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Macondo como centro estructural narrativo en las novelas de Gabriel Garcia Marquez Saba, Clara Helena 1971

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MACONDO COMO CENTRO ESTRUCTURAL NARRATIVO EN LAS NOVELAS DE GABRIEL GARCIA MARQUEZ by CLARA HELENA SABA B.A., Universidad de Los Andes, 1968 A THESIS SUBMITTED IN PARTIAL FULFILMENT OF THE REQUIREMENTS FOR THE DEGREE OF MASTER OF ARTS i n the Department of HISPANIC AND ITALIAN STUDIES We accept t h i s t h e s i s as conforming to the requ i r e d standard THE UNIVERSITY OF BRITISH COLUMBIA December, 1 9 7 1 . In presenting t h i s thesis in p a r t i a l f u l f i l m e n t of the requirements for an advanced degree at the University of B r i t i s h Columbia, I agree that the Library shall make i t f r e e l y available for reference and study. I further agree that permission for extensive copying of t h i s thesis for scholarly purposes may be granted by the Head of my Department or by his representatives. It is understood that copying or publication of this thesis for financial gain shall not be allowed without my written permission. Department of Hispanic and I t a l i a n Studies The University of B r i t i s h Columbia Vancouver 8, Canada D u m b e r 2^ r Q 1Q71 i i SUMARIO E l p r opdsito de es t a t e s i s es e s t u d i a r l a s obras de G a b r i e l G a r c i a Ma'rquez extrayendo de e l l a s l o s elemen- tos que paulatinamente van formando e l universo p a r t i c u l a r de Macondo. Cada obra esta' a n a l i z a d a separadamente, destacan- do l a s c a r a e t e r i s t i c a s qae contribuyen a a c l a r a r e l tema c e n t r a l . E l ultimo c a p i t u l o , dedicado a Cien Afios de Sole- dad, viene a ser e l compendio d e l presente e s t u d i o . i i i OBRAS DE GABRIEL GARCIA MARQUEZ La Hcgarasca 1955 Monologo de Isabel viendo Hover en Macondo 1955 E l Coronel no tiene quien l e escriba 1958 Los Funerales de l a Mama'Grande 1962 E l mar del tiempo perdldo 1962 La Mala Hora 1962 Cien Afios de Soledad 1967 i v INDICE Pagina INTRODUCCION v CAPITULO I : La Hojarasca 1 CAPITULO I I : E l Coronel no t i e n e quien l e e s c r i b a 15 CAPITULO I I I : Un d i a despues d e l sabado 23 CAPITULO IV : La Mala Hora 29 CAPITULO V : Cien Anos de Soledad 38 CONCLUSION 57 BIBLIOGRAFIA 61 V INTRODUCCION En l a s obras de G a b r i e l G a r c i a Marquez puede con- s i d e r a r s e a l pueblo de Macondo como e l centro e s t r u c t u r a l . Es un elemento comiin a todas e l l a s y se nota desde l a p r i - mera, La Hojarasca, que e l autor v e i a ya como debia ser ese mundo, que solo consigue exponer claramente en su u l t i m a obra, Cien Afios de Soledad. Desde e l p r i n c i p i o G a r c i a Marquez t i e n e l o s datos que quiere consignar; segun e'l mismo, Macondo es solo l a i d e a l i z a c i d n de Aracataca, un pueblo situado en l a costa a t l a n t i c a colombiana, en e l cual t r a n s c u r r i o " su ninez. La h i s t o r i a que finalmente aparece en Cien Anos de Soledad es l a r e l a c i o n de sucesos ocurridos en ese pueblo, r e f e r i d o s por sus abuelos cuando era n i f i o . A trave's de l a s obras se ve que l a lucha de Gar- c i a Marquez es por encontrar una forma adecuada para expre- sar ese mundo extrano de su n i f i e z . Ensaya d i f e r e n t e s formas 1 . "Quien l e a con cuidado a G a r c i a Marquez observara una l i n e a , l a mas importante de su obra, que parte de este l i b r o (La Hojarasca) continua en dos cuentos de Los Fu- nerales de l a •Mama' Grande ("La S i e s t a d e l Martes" y "Un d l a despues d e l sabado"), se detiene en un t e x t o p u b l i - cado en l a R e v i s t a Mexicana de L i t e r a t u r a (mayo - j u n i o de 1962}, E l mar d e l tiempo perdido, y concluye, robus- t e c i d a y m a g n i f i c a , en Cien Anos de Soledad. E s t a l i n e a se llama Macondo." v i de n a r r a c i d r i . En La Hojarasca encontramos una s e r i e de s o l i - l o q u i o s de t r e s personas d e l pueblo; mediante e l l a s e l autor pretende mostrarnos ese ambiente sdrdido y v i o l e n t o . S i n em- bargo se dio' cuenta de que ese no era e l camino adecuado, tanto a s i , que en ninguna de sus obras p o s t e r i o r e s l o vo l v i o ' a emplear. Su pro'xima obra, E l Coronel no t i e n e quien l e es- c r i b a , es una novela que sigue un camino completamente d i f e - r e n t e; toma l a v i d a de un sol o personage y a traves de e l l a t r a t a de presentar l a v i d a d e l pueblo. Despue's de es t a viene un l i b r o que po d r i a d e c i r s e es una obra completamente r e a l i s - t a : La Mala Hora, y entre estas dos l o s cuentos de Los Fune- r a l e s de l a Mama Grande, de l o s cuales l a mayoria se desa- r r o l l a n mas ampliamente en La Mala Hora, y t i e n e n tambien l a s mismas c a r a c t e r i s t i c a s de su forma n a r r a t i v a ; o t r o s , en cam- b i o , como Los Funerales de l a Mama Grande y Un d i a despue's d e l sabado, p r e l u d i a n ya a Cien Anos de Soledad. G a r c i a Marquez nota tambien que ese camino comple- tamente r e a l i s t a no s i r v e para expresar a Macondo; finalmen- te a l l l e g a r a Cien Anos de Soledad se da cuenta de que no es necesario r e l a t a r l a h i s t o r i a d e l pueblo s i n o en l a f o r - ma s e n c i l l a y c l a r a como su abuelo se l a hab i a contado. A s i es como l a nasracion rechaza toda oposicio'n entre l o r e a l y l o i r r e a l ; todos l o s sucesos, por extrafios que sean, se r e - l a t a n en una forma s e n c i l l a y c l a r a , l o cual da a l a novela e l c a r a c t e r m i t i c o , g eneralizador de l a h i s t o r i a hispanoame- v i i r i c a n a y por medio d e l c u a l eneontramos l a n a r r a c i o n comple- t a de ese mundo. En e s t a u l t i m a obra l o r e a l se ve a t r a v e s de l o i r r e a l . A ningun hecho se hace a l u s i d n d i r e c t a y a s i se consigue presentar una v i s i o n de l a v i d a completamente d e s l i g a d a de una l o c a l i z a c i o ' n exacta. "Macondo, mas un am- ,biente que un l u g a r , e s t a en todas partes y en ninguna". En e l camino que G a r c i a Mirquez Icecorre se ve que s o l o encontro' l a forma adecuada de expresion a l n a r r a r una h i s t o r i a e p i c a , m i t i c a , l a c u a l puede representar l a h i s - t o r i a hispanoamericana, y Macondo, a s i mismo, es no solo e l pueblo de l a costa colombiana, s i n o que tambien simbo- l i z a todo e l continente. Po.co a poco, a traves de l a s novelas y mediante l o s cambios en l a forma l i t e r a r i a , vemos l a c o n f i g u r a c i o n de Macondo. Desde e l p r i n c i p i o se nota que e l pueblo para G a r c i a Marquez es una obsesio'n. Todas l a s obras estan s i t u a - das en ese r i n c d n t r o p i c a l , asediado por l o s elementos natu- r a l e s - l a s l l u v i a s constantes, e l c a l o r , l a vegetacion-, cu- ya amenaza v i o l e n t a actua de t a l forma en l o s personajes que finalmente tenemos l a v i s i o n de una t i e r r a de d e s a s t r e s , en l a c u a l l a v i d a se hace imposible. G a r c i a Marquez nota que Macondo no se basa en personages - n i en su p l u r a l i d a d n i en su c a r a c t e r i z a c i d n p a r t i c u l a r . Macondo es, mas b i e n , una aglomeracidn de sucesos, y s o l o hasta que se cuenta su h i s - t o r i a ese mundo p e c u l i a r no se ve c l a r o , no se d e f i n e . Es v i i i por esto que ninguna de l a s obras a n t e r i o r e s a Cien Anos de Soledad presentan l a i d e a que Ga r c i a Marquez t e n i a de Macon- do. " E s c r i b i en ese momento un primer p a r r a f o que es e l mis- mo primer p a r r a f o que hay en Cien Alios de Soledad. Pero me d i cuenta de que no podia con e l "paquete". Yo mismo no c r e i a l o que estaba contando; pero como yo sa b i a que era c i e r t o l o que estaba contando, me d i cuenta tambien que l a d i f i c u l t a d era puramete t e c n i c a , es d e c i r , que no d i s p o n i a yo de l o s elementos tecnicos y d e l lenguaje pa- r a que esto f u e r a c r e i b l e , para que fu e r a v e r o s i m i l . En- tonces l o f u i dejando y trabaje' cuatro l i b r o s mientras tanto".- 5 Todas l a s obras a n t e r i o r e s a Cien Anos de Soledad daban datos e s p e c i f i c o s , sucesos p a r t i c u l a r e s de c i e r t o s per sonajes y es por esto que todas f r a c a s a n en su i n t e n t o . En cambio e s t a u l t i m a , una h i s t o r i a s i n tiempo exacto -en e l l a e l tiempo se di s g r e g a , f l o t a - r e l a t a l o s hechos extranos de ese pueblo que por su intemporalidad y l a v i s i o n d e s l i g a d a de una l o c a l i z a c i o n exacta puede encarnar l a h i s t o r i a ameri- cana con sus mitos y leyendas f a n t a s t i c a s . i x INTRODUCCION 1 Nueve Asedios a Ga r c i a Marquez. Emmanuel C a r b a l l o , "Ga- b r i e l G a r c i a Marquez, un gran n o v e l i s t a latinoamericano". Santiago: Ed. U n i v e r s i t a r i a , 1969? P» 2 7 . 2 Luis Harss, Los Nuestros. " G a b r i e l G a r c i a Marquez, o l a cuerda f l o j a " . Buenos A i r e s : Ed. Suramericana, 1 9 6 6 , p. 38i+. 3 Nueve Asedios a Garc i a Marquez. Jose Miguel Oviedo, "Ma- condo: Un t e r r i t o r i o magico y americano" p. 8 9 . CAPITULO I LA HOJARASCA En e l mundo d e s c r l t o por Gar c i a Marquez en La Ho- .iarasca ya encontramos l a mayor parte de l a s c a r a c t e r i s t l c a s que componen a Macondo, que se i r a n d e s a r r o l l a n d o en l a s o- bras p o s t e r i o r e s y que luego alcanzaran su cima en Cien Anos de Soledad. La Ho.iarasca es l a primera obra de Ga r c i a Marquez, pero en e l l a ya se descubre e l mito que encarna Macondo. To- dos l o s elementos t i p i c o s d e l pueblo estan presentes en es- t a obra. Siendo su primera produccion se pueden notar l a s i n - f l u e n c i a s de otros autores, y como e l mismo d i c e , este l i b r o debe mucho a Faulkner. Se nota especialmente l a i n f l u e n c i a de As I l a y Dying en cuanto a l a forma l i t e r a r i a que adopta; l a obra e s t a compuesta por l o s s o l i l o q u i o s de t r e s persona- jes - e l Coronel, su h i j a I s a b e l y e l n i e t o - que de comenzar por presentarnos sus opiniones sobre l a s i t u a c i d n que e o n s t i - tuye e l nucleo de l a obra - e l e n t i e r r o d e l Doctor- pasan, d e l segundo c a p i t u l o en adelante a ser narradores en t e r c e - r a persona d e l ambiente, l o s personages y l a h i s t o r i a d e l pueblo. En e l primer c a p i t u l o vemos como todo se r e f i e r e a l Doctor y a l acontecimiento a c t u a l -su e n t i e r r o . E l nino, I s a - b e l y e l Coronel expresan sus opiniones sobre e l l o s , s i n en- t r a r en l a h i s t o r i a de Macondo; pero durante e l r e s t o de l a 2 obra, teniendo como centro a l Doctor y su extravagante com- portamiento, que aun despues de muerto domina a l pueblo, l a s mismas t r e s personas nos muestran toda l a h i s t o r i a , l a s c a r a c t e r i s t i c a s y l a gente de Macondo, cambiando a s i e l t o - no de l a novela. Dejan a un lado su opinio'n personal y, o narran l o s sucesos en una forma totalmente o b j e t i v a , o p i e n - san en sus propios problemas s i n acordarse mas d e l Doctor. De e s t a forma se nota un d e s e q u i l i b r i o en l a com- p o s i c i d n de l a novela; en e l primer c a p i t u l o encontramos a l o s personajes en l a s i t u a c i o n presente, pero e l problema es que e s t a se agota y en adelante e l l o s no se l i m i t a n ya a l a s i t u a c i o n c e n t r a l s i n o que describen todo l o r e f e r e n t e a l pueblo. Por e s t o , desde aqui se nota facilmente e l am- biente de m i s e r i a e s p i r i t u a l , rencor y odio que c a r a c t e r i z a a l o s habitantes de Macondo. "Me i n t r a n t r a n q u i l i z a l a i d e a de que salgamos a l a ca- l l e , dentro de un momento, siguiendo un ataud que a na- d i e i n s p i r a r a un sentimiento d i s t i n t o de l a complacen- c i a " , comenta I s a b e l r e f i r i e n d o s e a l hecho de l a o p o s i c i o n de l a gente a l e n t i e r r o d e l Doctor, pues es solo e l v i e j o Coronel quien se empena, y finalmente l o g r a , e l cumplimiento de su promesa, e n t e r r a r a l Doctor. Desde es t a obra e l autor t i e n e l a i d e a de e s c r i b i r l a h i s t o r i a de Macondo,mpero probablemente, dejandose i n - f l u e n c i a r demasiado por sus experiencias l i t e r a r i a s equivo- ca e l acercamiento a l tema. Trata de contar l a h i s t o r i a d e l 3 p u e b l o a trave's de l a memoria de l o s per sona je s y es p r e c i s a - mente por e s to que tambien en e l l o s 3e e n c u e n t r a un d e s e q u i - l i b r i o , puesto que no mas comenzando por l a d i f e r e n c i a de edades - l o s per sona je s a c t i v o s a q u i r e p r e s e n t a n t r e s gene- r a c i o n e s d e l p u e b l o - es e l abuelo q u i e n m^s r e l i e v e a d q u i e - r e , m i e n t r a s que I s a b e l , su h i $ a y e l n i n o , se van b o r r a n d o , empequefieciendo cada vez mas. No s o l o vemos que sus a p r e c i a - c iones sobre e l D o c t o r y e l hecho que m o t i v a a l C o r o n e l a empenarse en e l e n t i e r r o , son cada vez mas a l e j a d a s de l a r e a l i d a d , • s i n o que tambie'n l o s s o l i l o q u i o s d e l n i n o , e spe- c i a l m e n t e , y de I s a b e l un poco menos, son mas e s p a c i a d o s , c o r t o s y de un c a r a c t e r mas s u b j e t i v o , m i e n t r a s que e l C o r o - n e l v a tomando mayor i m p o r t a n c i a y sus comentar ios son mas l a r g o s y f r e c u e n t e s a medida que avanza l a o b r a . Desde e s t a n o v e l a se n o t a como l a l u c h a de G a r c i a Marquez es