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Les elements allegoriques dans les rondeaulux de Charles d'Orleans Ford, Alvin Earle John 1962

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LES ELEMENTS ALLEGORIQUES DANS LES "RONDEAULX" DE CHARLES D«ORLEANS by A l v i n Earle John Ford B.A., University of B r i t i s h Columbia, 1959 A Thesis Submitted in. P a r t i a l Fulfilment of The Requirements f o r the Degree of MASTER OF ARTS i n the Department of ROMANCE STUDIES We accept t h i s thesis as conforming to the required standard THE: UNIVERSITY OF BRITISH COLOMBIA A p r i l , 1962 In presenting t h i s t h e s i s i n p a r t i a l f u l f i l m e n t o f the requirements f o r an advanced degree at the U n i v e r s i t y of B r i t i s h Columbia, I agree t h a t the L i b r a r y s h a l l make i t f r e e l y a v a i l a b l e f o r reference and study. I f u r t h e r agree that permission f o r extensive copying of t h i s t h e s i s f o r s c h o l a r l y purposes may be granted by the Head of my Department or by h i s r e p r e s e n t a t i v e s . I t i s understood t h a t copying or p u b l i c a t i o n of t h i s t h e s i s f o r f i n a n c i a l g a i n s h a l l not be allowed without my w r i t t e n permission. Department of Romance Studies The U n i v e r s i t y of B r i t i s h Columbia, Vancouver 3 , Canada. Date A p r i l . 1962 i P r e c i s Cette these a pour but l'examen des elements a l l e g o r i q u e s dans l e s Rondeaulx de Charles d'Orleans,, poete f r a n g a i s du qulnzieme s i e c l e , et l'emploi q u ' i l en f a i t pour d e c r i r e sa conception personneile de 1' amour c o u r t o i s . A f i n d'atteindre a ce but nous primes en c o n s i d e r a t i o n l e s vdngt-neuf a l l e g o r i e s avec l e u r v a r i a n t e s qui c o n s t i t u e n t p l u s de c i n q cents des "six cents rencontres a l l e g o r i q u e s de sa poesle, et l e s divisames en h u i t groupes generaux dont nous fimes l e s matieres de nos chapltre s I I a IX. Le premier c h a p l t r e d e f i n i t l e terme " a l l d g o r i e " et d e c r l t l e deVeloppement de ce procedl:. Chapltre I : Un e s s a i de d e f i n i t i o n du terme " a l l e g o r i e . " On trouve en general deux c o n d i t i o n s r e q u i s e s : primo, que 1 ' a l l e g o r i e c o n c r e t i s e et possiblement p e r s o n n i f i e ce qui e s t a 1*ordinaire une conception a b s t r a i t e ; secundo, que 1 ' a l l e g o r i e puisse se l i r e sur p l u s i e u r s niv/eaux d i s t i n c t s et consequents. La deuxleme p a r t i e du c h a p i t r e esqulsse l e developpement de l a me'thode a l l e g o r i q u e a p a r t i r de 1*affaiblissement du mythe des Anciens et de son remplace-i i merit par l e mythe Chretien pour a r r i v e r a I'epanouissement de 1*amour c o u r t o i s . Chapitre I I : Une c o n s i d e r a t i o n des t r o i s a l l e g o r i e s " r e l i -gieuses" ou d i v i n e s qui s'occupent a i n s t i g u e r e t a r e g i e r l e s a f f a i r e s des amoureux c o u r t o i s . Amours, Dieux et Fortune creent avant tout une ambiance de ten s i o n e t d'Insecurite qui s e r t d ' a r r i e r e - p l a n pour l e s a c t i o n s de toutes l e s autres a l l e g o r i e s , , surtout c e l l e s des c h a p i t r e s I I I et IV. Chapitre I I I : Ce ch a p i t r e comprend l e s a l l e g o r i e s des e t a t s d'ame d i t s " p o s i t i f s : " E s p o i r , Joye Heur, Cojofort, et Nonehaloir, qui representent, sous 1" i n -fluence de Fortune et d'Amours, l e s d i s p o s i t i o n s d * e s p r i t que ressent l'amoureux l o r s q u ' i l envisage l e but de sa quete e t c r o i t y pouvoir p a r v e n i r . Chapitre IY: Beaucoup p l u s nombreuses sont l e s a l l e g o r i e s qui decrivent l e s d i s p o s i t i o n s d'ame d i t e s "negatives:* 1 Annuy, Merencolie , Soing, Soussy, D e u i l , Douleur, Longue Actente, et D e s p l a i s i r . Ceux-ci de'peignent 1* e s p r i t de l'amoureux qui se c r o i t p r i v e de sa dame par i i i quelque o b s t a c l e . Chapitre V: On considere i c i deux a l l e g o r i e s qui dependent pour l e u r s i g n i f i c a t i o n des rapports soeiaux entre l'amoureux et sa dame: Loyaute qui s l g n i f i e " f i d e l i t e " e t capacite de jouer a 1*amour c o u r t o i s selon l e s r e g i e s , et Dangier qui represente tout obstacle s o c i a l qui i n t e r v i e n t entre eux. Chapitre VI: T r o i s a l l e g o r i e s deerivent l e s epoques de l a v i e humaine: Jeunesse qui a comme s i g n i f i c a t i o n p r i n c i p a l e l a capacite d'entreprendre une quete amoureuse; V i e l l e s s e qui l a l u l empeche a cause de l a decheanc.e. physique e t mentale; et Aage qui juge ce qui convient a une certain© epoque de l a v i e . Chapitre VTI: ; On pent spe'culer que 1*amour c o u r t o i s e t a i t pour Charles d'Orleans en grande p a r t i e une a c t i v i t e de 1 * e s p r i t . Deux a l l e g o r i e s examinent son a c t i v i t e mentale: Pen see qui i n s i s t e SUIT l e cote m e d i t a t i f de 1 ' e s p r i t qui cherche l a p a i x , et Rayson qui accentue l e r o l e en^gage de 1 ' e s p r i t . i v Chapitre VTII: Charles d'Orleans a l l e g o r i s e n t t r o i s p a r t i e s du corps. D'abord y e u l x et o r e i l i e s q u i , sous 1"influence de Fortune et d'Amours, repre'sentent l e r o l e des. sens dans 1'amour c o u r t o i s . Ce sont eux qui e v e i l l e n t chez l'amoureux l e d e s i r d'entreprendre une'quete. Pour l e s comhattre i l y a cueur q u i , sous I 1 i n f l u e n c e de Rayson, preche l a moderation et l a domination des sens par l e bon sens. Chapitre IX: Ce chapitre d e c r i t t r o i s a l l e g o r i e s : Beaulte -, D e s i r , et P l a i s i r / P l a i s a n c e qui dependent pour l e u r effet. et l e u r importance des perceptions sensuelles conside'ries dans l e cha p i t r e pre'ce'dent. Beaulte incarne 1"'essence des eharmes feminins; D e s i r , l e d e s i r d'entre-prendre une quete; et P l a i s i r / P l a i s a n c e qui accentue l e s p l a l s l r s sensuels a r e t i r e r d e . l a recompense o f f e r t e par l a dame a 1'amoureux v i e t o r i e u x . Chapitre X: Conclusions et resume des c h a p i t r e s precedents e0 s i g n a l a n t l a coherence du monde poe'tique de Charles d'Orleans. TABLE DES MATIERES Int i?o due ii* 1 on. • © * © o » • « o • • © © © © © « © © p • 1 .Chapitre I: D e f i n i t i o n du^erme "a l l e g o r i e " e;t . . esquisse du developpement du proc'ede allegorlque. . •. • <> . . . o . • • . • . . 4 Chapitre I I : A l l e g o r i e s "religieuses" . . 13 Chapitre I I I : Alle'gories des etats d'ame: . , . a) P o s i t i f s . . . 30 Chapitre TV: Allegories des etats d'ame:' , b) Negatifs . . . 47 Chapitre V:..Allegories des rapports sociaux. . . . . 74 Chapitre VT: A l l e g o r i e s de l a condition humaine. . . 84 Chapitre VII: Allegories des a c t i v i t e s mentales. . . 93 Chapitre VIII: Alle'gories des parties du corps . . 106 Chapitre IX: Alle'gories qui dependent des sens . . 116 Chapitre X: Conclusions . 125 BIbliographie . 134 1 I n t r o d u c t i o n La poesie; c o u r t o i s e de Charles d 1Orleans, poete et. pri n c e de l a France du quinzieme s i e c l e , ne com-prend que deux p e t i t s volumes et a*est l a I'oeuvre du poete qui a 1*exception de V i l l o n e t a l t et r e s t e l e p l u s celebre de son s i e c l e * En general ce n'est pas une poesie de nova-t e u r , mais c e l l e d'un t r a d i t i o n a l i s t e f i d e l e a. 1.'inspiration d'une ere c a r a c t l r i s e e , comme toute epoque de decadence, par 1 ' i m i t a t i o n sans e v a l u a t i o n . C*est une poesie de con-ven t i o n du point de vue du s t y l e c a r d'Orleans adopte l e s formes connues et. employees avant l u i : l e rondeau, l a b a l l a d e , l a c a r o l e , l a chanson. Meme l a forme de ses p l u s longs poemes, La Retenue d'Amours et Le L i v r e contre tout peche ne represente r i e n de nouveau. Nous nous proposons dans c e t t e etude l a tache d'examiner un seul aspect du contenu de ses 344 Rondeaulx, 1 1'aspect a l l e g o r i q u e envisage en termes de 1'amour c o u r t o i s , e t nous verrons a cet egard que Charles d'Orleans renonca pour l a p l u p a r t aux a l l e g o r i e s repandues e t imite'es depuis 1 L ' e d i t i o n Champion en presente 435 dont 91 de ses amis et parents. . . l e Roman d e l a Rose. Seules u n e t r e n t a i n e d e s e s p e r -s o n n i f i c a t i o n s ( s u r p l u s d e c e n t q u i n z e ) s e t r o u v e n t d a n s c e t t e o e u v r e c a p i t a l e d u t r e i z i e m e s i e c l e . Done o n p e u t e n c o n c l u r e q u e d'Orleans, t o u t e n a c c e p t a n t l e p r o c e ' d e a l l e -g o r i q u e — a u q u e l Le Roman d e l a Rose d o n n a l a f o r m e d e f i n i -t i v e — s u t c r e e r u n m o n d e p o e ' t i q u e p e u p l e d e c r e m a t i o n s t o u t a f a i t p e r s o n n e l l e s . Pour e t u d i e r c e m o n d e a v e c pre'cisiLon, i l e s t a n o t r e a v i s i n u t i l e d ' a p p r o f o n d i r t o u t e s l e s a l l e ' g o r i e s q u e l e p o e t e n o u s p r e s e n t e . Nous n o u s b o r n e r o n s a l o r s a u n e c o n s i d e r a t i o n d e t o u t e s c e l l e s q u i a p p a r a i s s e n t p l u s d e c i n q f o i s , n o u s d o n n a n t a i n s i u n e i d e ' e p l u s c o n c i s e d e l e u r s i g n i f i c a t i o n . Cette m e ' t h o d e n o u s f o u m i t v i n g t - n e u f " a l l e g o r i e s p r i n c i p a l e s " q u i a _ . v e c l e u r s v a r i a n t e s c o m p r e n n e n t s o l z a n t e - c i n q a l l e ' g o r i e s s u r c e n t q u i n z e . Ce p e n d a n t , c e s m e W s p e r s o n n i f l c a t i o n s e m b r a s s e n t c i n q c e n t n e u f r e n c o n t r e s s u r c i n q c e n t q u a t r e - v i n g t - q u i n z e , c e q u i s e g g e r e q u e n o u s t r a i t o n s u n e e h a n t i l l o n s u f f i s a m m e n t r e p r e s e n t a t i f p o u r e n t i r e r d e s c o n c l u s i o n s j u s t e s . 3 A f i n de rendre notre examen p l u s commode, nous d i v i s e r o n s ces vingt-neuf a l l e g o r i e s en h u i t groupes qui constitueronfe nos c h a p i t r e s I I a IX: a l l e g o r i e s r e l l g l -euses, a l l e g o r i e s des e t a t s d'ame " p o s i t i f s " et n e g a t i f s , " a l l e g o r i e s des rapports sociaux, a l l e g o r i e s des stades de l a v i e humaine, a l l e g o r i e s des a c t i v i t e ' s mentales, a l l e g o r i e s physiques et a l l e g o r i e s s e n s u e l l e s . Dans notre premier ch a p i t r e nous essaierons de d e f i n i r l e terme " a l l e g o r i e " et d'esquisser le. developpement de dette methode qui forme l a base de l a poesie de Charles d'Orleans. 4 Chapitre I : D e f i n i t i o n du terme "a l l e ^ g o r i e " et esquisse  du developpement du proddde a l l d g o r i q u e Dans l e s deux p e t i t s tomes qui c o n s t i t u e n t I'oeuvre poetique de Charles d'Orleans, on v o i t a n'importe quelle page p l u s i e u r s exemples d*elements d i t s alle'goriques. Comme i n t r o d u c t i o n a notre c o n s i d e r a t i o n de sa p o e s i e , nous essaierons i c i de d e f i n i r , ou mieux, de pre'ciser ce terme, et de montrer a l ' a i d e du commentaire de quelques c r i t i q u e s , comment l'emploi d ' a l l e g o r i e s se d^veloppa depuis l e s premiers exemples l a t i n s jusqu'au quinzieme s i e c l e , moment ou e 6 r i v a i t d'Orleans. Cette e'tude ne sera n i longue n l profonde, c a r des renseignements p l u s p r e c i s sur ce sujet sont t r e s f a c i l e s k trouver. 1 Nous n'essaierons pas non p l u s de constater i c i l'emploi que f e r a Charles de l a me'thode a l l e g o r i q u e , mais p l u t 6 t d'en mer.tionner l e s t r a i t s p r i n c i -paux a f i n de rendre plus comprehensible 1'ambiance poetique de son epoque. Les c r i t i q u e s qui se proposent d ' e / c l a i r c i r 1 ' a p p a r i t i o n de l ' s l l ^ g o r i e comme phenomene l i t t e r a i r e , sont 1 C.S. Lewis, The A l l e g o r y of Love: a Study of Medieval  T r a d i t i o n . New York, Oxford.University P r e s s , 1958, pp. 44-111; Alan.M.F..Gunn. The.Mirror of'Love:,a Re i n t e r p r e t a t i o n  of:'.'The Romance of the Rose.'.' Lubbock, Texas Tech P r e s s , 1952, pp. 69-73 et passim. exposes aux memes lim i t a t i o n s qui restreignent ceux qui voudraient remonter aux origines d e f i n i t i v e s de tout ce qui est medieval, so It l e s Chansons de Geste, so i t le drame. Aucun manuscrit n ' i l l u s t r e l a naissance de cette partie i n -tegrale de l a l i t t e r a t u r e du Moyen Age. Done l e probleme des origines reste sans reponse entierement s a t i s f a i s a n t e . Tout ce qu'on peut f a i r e , e'est de hasarder des opinions c r i t i q u e s , base'es sur l a lecture des mate'ria.ux r e l a t i f s a son domaine, methode qui a le c o r r e c t i f inne' de concentrer 1'attention du crit i q u e sur un nouvel examen des personnages alle'goriques eux-m&nes. Par 1'etude de ces al l e g o r i e s i n d i -v i d u e l - l e s , de leur maniere de s'exprimer et de leur s i g n i f i -cation apparente ou suggeree, l e cr i t i q u e essaie de recre'er 1'atmosphere philosophique et psychologique qui necessita d'abord 1'existence de l a me'thode alle'gorique, et ensuite les. changements qui s'y opererent. La supposition que 1'allegorie est une forme l i t t e r a i r e est nature Heme nt a l a base de toute t', entative c r i t i q u e de l a t r a i t e r . Une f o i s con$ue a i n s i , on passe v i t e a l a redherche des principes fondamentaux qui caracte-6 r i s e n t l e procede allegorique• En general on en trouve deux. Premie rement, tous l e s personnages qui s'y groupent sont des concepts ou des qualites qui sont depeints en etres vivants — s o i t divins, s o i t humains, so i t animaux. A en c r o i r e G.S. Lewis, qui parle i c i des a l l e g o r i e s chez Chretien de Troyes, mais qui exprime une tendance gene rale a travers tout l e Moyen Age,: I t i s as i f the insensible could not yet knock at the doors of the poetic conscious- • ness with.' out transforming i t s e l f into the likeness of the , sensible; as I f men could not easily,grasp the r e a l i t y of moods and emotions without turning them into shadowy persons. - 2 On concretise des abstractions, l e s rend plus comprehensibles, plus palpables au lecteur. On est toujour® tente de f a i r e e q uivaloir une manifestation allegorique a une simple personnification. Ce n'est pas assea. On ne saurait n i e r que l ' a l l e g o r i e emploie l a personnification, mais une a l l e g o r i e implique en meme temps — et a*est i c i l e second des deux prineipes essentiels —- 1' echafaudage delibere et soigneusement arrange' d'un systeme de s i g n i f i c a t i o n s , de s orte que l e lecteur 2 Lewis, op. c i t . p. 30. 7 peut apprecier l'oeuvre sur p l u s i e u r s niveaux d i s t i n c t s e t consequents. L'un de ces niveaux e s t toujours l e niveau f i c t i f qui r e l a t e en n a r r a t i o n l e s ev^nements de 1 * i n t r i g u e . Un autre teiche souvent de l e s i n t e r p r e t e r en en deaulsant une lecon morale, didactique ou r e l i g i e u s e . C'est cet aspect de l a methode qu'on appelle "the twoce-told t a l e . " Probable-ment l e plus grand exemple de ces s i g n i f i c a t i o n s s t r a t i f i e e s e s t l e voyage qu'entreprend Dante dans sa D i v i n a Commedia. En un sens gener a l , 1 ' a l l e g o r i e semble se rap-procher plus specif iquement de la. metaphors, en tant qu'elle n ^ c e s s i t e une comparaison entre une q u a l i t e e t un e t r e v i v a n t , ou entre un evenement f i c t i f et un jugement moral. Mais ce qui d i s t i n g u e l 1 a l l e g o r i e , c'est a mon a v i s l e f a i t q u ' e l l e possede c e t t e consequence et ce t t e c o n t i n u i t e sur l e s d i v e r s plans dont se compose son e x i s t e n c e , t a n d i s que l a metaphore depend pour son pouvoir eyocateur d'apercus soudains et b r e f s . 3 Cependant i . l est j u s t g derdiracque chaque metaphore es t une a l l e g o r i e en p e t i t , une allegorie en puissance. 3 Abraham B'ezahker. An I n t r o d u c t i o n to. the Problem of  A l l e g o r y i n L i t e r a r y . C r i t i c i s m . U n i v e r s i t y . of Midi i g a n , . 1954,.p. 188.. (Unpublished M i c r o f i l m . ) . .. . 8 Un probleme assez, semblable s'eleve quand on essale de comparer une allegorie a un symbSle.. Le c r i t i q u e C.S. Lewis precise a i n s i l a nature directement contradictoire de ces deux procedes l i t t e r a i r e s : I f you are hes i t a t i n g between an angry re t o r t and a soft answer,.you can express your, state of mind by inventing a person c a l l e d Ira.with.a torch and letting, her contend with another invented person, c a l l e d P a t i e n t i a . This i s allegory, and I t i s with t h i s alone that we have to deal., But there i s another way of using the equivalence, which i s almost,the opposite of allegory, and which I would call., sacramentalism or symbolism. I f our passions,, being immaterial, can be copied by material inventions,, then i t i s possible that our material world i n I t s turn i s the copy of, an i n v i s i b l e .world. As the god Amor and h i s f i g u r a t i v e garden are to the actual passions. of men, so perhaps are we ourselves and our 'real* world to something else. The attempt to read.that something else through i t s sensible imitations, to- see the archtype i n the copy, i s what I.mean by/ symbolism or sacramentalism... .To. put the difference i n another way,.for.the symbolist i t i s we who are the allegory. We are the ' f r i g i d , personnifications*; the.heavens above us are the ' sihadowy abstractions'; the world which we mistake.for r e a l i t y i s the; f l a t outline of that which elsewhere v e r i t a b l y i s i n a l l the round of i t s unimaginable dimemslons. 4 De plus, l e symbSle est plus susceptible aux developpements connotatifs et sans s t r a t i f i c a t i o n que ne.l'est 1'allegorie qui sur chaque niveau d'interpretation se earacterise par 4 Lewis, op. c i t . , p. 4 5 . 9 une certaine r i g i d i t e de s i g n i f i c a t i o n . 5 Done pour conelure cette esquisse de d e f i n i t i o n , on peut dire' qu'un a l l e g o r i s t e , pour? exposer sa these, f a i t usage d'une methode qui doit se composer de deux choses: l a eoncretisation de 1*immateriel et 1*attribution a.-cette eoncretisation de diverses s i g n i f i -cations pour que l e lecteur. puisse l a comprendre sur p l u -sieurs niveaux i n t e l l e e t u e l s . Cette seconde par-tie. de mon introduction s' occupera d'un bref apereu du developpement de l a forme allegorique. L'allegorie du treizieme siecle., c e l l e du Roman de l a Hose, semble etre un genre l i t t e r a i r e qui provient de trois. sources: I'affaiblissement progressif du my the des Anciens, l ' a r r i v e e en scene du_mythe Chretien et enfin l'epanouissement del*amour courtois. Chaque c r i t i q u e essaie de r e t a b l i r un c e r t a i n Z e i t g e i s t qui explique en termes philosophiques l'apparition d'un c e r t a i n genre l i t t e r a i r e . Par exemple, M. Lewis trace depuis Ennius une GStter^ammerung dans laquelle 1*association mythologique devient de plus en plus vague. L'esprit 5 Nous verrons cependant dans notre consideration de l'oeuvre de Charles d*Orleans que cette r i g i d i t e n'est jamais.absolue et qu'il.y admet une considerable l i b e r t e de s i g n i f i c a t i o n pour. plusieurs de ses a l l e g o r i e s . 10 d'Ennius comme c e l u i de Statius dans sa Thebaide manifeste eette tendance de ne plus concevoir l e s dieux en etres corporels mais de l e s transformer em des personnifications de leur t r a i t dominant. Ce penchant, deja Men determine dans l e s premiers s i e c l e s de l'ere chretienne, convenalt parfaitement a 1 ••exposition- du nouvel enseignement moral. On reconnait sans d i f f i c u l t e que pour tout Chretien l a resolution d'un probleme de morale exige de 1'introspection. I I doit etre conscient de l a ' l u t t e entre ses passions et son devoir. Quoi de plus f a c i l e , etant donne l e s tendances.de ce cre-puscule des dieux, que de f a i r e transposer sur l e plan d'abstractions personnifiees l e s combattants de ce c o n f l i t moral? 