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Féministe ou anti-féministe? : images de la femme dans le théâtre de Molière Mofazali, Mahasti 1992

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FÉMINISTE OU ANTI-FÉMINISTE? Images de l a femme dans l e théâtre de Molière by Mahasti Mofazali B.A., Simon F r a s e r U n i v e r s i t y , 1989 A THESIS SUBMITTED IN PARTIAL FULFILLMENT OF THE REQUIREMENTS FOR THE DEGREE OF MASTER OF ARTS i n THE FACULTY OF GRADUATE STUDIES (Department o f French) We a c c e p t t h i s t h e s i s as c o n f o r m i n g t o t h e r e q u i r e d s t a n d a r d THE UNIVERSITY OF BRITISH COLUMBIA October 1992 © Mahasti Mofazali, 1992 In presenting this thesis in partial fulfilment of the requirements for an advanced degree at the University of British Columbia, I agree that the Library shall make it freely available for reference and study. I further agree that permission for extensive copying of this thesis for scholarly purposes may be granted by the head of my department or by his or her representatives. It is understood that copying or publication of this thesis for financial gain shall not be allowed without my writ ten permission. Department of The University of British Columbia Vancouver, Canada DE-6 (2/88) ABSTRACT FÉMINISTE OU ANTI-FÉMINISTE? Images de l a femme dans l e théâtre de Molière i s an e x t e n s i v e s t u d y o f Molière's f e m i n i n e and f e m i n i s t p l a y s i n wh i c h t h e p l a y w r i g h t d e p i c t s s e v e n t e e n t h c e n t u r y French women. P l a y s s t u d i e d i n c l u d e The S c h o o l f o r Wives, The Female S c h o l a r s . Don Juan. The Précieuses R i d i c u l e s . The S c h o o l f o r Husbands. T a r t u f f e . M i s a n t h r o p e , e t c . Moreover, t h e woman's s o c i a l s t a t u s i n s e v e n t e e n t h c e n t u r y F r ance i s i l l u s t r a t e d t h r o u g h a v a s t g a l l e r y o f femal e p o r t r a i t s . T h i s s t u d y a l s o f o c u s e s on c h a r a c t e r a n a l y s e s o f t h e female gender as opposed t o t h e male c h a r a c t e r s seen i n h i s p l a y s . Themes i n c l u d e s e x i s m , w i f e ' s s e r v i t u d e t o w a r d s her husband, woman's l i b e r a t i o n , s u p e r f i c i a l i t y o f c e r t a i n " s a l o n " women, young g i r l ' s e d u c a t i o n , female i d e n t i t y c r i s i s , l o v e and mariage, f o r c e d m a r i a g e s , c u c k o l d r y , i n f i d e l i t y and " l i b e r t i n a g e " . A c h a p t e r i s a l s o d e d i c a t e d t o t h e maid, " l a s u i v a n t e molièresque", t h e p l a y w r i g h t ' s i d e a l f e m i n i s t . I t i s e s p e c i a l l y w i t h Molière's f e m i n i s t messages which he r e l a y s t h r o u g h h i s p l a y s , t h a t a t w e n t i e t h c e n t u r y r e a d e r can w i t n e s s t h e d i f f i c u l t problems t h a t women e n c o u n t e r e d i n t h e s e v e n t e e n t h c e n t u r y . TABLE OP CONTENTS A b s t r a c t i i T a b l e o f C o n t e n t s i i i Acknowledgement i v I n t r o d u c t i o n 1 Chapter One L^École des femmes; de 1'asservissememt à l a 7 libération e t à l'épanouissement de l a femme Cha p t e r Two Les Femmes s a v a n t e s ; des femmes a r t i f i c i e l l e s I 17 Cha p t e r Three Les Précieuses r i d i c u l e s ; des femmes a t i f i c i - 28 e l l e s I I Chapter Four Le M i s a n t h r o p e ; l'identité féminine 37 Cha p t e r F i v e Don Juan; l a femme, v i c t i m e du l i b e r t i n a g e 47 Cha p t e r S i x Le T a r t u f f e ; l'idéal féministe: l a s u i v a n t e 5^8 molièresque Chapter Seven Le Bourcreois gentilhomme; l'égoïsme p a t e r n e l e t 70 l a t e n d r e s s e m a t e r n e l l e Chapter E i g h t Le M a r i a g e forcé e t L'École des m a r i s ; l a p h o b i e 79 du cocuage C o n c l u s i o n s 90 B i b l i o g r a p h y 103 A mon mari, Hamid, et à mes parents. Mina et Reza Introduction Le dix-septième siècle marque l'apogée du théâtre, l ' a r t s o c i a l p a r e x c e l l e n c e . Le dramaturge e t son oeuvre p r e n n e n t une p l a c e i m p o r t a n t e dans l a société, dans l a mesure où, ensemble, i l s représentent l e s v a l e u r s du système s o c i a l . De là, l ' a u t e u r d e v i e n t l e p e i n t r e des moeurs de son temps. Dans c e t t e étude thématique, nous a n a l y s e r o n s l e théâtre de Molière, de manière à établir s i ce dramaturge c l a s s i q u e , était féministe ou a n t i -féministe. En o u t r e , l e s comédies, que Molière a consacrées aux femmes, nous a i d e r o n t à mieux comprendre, l a c o n d i t i o n de l a femme française au dix-septième siècle. Les q u e s t i o n s q u i p o r t e n t s u r l'éducation des f i l l e s e t l a c o n d i t i o n féminine, s o n t devenues de p l u s en p l u s f a c i l e s à a f f r o n t e r . De nos j o u r s , on a t t a q u e moins l e s problèmes du c o u p l e , l e s r a p p o r t s e n t r e l e s s e x e s , de même que l'émancipation des femmes e t l ' i n i t i a t i o n des f i l l e s , à l a v i e e t à l'amour. Le dix-septième siècle s ' e s t a u s s i prêté à une v i s i o n féministe. Ce féminisme, q u i f o n c t i o n n a i t comme un mouvement précieux ( 1 ) , a n o u r r i l ' i m a g i n a t i o n de p l u s i e u r s grands a u t e u r s c l a s s i q u e s t e l s que Madame de La F a y e t t e , La R o c h e f o u c a u l d , La F o n t a i n e , La Bruyère e t Molière. Ce d e r n i e r , en p a r t i c u l i e r , e n t r e p r i t d'aborder dans ses comédies, l e s u j e t de l'émancipation de l a femme. Avec c e r t a i n e s de ses pièces féministes, Molière i n t e r v e n a i t d i r e c t e m e n t 1. C o n s t a n t Venesoen, "Autour d'un féminisme tronqué". Études s u r l a littérature française au XV I I e siècle. (Alabama: Summa P u b l i c a t i o n s I n c . , 1990): 5. dans l a d i s c u s s i o n t o u c h a n t l a q u e s t i o n féminine, e t l e s s u j e t s du mariage e t de l'amour. La comédie de Molière j o u a i t a u s s i un rôle s o c i a l . On r e t r o u v a i t p l u s ou moins l e s mêmes idées, dans l a p l u p a r t de s e s oeuvres, t e l l e s que l e s v i c e s e t l e s défauts de l'homme. Le génie de ce dramaturge était de t r a n s f i g u r e r en beauté l e s p e c t a c l e des l a i d e u r s humains. Ses comédies d e v a i e n t s ' a t t a c h e r à l a n a t u r e e t à l a vérité humaines ( 2 ) . De là, Molière a c c o r d a i t une très grande importance à l a p e i n t u r e des moeurs e t s u r t o u t , à c e l l e des caractères. " C e t t e p e i n t u r e v a u t s u r t o u t p a r l a vérité u n i v e r -s e l l e q u ' e l l e e n v e l o p p e " ( 3 ) . En e f f e t , l e s s u j e t s abordés p a r ce dramaturge ne s ' a p p l i q u e n t qu'à son époque. M a i s , Molière r e s t e r a t o u j o u r s un grand m o r a l i s t e . S e l o n L o u i s V a n d e l f t , beaucoup p l u s que nos a u t e u r s c o n t e m p o r a i n s , c ' e s t ce grand m o r a l i s t e , q u i met dans s e s pièces, nos problèmes l e s p l u s o r d i n a i r e s ( 4 ) . C e r t e s , Molière s'intéressait aux t r a v e r s des hommes, mais en c o n t r e p o i n t , f a c e à ces personnages, nous t r o u v o n s , dans son théâtre, une g a l e r i e de p o r t r a i t s féminins. Pour mieux s a i s i r l a portée du mouvement féministe, au dix-septième siècle, i l c o n v i e n t d ' a n a l y s e r c e r t a i n e s de ses comédies q u i a t t a q u e n t d i r e c t e m e n t ce problème. En e f f e t , Molière s ' e s t f a i t l e défenseur des d r o i t s de l a femme, dans p l u s i e u r s de ses comédies, t e l l e s que L'École des 2. J e a n B u t i n , L'École des femmes. Molière, a n a l y s e c r i t i q u e , ( P a r i s : H a t i e r , 1984): 5. 3. P i e r r e - G e o r g e s C a s t e x e t a l . H i s t o i r e de l a littérature françaisef ( P a r i s : H a c h e t t e , 1974): 254. 4. Séminaire donné p a r L o u i s V a n d e l f t s u r " l a leçon de L'École des femmes". U.B.C. Département de Français, Sept 1989. femmes e t L'École des m a r i s . Dans ces pièces, i l t r a i t e l e problème de l'éducation de l a femme, q u i p o r t e s u r son a f f r a n c h i s s e m e n t p r o g r e s s i f ( 5 ) . Dans d ' a u t r e s comédies, comme. Les Femmes s a v a n t e s e t Les Précieuses r i d i c u l e s . Molière condamne l e s personnages féminins. S i l a littérature d'une période, peut être considérée comme l e r e f l e t d'une réalité s o c i o - c u l t u r e l l e , c ' e s t probablement à t r a v e r s l e s comédies de Molière, que l ' o n p o u r r a mieux s a i s i r , l e problème féminin q u i e x i s t a i t au dix-septième siècle, e t même b i e n a v a n t . A f i n de b i e n comprendre ce qu'énonce Molière, dans ses comédies, i l c o n v i e n d r a i t de comparer l e s idées de s e s c o n t e m p o r a i n s , s u r l e thème de l a c o n d i t i o n féminine. Prenons p a r exemple, La F o n t a i n e . Dans s e s F a b l e s . ce f a b u l i s t e p o r t e s u r l a femme, un r e g a r d i r o n i q u e , l u c i d e e t f e r v e n t ( 6 ) . S e l o n C o l l i n e t , dans l ' u n i v e r s du f a b u l i s t e , i l e x i s t e t r o i s n i v e a u x superposés q u i communiquent e n t r e eux: l e s d i e u x , l e s hommes e t e n f i n , l e s p l a n t e s e t l e s animaux. C e r t e s , l a femme e x i s t e , mais, c ' e s t au n i v e a u des bêtes. "La C h a t t e métamorphosée en femme" e s t un très bon exemple. Un homme aime t e l l e m e n t s a c h a t t e , q u ' i l p r i e D i e u q u ' e l l e d e v i e n n e femme. Une f o i s métamorphosée, l'homme ne l a v e u t p l u s , e t i l l a ch a s s e de chez l u i . P u i s q u ' e l l e e s t , en réalité, un a n i m a l , e l l e r e v i e n t t o u j o u r s 5. Marianne Crâemar-Vos, "Le Combat N a i s s a n t pour l e féminisme au X V I I e siècle", The Language Q u a r t e r l y , ( v o l . 23 93-4) S p r i n g -Summer, 1986): 43. 6. J e a n - P i e r r e C o l l i n e t , "L'image de l a femme dans Les F a b l e s de La F o n t a i n e " , Onze Études s u r l'image de l a femme dans l a litté-r a t u r e française du dix-septième siècle, c o l l . réunie e t dirigée pa r Wolfgang L e i n e r , ( P a r i s : J e a n - M i c h e l P l a c e , 1978): 121. 3 p a r l a fenêtre. S i l a femme e x i s t e , ce q u i se f a i t r a r e m e n t chez La F o n t a i n e , e l l e e s t t o u t simplement bête, p a r f o i s même, dans l e s deux sens du terme. De p l u s , l a féminité se t r a d u i t , p l u s ou moins, p a r l ' i m p a t i e n c e , l a colère, l e s c a p r i c e s e t l e s démonstrations e x c e s s i v e s ( 7 ) . I l nous semble que l e s personnages féminins chez La F o n t a i n e relèvent de l'humanité. S ' i l s y p a r t i c i p e n t , c ' e s t d'une manière effacée e t p a s s i v e . Parmi l e s femmes, dans l e s f a b l e s de La F o n t a i n e , on r e t r o u v e des personnages t r a g i q u e s , t e l s que "l'épouse infidèle à l a beauté f a t a l e " , "l'amante délaissée" ou " l a mère frappée dans s e s e n f a n t s " , e t a i n s i de s u i t e . Q u e l l e que s o i t son image, l a femme e s t démontrée, à t o u s l e s moments de son d e s t i n ( 8 ) . Quant à La Bruyère, i l s'amuse a u s s i en démontrant à ses l e c -t e u r s que l a femme e s t un être f a i b l e e t p a r f o i s trompeur. Chez e l l e , i l met en évidence, une c e r t a i n e f a i b l e s s e de volonté e t une i n s u f f i s a n c e d'entendement (9) . " P l u s que l'homme, d i t Jacq u e s M o r e l , l a femme e s t e s c l a v e des c o n v e n t i o n s mondaines l e s moins fondées" (10) . S e l o n La Bruyère, l e s femmes ne c h e r c h e n t qu'à paraître louées, comme c e l l e s q u i se r a s s e m b l e n t "pour montrer une b e l l e étoffe e t pour r e c u e i l l i r l e f r u i t de l e u r t o i l e t t e " ( 1 1 ) . I l a j o u t e a u s s i que l a femme e s t a s s e r v i e à l a mode, b o u f f i e de 7. V o i r n o t e 6. 8. J e a n - P i e r r e C o l l i n e t , "L'Image de l a femme dans l e s F a b l e s de La F o n t a i n e " : 121. 9. J a c q u e s M o r e l , "La P l a c e de l a femme dans Les Caractères de La Bruyère", Onze Études s u r l'image de l a femme dans l a littérature française du dix-septième siècle, c o l l . réunie e t dirigée p a r Wolfgang L e i n e r , ( P a r i s : J e a n - M i c h e l P l a c e , 1978): 133. 10. I b i d . 11. J e a n de La Bruyère, "Des Femmes", Les Caractères, ( V I I , 3 ) , ( P a r i s : B o r d a s , 1985): 100. vanité, e t e l l e e s t t o u j o u r s soumise à l a p a s s i o n . Comme Molière, La Bruyère c r i t i q u e l e s femmes q u i se r e n d e n t s a v a n t e s , uniquement, pour paraître s a v a n t e s . I l l e s met au r a n g des p r u d e s , des c o q u e t t e s e t des j o u e u s e s . C e t t e idée s e r a abordée, p l u s l o i n , dans l ' a n a l y s e des Précieuses r i d i c u l e s e t Les Femmes s a v a n t e s de Molière. Le p o r t r a i t de l a femme que dépeint La Bruyère l a i s s e donc à désirer. E l l e e s t c o q u e t t e , f a i b l e , i n c o n s t a n t e , légère ou v o l a g e . De p l u s , t o u t e s l e s femmes s o n t j a l o u s e s l e s unes des a u t r e s . Avec t o u t e s c e s d e s c r i p t i o n s , La Bruyère a t t e i n t l e mépris. S e l o n Jacques M o r e l , La Bruyère e s t e s s e n t i e l l e m e n t a n t i -féministe, c a r dans ses "Caractères", l e p o r t r a i t de l a femme e s t n o i r . Pour Madame de La F a y e t t e , une romancière féministe, du d i x -septième siècle, l a femme e s t l e c e n t r e d'intérêt de son roman, La P r i n c e s s e de Clèves. Son héroïne. Madame de Clèves n ' e s t pas seulement l ' o b j e t de son récit, mais e l l e e s t a u s s i l e s u j e t . C'est-à-dire que c ' e s t e l l e , q u i à l a f o i s , a g i t e t s u b i t . S e l o n Suzanne R e l y e a , " e l l e p r e n d s u r e l l e l a responsabilité d'interpréter ce récit a u q u e l e l l e s'était prêtée en s u j e t " ( 1 2 ) . Dans ce roman précieux, q u i e s t l a p r i n c i p a l e oeuvre de Madame de La F a y e t t e , ce s o n t l a v e r t u e t l'honneur de l a femme q u i t r i o m p h e n t , e t non sa p a s s i o n . P a r r a p p o r t à d ' a u t r e s g rands a u t e u r s du dix-septième siècle, l e cas de Madame de La F a y e t t e e s t 12. Suzanne R e l e y a , "La Représentation de l a l e t t r e dans La P r i n c e s s e de Clèves de Madame de La F a y e t t e " , Onze Études s u r l'image de l a femme dans l a littérature française du dix-septième siècle, c o l l . réunie e t dirigée p a r Wolfgang L e i n e r , ( P a r i s : J e a n -M i c h e l P l a c e , 1978): 115. différent, p u i s q u e , c ' e s t une femme, e t non un homme, q u i nous donne son interprétation de l a c o n d i t i o n féminine. Grâce à son t a l e n t , à son dynamisme, e t à son e s p r i t d ' e n t r e p r i s e , c e t t e femme-écrivain prouve que l e sexe, d i t " f a i b l e " , a pu c o n t r i b u e r , en grande p a r t i e , à l ' e n r i c h i s s e m e n t de l a littérature française, t o u t en étant une "Femme" ( 1 3 ) . En e f f e t , i l y a l e s deux extrêmes: l e féminisme de Madame de La F a y e t t e e t l'anti-féminisme de La Bruyère, pour ne c i t e r que c e s a u t e u r s . Dans l e s c h a p i t r e s q u i s u i v e n t , nous comparerons l e s comédies de Molière, de manière à établir sa p e r c e p t i o n de l a c o n d i t i o n féminine. Dans c e r t a i n e s de s e s comédies, i l l o u e l a femme, e t dans d ' a u t r e s , i l l a condamne, ce que nous t e n t e r o n s de démontrer à t r a v e r s n o t r e étude. 13. M arianne Crâemar-Vos, "Le Combat N a i s s a n t pour l e féminisme au X V I I e siècle", The Language Q u a r t e r l y . ( V o l . 24 ( 3 - 4 ) , Spring-Summer, 1986): 41. L'École des femmes; de l ' a s s e r v i s s e m e n t à l a libération e t à l'épanouissement de l a femme L'École des femmes e s t l a première grande comédie de Molière, q u i v a b i e n au delà d'un s i m p l e d i v e r t i s s e m e n t théâtral. C e t t e pièce établit l a g l o i r e de Molière. Ce dramaturge d o i t probablement son succès à c e t t e pièce pour deux r a i s o n s . D'un côté, e l l e occupe une p l a c e c a p i t a l e p a r m i l e s o e u v r e s littéraires du dix-septième siècle. De l ' a u t r e , e l l e représente une e x p r e s s i o n s o c i o - c u l t u r e l l e , c a r e l l e s ' a p p l i q u e d i r e c t e m e n t à l a d i s c u s s i o n de l a c o n d i t i o n e t l'éducation féminines. C e t t e pièce e s t une v r a i e comédie de moeurs. Dès l ' e x p o s i t i o n , l e t i t r e même p r e n d p o s i t i o n . C'est en e f f e t , une véritable "école des femmes", q u i o f f r e une leçon au p u b l i c . A t r a v e r s c e t t e pièce e s t véhiculée l'idée de l a libération e t de l'épanouissement de l a femme. De p l u s , c e t t e comédie démontre l a femme comme étant v i c t i m e de s a c o n d i t i o n . Au dix-septième siècle, l a femme était considérée comme un b i e n purement s e n s u e l , dédié au p l a i s i r p h y s i q u e de l'homme, t a n d i s que ce d e r n i e r i n c a r n a i t l e rôle de l'autorité e t de l a p u i s s a n c e . C e t t e comédie exprime donc une préoccupation dont l ' i m p o r t a n c e était réelle, pour c e t t e époque, q u i était l e r e f l e t d'une société v i r i l e , où l'homme j o u a i t e s s e n t i e l l e m e n t l e beau rôle. S e l o n W i l b u r ; I t i s t h e beard i n which a l l power l i e s and though t h e r e a r e two p o r t i o n s o f mankind. Those p o r t i o n s a r e not e q u a l , you w i l l f i n d ; One h a l f commands, t h e o t h e r must obey The deep s u b m i s s i o n and h u m i l i t y w h i c h a good w i f e must e v e r e x h i b i t toward The man who i s h e r master, c h i e f , and l o r d . (1) L ' i n s t i t u t i o n du mariage n'était basée que s u r l a fidélité de l a femme. Pour l'homme, i l s ' a g i s s a i t uniquement de s a t i s f a i r e ses désirs s e n s u e l s . P a r f o i s même, être amoureux de sa femme était considéré r i d i c u l e , c a r l'amour c o n j u g a l était un s e n t i m e n t honteux e t choquant. C e l a se m a n i f e s t e , p a r exemple, dans La P r i n c e s s e de Clèves. de Madame de La F a y e t t e . Dans ce roman précieux, l e P r i n c e de Clèves avoue s a p a s s i o n pour sa femme, à s a mort, c a r i l a v a i t peur de p e r d r e son e s t i m e . On a t t e n d a i t du m a r i , non l a t e n d r e s s e e t l'amabilité, mais plutôt l a brutalité p o s s e s s i v e (2) . C e t t e idée s e r a abordée, p l u s l o i n , dans l ' a n a l y s e de Don Juan. Quelque s o i t l e m i l i e u s o c i a l , l ' a v e n i r d'une jeune f i l l e était d'être échangée à un homme, en une s o r t e de marchandage, e n t r e l e s deux pères. T e l l e e s t l a s i t u a t i o n d'Agnès e t d'Horace dans L'École des femmes. Dès l o r s , l e mariage d e v e n a i t une s o r t e de c o n t r a t e n t r e l e s deux f a m i l l e s ( 3 ) . La f i l l e était d'abord l a propriété de son père, q u i l a m a r i a i t à un homme q u ' i l c h o i s i s s a i t à son gré. Une f o i s mariée, e l l e ne d e v e n a i t p l u s que " l ' o b j e t " de son époux. En d ' a u t r e s termes, une jeune f i l l e n ' a v a i t aucun d r o i t 1. V o i r M a r c e l G u t w i r t h , "Molière and t h e Woman Q u e s t i o n : Les Précieuses r i d i c u l e s . L'École des femmes. Les Femmes s a v a n t e s " , T h e a t r e J o u r n a l . ( V o l 34 ( 3 ) , O c t o b e r 1982): 353. 2. C h r i s t i n e Geray, Molière: Dom Juan. ( P a r i s : H a t i e r , 1988): 19. 3. Marianne Craemar-Vos, "Le Combat N a i s s a n t pour l e féminisme au X V I I e siècle", The Language Q u a r t e r l y . ( V o l . 24 ( 3 - 4 ) , S p r i n g -Summer, 1986): 42. à l ' e x i s t e n c e . La s i t u a t i o n d'Agnès e s t encore p i r e , c a r e l l e e s t , dès s a n a i s s a n c e , enfermée dans l ' i g n o r a n c e t o t a l e , l o i n de l a v i e , de l'amour e t de t o u t c o n t a c t avec l a société. Comme l ' e x p l i q u e A r n o l p h e : A r n o l p h e : Dans un p e t i t c o uvent, l o i n de t o u t e p r a t i q u e , J e l a f i s élever s e l o n ma p o l i t i q u e . C'est-à-dire ordonnant q u e l s s o i n s on e m p l o i e r a i t Pour l a r e n d r e i d i o t e a u t a n t q u ' i l se p o u r r a i t . (4) A r n o l p h e tâche d'élever Agnès s e l o n s e s p r o p r e s théories m a l s a i n e s , à l'image de ses désirs égoïstes, pour q u ' e l l e d e v i e n n e soumise e t p a s s i v e . Précisons que ce n ' e s t qu'à p a r t i r du dix-huitième siècle que l a femme commence à e x i s t e r , pour elle-même, e t ne f a i t p l u s p a r t i e du p a t r i m o i n e de l'homme. De t e l l e s femmes se t r o u v e n t p a r exemple, dans Le J e u de l'amour e t du h a s a r d de M a r i v a u x e t . Le M a r i a g e de F i g a r o de Beaumarchais. Une jeune f i l l e , e ncore célibataire, n ' a v a i t que deux c h o i x à l'époque; s o i t l e couvent, s o i t l e mariage. Une f o i s s o r t i e du cou v e n t , où e l l e n ' a p p r e n a i t qu'à ferme r l e s yeux s u r l a réalité e t à r e s p e c t e r l e s désirs du sexe opposé, e l l e d e v a i t a p p l i q u e r à une v i e c o n j u g a l e , ce q u ' e l l e a v a i t a p p r i s , pour s a t i s f a i r e un époux déjà c h o i s i . De là, e l l e d e v a i t t e n i r l e ménage de son m a r i e t l u i donner des e n f a n t s , a f i n d ' a s s u r e r l a descendance. C e l a se m a n i f e s t e c l a i r e m e n t dans L'École des femmes où, enfermée e t tenue à l'écart du monde, Agnès passe ses j o u r s en f a i s a n t des e x e r c i s e s r e l i g i e u s e s e t qu e l q u e s t r a v a u x d ' a i g u i l l e s : 4. Molière, L'École des femmes. ( P a r i s : H a c h e t t e , 1976): 41. A r n o l p h e : Qu'avez-vous f a i t e n c o r ces neuf ou d i x j o u r s - c i ? Agnès: S i x chemises, j e pense, e t s i x c o i f f e s a u s s i . (5) I l c o n v i e n t de n o t e r qu'Arnolphe représente une continuité e n t r e père e t époux. Nous ne saur o n s qu'à l a f i n de l a pièce, qu'Agnès a un père. Mais dès l ' e x p o s i t i o n , c ' e s t A r n o l p h e q u i joue l e s deux rôles, c'est-à-dire, homme-père e t homme-époux. C'est l u i q u i , dès l a n a i s s a n c e d'Agnès, décide de son d e s t i n . En o u t r e , une femme mariée était p l u s ou moins coupée du r e s t e de l a société, c a r e l l e r i s q u a i t d'être infidèle à son m a r i . C e l a nous r a p p e l l e de nouveau La P r i n c e s s e de Clèves. où l'héroïne d o i t q u i t t e r l a c o u r a f i n de s'éloigner du Duc de Nemours. La pièce L'École des femmes met en scène de q u e l l e façon immorale A r n o l p h e c h e r c h e à p r e n d r e p o s s e s s i o n d'Agnès. I l se s e r t des vérités de l a r e l i g i o n pour l a menacer: A r n o l p h e : Songez qu'en vous f a i s a n t moitié de ma personne. C'est mon honneur, Agnès que j e vous abandonne... i l e s t aux e n f e r s des chaudières b o u i l l a n t e s . Où l ' o n p l o n g e à j a m a i s l e s femmes mal v i v a n t e s . . . S i v o t r e âme l e s s u i t e t f u i t d'être c o q u e t t e . E l l e s e r a b l a n c h e e t n e t t e ; M ais s ' i l f a u t qu'à l'honneur e l l e f a s s e un f a u x bond. E l l e d e v i e n d r a l o r s n o i r e comme un charbon. (6) Pour une âme neuve e t inexpérimentée, comme c e l l e d'Agnès, c e t t e a t t a q u e e s t comme un v i o l m o r a l . Le troisième a c t e met en évidence l e s e f f o r t s c o n t i n u e l s d ' A r n o l p h e , q u i tâche de m e t t r e en sûreté s a p o s i t i o n , vis-à-vis d'Agnès. I l l a sermonne à propos des d e v o i r s de l a femme, e n v e r s son m a r i . Les rébarbatives Maximes du 5. Molière, L'École des femmes: 67. 6. I b i d . : 83. mariage, q u ' i l f a i t l i r e à Agnès, démontrent c e t t e t r i s t e réalité sans aucune c e n s u r e : Le m a r i q u i l a possède, C'est l u i que touche s e u l l e s o i n de s a beauté E t pour r i e n d o i t être compté, que l e s a u t r e s l a t r o u v e n t l a i d e [...] Car, pour b i e n p l a i r e à son époux, e l l e ne d o i t p l a i r e à personne. (7) De c e t t e c i t a t i o n , nous comprenons q u ' i l c h e r c h e à gagner un c e r t a i n contrôle s u r e l l e , c a r i l rêve de posséder une femme, entièrement fidèle e t soumise à ses volontés. Comme i l l e d i t , i l v e u t une s o t t e q u i " s o i t d'une i g n o r a n c e t o t a l e " , plutôt qu'une femme h a b i l e "avec beaucoup d ' e s p r i t " ( 8 ) . A r n o l p h e r e s s e n t une t e r r i b l e volonté de p u i s s a n c e . I l tâche de f a i r e a p p rendre à Agnès c e t t e leçon néfaste. Ironiquement, en l i s a n t l e s Maximes du mariage, Agnès apprend à d i r i g e r une l i a i s o n amoureuse avec Horace. I l e s t p o s s i b l e que l e but de Molière, en détournant l a s i t u a t i o n , s e r t à démontrer q u ' i l f a u t r e s p e c t e r l a liberté e t l'indépendance de l a jeune f i l l e . En a n a l y s a n t l e s comédies de Molière de p l u s près, nous comprenons que ce dramaturge i n s i s t e beaucoup s u r l e thème du mariage arrangé. L'École des femmes t o u r n e a u t o u r de ce s u j e t . Quelque s o i e n t s e s r a i s o n s , un homme p o u v a i t p r e n d r e pour épouse une très jeune f i l l e , une v i e r g e i g n o r a n t e e t naïve, a f i n q u ' i l p u i s s e f o r m e r son caractère s e l o n sa p r o p r e volonté. C'est à q u o i t r a v a i l l e A r n o l p h e . Ce t y r a n c h e r c h e à p r o f i t e r de s a s i t u a t i o n , en t a n t qu'homme, pour contrôler Agnès: 7. Molière, L'École des femmes: 85. 