por e n c o n t r a r una forma n a r r a t i v a a p r o p i a d a p a r a t r a n s c r i b i r l o s hechos contados por su a b u e l o , que son e l fondo de l a h i s t o r i a de Macondo. E n e s te p r i m e r a c e r c a m i e n - t o a l tema G a r c i a Marquez q u i e r e i n t r o d u c i r ese mundo m i t i - co en una n o v e l a r e a l i s t a , por e s t o l u c h a con a c t i t u d e s que no concuerdan con e l mundo mag ico , m i t i c o que r e p r e s e n t a Ma- condo. A s i en l o s momentos en que sucesos o per sona je s se s a l e n o a l e j a n de l a r e a l i d a d c o t i d i a n a acude a F a u l k n e r t r a t a n d o de j u s t i f i c a r l o s mediante una t e c n i c a d i f e r e n t e . Elementos F a u l k n e r i a n o s hay muchos en e l ' l i b r o ; se pueden ver desde l a forma de n a r r a r , en f r a s e s con estruc- t u r a s c a s i i g u a l e s , no s 6 l o a l a novela As I Lay Dying s i n o a obras p o s t e r i o r e s y mas perfeccionadas como es Absalom 1 Absalom 1 Aiin l a concepcion de v a r i o s personajes es muy pa- r e c i d a a otros de Faulkner. Por ejemplo e l Doctor que ha muerto, siendo un hombre v i o l e n t o , muy d i f i c i l o c a s i impo- s i b l e de conocer, con esa p s i c o l o g i a tan extrana es una per- sona t i p i c a de l a s obras d e l autor americano. En e l tratamiento d e l tiempo tenemos otr o elemen- to que r e f l e j a una marcada i n f l u e n c i a F aulkneriana. Se i n - tuye ya e l tiempo de Cien Anos de Soledad. Es e l tiempo es- tancado, que no pasa; l a interminable espera, e l i n s t a n t e eterno en que nada sucede. "Pero entonces e l nino vuelve a moverse y hay una nueva transformacion en e l tiempo. Mientras se mueva a l g o , puede saberse que e l tiempo ha t r a n s c u r r i d o . Antes no. 2 Antes de que algo se mueva es e l tiempo eterno (...)". Debido a l a u t i l i z a c i . d n de l o s s o l i l o q u i o s , en e s t a obra se encuentran dos tiempos: e l externo, aproximadamente una ho- r a , l a de l a s i e s t a , en e l cua l se evocan 25 anos de l a h i s - t o r i a de l a poblacidn. "Por medio d e l puente que es e l mondlogo i n t e r i o r i n c e - sante, operando sobre l a memoria i n v o l u n t a r i a , se l o g r a que l o s sucesos " f l o t e n " s i n d e s a c t u a l i z a r s e n i moderar sus p e r f i l e s , alimentados por e l rencor, l a esperanza desmedida o-jla ansiedad de e x i s t e n c i a s miserables y me- canizadas". Las mismas f r a s e s r e f l e j a n esa eternidad d e l tiempo. La ima- 5 g i n a c i d n r e f l e j a conciencias mas r i c a s , mas amplias en ese tiempo detenido que en e l minuto d e l tiempo r e a l . Ademas, como en Faulkner, se encuentran muchas r e p e t i c i o n e s : a l contar desde l a c o n c i e n c i a de l o s personajes un suceso d e l pasado, este hecho confluye v a r i a s veces. Se busca un pre- sente continuo, prolongado, que borre l a d i s t a n c i a con e l pasado y de este modo nos s i t u e igualmente cercanos a todos l o s acontecimientos, y a s i parece como s i a l contar nueva- mente, o rememorar e l hecho, este v o l v i e r a a v i v i r s e . Ade- ma's se encuentra v a r i a s veces l a r e p e t i c i o n v e r b a l d e l he- cho. A l f i n a l d e l primer monologo d e l nino tenemos "Vuelve a p i t a r e l t r e n , cada vez mas d i s t a n t e y pienso de repente: Son l a s dos y media". y en e l s i g u i e n t e , en e l de su ma- dre aparece e l mismo hecho. "Oigo p i t a r e l t r e n en l a u l t i - ma v u e l t a . "Son l a s dos y media", pienso". En e s t a obra ©arcia Marquez p a r t i o de l a a s i m i l a - c i o n de un autor, pero t a l vez no tuvo en cuenta que l a forma de l a n a r r a c i o n no era una motivacidn s u f i c i e n t e pa- r a l a obra. P a r t i d de una s i t u a c i o n , que se agota en e l primer c a p i t u l o , y por esto debid transformar su p r o p o s i t o i n i c i a l : de conciencias que comentan e l suceso y dan sus impresiones -como en As I Lay Dying- se co n v i e r t e n en na- rradores de l a h i s t o r i a d e l pueblo, que presentan persona- j e s , costumbres y heends. Ese pueblo m i t i c o , m a r a v i l l o s o que es Macondo, e l 6 autor ya l o t e n i a i n t u i d o desde e s t a obra; e l espacio que presenta es cerrado, completamente formado. Sabia tambien que su propo'sito era n a r r a r l o s mitos que forman e l carac- t e r d e l pueblo; pero no encontraba l a forma apropiada. Por esto en todas l a s obras de G a r c i a Marquez vemos como se i n - t e n t a de d i v e r s a s formas contarnos l a h i s t o r i a de Macondo. La n a r r a c i o n da muchas v u e l t a s , rodeos, pero siempre es bus- cando un acercamiento mas apropiado a l mismo tema. La Hojarasca, aparentemente e s c r i t a algunos anos antes, aparecio' publicada en 1 9 5 5 , mientras G a r c i a Marquez se encontraba en Europa. "(...) sus amigos colombianos descubrieron en un cajdn de su e s c r i t o r i o de Bogota, e l manuscrito de una novela que habia terminado poco antes de p a r t i r de Colombia y que por un exagerado sentido de a u t o c r i t i c a , h a b i a d e c i - dido no p u b l i c a r . Sus amigos. -manu^militare- l l e v a r o n e l manuscrito a l a imprenta (...)". Pero posiblemente debido a que G a r c i a Marquez a l ver que l a forma n a r r a t i v a escogida para e s t a novela no era l a a- propiada para su acercamiento a l a h i s t o r i a de Macondo, de- c i d i o guardar e l manuscrito y no p u b l i c a r l o . Esto podemos n o t a r l o mas s i se ve que en sus novelas p o s t e r i o r e s . n o u t i - 4 l i z o nunca e l s o l i l o q u i o . Encontramos aqui como Macondo e s t a personalizado en l a s d i f e r e n t e s f i g u r a s d e l pueblo: e l Coronel, e l Doctor, e l Cura, I s a b e l , e t c . La p r i n c i p a l c a r a c t e r i s t i c a , comun a todos e l l o s es e l f r a c a s o . T a l vez una de l a s causas, o l a 7 p r i n c i p a l , d e l odio de l a gente por e l Doctor, es que e l l o s ven como e l medico encarna e l f r a c a s o , en su v i d a , d e l que todos son p a r t i c i p e s . Macondo es un pueblo a l que l l e g a l a gente huyendo de l a d e s t r u c c i d h de l a s guerras c i v i l e s , y como s i no f u e r a poco, repentinamente con l a compafiia bana- nera viene "La Hojarasca" que proporciona a l pueblo tantos d e s a s t r e s , pues a l abandonarlo, l o deja en l a r u i n a , no so- l o m a t e r i a l s i n o moral, y a p a r t i r de ese momento Macondo es un pueblo muerto, de fantasmas, en e l que l o s sentimien- tos que imperan son e l rencor y l a venganza. "De spue's de l a guerra, cuando vinimos a Macondo y apre- ciamos l a c a l i d a d de su s u e l o , sabiamos que l a hojarassca habia de^venir alguna vez, pero no contabamos con su lm- petu. A s i que cuando sentimos l l e g a r l a avalancha l o u n i - co que pudimos hacer fue poner e l p l a t o con e l tenedor y e l c u c h i l l o detras de l a puerta y sentarnos pacientemen- te a esperar que nos conocieran l o s recie'n l l e g a d o s . En- tonces p i to* e l t r e n por primera vez. La Hojarasca v o l t e o , s a l i d a r e c i b i r l o y con l a v u e l t a p e r d i d e l impulso, pe- ro l o g r d unidad y s o l i d e z , y s u f r i d e l n a t u r a l proceso de fermentacidn y se in c o r p o r d a l o s ge'rmenes de l a t i e - r r a " . ' Otra de l a s c a r a c t e r i s t i c a s de Macondo y sus po- bladores es l a i r r e a l i d a d en que v i v e n o han v i v i d o . I s a b e l anota v a r i a s veces este aspecto de su v i d a y personalidad. "No se s i fueron l a s c i r c u n s t a n c i a s en que se desenvol- vio' mi v i d a durante l a i n f a n c i a ^ y l a ado l e s c e n c i a , l o que me daba en este tiempo una nocidn i m p r e c i s a de l o s he- chos y l a s cosas". Aiin sus r e l a c i o n e s con M a r t i n , su esposo, l a s recuerda en l a misma fea?ma vaga e i r r e a l , p e c u l i a r de su c a r a c t e r . "Un ano antes de casarme con e l , yo recordaba a M a r t i n a t r a - 8 ves de ana vaga atmosfera de i r r e a l i d a d " A l o l a r g o de l a obra M a r t i n es s o l o una f i g u r a nebulosa "(...) i n a s i b l e , cuyos unicos elementos concretos pare- c i a n ser e l bigote b r i l l a n t e , l a cabeza un poco ladeada h a c i a l a i z q u i e r d a y e l eterno saco de cuatro botones". ^ Lo mismo e l nino, su h i j o , l e parece a I s a b e l tan i r r e a l como M a r t i n . "Ser^n vanos ^todos mis s a c r i g i c i o s por este h i j o s i con- t i n u a pareciendose a su padre. En vano rogare''a Dios ̂ que haga de e l un hombre de carne y hueso, que tenga volumen, peso y c o l o r como l o s hombres". 1 1 E l Doctor es una persona extrana, que tambien par- t i c i p a de l a i r r e a l i d a d d e l ambiente. No se sabe su nombre, n i su or i g e n : "Nunca he podido saber s i t e n i a sus t i t u l o s en r e g l a . N i s i q u i e r a supe s i era frances como se suponia, n i s i conservaba recuerdos de una f a m i l i a que debi d tener, pe- ro de l a que nunca d i j o una palabra. Ese d i a -despues de cinco anos de v i v i r en l a misma^casa (...)- c a i en l a cuenta de que n i s i q u i e r a conociamos su nombre". ^ Para presentar a Macondo, aqui Garcia Marquez t o - dav i a no ha encontrado l a expresidn d e f i n i t i v a , principalmen- te por una confusion en l a forma de i n t r o d u c i r a l o s perso- najes y a l pueblo. A este l o ve como a un elemento genera- l i z a d o , s i n c a r a c t e r i s t i c a s i n d i v i d u a l e s , todo l o c o n t r a - r i o de l o s personajes, siendo s i n embargo que ambos elemen- tos se i d e n t i f i c a n en su v i s i o n . En todas l a s obras de Ga r c i a Marquez encontramos l a h i s t o r i a de Macondo siempre presente, pero en est a obra e s t a basada en v a r i o s motivos, repetidos a l o l a r g o d e l l i - 9 bro, no en l a m i t i c a hispanoamericana como luego aparecera en Cien Anos de Soledad. Este sera" e l camino que i n t e n t e a medida que e s c r i b e sus obras: l a transformacio'n de su acer- camiento a l tema, por medio de motivos, personajes y f i n a l - mente de l a h i s t o r i a m i t i c a de un pueblo en e l que no se da mayor importancia n i a sucesos n i a personajes, s i n o que se n a r r a l a v i d a c o t i d i a n a . G a r c i a Marquez ha i n t u i d o ya que Macondo es un l u - gar m i t i c o y es t a l vez por esto que l o s personajes de e s t a obra son caracteres tan e x t r a o r d i n a r i o s . En l a c r e a c i o n de un personaje se basa l a primera forma de presentar un mito y en La Hojarasca, en esas f i g u r a s , extranas y fabulosas a l mismo tiempo, encontramos l a i n t r o d u c c i d h a l mito de Macondo. Se sabe, pues e l mismo autor l o ha r e p e t i d o , que tanto hechos como personajes, en su mayoria, son l o s mismos que e l abuelo l e r e l a t o " cuando nino. Es por e s t o , t a l vez, que son t a n constantes a traves de su produccidn l i t e r a r i a y que salvo algunos retoques, l o que se encuentra en La Ho- j a r a s c a se vuelve a d e s c u b r i r en l a s otras novelas. Se puede ver como estos personajes no solo apare- cen en este primer l i b r o , s ino que todas sus obras poste- r i o r es van r e p i t i e n d o estas creaciones. Aunque l o s persona- jes no este'n completamente d e f i n i d o s , en l a s otras obras aparecen f i g u r a s con l a s mismas c a r a c t e r i s t i c a s que l a s de La Hojarasca, cada vez mas perfeccionadas. De e s t a forma po- 10 demos c o n s i d e r a r l a s no como creaciones i n d i v i d u a l e s sino mas b i e n como motivos constantes que configuran poco a po- co, y en union a l ambiente, l o t i p i c o de Macondo. E l Doctor, esa persona enorme y extrana, l a v o l - vemos a encontrar ma's tarde en Jose' Arcadio Buendia en Cien Anos de Soledad. Cuando e l Doctor l l e g a a l a casa d e l Coro- n e l , A d e l a i d a su mujer, l o confunde con un m i l i t a r , basan- dose en su presencia. Tiene a c t i t u d e s muy extranas, p r i n c i - piando por su alimentacio'n: "-Mire, s e n o r i t a . Ponga a h e r v i r un poco de h i e r b a y traigame eso como s i f u e r a sopa. (...) Entonces e l l a , sonriendo tambie'n, pero visiblemente atemorizada, l e preguntd: "Que' c l a s e de h i e r b a , Doctor." Y e l , con su parsimoniosa voz de rumiante:^^Hierba comun, senora, de esa que comen l o s burros". Este es uno de l o s motivos que impresionan mas a l a gente d e l pueblo; que no se alimente de carne sino de h i e r b a . Es tambie'n una persona que a pesar de v i v i r como un miembro de l a f a m i l i a en l a casa d e l Coronel, no hace nunca v i d a fami- l i a r : come en su cuarto, no sale sino para a s i s t i r a l a t e r - t u l i a de l a p e l u q u e r i a , y f u e r a d e l Coronel, no t i e n e n i n - gun o t r o amigo en e l pueblo. Su pasado es algo que siempre l o t i e n e apartado d e l r e s t o de l a gente, aunque nunca se nos cuenta que l e sucedio. " V i v i a entre l a gente de Macondo, pero d i s t a n c i a d o de e l l a por e l recuerdo de un^pasado contra e l cua l pare- c i a i n u t i l c u a l q u i e r t e n t a t i v a de r e c t i f i c a c i d n " . '4" Finalmente, desde e l d i a que abandona l a casa d e l Coronel, se e n c i e r r a en l a de " l a esquina" y no se l e v u e l - 11 ve a v e r , pu.es n i s i q u i e r a vuelve a a b r i r l a s puertas, has- t a e l d i a en que se s u i c i d a : aparece ahorcado con " l a misma soga que ha estado sosteniendole en l a hamaca durante mu- chos anos".