6 Quelles que fussent l e s etapes du developpement, i l existe des documents qui nous montrent en forme.defi-n i t i v e l'emploi d'une t e l l e me.thode pour sender l e s aspects varies de notre volonte divisee. L'Eglise s a v a i t " p r o f i t e r de cette methode pour 1'exigese bibllque, pour f a i r e 6 La these de M. A. Bezanker se propose d'illuminer ce dlveloppement.. 11 comprendre au public inculte l e s dogmes concemailt l e s Viees et l e s Vertus. 7 En outre on commence a r e s s e n t i r i ' e f f e t cumulatlf d'interpretations allegoriques des a n c i e n S : textes. Depuis l e sixieme siecle jusqu'au douzieme. on remarque ehez. des auteurs comme Prudentius, Claudianus, SIdonius Apol l i n a -r i s , Bernardus S y l v e s t r i s et d* autres, une nouvelle, orientation du procede vers l a l i b e r a t i o n de. plus en. plus marquee de 1'imagination poetique, sans l a production d * a i l l e u r s de beaucoupo de grandes oeuvres l i t t e r a i r e s . M . Lewis commente a i n s i , en t r a i t a n t l^alle'gorie a p a r t i r du douzieme s i e c l e : The l a t e r allegory with i t s free, and often ingenious p l o t , and.its luxuriant poetry, i s a genuinely new creation. I t owes to antiquity and to the,Dark Ages not.so much i t s procedure as the preservation of that atmosphere, i n which allegory was a naturel method. .The Dark Ages produced few o r i g i n a l a l l e g o r i c a l poems on the. large, scale; but kept ali v e the mood which was l a t e r to beget such poems, they read and admired the older a l l e g q r i s t s , and they constantly employed allegory i n the parts,, i f n o t i n the structure of. their, works:. 8. , L*allegoriste. est., capable, maintenant de tout exprimer par sa me.thode, grace aux changements promulgue's 7 Bezanker, opl c i t . , p. 84. 8 Lewis, bp. c i t . , p. 84. "' 12 par "l'ecole de Chartres" dont l e plus grand e c r i v a i n e t a i t Alanus de L i l l e qui e c r i v i t 1 1Anticlaudianus, oeuvre qui temoigne 1*influence croissante de I 1amour courtois, ou de l a "eourtoisie." C'est cette conception de 1*amour qui formera l a sententia du plus grand poeme allegorique du treizieme s i e c l e , Le Roman de l a Rose« qui par 1'art des deux auteurs et par 1'immense popularite dont i l j o u i t jusqu'a l a f i n du Moyen Age, achevera l a tache commencee par l e s trouveres, et continuee par AndreasCapillanus et Chretien de Troyes. A i n s i sera decidee pour l e s s i e c l e s qui suivront l a situation des personnages alle'goriques. La poesie de Charles d'Orleans sera en grande partie f i d e l e a cette t r a d i t i o n . 13 Chapitre IT: Les A l l e g o r i e s "re.ligieu.ses" En l i s a n t l a poesie de Charles d'Orleans on est frappe par l e f a i t qu'a 1'exception de quel que s poemes lyriques ou domine l a nature, l e theme p r i n c i p a l a t r a i t e r est 1*amour — 1'amour courtois concu en parodle de l a r e l i g i o n chretlenne. Dans ce chapltre je voudrads considerer l e s t r o i s (ou probablement deux) personnages a l -legoriques qui agissent en dieux dans sa creation poetique. l i s se nomment Amours, Dieux et Fortune, et se distinguent de toutes l e s autres a l l e g o r i e s par l e u r nature impersonnelle et par leur indifference aux a f f a i r e s humaines. On verra que tres souvent l i s ne servent qa'k creer une certaine ambiance de tension, f o r t necessaire au c o n f l i t allegorique. V o i c i un rondeau typique dans lequel 1'amour s'exprime en termes de l a r e l i g i o n chretienne: Ce n'est pas par y p o c r i s i e , Ne je ne suis.ppint apostat Pour tant se change mon estat Es derreniers jours de ma v i e . J'ay garde, ou temps de jeunesse, L'observance des amoureux. Or m'en a boute* hors V i e l l e s s e , Et mis en 1'ordre douloreux 14 Des chartreux de Mereneolie, S o l i t a i r e , sans nul.esbat. 1 C e s t dans cet atmosphere qu'on doit coneevolr au moins une grande partie des aspects du dieu Amours* Par exemple, etre amoureux,, ou poursuivre une quete amoureuse, c'est etre martyr: Avez vous d i t , l a i s s e a me d i r e , Amans,.qui devisez d'amours: "Sainte.Marie!.que de jours J'ay despenduz en martire! M 2 A i l l e u r s , l e poete a apparemment neglige de bien accomplir ses devoirs amoureux; sa confession adopte l a forme d'une priere au dieu d'Amours: Beau Pere! benedicite, Je vous.requier confession, Et en humble.contriceion, Mon.pechi4.sera recite*. En moy n'a eu mercy, ne grace, Prenant de ma beaulte orgueil; Amours me pardoint! a i n s i face; Desormais repentir m'en vueil.-3 Ou ensuite, on v o i t l a formation de l a confrerie d'Amours, 1 Le rondeau CXLT. Comparer aussi le rondeau CXIV. Toutes l e s , c i t a t i o n s sont prises,a 1'edition.des Rondeaux publi^e.par Pierre Champion. (Paris, L i b r a i r i e Anclenne Honore Champion, 192.7.) Desormais "R" s i g n i f i e "rondeau." 2 R-CCXXIV, w. 1-4. 3 R-CCCLXI, w. 1-3. 15 analogue a. un ordre r e l i g i e u x comme c e l u i des Ben6dictins reformes. 4 Amours est depeint aussi en juge qui punit l a trahison des f i d e l e s 5 et decide du bonheur de ses sujets. 6 Mais i l y a bien d'autres t r a i t s de ce dieu qui ne sauraient s'accommoder avec l a pensee ehretienne. Par exemple: son indifference tres marquee envers l e s vieux. Naturellement 1'influence de 1'amour: courtois qui i n s i s t e sur l a je.unesse des amoureux.se v o l t i c i : Amours, a vous ne chault de moy, N* a moy de vous., •. c * e st. quicte et qulcte; Ung v i e i l l a r t jamais ne.proffite . Avecques vous, comme je eroy. Puis que suis absolz de ma foy, E t Jeunesse m* e s t . i n t e r d i t t e , Amours,. /a vous ne - chault de moy,. N'a moy. de vous, c'est quicte et quicte./ Jeune, sceui vostre v i e i l l e loy; V i e i l , l a nouvelle je deppitte, Ne je ne c r a i n s . l a mort subitte* De Regard., Qu'en dictes vous? Qtioy? Amours, /a vous1 ne chault de moy!/.7 De temps en temps Amours s*associe aux Elements feodaux. Dans l e rondeau CCGLXXIV Charles l e depeint en beau 4 R-CCLXXXII. Voir Kenneth Unwin. "The 59th Englishe Ballade of Charles d'Orleans." Modern Language Review. .38: 131, 1943. : : , : ' 5 R-CCCXLI. 6 R-CCCLXXX. 7 R-CCCLXVII.. V o i r aussi R-CCCXCI. 16 baron qui r e c o i t l'hommage des yeux, 8 et dans l e rondeau IX l e poete se p l a i n t a i n s i : Veu que j'ay ta n t Amour seryy, We s u i s j e pas mal guerdonne? Du p l a i s i r qu* i l m'avoit donne, Sans cause m'a t o s t desservy. Mon cuer loyaulment son s e r f vy, Mais a t o r t 1* a habandonne, Veu que j'ay./tant Amour seryy./ P l u s ne l u i sera asseryy; Pour Dieu,. qu* i l me soit.pardonne, Je croy que s u i s a ce don ne D*avoir mal pour bien desservy, Veu que j'ay / t a n t Amour servy./ Cette derniere c i t a t i o n f a i t penser a>. l a nature c a p r i c i e u s e de Fortune. Indubitablement Amours represente l e primum  mobile des aventures amoureuses et preche, malgr4 un vocabu-l a i r e Chretien, un dogme c o u r t o i s , mais i l e st impossible en se born ant aux poemes eux-me^mes, de d i s c e r n e r s i Charles p l a i d e en faveur d'un amour sexuel (1'adultere) ou d'un amour purernent s p i r i t u e l . I I f a u d r a i t des connaissances p l u s vastes de sa. v i e privee et des d e s t i n a t a i r e s de ses poemes. Sa po^sle se caracte'rise en e f f e t par l e manque 8 Nous verrons au ch a p i t r e VTII que l e s yeux. semblent repr^senter le.r&Le des-sens dans l ' e n t r e p r l s e d'une qu^te amoureuse. 1 7 de toute a l l u s i o n incontestable qui puisse nous aider dans ces reeherches. S ' i l faut chercher un seul mot qui depelgne Amours, je c r o i s q u ' i l devrait etre "engage," car on ne peut n i e r que ce s o i t un dieu qui f a i t , qui agit pour regler l a destinee d*autrui• En general, i l ordonne, 9 i l prepare, l e s fetes de St.-Valentin et du premier mai, 10 I I se venge sur ses sujets trop i n f i d e l e s , 11 i l est austere, agit tantot indirectement au moyen des hommes, tantot direetement pour d i s s i p e r Douleur, 12 pour defendre Beaulte 13 et pour se j u s t i f I e r poetiquement en fomentant l a discorde, surtout entre Jeunesse et V i e i l l e s s e . La deuxieme des t r o i s d i y i n i t e s de sa poesie s*appelle tout simplement: Dieux et par cette s i m p l i c i t e occasionne des d i f f i c u l t e s d*interpretation. En somme, II y a une trentaine d*exemples du nom, dont onze paraissent avoir j dans l e s phrases ou i l s se. trouvent, l a valeur d'une 9 R~CCGCII. 10 'R-LXT. 11 R-CLXXXIX. 12 R-VII. 13 R-LXX. 18 simple i n t e r j e c t i o n . 14 A i l l e u r s , pourtant, l e s actions et l e s termes par lesquels i l est depeint font penser que Dieux n'est qu'un autr e nom. pour Amours. I I est a remarquer par. exemple q u ' i l est souvent d e c r i t dans un contexte r e l i g i e u x , tout comme Amours: Dieu vous envoye pascience, Gentil.conte Cleremondois, Vous congnoissiez, a ceste f o l s , Qu * e st.d * amoureuse penitance.15 De.meme, nous avons cet exempla: Donnez l u i assez largement, Qu' i l ne meure,.Dieu 1' en def fende, A f f i n que n'en f a i c t e s amende, Au.j our d' amoureux jugement Aidez.ce povre cayment./ 16 Le personnage Dieux f a i t en meme temps fonetion d*arranger l a destlnee de ses sujets. C'est a i n s i q u ' i l recompense l e s f i d e l e s en amour: A i n s i doint. Dieux a mon cueur joye, En ce que souhaidier vouldroye, 14 R-LXXXI-5:...se vous a i t Dieulx; R-LXXXV-3:...ainsi m»aid Dieux; R-LXXXVII-2: Dieu s c e t . . . . ; R-GIX-4:...plaise a Dieu; R-rCXIr-3:•..et, par Dieu....; R-CLX-2: Pour Dieu....; R T C C V I I I - 1 : Pour.Dieu, boutons. la.hors; R-CCXGIII-10,: a i n s i m'aide Dieux; R-CCXCIV-9: Pour Dieu....; R-CGCXII-1:-.....de-par .Dieu; R-CCCXIX-5:...pour Dieu...... 15 R-CXLVTII, vv. 1-4.' 16 R-^CCCX, w. 9-13. 19 E t a mon penser reconfort, Comme voulentiers prisse accort A Soussy qui tant me guerroye. 17 Ou encore, c'est l u i qui i n t e r v i e n t pour guerir l a maladie amoureuse: Dieu,.comme souverain mire, Fera mieulx qulon.ne desire, Et.pourverra: tout est slen. Escoutez /et l a i s s e s d i r e . / 18 Deux f o i s , nous l e voyons engage dans l a querelle de Plaisance.l9 Deux autres exemples mentionnent Dieux dans l e meme passage q,u'Amours: Puis, qu'estes /de la. confrarie D*Amours, comme .moustrent, voz yeulx./ Fe cuidez par nygromancye Estre i n v i s i b l e ; se m'aist Dieux, On congnoistra, en temps et lieux:, Comm.ant jourez de 1'escremye, Puis /qu'estes de l a confrarie./ 20 Des v i e i l l e s defferres d*Amours Je suis a present, Dieu,mercy! V i e i l l e s s e me gouverne ainsy,. Qui m'a condempne en s es cours. 21 Dans tous l e s deux l e mot Dieu(x) a encore a mon avis 17 R-LXXXIII, vv. 1-5. 18 R-CCCLXX, w. 6-9. V o i r aussl R-CXLVIII. 19 R-LXXXI, R-LXXXV. • . ' 20 R-CCLXXXII, w. 7-13. 21 R-CCCXCI, w. 1-4.' 20 l a portee &• i n t e r j e c t i o n et ne dement en aucune maniere l a supposition que Dieux et Amours avaient pour Charles d r0rleans l a meme s i g n i f i c a t i o n . Assez souvent l e sens d'un passage suggere que l e terme Dieux est au p l u r i e l . Considered d fabord ce f o r t charmant rondeau dans lequel i l denonce l e s sentiments affectes de c e l l e s qui se croient de I'observance: 22 Repaissez vous en par l e r gracieux Avee dames qui mengttent poisson, Vous qui jeusnez, par grant devocion: Ce venredi.ne povez f a i r e mieux.. Se vous voulez de Deesses ou Dieux, Avoir eonfort.ou consolacion,, Repaissez.vous /en par l e r gracieux Avec.dames qui menguent poisson./ L i r e vous voy f a i s merencolleux De T r o i l u s , plains de.compassion; D*Amour.martir fu en sa nascion: Laissez l'en paix, i l n'en est plus de tieux! Repaissez vous /en par l e r ;gracieux./ 23 l e i l e poete parle en elements feodaux et m i l i t a i r e s de l'hom-mage q u ' i l doit f a i r e a Amours: J*appelle Deesses et Dieux Sur ce,.vers.vous, en tesmoingnage, Se.voulez,.j ren tiendray ostage, 22 V o i r R-CXEI, c i t e au debut de ce chapitre. 23 R-CCII. ' - . 21 * (Vous puis je dire ou f a i r e mienlx?) E n . a r r i e r e f i e f /sobz,mes,yeulx./ 24 Dans un troisieme l e poet;:e p.laide contre Fortune, dont l a tyrannie l e tracasse: Tue moy, puis en mon se r c u e i l Me . boute., c' e st cho se c ontrainte; Lors.n'y aura Dieu, saint ne sainte, Qui n'apparcoive ton or g u e i l . Las! le faut i l ? /esse,ton v u e i l ? / 25 I I est, je c r o i s , evident dans ces t r o i s c i t a t i o n s que Dieux qui a i l l e u r s est 1'equivalent d*Amours a i c i un sens t r e s s p e c i a l , c e l u i des die*ix qui dans le royaume. d"Amours aident c e l u i - c i a juger l e s procedes des amoureux de 1'obser-vance. 26 Dans un seul cas l e personnage Dieux n'a r i e n de commun avec l e s autres exemples que nous avons consideres: En yver, >/du feu, du feu, Et en este, boire, boire./ Gnaulx morceaulx f a i z de bon queu Fault en f roit.temps, voire, voire; En c h a u l t f r o i d e pomme ou poire C'est l'ordonnance de Dieu: . En.yver,./du feu, du feu! 27 24 R-CCCLXXTV, vv. 9-13. Bien que Dieux se trouve i c i dans le mime passage ou*Amours, on ne.pourrait l e s , f a i r e s'equivaloir. . . . . . . ' 1 25 R-CCXVII, vv. 9-13 26 V o i r La Retenued'Amours. 27 R-CCCXLVIII, w. 7-13.' 22 I I parait que Dieu ressemble i c i a un autre personnage a l l e -gorique: Nature qui ne f a i t que t r o i s apparitions au cours des Rondeaulx. Ce qui est s i g n d f i c a t i f , c*est l ' a f f i n i t e des termes employes pour l e s decrire. L'amoureux s'adresse a i n s i a Regard: Va querir ton avanture Sus amans nouveaulz venus; Nous v i e u l z , avons obtenus Saufconduik de par Nature, Ennemi»./je te conjure!/ 2:8 Dans l e rondeau CCCXXXIII, i l parle a i n s i aux saisons per-sonnifiees: Tver, vous n'estes qu'un v i l l a i n , E s t e est plaisant et g e n t i l , - . En tesmoing de May et d ' A v r i l Qui l'acompaignent s o i r et.main. Este revest champs, bois et f l e u r s , De sa,livree de verdure E t de maintes autres couleurs, P ar. 1'ordonnance de Nature..29 La troisieme apparition de Na:.ture se trouve dans une complainte: De V e i l l e s s e porte livree. Qu'elle-m"*a, puis ung temps, donnee, Quoy.que soit contre mon des i r , Mais maulgre myen l e f a u l t s o u f f r i r , Quant par Nature est ordonnee..30, 28 R-CCXXXIY, w/9-13. 2:9 w. 1-8. 30 R-CCCCXXXIV, vv.. 1-5 23 Des ressemblances de vocabulaire et des ressemblances de sujet —- I'altemance des saisons et par extension l a succession de l a v i e i l l e s s e a l a jeunesse ^- Indiquent clairement que pour Charles Dieu dans ce contexte e'quivalait a Fature« La troisieme force motrice de l a poesie de Charles d'Orleans se nomme: Fortune. Cette derniere semble representer souvent l a partie irraisonnable de l a v i e , car e l l e est frequemment en contradiction avec, elle-meme. Considerez cet exemple: De quoy vous sert cel a , Fourtune? VOz.propos sont, puis longs, puis cours, Une.foiz.estes en deeours, L* autre .plaine comme-la lune! On ne vous treuve jamais une, Nouveltez sont en voz cours; De quoy./vous sert cel a , Fourtune? Voz ..propos. sont,. puis longs, , puis cours./ C'est vostre maniere commune; Car, quand je vous.requier secours, Vous fuyez, apres vous je cours, Et p i t i e . n ' a en vous aucune. De quoy /vous sert cel a , Fourtune?/ 31 En raison de cette deraison, Fortune n'a d'abord aucun sens de ce qui est juste en termes humalns. Heme s i l ' o h i joue au jeu de 1*amour selon l e s l o i s p r e s c r i t e s par Amours, on 31 R-CCLXIX. 24 n'est jamais cert a i n d'etre- bien recompense par cette deesse f r i v o l e : M'apelez vous c e l a jeu D'e stre tous j ours en ennuy? Certes, je ne. . voy nulluy Qui n'en a i t plus trop.que peu. Nul ne desnoue ce neu,, S' i l . n * a de . Fortune apuy: M'apelez vous / c e l a jeu D'estre tousjours.en ennuy/? 32 Le poete esprime cette meme tendance dans son rondeau. "Fortune, passez ma requeste," dans, lequel l a terminologie legale f a i t penser a sa Retenue d'Amours: Veu que je me suis , en l a queste D'Amours, loyaument deporte, Fortune, /passez ma re queste, Quant assez m'aurez t o r t porte./ 33 S i une deesse se revele incapable de concevoir l a j u s t i c e en termes convenables a I'homme, on ne devrait pas s'etonner qu'elle manifeste une nature a l a f o i s fantasque et malveil-lante, et cree a i n s i cette espece de tension s i caract£ris-tique d'-Amours/Dieux aussi bien que de Fortune. Nous avons cette preuve d'une disp o s i t i o n d'ame causee par e l l e : 32 R-CXCIX, w. 1-8. Je f a i s equivalolr i c i l e mot "jeu" a "juste".ou "selon les.regies." 33 R-CGLXVTII, vv. 5-8. 25 Ne bien, ne mal, mais entre deulx, J'ay trouve' au jour.d'ui mon cueur Qui, parmi Confort et Douleur, Se .seloit ou mellleu d'entreeulx. Aux dames et aus paons f a i z veulx, Se Fortune me t i e n t rigueur, De sa foy requerray Bon Eur Qu'il s,*aquicte, quant je me deulx, Ne bien, ne mal /mais entre deulx./ 34 E l l e est done trompeuse: Las! le f a u l t i l ? esse ton v u e i l , Fortune,.qu'aye,douleur mainte? Del'euil.me soubzris,,mais c * e st f a i n t e , E t soubz.decepte, doulx a c c u e l l . 35 V o i c i l e p o r t r a i t de sa nature malveillante: Plus de d e s p l a i s i r que de joye, Assez d'ennuy, souvent a t o r t , Beaucoup de soucy sans eonfort, Oultraige de peine, ou que soye! Trop de douleur a grant montjoye, Foison de trespiteux rapport. 36 Mais l a vietime, que f a i t - e l l e ? En general, p u i s q u ' i l s'agit d'une deesse qui dans l a cour d'Amours f a i t fonetion du ministre de j u s t i c e et qui est done f o r t puissant, e l l e ne peut pas beaucoup f a i r e . Aussi entend-on assez frequemment dans l e s Rondeaulx qui t r a i t e n t eette deesse une 34 R-CCXC, w. 1-4, 9-13. V o i r aussi. R-XLVII. 35 R-CCXVII, w. 1-4. ' 36 R-CCLXIII, vv. 1-6. 2 6 note de lamentation —- comme dans l e rondeau CCLXIII deja c i t e — et de stoleisme. 1.1 faut accepter: Les en voulez vous garder Ces r i v i e r e s , de .courir Et.grues prendre -et.tehir Quant hault les.veez. voler? A t e l l e s choses. muser Voit on f o l z souvent s e r v i r : Les /en voulez vous garder Ces r i v i e r e s de co u r i r ? / Laissez l e temps t e l passer Que.Fortune veult s o u f f r i r , Et.les.choses avenir . . Que.I'en ne scet destourber. Les /en voulez vous garder?/ 37 E t a i n s i , l e poete se disant " l e subgiet de Fortune:" Ce ne m'est que chose commune, Obeir f a u l t a ma maistresse; Sans.machier, s o i t joye ou t r i s t e e s e , Avaler me f a u l t ceste prune.38 Cette passivite envers l e s agissements de Fortune r e f l e t e c e l l e de l a deesse a l'egard des hommes. Une seule fo.is e l l e est depeinte en termes physiques; e l l e a g i t . C'e.st dans l e rondeau CCCXXV qui concerne "l'eaue d'Espoir:" 39 37 R-CXLIY. 38 R-CCXIII, w. 8-12. 39 Nous considererons plus l o i n l e s a f f i n i t e s qui existent entre Espoir/Esperanee et Fortune. 27 D'elle trempe mon ancre d'estudie, Quant j'en escrips, mais pour mon cueur i r e r , Fortune vient mon pappier dessirer, Et tout geete par sa grant, felonnie Ou puis /parfOnt de ma merencolie./ 40 C'est cet aspect de l a nature de F o r t u n e s a malveillance s'exprimant physiquement, qui semble etre inearne dans l a variante, Fortune Dolente qui n'apparait qu'une f o i s dans un des poemes qui traitent. " l a forest de Longue Actente." "Longue Actente" represente l a periode entre l e debut d'une aventure amoureuse et l a re'alisation de ses desirs: En l a forest de Longue Actente, Par.vent,de Fortune Dolente, Tant y voy abatu de bois Que, sur ma foy, je n'y congnois A. present ne voye, ne sente. 41 Pareillement on peut e'tablir' un p a r a l l e l e entre Fortune et t r o i s autres personnages allegoriques: Dure Rigueurt Dure Destilnee et Bonne Destinee. S i I'on accepte l a s i g n i f i c a t i o n que: je donnai a Longue Actente en haut, on pourrait dire que dans cette c i t a t i o n , Dure Rigueur, comme le f a i t Fortune < dirige l e s intrigues amou-reuse s: 40 vv. 8-13. 41 R-CCXXV, w. 1-5. 28 En l a forest de Longue Actente, Forvoye. de . joyeuse sente Par l a guide.Dure. Rigueur, A este robbe vostre cueur, Comme j'entens, d o n t s e lamente. 