8. I b i d . : 39. A r n o l p h e : A i n s i que j e v o u d r a i , j e t o u r n e r a i c e t t e âme: Comme un morceau de c i r e e n t r e mes mains e l l e e s t , e t j e l u i p u i s donner l a forme q u i me plaît. (9) Ce désir de "modeler" ou de créer une femme fidèle, démontre l e côté c r a i n t i f d 'Arnolphe. Ce personnage a une grande p h o b i e du cocuage. C'est un mysogyne q u i se méfie des femmes. En épousant une j e u n e f i l l e inexpérimentée, A r n o l p h e empêche d'être trompé. C r o i t - i l ! C'est a i n s i q u ' i l d o i t tomber dans l a démesure. Possédé par l a f o l i e de l a s e r v i t u d e e t v i v a n t dans l a c r a i n t e d'être trompé p a r Agnès, A r n o l p h e ne t i e n t pas compte des éléments p s y c h o -l o g i q u e s l e s p l u s s i m p l e s . P a r c e q u ' i l i g n o r e ce q u ' e s t l e v r a i amour, i l ne s a i t pas que c e t t e émotion ne se commande pas ( 1 0 ) . S e l o n M a r j o r i e M u l l i n s , Agnès représente l a première "jeune f i l l e " dans l a littérature française, son rôle e s t donc très i m p o r t a n t . Sur l e p l a n théâtral, e l l e ne j o u e que dans q u a t r e s scènes e t n'a qu'une c e n t a i n e de v e r s à énoncer. Néanmoins, son rôle e s t c e n t r a l p u i s q u ' e l l e e s t l e s u j e t de l a rivalité e n t r e Horace e t A r n o l p h e , déguisé en Mo n s i e u r de l a Souche. Molière l a dépeint comme une jeune f i l l e r a v i s s a n t e , dont l e charme e s t sans r u s e n i t r o m p e r i e ( 1 1 ) . P o u r q u o i l u i a v o i r donné de t e l l e s qualités: s i m p l e , i g n o r a n t e e t abandonnée? Le dramaturge l ' a créée a i n s i pour q u ' i l n'y a i t chez e l l e aucun c a l c u l e t aucune 9. Molière, L'École des femmes: 88. 10. "Le Combat N a i s s a n t pour l e féminisme au X V I I e siècle": 42. 11. M a r j o r i e M u l l i n s , La F a m i l l e au X V I I e siècle d'après l e théâtre de Molière. (Toulouse: I m p r i m e r i e e t L i b r a i r i e Edouard Privât, 1927): 18. hésitation, c o n t r a i r e m e n t à A r n o l p h e ( 1 2 ) . Agnès f a i t t o u t spontanément. E l l e ne pose aucune q u e s t i o n , e l l e ne p a r l e que l o r s q u ' o n l u i a d r e s s e l a p a r o l e e t , quand e l l e p a r l e , c ' e s t avec un langage i n n o c e n t q u i e s t purement i n s t i n c t i f . De p l u s , sa naïveté e s t p r e sque charmante, s u r t o u t quand e l l e pense que " l e s e n f a n t s s e f o n t p a r l e s o r e i l l e s de l e u r mère", e t " q u ' i l n'y a r i e n d ' a u t r e à l'amour que de b a i s e r l e b r a s " . Quant à sa bonté, e l l e e s t a u s s i i n s t i n c t i v e . Ce n ' e s t que p a r pitié e t p a r sensibilité q u ' e l l e tombe amoureuse d'Horace: Agnès: E t p o u v a i s - j e , après t o u t , a v o i r l a c o n s c i e n c e . De l e l a i s s e r m o u r i r f a u t e d'une a s s i s t a n c e . Moi q u i c o m p t a i s t a n t aux gens qu'on f a i t s o u f f r i r . E t ne p u i s sans p l e u r e r v o i r un p o u l e t m o u r i r ? (13) Horace a mis Agnès sous l a p r o t e c t i o n d ' A r n o l p h e , mais i l i g n o r e que ce d e r n i e r e s t son r i v a l . Dès l o r s , Agnès se t r o u v e en p l e i n e q u e r e l l e e n t r e c es deux hommes. D'un côté, e l l e e s t tirée pa r A r n o l p h e , sans s a v o i r que c ' e s t l u i q u i v e u t l a séparer d'Horace. De l ' a u t r e côté, e l l e se r e t o u r n e sans c e s s e v e r s ce jeune homme, ne v o u l a n t p o i n t l e q u i t t e r . Molière démontre a l o r s que l a douceur, s u r t o u t e n v e r s l a femme e t t e l l e que l a montre Horace e n v e r s Agnès, "prime s u r l a v i o l e n c e e t que l a c o n f i a n c e l'emporte s u r l a méfiance" ( 1 4 ) . C ' e s t , sans d o u t e , s a naïveté q u i ne l u i permet pas de se décider. M a i s , en f i n de compte, c ' e s t l'amour pour Horace q u i t r i o m p h e , c a r "l'amour e s t l e privilège de 12. V o i r n o te 11. 13. Molière, L'École des femmes: 70. 14. "Le Combat N a i s s a n t pour l e féminisme au XV I I e siècle": l a j e u n e s s e " (15) . Quand e l l e e s t r e m i s e dans l e s mains d'Arnolphe, i l e s t i n c a p a b l e de l a r e t e n i r , p a r c e que l a véritable innocence d'Agnès i l l u m i n e l'image sombre de l a p o s s e s s i o n ( 1 6 ) . Le personnage d'Agnès e s t véritablement r e d o u t a b l e . Malgré s a naïveté e t son i n n o c e n c e , e l l e f a i t c o n f i a n c e à l a v i e , à s on coeur, e t e l l e p r e nd des r i s q u e s , b i e n q u ' A r n o l p h e l a menace. Agnès e s t - e l l e une révolutionnaire? O u i , c a r e l l e va au delà de s a c o n d i t i o n , q u i l u i e s t imposée p a r son maître t y r a n n i q u e . Molière démontre une c e r t a i n e sympathie e n v e r s ce personnage féminin, mais a u s s i , e n v e r s sa s i t u a t i o n , en l u i créant un heu r e u x d e s t i n . Ce n ' e s t que p a r coïncidence qu'Agnès d o i t épouser Horace, l'homme avec q u i , e l l e tombe naïvement amoureuse. De c e t t e façon, l e dramaturge f a i t d'une s e u l e p i e r r e , deux coups, réussissant à r e s p e c t e r l e s v a l e u r s s o c i a l e s de son époque, en p a r t i c u l i e r , l e c o n c e p t du mariage arrangé. Molière ne s ' o p p o s a i t pas spécialement à c e t t e idée. Ce q u i l e préoccupait était plutôt de f o r c e r l e s j e u n e s f i l l e s , d ' e n t r e r dans un ma r i a g e , sans amour. C e t t e idée s e r a abordée p l u s l o i n , dans l ' a n a l y s e de T a r t u f f e e t de L'École des m a r i s de Molière. C'est a i n s i qu'avec L'École des femmes. Agnès a i m e r a l'homme q u ' e l l e d o i t épouser. I l nous semble que Molière s'intéressait beaucoup aux r a p p o r t s e n t r e l e s s e x e s . Cependant, l a v r a i e q u e s t i o n q u ' i l pose, en écri-15. La F a m i l l e au X V I I e siècle d'après l e théâtre de Molière; 19. 16. H. Walker, " P e r s o n a l and P r o f e s s i o n a l C o n t r o v e r s y " , Molière. (Boston: Twayne P u b l i s h e r s , 1971): 69. v a n t L'École des femmes, e s t c e l l e q u i s ' a p p l i q u e à l a c o n d i t i o n féminine. La femme e s t - e l l e destinée à r e s t e r un être e s s e n t i e l l e -ment dépendant de l'homme? D o i t - e l l e t o u j o u r s j o u e r l e rôle de l ' a u x i l i a i r e p a r r a p p o r t à l'homme? Ou, p e u t - e l l e , p a r son s a v o i r , d e v e n i r un être réellement l i b r e e t indépendant? C e t t e oeuvre e s t une v r a i e pièce féministe, c a r e l l e met en scène l e problème de l a d o m i n a t i o n de l a femme. S e l o n nous, Molière s o u t i e n t deux idées en écrivant c e t t e pièce féministe: r e s p e c t e r l'indépendance e t l a personnalité de l a femme e t , donner une éducation libérale e t généreuse aux j e u n e s f i l l e s . En e f f e t , Molière s o u l i g n e a u s s i l'idée que l a femme d o i t être mieux c o m p r i s e , mieux aimée e t q u ' e l l e d o i t être p l u s i n s t r u i t e , de manière à p o u v o i r r e j e t e r l a t y r a n n i e d'un mariage imposé e t sans amour ( 1 7 ) . Pour ne pas être dupé p a r l a personne qu'on v e u t r e n d r e s o t t e , i l f a u t l a r e s p e c t e r e t ne pas l a m a i n t e n i r dans l ' i g n o r a n c e t o t a l e ! Grâce à l'expérience e t à l'éducation, l a femme p a r v i e n t à établir son p r o p r e d e s t i n . P a r conséquent, e l l e ne s e r a p l u s , en état d'infériorité, p a r r a p p o r t à l'homme. C e t t e comédie c o n t i e n t donc une série de commentaires s u r l a façon dont l e s hommes perçoivent l e s femmes. Nous comprenons a l o r s p o u r q u o i , L'École des femmes e s t l a comédie l a p l u s contestée e t revendiquée de ce "grand dramaturge c l a s s i q u e " . Heureusement, l e s femmes françaises ont e n f i n réussi à gagner l e 17. "Le Combat N a i s s a n t pour l e féminisme au X V I I e siècle": combat, d e p u i s t r o i s siècles. Une f o i s pour t o u t e , e l l e s o n t pu étendre l e u r s p r o p r e s d r o i t s , de manière à élever l e u r s i t u a t i o n en t a n t que femmes, dans un m i l i e u s o c i a l , q u i n'était dominé que p a r l e s hommes ( 1 8 ) . 18. V o i r n o t e 17: 43. Les Femmes s a v a n t e s : des femmes a r t i f i c i e l l e s I Le d e r n i e r siècle a vu l e s femmes s'émanciper e t o c c u p e r l e u r p l a c e légitime dans l a société. Cependant, d e p u i s l a f i n du Moyen Age, une q u e s t i o n i m p o r t a n t e préoccupait l e s grands m o r a l i s t e s . La femme p e u t - e l l e égaler l'homme, dans l e s domaines de l ' i n t e l l i g e n c e e t de l ' e s p r i t ? A l'école, on préparait l a jeune f i l l e à son f u t u r rôle d'épouse e t de mère. Au l i e u de p o u r s u i v r e une éducation p r o f e s s i o n n e l l e , l a f i l l e d e v a i t apprendre à former son caractère. De p l u s , e l l e d e v a i t être g a r d i e n n e du goût e t f a i r e preuve de sociabilité, de s a v o i r - v i v r e , de p o l i t e s s e e t d'élégance. Pour e l l e , i l v a l a i t mieux c u l t i v e r l e jugement e t l e sens m o r a l , que l ' e s p r i t d ' a b s t r a c t i o n . S i , dans L'École des femmes. Molière montre à t r a v e r s l e personnage d'Agnès, l e s inconvénients que p o u v a i t présenter l ' i g n o r a n c e de l a femme, dans Les Femmes s a v a n t e s , p a r c o n t r e , l e dramaturge dégage l e r i d i c u l e de l'excès de s a v o i r e t des prétentions e r u d i t e s de P h i l a m i n t e , de Bélise e t d'Armande ( 1 ) . La pièce Les Femmes s a v a n t e s e s t une des comédies l e s p l u s connues de Molière q u i met en scène l a femme e t s a c o n d i t i o n . C e t t e pièce r e p r e n d l e schéma dr a m a t i q u e préféré p a r Molière. Dans c e t t e s t r u c t u r e , l a f o r c e e t l e charme de l a comédie r e s s o r t e n t du renversement des rôles s e x u e l s ( 2 ) . Dans l a maison 1. R o b e r t H o r v i l l e , Molière e t l a comédie en F r a n c e au XVIIe siècle. ( P a r i s : Fernand Nathan, 1983): 79. 2. Georges F o r e s t i e r , Molière en t o u t e s l e t t r e s , c o l l . dirigée par D. Bergez, ( P a r i s : B o r d a s , 1990): 163. d'un honnête b o u r g e o i s , c o n t r a i r e m e n t aux h a b i t u d e s , ce s o n t l e s femmes q u i p o r t e n t l e p a n t a l o n . Le rôle de P h i l a m i n t e , p a r exemple, peut p o s e r un c e r t a i n problème, s u r t o u t à l'époque de Molière. C e t t e femme rêve d'être b i e n i n s t r u i t e . I l e s t t o u t à f a i t n a t u r e l pour une femme, à n o t r e époque, de s u i v r e e t de montrer s e s a s p i r a t i o n s i n t e l l e c t u e l l e s . P a r c o n t r e , au d i x -septième siècle, une t e l l e s i t u a t i o n était beaucoup moins c o u r a n t e . De p l u s , P h i l a m i n t e e s t a u t o r i t a i r e e t dominante. C'est pour c e t t e r a i s o n q u ' A r i s t e r e p r o c h e à C h r y s a l d e d'être en état d'infériorité, pa r r a p p o r t à sa femme: A r i s t e : N'avez-vous p o i n t de honte avec v o t r e m o l l e s s e ? E t se p e u t - i l qu'un homme a i t a s s e z de f a i b l e s s e Pour l a i s s e r à sa femme un p o u v o i r a b s o l u . E t n'oser a t t a q u e r ce q u ' e l l e a résolu? (3) Précisons que l e r i d i c u l e n ' e s t pas dans ses a s p i r a t i o n s , mais plutôt, dans l a façon dont P h i l a m i n t e p o u r s u i t son a m b i t i o n i n t e l l e c t u e l l e . B i e n que Molière a i t lutté pour l ' i n s t r u c t i o n féminine, comme nous l ' a v o n s vu dans L'École des femmes, dans c e t t e comédie, i l a t t a q u e l e s femmes, p a r c e q u ' i l s ' a g i t des b o u r g e o i s e s q u i s i n g e n t des n o b l e s ( 4 ) . D'après W i l b u r : A woman s h o u l d know something, I agree. Of e v e r y s u b j e c t , b u t t h i s proud d e s i r e To pose as e r u d i t e , I c a n ' t admire. (5) 3. Molière, Les Femmes s a v a n t e s , ( P a r i s : B ordas, 1977): 58. 4. P a u l B e n i c h o u , M o r a l e s du Grand Siècle, c o l l . Idées, ( P a r i s : G a l l i m a r d , 1984): 173. 5. V o i r M a r c e l G u t w i r t h , "Molière and t h e Woman Q u e s t i o n : Les Précieuses r i d i c u l e s . L'École des femmes. Les Femmes s a v a n t e s " , T h e a t r e J o u r n a l . ( V o l . 34 ( 3 ) , October 1982): 356. La s i t u a t i o n représentée dans Les Femmes s a v a n t e s nous r a p p e l l e Le B o u r g e o i s Gentilhomme, dont l e t i t r e e s t s i g n i f i c a t i f . M o n s i e u r J o u r d a i n e s t un b o u r g e o i s q u i ch e r c h e à se r e n d r e n o b l e . Tous s e s e f f o r t s r i d i c u l e s pour acquérir l e s manières de l a n o b l e s s e , auprès de différents maîtres, c o n d i t i o n n e n t s e s g e s t e s ( 6 ) . De l a même manière, Les Femmes s a v a n t e s s a t i r i s e l e s femmes q u i c h e r c h e n t à paraître éduquées e t cultivées. N ' o u b l i o n s pas que l e dix-septième siècle e s t l'époque de l'être e t du paraître. C e r t a i n e s personnes p o r t a i e n t a l o r s un masque, pour d i s s i m u l e r l e u r v r a i caractère, a f i n de paraître différentes. C'est à q u o i t r a v a i l l e P h i l a m i n t e , a l o r s que Molière s'y oppose. Dès l ' e x p o s i t i o n , l e dramaturge nous t r a n s m e t son message féministe, à t r a v e r s l e s sages p a r o l e s du r a i s o n n e u r , C l i t a n d r e , q u i reconnaît l e j u s t e m i l i e u des choses: C l i t a n d r e : J e consens qu'une femme a i t des clartés de t o u t . M ais j e ne l u i veux p o i n t l a p a s s i o n choquante De se r e n d r e s a v a n t e a f i n d'être s a v a n t e ; E t j'aime que souvent, aux q u e s t i o n s qu'on f a i t . E l l e sache i g n o r e r l e s choses q u ' e l l e s a i t . De son étude e n f i n j e veux q u ' e l l e se cache. E t q u ' e l l e a i t du s a v o i r sans v o u l o i r qu'on l e sache ... (7) C e r t a i n e s q u e s t i o n s s o n t évoquées dans Les Femmes s a v a n t e s , t e l l e s que l e s problèmes liés aux q u e s t i o n s du mariage e t de l a f a m i l l e . La femme p e u t - e l l e être as s e z l i b r e pour c h o i s i r un époux à son gré? Pour Molière, v o u l o i r d e v e n i r une femme s a v a n t e e s t "une s o t t e prétention". Une femme d o i t être a s s e z i n t e l l i g e n t e pour 6. Georges F o r e s t i e r , Molière en t o u t e s l e t t r e s : 162. 7. Molière, Les Femmes s a v a n t e s : 33. p o u v o i r s ' a f f r a n c h i r de l a t y r a n n i e d'un mariage imposé p a r s e s p a r e n t s (8) . Le problème r e l a t i f au progrès s c i e n t i f i q u e e t au rôle de l a femme, en ce domaine, e s t un a u t r e a s p e c t de c e t t e pièce ( 9 ) . "La prétention à l a s c i e n c e enlève aux femmes l e s qualités s o l i d e s e t charmantes p a r où e l l e s s o n t véritablement femmes" (10) . En o u t r e , p a r r a p p o r t à L'École des femmes, l a comédie L e s Femmes s a v a n t e s , met en scène p l u s i e u r s personnages féminins. I l c o n v i e n t de préciser que l e s t r o i s " s a v a n t e s " de Molière diffèrent l e s unes des a u t r e s . Chacun des p o r t r a i t s e s t donc r i d i c u l e . P a r exemple, commençons par Armande, q u i i n c a r n e t o u s l e s a s p e c t s féminins que Molière t r o u v a i t l e s p l u s répugnants. E l l e représente t o u t e s l e s femmes prétentieuses q u i , au dix-septième siècle, fréquentaient l e s s a l o n s ( 1 1 ) : Armande: Nous s e r o n s p a r nos l o i s l e s j u g e s des ouvrages P a r nos l o i s , p r o s e e t v e r s , t o u t nous s e r a soumis: N u l n'aura de l ' e s p r i t , h o r s nous e t nos amis. Nous c h e r c h e r o n s p a r t o u t à t r o u v e r à r e d i r e , E t ne v e r r o n s que nous q u i sache b i e n écrire. (12) Ce q u i nous intéresse dans l e personnage d'Armande e s t à l a f o i s , s e s prétentions i n t e l l e c t u e l l e s e t ses f r u s t r a t i o n s s e x u e l l e s q u ' e l l e tâche de d i s s i m u l e r . Dans l a scène où l e " b e l - e s p r i t " . 8. Marianne Crâemar-Vos, "Le Combat N a i s s a n t pour l e féminisme au X V I I e siècle", The Lancruaqe Q u a r t e r l y . ( V o l . 24 (3-4) S p r i n g -Summer, 1986): 42. 9. Noël Peacock, Molière: Les Femmes s a v a n t e s . (London: G r a n t & C u t l e r L t d . , 1990): 92. 10. R a l p h A l b a n e s e , "Image de l a femme dans l e d i s c o u r s s c o l a i r e républicain (1880-1914)", The F r e n c h Review. ( V o l 62 (5) A p r i l 1989): 743. 11. D a v i d Shaw, "Les Femmes s a v a n t e s and Feminism", J o u r n a l o f European S t u d i e s . ( V o l . XIV, March 1984): 30. 12. Molière, Les Femmes s a v a n t e s : 75. T r i s s o t i n l i t son fameux sonnet, l e s t r o i s femmes s a v a n t e s démontrent a l o r s , t o u s l e s symptômes de l ' e x c i t a t i o n s e x u e l l e : T r i s s o t i n : A t t a q u e v o t r e b e l l e v i e . P h i l a m i n t e : V o t r e b e l l e v i e ! Armande e t Bélise: Ah! P h i l a m i n t e : On n'en peut p l u s . Bélise: On pâme. Armande: On se meurt de p l a i s i r . (13) S e l o n J u l e s Lemaître, a u t e u r d ' I m p r e s s i o n s de théâtre: "Armande e s t une pécore i n f i n i m e n t déplaisante, sèche, e n v i e u s e , d ' a i l l e u r s r i d i c u l e d'un bout à l ' a u t r e de l a pièce" (14) . I l a j o u t e que, c ' e s t pour c e t t e r a i s o n que Molière nous l a montre h y p o c r i t e , méchante e t rusée. E l l e e s t t o u t à f a i t a r t i f i c i e l l e , p a r r a p p o r t à H e n r i e t t e q u i e s t n a t u r e l l e . On peut supposer que, p a r l ' i n t e r a c t i o n de ces deux s o e u r s très différentes, Molière v e u t démontrer que l e s hommes ne s'intéressent pas aux f a u s s e s "femmes s a v a n t e s " . I l s l e s dédaignent, c a r i l s ne s a v e n t que f a i r e des femmes q u i ont du goût pour l a p h i l o s o p h i e e t l e s choses de l ' e s p r i t ( 1 5 ) . De p l u s , Armande e s t une f i l l e v a n i t e u s e , b i e n p l u s q u ' e l l e e s t o r g u e i l l e u s e . E l l e aime b r i l l e r , dominer e t imposer, sans j a m a i s r i e n donner d'elle-même. En o u t r e , sa s c i e n c e prétendue e s t f a u s s e ( 1 6 ) . E l l e a f f i r m e aimer des s u j e t s q u ' e l l e ne connaît même pas, t e l s que l e s Dogmes d ' E p i c u r e ou l a p h i l o s o p h i e . P a r r a p p o r t à H e n r i e t t e , l e p o r t r a i t d'Armande l a i s s e donc à désirer. A p a r t ses manières r i d i c u l e s , s a j a l o u s i e e s t 13. Molière, Les Femmes s a v a n t e s : 69. 14. I b i d . : 125. 15. "Images de l a femme dans l e d i s c o u r s s c o l a i r e républicain (1880-1914)": 743. 16. P o l G a i l l a r d , Les Précieuses r i d i c u l e s . L es Femmes s a v a n t e s . Molière, a n a l y s e c r i t i q u e , ( P a r i s : H a t i e r , 1978): 55. 21 p l u s v i c i e u s e . L o r s q u e l a j a l o u s e accuse C l i t a n d r e , ce n ' e s t que pour se venger de l u i , c a r i l aime H e n r i e t t e . Armande s'aperçoit q u ' e l l e l ' a perdu à s a s o e u r . En v o u l a n t l u i imposer une c e r t a i n e a d o r a t i o n a b s o l u e , e l l e l ' a éloigné d ' e l l e . C e t t e f i l l e l u t t e c o n t r e elle-même, c a r son idéal e s t f a u x . Néanmoins, e l l e c o n t i n u e à c r o i r e que C l i t a n d r e l ' a i me t o u j o u r s , ce q u i l a r e n d encore p l u s pathétique: Armande: Croyez-vous pour vos yeux sa p a s s i o n b i e n f o r t e . E t qu'en son coeur pour moi t o u t e flamme s o i t m o r t e ? [ . . . ] Ne soyez pas ma s o e u r , d'une s i bonne f o i . E t c r o y e z , quand i l d i t q u ' i l me q u i t t e e t vous aime Q u ' i l n'y songe pas b i e n e t se trompe lui-même. (17) Armande e s t b e l e t b i e n l e p o r t r a i t même de s a t a n t e Bélise. C e t t e dernière m a n i f e s t e l e s r i d i c u l e s i m a g i n a t i o n s d'une v i s i o n -n a i r e ( 1 8 ) . E l l e e s t c o n v a i n c u e que t o u s l e s hommes s o n t amoureux d ' e l l e e t i l s l a r e p o u s s e n t , uniquement, pour t r o u v e r l e chemin de son c o e u r . Avec Bélise, Molière a créé un personnage dont l a f o l i e e s t à l a f o i s , d r a m a t i q u e e t comique. C e t t e maniaque ne c e s s e de présumer que l'amour déclaré p a r C l i t a n d r e à H e n r i e t t e , n ' e s t qu'un masque pour d i s s i m u l e r ses v r a i s s e n t i m e n t s pour e l l e . Son i m a g i n a t i o n a c t i v e compense ses f r u s t r a t i o n s s e x u e l l e s : C l i t a n d r e : M a i s . . . Bélise: L a i s s e z . J e r o u g i s m a i n t e n a n t . . . C l i t a n d r e : J e veux être perdu s i j e vous aime... Bélise: Non, non, j e ne veux r i e n e n t e n d r e davantage. (19) 17. Molière, Les Femmes s a v a n t e s : 28. 18. J e a n - P i e r r e C o l l i n e t , L e c t u r e s de Molière. ( P a r i s : Armand-C o l l i n , 1974): 54. 19. V o i r n o t e 16: 38. Quant au personnage de P h i l a m i n t e , son rôle e s t encore beau-coup p l u s complexe que pour l e s deux a u t r e s femmes s a v a n t e s . En e f f e t , P h i l a m i n t e e s t une "pédante prétentieuse" q u i e s t devenue féministe p a r s a révolte devant l'infériorité du sexe f a i b l e . E l l e se s e r t s u r t o u t de son féminisme, pour accéder aux t r a v e r s des hommes ( 2 0 ) , en p a r t i c u l i e r , ceux de son m a r i . P a r exemple, l o r s q u ' e l l e s ' a d r e s s e à Armande, à Bélise e t à T r i s s o t i n , P h i l a m i n t e r e v e n d i q u e l e d r o i t de l a femme d'acquérir des c o n n a i s s a n c e s i n t e l l e c t u e l l e s , e t e l l e e x p l i q u e sa c o n c e p t i o n s u r l e s d r o i t s de l a femme: P h i l a m i n t e : Le sexe a u s s i vous r e n d j u s t i c e en ces matières. Mais nous v o u l o n s montrer à de c e r t a i n s e s p r i t s , Dont l ' o r g u e i l l e u x s a v o i r nous t r a i t e avec mépris Que de s c i e n c e a u s s i l e s femmes s o n t meublées [...] E t , s u r l e s q u e s t i o n s qu'on p o u r r a p r o p o s e r . F a i r e e n t r e r chaque s e c t e e t n'en p o i n t épouser. (21) P h i l a m i n t e a c o n q u i s son indépendance, mais e l l e l a r e f u s e aux a u t r e s , en p a r t i c u l i e r à ses f i l l e s e t à son époux. C e t t e mère f a i t l e malheur de ses e n f a n t s , s u r t o u t c e l u i d ' H e n r i e t t e , en entendant e x e r c e r s u r e l l e un p o u v o i r a b s o l u . C'est pour c e t t e r a i s o n que Molière l a condamne avec l a même f o r c e q u ' i l p u n i t t o u s l e s personnages t y r a n n i q u e s , dans ses a u t r e s comédies, en p a r t i c u l i e r , l e s pères a u t o r i t a i r e s . De p l u s , P h i l a m i n t e e s t une femme dont l e s a v o i r l ' a i d e à résoudre son problème. E l l e a a u s s i l e courage de ses c r o y a n c e s p h i l o s o p h i q u e s e t a c c e p t e avec 20. "Le Combat N a i s s a n t pour l e féminisme au X V I I e siècle": 21. Molière, Les Femmes s a v a n t e s : 72. héroïsme, l'annonce de s a r u i n e ( 2 2 ) : P h i l a m i n t e : A hl q u e l honteux t r a n s p o r t ! F i ! t o u t c e l a n ' e s t r i e n . I l n ' e s t pour l e v r a i sage aucun r e v e r s f u n e s t e . (23) Néanmoins, P h i l a m i n t e r e s t e pédante jusqu'à l a f i n de l a pièce. Même, en l i s a n t l a l e t t r e q u i annonce s a r u i n e , e l l e c r i t i q u e son mauvais s t y l e : P h i l a m i n t e : Condamnée! Ah! ce mot e s t choquant e t n ' e s t f a i t que pour l e s c r i m i n e l s [...] (24) P h i l a m i n t e déteste l e p o u v o i r m a r i t a l e t e l l e ne reconnaît à son m a r i aucun d r o i t de décision. H e n r i e t t e remarque s u r t o u t ce f a i t , l o r s q u e C l i t a n d r e v e u t l a demander en mariage. H e n r i e t t e : Le p l u s s u r e s t de gagner ma mère; Mon père e s t d'une humeur à c o n s e n t i r à t o u t . M a i s i l met peu de p o i d s aux choses q u ' i l résout; I l a reçu du C i e l une c e r t a i n e bonté d'âme Qui l e soumet d'abord à ce que v e u t s a femme; C'est e l l e q u i gouverne, e t d'un t o n a b s o l u E l l e décide pour l u i ce q u ' e l l e a résolu. (25) A f i n de b i e n comprendre l e personnage de P h i l a m i n t e , a n a l y s o n s l e caractère de son m a r i , C h r y s a l e . Ce d e r n i e r a peur de s a femme q u i , l e domine. I l e s t i n c a p a b l e d ' e x e r c e r aucun p o u v o i r . Quand i l c h e r c h e à imposer son autorité, c ' e s t à t r a v e r s une femme, a u t r e que l a s i e n n e , q u ' i l l e f a i t . P a r exemple, dans l e d e r n i e r a c t e , c ' e s t à t r a v e r s l e s p a r o l e s de M a r t i n e , que C h r y s a l e m a n i f e s t e s e s v r a i s s e n t i m e n t s e n v e r s l e s femmes: M a r t i n e : Ce n ' e s t p o i n t à l a femme à p r e s c r i r e , e t j e sommes Pour céder l e dessus en t o u t e chose aux hommes. 