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Estudio comparativo de Benito Perez Galdos y Jose Maria Eca de Queiroz. Saborío, Jane 1968

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UN ESTUDIO COMPARATIVO DE BENITO PEREZ GALDOS JOSE MARIA ECA.DE QUEIROZ. by JANE MARY SABORIO B. A., U n i v e r s i t y of B r i t i s h Columbia, 1964 A t h e s i s submitted i n p a r t i a l f u l f i l m e n t of the requirements f o r the degree of M. A. i n the Department of Hispanic and I t a l i a n Studies We accept t h i s t h e s i s as conforming to the req u i r e d standard The U n i v e r s i t y of B r i t i s h Columbia A p r i l , 1968 In p r e s e n t i n g t h i s t h e s i s i n p a r t i a l f u l f i l m e n t of the r e q u i r e m e n t s f o r an advanced degree a t the U n i v e r s i t y of B r i t i s h Columbia, I a g r e e t h a t the L i b r a r y s h a l l make i t f r e e l y a v a i l a b l e f o r r e f e r e n c e and Study. I f u r t h e r agree t h a t p e r m i s s i o n f o r e x t e n s i v e c o p y i n g o f t h i s t h e s i s f o r s c h o l a r l y p u r p o s e s may be g r a n t e d by the Head o f my Department or by hiis r e p r e s e n t a t i v e s . It i s u n d e r s t o o d t h a t c o p y i n g or p u b l i c a t i o n o f t h i s t h e s i s f o r f i n a n c i a l g a i n s h a l l not be a l l o w e d w i t h o u t my w r i t t e n p e r m i s s i o n . Department o f Hispanic & I t a l i a n Studies The U n i v e r s i t y o f B r i t i s h Columbia Vancouver 8, Canada D a t e A p r i l 26, 1968 UN ESTUDIO COMPARATIVO DE BENITO PEREZ GALDOS Y JOSE MARIA ECA DE QUEIROZ RESUMEN Las u l t i m a s decadas d e l s i g l o XIX cotnprenden un periodo de gran a g i t a c i o n p o l i t i c o - r e l i g i o s a en Esparia y Po r t u g a l . La e s t r u c t u r a s o c i a l t r a d i c i o n a l s i e n t e e l etnpuje de l a s tenden-c i a s modernas que, basadas en conceptos l o g i c o s y humanitarios, i r a n a t r a n s f o r m a r l a en un nuevo sistetna compatible con l o s avances cient£ficos de l a epoca. Es un periodo t a l que, autores como Benito Perez Galdos y Eca de Queiroz s i e n t e n l a r e s p o n s a b i l i d a d de tomar en sus manos l a educacion de l a gente, de hacerl e s darse cuenta de l o que sucede, o simplemente de implantar una s e m i l l a de r e f l e x i o n en l a mente de sus r e s p e c t i v o s "pueblos". Es e l p r o p o s i t o de este e s t u d i o , una indagacion de l a s c i r c u n s t a n c i a s que i n f l u y e n a ambos autores, que dan formacion a sus r e s p e c t i v o s puntos de v i s t a , y que motivan l a necesidad, que s i e n t e n , de exponerlos. Tomando base en una s e l e c c i o n de cuatro obras de cada autor, Dona P e r f e c t a T La f a m i l i a de Leon Roch T E l Amigo Manso y Fortunata y J a c i n t a de Galdos, y 0 Pritno B a z i l i o T A R e l i q u i a , Os Maias y A i l l u s t r e casa de Ramires de Eca de Queiroz, eva-lue y compare sus tendencias e ideas respecto a l a p o l i t i c a , l a r e l i g i o n y l a sociedad; notando que, a pesar de tener e l l o s un f i n comun, e l tnejoramiento i n t e l e c t u a l y s o c i a l de sus respectivos palses, toman rutas disim i l e s para r e a l i z a r l o CONTENTS PRIMERA PARTE CAPITULO I Galdos y l a novela d e l s i g l o XIX en Espana 1 I I Dofia P e r f e c t a 6 I I I La f a m i l i a de Leon Roch 12 IV E l Amigo Manso 20 V Fortunata v J a c i n t a 30 SEGUNDA PARTE CAPITULO I Eca de Queiroz y l a novela d e l s i g l o XIX en P o r t u g a l 36 I I 0 Primo B a z i l i o 41 I I I A R e l i q u i a 50 IV Os Maias 56 V A i l l u s t r e casa de Ramires 62 TERCERA PARTE CAPITULO I La r e l i g i o n 67 I I Clases s o c i a l e s 79 I I I La p o l l t i c a , e l gobierno y l a bu r o c r a c i a 86 IV Comparaciones de tetnas p r i n c i p a l e s y secundarios ' 93 V Conclusiones 97 APARTES 107 BIBLlOGRAFIA SELECCIONADA 110 A l presentar este estudio quiero r e i t e r a r mi gratitud hacia e l profesor Harold V. Livermore Jefe del Departamento de Estudios Hispanicos e It a l i a n o s , cuyo interes y cooperacion han hecho posible l a c r i s t a l i z a c i o n de mis esfuerzos PRIMERA PARTE CAPITULO I GALDOS Y LA NO VELA DEL SIGLO XIX EN ESPANA B e n i t o P e r e z G a l d o s , uno de l o s mas f e c u n d o s n o v e l i s t a s e s p a R o l e s , n a c i o en L a s Palmas en 1843. A s i s t i o p r i m e r o a una e s c u e l a i n g l e s a , l u e g o c o m p l e t o e l b a c h i l l e r a t o en e l c o l e g i o de San A g u s t i n . L e y o C e r v a n t e s , Quevedo, V i c t o r Hugo y o t r o s . C o l a b o r o d u r a n t e e s t o s anos c o n l a p r e n s a . En 1863 se t r a s l a -do a M a d r i d p a r a p r o s e g u i r c o n sus e s t u d i o s y a l i i empezo a e s c r i b i r p a r a l o s p e r i o d i c o s . Sus p a d r e s l e i n d i c a r o n l a c a -r r e r a de d e r e c h o , aunque e s t a no l e e n t u s i a s m o d e l t o d o . P a r -t i c i p o en l a s t e r t u l i a s y r e u n i o n e s f o r m a l e s , v i s i t o l o s t e a -t r o s , f r e c u e n t o e l V i e j o A t e n e o , y se l e v e i a a menudo en e l C a f e U n i v e r s a l . O l a y h a b l a b a de p o l i t i c a en a q u e l l o s d i a s de c o n s p i r a c i o n e s y c a m a r i l l a s . Andaba p o r l a s e a l l e s y l a s p l a z a s e s c u c h a n d o l o s c h i s m e s de l o s t r a n s e u n t e s y a b s o r b i e n d o e l c o l o r l o c a l de M a d r i d y sus c o n t o r n o s , gozando de e s t a v i d a p i n t o r e s c a y animada, que l u e g o s a b i a e v o c a r t a n m i n u c i o s a m e n -t e e n sus n o v e l a s . D e s a r r o l l o una o b r a d r a m a t i c a L a E x p u l s i o n  de l o s M o r i s c o s T que no l o g r o r e p r e s e n t a r . V i a j o a P a r i s y - 2 -dandose cuenta entonces de que l a novela de tema espanol como forma l i t e r a r i a p o d ria ser aceptada a l i g u a l que l a de tema f r a n c e s , se dedico a l a n o v e l i s t i c a . En l a p r i -mera parte d e l s i g l o e s t a forma ( l a novela puramente es-paRola^ estaba desacreditada y e n v i l e c i d a por e l i n f l u j o excesivo de obras traducidas d e l frances. Del ano 1850 en adelante, va cogiendo p r e s t i g i o cada vez mas y por a l i i de 1870 aparecen novelas de gran c a l i b r e , t a l vez i n i g u a l a -das hasta l a fecha. Con Galdos, l a novela h i s t o r i c a de tono romantico y decadente se c o n v i r t i 5 en un r e l a t o exacto, con minuciosos d e t a l l e s de l a epoca, y como l o g i c a c o n c l u s i o n , termina por c o n v e r t i r s e en novela de t e s i s . Es f a c i l ver entonces e l e x i t o inesperado que con e s t a forma alcanza. Llega Galdos a l a cumbre de su popularidad en 1883. E l aprec i o que l e ti e n e n l o s autores contempora-neos es e j e m p l i f i c a d o por Leopoldo A l a s , C l a r i n , quien da una cena en su honor. Acepta un puesto p o l i t i c o de d i p u t a -do de Sagasta. V i a j a a l a s d i s t i n t a s c a p i t a l e s europeas. Con Pereda, se f a m i l i a r i z a con l a s p r o v i n c i a s portuguesas y espafiolas. Llega a ser a f i c i o n a d o de Santander y de Toledo. En e l afio 1889 l o g r a i n g r e s a r en l a Real Academia EspaRola. Mas tarde en 1898 s i n dinero es obligado a comenzar una t e r c e r a s e r i e de l o s Episodios Nacionales. En 1891 e s c e n i f i c a una novela suya, R e a l i d a d T volviendo - 3 -a s l a su i n t e n t o j u v e n i l . Entre l o s afios 1907 y 1910, ocupa e l puesto de diputado republicano. AI envejecer pierde l a v i s t a , l o c u a l o c u l t a a sus p a r i e n t e s por mucho tiempo. Muere en 1920. Como maestro de l a novela e s c r i b i 5 con realismo l o que observo en l a v i d a , a f i n de presentar con vera-cidad l a sociedad burguesa que predominaba en e l s i g l o XIX. I n f l u e n c i a d o por Cervantes y su obra maestra, Don Q u i j o t e ? se dedico a mostrar l a f a l s e d a d de c i e r t a s i l u s i o n e s y e l e r r o r de imaginarse l a v i d a t a l como no es y de tener una imaginacion demasiado aguda. Maria, l a herolna de l a novela La F a m i l i a de Leon Roch t t i e n e grandes a s p i r a c i o n e s que jamas podra r e a l i z a r ; no reco-noce l a d i f e r e n c i a entre l a r e a l i d a d y l a i l u s i o n . Tam-poco comprende que l a f a l t a de reconoeer e s t a d i f e r e n c i a o lxnea d i v i s o r i a c o n s t i t u y e su p r o p i a d e s t r u c c i o n . Es e l concepto de l a estupidez humana. Las d i f i c u l t a d e s de Maria son e l r e s u l t a d o de l o que e l f i l o s o f o , J u l e s G a u l t i e r , expreso en su t r a t a d o , " E l l e se coneoit autre-i ment q u ' e l l e n'est". Se cree l a esposa p e r f e c t a por su a t r a c c i o n f i s i c a y por su e x c e s i v a r e l i g i o s i d a d , que en su opinion l a c o n v i e r t e en santa, sobreponiendola a toda c u l p a , no admitiendo que e l l a pueda ser l a c u l p a b l e , que pueda no tener razpn. Mientras cumpla con sus devo-cion e s , se considera l i b r e de c u a l q u i e r o t r a o b l i g a c i o n . - 4 -Leon se equivoca a l f i g u r a r s e que e l c a r a c t e r de Maria no t i e n e forma f i j a , piensa que e l podra amoldarlo a su deseo. Embebido con l a idea de que l a razon es l a unica g u i a f i e l y que por medio de e l l a se l l e g a a todo deseo; ciego se conduce a su propio f r a c a s o , a su p r o p i a muerte, e s p i r i t u a l por l o menos. Para Galdos, ambos personajes son v£ctimas de l a sociedad y de sus propias d e b i l i d a d e s ; Maria, de l a v i d a extravagante, a r t i f i c i a l y decadente que se creo; y Leon, de l a s nuevas ideas y t e o r i a s , que como joven i n t e l i g e n t e acogio con entusiasmo, mas s i n poder a s i m i l a r l a s . M aria, por su i g n o r a n c i a y sentimentalidad; Leon, por su s a b i d u r i a mal entendida. Galdos es en e l fondo una persona s e r i a , r e l i g i o -sa y moral. Para e l todo c a r a c t e r de l a c l a s e media, aun-que sea v u l g a r o plebeyo, t i e n e algo bueno en su alma, todo corazon es capaz de recobrar sus fuerzas. Como Gal-dos no es n i e s c e p t i c o n i c i n i c o , todos l o s seres humanos pueden s a l v a r s e , aun e l p i c a r o . Para e l l a s ideas y l o s sentimientos c r i s t i a n o s predominan. La r e l i g i o n , e l amor de l a f a m i l i a , y l a armonia de l a casa son l o e s e n c i a l de l a v i d a . La f e y e l amor, aunque no parezcan tener ningu-na correspondencia con l a i n t e l i g e n c i a , son l a verdadera y unica base de l a certidumbre; son e l unico medio por e l - 5 -cual e l hombre puede comprender algo acerca de su origen y de su destino. En este concepto se basa l a f i l o s o f l a de Galdos. CAPITULO I I DONA PERFECTA Dona P e r f e c t a , una v i u d a , h i j a de buena f a m i l i a que v i v e en O r b a j o s a i n v i t a a su s o b r i n o , Pepe Rey, a p a s a r una t e mporada en s u c a s a p a r a que e s t e l l e g u e a c o n o c e r a su p r i m a R o s a r i o . E l p a d r e de Pepe y l a madre de R o s a r i o p i e n -san c a s a r a s u s h i j o s un d i a . Pepe l l e g a , se enamora de su p r i m a q u i e n e s b o n i t a y s i m p a t i c a , p e r o a l m o s t r a r sus a c t i -t u d e s l i b e r a t e s y u s a r un t o n o sumamente i r o n i c o a l h a b l a r de l a i g l e s i a y de l a s c o s a s que l e a t a f i e n , p i e r d e l a c o n -f i a n z a y l a a p r o b a c i o n de su t i a de i n m e d i a t o . Dofla P e r f e c t a e n c i e r r a a R o s a r i o en su c u a r t o y se d e c i d e a l p r i n c i p i o a a g u a n t a r a l h u e s p e d h a s t a e l f i n de su p l a n e a d a e s t a d i a , m a r t i r i z a n d o s e de e s t a manera p a r a c u m p l i r c o n su c o n c i e n -c i a . S i n embargo, p r o n t o c a m b i a de i d e a . E l t i o de Pepe, Don C a y e t a n o , se d e s e m b a r a z a de t o d o l o que o c u r r e a l r e d e d o r de e l ; Pepe e c h a d o y a de l a c a s a de su t i a no puede p e d i r l e a y u d a p a r a s o l u c i o n a r su p r o b l e m a , a s i que r e c u r r e a unos s o l d a d o s c o n q u i e n e s t r a b a a m i s t a d g r a c i a s a T a f e t a n , s e -c r e t a r i o de l a s o c i e d a d c a r i t a t i v a d e l p u e b l o . E s t e e s l a - 7 -e x c e p c i o n a l a r e g l a g e n e r a l , p u e s no se e n c u e n t r a b a j o e l d o m i n i o de Dofia P e r f e c t a . P i n z o n , uno de sus amigos s o l d a -d o s , e s t a a f o r t u n a d a m e n t e a l o j a d o en c a s a de Dofia P e r f e c t a . P l a n e a n e l e s c a p e de R o s a r i o , p e r o a n t e s de i n t e n t a r l o , Pepe m o d i f i c a s u s a c t i t u d e s v i o l e n t a s y c a m b i a de i d e a , c s i g u i e n d o . e l c o n s e j o de su p a d r e . D e s p i d e a l o s o f i c i a l e s d e l e j e r c i t o que l e h a b i a n p r o m e t i d o apoyo y manda una c a r t a a R o s a r i o i n d i c a n d o l e dohde y cua'ndo pueden e n c o n t r a r s e p a r a h a c e r u n p l a n m e j o r c o n c e b i d o . A n t e s de que e s t e e n c u e n t r o t e n g a l u g a r , C a b a l l u c o , e l v a l e n t o n d e l p u e b l o , e s d e c i r de Dofia P e r f e c t a , l e p e g a un t i r o a Pepe o b e d e c i e n d o e l g r i t o e n l o q u e c i d o de Dofia P e r f e c t a que e s t a p r a ' c t i c a m e n t e f u e r a de s i . L a h i s t o r i a a c a b a c o n u n a s c a r t a s e s c r i t a s p o r Don C a y e t a n o a u n amigo suyo e n M a d r i d i n f o r m a n d o l e de l a t r i s t e n o t i c i a de l a muerte de Pepe que a l p r i n c i p i o c r e e que se h a s u i c i d a d o , p e r o que p o r u l t i m o , segun e l d e c i r d e l p u e b l o , e s h o m i c i d i o . Como r e s u l t a d o d i r e c t o de e s t a t r a g e d i a , se v u e l v e l o c a R o s a r i o y t i e n e n que e n c e r r a r l a en un m a n i c o m i o , y Dofia P e r f e c t a c a e en un e s t a d o t r i s t e y p a t e t i c o que em-p e o r a h a s t a que l a t o r t u r a m e n t a l l e c a u s a l a m uerte. Don I n o c e n c i o t a m b i e n se d e s h a c e , r e n u n c i a a su p u e s t o de c ano-n i g o y s a l e p a r a I t a l i a en b u s c a de a l g o en que p o d e r a t e -n e r s e . A l d e s a p a r e c e r l a f u e r z a d o m i n a d o r a , aunque e s t a - 8 -fuera equivocada, l a reemplaza l a d e s i n t e g r a c i o n completa. Por f a l t a de voluntad e i n e r c i a , l a v i d a p r o v i n c i a n a regresa a su suefio s e c u l a r . Entre l o s personajes se destacan e l p r o t a g o n i s t a fetnenino y e l masculino; i n d i v i d u o s por s i , mas i n v e s t i d o s de sitnbolismo en e l sentido mas amplio. E l l a representa l a t r a d i c i o n ( l a i g l e s i a , Espana, e l e l progreso ( l a c u l t u r a c i e n t l f i c a ) . Dona P e r f e c t a es una v i e j a viuda que t i e n e a todo e l pueblo de Orbajosa impresionado por su aparente bon-dad y piedad. Es una mujer dominadora que t i e n e en completa sumision a l canonigo Don Inocencio y por consiguiente a l res-to d e l pueblo a quienes l e s importa solo e l ser reconocidos por su buena a s o c i a c i o n con l a i g l e s i a . La i n f l u e n c i a de e s t a en l o s pueblos de esa epoca, y aun ahora, es tan exce-s i v a que pierde l a p e r s p e c t i v a h a c i a l o detnas. La i g l e s i a se c r e i a " p e r f e c t a " y esto l e bastaba para rechazar c u a l q u i e r idea c o n t r a r i a a l a suya, de i g u a l manera actuaba Dona Per-f e c t a . Pepe Rey a l l l e g a r a Orbajosa y expresar su punto de v i s t a acerca de d i f e r e n t e s asuntos naturalmente no es aceptado. Un joven bien educado, i n t e l i g e n t e y r a c i o n a l comete e l e r r o r de d e c i r l a verdad. Su f a l t a de e x p e r i e n c i a y su entusiasmo l e dejan c r e e r que l a s i n c e r i d a d es l o unico que va l e en este mundo. No se da cuenta hasta demasiado t a r -de de su severidad excesiva. A nadie l e gusta que uno l e - 9 -c r i t i q u e , pero l a c r i t i c a es aceptable s i esta acompafiada de t o l e r a n c i a , de caridad., Tiene que haber convivencia. E l mancomunar i n t e r e s e s y fondos no e x i s t e . Para e l espafiol no e x i s t e termino medio; uno t i e n e todo o no t i e -ne nada, l a idea de posesion es absolutamente t o t a l . De una misma tnanera uno manda o no manda y por eso no hay n i e q u i l i -b r i o n i e s t a b i l i d a d en ninguna de l a s i n s t i t u c i o n e s s o c i a l e s . No e x i s t e e l compartimiento de l a s ideas n i de l o s recursos. Todo esto t i e n e una base d i f i c i l de a l t e r a r que e s t a en e l mistno c a r a c t e r espafiol, d e l c u a l es una parte i n t e g r a l . Dofia P e r f e c t a que es l a obra maestra de l a primera epoca de l a produccion l i t e r a r i a Galdosiana, es una novela de c a r a c t e r polemico. Galdos encuentra por primera vez en Dofia P e r f e c t a l a formula de su a r t e - l a f u s i o n p e r f e c t a de l o s o c i a l y l o i n d i v i d u a l . Da algo i d e a l y sup e r i o r a l hombre y a l mistno tiempo p i n t a e l ambiente donde este per-sonaje se ha d e s a r r o l l a d o . Muestra en e s t a obra l o s v a l o r e s r e s p e c t i v o s de l a c i e n c i a c ontra l o s de l a fe y l o s de l a ciudad contra l o s de l a p r o v i n c i a . Por medio d e l protago-n i s t a muestra sus opiniones personales. Ambos, Galdos y Pepe Rey, son es c e p t i c o s que admiran l a firtneza de l a fe y l a pureza de l o s i d e a l e s , pero para quienes l a s o l a v a l i d e z de l a r e l i g i o n c o n s i s t e en su aspecto p r a c t i c o y moral. La r e l i g i o n c o n v e r t i d a en fanatismo - e l misticismo y l a - 10 -pobreza andan tnano en mano, un fenotneno s o c i a l aprobado -ya no t i e n e v a l o r porque se ha transformado en un f u r o r d e s t r u c t o r . Dona P e r f e c t a es l a afirtnacion de l a c u l t u r a c i e n t i f i c a y l a condenacion d e l atr a s o de l a v i d a p r o v i n -c i a n a , cuyos v a l o r e s t r a d i c i o n a l e s son una fuente de fana-tismo. Para Galdos, e l campo y l a p r o v i n c i a no s i g n i f i c a n l a f e l i c i d a d y l a paz e s p i r i t u a l absolutas. Mas b i e n es c r i a d e r o para l a e n v i d i a , l a soberbia, l a crueldad y l a i n t r a n s i g e n c i a h a c i a e l pensamiento o r i g i n a l . Hay una f a l -t a de t o l e r a n c i a h a c i a todo cuanto sea ajeno, l a c u a l t i e n e su origen en e l amor propio. En cuanto una persona sospecha que ot r o se s i e n t e s u p e r i o r o puede s e n t i r s e s u p e r i o r en algun momento, se decide a oponerse a todo l o que diga e l otro. Dofia P e r f e c t a es l a dramatizacion d e l choque de l a s personas de mentalidad l i b e r a l e i g u a l i t a r i a procedentes de l a r e c i e n nacida burguesla de l a ciudad con l a s de estrecha mentalidad r e g i o n a l i s t a , t r a d i c i o n a l i s t a de l a p r o v i n c i a . Estas estan obstinadas en su fe r e l i g i o s a y son enetnigas de todo progreso que anuncie cambios r a d i c a l e s . Galdos nos demuestra que solo es por d e b i l i d a d p e r s o n a l que uno i n i c i a una v i d a s o l