^ ̂ Su enormidad, l a f a l t a de compenetracidn con e l pueblo, l a extraneza de su cara'cter, e l e n c i e r r o v o l u n t a r i o y finalmente su s u i c i d i o , son motivos que encontramos l u e - go en otras de l a s obras de Garcia Marquez. Como un dato i n t e r e s a n t e notamos que en e s t a obra, y en l a s p o s t e r i o r e s , l a mayoria de l o s personajes no t i e - nen nombre propio. A l r e f e r i r s e a e l l o s encontramos - e l Co- r o n e l , e l Doctor, e l A l c a l d e , e t c . - y es s o l o a l l l e g a r a Cien^Anosude Soledad que cada f i g u r a que aparece l l e v a un nombre d e f i n i d o . E l Coronel, es una de l a s f i g u r a s mas constantes de G a r c i a Marquez, y ademas ya desde e s t a obra es un perso- naje d e f i n i d o ) como todos, es una persona decepcionada de l a s guerras, y que debido a ese desengafio, deja t r a n s c u - r r i r l a v i d a s i n t r a t a r de imponer su voluntad, s i n t i e n d o que hay una f u e r z a s u p e r i o r que maneja e l universo y ante l a c u a l toda r e b e l d i a es i n i i t i l . Pero a pesar de ser t a n p a c i f i c o s , cuando consideran que se va a cometer una i n j u s - t i c i a , pase l o que pase se empeiian en defender l a buena ca&ga y en sacar adelante su i d e a . Son, como este Coronel de La Hojarasca se autodescribe "enteros de c o n c i e n c i a " . 12 A s i e s t e , se empefia en l l e v a r a cabo e l e n t i e r r o d e l Doctor, aunque sea l l e v a n d o l e l a c o n t r a r i a a todo e l pueblo. La soledad de l o s personajes es otr o motivo que se r e p i t e siempre. No es so l o que e l pueblo se s i e n t a a i s l a d o d e l r e s t o d e l p a i s , es que cada persona e s t a s o l a i n t e r i o r - mente. Es por esto que todo e l mundo se preocupa tanto por l o que pasa a su alrededor, y e l rencor y e l odio van au- mentando cada vez mas. Esto l o consideran como un escape a su tremenda soledad y a s i en sentimientos comunes - e l ren- cor alimentado durante tantos anos h a c i a e l Doctor- se des- qui t a n y se s i e n t e n acompafiados. Fuera de l o s motivos constantes en l a cr e a c i d n de personajes, hay otros que i n f l u y e n d e f i n i t i v a m e n t e en l a concepcidh de Macondo. La l l u v i a , e l c a l o r , l a s guerras c i - v i l e s , l a v i o l e n c i a , son "pestes" que amenazan de continuo a l pueblo. Es e l i n s o p o r t a b l e c a l o r d e l t r o p i c o en que t r a n s - curren l o s p r e p a r a t i v o s para e l e n t i e r r o d e l Doctor. " E l c a l o r es sofocante en l a p i e z a cerrada. Se oye e l zumbido d e l s o l por l a s c a l l e s , pero nada mas. E l a i r e es^estancado, concreto; se^tiene l a impresipn de que po- d r i a t o r c e r s e l e como una lamina de acero". Es, junto a l c a l o r , l a luminosidad d e l verano, que l o abar- ca todo: "Y antes de que tengamos tiempo de saber que sucede, irrumpe l a l u z en l a h a b i t a c i d n , de espaldas, poderosa y p e r f e c t a , porque l e han quitado e l soporte que l a sostuvo durante doscientos anos (...) Tambie'n l a l l u v i a , de l o s interminables i n v i e r n o s , 13 de l a que tenemos una descripcio'n en e l cuento "Mono'logo de I s a b e l viendo H o v e r en Macondo". Y a q u i , en La Ho.jarasca, l a misma I s a b e l piensa, en pleno diciembre, e l mes de ma's f u e r t e verano: "Estoy pensando que^lo unico que f a l t a ahora es que empiece a H o v e r " . " Este pueblo, a l que l a gente l l e g a huyendo de l a v i o l e n c i a , e s t a mareado por l a degeneracion de l a r a z a . Sus pobladores son p a r i e n t e s entre s i , - l o s padres de I s a - b e l eran primos hermanos entre s f - y este motivo l o r e p i t e y p e r f e c c i o n a hasta que en.Cien Anos de Soledad e l temor por " l a c o l a de iguana" con que naceran l o s h i j o s , es algo permanente. A s i vemos como e s t a obra, basada principalmente en l a r e p e t i c i o h de motivos, s i n t e t i z a l a atmdsfera d e l pue- b l o , que poco a poco d e s a r r o l l a r a y completara / els.autor en obras p o s t e r i o r e s . A Macondo l o encontramos como una pre- s e n c i a s i m b d l i c a , que encarna l a s c a r a c t e r i s t i c a s de una m i t o l o g i a hispanoamericana que en ese momento Ga r c i a Mar- quez esta' tratando de concretar. 1i+ CAPITULO I 1 G a b r i e l Garcia Marquez, La Ho.iarasca. Primera ed. gota': S.L.B. , 1 9 5 5 , p. 1 8 . 2 I b i d . , p.65 . 3 Nueve Asedios a G a r c i a Marquez. Mario Vargas Llos "Garcia Marquez: de Aracataca a Macondo" p. 1 3 8 . h G a b r i e l G a r c i a Marquez, La Ho.iarasca, p. 1 7 . 5 I b i d . , p. 2 0 . 6 Nueve Asedios a G a r c i a Marquez. Mario Vargas L l o s p. 1 3 1 . 7 G a b r i e l G a r c i a Marquez, La Ho.iarasca, p. 1 2 . 8 I b i d . j P- 7 5 . 9 l o c . c i t . 10 I b i d . , p. 7 6 . 11 I b i d . ? P« 1 2 0 . 12 I b i d . 5 P- 13 I b i d . , p. 61. 11*. I b i d . > P- 81 . 15 I b i d . 1 P- 3 5 . 16 I b i d . » P- 1 3 . 17 I b i d . » P- 1 3 6 . 18 I b i d . > P- 9 6 . 15 CAPITULO I I E L CORONEL NO TIENE QUIEN LE ESCRIBA E n e s t a segunda obra de G a r c i a Marquez , t e rminada en P a r i s en 1957, encontramos bas icamente e l mismo pueblo de L a Ho. j a rasca , pero pre sentado de una forma d i f e r e n t e . Emplea una te ' cn ica mas r e a l i s t a , o b j e t i v a , centrando t o d a l a h i s t o r i a en l a v i d a de un p e r s o n a j e , e l C o r o n e l , y a t r a - vels de e l se e n c u e n t r a a Macondo, con su gente r e n c o r o s a y e l mundo o p r e s i v o y s i n esperanzas que r e p r e s e n t a . E n r e a l i d a d , de l a v i d a d e l C o r o n e l se nos d i c e muy poco ; e l suceso mas impor tante f u e r o n l a s guerras c i - v i l e s , en l a s que, a l o s v e i n t e anos , s i endo e l t e s o r e r o de l a s f u e r z a s r e v o l u c i o n a r i a s , a l c a n z o / e l t i t u l o de c o r o - n e l . Desde ese momento, su v i d a ha s i d o una e spera c o n t i n u a p a r a c o n s e g u i r su p e n s i o n de v e t e r a n o , que l e p r o p o r c i o n e e l d i n e r o s u f i c i e n t e p a r a poder s u b s i s t i r . "Todos mis companeros se m u r i e r o n esperando e l c o r r e o . E l abogado no se a l t e r o . - L a l e y fue promulgada demasiado t a r d e - d i j o - . No todos t u v i e r p n l a suer te de us ted que fue c o r o n e l a l o s v e i n t e a n o s " . ' A s i como Macondo, a l que r e p r e s e n t a , e l C o r o n e l ha l l e v a d o una v i d a en funcio 'n d e l pasado , porque despues de acabadas l a s guerras no l e ha suced ido nada . E s t a ' e s tancado en e l t i empo , como e l p u e b l o , rememorando s iempre su h i s t o - r i a . "Un momento despues apago' l a lampara y se h u n d i o ' a pen- 16 sar en una oscuridad cuarteada por l o s relampagos. Se acordo de Macondo. E l Coronel espero' d i e z anos a que se cumplieran l a s promesas de Neerlandia. (...) Necesito' medio s i g l o para darse cuenta de que no habia tenido un 2 minuto de sosiego despue's de l a r e n d i c i o n de N e e r l a n d i a " . Como para e l Coronel, l a s guerras c i v i l e s son l o mas importante que ha sucedido en e l pueblo, representan una fecha d e c i s i v a , pues d i v i d e n l a h i s t o r i a de Macondo en l o s sucesos a n t e r i o r e s a l a guerra y en l a espera i n d e f i n i d a , e l tiempo muerto, que no pasa, de l o s anos p o s t e r i o r e s . La v i d a de ese pueblo es solamente un r e p e t i r s e de hechos, co- mo l o podemos ver en l a d e l Coronel. Los anos han pasado, pero l o unico que marca su transcurso es e l cambio de l a s e s t a c i o n e s , siempre i g u a l e s dentro de su misma monotonia. " E l v i s c o s o a i r e de octubre habia s i d o s u s t i t u i d o por una f r e s c u r a a p a c i b l e . E l Coronel volvio' a reconocer a diciembre en e l h o r a r i o de l o s alcaravanes".-^ E l Coronel ya sabe que en i n v i e r n o experimenta l a i sensacion de que "nacen hongos y l i r i o s venenosos en sus t r i p a s " , pe- ro tambieri que es s o l o cosa de esperar unos pocos meses y que con l a l l e g a d a d e l verano o t r a vez se s i e n t e mejor. Lo encontramos siempre esperando algo que se r e p i - t e ; l o mismo que su paseo de l o s v i e r n e s , a r e c i b i r l a l a n — cha d e l correo, en l a c u a l l e debe l l e g a r l a c a r t a que l e confirme l a aprobacion de su pensio'n, es e l l e v a n t a r s e t o - das l a s mananas a preparar un cafe que siempre e s t a ya c§.si completamente acabado. La obra comienza y termina d e s c r i b i e n - do a l Coronel en l a preparacion d e l c a f e : 17 " E l Coronel destapo" e l t a r r o de cafe'' y eomprobo" que no habfa mas de una cucharadita. R e t i r o " l a o l l a d e l f ogdh, v e r t i o " l a mitad d e l agua en e l p i s o de t i e r r a , y con un c u c h i l l o r a s p o ' e l i n t e r i o r d e l t a r r o sobre l a o l l a has- t a cuando se desprendieron l a s ultimas raspaduras d e l p o l - vo de cafe" r e v u e i t a s con dxido de l a t a ".^ Es tambien l a espera de l a s n o t i c i a s sobre e l p a r t i d o de o p o s i c i d n , que organiza unas g u e r r i l l a s - c o p i a de l a s gue- r r a s c i v i l e s - y que se nan r e p e t i d o con l a misma su e r t e : e l f r a c a s o . Y precisamente, este es e l sentimiento dominante en e l pueblo; l a gente ha fracasado en sus v i d a s , en sus i n - tentos de cambio, precisamente porque en Macondo e l tiempo no pasa, s i n o que se r e p i t e n constanternente l o s mismos su- cesos. A s i se sabe que aunque e l Coronel espera todos l o s v i e r n e s l a l l e g a d a de esa c a r t a , e s t a nunca vendra. Lo mis- mo que todos l o s i n t e n t o s de sublevacion seran r e p r i m i d o s , ese tiempo c i r c u l a r que c a r a c t e r i z a a Macondo, sera su des- t r u c c i d n . En medio de esas vidas estancadas en e l tiempo, e l " g a l l o de r i n a " d e l Coronel, h e r e n c i a de su h i j o , muerto en l a g a l l e r a por motivos p o l i t i c o s , encarna l a esperanza de un cambio. E l g a l l o y l a g a l l e r a son unos de l o s simbolos mas f u e r t e s d e l ambiente d e l pueblo. A pesar de todo, ese animal en e l que, no s o l o e l Coronel sino toda l a gente, c i - f r a una esperanza de redencidn, p a r t i c i p a de l a s c a r a c t e - r i s t i c a s de Macondo; v i v e tambien en un tiempo que no pasa, de una forma c a s i a r t i f i c i a l ; l o vemos en l o que responde e l Coronel cuando don Sabas l e pregunta por e l g a l l o : "-Ahi 18 e s t a e l g a l l o " . En e s t a f r a s e encontramps l a expresion de l a i n m o v i l i d a d y l a espera d e l cambio que son l a esen- c l a de l a obra. S i n i m p o r t a r l e su tremenda m i s e r i a , e l Coronel continda cuidando a l g a l l o , alimentandolo y manteniendolo en condiciones para l a p e l e a , pues en e l ve su salvacio'n. "Es un g a l l o que no puede perder" d i c e e l Coronel, hablan- do por toda l a gente. A s i , a l o l a r g o de l a obra se ve l a espera impaciente, no solo d e l Coronel sino de todo e l pue- b l o , por e l paso de l o s meses que acereara l a temporada de l a s r i n a s de g a l l o s , aiin sabiendo que en l a g a l l e r a v a r i o s de e l l o s moriran. "Pero ahora nadie se atreve a s o l t a r un buen g a l l o . Siern pre hay e l r i e s g o de s a l i r muerto a t i r o s de l a g a l l e r a " A s i , e l animal no s o l o representa e l ambiente de espera por algo que suceda, que modifique sus v i d a s , l a s de l a gente de Macondo, sino tambien e l c a r a c t e r v i o l e n t o d e l pueblo. E l g a l l o y l a g a l l e r a encarnan l a v i o l e n c i a , siempre r e p r i - mida, que desde l a e'poca de l a s guerras c i v i l e s impera en e l pueblo. La g a l l e r a siempre ha s i d o e l s i t i o de reunion d e l p a r t i d o r e v o l u c i o n a r i o y por esto es que es e l l u g a r donde han o c u r r i d o mas desastres. A l h i j o d e l Coronel l o mataron en l a g a l l e r a , a s i que en e l g a l l o no solo ve l a esperanza de un cambio de v i d a - e l dinero que tanto n e c e s i - t a - sino l a p o s i b l e v i c t o r i a sobre l o s representantes d e l 19 gobierno, pu.es a l f i n y a l cabo, no es e l Coronel quien pre- senta e l g a l l o , sino e l e s p i r i t u de su h i j o muerto. A s i se l o hace entender uno de l o s amigos de Agu s t i n : "Dese cuenta de l a s cosas, Coronel - i n s i s t i d . Lo impor- tante es que ponga usted^ en l a g a l l e r a e l g a l l o de Agus- t i n . E l Coronel l o penso'. "Me doy cuenta", d i j o . Por eso l o he tenido hasta ahora".? Y cuando ya comienzan l o s entrenamientos para e l animal, es todo e l pueblo e l que p a r t i c i p a de ese sentimiento de ven- ganza, o desquite h a c i a l a s autoridades. " E l g a l l o de pelea es un simbolo, un simbolo p o l i v a l e n - te que l o mismo representa l a v i c t o r i a que l a d e r r o t a , l a r e a l i z a c i o n personal que l a enajenacidn a un orden de cosas irremediables y s i n sentido".° En e s t a obra, ya mas d e s a r r o l l a d o que en La Hoja- r a s c a , e l medio ambiente a f e c t a en gran manera a l pgeblo y a su gente. " E l c a l o r aparece como un caldo de c u l t i v o para l a v i o - l e n c i a ; l a l l u v i a , como un obligado aplazamiento d e l des- t i n e Pero c a l o r y l l u v i a s i r v e n para i n m p v i l i z a r una mi- s e r i a v i s c o s a , fantasmal, reverberante" . 