o i r e de l a c r e a t i o n de l a femme, de l a c r e a t i o n d'Eve d'une cote d'Adam, pour changer nos ra p p o r t s avec l e systeme h i e r a r c h i q u e et p a t r i a r c a l de c e t t e h i s t o i r e . E l l e r e v o l t comment e l l e e s t devenue femme pour l u i permettre de d e v e n i r Dame, de p a r t i c i p e r k l a d i g n i t e c o r p o r e l l e o r i g i n e l l e de 1'humanity. Mais 11 ne s ' a g i t pas t o u t simplement, en c h o l s i s s a n t c e t t e v e r s i o n de l ' h i s t o i r e , d'une marque de ce que Shahar a p p e l l e "pro-female l i t e r a t u r e " (168). Ce que C h r i s t i n e f a i t encore p l u s brillamment en t a n t que f e m i n l s t e , c ' e s t de r e l l r e l e mythe de l ' e r r e u r " o r i g i n e l l e " d'Eve pour changer nos r a p p o r t s au systeme b i n a i r e du b i e n e t du mai. C'est a i n s i que b i e n avant que Dieu se s o i t f a i t homme, l a femme p a r t l c l p e a l a transcendance e t a l a r e v e n d i c a t i o n de l a dignite* humaine: Ma Dame, l'un des Catons, c e l u i q u i f u t grand o r a t e u r , d i t encore que s i l e monde a v a i t ete cree sans femme, nous frequenter ions l e s dieux. E l l e me r e p o n d i t : "La, l a f o l i e de c e l u i qu'on d i t sage e s t manifeste. Car c ' e s t par 1 ' i n t e r m e d i a i r e de l a femme que l'homme acceda au royaume de Dieu. S i quelqu'un v o u l a i t avancer, a cause d'Eve, que c ' e s t par l a femme q u ' i l tomba, je re p o n d r a l s q u ' i l gagna un rang b i e n p l u s haut par Marie que c e l u i q u ' i l a v a i t perdu par Eve. Car jamais l'humanite n ' a u r a i t ete r e u n l e a l a D i v i n i t y s i Eve n ' a v a i t pech£. Hommes e t femmes d o i v e n t louer c e t t e faute g rSce a l a q u e l l e un s i grand honneur l e u r e s t advenu [ ]" (55) C h r i s t i n e revendique l a d i g n i t e o r i g i n e l l e de l a femme en reprenant l e s arguments t h e o l o g i q u e s autour du peche o r i g i n e l . I I s ' a g i t pour e l l e d'une noble e r r e u r , d'un "agreable defaut ." E l l e veut montrer comment l e mythe de l ' e r r e u r d'Eve a ete e x p l o i t e pour l e b i e n des hommes. C h r i s t i n e n ' o u b l i e pas ce mythe e t ne l e change pas, car "on ne d o i t p o i n t renoncer aux choses bonnes e t p r o f i t a b l e s ou l e s l a i s s e r a 1'abandon sous p r e t e x t e que l e s s o t s en usent mai" (230). Au c o n t r a i r e , e l l e 100 l ' e x p l o i t e a son to u r et pour son b i e n , l a ou i l e s t p r o f i t a b l e . Et l e f a i t q u ' e l l e e x p l o i t e l ' e r r e u r d'Eve en l a rendant honorable manifeste son g^nie f e m i n i s t e . C h r i s t i n e n'a pas 3eulement transformed notre r a p p o r t a Eve, mais a l a maniere masculine e t b i n a i r e de d ^ f i n i r l a femme. L • e x p l i c a t i o n de L e s l i e Altman e s t i l l u m i n a n t e , q u o i q u ' e l l e c r o l e que C h r i s t i n e s o i t en accor d avec ce systeme : Among c l e r i c s , two mut u a l l y e x c l u s i v e ideas seem to have e x i s t e d s i m u l t a n e o u s l y , a n t i f e m i n i s t and women worship: on the one hand, woman i s desp i s e d i n the person of Eve; on the other, she i s e x a l t e d i n the person of Mary. (7) La oil l'homme s ' e s t s e r v i du mythe pour blamer l a femme, C h r i s t i n e s'en s e r t pour l ' e n n o b l i r , pour l'honorer en t a n t que Dame. L'Eve du monde p i z a n i e n p a r t i c i p e a 1 ' e l a b o r a t i o n du monde m e i l l e u r . C'est gra"ce a e l l e , c ' e s t - a - d i r e a son peche* o r l g i n e l , que Dieu se f e r a homme et que l'homme se r a r e u n i h l a d i v i n i t l . En d£pit de sa " f a u t e " , Eve p a r t i c i p e a l a transcendance humaine e t a 1 ' e l a b o r a t i o n du monde m e i l l e u r . L'Autre ce n'est p l u s l e Mal (Beauvoir 1: 193). L'Autre c ' e s t l e Bien, et done e l l e n'est p l u s 1'Autre ennemie. 101 3 . L a femm e - i n t e r m e d i a l r e : p o s i t i o n C h r i s t i n e v e u t n o us p e r s u a d e r de t r a n s f o r m e r n o s r a p p o r t s a u mythe de l a f a u t e d ' E v e , c a r e l l e nous a p p r e n d a l o u e r une " f a u t e . " E l l e c h a n g e nos r a p p o r t s a l a s t r u c t u r e d u b i e n e t du m a l , a i n s i q u ' e t a b l i e d a n s c e m y t h e , e n n o u s m o n t r a n t comment v o i r e n t r e e t a u - d e l a d e s f a i t s , e n nous i n s p i r a n t a p r e n d r e c o n s c i e n c e d e s p r o c e s s u s i m p l i q u e s . En e f f e t , c e n ' e s t p a s c e que l'homme a f a i t d u mythe d'Eve q u i l ' i n t l r e s s e , m a i s comment i l l ' a f a i t . De l a me**me m a n i e r e , e l l e ne f a i t p a s q u ' a n n o n c e r l a d i g n i t e d ' E v e ; e l l e nous m o n t r e comment e l l e e s t a r r i v e d k c e t t e c o n c l u s i o n . C ' e s t g r a c e a u p r o c e s s u s d ' a v o i r t r a n s f o r m ! une " f a u t e " e n q u e l q u e c h o s e d ' h o n o r a b l e q u ' e l l e a pu r e v e n d i q u e r l a d i g n i t e d ' E v e . C ' e s t l e meme p r o c e s s u s f e d m i n i s t e q u i p e r m e t a L u c i e , comme on l ' a v u , d ' a f f l r m e r que l e v i o l r e d o u b l e r a s a c h a s t e t l , e t a C h r i s t i n e de p r e t e n d r e q u ' a un c e r t a i n n i v e a u l a f a i b l e s s e p h y s i q u e de l a femme e s t un " a g r e a b l e d e f a u t . " D ' a i l l e u r s , e l l e ne r e v i e n d r a p a s a E v e m a i s a u p r o c e s s u s q u i l ' a mened a h o n o r e r E v e . Sa " f a u t e " a e'te h o n o r e e d a n s l a mesure ou l e r o l e d'Eve a ete r ^ - i n t e r p r ^ t e e n t a n t que f e m m e - i n t e r m e d i a i r e , c e l l e q u i p a r t i c i p e a u mouvement de l a t r a n s c e n d a n c e h u m a i n e e t a 1 ' e l a b o r a t i o n d u monde m e i l l e u r . Eve a t o u j o u r s e t e une 102 femme-intermedlalre par l e f a i t que c ' e s t a t r a v e r s e l l e e t sa " f a u t e " que l'homme e s t tombe dans l e mai e t l a s o u f f r a n e e . C h r i s t i n e transforme done non seulement sa " f a u t e " en quelque chose d'honorable, mais son r o l e de femme-lntermediaire a u s s i . E l l e l e transforme en p o s i t i o n , en " r o l e s e r i e u x " comme l e co n s t a t e C h a r i t y W l l l a r d (100) en d e p i t du f a i t q u ' e l l e ne c r o i t pas que C h r i s t i n e s o i t f e m i n l s t e (116). Nous regarderons de plus pres comment C h r i s t i n e e l a b o r e l e processus de l a t r a n s f o r m a t i o n du r o l e i n t e r m e d i a i r e de l a femme. Nous verrons comment ce processus e s t elab o r e dans l a mesure ou, justement, ce r o l e de femme-intermediaire p r e - E t a b l i e s t lui-meme transforme en processus. Dans l e monde p i z a n l e n , l a femme-lntermediaire n'est pas qu'un v e h i c u l e , comme on l e v e r r a dans l e cas de l a Vl e r g e Marie; e l l e p a r t l c l p e a 1 ' e l a b o r a t i o n du monde m e i l l e u r par ses a c t e s e t ses p a r o l e s . Dieu l ' a creee en t a n t que v e h i c u l e seulement dans l a mesure ou i l p a r l e a t r a v e r s e l l e , ou e l l e c o n s t l t u e un genre de pont e n t r e l'homme e t l a d i v i n i t e : "Notre-Seigneur a souvent r^ve'le' ses s e c r e t s au monde par 1 • i n t e r m e d i a i r e de femmes" (136). Parmi d'autres, 11 y a d'abord " 1 ' e x c e l l e n t e e t vertueuse Rebecca, Epouse d'Isaac l e p a t r l a r c h e , pere de Jacob." E t a n t dans un monde p a t r i a r c a l , Rebecca se de ' f l n l t par rap p o r t a son mari e t ses f i l s , par r a p p o r t 103 aux hommes, mais c ' e s t en e f f e t eux qui devralent