22. Molière, Les Femmes s a v a n t e s ; 125. 23. I b i d . : 112. 24. I b i d . 25. I b i d . : 32. C h r y s a l e : C'est b i e n d i t [...] Sans doute. (26) De p l u s , l o r s q u ' i l c h e r c h e à c r i t i q u e r l e s a s p i r a t i o n s r i d i c u l e s de P h i l a m i n t e , i l l e f a i t i n d i r e c t e m e n t en c r i t i q u a n t Bélise: C h r y s a l e : C'est à vous que j e p a r l e , ma s o e u r [...] l a i s s e r l a s c i e n c e aux d o c t e u r s de l a v i l l e ; I l n ' e s t pas b i e n honnête [...] qu'une femme étudie e t sache t a n t de choses ... (27) Malgré s e s remarques, C h r y s a l e r e s t e un p e t i t homme frustré, j u s q u ' a u dénouement de l a pièce. I l c h e r c h e en v a i n à a f f r o n t e r s a femme, mais i l n'y p a r v i e n t pas. C ' e s t , sans d o u t e , s a n a t u r e f a i b l e , q u i évoque l e comportement e x t r a v a g a n t de s a femme, dont l e goût raffiné pour l e s a v o i r , e s t attribué à l a f a i b l e s s e de son m a r i . P a r l ' i n t e r a c t i o n de ce c o u p l e , nous comprenons que Molière p r o j e t t e s e s o p i n i o n s féministes ( 2 8 ) . Les féministes du dix-septième siècle s ' o p p o s a i e n t aux ma r i a g e s arrangés, imposés p a r des p a r e n t s , q u i se préoccupaient p l u s de l a c o n d i t i o n financière des prétendants, e t moins, du bonheur de l e u r s p r o p r e s e n f a n t s . C e c i se m a n i f e s t e , s u r t o u t , à t r a v e r s l e personnage de P h i l a m i n t e , q u i se c h o i s i t un gendre pour s a t i s f a i r e s es p r o p r e s penchants f i n a n c i e r s . P a r exemple, à l'annonce de sa r u i n e , on reconnaît ses v r a i e s i n t e n t i o n s : P h i l a m i n t e : (montrant T r i s s o t i n ) Son b i e n nous peut s u f f i r e , e t pour nous, e t pour l u i ... (29) Néanmoins, c ' e s t p a r H e n r i e t t e que Molière t r a n s m e t son idéo-l o g i e . Le r e f u s de v o u l o i r épouser T r i s s o t i n démontre q u ' e l l e p a r -26. Molière, Les Femmes s a v a n t e s : 108. 27. I b i d . : 54. 28. "Les Femmes s a v a n t e s and Feminism": 33. 29. V o i r n o te 25: 112. v i e n t à établir son p r o p r e d e s t i n , malgré l e s e x i g e a n c e s de s a mère. B i e n q u ' e l l e s o i t entourée d'opposants, e l l e se défend courageusement e t garde son indépendance. On l a r e t r o u v e l e p l u s s o u v e n t , avec son père, q u i v e u t l a m a r i e r e t q u i ne s'oppose pas à son mariage avec C l i t a n d r e . Cependant, comme nous l ' a v o n s déjà précisé, c e t homme manque de c r a n . C e t t e f a i b l e s s e l'empêche d'exécuter s e s désirs. Heureusement, H e n r i e t t e réussit un mariage d'amour avec un homme q u ' e l l e c h o i s i t à son gré. C'est une jeune f i l l e émancipée, q u i e s t très c a p a b l e d ' a s s u r e r son p r o p r e bonheur. E l l e r e j e t t e l a s o u m i s s i o n , imposée à l a femme, comme, l e pédantisme de sa f a m i l l e . De p l u s , e l l e r e f u s e d'apprendre, uniquement, en r a i s o n de paraître s a v a n t e . E l l e l i m i t e donc s e s a m b i t i o n s . C'est pour c e t t e r a i s o n , q u ' e l l e r e f u s e d'être comme Armande, q u i préfère "se m a r i e r à l a p h i l o s o p h i e " ( 3 0 ) . P a r r a p p o r t à s a s o e u r , pour H e n r i e t t e , l e mariage s i g n i f i e un m a r i , des e n f a n t s , e t un ménage. E l l e e x p l i q u e , en o u t r e , l'amour en ces termes: "un homme q u i vous aime e t s o i t aimé de vous" ( 3 1 ) . H e n r i e t t e e s t l a s e u l e "amoureuse" de Molière q u i prend résolument son s o r t en main. E l l e r e f u s e donc, de s'en r e m e t t r e à sa décision d'épouser C l i t a n d r e . Molière ne l ' a pas créée pour r i e n . P a r r a p p o r t aux t r o i s "femmes s a v a n t e s " , c ' e s t e l l e , l a v r a i e s a v a n t e , c a r e l l e récuse ce monde prétentieux. H e n r i e t t e e s t une jeune femme, s e l o n son co e u r . Parmi t o u s l e s personnages féminins, dans c e t t e pièce, c ' e s t e l l e q u i représente l a féministe 30. Molière, Les Femmes s a v a n t e s : 26. 31. I b i d . idéale de Molière. C'est pour c e t t e r a i s o n que, l e dramaturge ne l a condamne pas. En écrivant Les Femmes s a v a n t e s . Molière v o u l a i t , sans d o u t e , préciser que l e s femmes d o i v e n t éviter de l u t t e r c o n t r e l e s hommes, s u r t o u t , l o r s q u ' i l s ' a g i t du s a v o i r . S e l o n l e dramaturge, l e s femmes " d o i v e n t a t t e i n d r e un c e r t a i n n i v e a u de s c i e n c e pour f a i r e f a c e à l e u r s o b l i g a t i o n s s o c i a l e s e t p r o f e s s i o n n e l l e s . E l l e s ne d o i v e n t pas s ' e f f o r c e r d'acquérir l e s c o n n a i s s a n c e s de l e u r s com-pagnons mâles" ( 3 2 ) . En d ' a u t r e s termes, au l i e u d ' i m i t e r l e s hommes, l e s femmes d e v r a i e n t se s e r v i r des qualités n a t u r e l l e s que D i e u l e u r a données. Dans Les Femmes s a v a n t e s , c ' e s t un n o u v e l a s p e c t de l a préciosité que Molière c r i t i q u e . I l a t t a q u e , en p a r t i c u l i e r , l e s femmes q u i c h e r c h e n t à b r i l l e r p a r l e u r t a l e n t littéraire, e t non p a r l e u r s qualités n a t u r e l l e s ( 3 3 ) . 32. "Le Combat N a i s s a n t pour l e féminisme au X V I I e siècle": 42. 33. I b i d . Les Précieuses r i d i c u l e s : des femmes a r t i f i c i e l l e s I I Les personnages d e s q u e l s nous r i o n s dans Les Femmes s a v a n t e s e t Les Précieuses r i d i c u l e s s o n t des femmes dont l a c l a s s e s o c i a l e ne se conforme pas à l a manière prétentieuse q u ' e l l e s a d o p t e n t . En d ' a u t r e s termes, ce s o n t des b o u r g e o i s e s q u i empruntent l e s g e s t e s des n o b l e s . Avant d ' a n a l y s e r l e s personnages féminins, présents dans Les Précieuses r i d i c u l e s , i l c o n v i e n d r a i t de définir " l a préciosité". Le L a r o u s s e de 1980, l a définit en c e s termes: "Tendance au r a f f i n e m e n t des s e n t i m e n t s , des manières e t de l ' e x p r e s s i o n littéraire q u i se m a n i f e s t a en F r a n c e , dans c e r t a i n s s a l o n s , au début du dix-septième siècle". C'est s u r t o u t au c o u r s des années 1653 à 1656 que l e mouvement précieux, après a v o i r été c i r c o n s c r i t pendant de longues années a explosé. De p l u s , a v a n t de s ' e n f o n c e r dans l e r i d i c u l e , l a préciosité était un moment c a p i t a l dans l a grande " Q u e r e l l e des Femmes" q u i était une p r o t e s t a t i o n ferme c o n t r e l ' a s s e r v i s s e m e n t de l a femme ( 1 ) . Comme l e terme l ' i n d i q u e , une précieuse e s t une femme q u i a f f i r m e être un s u j e t de p r i x , q u i a s a v a l e u r d'être humain. Cependant, dans Les Précieuses r i d i c u l e s de Molière, Cathos e t Magdelon i m i t e n t l e s manières des précieux, q u ' e l l e s considèrent comme des demi-dieux ( 2 ) . E l l e s espèrent être re c o n n u e s , e l l e s 1. P o l G a i l l a r d , Les Précieuses r i d i c u l e s . Les Femmes s a v a n t e s : Molière, a n a l y s e c r i t i q u e , ( P a r i s : H a t i e r , 1978): 8. 2. L i o n e l Gossman, Men and Masks. A Study o f Molière. ( B a l t i m o r e : The John Hopkins P r e s s , 1969): 101. a u s s i , comme des précieuses, a f i n de j o u i r des mêmes l o u a n g e s . L a vanité e t l e s i l l u s i o n s de ces deux précieuses l e s r e n d e n t " r i d i c u l e s " . E l l e s désirent ne pas être identifiées comme deux s i m p l e s b o u r g e o i s e s , s i n o n d'un groupe supérieur, t e l l e s que deux n o b l e s distinguées: Cathos: Mon D i e u ! ma chère, que t o n père a l a forme enfoncée dans l a matière! que son i n t e l l i g e n c e e s t épaisse e t q u ' i l f a i t sombre dans son âme! Magdelon: Que veux - t u ? J'en s u i s en c o n f u s i o n pour l u i . J ' a i p e i n e à me p e r s u a d e r que j e p u i s s e être véritablement s a f i l l e , e t j e c r o i s que quelque a v e n t u r e , un j o u r , me v i e n d r a dé-v e l o p p e r une n a i s s a n c e p l u s i l l u s t r e . (3) Cet épisode s e r t à démontrer que Cathos e t Magdelon s o n t l o i n d'être précieuses. Malgré l e s manières n o b l e s q u ' e l l e s a d o p t e n t , c ' e s t l a naïveté e t l a j e u n e s s e q u i s u r g i s s e n t de l e u r personnalité. Ce ne s o n t que deux f i l l e s gâtées, q u i ont de grandes a s p i r a t i o n s s o c i a l e s . En o u t r e , comme t o u t mouvement s o c i a l , q u e l l e que s o i t l'époque, l a préciosité a ses p r o p r e s règles. La première e s t de r e s p e c t e r l ' a p p a r e n c e p e r s o n n e l l e ( 4 ) , comme l e m a q u i l l a g e e t l a c o i f f u r e . De f a i t , Cathos e t Magdelon p a s s e n t l a moitié de l e u r temps, à se m e t t r e de l a pommade s u r l e s lèvres, e t à a j u s t e r l e u r s cheveux. G o r g i b u s se p l a i n t de l e u r comportement r i d i c u l e : G o r g i b u s : Ces pendardes-là, avec l e u r pommade, o n t , j e pense, e n v i e de me r u i n e r . J e ne v o i s p a r t o u t que b l a n c s d ' o e u f s , l a i t v i r g i n a l , e t m i l l e a u t r e s b r i m b o r i o n s que j e ne con -n a i s p o i n t . E l l e s o n t usé d e p u i s que nous sommes i c i . 3. Molière, Les Précieuses r i d i c u l e s . ( P a r i s : L a r o u s s e , 1990): 4. I b i d . : 23. l e l a r d d'une d o u z a i n e de cochons, pour l e moins, e t q u a t r e v a l e t s v i v r a i e n t t o u s l e s j o u r s des p i e d s de mou-t o n q u ' e l l e s e m p l o i e n t . (5) Les vêtements, p l u s particulièrement, l e s plumes e t l e s r u b a n s , s o n t l e s a c c e s s o i r e s des élégants à l a mode. C e l a f a i t écho au Monsieur J o u r d a i n dans Le B o u r g e o i s Gentilhomme de Molière. Dans c e t t e pièce, n o t r e héros se c o u v r e de rubans e t de plumes, de l a tête aux p i e d s , a f i n de paraître n o b l e . Pour Cathos, une personne à l a mode, e s t quelqu'un q u i s ' h a b i l l e de l a même manière: Cathos: V e n i r en v i s i t e amoureux avec une jambe t o u t e u n i e , un chapeau désarmé de plumes, une tête irrégulière en cheuveux, e t un h a b i t q u i s o u f f r e une i n d i g e a n c e de rubans! (6) Les femmes v o u l a i e n t s u i v r e l a mode, en l'exagérant. Dans l e domaine du l a n g a g e , l e s précieux d o i v e n t éviter d'être confondus avec l a norme e t l e s modes de v i e o r d i n a i r e s . C'est-à-dire q u ' i l s d o i v e n t éviter un langage f a m i l i e r : M a r o t t e : Voilà un l a q u a i s q u i demande s i vous êtes au l o g i s e t d i t que son maître vous v e u t v e n i r v o i r . Magdelon: Apprenez, s o t t e , à vous énoncer moins v u l g a i r e m e n t . D i t e s : "Voilà un nécessaire q u i demande s i vous êtes en commodi-té d'être v i s i b l e s " . (7) En p l u s , dans l e s comédies de Molière, l e s pères t y r a n n i q u e s s o n t p l u s ou moins représentés de l a même façon. Dans c e t t e pièce, G o r g i b u s pense que l'autorité e s t l a s e u l e méthode d'éduquer e t de d i s c i p l i n e r l e s e n f a n t s . C'est l u i q u i va décider l e s o r t de sa f i l l e , dans l a mesure où, i l c h o i s i r a son f u t u r gendre. Très rarement, comme nous l ' a v o n s vu dans L'École des femmes, l e s f i l l e s p o u v a i e n t c h o i s i r l e u r v i e . Se révolter, pour l e s f i l l e s e t l e s 5. Molière, Les Précieuses r i d i c u l e s : 40. 6. I b i d . : 51. 7. I b i d . femmes de c e t t e époque, était i m p o s s i b l e . S e u l e , H e n r i e t t e des Femmes Savantes c h o i s i t son p r o p r e d e s t i n . La volonté des p a r e n t s d o m i n a i t . E t malgré l e u r amour pour l e s e n f a n t s , c'était l a p a s s i o n du r a n g s o c i a l q u i c o m p t a i t , p l u s qu'aucune a u t r e considération. Même, l e bonheur de l e u r s e n f a n t s l e u r i m p o r t a i t peu, comme on l ' a vu à t r a v e r s l e personnage de P h i l a m i n t e , dans Les Femmes s a v a n t e s . Quant à G o r g i b u s , i l ne semble pas être l e père préféré dans l e théâtre de Molière, c a r ce personnage e s t a u t o r i t a i r e . S e l o n l e dramaturge, une jeune f i l l e d e v r a i t a v o i r l e d r o i t de r e f u s e r un mariage arrangé, "où l e c o e u r n ' e n t r e pas" ( 8 ) . Les Précieuses r i d i c u l e s met a u s s i en scène l e r e f u s du mariage e t de l'amour de l a femme, t e l qu'on l ' a vu à t r a v e r s l e personnage d'Armande, dans Les Femmes s a v a n t e s . C e l l e - c i r e j e t t e l e m a r i a g e , p a r c e q u ' e l l e préfère "se m a r i e r à l a p h i l o s o p h i e " . Cependant, p a r r a p p o r t à Armande, l e s r a i s o n s de Cathos e t de Magdelon semblent être insensées e t bêtes: Magdelon: [...] l e mariage ne d o i t j a m a i s a r r i v e r qu'après l e s a u t r e s a v e n t u r e s . C a t h o s : J e t r o u v e que l e mariage e s t une chose t o u t à f a i t cho-quante. Comment e s t - c e qu'on peut s o u f f r i r l a pensée de coucher c o n t r e un homme v r a i m e n t nu? (9) De ce d i a l o g u e , nous comprenons que Magdelon e t Cathos s o n t , en f a i t , deux moitiés du même personnage. La première prend l ' i n i t i a -t i v e e t , l a seconde l u i f a i t écho ( 1 0 ) . 8. Molière, Les Précieuses r i d i c u l e s : 121. 9. I b i d . : 48. 10. B r o n n i e T r e l o a r , Molière. Les Précieuses r i d i c u l e s . ( G r e a t B r i t a i n : The Camelot P r e s s L t d . , 1970): 24. De p l u s , c es deux f i l l e s s o n t r e b e l l e s . E l l e s r e f u s e n t de se l a i s s e r m a r i e r p a r G o r g i b u s , c o n t r e l e u r gré, ce q u i était c o u t u -mier à c e t t e époque. La r a i s o n de ce r e f u s n'a r i e n à v o i r a v e c l e désir d'être l i b r e , mais plutôt avec l e mépris d'épouser deux s i m p l e s b o u r g e o i s , La Grange e t du C r o i s y . Ces deux f i l l e s préfèrent l e s amours h o r s du commun, c a r " l e s amours ^ b o u r g e o i s e s ' , c o n c l u e s p a r des m a r i a g e s arrangés s o n t p l a t s , ennuyants e t v u l g a i r e s e t i l s g u e t t e n t ceux q u i t r a h i s s e n t l'idéal de l a ^ f i n e amor'" ( 1 1 ) : G o r g i b u s : E t ce l i e n sacré où i l s a s p i r e n t , n ' e s t - i l pas un té-moignage de l'honnêteté de l e u r s i n t e n t i o n s ? Magdelon: A h l mon père, ce que vous d i t e s là e s t du d e r n i e r b o u r -g e o i s . C e l a me f a i t honte de vous ouïr p a r l e r de l a s o r t e , e t vous d e v r i e z un peu vous f a i r e a p p rendre l e b e l a i r des ch o s e s . (12) Cathos e t Magdelon s o n t i n t e l l e c t u e l l e m e n t e t moralement p e r v e r t i e s p a r l e u r s l e c t u r e s , q u ' e l l e s c o n f o n d e n t avec l a s i m p l e réalité ( 1 3 ) . Magdelon rêve d'amours c o u r t o i s q u ' e l l e a a p p r i s à t r a v e r s s e s l e c t u r e s : Magdelon: [...] i l d o i t v o i r au temp l e , ou à l a promenade, ou dans quelque cérémonie p u b l i q u e , l a personne dont i l d e v i e n t amoureux [...] I l cache un temps s a p a s s i o n à l ' o b j e t aimé e t cependant l u i r e n d p l u s i e u r s v i s i t e s [. . . ] Après c e l a v i e n n e n t l e s a v e n t u r e s , l e s r i v a u x [...] l e s j a l o u -s i e s [...] (14) Quant à Ca t h o s , q u i semble être encore moins i n t e l l i g e n t e , e l l e se s a t i s f a i t des apparences de l a g a l a n t e r i e (15) e t non du pur amour. 11. Molière, Les Précieuses r i d i c u l e s : 26. 12. I b i d . : 44. 13. I b i d . : 119. 14. I b i d . : 44-45. 15. I b i d . : 18. C e t t e a t t i t u d e nous r a p p e l l e l e personnage de F l a u b e r t , Emma Bovary. E l l e se crée, pour s es amants, des p o r t r a i t s de héros romanesques, a f i n de se libérer d'un vécu monotone e t b a n a l . P a r ses i l l u s i o n s . Madame Bovary e s t déçue, s u r t o u t l o r s q u ' e l l e se r e n d compte que s e s amants ne so n t que de s i m p l e s hommes. A t r a v e r s c e s deux siècles, i l e s t intéressant de n o t e r , que l a femme e s t p a r f o i s représentée en t a n t que créature rêveuse e t d i s t r a i t e . Pour ce q u i e s t de Cathos e t de Magdelon, e l l e s r i s q u e n t de d e v e n i r l e s p r o i e s des p r e m i e r s beaux p a r l e u r s . Comme l e l e c t e u r l e prédit, e l l e s se p e r d e n t , quand e l l e s c o n f r o n t e n t l e s p s e u d o - n o b l e s , l e marquis de M a s c a r i l l e e t l e v i c o m t e de J o d e l e t . C e t t e c a r i c a t u r e des s a l o n s p a r i s i e n s , que nous dépeint Molière, évoque l a s o t t i s e e t l a vanité des femmes maniérées, présentes dans l e s s a l o n s e t l e s sociétés g a l a n t e s . Encore i c i , l e dramaturge p u n i t l e s femmes prétentieuses q u i dépassent l e s l i m i t e s q u i l e u r s o n t imposées. A f i n de mieux comprendre p o u r q u o i c e s deux précieuses s o n t r i d i c u l e s , i l e s t nécessaire d ' a n a l y s e r l a s i t u a t i o n dans l a q u e l l e e l l e s se t r o u v e n t . La Grange e t du C r o i s y s o n t repoussés p a r ces deux "pecques p r o v i n c i a l e s " , sous l e prétexte q u ' i l s ne s o n t pas des s o u p i r a n t s a s s e z romanesques. Pour l e s venger, c e s d e r n i e r s e n v o i e n t l e u r s v a l e t s , M a s c a r i l l e e t J o d e l e t , déguisés en marquis précieux, a f i n de l e u r f a i r e l a c o u r . L ' i n t r i g u e e s t donc f o r t s i m p l e , c o u r t e e t amusante, mais e l l e e s t éducatrice. I l s ' a g i t d'un mauvais t o u r joué, à deux s o t t e s v a n i t e u s e s q u i ne s'ench a n t e n t que de p e t i t s v e r s , de madrigaux e t d'impromptus faussement ingénieux (16 ) . C'est a i n s i que, nos deux précieuses d e v i e n n e n t e s c l a v e s de l a préciosité e t de s e s codes ( 1 7 ) . E l l e s s e r o n t donc v i c t i m e s d'elles-mêmes e t de l e u r s i l l u s i o n s . I l nous semble que, Molière met dans l e u r bouche, l a définition e x a c t e du "snobisme". Ce s o n t deux mondaines, q u i ont l e goût pour t o u t ce q u i e s t nouveau e t e l l e s s o n t t o u t à f a i t passionnées p a r l e s apparences. S e l o n s l e u r s prétendants, Cathos e t Magdelon n'aiment que " l a v a i n e apparence [...] e t p o i n t l a v e r t u t o u t e nue" ( 1 8 ) . C'est pour c e t t e r a i s o n q u ' e l l e s s o n t p u n i e s , au dénouement de l a pièce. Le t i t r e Les Précieuses r i d i c u l e s semble être trompeur. Le l e c t e u r a l ' i m p r e s s i o n que l a préciosité e s t r i d i c u l e , t a n d i s qu'en e f f e t , i l s ' a g i t de deux f i l l e s q u i e s s a i e n t en v a i n , de se f a i r e p a s s e r pour ce q u ' e l l e s ne s o n t pas. Les héroïnes prétentieuses de Molière s o n t donc r i d i c u l e s , p a r r a p p o r t aux v r a i e s précieuses du dix-septième siècle. Ces dernières étaient des dames i n t e l l i g e n t e s , de haute n o b l e s s e . Par c o n t r e , Cathos e t Magdelon ne s o n t que deux pecques p r o v i n c i a l e s , s i m p l e s e t crédules. E l l e s v e u l e n t f a i r e l e u r s entrées dans un monde supérieur. Le rôle de M a s c a r i l l e c o n s i s t e à l e s tromper. A u s s i r i d i c u l e s e t naïves q u ' e l l e s s o i e n t , on c o n s t a t e qu' e l l e s ne s o n t pas malhonnêtes. Le u r u n i q u e c r i m e e s t d'être t r o p jeunes e t t r o p r o m a n t i q u e s . 16. A n t o i n e Adam, Le Théâtre c l a s s i q u e . Ed. Que s a i s - j e ? , ( P a r i s : P r e s s e s U n i v e r s i t a i r e s de Fr a n c e , 1970): 107. 17. Molière, Les Précieuses r i d i c u l e s : 18. 18. I b i d . : 92. Avec Les Précieuses r i d i c u l e s . Molière combine deux thèmes identifiés précédemment, dans l e s c h a p i t r e s consacrés à L'École des femmes e t Les Femmes s a v a n t e s . D'une p a r t , l a jeune f i l l e r e f u s e de se l a i s s e r m a r i e r à n'importe q u i . D'autre p a r t , on r e t r o u v e des p a r e n t s a u t o r i t a i r e s . Dans l e cas q u i nous occupe, on découvre un père t y r a n n i q u e q u i impose l e mariage à s a f i l l e , avec un g e n d r e q u ' i l c h o i s i t , à son gré. De p l u s , Molière met en o p p o s i t i o n l e monde de l a préciosité avec c e l u i du réalisme b o u r g e o i s . Le rôle des deux précieuses r i d i c u l e s c o n s i s t e à devancer l'être p a r l e paraître, en d i s s i m u l a n t l e u r s v r a i e s p o s i t i o n s s o c i a l e s , e t masquant l a réalité, p a r des i l l u s i o n s e t des apparences. En o u t r e , Molière a t t a q u e l e s femmes dont l a préciosité e s t p l u s i n t e l l e c t u e l l e , e t p l u s littéraire que s o c i a l e . Les personnages de Cathos e t de Magdelon, comme ceux de P h i l a m i n t e , de Bélise e t d'Armande des Femmes Sa v a n t e s . représentent des p r o t o t y p e s de l a société précieuse, du dix-septième siècle. Le dramaturge a v a i t p r i s p o s i t i o n dans ce débat e n t r e l e s défenseurs de " l a préciosité r a i s o n n a b l e " e t ceux de l a "préciosité r i d i c u l e " (19). Néanmoins, précisons que Molière a v a i t donné son a p p u i aux v r a i e s précieuses q u i "possédaient l e s p l u s b e l l e s qualités p s y c h o l o g i q u e s e t m o r a l e s , t e l l e s que l a sensibilité, l ' e s p r i t de 19. Marianne Craemar-Vos, "Le Combat N a i s s a n t pour l e féminisme au XV I I e siècle", The Language Q u a r t e r I v . ( V o l . 24 ( 3 - 4 ) , Spring-Summer, 1986): 43. de l a f i n e s s e e t l e sens de l'esthétique" ( 2 0 ) . Remarquons e n f i n , q u ' i l ne s ' a g i t pas i c i de l ' i n t e l l i g e n c e en t a n t q u ' o u v e r t u r e d ' e s p r i t , p u i s q u e ce s u j e t n'était réservé qu'aux hommes! 