i t a r i a , e l a i s l a r s e d e l e x t r a n j e r o y de todo l o que sea ajeno s i n ningun razonamiento es sencillamente una forma de escaparse de s i mismo y de l a r e a l i d a d . No di c e que e l campo es s i n v a l o r alguno pero s i que e l que v i v e - l i -en e l campo, por medio de l a objetividad necesaria para toda observacion r e a l i s t a y para l l e g a r a un estado de completa madurez, de completo desarrollo, debe escoger y adoptar l o que es bueno sea t r a d i c i o n a l o r a d i c a l que venga del extranjero. A l desarrollarse de una tnanera p o s i t i v a l a mujer, Dofia Perfecta que pers o n i f i c a l a Espana t r a d i c i o n a l , tiene que, por medio de l a observacion, dar a las ideas y a las costumbres sus valores apropiados. E l mantenerse ignorante de l a verdad de los casos conduce unicamente a l error. Todos somos hasta c i e r t o punto h o s t i l e s a las sugerencias e ideas de los demas pero todos somos capaces de encontrar soluciones racionales y e l que no se sirve de esta facultad por perversidad y obstinacion esta perdido. CAPITULO I I I LA FAMILIA DE LEON ROCH La f a m i l i a de Leon Roch es e s c r i t a en t r e s tomos originaltnente que aparecen en l o s tneses de j u n i o , octubre y diciembre d e l ano 1878. Esta novela pertenece a l a primera epoca de l a produccion l i t e r a r i a de Galdos. Es l a h i s t o r i a de un joven geologo y astronomo que gr a c i a s a su padre obtuvo una buena educacion y heredo como unos nueve m i l l o n e s . Se decide a casarse con Maria, una beldad realmente e x t r a o r d i n a r i a , cuya f a m i l i a se ha empo-brecido y e n v i l e c i d o v i v i e n d o f u e r a de sus rentas. E l a t r a c t i v o de su a p a r i e n c i a f i s i c a l e seduce a Leon y este cree que dentro de esa forma d i v i n a t i e n e que haber un es-p i r i t u y una mentalidad no menos d i s t i n g u i d o s . Se l a itnagina a su propio gusto como una personalidad en estado embrionario que e l podra formar. E l l a , por su p a r t e , se enamora de e l por l a tnlsma a t r a c c i o n f i s i c a , es d e c i r por su a p a r i e n c i a sumamente masculina. Sabe muy b i e n que es eonsiderado ateo, c l n i c o , e s c e p t i c o , y que e l l a siendo f a n a t i c a de l a r e l i g i o n - 12 -- 13 -c a t o l i c a , no podra e s t a r nunca de acuerdo con sus ideas de e l . S i n embargo, se casan cegandose a l a s d i f e r e n c i a s r a d i c a l e s que e x i s t e n entre e l l o s y convenciendose de que por medio de l a mutua a t r a c c i o n f i s i c a se un i r a n e s p i r i t u a l t n e n t e . Leon es un hombre r a c i o n a l y muy razonable, mientras que Maria es sim-plemente obstinada en sus creencias y estupidas p r a c t i c a s . Su modo de amar no es sino e l ser c e l o s a , como reconoce e l l a mis-ma c a s i a l f i n a l de l a novela. No podia t o l e r a r que su marido t u v i e r a sus propios pensatnientos, su l i b r e a r b i t r i o , t e n i a que s u j e t a r l e por completo para no s e n t i r s e c e l o s a , n i de l a s ideas de su marido, n i de sus amigos. Se f i g u r a b a poder tener e s t a i n f l u e n c i a todopoderosa sobre e l por medio de su b e l l e z a f i s i c a que t e n d r i a que s e d u c i r l e siempre que hubiese una d i s c u s i o n entre ambos, no tomo en cuenta l o r a c i o n a l que era Leon, y e l por otro lado no se imagino una mujer tan mal educada, tan poco r e c e p t i v a a todo l o ajeno, en f i n , una cabeza v a c i a , una t e r -quedad absol u t a c o n t r a l a c u a l i b a e l a luchar en vano - poco a poco destruyendose a s i mismo. A l o s pocos tneses de casados es evidente que e l m a t r i -monio no t i e n e o t r o f i n que l a de s i n t e g r a c i o n . Maria abandona a su marido hasta en e l mas minimo d e t a l l e sobreponiendo a e l sus deberes r e l i g i o s o s , y e l agota su p a c i e n c i a y su t o l e r a n -c i a hasta l l e g a r a una desavenencia i r r e c o n c i l i a b l e . E l mundo que l e s rodeaba a estos dos esta' formado por l a f a m i l i a p o l i -- 14 -t i c a de Leon que comprendla e l padre y l a madre de Maria y t r e s hermanos: P o l i t o e l h i j o malo, L u i s e l santo enfermizo, y Gustavo, hombre de negocios, corredor d e l mundo, un hipo-c r i t a i n s o p o r t a b l e . E l padre era un verdadero sinverguenza que con sus cincuenta y tantos ahos querla l u c i r s e como l o s jovenes de v e i n t e , y quien para pagar sus extravagancias y deudas c o r r l a en busca de Leon. La madre era p r e t e n c i o s a tambien. Se e n o r g u l l e c l a de v e s t i r s e con extravagante e l e -gancia, de agasajar a sus amigas, de ser generosa en sus donaciones, de tener su casa amueblada como e l mismo p a l a c i o . En f i n era tan culpable como su esposo porque siendo pobres, teniendo l o s u f i c i e n t e para v i v i r comodamente, no t e n i a n n i e l uno n i e l otro derecho de g a s t a r l o que no t e n i a n para luego r e c u r r i r a su h i j o p o l i t i c o para s a c a r l e s de l o s enre-dos f i n a n c i e r o s en que se hablan metido. S i n embargo l o hacen repetidamente. L u i s , hermano gemelo de M a r i a , por su parte se i n g i r i o en l o mas privado d e l matrimonio de su hermana. Bajo e l d i s -f r a z de l a fe y l a santidad, a l morir l a h i z o j u r a r que j a -mas se someterla a su esposo por ninguna razon. Habiendo habido un a f e c t o s i n c e r o entre l o s dos siempre, ahora r e f o r z a -da con e l f e r v o r r e l i g i o s o y siendo una s u p l i c a de moribundo, Maria no t e n i a n i fuerzas n i e l deseo de negarse a l voto que l e pedia su hermano. Esta promesa l a oye en parte Leon y - 15 -adivina e l resto y desde este momento en adelante, los espo-sos se van alejando e l uno d e l otro hasta l l e g a r a l punto en que Leon decide abandonar su casa que ya no le pertenece sino en nombre. A l dar e l ultimatum, le propone a Maria que e l l a le acompane; a s i cediendo cada cual algo de su parte^todavia podrian salvar su matrimonioj pero esta no acepta. Mientras que e l l a s ienta que Leon s u f r i r a pero permanecera f i e l a e l l a , e l l a no encuentra ninguna razon por l a c u a l deberia ceder a sus deseos. Quiere tener siempre e l amor de Leon pero lo quiere g r a t i s s i n que e l l a p a r t i c i p e d e l mismo amor para con e l . Leon se pasa a una casa cerca de Suer tebel la , e l p a l a c i o campestre d e l Marques de Fucar, donde viven este , su h i j a Pepa y Monina, l a h i j i t a de esta y de Cimarra, antiguo conocido de Leon. Cimarra era un gran dis ipador que logro casarse con Pepa por un antojo suyo que le ocurri5 a l saber que e l que amaba, Leon, se iba a casar con o t r a . Este , despues de meter a l papa y a l a h i j a en una larga ser ie de compromisos d i f i c i l e s , s a l i o de Esparla con rumbo a La Habana. Pepa se fue a v i v i r con su h i j a a Suertebel la a l lado de su papa. Pepa, como e l resto de Madrid , sabiendo muy bien que e l matrimonio de Maria Egipciaca y Leon es un desastre , un fracaso completo y a l co-nocer las intenciones de este de evacuar su casa le s u g i r i o l a c a s i t a para a l q u i l a r que esta a unos pasos de l a suya. Leon ya v i s i t a b a l a casa de Pepa para ver a Monina, a quien ha-bia llegado a querer como s i fuera su propia h i j a . De repente, - 1 6 -e s t a se enferma y c a s i se l e s muere pero l a c r i s i s pasa y recupera divinamente. A poco tiempo, Leon decide tomar l a casa y se t r a s l a d a ; Monina y sus amiguitos l e v i s i t a b a n d i a -riamente y de vez en cuando i b a a comer a S u e r t e b e l l a . Luego un d i a l l e g a l a n o t i c i a de l a muerte de Cimarra que viene como una be n d i c i o n para padre e h i j a . Leon entonces de acuer-do con e l respeto requerido en t a l e s casos cesa de v i s i t a r l a . Leon y Pepa que fueron compafieros de pequefios y novios a eso de l o s quince anos se quieren ardientemente ahora. Pepa siempre habia querido a Leon, y Leon, cegado por l a a t r a c c i o n f i s i c a de Ma r i a E g i p c i a c a , solo reconocia en e l mutuo a f e c t o que se se n t i a n e l y Pepa e l af e c t o de dos amigos intimos. E l hombre r a c i o n a l y l o g i c o , debido a l poco t r a t o que t e n i a con l a gente se dejo e x t r a v i a r por una senda equivocada. Pepa como para c a s t i g a r s e mas, h e r i d a ya en l o hondo d e l corazon, se ca-sa con un desgraciado, Cimarra, s i n pensar en l a s consecuencias f u t u r a s . Actua impulsivamente y demasiado tarde se a r r e p i e n t e . Afortunadamente l e nace l a nifia Monina y con e l papel de madre se r e s t a b l e c e , se t r a n q u i l i z a y comienza a madurar. Llega un d i a en que e l rumor que estan c i r c u l a n d o l a s amigas de Maria maliciosamente por Madrid de un amorio entre l a marquesita Eepa de Fucar y Leon alcanza l o s oidos de Maria. La que pretende ser su mas i n t i m a amiga y c o n f i -dente se s i e n t e obligada a d e c i r l e l a verdad a l a pobre i n o -.cente, Maria. Maria se pone f u r i o s a , e s t a l l e n a de celos - 17 -y se prepara para i r a c o n f r o n t a r a l condenado. Le quiere colmar de i n s u l t o s y s a l d r i a a l i n s t a n t e , v e s t i d a en su h o r r i b l e t r a j e de penitente y beata, que habia adoptado como uniforme d i a r i o , desde h a c i a mucho s i no f u e r a por l o s consejos y ordenes de su amiga y de su madre, quienes no l a iban a d e j a r i r s e hasta que l u c i a . La amiga l e t r a j o todo un armario de ropa para que e s c o g i e r a l o que l e gusta-ba mas y su muchacha vino a p e i n a r l a . Se fueron l a s dos por f i n prometiendp e s t a r de v u e l t a temprano a l d i a s i g u i e n t e para hacer todos l o s p r e p a r a t i v o s . Maria no l e s espero, madrugo y se a l i s t o e l l a misma y s a l i o para S u e r t e b e l l a . Llego y subio a l a o f i c i n a de Leon. Este como de costumbre estaba en su e s c r i t o r i o entre sus l i b r o s con Monina y su compaflera. A l v e r l a se a t u r d i o , M a ria l e acuso de todo y e l perdiendo su p a c i e n c i a l e g r i t o a e l l a . Se cayo desmayada despues de t r a t a r de arrancar su pelo y deshacer su v e s t i d o y todos l o s adomos que se habia puesto para s e d u c i r l e , viendo que de nada l e Servian. Su b e l l e z a ya no l e s e r v i a . Leon entonces t r a t o de r e s u c i t a r l a en vano y llamo a l medico. Segun este era necesario t r a s l a d a r l a a un l u g a r mas comodo y e l buen Marques de Fucar no encontr5 razon por l a c u a l no l a podrian l l e v a r a su casa de e l . E l medico amigo de Leon hablq con este francamente. Receto e l descan-- 18 -so y l a paz absoluta, que nada l a turbara las emociones; es decir le d i j o a Leon que s i esperaba s a l v a r l a tenia que borrar toda idea de i n f i d e l i d a d matrimonial de su mente, tenia que hacerla creer de nuevo que e l solo l a queria a e l l a . Hasta e l confesor de Maria fue persuadido por Leon de que l a mentira era indispensable en este caso, e iba recuperando Maria. Tranquilizada, recobraba sus fuerzas y su fanatismo r e l i g i o s o , se enorgullecia de su propia v i r t u d , de su verdadera santidad; comenzaba a sefia-l a r de nuevo a su marido como e l gran pecador y no le de-jaba apartarse n i un minuto de su lado. La f a m i l i a de Maria que a l r e c i b i r las malas no t i -cias habia llegado en tr o p e l y gracias a l a hospitalidad d e l Marques de Fucar se habia instalado en e l palacio resen-t i a no poder ver a su h i j a , hermana legitima. Leon les prohibit? que entraran a l cuarto hasta que un dia las que-jas y las acusaciones le agotaron l a paciencia y les i n d i -co que pasaran todos s i les daba l a gana. Maria entonces enterada de l a duplicidad a que habia sido sometida se altero de aspecto, recayo en un estado pesimo del que no s a l d r i a , vuelve a l d e l i r i o . Tiene momentos despejados cuando ve todo claramente pero por f i n cae en un.?. coma y toda l a f a m i l i a l a vela tristemente hasta l a muerte. - 19 -A Pepa, quien se traslado a Madrid con su h i j a mientras que l a enferma quedara en l a casa de Suerte-b e l l a le ha llegado l a mala n o t i c i a de que su esposo no esta muerto como antes se c r e i a sino que esta sano y salvo y ha vuelto a Madrid. Esta espera hasta que ya no puede mas y regresa a Suertebella a hablarle a Leon que esta muy confuso. Le propone huir los tres juntos porque teme que Cimarra obtenga a Monina legalmente y esto l a mataria. Leon dice que no puede. E l Marques dice que se ha arreglado todo de l a manera mas convenient te, Pepa y Monina v i v i r a n con e l para siempre y Cimarra jamas las molestara. Cimarra a pesar del acuerdo a l que haullegado sus t i o s , e l abogado y Fucar, l l e g a a Suerte b e l l a para ver a su h i j a que hasta entonces no conoce. Se encuentran Leon y Cimarra y parece que se van a matar pero intervienen Fucar y otros y salen ambos para jamas volver. Pepa queda muy t r i s t e y desconsolada, ya no le quedan n i esperanzas para e l futuro, ha perdido para siempre todo l o que querla y deseaba menos su h i j a . La novela termina con una carta e s c r i t a por e l Marques de Fucar a l Marques de Onesimo comunicandole las ultimas n o t i c i a s de sussnegocios y d e l estado de su fami-l i a , a de c i r su h i j a y su nieta. CAPITULO IV EL AMIGO MANSO Esta novela, E l Amigo Manso (1882), presenta un cuadro extenso y e q u i l i b r a d o de l a na t u r a l e z a hutnana con sus necesidades b a s i c a s . E l personaje p r i n c i p a l de l a novela, Maximo Manso, f i l q s o f o y p r o f e s o r , v i v e y se de-s a r r o l l a e s p i r i t u a l m e n t e en Madrid que se ha convertido en l a p a t r i a p r o p i a d e l autor. Alrededor de Galdos se presentan d i v e r s o s aspectos de l a v i d a madrilefia, i n c l u s o l a de l a gente mas pobre y mas bruta. A l lado de l a gente b a j a , Galdos p i n t a l a sociedad burguesa ascendente que sigue reemplazando a l a a r i s t o c r a c i a decadente y a l o s r i c o s de antafio que ahora estan en un estado lamentable de pobreza. Todo esto es e l ambiente y fondo para l a r e a l i z a c i q n d e l tema p r i n c i p a l de l a obra que es l a adap-t a c i o n d e l hombre de ideas a l a v i d a y a l mundo t e r r e s t r e en que v i v e . E s t a adaptacion se muestra en e l v i v o con-t r a s t e que e x i s t e entre Manso y su d i s c l p u l o , Manuel Pefia, un contraste entre e l hombre r e f l e x i v o y e l hombre de - 20 -- 21 -accion. Cada uno aprende d e l o t r o ; e l joven aprende a pensar y e l i n t e l e c t u a l e i d e a l i s t a adquiere una pene-t r a c i o n o sagacidad mas completa, debida a sus experien-c i a s emocionales. Todo hombre n e c e s i t a para su mayor perfeccionamiento e l d e s a r r o l l o sentimental tanto como l a e v o l u c i p n i n t e l e c t u a l , l a e x p e r i e n c i a tanto como l a r e f l e x i o n . Manso r e l a t a su pr o p i a autobiografxa, evocando l o s i n c i d e n t e s que l l e v a n a l a formacion de su c a r a c t e r . Empieza con una d e s c r i p c i o n de su aspecto f l s i c p ; es de mediana e s t a t u r a , robusto y bastante a g i l , n i feo n i buen mozo; usa anteojos. Su f a m i l i a es oriunda de A s t u r i a s y solo a l a muerte de su padre se t r a s l a d a a Madrid. Siempre se acuerda de su v i d a de muchacho en e s t a pro-v i n c i a y de su unico hermano, mayor que e l pero de tem-peramento muy d i s t i n t o a l suyo. Desde muy joven decide quedarse s o l t e r o , tomando en sus propias manos su destino y modelandolo a su gusto; me propuse conseguir que mi razon fuese dueha y sehora absoluta de mis actos, a s i de l o s mas impprtantes como de l b s mas l i g e r o s . 11 Reconoce l a buena i n f l u e n c i a de su madre de quien adquiere sus "severos p r i n c i p i o s . . . h a b i t o s de t r a b a j o , ... sobriedad" dones que durante su v i d a considera losmas preciados d e l mundo. Sufre mucho cuando muere l a madre, se sie n t e muy - 22 -s o l o , incapaz de e n f r e n t a r l a v i d a , pero haee unos esfuerzos tremendos para dominar sus d i f i c u l t a d e s . Primero h a b i t a una casa de huespedes, pero encuentra l a v i d a en e s t a i n s o p o r t a -bl e y se t r a s l a d a a un apartatnento en l a c a l l e d e l E s p l r i t u Santo donde se i n s t a l a permanentemente. Se acostumbra rapido a l ambiente ruidoso de este b a r r i o y aun goza de su v i t a l i d a d robusta. En este e d i f i c i o traba amistad con una buena v e c i n a , dona J a v i e r a , l a c a r n i c e r a que v i v e en e l primer p i s o . Manso y J a v i e r a , dos c a r a c t e r e s de l o s mas alejados que se puede imaginar, s i e n t e n c i e r t o a f e c t o y respeto mutuo. Dice de su amistad con e l l a : M i vecina era l a autoridad e s t e t i c a , y mis i d e a s , d i r e l o de una vez, l a p i l l e r l a a p r i s i o n a d a que, en ausencia de l a r e a l i d a d , se entrega a desor-denados juegos y c a b r i o l a s . 3 E s t a mujer, poco educada, l e sorprende a menudo, mostrando comprension i n s t i n t i v a de su h i j o y d e l problema general de l a educacion que jamas debe ser l a s u j e c i o n por fuerza. E l l a reconoce en Manso e l maestro p e r f e c t o para su h i j o , capaz de ser amigo y companero de M a n o l i t o a l mismo tiempo que un preceptor i n t e l i g e n t e , i n t e r e s a n t e y entretenido. Desde e l primer i n s t a n t e e l joven Manuel y Maximo simpatizan, s i n t i e n d o este una complacencia que era i g u a l a l a d e l e s c u l t o r que r e c i b e un p e r f e c t o t r o z o d e l marmol mas f i n o para l a b r a r una estatua. 4 - 23-Cotnenzando l o s estudios j u n t o s , Manso l o g r a , como su primer e x i t o , ensefiar a su d i s c i p u l o e l v a l o r excepcio-n a l d e l Quijote mostrandole como penetrar e l profundo sentido d e l l i b r o en que con mas p e r f e c t i o n estan expresadas l a s granr dezas y l a s d e b i l i d a d e s d e l corazon humano. 5 Es t a v i d a agradable y t r a n q u i l a de preceptor con su consiguiente s a t i s f a c c i p n se interrumpe muy a menudo con l a s v i s i t a s de una v i e j a i n s o p o r t a b l e . Esta sefiora, dofia Candida, v i e j a amiga de l a madre de Manso, es para este un monstruo humano. De e l l a d i c e : Jamas v i p Madrid mujer mas d i s i p a d o r a , mas apasionada d e l l u j o , mas f r e n e t i c a por todas l a s ruinosas vanidades de l a edad presente. 6 Dofia Candida es viuda y se h a l l a en un estado de "deplora-7 8 ble abandono" como l o "revelaban su t r a j e y peinado". No f a l t a nunca de p e d i r dinero donde qu i e r a que sea con m i l excusas y enredos, sietnpre prometiendo d e v o l v e r l o den-t r o de poco tiempo, cuando r e c i b a sus rentas imaginarias. Es una h i p o c r i t a absolutamente s i n escrupulos, pero Manso se s i e n t e obligado a s u f r i r l a y a p r e s t a r l e ayuda porque su madre a l morir l a habia recomendado a su cuidado. Debido a su bondad para con dofia Candida, alcanza a conocer a l a s o b r i n a de e l l a , es d e c i r Irene, l a f i g u r a que mas impresion hace en e l e s p l r i t u d e l profesor. Cuando - 24 -l a conoce por primera vez, es una chiquita de doce anos. Su t i a l a tnanda de vez en cuando con una not i t a en l a cual pide que Manso le preste dinero. Se hacen amigos; Manso se da cuenta de que no le gusta hacer estas encomlendas de su t£a. Hablan de l i b r o s e Irene muestra un interes inte-ligente en todo l o que le cuenta. Cuando es mayorcita, l e da verguenza venir a verle, a s i que Candida vuelve a v i s i -t a r l e de nuevo, s o l i c i t a n d o l e dinero tambien para cubrir los gastos de Irene que entra en l a Escuela Normal porque quiere ser i n s t i t u t r i z . A Manso le i n s p i r a Irene los mas nobles ideales; Q alrededor de e l l a crea l a imagen de " l a mujer-razon" a l a vez b e l l a e i n t e l i g e n t e . Para e l es un alma sensible, a veces alegre, a veces t r i s t e ; sus bonitos ojos...