42 L*etat d'indecision causee par Fortune se r e f l e t e dans l e rondeau: "le molin de Pensee" dans lequel Dure Destinee parait etre l a representante terrestre de 1'essence de l a dee sse: L reaue de Pleur, de Joye ou de Douleur, Qui f a i t mouldre l e molin de Pensee, Dessus.lequel l a rente est ordonnee, Qui doit.rournir l a despense,du cueur. Despartir fait, farine de Doulceur, D'avecques son de.Dure Destinee,: L'eaue.de.Pleur, /de.Joye ou de Douleur, Qui f a i t mouldre l e molin de Pensee./ 43 La troisieme, Bonne Destinee n'apparait que dans l e rondeau: ."Patron, vous fays, de ma galee" qui exprime en termes marins l a r e a l i s a t i o n de ses f i n s amoureuses. Tout comme i l faut 1'appui de Fortune pour a r r i v e r a bon port, on pent, avoir c e l u i de Bonne Destinee: Patron /vous fays de ma galee, Toute chargee de pensee, Confort, en.qui j'ay ma fiance./ 42 .R-CCXXVTII, w. 1-5. 43- R-CCLXXXv:, vv. 1-8. 29 Au p o r t de Bonne Destinee Deseharger t o s t , sans demoree, La.marchandise d'Esperance; E t m'aportez quelque f i n a n c e , Pour- p a i e r ma.joye empruntee: Pa t r o n /vous f a y s de ma galee./ 44 A u s s i voyons-nous que l e s membres du premier groupe des a l l e g o r i e s se d i s t i n g u e n t par l e u r impersonnalite et par l e u r r o l e de prima m o b i l i a . Nous vimes qu*Amours;, grand maitre, adopte une pose r e l i g i e u s e ou feodale pour r e g l e r l a destinee de ceux qui veulent se soumettre aux exigences de 1"amour c o u r t o i s . La d i v i n i t e Dieux par ses a c t i o n s d e c i s i v e s comme juge des amoureux et par l e vocabulaire dont se s e r t l e po^te pour l a d e c r i r e , semble e q u i v a l o i r pour l a p l u p a r t a Amours, mais de temps en temps, pour l e s memes r a i s o n s , a Nature. La troi s i e m e a l l e g o r i e importante i c i e s t Fortune dont l e r o l e spe'cialise est de repr^senter l a d^raison q u i se trouve dans l e s aventures amoureuses. Fortune cause a i n s i un sentiment d ' i n j u s t i c e et d ' i n s e c u r i t y q ui annonce l e s e'tats d'ame a conside'rer dans l e s deux c h a p i t r e s s u i v a n t s . 44 R-CCCXXXII, w. 1-3,- 12-17. 30 Chapitre I I I ; A l l e g o r i e s des e t a t s d'ame: a) P o s i t i f s Dans l e chap i t r e precedent .je p r i s en conside-r a t i o n l e s personnages .allegoriques q u i agissent en dieux, c ^ e s t - a - d l r e , qui ne sont pas a t t e i n t s par l e s a c t i o n s d ' a u t r u i , mais qui exercent au c o n t r a i r e une in f l u e n c e des p l u s profondes sur l e u r s proches et disposent irreme'diable-ment de l e u r s - d e s t i n e e s . Dans ce chap i t r e je voudrais examiner l e s concre'ti sat ions des d i s p o s i t i o n s de l 1 e s p r i t , l e s q u e l l e s sont souvent causees par l e s f a n t a i s i e s de Fortune ou d'Amours. I I y en a deux groupes: l e s " p o s i t i v e s — c e l l e s qui permettent au poete-amoureux de s'approeher du but de sa quete amoureuse ou c e l l e s qui c a r a c t e r i s e n t son e x p r i t au moment ou i l c r o i t y pouvoir p a r v e n i r — et l e s "negatives" — c e l l e s qui voudraient l'empeeher d'y a r r i v e r ou qui decrivent son e t a t d'ame l o r s q u ' i l desespere d'en 4prouver l e s p l a i s l r s . Dans ce c h a p i t r e : l e s " p o s i t i v e L ' a l l e g o r i e l a plus importante i c i e s t E s p o i r ou comme on 1'appelle frequemment Esperanee. Je ne pus d i s c e r n e r aucune d i f f e r e n c e entre ces deux termes. 31 Le choix de l'un ou de 1'autre semble dependre des exigences de l a scansion. En general l e s poemes qui t r a i t e n t Espoir/  Esperanee se divisent en deux groupes: eeux ou domine l'idee qu'Espoir/Esperance represente le des i r d'une issue heureuse de sa quete amoureuse, et ceux qui examinent — tout en gardant 1*aspect des premiers — son penchant de creer chez l*amoureux un etat de de'sillusionnement. Ce premier aspect, qui f a i t s i t u e r Espoir/  Esperanee parmi l e s "positives," signale avant tout son cote b i e n v e i l l a n t . Quand on est malade par exemple de l a "fievre de Merencolie:" Adoncques me t i e n t compaignie Espoir, dont je le remercie, Qui de me guerir. se . f a i t f o r t , DIsant que. n*ay.garde de mort, E t qu'en.riens je ne m'en soussle. 1 On est m^laneolique s i ses desirs sont frustres; avoir de l ' e s p o i r , c'est 3*en guerir. Dans un autre poime l r a p p o s i t i o n de. Doubte souligne l e contraste entre son des i r d'y 1 R-GCLI, w. 11-15. Nous remarquerons. plus l o i n l a comparaison fre quente.entre 1'etat amoureux et.une.maladie. Comparer aussi. R-CCLXIT dans - lequel Espoir associe a Reconfort amene;une amelioration de son.Itat. Aussi les.rondeaux " CCLXXI, CCLXXX,.CCCLI, CCCLXvTII, ou Espoir-dissipe des forces malveillantes. 32 parvenir et l e doute que l u i cause Dangiers: Ou milieu d'Espoir et de Doubts Les cueurs semussent plusieurs jours, Pour regarder l e s divers tours Dont Dangler, souvent l e s deboute. 2 De nouveau l e role que joue Espoir s'exprime en termes de l a medecine: Asourdy de ITon Cnaloir, Aveugle de Desplaisan.ee, P r i s de goute de' Grevanee, Fe,scay a quoi puis v a l o i r . Voullez vous mon f a i t savoir? Je suis pres que mis en trance, Asourdy, /de Non Cnaloir, . Aveugle de Desplaisanee./ Se l e medecin Espoir, Qui.est l e meilleur.de France, N'y met briefment pourveance, V i e l l e s s e estainet mon povoir, Asourdy /de Fon CJhaloir./ 3 Qu ' i l s u f f i s e de dire i c i que 1'allegorie Plaisance 4 repre /-sente l a r e a l i s a t i o n de ses buts dans l a conception qu'avait Charles de l 1amour courtois. Dans l e s deux cas ou Plaisance et E spoir/Esperanee se juxtaposent nous eommen9ons a soup-Conner que ce dernier ne t r a v a i l l e pas toujours a l e f a i r e s'approcher de ses buts: 2 R-CCXCII, w. 1-4. 3 R-CCCCXXI. ' 4; V o i r l e chapitre IX. 33 S'en mez mains une f o i z vous t i e n s , Pas ne m'eschaperez, Plaisance„ J a Fortune n * aura. puissance ., Que n!aye ma part de.voz biens; En despit de Deuil et dez siens, Qui me tourmentent de penance,, S'en mez mains /une f o i z vous t i e n s . / Doy je tousjours, sans avoir r i e n s , Languir en ma dure.grevance? Nennil, promis m'a Espe ranee Que serez de tous poins,dez miens, S'en mez /mains ume f o i z vous t i e n s . / 5 Espe ranee promet, done Plaisance est possible 1;' cette f o i simpliste est v i t e dementie par ce second exemple: Des arreraiges de, Plaisance, Dont trop endebte m'est Espoir, Se quelque part j'en peusse avoir, Du surplus donnasse quictance. ., Mais, au pois et a l a balance,, N'en puis que bien peu recevoir. 6 Espoir empeche au l i e u d'avancer l a jouissance de sa juste part de Plaisance. Gette nature negatrice d'E spoir/E speranee est l e sujet de seize des quarante-cinq rondeaux qui men-tionnent ce personnage. 7 V o l c i des exemples: 5 R-XLV. 6 R-LXXX, w. 1-6. 7 Comparer R-CLXXXVIII, ou. l a variante Mondain Espoir a l e . regard.doux.pour mieux tromper l e s gens et l e R-CXCI ou. Fiance decoit en. re tenant des renseignements important s: "nul.n'est trahy qu'en esperanee." 34 D'Espoir, et que vous en diroye? C'est ungbeau b a i l l e u r de.parolles, I I ne parle . qu' en parabolle s, ... . Dont ung, grant, l i v r e , j ' escriroye. En l e l i s a n t , je me r i r o y e , Tant auroit de.cho se s . f r i v o l l e s. 8 Tousjours d i c t e s : "Je vien, je vlen", Espoir!-je vous congnois assez, De voz promesses me lassez, Dont p e u a vous tenu me t i e n . 9 E t enfin A 1' autre huis Souverit.m• envoye Esperance,. E t me tense, Quant en t r i s t e s s e je suis. Jours et nuys, Se l u i demande alegence, . A r* autre huis Souventm* envoye Espe ranee./ 10 Cet element malin et capricieux f a i t songer a Fortune qui avait ces t r a i t s entre autres, et on pourrait chercher a e t a b l i r un l i e n de rapprochement entre Fortune et Espoir/Esperance. Considerons brievement l e s s i x cas ou l e s deux se trouvent ensemble. Dans t r o i s i l s se d i s -tinguent: l e rondeau XLV par exemple d ^ c r i t Fortune qui voudrait l e pr i v e r des p l a i s i r s de Plaisance tandis qu'Espe ranee l e s l u i promet; Fortune da ns CCCV represente une 8 R-CCCXXII, vv. 1-6. 9 R-CCCXIY, w. 1-4. 10 R-LVTI, w. 1-8. 3 5 force devastatrice tandis qu'Espoir represente une source de confort; et dans CCLXXI on parle du lourd fardeau.de  Fortune et on d i t tout simplement que Loyal Espoir dort: aucune af f i n i t e n i de sens n i de terminologie. Dans l e s t r o i s autres contextes, on peut discerner des ressemblances assez marquees. Dans le rondeau XLVTI, on. met 1*accent sur l a nature equivoque de Fortune qui p l a i t et r i t , et sur c e l l e d'Espoir qui ment et decoit; une t e l l e s ituation se trouve aussi dans CCCXXV/ ou Espoir est un fleuve qui coule et puis cesse de couler, dont l e s eaux sont tantot c l a i r e s , tantot troublees; decrire cet etat, c'est evoquer i c i l a eolere de Fortune; et dans CCCXIX Joyeux Espoir detend 1*arc de Fortune. Ce dernier exemple, le seul certain sur plus de quarante ne saurait f a i r e conelure qu'Espoir/Esperanee represente l a puissance divine de Fortune transposee sur l e niveau terrestre.. Plutot j*y vols une simple co5ncidence: l e s deux possedent comme partie definissable de l e u r etre, une nature qu'on pourrait q u a l i f i e r de " f a n t a i s i s t e . " La nature f a n t a i s i s te de Fortune» impersonnelle et sans cause apparente., bref, c e l l e d'une deesse,. ne repond a aucun 36 d e s i r n i a aucun but humain, tandis que l a nature c a p r i -cieuse d'Espo i r / E speranee represente 1' a l l e g o r i s a t i o n de deux phenomenes tre s humains: l e des,ir ou l a p o s s i b i l i t e d'atteindre ses buts — en ce eas, l a possession de l a dame desir^e — et en outre, l a f r u s t r a t i o n de c e l u i qui v o i t des obstacles entre lui-meme et son.but, l a dame. Passons maintenant a une consideration du personnage allegorique: Joye. qui n'apparait que dans c i n q poemes et n'offre pas a i n s i des exemples suffisamment nombreux pour que nous ayons des resuTtats c o n c l u s i f s . En termes generaux, Joye se montre h o s t i l e aux suivants: Pleur Souspir,, Longue Actente, Dueil, Douleur, Douleureuse Meren-c o l i e et surtbut. Soussy, ce qui l a range incontestablement parmi l e s "positives." Dans quatre poemes, on ne nous donne aucuns renseignementiv qui puisseii'1., nous aider a deduire. l e role qu*y .joue Joye. Dans le cinquieme cependant un rapport plus precis est suggere: Quant Pleur ne pleut, Souspir ne vente Le b r u i t sourt de Jeux et Risee, E t Joye vient appareillee De recevoir d^Espoir sa rente, 37 La, Reconfort est mis en vente, E t Plaisance f a i t sa l i v r e e De biens s i richement ouvree Que Dueil fuyt et s'en malcontente, Quant Pleur /ne pleut, Souspir ne vente./ 11 Nous venons de mettre en r e l i e f l e s s i g n i f i c a t i o n s d'Espoir. Quelle s i g n i f i c a t i o n f a u t - i l dormer alors a Joye qui vient recevoir sa rente d'Espoir? On serait tente de l a f a i r e e q u i v a l o i r a Plaisance dont l e sens n o n - f i c t i f parait etre l a r e a l i s a t i o n de ses buts amoureux, decision accentuee par l e s ressemblances dans l e s descriptions de Joye et de Plaisance dans ce poeme. Pourtant, pour dire l e mieux, le sens de Joye reste.sujet a r e v i s i o n . Ce rapport entre Joye et Plaisance est souligne de nouveau par l e s quatre rondeaux ou se rencontre l a variante Liesse qui est plus, specialisee que ne I'est Jo.ye. Dans l e s quatre. cas, e l l e est depeinte en termes de l a finance et en termes de l a l u t t e entre Jeunesse et V i e i l l e s s e . Par exemple: Tout vous est, en destresse, Desormais chier vendu: : Rendez compte,.../Viellesse, Du temps mal despendu./ 11 R-CCLXXXI, w. 1-4, 8-12. Des tresors de Liesse Vous sera,peu rendu, Riens qui. v a i l l e ung festu; N'avez.plus que Sagesse; Render eompte, /Viellesse.!/ 12 E t a i l l e u r s : Temps et temps m'ont emble Jennesse, E t l a i s s e es mains de V i e l l e s s e , Ou vols mon pouvre pain que rant; Aage ne me veult, tant ne quant., Donner I'aumosne de Liesse. 13 Aussi pour Charles, Liesse comme etat d*ame semble-t-elle representer l a j o i e accordee aux jeunes qui s'occupent de la. qu4te amoureuse,: tandis que Joye a une s i g n i f i c a t i o n moins bien d e f i n i e , probablement c e l l e de l a joie conce'dee a tous ceux qui reussissent en amour. L'allegorie "positive" Eur ou Bon Eur est plus etroitement reglee.par l e s agissements de Fortune que ne l/eta&t Joye et f a i t nai.tre presque involontairement des comparaisons avec Maleur que nous conside'rerons plus l o i n . Le rondeau CCLXXXV, "l e moulin.de sa Pensee," r4vele cette tendance: Lors l e mosnier, nomml Bon, ou Mal Eur, En prant p r o u f f i t , a i n s i que luy agree; 12 R-XCVI, w. 15-23... 13 R-CCCCXX, vv.'1-5 39 Mais Fortune souvent desmesuree Lui de stourbe.mainte s f o i s , par rigueur, L'eaue de Pleur, /de Joye, ou. de .'Douleur../ 14 Selon l a fa n t a i s i e de Fortune le moulin produit ou de l a farine de Douleur ou du son. de Dure Destinee. Considerez aussi cette c i t a t i o n : Aux dames et aus paons f a i z veulx, Se Fortune me t i e n t rigueur, De sa.foy re que r r ay Bon Eur. Qu' i l s'aquicte, quant, je me deulx, He bien, ne mal /mais entre deulx./ 15 Qu'Eur f a i t partie des "positives" est demontre" sans d i f f i -c u l t e . C'est l'ennemi de Maleur,. d'Anuyeuse Merencolie et d'Annuv, et s ' a l l i e a Liesse, et au c6te b i e n v e i l l a n t d'Espoir. Quelle, e t a i t l a s i g n i f i c a t i o n de Bon Eur pour d'Orleans? Le f a i t qu'Eur s*oppose aux forces qui voudraient ci r c o n s c r i r e 1'activite amoureuse, se d i s -putant a i n s i avec. Maleur, indique f o r t clairement. q u ' i l s*agit i c i d'une autre d i s p o s i t i o n d'arne persqnnifiee qui montre comme Espoir et Joye qu'on s'approche du but d e s ^ i r e e t certainement merite*;. mais i l faut toujours avoir 14 w. 8-13. 15 R-CCXC, vv. 8-13. 40 a f f a i r e a Fortune. C e l l e - c i continue a jouer son role bien de-f i n i a l'egard de Gonfort et de sa variante Reconfort: Pourquoy moy, plus que l e s autres ne font, Doy.je.porter de Fortune 1"effort? Par tout.je vois c r i a n t : "Confort,, Confort!"; C'est.pour nyent, jamais ne me.respont. 16 Pourtant, c'est en etudiant l e s adversalres et l e s partisans de Confort qu'on se decide a l e situer parmi l e s a l l e g o r i e s "positives." Adversaire de: Dpuleur, Merencolye, Fortune, Detresse, Dangier, et Soussy, 17 Confort se montre ami de: Chiere L i e , Joye, Plaisance et surtout Espoir. Considerez l e rondeau CCCXV dans lequel Confort se j o i n t a Chiere Lie pour combattre Merencolie: Vivre et mourir soubz son danger Me veult faire.Merancolye; Jamais.vers.moy ne s'amolye, Mais p l a i s i r me f a i s t estranger. Pour'd'elle plus tost me venger, Force m'est qu'a Confort m'alye, Acompaigne de Chere Lye; A l e sttyr me v u e i l ranger. 18 La decision de f a i r e entrer Confort parmi l e s "positives" 16 R-CCLXXI, w. 1-4. 17 A l ' e x c e p t i o n de Fortune, toutes ces a l l e g o r i e s "negatives" seront•discutees dans l e chapitre suivant. 18 w. 1-4; 9-12. 41 est necessitee avant tout par l a mention fre'quente des rapports entre Confort ou Reconfort et Espoir. Par exemple: Ou puis parfont de ma merencolie L'eau.d'Espoir que ne cesse t i r e r , S o i f de Confort.la me f a i t desirer, Quoy que souvent.je l a treuve t a r i e . 19 Ou encore avec Reconfort: Pour mon cueur qui est en prison, Mez.yeulx.vont l'aumosne querir; Guerez n'.y peuent acquerir, Tant petitement les-prise.on. Reconfort, qui est l'aumosnier, Et Espoir, sont a l l e z dehors;, On ne donna point l'aumosne h i e r , Refuz. e t o i t p o r t i e r a l o r s . 20. , Jusqu'ici on pourrait proposer pour Confort, grace a son ident i f i c a t i o n - frequente avec Espoir, l a s i g n i -f i c a t i o n du senti' -ment du confort que ressent l'amoureux quand, sous 1'influence d'Espoir, i l me'dite l e re'sultat de sa quete. Toutefois, 1*opposition de Refuz a Reconfort dans l a derniere c i t a t i o n suggere que ce dernier et naturel-lement Confort ont comme s i g n i f i c a t i o n l a recompense qui, accordee a l'homme par l a dame,, indique l a f i n de l a quete de c i l u i - l a . On pourrait donner une p a r e i l l e 19 R-CCCXXV, v v . 1-4. 20 R-CCLXIY, V v . 1-8. V o i r aussi l e s rondeaux suivants: CXC, CCLXXI, CCCXIII, CCCLXXXVTI. 42 interpretation a Confort dans l e rondeau. CXC ou l e poete-amoureux s'adresse a Espoir: Quant Confort requerir l u i vien E t cuide q u ' i l le dove f a i r e , Tousjours.me respont au contraire, Et me hare Reffus son chien. Espoir ne /me f i s t oncques bien./ 21 A i n s i nous voyons que Confort ou Reconfort a deux portees apparentes, l e s deux dependant de 1'amour courtois: l e confort qu'on ressent dans un e'tat d'espe'rance et l a recom-pense accordee par l a dame. Quant a Non Chaloir, i l se distingue d'une maniere c l a i r e des quatre precedentes a i n s i que des "nega-t i v e s " qui suivront. C'est une allegorie de detachement, une allegorie qui ne s'occupe point des disputes acharnees entre ceux qui avanceralent l a cause de 1'amour et ceux qui voudraient l a retarder. La seule decision a prendre, res u l t e r a de l a resolution de ce probleme: f a u t - i l s*engager ou non dans l a l u t t e entre l e s deux camps? Done, Non  Chaloir, en tant que d i s p o s i t i o n d'ame, est fort, personnel, beaucoup plus personnel que l e s allegories qui doivent se 21 vv. 9-13. Voir aussi l e rondeau CCLXXXI ou Reconfort s'unit.a Plaisance. Nous verronsdans l e chapitre IX que Plaisance peut avoir aussi l a s i g n i f i c a t i o n de re'eompense. 43 ranger de 1'un eote ou de 1'autre. Les onze exemples de 1'apparition de Non Chaloir se divisent en deux groupes: ceux qui l e depeignent comme chose desiree et ceux au con-t r a i r e qui l e depeignent comme chose a e v i t e r . Sans doute l e t r a i t dominant de Non Chaloir est son de'tachement; i l cherche toujours a e v i t e r de se compromettre dans le^'Mllg^^eis.amoureuses. C'est cette tendance par exemple qui s'exprime i c i : Mais Nonchaloir, mon medicin, M'est venu l e pouse tas t e r , Qui m'a c o n s e i l l i e reposer Et rendormir sur mon coussin, A ce jour /de saint Valentin./ 22 E t plus l o i n dans l e rondeau XVT ou l e s treves entre l a France et 1'Angleterre representent. l e s treves entres l e s amoureux, et l e s cours des deux royaumes, l e s cours des amoureux: Durant l e s t r i e v e s d'Angleterre Qui o n t e s t e . f a i c t e s a Tours,.. Par bon conseil, avec Amours J*ay prins abstinence de guerre. I I n*est pas bonde trop enquerre Ne s'empeschier es f a i s des.cours; S'on m'assault, pour avoir:secours, .Vers Nonchaloir yray grant erre, Durant l e s t r i e v e s /d'Angleterre./ 23 22 R-III, vv. 8-12. 23 R-XVI, vv. 1-4, 8-12. 44 Non Chaloir represente par extension., l e de s i r de l a paix et de I'apaisement des passions. Dans quatre exemples ce penchant se depeint en termes du repos. 24 Logiquement, plus i l est vieux, plus Non Chaloir f a i t fonction de l i e u de refuge pour l e s vieux, pour 'ceux dont l e s passions a f f a i b l i e s ne permettent plus l a jouissance de l a Juste part du butin d1Amours. Le poete se pl a i n t a i n s i : Je deviens v i e l , sourt et lourt; E t quant me treuve en ennuy, , . Non.Chaloir est mon apuy, Qui maintesfoiz me secourt Des soucies de l a court. 25 Jusqu'ici toutes l e s c i t a t i o n s que nous avons donnees depeignent Non Chaloir comme un ami que l e poete recherche ou au moins aceepte comme chose inevitable lorsqu'on est vieux. Dependant dans t r o i s cas, i l regrette assez, amerement de devoir s'assocler a. ce personnage: Tant sont l e s yeulx de mon cuer endormiz En Nonchaloir, qu'ouvrir.ne l e s pourroye: Pource, p a r l e r de Beaulte n'ozeroye,. Pour l e present, comme . j'ay f a i t j a d i z . 24 R-III, R-2XVT,. R-XXXVIII, R-CCLXX. 25 R-CCCCXXVII, w. 9-13. Comparer R-XXXVIII dans l e -quel l e poete a l i t e se confie.a Non Chaloir tandis que l e s jeunes.partagent,leur "butin" amoureux. 45 Plaisans regars n'ont plus en. moy l o g i s , Tant. sont, / l e s ye ulx demon cuer endormia./ 26 Le deuxleme exemple se trouve dans l e rondeau CCCCXXI QU l e poete s'annonce "assourdy de Won Chaloir." 