20. V o i r n o t e 19. Le M i s a n t h r o p e ; l'identité féminine Le théâtre de Molière e s t , en général, conçu comme féministe. D'un côté, dans L'École des femmes, l a jeune f i l l e p a r v i e n t à se défendre c o n t r e l e p o u v o i r t y r a n n i q u e d'un homme p l u s âgé, q u i cherche à l'empêcher d ' e x e r c e r son p r o p r e d r o i t , a f i n de c h o i s i r un époux, à son gré. De l ' a u t r e côté, Les Précieuses r i d i c u l e s e t Les Femmes s a v a n t e s s o n t considérées comme deux pièces antiféministes, p a r c e q u ' e l l e s r i d i c u l i s e n t l e s femmes q u i c h e r c h e n t à défier l e rôle q u i l e u r e s t imposé, s u r t o u t en ce q u i con c e r n e l e m a r i a g e e t l'amour. Molière e s t donc d ' a v i s , que l a femme d o i t s u i v r e s e s p r o p r e s émotions, pourvu q u ' e l l e ne l a n c e aucun défi, c o n t r e l a supériorité de l'homme, dans l e s domaines de l ' i n t e l l i g e n c e e t de l ' e s p r i t ( 1 ) . Cependant, l a c o n c l u s i o n c i - d e s s u s ne s ' a p p l i q u e pas au M i s a n t h r o p e . dans l a mesure où, i l ne s ' a g i t n i d'une je u n e f i l l e naïve, n i d'une femme prétentieuse. P o u r t a n t , dans c e t t e pièce, l a q u e s t i o n féminine n ' e s t pas sans i m p o r t a n c e . On découvre que l a femme p o r t e un masque, a f i n de d e v e n i r ce que l'homme désire, c ' e s t - à-dire que, l a femme se définit en termes de l ' a d m i r a t i o n q u ' e l l e reçoit de l'homme. "Un homme regardé p a r une femme, n'en reçoit r i e n [...] T a n d i s que l a femme convoitée e s t aussitôt 1. P a t r i c i a F r a n c i s C h o l a k i a n , "The Woman Q u e s t i o n i n Molière's M i s a n t h r o p e " . The F r e n c h Review: J o u r n a l o f t h e American A s s o c i a t i o n o f Teachers o f F r e n c h . ( V o l . L V I I I , no. 4, March 1985, USA): 524. métamorphosée en o b j e t désirable e t désiré" (2) . De nouveau, on r e t r o u v e t r o i s femmes différentes, l e s unes des a u t r e s : Célimène, Arsinoé e t E l i a n t e s o n t l e s personnages féminins dans Le M i s a n t h r o p e . Toutes t r o i s s o n t , e n t r e e l l e s , des r i v a l e s q u i c h e r c h e n t à gagner l e co e u r d ' A l c e s t e . En p r e m i e r l i e u , l e personnage de Célimène e s t c o n s t r u i t a u t o u r du désir de paraître b e l l e . E l l e d o i t l'être, autrement e l l e ne s e r a i t pas entourée de s o u p i r a n t s . Ces d e r n i e r s l a f l a t t e n t , sans c e s s e , dans l ' e s p o i r q u ' e l l e désigne l ' u n d'eux comme son f a v o r i . Célimène a b e s o i n d'une nombreuse compagnie, e t l e nombre des hommes q u i v o n t l a v o i r , en f a i t p r e u v e . L ' u n i v e r s q u i t o u r n e a u t o u r de Célimène, dépend de s a vanité, comme l e s planètes q u i t o u r n e n t a u t o u r du s o l e i l (3) . E l l e e s t , en o u t r e , l e c e n t r e d'intérêt, e n v e r s l e q u e l , t o u t e s l e s f o r c e s de c e t t e comédie s ' a t t i r e n t . C e t t e " c o q u e t t e médisante" v e u t p l a i r e e t e l l e f a i t t o u t a f i n de p a r v e n i r à ses f i n s . Le nombre de s e s a d m i r a t e u r s témoignent de ce f a i t (4) . Tout en r e s t a n t l i b r e , c e t t e j e u n e veuve de v i n g t ans d o i t p e r s u a d e r chaque s o u p i r a n t , en s e c r e t , q u ' i l e s t son f a v o r i . C 'est a i n s i q u ' e l l e ne s ' a t t a c h e à personne, t o u t en f a i s a n t d'eux ce q u ' e l l e v e u t . E l l e a donc un c e r t a i n contrôle s u r l e s hommes e t s u r l a n a t u r e humaine, en général. Tout en r a s s u r a n t e t en encourageant s es s o u p i r a n t s , e l l e d o i t l e s 2. Simone de B e a u v o i r , Le Deuxième sexe. V o l . I , ( P a r i s : Ed. G a l l i m a r d , 1976): 501. 3. L i o n e l Gossman, Men and Masks. A Study o f Molière. ( B a l t i m o r e : The John Hopkins P r e s s , 1969): 86. 4. Georges F o r e s t i e r , Molière en t o u t e s l e t t r e s , c o l l . dirigée p a r D. Be r g e z , ( P a r i s : B ordas, 1990): 159. g a r d e r dans un état d ' i n c e r t i t u d e e t de j a l o u s i e , c a r s i e l l e se donne à l ' u n d'eux, e l l e détruira l e désir q u i brûle chez l e s a u t r e s , e t en f i n de compte, l e désir de c e l u i q u ' e l l e a c h o i s i . Le désir de chacun dépend a i n s i , de c e l u i de l ' a u t r e . C e l a e x p l i q u e s u r t o u t son r e f u s d ' a c c e p t e r l e rôle d'épouse q u ' A l c e s t e l u i p r o p o s e , c a r s ' i l l a contrôle ou l a possède, s a liberté s e r a détruite. C'est un j e u , à l a f o i s , d i f f i c i l e e t dangereux q u ' e l l e j o u e e t q u ' e l l e f i n i t p a r p e r d r e ( 5 ) . En o u t r e , Célimène f l a t t e e t mani p u l e s e s a d m i r a t e u r s , p a r c e que c es hommes ménagent sa vanité. Son p l a i s i r n ' e s t basé que s u r l ' a d m i r a t i o n q u ' e l l e reçoit d'eux. Célimène a b e s o i n de p r o u v e r q u ' e l l e e s t d i g n e d'eux. C'est a i n s i que s e s a d m i r a t e u r s peuvent p r o u v e r son e x i s t e n c e (6) . En réalité, e l l e ne l e u r ment p as, l o r s q u ' i l s ' a g i t de s e s s e n t i m e n t s . E l l e ne f a i t que l e u r p a r l e r l e langage de l a préciosité, ce q u i l e u r e s t incompréhensible. Le langage féminin dont e l l e se s e r t , e s t donc un la n g a g e , q u ' e l l e s e u l e , p eut comprendre. I l c o n v i e n t de préciser que, sans l a présence de t a n t de s o u p i r a n t s , l e rôle de Célimène s e r a i t sans i m p o r t a n c e ( 7 ) . P a r r a p p o r t à P h i l a m i n t e q u i dans Les Femmes s a v a n t e s , q u e s t i o n n e l a supériorité de l'homme, i c i , Célimène ne s ' e f f o r c e pas de se libérer. P a r c o n t r e , e l l e e s s a i e en v a i n de g a r d e r s e s s o u p i r a n t s près d ' e l l e , de peur q u ' i l s l a q u i t t e n t . P a r exemple, l o r s q u e Célimène va r e c e v o i r l e s deux ma r q u i s , A l c e s t e p r o t e s t e e t s o u h a i t e 5. Molière, Le M i s a n t h r o p e . ( P a r i s : H a c h e t t e , 1976): 11. 6. "The Woman Q u e s t i o n i n Molière's M i s a n t h r o p e " : 529. 7. L i o n e l Gossman, Men and Masks: 91. p a r t i r . Célimène, comme une e n f a n t gâtée, l u i ordonne de r e s t e r : Célimène: Où c o u r e z - v o u s ? A l c e s t e : J e s o r s . Célimène: Demeurez. A l c e s t e : P o u r q u o i f a i r e ? Célimène: Demeurez. A l c e s t e : J e ne p u i s . Célimène: J e l e veux, j e l e veux. (8) De p l u s , quand l e s deux marquis v o n t près de l a p o r t e , Célimène l e u r demande nerveusement: "Quoi? vous vous en a l l e z , m e s s i e u r s ? " (9) , E l l e démontre nettement, l a peur d'être abandonnée p a r l e s hommes. A l c e s t e reconnaît son p o i n t f a i b l e : "La peur de l e u r départ occupe f o r t v o t r e âme" ( 1 0 ) . En p l u s , quand e l l e p a r l e de l a p r u d e r i e d'Arsinoé, comme s i c'était un masque pour d i s s i m u l e r son " a f f r e u s e s o l i t u d e " , Célimène c r a i n t s a p r o p r e s o l i t u d e ( 1 1 ) . C'est une femme q u i aime b r i l l e r l o r s q u ' e l l e e s t en présence d ' a u t r u i . P a r exemple, dans l a fameuse scène des p o r t r a i t s , c ' e s t e l l e q u i j o u e mieux l e j e u , en f a i s a n t des p o r t r a i t s v e r b a u x des a u t r e s . A p a r t sa médisance, Célimène e s t une femme à l a q u e l l e on ne p e u t guère se f i e r . C e l a se m a n i f e s t e s u r t o u t à l'épisode f i n a l , où, avec l e s b i l l e t s doux, adressés à s e s s o u p i r a n t s , nous comprenons de q u e l l e manière m a l i c i e u s e , e l l e s'était moquée d'eux. En deuxième l i e u , l e s prudes dans l e s comédies de Molière s o n t souvent de " f a u s s e s p r u d e s " ( 1 2 ) . Le dramaturge s'en s e r t comme 8. Molière, Le M i s a n t h r o p e : 62. 9. I b i d . : 73. 10. I b i d . : 74. 11. "The Woman Q u e s t i o n i n Molière's M i s a n t h r o p e " : 525. 12. M a r t i n T u r n e l l , The C l a s s i c a l Moment. S t u d i e s o f C o r n e i l l e . Molière and R a c i n e . (London: Hamish H a m i l t o n , 1951: 113. des symboles négatifs de r e j e t . T e l e s t , p a r exemple, l e rôle d'Arsinoé. C e t t e dernière ne p a r v i e n t pas à a t t i r e r l e s hommes e t , e l l e nous r a p p e l l e l a Bélise des Femmes s a v a n t e s . S e l o n Célimène, Arsinoé p o r t e un masque, pour mieux d i s s i m u l e r son " a f f r e u s e s o l i t u d e " , mais a u s s i , pour c a c h e r ses f r u s t r a t i o n s s e x u e l l e s ( 1 3 ) . Sa p r u d e r i e e s t a u s s i une arme dont e l l e se s e r t , pour a t t a q u e r l e s femmes q u i ont p l u s de succès q u ' e l l e , comme Célimène. E l l e e s t amère e n v e r s c e l l e - c i e t prétend que l e s c o n s e i l s q u ' e l l e l u i donne s o n t des c o n s e i l s amicaux, e t non des marques de j a l o u s i e . Arsinoé: Madame. L'amitié d o i t s u r t o u t éclater Aux choses q u i l e p l u s nous peuvent i m p o r t e r [...] J e v i e n s , p a r un a v i s q u i t o u c h e v o t r e honneur. Témoigner l'amitié que pour vous a mon c o e u r . (14) La sincérité q u ' e l l e m a n i f e s t e , e s t a u s s i f a u s s e . Ce n ' e s t que pour évoquer s a p r o p r e méchanceté, sous l e prétexte de r e n d r e s e r v i c e , en donnant des c o n s e i l s . Arsinoé ne s'intéresse n i à l a v e r t u de Célimène, n i à sa réputation. Le m o t i f réel de c e t t e prude représente son comportement o p p r e s s i f . E l l e e s t comme A r n o l p h e , T a r t u f f e e t S g a n a r e l l e , c a r t o u s c e s personnages p o r t e n t des masques, pour c a c h e r l e u r v r a i caractère v i l a i n . Dans l e c a s d'Arsinoé, l e masque q u ' e l l e p o r t e , l u i donne un c e r t a i n p o u v o i r , s u r t o u t , quand e l l e menace l e s femmes, q u ' e l l e e n v i e . P a r exemple, s i e l l e p a r v i e n t à i n t i m i d e r Célimène, c e t t e dernière changera son comportement s c a n d a l e u x , ce q u i p e r m e t t r a à Arsinoé de p o u r s u i v r e A l c e s t e , l'homme q u ' e l l e aime. C'est a i n s i que, comme Célimène, Arsinoé v e u t être admirée p a r l e sexe opposé, ce q u i déterminerait son e x i s t e n c e e t son identité. S i e l l e réussit à conquérir A l c e s t e , e l l e a u s s i , s e r a désirée e t désirable. Avec Arsinoé, l e dramaturge campe un de ces personnages r i d i c u l e s , dont i l o f f r e une véritable g a l e r i e de p o r t r a i t s t o u t au l o n g de l a pièce ( 1 5 ) . Arsinoé e s t l'image de l a f a u s s e r i g u e u r morale e t de l a f a u s s e sincérité. Dès l a première scène, P h i l i n t e l ' a p p e l l e " l a prude Arsinoé", e t Célimène expose son h y p o c r i s i e . Arsinoé prétend être p i e u s e , mais e l l e b a t s e s domestiques e t ne l e s p a i e pas. En v a n t a n t l a m o d e s t i e , e l l e e s t imbue d'elle-même (16) . C e t t e femme défend l a r e l i g i o n , de même que l e s v a l e u r s r e l i g i e u s e s e t s p i r i t u e l l e s , mais e l l e se m a q u i l l e e t se c o i f f e , pour qu'on l a remarque. La prude i n s i s t e s u r l a décence, mais e l l e e s t attirée p a r l e s p l a i s i r s p h y s i q u e s ( 1 7 ) . En g r o s , Arsinoé e s t c o n t r a d i c t o i r e dans s e s manières, dans l a mesure où, e l l e prêche l a morale, mais e l l e a g i t de façon immorale. Célimène f a i t une c r u e l l e d e s c r i p t i o n d'Arsinoé, en f o u r n i s s a n t son e x p l i c a t i o n , pour j u s t i f i e r son comportement. S e l o n Célimène, c ' e s t l'âge d'Arsinoé q u i l a pousse à a g i r a i n s i , c a r e l l e e s t t r o p v i e i l l e pour séduire: Célimène: L'âge amènera t o u t , e t ce n ' e s t pas l e temps. Madame, comme on s a i t , d'être prude à v i n g t ans. (18) En o u t r e , c e t t e prude joue l e rôle d'un messager q u i v i e n t du 15. Molière. Le M i s a n t h r o p e : 55-56. 16. Molière, Le M i s a n t h r o p e : 88. 17. I b i d . 18. V o i r n o t e 16: 89. monde extérieur, l o i n des s a l o n s p a r i s i e n s . E l l e v i e n t pour a v e r t i r Célimène, que son comportement compromet sa réputation, parmi "des gens de v e r t u singulière". En réalité, Arsinoé l a menace, mais prétend l u i donner des c o n s e i l s . E l l e i n s i n u e que Célimène o f f r e p l u s que de l a c o n v e r s a t i o n à s e s a d m i r a t e u r s : Arsinoé: Pensez-vous f a i r e c r o i r e , à v o i r comme t o u t r o u l e . Que v o t r e s e u l mérite a t t i r e c e t t e f o u l e ? Q u ' i l s ne brûlent pour vous que d'un honnête amour, E t pour vos v e r t u s , i l s v o n t f o n t t o u s l a co u r ? (19) Précisons que Célimène e t Arsinoé s o n t t o u t e s deux c a p a b l e s de v o i r au delà du masque que p o r t e l ' a u t r e . C ' e s t a i n s i q u ' e l l e s peuvent se définir e t s ' i d e n t i f i e r , m u t u e l l e m e n t . C'est l a r a i s o n pour l a q u e l l e , Célimène l u i r e n v o i e l a b a l l e . Célimène: Là, v o t r e p r u d e r i e e t vos éclats de zèle Ne f u r e n t pas cités comme un f o r t bon modèle: [...] Tout c e l a , s i j e p u i s vous p a r l e r franchement, Madame, f u t blâmé d'un commun s e n t i m e n t . (20) En d e r n i e r l i e u , l e troisième personnage féminin dans Le M i s a n t h r o p e e s t E l i a n t e , q u i e s t , à l a f o i s , l a c o u s i n e e t l ' a m i e de Célimène. Néanmoins, e l l e ne j o u e pas l e rôle de c o n f i d e n t e . En général, de p a r e i l s rôles s e r a i e n t s e c o n d a i r e s , mais dans l e c a s q u i nous occupe, E l i a n t e r e m p l i e une f o n c t i o n p l u s ou moins i m p o r t a n t e , p u i s q u ' e l l e a i d e à former l e t r i a n g l e amoureux, e n t r e A l c e s t e e t Célimène. E l l e aime A l c e s t e e t a t t e n d que ce d e r n i e r se f a t i g u e de Célimène ou v i c e - v e r s a . E l l e a c c e p t e a u s s i l a p r o p o s i t i o n de P h i l i n t e , q u i l u i o f f r e l e mariage, au cas où, son p l a n s'échouerait. Ma i s ce mariage s e r a i t sans amour. C e c i démontre que même " l a sage E l i a n t e " e s t i n c a p a b l e d ' a v o i r sa p r o p r e identité, sans l a présence d'un homme. E l l e non p l u s , ne p e u t se définir, sans s e s r a p p o r t s amoureux, s o i t avec A l c e s t e , s o i t avec P h i l i n t e . De p l u s , E l i a n t e représente l a sincérité sans excès ( 2 1 ) . Dans c e t t e p e i n t u r e de personnages que nous o f f r e Molière, E l i a n t e e t P h i l i n t e se dédoublent. Ces personnages représentent l a sagesse e t l a v e r t u . Le t r a i t p r i n c i p a l d ' E l i a n t e e s t s a sincérité, ce q u i l a différencie des a u t r e s femmes q u i l ' e n t o u r e n t . Dès l ' e x p o s i t i o n , P h i l i n t e l a nomme " l a sage E l i a n t e " . Comme E l i a n t e l ' i n d i q u e à P h i l i n t e , e l l e admire A l c e s t e , p a r c e q u ' i l n ' e s t pas h y p o c r i t e ; E l i a n t e ; E t l a sincérité dont son âme se p i q u e , A quelque chose, en s o i , de n o b l e e t d'héroïque. C'est une v e r t u r a r e au siècle d ' a u j o u r d ' h u i . Et j e l a v o u d r a i s v o i r p a r t o u t comme chez l u i . (22) E l l e e s t r a i s o n n a b l e , s i m p l e , sincère, modeste, discrète e t e l l e a t o u t e s l e s qualités q u i manquent à Célimène, comme à Arsinoé. P a r r a p p o r t à Célimène, E l i a n t e e s t une femme, à l a q u e l l e on pe u t f a c i l e m e n t se f i e r . C'est une personne l u c i d e e t p r u d e n t e . C e l a se m a n i f e s t e s u r t o u t , l o r s q u ' A l c e s t e l u i o f f r e son amour. B i e n q u ' e l l e l ' a i m e , e l l e ne v e u t pas q u ' i l l'épouse uniquement pour se venger de Célimène: A l c e s t e : En r e c e v a n t mon co e u r . A c c e p t e z - l e , madame, au l i e u de l'infidèle: C'est p a r là que j e p u i s p r e n d r e vengeance d ' e l l e . [...] E l i a n t e : J e c o m p t a i s , sans doute, à ce que vous s o u f f r e z . E t ne méprise p o i n t l e coeur que vous m ' o f f r e z ; M a i s peut-être l e mal n ' e s t pas s i grand qu'on pense. E t vous p o u r r e z q u i t t e r ce désir de vengeance. (23) De s a d e s c r i p t i o n , nous comprenons q u ' E l i a n t e e s t un des personnages préférés de Molière. C'est pour c e t t e r a i s o n , q u ' e l l e n ' e s t j a m a i s l e s u j e t de moquerie. On ne p a r l e j a m a i s d ' e l l e avec sarcasme. E l l e e s t b e l l e a u s s i , c a r e l l e plaît beaucoup à P h i l i n t e , e t A l c e s t e a u s s i l u i o f f r e son amour ( 2 4 ) . Malgré s e s bonnes qualités, E l i a n t e n ' a g i t pas, e l l e s u b i t plutôt. I l e s t i m p o r t a n t de n o t e r que, parmi l e s femmes dans c e t t e pièce, s e u l e E l i a n t e ne se mêle pas des a f f a i r e s d ' a u t r u i . E l l e se d i s t a n c i e du monde e t des s i t u a t i o n s q u i l ' e n t o u r e n t . P a r exemple, quand Célimène l u i demande de l a défendre c o n t r e A l c e s t e e t O r onte, q u i e x i g e n t q u ' e l l e c h o i s i s s e e n t r e eux, E l i a n t e s'excuse e t ne v e u t p o i n t être consultée: E l i a n t e : N ' a l l e z p o i n t là-dessus me c o n s u l t e r i c i : Peut-être y p o u r r i e z - v o u s être mal adressée E t j e ne s u i s pour l e s gens q u i d i s e n t l e u r pensée. (25) De p l u s , p a r r a p p o r t à Célimène q u i ne v i t que p a r l e s apparences, E l i a n t e e s t une femme réaliste. Pour e l l e , un homme aime une femme, non p a r c e que l e s a u t r e s l a désirent, mais p a r c e q u ' i l l ' a i m e réellement (2 6 ) . Cet argument semble a s s e z b a n a l , mais c ' e s t en réalité l ' o p i n i o n de Molière q u ' i l t r a n s m e t à t r a v e r s l e s p a r o l e s sages d ' E l i a n t e . C e t t e dernière préserve a i n s i s a 23. Molière, Le M i s a n t h r o p e : 194. 24. I b i d . : 13. 25. I b i d . : 127. 26. L i o n e l Gossman, Men and Masks: 95. sincérité, en r e s t a n t p a s s i v e e t s i l e n c i e u s e . En d ' a u t r e s t e r m e s , e l l e ne p a r t i c i p e pas dans c e t t e mascarade. En c o n c l u s i o n . Le M i s a n t h r o p e de Molière dépeint avec véracité, l a manière dont l e s femmes se comportent avec l e s hommes, comme e n t r e e l l e s . Le dramaturge nous démontre 1'inauthenticité des r a p p o r t s e n t r e l e s êtres humains. C e t t e inauthenticité semble être évoquée p a r un c e r t a i n manque d'identité féminine. En d ' a u t r e s t e r m e s , l a femme ne peut p r o u v e r son e x i s t e n c e , que p a r l ' a d m i r a t i o n que l'homme m a n i f e s t e e n v e r s e l l e . Don Juan; l a femme, v i c t i m e du l i b e r t i n a g e Don Juan e s t une pièce féministe, c a r e l l e représente b e l e t b i e n une p e i n t u r e c r i t i q u e du l i b e r t i n a g e . La femme n ' e s t p l u s l e c e n t r e d'intérêt de c e t t e oeuvre, comme on a vu j u s q u ' i c i , dans l e s a u t r e s pièces de Molière. I l s ' a g i t d'un homme q u i passe sans c e s s e , d'une femme à une a u t r e . I l e s t t o u j o u r s en t r a i n d ' a b o r d e r ou de q u i t t e r une femme. S i Don Juan s'abandonne à sa n a t u r e , son a c t i o n c o n s i s t e r a à séduire l e s femmes. Au dénouement du p r e m i e r a c t e e t au c o u r s du second a c t e , l e comportement du séducteur e s t représenté p a r t r o i s a v e n t u r e s : 1) l e p r o j e t d'enlèvement d'une jeune fiancée, 2) l e s conséquences de l'abandon d ' E l v i r e e t , 3) l a t e n t a t i v e de coup d o u b l e avec C h a r l o t t e e t M a t h u r i n e (1) . I l c o n v i e n t de préciser que l e rôle de Don Juan s e r a i t peu i m p o r t a n t , sans l a présence de t o u t e s c es femmes. C e t t e s i t u a t i o n f a i t écho au M i s a n t h r o p e , e t Don Juan nous r a p p e l l e Célimène. C e t t e dernière ne p o u r r a i t pas séduire sans s es s o u p i r a n t s . Parmi l e s d i v e r s thèmes i d e n t i f i a b l e s dans Don Juan. Molière dépeint l e p o r t r a i t d'un c o e u r v o l a g e , p u i s , i l représente des réactions que son héros l i b e r t i n provoque chez l e s femmes (2) . A t r a v e r s c e t t e t r a g i -comédie, l e dramaturge nous démontre, en o u t r e , que l a femme e s t v i c t i m e de l ' i n c o n s t a n c e e t du l i b e r t i n a g e de l'homme. 1. Jacques G u i c h a r n a u d , Molière. Une A v e n t u r e théâtrale, ed. G a l l i m a r d , ( P a r i s : Bibliothèque des Idées, 1963): 208. 2. I b i d . ; 214. B e l l e dame, r e g a r d e z c e t t e l i s t e des conquêtes que f i t mon bon maître, c a t a l o g u e dressé p a r moi-même! J e vous p r i e , l i s e z avec moi. I t a l i e , v o yez, s i x c e n t q u a r a n t e ! Allemagne, deux c e n t t r e n t e e t une; c e n t pour l a F r a n c e , e t q u a t r e v i n g t - o n z e en T u r q u i e ! M a i s , en Espagne, déjà m i l l e e t t r o i s . Vous voyez des v i l l a g e o i s e s , des s o u b r e t t e s , des b o u r g e o i s e s , des comtesses, des baronnes, des m a r q u i s e s , des p r i n c e s s e s , e t des femmes de t o u t genre, de t o u t âge, de t o u t r a n g ! Chez l e s b l o n d e s , i l a coutume de goûter s u r t o u t l a douceur calme; chez l e s b r u n e s , c ' e s t l e u r fidélité; chez l e s b l a n c h e s , l a douceur. Pour l ' h i v e r , l a g r a s s o u i l l e t t e ; pour l'été, l a m a i g r e l e t t e ; S i l a grande e s t p l u s n o b l e , l a p e t i t e e s t t o u j o u r s p l u s g r a c i e u s e . Les matrones s o n t f o r t bonnes, p o u r l e p e t i t p l a i s i r de l e s i n s c r i r e s u r sa l i s t e ! M a is s a flamme dominante, c ' e s t l a jeune débutante. Toute femme, t o u t e f i l l e , l a v i l a i n e e t l a g e n t i l l e , t o u t ce q u i p o r t e j u p e ! (3) Cet a i r de L e p o r e l l o , l e v a l e t de Don G i o v a n n i , dans l'opéra de M o z a r t , met en évidence que l a femme n ' e s t pour l'homme qu'un o b j e t de défi e t de conquête. "The more, t h e m e r r i e r ! " Cependant, Molière n ' e x p l o i t e pas c e t t e idée dans Don Juan. B i e n q u ' i l ne s ' a g i s s e pas de m i l l i e r s de femmes dans c e t t e pièce. Don Juan e s t confronté à p l u s i e u r s femmes, a u x q u e l l e s i l f a i t l a c o u r , ce q u i à son t o u r , évoque l'idée indiquée c i - d e s s u s . I l e s t n a t u r e l de se po s e r c e t t e q u e s t i o n : q u e l s s o n t , dans c e t t e pièce, l e s r a p p o r t s que Don Juan e n t r e t i e n t avec l e s femmes? Molière c o n f r o n t e s u c c e s s i v e m e n t ce personnage à q u a t r e femmes. La première e s t Done E l v i r e , q u i f a i t son entrée dès l ' e x p o s i t i o n . Dans c e t t e scène, e l l e a d r e s s e des r e p r o c h e s à Don Juan, e t c e l u i - c i t e n t e de l e s éviter. On l a r e v o i t à l a f i n du quatrième a c t e , où e l l e r e v i e n t pour t e n t e r de s a u v e r l'âme de son époux. E n f i n , e l l e réapparaît dans l e d e r n i e r a c t e , comme un s p e c t r e pour s o u h a i t e r l e s a l u t de Don Juan. Tout en étant b r e f , l e rôle d ' E l v i r e e s t d'une impor-3. Molière, Dom Juan. ( P a r i s : H a c h e t t e , 1976): 94. t a n c e c a p i t a l e . C'est e l l e q u i représente l'image de l a femme abandonnée. E l v i r e s y m b o l i s e , en o u t r e , l a c o n d u i t e de Don Juan f a c e à t o u t e s l e s femmes. C'est e l l e , en p a r t i c u l i e r , q u i o f f r e des v a r i a t i o n s intéressantes s u r l e s causes e t l e s e f f e t s de l'abandon. Ce personnage féminin nous r a p p e l l e l e s héroïnes de R a c i n e , t e l l e que Phèdre. Pour se venger de Don Juan, E l v i r e f a i t a p p e l à l ' a i d e de D i e u . C'est a i n s i que l e C i e l d e v i e n t , pour e l l e , une arme de d e s t r u c t i o n e t non une s o u r c e de grâce ( 4 ) . E l v i r e e s t une jeune a r i s t o c r a t e q u i v i e n t d'une f a m i l l e n o b l e . C'est une femme cultivée e t r e l i g i e u s e , b i e n q u ' e l l e se s o i t laissée séduire p a r Don Juan, q u i l ' a v a i t enlevée de f o r c e d'un couvent, pour l'épouser. Précisons que c e t épisode de s a v i e précède l a pièce dont on p a r l e . Dans ce t e x t e d r a m a t i q u e . Don Juan v i e n t de l'abandonner lâchement, pour p o u r s u i v r e d ' a u t r e s femmes. Malgré c e t t e t r a h i s o n , E l v i r e c o n t i n u e à l ' a i m e r passionnément. En e f f e t , E l v i r e s a i t que Don Juan ne l ' a i m e p l u s , e t e l l e a l a révélation b r u t a l e dès son entrée en scène, où p a r l e s i l e n c e de ce d e r n i e r , p a r son v i s a g e détourné e t p a r l ' a b s e n c e q u ' i l crée, e l l e tombe dans un v i d e , où e l l e va b a s c u l e r (5) . Cependant, E l v i r e e s t une femme f o r t e q u i s a i t se m a i n t e n i r à une c e r t a i n e h a u t e u r . S i e l l e tombe dans ce piège donjuanesque, e l l e y tombe debout (6) . En d ' a u t r e s termes, grâce à ses c r o y a n c e s r e l i g i e u s e s , e l l e p a r v i e n d r a à s ' a f f r a n c h i r de l a t y r a n n i e de l'abandon. Quand nous l a voyons 4. Jacques G u i c h a r n a u d , Molière. Une A v e n t u r e théâtrale; 219. 5. I b i d . ; 213. 