se d e f i n i r par r a p p o r t a e l l e : car sans e l l e , "l'humanite n ' a u r a i t jamais ete reuni e k l a d i v i n i t e " : [...] e l l e se comportait avec l a p l u s grande h u m i l i t e envers son mari, a t e l p o i n t q u ' e l l e ne p a r a i s s a i t pas a p p a r t e n i r a un rang noble . C'est pour c e l a qu'Isaac l ' a i m a i t e t l a r e v e r a i t a 1'extreme. Sa p a r f a i t e chastet£ et sa sagesse lu i v a l u r e n t un b i e n encore plus grand que 1'amour de son epoux, c ' e s t - a - d i r e 1'amour et l a faveur de Dieu. En e f f e t , Dieu l u i accorda l ' i n s i g n e grace de p o r t e r deux enfants en son s e i n a l o r s q u ' e l l e e t a i t d e j a v i e i l l e e t s t e r i l e . C ' e t a i e n t Jacob e t Esau, dont descendent l e s t r i b u s d ' I s r a e l . (182) Le corps de Rebecca ne l'empeche pas de p a r t i c i p e r a 1 ' e l a b o r a t i o n du monde m e i l l e u r . E l l e n'est plus seulement i n t e r m e d i a i r e , sauf dans la mesure ou e l l e e s t un v e h i c u l e , c ' e s t - a - d i r e un corps par l e q u e l l'homme assure sa propre descendance. I c i l'homme, l e mari de Rebecca, e s t impulssant. Pour a s s u r e r la descendance et accomplir sa tache, i l f a u t a Rebecca "un b i e n encore p l u s grand que l'amour de son epoux." La femme-intermediaire n'est done p l u s , d'apres la l e c t u r e de C h r i s t i n e , l e v e h i c u l e de l'homme, car non seulement l e corps de Rebecca 104 ne peut pas se r e a l i s e r en ta n t que v e h i c u l e t o u t s e u l , l'homme ne peut pas s'en s e r v i r comme son v e h i c u l e . C h r i s t i n e revendique l ' a u t o r i t e de l a p o s i t i o n i n t e r m e d i a i r e . Ou p l u t o t , i l f a u d r a i t d i r e q u ' e l l e revendique l ' a u t o r i t e de l a femme-intermediaire comme p r i s e de p o s i t i o n : car l a femme-intermediaire en t a n t que femme ve'hicule n'a pas de " p o s i t i o n " , c ' e s t - a - d i r e q u ' e l l e n'est pas placee dans l a p o s s i b i l i t e de p a r t i c i p e r a 1 ' e l a b o r a t i o n du monde m e i l l e u r et a l a transcendance humaine. C h r i s t i n e n'a p o i n t voulu red£finir l e r o l e de l a femme e t i n c i t e r l a femme a r e s i s t e r a son r61e i n t e r m e d i a i r e ; mais e l l e a vo u l u changer ses r a p p o r t s e t l e s r a p p o r t s des au t r e s a ce r o l e . E l l e a voulu l u i donner un moyen de l e p e r c e v o i r en t a n t que pouvoir, e t e l l e l e f a i t en l u i montrant comment l e r o l e i n t e r m e d i a i r e e s t une p o s i t i o n de f o r c e (et non un simple r o l e ) . C h r i s t i n e se met elle-ra^me dans l a " p o s i t i o n " i n t e r m e d i a i r e , comme nous l'avons vu. E l l e a l e pouvoir de p a r t i c i p e r a 1 ' E l a b o r a t i o n du monde m e i l l e u r , a c e t t e e d i f i c a t i o n de l a C i t e des Dames. C h r i s t i n e peut done se mirer dans 1'exemple de Rebecca. D'abord e l l e e s t en t r a i n de r e u n i r l a femme a l a d l v l n i t e , comme Rebecca l e f a i t pour l'homme. E l l e ressemble a u s s i a Rebecca puisque, avant d' e t r e "aimed" par Dieu, " e l l e etait s i vertueuse, sage e t honnete que toutes c e l l e s q ui 1 0 5 1•approcherent trouverent un modele en sa chastete." Comme c e t t e femme e s t un modele pour toutes l e s femmes qui s'approchent d ' e l l e (y compris C h r i s t i n e elle-meme), C h r i s t i n e e s t l e modele de ses l e c t r i c e s . C h r i s t i n e se mire i m p l i c i t e m e n t dans 1'exemple de Rebecca non seulement par sa p a r t i c i p a t i o n a l a transcendance humaine; mais a u s s i e x p l i c i t e m e n t , puisque Rebecca p a r t i c i p e a l a r e v e n d i c a t i o n de l a d i g n i t e de l a femme en se posant en ta n t que modele, c ' e s t - a - d i r e en etant f e m i n l s t e . Dans l e meme c h a p i t r e ou f i g u r e l ' h i s t o i r e de Cassandre (ce qui e s t , je c r o i s , s i g n i f i c a t i f ) , C h r i s t i n e nous raconte l ' h i s t o i r e de N i c o s t r a t e ( I I . v ) . La p o s i t i o n i n t e r m e d i a i r e de c e t t e femme nous f a i t penser a c e l l e de C h r i s t i n e un peu plus e x p l i c i t e m e n t . N i c o s t r a t e p a r t i c i p e en t a n t que femme-lntermediaire a 1'elaboration d'une v i l l e : et e l l e l e f a i t en et a n t c o n s c i e n t e de sa p o s i t i o n i n t e r m e d i a i r e , de son pouvo i r . C h r i s t i n e n ' h e s i t e pas 4 a f f i r m e r q u ' e l l e v o u l a i t poser " l a premiere p i e r r e . " E l l e a done b a t i un chateau a l ' e n d r o i t mime ou, plu s t a r d , s e r a i t fondee l a v i l l e de Rome, r e p r e s e n t a n t l e monde m e i l l e u r : "Voulant e t r e c e l l e q u i p o s e r a i t l a premiere p i e r r e , e l l e y c o n s t r u i t un chSteau f o r t , comme tu [ C h r i s t i n e ] l ' a s d e j a entendu." Mais l a Dame a u r a i t a u s s i b i e n pu d i r e "comme t u es en t r a i n de l e f a i r e " ! E l l e l e d i t i m p l i c i t e m e n t , en f a i s a n t r e s s o r t i r des ressemblances entre deux femmes d i f f e r e n t e s , C h r i s t i n e et 106 N i c o s t r a t e . L e L i v r e de l a C i t e d e s Dames e s t lui- m e m e un c h & t e a u f o r t p o u r l e s femmes, l a p r e m i e r e p i e r r e d u f e m i n i s m e , de c e n o u v e a u s y s t e m e s e l o n l e q u e l e l l e p o u r r a p a r t i c i p e r a 1 • E l a b o r a t i o n du monde m e i l l e u r e t a u mouvement de l a t r a n s c e n d a n c e h u m a i n e . On p o u r r a i t c o n s t a t e r que l a ou l'homme m a r g i n a l i s e l a f e m m e - i n t e r m e d i a i r e , e n l u i r e f u s a n t t o u t e p r i s e de p o s i t i o n , C h r i s t i n e l a met a u c e n t r e . E l l e r e l i t l e s memes h i s t o i r e s q u i o n t p e r m i s a l'homme de s e p l a c e r au c e n t r e du monde. M a i s q u o i q u e C h r i s t i n e a d o p t e un s y s t e m e m a s c u l i n , c e l u i de s e m e t t r e a u c e n t r e d u monde, e l l e n ' h e s i t e p a s a l e m o d i f i e r p o u r s o n b i e n e t l e b i e n d e s a u t r e s . I I f a u t s ' e n t e n d r e s u r l e c h o i x d u mot " i n t e r m e d i a i r e . " C e l a ne s i g n i f i e p a s , d a n s l e monde p i z a n i e n , un r o l e c e n t r a l , un c e n t r e e n t a n t que s i e g e ou p i e d e s t a l . C h r i s t i n e a c h a n g e n o t r e e x p e r i e n c e d u c e n t r e : c e l l e q u i o c c u p e l a p o s i t i o n i n t e r m e d i a i r e e s t "au c e n t r e " p a r c e q u ' e l l e s e s i t u e e n t r e d ' a u t r e s p o s i t i o n s . I l ne s ' a g i t d o n e p l u s de d e f i n i r l e s marges p a r l e c e n t r e , ou meme de d e f i n i r l e c e n t r e p a r l e s m a r g e s , c a r i l ne s ' a g i t p l u s de 1 ' i n t E r i e u r e t l ' e x t e r i e u r , d'un s y s t e m e b i n a i r e . 