(mostrando)... aquella t r i s t e z a que a veces me parecia un resultado de los fenqmenos de l a expresion por donde se nos transparentan los misterios del mundo moral, quiza revelaba uno de estos enganos cardinales en que vivimos mucho tiempo, o quiza toda l a vida, s i n darnos cuenta de e l l o . 10 La vuelve a ver cuando tiene diecinueve anos y sigue llevando en su alma este retrato idealizado de l a joven. Tan embebido en su propia creacion f a l t a por cotnpleto de ver l a t a l como es. Confunde l a i l u s i o n con l a realidad y se enamora de una joven que solo existe en su imaginacion. - 25 -En e s t a epoca desciende sobre Manso l a enorme y ruid o s a f a t n i l i a de su hermano que, de regreso de l a s A n t i l l a s , quiere e s t a b l e c e r s e en Madrid. E l pro f e s o r se si e n t e desesperado a l encontrar su v i d a tan serena y e q u i l i b r a d a interrumpida muy bruscamente por e s t a l l e g a d a inesperada de Jose M a r i a , con todo su cargamento, a saber: su mujer, sus t r e s nihos, su suegra, su cunada, un n e g r i t o , una m u l a t i c a y una cantidad enorme de baules, pajaros y animates. En e l mes de octubre logran i n s t a l a r s e en una casa a l q u i l a d a que queda muy cerca de donde v i v e Manso. Jose Maria se dedica a hacerse f i g u r a de importancia en l a socieddd, esperando s a t i s f a c e r sus a s p i r a c i o n e s p o l l -t i c a s . Su esposa i n v i t a a muchos a tomar e l t e , y e l consigue que se celebre en su casa una reunion cada semana, cuidando de que sus h i j o s malcriados no esten presentes. Se rodea de un c l r c u l o de personajes de r e -l a t i v a importancia incluyendo un poeta de l o s peores que e x i s t e n , un diputado m i n i s t e r i a l , don Ram5n Maria Pez, o r g u l l o s o y e g o l s t a , e l Marques de T e l l e r l a y otros tantos. Estos forman l a "Sociedad General para Socorro de l o s I n v a l i d o s de l a I n d u s t r i a . 1 1 ^  Manso mismo se siente'.obligado por exigencias s o c i a l e s a a s i s t i r a estas reuniones y d i s c u r s o s aunque hace un papel muy pasivo. - 26 -Los t r e s ninos ya aprenden a manejarse mejor, g r a c i a s a l a docencia de Irene quien h a b i t a l a casa como i n s t i t u t r i z , recomendada por su f i e l admirador, Manso. Como l a f a m i l i a l e llama constantemente y l e n e c e s i t a t anto, encuentra mucho consuelo en l a s horas que pasa con Irene en e l salon de c l a -se o cuando l e s acompana a e l l a y a l o s nifios en sus paseos por l a tarde. Hablan mucho sobre una variedad de materias, y encuentran que sus ideas, sobre todo en cuanto a l a educa-c i o n , se corresponden. Se ponen de acuerdo diciendo que, » 12 " e l toque e s t a en h a l l a r un buen termino medio." Su a l t a o p inion de e l l a aumenta cada d i a mas y c a s i s i n darse cuenta a l p r i n c i p i o se enamora perdidamente de e l l a . No se l e ocurre sospechar que e l l a pueda tener novio, aun l a noche de l a velada cuando Irene se muestra tan entu-siasmada y emocionada por e l t r i u n f o de Manolo Pefia, ganan-dole e l d i s c i p u l o a l maestro en e s t a ocasion. Sigue con lo s ojos vendados cuando l a joven cambia de casa a l a i n s i s -t e n c i a de su t£a. Le conviene a Irene v i v i r de nuevo con dona Candida, pero l o que e l l a no sabe es que l a casa e s t a a l q u i l a d a por Jose Mar£a para d a r l e a e l mayores oportunidades de perse-g u i r a l a c h i c a . Su mujer, L i c a , que conoce sus i n f i d e l i -dades, e s t a , s i n embargo, dispuesta a perdonarle s i acaba para siempre e l c o r t e j o de Irene. - 27 -Irene, a l conocer l a trampa planeada por su t i a y Jose M a r i a , p i d e l a ayuda de Manso quien acude inmediata-mente. Los dos hermanos se encuentran en l a casa de e l l a , y se resuelve e l confliefco. Jose Maria promete no molestar mas a l a joven. Manso e s t a contento y se s i e n t e v i c t o r i o s o , pero su t r i u n f o dura poco, pues l a misma noche descubre que su propio d i s c i p u l o l e ha t r a i c i o n a d o . Se entera de que e l novio secreto de Irene es e l joven Manolo Pena. Su primera reaccion trae un hondo sentido de amar-gura contra Manolo, y solo se calma un poco cuando este l e asegura que su amor es mutuo y que quieren casarse. A l o i r de Irene l a confirmacion de todo, no l e queda ot r o remedio sino ayudar a ambos como e l buen amigo de siempre. Ahora l e toca e l papel de padre o t i o benevolo, aunque d i c e con mucho pesar; Oh, cuanto mas v a l i a ser l o que fue Manuel, ser hombre, ser Adan, que l o que yo hab£a s i d o , e l angel armado con l a espada d e l metodo defendien-do l a puerta d e l p a r a i s o de l a razon),.. . Pero ya era t a r d e . " 13 E l s entido t r a g i c o de l a perdida de su i d e a l de Irene es una fuer.te sentencia, insuperable para e l idea-l i s t a : "era como todas. Los tiempos, l a r a z a , e l ambiente no se l e desmentian en e l l a . " ^ Queda muerto e s p i r i t u a l -mente: " P a s t e l de r i s a y l l a n t o que amargo eras.'" ^ A pesar de su s u f r i m i e n t o , se cbnforma y ayuda para que se - 28 -r e a l i c e l a boda de l o s novios. Pero e l no a s i s t e este d i a . Se s i e n t e mal, se acuesta y pronto muere "como un paj a r o . " Creyendo acabada su mi s i o n en este mundo, e s t a l i s t o para e n t r a r a l o t r o . Ademas anhela l a serenidad y e l descanso eterno. Muchos lamentan su muerte, pero e s t a olvidado por todos estos seres que todavia no terminan " e l gran planton d e l v i v i r t e r r e s t r e " , ^ y que to d a v i a no alcanzan e l estado dichoso d e l hombre maduro. En e s t a u l t i m a etapa de su de-s a r r o l l o s a l e como un hombre mas completo, uno que r e f l e j a l a armonla de l o s dos aspectos d e l c a r a c t e r humano, l a union d e l cerebro y d e l corazon. Como puro hombre razonablej carece de e x p e r i e n c i a emocional, pero despues de conocer e l amor es mas entendido y mas amplio. Como todo hombre que goza y que s u f r e , aprende a aceptar l o s desengafios y s u f r i m i e n t o s , y alcanza l l e g a r a l a madurez. Lo unico que sie n t e es que habiendo planeado su des t i n o por tantos afios como hombre solo e independiente, t i e n e que s e g u i r l o as£ en l a s u l t i m a s horas de su v i d a , porque ya es tarde cuando se da cuenta de todas l a s necesidades d e l hombre. Gada uno de l o s personajes se forma y se p e r f e c c i o n a bajo l a i n f l u e n c i a de l o s demas. Manolo, e l hombre de accion y un joven don Juan, aprende que e l hombre de c a r a c t e r n e c e s i t a - 29 -i i n t e l i g e n c i a , educacion y c i e r t o sentido de r e s p o n s a b i l i d a d . Irene, "mujer-razoh" para Manso, "mujer-mujer" para Manolo, es l a mujer t x p i c a , una fuente de i n s p i r a c i o n y de amor. La bondad y l a c o r t e s i a de una c a r n i c e r a , l a b e l l e z a y l a d u l z u r a de una pobre i n s t i t u t r i z , e l cariHo y e l respeto de un joven galan, todo i n f l u y e en e l d e s a r r o l l o . Igualmente se presentan, a l lado de l a s buenas cualidades, l o s v i c i o s como l a hipocre-sxa, l a ad u l a c i o n , l a f r i v o l i d a d y e l egoxsmo. De este d e s a r r o l l o de c a r a c t e r depende e l progreso de l a trama o h i s t o r i a de l a novela. Todos p a r t i c i p a n como en un escenario cuyo fondo es e l centro de Madrid, y contra ese fondo s a l e todo un conjunto de actores desde e l buen amigo Manso hasta e l mas humilde de l o s cr i a d o s . En este ambiente de gente o r d i n a r i a se notan l a s i n f l u e n c i a s de l o s f a c t o r e s s o c i a l e s , e l compafierismo, l a seguridad, e l sen-t i d o de pertenecer, l a amistad. En e s t a sociedad es Manso quien siempre aconseja, ayuda y s i r v e a l o s demas, porque e l es s u p e r i o r a l hombre de termino medio. E l se s i e n t e s u p e r i o r y mas maduro; parece algo presumido a l f i n a l , pero quizas guarda una s o n r i s a un poco t r a v i e s a cuando mira desde su nube abajo a l a s f i g u r i l l a s que todavxa corren por aqux y por a l i a . E l buen pedagogo ha s a l i d o a l o s ba s t i d o r e s , pero ha dejado en todos mejores conocimientos y mejores modales. Que descanse en paz. CAPITULO V FORTUNATA Y JACINTA Fortunata v J a c i n t a son dos h i s t o r i a s de casadas. La primera pertenece a l a plebe y l a segunda a l a c l a s e media espafiola, c l a s e amorfa, s i n c o n c i e n c i a p r o p i a que es e l r e s u l t a d o de una f u s i o n a r t i f i c i a l de l a a r i s t o c r a -c i a y d e l pueblo; no producto n a t u r a l d e l desarroBo eco-nomico. J u a n i t o Santa Cruz, joven r i c o , a r i s t o c r a t a a f l a -mencado ve en un b a r r i o muy pobre de Madrid a Fortunata cuya b e l l e z a y modo de ser un poco grosero l e encantan. La seduce, pero s i n intenciones de casarse con e l l a jamas. Despues de c i e r t o tiempo, Fortunata abandonada por e l y esperando un c h i q u i l l o , J u a n i t o se casa con J a c i n t a , una mujer de una b e l l e z a d e l i c a d a , de modales f i n o s , una per-sona d i s c r e t a y s e n c i l l a que l e convendria a c u a l q u i e r a como esposa. E l l a sonsaca de e l en e l v i a j e de luna de m i e l su pasado y d e l momento en que l l e g a a conocer l o s d e t a l l e s d e l amorio de su esposo con Fortunata, no pueden d e j a r e l asunto. E l l a se pone sumamente c u r i o s a ; quiere - 30-- 31 -saber s i Fortunata puede haber t e n i d o un h i j o , E l l o s no t i e n e n h i j o s y parece que jamas l o s tendran, se vuelve;^ una obsesion para e l l a y l a energla con que t r a t a de des-c u b r i r ;sl ha tenido Fortunata un h i j o o no es l a concentra-c i o n por una s o l a v i a de este deseo. En su mente crea un nino imaginario en e l c u a l cree como s i fuera de carne y hueso y hasta anda a b s t r a l d a por l a s c a l l e s d e l b a r r i o de donde sale Fortunata en busca de este l i i j o que quiere hacer suyo. N e c e s i t a para s e n t i r s e mujer l a r e a l i z a c i o n de l a maternidad, su juventud no l a deja renunciar a este deseo y a dedicarse toda a alguna obra de caridad. Su esposo por o t r a razon completamente d i s t i n t a busca a Fortunata que l e f a s c i n a y l o g r a reanudaf su r e l a -c i o n c o n ~ e l l a v a r i a s veces durante e l d e s a r r o l l o de l a obra. J a c i n t a naturalmente se da cuenta de l o s e x t r a v l o s de su marido y l e causan mucha pena. Fortunata^ abandonada ya mas de una vez por Juanito., acepta casarse con Maximiliano Rubin, un hombre s i n c a r a c t e r y de aspecto f l s i c o feo. Un verdadero enfermo p s i c o l o g i c o que por complejo de i n f e r i o -r i d a d se vuelve un t i r a n o , imponiendose sobre su mujer con v i o l e n c i a . A l v o l v e r s e v i o l e n t o , Fortunata ya no l e puede aguantar y l e abandona. Encontrandose s o l a de nuevo ? se l e ocurre l a idea de tener un h i j o de J u a n i t o l o c u a l l e pondrla - 32 -en un n i v e l superior a e l de Jacinta. Desde e l comienzo ha envidiado a esta, y e l dar a luz a un h i j o de e l esposo de esta s e r i a l a compensacion del no haber sido aceptada como l a esposa legltima de este. Se r e a l i z a su deseo y entonces, c a s i fuera de s i , cuando deberia de haber estado en cama, va a enfrentarse con Jacinta. Llega a i n s u l t a r l a . Hay una escena h o r r i b l e pero a l terminar l a novela se com-prenden y simpatizan las dos mujeres; Fortunata a l morir dejando su h i j o a Jacinta. Ademas de estos cuatro personajes complementarios existe todo un mundo de seres humanos, que aparecen y desa-parecen durante e l curso de l a novela, algunos de los cuales por ser tan vivos que nos parece que les conocemos en l a v i d actual, vale mencionar. Dona Guillermina, Mauricia " l a Dura Dofia Guadalupe Rubin, t i a de Max, un don Evaristo Feijoo, y Don Baldomero, padre de Juanito. La primera se destaca por ser como l a santidad misma Tiene una manera extraordinaria de hacer que l a gente l a obedezca s i n que e l l a les mande. Su tono a l hablar con cualquiera es siempre s e n c i l l o y carifioso. Es fundadora de un a s i l o de huerfanos como lo fue dofia Ernestina Manuel de V i l l e g a s a quien Galdos tomo por modelo para crear su personaje l i t e r a r i o . Lo funda con su propio dinero, es decir con l a fortuna que heredo de sus padres y en cuanto - 33 -e s t a se acaba etnplea l o s donativos de amigos para continuar sosteniendolo. Es una mujer buenisima que a l no ser casada y por no tener h i j o s propios dedica todos sus esfuerzos y sus buenas cualidades a algo realmente admirable. S i n em-bargo, su mayor importancia se debe a l hecho de que es l a confidente de J a c i n t a , como M a u r i c i a , l a dura, l o es de Fortunata. Mujeres mas opuestas que Dona G u i l l e r m i n a y M a u r i c i a es d i f i c i l imaginarse. M a u r i c i a es aun mucho mas grosera que Fortunata. Llegan a conocerse cuando ambas estan me-t i d a s en una casa de c o r r e c c i o n a cargo de unas monjas. M a u r i c i a contamina a Fortunata su maldad y su f e r o c i d a d . Logra tener una i n f l u e n c i a bastante f u e r t e sobre e s t a de l a c u a l dispone cuando ambas estan f u e r a de l a p r i s i o n y se encuentran de nuevo. No h a b r l a podido h a l l a r una c o n f i -dente y consejera peor, mas v i i . 33 Dofia Guadalupe Rubin, t i a de Maximiliano, es una mujer dominadora que anticipadamente decide que es itnposi-b l e que su sobrino se case un d i a . Era a u t o r i t a r i a y c a l -culadora cuando se t r a t a b a de d i n e r o , que l a t e n i a f a s c i -nada. Era ordenada y exigente, en todas sus transacciones, sencillamente se proponia enriquecerse cueste l o que cueste. Imponia su voluntad en todo l o que h a c i a y d e c i a Max, hasta - 34 -que e l no t e n i a mas remedio que casarse para s a l i r de debajo de t a l t i r a n i a . Max huyp d e l fuego y dip en l a s brasas. Don E v a r i s t o F e i j o o e r a un co r o n e l r e t i r a d o que amparo a Fortunata cuando buscaba r e f u g i o de Max y se caso con e l l a no dandose cuenta de que F o r t u n a t a no e s t a -ba enamorada de e l sino que l e que r i a como padre. A l darse cuenta de esto e l pobre aunque l o s i e n t a mucho l a deja i r s e y hasta l a da c i e r t a cantidad de dinero. E l padre de J u a n i t o , llamado don Baldomero, es todavia o t r o t i p o : e l padre demasiado indulgente que por haber sido c r i a d o en un ambiente excesivamente r i g i d o se opone en absoluto a todo l o que sea d i s c i p l i n a y deja a h i j o o h i j o s hacer l o que l e s da l a gana. Tan c o r t o de v i s t a como l o fue su padre no l l e g a a l a conclusion de que es simplemente una cu e s t i o n de grado, de cantidad; que todo l o que sea mesurado es bueno. Fortunata es simbolo de l a madre na t u r a l e z a ; es f e r t i l y f u e r t e , brusca y d i r e c t a . J a c i n t a por o t r a parte representa l a sociedad, con todo su refinamiento y g r a c i a , es d i p l o m a t i c a y c o r r e c t a . Fortunata se pasa de un lugar a otr o como l e da l a gana, su i n s t i n t o , sus emociones l a dominan mientras que J a c i n t a actua de una manera d i s c i p l i n a d a ; sea l a c o r r e c t a o no, actua conforme - 35 -a c i e r t o s p r i n c i p i o s de l a c i v i l i z a c i o n que ha aceptado. Siente su r e s p o n s a b i l i d a d humana. Estas dos fuerzas practicamente incompatibles l l e g a n a un acuerdo a l f i n a l de l a obra. E l i n s t i n t o maternal innato en ambas es l o que l e s permite comprenderse, ver que se necesitan l a una a l a o t r a , que t i e n e n que complementarse s i va a haber un ente entero y sano. Asx que en e l primer piano de l a novela e x i s t e como tema p r i n c i p a l l a i n c o m p a t i b i l i d a d de l a n a t u r a l e z a con l a sociedad. Subordinado a este tema hay e l d e l matrimonio i n e s t a b l e con grandes tendencias a d i s o l v e r s e . En e l caso de J u a n i t o y J a c i n t a quienes se casaron como por acuerdo de sus padres, no hubo l a e l e c c i o n l i b r e d e l conyuge. S i g u i e r o n simplemente s i n ninguna o p o s i c i o n a l a voluntad de l o s papas l o c u a l con-duce muy r a r a vez a l a f e l i c i d a d conyugal. Fortunata se casa por o t r a razon, i g u a l de infundada, se convence de que e s t a r casada con c u a l q u i e r a es mejor que seguir l l e -vando una v i d a de p r o s t i t u t a que es l a u n i c a a l t e r n a t i v a que se presenta a l a mujer pobre que ha ido por mal camino una vez. La sociedad es su r u i n a ; e l hombre con l a s esca-r o l a s s o c i a l e s , l o s a t r a c t i v o s d e l progreso pero s i n con-c i e n c i a moral. SEGUNDA PARTE CAPITULO I ECA DE QUEIROZ Y LA NOVELA DEL SIGLO XIX EN PORTUGAL La novela en P o r t u g a l , i g u a l que en Espafia, s u f r i o un cambio grande a mediados d e l s i g l o XIX; se i n t r o d u j b una nueva tendeneia, l a d e l realistno, l a c u a l reemplazaba a l a d e l romantieismo. A l l l e g a r a l a U n i v e r s i d a d de Coimbra en 1861, Eca de Queiroz, joven timido y s e n s i t i v e , se v o l v i o romantico; leyo a Hugo, N e r v a l , Heine, y Ba r b i e r . Sus primeras obras fueron romanticas como l a s Prosas Barbaras; pero, pronto l l e g o a ser uno de l o s primeros r e a l i s t a s Portugueses. Admitiq haber pintado todo de una manera f a n t a s t i c a dado a l simple deseo i n c o n s c i e n t e de hacer queala r e a l i d a d correspondiese a l sueho. Luego, mostrando c i e r t a madurez, nos ensefio su nueva d i r e c c i o n ; ahora querfa combatir l a exuberancia y l a extravagancia que predominaba en su p a i s . Pertenecio a l a llamada generacion de 1865 que combatia todo l o que fu e r a a r t i f i c i a l ^ es d e c i r , en contra de " l o a c t u a l " . Durante esos anos l a juventud en - 36 -- 37 -P o r t u g a l , a l i g u a l que en e l r e s t o de Europa, s e n t i a l a i n f l u e n c i a y l o s r e s u l t a d o s de l a r e v o l u c i o n francesa y expresaba su entusiasmo apasionado y romantico, no solo por sus esruerzos l i t e r a r i o s , s ino tambien por su tempe-ratnento y modo de v i v i r . C l a s i f i c o e l mistno a l grupo que per t e n e c i a con estas palabras: "uma generacab de c i e n c i a e de a n a l i s e " . ^ Este grupo se d e s a r r o l l o como una re a c c i o n a l estado deprimente de decadencia en e l que se encontraba P o r t u g a l en a q u e l l a epoca. E l l o s querxan romper con l a i n d i f e r e n c i a general que predominaba y por medio de l o que e s c r