6. I b i d . ; 216. pour l a première f o i s , e l l e se t r o u v e dans un état de honte e t d ' h u m i l i a t i o n q u i s o n t extrêmes. Cependant, s a d o u l e u r l a r e n d n o b l e , c a r l e dramaturge a réussi à l a r e n d r e u n i q u e p a r l'authenticité e t l a sincérité de sa p a s s i o n ( 7 ) . B i e n q u ' i l s ' a g i s s e d'une comédie, E l v i r e e s t un personnage t r a g i q u e e t s a t i r a d e pathétique en f a i t p reuve. E l l e r e p r o c h e à Don Juan de l u i a v o i r été infidèle. E l l e paraît amère e t en colère, mais ne d e v i e n t j a m a i s indécente. Humiliée p a r l ' a t t i t u d e indifférente de son époux, E l v i r e e s t non seulement blessée dans son amour, mais a u s s i , dans son amour-propre. E l l e a cependant l e courage de surmonter c e t t e émotion t r o u b l a n t e , c a r e l l e v i e n t uniquement pour apprendre l a r a i s o n de son départ: Done E l v i r e : J e s e r a i b i e n a i s e p o u r t a n t d'ouïr de v o t r e bouche l e s r a i s o n s de v o t r e départ. (8) En e f f e t , e l l e a c o m p r i s l a vérité, même s i e l l e prétend l e c o n t r a i r e . E l l e i m p l o r e Don Juan de l u i donner une s e u l e r a i s o n q u i p o u r r a i t j u s t i f i e r son abandon. Ce d e r n i e r l u i répond q u ' i l l ' a quittée, de manière à se r e p e n t i r , de l ' a v o i r arrachée à un couvent. Sans doute, i l l u i ment, e t c ' e s t s u r t o u t l e désir de conquête amoureuse q u i a provoqué l'abandon d ' E l v i r e . Ce q u i e s t encore p i r e , c ' e s t q u ' i l demande à S g a n a r e l l e de se débarrasser d ' e l l e , c a r i l e s t en t r a i n de p o u r s u i v r e sa n o u v e l l e conquête. Pour Don Juan, l a r e n c o n t r e d ' E l v i r e e s t un r a p p e l du passé. C'est a i n s i un ennuyeux temps d'arrêt q u i r e t a r d e sa p r o c h a i n e t e n t a t i v e 7. C h r i s t i n e Geray, Molière: Dom Juan. ( P a r i s : H a t i e r , 1988): 8. Molière, Dom Juan: 32. de séduction. Dès l o r s , pour l ' a v o i r profondément aimé, E l v i r e d e v i e n t v i c t i m e de l'infidélité de Don Juan. E l l e nous r a p p e l l e l e s héroïnes r a c i n i e n n e s , t e l l e que Phèdre, c a r e l l e f a i t a p p e l à l ' a i d e de D i e u pour l e venger: E l v i r e : N ' a t t e n d s pas que j'éclate i c i en r e p r o c h e s e t en i n j u r e s : non, non, j e n ' a i p o i n t un c o u r r o u x à e x h a l e r en p a r o l e s v a i n e s , e t t o u t e s a c h a l e u r se réserve pour s a vengeance. J e t e l e d i s e n c o r e , l e C i e l t e p u n i r a , p e r f i d e , de l ' o u t -r a g e que t u me f a i s ; e t s i l e C i e l n'a r i e n que t e p u i s s e appréhender, appréhende du moins, l a colère d'une femme offensée. (9) Le comportement inhumain e t o d i e u x de Don Juan r e n d l a t i r a d e d ' E l v i r e e ncore p l u s émouvante e t p l u s t o u c h a n t e . Quand on l a r e v o i t pour l a seconde f o i s , e l l e réapparaît pour t e n t e r de s a u v e r l'âme de Don Juan. E l l e v i e n t en t a n t que messa-gère de D i e u , pour l u i a c c o r d e r l a grâce, malgré son comportement immoral. Le langage, dont e l l e se s e r t , e s t inspiré p a r l a f o i . E l v i r e s'exprime d ' a i l l e u r s , à l a manière d'un apôtre ( 1 0 ) : E l v i r e : O u i , Don Juan, j e s a i s t o u s l e s dérèglements de v o t r e v i e , e t ce même C i e l q u i m'a touché l e c o e u r e t f a i t j e t e r l e s yeux s u r l e s égarements de ma c o n d u i t e m'a inspirée de vous v e n i r t r o u v e r , e t de vous d i r e de sa p a r t , que vos o f f e n s e s ont épuisé sa miséricorde, que s a colère r e d o u t a b l e e s t prête de tomber s u r vous, q u ' i l e s t en vous de l'éviter p a r un prompt r e p e n t i r , e t que peut-être vous n'avez pas enc o r e un j o u r à vous p o u v o i r s o u s t r a i r e au p l u s g r and de t o u s l e s malheurs. (11) Le deuxième a c t e met en scène l e s j e u x de séduction q u i , à l e u r t o u r , démontrent l e côté s a d i q u e de Don Ju a n e n v e r s E l v i r e . Quand c e t t e dernière l e r e t r o u v e , son a c o l y t e e s t en t r a i n de 9. Molière, Dom Juan: 34. 10. C h r i s t i n e Geray, Dom Juan: Molière: 44. 11. V o i r n o t e 9: 78-79. séduire e t i l prétend ne pas l a reconnaître, c a r e l l e ne représente malheureusement p l u s r i e n pour l u i . I l e s t , en o u t r e , irrité p a r l e r e t a r d q u ' e l l e crée, devant sa n o u v e l l e conquête amoureuse. E l v i r e n ' e s t p l u s un défi pour l u i . E t q u e l défi! Don Juan l ' a v a i t enlevée d'un co u v e n t . De p l u s , E l v i r e nous r a p p e l l e Marianne dans Les L e t t r e s p o r t u -g a i s e s de G u i l l e r a g u e s . Ces deux femmes s o n t des r e l i g i e u s e s c o u p a b l e s , q u i ont parjuré l e u r s voeux e n v e r s D i e u e t l a r e l i g i o n , en se l a i s s a n t entraîner p a r l e u r p a s s i o n . Néanmoins, p a r l e u r s a c r i f i c e , e l l e s d e v i e n n e n t c a p a b l e s de s'élever au même n i v e a u de grandeur que l'homme ( 1 2 ) . En e f f e t , en lançant un défi c o n t r e t o u t e s c r o y a n c e s r e l i g i e u s e s e t m o r a l e s . Don Juan corrompt l e mariage q u i a une n a t u r e sacrée. Son comportement amoureux p o u r r a i t être interprété a i n s i : p a r ses infidélités s u c c e s s i v e s e t p a r ses promesses de mariage, i l trompe D i e u beaucoup p l u s q u ' i l trompe l e s femmes ( 1 3 ) . C'est a i n s i q u ' i l mérite d'être p u n i , au dénouement de l a pièce: S g a n a r e l l e : Un mariage ne l u i coûte r i e n à c o n t r a c t e r ; i l ne se s e r t p o i n t d ' a u t r e s pièges pour a t t r a p e r l e s b e l l e s , e t c ' e s t un épouseur à t o u t e s l e s mains. Dame, d e m o i s e l l e , b o u r g e o i s e , paysanne, i l ne t r o u v e r i e n de t r o p chaud n i de t r o p f r o i d pour l u i [...] S u f f i t q u ' i l f a u t que l e c o u r r o u x du C i e l l ' a c c a b l e q u e l que j o u r . (14) 12. M a r i e - O d i l e Sweetser, "Images de l a femme abandonnée: t r a d i t i o n s , c o n t a m i n a t i o n s , créations". Onze N o u v e l l e s études s u r l'image de l a femme dans l a littérature du dix-septième siècle, c o l l . réunie e t dirigée p a r W. L e i n e r , ( P a r i s : J e a n - M i c h e l P l a c e , 1984): 6. 13. Jacques S c h e r e r , Sur l e Dom Juan de Molière^ ( P a r i s : SEDES, 1967): 78-79. 14. Molière, Dom Juan: 24. L ' i n t e r a c t i o n du c o u p l e Don J u a n - E l v i r e , en ce que l ' u n e s t l i b e r t i n e t l ' a u t r e e s t r e l i g i e u s e e t fidèle, démontre l e côté féministe de c e t t e pièce. En f i n de compte, c ' e s t l a femme q u i e s t t r i o m p h a n t e , t a n d i s que l'homme e s t p u n i . A u s s i absurde que c e l a p u i s s e sembler, parmi l e s d i v e r s thèmes de Don Juan. nous r e t r o u v o n s c e l u i de l'émancipation e t de l'indépendance de l a femme (15 ) . C e l l e - c i e s t c a p a b l e de surmonter l a d o m i n a t i o n que l'homme e x e r c e s u r e l l e . S e l o n O t t o Rank, "Don Juan e s t , d'une c e r t a i n e façon, l e v r a i émancipateur de l a femme q u i l a libère des chaînes, dans l e s q u e l l e s , l a r e l i g i o n e t l a morale crées pour l ' a v a n t a g e de l'homme, l ' o n t emprisonnée" ( 1 6 ) . En ayant enlevé E l v i r e du couvent. Don Juan a f a i t r e s s o r t i r s a p a s s i o n q u i était a u t r e f o i s réprimée chez e l l e . C 'est a i n s i q u ' e l l e e s t mise en c o n t a c t avec ses v r a i e s émotions de femme, c a r comme l'homme, l a femme a a u s s i d r o i t à une âme p e r s o n n e l l e . I l c o n v i e n t a u s s i d ' a j o u t e r q u ' E l v i r e démontre nettement ce p r o c e s s u s : amour-passion-faute-remords-pénitence-amour de D i e u (17) . E l l e reconnaît son t o r t e t e l l e r e t o u r n e à sa s i t u a t i o n i n i t i a l e . D ' E l v i r e , Don Juan c o u r t l e jupon de t r o i s a u t r e s femmes, ce q u i démontre q u ' i l e s t p e r s i s t a n t dans l ' i n c o n s t a n c e ( 1 8 ) . S e l o n l u i : " l a c o n s t a n c e n ' e s t bonne que pour des r i d i c u l e s , e t t o u t e s 15. R o b e r t H o r v i l l e , Molière. Dom Juan. T e x t e s , commentaires e t g u i d e s d ' a n a l y s e . ( P a r i s : A u b i n , 1983): 116. 16. I b i d . 17. "Images de l a femme abandonnée": 7. 18.Sur l e Dom Juan de Molière: 51-52. l e s b e l l e s o n t d r o i t de nous charmer" ( 1 9 ) . Le deuxième personnage féminin, a u q u e l i l f a i t l a c o u r , e s t " l a fiancée s u r l ' e a u " . S i on p a r l e de ce personnage dans l e t e x t e , on ne l a v o i t j a m a i s . J a l o u x de son bonheur. Don Juan v e u t l ' e n l e v e r à son amant, c a r être fiancée crée un o b s t a c l e devant son caractère compétitif. D ' a i l l e u r s , comme i l l ' i n d i q u e , "son amour commence p a r l a j a l o u s i e " e t " l e dépit alarme ses désirs". La troisième femme e s t C h a r l o t t e e t l a quatrième e s t M a t h u r i n e , à q u i i l a d r e s s e des p a r o l e s douces e t t e n d r e s . P a r r a p p o r t à E l v i r e , C h a r l o t t e e t M a t h u r i n e s o n t l e s représentantes de l a c l a s s e paysanne. Comparativement à c e l l e d ' E l v i r e , e l l e s o n t , p a r l e f a i t même, une mentalité t o u t à f a i t différente, s u r t o u t en ce q u i c o n c e r n e l'amour e t l e s hommes. C h a r l o t t e e s t une f i l l e v a i n e e t naïve, q u i montre un intérêt pour Don Juan. D ' a i l l e u r s , e l l e n ' e s s a i e même pas de d i s s i m u l e r ce s e n t i m e n t . E l l e l e considère r i c h e e t i m p o r t a n t , des qualités q u ' e l l e ne reconnaît pas à P i e r r o t . Même sans a v o i r vu Don J u a n , l e s beaux h a b i t s de ce b e l i n c o n n u , éveillent s a curiosité. P a r conséquent, e l l e o u b l i e P i e r r o t ( 2 0 ) . Quand au deuxième a c t e , M a t h u r i n e i n t e r r o m p t l e j e u de séduction e n t r e C h a r l o t t e e t Don Juan, l a première remarque e s t q u ' i l e s t un séducteur. M a t h u r i n e : M o n s i e u r , que f a i t e s - v o u s donc là avec C h a r l o t t e ? E s t - c e que vous l u i p a r l e z d'amour a u s s i ? (21) 19. Molière, Dom Juan: 26. 20. v o i r n o te 18: 204. 21. V o i r note 19: 48. Pour échapper à c e t t e s i t u a t i o n embarassante, Don Juan l a t r a n s -forme en une scène de comédie, e t se moque des deux r i v a l e s (22) . I l l e u r t i e n t , t o u t bas, à t o u r de rôle, l e même l a n g a g e , pour m a i n t e n i r l e u r s i l l u s i o n s . B i e n q u ' e l l e s l u i p l a i s e n t physiquement, i l r i d i c u l i s e l e u r simplicité. Ces deux paysannes s o n t naïvement persuadées p a r s e s mensonges, q u ' e l l e s c r o i e n t être sincères. C e t t e scène f a i t écho au M i s a n t h r o p e , e t Don J u a n nous r a p p e l l e Célimène. C e t t e dernière séduit s e s a d m i r a t e u r s , simultanément, sans q u ' i l s s'en r e n d e n t compte. De p l u s , c e t t e scène p o u r r a i t être considérée d i v e r t i s s a n t e e t drôle, mais n ' o u b l i o n s pas que c ' e s t aux dépens de ces deux femmes, s i m p l e s e t crédules. I l e s t très intéressant de n o t e r que, p a r r a p p o r t à e l l e s , E l v i r e d e v i e n t de p l u s en p l u s , une femme de qualité, malgré son image pathétique à l ' e x p o s i t i o n . Précisons que Don Juan n ' e s t j a m a i s tenté de séduire une femme q u i se donne v o l o n t a i r e m e n t à l u i . C ' est que l e défi f a s c i n e ce personnage. C'est pour c e t t e r a i s o n , que l e s deux fiancées l u i p l a i s e n t t a n t . L ' o r d r e , dans l e q u e l i l énumère ses différentes r a i s o n s pour v o u l o i r séduire l a jeune fiancée, e s t révélateur. I l s ' a g i t d'abord de l a beauté de l a je u n e f i l l e . E l l e e s t amoureuse de quelqu'un d ' a u t r e . De là, l a j a l o u s i e de Don Juan se révèle e t a i n s i , l e défi de l a f a i r e a p p a r t e n i r à l u i . Le p l a i s i r de détruire l e c o u p l e v i e n t e n s u i t e . Une f o i s détruit. Don Juan e s t s a t i s f a i t ( 2 3 ) . C e l a e x p l i q u e p o u r q u o i i l q u i t t e E l v i r e 22. Sur l e Dom Juan de Molière: 107-108. 23. Molière. Une A v e n t u r e théâtrale: 212. c r u e l l e m e n t . E l l e s'était donnée à l u i . E l l e n ' e s t désormais p l u s une conquête pour l u i , e t sa p a s s i o n pour e l l e n ' e x i s t e p l u s . E l m i r e a p p a r t i e n t au passé de Don Juan, e t i l a d ' a u t r e s conquêtes devant l u i . Néanmoins, l o r s q u ' i l l a r e v o i t pour l a dernière f o i s , e l l e l u i annonce q u ' e l l e r e t o u r n e à D i e u . C'est a l o r s q u ' e l l e r e d e v i e n t une conquête pour Don Juan e t i l l u i demande de r e s t e r . En o u t r e , t o u t e s l e s femmes p l a i s e n t à Don Juan. I l ne f a v o r i s e pas un c e r t a i n t y p e de femme. I l se v a n t e même, en d i s a n t : "Pour moi, l a beauté me r a v i t p a r t o u t où j e l a t r o u v e " ( 2 4 ) . Dès son entrée s u r scène, i l aborde l e s u j e t de l a conquête amoureuse. Pour l u i , l'amour e s t lié à l a beauté e t à l a diversité, q u i à l e u r t o u r , s ' a p p u i e n t s u r l a liberté e t l e changement ( 2 5 ) . Mais avant t o u t , i l e n v i s a g e l'amour comme une s o r t e de combat q u ' i l d o i t gagner. En c o n c l u s i o n . Don Juan a m a i n t e s f o i s séduit, e t S g a n a r e l l e f a i t a l l u s i o n à t o u t e s ses conquêtes. Cependant, Molière n'a probablement pas v o u l u écrire sa pièce, a u t o u r d'un c o u r e u r de jup o n s , uniquement pour f a i r e r i r e son p u b l i c . C e r t a i n e s scènes s o n t réellement drôles, on ne peut l e n i e r . Rappelons-nous a u s s i que l ' o b j e c t i f de Molière était, à l a f o i s , de p l a i r e e t d ' i n s t r u i r e . C'est a i n s i qu'en c r i t i q u a n t l e l i b e r t i n a g e de l'homme, l e dramaturge p a r v i e n t à m e t t r e en scène, des p o r t r a i t s de femmes q u i , p a r l e u r p a s s i o n , s o n t devenues v i c t i m e s de ce l i b e r t i n a g e . Par malheur, c e t t e s i t u a t i o n e x i s t e t o u j o u r s , à n o t r e 24. Molière, Dom Juan: 26. 25. Sur l e Dom Juan de Molière: 171. époque, chez des Don Juans e t chez des femmes q u i se soumettent à l e u r s émotions, plutôt qu'à l a r a i s o n . I l e s t p o s s i b l e que c e l a c o n t i n u e à e x i s t e r à j a m a i s , mais c ' e s t en p a r t i c u l i e r à l a femme de p o u v o i r d i s c e r n e r chez c e l u i q u ' e l l e aime, ses qualités a i n s i que ses défauts. M a i s avant c e l a , e l l e d o i t se r e s p e c t e r , pour que l'homme l a r e s p e c t e , à son t o u r . I l e s t intéressant de n o t e r que l a pièce de Molière e s t d'actualité, c a r l e s thèmes que ce dramaturge aborde, s o n t t o u j o u r s p e r t i n e n t s , pour n o t r e époque. T a r t u f f e ; l'idéal féministe; l a s u i v a n t e molièresque T a r t u f f e e s t une comédie extrêmement v i v a n t e , q u i met en scène t o u t e une f a m i l l e : de l a grand-mère, têtue e t i n s u p p o r t a b l e , à l a s u i v a n t e , p l e i n e de bons sens e t dévouée à ses maîtres ( 1 ) . C e l u i q u i t r o u b l e l ' h a r m o n i e f a m i l i a l e e s t Orgon, l e père de f a m i l l e , q u i c h o i s i t de m a r i e r sa f i l l e M a r i a n e à T a r t u f f e , e t non à Valère, c e l u i q u ' e l l e aime. R e v o i c i l e thème du mariage arrangé, imposé pa r des p a r e n t s a u t o r i t a i r e s , comme on l ' a déjà vu dans L'École des femmes. Les Femmes sa v a n t e s ^ e t Les Précieuses r i d i c u l e s . T a r t u f f e ne s'intéresse pas à Ma r i a n e . E l l e e s t t r o p i n s i g n i f i a n t e p o u r l u i , e t ce d e r n i e r préfère E l m i r e , l a femme d'Orgon. T a r t u f f e e s s a i e en v a i n de détacher Orgon d ' E l m i r e . S ' i l réussit à d i s t a n c i e r Orgon de s a femme, E l m i r e s e r a i n s a t i s f a i t e e t malheureuse. T a r t u f f e espère p r o f i t e r de c e t t e s i t u a t i o n . E l m i r e l e f a s c i n e p a r sa beauté épanouie e t p a r son i n t e l l i g e n c e . Même Orgon reconnaît c e t t e a d m i r a t i o n passionnée: Orgon; J e v o i s q u ' i l r e p r e n d t o u t , e t qu'à ma femme même I l p r e n d , pour mon honneur, un intérêt extrême; I l m ' a v e r t i t des gens q u i l u i f o n t l e s yeux doux. E t p l u s que moi s i x f o i s i l s'en montre j a l o u x . (2) La pièce T a r t u f f e e s t , d'une c e r t a i n e manière, étroitement liée à Don Juan, s u r t o u t s u r l e p l a n des s i g n i f i c a t i o n s ( 3 ) . Dans 1. Georges F o r e s t i e r , Molière en t o u t e s l e t t r e s , c o l l . dirigée p a r D. B e r g e z , ( P a r i s ; Bordas, 1990): 156. 2. Molière, T a r t u f f e . ( P a r i s : L a r o u s s e , 1971); 47. 3. V o i r n o t e 1: 157. l e s deux pièces, l a femme e s t "un o b j e t " , q u i ne c o n t r i b u e qu'au p l a i s i r p h y s i q u e de l'homme. B i e n que des i n d i c a t i o n s p r o u v e n t que l ' i n t e n t i o n de Molière était différente, au c e n t r e de c e t t e o e u v r e de s i haute s i g n i f i c a t i o n , c e r t a i n s c r i t i q u e s o n t imaginé l e personnage de T a r t u f f e , d'être un homme élégant e t c a l c u l a t e u r , q u i e n t r e p r e n d f r o i d e m e n t l a conquête d ' E l m i r e (4) . C e l a nous r a p p e l l e Don Juan q u i p o u r s u i t l e s femmes. C e t t e idée se m a n i f e s t e , en p a r t i c u l i e r , dans l a scène c e n t r a l e de l a pièce, où l ' h y p o c r i s i e de T a r t u f f e se révèle. Le v o c a b u l a i r e r e l i g i e u x , d o nt i l se s e r t , l ' a i d e à j u s t i f i e r l'amour q u ' i l m a n i f e s t e pour E l m i r e . C e t t e dernière e s t pour l u i " E l M i r a " , en d ' a u t r e s termes " l ' a d m i r a b l e " . C'est une femme q u ' i l a t o u j o u r s rêvé de posséder, mais q u ' i l n'a j a m a i s pu a v o i r (5) . Après l e s premières p h r a s e s en forme de prière, pour l'âme e t pour l e c o r p s d ' E l m i r e , T a r t u f f e t o u c h e s e s d o i g t s . E n s u i t e , i l approche sa c h a i s e de l a s i e n n e , e t pose s a main s u r son j e n o u . I l s ' e x t a s i e a u s s i s u r l e s p o i n t s de d e n t e l l e de son c o r s a g e ! I l ne p a r v i e n t p l u s à se contrôler. P a r c o n t r e , dans c e t t e s i t u a t i o n menaçante, E l m i r e se défend, avec c o u r t o i s i e e t netteté. C e t t e femme e s t p l e i n e de t a c t e t d ' a d r e s s e . De p l u s , e l l e e s t sûre d'elle-même e t c o n f i a n t e dans son i n n o c e n c e . Pour ce s m o t i f s , e l l e se permet un second r e n d e z - v o u s avec T a r t u f f e , en présence d'Orgon, caché sous l a t a b l e . E l l e t e n d un piège à l ' i m p o s t e u r , en j o u a n t l e rôle de l a femme séduite. 4. A n t o i n e Adam, Le Théâtre c l a s s i q u e . Ed. Que s a i s - j e ? ( P a r i s : P r e s s e s U n i v e r s i t a i r e s de F r a n c e , 1970): 111-112. 5. P o l G a i l l a r d , T a r t u f f e . Molière, a n a l y s e c r i t i q u e , ( P a r i s : H a t i e r , 1978): 48. E l m i r e e s t f i n e e t h a b i l e , s u r t o u t quand e l l e e m p l o i e l e s mêmes t a c t i q u e s que T a r t u f f e . Cependant, e l l e n ' e s t pas h y p o c r i t e , malgré l e f a i t q u ' e l l e e s s a i e de l e tromper. Comme T a r t u f f e , e l l e l u i o f f r e s e s "douceurs" e t f l a t t e "ses désirs" avec f i n e s s e , en l u i p r o m e t t a n t l e champ l i b r e : E l m i r e : J e v a i s p a r des douc e u r s , p u i s q u e j ' y s u i s réduite. F a i r e p o s e r l e masque à c e t t e âme h y p o c r i t e . F l a t t e r de son amour l e s désirs effrontés E t donner l e champ l i b r e à ses témérités. (6) Malgré l e f a i t que c e r t a i n e s femmes, au dix-septième siècle, étaient considérées i n c o n s t a n t e s , comme Célimène, E l m i r e e s t c o n s t a n t e dans s e s a c t i o n s e t préfère f a i r e du b i e n , plutôt que de j u g e r l e s a c t i o n s d ' a u t r u i . " E l m i r e , en o u t r e , apprécie l e calme d'un f o y e r dont T a r t u f f e menace l ' h a r m o n i e " ( 7 ) . Quant à M a r i a n e , l e q u a l i f i c a t i f de " d o u c e t t e " , que l u i donne sa grand-mère, ne l u i c o n v i e n t , qu'en apparence ( 8 ) . M a r i a n e e s t soumise à l a volonté de son père e t e l l e n ' e s t donc pas l i b r e à c h o i s i r son p r o p r e d e s t i n , s u r t o u t en ce q u i c o n c e r n e , p r e n d r e Valère comme époux. Néanmoins, i l y a chez e l l e , une c e r t a i n e sensibilité e t un c e r t a i n charme. Sa d o u l e u r e s t émouvante, malgré l e f a i t que nous a i m e r i o n s v o i r dans son caractère, p l u s de fermeté devant son père. Le personnage de Mar i a n e e s t très différent des a u t r e s j e u n e s f i l l e s moliéresques comme, p a r exemple, H e n r i e t t e des Femmes s a v a n t e s . M a r i a n e e s t t i m i d e , s u r t o u t f a c e à son père ( 9 ) , 6. Molière, T a r t u f f e : 108. 7. I b i d : 20. 8. I b i d . 9. M a r j o r i e M u l l i n s , La F a m i l l e au X V I I e siècle d'après l e théâtre de Molière^ (Toulouse: I m p r i m e r i e e t L i b r a i r i e Edouard Privât, 1927): 85. q u i v e u t que s a f i l l e t r o u v e T a r t u f f e a i m a b l e , comme époux. Maria n e , de son côté, e s s a i e en v a i n de l u i f a i r e comprendre q u ' i l ne l'intéresse pas. Mais i l se fâche c o n t r e e l l e : Orgon: I l s e r a v o t r e époux, j ' a i résolu c e l a [...] J e s a i s ce q u ' i l vous f a u t , e t j e s u i s v o t r e père [...] E n f i n , ma f i l l e , i l f a u t p a y e r d'obéissance. Et montrer pour mon c h o i x entière déférence. (10) Après de nombreuses t e n t a t i v e s de changer l ' a v i s de son père, Mariane f a i t a p p e l à l'appétit f i n a n c i e r de T a r t u f f e . M a r i a n e : . . . D o n n e z - l u i v o t r e b i e n E t s i ce n ' e s t pas a s s e z , j o i g n e z - y t o u t l e mien. (11) Cet épisode f a i t écho à L'École des femmes. Orgon, en p a r t i c u l i e r , nous r a p p e l l e A r n o l p h e . Chez ces deux personnages, 1' égoïsme e t l ' a u t o r i t a r i s m e se m a n i f e s t e n t à t r a v e r s l e r i d i c u l e de l e u r s p a r o l e s . M a r i a n e avoue à D o r i n e q u ' e l l e ne p e u t r i e n f a i r e c o n t r e "un père a b s o l u " ( 1 2 ) . Après l e p r o j e t du mariage arrangé, e l l e p a r l e de se s u i c i d e r , s i on l ' o b l i g e d'épouser T a r t u f f e : M a r i a n e : V o i s - t u , s i l ' o n m'expose à ce c r u e l m a r t y r e . J e t e l e d i s D o r i n e , i l f a u d r a que j ' e x p i r e . (13) D'une c e r t a i n e façon, M a r i a n e r e s s e m b l e à Agnès de L'École des femmes, en ce q u ' e l l e e s t a u s s i , v i c t i m e de l'autorité de l'homme. P o u r t a n t , M a r i a n e n ' e s t pas une jeune f i l l e naïve e t i n n o c e n t e . E l l e n'a pas été élevée dans l ' i g n o r a n c e t o t a l e . E l l e connaît l e s hommes, dans l a mesure où, e l l e s a i t d i s t i n g u e r e n t r e l ' h y p o c r i s i e de T a r t u f f e e t l'honnêteté de Valère. E t ce q u i e s t encore p l u s i m p o r t a n t , c ' e s t q u ' e l l e s a i t ce q u ' e s t l'amour, c o n t r a i r e m e n t à 10. Molière, T a r t u f f e : 56, 63. 11. I b i d . : 104. 12. La F a m i l l e au X V I I e siècle d'après l e théâtre de Molière: 13. V o i r n o t e 10. Agnès, q u i apprend à aimer, à mesure que l a pièce avance. Le personnage féminin, l e p l u s âgé, e s t Madame P e r n e l l e . Curieusement, c e t t e dernière ne joue que dans deux scènes. E t on ne peut o u b l i e r son rôle. Dans l a première scène s u r t o u t , e l l e domine l e s a u t r e s personnages, t a n t p a r s e s g e s t e s , que p a r s e s p a r o l e s . Malgré son âge, c e t t e " v i e i l l e b i g o t e " , q u i a une santé de f e r ( 1 4 ) , traîne derrière e l l e c i n q j e u n e s personnes h o r s d ' h a l e i n e , t e l l e m e n t e l l e l e s f a t i g u e . Madame P e r n e l l e : A l l o n s , F l i p o t e , que d'eux j e me délivre. E l m i r e : Vous marchez d'un t e l pas qu'on a p e i n e à vous s u i v r e . ( 1 5 ) C r i t i q u a n t t o u t l e monde, d'un a i r s a r c a s t i q u e , e l l e ne c e s s e de couper l a p a r o l e à ses vis-à-vis: D o r i n e : S i . . . P e r n e l l e : Vous êtes mamie, une f i l l e s u i v a n t e [...] Damis: M a i s . . . P e r n e l l e : Vous êtes un s o t en t r o i s l e t t r e s , mon f i l s [...] Ma r i a n e : J e c r o i s . . . P e r n e l l e : Mon D i e u , sa s o e u r , vous f a i t e s l a discrète [...] E l m i r e : M a i s , ma mère... P e r n e l l e : V o t r e c o n d u i t e en t o u t e s t t o u t à f a i t mauvaise [...] Cléante: M a i s , madame, après t o u t . . . P e r n e l l e : S i j'étais de mon f i l s , son époux. J e vous p r i e r a i s b i e n f o r t de n ' e n t r e r p o i n t chez nous. (16) C e r t e s , Madame P e r n e l l e e s t a u s s i " f o r t e en g u e u l e " que D o r i n e , b i e n que son s t y l e s o i t a n c i e n . C e t t e femme apparaît comme l e p r o t o t y p e de t o u t e s l e s belle-mères e t grand-mères "enragées". I l e s t très intéressant de n o t e r que, l e rôle de Madame P e r n e l l e a presque t o u j o u r s été joué par un homme, s u r t o u t dans l e s m i ses en 14. P o l G a i l l a r d , T a r t u f f e . Molière: 68. 