9 E l i n v i e r n o , por e l que a t r a v i e s a e l Coronel, es algo que amenaza a todo Macondo. Sus habitantes s u f r e n con esa interminable epoca de l l u v i a s que l o s a i s l a d e l r e s t o d e l mundo. Es una l l u v i a mondtona, que no se s i e n t e que au- mente o disminuya, pero que a l mismo tiempo destruye l a no- c i o n d e l c o r r e r de l o s d i a s . "Durante media hora s i n t i o l a l l u v i a contra l a s palmas d e l techo. E l pueblo se hundid en e l d i l u v i o . (...) Los durmid" e l rumor de l a l l u v i a . E l Coronel s i n t i o ' un l i - gero malestar en l o s i n t e s t i n o s . Pero no se alarmd. Es- taba a punto de s o b r e v i v i t a un nuevo o c t u b r e " . ^ 20 Es tanto e l i n f l u j o que e j e r c e l a l l u v i a en l o s habitantes de Macondo que es uno de l o s eleraentos determinantes d e l c a r a c t e r s o l i t a r i o de l a gente d e l pueblo. Y es peor, pues e l l o s saben que ano t r a s ario tendran que s u f r i r un i n v i e r n o i g u a l , como s i e l tiempo no progresara, no cambiara todo. En e s t a obra e l tratamiento d e l tiempo e s t a mas de- s a r r o l l a d o que en La Hojarasca. A q u i , por una parte se en- cuentra ese "tiempo c i r c u l a r " , que luego se vera mas c l a - ramente en Cien Anos de Soledad, representado en l a r e p e t i - c i d n exacta de acciones, como en l a v i d a d e l Coronel, en l a v u e l t a de estaciones completaraente exactas. Por o t r a p a r t e , eneajado en ese tiempo c i r c u l a r , encontramos uno "puntual" o sea e l estancamiento d e l tiempo. Nada sucede en e l pueblo, s o l o se encuentra una espera eterna por algo que de antema- no se sabe que no va a o c u r r i r , como l a l l e g a d a de l a c a r t a para e l Coronel o l a sublevacio'n de l a gente d e l pueblo y su v i c t o r i a . A l mismo tiempo notamos que tanto personas co- mo cosas e x i s t e n no en f u n c i d n d e l f u t u r o , ya saben que na- da nuevo o c u r r i r a , s i n o de l o que ha pasado, de su h i s t o r i a . E l Coronel, a quien no l e ha pasado nada desde l o s v e i n t e afXos, es un hombre v i e j o , l o mismo que e l pueblo, decepcio- nado de toda una v i d a que l o ha l l e v a d o a l f r a c a s o . Como e l , e l pueblo se ha d e t e r i o r a d o a causa de l a s guerras y de l a i n a c t i v i d a d de l a gente. Ese d e t e r i o r o de Macondo se puede ver en sus ca- 21 sas v i e j a s , en sus habitantes y sus pertenencias. Todo l o que t i e n e e l Coronel, ropas, muebles, e t c . , es de su juven- t u d , y con esto se expresa e l paso i n m o v i l i s t a d e l tiempo. "-Mira en l o que ha quedado nuestro paraguas de payaso de c i r c o - d i j o e l Coronel con una antigua f r a s e suya. AbricT sobre su cabeza un m i s t e r i o s o sistema de v a r i l l a s m e t a l i c a s - . Ahora so'lo s i r v e ^ p a r a contar e s t r e l l a s . Son- rio". Pero l a mujer no se tomo e l t r a b a j o de mirar e l pa- raguas. "Tpdo esta' a s i " . Murmuro/. "Nos estamos pudrien- do v i v o s " . 1 Se nota pues, que Macondo, a s i sea representado en un s o l o personaje, como e l Coronel, es mas un medio do- minante que determina e l c a r a c t e r de su gente. Es un ambi- t o con elementos permanentes que a l p e r f e c c i o n a r s e a t r a - vels de l a s obras, c o n s t i t u y e l o m i t i c o d e l pueblo de Cien Anos de Soledad. 22 CAPITULO I I 1 G a b r i e l G a r c i a Marquez, E l Coronel no t i e n e quien l e escrjjba. Buenos A i r e s : Sudamericana, 1 9 6 8 , p. 37- 2 I b i d . , p. 6 6 . 3 I b i d . , p. 8 7 . • *+ I b i d . , p. 7 . 5 I b i d . , p. 1 5 . 6 I b i d . , p. 7 5 . 7 I b i d . , p. 52 . 8 Nueve Asedios a G a r c i a Marquez. Emmanuel C a r b a l l o , p. 2 9 . 9 Nueve Asedios a G a r c i a Marquez. Mario B e n e d e t t i , "Ga- b r i e l G a r c i a Marquez o l a v i g i l i a dentro d e l sueno", p. 1 3 . 10 G a b r i e l Garcia Marquez, E l Coronel no t i e n e quien l e e s c r i b a , p. kh. 11 I b i d . , p. 1 0 . 23 CAPITULO I I I UN DIA DESPUES DEL SABADO De l o s cuentos que componen e l l i b r o de Los Fane- r a l e s de l a Mama Grande, "Un d i a despue's d e l sabado" y e l propio "Los Funerales de l a Mama Grande" se d i f e r e n c i a n no- toriamente de l o s demas; y es posiblemente debido a l cambio d e l tono de expresidn y de l a forma en que estan e s c r i t o s . Los otros cuentos son episodios cortos sobre l a v i d a de va- r i o s de l o s personajes de Macondo, pero en su mayoria se en- cuentran mas de s a r r o l l a d o s y acabados en La Mala Hora. S i n embargo, tambien entre "Un d i a despues d e l sa'- bado" y "Los Funerales de l a Mama Grande" e x i s t e n v a r i a s d i f e r e n c i a s . P r i n c i p i a n d o por e l tono en l a expresidn no- tamos desde e l comienzo que "Los Funerales de l a Mama Gran- de" es mas bi e n una b u r l a , una s a t i r a a l a p u b l i c i d a d que dan l o s p e r i d d i c o s a sucesos i n s i g n i f i c a n t e s . Desde e l p r i - mer p a r r a f o notamos e l tono s a t i r i c o que encontramos a l o l a r g o d e l cuento. "Esta es, i n c r e d u l o s d e l mundo entero, l a v e r i d i c a h i s - t o r i a de l a Mama Grande, soberana absoluta d e l r e i n o de Macondo, que v i v i d en funcio'n de dominio durante 92 anos y murid en o l o r de santidad un martes d e l septiembre pa- sado, y a cuyos funer a l e s vino e l Sumo P o n t i f i c e " . "Un d i a despues d e l sabado", en cambio, no presen- t a ningun aspecto de b u r l a , aunque l a conducta d e l padre An- t o n i o I s a b e l pueda p a r e c e r l o a s i , e l tono completamente se- 2h r i o , grave, de premonicion por algo t e r r i b l e que sucedera en un f u t u r o prdximo, l o c o n v i e r t e n en un cuento muy d i f e - rente a "Los Funerales de l a Mama Grande". Pero no solo e l tono de l a expresidn, l a forma en que e l cuento esta' e s c r i - t o , determina esa atmo'sfera de premonicio'n. Encontramos que e s t a compuesto por un ndmero de sucesos que aparentemente no t i e n e n c o n t i n u i d a d , n i r e l a c i o n entre s i ; son motivos su- perpuestos, s i n e x p l i c a c i d n n i union y l o que es mas n o t o r i o , que a ninguno se l e da mayor importancia sobre l o s dema's. Todos estan relatados con e l mismo cuidado, l a misma c a n t i - dad de d e t a l l e s pequeftos, dandoles a s i un v a l o r i g u a l . Es- t a misma f a l t a de e'nfasis a l o l a r g o d e l cuento, e l encontrar todo en un mismo piano, es l o que hace d e l cuento algo tan nuevo entre l a s obras de G a r c i a Marquez. En estos rasgos se nota ya e l tono de Cien Anos de Soledad en donde esa c a n t i - dad de aconteciraientos se encuentran narrados en un mismo piano, s i n e n f a t i z a r ninguno sobre l o s dema's. Tambien notamos en este cuento, y como un a n t i c i - po a su u l t i m a obra, l a presentacidn de hechos, que podrian considerarse como extratios, i r r e a l e s , de una forma t a n na- t u r a l , s i n p r e s t a r l e s mayor atenc i o n , para poder tomarlos como sucesos normales, comunes y c o r r i e n t e s . E l que l o s pa- jaros rompan l a s alambreras de l a s ventanas y vayan a mo- r i r s e dentro de l a s casas, se ve tan normal como l a i d a d i a - r i a d e l parroco a l a e s t a c i d n , o l a l l e g a d a d e l t r e n . E l 25 padre Antonio I s a b e l y l a senora Rebeca, n i s i q u i e r a habian notado ese fendmeno, hasta que o t r a gente se l o hace obser- var. "La sefiora Rebeca i r r u m p i o / e n l a so'rdi,da y r e v u e l t a o f i - c i n a y l o primero que vio' fue un monton de pa'jaros muer- tos sobre e l e s c r i t o r i o . Pero estaba ofuscada, en parte por e l c a l o r y en parte por l a indignacio'n que l e produ- jo l a r u i n a de sus alambreras. (...) su ofuscacidh l e impidio' i n c l u s o r e l a c i o n a r l a s ventanas de su casa con l a s de l a a l c a l d i a . Se p l a n t d con d i s c r e t a solemnidad a dos pasos de l a puerta, en e l i n t e r i o r de l a o f i c i n a , y apoyada en e l l a r g o y guarnecido mango de su s o m b r i l l a , d i j o : -Necesito poner una queja. (...) -Que es l a cosa? -Que l o s muchachos d e l v e c i n d a r i o rompieron l a s alambre- r a s . (...) -No son l o s muchachos, senora^ Son l o s pa'ja- ros . Y entonces fue cuando e l l a r e l a c i o n d l o s pa'jaros muertos sobre e l e s c r i t o r i o con e l hombre subido a l a es- c a l e r a y con l a s estropeadas redes de sus a l c o b a s " . 2 Realmente todos l o s sucesos, a l i r superponiendose unos a o t r o s , van formando un mundo cerrado, en e l que l o que no se d i c e , l o que se da por entendido es mas importan- te que l o s hechos mismos. Que " l l u e v a n " pajaros muertos, 6 haga tanto c a l o r - "Esto era en l o s ultimos di a s de j u l i o , y nunca en l a v i d a d e l pueblo h a b i a hecho tanto c a l o r " . 3 que e l muchacho l l e g u e a Macondo y p i e r d a e l t r e n , no s i g - n i f i c a nada; es l o que e l padre Antonio I s a b e l y l a senora Rebeca descubren, o in t u y e n , que va a suceder, basandose en todos l o s fendmenos a n t e r i o r e s . "La viuda s i n t i d que se l e cr i s p a b a l a p i e l . Un t r o p e l de r e v u e l t a s ideas entre l a s cuales no podia d i f e r e n c i a r sus alambreras r o t a s , e l c a l o r , l o s pajaros muertos y l a peste, paso' por su cabeza a l escuchar esas palabras que no recordaba desde l a s tardes de su i n f a n c i a remotas " E l Judio E r r a n t e " . Y entonces comenzd a moverse l i v i d a 26 helada, hacia donde Argenida l a contemplaba con l a boca abierta. -Es verdad- d i j o , con una voz que se l e subio' de las entrahas-. Ahpra me explico por que se esta^i ma-- riendo los p a j a r o s "A Y son e l l o s dos, e l parroco y l a viuda, los mas viejos en e l pueblo, los unicos que intuyen l o que va a suceder, Asi confirma l a antigua faz del pueblo; todo l o que hay en e l es vie jo, y l o que l l e g a se envejece. E l padre hace muchos anos que esta en e l pueblo "desde mucho antes de l a guerra del 8 5 " . A medida que van presenta'ndose los motivos, se va configurando un mundo cerrado, no solo en e l sentido de que esos hechos no se pueden explicar o entender sino teniendo en cuenta e l mundo narrativo que forman; se presenta a Ma- condo como e l pueblo s i n s a l i d a , encerrado, que ya habia- mos encontrado en las otras obras. E l comportamiento del padre Antonio Isabel, de l a senora Rebeca, del joven, unidos a l a l l u v i a de pajaros muertos, a l calor extraordinario para esa epoca, enfatizan cada vez mas con un ritmo creciente l a atmdsfera de premo- ni c i d n , del l i b r o . A pesar de que los motivos se superponen, a l f i n a l se crzan y se unen. Es e l domingo,.en l a i g l e s i a , mientras e l padre dice e l sermon inspirado por l a l l u v i a de pajaros muertos y l a huella del "judio errante", que Rebeca l l e g a a l a i g l e s i a , impulsada por l o que su s i r v i e n t a l e ha dicho del sermo'n, y e l muchacho que perdid e l tren tambien se presenta, curioso por conocer a l padre que "ha v i s t o cua- 27 t r o veces a l d i a b l o " . "Vid' que habia gente en l a i g l e s i a y que por l a nave cen- t r a l avanzaba l a senora Rebeca, p a t e t i c a , e s p e c t a c u l a r , con l o s brazos a b i e r t o s y e l r o s t r o amargo y f r i o v u e l t o h a c i a l a s a l t u r a s " . 5 De l o s personajes de este cuento l o que vemos no son sus actuaciones, s i n o sus c o n c i e n c i a s , l a s que a pesar de todo no se e x p l i c a n , no l a s entendemos. Personajes y a- contecimientos se pierden en e l tiempo que aunque no se r e - f i e r e s i n o a unos pocos d i a s , l o encontramos como algo que f l o t a , se a l a r g a ; es una intemporalidad parecida a l a que hallamos en Cien Anos de Soledad. Este cuento i n t e n s i f i c a l a idea de que G a r c i a Mar- quez desde e l p r i n c i p i o tuvo formada claramente l a i d e a de Macondo; no solo sus personajes y ambiente, sino tambien l a t e c n i c a , l a forma de expresidn y l a composicidn d e l l i b r o . "Un d i a despues d e l sabado", siendo uno de sus primeros cuentos, p a r t i c i p a de muchas de l a s c a r a c t e r i s t i c a s de Cien Anos de Soledad, pero posiblemente debido a l a s v a r i a s i n - f l u e n c i a s l i t e r a r i a s , l e tomd tantos anos e l conseguir l a forma de su obra f i n a l . 28 CAPITULO I I I 1 G a b r i e l G a r c i a Marquez, Los Funerales de l a Mama Gran- de. Buenos A i r e s : Sudamericana, 1 9 6 8 , p. 1 2 7 . 2 I b i d . , p. 8 9 . 3 l o c . c i t . if I b i d . , p. 1 1 2 . 5 I b i d . . p. 1 1 3 . 29 CAPITULO IV LA MALA HORA La Mala Hora es e l cuarto l i b r o que p u b l i c a G a r c i a Marquez, pero ya en v a r i o s de l o s cuentos que forman e l de Los Funerales de l a Mama Grande se encuentran algunos de l o s e p i s o d i o s y mas o menos l a misma t e c n i c a que emplea en es t a obra. Notamos un acercamiento a l tema de Macondo d i f e - rente a l o s intentados con a n t e r i o r i d a d . "La Mala Hora no amplia l a v i s i o n de Macondo que apare- c f a en l o s l i b r o s a n t e r i o r e s ; mas b i e n , reune en una f i c - cio*n l o s d i v e r s o s datos sobre este mundo imaginario que estaban disgregados en l o s r e l a t o s y l a s otras dos novelas". Aqui se nos presenta e l pueblo pero no como un ambiente; l o que vemos es un conjunto de personajes que con. sus a c t u a c i o - nes ante e l hecho p r i n c i p a l - l o s pasquines que aparecen pren- didos a l a s puertas de l a s casas- d e l i m i t a n a Macondo. En este sentido e l l i b r o t i e n e una composicion pa- r e c i d a a La Hojarasca, pues a s i como e l Doctor y su e n t i e - r r o era e l tema u n i f i c a d o r de esa obra, en La Mala Hora son l o s pasquines l o s que l l e v a n e l curso d e l l i b r o . En am- bas encontramos v a r i o s personajes, que con sus comportamien- t o s , van delimitando e l ambiente de Macondo. Esto es ma's n6- t o r i o en La Mala Hora pues desde e l p r i n c i p i o aparecen ma- chos personajes, l o s cuales estan mas ca r a c t e r i z a d o s que en l a s otras obras. 