27 Le trolsieme, sans douteun poeme de sa jeunesse, raconte ce qui se pas sera s ' i l n'adme pas selon les: regies: Se f a u l z , par l'amoureuse loy, Mis en.fosse de Wonchaloir. Soye sans grace recevoir; B a i l i e z l a main, prenez.ma foy, Pour.nous /contenter, vous et moy./ 28 I I est evident je cr o i s que Won Chaloir par son refus de s'aligner avec I'une ou I 1autre des deux factions antagonistes, se separe des quatre autres allegories que nous examlnames dans ce chapitre: Espoir/  Esperanee qui sign a l a i t 1'espoir du poete d'avoir des resu l t a t s s a t i s f a i s a n t s pour l e recompenser du temps q u ' i l passe a poursuivre sa quete amoureuse et de l a f r u s t r a t i o n que. c e l l e - c i l u i cause:; Joye qui semble equivaloir a Plaisance dont l a s i g n i f i c a t i o n e s s e n t i e l l e est l a r e a l i -sation des desirs du poete, tandis que Liesse represente 26 R-XX7I, w. 1-4, 11-12. 27 V. 1. 28 R-CCCXVIII, w. 9-13. 46 l a r e a l i s a t i o n des de'sirs des jeunes; Eur, oppose' souvent a Maleur, souligne de nouveau l a j o i e que ressent c e l u i qui envisage une issue favorable de ses d i f f i c u l t e s amoureuses; et e n f i n Confort, a l l e g o r i e a double s i g n i f i c a t i o n : l e sentiment de confort cause par 1'espoir de p a r v e n i r au but des amoureux c o u r t o i s et l a rdeompense qui e s t ce but. 47 Chapitre IV: Allegories des ^ t a t s d'ame: b) Negatifs En opposition aux alle'gories examinees dans le chapitre I I I , une dizaine de dispositions d'esprit representent des forces qui font tout l e u r possible pour nuire au poete et pour l u i defendre l a r e a l i s a t i o n de son but amoureux. La premiere s'appelle Merencolie et apparait plus de trente f o i s a travers l e s Rondeaulx. Le f a i t qu'elle s'oppose aux a l l e g o r i e s precedentes se discerne par l a l i s t e de ceux qu'elle e'vite et qu'elle frequente. E l l e f a i t l a guerre a Chiere L i e , Confort, Bon Eur, Non  Chaloir, Plaisance, Grace, Courtoisie, et surtout a Espoir et a cueur, tandis qu'elle s'associe volontiers avec: Sousay, Soing, Annuy, V i e i l l e s s e , Courroux, Malle Vie, Desconfort, et Resverie» Examinons quelques exemples pour p r ^ c i s e r l a s i g n i f i c a t i o n de cette allegorie dans l a creation poetique de Charles d'Orleans. V o l c i deux c i t a t i o n s qui indiquent clairement l e s t r a i t s principaux de ce personnage: Prenez exemple, je vous p r i e , A moy.qui m'en complains et deulx; Que, voulez, vous /que plus vous die Jeunes assotez amoureux?/ 48 Plusieurs y treuvent chiere l i e Maintesfoiz, et plaisans. acueulx: Que voulez vous /que plus vous die, Jeunes assotez. amoureux/? Mais au derrairt, Merencolie De ses huis f a i t passer l e s ceulx En d u e i l et soussi, Dieu scet quieulx! Lors ne.chault de mort ou de v i e . 1 Un autre t r a i t e de son incompatibilite soclale, tendance exprime'e au moyen des images du printemps renaissant: Ung malade s'en g u e r i r o i t , E t ung mort revendroit en. vye. Qui est celluy /qui s'en tendroit De bouter hors Merancolie/? En tous l i e u x on l e nommeroit Meschant, endormy en f o l l i e ; Chasser de bonne eompaignie, Par raison, chascun l e devroit. Qui e s t t c e l l u y /qui s'en tendroit/? 2 De ces deux, nous pouvons conclure que 1'etat d'ame cause par Merencolie se caracterise par un sentiment d'extreme t r i s t e s s e j semblable au d e u i l , qui nous rend/indifferent a I'egard de l a vie et de l a mort, et par l e f a i t qu'elle survient lorsqu'on est seul; etre avec de.s gens, c'est renvoyer Merencolie: Mais s'entour moy pluseurs je voy, Et.qu'on rit , , p a r l e , chante ou crye, Je chasse hors Merencolye (Que tant hayr et.craindre doy) Quant /me treuve seul, a par moy!/ 3 1 R-LX, vv. 5-8, 15-22. 2. R-CGLvTII, *w. 5-13. En general Merencolie s'accorde au feminin, mais i c i . au ma seul i n . 3 R-CGGXCT, vv. 9-13. 49 Nature 1 lenient, dans l e contexte que nous avons i c i — une poesie d'amour allegorique — Merencolie prend plutot l a sign i f i c a t i o n , de l a t r i s t e s s e occasionnee par des malheurs en amour, d'ou 1'insistence sur l*idee de l a solitude. Apres ce coup d * o e i l theorlque, proc^dons a.-l,examen de Merencolie dans ses rapports principaux avec l e s autres a l l e g o r i e s . E l l e s ' a l l i e fre'quemment a Annuy, a Soing, et a Soussy pour tancer l e pauvre amoureux et pour pouvoir l e dominer. 4 Par exemple: Anuy, Soussy, Soing: et Merancolye, Se vous prenez d e s p l a i s i r . a ma vie Et'desirez tost avancer ma mort, Tourment^s moy de plus f o r t en plus f o r t , Pour en passer tout a coup, vostre envye. 5 Les memes associes se rencontrent dans le rondeau LV: Se jamais plus vous retournes Avecques vostre compaignie,; Je p r i a DIeu.qu!il vous maudie, Et ce par qui vous revendre's: Alez /vous.ant, a l l e z , aids, -Soussy, Soing, et Merencolie! / 6 Deux f o i s , Dame Merencolye ou mere Aneolye s'annonce l a nourrice de Courroux qui parait etre l a colere evoquee 4 La tendance de dominer est particulidrement marquee dans l e s rondeaux: CXCIV,-CXCVI, CCLXXXVI. 5 R-CCCXXVHI, w. 1-5. 6 w. 9-14. V o i r a u s s i , R-CCXLIII. 50 contre 1*injustice d'une si t u a t i o n amoureuse, et de Malle  Vie qui represente indubitablement l a v i e insupportable d'un amant i s o l e deN l'objet de son attachement... Dans ces cas, 7 Merencolie cause de l a colere, du deu.il et de l a mechaneete'. On s'apercoit aussi d'un penchant d ' i d e n t i f i e r Merencolie avec l a vie i l l e s s e , , so i t avec 1'allegorie V i e i l l e s s e , so i t avec l a l u t t e plus gene'rale entre l e s jeunes et less vieux. Dans cet exemple, Merencolie est l e guerdon donne a ceux qui ont ete renvoyes des cours d'amour: J'ay garde/, ou temps de jeunesse, L*observance.des amoureux. Or.m'en a boute^ hors V i e l l e s s e , Et mis en 1* ordre douloreux Des chartreux de Merencolie, Solitaire:, sans nul esbat. 8 Ou dans l e sens plus general: Je vous sans et congnois venir^ Anuyeuze Merencolie: Maintes f o i s , quant je ne v u e i l mye, L'uys de.mon cueur vous f a u l t o v r i r . Jennes peuent paine s o u f f r i r , Plus que v i e l l a r s ; pour ce,.vous prie 7 R-CXCIV, R-CXCV. 8 R-CXII, vv. 5-10. 51 Que n'ayez plus sur nous envie: Ne nous v u e i l l i e z plus a s s a i l l i r . 9 Plus on est vleux,, plus i l est probable qu'on res s e n t i r a l e s e f f e t s malveillants de Merencolie. Dans l a derniere c i t a t i o n on f a i t mention de l a querelle entre Merencolie et son ennemi p r i n c i p a l : cueur dont l a s i g n i f i c a t i o n sera approfondie dans l e chapitre V I I I o Brievement, ce dernier a comme t r a i t e s s e n t i e l l a domination des passions, celles-.ci se repre'sentant par yeulx. Citons deux des sept exemples qui t r a i t e n t cette querelle: A l l e z vous en /dont vous venez, Annuyeuse.Merencolie./ Car mon cueur en tourment tenez, Quant estes en sa compaignie; Prenez congie, je vous en p r i e , E t jamais plus ne retournez, A l l e z vous en /dont, vous venez!/ 10 E t aussi: L*un ou 1*autre desconfire,, De mon Cueur et Merencolye; Auquel que Fortune,s*alye,. L'autre "je me rens" l u i d i r a . 11 9 R-CCCCXXIV, vv. 1-4, 9-12 . 10 R-CCCC, w. 7-13. 11 R-CCXCIX, w. 1-4. Comparer aussi l e s rondeaux suivants: CXCIV, CCXCI,.CCCVII, CCCLvT,et CCLXXXVTI. 52 La c i t a t i o n prece'dente signals encore une f o i s l e role toujour© a c t i f de Fortune dont l e s f a n t a i s i e s reglemt sou-vent l a vie des autres a l l e g o r i e s . L'autre adversaire important de Merencolie est Espoir. Etant donne l a s i g n i f i c a t i o n d'Espoir elaboree au chapitre I I I , on comprend que des rapports bienfaisants ne sauraient e x i s t e r entre eux. C'est cette antipathie qui s'exprime dans l a c i t a t i o n suivante. Le poete s'adrelsse a Merencolie (mere Ancolye): Pour' vous n'y a point l i e u propice, Confort l ' a pr i n s , n'en.doubtez mye, Fuyez.hors de l a compaignie D'Espoir; faix.nouvel e d i f f i e e : A l l e z , . a l l e z , / v i e l i e nourice!/ 12 La meme incompatibilite se v o l t de nouveau dans ces vers dialogues , ou le dialogue sert a suggerer l a tension: D'Espoir? I I n'en est nouvelles. — Qui le d i t ? •— Merencolie. — E l l e m e n t . — Je l e vous nye. — kl. a! vous tenez ses querelles! — Non faiz,.niais parolles t e l l e s Courent, je vous c e r t i f f i e . 13. I I est interessant aussi de remarquer l'emploi du mot "danger" a l'egard de cette dispute. Dans l e rondeau 12 R-CXCV, w. 9-13. 13 R-CCCLI, w. 1-6. 53 C.GCvTI on consellle a cueur d'etouper l e s o r e i l l e s pour e v i t e r le vent de Merencolie qui est "dangereux a merveilles et dans CCXV, v o i c i l a description du role de Merencolie: Vivre et mourir soubz son danger Me veult f a i r e •Merancolye; Jamais.vers moy ne s*amolye, Mais p l a i s i r me f a i s t estranger. 15 Danger comme allegorie 16 represente probablement tout obstacle s o c i a l qui intervient entre l'amoureux et l a bien-aimee et une t e l l e interpretation semble j u s t i f i e e i c i . La juxtaposition de l'ide'e de danger et de c e l l e de Merencolie , ne f a i t que souligner l a these p r i n c i p a l e : que Merencolie se range entierement du cote des alle'gories "negatives" — c e l l e s qui voudraient barrer l a route aux p l a i s i r s de l'amour, quoique ceux-ci puissent etre merite's par l a f i d e l i t e aux regies. Plus precisement, e l l e repre'sente cette espice de t r i s t e s s e — me'lange de colere, de de u i l et de decouragement — qui caracte'rise l'amoureux prive' de l a compagnie de l a dame. 14 v. 4. 15 w. 1-4. 16 V o i r l e chapitre V. 5 4 La deuxieme allegorie. du point de vue du nombre des apparitions se nomme Soussy, ce qui f a i t penser que 1'etat d'ame cause par c e l u i - c i equivaudrait a ''anxiete'' ou a ''inquietude.'' On n'aurait pas grand t o r t , car nous verrons au cours de cette discussion que Soussy agit pour t e n i r 1*amoureux dans un etat d'agitation et de peine per-petuelles. V o i c i comment l e po^te rend par des mots cette d i s p o s i t i o n : C'est grant paine que de vivre en ce monde, Encore esse plus paine demourirj S i convient i l , en vivant, mal,souffrir, E t au derrain, de mort passer.la bonde. S'aucune f o i z joye ou p l a i s i r abonde, On ne les.petit longuement r e t e n i r . C'est grant paine /que de vivre en ce monde, Encore esse plus paine de mourir./ Pour ce, je v u e i l comme f o l qui'on me tonde Se plus pense, quoy que voye ..a venir, Qu'a vivre b i e n e t bonne f i n querir. Las! i l n'est r i e n que Soussy>ne.confonde; C'est.grant /paine que de vivre an ce monde!/ 17 Sur le niveau f i c t i f on pourrait accepter ces vers p e s s i -mistes comme une denonciation amere de l a nature ephemere du monde, mais on ne doit jamais oublier que Charles d c r i v a i t une poesie allegorique, c'est-a-dire une poesie qui exigeait auumoins un deuxieme niveau, en ce cas, l e niveau de 1'amour 17 R-CLIY. 55 courtois.:. On trouve i c i des elements du vocabulaire t r a d i t i o n n e l de ses a l l e g o r i e s : "joye," " p l a i s i r , " "mort," et dans l e onzdeme vers l e s deux expressions, "vivre bien," et "bonne f i n . " Pour Charles "vivre bien" pourrait s i g n i -f i e r : j o u i r de l a faveur de Fortune, Espoir, Joye et Eur; et "bonne f i n " suggeieplus pr£eisement:. l e but de l a qu&te amoureuse. A l a lumiere de ces probabilite's, l e rSle de Soussy, qui confond tout, devient plus c l a i r . Que Soussy s a i t causer un etat de tourment mental est demontre de nouveau dans l e rondeau CLXXVTII ou l'emploi d* antitheses suggere 1' inquie'tude: Ce mois de May, ne joyeux, ne dolent Estre .ne. puis; a u f f o r t , . v a i l l e que v a i l l e , C'est l e meilleur que de riens ne me c h a i l l e , Soit bien ou mal, t e n i r m'en f a u l t content. Je lesse tout c o u r i r a v a l l e vent Sans regarder lequel bout devant a i l l e ; Qui Soussy suyt, au derrain. s*en repent; C'est ung mestier qui ne vault une m a i l l e . 18 Comme dans l e cas.de Merencolie, Soussy s'accuse en se montrant accompagne des suivants, en ordre ascendant d'importance: Penance, M o r t D o l e u r , Annuy, 18 w. 1-6, 9-10. 56 D e s p l a i s i r , V i e i l l e s s e , Soing, et Merencolie. Ses ennemis au contralre, comprennent l e s suivants, aussi en ordre ascendant: Reconfort, Joye, Espoir, Pensee, et cueur. Examinons d'abord quelques-uns des rapports entre Soussy et ceux qui s ' i d e n t i f i e n t avec l u i . Nous pai**.s lames de'ja de Merencolie 19 et nous parlerons bientot d'Annuv et de Soing. Done, pour e v i t e r de nous repe'ter, appliquons-nous a eonslderer I c i l e s cinq autres a l l e g o r i e s "negatives" qui r^veleront, malgre des apparitions rares, le ton et l e rSle de Soussy. Dans l e rondeau CLXE Penance symbolise l e s r e s t r i c t i o n s apportees par Careme; Soussy, l e s r e s t r i c t i o n s dans l e s aventures amoureuses. Mort dans CCXCIV represente comme "mort" dans CLIV c i t e i l y a deux pages, u n moyen d'echapper au tourment de Soussy. D'Orleans, pour decrire l a s i t u a t i o n quand se reunissent Doleur, Soussy, V i e i l l e s s e , et Desplaisance emploie a i n s i l e s images de l a danse: Dedens l a maison de Doleur, Ou e s t o i t trespiteuse dance, Soussy, V i e l l e s s e et Desplaisance Je vis. dancer.comme par cueur. O O O O - O O O O . * * 19 V o i r R-CGCXXVIII, c i t e a l a page 49. 5 7 Puis chantoienttchancons de Pleur, Sans musicque, ne accordance;.... D•ennuy,',comme ravy .en trance, M•andormy.lors,,pour le meilleur, Dedans. l a maison /de Doleur./ 20 La reference a V i e l l e s s e i c i et a i l l e u r s , 21 evoque l e s ressemblances de s i g n i f i c a t i o n entre. Soussy et Merencolie, c e l l e - c i un sentiment de t r i s t e s s e assez serelne, c e l u i - l a un sentiment d'anxiete tourmentee et souvent exprimeV avec amertume. Ce qui l e s u n i t , c'est q u ' i l s de'crivent l a dispo s i t i o n de 1'esprit d'un amoureux l o r s q u ' i l se c r o i t defendu de poursuivre sa seduction de l a dame. Un autre l i e n de rapprochement entre Soussy et Merencolie est l e f a i t q u ' i l s ont a pe'u pres l a meme opposition. Par exemple, cueur et Espoir constituent l a moitie des Elements ennemis de Soussy. Considerez ce ron-deau: Cueur, que f a i s tu? revenge toy De Soussy ,et Merencolie; C'est deshonneur et. v i l e n i e De.lachement se,tenir.coy.. Je t'aideray, tant qu'est a moy Voulentiers, or ne te fa i n s mie* 22 20 R-CCCCXXII, vv. 1-4, 9-13. 21 R-CCCXCI, par exemple 22 R-LXXIV, w. *l-6. V o i r aussi: R-LII, R-LXXXIII, R-CCXXXII, R-CCXLIII, • R-CCCLXXXIII. . 58 Ou sur l e theme de Soussy, geoiler, c e l u i - c i : Donnez l'aumosne aux prisonniers, Reconfort et.Espoir aussy; Tant feray au j a u l i e r Soussy Qu'il l e u r portera voulentiers. 23 Cependant des cinq adversalre.s de Soussy, le- plus interessant est a mon avis Pensee qui, au l i e u de representer 1'abstrac-t i o n de l a pensee humaine, paraxt representer 1»aspect pensif de l a nature humaine. Dans t r o i s sur cinq Pensee est decrite en termes de l a paix: l o i s i r , . repos, sommeil. Par exemple: Maudlt s o i t mon cueur, se .j'en mens! Quant a mon l e s i r estre puis E t avecques Pensee suis, En mezmaulx prens alegemens. Car Soussis, plains d'encombremens, Boutons.hors et le u r fermons.l'uis! 24. Le meme penchant se trouve dans le rondeau CCXXXIII: Chascun devise a son propos, Quant a moy, je suis loing, du mien. Mais mon cueur en espoir je t i e n Qu*il aura:.une f o i s repos. Tenez l'uys de Pensee c l o s , Faitez. a i n s i ; pour vostre bien; Soussy vous.vouldroit avoir sien, Ke.crees., n'escoutez sez.mos. 25 23 R-CCCLXXXVII, vv. 1-4. Voir aussi R-CCXXXII, R-CCC-XXVIII. ...... 24 R-LXXXIV, vv. 1-6. I I est a noter que Soussis est au p l u r i e l , indiquant 1'individualite d e s s o u c i s . 25 R-CCXXXIII, vv.,1-4; 9-12.^ V o i r aussi R-^CCXCVIII. 59 Le rondeau CGCLXXXIII qui traite les rapports entre. Pensee et Sous.sy, le geolier, ne developpe pas 1'idee de paix troublee, mais certainement le rondeau CCXXXII la suggere de nouveau. Trouver de la paix, sans doute aupres d'une dame, est tout le contraire de l a volonte de Soussy qui foment e a ehaque occasion un etat d'ame caracterise par le tourment^ la souffranee, et 1*inquietude mentale. Sans doute 1'allegorie Soing avait pour diaries d'Orleans une existence independante, mais malheu-reusement aucun poeme ne le traite tout seul, et a vrai dire i l est difficile,. voire impossible au lecteur modeme d'y distinguer une signification incontestable. Nous savons par le fait que Soing s'allie volontiers a Annuy, a Meren-colie, a Nonehaloir et surtout a Soussy qu'il fait partie des allegories "negatives," et par le fait 26 qu'il se reunit a ce dernier dans quatre cas sur cinq, on serait tente de les faire equlvalolr l'un a 1'autre. En realite on ne serait^dmtrju'stifiieda le faire car le fait meme de 26 Voir de nouveau i e R-CGCXXVIII, cite a l a page 49. 60 l e s juxtaposer indlque tout clairement que dans 1*esprit de d'Orleans i l s se distinguaient. On pourrait oser pour-tant e t a b l i r , grace a cette juxtaposition, des a f f i n i t e s de s i g n i f i c a t i o n : 1*absence de l a paix, 27 et 1'agitation men-t a l e , provoqules toutes deux par l a meme cause, l a s e p a r a -t i o n du but de ses desirs amoureux. 28 S i l a theorle de l a " c u l p a b i l i t e par associ-ation" a quelque v a l i d i t e , on pourrait l'appliquer sans doute dans l e s cas des deux a l l e g o r i e s : Soing et Annuy> Des sept f o i s qu'apparaxt c e l u i - c i , dans deux i l s'associe a Eenser, dans deux a Soussy, dans deux a\ Desconfort, et dans t r o i s a Merencolie; en outre, i l se trouve une seule f o i s avec: Resverie, D e s p l a i s i r , Douleur et Soing.. Le rondeau CCCLXVIII 29 I l l u s t r e 1 * attitude du poete envers Annuy et mentionne l e seul adversaire indique' de c e l u i - c i , Espoir: J'ay p r i s l e l o g i s de bonne heure D'Espoir, pour mon cueur, au jour d'uy, A f f i n que l e s . f o u r r i e r s d'Annuy . . Ne.le preignent pour sa demeure. 27 V o i r surtout R-CLXXXVII ou Soing s foppose a Nonchaloir. 28 V o i r aussi R-LV, R-CCXCVH, R-CCXCVIII. 29 V o i r aussi R-CCCXXVIII, c i t e a l a page 49. 61 , Veu que,, nuyt et jour, i l labeure De me gaster, et je le fuy, J'ay p r i s / l e l o g i s de bonne heure 2D •Espoir, pour, mon cueur,, au jour d'uy./ 30 Un autre aspect "ne'gatif" qui l i e l a s i g n i f i c a t i o n d'Annuy a c e l l e des allegories deja examinees dans ce chapitre est l e sens de l'isolement et de l a r e s t r i c t i o n apparent chez c e l u i qui en souffre. C'est'a mon avis l a portee que l a i s s e supposer l'emploi de termes t e l s que " f r o n t i e r e , " "barriere," et " r e t r a i r e " dans l e rondeau suivant: N'oubliez pas vostre maniere! Non .ferez vous,.je m'en fays f o r t , Ennuy,. arme . de De sconf ort, Qui.tousjours me tenez f r o n t i e r e . Venez combatre a l a barriere, Et fetes acoup vostre e f f o r t : N'oubliez pas /vostre maniere! Non ferez vous, je m'en fays f o r t . / Quant mectez sus votre banyere, Cueurs loyaulx, guerriez s i f o r t Que l e s . f a i c t e s r e t r a i r e ou f o r t De Douleur, a piteuse chiere. N'oubliez. pas /vostre maniere!/ 31 I I est facheux qu'aucun rondeau ne t r a i t e d'Annuy tout seul, nous fournissant a i n s i des renseignements plus precis concernant l a conception de son role sans consi-derer ses divers rapports avec l e s autres a l l e g o r i e s . 30 w. 1-8. 31 R-CCCCIII. 62 Cependant, en nous servant, de l a l i s t e des cohortes et des t r a i t s peu sympathiques avec lesqueIs i l est depeint, on arrive h une d e f i n i t i o n d'Annu y qui accenture d'abord l e f a i t q u ' i l t r a v a i l l e pour n u l l i f i e r l e s bons e f f e t s d'une force "positive" t e l l e qu'Espoir et ensuite,,. l e f a i t q u ' i l represente un 6tat d'ame qui imite 1*ennui ou l*anxiet£ que cause l a separation de l a dame adoree. 