i b x a n , i n c i t a r un esfuerzo por parte d e l p u b l i c o , de l a s masas, para r e v i v i r l a nacion. A l p r i n c i p i o , e s t a era l a ambicion mas grande de Ec^a; y para este f i n r e c u r r i o a l a p u b l i c i d a d , a l rumor, a l a r e a c c i o n p u b l i c a , tanto en sus l i b r o s como en su v i d a propia. Tuvo siempre a s p i r a c i o -nes a grandeza y fama; s i n duda fue por esto que emprendio un v i a j e a l o r i e n t e con e l Conde de Resende. Este v i a j e y su amistad con e l Conde contribuyeron en gran parte a su cambio en e l rumbo e s p i r i t u a l : de un sueno romantico, a una r e a l i d a d mundana. Romantico en e l fondo, pero d e s i -lusionado y cxnico en a p a r i e n c i a , se l e puede cotnparar a l pr o t a g o n i s t a de 0 Primo B a z i l i o y de A R e l i q u i a . Se des-perto d e l sueno romantico de su juventud para d e s c u b r i r l a verdad y l a r e a l i d a d . A l regresa r de este v i a j e , que - 38 -l e f u e i n d i s p e n s a b l e p a r a su d e s a r r o l l o como n o v e l i s t a de g r a n v a l o r , i n i c i o un p e r i o d o de dandismo. E s t o se d e b i o en p a r t e a su e s p i r i t u a r i s t o c r a t i c © , que h u l a de l a c l a s e m e d i a , y t a m b i e n a su d e s e o de a t r a e r l a a t e n c i o n d e l p u b l i c o s o b r e s i mismo. B r i l l o en l o s s a l o n e s de c o n d e s y m a r q u e s e s de L i s b o a . L l e v o l a v i d a s o c i a l t i p i c a d e l d i p l o m a t i c o de a q u e l l a e p o c a ; una v i d a sumamente a r t i f i c i a l que, s i n em-b a r g o , p o d i a s a t i s f a c e r l a v a n i d a d . E s t e d e s e o de E c a de i mponer su nombre e n e l mundo e s e l r e s u l t a d o mas l o g i c o que se p o d i a e s p e r a r de a l g u i e n c u y o o r i g e n e s c o m p l e t a -mente i n c i e r t o . H a s t a l a f e c h a , l o s d e t a l l e s de su n a c i -m i e n t o , de su b a u t i z o , y de su n i f i e z , son p r a c t i c a m e n t e d e s c o n o c i d o s . L o s p r i m e r o s ahos de s u v i d a p e r m a n e c e r a n p a r a s i e m p r e en l a o b s c u r i d a d . L a s t r e s i n f l u e n c i a s n o t a b l e s s o b r e e s t e a u t o r f u e r o n F l a u b e r t , Renan y P r o u d h o n , aunque t a m b i e n f u e i n f l u e n c i a d o h a s t a c i e r t o p u n t o p o r D i c k e n s , Z o l a y B a l z a c . Mas e s t o s u l t i m o s f u e r o n mas s u a d m i r a c i o n que su modelo. Amo l a l i t e r a t u r a como F l a u b e r t , h a s t a e l p u n t o e n que l l e g o a s e r mas r e a l que l a v i d a misma. Le f a s c i n a r o n l a f o r m a y e l e s t i l o . L a b e l l e z a o r d e -nada de l a o b r a de a r t e , de a c u e r d o a su t e o r i a e s t e t i c a , s a l v a b a a t o d o s e r v u l g a r . P a r a e l , e l v e r d a d e r o mundo e r a e l d e l a r t i s t a . Se p r e o e u p a b a s o b r e t o d o c o n l a r e a l i d a d t r a n s i t o r i a . - 39 -De P r o u d h o n tomo i d e a s p o l l t i c a s , s o c i a l e s y e c o -n o m i c a s ; q u e r l a e x a c t a m e n t e l o mistno que e s t e : un e t a t d ' e g a l i t e s o c i a l q u i ne s o i t n i communaute, n i d e s p o t i s m e , n i m o r c e l l e m e n t , n i a n a r c h i e , m a i s l i b e r t e dans l 1 o r d r e e t i n d e p e n d e n c e dans 1 ' u n i t e , 2 l o i d e a l . L a mas n o t a b l e d i f e r e n c i a e n t r e e s t o s dos a u t o -r e s se h a l l a en sus c r e e n c i a s r e l i g i o s a s ; P r o u d h o n f u e un a t e i s t a c o n f i r t n a d o , m i e n t r a s que E c a , a p e s a r de e s t a r d e -s i l u s i o n a d o d e l e s t a d o e n que se e n c o n t r a b a l a i g l e s i a ^ t e n i a f e en l a e x i s t e n c i a de un s e r s u p e r i o r . Le p r e o c u -p a b a l a r e l i g i o n , o mas b i e n , e l c r i s t i a n i s m o , y p e r s i g u i o c o n a r d o r t o d o a s u n t o r e l i g i o s o . H a s t a t a l p u n t o q u e , en e l c a s o de A R e l i q u i a T s a c r i f i c o l a n o v e l a p o r e l l a . L a m a y o r i a de l a s i d e a s e i n c l u s i v e e l t ema: e l abuso de l a v e n t a de r e l i q u i a S j tomaron su o r i g e n en As F a r p a s T o b r a de su j u v e n t u d que compuso en c o l a b o r a c i o n con Ramalho O r t i g a ' o . Le p r e o c u p a b a t a n t o l a d e s i n t e g r a c i o n de l a i g l e s i a como l a d e c a d e n c i a de l a i n s t i t u c i o n de l a f a m i -l i a . E m p r e n d i o una v e r d a d e r a campafia c o n t r a e s t a u l t i m a e n 0 P r i m o B a z i l i o T una de sus m e j o r e s o b r a s , l a c u a l toma sus r a i c e s en l a o b r a L a P o r n o c r a t i e o L e s Femmes  Dans Le Temps M o d e r n e s de P r o u d h o n , y en As F a r p a s : en e s t a u l t i m a hay un a n a l i s i s d e l a d u l t e r i o que p a r e c e s e r su p u n t o de p a r t i d a . En A b r i l de 1877, E c a e n v i o a l e d i t o r C h a d r o n l a - 40 -primera copia d e l o r i g i n a l de 0 Primo B a z i l i o y en octubre d e l mismo afio l e mando su copia f i n a l , l a c u a l fue p u b l i -cada por primera vez en Oporto en 1878. Fue una de l a s primeras novelas r e a l i s t a s de Eca y tuvo un gran e x i t o desde e l p r i n c i p i o . Fue i n s p i r a d a por l a consideracion s e r i a de un problema s o c i a l a f a m i l i a l i s b o e t a produto do namoro, reuniab desagradavel de egoismos que se contradizem e, mais tarde ou mais cedo, centro de bambochata. 3 CAPITULO I I 0 PRIMO BAZILIO Eca de Queiroz nos cuenta l a h i s t o r i a de l a v i d a de Jorge y L u i s a , una p a r e j a de l a c l a s e media que, aun s i n h i j o s ^ t i e n e n un matrimonio f e l i z y t r a n q u i l o hasta e l d i a en que a r r i b a a Lisboa e l pritno de e l l a . Jorge, quien es ingenierOj t i e n e que s a l i r de l a ciudad a t r a -b a j a r unos meses en e l A l e n t e j o . L u i s a , quedando s o l a se encuentra s i n nada que haeer mas que l e e r novelas romanticas. E l l a es una mujer s e n s i t i v a , joven y bonita, con un temperamento sumamente amoroso. Necesit a s e n t i r -se amada y ademas, l a proximidad de l a persona que ama. Todo esto contribuye a que caiga en l o s brazos de B a z i l i o , e l amor de su juventud, quien l l e g a cuando L u i s a mas an-siaba l o s c a r i f i o s de su marido. B a z i l i o va a v i s i t a r l a sabiendo muy b i e n que Jorge e s t a f u e r a de l a ciudad. Por medio de v i s i t a s cada vez mas frecuentes f o r j a una p o s i -c i p n i n t i m a en e l seno f a m i l i a r y en p a r t i c u l a r con L u i s a - 41 -- 42 -quien c a s i de una manera inc o n s c i e n t e se deja seducir. E l actua de una manera tan amable y c a r i f i o s a que e l l a , buena e ingenua, no se da cuenta de l o grave que es e l asunto n i tampoco de que para su primo no es mas que o t r a conquista. A l p r i n c i p i o , e l l a cree que de verdad B a z i l i o e s t a muy enamorado de e l l a , pero a l i r por primera vez a l "paradiso" como l o llamaba B a z i l i o , se encuentra en un cuarto muy po-bre y sucio que hasta l e da asco. Esta es su primera de-s i l u s i o n y de este momento en adelante, por mas que t r a t a de convencerse de que es e l amor romantico que l o s une, ti e n e que a d m i t i r que no es mas que e l a p e t i t o sexual de ambos. La misma flaq u e z a de voluntad que l e impidio e v i -t a r e l i n c i d e n t e en l a primera ocasion, l e hace imposible l a separacion de este hombre tan v i i ahora. E s t a confundida porque mientras dura l a e x a l t a c i o n que e l acto sexual en s i produce, todo alrededor de e l l a luce c o l o r de ros a ; solo a l regresar a su casa y ver l a s caras f a m i l i a r e s de l o s vecinos y s i r v i e n t a s se da cuenta de l o repugnante de ese amorio. Sigue yendo cada d i a a l rendez-vous por dos razones: l e hace f a l t a l a pasion dominadora, y se convence de que l a unica manera de r e s o l v e r e l asunto es fugandose eon e l primo. Es descuidada por su i n o c e n c i a ; y l a c r i a d a l o g r a tomar posesion de c a r t a s amorosas que ha - 43 -e s c r i t o a su primo. A l saber esto y darse cuenta de que Jorge e s t a r a de regreso de un momento a o t r o , e l primo decide i r s e a F r a n c i a . B a z i l i o l e ofrece dinero para que recobre l a s c a r t a s robadas por l a c r i a d a , mas L u i s a r e p l i -ca de manera brusca a l ser i n s u l t a d a de forma t a l , como simple p r o s t i t u t a . Se encuentra dominada por l a c r i a d a que l a amenaza constantemente y quien durante muchos me-ses toma ven t a j a de l a s i t u a c i o n para obtener l o que l e d i e r a l a gana, hasta que por f i n Jorge se molesta de t a l manera que l a echa de l a casa. E l unico remedio ahora es confesar todo a l sefior Sebastian que ha sido e l mejor amigo de Jorge desde l a nihez. L u i s a reconoce entonces que esto era l o que debia haber hecho en cuanto se acabo e l amorlo. Esto l e hubiera e v i t a d o e l pasar meses s u f r i e n -do de una t e r r i b l e incertidumbre s i n saber jamas e l momento en que Jorge pudiera l l e g a r a enterarse de todo. Su salud degenera a causa d e l incremento en t r a b a j o s domesticos y l a incapacidad de obtener paz e s p i r i t u a l . Todo l e asusta; a l o i r que l a c r i a d a muere de un ataque a l corazon a l confron-t a r l a e l sefior Sebastian con un p o l i c i a , L u isa se enferma gravemente. Este a l i v i o despues de tantos sufrimientos l a deshace. Precisamente e s t a en e l proceso de recuperar cuando l l e g a una c a r t a d e l primo que e l marido, de pura c u r i o s i d a d , abre y l e e . Entonces se e x p l i c a este l a causa - 44 -de l a nerviosidad de Luisa, de l a manera demasiado carifiosa en que esta trataba a Juliana, l a criada, y a quien odiaba antes de haberse ido e l en su v i a j e . Jorge, a l encontrarse burlado, se enfurece pero se contiene hasta que considera que Luisa se ha recuperado. E l l a , aunque parcialmente recuperada, no es capaz de confrontar a su marido y se desmaya. A l ver desvanecer las esperanzas del perdon de su marido, se deja morir. Muere perdonada por su marido mas s i n saberlo, ya que se encontraba en estado de d e l i r i o . Despues de su muerte, Jorge se pasa a v i v i r con su amigo Sebastian. E l ultimo capitulo nos revela l a verdadera personalidad de B a z i l i o : a l regresar a Lisboa se d i r i g e a l a casa de Luisa con malas intenciones y a l enterarse de su muerte, su unica reaccion fue enfadarse por no haber traido a su nueva amante de Francia. 0 Primo B a z i l i o es l a h i s t o r i a de un matrimonio establecido sobre bases debiles. E l queria una compafiera que le alegrara l a vida s o l i t a r i a y e l l a se caso de puro deseo de casarse. Era de las que temblaban ante l a posi-b i l i d a d de quedarse soltera; no queria enfrentarse sola con l a vida. E l ser casada s i g n i f i c a b a tambien c i e r t o p r e s t i g i o . La mujer casada era respetada por e l solo he-cho de ser casada, aun s i llevaba una mala vida. La preocu pacion fanatica con las apariencias, con e l "que diran" de ) - 45 -gente, que se encuentra en toda sociedad y en p a r t i c u l a r en l a burguesia, es otro de los tetnas pr i n c i p a l e s . La sociedad, a l requerir las buenas apariencias, obliga a l a gente a l l e v a r una vida doble, lo cual produce una tension tremenda. Las fuerzas de l a sociedad hacen a l a tnujer buscar refugio en e l matrimonio. Esta era l a unica forma de obtener respeto; un respeto t o t a l , ya que a l ser casada l a moralidad no importaba, a l menos en l a vida privada y esto, en aquel entonces, se equiparaba con e l arte de ser f e l i z . 0 Primo B a z i l i o de Eca de Queiroz presenta l a sociedad de Lisboa con sus ventajas y desventajas. E l personaje p r i n c i p a l de l a obra, B a z i l i o j un "Don Juan", cambia radicalmente e l curso de l a vida de un matrimonio f e l i z en Lisboa. Representa l a persona de clase media que se ha enriquecido de repente y toma una arrogancia de a r i s -tocrata, con e l derecho de hacer l o que quiera; sin jamas pensar en las consecuencias probables para aquellos con quienes t r a t a . Le interesan e l dinero y e l placer; todo tiene un valor monetario, por consiguiente no existen las emociones como e l amor o l a fe. Lo que no es tangible no puede e x i s t i r . Tiene un apetito insaciable porque e l pl a -cer puramente f i s i c o no dura y e l no es capaz de sen t i r otra cosa. Se burla d e l sentimiento sincero. - 46 -Eca siente l a contradiccion humana entre l a medic— cridad de l a realidad y l a i n s i s t e n c i a en buenas aparien-cias. Para e l las consecuencias de este esfuerzo por man-tener una buena apariencia exterior son tragicas y f a t a l e s . No existe una armonia en l a vida que logre e v i t a r que una persona como Luisa muera en manos de l a sociedad y de las circunstancias. En e l mundo que nos pinta no hay l a to l e -rancia n i de los defectos, n i de los antojos de cada i n d i -viduo. Luisa no debe estar obligada a apartarse del mundo por haber cometido e l error de sucumbir a las atenciones de su primo en l a ausencia de su marido. La amenaza de tener que l l e v a r una vida aislada en un convento l a persuade a aguantar l a s necedades de Juliana, La sociedad s e n c i l l a -mente forma y destruye. Luisa es a l mismo tiempo l a victima de sus propias debilidades y l a v£ctima«, de un mundo si n to-lerancia. Se caso siendo una niha y como no habia llegado a madurar antes de casarse nunca logro hacerlo. Actua siempre emocionalmente, l o cual muestra su f a l t a de expe-r i e n c i a en l a vida r e a l . Ahora, estando t r i s t e y sola se encuentra en busca de algo que l a d i v i e r t a y su primo l l e -ga en e l momento propicio. Creyendo que e l amorfserfa siempre una fuente eterna de pasion v i o l e n t a , formula toda clase de esperanzas, cuando lo unico que en realidad le aguardaba era l a d e s i l u s i o n mas dura de su vida. - 47 -Es una mujer excesivamente susceptible; l a aparien-c i a de las cosas le impresiona mucho. Por un momento se olvida d e l gran amor que su marido le tiene porque e l esta muy l e j o s , y e l primo se presenta tan amable y carinoso. Una vez que ha errado, un miedo espantoso toma posesion de e l l a y comienza a convencerse de que no debe admitir l a verdad a nadie. Por f i n l l e g a a tener miedo de todo y e l tormento mental es t a l que l a d e b i l i t a fisicamente hasta causarle su muerte. Su propia naturaleza era incapaz de resolver e l dilema en e l que se hallaba envuelta. Primo B a z i l i o es e l hombre cfnico y esceptico, como e l autor, a quien le encanta v i a j a r , y quien tiene aspiraciones a r i s t o c r a t i c a s . Se cree e l hombre de mundo, y un verdadero "Casanova". A l t r a t a r con una p r o s t i t u t a cualquiera o con su prima Luisa no hace c a s i d i s t i n c i o n . Solo que l a corteja a esta a l p r i n c i p i o , sabiendo que a l hacerle l a propuesta directamente l a ofenderia y jamas l o g r a r l a conquistarla de esa manera. Este cortejo se acaba de repente; en cuanto l a seduce ya no l l e g a a v i s i -t a r l a trayendole f l o r e s y guantes de l i n o , sino que l a espera a c i e r t a hora en un cuarto sucio y feo en un barrio despreciable. E l l a tiene que ser puntual o e l no l a espe-ra. Es e l hombre egofsta y sin escrupulos que tiene en poco a todos los demas y quien se aprovecha de todos. Es e l - 48 -t i p o mas c r u e l del mundo, un hombre para quien las emociones de los demas no s i g n i f i c a n nada. Tiene apetitos f i s i c o s y materialistas pero no tiene sentimiento alguno, tiene l a mentalidad p r a c t i c a . En su ultimo comentario se deja ver todo lo que es: "Que ferro. 1 Podia t e r trazido a AlphonsineJ". ^  Jorge es e l hombre simple y carifioso con ideas un poco e s t r i c t a s sobre lo que uno puede y debe hacer en este mundo. Cualquier rumor le molesta, e l "que diran" de l a gen-te le preocupa continuamente. A l ver que l a amiga intima de Luisa, Leopoldina, quien tiene fama de ser una mujer dis o l u t a , ha estado en su casa, se enfurece. Sin embargo solo esta pen-sando en e l bienestar de su esposa. No quiere que Leopoldina le contagie con sus ideas perversas. Es de los que tienen una preocupacion t a l vez excesiva con su honra y que solo ve las cosas en bianco y negro; o uno es culpable o uno es inocente. Es de l a opinion de que e l culpable en caso de adulterio por lo menos pague con l a muerte. Sin embargo, cuando se presenta e l caso de su esposa, cambia de idea. Necesita enfrentarse con e l l a aunque sabe que l a va a perdonar por e l gran amor que tiene por e l l a . Se muestra mas maduro y mas sabio de lo que se esperaba pero no lo sufi c i e n t e como para s a l i r del asunto sin jamas mencionarlo a Luisa. Le entra una curiosidad t e r r i b l e , c a s i perversa^ y un d l a l e presenta a Luisa - 4 9 -l a carta de B a z i l i o y e l l a cae en un estado de coma del que no saldra. Jorge se arrepiente inmediatamente, pero ya es tarde y aunque este l a perdona, e l l a nunca sabra que su mari-do l a perdono. Sebastian, quien es e l amigo intimo de Jorge y Luisa, es uno de los dos personajes secundarios mas impor-tantes de l a obra. Desempefla e l papel del buen samari-tano; es benevolo y c a r i t a t i v o . Ayuda a los dos constan-temente. Siempre esta presente para escuchar los pro-blemas de ambos, les aconseja y les da apoyo moral y financier©, en cuanto lo necesitan. Es un personaje sumamente admirable por todas sus buenas cualidades^ 1 J u l i a n a , l a s i r v i e n t a de Luisa y Jorge, es e l otro personaje secundario de importancia. Es fea y mala, una persona que hace todo de mala gana porque envidia a los demas, sobretodo a l a duefia; envidia su ropa, sus horas de descanso, en f i n , todo. Es astuta y sabe que podra instalarse como ama de l a casa en e l momento en que Luisa pierda su honra. Es l a contraparte de Sebastian, tan mala como e l es bueno y los dos estan muy bien delineados, tanto que parecen tener mas vida que los personajes p r i n c i p a l e s de l a obra. CAPITULO III A RELIQUIA A R e l i q u i a es l a h i s t o r i a de un joven huerfano que quedo en tnanos de su t i a Dofia P a t r o c i n i o das Neves, una mujer muy r i c a y una verdadera f a n a t i c a para l a r e -l i g i o n . Esta le c r i o en lugar de sus propios padres y e l , a l c recer , se formo l a idea de l l e g a r a ser m i l l o n a -r i o por medio de complacer a su t i a . Se convencio de que un d i a e l l a tendr ia que d e j a r l e toda su fortuna. E l dinero se c o n v i r t i o en una obsesion para e l , como lo era l a r e l i g i o n para su t i a ^ y ambos pasaron l a v ida en-tera dedicada a algo que, segun e l autor, no les s e r v l a para'nada. Su madre se murio cuando Teodorico nacio y e l padre cuando e l tenia solo s ie te afios. Dofla P a t r o c i -nio le mando primero como interno a l co legio de Isidoro y luego a Coimbra para seguir con sus es tudios . LlegeL a conocer a un primo suyo quien v i v i a en un estado deplo-rable de pobreza y s int iendo compasion por e l , piensa interceder hablando con su t i a , Dona P a t r o c i n i o , para - 50 -- 51 -que le mandara algun dinero. Pero e l l a evito que Teodorico r e a l i z a r a sus buenas intenciones. E l l a juzgo a