107 4. L a d i g n i t e o r i g i n e l l e : M a r i e , f e m m e - i n t e r m e d l a l r e C h r i s t i n e f a i t done une r e v a l o r i s a t i o n d u r o l e p r e - e ' t a b l i de l a f e m m e - i n t e r m e d i a i r e m a i s i g n o r e e e n s e n s de p o s i t i o n q u i v a i l l e . Comme on l ' a v u , l a p o s i t i o n i n t e r m e d i a i r e , c ' e s t c e l l e de l a f e m m e - v e h i c u l e t r a n s f o r m e e ; e l l e n ' e s t p l u s un c o r p s s e u l e m e n t . C ' e s t l a p o s i t i o n de l a V l e r g e M a r i e , q u i , comme E v e , p a r t i c i p e a 1 ' e l a b o r a t i o n d u monde m e i l l e u r e t a l a t r a n s c e n d a n c e h u m a i n e . Nous n ' a v o n s p l u s a f a i r e a l a femme q u i s e r t a q u e l q u e c h o s e , e ' e s t - a - d i r e a l a f e m m e - o b j e t : 11 s ' a g i t de l a femme q u i f a i t q u e l q u e c h o s e , q u i a g i t e n t a n t que s u j e t . A la s u r f a c e , C h r i s t i n e n'a p a s a r e v e n d i q u e r l a d i g n i t e o r i g i n e l l e de l a V i e r g e c a r e l l e e x i s t e d e j & d a n s l e monde p r e - e t a b l i . Comme l e c o n s t a t e Simone de B e a u v o i r , " M a r i e n'a pas c o n n u l a s o u i l l u r e q u ' i m p l i q u e l a s e x u a l l t e " ( 1 : 2 3 8 ) . C h r i s t i n e n'a p a s , non p l u s , ck d e f e n d r e s o n r o l e d • i n t e r m e d i a i r e , s a p a r t i c i p a t i o n a 1 ' e l a b o r a t i o n d u monde m e i l l e u r . Son d e v o i r e s t d ' e x p l o i t e r c e " r o l e " i n t e r m e d i a i r e p o u r l e t r a n s f o r m e r e n p o s i t i o n . Q u o i q u e l a V i e r g e s o i t r e c o n n u e e n t a n t que f e m m e - i n t e r m e d i a I r e , c e n ' e s t que d a n s l a mesu r e ou e l l e e s t v e h i c u l e , ou e l l e n ' e s t p a s r e c o n n u e comme femme. C ' e s t 1'exemple de l a V i e r g e M a r i e q u i d e m o n t r e l e p l u s e x p l i c i t e m e m t comment l a f e m m e - i n t e r m e d i a i r e e s t 108 representee par une absence dans l e monde p r e - e t a b l l . E l l e n'a absolument pas de p o u v o i r . La femme- i n t e r m e d i a i r e en t a n t que pur v e h i c u l e , c ' e s t l a femme-intermediaire impuissante. Son r o l e e t sa d i g n i t e o r i g i n e l l e se manifestent en s i l e n c e . C'est une presence qu i n'en e s t pas une. C h r i s t i n e l a f a i t d e v e n i r Dame : e l l e l u i donne l a puissance e t l a presence en t a n t q u ' i n t e r m e d i a i r e . E l l e l u i donne une p o s i t i o n : c e l l e de Notre-Dame. Quoique l e r o l e i n t e r m e d i a i r e e x i s t e dans l e monde p r e - e t a b l i , i l e s t t o u j o u r s c e n t r e sur l e male. La femme e s t p a s s i v e dans ses r a p p o r t s aux l e s hommes. C h r i s t i n e va renvendiquer l e r o l e , ou p l u t o t l a p o s i t i o n du corps de l a V i e r g e , en s o u l i g n a n t q u ' i l a s e r v i a l a g l o i r e de Dieu. Pour C h r i s t i n e c e l a veut d i r e que ce corps i n t e r m e d i a i r e a une v o i x . La V i e r g e Marie du monde p i z a n i e n p a r l e . E l l e e s t l a v e r i t a b l e preuve de ce que C h r i s t i n e annonce au debut du l i v r e , que "Dieu a accorde l a p a r o l e aux femmes, [et] ce f u t en verite pour mieux s e r v i r sa g l o i r e " (61). Nous ve r r o n s comment 1 ' e l a b o r a t i o n de. l a p o s i t i o n i n t e r m e d i a i r e en t a n t que v o i x e s t une mise en scene d'un processus que C h r i s t i n e veut promulguer e t dont e l l e f a i t elle-meme 1'experience. Mais voyons d'abord comment e l l e e x p l o i t e l'idee d'une femme-intermediaire e t v e h i c u l e dans l e monde p r e - e t a b l i . La femme-intermediaire en t a n t que 109 vehicule , nous d i t C h r i s t i n e , n'a pas d ' a u t o r l t e , E l l e e s t a l'ombre de l ' a u t o r i t e de son f i l l s , de c e l u i q u ' e l l e met au monde. La r e v e n d i c a t i o n de l ' a u t o r i t e de l a femme-intermediaire qu'est l a V i e r g e , c ' e s t l a r e v e n d i c a t i o n de toutes l e s femmes-vehicules, de toutes l e s meres e t de toutes l e s femmes du monde : Ah! quel homme peut e t r e assez i n g r a t pour o u b l l e r que ce f u t une femme qu i l u i o u v r i t l a porte du P a r a d i s ( j e p a r l e de l a Vie r g e M a r i e ) ; peut-on demander plus grand bien? Car, comme j e te l ' a i d i t t o u t a l'heure, c ' e s t par e l l e que Dieu s ' e s t f a i t homme. Qui v o u d r a i t o u b l i e r tous l e s b i e n f a i t s que l e s meres f o n t a l e u r s f i l s , t o u t l e b i e n dont l e s femmes sont cause pour l e u r s epoux? Je demande, au moins, que l' o n ne v e u i l l e p o i n t o u b l i e r l e s b i e n f a i t s q u i r e l e v e n t du domaine s p i r i t u e l . (168-9) Comme Dieu a p r e f i g u r e " l e s a l u t du genre humain par une femme" (170), toutes femmes, e t a n t toutes meres, pourront p a r t i c i p e r a l a dignite* e t a l a transcendance humaine grace a l a fagon dont C h r i s t i n e r e l i e e t e x p l o i t e l e mythe de l a femme-intermediaire. En changeant nos rap p o r t s a l a mere de J e s u s - C h r i s t , e l l e espere changer nos r a p p o r t s avec toutes l e s meres de ce monde, avec to u t e s l e s femmes. Tout comme e l l e veut r e t i r e r l e s hommes de 1'ignorance e t de 1 ' i n g r a t i t u d e devant l a 110 V i e r g e , e l l e change l e u r s r a p p o r t s avec l e u r s propres meres: Je c r o y a i s d e j a q u ' i l dut l e u r s u f f i r e , pour r e t e n i r l e u r s mauvaises langues, d ' a v o i r tous eu une mere e t de co n n a t t r e chacun l e s Evidents b i e n f a i t s que l e s femmes font h a b i t u e l l e m e n t aux hommes, mais j e v o i s maintenant q u ' e l l e s l e s ont ve r i t a b l e m e n t combles de b l e n s , e t q u ' e l l e s c o n t i n u e n t de l e u r prodiguer des l a r g e s s e s . Q u ' i l s se t a i s e n t done! Q u ' i l s se t a i s e n t dorenavo-nt, ces c l e r c s q u i medisent des femmes! (108) C h r i s t i n e e s t en t r a i n d ' e c r i r e dans l e paradoxe : non seulement l e s hommes o u b l i e n t p a r f o i s que c ' e s t une femme qui l e u r a apporte l e s a l u t , mais que Ce sont des femmes qui l e s ont mis au monde. En o u b l i a n t l a d i g n i t e o r i g i n e l l e de l a femme^ c ' e s t - a - d i r e c e l l e de l a V i e r g e Marie e t d'Eve, i l s se permettent de "mEdire." Cet o u b l i e s t un processus par l e q u e l i l s l e s ont f a i t " d e v e n i r " femmes e t c ' e s t un processus que C h r i s t i n e r e d u l t au paradoxe. II e s t paradoxal que l e s hommes se r a p p e l l e n t p a r f o i s l a d i g n i t e o r i g i n e l l e de Marie dans l e domaine s p i r i t u e l t o u t en se permettant de medire des femmes en general, de l e s condamner en b l o c : Car meme s i toutes l e s a u t r e s femmes e t a i e n t mauvaises, l ' 4 c l a t de tes [Marie] v e r t u s b r i l l e 111 a te l p o i n t q u ' i l ecl lpserait toute perverslte. Tres e x c e l l e n t e Dame, t o i q u i es l'honneur de notre sexe, l e s hommes ne d e v r a i e n t - i l s pas, puisque Dieu t ' a elue pour epouse, s ' a b s t e n i r de blSmer l e s femmes? (240) La r e v e n d i c a t i o n du r o l e i n t e r m e d i a i r e de l a femme e s t un deplacement de ce r o l e . II ne s ' a g i t p l u s d'une p o s i t i o n p a s s i v e , q u i n'a pas l e d r o i t de se mettre en p o s i t i o n ( a c t i v e ) : l a femme-lntermediaire e s t egalement une femme q u i a l a p a r o l e , q u i a une v o i x . I I ne s ' a g i t p l u s de l a femme-intermediaire en t a n t que v e h i c u l e sourd e t muet. Comme C h r i s t i n e revendique l a d i g n i t e o r i g i n e l l e du r o l e i n t e r m e d i a i r e de l a femme en s o u l i g n a n t comment e l l e p o r te l a v i e et l e s a l u t a l'homme et a l'humanite, e l l e revendique l a v a l e u r d ' i t r e femme-intermediaire en ta n t que p o s i t i o n d'ou p a r l e r , c ' e s t - a - d i r e en t a n t que v o i x . II f a u t s i g n a l e r que l a V i e r g e Marie e s t l a s e u l e femme, a p a r t C h r i s t i n e elle-meme, a q u i l a p a r o l e e s t l i t t e r a l e m e n t donnee dans L i v r e de l a C i t e des Dames. L'auteure l a f a i t p a r l e r non seulement a t r a v e r s " C h r i s t i n e " e t l e s t r o i s deesses, comme e l l