32 Etre i s o l e de l a dame deslree ou perdre 1'espoir de l a posseder, c'est ^prouver une sorte de deui l personnel. C'est cette espece de chagrin qui domine dans l e s situations ou s e trouve Deuil, un chagrin qui e'voque, quoique passagerement, des tendances vers l e repentir: S'en mez mains une foiz; vous t i e n s , Pas ne m' eschaperes, Plaisance, Ja. Fortune n' aura pui s sane e Que n! aye ma part de voz biens; En despit de Deuil et dez siens, Qui me tourmentent de1. penance, S'en mez.mains /une f o i z vous t i e n s . / 33 Done Deuil s*oppose a Plaisance, qui represente l a possession de l a dame, 34 et plus l o i n dans l e poeme a Esperance. 32 Comparer aussi 1*opposition d'Annuyeulx Pensement et Loyaate. dans ,R-CLXXVII. •33 R-XLV, w. 1-8. 34 V o i r le chapitre IX et R-CCLXXXI. 63 I I s ' i n s t a l l e a i n s i parmi l e s combattants qui s'opposent aux positions prises par Plaisance, Esperanee et l e s autres a l l e g o r i e s mentionnees au chapitre I I I . De plus, on reconnait chez Deuil l e s agisse-ments de Fortune dont l a volonte capricieuse gouverne l e s actions de ses subordonne's, q u ' i l s en s oient conscients ou non. Le poe'te se p l a i n t a i n s i de Fortune: Me eouvient i l z tousjours ou plus parfont De Deuil nager, sans venir a bon port! Pourquoy moy, /plus que l e s autres ne font, Doy je porter de Fortune.1'effort?/ 35 On note aussi que 1'inquietude mentale que represente Deuil est en contradiction directe avec I ' e t a t de paix — e'est-a-dire l a cessation de l a l u t t e amoureuse — que l e poete desire tant. Bans le rondeau CCLXXX par exemple, Deuil s ' i d e n t i f i e avec un orage: Quant Pleur ne pleut, Souspir ne vente, E t que cessee est l a tourmente De Deuil, par l e doulx temps d'Espoir, La nef de De s i r e u l x Vouloir A Port Eureux f a i t sa dessente. 36 Et dans le rondeau qui suit l e pre'ee'dent, ssur le meme theme, Deuil, s'^tant heurte" contre l a resistance composee de 35 R T G C L X X I , V V . 1-4. 36 w. 1-5. 64 Reconfort, de Plaisance, de Joye t et d'Espoir, " f l i t et s'en maleontente." 37 Done De u i l s * a l l i e incontestablement r aux a l l e g o r i e s "negatives" et a l a s i g n i f i c a t i o n plus precise du chagrin tourmente produit par l ' i n s e c u r i t e de l a p o s ition de 1*amoureux. Dans l e s deux rondeaux qu'on vient de c i t e r se trouve aussi 1'allegorie Longue Actente qui semble vou l o i r dire deux choses: primo, le temps qui passe entre l e commencement d'une intrigue et son denouement heureux, et secundo, l a d i s p o s i t i o n d'ame qui resuite de l'attente necessitee par l e s exigences de l a dame. Le rondeau GCLXXX qui t r a i t e l e theme de " l a nef de Desireulx Vouloir" et de son arrivee a "port Eureux," e'est-a-dire, de l a duree d'une intragoea et de son issue, parle des d i f f i c u l t e s qu'ont ceux qui vendent Longue Actente: Lars l e s marehans de Longue Actente, Pour engaiger et corps.et,rente. En ont ce,quten peuent avoir, D'en acheter font l e u r povoir. 38 Une t e l l e c i t a t i o n , par I 1opposition de Longue Actente a 37 R-CCLXXXI, v. 11. 38 w. 12-15. 65 Desireulx Vouloir et a Espoir, situe e e l l e - l a parmi l e s "negative a." Pourtant 1*interet p r i n c i p a l a 1'egard de Longue Actente se concentre dans l e s deux rondeaux qui ont a f f a i r e a I 1 a l l e g o r i e . La Forest de Longue Actente.. V o i c i l e rondeau CCXXV: En l a forest de Longue Actente, Par.vent.de Fortune Dolente, Tant y voy abatu de bois Que, surma foy, je n'y congnois A. present ne voye> he sente. . , Pieca, y p r i s joyeuse rente, Jeunesse l a payoit contente, Or n*y ay.qui vaille.une nois, En l a forest /de Longue Actente./ V i e i l l e s s e d i t , qui me tourmente: Pour,toy n'y.a pesson, ne vente Comme tu as eu autresfois;, Passes sont tes jours,.ans et mois; Souf f i z e toy et te contente En l a . f o r e s t de Longue Actente./ I I faut former l e i quelques conjectures sur l a s i g n i f i c a t i o n de ce rondeau, et par extension, sur c e l l e de Longue Actente. Premierement, quelle est l a portee de "forest?" J'y vois avant tout un element qui suggere I'obscurite ou i*incapacite de v o i r c l a i r , c. rest-a-dire 1* impuissance de denouer-:]btia-•veMture-actuelle. Deuxiemement, "forest" suggere l e s obstacles qui interviennent entre l u i et sa "perj" c*est 66 aussi une partie de l a s i g n i f i c a t i o n des bois ou des arbres abattus par Fortune l a capricieuse, ou dans ce cas, par Fortune Dolente. P u i s q u ' i l s'agit i c i de l'antithese de V i e i l l e s s e et de Je une sse , on pourrait f a i r e e'quivaloir l e s arbres abattus aux intrigues amoureuses du passe, lorsque l e poete pouvait v o i r net ou menait chaque "voye" et chaque "sente." Quant a Longue Actente, e l l e r e t i e n t l a s i g n i f i -cation que je l u i donnai deja, mais adopte par surcroit l ' l d l e que l e s aventures deviennent de plus en plus rares, a mesure que 1*amoureux v i e i l l i t . Quand on n'a n i "pesson" n i "vente," c'est-a-dire quand on manque des choses necessaires a a t t i r e r I'attention de l a dame, et pour l a posseder, on doit s*attendre a ce que 1'attente entre l e commencement d'une intrigue amoureuse et sa f i n s o l t plus longue, et que l a souffranee que cause l a f r u s t r a t i o n de cette attente, s o i t plus penible. 39 L f e t a t amoureux f a i t r e s s e n t i r encore une d i s p o s i t i o n de I ' e s p r i t , c e l l e d^erite par l t a l l e g o r i e 39 Comparer aussi l e rondeau CCXVTII, ou ne se trouve pas le•theme de•la v i e i l l e s s e approchante. Longue Actente ret i e n t sa s i g n i f i c a t i o n . e s s e n t i e l l e . . '-67 Douieur. Pour un personnage qui ne f a i t que six entrees en scene (sauf variantes) Douieur a une l i s t e impre.ssion-nante de complices. Nous vimes deja dans l e rondeau GGLXXXV 40 qu'elle a i d a i t Pleur, Dure Destinee et Mal Eur a d i s t r i b u e r l e s cadeaux changeants de. Fortune* 41 Plus l o i n e l l e est chatelaine d'une forteresse frequentee par Ennuy et Desconfort. 42 Considerez aussi ceux qui se presentent dans cette c i t a t i o n ou l e s divers aspects du cote, "negatif" de 1* amour courtois sont egale's aux diverses par t i e s d'une musique es sent i e l lament reQigieuse: Chiere contrefaicte de cueur, De.vert perdu et.tanne' painte, Musique notee par Fainte, Avec.faulx bourdon de Maleur! Qui est i l ce nouveau chanteur, Qui s i mal vient a son actainte, Chiere /contrefaicte de cueur, . De vert:perdu et tanne painte?/ Je ne tiens contre ne teneur,. Enroue, faisant faulte mainte, Et.mal entonne' par Contrainte: C'est.la chappelle de Douieur, Chiere./contrefaicte. de cueur!/ 43 , 40 Cite a l a page 28. 41 Ce rapport ayec Fortune se v o i t de fadon p a r e i l l e dans R-C.CXC, ou est depe inte I' i n se curite du cueur assis. entre Douieur et Confort. . . ' 42 R-CCCCIII.' ' 43 R-CCCCIV. 68 Ces images du chant, couplees a celles. de l a danse se trouvent aussi dans l e rondeau CCCCXXII dans lequel Soussy, V i e i l l e s s e etsDesplaisance dansent dans " l a maison de Doleur." Le f a i t que dans t r o i s des exemples de 1'apparition de Douleur e l l e se trouve a l ' i n t e r i e u r d'un e d i f i c e quel— conque semble a mon opinion accentuer l a nature t r e s per— sonnelle de cet etat d'ame. Sans doute, etant donne l e penchant general de l a poesie de Charles d'Orleans, nous assistons i c i a l a eoncretisation de l a douleur causee par le manque de progres dans ses intrigues, hypothese soutenue par l e s s i g n i f i c a t i o n s apparentes des autres a l l e g o r i e s auxquelles e l l e t i e n t compagnie. Je vols dans Douleur l'espece de t r i s t e s s e qui c a r a c t e r i s a i t Merencolie, a l a difference que l a t r i s t e s s e de c e l l e - c i e t a i t e s s e n t i e l l e -ment sociale alors que l e chagrin de Douleur est au fond p r i v l et tend a se trouver renferme dans 1'ame du poete. Je voudrais f a i r e mention de deux a l l e g o r i e s qui ont I'apparence d'etre des variantes de Douleur. La premiere se nomme Trop Douloir et'iparait dans un rondeau cu l'on donne une recette pour guerir " l e s malades cueurs 69 amoureux." 44 On preche assez facetieusement contre tout exces. La seconde s'appelle Pleur qui de nouveau s'iden-t i f i e au moyen de ses associes. Deux f o i s i l s'assoeie a Souspir et l e s deux semblent etre l e s expressions physiques de l ' e t a t d*esprit occasionne tantot par Merencolie, tantot par Douieur. 45 Dans l e s deux autres cas, Pleur s ' a l l i e directement a Douieur: d'abord dans l e rondeau qui commence: "L'eaue de Pleur, de Joye ou de Douieur," 46 et ensuite dans c e l u i oh. dominerides elements de chant et de danse: Puis chantoient chancons de Pleur, Sans musicque, ne accordance; D' ennuy,,. comme ravy en trance, M'endormy lors,.pour l e meilleur, Dedens.la maison /de Doleur./ 47 Cette derniere citation,, tout en indiquant l e l i e n d* asso-c i a t i o n qui attache Pleur a Doleur, met en r e l i e f l a qualite exteriorisante de Pleur qui rend perceptible a I ' o r e i l l e l e s chagrins amoureux que represente Douieur. Dans cette meme "maison de Doleur" danse 44 R-CXVTII. 45 R-CCLXXX, et R-CCLXXXI. 46 R-CCLXXXV. 47 R-^CCCCXXII, w. 9-13. Deja c i t e i n toto, pp. 56-7 70 1'allegorie D e s p l a i s i r ou Deplaisance, l a derniere que je eonsidererai parmi l e s "negatives." Cependant l a meilleure d e f i n i t i o n de cet etat d'ame se trouve dans un rondeau ou. Desplaisance n'est pas une a l l e g o r i e , mais un simple etat d'ame de'erit comme t e l ; De riens ne sert a cueur en desplaisance, Chanter, danser, n'aucun esbatement, . I I l u i , s o u f f i t , d e povoir seulement Tous.jours.penser a.sa.male meschanee. Quant i l congnoit qu'en hazart g i s t sa chance, E t de s i r n'est.a son commandement, De riens /ne sert a cueur en desplaisance./ S'on r i t , pleurer l u i est d' acoustiimance; S ' i l peut, a part se met l e plus souvent, A f i n qu'a nul ne tiengne parlement;. Pour l e guerir j a mire ne s'avance: De riens /ne sert a cueur en desplaisance./ 48 Absence de p l a i s i r s mondains, comprehension du role de Fortune, d e s i r de se t e n i r hors de l a soclet^ des hommes, v o i l a l e s matieres premieres qui servent a construire l a disp o s i t i o n d'esprit qu'on appelle Desplaisance. Une t e l l e d i s p o s i t i o n — comme toutes c e l l e s que nous avons t r a l t e e s dans ce chapitre — f e r a i t l o g i -quement tout son possible pour defendre l a r e a l i s a t i o n d'un etat.de paix. Le poete l a prie a i n s i : 43 R-XL. 71 Paix ou treves je requier, Desplaisance: S'en toy ne t i e n t , pas ne tendra a moy, Que ne.. soyons desormais en requoy; Acprdon nous, chargeons en Esperanee. 49 E t ensuite, D e s p l a i s i r , j o i n t a Annuv et Soussy, cause cet acces de colere: "Nul ne repose pour leur cry, / Boute l e s hors...." 50 On ne devrait pas s'etonner non plus que Des- plaisance s ' i d e n t i f i e avec l e s vieux, 51 ou qu'elle s o i t de'peinte comme source de mauvaises nouvelles. 52 Indubi-tablement nous traitons i c i d'une allegorie qui nie l a dominant ion bienfaisante d'Espoir, de Joye, d'Eur, de Confort, ou meme de Non Chaloir, mais qui represente dans l a t r a d i t i o n de 1'amour courtois encore une espece de chagrin, de mecontentement, ou de vexation«, On s'apercoit dans l e cas de Desplaisance d'une tendance d ' i n s i s t e r sur l e s aspects sociaux de l'amour, qui e t a l t apres tout a cette epoque un jeu de societe bien r^gle*. Done cette t r i s t e s s e pourrait etre eelle qui resuite du de s i r de ne plus avoir 49 R-CCXCVI, vv. 1-4. 50 R-CCCXXXIX, vv; 8-9. 51 Y b i r l e R-CCCCXXI, cite" a l a page 32. Aussi R-XXXIX. 52 R-XLIII. • • - " • 72 affaire- aux hommes, tant on est ehagrine par l a d i f f i c u l t e ' de son intrigue amoureuse • Toutes l e s a l l e g o r i e s de ce chapitre ont comme theme un i f i a n t l a description par leur actions et par leurs combinaisons des etats d'ame e'voques par l e s obstacles qu i se trouvent entre l e s desirs de 1'amoureux et la. r e a l i s a t i o n de ceux-la. Nous avons par exemple: Merencolie» qui evoquait une sprte de t r i s t e s s e decouragee, qui nous rendalt i n d i f f e r e n t s a l a vie et nous f a i s a i t a c c u e i l l i r l a solitude; et Soussy» plus f o r t , dont l a dis p o s i t i o n d'ame equivalait a une inquie tude tourmentee; et Soing, semblable a Soussy, mais i n s l s t a n t plus sur 1'absence de l a pais; Annuy, avec ses images d'isolement et de r e s t r i c t i o n ; Deuil, l e chagrin cause par l a separation et par l ' i n s e c u r i t e de 1'amoureux; Longue Actente, 1'etat d'ame, surtout c e l u i d'un vieux, qui doit beaucoup attendre et beaucoup s o u f f r i r avant de j o u i r du guerdon merite; Douleur, t r i s t e s s e p a r e i l l e a c e l l e de Merencolie, mais avec des tendances plus personnelles; et enfin D e s p l a i s i r , un etat d'ame ou. domine encore une disposlti'.on semblable 73 a c e l l e de Merencolie, a l a difference i c i qu'on en accentue l e s contre-coups sociaux. 74 Chapitre V: Al l e g o r i e s des rapports sociaux Au cours de ce chapitre je voudrais examiner deux a l l e g o r i e s p r i n c i p a l e s : Loyaute et Dangler, qui ne sont n i des d i v i n i t e s impersonnelles et tyran-niques, n i des concretisations des dispositions d'ame, caracteristiques de l'amoureux qui envisage un avancement ou un retardement dans sa l u t t e vers l a idame:. • Pour ne prendre qu'un exemple de ce dernier groupe, Merencolie., nous vomes jusqu'a quel point l e sentiment que l e poete d e c r i v a i t e t a i t un sentiment personnel; ce qu'on ressentait, on l e ressentait en s o i . I c i , au contraire, grace a l a nature de. 1*amour courtois, qui t r a i t e l e s rapports entre deux etres humains, nous avons a f f a i r e a des al l e g o r i e s qui meritent l a q u a l i f i c a t i o n "sociales." Considerons d'abord l a s i g n i f i c a t i o n de Loyaute dans un rondeau t e l que c e l u i - c i : Mentez, menteurs a carterons, Certes point ne vous redoubtons, Ne vous, ne voustre baverye;. . Loyaute" d i t , de sens garnye: "Fy de vous et de.voz raisons!" On ne vous prise deux boutons, 7 5 E t pour ce, nous vous deboutons, Esloignant.-nostre compaignie: 1 Nous voyons i c i Loyaute opposee aux menteurs qu'on pourrait assimiler aux i n f i d e l e s en amour, ce qui ne l a i s s e r a i t pour Loyaute que l a s i g n i f i c a t i o n assez generale de " f i d e l i t e " et , a cause de l a nature de l a poe'sie de Cnarles d'Orleans, on pourrait a l l e r jusqu'a l a l i m i t e r a. l a f i d e l i t e entre I'amoureux et l a dame bien-aimee. Gependant d*autres poemes me suggerent une certaine dualite dans l a ported de l 1 a l l e g o r i e Loyaute', par exemple, le suivant: Ou Loyaute me payera Des servicez qu'ay.fais sans faindre, Ou.j'auray cause de,me plaindre, . "Qui mon.guerdon delayera. Bon Droit pour moy tant c r i e r a Qu'aux.cieulz f e r a sa voix ataindre. 2 Dans cette c i t a t i o n Loyaute recompense ceux qui ont ^te f i d e l e s en amour et indique un deuxieme aspect de sa s i g n i f i c a t i o n , une tendance re'sum^e dans l'idee de "legalite'." On notera naturellement l * a f f i n i t e e'tymologique des deux 1 R-CCCCXXV, w. 1-8.. 2 R-LXXXIX, w. 1-6. 76 termes: loyaute et l e g a l i t y . 3 On s a i t en outre que 1'amour courtois et l a r e a l i s a t i o n de ses d ^ s i r s d^pendaient en-t i e rement de 1'accomplissement f i d d l e d'une se^rie d e l o i s pre sorites par l e s dames. On peut done en conelure que suivre ees l o i s , c' e t a i t etre l o y a l ou l e g a l , e'e'tait meriter l a recompense designee aussi par ces l o i s . Dans, l a c i t a t i o n qu'on vient de donner, 1*allegorie Bon Droit > qui semble representer l e d r o i t qu'a l'amoureux a une recompense, sert a mon avis a souligner cette these. Le rondeau LVI,. qui est une parodie des rapports entre seigneur et vassal, montre Loyaute' dans une sit u a t i o n ou l e bonheur de l.'homme depend de l a volont4 de l a dame. Le poete s'adresse a i n s i a une dame: Sans que Merci, ne Grace me soustiengne, S'en Loyalte - je f a u l z , ne tant ne quant, Punissez moy tout a.vostre talant;. Et.se bien sers, pour.Dieu, vous en souviengne, Se /vous voules que tout vostre deviengne. 4 De nouveau on trouve Loyaute- jointe a I'^idee de recompense: ..."A ce je m'actens, Veu qu'ay Leaulte' pourpensee 3 Tous l e s deux derivent du l a t i n legalitatem. 4 vv. 8-12. 77 Que die mes soussiz despensee Seray, maigre' le s. maleontens.." 5 S i Loyaute represente 1'id^e que s i I'on aime loyalement, c'est-a-dire legalement, on a d r o i t au guerdon p r e s c r i t , quelle s i g n i f i c a t i o n f a u t - i l donner a Faulset^ qui est presentee comme I'adversaire p r i n c i p a l de Loyaute'?; Au derrain, f e r a Loyaute Faulsete.de son penser veufve; Pour Raison f a u l t que,Dieu s'esmeuve,, Monstrant.sa puissance et bonte-Contre l e t r a i t /de Faulcete 7./ 6 Quoiqu&aucun exemple ne donne une d e f i n i t i o n incontestable, l a juxtaposition de ces deux personnages antipaihiques suggere que Faulset£ comme allego r i e a i t l a s i g n i f i c a t i o n opposee: oil deception ou refus de poursuivre une quete amoureuse selon. l e s regies. La dualite que je proposal pour Loyaute" se trouve aussi dans deux autres a l l e g o r i e s secondaires: Leal Voulolr et Leal Desir. V o i c i l e seu-il exemple du premier: 5 R-CCCCVT, w. 9-12. 6 R-LC1T, w. 8-12. V o i r aussi R-CLXXTII. 78 Pour nous contenter, vous et moy, De bon.cueur et entier.povoir,. Ne s'espargne Leal Vouloir, . Viengne avant sans se t e n i r quoy. Gc>mmandez moy je ne scay quoy, Vous verrez.se feray devoir, Se fa u l z , par l'amoureuse loy, Mis en.fosse.de Nonchaloir. Soye sans grace recevoir. 7 I I faut remarquer i c i l e s elements que nous venons d'as-socier avec Loyaute: necessite d*ob^ir a l a dame, pre'sence d'une amoureuse l o i , et manque d'une recompense s i 1'on rfia&q&e a son devoir. Done, Leal Vouloir parait representer l a volonte de I'homme decide si poursuivre sa quite selon l e s l o i s . I I existe deux exemples de l a seconde. Dans le rondeau CCLXXII l e poete se lamente sa jeunesse passee a:.faire tout son possible pour suivre Leal Desir, et sa v i e i l l e s s e injuate quand i l est "sans apuy.." Dans l e second, le poete s'adresse a i n s i a Leal Desir et a Bon Vouloir, ce dernier est probablement 1'equivalent de Leal Vouloir: 7 R-CCCXVIH, w. 1-6, 9-11. 7 9 Je vous ay; servy longuement, En y.despendant largement Des Mens que. j'ay,peu.recevoir: J*en b a i l i e / l e denombrement ., Que je tiens. soubz vous loyaument, Loyal d e s i r et Bon Vouloir./ V i e i l l e s s e m'assault fellement, Et.me.veult a destruisement Mener; maiz, veu qu'ay f a i t devoir, Que m-!'aiderez j'ay ferme espoir. .8 Dans cette variante Leal Desir, nous voyons l e s memes t r a i t s que dans Leal Vouloir et dans Loyaute: servitude de 1'amoureuxmais croyance a l a recompense ultime s i . l ' o n s a l t suivre l e s l o i s de 1*amour courtois. L*evidence des deux variantes sert a j u s t i f i e r l a th&se i n i t i a l e que Loyautd dans le contexte de 1*amour courtois — qui est apres tout un phenomene s o c i a l — a une double s i g n i f i -cation: d'abord, l e role minimise de " f i d e l i t e " generale, et ensuite, le r6le plus etendu de "legallte'." SIT'on poursuit sa route vers l e but desire* selon l e s regies de 1*amour, I I est juste qu'on y parvienne. La seconde allegorie " s o c i a l e " se nomme Dangier et ne parait que dans sep>t rondeaux, ce qui rend assez d i f f i c i l e lelaboration d'une d e f i n i t i o n comprehensive. 8 R-CCCLXXV, vv. 6-15. 80 Examinons pourtant quelques exemples de son emploi. Voic'i l a derniere strophe du rondeau CXGVII dans lequel l a c h a s s e aux Dangiers (au p l u r i e l ) est compare'e a l a chasse aux sangliers: Lors mon cueur lascha sus l e v r i e r s , Lesquelz sont.nommez Des i r i e r s ; Puis Esperance, 1 * asseuree , L'espieu ou poing, sainte.I'espee, Vint pour.combatre voulentiers, A i n s i /que chassoye aux sangliers./ 9 Tout ce qu'on apprend d'une t e l l e c i t a t i o n est l e f a i t que Dangier est l'ennemi d 'Esperance, c*est-a-dire que Dangier met obstacle a 1*espoir que 1'amoureux atteindra au but desireo La meme opposition se trouve dans l e rondeau CCCXIU. Dans un troisieme,, Dangier veut detruire I 1 u n i t e qui existe entre deux amouremx: Ung cueur, ung v e u i l , une plaisance, Ung des i r , ung conscentement,: Ung reconfort, ung pansement, Fermez.en.loyale fiance, Gontre Dangier et sa puissance, Qui l e s het trop mortelement, Guardons l e s bien et sagement: N ' e s t c e toute nostre chevance, Ung cueur, /ung v e u i l , une. plaisance?