15. Molière, T a r t u f f e : 33. 16. I b i d . : 34-35. scène de Molière ( 1 7 ) . Ce d e r n i e r demandait à s e s comédiens de j o u e r l e rôle de Madame P e r n e l l e , comme une v i e i l l e dame i n s u p p o r t a b l e , têtue e t rag e u s e . S e l o n R o b e r t Kemp, "Madame P e r -n e l l e e s t une femme q u i e s t dure à moudre", de s o r t e q u ' i l e s t i m p o s s i b l e à l a f a i r e t a i r e ou de l a b r i s e r ( 1 8 ) . On comprend, en o u t r e , p o u r q u o i son f i l s , Orgon, a un caractère soumis à s a volonté. En d ' a u t r e s termes, i l a peut-être dû s u b i r une e n f a n c e sous l'autorité de c e t t e femme t y r a n n i q u e e t p a r f o i s v i o l e n t e . P a r exemple, non seulement e l l e entend e x e r c e r s a p r o p r e autorité s u r a u t r u i , mais e l l e g i f l e s a s e r v a n t e F l i p o t e , pour aucune r a i s o n , sans doute, p a r h a b i t u d e d'être sa maîtresse: (Donnant un s o u f f l e t à F l i p o t e ) Mme P e r n e l l e : A l l o n s , vous! vous rêvez e t bayez aux c o r n e i l l e s . J o u r de D i e u ! j e s a u r a i vous f r o t t e z l e s o r e i l l e s . Marchons, gaupe, marchons! (19) Parmi l e s s u i v a n t e s dans l e s comédies de Molière, D o r i n e e s t l a f l e u r de son théâtre. Le dramaturge r e c o n n a i s s a i t l a simplicité des s u i v a n t e s a f f e c t u e u s e s , q u i j o u a i e n t un grand rôle, dans l e s f a m i l l e s b o u r g e o i s e s (20) . I l a donc mis de son c o e u r dans l a p e i n t u r e de D o r i n e q u i e s t un personnage apparemment s e c o n d a i r e , mais i n d i s p e n s a b l e . C e t t e dernière e s t non seulement l a s u i v a n t e de M a r i a n e , mais a u s s i sa n o u r r i c e , c a r e l l e r e m p l a c e s a mère q u i e s t morte. Molière l u i a donné une a t t i t u d e e t des p a r o l e s p r o f o n d e s en vérité humaine, de s o r t e q u ' e l l e e s t dépeinte d'après 17. Molière, T a r t u f f e : 20. 18. I b i d . 19. I b i d . : 40. 20. M a r i a - R i b a r i c Demers, Le V a l e t e t l a s o u b r e t t e . De Molière à l a révolution. ( P a r i s : N i z e t , 1970): 23. n a t u r e ( 2 1 ) . D o r i n e e s t a u s s i l a dame de compagnie de M a r i a n e , c e q u i e x p l i q u e q u ' e l l e e s t d'un n i v e a u s o c i a l supérieur, par r a p p o r t aux a u t r e s s u i v a n t e s . E l l e e s t élégante e t e l l e aime l a v i e de société. S e l o n Madame P e r n e l l e , c ' e s t une " f i l l e s u i v a n t e " (22) q u i se s e n t l i b r e avec s e s maîtres. E l l e e s t f r a n c h e e t n'hésite pas à " c r i e r p l u s f o r t que l e s a u t r e s " . D o r i n e j o u e un rôle c a p i t a l dans l e drame f a m i l i a l de T a r t u f f e . P a r exemple, dès l ' e x p o s i t i o n de l a pièce, l a s e r v a n t e r a i l l e Madame P e r n e l l e q u i s ' o b s t i n e dans son idée que T a r t u f f e e s t un dévot. D o r i n e f a i t v o i r l e t r o u b l e , que l a présence de c e t homme a provoqué: "Car i l contrôle t o u t , ce c r i t i q u e zélé" (23) . E l l e a l e "bon b e c " de P a r i s , de s o r t e q u ' e l l e d e v i n e l e s v i c e s chez l e s a u t r e s . P a r exemple, dès son entrée en scène, e l l e démasque l ' h y p o c r i s i e de T a r t u f f e e t soupçonne l e désir q u ' i l d i s s i m u l e pour E l m i r e : D o r i n e : Vous êtes donc b i e n t e n d r e à l a t e n t a t i o n . E t l a c h a i r s u r vos sens f a i t grande i m p r e s s i o n ! (24) C'est e l l e q u i s'oppose, avec v i g u e u r , au f a u t dévot. T a r t u f f e . De p l u s , e l l e i n t e r r o m p t e t c o n t r e d i t Madame P e r n e l l e . D'après c e t t e dernière, D o r i n e e s t un peu t r o p f o r t e en g u e u l e e t f o r t i m p e r t i n e n t e ( 2 5 ) , c a r e l l e se mêle des a f f a i r e s d ' a u t r u i . Dans son rôle de s u i v a n t e , D o r i n e se démontre complètement 21. V o i r n o t e 20. 22. Molière, T a r t u f f e : 34. 23. I b i d . : 35. 24. I b i d . : 81. 25. I b i d . : 34. dévouée à M a r i a n e . P a r exemple, e l l e réagit énergiquement, s u r t o u t quand M a r i a n e s ' a f f a i b l i t , quand Orgon v e u t l a m a r i e r à T a r t u f f e . E l l e e m p l o i e son i r o n i e à s u s c i t e r l e s réactions défensives de M a r i a n e . E l l e se s e r t de l a p s y c h o l o g i e i n v e r s e , pour l a f a i r e a g i r . Quand t o u s ses arguments n ' a r r i v e n t pas à c o n v a i n c r e M a r i a n e , D o r i n e l u i dépeint, d'une façon l o u f o q u e , s a f u t u r e v i e avec T a r t u f f e . P a r ce mariage, e l l e r i s q u e d'être "tartuffiée"(26): D o r i n e : N o n , i l f a u t qu'une f i l l e obéisse à son père. Voulût-il l u i donner un s i n g e pour époux. V o t r e s o r t e s t f o r t beau, de q u o i vous p l a i g n e z - v o u s ? Vous i r e z p a r l e coche en sa p e t i t e v i l l e . Qu'en o n c l e s e t c o u s i n s vous t r o u v e r e z f e r t i l e . E t vous vous p l a i r e z f o r t à l e s e n t r e t e n i r [...] Mariane:Ah! t u me f a i s m o u r i r ! De t e s c o n s e i l s plutôt songe à me s e c o u r i r . (27) L ' i n f l u e n c e de D o r i n e s u r M a r i a n e e s t p r o f o n d e , c a r en f i n de compte, ses r a i l l e r i e s t r i o m p h e n t de l a timidité de M a r i a n e : "C'en e s t f a i t , j e me r e n d s , j e s u i s prête à t o u t f a i r e " ( 2 8 ) . D o r i n e e s t pour e l l e , beaucoup p l u s qu'une s e r v a n t e . P l u s qu'une c o n f i d e n t e , e l l e e s t une conseillère, à q u i M a r i a n e f a i t c o n f i a n c e . L o r s q u e D o r i n e l u i demande s i e l l e aime Valère, s a maîtresse l u i répond: " T ' a i - j e pas là-dessus o u v e r t c e n t f o i s mon c o e u r " . P l u s l o i n , e l l e a j o u t e : "Tu s a i s qu'à t o i t o u j o u r s j e me s u i s confiée" (29 ) . En o u t r e , D o r i n e connaît l e caractère de t o u s l e s membres de 26. La F a m i l l e au XV I I e siècle d'après l e théâtre de Molière: 27. Molière, T a r t u f f e : 67. 28. I b i d . 29. I b i d . : 64, 68. c e t t e f a m i l l e . A Orgon, e l l e répond d'une façon peu r e s p e c t u e u s e . E l l e e s t s a r c a s t i q u e , quand i l f a u t l'être, s u r t o u t l o r s q u ' O r g o n demande des n o u v e l l e s de T a r t u f f e e t non de s a femme q u i était malade: D o r i n e : Madame e u t , a v a n t - h i e r , l a fièvre j u s q u ' a u s o i r . Avec un mal de tête étrange à c o n c e v o i r . Orgon: E t T a r t u f f e ? D o r i n e : T a r t u f f e ? I l se p o r t e à m e r v e i l l e . Gros e t g r a s , l e t e i n t f r a i s e t l a bouche v e r m e i l l e . [...] Orgon: E t T a r t u f f e ? D o r i n e : Tous deux se p o r t e n t b i e n e n f i n ; E t j e v a i s à madame annoncer p a r avance La p a r t que vous prenez à s a c o n v a l e s c e n c e . (30) P a r f o i s , e l l e e s t i n s o l e n t e , quand e l l e s'oppose à l ' o p i n i o n de son maître. P a r exemple, dans l a scène où, Orgon e t M a r i a n e d i s c u t e n t des p r o j e t s de mari a g e , D o r i n e c o n t i n u e à donner son a v i s , malgré l e s menaces d'Orgon: D o r i n e : Ah! vous êtes dévot, e t vous vous emportez! [...] Orgon: F o r t b i e n . Pour châtier son i n s o l e n c e extrême. I l f a u t que j e l u i donne un r e v e r s de ma main. [...] Que ne t e p a r l e s - t u ? D o r i n e : J e n ' a i r i e n à me d i r e . Orgon: Encore un p e t i t mot. D o r i n e : I l ne me plaît pas, moi... (31) D o r i n e e s t un personnage f l e x i b l e . On remarque q u ' e l l e s'adapte, très f a c i l e m e n t , à n'im p o r t e q u e l l e s o r t e de s i t u a t i o n . P a r exemple, dans l a scène du dépit amoureux, e l l e d e v i e n t l a f o r c e dominante, en j o u a n t l e rôle de médiatrice. Dans un p r e m i e r temps, e l l e adopte une a t t i t u d e de s p e c t a t r i c e : "Voyons ce q u i p o u r r a de c e c i réussir" ( 3 2 ) . P u i s , e l l e l a i s s e M a r i a n e e t Valère se d i s p u t e r . 30. Molière, T a r t u f f e : 44-45. 31. I b i d . : 61,63. 32. I b i d . : 70. dans l ' e s p o i r q u ' i l s p o u r r o n t résoudre, s e u l s , ce problème. Néanmoins, l a s u i t e d e v i e n t , à nouveau, une scène de dépit amoureux. Le d i s c o u r s de M a r i a n e , q u i c o n t i e n t beaucoup de r e p r o c h e s , pousse Valère à l a f a u s s e s o r t i e , p l u s i e u r s f o i s : " I l f a i t un pas pour s'en a l l e r e t r e v i e n t t o u j o u r s " ( 3 3)• Après de nombreux a l l e r s e t r e t o u r s , l e comportement obstiné de M a r i a n e t r a n s f o r m e p resque c e t t e f a u s s e s o r t i e , en une v r a i e . C'est a l o r s que D o r i n e i n t e r v i e n t e t j o u e son rôle de réconciliatrice. E l l e s'approche de Valère e t l e ramène au c e n t r e de l a scène, où se t r o u v e M a r i a n e q u i , à son t o u r , f a i t semblant de s ' e n f u i r . De nouveau, D o r i n e l a r a t t r a p e e t l a ramène auprès de Valère. La réconciliation réussit quand D o r i n e l e u r ordonne de se t e n i r l e s mains: "Ça, l a main, l ' u n e t l ' a u t r e " (34) . Après a v o i r v o u l u p a r t i r chacun de son côté, l e s deux amoureux ne v e u l e n t p l u s se q u i t t e r . I r o n i q u e m e n t , dans l e s deux c a s , D o r i n e d o i t i n t e r v e n i r d i r e c t e m e n t . D'un côté, e l l e se donne du mal à l e s u n i r , e t de l ' a u t r e côté, e l l e d o i t l e s séparer p a r l a f o r c e . Souvent, dans l e s comédies de Molière, l e s s u i v a n t e s t i e n n e n t l'équilibre e n t r e l'indépendance e t l a fidélité pour l e u r s maîtres (35) . Parmi l e s personnages moliéresques, e l l e s s o n t l e s p l u s sympathiques. E l l e s s u s c i t e n t une gaieté sans arrière-pensée (36) . 33. Molière, T a r t u f f e : 72. 34. I b i d . : 75. 35. Le V a l e t e t l a s o u b r e t t e : 37. 36. I b i d . Dans l e c a s de D o r i n e , l e s e u l moment où e l l e se comporte comme une v r a i e s u i v a n t e de comédie, c ' e s t l o r s q u ' e l l e énumère t o u t e s l e s r a i s o n s c o n t r e l ' u n i o n de Mar i a n e e t T a r t u f f e : D o r i n e : F e r e z - v o u s p o s s e s s e u r , sans quelque peu d' e n n u i . D'une f i l l e comme e l l e un homme comme l u i ? [...] Sachez que d'une f i l l e on r i s q u e l a v e r t u L o r s q u e dans son hymen son goût e s t combattu; Que l e d e s s e i n d'y v i v r e en honnête personne Dépend des qualités du m a r i qu'on l u i donne, [...] I l e s t b i e n d i f f i c i l e e n f i n d'être fidèle A de c e r t a i n s m a r i s f a i t s d'un c e r t a i n modèle. E t q u i donne à s a f i l l e un homme q u ' e l l e h a i t e s t r e s p o n s a b l e au C i e l des f a u t e s q u ' e l l e f a i t . (37) En réalité, c ' e s t l e langage de Molière q u i se m a n i f e s t e , à t r a v e r s l a s a g e s s e v e r b a l e de D o r i n e . De c e t t e c i t a t i o n , nous comprenons que c ' e s t e l l e , q u i évoque l'idéal du dramaturge, s u r t o u t en ce q u i concerne l'amour e t l e mariage. B i e n q u ' e l l e a i t un caractère f o r t , e l l e ne se montre j a m a i s rusée. E l l e n ' e x e r c e son p o u v o i r , que dans l'intérêt de M a r i a n e . D o r i n e e s t i n t e l l i g e n t e , l u c i d e e t s u r t o u t e f f i c a c e , c a r c ' e s t e l l e q u i p a r v i e n t à défier l e p r o j e t du mariage arrangé, e n t r e M a r i a n e e t T a r t u f f e . De p l u s , c ' e s t e l l e q u i a i d e l e s deux j e u n e s amoureux à se réunir. En g r o s , D o r i n e se moque, d i s p u t e , d i s c u t e avec une autorité q u i e s t étonnante, s u r t o u t chez une domestique. I l e s t intéressant de n o t e r que, parmi l e s personnages féminins dans T a r t u f f e , c e l l e q u i représente l'idéal féministe de Molière e s t une s u i v a n t e , une personne de basse n a i s s a n c e , "une femme de p e u p l e " . En c o n c l u s i o n , Molière nous o f f r e , dans ce t e x t e d r a m a t i q u e , une diversité dans l a p e i n t u r e des personnages féminins: l a g r a n d -37. Molière, T a r t u f f e : 58-59. mère têtue, l'épouse fidèle, l a jeune f i l l e t i m i d e e t soumise, e t e n f i n , l a s u i v a n t e a f f e c t u e u s e e t r a i s o n n a b l e . Néanmoins, c ' e s t à t r a v e r s l e personnage de M a r i a n e , en p a r t i c u l i e r , que l e s p e c t a t e u r c ontemporain p e u t s a i s i r l a c o n d i t i o n féminine q u i e x i s t a i t a u p a r a v a n t : une jeune f i l l e n ' a v a i t aucun d r o i t à l ' e x i s t e n c e . Dans l e cas de M a r i a n e , e l l e e s t soumise e t e l l e l e r e s t e r a jusqu'à l a f i n de l a pièce. P o u r t a n t , c ' e s t avec l ' a i d e d ' E l m i r e , e t s u r t o u t de D o r i n e , q u ' e l l e p a r v i e n t à s ' a f f r a n c h i r de l a t y r a n n i e du mariage forcé. D'une p a r t , E l m i r e f a i t v o i r à Orgon que T a r t u f f e l e trompe, e t d ' a u t r e p a r t , D o r i n e a i d e M a r i a n e à se révolter, sans q u ' e l l e s'en rende compte. Dans T a r t u f f e . D o r i n e e s t probablement l e personnage féminin, l e p l u s p r o m e t t e u r . P a r r a p p o r t aux t r o i s a u t r e s femmes, c ' e s t e l l e , une s u i v a n t e , q u i e s t l a p l u s féministe e t donc l a p l u s révolutionnaire. Le B o u r g e o i s gentilhomme; 1'égoïsme p a t e r n e l e t l a t e n d r e s s e m a t e r n e l l e Comme dans Les Femmes s a v a n t e s . Les Précieuses r i d i c u l e s e t T a r t u f f e , dans Le B o u r g e o i s gentilhomme. Molière représente l a f a m i l l e du dix-septième siècle. La p e i n t u r e q u ' i l a f a i t e de l a f a m i l l e de son époque e s t très fidèle. Le dramaturge rétablit l e mariage d'amour c o n t r e l e mariage arrangé, q u i était beaucoup p l u s commun au dix-septième siècle (1) . De p l u s , i l s i g n a l e l e s abus du p o u v o i r que se p e r m e t t a i e n t l e s p a r e n t s a u t o r i t a i r e s ( 2 ) . C e t t e comédie r e s s e m b l e , en p a r t i e , à l a pièce Les Femmes s a v a n t e s , s u r t o u t , s u r l e p l a n des personnages: père, mère e t e n f a n t s . Dans Le B o u r g e o i s gentilhomme, malgré l e s c r i t i q u e s e t l e s p r o t e s t a t i o n s de Madame J o u r d a i n , l e l e c t e u r r e s s e n t que M o n s i e u r J o u r d a i n e s t l e s e u l maître chez l u i , c a r c ' e s t l u i q u i ordonne. C'est pour c e t t e r a i s o n q u ' i l d e v i e n t l a v i c t i m e de ses i l l u s i o n s (3) . Ce personnage e s t r i d i c u l e , dès l ' e x p o s i t i o n , j u s q u ' a u dénouement de l a pièce. On r e t r o u v e un homme q u i v e u t m a r i e r s a f i l l e u n i q u e au p r e m i e r " n o b l e " venu, pourvu q u ' e l l e d e v i e n n e "marquise". Le l e c t e u r reconnaît, dans l e personnage de M o n s i e u r J o u r d a i n , l e s mêmes t r a i t s de caractère q u i e x i s t e n t chez P h i l a m i n t e , Orgon e t G o r g i b u s . Ces personnages s o n t des p a r e n t s a u t o r i t a i r e s , q u i c h o i s i s s e n t l e u r f u t u r gendre, de manière à s a t i s f a i r e l e u r s i n c l i n a t i o n s égoïstes. De p l u s , M o n s i e u r J o u r d a i n 1. M a r j o r i e M u l l i n s , La F a m i l l e au X V I I e siècle d'après l e théâtre de Molière. (Toulouse: I m p r i m e r i e e t L i b r a i r i e Edouard Privât, 1927): 1. 2. I b i d , 38. 3. I b i d , 40. 70 e t P h i l a m i n t e se r e s s e m b l e n t , s u r d ' a u t r e s p o i n t s . I l s n ' e x i s t e n t qu'au n i v e a u des apparences e t s o n t e s c l a v e s de l e u r s i l l u s i o n s . M o n s i e u r J o u r d a i n v e u t paraître "gentilhomme", en i m i t a n t l e s manières des n o b l e s , a l o r s que, P h i l a m i n t e v e u t s'acquérir l a réputation d'une femme s a v a n t e , b i e n qu'avant t o u t , e l l e ne s'intéresse pas à apprendre. En o u t r e , l e désir des p a r e n t s b o u r g e o i s , d ' a v o i r un gendre i s s u de l a n o b l e s s e , s ' e x p l i q u e à l a f o i s , p a r l e u r désir de s a t i s f a i r e l e u r amour-propre e t p a r l a volonté de v o i r l e u r f i l l e bénéficier d'une p r o m o t i o n s o c i a l e ( 4 ) . C'est à q u o i t r a v a i l l e M o n s ieur J o u r d a i n , a l o r s que Madame J o u r d a i n s'y oppose: Madame J o u r d a i n : C'est une chose, moi, où j e ne c o n s e n t i r a i p o i n t . Les a l l i a n c e s avec p l u s g r and que s o i s o n t s u j e t t e s t o u j o u r s à de fâcheux inconvénients [. . .] j e veux un homme, en un mot, q u i m ' a i t o b l i g a t i o n de ma f i l l e , e t à q u i j e p u i s s e d i r e : "Mettez-vous là, mon gendre, e t d i n e z avec moi".(5) Dans Le B o u r g e o i s gentilhomme, nous r e n c o n t r o n s un père e t une mère dont l e s caractères s'opposent considérablement. I l s e r a i t intéressant de n o t e r l e s r a p p o r t s q u ' i l s e n t r e t i e n n e n t t o u s deux, avec L u c i l l e , dont l e bonheur v a être compromis en r a i s o n de l'égoïsme de son père. C e l u i - c i , de manière à f l a t t e r s a p r o p r e vanité, v e u t un mariage q u i u n i r a sa f a m i l l e à l a n o b l e s s e . I l c o n s e n t donc à donner sa f i l l e au p r e m i e r venu, même s i ce c h o i x r e n d r a c e t t e dernière malheureuse (6) . Préoccupé à d e v e n i r gentilhomme. M o n s i e u r J o u r d a i n n'a même pas l e temps de pe n s e r au 4. R o b e r t H o r v i l l e , Molière e t l a comédie en F r a n c e au X V I I e siècle. ( P a r i s : Fernand Nathan, 1983): 41. 5. Molière, Le B o u r g e o i s gentilhomme^ ( P a r i s : H a c h e t t e , 1976): 6. M a r j o r i e M u l l i n s , La F a m i l l e au dix-septième siècle: 103. 71 bonheur de sa f i l l e . Quand sa femme se p l a i n t du comportement de son m a r i , M o n sieur J o u r d a i n d i t q u ' i l l a m a r i e r a quand i l se présentera un p a r t i pour e l l e . De p l u s , l o r s q u e Cléonte demande L u c i l l e en mariage. M o n s i e u r J o u r d a i n ne s'occupe n i du caractère, n i de l a f a m i l l e de ce d e r n i e r . N'étant qu'à l'écoute de s a vanité. Mo n s i e u r J o u r d a i n ne demande, au s o u p i r a n t , qu' une s e u l e chose: s ' i l e s t gentilhomme. A l a réponse négative de Cléonte, son i n t e r l o c u t e u r d i t : Monsieur J o u r d a i n : Vous n'êtes p o i n t gentilhomme, vous n'aurez pas ma f i l l e [...] j e veux l a f a i r e m a r q u i s e [...] j e l a f e r a i duchesse. (7) P l u s l o i n , dans l ' a c t i o n , l o r s q u ' i l apprend que s a f i l l e e s t aimée du f i l s du Grand T u r c , ce père égoïste n'hésite pas à l ' a c c e p t e r pour gendre, i g n o r a n t q u ' i l s ' a g i t de Cléonte. En r e v a n c h e , en f a c e de c e t égoïsme p a t e r n e l . Madame J o u r d a i n e s t résolue à m a r i e r sa f i l l e à l'homme q u ' e l l e aime. Ces g e s t e s , à l u i s e u l , t r a d u i s e n t l a t e n d r e s s e m a t e r n e l l e . Ce f a i t e s t rarement illustré dans l e théâtre de Molière, s u r t o u t dans l e s r a p p o r t s q u i s'établissent e n t r e l e s p a r e n t s e t l e u r s e n f a n t s . Le B o u r g e o i s gentilhomme e s t , en o u t r e , une comédie q u i dépeint des personnages peu fouillés, malgré une remarquable Madame J o u r d a i n , q u i apparaît comme l e p r o t o t y p e de l a mère idéale ( 8 ) . B i e n q u ' e l l e s o i t une épouse mécontente, e l l e représente l a femme s i m p l e , f r a n c h e e t f o r t e , c a r e l l e f a i t t o u j o u r s f a c e à ses 7. Molière, Le B o u r g e o i s gentilhomme: 101 8. Georges F o r e s t i e r , Molière en t o u t e s l e t t r e s , c o l l . dirigée p a r D. Be r g e z , P a r i s : B ordas, 1990): 162. problèmes. Dorante, Dorimène e t s u r t o u t l e comportement r i d i c u l e de son m a r i , c o n s t i t u e n t ses e n n u i s . En ay a n t respecté s e s o r i g i n e s b o u r g e o i s e s . Madame J o u r d a i n garde a u s s i s a simplicité, ce q u i e s t l e s i g n e de s a f o r c e morale ( 9 ) . Le caractère de Madame J o u r d a i n e s t t o u t à f a i t l e c o n t r a i r e de c e l u i de son époux. P l u s i l c h e r c h e à i m i t e r l e s manières des n o b l e s , p l u s e l l e se montre b o u r g e o i s e , e t pousse en c o r e p l u s l o i n s es h a b i t u d e s de bon sens e t de f r a n c p a r l e r , vis-à-vis son m a r i e t , en p a r t i c u l i e r , D o r a n t e . P l u s l e b o u r g e o i s e s t dupé p a r ce d e r n i e r , p l u s Madame J o u r d a i n reconnaît l a r u s e de Dorante. E l l e l u t t e c o n t r e l u i , en répondant d'une façon choquante e t c y n i q u e à t o u t e s s es q u e s t i o n s ( 1 0 ) . De p l u s , pour s'opposer aux prétentions de son m a r i , e l l e n'hésite pas à u t i l i s e r un langage p o p u l a i r e . C e l a démontre q u ' e l l e évite de p a r l e r comme l e s précieuses. E l l e se moque, en o u t r e , de son m a r i e t l e c r i t i q u e : Madame J o u r d a i n : Qu'est-ce que c ' e s t donc, mon m a r i , que c e t équi-page-là. Vous moquez-vous du monde, de vous être f a i t enharnacher de l a s o r t e ? (11) E t a n t l a c o n s c i e n c e de son m a r i . Madame J o u r d a i n l u i r a p p e l l e sans c e s s e q u ' i l s s o n t des b o u r g e o i s . Quand M o n s i e u r J o u r d a i n r e f u s e Cléonte pour gendre, uniquement p a r c e q u ' i l n ' e s t pas n o b l e , e l l e demande à son époux: " E s t - c e que nous sommes, nous a u t r e s , de l a côte de S a i n t - L o u i s ? " (12) . De p l u s , e l l e e s s a i e en v a i n de ramener son m a r i au bon sens: 9. V o i r n o t e 7: 14. 10. M a r j o r i e M u l l i n s , La F a m i l l e au X V I I e siècle: 43. 11. Molière, Le B o u r g e o i s gentilhomme: 71. 12. I b i d . : 101. Madame J o u r d a i n : On se r a i l l e p a r t o u t de vous [...] e t i l y a l o n g -temps que vos façons de f a i r e donnent à r i r e à t o u t l e monde. (13) E l l e s o u f f r e de v o i r que son ménage, q u i était une f o i s calme, e s t en v a h i p a r une f o u l e de gens q u i e x p l o i t e n t l a vanité de son m a r i . E l l e l u i démontre q u ' i l e s t r i d i c u l e e t q u ' i l f e r a i t mieux de b i e n m a r i e r s a f i l l e , au l i e u de songer à s e s leçons r i d i c u l e s de danse, de musique, de p h i l o s o p h i e e t d'armes. E n t r e s a leçon de p h i l o s o p h i e e t l a v i s i t e de son t a i l l e u r . M o n s i e u r J o u r d a i n n'a même pas l e temps de se préoccuper de sa f i l l e ( 1 4 ) : Madame J o u r d a i n : Vous êtes f o u , mon m a r i , avec t o u t e s vos f a n t a i -s i e s , e t c e l a vous e s t venu d e p u i s que vous vous mêlez de h a n t e r l a n o b l e s s e . (15) Madame J o u r d a i n e s t p l e i n e de bon sens e t e l l e s o u f f r e de v o i r que Dorante p r o f i t e de l e u r f o r t u n e . C'est l a r a i s o n pour l a q u e l l e , e l l e e s s a i e d'éclairer son m a r i , a f f i r m a n t que Dorante n'a pas l ' i n t e n t i o n de l e u r rembourser sa d e t t e : Madame J o u r d a i n : O u i , i l a des bontés pour vous, e t vous f a i t des c a r e s s e s , mais i l vous emprunte v o t r e a r g e n t [. . . ] t o u t e s l e s c a r e s s e s q u ' i l vous f a i t ne s o n t que pour vous enjôler [...] Cet homme-là f a i t de vous une vache à l a i t [...] I l vous s u c e r a j u s q u ' a u d e r n i e r sou. A l l e z , vous êtes une v r a i e dupe. (16) Madame J o u r d a i n n ' e s t pas une femme soumise. E l l e défend ses d r o i t s , en t a n t que femme, en se considérant supérieure à Dorimène, b i e n que son m a r i admire c e t t e dernière: 13. V o i r n o t e 7:14. 14. M a r c e l G u t w i r t h , Molière ou l ' i n v e n t i o n comique. La Métamorphose des thèmes e t l a création des t y p e s . ( P a r i s : M i n a r d , 1966): 116. 15. Molière, Le B o u r g e o i s gentilhomme: 76. 