e permet a toutes l e s a u t r e s femmes du l i v r e & f a i r e entendre l e u r v o i x i n d i r e c t e m e n t ; l a p a r o l e e s t a u s s i l i t t e r a l e m e n t donnee a l a Vie r g e Marie e t e l l e s'adresse directement aux femmes. Pour l a premiere f o i s dans l e l i v r e , t o u t au 112 debut de l a t r o i s i e m e et d e r n i e r e p a r t i e , C h r i s t i n e ne d i t pas " v o i l a ce que j ' a l d i t a l a Dame" ou " v o l l a ce que me d i t l a Dame" pour f a i r e p a r l e r l e s femmes. Nous passons du d i s c o u r s I n d i r e c t au d i s c o u r s d i r e c t . C h r i s t i n e nous annonce, t o u t simplement, " t e l l e f u t l a re'ponse de l a V i e r g e " , e t l u i donne l a p a r o l e sans plus t a r d e r (240). Ce n'est pas t o u t simplement l a v o i x de l a femme-intermediaire que nous entendons, mais l a v o i x de l a femme-intermediaire en t a n t que "Reine C e l e s t e " , en t a n t que "Souveraine" (276). La p l u s digne de toutes l e s femmes-intermediaires, de t o u t e s l e s Dames, a "pouvoir e t a u t o r i t e sur toutes l e s puissances du monde" (239-40). E l l e a une p o s i t i o n . Nos r a p p o r t s a l a femme-intermEdiaire qui n'est p l u s l a femme-vehicule ont done radicalement change. E l l e e s t , f i n a l e m e n t , une noble Dame. Comme l a r e v e n d i c a t i o n de l a d i g n i t l o r i g i n e l l e de l a Vierge e s t un processus par l e q u e l t o u t e s l e s meres de ce monde sont r e v a l o r i s e e s et apprennent a se r e v a l o r i s e r , l a r e v e n d i c a t i o n de sa p o s i t i o n , de sa v o i x , e s t un processus q u i e s t o f f e r t a t o u t e s l e s femmes. Les femmes sont prie'es par C h r i s t i n e de " s u i v r e l'exemple de [ l e u r ] Reine", e ' e s t - a - d i r e de l a Vierge (276). Q u o l q u ' e l l e l e s p r i e de s u i v r e son exemple " l o r s q u ' e l l e a a p p r l s l e supreme honneur q u ' e l l e a u r a l t de d e v e n i r l a Mere du f i l s de Dieu", c ' e s t l a fagon dont C h r i s t i n e elle-m£me e s t en t r a i n de s u i v r e son exemple que 113 nous devons i m l t e r : car C h r i s t i n e e s t en t r a i n de f a i r e ce q u ' e l l e nous d i t de f a i r e ; e l l e e s t en t r a i n d ' i m i t e r l a V i e r g e dans l a mesure ou c ' e s t une femme-intermediaire qu i nous p a r l e . Comme l a Vierge Marie s ' e s t adressEe directement aux femmes de l a Cite" dans l e premier c h a p i t r e de l a t r o i s l e m e p a r t i e du l i v r e , comme e l l e a l i t t e r a l e m e n t p r i s l a p a r o l e , C h r i s t i n e "s'adresse [directement] aux p r i n c e s s e s e t a toutes l e s femmes" pour l a premiere f o i s a l a f i n de l a deuxieme p a r t i e du l i v r e (238). La p o s i t i o n i n t e r m e d i a i r e n'est p l u s r e s e r v e d a l a mediation entre Dieu e t l'homme, n i me*me ent r e hommes et femmes, mais i n c l u t l a communication des femmes en t r e e l l e s . C h r i s t i n e e s t done, comme on l ' a vu a p l u s i e u r s r e p r i s e s , en t r a i n de revendiquer sa propre p o s i t i o n en t a n t que femme-intermediaire. E l l e e s t elle-meme en t r a i n de p a r t i c i p e r a l a transcendance humaine en i n v i t a n t t o u t e s l e s femmes a p a r t i c i p e r dans l e domaine s p i r i t u e l . Comme Marie et Eve ont apporte l e s a l u t au monde, C h r i s t i n e l ' a p p o r t e , pour a i n s i d i r e , au s i e n . E l l e e s t l a femme-intermediaire qui a "pouvoir e t a u t o r i t e sur tou t e s l e s puissances [de ce] monde." Q u ' i l s ' a g i s s e du domaine i n t e l l e c t u e l , c o r p o r e l ou s p i r i t u e l , l e s c l e s de ce monde sont entre ses mains (46). 114 5 . Des femmes-intermediaires : l e s martyres La r e v e n d i c a t i o n de l a d i g n i t e o r i g i n e l l e de l a Vie r g e e t d'Eve n'est qu'un aspect de l a r e v e n d i c a t i o n de l a d i g n i t e de l a femme dans l e domaine s p i r i t u e l . Ce n'est que le debut de la transformation de l a c i t e des Dames en une C i t e de Dieu. Le t i t r e , La C i t e des Damesf f a i t a l l u s i o n a l a C i t e de Dieu de S a i n t A u g u s t i n . C h r i s t i n e juxtapose l e s deux c i t e s . Ce n'est pas que l a C i t e des Dames entre en concurrence avec l a Cit& de Dieu, mais que l a v i s i o n de C h r i s t i n e p a r t i c i p e a l a t r a d i t i o n c h r e t i e n n e (Richards x x i x ) . Le d e v e n i r Dame s p i r i t u e l s ' i l l u s t r e chez l e s femmes-martyres egalement. Encore une f o i s i l s ' a g i r a de v o i r jusqu'a quel p o i n t ces femmes sont a u s s i des femmes-intermediaires avec "pouvoir et a u t o r i t e " : mais nous v e r r o n s q u ' e l l e s ressemblent & J^sus lui-meme p l u t o t qu'a Marie. Comme pour l e s a u t r e s femmes-Intermedia i r e s , 1'entassement des b i o g r a p h i e s des femmes-martyres e s t en quelque s o r t e 1'autobiographie de C h r i s t i n e : l e processus de d e v e n i r Dame chez l e s martyres e s t un m l r o l r dans l e q u e l C h r i s t i n e peut se mirer, puisque l a v o c a t i o n de martyre s e r a en e f f e t une r e f l e x i o n sur sa propre v o c a t i o n a r t i s t i q u e . L'analyse des b i o g r a p h i e s des femmes-martyres c o n f i r m e r a c e t t e hypothese. 115 C h r i s t i n e commencera d'abord par e l a b o r e r l a p o s i t i o n i n t e r m e d i a i r e de l a femme-martyre. Non seulement i l y a eu des femmes q u i ont 6te elles-memes martyres, comme on l e v e r r a , mais e l l e s ont eu un r o l e s i g n i f i c a t i f ( c ' e s t - a - d i r e une p o s i t i o n a occuper) dans l e martyre des hommes. Encore une f o i s , c ' e s t par 1 ' i n t e r m e d i a i r e des femmes que l e s hommes ont pu se f a i r e entendre. Mais ce n'est pas l a v o i x des hommes que nous entendons. E l l e e s t cachee. Ce q u i se f a i t entendre c ' e s t l a v o i x des femmes qui ont p a r t i c i p e a 1 ' e l a b o r a t i o n du monde m e i l l e u r , du monde C h r e t i e n . Nous entendons c e t t e v o i x dans l a mesure ou C h r i s t i n e met en lumiere l a p o s i t i o n i n t e r m e d i a i r e de ces femmes q u i ont a i d e l e s martyrs. S i on v o u l a i t r a c o n t e r tous l e s b i e n f a i t s que nous devons aux femmes, 11 f a u d r a i t un b i e n grand l i v r e ; toutefois., puisque je p a r l e du domaine s p i r i t u e l , combien de martyrs [...] ont etE soignEs, hebergEs e t cache's par de simples femmes, des veuves ou d ' e x c e l l e n t e s bourgeoises! Car s i t u l i s l e s v i e s des s a i n t s , t u v e r r a s q u ' i l p l u t a Dieu que tous, ou presque, a i e n t ete aidEs dans l e u r s s o u f f r a n c e s e t martyres par des femmes. Que d i s - j e ? Les martyrs! Les s a i n t s a p o t r e s , s a i n t Paul e t tous l e s a u t r e s , et meme Notre-Seigneur J e s u s - C h r i s t f u r e n t , eux a u s s i , n o u r r i s e t soignes par des femmes. (177) 116 Non seulement l a femme a v a i t a u t o r l t e e t pouvoir avant que Dieu se s o i t f a i t homme, mais depuis a u s s i . Pour augmenter l ' a u t o r i t e de ces femmes-intermediaires qui ont a i d e l e s martyrs, pour nous f a i r e prendre au s e r i e u x 1'importance de l e u r p o s i t i o n , C h r i s t i n e c h o i s i t de p a r l e r des s a i n t s a p o t r e s et de J e s u s - C h r i s t lui-meme, l e s martyrs l e s plus i l l u s t r e s . Ces femmes n'ont pas seulement "soigne e t heberge" l e s martyrs, e l l e l e s ont "caches" a u s s i . C'est en e f f e t ce que C h r i s t i n e elle-meme e s t en t r a i n de f a i r e : e l l e cache l e s martyrs pour l a i s s e r p a r l e r l e s femmes