/ 10 9 w. 12-17. 10 R-XXIX,"w. 1-4, 8-12 81 L'idee. de 1'*antipathie de Dangler envers l e s amoureux est reprise dans ce poeme: En f a i c t e s vous doubte ? Point ne le devez, Veu que vous savez Ma pensee.toute. Dangier nous escoute, Sus,.to st acheve z, Ma foy.recevez, . Ja ne sera route. En f a i c t e s /vous doubte?/ 11 I I est e'vident de ces quelques exemples que nous n'avons plus a f f a i r e a un etat d'ame. Malheureusement tout ce qu ' i l s enseignent, c'est que nous traitons une force quelconque qui s'oppose a Esperahce et qui voudrait empecher un rapport fructueux entre un homme et une femme. Grace a ce dernier t r a i t , je f a i s entrer Dangier parmi l e s alle'-gories sociales. A cause du manque de toute eVidence i n -teriemre qui precise l e role p a r t i a l l i e r de Dangler, nous sommes obliges d?!' avoir recours aux hypotheses t e l l e s que c e l l e s - c i : primo, que Dangier pourrait repre'senter l e s Anglais qui emprisonnerent Charles d'Orleans entre 1415 et 144iD,supposition qu'on dolt baser plus sur Tes 11 R-CCXXII, w. 1-4, 9-13. 82 Ballades et l e s Chansons que sur l'evidence des Rondeaulx. Le cr i t i q u e Pierre Champion dans sa l i s t e des apparitions de Dangier, 12 donne une dizaine d'exemples ou Dangier designs "sans doute" l e s Anglais. 13 Quelque legitime que s o i t cette opinion, i l faut se rendre compte q u ' i l existe toujours plusieurs niveaux dans l a poesie de d*Orleans et que s i Dangier represente l e s Anglais sur le niveau f i c t i f , c e c i n'exige aucunemext q u ' i l l e s represente sur le niveau de 1'amour courtois; secundo, selon une t r a d i t i o n connue depuis le Roman de l a Rose, 14 1'allegorie Dangier pourrait avoir l a s i g n i f i c a t i o n des parents de l a dame, lesquels s'opposerit aux rapports qui existent ou qui pourraient e x i s t e r entre l a dame et c e l u i qui l u i f a i t l a cour. I I ne faut n i e r n i l'une n i 1'autre de ces suggestions. Cependant, je ne vois aucune raison, vu l'evidence des Rondeaulx qui l e depeignent en ennemi d'Esperance et en destructeur de 1'units' entre amoureux, 12 v o l . I I , p. 617. 13 V o i r par exemple l a Carole I I , w. 18-22, ou le poete parle-de l a prison de Dangier. 14 V o i r C.S. Lewis, op. c i t . , pp. 123-4 et passim. 83 de l i m i t e r a i n s i l a portee de Dangier* J'y apercois plu-tSt l a svnthese de tout obstacle s o c i a l qui cherche a rendre incerta i n ou dangereux l e l i e n de rapprochement entre l e courtisant et l a courtisee. Par 1'accentuation du r8le s o c i a l de Dangier, c e l u i - c i s ' a l l i e st Loyaute. Cette derniere, en t r a i t a n t l e s l o i s qui existaient pour regler 1'amour courtois, appuyait aussi sur cet aspect dominant qui sert a l e s distinguer de toutes l e s autres a l l e g o r i e s de lVoeuvre de Charles d'Orleans. 84 Chapitre VT: Al l e g o r i e s de l a condition humaine On n'a qu'a consulter l'oeuvre d'un V i l l o n ou d'une Marie de France pour savoir jusqu'a' quel point l e role de l a v i e i l l e s s e dominait 1'existence a travers l e Moyen Age. Done i l n'est pas etonnant de trouver chez Charles d'Orleans, deux allegories, Jeunesse et V i e i l l e s s e , qui representent l e s deux stades l e s plus importants de l a condition humaine,,, une Importance encore plus marquee quand on considere ses poesies du point de vue de 1*amour courtois. I I est interessant de noter qu'aucun poeme ne t r a i t e Jeunesse toute seule; dans l e s sept cas ou c e l l e - c i apparait, e l l e est decrite sans exception en comparaison avec V i e i l l e s s e . V o i c i l e s t r a i t s princlpaux de Jeunesse: Au temps passe7, Jennesse sy j o l i e Me gouvernoit; last or n'y suy ge mye, Et pour cela a.pour Dieu, que escuzesoye; Salue s,/moy toute,la.compaignie Ou. a pre sent e ste z a chiere l y e . / Amoureux fus, or ne l e suy ge mye, Et.en P a r i s menoye bonne vie; Adieu bon:temps, ravoir ne vous saroye! Bien sangle' fus d!une estrete eourroye, Que, par Age, convient que l a d e s l i e : Salu^s moy toute l a compaignie1 1 1 R-CCCCXXXV, w. 6-16. 85 I I e s t sans doute v r a i de d i r e que la.i jeunesse a t r e s peu d'importance apparente quand on e s t jeune, et qu' e l l e prend une importance c r o i s s a n t e a mesure qu'on v i e i l l i t . De l a , 1'absence de tout poeme e c r i t pendant sa jeunesse q u i decrive l a jeunesse comme a b s t r a c t i o n . Au c o n t r a i r e , l e poete ressent aetuellement l e chagrin et l e s souffranees de l a v i e i l l e s s e e t l a d l p e i n t en termes du contraste avec une jeunesse i d ^ a l i s e e . La c i t a t i o n qu'on v i e n t de dormer i l l u s t r e quelques t r a i t s de 1'attitude du poete envers c e t t e jeunesse: l e regret du passe, 1*absence de l a n ^ c e s s i t e de l a s o l i t u d e , et avant t o u t , l a pratique de 1*amour cour-t o i s . En b r e f , Jeunesse e s t ce t t e p a r t i e de l a v i e qui se trouve chronologiquement entre l a pubertE et l e de'elin des f a c u l t e s physiques e t s p i r i t u e l l e s , 2 et qu'on passe d'apres l a conception des f i d e l e s de 1'observance, sous l'egide du cote b i e n f a i s a n t d*Amours.. Ceci explique l e s rapports entre. Amours e t Jeunesse dans ce rondeau: Amours, a vous ne chault de moy, N'a moy de vous, c'est quiete et q u i c t e ; 2 V o i r R-XCVI dans l e q u e l Povair semble E q u i v a l o i r au pouvoir. d* entreprendre une . queste amoureuse, - capacite* l i m i t t e a l a jeunesse. . 86 Ung v i e i l l a r t jamais ne p r o f f i t e Avecques.vous, comme je croy. Puis que suis absolz de ma foy, Et Jeunesse m'est i n t e r d i t t e , Amour/ /a vous ne chault de moy, N'a moy de vous, c'est quicte et quicte./ Jeune, sceu vostre v i e i l l e loy; V i e i l , l a nouvelle je deppitte. 3 A 1*exception d1Amours, l a seule a l l e g o r i e qui s'Identifie avec Jeunesse est Lie sse. G e l l e - c i , comme nous vimes, 4 semble etre l ' a l l e g o r i s a t i o n de l a joie donne'e aux jeuunes l o r s q u ' i l s envisagent l a realisation de leu r quete. S i cette d e f i n i t i o n est correcte, l a c i t a t i o n suivante sert a renforcer l e s rapports entre Jeunesse et l a pratique de 1'amour courtois: Temps et temps m'ont emble' Jennesse,. Et l a i s s ^ es mains de V i e l l e s s e Ou vois mon pouvre pain querant; Aage ne me veult, tant ne quant, Bonner l'aumosne. de Liesse. 5 A cause de l a longueur extraordinaire de l a vie de Charles d'Orleans, i l est raisonnable de s'attendre asplus d*exemples de V i e i l l e s s e que de Jeune sse. 6 En e f f e t , 3 R-CCCLXVII, w. 1-11. 4. V o i r a l a page 38. ' 5 R-CCCCXX, w. 1-5". V o i r aussi R-XCVT. 6 V o i r Ballade XC, dans laquelle i l se d i t vieux a l'age de 45 ans.• I I mourra en 1464, age d'au moins 70 ans. 87 i l y en a plus de quinze,, dont quelques-uns accentuent I'incompati'bilite de V i e i l l e s s e avec l a pratique de 1*amour courtois. Par exemple: J'ay garde, ou temps de jeunesse•„ L* observance de s amoureux, Or.m'en a boute hors V i e l l e s s e , E t mis en 1*ordre douloreux Des chartreux de Merencolie, S o l i t a i r e , sans nul.e sbat; A b r i e f z motz,, mon f a i t va de p l a t . 7 On remarque i c i que 1'amour s*exprime encore une f o i s en terme.s de la.,religion, et que l a solitude est l a recompense des vieux. Cette separation se v o i t aussi dans cette c i t a t i o n : A quiconque plaise ou desplal.se , Quant V i e i l l e s s e vient les.gens prendre, I I couvient a e l l e se rendre Et endurer tout son malaise. Nul ne puet f a i r e son devoir De garder d'Amours 1*observance, Quant, avecques son bon vouloir, I I a povrete de puissance. 8 L*allegorie V i e i l l e s s e s ' i d e n t i f i e alors avec l a maladie. et avec l a de'cheance des f a c u l t ^ s physiques et s p i r i t u -7 R-CXII, w. 5-11. 8 R-CXIV, w. 1-8. c 88 e l l e s . 9 On pourrait s'attendre a ce que l a reaction du poete contre. l e s menaces de sa v i e i l l e s s e fut tres violente et qu'elle s'exprimat en termes d'unelutte physique. Cependant s i 1* on examine l a c i t a t i o n pr^ce'dente, on notera l e ton de nonchalance ou de me'lancolie avec lequel le poete d e c r i t sa deception, position prise dans au moins s i x cas ou. apparait V i e i l l e s s e . Conside'rez l e s courtes c i t a t i o n s qui suivent:. V i e i l l e s s e d i t , qui me tourment: Souffize toy et te contente, En l a , f o r e s t /de Longue Actente./ 10 Mon vieulx temps couyient qu'ait son cours, Qui en t u t e l l e me t i e n t sy. Du j a u l l i e r . appelle-. Soussy, Que rendu me t i e n s , pour tousjours. 11 Jennesse m'a laissie'; pour quoy Je ne suis plus de sa l i v r e e . . Puis que t e l l e est ma destinee, .Desormais me.fault t e n i r coy. 12 9 Voir aussi R~CCCCXXI deja c i t e en partie a l a page 32 qui d e c r i t , l a maladie de 1'amoureux age. Remarquer en outre la,parallelisme entre Jeunesse et Povair, et V i e i l l e s s e et Foiblesse, dans R-XCVI. 10 R^CCXXV, vv. 10, 14-15. 11 R-GCGXCI, w. 9-12. " 12 R-CCCXCII, w.' 3-6. 89 Vous m(>avez banny de Jennesse, Rendre ine convlent.desormais. 13 De V e i l l e s s e porte Ilvree Qu'elle m'a, puis ung temps, donnee, Quoy que sort contre mon des i r , Mais maulgre myen le f a u l t s o u f f r i r . 14 Toutes i d e n t i f i e n t V i e i l l e s s e avec une espece de stolcisme,,, qui suggere q u ' i l accepte 1'affaiblissement de sa puissance physique. Examinons brievement l e s associe's et les adversaires de V i e i l l e s s e . Parmi l e s premiers se trouvent, comme nous indiquames d^ja: Foiblesse,, Merencolie, Amours, et Soussy, et en outre, dans sa maladie, e l l e est accom-pagnee de Non Ghaloir, Desplaisance et Grevance, et a i l l e u r s , e l l e danse avec Soussy et Desplaisance dans l a maison de Douleur. 15 Cette l i s t e ne sert qu'a renforcer de nouveau, etant donne l e s s i g n i f i c a t i o n s diverses de ces a l l e g o r i e s "negatives," l a these que V i e i l l e s s e , au contraire de Jeunesse, represente cette partie de l a vie qui comprend chronologiquement les annees du d e c l i n physique et mental, 13 R-CCCCXV, w. 9-10. 14 R-CCCCXXXIV, w. 1-4. 15 R€2CCXXII. 90 Q U en termes de 1'amour courtois, l e s annees ou. l'on devient de plus; en plus incapable d'aceomplir ou meme d'entreprendre une quete amoureuse. I I me semble que nous approchons i c i d'une d e f i n i t i o n de ce que Charles d'Orleans resume dans 1'expression: "Pour V i e i l l e s s e qui m'a en sa b a i l l i e . " 16 LSall4gorie V i e i l l e s s e a au contraire, tres peu d'adversaires a 1'exception de Jeunesse qui f a i t evoque.r au poete un passe7 dore et agacant. On compta d^ja parmi eux Povair et Liesse qui sont tous l e s deux Ide n t i f i a b l e s avec Jeunesse. Un troisieme est Plaisance qui a. cause de son classement avec 1'idee de jeunesse, devient par extension l'ennemi de V i e i l l e s s e : Pour Dieu, f a i c t e s moy quelque bien, Veu.que m'a.desrobe' V e i l l e s s e , Plaisance; car, en ma Jeunesse, Saves que•vous amoye bien. Pour vous n* ay espargnay du my en, Or suis pouvre, p l a i n de fo i b l e s s e . 17 Le seul autre adversaire est Espoir qui se propose comme remede' a l a maladie du v i e i l amoureux: 16 R-CCCCXXV, v. 5. 17 R-CCCCX, w. 1-6. 91 Se l e medecin Espoir, Qui.est le.meilleur.de France, N'y met briefment pourveance, Vi e l l e s s e estainct mon povoir. 18 La seule variante possible de V i e i l l e s s e est Aage qui ne parait que deux f o i s au cours des Rondeaulx. Cependant, dans l e s deux cas, 19 V i e i l l e s s e apparait aussi, ce qui suggererait que dans 1'esprit de Charles d'Orleans, i l s se distinguaienti... , A cause de 1'insuffisance de 1*evidence des Rondeaulx, nous devons ehercher a i l l e u r s l a portee de cette d i s t i n c t i o n . Conside'rez cette c i t a t i o n empruntee a l a Retenue d*Amours: Ung messagier, qui Aage s'appella, Une l e t t r e de creance b a i l l a A Enfance, de par Dame Nature, Et s i l u i d i s t que plus l a nourriture De moy n'auroit.et que Dame Jennesse Me n o u r r i r o i t . et seroit ma maistresse. A i n s i du tout Enfance delaissay . Et avecques.Jennesse m'en alay. 20 Aage i c i , au l i e u de s i g n i f i e r V i e i l l e s s e , semble indiquer plus generalement l e passage d'un age au suivant, de 1*en-fance a l a jeunesse, et de l a jeunesse a l a v i e i l l e s s e . 18 R-CCCCXXI, w. 9-12. 19 R-CCCCXX, c i t e a l a page 38 et R-CCCCXXXXV, cite' a l a page 84, 20 w. 13-20. 92 En presence de cette d e f i n i t i o n , Aage., qui dans l e rondeau CCCCXX ne veut pas donner au poete l'aumone de Liesse, pourrait representer 1*abstraction des choses convenables a un certain age, ou a un certain niveau de developpement. Lie sse convient aux jeunes, l e poete est des vieux, done Aage l a l u i defend. Be maniere semblable, dans le rondeau CCCCXXXV, 1'amour et l e s divertissements parisiens l u i sont defendus, car eux aussi, i l s appartenaient plus convenablement a sa jeunesse qu*a sa v i e i l l e s s e . Dans ee chapitre, en plus d'Aage, nous approfondxmes deux all e g o r i e s representatives de deux stades de 1'existence humaine: Jeunesse qui pe r s o n n i f i a i t cette partie de l a vie entre l'enfance et l a v i e i l l e s s e et dans laquelle, grace a 1'excellence des facultes physiques et s p i r i t u e l l e s , on pouvait j o u i r des recompenses de 1'amour courtois, et ensuite, T i e i l l e s s e qui e'quivalait aux anne'es du declin du corps et de 1* e s p r i t et dans lesquelles l a jouissance du t r i b u t legitime de sa l u t t e devient de plus en plus penible, ; de plus en plus rare. 93 Chapltre VII: Al l e g o r i e s des activite's mentales I I est interessant de speeuler jusqu'a quel point 1*amour courtois e'tait pour Charles d'Orleans une a c t i v i t e purement mentale ou s p i r i t u e l l e , car nous ne savons presque r i e n de sa vie au cours des vingt-cinq annees apres l a b a t a i l l e d'Agincourt q u ' i l passa empri-sonne en Angleterre mais qui f i r e n t naitre — a* en cr o i r e l e s c r i t i q u e s t e l s que Champion et H^ricault --- l a plupart de ses poesies. Bien entendu, grace a une documentation plus vaste et plus sure, on s a i t que surtout apres son retour en France en 1441, cette a c t i v i t e j o u i s s a i t d'une port4e conside'rable qui avait indubitablement un cote r e e l ou physique. Cependant pour l e s besoins de ce chapitre qui t r a i t e . l e s deux al l e g o r i e s des a c t i v i t e s mentales„ Pensee (Penser) et Ravson, i l s u f f i t de comprendre que 1'amour courtois e t a i t pour Charles au moins en partie une activite' de 1'esprit. Examinons d'abord l e s s i g n i f i c a t i o n s apparentes de Pensee. Dans quelques-uns des vingt exemples 94 de son apparition, on pourrait l a considerer tout simple-ment comme l a personnification de l'e.sprit humain dans toute sa complexity. C'est cette s i g n i f i c a t i o n que je donne a Pensee dans l e rondeau CXCVII 1 ou l a chasse aux Dangiers est comparee: a l a chasse aux sangliers. L'expedi-t i o n a l i e u dans l a foret de sa pensee, ce qui met tout sur un niveau s p i r i t u e l . De meme, on note dans l a c i t a t i o n suivante que c'est Pensee ou 1'esprit qui doit maitriser l a langue: Quant on est en frontiere De Dangereux P a r l e r , Quelque chose /derriere Couvient tousjours garder./ Se Pensee legiere Veult mots trop despencer, Raison doit espargnier, Comme l a t r e s o r i e r e : Quelque chose/derriere Couvient tousjours garder./ 2 En tant que Pensee semble repre'senter l a . partie s p l r i t u e l l e de 1*existence du poete, i l est raisonnable de s'attendre a ce qu'elle entre en c o n f l i t avec l e s representants des dispositions d'ame causees par l e s a_gissements de 1'amour 1 De'ja c i t e a la, page 80. 2 R-LXVII, w. 5-14. 95 courtois, phenomene que nous qualifiames de'ja de " s o c i a l " ou "mondain." Par exemple: Ce n'est que chose acoustumee, Quant Soussy voy.vers moy venir, Se tost ne l u i venoye ouvrir,... . II romproit I'uis de ma Pensee. 3 Au autre t r a i t caracte'rlstique de Pensee, suggere dans l a c i t a t i o n pre*eedente, est son incapacite de se de'fendre contre l e s assauts de ses ennemis. E l l e doit s'ouvrir a n'importe qui: L'eaue de Pleur., de Joye ou de Douieur, Qui f a i t mouldre l e molin.de Pensee, Dessus.lequel l a rente est ordonnee, Qui. doit foumir. l a despense du cueur. Lors l e mosnier, nomine- Bon, ou Mal Eur, En prant p r o u f f i t , . a i n s i que luy agree; Mais Fortune souvent desmesuree Lui destourbe maintes f o i s , par rigueur. 4 Grace aux a c t i v i t e s embrouillantes de Fortune, Pensee ne peut r i e n f a i r e pour regler sa propre existence. La meme tendance se montre i c i : L ' o s t e l l e r i e de Pensee P l a i n e d e venans et alans 3 R-CCXXXII, vv. 1-4. Le r6le de Soussy comme ennemi de Pensee est assez repandu. On en note cinq exemples supplementaires: R-CCXXXIII, R-CCXLVII, R-CCXCvTII, R-CCCXXXIX,.et.R-CCCLXXXIII. 4 R-CCLXXXV, w. 1-4, 8-12. 96 Soussis, soient p e t i s ou grans, A. chascun est habandonnee. E l l e n*est a nul reffusee, Mais preste pour tout l e s passans. 5 A cattse de l a position intenable ou se trouve Pensee, l e poete essaie assez souvent de l u i f o u r n i r un a b r i , de l a l a tendance de cl o t u r e r ce personnage. E l l e est renfermee dans " l a forest de sa Pensee," 6 dans " l e j a r d i n de sa Pensee," 7 dans " l e molin de Pensee," 8 dans "l*ostellerIe: de Pensee," 9 ou dans " l a prison de Pen see. "10 A i l l e u r s e l l e est separee du monde par " l ' u i s de sa Pensee."11 Pourquoi cette separation toujours desiree mais jamais realisee? Nous mentionnames deja qu*en termes generaux Pensee e'quivaut a l a partie s p i r i t u e l l e ou meditative de l'bomme. Deux raisons p r i n c i p a l e s viennent § 1'esprit. D'abord, l e s endroits ou Pensee se renferme donne au poete 5 R-CCCXXXI, w. 1-6. 6 R€ XCYII. 7 R-CCLVII. 8 R-CCLXXXV. 9 R-CCCXI, R-OGGXXXI, R-CCCXXXIX. 10 R-CCCLXXXIII. 11 R-CCXXXII, R-GCXCvTII. 9 7 un arriere-plan plus etendu pour peindre l e s t r a i t s de cette allegorie en comparaison avec d'autres personnages s o i t sympathlques, s o i t antipathiques. Ensuite, l e f a i t meme de l a separation semble indiquer un de s i r de trouver au mil i e u de l a l u t t e continuelle necessitee par 1'amour courtois un sentiment d'apaisement, une treve qui l u i per-mette l'emploi t r a n q u i l l e de ses facultes mentales. On remarque assez, souvent un choix de mots qui suggere ce des i r de l a paix. Considerez ces deux exemples: Maudit s o i t mon cueur, se j'en mens! Quant a mon l e s i r estre puis Et avecques Pensee.suis, Enmez maulx prens alegemens. Assez y treuve esbatemens, L o r s - l u i dy: "Ma maistresse, et puis Serons nous a i n s i jours et nuis? G*y. donne mes . eonsentemens." 12 Ma plus chier tenue richesse Ou parfont. tresor de .Pensee Est soubz c l e f , . seurement. gardee, Par Esperance, ma. Dee sse. Avecques e l l e , ' s e u l , sans pre sse, Je m'-esbas. soir.et.matinee; , A i n s i passe.temps et journee. Au p a r t i r dy: "Adieu, maistresse, Ma plus./chier tenue richesse!"/ 13 12 R-Lxxxrvy w i 1 - 4 , 9 - 1 2 . 13 R-CCCXXTV, w. 1-4, 9-13 98 I I est meme possible de v o i r dans ce desir de se t e n i r a l'ecart pour e v i t e r l e s exigences sans doute penibles-de 1*amour courtois, un moyen de s'e'chapper a l a r ^ a l i t e socia... l e de sa p o s i t i o n l Quant aux "esbatemens," l i s repre 7-sent'ent deux choses. probablement: sa creation poetique et son manlement des questes amoureuses. Encore un exemple de l a tentative que f a i t l e poete de maintenir 1"unite es s e n t i e l l e de ses facultes mentales devant l e s assauts du monde se trouve dans une des variantes de Pensee, l e Livre de Pensee: Dedens mon Livre. de Pensee, J'ay trouve7 escripvant mon cueur La vraye h i s t o i r e de douieur De. larmes toute .enluminee. 