30 Este l i b r o , siendo una obra r e a l i s t a y de t i p o ma's t r a d i c i o n a l que l a s a n t e r i o r e s de Gar c i a Ma'rquez, p r e s t a mu- cha atencio'h a l a d e s c r i p c i o l i de acontecimientos y a l a ca- ra c t e r i z a c i o ' n de personajes. Van apareciendo de una forma r i t m i c a y se co n v i e r t e n en p r o t o t i p o s de l o s caracteres de l o s pueblos. V a r i o s de e l l o s ya habian aparecido en l o s cuentos de Los Funerales de l a Mama Grande, en una forma i d e n t i c a a como l o s encontramos en La Mala Hora. Mas aun, algunos de l o s cuentos no son s i n o esbozos de eplsodios que m^s t a r d e , en e s t a novela aparecen completamente d e s a r r o l l a d o s . Un ca- so a s i l o tenemos en "Un d i a de es t o s " , donde encontramos a l a l c a l d e con una muela que l e produce un t e r r i b l e d o l o r . E l cuento s o l o d i b u j a l a escena, pero en La Mala Hora, es'te e p i s o d i o se d e s a r r o l l a mas ampliamente y encontramos a l a l - calde con su l a r g o padecimiento. Ya a q u i , e l "dolor de mue- l a s " d e l representante d e l poder l o vemos como un simbolo b i e n d e s a r r o l l a d o . A pesar de ser e l solo toda l a autoridad que hay en e l pueblo y encarnar e l poder, no puede hacer na- da para remediar su d o l o r s i n acabar con l a calma y t r a n q u i - l i d a d , que aunque aparentes, r e i n a n en Macondo. Ademas han sid o tantos l o s desafueros cometidos por e l y sus secuaces que n i aun con i n t e r m e d i a r i e s l o g r a que e l d e n t i s t a consien- t a en s a c a r l e l a muela. E l asunto de otr o cuento de Los Funerales de l a Ma- ma Grande, "Rosas A r t i f i c i a l e s " l o encontramos incorporado 31 a l t e x t o de La Mala Hora. Pero no es so l o por l o s temas, que l o s cuentos parecen pertenecer a est a o t r a obra; es que tam- bie'n l o s personajes son i d e n t i c o s -por ejemplo l a viuda de M o n t i e l , su marido, don Chepe, e t c . - y l a forma en que apa- recen, presentan l a s mismas c a r a c t e r i s t i c a s de l a i n t r o d u c - c i o n de caracteres empleada en La Mala Hora. Todos esos cuentos t i e n e n e l p r o p d s i t o de dar una v i s i o n s o c i a l d e l pueblo, y a excepcidn de "Un d i a despue's d e l sabado", t i e n e n una forma que presenta acciones y suce- sos r e a l i s t a s , muy d i f e r e n t e de l a c a s i mitolo'gica de ese otro cuento. E l de "Los Funerales de l a Mama Grande" a pe- sar de d i f e r e n c i a r s e tanto de l o s demas y de La Mala Hora por su tono s a t i r i c o y exagerado, t i e n e en comiin e l presen- t a r una imagen s o c i a l , pero ademas h i s t d r i c a , de Macondo. Nos presenta como un ret r o c e s o en e l tiempo, pues da l a ima- gen de un pueblo medioeval, en e l que l a Mama Grande es e l sefior f e u d a l . "La aldea se fundd alrededor de su a p e l l i d o . Nadie co- noc i a e l o r i g e n , n i l o s l i m i t e s , n i e l v a l o r r e a l d e l patrimonio, pero todo e l mundo se habia acostumbrado a creer que l a Mama Grande era duena de l a s aguas c o r r i e n - tes y estancadas, l l o v i d a s y por p l o v e r , y de l o s cami- nos v e c i n a l e s , l o s postes d e l t e l e g r a f o , l o s anos b i - s i e s t o s y e l c a l o r , y que t e n i a ademas un derecho here- dado sobre v i d a y haciendas".2 En La Mala Hora, por ser una obra de t i p o t r a d i c i o - n a l i s t a , se da mucha importancia a l a d e s c r i p c i o n . E l pueblo, apartado de todo contacto con e l mundo por e l r i o , l a gente, sus ocupaciones y modo de v i d a , estan cuidadosamente n a r r a - 32 dos, de manera que tenemos una i d e a muy c l a r a de l o que es l a v i d a en ese l u g a r . Ademas, e l autor da mucha importancia a l a d e s c r i p c i o n de l o s fenomenos n a t u r a l e s , como e l c a l o r y l a l l u v i a , reafirmando una vez mas l a s c a r a c t e r i s t i c a s d e l ambiente de Macondo. " E l elemento c a l i d o , humedo, l u b r i c o o vaporoso penetra e l t e j i d o permeable de l a n a r r a c i 6 n , l l e n a e l espacio va- c i o que se extiende entre l o s personajes, l o s rodea de una especie de aura atmosferica y a s i se c o n v i e r t e en e l medio u n i t i v o , propio para crear l a densidad p e c u l i a r d e l r e l a t o que nos t i e n e cautivos desde e l p r i n c i p i o hasta e l f i n " . - * - Mas que e l c a l o r , e l i n v i e r n o desempena aqui un papel muy importante; l o presenta como una amenaza. continua para e l pueblo y sus h a b i t a n t e s , tan d e s t r u c t o r , o t a l vez mas, que e l d e s c r i t o en E l Coronel no t i e n e quien l e e s c r i b a . La p r i n - c i p a l d i f e r e n c i a , como l o comprobamos tambie'n con todos l o s otros elementos, c o n s i s t e en l a forma de su presentacidn. En E l Coronel no t i e n e quien l e e s c r i b a , e l i n v i e r n o t i e n e coh- secuencias morales, p s i c o l d g i c a s , l o c u a l no ocurre en n i n - giin caso eh La Mala Hora. Aqui todo se ve desde un punto de v i s t a externo, en l a s consecuencias a personas y cosas. De- bido a l a s l l u v i a s , e l r i o se desborda, y en parte por o b l i - gacidn, en parte por amistarse con l a gente, e l a l c a l d e de- be r e g a l a r terrenos municipales a l o s damnificados por l a c r e c i e n t e . Durante todo e l l i b r o l a l l u v i a marca e l carac- t e r t r a g i c o d e l pueblo y es solo en l a u l t i m a pagina que aparece un d i a que anuncia l a l l e g a d a d e l verano, dando a 33 entender, ademas, que e l pueblo y su gente quieren cambiar, sublevarse a l a presente s i t u a c i o / n p o l i t i c a que l o s domina. " E l i n v i e r n o , cuya inclemencia habia s i d o p r e v i s t a desde l o s ultimos d i a s de septiembre, implanto' su r i g o r aquel f i n de semana. E l a l c a l d e paso' e l domingo masticando a- nalge'sicos en l a hamaca, mientras e l r i o s a l i d o de madre, h a c i a estragos en l o s b a r r i o s bajos. En l a primera t r e - gua de l a l l u v i a , a l amanecer d e l lune s , e l pueblo nece- s i t d v a r i a s horas para r e s t a b l e c e r s e " . Tambie'n encontramos e l in s o p o r t a b l e c a l o r d e l tro'- p i c o , que a l o l a r g o de toda l a produccidn de G a r c i a Marquez nos envuelve de una manera sofocante. E l autor "(...) nos ha b i a , primero que todo, d e l c a l o r que hace^ donde quiera que se muevan sus personajes. Tanto es a s i que e l c a l o r , . o r a humedo y como v i s c o s o , ora sofocante y reseco, c u a l s i f u e r a engendrado en un horno a l r o j o v i v o , ocupa en sus cuentos e l s i t i o d e l elemento omni- presente, i n a s i b l e y s i n i e s t r o " . 5 No importa que sea en i n v i e r n o o en verano, n i de d i a n i de noche; e l c a l o r destruye c u a l q u i e r sensacio'n f i s i c a has- t a no de j a r sino e l in s o p o r t a b l e abochornamiento que impide c u a l q u i e r accion. " E l c a l o r se h i z o mas i n t e n s e E l parroco s i g u i d e s c r i - biendo, con breves pausas para secarse e l sudor y r e l e e r l o e s c r i t o , hasta l l e n a r dos/ hoj'as. Acababa de f i r m a r r cuando l a l l u v i a se desplomo s i n ninguna adverte n c i a " . Otro cuento de G a r c i a Ma'rquez, e l "Mondlogo de I s a - b e l viendo H o v e r en Macondo" presenta ya un mito desarro- l l a d o , en l a forma d e l i n v i e r n o en e l pueblo. Mediante l o s d i l u v i o s , e l tiempo se p i e r d e , se d e t e r i o r a como l a s cosas y l a s personas. I s a b e l , con so l o unos pocos dia s de l l u v i a , p ierde completamente e l s e n t i d o , l a nocio'n d e l tiempo, y a s i recuerda, o po d r i a d e c i r s e vuelve a v i v i r toda su v i d a , 3^ durante un aguacero,cque como todo l o de Macondo, es de una duracidn indeterminada. Es t a l l a i n f l u e n c l a de l a l l u v i a , que transforma todo e l mundo, l o cambia, y ya cuando s a l e e l s o l es ne c e s a r i a su r e c o n s t r u c c i o n . " A l amanecer d e l jueves cesaron l o s ^ o l o r e s , se perdio' e l sentido de l a s d i s t a n c i a s . La nocion d e l tiempo, t r a s - tornada desde e l d i a a n t e r i o r , desaparecid por completo. Entonces' no hubo jueves. Lo que debia s e r l o fue una cosa f i s i c a y g e l a t i n o s a que h a b r i a podido apartarse con l a s manos para asomarse 7al v i e r n e s . A l i i no habia n i hombres n i mujeres (...) ". La Mala Hora presenta una v i s i d n ma's p s i c o l o g i c a y s o c i a l de Macondo que l a s obras a n t e r i o r e s . En e s t a , c a s i todos l o s personajes estan c a r a c t e r i z a d o s , no como en l a s otras obras que apenas se l o s nombraba y solo a unos pocos l o s podiamos conocer. Debido a que e l propo'sito de l a obra es tan d i f e r e n t e -presentar mediante un gran numero de per- sonajes e l ambiente d e l pueblo- cada uno de l o s que aparece, aunque sea en pocas l i n e a s queda b i e n d e f i n i d o . Las f i g u r a s p r i n c i p a l e s , como e l a l c a l d e , e l cura o e l medico, p a r t i c i - pan de l a s mismas c a r a c t e r i s t i c a s con que l o s encontramos en l a s obras a n t e r i o r e s , aunque es en e s t a que se l o s des- c r i b e con mayor atencidn y numero de d e t a l l e s . Sobre todo a l a l c a l d e , pues en l o s otros l i b r o s s o l o se l o nombraba como a l representante d e l gobierno. Aqui aparece con todos l o s rasgos de un indeseable, que ataca l a paz y t r a n q u i l i d a d p u b l i c a s i n i m p o r t a r l e nada en a b s o l u t e A medida que l a obra avanza, sus actuaciones se van haciendo mas a r b i t r a r i a s 35 y finalmente vuelve a desatar l a v i o l e n c i a p o l i t l c a para demostrarle a l pueblo que e'l sigue siendo e l representante de l a autoridad. En l a obra van apareciendo ritmicamente todas l a s f i g u r a s que pueden ser r e p r e s e n t a t i v a s en l a v i d a de un plie- b i o . Pero aqui todos estan l i g a d o s a l asunto que en ese mo- mento es e l punto c e n t r a l de l a v i d a - l o s pasquines. Asi. que mediante sus reacciones y l o que se nos cuenta de sus vidas Macondo aparece poco a poco como e l pueblo que ya se ha encontrado anteriormente, y aqui aiin mas, amenazado siem- pre por una v i o l e n c i a encarhada en l a f i g u r a d e l a l c a l d e . La v i o l e n c i a p o l i t i c a en todas l a s obras aparece igualmen- te amenazante y tan d e s t r u c t o r a como l o s otros elementos. En r e a l i d a d es una f u e r z a siempre presente pero agazapada, que a l f i n a l viene a ser l a causa de l a destruccio'n d e l pue- b l o . "Dos cosas simult^neas va reg i s t r a n d o G a r c i a Marquez en . e l proceso c r e c i e n t e de l a v i o l e n c i a sobre l a v i d a d e l pueblo. Por una parte una corrupcidn i n t e r i o r que se ex- tiende de modo implacable: Ya es l a c o d i c i a con que t o - dos t r a t a n de sacar p a r t i d o de l a v i o l e n c i a (...) ya es l a corrupcio'n moral que se extiende bajo l a forma de l o s anonimos (...) ya es l a t r i t u r a c i d n p r o g r e s i v a de l o s que s o s t i e n e n resignadamente e s t a s i t u a c i o n . Por o t r a parte G a r c i a Marquez comprueba e l tesdn i n f a t i - gable de l a r e s i s t e n c i a . Aun l o s seres mas condicionados por e l medio s o c i a l t e r r o r i s t a , no dejan de p e r c i b i r , por repentinas rachas ese su clima enrarecido, que no permite v i v i r . Los papeles clandestinos c i r c u l a n de mano en mano; l a s armas^son almacenadas a l a espera d e l momen- to oportuno; l o s mas desvalidos esperan e l momento"." No s o l o es debido a l o s personajes que l a obra es ta n d i f e r e n t e a l a s otras de Gar c i a Marquez. Aqui no encon- 36 traraos l a v i s i o n h i s t o r i c a , que c a r a c t e r i z a e i n f l u y e t a n - t o en l a s demas. Es solo l a r e a c c i d n de un conjunto de gen- te ante un unico suceso, en un i n s t a n t e de l a v i d a d e l pue- b l o . Son l o s pasquines l o s que provocan l a r e a c c i d n de l a muchedumbre, algo s i n precedente en l a h i s t o r i a de Macondo. En este l i b r o no l o vemos como un ambiente, sino que es l a suma de comportamientos de l o s d i v e r s o s personajes l o que l o d e f i n e . Por e s t o , e l realismo en l a composicidn y l a ca- r a c t e r i z a c i d n de l o s d i f e r e n t e s t i p o s son una necesidad pa- r a l a formacidn de l a novela. Por medio de e s t a obra se comprueba nuevamente que G a r c i a Marquez t e n i a ya muy d e f i n i d o , desde e l p r i n c i p i o , su idea de Macondo, pero que l o que va buscando a medida que adelanta sus l i b r o s es l a forma de expresidn de ese mun- do. En La Mala Hora, t a l vez por i n f l u e n c i a de Dos Passos hace este nuevo i n t e n t o , tratando por medio de l a cantidad de personajes, presentar e l mundo ya i n t u i d o desde La Hoja- ra s c a . 37 CAPITULO IV 1 Nueve Asedios a G a r c i a Marquez. Mario Vargas L l o s a , p. 2 G a b r i e l G a r c i a Marqaez, Los Funerales de l a Mama Grande. p. 1 2 9 . 3 Nueve Asedios a G a r c i a Marqaez. Ernesto Volkening, " G a b r i e l G a r c i a Marquez o e l t r o p i c o desembrujado". p. 15 1 * . h G a b r i e l G a r c i a Marquez, La Mala Hora. Buenos A i r e s : Sudamericana, 1969, p. 5 0 . 5 Nueve Asedios a G a r c i a Marquez. Ernesto Volkening, P. '153. 6 G a b r i e l G a r c i a Marquez, La Mala Hora. p. 2 6 . 7 Ricardo A. Latcham, A n t o l o g i a d e l cuento hispanoame- ri cano contemporaneo. G a b r i e l Garcia Marquez, "Monolo go de I s a b e l viendo H o v e r en Macondo". Santiago de C h i l e : Zig-Zag, 1 9 5 8 , p. 2>+3. 