16. I b i d . : 77. Madame J o u r d a i n : E t vous, madame, pour une grand-dame, c e l a n ' e s t n i beau n i honnête à vous, de m e t t r e de l a d i s -s e n s i o n dans un ménage, e t de s o u f f r i r que mon m a r i s o i t amoureux de vous [...] J e me moque de l e u r qualité [...] Ce s o n t mes d r o i t s que j e défends, e t j ' a u r a i pour moi t o u t e s l e s femmes. (17) C e t t e mère e s t également une femme r a i s o n n a b l e . E l l e s'oppose à un m a r i q u i f a i t son malheur, comme c e l u i de l e u r f i l l e , en imposant une autorité r i d i c u l e . D'une c e r t a i n e manière. Madame J o u r d a i n nous r a p p e l l e P h i l a m i n t e , dans Les Femmes s a v a n t e s dans l a mesure où, e l l e a u s s i , m a n i f e s t e un f r a n c p a r l e r , vis-à-vis son m a r i . En revanche, au l i e u de se r e n d r e s a v a n t e comme P h i l a m i n t e , Madame J o u r d a i n songe à a c c o m p l i r ses d e v o i r s de femme e t de mère. E l l e a de bonnes v a l e u r s , en ce q u i concerne l a f a m i l l e , l'amour e t l e mariage. De p l u s , l e l e c t e u r remarque un c e r t a i n c o n t r a s t e e n t r e Le B o u r g e o i s gentilhomme e t Les Femmes s a v a n t e s . P a r exemple, p l u s M o n s i e u r J o u r d a i n se montre n o b l e , p l u s sa femme se montre b o u r -g e o i s e . C e t t e s i t u a t i o n e s t renversée dans Les Femmes s a v a n t e s , de s o r t e que, p l u s P h i l a m i n t e se montre raffinée, p l u s C h r y s a l d e , son m a r i , se r a t t a c h e à l a matière ( 1 8 ) . Quant à L u c i l l e , e l l e n ' e n t r e que t r o i s f o i s en scène. En p r e m i e r l i e u , pour l a scène du dépit amoureux: en deuxième l i e u , quand Cléonte l a demande en mariage, à son père e t , en d e r n i e r l i e u , quand son père va l a donner au " f i l s du Grand T u r c " . Dans ces c o n d i t i o n s , i l e s t b i e n d i f f i c i l e d ' a v o i r une idée e x h a u s t i v e 17. Molière, Le B o u r g e o i s gentilhomme: 119. 18. M a r j o r i e M u l l i n s , La F a m i l l e au X V I I e siècle: 50. de son personnage ( 1 9 ) . Néanmoins, l e l e c t e u r e s t c a p a b l e de dégager c e r t a i n s t r a i t s de son caractère. L u c i l l e e s t l e p r o t o t y p e de l a jeune f i l l e b i e n élevée, q u i possède t o u t e s l e s qualités du c o r p s e t de l ' e s p r i t (20) . En p l u s , e l l e e s t à l'âge de se m a r i e r . C'est un personnage f a i t pour l e bonheur, c a r e l l e aime Cléonte e t e l l e e s t aimée de l u i ( 2 1 ) . C'est une jeune f i l l e sensée. E l l e c r i t i q u e l e comportement r i d i c u l e de son père e t e l l e montre s e s décisions, avec une f r a n c h i s e q u ' e l l e a a p p r i s e de s a mère: (22) L u c i l l e : J e ne veux p o i n t me m a r i e r [...] Non, mon père, j e vous l ' a i d i t , i l n ' e s t p o i n t de p o u v o i r q u i me p u i s s e o b l i g e r à p r e n d r e un m a r i que Cléonte. (23) B i e n q u ' e l l e s o i t sensée e t opiniâtre mais peu rusée, ce n ' e s t malheureusement pas e l l e q u i va mener l a pièce à sa bonne f i n . L u c i l l e i g n o r e même, l a fameuse mascarade. C'est q u ' e l l e e n t r e naïvement dans l e s d e s s e i n s d ' a u t r u i , pour tromper son père. Pe r d u dans s e s i l l u s i o n s de n o b l e s s e e t retranché dans s a dignité de "mamamouchi", Monsieur J o u r d a i n p eut m a i n t e n a n t donner l a main de L u c i l l e à Cléonte, c a r i l e s t l e p s e u d o - f i l s du Grand T u r c ( 2 4 ) . I l e s t a u s s i très i m p o r t a n t de préciser que, sans l ' i n t e r v e n t i o n de ses a d j u v a n t s , t o u t se s e r a i t , en f i n de compte, tourné c o n t r e l a jeune L u c i l l e . Heureusement, e l l e n'en s o u f f r e pas c a r e l l e e n t r e dans un mariage arrangé, avec un homme q u ' e l l e aime. 19. V o i r note 18: 102. 20. Molière, Le B o u r g e o i s gentilhomme: 14. 21. I b i d . 22. M a r j o r i e M u l l i n s , La F a m i l l e au X V I I e siècle: 104. 23. V o i r n o te 20: 138. 24. M a r c e l G u t w i r t h , Molière ou l ' i n v e n t i o n comique: 116. L u c i l l e , N i c o l e e s t sa s u i v a n t e . E l l e a a u s s i l'intérêt à v o i r Comme D o r i n e , dans Le T a r t u f f e . N i c o l e , l a s e r v a n t e dans Le B o u r g e o i s gentilhomme, e s t un des personnages féminins, l e s p l u s v i v a n t s e t l e s p l u s étudiés. C'est une jeune femme q u i déborde de gaieté ( 2 5 ) . P a r exemple, devant l ' h a b i t r i d i c u l e de M o n s i e u r J o u r d a i n , L u c i l l e e s t p r i s e de f o u r i r e . B i e n q u ' i l l a menace de l a " b a i l l e r s u r l e nez", l a s e r v a n t e c o n t i n u e à r i r e : M o n s i eur J o u r d a i n : J e t e b a i l l e r a i s u r l e nez, s i t u r i s davantage. N i c o l e : M o n s i e u r , j e ne p u i s pas m'en empêcher. H i , h i , h i . . . ! (26) C e t t e r i e u s e déborde de v i e . E l l e s'amuse de l a s o t t i s e de Monsieur J o u r d a i n , en répétant l a leçon de phonétique e t d ' e s c r i m e ( 2 7 ) . Cependant, e l l e se révolte c o n t r e l ' o b s e s s i o n de son maître e t s u r t o u t , c o n t r e t o u s ceux q u i l ' e x p l o i t e n t . On pense i c i aux maîtres de danse e t de musique. N i c o l e e s t a u s s i l'alliée de Madame J o u r d a i n c o n t r e Dorante. C'est a i n s i , q u ' e l l e a j o u t e à l ' a c t i o n , son bon sens. En ce q u i concerne son r a p p o r t avec t r i o m p h e r l e mariage de L u c i l l e . L ' u n i o n de s a maîtresse avec Cléonte déterminera l a s i e n n e avec C o v i e l l e . Du p o i n t de vue d r a m a t u r g i q u e , L u c i l l e e t N i c o l e se dédoublent. E l l e s c o n s t i t u e n t deux c o u p l e s amoureux, avec Cléonte e t C o v i e l l e (28) . C e l a nous r a p p e l l e l a comédie de M a r i v a u x , Le J e u de l'amour e t du h a s a r d . Dans c e t t e pièce, L i s e t t e c o n s t i t u e avec A r l e q u i n l e c o u p l e 25. M a r i a - R i b a r i c Demers, Le V a l e t e t l a s o u b r e t t e . De Molière à l a révolution. ( P a r i s : N i z e t , 1970): 36. 26. Molière, Le B o u r g e o i s gentilhomme: 69. 27. V o i r n o t e 25: 35. 28. M a r j o r i e M u l l i n s , La F a m i l l e au X V I I e siècle: 105. d'amoureux, symétrique de c e l u i de S i l v i a e t Dorante, l e s deux jeunes maîtres ( 2 9 ) . Le d e r n i e r personnage féminin, dans Le B o u r g e o i s gentilhomme, e s t Dorimène, une véritable marquise. E l l e a g i t , sans se r e n d r e compte de ce q u i se passe a u t o u r d ' e l l e . E l l e ne soupçonne n i l e doubl e j e u de Do r a n t e , n i l e s i n t e n t i o n s de M o n s i e u r J o u r d a i n . De p l u s , e l l e ne comprend r i e n aux r e p r o c h e s de Madame J o u r d a i n . En f a i t , c e t t e j eune veuve j o u e p l u s un rôle dans l ' a c t i o n , q u ' e l l e ne montre un véritable caractère dans l a pièce (3 0 ) . Le f a i t que, dans c e t t e pièce féministe. M o n s i e u r J o u r d a i n s o i t l e s e u l personnage r i d i c u l e , met d ' a u t a n t p l u s en o p p o s i t i o n , l e caractère des t r o i s femmes sensées e t r a i s o n n a b l e s q u i l ' e n t o u r e n t . C'est s u r t o u t , à t r a v e r s c e t t e mascarade que Molière nous démontre un t a b l e a u a s s e z sombre des moeurs de son époque, en p a r t i c u l i e r l a c o n d i t i o n de l a jeune f i l l e f a c e au mariage e t à l'amour. On r e t r o u v e dans c e t t e pièce, comme dans l e s dernières comédies étudiées, l e thème du mariage forcé, où des p a r e n t s a u t o r i t a i r e s c h o i s i s s e n t un gendre, pour s a t i s f a i r e l e u r s p r o p r e s a s p i r a t i o n s égoïstes. T e l l e e s t l ' a t t i t u d e de M o n s i e u r J o u r d a i n q u i , malgré ses prétentions à l a n o b l e s s e , e s t p u n i , en f i n de compte. En reva n c h e , l e dramaturge nous dépeint l e p o r t r a i t de l a mère idéale, sous l e s t r a i t s d'une femme i n t e l l i g e n t e . E l l e p a r v i e n t à i n t e r v e n i r énergiquement c e t t e autorité m a s c u l i n e , de manière à f a i r e l e bonheur de sa f i l l e . 29. M a r i a - R i b a r i c - D e m e r s , Le V a l e t e t l a s o u b r e t t e : 36. 30. Molière, Le B o u r g e o i s gentilhomme: 18. Le M a r i a g e forcé e t L'École des m a r i s ; l a p h o b i e du cocuage En a n a l y s a n t de p l u s près l e s comédies de Molière, on p o u r r a i t remarquer que c e l l e s - c i t r a i t e n t , l a p l u p a r t du temps, des hommes e t de l e u r s défauts. C e l a se m a n i f e s t e s u r t o u t dans L'École des m a r i s . Le B o u r g e o i s gentilhomme. T a r t u f f e . Don Juan e t Le M i s a n t h r o p e . M i s à p a r t c es pièces, dont l e s p r o t a g o n i s t e s s o n t des hommes, peu de t e x t e s d r a m a t i q u e s s o n t véritablement dédiés aux femmes. Pa r m i eux. Les Précieuses r i d i c u l e s . Les Femmes s a v a n t e s e t L'École des femmes peuvent être considérées comme l e s p r i n c i p a l e s comédies féminines. I l e s t intéressant de n o t e r que, même dans l e s pièces consacrées aux hommes, ces d e r n i e r s dépendent entièrement des femmes, dans l a mesure où, i l s réagissent aux a c t i o n s des femmes. Prenons pour exemple, l a femme infidèle. Du p o i n t de vue thématique, e l l e e s t comme un mécanisme, q u i s e r t à inquiéter son m a r i . Du p o i n t de vue d r a m a t u r g i q u e , l e personnage féminin a j o u t e une c e r t a i n e t e n s i o n à l ' i n t r i g u e . C e t t e s i t u a t i o n , à son t o u r , augmente l ' e f f e t comique. Dans ce c h a p i t r e , nous a n a l y s e r o n s Le M a r i a g e forcé e t L'École des m a r i s . P a r l ' a n a l y s e de c es deux c o u r t e s pièces de Molière, nous t e n t e r o n s d'établir que l a p h o b i e du cocuage f i g u r e de thème p r i n c i p a l . Comme l e t i t r e l ' i n d i q u e . Le M a r i a g e forcé met en v a l e u r un mariage à coups de bâton. C e t t e comédie nous o f f r e une différente v a r i a t i o n du thème de cocuage, t e l l e que l ' o n a déjà vue dans, p a r exemple, l'École des femmes. Dans ce t e x t e , l'homme se demande; " s e r a i s - j e c o c u ? " , au moment où i l épouse une f i l l e q u i e s t beaucoup p l u s j eune que l u i . De p l u s , c e t t e pièce dépeint l'austérité des mariages arrangés. Ce q u i e s t i r o n i q u e i c i , c ' e s t que Molière a renversé l a s i t u a t i o n o r d i n a i r e . C'est-à-dire que c ' e s t l'homme, e t non pas l a jeune f i l l e , q u i r e f u s e qu'on l a f o r c e à se m a r i e r . Dès l a t o u t e première scène du t e x t e , des i n d i c a t i o n s p r o u v e n t que S g a n a r e l l e ne d e v r a i t pas se m a r i e r e t r e s t e r célibataire. En p r e m i e r l i e u , i l e s t t r o p v i e u x e t sa fiancée e s t t r o p j e u n e . En deuxième l i e u , c e t t e dernière n'a pas une très bonne réputation. N o t r e héros ne peut pas reconnaître c e t t e réalité, s u r t o u t l o r s q u ' e l l e e s t t e l l e m e n t v i s i b l e . I l ne comprend pas que ce mariage n ' e s t qu'une " n e g o t i a t i o n financière". Quant à Dorimène, c e t t e u n i o n , n ' e s t pour e l l e , qu'une a f f a i r e a vantageuse. Dans c e t t e pièce, l'image de l a femme, que Molière dépeint, n ' e s t pas très agréable. D'abord, e l l e a un caractère i n c o n s t a n t e t l i b e r t i n , à l'image de l a Célimène du M i s a n t h r o p e . Quand l'amant de Dorimène apprend que sa b i e n aimée va épouser un a u t r e homme, e l l e l e r a s s u r e : L y c a s t e : E t vous pouvez, c r u e l l e que vous êtes, o u b l i e r de l a s o r t e l'amour que j ' a i pour vous, e t l e s o b l i g e a n t e s p a r o l e s que vous m'aviez données? Dorimène:Moi? P o i n t du t o u t . J e vous considère t o u j o u r s de même, e t ce mariage ne d o i t p o i n t vous inquiéter. (1) A p a r t l e f a i t q u ' e l l e e s t c o q u e t t e e t c o u r e u s e , Dorimène e s t a u s s i dépensière e t a v i d e ( 2 ) . En f a i t , e l l e c h e r c h e à s ' e n r i c h i r au détriment de son f u t u r époux. 1. Molière, "Le Ma r i a g e forcé". Oeuvres Complètes. V o l . I , ( P a r i s : Ed. G a l l i m a r d , 1956): 594. 2. P i e r r e G a x o t t e , Molière. ( P a r i s : Flammarion, 1977): 181. Dorimène: C'est un homme que j e n'épouse p o i n t p a r amour, e t s a s e u l e r i c h e s s e me f a i t résoudre à l ' a c c e p t e r [...] J e n ' a i p o i n t de b i e n ; vous n'en avez p o i n t a u s s i [...] J ' a i embrassé c e t t e o c c a s i o n - c i de me m e t t r e à mon a i s e . (3) En e f f e t , Dorimène e t s a f a m i l l e a p p a u v r i e v e u l e n t que ce m a r i a g e s o i t a c c o m p l i , uniquement p a r c e que S g a n a r e l l e e s t très r i c h e . C e t t e s i t u a t i o n e s t a u s s i présente dans l e s a u t r e s comédies de Molière, t e l l e s que T a r t u f f e . Les Femmes s a v a n t e s ou Le B o u r g e o i s gentilhomme. La f a m i l l e a un intérêt égoïste dans c e t t e u n i o n de convenance. Dans c e t t e pièce, Dorimène n'hésite pas à a c c e p t e r un mariage sans amour. P a r r a p p o r t aux a u t r e s j e u n e s f i l l e s , dans l e théâtre de Molière, Dorimène r e s s e m b l e à c e r t a i n s j e u n e s g i g o l o s , q u i e n t r e t i e n n e n t des femmes p l u s âgées pour p r o f i t e r de l e u r r i c h e s s e . En p a r l a n t de S g a n a r e l l e , e l l e d i t : Dorimène: C'est un homme q u i mourra a v a n t q u ' i l s o i t peu, e t q u i n'a t o u t au p l u s que s i x mois dans l e v e n t r e [...] j e n ' a u r a i pas longtemps à demander pour moi au C i e l l ' h e u r e u x état de veuve. (4) Dorimène ne jo u e que dans deux scènes. B i e n que son rôle s o i t d'une i m p o r t a n c e s e c o n d a i r e , i l e s t lié au p r i n c i p a l thème de l a pièce: l a ph o b i e du cocuage. Ce n ' e s t n i son m e i l l e u r ami, Géronimo, n i l e s deux s a v a n t s , n i l e s deux égyptiennes, mais Dorimène q u i provoque c e t t e peur chez S g a n a r e l l e . En entendant l e s p a r o l e s de sa f u t u r e épouse, i l r e f u s e e n f i n de l'épouser. Quand e l l e p a r l e à son f u t u r époux, on reconnaît dans son caractère une f r a n c h i s e f l a g r a n t e q u i s u r g i t à t r a v e r s des p a r o l e s c y n i q u e s (5) : 3. Molière, Le Ma r i a g e forcé: 594. 4. I b i d . 5. Maya S l a t e r , "Molière's Women: A M a t t e r o f Focus", Women i n Th e a t r e . ( G r e a t B r i t a i n : Cambridge U n i v e r s i t y P r e s s , 1989): 82. Dorimène: ••.vous ne s e r e z p o i n t de c e s m a r i s incommodes q u i v e u l e n t que l e u r s femmes v i v e n t comme des l o u p s - g a r o u s [...] J'aime l e j e u , l e s v i s i t e s , l e s assemblées, l e s cadeaux e t l e s promenades, en un mot, t o u t e s l e s c h o s e s de p l a i s i r , e t vous devez être r a v i d ' a v o i r une femme de mon humeur [...] Aucun soupçon j a l o u x ne nous t r o u b l e r a l a c e r v e l l e ; e t c ' e s t a s s e z que vous s e r e z assuré de ma fidélité... (6) Ce s o n t c e s dernières p a r o l e s q u i ont implanté l e doute dans l a tête de S g a n a r e l l e . Le f a i t que Dorimène a i t son f r a n c p a r l e r , ne nous s u r p r e n d pas. Nous l ' a v o n s déjà remarqué, p a r exemple, chez H e n r i e t t e ou L u c i l l e . Cependant, ce q u i e s t étonnant, c ' e s t q u ' e l l e e x p l i q u e à S g a n a r e l l e q u ' e l l e l'épouse, uniquement pour échapper au des p o t i s m e de son père e t pour ne p l u s s u b i r son autorité: Dorimène: . . . l a sévérité de mon père m'a tenue j u s q u ' i c i dans une sujétion l a p l u s fâcheuse du monde. I l y a j e ne s a i s combien que j' e n r a g e du peu de liberté q u ' i l me donne, e t j ' a i c e n t f o i s souhaité q u ' i l me mariât, pour s o r t i r promptement de l a c o n t r a i n t e où j'étais avec l u i e t me v o i r en état de f a i r e ce que j e v o u d r a i . D i e u m e r c i , vous êtes venu heureusement pour c e l a , e t j e me prépare désormais à me donner du d i v e r t i s s e m e n t e t à réparer comme i l f a u t l e temps que j ' a i p e r du. (7) Dorimène ne r e s s e n t pas pour S g a n a r e l l e , l'amour que c e l u i - c i r e s s e n t pour e l l e . C e t t e dernière l u i i m p l i q u e q u ' e l l e a u r a i t épousé n' i m p o r t e q u i , pour ne p l u s s u b i r l e d e s p o t i s m e de son père. C e l u i q u i a t o u t e sa tête, ne v o u d r a i t pas se m a r i e r à une t e l l e f i l l e , dans de t e l l e s c i r c o n s t a n c e s . En e f f e t , c ' e s t pour c e t t e r a i s o n que, S g a n a r e l l e change d ' a v i s e t r e f u s e d'épouser Dorimène. S g a n a r e l l e ne peut pas c h o i s i r son p r o p r e d e s t i n , de s o r t e que, dès l e début de l a pièce, i l e s t sans défense. I l d o i t donc épouser 6. Molière, Le M a r i a g e forcé: 582-583. 7. I b i d . Dorimène pour éviter d'être tué p a r son frère. Malgré l e s mauvaises i n t e n t i o n s de Dorimène, Molière ne l ' a pas p u n i e , comme i l l ' a f a i t avec Célimène, dans Le M i s a n t h r o p e , où, p a r s a c o q u e t t e r i e , e l l e p e r d t o u s s es s o u p i r a n t s . Dans l a pièce en q u e s t i o n , on a l ' i m p r e s s i o n que ce s e r a Dorimène q u i p r e n d r a l e dessus s u r S g a n a r e l l e , une f o i s mariée. I l e s t très n a t u r e l , s u r t o u t après ce qu'on a vu, que l e s j e u n e s g a l a n t s de l a v i l l e c a j o l e n t Dorimène, pendant que S g a n a r e l l e pousse des c o r n e s ( 8 ) . I l e s t d i f f i c i l e de c o n c e v o i r qu'une jeune f i l l e p u i s s e a t t e i n d r e un t e l n i v e a u de cynisme, s u r t o u t l o r s q u ' e l l e a dû s u b i r l'autorité de son père. I l e s t p o s s i b l e que Dorimène a été créée pour une r a i s o n , a u t r e que de j o u e r l e rôle d'une j e u n e f i l l e r e b e l l e . Son rôle s e r t à démontrer que l'amour n ' e s t que pour l a j e u n e s s e . S e l o n M a r j o r i e M u l l i n s , c e l u i q u i néglige ce p r i n c i p e p e u t s ' a t t e n d r e à de fâcheuses conséquences, où en p r e m i e r l i e u , i l s e r a r i d i c u l e , e t en deuxième l i e u , l a femme q u ' i l a c h o i s i e , s e r a t r o p jeune pour l e t r o u v e r a i m a b l e (9) . P a r conséquent, i l d o i t s ' a t t e n d r e a u s s i à d e v e n i r cocu. L'École des m a r i s e s t une pièce entièrement féministe, malgré son t i t r e m a s c u l i n . C e t t e comédie met en scène l a r u s e féminine. I s a b e l l e , l a prisonnière de S g a n a r e l l e , se défend p a r l a r u s e ( 1 0 ) . E l l e e s t très différente de presque t o u t e s l e s j e u n e s f i l l e s moliéresques q u i s o n t , l e p l u s s ouvent, t i m i d e s ; q u i c h e r c h e 8. P i e r r e G a x o t t e , Molière; 182. 9. M a r j o r i e M u l l i n s , La F a m i l l e au X V I I e siècle d'après l e théâtre de Molière. (Toulouse; I m p r i m e r i e e t L i b r a i r i e Edouard Privât, 1927); 10-11. 10. P i e r r e G a x o t t e , Molière: 128. s e c o u r s près d'une s u i v a n t e , comme l e f a i t H e n r i e t t e des Femmes Savantes ou M a r i a n e du T a r t u f f e . Avec L'École des m a r i s . Molière a créé deux m a r i a g e s , s a n s égalité d'âges ( 1 1 ) . Deux t u t e u r s , A r i s t e e t S g a n a r e l l e , d o i v e n t épouser deux très j e u n e s s o e u r s , malgré c e t t e grande différence d'âge. D'un côté, i l y a S g a n a r e l l e . I l ne v o i t , dans l a femme, que l ' o b j e t de son bon p l a i s i r p h y s i q u e , a i n s i qu'un grand r i s q u e de cocuage ( 1 2 ) . Ce personnage se f a i t détester p a r s a p u p i l l e I s a b e l l e , q u ' i l t i e n t enfermée. C'est a i n s i que, p a r son autorité, i l l a pousse à aimer a u t r u i . De l ' a u t r e côté, nous r e t r o u v o n s l e frère aîné, A r i s t e . I l l a i s s e Léonor j o u i r d'une indépendance e t d'une liberté entières. P a r sa t e n d r e s s e e t son i n d u l g e n c e , A r i s t e l a l a i s s e s'abandonner aux bons p l a i s i r s de son âge, c a r i l s a i t ce q u ' e s t l a j e u n e s s e . P a r conséquent, i l se f a i t a imer d ' e l l e . L'idéologie de Molière e s t donc p e r c e p t i b l e , à t r a v e r s l e s sages p a r o l e s d ' A r i s t e , t a n d i s que, t o u t ce que l e dramaturge haïssait, s u r g i t à t r a v e r s l e s p a r o l e s r i d i c u l e s de S g a n a r e l l e : S g a n a r e l l e : M a i s j ' e n t e n d s que l a mienne v i v e à ma f a n t a i s i e [...] Que d'une s e r g e honnête e l l e a i t son vêtement. E t ne p o r t e l e n o i r qu'aux bons j o u r s seulement; Qu'enfermée au l o g i s , en personne b i e n sage. E l l e s ' a p p l i q u e t o u t e aux choses du ménage, A r e c o u d r e mon l i n g e aux heures de l o i s i r . Ou b i e n t r i c o t e r quelque bas p a r p l a i s i r ; Qu'aux d i s c o u r s des muguets e l l e ferme l ' o r e i l l e . E t ne s o r t e j a m a i s sans a v o i r q u i l a v e i l l e . E n f i n l a c h a i r e s t f a i b l e , e t j ' e n t e n d s t o u s l e s truits; J e ne veux p o i n t p o r t e r des c o r n e s , s i j e p u i s . (13) 11. I b i d . : 14. 12. Georges F o r e s t i e r , Molière en t o u t e s l e t t r e s , c o l l . dirigée p a r D. B e r g e z , ( P a r i s : Bordas, 1990): 153. 13. Molière, "L'École des m a r i s " . Oeuvres Complètes. V o l . I , ( P a r i s : E d i t i o n s G a l l i m a r d , 1956): 350. A r i s t e : L e u r sexe aime à j o u i r d'un peu de liberté; On l e r e t i e n t f o r t mal p a r t a n t d'austérité; Et l e s s o i n s défiants, l e s v e r r o u s e t l e s g r i l l e s Ne f o n t pas l a v e r t u des femmes n i des f i l l e s : C ' e st l'honneur q u i l e s d o i t t e n i r dans l e d e v o i r . Non l a sévérité que nous l e s f a i s o n s v o i r . C ' est une étrange chose, à vous p a r l e r sans f e i n t e . Qu'une femme q u i n ' e s t sage que p a r c o n t r a i n t e . En v a i n s u r t o u s ses pas nous prétendons régner, Je t r o u v e que l e coeur e s t ce q u ' i l f a u t gagner. (14) I l nous e s t pe r m i s de c r o i r e que c e t t e pièce e s t en très semblable à L'École des femmes, s u r t o u t p a r son t i t r e . De p l u s , on r e t r o u v e deux hommes âgés, S g a n a r e l l e e t A r n o l p h e , q u i e m p r i s o n n e n t deux très j e u n e s f i l l e s , I s a b e l l e e t Agnès. Ces hommes o n t p e u r de d e v e n i r c o c u s , s i l e u r s p r o m i s e s l e s trompent. B i e n que c e s deux pièces s o i e n t symétriques, l'une n ' e s t pas une s u i t e à l ' a u t r e . A l'image d'Arnolphe e t de S g a n a r e l l e , Agnès e t I s a b e l l e se r e s s e m b l e n t a u s s i . Ces personnages m a s c u l i n s l e s t r a i t e n t avec sévérité, l e s enferment, l e u r i n t e r d i s e n t t o u t d i v e r t i s s e m e n t e t se pr o p o s e n t de l e s épouser, en l e s t e n a n t pour l a v i e , sous c l e f (15) . D'un côté, i l y a I s a b e l l e . Malgré l e f a i t q u ' e l l e s o i t emprisonnée, ce personnage p a r v i e n t , p a r sa r u s e , à t r a n s f o r m e r son t u t e u r e t geôlier, en messager. C e t t e façon de f a i r e , l u i permet d'apprendre à Valère q u ' e l l e l ' a i m e a u s s i . I s a b e l l e e s t donc c a l c u l a t r i c e e t i n d u s t r i e u s e . P o u r t a n t , t o u t se t e r m i n e b i e n pour e l l e , c a r e l l e épouse Valère, chez q u i S g a n a r e l l e l a c o n d u i t . De l ' a u t r e côté, i l y a Agnès. E l l e e s t naïve e t apprend à aimer Horace, son amant, au f u r e t à mesure que l ' a c t i o n d r a m a t i q u e avance. Le véritable maître d'Agnès e s t donc l'amour e t non 14. V o i r n o te 13: 351. 15. P i e r r e G a x o t t e , Molière: 127. 85 A r n o l p h e , q u i ordonne " q u e l s s o i n s p r e n d r e , pour l a r e n d r e i d i o t e a u t a n t q u ' i l se p o u r r a i t " ( 1 6 ) . P a r conséquent, ce s e r a l'amour, e t non pas l e s Maximes du mariage, q u i l u i o u v r i r a l ' e s p r i t . C ' e s t l'amour q u i l ' a i d e r a à a t t e i n d r e l e même n i v e a u d ' h a r d i e s s e q u ' I s a b e l l e , pour tromper A r n o l p h e e t épouser Horace. Dans L'École des m a r i s , t o u t e l ' i n t r i g u e se déroule a u t o u r du thème de l a r u s e féminine. Après a v o i r vécu sous l e même t o i t , pendant de lo n g u e s années, I s a b e l l e s a i t q u e l l e méthode s u i v r e , pour tromper son t u t e u r . Ses m a l i n s t o u r s o n t pour base, l e s préjugés e t l e s prétentions de son t u t e u r , e t s u r t o u t , s u r son h a b i t u d e de se f i e r uniquement à ses p r o p r e s o p i n i o n s . En i n v e n t a n t l e s pièges pour duper S g a n a r e l l e , I s a b e l l e l e b a t s u r son p r o p r e t e r r a i n . E l l e l u i demande d'abord, d ' e x p l i q u e r à Valère q u ' e l l e ne v e u t p l u s que ce d e r n i e r l ' a i m e , t o u t en l u i f a i s a n t s a v o i r q u ' e l l e reconnaît sa p a s s i o n . La première e t l a deuxième scènes, du deuxième a c t e , exposent l ' h a b i l e t a c t i q u e d ' I s a b e l l e , dont e l l e se s e r t , pour tromper S g a n a r e l l e e t détromper Valère. P u i s , e l l e p r o pose à S g a n a r e l l e de r e p a r t i r chez Valère, avec l a fameuse boîte e t l a l e t t r e q u ' e l l e c o n t i e n t . E l l e prétend r e f u s e r de l i r e l a l e t t r e , c a r s e l o n e l l e : "une f i l l e d'honneur d o i t t o u j o u r s se défendre de l i r e l e s b i l l e t s qu'un homme l u i f a i t r e n d r e " (17) . Dans ce b i l l e t , e l l e i n f o r m e Valère q u ' e l l e e s t prisonnière, q u ' e l l e l ' a i m e e t q u ' e l l e c o n s e n t i r a i t à l'épouser s ' i l l ' e n l e v a i t . E t c ' e s t encore S g a n a r e l l e q u i propose à Valère de 16. Molière, L'École des femmes. ( P a r i s : H a c h e t t e , 1976): 41. 