14 Nous remarquames deja l a juxtaposition de Pensee et d'au-t r e s a l l e g o r i e s qui repre*sentent divers aspects de l a douieur des amoureux. Ce qui est nouveau i c i , c'est a mon avi s , l'emploi de Pensee pour suggerer 1'idee du pass^, ou au moins d'un present qu'on peut eterniser au moyen de l a poe'sie. Cette i d e n t i f i c a t i o n pourrait resoudre le probleme 14 R^XXXIII, w. 1-4. ' 99 du vSle tres curieux de Penser dans ce rondeau: Penser me guerrie, Et Fortune aussi, Tellement et s i . Fort que he" ma v ie . A.Dieu! / q u ' i l m'anuye!/ 15 Dans tous les autres exemples de cette al legorie, nous trouvames que Pensee eta i t un l i eu de refuge auquel le poete pouvait fuire pour e'chapper aux exigences de sa vie sociale. I c i au contraire, Penser est depeint en ennemi qui l u i f a i t l a guerre, qui l u i f a i t hair l a v ie . Tout depend de 1'interpretation de 1'expression "ma v i e . " S i e l le equivaut a "ma partie de 1'existence," Penser, en l u i rappelant les douleurs causees par l 'e tat d*amoureux ou des occasions manquees,, pourrait avoir alors l a s ign i -f i cat ion d'un passe' malheureux que l u i rappelle son espr i t . Ou bien, s i "ma v ie" est 1'Equivalente de " l a vie que je mene," Penser pourrait, par extension de sa si-gni-f i ca t ion premiere: 1'esprit humain, repre'senter l a con-science, qui 1 ' assa i l le pour le faire renoncer a sa vie actuelle. 15 R-CLXXX, w. 9-13. 100 La seule autre variants 16 qui semble se ranger sous l e t i t r e de Pensee est Penser Savoureux qui A ne parait qu'une fois,. dans l e rondeau CXVIII: Sucres de Penser Savoureux, Pour renforser.leurs.esperiz; Ainsi,peuent estre gueriz, Et hors de Danger langoureux, Les malades cueurs /amoureux./ 17 Cette c i t a t i o n f a i t partie d'un poeme dans lequel se trouve une. recette pour gueVir "les malades cueurs amoureux." Sans doute le mot "savoureux" s'accorde mieux aved "sucres" qu'avec Penser. C e l u i - c i semble conserver le sens general d'"activite mentale," position soutenable grace aux renseignements du deuxleme vers: "pour ren-forser leurs esperiz." Nous ne pouvons pas non plus perdre de vue que Penser f a i t partie i n t e g r a l s du monde allegorique de d'Orleans, lequel e t a i t a son tour une extension de sa conception de 1'amour courtois. Cette f o i s , c'est Penser Savoureux, repre'sentatif du cote meditatif et s p i r i t u a l de ce jeu s o c i a l , qui s 1oppose a Danger, repre-16 Une autre variante possible, Annuveulx Pensement fut cons ide'ree au cours de notre discussion d'Annuy, pp. 60' 17 vv. 9-13. 101 se n t a t i f des obstacles sociaux prets a intervenir entre l e s deux amoureux. Le role double que nous donnames a Pensee — source de l a creation poe'tique et des maniements i n t e l l e c t u e l s de 1*amour courtois — se v o i t aussi dans l a c i t a t i o n suivante qui sert a presenter et a distinguer l a seconde allegorie qui s'occupe des a c t i v i t e s de l 1 e s p r i t , Raison: I I n'est nul s i beau passe temps Que se jouer a sa Pensee . Mais qu'elle s o i t bien despensee Par Raison, a i n s i je 1'entens. 18 Nous verrons que cette d i s t i n c t i o n est juste. Au contraire de Pensee qui representait l e cote refleehi.et a i n s i plus vulnerable de 1*esprit humain, Raison en representera l e cote plus a c t i f , le cote engage.. Lone, l a tache p r i n c i -pale de Raison semble etre c e l l e d'un c o n s e l l l e r . Considerez ces vers c h o i s i s dessrondeaux: A i n s i Raison l e me c o n s e i l l e . 19 Pour'ce,'mon cueur,"s'a Raison"te conseilles.20 18 R-OGGOVI, vv. 1-4. 19 R-LXVI, v. 4. 20 R-LXXV, v. 5. 102 Lors quant Raison enselgner le vendroit, I I , l u i . d i r o i t : . A ! v i e i l l e r a s s o t t i e . 21 Raison l e " v e u l t , et a i n s i me c o n s e i l l e , Que.le face, pour 1'alse.de ma_vie..22 Croy moy, ~ s'a Raison te c o n s e i l l e s . 23 Mais qu'est-ce que Raison conseil l e a l'amou-reux? Avant tout, l a moderation dans tout ce q u ' i l entre-prend, surtout dans ses quetes amoureuses: Sot e u i l , raporteur de nouvelles, Ou vas. tu (et ne see's, pour quoy, Ne sans prendre congie' de.moy) En l a compaignie.dez belles? Se ne changez manieres t e l l e s , Par Ray son, a i n s i que je doy, C h a s t i e r t e v e u i l , sur ma foy; Contre toy j'ay.assez.querelle s. 24 Nous noterons plus pre'eisement dans l e chapitre suivant l e s roles d'yeux et de cueur comme a l l e g o r i e s . En bref, l a premiere represente l e s sens tandis que l a seconde represente une force qui votidrait l e s restreindre. Raison qui preche contre l'exces se range pour l a plupart du c8te de cueur: Par l e z portes dez yeulx et de.z o r e i l l e s , Que chascun. doit bien sagement. garder, 21 R-CCLX, vv. 9-10. Remarquer 1*accord de Raison au masculin. ' 22 R^CCLXX, w. -3-4. 23 R-GCCVII, v. 12. 24 R-L, w. 1-4, 8-11. 103 P l a i s i r Mondain va et yient, sans cesser, Et raporte de diverses merveilles. Pour ce, mon cueur, s'a Raison te c o n s e i l l e s , Ne l e l a i s s e z point devers toy entrer Par /lez.portes dez yeulx et dez ore H i e s . Que chascun doit bien sagement garder./ 25 Cependant Raison prefere quelquefois se t e n i r a l'e'cart de ces querelles: Je congnois assez t e l z debas Que l ' e u i l et le cueur ont entre eulx. L'un.dit:.Nous.serons,amoureux, L'autre d i t : Je ne.le v u e i l pas. Raison s'en r i t , disant tout bas: Escoutez moy ces malleureux! Je congnois /assez telz.debas Que.l'euil et l e cueur.ont entre eulx./ 26 Toute intrigue amoureuse, meme celle. qu* on efTectue sur le niveau de 1*amour courtois, n^cesslte une certaine implication sensuelle; 1'implication sensuelle pre'suppose l a deraison. On ne devrait pas s'etonner alors de trouver au nombre des; adversaires de. Raison plusieurs personnages qui comptaient parmi l e s dispositions d'ame irraisonnable s deja approfondies aux chapitre s prece'dents: Merencolie, Soussy t Soing et Annuy. Par exemple: 2.5 R-LXXV, w. 1-8. Voir aussi R-GCLX dans lequel Raison.s'identifie.avec. cueur contre yeulx et Beaulte. 26 R-LXXIII, vv. 1-8. ' 104 Alez vous ant, a l l e z , ales, Soussy, Soing et Merencolie, Me cuidez vous, toute ma v i e , Gouverner, c:omme f a i t ave's? Je vous prometz que non fere's, Raison aura sur vous maistrie. 27 Quels roles pouvons-nous assigner a ce personnage allegorique? En general l e s rSles de Raison resultent du role p r i n c i p a l de Pensee quoique 1*accentuation soit diffeVente. Dans l e cas de cette dermare, on i n -si s t e sur le cot e meditatif de l 1 e s p r i t humain et sur l e des i r du poete-amoureux de trouver un peu de paix pour manier ses intrigues a l o i s i r . Dans l e cas de Raison on appuie encore sur 1'Element' de l'a c t i v i t e " mentale, mais cette f o i s , c'est l e cote a c t i f de 1'esprit qui importeo Tandis que Pensee e t a i t assez passive et e t a i t victimisee par l e s personnages qui s'.opposaient a l a r e a l i s a t i o n du but des amoureux, Raison triomphe sur eux 28 et joue l e role d'interme'diaire protecteur entre Pensee et le monde et d'arbitre qui juge l a justesse d'une intrigue. Au surplus, 27 R-LV, v v / l - 6 . V o i r aussi: R-CCLXVT, R-CCLXX, R-CCLXXXVII, et R-CCCXLII. . 28 R-LXXXIX.' 105 l e f a i t que Raison preche l a moderation et tonne contre l e s exces sensuels souligne l e deuxieme role de cette a l l e g o r i e des a c t i v i t e s mentales: 1'essence du caractdre raisonnable. 106 Chapitre VIII: Al l e g o r i e s des parties du corps La necessity de c h o i s i r entre l a moderation et 1.'exces s'apercoit aussi dans l e s t r o i s parties du corps que personnifie Charles d'Orleans: yeulx, o r e i l l e s et cueur. La premiere, yeulx, s ' i d e n t i f i e d'abord avec 1'absence de cet apaisement que ressent l'amoureux a l a f i n d'une.'Mtri^iae couronnee de succes ou que ressent c e l u i qui e'vite de s'y engager: Descouvreur d'ambusche, sot o e i l , Pourquoy. as tu passe" l e s u e i l . . De ton l o g i s , sans mandement As entrepris contre mon vue i l ? Demourer en repos je v u e i l , Et en.paix f a i r e mon recue!1, Sans guerre avoir aucunement. 1 Le meme desir de l a paix se trouve aussi dans l e rondeau CCXLII qui prend l a forme d'un dialogue entre cueur et yeulx. Ceux-ci parlent au cueur des querelles amoureuses q u ' i l s l u i apportent: — C ' e s t pour jeunes? — A u s s i esse pour vieux. — T r o p sont.vieulx.soulz! „ —-Pieca, n'en eustes . . . , , , t e l l e s . — S i ay, a i ay. — A u moins escoutez d'elles? --Pais, je .m'endors,—Won ferez;, pour l e mieux.2 1 R-CCCLXV, w. 1-8. 2 vv. 9-12. 107 Nous trouvames dans le deuxieme chapitre de cette etude qu*Amours e t a i t avant tout l e premier mobile des intrigues de 1'amour courtois. T r o i s f o i s l a l i a i s o n d'yeulx et d*Amours evoque le r 6 l e p r i n c i p a l du premier. Dans le rondeau CCCOII par exemple, l e s yeulx sont empri-sonnes injustement puisqu'ils sont "d'Amours souldoyers." Les rapports entre eux sont d e c r i t s aussi en termes feodaux: En a r r i e r e f i e f sobz mes yeulx, Amours, qui.vous.ont f a i t hommage, Je.tien de mon cueur i'e r i t a g e ; A vous sommes et serons t i e u l x , Voz v r a i s subgez, voire des vieulx, Soit nostre p r o u f f i t , ou dommage. 3 Dans un troisieme exemple, l e rondeau CLXXXIX, 1*amoureux supplie Amours de venir venger son cueur qui souffre l e s assauts des yeu l x . Vaine supplication, l e dieu se t a i t , peu de'sireux de t r a h i r ses f i d e l e s . Cette l i a i s o n e t r o i t e suggere qu*Amours, instigateur d i v i n des intrigues, a comme menechme ter r e s t r e , yeulx qui en representant l e s sens, evoquent chez 1'amoureux possible, l e d E s i r d'entreprendre une aventure. Done yeulx sont l e s contraires de tout ce 3 R-CCCLXXIV, vv. 1-6. 108 que s i g n i f i e Ray-sort. Le poete se demande: N'est ce pas grant trahison De mes.yeulx en. qui me fye, Qui me conseillent folye Maintes- fay s, contre raison? Et i l repond: Mieulx me fust en ma maison Estre seul a.chlere l y e , Qu*avoir t e l l e compaignie Qui me bat de mon baston; N*est ce pas /grant trahison?/ 4 Pourquoi tant de haine dirigee contre yeulx, qui seuls seraient capables de l u i f o u r n i r ce que tout amoureux courtois devrait desirer: une dame? Nous vimes deja qu'yeulx s'opposaient au d e s i r de repos qu'avait l e poete. Pour avoir une repon.se plus definitive., i l faut se rendre compte que l a plupart de l a poesie de d'O.rllans s ' e c r i v a i t lorsque l e poete se croyait vieux e t done inca-pable de poursuivre une quete* A i n s i , yeulx, en evoquant par l e s sens des d l s i r s impossibles a accomplir, deviennent-i l s adversaires et provoquent un ton d'amertume, de regret, et de resignation. Le poete s*exprime a i n s i : Qu'est ce cy? deviens je des vieux?' Ouy certes: d'or en avant 4 R-XCV, w. 1-4, 9-13. 109 JBay f a i t mon karesme prenant, E t jeusne de tous p l a i s i r s t i e u l x : Ne m'en /racontez plus, mes yeulx!/ 5 0u» s'adressant encore a ses yeux: Vous devenez vieulx, E t tous jours tro.ter Voulez, sans.cesser; Ne soyez.plus t i e u l x , S i hardis,./mes yeulx!/ 6 Hardis, d i f f i c i l e s a gouvemer, insouciants a. l.'egard des d i f f i c u l t e s q u ' i l s causent, eVocateurs sensuels des desirs amoureux, v o i l a des t r a i t s dignes d'un serviteur f i d e l e d'Amours. Avant. de considerer l e s rapports entre yeulx et cueur, examinons l e s deux apparitions d'une autre allegorie sensuelle: o r e i l l e s . D'abord: Sont l e s o r e i l l e s estouppees? Rapportent. . i l . a u cueur plus rien? Quyl, plustost le.mal.que bien, Quant on ne.les.tient gouvernees. 7 On remarque immediatement des t r a i t s qui c a r a c t l r i s a l e n t yeulx:. rapporteurs des perceptions sensuelles, quoique .5 R-XCII, vv. 9-13. 6 R-XCIII, w. 9-13. 7 R-CCCLXXVIII, vv. 1-4. 110 d i f f i c i l e s a re'gler. 8 Plus l o i n dans l e poime, e l l e s sont l e s adversaires de Non Chaloir que nous identifiames 9 aussi avec l e des i r de paix. Dans l e second exemple des tendances semblables se voient: Devenons saiges, desormais, Mon cueur, vous et moy, pour le mieulx; . Noz o r e i l l e s , aussi noz yeulx, Ne croyons de l e g i e r jamais. Passer f a u l t nostre temps en paix; Veu. que . somme s du.renc des vieulx. Devenons /saiges, desormais,, Mon cueur,.vous.et moy, pour l e mieulx./ Se nous povoions par souhalz Rasjeunir, a i n s i m'aide Dieulx, Feu grejoix ferions en mains lieux; Mais les.plus grans coups.en sont f a i z . Devenons /saiges, desormais./ 10 . Encore une f o i s des t r a i t s qui rappellent ceux d*yeulx avec qui o r e i l l e s s*Identifient i c i : opposition a cueur, destruction de l ' e t a t de paix, antipathic des vieux, danger d ' e v e i l l e r l e s desirs des jeunes; tout c e c i rend evident qu*oreilles ont l e s memes s i g n i f i c a t i o n s qu*yeulx. 8 V o i r R-L et R-XCIV dans lesquels yeulx sont l e s rapporteurs de nouvelles, et R-CCCI et R-CCCCI ou cueur est heureux qu'yeulx ne.rapportent aucun.message. • 9 'Yoir p: 44.' ' 10 R^CCXCIII. I l l Dans une quinzaine de cas l 1,allegorie cueur s'oppose a yeulx""et par extension a o r e i l l e s . Consi-derez ces exemples typiques pour preciser ce rapport: Ne cesses de tenser, mon cueur, Et f o r t combat re ces faulx yeulx Que nousxtrouvons, vous et moy, t i e u l x Qu*ilz nous.font trop s o u f f r i r douieur. Et l e u r monstrez t e l l e rigueur Qu*ilz,vous craingnent, carrc'est l e mieulx Qu'ils obeissent, se m'aist Dieux, A vous, .vous monstrant le u r seigneur. 11 Mon cuer se combat a mon e u e i l , Jamais ne les, treuve d'acort; Le cuer d i t que 1'oeil f a i t rapport Que. touzj ours l u i acroist son d u e i l . 12 Nous venons de montrer qu'yeulx representaient l e role des perceptions sensuelles dans l a poursuite d'une ayentore. Toute opposition a ce role suggererait qu'on soutientt l e s aspects raisonnants de 1'esprit humain,, fonction tout a f a i t semblable a c e l l e que nous donnames a Pensee et a Ray son dans l e chapitre precedent. En e f f e t , dans deux cas, cueur se j o i n t a Ray son pour combattre les; representarits> des sens: 11 R-CCLXXXVUI, vv. 1-4, 9-12. / 12 R-CGCII, vv. 1-4. Y o i r aussi R-CCCLXXIV et R-CCXCIII cites.dans ce chapitre.-. 112 Par l e z portes dez yeulx et dez o r e i l l e s , Que chascun d o i t bien sagement.garder, P l a i s i r M o n d a i n va.et v i e n t , sans,cesser, Et raporte de.diverses merveilles. Pour ce, mon cueur,, s f a Raison te co n s e i l l e s , Ne l e - l a i s s e z . p o i n t devers toy entrer. 13. Et dans quatre cas, pour e v i t e r des dispositions d'ame p6ni-bles, cueur se j o i n t a Pensee: Ce premier jour du mois de May, Quant de mon l i t hors.me levay, Environ vers l a matinee, . Dedans mon ja r d i n de Pensee, Avecques mon cueur, seul entray, 14 Pour demontrer que cueur represente l a partle raisonnante du corps mais sans lVappui du c o n f l i t avec yeulx, on pourrait proposer ce rondeau-cl: Je ne suis pas de sez gens l a A qui Fortune p l a i s t et r i t , De,re conf ort trop m * e scondit, Veu,que tant de.mal donnd m'a. 13 -R-LXXV, vv. 1-6. Comparer aussi l e rondeau CCLX dans lequel cueur s ' a l l i e k Raison pour.combattre Beaulte• Les roles de - P l a i s i r Mondain' et de Beaulte comme i n s t i g a -teurs.sensuels.seront approfondis. dans l e chapitre qui s u i t . * 14 R-CCLVTI, w. 1-5. I c i 1'amoureux essaie d'eviter Desplaisance. V o i r aussi,R-CXCVII dans lequel c e l u i - l a chasse Dangiers,.R^CCXXXII ou cueur fait.cause commune avec Pensee,pour se defendre contre Soussy, et enfin R-CCCIV: Ainsy mi'esbas ou penser my en, . Et mainte chose f a i z escripre En mon, cueur, pour.le f a i r e . r i r e , Tout.ung est mon.fait e t . l e sien. w. 9-12. 113 Quant je dy que bon temps vendra, Mon eueur me.re sp ont par de s p i t : Voir,, s'Espoir ne.vous mentit, Plusieurs.decoit et decevra. 15 C'est cueur i c i qui chasse 1*aveuglement voulu de l'amoureux pour l e f a i r e revenir a l a r e a l i t e . Pourtant, q u a l i f i e r cueur de "partie raisonnante du corps," ce n'explique point l e r<3le de cueur comme adversaire des diverses dispositions d'ame qui se classent dans notre catlgorie "negative:" Desplaisir/Desplaisance, Soussy* Merencolie Fortune, Danglers, Douieur, Doubte, Pet re sse, Annuv et. Desconfortl 16 Choisissons comme premier exemple le rondeau CCCC ou,apparaissent Merencolie et Soussy, l e s combattants l e s plus nombreux: A l l e z vous en dont vous venez, Annuyeuse Merencolie, Certes on he vousmande mle: Trop privee vous devenez. Soussi avecques vous menez, Mon.huys ne.vous ouvreray mie: A l l e z vous en./dont vous venez, Annuyeuse/Merencolie./ Car mon cueur en tourment tenez, Quant.estes en sa compaignie; . Prene z'c ongid, j e vous.en p r i e , E t jamais plus ne retournez. . .,. A l l e z vous en /dont vous vene^s!/ 15 R-XLVII, vv. 1-4, 9-12 . 16 Vo i r renvoi 13, p. 132. 114 V o i c i un deuxieme exemple d'une p a r e i l l e s ituation a 1'ex-ception de l a . presence d'une alle'gorie qui n'appartient pas a notre eategorie "negative.:" Confort: Armez vous de joy eux Confort, Je vous en pry,.mon povre cueur, Que Destresse, par sa rigueur,. We vous navre jusqu'a l a mort. Faictes bon guet, tant qu'elle dort; Espoir.dit q u ' i l sera seigneur, .. E t f e r a vostre f a i t meilleur; Contre Dangier,.qui vous.fait t o r t , Armez vous /de joyeux.Confort./ 17 I I est apparent d'une conside'ration .des deux c i t a t i o n s prec^dentes que cueur ne saurait s i g n i f i e r dans ce contexte l a partie du corps qui raisonne. Nous sommes i c i tout au m i l i e u du c o n f l i t que necessite 1'amour courtois et i l faut done trouver une s i g n i f i c a t i o n qui convienne a ce contexte et qui comprenne l e s dix-neuf exemples de cette l u t t e . I I me semble bien fonde a dire que cueur dans ces cas represente l a partie du corps ou plus pre'eisement de 1*esprit qui est susceptible a 1'amour et a touses l e s etats d'ame causes par l u i , comme on 1'est a une 17 R-CCCXIII, w. 1-4, 9-13. f Confort,..Espoir, Grace, et Courtoisie sont l e s seules. alle'gories.bienveillant.es qui s ' a l l i e n t avec cueur. 115 maladie. Nous avons en e f f e t un rondeau, le rondeau CCXLIII, dans lequel cueur se montre malade, grace aux agissements de Merencolie» Nous vxmes deja que l e poete, se disant des vieux, voulait se t e n i r a I'^cart de tout engagement amoureux. Done cueur se trouve entre deux maitres: l e s sens representes par yeulx et. o r e i l l e s qui voudraient obliger l e poete k'accepter une quete et l e poete lul-meme qui veut avant tout l a paix qui est naturellement incompatible avec l e s difficulte's d'une .intrigue. A i n s i voyons-nous que cueur doit toujours se defendre contre l e s assauts des sens et contre ceux des dispositions d'ame qui cherchent a detruire l e sentiment d'apaisement ou de t r a n q u i l l i t e . C'est, o d e s cette facon que Charles d'Orleans employa l e s t r o i s alle'gories physiques. 116 Chapitre IX: Allegories qui dependent des sens Ce dernier chapitre f a i t suite au chapitre VIII ou nous parlames des r S l e s des sens representes par yeulx et o r e i l l e s . I c i nous considererons l e s t r o i s allegories qui semblent de^pendre de perceptions sensuelles pour le u r importance et le u r e f f e t : Beaulte -, Desir, et P l a i s i r . Dans le cas de l a premiere, Beaulte, l e rapproche-ment avec yeulx est demontre" f o r t clairement car dans six apparitions sur sept, l e s aspects sensuels de Beaulte' sont i d e n t i f i e s avec ceux d'yeulx. A i n s i : A qui en donne l r e n l e t o r t , Puis que le cueur en.est.d'acort, Se l e s yeulx.vont hors en voyage, Et rapportent aucun messaige De Beault6 plaine de confort? 1 Ou encore, mais cette f o i s , yeulx et Beaulte', a cause du theme: de l a v i e i l l e s s e . approchante, deviennent des adver-saires de l a t r a n q u i l l i t y que desire le poete: Ne m'en racontez plus, mes yeulx, De Beaulte-que vous.prisez tant, Car plus voys.ou monde.vivant, Et.mains me p l a i s t , a i n s i m'aist Dieux. 2 1 R-CCCCI, w. 1-5. 2 R-XCII, w. 1-4. V o i r aussi R-CCLX, c i t e en partie dans ce chapitre, et.R-CCCLIX. 