8 Nueve A s e d i o s a G a r c i a Marquez. Angel Rama, "Un nove- l i s t a de l a v i o l e n c i a americana", p. 11 7 . 38 CAPITULO V CIEN ANOS DE SOLEDAD Desde l a a p a r i c i o n de La Mala Hora pasaron v a r l o s anos en l o s que Gar c i a Marquez no publico' nada. Finalmente, en 1967 aparece Cien Anos de Soledad, l a obra que l o consa- y gro. E s t a , como l a h i s t o r i a t o t a l de Macondo, centrada en l a de l a f a m i l i a Buendia, -sus fundadores- es l a mas comple- t a de todas sus obras. "Cien Anos de Soledad prolonga y magnifica e l mundo e r i - gido por l o s l i b r o s a n t e r i o r e s , pero s i g n i f i c a tambien una r u p t u r a , un cambio c u a l i t a t i v o en esa r e a l i d a d seca, aspera, a s f i x i a n t e , que 'era Macondo hasta entonces. (...) La f a n t a s i a ha r o t o sus amarras y galopa, desbocada y f e - b r i l , autorizandose todos l o s excesos, hasta d e l i n e a r en. e l espacio y en e l tiempo, e l s i g l o de v i d a de Macondo". En e s t a obra, ambos conceptos son considerados en una forma e s p e c i a l . Los vemos, en primer l u g a r , como e l mar- co ya m i t i c o , que e n c i e r r a l a n a r r a c i d n . En l a creacio'n d e l espacio encontramos como se nos presenta a Macondo como un mundo cerrado. Fisicamente, l a d e s c r i p c i d n d e l l u g a r l o de- j 1 muestra a s i , pues sus habitantes no l o g r a n una comunicacion con e l mundo c i v i l i z a d o s ino despues de muchos i n t e n t o s f r a - casados, dando l a impresion de que Macondo es t a totalmente a i s l a d o . Comenzando por l o s alrededores, todo es s e l v a im- penetrable; l o s unicos que pudieron a t r a v e s a r l a fueron l o s fundadores de l a poblacidn y luego, anos mas t a r d e , Jose Ar- 39 cadio Buendia y un grupo de nombres que buscaban l a s a l i d a a l a c i v i l i z a c i o n . Por e l linico punto que e l pueblo no es- t a rodeado por l a s e l v a , se encuentra e l r i o y l a "Cienaga Grande" en donde l o s v i a j e r o s se pierden; a s i es que Macon- do e s t a siempre amenazado a quedar perdido entre l o s e l e - ment os n a t u r a l e s , s i n l a p o s i b i l i d a d de contacto con e l r e s - to d e l p a i s . "Jose Arcadio Buendia ignoraba por completo l a geo g r a f i a de l a r e g i o n . Sabia que h a c i a e l o r i e n t e estaba l a s i e - r r a impenetrable, y a l otr o lado de l a s i e r r a l a antigua ciudad de Riohacha. (...) A l sur estaban l o s pantanos, cub i e r t o s de una eterna nata v e g e t a l , y e l vasto univer- so de l a Cienaga Grande, que seg^n test i m o n i o de l o s g i - tanos c a r e c i a de l i m i t e s . La Cienaga Grande se confundia a l occidente con una extension acua'tica s i n h o r i z o n t e s " . Pero no es solamente un ai s l a m i e n t o f i s i c o ; es tam- b i e n que Macondo nos muestra un punto de v i s t a completamen- te d i v e r s o a l d e l r e s t o d e l mundo. Es por esto que Macondo tambien se nos presenta con un a i s l a m i e n t o "moral" en e l que cu a l q u i e r acontecimiento puede o c u r r i r s i n que sea algo ex- trano. Macondo no se r i g e por l a s leyes u n i v e r s a l e s : es un "universo" en s i , y precisamente esto es l o que l o t r a n s f o r - ma en un elemento m i t i c o . "Por eso (y por otras razones) a c i e r t a G a r c i a Marquez a l presentar como parte de l a novela los, preparativos para l a fundacidn de Macondo y l a fundacion misma. Macondo se- ra " e l mundo"! a l i i nacen y r e v i e r t e n l o s personajes, a l i i todo se contiene y en su r e c i n t o acontecen l o s pro- d i g i o s . Las cosas de m^s a l i a t i e n e n menos densidad, me- nos c o n s i s t e n c i a , como s i e s t u v i e r a n hechas de bruma (de bruma negra, a v e c e s ) " . 3 No representa especificamente un lugar de hispanoamerica; puede considerarse como perteneciente a c u a l q u i e r pais o r e - 1+0 gion. Hay una c o n t r a p o s i c i d n , pues a l mismo tiempo en que se presenta cerrado en s{ mismo es de una magnitud s i n l i - m i t es. Igualmente e l tiempo presenta un tratamiento espe- c i a l . A l combinarse con e l espacio forma e l piano de i r r e a - l i d a d que permite aceptar l o s hechos extraflos que n a r r a l a novela. "Cio che c a r a t t e r i z z a i l tempo d e l romanzo e 11 sovrap- p o r s i d i una misurazione c r o n i s t i c a che scandisce r e g o l a r - mente i l r itmo d e l l e vicende, e d i p u l s i o n ! sovratemporali che a n t i c i p a n o l ' a w e n i r e , o protraggono i l passato, facendo g i r a r e a volonta. l a ruota del, tempo verso i mo- menti c r u c i a l i d e l secolo d i Macondo". La obra pretende contar c i e n anos de l a v i d a d e l pueblo, tomando como centro l a h i s t o r i a de una f a m i l i a - l o s Buendia. Pero en r e a l i d a d esto es s o l o e l fondo; e l tiempo en Cien Anos de Soledad no presenta una secuencia r e a l como en l a v i d a c o t i d i a n a . Se h a l l a n r e l a c i o n e s de hechos en l a s que e l pasado y e l f u t u r o conviven con e l presente. "La t r a i e t t o r i a verso i l f u t u r o ( a n t i c i p o d e l f a t t i ) appare tanto veloce quanto q u e l l a verso i l passato (memoria), e i l presente pub g i a esser p e r c e p i t o , o l t r e che come t a l e , come r i c o r d o " . ? Sucesos ya ocurridos l o s vemos como s i e s t u v i e r a n desarro- l l a n d o s e en este momento, y e l tiempo a c t u a l no sigue una forma l i n e a l s ino que se a l a r g a o se a c o r t a , retrocede o avanza de acuerdo con l a s necesidades d e l r e l a t e Es, como l e parece a U r s u l a , un tiempo c i c l i c o , que da v u e l t a s ; " E l pasado se r e p i t e en e l presente y e l f u t u r o es p r e v i - s i b l e porque de alguna manera, ya o c u r r i 6 . E l tiempo ya If1 no e x i s t e en Macondo, e s t a congelado; o, s i se qu i e r e , es, como en Pedro Paramo, e l tiempo s i n tiempo de l o s muertos". en v a r i a s ocasiones encontramos a U r s u l a confirmando e s t a i d e a . Por ejemplo, cuando Josi Arcadio Segundo pretende des- pejar elcauce d e l rio para e s t a b l e c e r un s e r v i c i o de nave- gacion, e l l a exclama: "Ya esto me l o se de memoria, es como s i e l tiempo d i e r a v u e l t a s en redondo y hubieramos v u e l t o a l p r i n c i p i o " , ? recordando l o s proyectos disparatados de su marido. Pero tam b i e n e l l i b r o e s t a l l e n o de a n t i c i p a c i o n e s , como e l parraf o con que se i n i c i a . "Questi g i r i , p i u o meno ampi, d e l l a r uota d e l tempo, hanno l a funzione p r i m a r i a d i accennare, a l l ' i n i z i o d i un c i c l o v i t a l e , a l i a sua conclusione, c o s i che i l pre- sente s i a anche g i a pe r c e p i t o n e l l a p r o s p e t t i v a d i passat che g l i dark i l futuro".° Con todas estas p e c u l i a r i d a d e s se ve un tiempo i n m d v i l , es- tancado, que no t r a n s c u r r e , un i n s t a n t e eterno, f l o t a n t e , que ya l o habiamos encontrado en La Hojarasca y en e l cuen- to "Un d i a despues d e l sabado". En este marco que forman tiempo y espacio hallamos l a n a r r a c i o n de un mundo en donde l o i r r e a l o m a r a v i l l o s o convive con l o normal. La h i s t o r i a de Macondo va surgiendo poco a poco, dandole i g u a l importancia a todos l o s aconte- cimientos y personajes, por extranos o comunes que sean. A l o s personajes no l o s vemos, como en l a s obras a n t e r i o r e s , desde sus conciencias o en una forma puramente r e a l i s t a ; en e l l o s encontramos ya materia m i t i c a . Una prime- h2 r a c a r a c t e r i s t i c a es l a r e p e t i c i d n continua de nombres, t a n - to que es algo d i f i c i l d i s t i n g u i r l a s complicaciones de ca- da generacidn. Pero tambien estos personajes, atin i n c l u y e n - do a Jose' Arcadio Buendia, e l fundador de Macondo, no t i e n e n v a l o r en s i mismos como i n d i v i d u o s ; su importancia r a d i c a en l o que representan. Jose Arcadio Buendia, e l i n i c i a d o r de l a f a m i l i a , es una persona t e r r i b l e m e n t e a c t i v a , de quien emana una gran a u t o r i d a d . " A l p r i n c i p i o , era una especie de p a t r i a r c a j u v e n i l , que daba i n s t r u c c i o n e s para l a siembra y consejos para l a c r i a n z a de l o s ninos y animales, y colaboraba con todos, aun en e l t r a b a j o f i s i c o , para l a buena marcha de l a co- munidad" A traves de e l vemos l o s continuos contrastes que c a r a c t e r i - zan a Macondo; teniendo esa gran capacidad para e l t r a b a j o apenas vislumbra una idea que se a l e j e de l a v i d a normal, l a emprende con verdadera i l u s i d n y tenacidad. A pesar de que c a s i todos sus proyectos f r a c a s a n , no adquiere experien- c i a y t a n pronto como encuentra otro motivo r a r o , vuelve a empezar. Esto l o apreciamos con l o s t r a b a j o s desaforados que acomete cada vez que l o s gitanos de l a t r i b u de Mel- quiades l l e v a n algun invento a l pueblo. "Jose Arcadio Buendia, cuya desaforada imaginacion i b a siempre mas l e j o s que e l ingenio de l a n a t u r a l e z a , y aim mas a l i a d e l milagro y l a magia, penso' que era po- s i b l e s e r v i r s e de a q u e l l a invencion i n u t i l para desen- t r a n a r e l oro de l a t i e r r a " . 1 0 Llega a t a l punto su desesperacion por i n v e s t i g a r que cuan- do descubre que e l tiempo en Macondo, o en e l mundo, no t r a s - ^3 curre, que hay momentos en que " l a maquina del tiempo" se descompone, se incomoda de t a l manera que poco a poco va perdiendo l a razdn. "Esto es un desastre - d i j o - . Mira e l a i r e ? / o y e e l zumbi-do del s o l , igual que ayer y antier. Tambien hoy es lunes. (...) E l viernes, antes de que se levantara nadie, volvio' a v i g i l a r l a apariencia de l a naturaleza hasta que no tu- vo l a menor duda de que seguia siendo lunes, Entonces a- garro l a tranca de una puerta, y con l a v i o l e n c i a salva- ge de su fuerza descomunal destrozd hasta convertirlos en polvo los aparatos de alquimia, e l gabinete de dague- r r o t i p i a , e l t a l l e r de o r f e b r e r i a , gritando como un ende- moniado en un idioma altisonante y f l u i d o pero completa- mente incomprensible". 1 1 Atado a l castano del patio permanece hasta su muerte, s i n proporcionar ninguna molestia, hablando en Latin, y siendo capaz de comunicarse unicamente con Ursula, su mujer, y con Prudencio Aguilar, e l muerto que los hizo emprender l a pe- regrinacio'n que vino a culminar en l a fundacidn de Macondo. Pero aiin despues de su muerta, Jose' Arcadio Buendia no aban- dona a su f a m i l i a . Ursula l o sigue viendo y conversa con e l debajo del castano. En sus dos h i j o s varones -Jose Arcadio y Aureliano- encontramos l a d e f i n i c i d n de toda l a e s t i r p e , heredando ca- da uno algunas de las c a r a c t e r i s t i c a s de su padre. "In r e a l t a l e due l i n e e maschili del Buendia mostrano c h i a r i i n d i z i d e l l a loro complementarity, a p a r t i r e dal f a t t o che v i appaiono separati che erano u n i t i i n Jose' Arcadio Buendia, i l fondatore: 1 1introversione, l a dedi- zione a imprese ciclopiche ed i n u t i l e , l a corposita e l a f o r z a " . ' 2 Jose Arcadio representa l a fuerza y e l amor a l a aventura; Aureliano, l a i n c l i n a c i d n a l estudio, a l trabajo, a l a i n - v e s t i g a c i d n . La f a m i l i a entera es un s o l o b a r a j a r de estos dos personajes, no s o l o en sus nombres si n o en sus c a r a c t e r e s . Jose' A r c a d i o , e l mayor, fi s i c a m e n t e es un hombre monumental y muy v i g o r o s o . N j "(...) t e n i a l a cabeza cuadrada, e l pelo h i r s u t o y e l ca- rsTcter v o l u n t a r i o s o de su padre. Aunque l l e v a b a e l mismo impulso de crecimiento y f o r t a l e z a f i s i c a , ya desde en- tonces era evidente que c a r e c i a de imaginacidn. Fue con- cebido y dado a l u z durante l a penosa t r a v e s i a de l a s i e - r r a , antes de l a fundacidn de Macondo, y sus /padres ,die-ron g r a c i a s a l c i e l o a l comprobar que no t e n i a ningiin dr- gano de a n i m a l " . ^ Aventurero, s i n ninguna d e d i c a c i d n a l t r a b a j o , es muy alegre y se c o n v i e r t e en patrocinador de f i e s t a s y parrandas. A u r e l i a n o , en cambio, siempre se comporta como una persona r e t r a i d a , dedicada a l a i n v e s t i g a c i d n cuando no e s t a promoviendo l o s t r e i n t a y dos levantamientos armados. "Era un orfebre experto, estimado en toda l a cienaga por e l preciosismo de su t r a b a j o . En e l t a l l e r que compartia con e l disparatado l a b o r a t o r i o de Melquiades, apenas s i se l e o i a r e s p i r a r " . 