i n t e r m e d l a l r e s . Les martyrs sont en a r r l e r e p l a n : ce sont l e s femmes i n t e r m e d l a l r e s r e l i e e s k ces martyrs qui sont en premier p l a n , q ui a g i s s e n t . D ' a i l l e u r s , dans un des quelques exemples q u ' e l l e nous donne, c e l u i de C a t u l l e (177-8), l a femme ne f a i t pas que cacher s a i n t Denis, s a i n t Rustique e t s a i n t E l e u t h e r e : e l l e cache l e u r c o r p s , l a d e p o u i l l e s a i n t e . Ces martyrs sont en a r r i e r e p l a n , p u l s q u ' i l s sont morts, l e u r h i s t o i r e e s t termlnee dans ce monde. C'est ce que C a t u l l e f a i t q ui compte. Mais t o u t c e c i n'est qu'un debut. La p o s i t i o n de l a femme-intermediaire dans l a v i e des martyrs e s t revendlquee, mais l e t r a v a i l de C h r i s t i n e n'est pas f l n l : car ce ne s e r a pas l a v i e des s a i n t s martyrs q u ' e l l e va proceder a r e l i r e pendant p l u s i e u r s c h a p i t r e s , mais l a v i e des s a i n t e s martyres. E l l e e s t done, k un c e r t a i n niveau, 117 t o u j o u r s en t r a i n de cacher l e s hommes-martyrs, dans l a mesure ou e l l e va f a i r e p a r l e r ces femmes-martyres q u i , jusqu'a present, e t a i e n t elles-memes cachees e t p a r l a i e n t sans qu'on l e s entende. Les b i o g r a p h i e s des martyres occupent l e s d e r n i e r s c h a p i t r e s du l i v r e , " l e s hautes t o i t u r e s " , e t e l l e s sont au "premier rang" de l a c i t e : [...] Dieu a f a v o r i s e de sa grace l e sexe f l m i n i n a l ' e g a l des hommes, p u i s q u ' i l a donne aux tendres e t f a i b l e s jeunes f i l l e s f o r c e e t Constance pour s u b i r d ' h o r r i b l e s martyres a l a g l o i r e de sa s a i n t e f o i . E l l e s sont couronnees au P a r a d i s et l e u r s v i e s , t r e s b e l l e s k entendre [ c ' e s t moi qui s o u l i g n e ] , sont pour toutes femmes p l u s e d i f i a n t e s que n u l l e a u t r e d o c t r i n e . C'est pourquoi e l l e s occuperont l e premier rang de notre C i t e . (241) Comme Marie, l e s martyres s e r v e n t de modele. Le martyre e s t un processus, comme l e dev e n i r Dame, q u i e s t o f f e r t aux femmes pour revendiquer l e u r d i g n i t e s p i r i t u e l l e . Pour C h r i s t i n e , p l u s que n u l l e a u t r e " d o c t r i n e " , l e martyre en t a n t que processus e s t " E d i f i a n t " pour "toutes l e s femmes", c a r e l l e v o y a i t , dans l e c h r 1 s t i a n l s m e , un moyen de v a i n c r e l ' o p p r e s s i o n (Richards x x i x ) . Pourtant, ce n'est pas que C h r i s t i n e c r o i e que l e s femmes d o i v e n t s o u f f r i r l a t o r t u r e pour a t t e i n d r e une c e r t a i n e d i g n i t e s p i r i t u e l l e . E l l e t e n t e 118 plut6t de mettre en lumiere comment toute existence feminine est en quelque sorte un martyre et que cela manifeste une dignite sp ir i tue l l e specifique aux femmes. Toute femme peut done devenir une Dame s p i r i t u e l l e , quelle que soit sa condition sociale, car la condition feminine est un martyre universel : i l y a "un nombre in f in i de ces dames de toutes conditions, vierges, veuves ou marines, en qui la puissance divine s'est manifested par une force, une Constance extraordinaires" (274-5). C 'est ainsi que meme une prostituee (comme une femme violee) peut figurer dans les biographies des femmes martyres. Comme le t i t re de C i t e des Dames fa i t al lusion a la C i t e de Dieu, le martyre au nom du christianisme est juxtapose pour le bien des femmes au martyre au nom du feminisme. A f f r e , une "prostituee convertie", remplace un martyre par un autre. C 'est le martyre qui est convert1. Comme e l le a du souffrlr en tant que prostitute, en tant que femme, e l le souffrira en tant que chretienne : "Le juge l u i d i t : 'le deshonneur de ton corps ne te suff i t pas, heretlque, tu peches en adorant un dieu etranger'" (272) . Comme e l le a sacri f le son corps auparavent aux hommes, e l le le sacri f iera maintenant a Dieu. C'est le mouvement de la transcendance, le depassement vers d'autres l ibertEs . La femme Imite le Redempteur (Beauvoir 119 2: 425) : c ' e s t une v i s i o n feminine du monde e t du s a l u t (2: 422) : Seigneur Dieu, Je'sus-Chr i s t t o u t - p u i s s a n t , t o i qui a p p e l l e s l e s pecheurs a f a i r e p enitence, daigne r e c e v o i r mon s a c r i f i c e a l'heure de mon martyre; d e l i v r e - m o i du feu E t e r n e l par ce feu t e r r e s t r e qu'on prepare pour mon c o r p s . ( P i z a n 272) N'est-ce pas une maniEre de redonner un peu de d i g n i t e e t de pouvoir aux v r a i e s femmes-martyres de ce monde, c ' e s t - a - d i r e aux p r o s t i t u t e s , aux femmes v i o l E e s , en somme a toutes l e s femmes v i c t i m e s du monde? Comme l a femme v i o l e e , l a p r o s t i t u e e s i g n i f i e t o utes l e s femmes, non seulement c e l l e s q u i sont 1 i t t e r a l e m e n t comme e l l e . Le d e v e n i r Dame s p i r i t u e l qu'est l e martyre e s t done un moyen pour toutes l e s femmes de changer l e u r experience de l a c o n d i t i o n feminine. Comme nous l e voyons dans l e cas d ' A f f r e , l a p r o s t i t u e e , l e devenir Dame s p i r i t u e l du martyre ne se f a i t pas en s o u f f r a n t en s i l e n c e : "Au m i l i e u des flammes e l l e d i s a i t encore : 'Seigneur J l s u s , daigne me r e c e v o i r , pauvre pecheresse immolle en ton s a i n t nom'." Les martyres sont des femmes q u i p a r l e n t , q u i ont non seulement une v o i x mais une v o i x i n e b r a n l a b l e . C'est une v o i x q ui se f a i t entendre p a r t o u t et en to u t temps. C'est une v o i x qu'on entend " p a r l e r avec t a n t d ' a u t o r i t e " (242). 120 De plus la voix de la martyre convertit des gens et son nom se fa i t invoquer partout dans les souffrances des autres (244-45). Les martyres sont des femmes qui ont une existence autonome dans la mesure ou elles peuvent parler, ainsi que dans la mesure ou elles refusent de se marier pour se consacrer a 1•Epoux Celeste; elles participent toujours a 1'elaboration du monde meilleur, du monde C h r e t i e n medieval. Quoique leur existence soit en quelque sorte autonome et authentique, elles s'engagent dans un projet c o l l e c t i f . 6. Jesus-Chrlatlne et le chrlstlnlsme Un autre aspect de l'autonomie des martyres du monde pizanien serait leur refus d'adorer les idoles. Elles refusent d'avoir plus d'un Dieu, des dieux autres que le Dieu C h r e t i e n en trois personnes. Elles veulent convertir les autres a cette meme autonomie dans la mesure ou elles les convertissent au christianisme. De la meme maniere, Christine a du etre convertie a ne pas adorer des idoles (les auteurs misogynes); elle les confondait avec la voix de Dieu. C'est pour cette raison que le devenir spirituel devait etre elabore dans le liv r e . Le christianisme est, du point de vue feministe de Christine, un rampart contre la "meme voix" et le "temoignage reuni" opprimant des "idoles" misogynes. Le 121 feminisme e s t done sur un pied d ' e g a l i t e avec l e c h r l s t i a n l s m e de l a C i t e des Dames, ou l a Cite' de Dieu, comme e l l e e s t nommee a l a f i n du l i v r e (275). A f i n d'analyser c e t t e idee davantage i l f a u d r a i t v o i r comment l a l i s t e f e m i n i s t e des martyres e s t un m i r o i r dans l e q u e l C h r i s t i n e se mire. I I s ' a g i r a de v o i r comment l e d e v e n i r Dame s p i r i t u e l des martyres r e f l e t e l a v o c a t i o n a r t i s t i q u e de C h r i s t i n e , c ' e s t - a - d i r e sa v o c a t i o n f e m i n i s t e . II faudra v o i r comment C h r i s t i n e e l l e - m E m e se p r o j e t t e en t a n t q u ' a r t i s