117 Pourtant dans deux autres exemples l a l i a i s o n est sugge'ree par l e vocabulaire. Remarquez i c i l'emploi des verbes: v o i r et apercevoir: Qstez vous de devant moy, Beaulte, par vostre serment, Car trop me.temptez souvent; Tort avez, tenez vous quoy.. Toutes l e s f o i s que vous voy, . Je suis.je ne scay comment; Ostez vous /de devant moy -Beaulte, par vostre serment./ Tant de p l a i s i r s j'apparcoy En vous, a mon jugement, Qu' i l troublent mon pensement: Vous,me .grevez, sur ma foy; Ostez vous /de devant. moy./ 3 Nous nous apercevons que cette c i t a t i o n nous presente en decrivant Beaulte l e s memes t r a i t s que nous donnames a yeulx tent ateur s et troubleurs de l a t r a n q u i l l i t e ' d'esprit. La ressemblance continue dans l e rondeau CCLX oh nous voyons 1* opposition de Beaulte 7 a Raison, et 1' i d e n t i f i c a t i o n de Beaulte avec 1*absence de paix. Quelle est l a s i g n i f i c a t i o n de Beaulte' en termes de 1'amour courtois? Deux rondeaux dans lesquels . on n'appuie pas tant sur l e s yeulx pourraient. nous preciser 3 R-CCXXXVI. Vo i r aussi R-XXVT: "Plaisans regards n'ont plus en moy l o g i s . " . 118 ce probleme. Premierement, l e rondeau LXX: Marche nul autrement Avecques vous, Beaute, Se de vous Loyaute N'a l e gouvernement! 4 E t deuxiemement, l e rondeau XXVI: Tant sont l e s yeulx de mon cuer endormis En Nonchaloir, qu'ouvrir ne l e s pourroye: Pource, p a r l e r de Beaulte n'ozeroye, Pour l e present, comme.j*ay f a i t j a d i z . 5 De ces deux c i t a t i o n s nous pouvons conclure que Beaulte, qui signale ses t r a i t s au moyen des sens, represente sur l e niveau de 1'amour courtois 1'essence des charmes feminins, qui viennent a s s a i l l l r sensuellement I 1amoureux possible et l u i font entreprendre une aventure amoureuse. Une f o i s , Beaulte se trouve a l l i e e & l a deu-xieme allegorie qui depend des sens, Desir* C'est dans l e rondeau CCCCI ou Desir agit a i n s i : Adoncques Desir picque et mort, Savez.eommant?' jusqu'a l a mort* Mals.le.cueur, s ' i l . e s t bon et saige, Remede y.treuve et.avantaige, Bien, ou mal en vient oultre bort*. 6 4 w. 1-4. . 5 w. 1-4. 6 vv. 12-16. 119 Pourtant 1*inclusion de D e s i r parmi l e s a l l e g o r i e s des sens depend de son opposition a cueur plut6t que de son I d e n t i f i c a t i o n avec l e s representahtsr des sens. Comparez aussi cette c i t a t i o n : Fyez vous y, se vous voulez, En Espoir qui.tant promet bien; Mais.souventesfoiz n!en.fait r i e n , Dont mains cueurs.se sentent foulez. Quant Desir l e s a a f f o l l e z , Au grant.besoing l e u r f a u l t du sien. 7 Le seul sens avec lequel Desir tend ^ a s'associer est l'oule, et II n'y aqu'un seul exemple de cette tendance: Dont vlens tu maintenantj Souspir, Aportez tu n u l l e s nouvelles? Dieu do int...que puissent estre t e l l e s Que voulentiers l e z doye ouir. S * i l viennent de devers Desir, II.ne sont que bonneset b e l l e s . 8 II y a t r o i s variantes de Desir: P l a i s a n t Desir, Amoureux Desir, et Desireulx Vouloir. La premiere par son i d e n t i f i c a t i o n avec yeulx qu'elle voudrait attaquer et sur lesquels e l l e voudrait i n f l u e r , doit se c l a s s e r i c i . 7 R-CCCLXXXII, vv. 1-6. 8 R-XLIII, vv. 1-6.'• 120 Doyvent i l z e s t r e p r i s o n n i e r s , Les y e u l x , quant i l z v o n t . a s s a i l l i r L'ambusche de P l a i s a n t D e s i r , Conmie h a r d i s a v a n t u r i e r s ! 9, Les deux autres v a r i a n t e s nous suggerent avec p l u s de p r e c i -s i o n l e r o l e de D e s i r dans ce contexte c o u r t o i s . Dans l e rondeau LXXXVT Amoureux D e s i r envoie l e vent qui f a i t e n t r e r de l a poudre de P l a i s i r dans l e s yeux. Oette maladie des yeux touche et l e s jeunes et l e s vie u x . Dans l e rondeau CCLXXX 10 " l a nef de D e s i r e u l x V o u l o i r " retenue par P l e u r , Souspir, et D u e i l , mais encouraged par Espoir„ voyage vers P o r t Eureux. Dans l e cas d*Amoureux D e s i r nous voyons encore une f o i s la:connexion avec y e u l x et dans c e l u i de D e s i r e u l x  V o u l o i r , nous voyons V o u l o i r — sous 1*influence d ' e f f e t s cause's par De s i r — qui entreprend une qu§te et poursuit sa cour^se jusqu'au bout. C'est l a l e r e s u l t a t du r d l e de D e s i r qui e'veille. chez; 1'amoureux p o s s i b l e au moyen des perceptions sensuelles (dans ce cas sugge'rees plus que mentionnees) l e d e s i r d'entreprendre l a longue l u t t e d i f f i c i l e exigee h ceux qui s'engagentidans 1'amour c o u r t o i s . 9 R-CCCCII, w. 1-4. 10 D^ja c i t e p. 63. 121 La t r o i s i e m e alle'gorie qui depend des sens, P l a i s a n c e / P l a i s i r , nous donne quelques problemes a resoudre a l'egard de ses s i g n i f i c a t i o n s , surtout en ce qui eoncerne c e l l e s de P l a i s a n c e . . D'abord, c e l l e - c i semble a v o i r deux s i g n i f i c a t i o n s q u i a premiere vue n'ont r i e n a f a i r e avec l e s sens. Dans cette c i t a t i o n on s e r a i t tente de remplacer P l a i s a n c e par l e f r a n c a i s moderne: " p l a i s i r : " Quant me treuve s e u l , a par moy, Et n'ay gueres de compaignye,. Ne demande a,, pas s i • m1 enuye: C a r . a i n s i e st i l , sur ma f p y l En r i e n s P l a i s a n c e n'apersoy, Fors comme une chose endormye. 11 Or, nous savons qu*"etre s e u l " dans un contexte c o u r t o i s veut d i r e que l'amoureux manque l a ^ t p i a t i m d'une dame, ce qui suggererait un nouveau r o l e pour P l a i s a n c e , un r o l e d e c r i t avec p l u s de c o n c i s i o n dans l e rondeau LXXX: Des a r r e r a i g e s de P l a i s a n c e , . Dont trop endebte. m'est E s p o i r , Se quelque p a r t j'en peusse a v o i r , Du surplus .donnasse quictance. 12 Nous trouvames dans l e chap i t r e I I I qu'Espoir a v a i t comme 11 R-CCCXCV, vv. 1-6. 12 vv. 1-4. 122 s i g n i f i c a t i o n primaire l e sentiment d'esperance ehez un amoureux qui envisage 1'issue heureuse de sa quete. S i c'est un argument s o l i d e , on d o i t i d e n t i f i e r P l a i s a n c e avec l a recompense que l a dame o f f re h. 1* amoureux. 13 Notre i n t e r e t dans ce chapi t r e d o i t se con-c e n t r e r sur l a s i g n i f i c a t i o n qu'a P l a i s a n c e dans c i n q cas e t sur c e l l e de P l a i s i r . Considerez ces deux exemples typique s: Rescoues ces deux povres y e u l x Qui t a n t ont nage en P l a i s a n c e Q u ! i l z se nayent sans recouvrance: Je l e s t i e n s mors ou pre.sque t i e u l x . 14 En l a qu e r e l l e de P l a i s a n c e , J f a y veu l e rencontre des y e u l x Qui e s t o i e n t , a i n s i m'aid Dieux, Tous pres de combatre a oultrance. 15 Cette f o i s i l faut l i m i t e r l a portee de P l a i s a n c e au p l a i s i r apporte par l e s sens. En outre, pour r e n f o r c e r ce rapport 13 Je donne cette s i g n i f i c a t i o n a P l a i s a n c e dans l e s rondeaux suivants: XLV, CLXXXIX, CCLXXXI, CCLXXXVI, CCCXXXI, CCCCX et CCCCXI..' Une portee connexe p o u r r a i t i t r e donn^e a P l a i s a n s r e g a r s , les.regards q u i avancent.1'amoureux vers l a recompense (XXVI,,CCXXXI,.CCXXXVII) e t . a P l a i s a n t Vent, l e vent qui l e chasse vers c e t t e recompens:.e (LXXII). N a t u r e l l e -ment cette i n t e r p r e t a t i o n assez large p o u r r a i t comprendre l e s . l i m i t a t i o n s , q u e nous a l l o n s l u i dormer, c a r tout p l a i s i r d o i t . e t r e epreuve au moyen des sens. ' 14 R-LXXXI, vv. 1-4. 15 R-LXXXV, w. 1-4. 123 nous avons dans le rondeau CCLX 1 ' i d e n t i f i c a t i o n de Plaisance. avec yeulx et Beaulte qui combattent cueur et Raison. Le role de P l a i s i r est perceptible avec moins de d i f f i c u l t e . Nous remarquames d£ja l a juxtaposition de P l a i s i r et d 1Amoureulx De s i r 16 qui causaient ensemble l a maladie des yeux. Le rondeau CXXIII, en se servant d'Images commercialese, deerit P l a i s i r qui se vend a bon marche, et yeulx qui profitent de cette occasion pour en acheter. La nature essentiellement sensuelle de P l a i s i r se v o i t i c i : L ' u e i l d'embusehe s a i l l i t en voye, De soy r e t r a i r e n*eust l e s i r , . Vous./vistes. que je l e veoye Ce que je ne v u e i l descouvrir./ Trop est saige qui ne foloye, Quant on est es,mains de P l a i s i r , Qui l o r s v i n t vostre cueur s a i s i r E t f i s t comme piepa.souloye; Vous./vistes que je l e veoye./ 17 Comme sa variante, P l a i s i r Mondain, 18 P l a i s i r dans cette c i t a t i o n prdcedente se montre adversaire de cueur ou de l a moderation raisonn.ee et ami, quoique involontairement, d fyeulx, representatifs des sens tant d i f f i c i l e s a maitriser, et se 16 C i t a a l a page 120. 17 R-CXLV, vv. 5-13.' 18 R-LXXV. La q u a l i f i c a t i o n "mondain" accentue de nou-veau l e s aspects sociaux de•1'amour courtois. 124 range ainsi avec Beault& qui incarne les attraits feminins, et avec De sir qui symbolise Te penchant du poete-amoureux d'entreprendre une quete amoureuse. Ce qui unit ces trois alLegories, c'est leur dependance des impressions sensuelles. 125 Chapitre X: Conclusions Jouer a sa pensee dans sa r e t r a i t e , c'est c r e e r un monde qu'on peut peupler avec des personnages q u i decr i v e n t ou incarnent des impressions ou des conceptions t o u t k f a i t p e r s o n n e l l e s . Le monde poetique de Charles f d'Orleans e s t un monde dans l a t r a d i t i o n de 1'amour c o u r t o i s , peuple d'une centaine d'allegories dont nous venons d'exa-, miner l e s s o i x a n t e - c i n q p l u s importantes» Chaque a l l e g o r i e en representant physiquement quelque aspect de cet amour, a son r o l e specialise a jouer. Pour p l u s de eommodite et pour demontrer l a cohe'rence de ce monde a l l e g o r i q u e , nous divisames ses p e r s o n n i f i c a t i o n s en h u i t groupes. D'abord nous primes en c o n s i d e r a t i o n l e s a l l e g o r i e s " r e l i g i e u s e s " qui par l e u r impersonnalite agissent sans aucune c o n s i d e r a t i o n morale et par l e u r r o l e de premiers mobiles donnent 1'impulsion aux c o n f l i t s t a n t c a r a c t e r i s t i q u e s de cette poesie. Nous remarquames i c i , surtout a l'egard d'Amours et de sa va r i a h t e Dieux — qui adoptent une pose et un vocabulaire r e l i g i e u x — que 1*amour c o u r t o i s avec son i n s i s t a n c e sur l e progres que d o i t f a i r e 1'amoureux vers 126 son but, imite l a these chretienne que chaque homme doit l u t t e r pour s'approcher de Dieu. Fortune, l a seconde alle'gorie import ante de ce groupe maintient l a nature dominatrice et amorale d'Amours, mais a son r<5le a l u i comme instigateur des intrigues amoureuses ou dominent 1'in-j u s t i c e , l ' i n s e c u r i t e , bref, l a deraison. Les agissements d*Amours et de Fortune e'veillent chez; l e s amoureux dont l e s quetes sont avancees ou retardees des etats d'a* me que d'Orle'ans savait personni-f i e r dans son esprit et q u ' i l s'amusait a regarder se com-battre pour que l'amoureux me'ritit l a recompense ultime. Dans notre troisieme chapitre nous examinames Espoir, Joye, Heur, Confort et Nonchaloir et nous l e s qualifiames d'allegories "positives," car i l s depeignent l a disposition d'ame de l'amoureux qui se c r o i t a. vancer vers l a dame ddsiree. I I est interessant de s'apercevoir que D'Orleans crea bien rarement des personnages qui ^ talent simplement des incarnations d'un seul t r a i t . Sans doute un seuil t r a i t domine chez chacune de ses al l e g o r i e s mais c'est t r ^ s souvent un t r a i t qui nous offre quelques variantes. 127 Par exemple, Espoir represente ou 1'esperance t e l l e qu'un amoureux l a ressent en envisage ant l e but de son amour, ou, grace a l a verite que chaque passion ou chaque etat d'ame comprend son oppose en puissance, Espoir sait. representer aussi le sentiment de deception qui resuite d'un espoir infruetueux. Joye, en termes de 1'amour courtois, comme sa variante Liesse, et 1*allegorie connexe Heur, suggerent l a joie et l e bonheur eprouves pour l e s memes raisons. Confort imite cette tendance d'exprimer un sentiment cause par l e but envisage et represente au surplus l a recompense donnee a ceux qui reussissent a vaincre toutes l e s dispositions d'ame "negatives." Que dire de Wonchaloir qui semble combler l a lacune entre l e s "positives" et l e s "negatives?" Avant tout, c'est une a l l e g o r i e dans laquelle domine l'idee d* indifference a l a l u t t e n^cessitee par 1'amour courtois. Done l a moiti6 des exemples de son apparition prechent un refus de s'engager et un desir de l a paix, tandis que 1*autre moltie s ' a l l i e n t au cote "negatif" en decrivant le d e s i r de 1*amoureux de se desassocier de ce personnage, tout en l u i 128 faisant reconnaitre que l a v i e i l l e s s e l u i defend tout engagement amoureux. Ces "negatives," au contraire des a l l e g o r i e s du chapitre I I I , de'crivent 1'esprit de 1''amoureux qui se v o l t emp&che de poursuivre sa course vers l a deeiree. II est raisonnable, e'tan.t donne l a t r i s t e s s e voire le tragique de l a vie du.poete lui-meme, que ces all e g o r i e s soient beaucoup plus nombreuses que ne l e sont c e l l e s d i t e s "posi-t i v e s . " I c i se trouve Merencolie, caraete'rise'e par un sen-timent d 1extreme t r i s t e s s e , melange de colere, d e u i l , et de'couragement, qui nous rend i n d i f f e r e n t s a l a vie et qui nous ilia'-'tfait. f u i r pour chercher l a solitude, l o i n de l a . dame. Etre prive de l a dame, c'est evoquer des Etats d'ame caracterise's par Soussy, qui fomente avant tout l e tourment et 1*inquietude mentaux qui semblent etre aussi l e s r o l e s principaux de Soing; par Annuy qui t r a v a i l l e pour n u l l i f i e r l e s bons e f f e t s des forces "positives" en errant chez 1'amoureux un Etat d'ennui ou d'anxiete. Avec Dueil on aecentue le r<5le de Fortune l a capricieuse, et avec' Bouleur on r ^ i t ^ r e l e sentiment de t r i s t e s s e d^ja apercu chez 129 Merencolie, mais dans ce cas, c'est un chagrin infiniment plus personnel, tandis que dans l e cas de c e l l e - l a , on i n s i s t a i t sur l e s aspects sociaux. L'allegorie Longue  Actente deerit ce que ressent un amoureux qui doit attendre longtemps entre le debut et 1'accomplissement fructueux d'une quete amoureuse. La dernlere allegorie que nous traitames i c i fut Desplalsance qui resume l e s tendances du groupe: absence de p l a i s i r s mondains (1'amour courtois peutae^tre concu en jeu de socle'te) desirs f r u s t r e s , penchant de se dis s o c i e r des hommes, et impossibility de trouver l a paix a cause des dispositions d'ame qui repre'sentent des obstacles prets a intervenir entre l'amoureux et le but de sa quete.. Dans notre chapitre V nous passames a une consideration de deux al l e g o r i e s qui appuient sur l e s aspects sociaux de 1'amour courtois: Loyaute et Dangier* Loyaute s i g n i f i e d'abord " f i d e l i t e " mais a cause de ses origines e'tymologiques, on trouve qu'elle s i g n i f i e en outre "Legalite." C'est-a-dire que l'amoureux me'rite de parvenir a l a recompense ultime s ' i l s a i t jouer selon l e s l o i s ou l e s regies du jeu. 130 Les variantes: Leal Vouloir, Leal Desir et Bon Vouloir secondent cette these i n s i s t a n t de nouveau sur l a nature essentiellement sociale de cette espece d'amour. Pour Danger nous proposames, a cause de sa s i g n i f i c a t i o n t r a d i -tionnelle et de sa nature qui tend a detruire toute unite, l a s i g n i f i c a t i o n de tout obstacle s o c i a l qui barre l a route a l'amoureux. Deux allegories opposantes, Jeunesse et V i e i l l e s s e forment l e s matieres de base du chapitre VT. La premiere s ' i d e n t i f i e avec l e regret du passe', 1* absence de l a necessity de l a solitude et surtout avec l a pratique de 1'amour courtois. La poesie de Charles d'Orleans, au moins en ce qui concerne l e s Rondeaulx est une poesie e c r i t e en grande partie pendant ce q u ' i l croyait.etre sa v i e i l l e s s e . En tout cas, V i e i l l e s s e s ' i d e n t i f i e chez l u i avec l a a\6ch6~ ance physique et s p i r i t u e l l e , ce qui impliquait pour l u i 1'incapacite d'entreprendre une qu£te amoureuse. Ces deux stades de l a vie sont lie's par 1'allegorie Aage qui repre-sente •1'abstraction des choses convenables a une certaine epoque de l a v i e . 131 A cause de l a ca p t i v i t y de d'Orleans entre 1414 et 1441, nous sommes j u s t i f i e s "k dire que l a plupart des poemes Merits a cette ep:) oque d^crivent un amour en grande partie slnon entierement imagine. Dans son oeuvre se trouvent deux allegories qui incarnerit quelques aspects de l ' a c t i v i t e s p i r i t u e l l e . La premiere, Pensee, semble repr^senter l e cote meditatif de 1'homme, these suggeree par l a tendance du poete de l a decrire en termes de renfirmement et parait indiquer aussi l a source de sa creation poetique et des maniements i n t e l l e c t u a l s de ses intrigues amoureuseso Dans quelques cas Pensee f a i t fonction de l a conscience humaine. Raison au contraire signale l e cote engage de 1'es-p r i t . C'est e l l e qui conseille l a moderation aux amoureux; c'est e l l e qui juge l a justesse d'une entreprise. Le r6le des sens comme i n i t i a t e u r s du de'sir requis pour une. t e l l e entreprise est l e sujet des deux dernier-JS chapitres. Dana le premier (Chapitre VIII) nous nous proposames l a tache d'examiner l e s a l l e g o r i e s physiques: y e u l x o r e i l l e s et cueur qui s'opposent pour r^soudre l e sort du poete-amoureux. L*allegorie. yeulx, en repre'sentant 132 l e s sens qui eVoquent chez I 1 amoureux possible l e de'sir d*aimer se montrent a i n s i l e s men^chmes terrestres de l a d i v i n i t e amorale Amours. Nous vimes au chapitre VT l a nature Incompatible de V i e i l l e s s e qui impllquait l'lmpossibi-l i t e ' de s*engager dans l a l u t t e penible exigee par l a dame. Yeulx, hardis et insouciants a l'egard des problemes qu ' i l s causent chez un vieux,. de viennent l e s ennemis du poete deslreux de trouver n'importe comment l a paix. Nous a t t r i -b u t e s un role semblable a o r e i l l e s . Les deux al l e g o r i e s sensuelles domineraient, sans l a presence de cueur qui, j o i n t a Rayson et Pensee, e t h o s t i l e aux dispositions d'ame "negatives," souligne l e desir de l a t r a n q u i l l i t e et de la. moderation. A i l l e u r s cueur represente l a partie du corps ou de r * e s p r i t laquelle est encline a 1'amour. Dans le second (Chapitre IX) nous preseritames t r o i s a l l e g o r i e s qui dependent.pour leu r s i g n i f i c a t i o n des perceptions sensuelles fournies par yeulx'et. o r e i l l e s : Beaulte, Desir et P l a i s a n c e / P l a i s i r . La premiere represente l'essenee des charmes feminins qui a s s a i l l e n t 1'amoureux possible au moyen des sens. Desir a l a d i g n i f i c a t i o n du de'sir 133 necessaire pour entreprendre une quete. La troisieme semble avoir plusieurs s i g n i f i c a t i o n s : Plaisance indique l e sentiment de p l a i s i r eprouve spirituellement par c e l u i qui envisage l e but de sa lut t e ou l a recompense offerte a l'amoureux victorieux. P l a i s i r au contraire se li m i t e aux aspects, sensueIs de 1'amour courtois. A l l e g o r i e s divines et impersonnelles, allego-r i e s concre'tisant des dispositions d 'ame s o i t bienfaisantes s o i t malfaisantes, alle'gories sociales, allegories qui representent les epoques de l a vie humaine, alle'gories qui sondent l e s a c t i v i t e s de 1'esprit, et all e g o r i e s qui ex-plorent l e s e f f e t s des sens, c'est l a l e monde allegorique de Charles d'Orle'a ns, monde rendu varie par l a dl v e r s i t e des personnifications, mais rendu coherent par l e s rapports q u ' i l cree entre e l l e s pour decrire aa conception de 1'amour courtois. 134 BLBLIOGRAPHTE Barroux, Marius. "La forme des Rondeaux et Chansons de .,.Charles,d'Orleans.".Le Moyen Age. 49:186-91, 1939. Bezanker, Abraham. An Introduction to the Problem of Allegory i n Literary C r i t i c i s m . University of Michi-gan, 1954. (Unpublished Microfilm.) BOhner, Philotheus, o.f.m. Medieval Logic: an Outline of  i t s Development from 1250 to c. 1400. 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