l primo Xavier sin piedad, diciendo que le tocaba lo que merecla y que e l l a condenarla a cualquiera que llevase una vida disoluta. A l defender a su primo, Teodorico comprendio que perderla toda l a confianza y e l respeto que piensa que su t l a sentla por e l ; que perderia su chance de heredar su fortuna. Siendo egolsta y sin escrupulos, aparentaba estar de acuerdo con las opiniones de dofia Patrocinio. Teodorico habia corrido tras mujeres en sus dlas e s t u d i a n t i l e s , pero para que su t l a no lo supiera, inmedia-tamente se fue a su cuarto y quemo l a evidencia. Sin em-bargo, jamas penso en dejar de l l e v a r t a l vida, sino tan solo en tener mucho cuidado de mantenerla en secreto. Emprendio por f i n un v i a j e a Jerusalen por encargo de su t l a quien se encontraba demasiado enferma para hacer-lo e l l a misma y busco algo para t r a e r l e y a s l demostrar l a devocion que tenia hacia e l l a y tambien para con l a i g l e s i a . Lo que escogio fue una corona de espinas que iba a d e c i r l a que estaba hecha de las ramas del mismo arbol d e l que se hizo l a que l l e v o JesUcristo. Pensaba que tenia todo bajo su control y andaba muy seguro de s i mismo. A l regresar de su gran empresa, se - 52 -encontro a Dofia Patrocinio en un estado de ansiedad tremendo. Queria saber los detalles mas mlnimos de su via j e y queria ver inmediatamente lo que le t r a l a su sobrino. Se reunio e l grupo que siempre habia formado l a t e r t u l i a semanal en casa de su t i a y en presencia de todos se ll e v o a cabo e l acto de deseubrir l a r e l i q u i a . Pero en este instante, l a vida tomo su sacudida habitual e i r o n i c a . A l desenvolver e l paquete no aparecio una prenda sagrada sino un testigo del amor infame, una camisa de dormir. Por supuesto Teo-dorico fue echado a l a c a l l e por su t i a y como no tenia ningun o f i c i o , se puso a vender b a r a t i j a s - es decir, co-menzo a negociar en r e l i q u i a s . Llenaba frasquitos de agua que juraba era del r i o Jordan, lo cual era su especialidad. De esta manera tenia con que v i v i r y todavia pensaba que iba a heredar l a fortuna de su t i a . Continuamente, de una manera i n d i r e c t a , hacia que l l e g a r a hasta sus oldos su arrepentimiento t o t a l . Confiaba en caer en gracia de nue-vo con su t i a . Por f i n ll e g o e l d l a en que murio Dofia Patrocinio^ y Justino, un amigo,le comunicq l a nueva, agregando que le habia dejado un telescopio que antes colgaba en e l comedor. A l encontrarse desheredado solo penso en l a venganza. De-l i r o y del d e l i r i o mismo de repente paso a tener una v i s i o n conmovedora en l a que C r i s t o le hablaba directamente, e x p l i -- 53 -candole sencillamente que l a duplicidad es imposible, que l a hipocresla es siempre infructuosa, que jamas l o -grar l a pasarse por encima de todos. Tuvo un arrepenti-miento momentaneo y fue donde su amigo Cri s p i n a pedir l e un puesto. Admitio, por primera vez en su vida, que jamas habia podido creer que l a hostia era l a carne de Dios, que para e l Dios no habia adoptado nunca un cuerpo humano. Segun e l , todo eso no era mas que i d o l a t r l a y supersticion. Admite que s i antes iba a misa, era solo para complacer a su t i a . Su franqueza impresiono a C r i s -pin y este le dio un puesto. A l f i n a l de l a novela se ve que no ha cambiado. Lo unico que siente verdaderamente es e l no haber mentido con absoluta conviccion en e l instante de ser descubierto. S i hubiera dicho que l a camisa era de l a Virgen Maria, habrla podido salvarse de ser expulsado de l a casa. Esta conclusion revela claramente e l pesimismo d e l autor, porque s i pudiera r e v i v i r su vida parece que Teodo-r i c o actuarla de l a misma manera. No ha aprendido l a leccion bien; piensa que e l mentir es l a mejor y unica manera de so-breponerse a cualquier situacion, mientras que debla de haber comprendido que no hay ninguna manera por medio de l a cual una pueda burlarse de todos y s a l i r v i c t o r i o s o . La moraleja - 54 -de l a obra es que se puede engafiar a parte de l a gente todo e l tiempo y a toda l a gente parte d e l tiempo, pero no a toda l a gente todo e l tiempo. Es e l aspecto curro de l a r e l i g i o n organizada l o que e l autor presenta. E s t a simbolicamente representado por l a s porquerias que venden a l o la r g o de l a r u t a de per e g r i n a j e . La r e l i g i o n se ha con v e r t i d o en un comercio sumamente l u c r a t i v o . La idea comun es que cuantos mas amuletos tenga uno, mas f a c i l i d a d t i e n e de l l e g a r a l c i e l o . A l j u zgar l o s c l e r i g o s decadentes a una persona ejemplar, destinada segun e l l o s a i r directamente a l c i e l o a l m o r i r , no se consideran sus actos sino su c o l e c c i o n de 1 ' r e l i q u i a s " y su h i p o c r i t a sobriedad. Se han confundido l a limosna y l a generosidad. La primera no t i e n e buenas i n t e n c i o n e s : es e l dar para ser reconocido publicat|ente por su gran donacion, mientras que l a segunda c o n s i s t e en dar a l menesteroso l o que h e c e s i t a . Todo se ha reducido a l a s a p a r i e n c i a s e x t e r i o r e s con e l materialismo d e l mundo a c t u a l . La i g l e s i a hasta se h u m i l l a delante d e l d i n e r o poniendose de acuerdo con e l que l o t i e -ne, esperando ser un d i a heredera de toda l a f o r t u n a de e s t e , d e l mundo entero. Se ha v u e l t o diplomata y p o l i t i c o e l padre, e l cura. Tenemos mas a v a r i c i a y cprrupcion que - 55 -nunca y l a i g l e s i a esta mas disipada que anteriormente. E l punto de partida del v i c i o son las grandes ciudades y de estas se extiende hasta alcanzar los pequefios pue-blos de provincia. E l pueblo provinciano tiene todavla sus buenas cualidades, aunque las esta perdiendo rapida-mente. Para Eca siempre hay un contraste muy agudo entre l a vida en un pueblo y l a vida ciudadana. E l autor l l e g a hasta a romantizar l a vida r u s t i c a . En este mismo sentido nos presenta e l contraste entre l a Cri s t i a n i d a d como era originalmente y como es hoy, romantizando l a fe o r i g i n a l hasta c i e r t o grado. CAPITULO IV OS MAIAS La obra mas extensa de Eca de Queiroz, Os Maias T publicada en dos tomos, es l a h i s t o r i a de una v i e j a fami-l i a a r i s t o c r a t i c a que va perdiendo su dinero poco a poco en estupideces y extravagancias d e l h i j o heredero de l a fortuna y d e l nombre. Pasamos por tres generaciones ob-servando l a decadencia progresiva acompaflada a l a vez de l a d i s i p a c i o n de l a riqueza y de l a pelrdida del honor. A l f i n a l no quedan n i trazas de l a nobleza y riqueza antiguas. E l abuelo de Carlos, Alfonso de Maia, con su d i s c i p l i n e e s t r i c t a y comportamiento moderado, hombre f r i o y callado en su apariencia ex t e r i o r , pero bondadoso, simpatico y comprensivo en e l fondo, esta fuera de su epoca. Es un especimen de otra epoca muy lejana, cuya fe y costumbres ya no se respetan. Pedro de Maia, h i j o de Alfonso, no pone atencipn a las advertencias de su padre con respecto a Maria Montforte con quien queria casarse. No respeta n i l a madurez n i e l hecho de ser su padre, a s i comete su primer d e s l i z . Tienen una h i j a y - 56 -- 57 -luego un h i j o . A Maria le gusta ser e l centro de atraccion en las pequehas t e r t u l i a s y reuniones que tienen en casa; le encanta estar rodeada de hotnbres que l a admiren por su belleza monumental y no le satisface e l papel de l a perfecta ama de casa y madre dedicada a sus h i j o s y marido. A s i que, cuarido a causa de un accidente de caza en que e l amigo i n -timo de su marido queda herido y viene a v i v i r con e l l o s hasta su mejoria, e l l a se enamora de |ste. En e l tiempo que transcurre, este l l e g a a ser como parte de l a f a m i l i a hasta que un dxa huyen juntos llevandose a l a nina de l a cual Mar£a no podia separarse. Pedro por poco se vuelve loco y retorna a l a casa de su padre con l a enfermera y e l nene, Carlos. Enfrenta a su padre admitiendo su error y ya un poco mas tranquilo sube a su antiguo cuarto. E l abuelo todavia ansioso y aprensivo sube a verle. Pedro le asegura de su tranquilidad y le ex p l i c a que esta hacien-do arreglos que V i l a ^ a debe l l e v a r a cabo para cerrar su casa y despedir a los criados. Alfonso se r e t i r a y a l poco tiempo oye un t i r o , sube corriendo hacia e l cuarto de su h i j o y l e encuentra muerto. Procura educar a su nieto de l a mejor manera posi-ble, trayendole un preceptor ingles quien le diera vigor f i s i c a y espiritualmente, quien l e ensehara l a gimnasia, las matematicas y las ciencias, mas nada del catecismo - 58 -n i del lat£n. Dandole un programa educativo que ha de ser l a preparacion necesaria para t r i u n f a r en e l mundo r e a l y cruel. Desarrolla un amor intenso hacia este infante que crece de dia en dia a su lado, alegrandole sus horas s o l i t a r i a s , rejuveneciendole. A l acabar sus estudios preliminares, l e manda a Lisboa para que estu-die l a carrera de medicina, su propia eleccion. Impre-sionable, pronto l l e g a a ser un caballerete, un d i l e t a n -te rodeado por jovenes con poco interes escolastico; su dinero pone a su disposicion todo cuanto quiere: aun e l graduarse. Se hace muy amigo de un joven r a d i c a l , Ega, hombre ingenioso y sarcastico quien no respeta nada, pero d i v i e r t e a los demas con su agudeza extraordinaria. Graduado, establecido en su consultorio y un extravagan-te laboratorio para su investigaciqn, no logra obtener una c l i e n t e l a . Su consultorio es ostentoso, mas bien parece un salon de v i s i t a s y por consiguiente los espo-sos, gente de bien, no dejan i r a sus esposas por miedo de que sean seducidas. Entre l a gente pobre a l ver t a l exterior se imaginan precios compatibles con e l luj o del establecimiento. Sus nobles y grandes proyectos van fracasando. Perdiendo de v i s t a sus intenciones o r i g i -nales, se deja invadir por una perezosa apatla, se deja conducir por l a corriente, por los que le rodean. Su - 59 -vida l l e g a a ser una orgia sin f i n , monotona y deprimente. Subitamente parece descubrir en s i l a setnilla d e l amor eterno, de un sentimiento profundo y sincero, a l cru-zar l a mirada con una senora rubia y esbelta que le pasa en un coche. Parece ser e l amor a primera v i s t a y durante largo tiempo t r a t a de topar con e l l a de nuevo. Sin embar-go esta sombra pasajera le elude hasta que a l f i n un dia le aprovecha su talento de medico. Damaso, un amigo de poca suerte, viene a buscar sus s e r v i c i o s en e l asunto de l a enfermedad de l a h i j a de c i e r t a brasileha, quien re s u l t a ser l a misma mujer de su sueno. Damaso, que se considera i r r e s i s t i b l e con las mujeres, tiene malas intenciones con respecto a Maria y su h i p o c r i t a intimidad con e l esposo de e l l a es simplemente su metodo de allegarse a l hogar y luego a l corazon mismo de l a sehora sin que e l marido sospeche. Carlos a s i s t e a l a pequeha quien queda encantada con e l . No vuelve a v i s i t a r l a ya que no habia excusa medica. Solo cuando se enferma l a i n s t i t u -t r i z inglesa de Rosa, Miss Sarah, se ve llamado de nuevo, esta vez por l a senora misma. E l l a se ha quedado sola en Lisboa mientras su marido hace un v i a j e de unos meses, y esta viviendo en un apartamento alquilado con su h i j a , l a nifiera y unos si r v i e n t e s . Hasta que miss Sarah recu-pere i n s i s t e en venir dia con dia y una simpatia mutua - 6 0 -se desarrolla pronto entre e l y l a senora. La v i s i t a viene a ser mas s o c i a l que profesional, a l ser su amor correspondido. E l a l q u i l a l a casa d e l sefior Craft en e l campo para que puedan d i s f r u t a r de un alojamiento mas agradable durante los meses de verano. Su amor es realizado en este ambiente campestre lejos de l a censu-ra del publico; segun l a opinion de ambos. Mas, sin embargo, como nunca se puede esconder t a l cosa por mucho tiempo, e l rumor alcanza los oidos del pobre v i e j o Alfon-so a quien Carlos no l e habia contado nada sabiendo l a angustia que t a l revelacion causaria en e l . A l acercar-se l a fecha del regreso del marido de Maria, esta tiene deseos de huir. Carlos concuerda en que esta s e r i a una buena solucion, ya que s i e l aparentara haberla conocido y haberse enamorado de e l l a mientras viajaba, a l regresar a Portugal s e r i a mas f a c i l r e v e l a r l e l a situacion a? su abuelo, quien a l conocerla no podria mas que aceptarla por ser e l l a tan buena. En l a cumbre de su r e l a c i o n con Maria, se l l e g a a saber por un truco del destino que son hermano y hermana. Ega, incapaz de d e s t r u i r l a vida del intimo amigo de su juventud e s t u d i a n t i l , le da l a i n f o r -macion a l v i e j o V i l a c a de unas cartas que por casualidad le nan sido entregadas como propiedad de l a f a m i l i a Maia. Carlos no puede creer l o que le dice Vilaqa, e l viejo - 61 -administrador de los Maias y su mejor amigo. No quiere aceptar e l hecho de que t a l revelacion pueda cambiar su relacion con Maria y se marcha a pasar l a noche con e l l a . Mas, su amor por e l l a hasta entonces tan puro, no sobre-vive a l a luz de t a l informacion. E l dafio de l a comuni-cacion es irrevocable, jamas podra abrazarla en e l futuro si n pensar en e l aspecto bajo y v i i , aun sin que e l l a llegase a saber lo ocurrido. Su amor es imposible de subito, su vida cambia de nuevo; tienen que separarse definitivamente, regresa, pues, a l vacio de antes. No puede u t i l i z a r su l i b r e a r b i t r i o , e l destino por medio de un pequefio incidente ha establecido l a tragedia de su vida. E l destino tiene l a ultima jugada, destruyendo los planes mas cuidadosamente hechos. Con corazones destrozados, Maria se va a v i v i r a Paris, y Carlos y Ega se van de v i a j e alrededor del mundo. Pasan varios anos, Ega regresa a Lisboa y Carlos se i n s t a l a en Paris. Maria se casa de nuevo. Carlos v i s i t a Lisboa de vez en cuando. Ya v i e j o s , contemplan l a vida tranquilamente, notando las muertes de algunos de sus contemporaneos, l a vida que pasa y lo i n s i g n i f i -cante que es e l individuo en e l continuo f l u i r de l a vida. CAPITULO V A ILLUSTRE CASA DE RAMIRES A I l l u s t r e Casa de Ramires es l a h i s t o r i a de una f a m i l i a noble antigua, de las que desaparecen en los u l -timos afios del s i g l o pasado. Goncalo, e l protagonista, se r e f i e r e repetidamente a las grandes hazafias de sus antepasados y decide e s c r i b i r una obra en su memoria, para e l provecho de sus contemporaneos, de l a juventud de su epoca y desde luego a f i n de darles inmortalidad; ya que siendo soltero, a l morir, morira con e l e l l i n a j e . Encuentra, pues, que s e r l a esta l a unica manera de comu-nicar a las generaciones venideras los detalles celebres de l a f a m i l i a mas i l u s t r e de Portugal. Mas e l deseo y l a realidad toman de nuevo rutas d i s t i n t a s y esta gran empresa queda aplazada a causa de sus incesantes a c t i v i -dades sociales^ v i s i t a s a sus familiares y frecuentes encuentros con amistades en l a p o l i t i c a . Tiene varios encuentros desagradables con pobres campesinos y una - 62-- 63 -larga serie de interrupciones que prolongan e l desarrollo y l a terminacion de su obra maestra. Esta a l f i n va a parar a formar parte de "Os Anais de L i t e r a t u r a e de H i s t o r i a " , una r e v i s t a fundada por uno de sus tnejores ami-gos, e l sefior Castanheiro, un energico y sutnamente patrio-t i c o reformador. E s c r i b l a ya, Goncalo, en l a Gazeta do Porto, a r t i c u l o s en contra del Dr. Andre Cavaleiro quien fue nombrado Gobernador C i v i l de O l i v e i r a , siendo l a causa de estos a r t i c u l o s defamadores las relaciones que hablan existido entre Cavaleiro y su hermana Gracinha. Hacia muchos anos estos dos se hablan enamorado y luego a l ser llamado aquel a l a p o l i t i c a en Lisboa, l a abandona comple-tamente sin escrupulos n i consideraciones de l a t r i s t e z a que t a l ruptura le causaria a e l l a . E l l a despues de unos anos se casa con Barrolo, que aunque de poca i n t e l i g e n c i a , mas que lo contrarrestaba en grandeza de corazon. Gongalo da una opcipn de a l q u i l a r sus t i e r r a s y t r a t a primero con un t a l Jose Casco de l a vecindad. Llegan a un acuerdo mutuo y efectuan un contrato de palabra. Poco tiempo despues se le presenta una oferta mejor, esa de un c i e r t o Pereira, y l a toma; negando todo compromiso con Casco. Este cambio de parecer tiene repercusiones serias mas tarde. - 64 -Las amistades de Gongalo incluyen; a Sanches Lucena, diputado por V i l a Clara; a l padre Soeiro; T i t o , Antonio Vilalobos, cotnpafiero de V i l a Clara, hombre con gran a f i c i o n a l campo; Videirinha, e l trovador del pueblo; Joao Gouveia, administrador del consejo; sus dos vie j o s criados, Bento y Rosa, quienes se ocupan de todos los asuntos de l a casa y de l a vida misma de Goncalo, cuidando de que almuerce a tiempo y se acueste temprano. Sus relaciones con estas personas en su vida cotidiana forman e l nucleo de l a obra. Acaba su obra para l a r e v i s t a y es nombrado diputa-do por V i l a Clara, a l a muerte de Sanches Lucena. Para conseguir esta posicion penso necesario e l reanudar su amistad con e l sefior Cavaleiro, por lo menos a los ojos del publico, no dandose cuenta de que tenia ya los votos de todos los campesinos en los alrededores de V i l a Clara. A l restablecer t a l amistad se presenta necesario que su hermana Gracinha y su esposo le conviden a cenar para mostrar a s i que l a antigua rela c i o n se habia restablecido de veras de parte de toda l a f a m i l i a . Barrolo esta mas que ente-ramente dispuesto a conformarse con este catnbio r a d i c a l de Gongalo, ya que en realidad nunca habia comprendido l a h o s t i l i d a d repentina que se habia producido entre Goncalo y Cavaleiro. La proximidad y e l atnbiente f a m i l i a r en que se encuentran Gracinha y Cavaleiro hace r e v i v i r l a pasion - 6 5 -de su juventud y aquella cae de nuevo en manos de este. A l sospechar esto, Goncalo no se siente capaz de perma-necer en l a casa de su hermana y se r e t i r a a l a Torre. Cuando a causa de su ausencia Barrolo y Gracinha le v i -sitan, Gongalo le muestra a e l l a una carta maliciosa que le habia sido enviada a e l por las Lousadas, en l a que se exponia su re l a c i o n con Cavaleiro; se l a da como consejo para e l futuro. Ademas de ser elegido diputado, e l sefior Cavaleiro le confiere e l t i t u l o de Marques de Treixedo, lo que le desagrada. Se traslada a Lisboa donde ocupa su posicion en e l gobierno, cumpliendo con sus deberes p o l i t i c o s . De subito, parte hacia e l A f r i c a llevandose a Bento. Pasan cuatro afios, y sus familiares y amigos terminan de perder las esperanzas de volverlos a ver. Justo en ese momento l l e g a l a n o t i c i a de su pro-xima llegada a Lisboa. Termina l a novela con l a siguiente observacion de Joao Gouveia acerca del caracter de Goncalo: Aquele todo de Goncalo, a franqueza, a docura, a bondade ? a itnensa bondade, que notou o sr. Padre Soeiro... Os fogachos e entusiasmos, que acabam logo em fumo, e juntamente muita persis-tencia, muito aferro quando se f i l a a sua i d e i a . . . A generosidade, o desleixo, a constante t r a -palhada nos negocios, e sentimentos de muita honra, uns escrupulos, quase pueris, nao e verdade?... A imagina§a"o que o leva sempre a exagerar ate a mentira, e ao mesmo tempo um - 66 -e s p i r i t u pratico, sempre atento a realidade u t i l . A viveza, a f a c i l i d a d e em compreender, em apanhar... A esperanca constante nalgum milagre, no velho milagre de Ourique, que sanara todas as d i f i c u l -dades... A vaidade ? o gosto de se arrebicar^ de l u z i r , e uma simplicidade tao grande, que da na rua o bracjo a um mendigo. . . Um fundo de melan-c o l i a , apesar de tao palrador, tao sociavel. A desconfianpa t e r r i v e l de s i mesmo, que o acobarda, o encolhe, ate que um dia se decide, e aparece um herpi, que tudo arrasa... Ate aquela antigui-dade de raca, aqui pegada a sua velha Torre, ha m i l anos.... Ate agora aquele arranque para a Africa... Assim todo completo com o bem, com o mal, sabem voces quern ele me lembra? - Quern? - Portugal. 