1 ^ Sobre esta f i g u r a , d e l legendario coronel de l a s guerras c i - v i l e s , G a r c i a Marquez basa sus otros coroneles. Como A u r e l i a - no, en su v e j e z , todos son a l t i v o s y t a c i t u r n o s , l l e v a n d o a cuestas su tremenda dignidad. U r s u l a , l a madre, que es l a unica que nota como se va r e p i t i e n d o l a h i s t o r i a , se estremece cada vez que nace un nuevo miembro de l a f a m i l i a y deciden ponerle e l nombre de r i g o r , o Arcadio &uAureliano. "En l a l a r g a h i s t o r i a ^ d e l a f a m i l i a , l a tenaz r e p e t i c i d n de l o s nombres l e habia permitido sacar conclusiones que ^5 l e p a recian terminantes. Mientras l o s Aurelianos eran r e - t r a i d o s , pero de mentalidad l u c i d a , l o s Jose 7 Arcadio eran impulsivos y emprendedores, pero estaban marcados por un signo t r a g i c o " . ' 5 Las unicas excepciones son l o s m e l l i z o s Jose Arcadio Segun- do y A u r e l i a n o Segundo, pero realmente parece que se debio a que en l o s juegos de l a i n f a n c i a , cuando procuraban cam- b i a r s e de p e r s o n a l i d a d , l o consiguieron. Jose Arcadio Segun- do, parecido en todo a l coronel A u r e l i a n o , es patrocinador de i n s u r r e c c i o n e s obreras en l a s bananeras, y durante su ve- jez se dedica a d e c i f r a r l o s pergaminos de Melquiades. En cambio Au r e l i a n o Segundo es e l r e t r a t o de Jose A r c a d i o , aun mas f i e s t e r o y d i s o l u t o . En U r s u l a , l a esposa d e l primer Jose' A r c a d i o , en- contramos l a f i g u r a femenina tan admirada por Garcia Mar- quez. Apoyo de l a f a m i l i a -por su tenacidad y t r a b a j o se conservan l a casa y l a f o r t u n a - es mas b i e n , a quien p o d r i a - mos suponer e l j e f e d e l hogar. Es e l l a l a primera persona de Macondo que l o g r a e l contacto con l a c i v i l i z a c i o n , empre- sa siempre perseguida por su marido. Es quien cuida de que l a casa sea siempre l a mejor d e l pueblo, y es s o l o cuando e s t a admirable mujer envejece, que l o s Buendia comienzan a d e c l i n a r . "Pero cuando murid U r s u l a , (...) l a casa se p r e c i p i t d de l a noche a l a manana en una c r i s i s de s e n i l i d a d . Un musgo t i e r n o se trepd' por l a s paredes. Cuando ya no hubo un l u - gar pelado en l o s p a t i o s , l a maleza rompio por debajo e l cemento d e l corredor (...)".1° Amaranta, a pesar de que por sus actuaciones parece i*6 que no quaere sino m o r t i f i c a r a l o s que l a rodean, segu'n U r s u l a ee. una persona completamende d i s t i n t a de l o que pare- ce. En su v e j e z , a l repasar e l a n a l i s i s de sus h i j o s , Ursu- l a l a r e v a l o r a . "Amaranta, en cambio, cuya dureza de corazon l a espanta- ba, cuya concentrada amargura l a amargaba, se l e e s c l a r e - c i o en e l ultimo examen como l a mujer mas t i e r n a que ha- b i a e x i s t i d o jamais, y comprendio (...) que ambas acciones habfan s i d o una lucha a muerte eritre un amor s i n medidas y una cobardia i n v e n c i b l e , y habia t r i u n f a d o finalmente e l miedo i r r a c i o n a l que Amaranta l e tuvo siempre a su pro- pio y atormentado corazo'n". ' 7 Rebeca Buendia, quien aparece siempre como una f i - gura muy femenina, a causa de l a extrana muerte de Jose Ar- cadi o , su marido, se e n c i e r r a en su casa, y como ya l a nemos encontrado en l a s obras a n t e r i o r e s , no vuelve a s a l i r . En Meme, l a h i j a de A u r e l i a n o Segundo, tenemos una r e p e t i c i o n d e l caso de Rebeca, y en Amaranta U r s u l a , l a u l t i m a Buendia, una copia de Urs u l a . Es l a li n i c a de l a e s t i r p e con e l s e n t i - do de l a r e a l i d a d y l a capacidad para e l t r a b a j o , que carac- t e r i z a r o n a su abuela. "No tuvo s i n o que empujar l a puerta de l a a a l a para com- prender que su ausencia habia s i d o mas prolongada y demo- le d o r a de l o que e l l a ^suponia.l -Dios mio- grito', mas a l e - gre que alarmada -, como se ve que no hay una mujer en esta casa! (...) Ni s i q u i e r a se permitio' un d i a de des- canso a l cabo d e l l a r g o v i a j e . Se puso un gastado o v e r o l de l i e n z o que habia l l e v a d o e l esposo con otras prendas de m o t p r i s t a , y emprendio una nueva restauracio"n de l a casa".'° Como una b u r l a d e l d e s t i n o es e l l a quien t i e n e e l tan temido h i jo con c o l a de "cerdo que marca l a h i s t o r i a de l a f a m i l i a . Melquiades, aunque no es un Buendia, se l e conside- h? r a como un miembro de l a f a m i l i a . Es e l c u l t i v a d o r y c o l a - borador de l o s experimentos c u l t u r a l e s de Jose' Arcadio Buen- d i a . Representa, con toda su s a b i d u r i a y e l ambito de magia que l o rodea, l a c u l t u r a en l a epoca medioeval. A l f i n a l de su v i d a se dedica a e s c r i b i r l o s pergaminos c i f r a d o s que componen l a h i s t o r i a de l o s Buendia. Naturalmente aparece como e l r e f l e j o d e l autor. Otra persona que tampoco pertenece a l a f a m i l i a , pero que por sus estrechas r e l a c i o n e s p o d r i a c o n s i d e r a r s e l e como miembro de e l l a , es P i l a r Ternera. persona muy p a r e c i - da a U r s u l a , por su l a b o r i o s i d a d y c a r a c t e r , acaba siendo l a l i n i c a que conoce todos l o s secretos de l a f a m i l i a . A cau sa de sus r e l a c i o n e s con l o s Buendia predispone e involunta' riamente ayuda, a l a s uniones incestuosas. "Per v a r i e generazioni d i maschi Buendia essa s ' i d e n t i f i ca c o l sesso, a c u i l i i n i z i a e da c u i , generosa e consa pevole d e l f a t o , l i a v v i a all'amore per a l t r e donne. (.. Di f r o n t e a l i a r e a l t a empirica rappresentata da U r s u l a , P i l a r Ternera e l a voce d i una r e a l t a i r r a z i o n a l e e indo mabile, d i c u i i l sesso e i l p r i n c i p a l e strumento". 19 De est a forma podemos ver como e l v a l o r de l o s per sonajes de l a obra e s t a , no en l o que son por s i mismos, s i n o en l o que representan. todas estas f i g u r a s aparecen co mo elementos simbdlicos o m i t i c o s , no so'lo de l a c i v i l i z a - c i o n americana sino de l a c u l t u r a u n i v e r s a l . A Jose Arcadio Buendia l o encontramos como e l pa- t r i a r c a fundador y guia de su pueblo. Este hecho no e s t a ba sado s o l o en sus actuaciones. Tambien su muerte es l a de un gran per sona je . E l i n d i o Cataure , ant iguo s i r v i e n t e de l a ca sa , vue lve a Macondo r e p e n t i n a y mi s te r io samente , para p a r t i c i p a r en e l " e n t i e r r o d e l r e y " . Y l o ma's e x t r a o r d i - n a r i o a i in , l a l l u v i a de f l o r e s a m a r i l l a s . "Cuando e l c a r p i n t e r o l e tomaba l a s medidas para e l a t aud , v i e r o n a t r aves de l a ventana que estaba cayendo una l l o - v i z n a de minusculas f l o r e s a m a r i l l a s . Cayeron toda l a no- che sobre e l pueblo en una tormenta s i l e n c i o s a , y c u b r i e - roni l o s techos y a ta scaron l a s puertas y so focaron a l o s animales que durmieron a l a intemperie".20 En U r s u l a vemos l a mujer v a l i e n t e , cooperadora d e l marido y su mayor apoyo. Jose' A r c a d i o , su h i j o , "es e l vencedor d e l Dragon y ademas un Gargantua, un t r a - ga ldabas : se desayuna con d i e c i s d i s huevos crudos y a l - muerza medio lecho'n. Cuanto hay de an imal idad c o r r u p t a l o d e c l a r a n l o s modos h i p e r b o l i c o s con que e l nar rador se r e f i e r e a sus eructos " b e s t i a l e s " , a ventuosidades ,que march i t an l a s f l o r e s , o a su i n s a c i a b l e e ro t i smo . Jose A r c a d i o Segundo, f r u s t r a d o re s taurador d e l orden e s t a b l e - cjjdo por e l b i s a b u e l o fundador , se; en f ren ta con o t r o d r a - gon, e l m u l t i c e f a l o , y f r a c a s a : s o l o milagrosamente s a l - va su v i d a en l a t r i s t e Jornada de l a masacre" . En A u r e l i a n o vemos e l m i l i t a r , f i g u r a t a n impor tan- te en h i spanoamer ica ; e terno promovedor de guerras y s u b l e - vaciones fracasadas se c o n v i e r t e en e l s imbolo de l a o p o s i - c i d n . "Amaranta es l a t e j e d o r a de l a muerte , l a parca negada a l amor, v i v i e n d o en e l odio y por e l o d i o . S imbolo , tam- b i e n , de l a soledad t o t a l , za rpara una t a r d e , en e l n a v i o de l a muerte ( l a barca m i t i c a de Caronte) h a c i a t e r r i t o - r i e s oscuros y sera" mensaiera de l o s v i v o s para l o s muer- t o s " .22 Remedios, l a b e l l a , es una f i g u r a que r e p i t e muy claramente l a a s u n c i o n . De e l l a se d i c e que no es "un ser de este mundo" y f ina lmente sube, se e l e v a a l c i e l o en medio de sabanas b l a n - cas. A P i l a r Ternera l a encontramos como una de l a s sacer- doti&as an t i g u a s , guardando l o s secretos de una f a m i l i a , a l a que pudo pertenecer, e interpretando (a traves de l a s c a r - tas) l o s suerios y l a v i d a de todo e l pueblo. Melquiades, s i n embargo, es l a persona que represen- t a mayor cantidad de mitos; "pasa de una a o t r a encarnacidn, i n v a r i a b l e en s u s t a n c i a novelesca, cambiante en f u n c i d n s i m b d l i c a y e s t r u c t u r a l ; s e r ^ Fausto cuando rejuvenezca; Lazaro a l r e s u c i t a r ; Nos- tradamus s i con a r t e s magicas e s t i m u l a o dislumbra a l o s habitantes de l a ciudad; Prometeo cuando l i b r e a l nombre, traye'ndole h i e l o y no fuego, pues se t r a t a de quienes v i - ven en t i e r r a s t r o p i c a l e s ; augur en todas l o s momentos; y San Juan cuando e s c r i b e las / tremendas p r o f e c i a s y v a t i - c i n a e l A p o c a l i p s i s en l o s terminos p r e c i s o s e,n que se desencadenara. A l e s c r i b i r l a s p r o f e c i a s no s o l o a n t i c i - pa, s i n o d u p l i c a interiormente l a novela que e l narrador escribe.Su e s c r i t u r a es impenetrable, pues de no s e r l o , suya s e r i a l a novela".2 3 A s i vemos como estas f i g u r a s representan mitos no so l o tornados de l a B i b l i a (Jose ; A r c a d i o , e l fundador, Ursu- l a , Remedios, l a b e l l a ) , sino tambien de l a m i t o l o g i a greco- l a t i n a (Amaranta, P i l a r Ternera) y de l a s bases de l a c u l t u - r a americana ( A u r e l i a n o , Jose A r c a d i o ) . Y como reunion de t o - das l a s c i v i l i z a c i o n e s , Melquiades, e l gitano. A s i como l o s personajes de l a novela son elementos m i t i c o s , l o s acontecimientos tambie'n presentan esas c a r a c t e - r i s t i c a s . Como en l o s personajes, se h a l l a n episodios con base b i b l i c a . La n a t u r a l e z a , que rodea e l pueblo y que i n - f l u y e tanto en l a v i d a y car a c t e r de sus h a b i t a n t e s , en su descripcio'n, como c r e a c i d n d e l mundo, pertenece a l o s mitos b i b l i c o s , pero tambien en su f u n c i d n con respecto a l a v i d a 50 d e l pueblo, a l a m i t o l o g i a americana pues l a s e l v a es uno de l o s elementos p r i m o r d i a l e s . " E l suelo se v o l v l d ^blando ya humedo, como cenlz a v o l c a - n i c a , y l a vegetaclon fue cada vez mas i n s i d i o s a y se h i - c i e r o n cada vez mas le j a n o s l o s g r i t o s de l o s pajaros y l a b u l l a r a n g a de l o s monos y e l mundo se volvio' t r i s t e para siempre".2*+ Es d e f i n i t i v o , como ya se d i j o , ese poder de l a s e l v a t r o p i - c a l , pues a s i e l pueblo y sus habitantes quedan a i s l a d o s d e l r e s t o d e l mundo. Tambien, e l mismo acto de l a p e r e g r i n a c i d n a n t e r i o r a l a fundacion de Macondo t i e n e un ori g e n b i b l i c o . " E l segundo de l o s mitos b i b l i c o s es e l d e l Exodo, simbd- l i c o de l a urgencia de cambio y desplazamiento que e l hom- bre s i e n t e por escapar a sus obsesiones o para cumplir su d e s t i n o , o para ambas cosas " . 2 5 Jose Arcadio Buendia abandona su pueblo a causa de l a muer- te de Prudencio A g u i l a r , y a s i comienza ese l a r g o exodo a trave's de l a s e l v a de l a s i e r r a , hasta l l e g a r a l s i t i o don- de fundan a Macondo. Este tema d e l exodo tambien habia apa- r e c i d o ya en La Ho.iarasca, pues l a f a m i l i a d e l Coronel no se establece en Macondo s i n o despues de un l a r g o peregrinar huyendo de l o s horrores de l a guerra. Este motivo de l a pe- r e g r i n a c i d n , e l exodo, es muy importante pues afirma e l de- seo de d e s l i g a r s e d e l mundo c i v i l i z a d o . Las guerras c i v i l e s y l a l l e g a d a de l a compafiia bananera son, como Gu l l d n a f i r m a , de ori g e n b i b l i c o . " E l t e r c e r mito en que l o s p a r a l e l o s b i b l i c o s s a l t a n a l a v i s t a es e l de l a s plagas que azotan a Macondo en d i f e r e n - tes momentos de su h i s t o r i a " . " - " Las guerras promovidas por e l coronel Aureliano marcan una 51 etapa d e f i n i t i v a en l a intemporalidad de l a h i s t o r i a de Ma- condo. E l pueblo y sus habitantes han sido violentamente afectados por l a s guerras y con mucha f r e c u e n c i a este moti- vo se encuentra en l a s obras de G a r c i a Marquez. En Cien Anos de Soledad hallamos no s o l o l a h i s t o r i a de l o s "32 l e v a n t a - mientos armados" promovidos por A u r e l i a n o , sino tambie'n l a s p o s t e r i o r e s luchas s i n d i c a l e s de l o s obreros de l a s banane- r a s , guiados por Jose' Arcadio Segundo. La l l e g a d a de l a compaiiia bananera, que es e l co- mienzo d e l f i n de Macondo, es una "plaga" t a l vez peor que l a s guerras de A u r e l i a n o . "Los norteamericanos importan l a f i e b r e d e l d i n e r o , l a explotacion. comercial de l o s productos de l a n a t u r a l e z a , y esa e x p l o t a c i o n que i m p l i c a l a d e l hombre por e l hom- bre, no t a r d a en acabar con l o s ultimos v e s t i g i o s de l a A r c a d i a p r i m i t i v a " . 2 7 Toda l a p o b l a c i o n se deja contagiar por e l nuevo orden de v i d a t r a i d o por l a compania y a s i se l l e g a a l a matanza d e l pueblo efectuada por l o s representantes d e l gobierno. Otra "plaga", e s t a de un orden mas c o r r i e n t e , son l a s hormigas enormes, coloradas, que comienzan por amenazar con l a destruccio'n. de l a s casas y que efectivamente f i n a l i - zan con e l ultimo Buendia, como habia predicho Melquiades. "Y entonces v i o a l nino. Era un p e l l e j o hinchado y rese- co, que todas l a s hormigas d e l mundo iban arrastrando trabajosamente h a c i a sus madrigueras por e l sendero de piedras d e l j a r d i n " . 