t e dans l a femme-martyre. Comme s i e l l e a v a i t peur que ce ne s o i t pas assez e v i d e n t pour ses l e c t r i c e s q u ' e l l e se mire dans l e s bi o g r a p h i e s des martyres, comme dans l e s b i o g r a p h i e s de tout e s l e s femmes du l i v r e , C h r i s t i n e y i n c l u t l a bl o g r a p h l e de s a i n t e C h r i s t i n e . C h r i s t i n e ne veut pas cacher l e f a i t q u ' e l l e se mire dans son oeuvre. E l l e nous donne largement assez de si g n e s pour l e s o u l i g n e r . L ' h i s t o i r e du martyre de s a i n t e C h r i s t i n e ne r e f l e t e pas im p l i c i t e m e n t l ' h i s t o i r e du martyre f e m i n i s t e de C h r i s t i n e de P i z a n , mais t r e s e x p l i c i t e m e n t : "Je te p a r l e r a i de s a i n t e C h r i s t i n e parce q u ' e l l e e s t t a patronne" (255). C h r i s t i n e e x p l o i t e l ' i d e e de se mirer dans l e s h i s t o i r e s des martyres. Ce q u i e s t i m p l i c i t e m e n t suggerE, et q u i e s t peut - e t r e plus i n t e r e s s a n t , c ' e s t comment C h r i s t i n e se mire dans l a b i o g r a p h i e de s a i n t e C h r i s t i n e t o u t comme 122 c e l l e - c i se mire dans l ' h i s t o i r e du martyre de J e s u s - C h r i s t lui-meme. Comme l e nom de C h r i s t i n e se mele a c e l u i de s a i n t e C h r i s t i n e , c e l u i de s a i n t e C h r i s t i n e se mele a c e l u i du C h r i s t : " J e s u s - C h r i s t lui-m&me d e s c e n d i t des Cieux pour l a b a p t i s e r [ . . . ] . II l u i donna son propre nom, 1'appelant C h r i s t i n e " (259). Revenons a l a ressemblance e x p l i c i t e e n t r e s a i n t e C h r i s t i n e e t C h r i s t i n e en ce qui concerne l e martyre de l'une au nom du chr1stianisme e t de 1'autre au nom du feminisme. I I faudra comprendre comment, a 1 ' i n s t a n t meme ou Le L i v r e de l a C i t e des Dames nous o f f r e une experience s p i r i t u e l l e , un d e v e n i r , nous f a i s o n s en l e l i s a n t une experience du feminisme, nous nous c o n v e r t i s s o n s en Dames. Comme pour toutes l e s martyres qui c o n t i n u e n t a p a r l e r sous l a t o r t u r e , l ' a u t o r i t e e t l e pouvoir des p a r o l e s de s a i n t e C h r i s t i n e sont i n l b r a n l a b l e s . La femme martyre co n t i n u e a p a r l e r et a c o n v e r t i r des gens malgre l a s o u f f r a n c e . Chez s a i n t e C h r i s t i n e c e l a se manifeste e x p l i c i t e m e n t , puisque c ' e s t precisement l a p a r t i e de son anatomie q u i l u i permet de p a r l e r , de f a i r e entendre sa v o i x e t c e l l e du S a i n t E s p r i t , q ui e s t b r l s e e sous l a t o r t u r e . Le martyre de s a i n t e C h r i s t i n e e s t encore p l u s exagere que c e l u i d'Euphemle, par exemple, q u i , "son corps [...] brisE sous l a t o r t u r e , sa lucidite a l l a i t t o u j o u r s c r o i s s a n t e t ses p a r o l e s etaient t o u j o u r s p l e i n e s du Sa i n t E s p r i t " (252). 123 C'est l a langue de s a l n t e C h r i s t i n e q u i e s t m a r t y r i s e e . Mais quoiqu'on l u i coupe l a langue pour l'empecher de p a r l e r , car v o i l a justement ce qu'on veut f a i r e a t o u t e s l e s femmes (martyres) de ce monde, e l l e " d i t p l u s c l a i r e m e n t que jamais : 'Puisque t u n'as pas c r u mes p a r o l e s i l e s t j u s t e que t u s o i s aveugle par ma langue'" (261). Non seulement e l l e continue a p a r l e r , mais e l l e crache sa langue dans l ' o e i l de c e l u i q ui l ' a coupee. E l l e 1'aveugle puisque e ' e t a i t pour s'aveugler lui-mime q u ' i l l u i a v a i t coupe l a langue. Non seulement e l l e continue a p a r l e r , mais sa langue, c e t t e p a r t i e de son corps e s s e n t i e l l e k l a p r i s e de p a r o l e , d e v i e n t une arme, a i n s i que son d i s c o u r s . Ce qui nous i n t e r e s s e l e i par r a p p o r t a La C i t e des Dames, ce rempart qui ne "sombrera pas dans l e neant" (43), c ' e s t que, comme l a "langue" du c h r i s t i a n i s m e c ontinue a se f a i r e entendre, l a "langue" du feminisme ne pourra pas i t r e coupee, car e l l e e s t i n e b r a n l a b l e (45). L'image de s a i n t e C h r i s t i n e a l a langue coupee f o u r n i t un p a r a l l e l e a 1'image de C h r i s t i n e au debut du l i v r e , q u i , l a langue coupee par l e s i d o l e s misogynes du "temoignage r e u n i " , c ontinue quand meme a f a i r e entendre sa v o i x f e m i n i s t e . Finalement, ce que je veux demontrer c ' e s t que C h r i s t i n e a r e p r e s e n t s son experience f e m i n i s t e a t r a v e r s 1'image du martyre. Pour c o n s t r u i r e sa C i t e e t son L i v r e , 124 e l l e a du p a r l e r , malgre' sa langue coupee. E l l e l ' a f a i t grace a ' gcriture. Comme une femme-martyre, C h r i s t i n e imagine c o n v e r t i r des gens a son idee, a sa v i s i o n . C h r i s t i n e entreprend une m i s s i o n . E l l e f a i t des s a i n t e s du feminisme e t e l l e transforme ses l e c t r i c e s en Dames m i l i t a n t e s . Les l e c t r i c e s f o n t une experience du feminisme, car C h r i s t i n e e s t elle-meme en t r a i n d'en f a i r e une. Comme s a i n t e C h r i s t i n e s ' e s t c o n v e r t i e e t c o n v e r t i t l e s a u t r e s au c h r i s t i a n i s m e , C h r i s t i n e e s t c o n v e r t i e au feminisme par l e s Dames e t te n t e de c o n v e r t i r l e s a u t r e s femmes a ce qu'on p o u r r a l t a p p e l e r , puisque C h r i s t i n e en e s t l a patronne, au c h r i s t i n i s m e . k l a f i n du l i v r e , C h r i s t i n e s'adresse aux femmes en f a i s a n t directement entendre sa v o i x ; e l l e l e s p r i e d ' " a c c r o l t r e e t m u l t i p l i e r " au nom du feminisme ( c h r i s t i n i s m e )••. comme l e font l e s martyres au nom du c h r i s t i a n i s m e (278). Comme dans l a Comedie d i v i n e de Dante, ou l' a u t e u r f a i t une experience s p i r i t u e l l e e t son l e c t e u r l a f a i t avec l u i , l e L i v r e de l a C i t e des Dames e s t une ceremonie e u c h a r i s t i q u e . Comme l e C h r e t i e n e t l a c h r e t i e n n e i m i t e n t l e C h r i s t lui-meme e t p a r t i c i p e n t a son acte redempteur par 1 ' e u c h a r i s t i e , l e l e c t e u r du L i v r e de l a C i t e des Dames e t de l a Comedle i m i t e 1 'eVolution e t 1'experience des auteurs de ces oeuvres " d i v i n e s " ( J o s i p o v i c i 36). Comme l e mot "Amen", sig n e du consentement, e s t l e d e r n i e r mot que C h r i s t i n e 125 e c r l t dans son l i v r e , c ' e s t l e d e r n i e r mot que l i t sa l e c t r i c e : c e l l e - c i d o i t e t r e d'accord. Pourtant, C h r i s t i n e promet a ses d i s c i p l e s que l a tache ne s e r a pas f a c i l e , que ce se r a un v e r i t a b l e martyre, q u ' i l faudra p a r f o i s p a r l e r avec l a langue coupee. C'est pour c e t t e r a i s o n que C h r i s t i n e pre*che l a pat i e n c e aux femmes. Le de v e n i r Dame s p i r i t u e l , c ' e s t l e martyre : C h r i s t i n e propose ce processus a t o u t e s l e s femmes, q u i , comme l a p r o s t i t u e e , v i v e n t dans d ' h o r r i b l e s c o n d i t i o n s . E l l e ne s'aveugle pas a l a r e a l i t e . Toute femme pourra done se trans c e n d e r , comme l e peuvent l e s C h r e t i e n s , s i e l l e peut se r e f a i r e en ta n t que femme, s i e l l e peut de v e n i r Dame, et changer de ra p p o r t s k s a c o n d i t i o n feminine. II f a u t q u ' e l l e se donne l e pouvoir et q u ' e l l e prenne une p o s i t i o n , q u e l l e que s o i t sa c o n d i t i o n : E t c e l l e dont l e mari e s t pe r v e r s , f e l o n e t mechant