1 A I l l u s t r e Casa de Ramires e s c r i t a en 1900, es l a novela mas tipicamente portuguesa de las obras de Eca de Queiroz. En esta obra estan muy bien ilustradas; e l gran poder de observacion, y l a gran perspicacia del autor, quien hubiera podido ser un celebre e s c r i t o r costumbrista s i no hubiera sido por l a i n f l u e n c i a francesa que lo envol-vio y lo hizo cosmopolita. TERCERA PARTE CAPITULO I LA RELIGION Dos figuras simbolicas del cisma s o c i a l en l a Espana de a mediados del s i g l o pasado son e l hombre de l a c a l l e con ideas a n t i - c l e r i c a l e s y e l c l e r i g o p o l i t i c o que pertenece a los c l r c u l o s Intimos de las familias de l a a l t a burguesla y l a a r i s t o c r a c i a , e l cual se siente en casa propia tanto en las t e r t u l i a s particulares como en e l hampa de los partida-r i o s de l a i g l e s i a y del Rey. Presume i n t e r f e r i r en ambos ambientes hasta dominar l a situacion. Se atribuye los dere-chos absolutos como representante de l a i g l e s i a , de mandar en las vidas de los fe l i g r e s e s . Estas dos figuras se produ-cen en Espafia como resultado del ataque en contra de los i n -tereses de l a i g l e s i a . Una serie de dictamenes de los l i b e -rales obtuvieron l a expulsion de los Jesuitas en 1820, e l re-glamento de las ordenes r e l i g i o s a s y l a abolicion del "fuero" e c l e s i a s t i c o . La i g l e s i a y e l c l e r i g o c l a s i f i c a b a n entonces a los hombres cultos e ilustrados de l a epoca como herejes - 67 -- 68 -y seudo-filosofos a l verse privados de sus t i e r r a s y gran parte de sus poderes administrativos; ya no les queda l a sumision pasiva de todas las clases sociales. Se les ha quitado su preeminencia. Los tnoderados, es decir los oligarcas del l i b e r a -lismo, l a mayoria de quienes eran r i c o s hacendados, no sentian ninguna simpatia hacia los curas. Se habian e n r i -quecido a costa de e l l o s y por lo tanto tenian que mantener su posicion sobre l a i g l e s i a para asegurar l a tenencia de estas t i e r r a s , antiguamente de l a i g l e s i a . La ausencia de cualquier forma de catolicismo l i b e r a l condujo tanto a los tnoderados como a los progresistas a oponerse con v i o l e n c i a a l a i g l e s i a , no por no tener fe sino porque e l clero habia transformado l a fe c a t o l i c a a su propio gusto hasta t a l pun-to que p r a c t i c a r l a era i r r e c o n c i l i a b l e con l a vida misma. La i g l e s i a se oponia a todo l o que fuera del extranjero, a cualquier v e s t i g i o de i n i c i a t i v a por parte de l a manada humana que mantenia bajo su dominio absoluto. A l lado del ant i - c l e r i c a l i s m o popular, f l o r e c i o l a piedad excesiva, especialmente en los pueblos y las aldeas del campo espafiol cuyo conservatismo y tradicionalismo eran innatos. En los anos setenta, epoca del gran florecimiento de l a novela en Espafiapaparece l a c r l t i c a de l a sociedad que se habia ido formando en las dos decadas precedentes. - 69 -Una sociedad f i l i s t e a y sumamente estrecha cuyo trazo sobre-saliente era sus grandes esfuerzos por conquistar l a respec-t a b i l i d a d por medio de una revivencia de l a piedad c a t o l i c a . La revivencia del catolicismo se noto en las grandes ciudades como Madrid entre l a a l t a burguesia, que comenzaba a negar sus relaciones con l a revolucion. Mientras aparecia de nuevo una fe c a t o l i c a ardiente en los centros 'metropolitanos, los pueblos se pusieron mas radicales que nunca. En 1869 l a constitucion desheredo e l catolicismo por negarse a reconocer las demandas de un estado neutral. Esta constitucion reconocio a l catolicismo como l a r e l i g i o n del estado, pero estaba dispuesta a t o l e r a r las demas creencias. E l Krausismo introducido en Espafia por Sanz del Rio, que admiraba mas que todo l a autonomia de las universidades de Alemania, se elaboro hasta e l punto en que c o n s t i t u i a un verdadero credo y e l gobierno a l despedir a los profesores Krausistas provoco a sus seguidores a unirse con los revo-lucionarios p o l i t i c o s . Para Sanz d e l Rio e l Krausismo re-presentaba a l e t i c o protestante de mejoramiento de s i mismo y a una fe mistica en una armonia superior^ asociando los buenos pensamientos con l a buena vida. Estos academicoSj como los liberales moderados^hubieran estado contentos con un catolicismo l i b e r a l . E l ataque de los neo-catolicos contra l a l i b e r t a d i n t e l e c t u a l les obligo a formar un par-- 70 -tido y a asociarse con l a revolution. E l progreso material, empresas pa r t i c u l a r e s y los adelantos c i e n t i f i c o s y acade-micos constitulan una oposicion i n t o l e r a b l e en l a opinion de l a i g l e s i a a su antiguo puesto p r i v i l e g i a d o en e l funcio-namiento d e l sistema gubernamental. Para los t r a d i c i o n a l i s -tas y los cpnservadores, l a unidad r e l i g i o s a de Espafia era sinonima de su grandeza y su g l o r i a ; jamas admitian que esta unidad tenia l a culpa del retraso s o c i a l , p o l i t i c o , material e i n t e l e c t u a l del pais. Tenlan l a debilidad del orgullo excesivo que no les dejaba admitir sus propios errores. Su f a l t a de caracter y de bases sqlidas para l a argumentacion racional e i n t e l i g e n t e les obligaba a r e e u r r i r a los s e n t i -mientos, las mujeres y los campesinos analfabetos fueron, pues, su meta. Por esto es que su movimiento fue concentra-do en los pueblos, donde tenian mayores esperanzas de resta-blecerse. Viviendo en este ambiente impregnado con l a opo-s i c i o n a l a fe c a t o l i c a , a l progreso i n t e l e c t u a l y material, y teniendo en su f a m i l i a propia a varios representantes de l a i n q u i s i c i p n o que llevaban habito, y siendo h i j o de una madre estrictamente piadosa, Galdos, con su discernimiento de genio, no podia menos que producir observaciones maestras acerca del origen de todos los males de Espana. En todas sus novelas toca frecuentemente este punto ( l a i g l e s i a ) corrobo-rando cada vez mas su t e s i s de l a necesidad de l a creencia en Dios y de un comportamiento c r i s t i a n o para con los demas; - 71 -de l l e v a r un camino en e l medio no inclinandose a los extremos sino basandose en las verdades reales de l a vida. En e l perso-naje de Estupina eh l a novela Fortunata y Jacinta, Galdos expresa l a oposicion obstinada ante los cambios ya r e a l i z a -dos en cuanto a l a i g l e s i a , un desaffo i l o g i c o a l pasar del tiempo. Para e l l a i g l e s i a estaba siempre a l i i " , y toda vez que mi hombre pasaba por e l punto exacto que correspondia a l lugar de l a puerta, se per-signaba y se quitaba e l sombrero. 1 Estas seRas exteriores de respeto llegaron a tomar preceden-c i a ante l a fe misma y l a f a l t a de cumplir con los r i t u a l e s exigidos por l a i g l e s i a era l o que le iba a condenar a uno. Ironicamente menciona como un acto de gran s a c r i f i c i o de parte del cura y como un s e r v i c i o indispensable a l a socie-dad, las v i s i t a s que los padres hac£an a los condenados a muerte en sus ultimas horas, sefialando de una manera muy obvia l a i n u t i l i d a d de los representantes de l a i g l e s i a . No posexa Estupina ningun l i b r o ; pues no necesi-taba de e l l o s para i n s t r u i r s e . Su b i b l i o t e c a era l a sociedad, y sus textos las palabras ca-l e n t i t a s de los vivos. Su c i e n c i a era su fe r e l i g i o s a , y n i para rezar necesitaba brevia-? r i o s n i f l o r i l e g i o s , pues todas las oraciones las sabia de memoria. Lo impreso era para e l musica, garabatos que no sirven de nada. 2 Hasta l a invencion de l a imprenta por Guttenberg les parecia innecesaria y de ningun valor, puesto que l a r e l i g i o n con-s i s t i a en saber de memoria las oraciones. Se convierten los curas en guardianes f i e l e s de los h i j o s herrantes, espias - 72 -de los extranjeros que se introducian por casualidad en los pueblos pequefios, sin intenciones malas como Pepe Rey, pero quienes se encuentran rechazados a l primer instante a funda-mento de ideas preconcebidas con respecto a su efecto d e t r i -mental asegurado por los curas del vecindario. Se alegraban de que las amas de casa confiaban en e l l o s y ponian en sus manos todo p l e i t o que se les presentara. Los hombres del tipo como Maximiliano Rubin tambien recurrian a sus s e r v i c i o s de vez en cuando y esperaban milagros. E l l o s lo hacian a base de una pasion amorosa por una mujer que no lograban dominar o poseer del modo deseado. Jamas habia nadie inteligente que buscara una solucion cualquiera en l a i g l e s i a c a t o l i c a . En Dofia Perfecta, cuya protagonista l l e v a e l mismo nombre, pinta l a vida de esta, l a mujer del mas r i c o hacen-dado, entre una poblacion de mezquinos y apocados de un pequefio pueblo. Siendo esta de caracter fuerte e implaca-ble puede l l e g a r a dominar a todos los demas aldeanos. I n i -cialmente su dinero l a pone en un lugar de preeminencia, luego, a l establecer relaciones intimas con los miembros de l a i g l e s i a y tener e l patrocinio de l a misma, obtiene control complete. Orbajosa es una ciudad p a t r i a r c a l ; con su canonigo t i p i c o , don Inocencio, agresivo y voluble, lleno de l a t i -nismos y sofismas; unas pocas familias r i c a s ; numerosos - 73 -pobres y mendigos y una verdadera armada de murmuradoras, quienes se hacen cargo del comportamiento de sus vecinos y sus mas intimas amigas. Como dice don Inocencio: Aqui nos miramos mucho - Reparamos todo lo que hacen los vecinos, y con t a l sistema de v i g i -l a n c i a , l a moral publiea se sostiene a conve-niente altura. 3 Galdos expresa su condenacion de t a l in t e r f e r e n c i a h i p o c r i t a y maliciosa, instigada siempre por los miembros del clero. Para e l , como para Pepe Rey, e l hecho de que e l Obispo gobierne las casas ajenas es completamente inacep-table, siente gran resentimiento ante t a l presuncion. Dofia Perfecta aliada con l a i g l e s i a y con e l representante de l a ley, Jacinto, sobrino de don Inocencio, y teniendo do-minados a los demas propietarios del pueblo, puede hacer l o que le de l a gana sin que nadie hable mal de e l l a . Por me-dio d el t e r r o r tiene a todos sujetos a su voluntad caprichosa. Su poder es tan extenso que alcanza a l a c a p i t a l , a ci e r t o s miembros del gobierno, quienes a su s o l i c i t u d le quitan a Pepe Rey su eomision del M i n i s t e r i o de Obras Publicas, para que este se vaya de Orbajosa. E l concepto romantico de su padre acerca de l a ciudad de Orbajosa no podia haber estado mas equivocado Que admirable lugar para dedicarse a l a contem-placion de nuestra propia alma y prepararse a las buenas obras.' A l i i todo es bondad, honradez; a l i i no se conocen l a mentira y l a farsa, como en nuestras grandes ciudades; a l i i renacen las santas inclinaciones que e l b u l l i c i o de l a - 74 -moderna vida ahoga; a l i i despierta l a fe dor-tnida y se siente vivo impulso i n d e f i n i b l e -~dentro del pecho, a l modo de p u e r i l impacien-c i a , que en e l fondo de nuestra alma g r i t a : Quiero v i v i r . 4 A Pepe le sonreian y le trataban con una familiaridad y amistad inesperadas, pero bajo aquella mascara de buenas intenciones eran como sabuesos persiguiendo a su presa, hasta tenerla arrinconada. La instantanea reaccion a l ver a Pepe por primera vez es l a de que es un "intruso de l a p a t r i a r c a l ciudad"."* Sienten una fuerte h o s t i l i -dad contra e l aun antes de conocerle, l a cual se agrava-ra en cuanto abre l a boca, porque expresara todo lo que no quieren o i r sus auditores; pondra todos los defectos del pueblo y de sus habitantes a plena v i s t a . Pepe re-presenta l a fuerza y l a i n t e l i g e n c i a , es e l hombre de ciencia. La c i e n c i a que para don Inocencio " . . . t a l como se ensena y se propaga hoy, va derecha a hacer del mundo y del genero humano una gran maquina". Este no podia comprender " . . . e l asombroso ingenio que Dios ha dado a los ateos y protestantes"? que obviamente encontraba i n j u s t i f i c a b l e . Galdos experimenta l a misma lastima que Pepe Rey cuando este dice Lo que ocupaba mi entendimiento era l a consi-deracion de l a deplorable decadencia de las artes r e l i g i o s a s , y no me causaba asombro, sino colera, las innumerables monstruosidades a r t i s t i c a s de que esta l l e n a l a catedral. 8 - 75 -Las grandes obras del arte, dando formas sensi-bles a las ideas, a los dogmas, a l a fe, a l a exaltacion mistica, r e a l i z a mision muy noble. Los mamarrachos y las aberraciones del gusto, las obras grotescas con que una pasion mal en-tendida l l e n a las i g l e s i a s , tambien cumplen su objeto; pero este es bastante t r i s t e : fomentan l a supersticion, enfrian e l entusiasmo, o b l i -gan a los ojos del creyente a apartarse de los alt a r e s , y con los ojos se apartan las almas Q que no tienen fe muy profunda n i muy segura. Para Galdos, su severa madre practicaba los r i t o s de l a i g l e s i a tan estrictamente como dofia Perfecta. Jamas faltaban a misa; su vida y su conducta eran exageradamente rigid a s . La formalidad de ambos era identica, mas no era n i calculadora n i h i p o c r i t a , ya que tenia l a conviccion de que estaba criando a sus h i j o s de l a mejor manera posible. Sin embargo era verdad que siendo de caracter dominador, se f o r j o l a idea de que sus h i j o s jamas le iban a desobe-decer, aun cuando crecieran y maduraran, esta idea erro-nea le hizo amargos los ultimos afios de su vida, pensando en los matrimonios de sus dos h i j o s quienes se casaron en contra de su voluntad.u. No reconocio que en c i e r t o momento habia que s o l t a r l a rienda, y que a l s o l t a r l a no iba a perder n i e l amor n i e l respeto de sus h i j o s . A dofia Perfecta era e l poder omnipotente lo que le fas-cinaba y para mantenerlo actuaba s i n escrupulos. Su amor propio era l o unico que le importaba y en esto se d i f e -renciaban las dos. En cuanto a l a r e l i g i o n , para l a - 76 -madre de Galdos, era esta un deber, una d i s c i p l i n a . E l l a no se aprovechaba de su fe como dofia Perfecta, quien abu-saba de su fama de piadosa para itnponerse. Para Eca como para Galdos l a r e l i g i o n no se hallaba ni en las sagradas hostias representando e l cuerpo de C r i s t o , n i en l a confesion, n i en ninguna otra forma de r i t u a l prac-tieado con subordinacion E na Natureza que se deve procurar a r e l i g i g o : nao e nas hostias misticas que anda o corpo de Jesus - e nas f l o r e s das l a r a n j e i r a s 10 l a fe y l a experiencia de e l l a tienen que ser sinceras y formar parte de l a vida misma de uno. Por eso Alfonso do Maia de 0s Maias se niega a dejar que su nieto aprenda e l catecismo, ya que por saberlo r e p e t i r de memoria no le con-v e r t i r i a esto en hombre moral, honesto y s i n c e r e Los bue-nos p r i n c i p i o s se adquieren a l c r i a r s e a l aire l i b r e apren-diendo las verdades esenciales de l a naturaleza y luego estudiando las explicaciones c i e n t i f i c a s de los fenomenos naturales. A s i se adquiere un cuerpo f l s i c o sano, a l i g u a l que un e s p i r i t u fuerte. Para Efa, l a r e l i g i o n se habia corrompido de t a l manera que no se le podia reconocer una sola buena cualidad. Sin embargo, es solo este un punto muy general -l a sinceridad - que ambos autores tienen en comun en su - 77 -tratamiento d e l tema de l a r e l i g i 5 n . Galdos culpa a l a i g l e s i a como una de las i n s t i t u c i o n e s mas dafiinas de l a sociedad, atacando a l a i n s t i t u c i o n misma y a sus repre-sentantes, quienes como en Orbajosa logran penetrar a fondo en l a vida de los individuos hasta obtener un domi-nio completo de los destinos de cada cual. Vemos, pues, l a r e l i g i o n como un mal que en vez de conducir a una vida tranquila y a l a salvacion conduce a l a discordia en e l individuo y a su muerte, sea e s p i r i t u a l o sea natural. Eca mucho menos fanatico y mas supersticioso que Galdos, echa l a culpa a l individuo a un grado mas a l t o que a l a i g l e s i a y condena a Teodorico, protagonista de A Reliquia, por haber recurrido a l a hipocresla para obtener su meta, l a fortuna de su t i a . En esta obra es mediahte l a v i s i o n de Palestine que E^a explica su punto de v i s t a acerca de l a r e l i g i o n . Pinta l a comunion d i r e c t a entre Jesucristo y e l pecador. Muestra una simpatla i r o n i c a ante l a i g l e -s i a y ante e l misticismo de su epoca. La piedad es para e l una mezquina conquista que rechaza a base de que solo le sirve a l hombre d e b i l para que este pueda f i n g i r ser fuerte. Reducida a s i a terminos r e a l l s t i c o s , l a piedad pierde toda cualidad admirable poniendose a l n i v e l de los impulsos mas v i l e s del hombre. Se convierte en d i s f r a z de las flaquezas morales y e s p i r i t u a l e s . - 78 -Segun Eca, mas humano y menos moralizador que Galdos, es imposible echar toda l a culpa a la, i g l e s i a ; no se propone juzgar n i a l a sociedad n i a sus i n s t i t u -ciones, simplemente quiere poner en r e l i e v e e l hecho de que l a decadencia moral y e s p i r i t u a l es algo p a r t i c u l a r del individuo, tanto eon respecto a l a r e l i g i o n como con respecto a l matrimonio, a l a edueacion, a las pro-fesiones y a los demas aspectos de l a vida. CAPITULO II CLASES SOCIALES Entre las clases sociales de l a epoca se pueden d i v i s a r las siguientes: l a plebe, sufriendo y oprimida; l a clase media, sin mucha consistencia interna, formada por l a union de h i j o s de empobrecidas familias a r i s t o c r a t i c a s con h i j o s de los "nouveaux riches" (banqueros, comerciantes, vendedores); los pretendientes, buscadores de o f i c i o s y puestos en e l gobierno, en l a administracion; y l a nueva a r i s t o c r a c i a . Esta, inicialmente parte de l a clase media, se c o n v i r t i q en a r i s t o c r a c i a a base de dinero. En cuanto los padres se hubiesen enriquecido honradamente en e l comer-cio de pafios o lo que fuese, no esperaban que sus h i j o s s i -guieran sus mismos pasos, sino que anhelaban que e l l o s goza-sen de l a vida sin jamas tener que trabajar. Esto es algo singular de los espanoles de los niveles superiores de l a estructura s o c i a l quienes por su interpretaciqn del honor, de l a nobleza; por lo duro que es e l trabajo manual y por tener una gran parte de e l l o s un natural perezoso, conside-- 79 -- 80 -raban e l trabajo como algo indigno. 