2 o Todas estas plagas r e a l z a n e l c a r a c t e r v i o l e n t o d e l pueblo, que no s o l o debe defenderse de l a n a t u r a l e z a sino de 52 sus mismos semejantes. Finalmente tenemos una s e r i e de " d i l u v i o s " , que como es l d g i c o , parecen e s t a r basados en l a B i b l i a . E l mas patente es e l que l l e g a a l a Ida de l a compania bananera, y que acaba con l o poco bueno que habian dejado l o s ameri- canos. "Llovio' cuatro anos, once meses y dos d i a s . Hubo e'pocas de l l o v i z n a en que todo e l mundo se puso sus ropas de p o n t i f i c a l y se compuso una cara de convaleciente para c e l e b r a r l a escampada, pero pronto se acostumbraron a i n t e r p r e t a r l a s pausas como anuncios de recrudecimiento. Se desempedraba e l c i e l o en unas tempestades de e s t r o p i - c i o , y e l norte mandaba unos huracanes que d e s p o r t i l l a - ron techos y d e r r i b a r o n paredes y desenterraron de r a i z l a s ultimas cepas de l a s plantaciones" . 2 9 Los otros d i l u v i o s , estos mas poe'ticos, menos v i o - l e n t o s : e l de l a s diminutas f l o r e s a m a r i l l a s que cae a l a muerte de Jose / Arcadio Buendia, y e l de l a s mariposas que rodean a M a u r i c i o B a b i l o n i a . E l primero viene a ser un ho- menaje d e l pueblo a su fundador. Jose' Arcadio aspiraba a un orden de v i d a que se implanta en l o s primeros anos de v i d a de l a p o b l a c i o n , e l cua l es suplantado por ot r o completa- mente d i f e r e n t e ; quiza sea por eso que, como un simbolo de saludo y g r a t i t u d , Macondo queda tapizado de f l o r e s , que t u - v i e r o n que ser "despejadas con palas y r a s t r i l l o s para que pudiera pasar e l e n t i e r r o " . Las mariposas a m a r i l l a s que pre- ceden a M a u r i c i o B a b i l o n i a son como un anuncio de su perso- na, y de su amor por Meme, y es a causa de este signo que Fernanda descubre sus r e l a c i o n e s y l o s o b l i g a a separarse. 53 La d e s t r u c c i o n de Macondo, e l ser borrado de sobre l a t i e r r a por e l huracan, es otro mito que fa c i l m e n t e t i e n e o r i g e n b i b l i c o . E l pueblo, ya medio de s t r u i d o por e l t r a b a - j o permanente de l a l l u v i a , e l c a l o r , e l polvo, l o s anima- l e s , e t c . , se termina por completo a causa d e l vendaval. "Entonces empezo' e l v i e n t o , t i b i o , i n c i p i e n t e , l l e n o de , voces d e l pasado, (...) Estaba tan absorto que no s i n t i o tampoco l a segunda arremetida d e l v i e n t o , cuya potencia c i c l d h i c a arranco' de l o s q u i c i o s l a s puertas y l a s ven- tanas ? / descuajo' e l techo de l a g a l e r i a o r i e n t a l y desa- rraigb' l o s c i m i e n t o s " . 3 ° Pero t a l vez e l hecho que c a r a c t e r i z a mas a l a f a - m i l i a Buendia y e l que i n f l u y e en todo momento, es l a amena- za siempre presente de engendrar un h i j o con " c o l a de der^ - do". E s t o , aunque durante l o s " c i e n anos" de l a h i s t o r i a no sucede, va representado en e l d e t e r i o r o p a u l a t i n o de l o s Buendia y de todo Macondo. E l pueblo l o fundan precisamente bajo ese signo, pues es a causa d e l temor de ese h i j o que Jose Arcadio debe matar a Prudencio A g u i l a r y a s i empren- der l a marcha que l o s l l e v a a l s i t i o de Macondo. Aunque e l unico de l a f a m i l i a que nace con l a temida c o l a es e l u l t i - mo de l a e s t i r p e , todas l a s e x c e n t r i c i d a d e s d e l r e s t o de l o s Buendia, pueden considerarse como otras tantas anorma- l i d a d e s . U r s u l a l o admite a s i v a r i a s veces: "No t i e n e s de que' q u e j a r t e " , l e d e c i a U r s u l a a su marido. "Los h i j o s heredan l a s loc u r a s de sus padres" y mientras se lamentaba de su mala su e r t e , convencida de que l a s ex- travagancias de sus h i j o s eran algo tan espantoso como una c o l a de cerdo, (...) ".3 Como se puede v e r , e l gran descubrimiento d e l l i b r o 5^ e s t a en l a forma de su n a r r a c i o n . "Los hechos, tanto l o s mas t r i v i a l e s como l o s ma's a r b i - t r a r i o s , estaban a mi d i s p o s i c i o n desde l o s primeros anos de mi v i d a pues eran m a t e r i a l c o t i d i a n o en l a r e - gion donde na c i y en l a casa donde me c r i a r o n mis abue- l o s " . 3 2 Ademas, este mundo de t a n t a f a n t a s i a fue l o que siempre q u i - so expresar en sus otros l i b r o s . "Trate de e s c r i ^ i r l a a l a edad de d i e c i s i e t e anos, pero muy pronto me d i cuenta, por f o r t u n a , que yo mismo no c r e i a en l o que estaba contando. Mi problema mas impor- tante era d e s t r u i r l a l i n e a de demarcacion que separa l o que parece r e a l de l o que parece f a n t a s t i c o " . 3 3 E s t o precisamente, es e l gran descubrimiento de Cien anos de Soledad; un tono e p i c o , una narracion. s e n c i l l a , n a t u r a l , como se l a oyd a l o s abuelos. "Era un tono i m p e r t e r r i t o , con una serenidad a toda prue- ba que no se a l t e r a b a aunque se l e s e s t u v i e r a cayendo e l mundo encima, y s i n poner en duda en ningun momento l o que estaban contando, a s i f u e r a l o mas f r i v o l o o l o mas t r u c u l e n t o . (...) Habia que contar e l cuento simplemente, con e l lenguaje con que l o contaban l o s abuelos . Fue una ta r e a muyndura l a de r e s c a t a r todo un v o c a b u l a r i o y una manera de d e c i r l a s cosas que ya, no son usuales en l o s medios urbanos en que vi v i m o s " . 3 ^ * Es d e c i r , debio' c r e a r , o r e c o n s t r u i r un lenguaje ep i c o , e l unico adecuado para r e l a t a r l o s acontecimientos m i t i c o s de un mundo: su formacion y su h i s t o r i a , h asta l a d e s t r u c c i o n t o t a l . Ademas, e l autor se l i m i t a a n a r r a r l o s episodios s i n e m i t i r j u i c i o s , quedando totalmente a i s l a d o d e l r e l a t o . "Cien anos de soledad? -no seran c i e n s i g l o s ? , -no sera e l suyo un tiempo t o t a l , absoluto, que comienza con e l desperezarse de l a humanidad y concluye cuando e l l a aca- ba? -Acaso es imposible c i f r a r e l mundo, meterlo en una cascara de nuez y con e l l a h i s t o r i a , desde e l Genesis hasta e l A p o c a l i p s i s ? " . 3 5 55 CAPITULO V 1 Nueve Asedios .a,.Garcia Marquez. Mario Vargas L l o s a , p. 1*f2. 2 G a b r i e l Garcia Marquez, Cien Anos de Soledad. Novena ed., Buenos A i r e s : Sudamericana, 1 9 6 8 , p. 1 6 . 3 Ricardo G u l l d n , G a r c i a Marquez o e l olvidado a r t e de contar. Madrid: Taurus, 1 9 7 0 , p. 18. k- Cesare Segre, I segni e l a c r i t i c a . Torino: E i n a u d i , 1 9 6 9 , p. 2 5 1 . 5 I b i d . , p. 2 5 ^ . 6 Nueve Asedios a G a r c i a Marquez. Jose' Miguel Oviedo, p. 1 0 2 . 7 G a b r i e l G a r c i a Marquez, Cien Anos de Soledad, p. 169. 8 Cesare Segre, Op. C i t . p. 2 5 3 . 9 G a b r i e l G a r c i a Marquez, Cien Anos de Soledad. p. 1 5 . 10 I b i d . , p. 9 . 11 I b i d . , p. 7 3 . 12 Cesare Segre, Op. C i t . p. 2 6 2 . 13 G a b r i e l G a r c i a Marquez, Cien Anos de Soledad. p. 2 0 . 1^ I b i d . , p. 5 0 . 15 I b i d . , p. 1 5 9 . 16 I b i d . , p. 3 0 3 . 17 I b i d . , p. 21 if. 18 I b i d . , p. 3 1 8 . 56 19 Cesare Segre, Op. C l t . p. 2 6 3 . 20 G a b r i e l Garcia Marquez, Cien Anos de Soledad. p. 1 2 5 . 21 Ricardo Gullo'n, Op. C i t . p. 6*4-. 22 l o c . c i t . 23 I b i d . , p. 6 3 . 2h G a b r i e l G a r c i a Marquez, Cien Anos de Soledad. p. 1 7 . 25 Ricardo Gullo'n, Op. C i t . p. *+9. 26 Ibid.« p. 5 3 . 27 I b i d . , p. 5 6 . 28 G a b r i e l G a r c i a Marquez, Cien Anos de Soledad. p. 3^9- 29 I b i d . , p. 2 6 7 . 30 I b i d . , p. 3 5 0 . 31 I b i d . , p. VI. 32 Miguel Fernandez-Braso, G a b r i e l Garcma_ Marquez, una con- v e r s a c i o n i n f i n i t a . Madrid: Azur, 1 9 6 9 , p. 9 5 . 33 l o c . c i t . 3*+ I b i d . , p. 9 6 . 35 Ricardo Gullo'n, Op. C i t . p. 21 . 57 CONCLUSION Heraos v i s t o que Macondo, e l l u g a r legendario que G a r c i a MaVquez habia tenido siempre en mente, se presenta d e f i n i d o desde l a primera obra. Poco a poco, a traves de e s t a s , vamos encontrando datos que agregados unos a o t r o s , nos l l e v a n a l a c o n f i g u r a c i d n t o t a l de su ambiente. En La Ho.iarasca se l e describe como s i n i e s t r o y f r u s t r a d o ; me- diante l o s s o l i l o q u i o s de l o s t r e s personajes descubrimos una proyeccidn d e l sentimiento de c u l p a b i l i d a d en que v i v e e l pjieblo. Podemos notar que, parte debido a ese sentimien- t o , r e f l e j a d o en e l v o l u n t a r i o e n c i e r r o d e l Doctor, y par- te por e l p l a c e r de venganza, l a gente quiere negarle e l e n t i e r r o . E l Coronel no t i e n e quien l e e s e r i b a , La Mala Hora y l o s cuentos de Los Funerales de l a Mama. Grande agregan l a v i s i o n de un pueblo hundido en l a m i s e r i a , acosado por e l clima y centro de persecuciones y luchas p o l i t i c a s . Cien Anos de Soledad, ademas de r e c o p i l a r todos estos datos, presenta a Macondo como un mundo en e l que toda c l a s e de hechos m a r a v i l l o s o s o i r r e a l e s pueden o c u r r i r . "En e s t a n a r r a t i v a l o ^ i r r e a l no r a d i c a en l a suma de p r o d i g i o s que con c a r a c t e r por demas anecdotico y ex- terno c e n t e l l e a n en su s u p e r f i c i e , feno'meno s u b s i d i a - r i o que ha d i s t r a i d o a no pocos l e c t o r e s . A l a p o s t r e , u originariamente s i se quiere, l o i r r e a l aqui no es l o que e l autor i n v e n t a , sino e l anacronismo h i s t d r i c o latinoamericano en p r e s e n c i a decidiendo l a fisonomia y e l tono de esas invenciones; dicho anacronismo es 58 igualmente e n a l t e c i d o en Tabula en v i r t u d de l a e x t r a - neza complice, discretamente n o s t a l g i c a , con que e l r e - l a t o l o muestra. E i n c l u s i v e por momentos es evocado como una malograda edad de oro que aun parece no acabar de agonizar t r a s l o s desgarrones de l a v i o l e n c i a en l a Zona Bananera". 1 A s i se amplia ese mundo pintado en l a s obras a n t e r i o r e s , con l a v i s i o n de un pueblo mas u n i v e r s a l en e l que encon- tramos c i f r a d a toda l a h i s t o r i a no s o l o de hispanoamerica s i n o d e l mundo, desde su comienzo hasta l a d e s t r u c c i d n t o - t a l . Ese ambiente que nos presenta finalmente Cien A- fios de Soledad es, no un invento d e l autor, s i n o l a n a r r a - c i d n d e l que su abuelo l e r e l a t o cuando nino. Es por esto que todas l a s obras estan ambientadas en forma semejante, y que ademas encontramos t a n frecuente r e p e t i c i d n de per- sonajes. En v a r i o s de l o s l i b r o s l o s vemos con l o s mismos nombres, pero en otros casos se pueden reconocer l a s f i g u - ras a pesar de su cambio de personalidad. E s t o , por ejem- p l o l o tenemos entre La Hojarasca y Cien Anos de Soledad, con e l Doctor, en l a primera y Jose A r c a d i o , e l gigante, en l a u l t i m a . Lo mismo ocurre con l o s coroneles, l o s cu- r a s , l o s medicos, que a pesar de ser personas d i f e r e n t e s , se pueden i d e n t i f i c a r con sus companeros. A s i como e l mundo de Macondo e s t a ya formado des- de l a primera obra, l o que d i f e r e n c i a unas de otras es l a busqueda de una forma apropiada, como ya se ha dicho, pa- r a l a n a r r a c i o n de ese ambiente. Encontramos un primer i n - 59 tento en l o s s o l i l o q u i o s de t r e s c o n c i e n c i a s , en La Hoja- ra s c a ; luego e l paso a ana d e s c r i p c i o n mas r e a l i s t a , pura- mente o b j e t i v a de E l Coronel no t i e n e qalen l e e s e r i b a , anos de l o s cuentos de Los Funerales de l a Mama Grande y La Mala Hora, y por ultimo e l tono mas l i b r e , mas f a n t a s t i - co, con c a r a c t e r i s t i c a s epicas de Cien Anos de Soledad, ya preludiado en e l cuento "Un d i a despues d e l sabado". A s i , de esta manera, presenta G a r c i a Marquez un mundo mas ge n e r a l , en e l que l o f a n t a s t i c o o i r r e a l c o e x i s - te con l o c o t i d i a n o y en e l que todas l a s cosas son po- s i b l e s . 60 CONCLUSION 1 Jaime M e j i a Duque, Mito y r e a l i d a d en G a b r i e l G a r c i a Marquez. M e d e l l i n : La Oveja Negra, 1 9 7 0 , p. 2 7 . 61 BIBLIOGRAFIA Fernandez-Braso, Miguel. G a b r i e l G a r c i a Marquez, una conversacion i n f i n i t a . Madrid, Azur, 1 9 6 9 . G a r c i a Marquez, G a b r i e l , Cien Anos de Soledad. Buenos A i r e s , Sudamericana, 1 9 6 8 . G a r c i a Marquez, G a b r i e l . E l Coronel no t i e n e quien l e e s e r i b a . Buenos A i r e s , Sudamericana, 1 9 6 8 . G a r c i a Marquez, G a b r i e l . La Ho.iarasca. Bogota, E d i c i o - nes S.L.B., 1 9 5 5 . G a r c i a MaVquez, G a b r i e l . La Mala Hora. Buenos A i r e s , Sudamericana, 1 9 6 9 • G a r c i a Marquez, G a b r i e l . Los Funerales de l a Mama Gran- de. Buenos A i r e s , Sudamericana, 1 9 6 8 . G u l l o n , Ricardo. G a r c i a Marquez o e l olvidado a r t e de contar. Madrid, Taurus, 1 9 7 0 . Harss, L u i s . Los Nuestros. Buenos A i r e s , Suramericana, 1 9 6 6 . Latcham, Ricardo A. A n t o l o g i a d e l cuento hispanoameri- cano. Santiago de C h i l e , Zig-Zag, 1 9 6 9 . M e j i a Duque, Jaime. Mito y r e a l i d a d en G a b r i e l G a r c i a Marquez. M e d e l l i n , La Oveja Negra, 1 9 7 0 . Nueve Asedios a G a r c i a Marquez. Santiago de C h i l e , E d i - t o r i a l U n i v e r s i t a r i a , S.A., 1 9 6 9 . Segre, Cesare. I segni e l a c r i t i c a . Torino, E i n a u d i , 1 9 6 9 .

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