d o i t f a i r e t o u t son p o s s i b l e pour l e supp o r t e r , a f i n de l ' a r r a c h e r k sa p e r v e r s i t e et l e ramener, s i e l l e peut, sur l e chemin de l a r a i s o n e t de l a bonte [....] (276) En t a n t que femmes modernes, l e s e u l reproche qu'on p o u r r a i t l u i f a i r e , c ' e s t c e l u i d ' a v o i r demande aux femmes d'accepter l e u r c o n d i t i o n . C'est pour c e t t e r a i s o n que p l u s i e u r s c r i t i q u e s (meme f e'ministes) de l'oeuvre eprouvent de l a d i f f i c u l t y k a c c e p t e r C h r i s t i n e en tant 126 que f e m i n i s t e et c o n s t a t e n t q u ' e l l e e s t t o u t simplement pro-femme (Boulding 480, Sharar 168, M a r g o l i s 375, W i l l a r d 116) . Pourtant, 11 n'est pas j u s t e de l u i f a i r e ce reproche, car i l n'est pas q u e s t i o n de t o u t simplement c o n s e l l l e r aux femmes d'accepter l e u r c o n d i t i o n . Au c o n t r a i r e , 11 e s t novateur de l a p a r t de C h r i s t i n e de p r i e r l e s femmes de f a i r e l e mieux q u ' e l l e s p u i s s e n t de c e t t e c o n d i t i o n , de s a i s l r l e pouvoir l a ou e l l e s peuvent l e f a i r e , de changer e t d'amellorer c e t t e c o n d i t i o n . C h r i s t i n e n'est pas r a d i c a l e mais r e v o l u t i o n n a i r e ; c ' e s t pour c e l a q u ' e l l e s ' i n t e r e s s e au processus de changer l e s choses e t non pas aux choses q u i ont change d'elles-memes. Pour C h r i s t i n e , lorsque l a s i t u a t i o n a change e l l e n'a p l u s b e s o i n de nous. En e f f e t , C h r i s t i n e e s t beaucoup plus moderne qu'on ne l e c o n s t a t e . En d ^ p i t de ce que d i s e n t l e s c r i t i q u e s , e l l e e s t un modele e t une enseignante pour toutes c e l l e s q u i font l ' e x p e r l e n c e de son l i v r e . E l l e e s t en t r a i n de d i r e , comme l e d i r a i t Simone de Beauvoir, q u ' i l n'est pas t o u t a f a i t n e c e s s a i r e de changer l a societe 1 et ses s t r u c t u r e s completement pour m o d i f i e r l a c o n d i t i o n feminine. I l s u f f i t p e u t - e t r e de changer nos r a p p o r t s a. c e t t e s o c i e t e e t ses s t r u c t u r e s (Moi 91 -92) . C'est pour c e t t e r a i s o n que C h r i s t i n e b a t i t une C i t e t o u t en e c r i v a n t un L i v r e . E l l e transforme l a c o n d i t i o n feminine sans supprimer l e s s t r u c t u r e s t r a d i t l o n n e l l e s que sont l a c i t e e t l e l i v r e , l a 127 civil isation et la litterature ; sur les memes fondations, un edifice tres different peut se construire. 1 2 8 C o n c l u s i o n entre l e s d e v e n i r s De mesdisans, ce me semble Qui cornent l a i d e chancon, Dont souvent je sue e t tremble En escoutant l e u r l e c o n . - C h r i s t i n e de P i z a n Cent b a l l a d e s d'amant e t de dame Je ne veux pas c o n c l u r e . Conclure, ce s e r a i t me r a l l i e r au "temoignage r e u n i " e t a l a "m£me v o i x " qui c o n c l u t que C h r i s t i n e n'est pas f e m i n i s t e . Ce s e r a i t l ' a p p e l e r un "bas-bleu" comme Lanson (167). Nous nous sommes t r o p longtemps occupies de ce que C h r i s t i n e a d i t ou a voulu d i r e . I I f a u t maintenant, comme j ' a i tente de l e f a i r e , s'occuper de ce q u ' e l l e a f a i t ou de ce q u ' e l l e a voulu f a i r e . Encore mieux, occupons nous de ce q u ' e l l e f a i t , de ce q u ' e l l e e s t en t r a i n de f a i r e . L'heure e s t venue d'ecouter notre mere, C h r i s t i n e , q ui nous a p p e l l e a souper, a consommer et a d i g e r e r c e t t e n o u r r i t u r e digne qu'est son l i v r e et de d i r e Amen avec e l l e . L'heure e s t venue de r e s p i r e r l ' a i r de l a mere e t de vagabonder dans l e monde p i z a n i e n . B r e f , l'heure e s t venue de deve n i r comme C h r i s t i n e , de deve n i r Dame. 129 Pour f a i r e c e l a 11 fa u t d'abord a v o i r l e gout du vagabondage, de se d e p l a c e r . I I f a u t l e d e s i r e r au p l u s profond de son e t r e . C'est ce d e s i r q u i nous donnera non seulement l a f o r c e de c o n t i n u e r a p a r l e r avec l a langue coupee, mais de crac h e r c e t t e langue dans l a f i g u r e de nos ennemis e t de nos v i o l e u r s i n t e l l e c t u e l s , c o r p o r e l s e t s p i r i t u e l s pour l e s a v e u g l e r . Cracher sa langue coupee c ' e s t r e f u s e r de l a d i g e r e r , mais c ' e s t p a r l e r a u s s i . C'est r e t o u r n e r l a misogynie contre son aut e u r . C'est se moquer serleusement. Je c r o l s que c ' e s t c e l a que l e "temoignage r e u n i " des c r i t i q u e s qui r e f u s e n t de c r o i r e que C h r i s t i n e e s t f e m i n i s t e a r e f o u l e . I l s ne v o i e n t pas que C h r i s t i n e se moque des stratagemes misogynes : se moquer, c ' e s t d e c o n s t r u i r e . S a i n t e C h r i s t i n e crache sa langue pour aveugler c e l u i q u i , d'apres e l l e , e s t deja aveugle. En con t i n u a n t a p a r l e r avec l a langue coupee, S a i n t e C h r i s t i n e e s t en t r a i n de d e v e n i r Dame, t a n d i s qu'en crachant sa langue coupee e l l e d e c o n s t r u i t comment e l l e e s t devenue femme. E l l e veut non seulement montrer comment e l l e v o l t l e s choses, mais comment l e s hommes misogynes ne l e s ont pas vues, comment i l s sont aveugles en ce qui concerne l e s femmes. I l ne s ' a g i t pas d'une simple p a r o d i e , mais, comme j e l ' a i c o n s t a t e dans 1 ' I n t r o d u c t i o n , de ce que Naomi Schor a p p e l l e l a "p e r o d i e " ( x i i ) . A i n s i que 1'exemple de Sa i n t e 130 C h r i s t i n e 1*implique, l e s hommes sont aveugles devant l a femme comme l i s l e sont devant Dieu : et i l ne s ' a g i t pas simplement des n o n - c h r e t i e n s . Les C h r e t i e n s a u s s i ont 4te aveugles devant Dieu comme devant l a femme. I l s ont mis l'Un en concurrence avec 1'Autre. C h r i s t i n e tente de r e t r o u v e r l e moyen de r l u n i r l a femme a l a d i v i n i t l , comme e l l e t e n t e d ' i n t e g r e r son i n t e g r i t e a e l l e dans l e monde. Q u o l q u ' e l l e " p e r o d l e " l a conduite des hommes e t l e u r s r a p p o r t s aux systemes du monde, e l l e ne l e s i m i t e pas. E l l e u t i l i s e ces m£mes systemes sans i m l t e r l e mauvais usage que l e s hommes en f o n t . L'oeuvre de C h r i s t i n e , q u o i q u ' l l s ' a g l s s e d'un tex t e moral, n'est pas d l d a c t i q u e . C'est une experience s p i r i t u e l l e a p a r t a g e r . C'est un d e v e n i r . C h r i s t i n e ne veut p o i n t e t r e une deesse, une i d o l e . E l l e veut p l u t S t e t r e comme l e C h r i s t . C'est une femme dont nous partageons 1'experience pour prouver notre propre d i g n i t e humaine. Non seulement C h r i s t i n e se moque des e c r i t s des hommes, e l l e s'en moque tout en l e s r e - 6 c r i v a n t . E l l e apprend t o u t en i n v e n t a n t . On decouvre un processus, un pl a n d ' a c t i o n et un stratageme r h l t o r l q u e dans son t e x t e . Comme C h r i s t i n e a donne une v o i x a l a femme au niveau s p i r i t u e l , e l l e l u i en donne une au niveau I n t e l l e c t u e l et c o r p o r e l a u s s i . Au niveau i n t e l l e c t u e l , l a femme a c q u i e r t sa v o i x en apprenant a cr e u s e r avec l a "pioche d ' I n t e r r o g a t i o n " et en f a i s a n t son app r e n t i s s a g e de l a 131 citation et de 1'invention. Au niveau corporel elle apprend, comme une Amazone, a e t r e femme e t a se defendre en t a n t que femme. E l l e p e r g o i t qu'etre mere ( q u ' i t r e femme) ne l'empeche pas de l u t t e r , de p a r t i c i p e r au mouvement en