1 En l a clase media, Galdos incluye una variedad i n f i -n i t a de tipos: los burocratas o pretendientes; los afrancesa-dos, a menudo periodistas, poll" t i c ame nte vecinos a los l i b e r a -tes moderados; los abogados bien establecidos que manejaban los asuntos de los hacendados ar i s t o c r a t a s ; los estudiantes alborotadores y radicales; los soldados; los especuladores financieros; los artesanos; los fabricantes y obreros de f a -brica. Mostro interes excepcional en los burocratas; en los abogadosj en todos los representantes del derecho; y en los "nouveaux riches". Los primeros eran empleados del gobierno, que aunque estando en condiciones poco favorables, aguantaban su situacion de miedo de que por un cambio en l a administra-cion pudieran encontrarse en una situacion aun peor. Sufrian de colocaciones con sueldos i n s u f i c i e n t e s , mas dependian de estos puestos para s u b s i s t i r . Galdos s i n t i o en e l fondo de su corazon las miserias y humillaciones de esta clase. Con respecto a l a plebe y a las mujeres de toda clase, Galdos sefialaba su f a l t a absoluta de educacion. La plebe hasta en su modo de hablar indicaba su poca instruccion y es patetico como e l simple hecho de ser aceptados en casa de una persona de l a clase media les impresionaba. Por - 81 -ejemplo e l caso de Fortunata quien fue invitada por dona Guillermina a v i s i t a r l e . Las mujeres de l a plebe estaban en una situacion deplorable. E l estado de l a mayorla de las tnujeres de l a clase media era i g u a l de patetico; su ins-truccion puramente sentimental y r e l i g i o s a producia unas beatas, unas fanaticas r e l i g i o s a s completamente sometidas a l a direccion de sus confesores y quienes no podian encajar en e l mundo moderno. E l l a s solo podian l l e v a r tragedia a los hombres con quienes contrajeran matrimonio. Eran inu-t i l e s para todo. Entre este tipo de mujer se destaca e l personaje de Maria Eglpciaca en l a novela La Familia de Leon Roch. E l l a como dofia Perfecta, piensa que por ser tan piado-sa, por s u p e r f i c i a l que fuera, podia e x i g i r lo que le diera l a gana de los que l a rodeaban. Para e l l a es su marido quien estaba obligado a hacer las concesiones, su fe le da-ba todos los derechos a e l l a . La instruccion de las mujeres ademas de l a r e l i g i o s a c o n s i s t l a en leer sin acento, e s c r i b i r sin orto-g r a f l a , contar haciendo trompetitas con l a boca y bordar con punto de marca e l dechado. 1 A base de estas labores s e n c i l l a s se esperaba crear una mu-j e r que fuese perfecta ama de casa, madre, esposa y compa-fiera de su marido. Las mujeres de l a plebe, para poder s u b s i s t i r tenian que: o casarse y tomar a alguien quien por su pobreza misma - 82 -luego las abandonara, o r e e u r r i r directamente a l a p r o s t i t u -cion. T a l fue e l caso de Fortunata. Para Galdos, que exi s t a t a l situacion tan atroz no es j u s t i f i c a b l e , es a n t i c r i s t i a n o y antihumano. Pinta esta pobreza con f i d e l i d a d para asi" cho-car a sus lecto r e s , en l a burguesia, con l a esperanza de que se entusiasmen y cambien l a situacion. La prosperidad que habia adquirido c i e r t a cualidad mistica, se c o n v i r t i o en l a meta s o c i a l y p o l i t i c a d el pals. Pero igual que l a nobleza antigua se habia impuesto sobre sus i n f e r i o r e s , ahora e l que venia a fortuna, a l establecerse, se olvidaba de los demas que continuaban con su lucha s i n exito. Aun entre los tniembros de una mistna f a m i l i a existen estas bifurcaciones. Eca de Queirpz tambien presenta una serie de tipos pertenecientes a l a clase media, unos a l a nueva a r i s t o c r a c i a , otros a l a antigua a r i s t o c r a c i a y unos cuantos a l a plebe. Acacio, representante de l a i g l e s i a es e l slmbolo del forma-lismo o f i c i a l . Dofia Felicidade es l a beata mezquina de tem-peramento i r r i t a b l e . Ernestinho es e l pequefio y enfermizo l i t e r a t o . Luisa es l a t i p i c a mujer mal educada cuyo sentimen-talismo es tan p e r j u d i c i a l como e l l i b e r t i n a j e de su contra-parte masculina B a z i l i o . Todos e l l o s pertenecen a l a clase media. - 83 -Entre l a plebe e l autor describe a los campesinos pobres e ignorantes, por lo general sumamente respetuosos en e l trato de sus superiores; poniendose violentos solo a l verse traicionados por estos. Su contraparte en l a ciudad esta formada por los criados que tienen mayores tendencias revolucionarias y s o c i a l i s t a s como Juliana, l a s i r v i e n t a de Jorge y Luisa quien se fi g u r a cambiar de lugar con su ama. A l a a r i s t o c r a c i a nueva pertenecen los h i j o s de las familias de grandes fortunas y quienes llegan a ser diplo-maticos o excentricos como Craft. Todos siendo diletantes, no importa que campo escojan para su profesion y cuya seria es l a ostentacion, l a f a l t a de buen gusto. La f a m i l i a de Ramires y l a de Maias simbolizan l a v i e j a a r i s t o c r a c i a , que se va desvaneciendo. E l mundo segu-ro del hidalgo habia desaparecido, y para seguir viviendo era necesario que e l l o s aceptasen las nuevas normas y adop-tasen hasta los modales de l a nueva a r i s t o c r a c i a , no les quedaba mas a l t e r n a t i v a que conformarse. Sin embargo, Eca les pinta en una luz favorable mostrando c i e r t a simpatia para con e l l o s . En l a fecunda obra de Galdos no se encuentra nunca una simpatia t a l por l a a r i s t o c r a c i a n i por e l tipo fachendo de esta. Mientras que para E^a era l a a r i s t o c r a c i a lo que - 84 -l e a t r a i a , aunque c r i t i c a avidamente las pretensiones de l a misma para Galdos era l a clase media baja. Eca mismo se con-sidera superior, actitud que se transluce en sus obras y es obvia en los casos en que e l protagonista masculino aspira a l a grandeza. Para B a z i l i o era: l a gran ambicion de conocer e l mundo, y de ser un "Don Juan" de mayor fama. Goncalo Ramires ambiciona ser e l reformador de l a instruccion, e l preservador de las g l o r i a s pasadas, y e l gran p o l i t i c o del mundo. Teodorico simplemente desea ser e l hombre mas r i c o d e l mundo. Aunque es.tas ambiciones no sean admirables tienen en comun algo que le fue muy importante a l autor en su vida; e l ganar renombre y e l hacerse celebre. Un complejo que se produjo en e l a causa de sus origenes obscuros. Tampoco se encuentran en Galdos representantes de los pobres del campo, porque todo lo r u r a l no le a t r a i a . La a f i -cipn de Galdos era l a ciudad y sobre todo Madrid, en donde se desarrollan l a mayoria de sus novelas. Entre l a a r i s t o -c r a c i a , Galdos pinta solamente a l despilfarrador urbano, agobiador y presumtuoso representado por e l Marques y l a Marquesa de T e l l e r i a , l a f a m i l i a p o l i t i c a de Leon Roch. Atnbos son seres completamente i n u t i l e s de quienes.' l a socie-dad bien podria dispensar. En e l cuadro pintado por Eca se encuentran incluidos e l a r i s t o c r a t a derrochador de l a - 85 -ciudad, Carlos Maia, y e l a r i s t o c r a t a r u r a l Goncalo Ramires, cuya abstinencia de los valores tradicionales les rendia ineficaces. Entre los profesionales se destacan los inge-nieros, Pepe Rey y Jorge; educadores, como e l Amigo Manso; pensadores, como Leon Roch; medicos, como Carlos Maia; hist o -riadores y periodistas, como Castanheiro. Los tres protagonistas masculinos de importancia de Galdos; Pepe Rey, Leon Roch y e l Amigo Manso son todos hom-bres de i n t e l i g e n c i a y razon superiores, mientras que los tipos de E^a no tienen nada en comun e l uno con e l otro. Castanheiro es e l romantico apasionado, Carlos Maia e l me-dico diletante cuyo interes en l a medicina es s u p e r f i c i a l , y Jorge, e l ingeniero, que entiende por su trabajo c i e r t a rutina cotidiana aburrida, que sigue simplemente para ganar l a vida; hombre de mediana i n t e l i g e n c i a , sin aspiraciones y que se satisface con lo poco que tiene. De esto se puede ll e g a r a l a conclusion de que para Galdos e l progreso podia lograrse a traves de una creacion de una numerosa clase pro-f e s i o n a l ; en contraste para Eca, a pesar de favorecer las profesiones, e l progreso que propugna es de parte del i n d i -viduo y no es unicamente en e l campo profesional sino en to-dos los campos, l a profesion en s i no era para e l una solu-cion a l a vida y los problemas de esta. CAPITULO III LA POLITICA, EL GOBIERNO Y LA BUROCRACIA La vida de Galdos, de 1843 a 1920, cubre un periodo de gran agitacion p o l i t i c a en Espafia. Entre los anos '38 y '68, l a p o l i t i c a es dominada por los generates v i c t o r i o s o s de l a lucha contra e l carlismo. Hay repetidos pronunciamien-tos y e l poder cambia de tnanos con frecuencia. En 1854, cuan-do e l general San Miguel, quien f i g u r a en Fortunata v Jacinta como e l coronel Evaristo G. Feijoo, toma e l mando y l a revo-lucipn esta en manos de los progresistas, l a Reina no tiene mas al t e r n a t i v e que aceptar a Espartero como su primer minis-tro. En estos anos donde estaba e l e j e r c i t o , estaba e l poder. La noche de San Daniel en 1865 es l a escena de un violento alboroto e s t u d i a n t i l que es suprimido a l a fuerza. Este incidente tambien aparece en las paginas de Fortunata v  Jacinta. E l creciente desconcierto de l a gente de todas las clases sociales es muy aparente y se aumenta con e l fracaso - 86 -- 87 -absolute- de l a primera r e p u b l i c a , que cae en 1872. Despues de e s t a fecha en adelante e l e s p i r i t u reformador es desacre-ditado por l a sociedad, que hasta se empefla en su p r i m i r todo cambio o innovacion antes de experimentarlos. Las guerras contra l o s franceses y contra e l c a r l i s -mo, l a f a l t a de e s t a b i l i d a d p o l l t i c a , habian producido como consecuencia d i r e c t a e l empobrecimiento d e l p a i s . La impro-bidad dominaba; l a s personas que mejoraban su p o s i c i o n s o c i a l , l o hacian por medios poco escrupulosos. La a r i s t o c r a c i a echa-ba a perder l a gente que deseaba pensar en s e r i o . La buro-c r a c i a e r a i r u t i n a r i a y e s t a t i c a . Aun despues d e l reinado impopular de I s a b e l I I , p e r s i s t e l a e x i s t e n c i a de una red de colocaciones ocupadas por gente que cobraba sueldo s i n pres-t a r ningun s e r v i c i o a l pa i s . Con e l advenimiento de l a r e s t a u r a c i o n en 1874, hubo una s i n c e r a t e n t a t i v a por parte de Alfonso X I I para r e c o n c i -l i a r e l l i b e r a l i s m o y e l c a t o l i c i s m o . Lo que i n t e n t o era verdaderamente admirable, porque hasta entonces estas dos creencias fueron consideradas como mutuamente e x c l u s i v a s . Galdos s i n t i o profundamente e l peso y l a tension de todas l a s ideas modernas y p r o g r e s i s t a s en una sociedad t r a -d i c i o n a l y r e l i g i o s a y comprendio muy bien sus i m p l i c a c i o n e s . - 8 8 -Entendio muy bien e l anacronismo de p e r s i s t i r con ideas t r a d i c i o n a l i s t a s cuando Espana necesitaba un programa de modernizacion. E l largo periodo de dominacion m i l i t a r habia favorecido las ambiciones personales de unos cuan-tos a l p e r j u i c i o d e l bienestar comun. En l a f i g u r a d e l coronel Evaristo Feijoo, retirado del e j e r c i t o , Galdos nos presenta algunas tendencias p o l i -t i c a s de l a epoca. Feijoo habia servido en Cuba y en las F i l i p i n a s y, segun Galdos, a consecuencia de su experiencia "...su palabra era sumamente i n s t r u c t i v e " . ^ Lo mismo a l p a r t i d a r i o de l a i n q u i s i c i o n que a l petrolero mas rabioso les escuchaba Feijoo con f r i a l d a d benevola. Era indulgente con los entusiasmoSj sin duda porque e l tambien los habia padecido. Cuando alguno se expresaba ante e l con fe y ardor, o i a l e con l a paciencia con que se oye a los locos. Tambien e l habia sido loco; pero ya habia recobrado l a razon y l a razon en p o l i t i c a era, segun e l , ausencia completa de fe. 2 Lo cual i n d i c a l a decepcion del m i l i t a r , como l a d e l autor mismo, con l a p o l i t i c a de l a epoca. Por otra parte, un tipo de l a epoca, poco informado, que no sabla lo que s i g n i f i c a b a ser l i b e r a l , conservador o progresista, y que por lo tanto comunicaba su confusion a los demas, es Juan Pablo, hermano de Maximiliano Rubin. Un tipo muy inclinado a cambiar de partido, mas sin intenciones - 89 -maliciosas necesariamente de t r a i c i o n sino simplemente como resultado de su ignorancia; un tipo muy peligroso porque: Tan pronto sentia en su e s p i r i t u , s in saber por que n i por que no, frenetico entusiasmo por los derechos del hombre; tan pronto se le inundaba e l alma de gozo oyendo decir que e l Gobierno iba a dar mucho estacazo y a pasarse los tales dere-chos por las narices. 3 Su actitud era vacilante, cambia de profesion numerosas veces; fue viajante de comercio, inspector de p o l i c i a entre otros. Termina por convertirse en un "pretendiente", una clase muy numerosa en aquella epoca. A esta clase perte-necian tambien los de Pez, una f a m i l i a creada por Galdos en sus novelas de Madrid. Los Pez son mencionados breve-mente en Fortunata y J a c i n t a T pero forman l a medula de La de Bringas. Juan Pablo Habia tornado e l gusto a l a carne de nomina, y ya no podia ser mas que empleado o pretendiente. No se que hay en e l l o , pero es lo eierto que hasta l a cesantia parece que es un goce amargo para c i e r t a s naturalezas porque las emociones del pretender las vigorizan y entonan, y por eso hay muchos que e l dia que les colocan se mueren. La i r r i t a b i l i d a d les da vida, y l a se-dacion brusca les mata. Juan Pablo sentia i n -c r e i b l e s deleites en i r a l c a f e ? hablar mal de l Gobierno, a n t i c i p a r nombramientos, darse una vuelta por los M i n i s t e r i o s , acechar a l protector en las esquinas de Gobernacion o a l a s a l i d a del Congreso, dar e l salto del t i -gre y caerle encima cuando l e veia venir. Por f i n s a l i o l a credencial. Pero, que demonio.', siempre l a condenada suerte persiguiendole, porque todos los empleos que le daban eran de lo mas antipatico que imaginarse puede. 4 - 90 -En favor de los subordinados del Gobierno se puede alabar su puntualidad, a l ejemplo de Pez, pero mas a l i a de eso no tienen cualidades de valor r e a l . Referente a los ma t e r i a l i s -tas de l a epoca dice Evaristo Feijoo lo siguiente: E l alma.1. . . Estos senores materialistas creen que con v a r i a r e l nombre de las cosas han vuelto e l mundo patas arri b a . 5 Los pocos escrupulos de muchos, fuesen m i l i t a r e s o c i v i l e s horrorizaban tambien a Galdos; se j u s t i f i c a b a cualquier acto de v i d l e n c i a , t r a i c i o n o robo bajo e l lema de l a causa justa, siempre los pobres e inocentes se llevaban e l chasco. Aun con l a ley de l a desamortizacion de las t i e r r a s de l a i g l e -s i a , muchos, aunque no todos, de los que se aprovecharon de esta l e g i s l a c i o n fueron r i c o s propietarios y hacendados, quienes fueron l i b e r a l e s moderados en p o l i t i c a para prote-ger sus propios intereses. En l a p o l i t i c a y e l gobierno, Ega c r i t i c a como Galdos l a corrupcion, l a hipocresla, l a f a l t a de condescendencia de unos para con otros, l a manera de ganar las elecciones y l a estupidez general de los hombres en cuyas manos yacia e l poder. A t r i b u i a estos males en parte a l a i n f l u e n c i a de Francia, a l a que culpaba por l a mayorla de los defectos de Portugal. Sempre a Franca, sempre elo.' Sempre os nossos males publico! o privados, resultando da chocha imitaccfo da reles traduccfo ? que nos^fazemos de r Franca, em tudo, desde as ideias ate aos potages. - 91 -En todo Eca anhelaba una vuelta a lo t r a d i c i o n a l , a lo portugues. Essa gente n'ao compreende que este pais, para ter prosperidade e saude ? nab se devia afastar nunca da verdadeira tradicab naeional, da legitima da antigua com um r e i absoluto e paternal.. . 7 En esto, ambos autores se ponen de acuerdo porque e l sistema de gobierno por ser una imitacion de sistemas extrahjeros, no funcionaba sino que resultaba una farsa absoluta. Ambos ansiaban un sistema„basado en lo honda-mente naeional de sus respectivos paxses. E l sistema par-lamentario de los espafioles, tornado del sistema ingles, e x i s t l a solo en nombre. Las elecciones se daban despues de l a formacion de los gobiernos, todo funcionaba a l reves. E l sistema portugues c o n s i s t i a a l ig u a l en una mezcolanza de sistemas extranjeros. E x i s t i a una f a l t a de confianza por todas partes; nadie tenia convicciones suficientemente firmes. Hasta Gongalo en A l l l u s t r e Casa de Ramires duda de sus posibilidades de ser elegido por merito propio y causa a s i su desgracia. Eca parece ind i c a r , por medio del resultado de los votos de los campesinos en favor de Goncalo, que estos ejercen mas discernimiento y que se les puede con-f i a r mas que a l a gente de las ciudades, a pesar de ser mas ignorantes. Muestra tambien como todo o f i c i a l de gobierno se aprovechaba de su posicion para intimidar a sus subordi-- 92 -nados, l o cual era para Goncalo una i n j u s t i c i a a l a misma j u s t i c i a . Sin embargo, l a c r i t i c a de l a p o l i t i c a y e l gobierno no f i g u r a como tema p r i n c i p a l en ninguna de estas obras de Eca y de Galdos. Su c r i t i c a de los sistemas gubernamentales respectivos se l l e v a a cabo indirectamente; mediante c i e r t o s prototipos de su creacion l i t e r a r i a quienes conciben aspira-ciones p o l l t i c a s . CAPITULO IV . COMPARACIONES DE TEMAS PRINCIPALES Y SECUNDARIOS En 0 Primo B a z i l i o , Eca t r a t a e l adulterio, l a vida en Lisboa, l a corrupcion de l a ciudad, l a popularidad del vi a j e a l extranjero, e l esnobismo. En A I l l u s t r e Casa de  Ramires muestra las preocupaciones d e l noble, sus aspira-ciones p o l i t i c a s , otra vez e l tema d e l adulterio, l a desa-paricipn de las viej a s familias nobles y l a corrupcion en l a p o l i t i c a . En A Reliquia expresa sus ideas en contra del formalismo y l a f a l s a devocion. Se muestra en contra de las apariencias como un modo por s i de v i v i r ; en otras palabras en contra de l a hipocresia, ya sea en l a r e l i g i o n o en cualquier otra cosa. En Os Maias nos presenta l a decaden-c i a de l a a r i s t o c r a c i a y l a sociedad en general; e l amor inmoral. En La Familia de Leon Roch, Galdos nos plantea e l dilema entre l a ci e n c i a y sus poderes de razonamiento, y l a r e l i g i o s i d a d piadosa; l a decadencia de l a v i e j a sociedad, su ostentacion; en comparacion con l a simplicidad del hombre - 93 -- 94 -moderno. En E l Amigo Manso nos presenta las limitaciones de l a c i e n c i a , l a incapacidad de comprender y reconocer e l amor; l a necesidad de reformar l a educacion. En Dona Per-fecta expresa e l contraste entre: l a razon de l a c i e n c i a y l a estrechez de miras de las beatas del pueblo; l a vida en las ciudades y l a vida en los pueblos rurales. En Fortunata  y Jacinta expone l a relacion entre l a sociedad y l a natura-leza. Una r e l a c i o n de causa y efecto sobre lo creado por Dios. Es decir, un ser humano nace, l a sociedad lo forma y este l l e g a a ser un producto de e l l a . La educacion aparece como tema continuamente en l a obra de ambos autores. Se h a l l a un experimento en e l campo de l a educacion en E l Amigo Manso de Galdos y en Os Maias de Eca. Dofia Perfecta y A II l u s t re Casa de Ramires pre sen-tan lo inadecuado de l a instruccion t r a d i c i o n a l basada en p r i n c i p i o s netamente r e l i g i o s o s . En l a primera obra, un exceso de esta causa e l derrumbe del caracter p r i n c i p a l , en l a segunda es una f a l t a de esta que lo causa. En La  Familia de Leon Roch., en 0 Primo B a z i l i o T y en A Reliquia, los autores respectivos tratan l a i n s u f i c i e n c i a de l a edu-cacion de las mujeres. Entre los temas secundarios c a s i siempre aparece e l dinero, con una cualidad inmoral por lo general. Juanito - 9 5 -y e l primo B a z i l i o ambos lo usan para ajustar cuentas con las mujeres que han seducido. Otras referencias a l dinero se hallan en las descripciones del padre de Leon Roch, del padre de l a Marquesa de Fucar y otros cuantos quienes acu-mularon grandes fortunas por medio del trabajo duro. Segun Galdos, estos merecian l a riqueza que se ganaban, mas a l obtenerla es su u t i l i d a d lo que les fascinaba, que es equi-vocado segun e l . Trabajaban para que sus hijos jamas tengan que hacerlo de t a l forma que estos nunca llegan a saber e l valor del dinero, a no ser de que disipen toda l a fortuna que se les habia entregado, y cuando sucedia esto, e l l o s se derrumbaban. Ec^a describe e l v i c i o de l a co d i c i a en su protago-nis t a , Teodorico, en l a novela A Reliquia. Cumplir con sus deberes r e l i g i o s o s es para e l , simplemente e l medio por e l cual puede obtener l a gran fortuna de su t l a . La avidez, un impulso elemental humano, cuando l l e v a a uno a l a men-t i r a y a l a profanacion, causa e l colapso del individuo. Para E^a existe l a j u s t i c i a d el destino que impide a Teodo-r i c o l l e v a r a cabo su engafio. En A Reliquia se manifiesta en un trueque descuidado de paquetes que lo descubre; en 0 Primo B a z i l i o es una carta inesperada de B a z i l i o , que es abierta por casualidad por Jorge, y que llegando a l motnento mas inoportuno rinde e l golpe f a t a l a l a ya enferma, Luisa. - 96 -En Os Maias acontece l a tragedia por medio de una v i e j a caja de cigarros que un senor desconocido trae de Paris y quien confiriendo inadvertidamente con l a f a m i l i a hace descubrir que Carlos y Maria, amantes, son en realidad hermanos. CAPITULO V CONCLUSIONS Las obras de Eca tienen una v i r t u d y encanto muy personales por su cualidad quimerica y su i r o n i a agradable y por ser todos sus personajes caricaturas vivas. En Eca se siente l a par c i a l i d a d hacia lo exotico, su i n c l i n a c i o n a l v i a j e , su profundo conocimiento de Inglaterra y del modo de v i v i r de los ingleses. La fantasia extravagante y e l realismo se hallan fundidos singularmente en las des-cripciones naturalistas de su p a t r i a . Despues de mucho v i a j a r y de experimentar las influencias francesas e i n -glesas sobre todo, recobro su propia alma sin perder esa i r o n i a singular con que disifrazaba un temperamento bene-volo y sensitivo. Mas personal que Galdos, apela a nuestra i n t e l i g e n -c i a , diferenciandose en esto de Galdos, quien apela a nues-tro sentimiento continuamente. Este es moralizador, conci-biendo a l a novela como simple representacion g r a f i c a de l a vida y de l a sociedad. Para e l , siendo didactico, tiene - 97 -- 98 -grandes valores i n s t r u c t i v o s , mientras que para Epa, siendo a r t i s t a , es l a belleza de l a obra de arte lo que le importa, no su moraleja. E l encanto de Galdos yace en l a vivacidad y animacion de sus obras, y en su profundo y sincero amor para sus compa-t r i o t a s y para sus semejantes. E l mensaje p r i n c i p a l de ambos es que aunque sea verdad que e l conocimiento trae consigo una realidad dolorosa, l a cultura es siempre p r e f e r i b l e a l a i g -norancia, que aunque sea insoportable para los tipos apate-t i c o s y los creyentes, l a verdad ante todo ha de ser l a uni-ca f i n a l i d a d de l a vida. Eca, influenciado por las tendencias francesas, se empefio en d e s c r i b i r l a realidad de su epoca pero cubierta siempre por un "velo c a s i transparente de fantasia". Ademas de l a preocupacion de e s t i l o , como los franceses de entonces, se preocupaba con l a belleza de l a forma. No solo le impor-taba l a polemica del tema pero l a manera en que se presentaba este, toda obra suya tiene valor e s t e t i c o ^ l o cual no se po-d r l a decir de l a obra de Galdos, aunque este fue un mas f i e l c r onista de su periodo que e l autor portugues. Los l i b r o s de Galdos son un tesoro Inagotable de observacion, aunque tienen poco valor e s t i l l s t i c o . - 99 -P a r a G a l d o s como p a r a E g a e s l a c o n c i e n c i a m o r a l que l e h ace e s c r i b i r . E g a d i c e en As F a r p a s : Nos nao qu i s e m o s s e r c u m p l i c e s n a . i n d i f e r e n c a u n i v e r s a l . E a q u i comegamos, sem azedume e sem c o l e r a , a a p o n t a r d i a a d i a o que p o d e r i a m o s chamar - o p r o g r e s o d a d e c a d e n c i a . 1 Lo c u a l c o i n c i d e en l o e s e n c i a l c o n e l s e n t i m i e n t o de G a l d o s . " C r e o que e s d e b e r de t o d o s c o r r e g i r e s e amor a l o i n v e r o s i m i l 2 e n v e z de f o m e n t a r l o " . P a r a ambos a u t o r e s l a n o v e l a e s l a r e f l e x i o n de l a v i d a misma. Ambos son sumamente s u s c e p c i b l e s a t o d o l o que l e s r o d e a , d e b i d o a l n i v e l de c u l t u r a o r e f i -n a m i e n t o a l c u a l han l l e g a d o . E s t u d i a r y o b s e r v a r y a n a l i z a r i n s i s t e n t e m e n t e f u e e l g r a n empeno de F l a u b e r t , Z o l a , T o l s t o i y G a l d o s . 3 Se p r o p o n e n n a r r a r l o que v e n y r e l a c i o n a r l o o b s e r v a d o c o n su p r o p i a e x p e r i e n c i a , l o que c o n s t i t u y e l a p a r t e i n d i v i d u a l y o r i g i n a l de c a d a a u t o r . Ambos s i e n t e n l a n e c e s i d a d de e d u c a r a l a s m u j e r e s y l a g e n t e en g e n e r a l y de d a r a cabo c o n l a h i p o c r e s i a , l a e s t r e c h e z de m i r a s y l a i m p r o b i d a d . E c a pone en r e l i e v e un r e g r e s o a l c r i s t i a n i s m o en su f o r m a o r i g i n a l ; un r e g r e s o a l a i n s t i t u c i o n de l a f a m i l i a a n t e s de que L i s b o a l a c o r r u m p i e r a ; un r e g r e s o a l a t r a d i c i o n s o l i d a y s a n a , a l o s l i n a j e s n o b l e s , a l p a t r i o t i s m o , m i e n -t r a s que G a l d o s a n h e l a una v e r d a d e r a y p r a c t i c a b l e m e z c l a de l o nuevo y l o v i e j o , de l a s o c i e d a d y l a n a t u r a l e z a , de l o s r i c o s y l o s p o b r e s ; una nueva a r m o n i a . - 100 -Ega no q u e r i a n e c e s a r i a m e n t e una f u s i o n c o m p l e t a y o p e r a b l e de l a s c l a s e s s o c i a l e s ; a n s i a b a c i e r t a s r e f o r m a s , p e r o mas b i e n a l e s c r i b i r q u i s o o b s e r v a r e i n s i s t i r en l a s i r o n l a s de l a v i d a . G a l d o s a l c o n t r a r i o , s u g e r i a una m e z c l a p e r f e c t a de l a s c l a s e s y p r o p o n i a l a e d u c a c i o n de l o s p o b r e s como e l m e j o r y mas l o g i c o metodo de l l e g a r a t a l m e t a . L a s i r o n l a s de l a v i d a y s o b r e t o d o l a v i d a e n E s p a n a , l e h e -r i a n ; p a r a e l e r a n l a t r a g e d i a misma. L a s s e n t l a p e r s o n a l -m e n t e , aunque en sus n o v e l a s l a s e x p r e s a o b j e t i v a m e n t e . E l amor que s e n t i a p o r e l hombre , su f e en l a c i e n c i a , en e l p o d e r de l a r a z o n , y en e l d e s t i n o de Espaf la e r a n s e n t i m i e n -t o s c o n s t r u c t i v o s , t r a n s m i t i a n un o p t i m i s m o d e l c u a l no toma p a r t e e l a u t o r p o r t u g u e s . E c a p r a c t i c a b a c i e r t o t i p o de e s -cape en l a r e v i v e n c i a de g l o r i a s p a s a d a s , e n l a f a n t a s i a misma. No p r o p o n e s o l u c i o n , n i o p t a p o r o f r e c e r una t e s i s , mas b i e n p r e s e n t a u n a s e r i e de r e a l i d a d e s i n m u t a b l e s , " a s a l v a g l f o so e p o s s i v e l no p i a n o i n d i v i d u a l " , ^ p a r a que l o s l e c t o r e s l a s d e s c u b r a n y hagan sus p r o p i a s d e c i s i o n e s . E n su e s p i r i t u se o p o n i a n l a s i d e a s a l o s s e n t i m i e n t o s . Su p o d e r de r a z o n a m i e n t o no l e d e j a b a o f u s c a r l o que v e i a y su i n c l i n a c i p n r o m a n t i c a y s e n t i m e n t a l l e i m p e d i a tomar u n a d e c i s i o n d e f i n i t i v a . En e l mismo e x i s t i a una c o n t r a d i c c i o n que jamas se r e s o l v i o . E s t a i n d e c i s i o n e n t r e l a f a n t a s i a y l a r e a l i d a d da c i e r t o e n c a n t o a sus o b r a s , u n a b e l l e z a - 101 -tefiida de t r i s t e z a , "a saudade portuguesa", algo que no se h a l l a en Galdos. La p a r t i c u l a r i d a d de Galdos de dar gran importancia a los t i t u l o s de los d i s t i n t o s capitulos, los nombres de personajes y los lugares donde se desarrolla l a accion, contrasta obviamente con l a p r a c t i c a de Eca, quien daba nombres comunes a sus personajes y lugares y una simple enumeracion de capitulos sin referencia a l eontenido. Galdos selecciona los nombres de sus personajes y lugares de una manera s i g n i f i c a t i v a e i r o n i c a ; E l Amigo Manso, e l sabio d o c i l ; Dofia Perfecta, l a mujer "honrada" supues-tamente; Juanito Santa Cruz, e l autor usa e l diminutivo para exponer l a paradoja de una persona i n f e r i o r que se cree rey; Leon Roch, nombre fuerte y resoluto, hasta con c i e r t a ferocidad; Maria, nombre b l b l i c o ; Caballuco, que suena a algo tosco e inculto; Maximiliano, tiene e l tim-bre de alguien enfermizo y d e b i l ; Pepe Rey, e l apellido parece ind i c a r su f a l t a de tolerancia y su incapacidad de actuar a tiempo, t i p i c o de los monarcas; Orbajosa, Urbs Augusta; Villahorrenda; entre otros que dan un timbre a l olde de inconfundible i r o n i a . En Galdos tambien se nota e l uso de l a jerigonza, del idioma vulgar de l a plebe; de palabras como algazara, - 102 -p i l l o , tunante, p i l l i n , chavala , entre otras . Hace r e f e r e n -d a a l acento Catalan y a las cualidades de a n t i p a t i a y ar ro -gancia de los catalanes cuando introduce l a f i g u r a d e l coro-nel E v a r i s t o F e i j o o . Entre e l c l e r o pone en evidencia e l frecuente uso de latinistnos y refereneias c l a s i c a s . De todo esto viene l a conclusion l o g i c a de que sus personajes no son solo productos de l a imaginacion, sino que correspondian a un t ipo muy r e a l . Sus conocimientos d e l pueblo espafiol le animaron a p i n t a r l o con todos sus sufr imientos , sus bajezas, sus mise-r i a s y sus verguenzas; pero aunque lo describe con real ismo, lo hace s i n tendencia pesimista . Ya que en e l i d e a l de Galdos prevalece e l amor f r a t e r n a l y l a t o l e r a n c i a de los defectos y de las locuras de todo ser humano. Para e l l a lucha de l a v i d a no t iene necesariamente consecuencias f a -ta les n i t r a g i c a s . Nunca h a l l a ninguna situaci5n irreme-diable n i desesperada porque todo hombre y toda nacion^por decadente que sea, puede encontrar a l f i n l a redencion. Siempre hay modo de res tablecer armonla en l a v i d a para que nadie perezea a causa de l a sociedad o de las c i r c u n s -tancias . Como l a sociedad ayuda a formar e l caracter d e l i n d i v i d u o , es te , a menos que sea muy f u e r t e , no puede com-portarse bien en una sociedad corrupta . A veces debe sus - 103 -defectos y debilidades a los hechos de sus antepasados, pero estos pueden i r creciendo o disminuyendo en gravedad de acuerdo con e l ambiente en que viven. A l trazar e l desarrollo de sus caracteres no es solo un sicologo cu-rioso o un tnoralista f r i o y condenador, sino un hombre c r i s t i a n o que siempre perdona a l hermano con t a l que este tenga razon. Esa actitud comprensiva muestra l a in f l u e n c i a de sus autores fa v o r i t o s , Cervantes y Dickens; cuyas cualidades de compasion y buen humor son siempre admirables. En e l d e s f i l e de personajes aparecen los tipos pesados, los ostentosos, los pequefios burocratas y los mercaderes. Entre las mujeres figuran las amas de casa, las malgastadoras, las f r i v o l a s , las beatas y las mujeres de mala vida. Sobre todo se encuentra bien retratada l a f a m i l i a entera desde los padres hasta los mas c h i q u i l l o s en medio de un ambiente t i p i c o de discusiones y disputas, de preocupaciones y deseos, un ambiente de tareas d i a r i a s , de presupuestos y gastos. Aunque tenia de vez en cuando una u otra amiga nunca se caso. Una hermana suya manejaba l a casa en que residian los dos en Madrid. Pero a pesar de ser soltero, comprendia y d e s c r i b i a l a vida de los casados con i n c r e l -ble destreza. Podia c r i t i c a r con una sonrisa las flaquezas femeninas. - 104 -En l a mujer de aquellos dlas encontro encarnado e l deseo de aparentar lo que en realidad no era. Por supuesto e l resultado de hacerse ilu s i o n e s se manifesto en l a disipacion o e l gasto i n u t i l , tendencia muy paten-te entre los habitantes y dependientes de l a eorte de Isabel II. Este tipo de mujer burguesa, t a l como l a Marquesa de T e l l e r l a , aparece frecuentemente a traves de su obra. En e l hombre encontro una f a l t a de voluntad, una apatla espantosa, como en Juanito Santa Cruz, o una pasividad e indecision ante l a oposicion que no podia menos que conducir a l desastre como en Pepe Rey, Leon Roch y hasta en e l Amigo Manso. Estos tres hombres, hom-bres bien educados e in t e l i g e n t e s , pero todos tres inca-paces de actuar a tiempo y poder prevenir l a desgracia. Parece insinuar, Galdos, con estos tres tipos a Espafia misma que actuando tardlamente siempre se encuentra en un enredo insoluble por haberse cegado a l problema en e l momento oportuno. E l resultado d e l elemento perezoso del hombre meridional, debido en parte a l clima y en parte a algo inherente a su propia naturaleza; agravada por e l fatalismo moro, conduce a un estado permanente de i n a c t i -vidad. A l dejar para mafiana lo que se puede hacer hoy no se logra nada. Galdos y Eca sienten una urgencia fuerte de tener - 105 -que despertar a sus respectivos paises del estado de apatia, en que se encontraban. Estan obligados a desembarazar sus paises de una actitud f a t a l l s t i c a , de una interpretacion ro-mantica que echaba l a culpa a l destino y no a su propia i n -competencia. Para Galdos e l problema se encontraba en' l a sociedad urbana, tres de las cuatro novelas desarrollandose en Madrid, y l a cuarta en Orbajosa una c a p i t a l de provincia, una verdadera f o r t a l e z a de tradicionalismo e int o l e r a n c i a . Su interes se d i r i g i o siempre a l a ciudad espafiola. Aunque hablaba de su deseo por las ideas modernas y extranjeras, e l mundo mas a l i a de Espafla no figuraba en sus obras. Es naeional mas que internacional; mientras que Eca es naeio-nal e internacional y su interes se divide entre l a socie-dad urbana y l a r u r a l . Este encarna los valores t r a d i c i o -nales Portugueses; l a delicadeza, l a nobleza, l a benevolen-c i a y l a i n e f i c a c i a . E l sentimiento l l r i c o de Eca se consa-gra en sus descripelones de l a escena r u r a l portuguesa y del paisaje portugues. Galdos, careciendo de este sentimiento, se concentra en los personajes excluyendo l a descripcion de l a naturaleza. Eca, cosmopolita y con inclinaciones roman-t i c a s , en A Reliquia traslada l a escena a Palestina; en 0 Primo B a z i l i o trae a B a z i l i o de Paris; en A I l l u s t r e  Casa de Ramires manda a Goncalo a l A f r i c a ; e l paisaje y e l ambiente de estos paises extranjeros siempre retratados - 106 -en parrafos descriptivos de una b e l l e z a l i r i c a incomparable. Para Galdos era esencial transmitir su punto de v i s -ta y r e c u r r i a por eso a todo a r t i f i c i o para hacer su mensaje lo mas evidente posible. E l uso continuo de l a jerigonza demuestra bien su atraccion por lo popular t r a d i c i o n a l y lo sumamente espaflol, es decir, e s c r i b i a acerca de Espafia y para los espanoles. De t a l forma, pues, que sus obras para poder ser apreciadas a fondo requieren un conocimiento intimo del caracter espafiol, lo que hace que estas pierdan un poco de universalidad. ... en l a l i t e r a t u r a no debia haber mas que memorias, es decir, relaciones de lo que le ha pasado a l que escribe. 5 - 107 -APARTES PARTE I CAPITULO I ''"Jules G a u l t i e r , en Andre Maurois, Seven Faces of Love t r a d . Haakon M. C h e v a l i e r , ed. Dolphin (New York, 1962), pag. 147. CAPITULO IV ^Benito Perez Galdos, E l Amigo Manso T ed. A u s t r a l , (Argentina, 1954), pag^ 16 2 I b i d , pag. 16 3 I b i d , pag. 19 4 I b i d , pag. 23 5 I b i d , pag. 25 6 I b i d , pag. 27 7 I b i d , pag. 31 8 I b i d , Pag. 31 * I b i d , pag. 62 1 0 I b i d , pag. 35 n i b i d , pag. 59 1 2 I b i d , pag. 63 1 3 I b i d , pag. 200 1 4 I b i d , Pag. 220 1 5 I b i d , Pag. 190 1 6 I b i d , Pag. 223 1 7 I b i d , Pag. 226 - 108 -PARTE I I CAPITULO I Ega de Queiroz, Cartas de I n g l a t e r r a , en Alvaro L i n s , H i s t o r i a L i t e r a r i a de Eca de Queiroz,, 3ra. ed. L i v r a r i a Bertrand. ( L i s b o a , 1959), pag. 23 Proudhon, C e l e b r a t i o n du Dimanchej en Al v a r o L i n s , H i s t o r i a L i t e r a r i a de Ega de Queiroz,, pag. 47 'Eca de Queiroz, Correspondencia, en Alvaro L i n s , H i s t o r i a  L i t e r a r i a de Eca de Queiroz, pag. 73 CAPITULO I I 1 Eca de Queiroz, 0 Primo B a z i l i o , ed. L e l l o e IrmSfo. (Porto, n.d.), pag. 556 CAPITULO V 1 Eca de Queiroz, A I l l u s t r e Casa de Ramires, ed. L e l l o e Irmao, (Porto, n. d. ), pag. 456 PARTE I I I CAPITULO I "'"Benito Perez Galdos, Fortunata v J a c i n t a . Espasa-Calpe Argentina, S. A. (Buenos A i r e s , 1954), pag. 45 2 I b i d , pag. 48 o Benito Perez Galdos. Dofia P e r f e c t a , ed. Hernando (S. A.), Madrid, 1961, pag. 127 4 I b i d , pag. 29 5 I b i d , pag. 32 - 109 -6 I b i d , pag. 48 7 I b i d , pag. 53 8 I b i d , pag. 77 9 I b i d , pag. 78 ^ E c a de Queiroz, Prosas Barbaras, en Mario Sacramento, Ega  de QueiroZj Uma E s t e t i c a Da Ironia, Coimbra, ed. Ltda. , 1945 CAPITULO I I ^Galdos, Fortunata v J a c i n t a , pag. 23 CAPITULO I I I ^"Fortunata y J a c i n t a , pag. 406 2 I b i d , pag. 406 3 I b i d , pag. 214 4 I b i d , pag. 213 5 I b i d , pag. 482 6 Mario Sacramento, Eca de Queiroz, Uma E s t e t i c a Da I r o n i a , pag. 162 7 I b i d , pag. 72 CAPITULO V 1 Eca de Queiroz, As Farpas, en Mario Sacramento, pag. 63 9 Joaquin Casalduero, Vida y Obra de Gald5s, 2da. ed. E d i t o r i a l Gredos (Madrid, 1952), pag. 26 3 Menendez y Arranz, Un Aspecto de l a Novela Fortunata y  J a c i n t a , Madrid, 1952, pag. 15 4As Farpas, en Mario Sacramento, pag. 43 ^Menendez y Arranz, pag. 18 - 110 -BIBLIOGRAFIA SELECCIONADA Alonso, Amado. Materia v forma en poesia. B i b l i o t e c a Rom. Hisp. Ed. Gredos, Madrid, 1955. Bougie, C. Proudhon. L i b r a i r i e F e l i x Alcan, Paris, 1930. Brenan, Gerald. The Literature of the Spanish People. Meridian Books, New York, 1960. Brenan, Gerald. The Spanish Labyrinth. 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