avant d'une s o c i e t e , d'une c i v i l i s a t i o n e t d'une l i t t e r a t u r e . Dans l e monde p r e - e t a b l i , 1'aspect maternel de l a femme l'empeche de se b a t t r e e t de se defendre (Huston 129). Bref, l a femme en ta n t que mere ne pouva i t pas p a r l e r : C h r i s t i n e l u i donne l a p a r o l e . Devenir Dame n'est done pas une "mutacion." I l ne s ' a g i t pas de deve n i r homme pour p a r l e r . II s ' a g i t de dev e n i r Dame pour p a r l e r en ta n t que femme. I l faut se metier de c r o i r e que l e s femmes de l a C i t e renoncent a l a mat e r n l t e , a e t r e femme. I l fa u t p lutSt v o i r comment e l l e propose de transcender l a femme en t a n t que mere. Q u ' i l s ' a g i s s e , comme pour l e s Amazones, de mettre l a maternity sur un p i e d d ' e g a l i t e avec l a f o r c e physique (comme e l l e l ' e s t ) , ou q u ' i l s ' a g i s s e de l a sublimer, comme pour l e s v i e r g e s e t l e s martyres q u i se consacrent a 1'Epoux C e l e s t e , e l l e propose une transcendance de 1'immanence feminine. C h r i s t i n e ne nous donne pas l a p o s s i b i l i t e d ' e t r e homme, n i meme c e l l e d ' i t r e "femme", car nous l e sommes d e j a . E l l e veut p l u t o t nous donner l e moyen de l ' e t r e de nouveau, de re d e v e n i r femme. C'est ce que j ' a i appele l e "devenir Dame." C h r i s t i n e a c h o i s i l e mot Dame pour 132 m e t t r e e n l u m i e r e l a femme q u i p a r t i c i p e en t a n t que femme a u monde m a s c u l i n . E l l e s ' a n c r e d a n s s o n s y s t e m e de l a n o b l e s s e , d e s r a n g s e t d e s t i t r e s , m a i s s a f e m i n l t e * c o n t i n u e a s e f a i r e v a l o i r : e l l e s e f a i t a i n s i e n t e n d r e en t a n t q u ' a u t o r i t e . E a r l J e f f r e y R i c h a r d s a d e j a examine' c e t a s p e c t d u t i t r e , m a i s 11 f a u t a l l e r p l u s l o i n . I l f a u t l e v o i r e n t a n t que p r o c e s s u s , en t a n t que d e v e n i r . I l ne s ' a g i t pas d ' e t r e nee Dame; c e n ' e s t pas une a f f a i r e de s a n g , d u d e s t i n . Comme l a C r e s s i d a de S h a k e s p e a r e , e x e m p l e d'une femme q u i s e t r o u v e a u m i l i e u de l a g u e r r e m a i s q u i a du mai ci f a i r e e n t e n d r e s a v o i x , C h r i s t i n e ne d e s i r e d e v e n i r homme que d a n s l a mesure ou e l l e v o u d r a i t p a r l e r e n t a n t que femme. Comme C r e s s i d a , l a C h r i s t i n e du d e b u t d u l i v r e n'a pas de c h o i x ; e l l e n'a qu'un c h o i x b i n a i r e : d e v e n i r homme, c ' e s t - a - d i r e a c c e p t e r e t s ' a b a n d o n n e r a l ' a u t o r i t e m a s c u l i n e , ou £tre une femme q u i ne p a r l e p a s . C h r i s t i n e r e f u s e c e c h o i x , d e c i d a n t q u ' i l f a u d r a que c e s o i t une femme q u i p a r l e , q u i ne s e po s e pas en s i l e n c e . I I s ' a g i r a de f a i r e comme un homme, de s ' i n t e g r e r d a n s s o n s y s t e m e , s a n s e t r e comme l u i . N o t o n s que C r e s s i d a c o n s t a t e que s i n o u s , l e s "femmes" (we women), p o u v i o n s p a r l e r , q u ' e l l e , C r e s s i d a ( I ) , ne v o u d r a i t p e u t - e t r e p as n e c e s s a i r e m e n t e t r e homme: 133 And y e t , good f a i t h , wished myself a man, Or t h a t we. women had men's p r i v i l e g e Of speaking f i r s t [ c ' e s t moi q u i s o u l i g n e ] . ( I l l . i . 129-31) C h r i s t i n e e c r i t dans ce "o r " de C r e s s i d a . La C h r i s t i n e du debut du l i v r e q ui d e s i r a i t e t r e un homme e t qui ne v o u l a l t pas E t r e une femme evolue. II f a u t , comme Sc h i b a n o f f , a p p l i q u e r l e concept de "1'lmmasculation" et de "1'emasculation" a La c l t l . Mais i l f a u t a u s s i e x p l o r e r , comme j ' a i tente de l e f a i r e , l e f a i t que C h r i s t i n e ne veut pas e t r e une femme, ou du moins, q u ' e l l e ne veut pas &tre "comme une femme." II s ' a g i t a u s s i d'une I f e m i n i s a t i o n f d'un de-devenir femme. Nous avons vu que v o u l o i r e t r e un homme e t ne pas v o u l o i r e t r e une femme ne sont pas forcement l a meme chose. Ne pas v o u l o i r £tre une femme dans l e l i v r e d e v i e n t v o u l o i r e t r e "Dame", une autr e femme, se transcender en t a n t que femme et non pas deve n i r homme en changeant de sexe. V o u l o i r d e v e n i r Dame, c ' e s t l e r e f u s du d e s i r d ' e t r e homme; mais v o u l o i r d e v e n i r Dame ne veut pas d i r e qu'on ne veut pas p a r t i c i p e r a 1 ' e l a b o r a t i o n du monde. A i n s i on de v i e n t Dame, en s ' i n t e g r a n t au systeme qu'on transforme pour q u ' i l nous permette de r e s t e r i n t e g r e e s e t i n t e g r a l e s . Au niveau i n t e l l e c t u e l , i l s ' a g i t de l i r e comme une femme to u t en r e s i s t a n t a l a t e n t a t i o n de l i r e comme un 134 homme. Ou p e u t - e t r e £audralt-ll l i r e e n t r e l e s d e u x : c a r l i r e comme une femme c ' e s t d e j a l i r e comme un homme, c ' e s t l i r e comme l e s hommes nous o n t a p p r i s a l i r e . J u s t e m e n t , i l s ' a g i t d ' a p p r e n d r e a l i r e comme une Dame. I I s ' a g i r a t o u j o u r s de l i r e comme une femme, de p o s e r s o n i d e n t i t e f e ' m i n i n e , m a i s c e s e r a l i r e a u t r e m e n t q u ' a u p a r v a n t . En a p p r e n a n t a l i r e comme une Dame, on a p p r e n d 4 s e p o s e r e t a s ' i m p o s e r a v e c a u t o r i t e e n t a n t que femme. Au n i v e a u c o r p o r e l on s e de'guise en homme, non p a s p o u r s e f a i r e p a s s e r p o u r un homme, m a i s p o u r e V i t e r de s e l a i s s e r d e f i n l r e n t a n t que "femme", e n t a n t qu'immanence, s a n g , n a i s s a n c e e t n a t u r e . Se d e f i n l r e n t a n t que "femme", c e ne s e r a i t p as une p r i s e de p o s i t i o n . P o u r d e v e n i r Dame e t c i t o y e n n e , i l f a u t p r e n d r e p o s i t i o n , s ' i n s t a l l e r d a n s c e t t e n o u v e l l e c o n s t r u c t i o n , c e t t e n o u v e l l e C i t e d e s Dames q u i c o n t i n u e a s e c o n s t r u i r e , q u i p a s s e , e n t a n t que l i v r e , d u l i s i b l e a u s c r i p t i b l e . I l s ' a g i t d ' a c c e s s i b i l i t e e t d ' a u t o r i t e a l a f o i s . Le t i t r e de Dame e s t un " t i t r e m a j e s t u e u x " q u i p e u t e t r e c r e e p o u r s o i d a n s l a "communaute de femmes" ( A u e r b a c h 8 ) . L e s hommes p o s s e d e n t d e j a l e s s y m b o l e s u n i v e r s e l s d u p o u v o i r , comme R o i e t M a T t r e ( 8 ) , t a n d i s que l e s femmes d o l v e n t l e s o b t e n i r , l e s m e r l t e r . P o u r e t r e Dames e l l e s d o l v e n t l e d e v e n i r . L e s hommes f e r a l e n t b i e n d ' e c o u t e r , d ' a p p r e n d r e q u e l q u e c h o s e , de c h a n g e r l e u r s p r o p r e s r a p p o r t s a u p o u v o i r , de demander a c c e s a c e t t e C i t e . Pour changer nos rapports aux structures et aux systemes de ce monde, nous d i t C h r i s t i n e , on ne peut plus se c o n t e n t e r de revendiquer notre d r o i t de f a i r e comme l e s hommes. Les Dames modeles i n c i t e r o n t p l u t & t l e s hommes a l e s i m i t e r : l 1 I m i t a t i o n du C h r i s t , 1 ' I m i t a t i o n de C h r i s t i n e . Vol l a l e t r l s o r , l ' o r . Amen. 136 B i b l l o g r a p h l e A l b i s t u r , Ma'ite et D a n i e l Armogathe. H i s t o i r e du feminisme f r a n c a i s du moyen ^ge ei nos j o u r s . P a r i s : des femmes, 1977. Altman, L e s l i e . 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