17. Molière, L'École des m a r i s : 367. p r e n d r e I s a b e l l e . E n f i n , ce t u t e u r trompé, q u i u n i t l e s deux amants. I l pense que c ' e s t Léonor q u i épouse Valère, quand c ' e s t en réalité, I s a b e l l e , déguisée en Léonor. P a r malheur, S g a n a r e l l e découvre que c ' e s t I s a b e l l e e t Valère q u ' i l a rendus m a r i e t femme (18) . Dans L'École des m a r i s , t o u t comme dans L'École des femmes, Molière aborde l e s u j e t de l'éducation des f i l l e s . M a is i c i , l a f o r m a t i o n des f i l l e s r e s s e m b l e à une "éducation f a i t e de hargne e t de c o n t r a i n t e " ( 1 9 ) . P l u s S g a n a r e l l e pense éduquer I s a b e l l e s e l o n ses p r o p r e s théories m a c h i s t e s , p l u s i l se c r o i t sage, comme A r n o l p h e . Ces deux personnages m a s c u l i n s j o u e n t deux rôles: c e l u i du père t y r a n n i q u e e t a u t o c r a t e , e t c e l u i de l'époux j a l o u x e t soupçonneux. Précisons que Molière ne condamne pas l e s u n i o n s sans égalité d'âge. A r i s t e n ' e s t - i l pas un v i e i l l a r d q u i e s t aimé p a r Léonor? Ce q u i e s t intéressant, c ' e s t que Léonor, elle-même, propose a v a n c e r l a d a t e de l e u r mariage: Léonor: . . . c r o y e z que j e s u i s l a même que t o u j o u r s . Que r i e n ne peut pour vous altérer mon e s t i m e . Que t o u t e a u t r e amitié me paraîtrait un c r i m e E t que s i vous v o u l e z s a t i s f a i r e mes voeux. Un s a i n t noeud dès demain nous u n i r a t o u s deux. (20) Le message que l e dramaturge t r a n s m e t à t r a v e r s c e t t e pièce, c ' e s t de r e s p e c t e r l'indépendance de l a jeune f i l l e , c a r "une femme qu'on garde e s t gagnée à demi" ( 2 1 ) . P u i s q u e S g a n a r e l l e n'obéit pas à c e t t e règle, i l s e r a , comme A r n o l p h e , p u n i au dénouement de l a 18. Georges F o r e s t i e r , Molière en t o u t e s l e t t r e s : 155. 19. M a r c e l G u t w i r t h , Molière ou l ' i n v e n t i o n comique. La Métamorphose des thèmes e t l a création des t y p e s . ( P a r i s : M i n a r d , 1966): 103. 20. Molière, L'École des m a r i s : 393. 21. I b i d . : 395. pièce. B i e n qu'Arnolphe p a r t a g e l e s idées de S g a n a r e l l e , en ce q u i concerne l'éducation des f i l l e s , i l n ' e s t pas a u s s i g r o t e s q u e (22) . S e l o n A n t o i n e Adam: S g a n a r e l l e e s t g r o t e s q u e . M a i s i l e s t t o u t p r o c h e de nous, i l e s t nous-mêmes. I l e s t c e t t e p a r t i e de nous que t o u t n o t r e e f f o r t e s t de masquer, l a p a r t i e p i t o y a b l e e t honteuse, c e l l e de nos r i d i c u l e s , de nos lâchetés, de nos défaites. (23) En d ' a u t r e s termes, Adam déduit que S g a n a r e l l e e s t l e p r o t o t y p e de t o u s l e s hommes j a l o u x e t soupçonneux, q u i c r a i g n e n t de d e v e n i r c o c u s . Au dénouement de l a pièce, l o r s q u e S g a n a r e l l e renonce à t o u t e s l e s femmes, i l se r e t i r e dans un monde, où i l r e t r o u v e A r n o l p h e e t même Armande des Femmes Savantes ( 2 4 ) . S g a n a r e l l e : J e renonce à j a m a i s à ce sexe trompeur. E t j e donne t o u t au d i a b l e de bon c o e u r . (25) B i e n que, dans L'École des m a r i s . Molière se montre p a r t i s a n des m a r i a g e s d'amour (2 6 ) , i l développe plutôt ses idées à pro p o s des d i s p r o p o r t i o n s d'âges ( 2 7 ) . C e t t e comédie dépeint l e t a b l e a u d'un m a r i a g e , où l a possibilité de l'amour peut e x i s t e r e n t r e deux êtres, malgré l e u r s âges. T e l l e e s t l a s i t u a t i o n d ' A r i s t e e t de Léonor. Cependant, ce que Molière a t t a q u e dans c e t t e pièce, comme dans L'École des femmes, c ' e s t l ' a b u s d'autorité des t u t e u r s q u i n'ont aucun d r o i t n a t u r e l s u r l a jeune f i l l e ( 2 8 ) . L'autorité 22. J.D. Hubert, Molière and t h e Comedy o f I n t e l l e c t . ( C a l i f : U n i v e r s i t y o f C a l i f o r n i a P r e s s , 1962): 67. 23. A n t o i n e Adam, H i s t o i r e de l a littérature française au X V I I e siècle. V o l . I I I , ( P a r i s : Domat, 1956): 268. 24. J.D. Hubert, Molière and t h e Comedy o f I n t e l l e c t : 57. 25. Molière, L'École des m a r i s : 395. 26. J a c q u e s Arnavon, M o r a l e de Molière. ( P a r i s : E d i t i o n s U n i v e r s e l l e s , 1945): 206. 27. La F a m i l l e au X V I I e siècle d'après l e théâtre de Molière: 28. I b i d . : 64. 88 c r u e l l e de S g a n a r e l l e entraîne de mauvaises conséquences. Le t u t e u r e s t trompé p a r sa p u p i l l e rusée. De p l u s , l'éducation des deux s o e u r s , m e t t e n t en o p p o s i t i o n , l e bon sens d ' A r i s t e e t l a brutalité de S g a n a r e l l e . Pendant que Léonor j o u i t d'une liberté t o u t e entière, I s a b e l l e n'a même pas l e d r o i t de v o i r sa s o e u r . S g a n a r e l l e précise d ' a i l l e u r s , c e t état de f a i t : " J e vous défends, s ' i l vous plaît de s o r t i r " ( 2 9 ) . La moralité de S g a n a r e l l e e s t orientée v e r s l'idée d'élever l e s f i l l e s à t e n i r l e ménage, pendant que l e s hommes gagnent de l ' a r g e n t . S e l o n F. B r e n t a n o , l a t e r r i b l e faculté e s t de l a i s s e r l e m a r i t e n i r sa femme chez l u i , enfermée sous c l e f ( 3 0 ) . Molière s ' o p p o s a i t à ce p r i n c i p e e t c ' e s t p our c e t t e r a i s o n , q u ' i l p u n i t S g a n a r e l l e . 29. Molière, L'École des m a r i s : 349. 30. La F a m i l l e au XVIIe siècle d'après l e théâtre de Molière: 153. C o n c l u s i o n Le théâtre de Molière s y m b o l i s e l e s moeurs de son temps. I l dépeint, dans ses comédies, l e s défauts e t l e s v i c e s permanents des hommes, t e l s que l e pédantisme e t l e s prétentions à l a n o b l e s s e ( 1 ) . De p l u s , l e s personnages q u i r e n d e n t s e s comédies s i drôles, nous o f f r e n t , à l a f o i s , une très bonne leçon morale. S e l o n O d i l e B i y i d i , " l a littérature mondaine c u l t i v e l ' u t o p i e s e n t i m e n t a l e à t r a v e r s l a p o u r s u i t e d'un éden dont l a femme e s t l a déesse-maîtresse e t l'homme, l ' e s c l a v e , fidèle e t soumis, l e p o u v o i r étant c e l u i de l'Amour" ( 2 ) . P o u r t a n t , l e monde réel e s t exactement l ' i n v e r s e , où l'homme e s t l e r o i e t l a femme e s t s a dépendante, c a r l e p o u v o i r n ' a p p a r t i e n t qu'à l a f o r c e . C ' e s t s u r t o u t c e t t e idée que Molière évoque dans l a p l u p a r t de s e s comédies. Le génie de ce dramaturge e s t de représenter l a réalité, dans ses comédies. Ce s o n t non pas des scènes u t o p i q u e s q u ' i l dépeint, mais des scènes réalistes, q u i s e r v e n t à démontrer l'austérité de l a c o n d i t i o n féminine au dix-septième siècle. En a n a l y s a n t s es comédies, nous comprenons que c ' e s t Molière q u i a mené l e combat en f a v e u r du féminisme. A c e t t e époque, on a c c e p t a i t v o l o n t i e r s de donner aux femmes, comme aux hommes, l e d r o i t d ' a v o i r une âme i m m o r t e l l e , mais à l e u r 1. P i e r r e - G e o r g e s C a s t e x e t a l . H i s t o i r e de l a littérature française, ( P a r i s : H a c h e t t e , 1974): 254. 2. O d i l e B i y i d i , H i s t o i r e de l a littérature française. X V I I e siècle. ( P a r i s : B o r d a s , 1988): 68. reconnaître une égalité de n a t u r e , i l y a v a i t un abîme ( 3 ) . S e l o n A r i s t o t e : " l a f e m e l l e e s t f e m e l l e p a r un c e r t a i n manque de qualités". I l a j o u t e : " l e s femmes s o u f f r e n t d'une défectuosité n a t u r e l l e " . De même, s u i v a n t S a i n t A u g u s t i n , " l a femme e s t un homme i n c o m p l e t , un être second". Dès l o r s , l a c o n c l u s i o n de S a i n t P a u l e s t c e l l e - c i : "l'homme n'a pas été créé pour l a femme, mais l a femme pour l'homme" ( 4 ) . De ces c i t a t i o n s , nous comprenons que, même b i e n a v a n t Molière, l e s Grecs e t l e s a u t e u r s médiévistes, considéraient l a femme inférieure, vis-à-vis de l'homme. C'est aux femmes, en p a r t i c u l i e r , que Molière d o i t son succès avec Les Femmes s a v a n t e s ^  Les Précieuses r i d i c u l e s e t L'École des femmes. C e r t e s , Les Femmes s a v a n t e s e s t une s a t i r e du pédantisme, mais c e t t e pièce i n d i q u e c l a i r e m e n t , l e s conséquences s o c i a l e s de l ' i n s t r u c t i o n féminine. A t r a v e r s c e t t e pièce, Molière démontre à q u e l p o i n t l'intérêt e x c e s s i f à l a s c i e n c e p eut t r o u b l e r l'unité d'une f a m i l l e . C e t t e pièce représente, en o u t r e , l a révolte des femmes, s u r t o u t en ce q u i concerne l e d e v o i r q u i l e u r e s t imposé, en t a n t que sexe inférieur. Le r a i s o n n e u r de l a pièce, C l i t a n d r e , énonce l'idéologie de Molière e t H e n r i e t t e , l a représente: l a femme d o i t être épouse e t mère, t o u t en ayant "des clartés de t o u t " ( 5 ) . Néanmoins, e l l e d o i t s ' a b s t e n i r du pédantisme " q u i gâte l e s qualités l e s p l u s séduisantes" ( 6 ) . Le pédantisme l u i donne des 3. P o l G a i l l a r d , Les Précieuses r i d i c u l e s . Les Femmes s a v a n t e s . a n a l y s e c r i t i q u e , ( P a r i s : H a t i e r , 1978): 9. 4. I b i d . : 9-10. 5. Molière, Les Femmes s a v a n t e s . ( P a r i s : B o r d a s , 1977): 33. 6. C a s t e x e t a l . H i s t o i r e de l a littérature française: 251. idées f a u s s e s s u r l e mariage e t l'amour, e t provoque l a désorganisation de sa f a m i l l e . Pour Molière, l e mariage était une i n s t i t u t i o n s a i n t e e t sacrée. C'est pour c e t t e r a i s o n q u ' i l nous rend détestables l e s p a r e n t s a u t o r i t a i r e s , q u i v e u l e n t m a r i e r l e u r s e n f a n t s c o n t r e l e u r gré. De p l u s , l e dramaturge évoque l e malheur e t l e s infidélités q u i résultent des m a r i a g e s , "où l e coeur n ' e n t r e pas". Pour Molière, l e mariage d o i t a p p o r t e r aux femmes l e bonheur. En o u t r e , l e dramaturge n'était pas p a r t i s a n des femmes s a v a n t e s , desséchées p a r l' a b u s de l a s c i e n c e , q u i p e r d a i e n t l e u r charme féminin e t l e u r s qualités de maîtresse de maison ( 7 ) . Dans Les Femmes s a v a n t e s . Molière nous présente l a mère: P h i l a m i n t e , une pédante a u t o c r a t e , f r o i d e e t t y r a n n i q u e ; l a f i l l e aînée: Armande, une précieuse q u i repousse l'amour e t q u i v e u t se m a r i e r à l a p h i l o s o p h i e ; l a b e l l e - s o e u r : Bélise, une v i e i l l e f i l l e affollée ( 8 ) , q u i se c r o i t aimée de t o u s l e s hommes; e t e n f i n l a c a d e t t e : H e n r i e t t e , une jeune f i l l e émancipée, courageuse e t i n t e l l i g e n t e . C'est s u r t o u t c e t t e dernière q u i représente l'idéale féministe de Molière. E l l e n ' e s t n i p h i l o s o p h e , n i astronome, n i grammairienne. E l l e e s t t o u t simplement, une jeune f i l l e v e r t u e u s e e t sensée, e t c e l a l a r e n d s p i r i t u e l l e . S e l o n Maya S l a t e r , Molière se préoccupait moins des qualités des femmes e t p l u s des défauts des hommes, e t i l v o u l a i t s u r t o u t " c o r r i g e r l e s v i c e s des hommes en l e s d i v e r t i s s a n t " e t "en e n t r a n t 7. Georges F o r e s t i e r , Molière en t o u t e s l e t t r e s , c o l l . dirigée par D. Be r g e z , ( P a r i s : Bordas, 1990): 164. 8. I b i d . comme i l f a u t dans t o u t l e u r r i d i c u l e " ( 9 ) . Cependant, l o r s q u ' i l c r i t i q u e l e s femmes, c ' e s t à cause de l e u r préciosité. Au d i x -septième siècle, l e terme "préciosité" était rarement employé, pour i n d i q u e r un mouvement, un s t y l e ou b i e n une d o c t r i n e littéraire. C'était plutôt, un goût e x c l u s i v e m e n t féminin. C'est A l c e s t e , du M i s a n t h r o p e , q u i exprime l e s e n t i m e n t de son créateur à propos de l a préciosité: "Ce n ' e s t que j e u de mots, q u ' a f f e c t i o n p u r e . E t ce n' e s t pas a i n s i que p a r l e l a n a t u r e " ( 1 0 ) . Madame de Sévigné l ' e m p l o i e , p a r exemple, dans l e sens de " p r u d e r i e " . Molière f a i s a i t a l l u s i o n à M a d e m o i s e l l e de Scudéry, chez q u i , l a préciosité était exagérée. Le dramaturge se s o u v e n a i t , en p a r t i c u l i e r , des s a l o n s p r o v i n c i a u x , où l e s modes de P a r i s a v a i e n t été poussées au r i d i c u l e ( 1 1 ) . E t c ' e s t c e t t e idée que l e dramaturge c r i t i q u e dans Les Précieuses r i d i c u l e s , où Cathos e t Magdelon, deux "pecques p r o v i n c i a l e s " i m i t e n t l e s manières des n o b l e s . P a r conséquent, c e l a f a i t d ' e l l e s deux "précieuses r i d i c u l e s " . C e t t e c a r i c a t u r e , que nous f a i t Molière, n ' e s t c e r t a i n e m e n t pas une image fidèle des s a l o n s p a r i s i e n s , épris de bon goût. Les deux précieuses r i d i c u l e s e t l e s t r o i s femmes s a v a n t e s o n t l a s o t t e prétention de se f a i r e d i s t i n g u e r de l ' o r d i n a i r e . Le dramaturge c r i t i q u e l ' a t t i t u d e de ces femmes, q u i r e j e t t e n t l e mariage. S e l o n e l l e s , c e t t e i n s t i t u t i o n n ' e s t qu'un " e s c l a v a g e v u l g a i r e e t g r o s s i e r " ( 1 2 ) . 9. Maya S l a t e r , "Molière's Women", Women i n T h e a t r e . (Great B r i t a i n : Cambridge U n i v e r s i t y P r e s s , 1989): 77. 10. Molière, Le M i s a n t h r o p e . ( P a r i s : H a c h e t t e , 1976): 50. 11. C a s t e x e t a l . H i s t o i r e de l a littérature française; 236. 12. Molière, Les Femmes s a v a n t e s : 26. Avec L'École des m a r i s . Molière f a i t une p e i n t u r e de moeurs, où l e problème e s s e n t i e l e s t c e l u i de l'éducation des f i l l e s ( 1 3 ) . I l c o n s e i l l e l'éducation p a r l a douceur e t non p a r l a sévérité. Dans c e t t e pièce, l e dramaturge défend l ' i n d u l g e n c e , l'indépendance e t l a liberté de l a femme p a r l a bouche de son r a i s o n n e u r A r i s t e . Molière a j o u t e que ce s o n t l a c o n f i a n c e e t l a t e n d r e s s e q u i peuvent, dans un mariage, compenser l a différence d'âge. Mais p o u r q u o i a v o i r abordé un t e l s u j e t ? En p r e m i e r l i e u , de t e l l e s u n i o n s étaient as s e z communes au dix-septième siècle, e t même après, au dix-huitième siècle ( 1 4 ) . Précisons que, pour l e s f i l l e s que l ' o n v o u l a i t m a r i e r , l'âge légal était de douze ans. En deuxième l i e u , Molière f a i t des c o n f i d e n c e s s u r lui-même e t j u s t i f i e s es p r o p r e s r a i s o n s , d ' a v o i r épousé Armande Béjart, une très jeune f i l l e . Cependant, ce que Molière désapprouvait e t r i d i c u l i s a i t dans ses comédies, c'était des mar i a g e s sans amour. I l a t t a q u a i t , avec f o r c e , l'époux a u t o r i t a i r e , q u i f a i s a i t de s a très jeune femme, une prisonnière, pour l'empêcher de l e tromper. Tout au l o n g de sa v i e , i l e s t évident que Molière, comme dramaturge, se préoccupait des r a p p o r t s e n t r e l e s s e x e s . I l v o u l a i t , en o u t r e , f a i r e apprendre à son p u b l i c , l ' i n j u s t i c e q u i e x i s t a i t , dans des mariages de convenance, où un époux j a l o u x e t soupçonneux e m p r i s o n n a i t sa femme, à cause de s e s p r o p r e s inquiétudes. C'est en p u n i s s a n t ces personnages t y r a n n i q u e s que 13. C a s t e x e t a l . H i s t o i r e de l a littérature française; 238. 14. V o i r Les L i a i s o n s dangereuses de L a c l o s , où Cécile, à l'âge de q u i n z e ans d o i t épouser l e comte de Gércourt. l e dramaturge p a r v e n a i t , en f i n de compte, à i n s t r u i r e son fidèle p u b l i c . Dans T a r t u f f e . Molière crée t r o i s " s i t u a t i o n s féminines". En p r e m i e r l i e u , à t r a v e r s l e c o u p l e T a r t u f f e - E l m i r e , l e dramaturge démontre que l ' i n t e n t i o n réelle d'un homme e s t t o u t simplement, de conquérir l e c o r p s de l a femme ( 1 5 ) , une s i t u a t i o n que l ' o n r e t r o u v e dans Don Juan. En deuxième l i e u , on découvre l e thème de l a s o u m i s s i o n de l a jeune f i l l e , à l a p u i s s a n c e p a t e r n e l l e . Sans se défendre, M a r i a n e se l a i s s e t o r t u r e r , p a r Orgon. E l l e d e v i e n t , v i c t i m e de l'obéissance de son père. En d e r n i e r l i e u , M a r i a n e reconnaît l e p o u v o i r a b s o l u , d'un père a u t o r i t a i r e . Orgon donne s a f i l l e en mariage, à T a r t u f f e , b i e n q u ' e l l e aime Valère. A p a r t c e s s u j e t s , l e mariage forcé f i g u r e de thème c e n t r a l . Molière crée des personnages féminins q u i , t o u t au c o u r s de l a pièce, e x p r i m e n t l e u r s o p i n i o n s féministes. Ces o p i n i o n s , à l e u r t o u r , démontrent l a morale e t l a p h i l o s o p h i e de Molière ( 1 6 ) . D'abord, on nous présente M a r i a n e , une jeune f i l l e douce e t discrète. E l l e e s t l e cobaye de l a pièce e t ne peut pas, t o u t e s e u l e , s ' a f f r a n c h i r de l a t y r a n n i e d'un mariage forcé. E n s u i t e , E l m i r e , q u i e s t une femme honnête, v e r t u e u s e e t élégante, d o i t se l i v r e r à une s i t u a t i o n épouvantable, où un a u t r e que son m a r i , c h e r c h e à l a séduire ( 1 7 ) . Cependant, e l l e d o i t p r o u v e r à Orgon q u ' e l l e e s t fidèle. En j o u a n t l e rôle de l a femme séduite, e l l e 15. J a c q u e s G u i c h a r n a u d , Molière. Une A v e n t u r e théâtrale. T a r t u f f e - Dom Juan - Le M i s a n t h r o p e , ed. G a l l i m a r d , ( P a r i s : Bibliothèque des idées, 1963): 92. 16. I b i d . : 23. 17. I b i d . : 26. trompe T a r t u f f e e t détrompe Orgon. E n f i n , D o r i n e e s t une s e r v a n t e s o l i d e , dont l a f o n c t i o n e s t , à l a f o i s , s i m p l e e t i m p o r t a n t e , dans l a pièce. C'est "une f i l l e s u i v a n t e " q u i se s e n t l i b r e avec s e s maîtres e t se mêle de l e u r s a f f a i r e s . E l l e e s t d'un n i v e a u supérieur, p a r m i l e s s e r v a n t e s que Molière créait dans s e s pièces. C'est e l l e q u i exprime l e s o p i n i o n s du dramaturge, s u r l e c o n c e p t du mariage forcé ( 1 8 ) . S e l o n D o r i n e , un père a u t o c r a t e f e r a l e malheur de s a f i l l e , en l a m a r i a n t mal. C e t t e f i l l e , à son t o u r , r i s q u e de tromper son m a r i . D o r i n e a j o u t e que l a n a t u r e de c e r t a i n s m a r i s , entraîne l a n a t u r e des f i l l e s ( 1 9 ) . Précisons q u ' e l l e f a i t a l l u s i o n aux r i s q u e s de cocuage. C'est un des thèmes, l e s p l u s employés, dans l e s comédies de Molière, t e l l e s que L'École des m a r i s . L'École des femmes e t Le M a r i a g e forcé. Ce q u i e s t encore p l u s i m p o r t a n t , c ' e s t l e rôle que j o u e D o r i n e . C e t t e domestique représente l'idéal féministe de Molière. Son bon sens e t s e s sages p a r o l e s , f o n t d ' e l l e , une femme remarquable. Ce n ' e s t pas étonnant, q u ' e l l e représente l a f l e u r du théâtre de Molière. Dans Le B o u r g e o i s gentilhomme, comme dans T a r t u f f e . nous découvrons l a s o u m i s s i o n de l a jeune f i l l e , au p o u v o i r de son père a u t o r i t a i r e . Dans c e t t e pièce, on r e n c o n t r e un père égoïste e t une mère, à l a f o i s , t e n d r e e t r a i s o n n a b l e . Chacun a s e s différentes r a i s o n s , pour v o u l o i r f a i r e l e "bonheur" de s a f i l l e . D'un côté, sous l e prétexte de v o u l o i r v o i r sa f i l l e bénéficier d'une p r o m o t i o n s o c i a l e . M o n sieur J o u r d a i n c h e r c h e à l a m a r i e r au p r e m i e r 18. I b i d . : 24-25. 19. Molière, T a r t u f f e . ( P a r i s : L a r o u s s e , 1971): 59. n o b l e venu. En v o u l a n t f a i r e d ' e l l e une ma r q u i s e , l a véritable i n t e n t i o n de Mo n s i e u r J o u r d a i n , e s t de d e v e n i r gentilhomme. P a r r a p p o r t à son père a u t o c r a t e , L u c i l l e a s a mère, pour a d j u v a n t e . Madame J o u r d a i n e s t une fière b o u r g e o i s e . E l l e reconnaît que l e mariage e t l'amour v o n t ensemble. C'est pour c e t t e r a i s o n q u ' e l l e permet à s a f i l l e d'épouser Cléonte. Dans c e t t e pièce, Molière nous démontre l a t y r a n n i e des mariages imposés, où des p a r e n t s a u t o c r a t e s c h o i s i s s e n t un gendre, pour s a t i s f a i r e l e u r s p r o p r e s désirs égoïstes. Malgré ses prétentions de d e v e n i r n o b l e . M o n s i e u r J o u r d a i n e s t p u n i . Molière démontre a l o r s , que l a jeune f i l l e d e v r a i t a v o i r l e d r o i t e t l'indépendance de c h o i s i r un époux. En o u t r e . T a r t u f f e e t Don Juan s o n t deux pièces symétriques, s u r t o u t s u r l e p l a n des thèmes, en ce que l'homme conçoit l a femme, comme un o b j e t de défi e t de conquête amoureuse. Néanmoins, Dom Juan va au delà de c e t t e idée, de s o r t e que, dans c e t t e t r a g i -comédie, l a femme e s t v i c t i m e de l ' i n c o n s t a n c e de l'homme. Don Juan, q u i a enlevé E l v i r e d'un couvent, l ' a épousée e t i l l ' a aussitôt abandonnée pour p o u r s u i v r e d ' a u t r e s femmes. Pour ce d e r n i e r , l e mariage e t l e s promesses d'un amour fidèle ne s o n t que des pièges, pour tromper l e s femmes. I l j u s t i f i e même l e l i b e r t i n a g e en termes de d r o i t e t de j u s t i c e ( 2 0 ) : " t o u t e s l e s b e l l e s o n t d r o i t de nous charmer, e t l ' a v a n t a g e d'être rencontrée l a première ne d o i t p o i n t dérober aux a u t r e s l e s j u s t e s prétentions q u ' e l l e s o n t t o u t e s s u r nos c o e u r s " ( 2 1 ) . Don Juan e s t "un 20. J a c q u e s G u i c h a r n a u d , Molière. Une A v e n t u r e théâtrale: 189. 21. Molière, Dom Juan. ( P a r i s : H a c h e t t e , 1976): 26. épouseur à t o u t e s mains" ( 2 2 ) . I l s'amuse à f a i r e l a c o u r aux femmes. E l l e s e n t r e n t dans ce monde donjuanesque e t e l l e s en s o r t e n t v i c t i m e s , s u r t o u t E l v i r e . Par r a p p o r t à c e t t e dernière, Molière met en o p p o s i t i o n deux paysannes, C h a r l o t t e e t M a t h u r i n e , q u i s o n t a u s s i v i c t i m e s du l i b e r t i n a g e de Don Juan. Cependant c e s dernières ne s o n t pas humiliées. A cause de l e u r simplicité, e l l e s s'en s o r t e n t indifférentes. Ce ne s o n t que deux m a r i o n n e t t e s e t deux c a r i c a t u r e s , s a i s i e s p a r l e charme de Don Juan, en une s o r t e de g r o t e s q u e allégorie. E l l e s représentent, t o u t simplement, l e s symboles du p o u v o i r que Don Juan e x e r c e s u r l e s femmes ( 2 3 ) . Célimène, du M i s a n t h r o p e , représente " l ' i m m o r t e l l e c o q u e t t e " , pour q u i , l'amour s i g n i f i e " c o q u e t t e r i e " . E l l e e s t séduisante, p a r sa beauté e t p a r son e s p r i t v i f . Cependant, e l l e a un co e u r de marbre. E l i a n t e e s t sage e t équilibrée, e t Arsinoé e s t l a prude g r o t e s q u e , q u i se c r o i t aimée de t o u s l e s hommes ( 2 4 ) . Voilà l e s t r o i s personnages féminins dans Le M i s a n t h r o p e , chacune différente de l ' a u t r e . P o u r t a n t , t o u t e s l e s t r o i s s o n t à l a r e c h e r c h e de l e u r identité. Dans c e t t e pièce, l a femme se définit en termes de l ' a d m i r a t i o n q u ' e l l e reçoit de l'homme. Célimène v e u t p l a i r e à t o u s l e s hommes, commes t o u t e s l e s femmes v e u l e n t p l a i r e à Don Juan. Ce d e r n i e r j u s t i f i e l e l i b e r t i n a g e e t Célimène j u s t i f i e l a c o q u e t t e r i e . E l l e pense qu'une femme n ' e s t pas r e s p o n s a b l e de l'amour q u ' e l l e éveille ( 2 5 ) . E l l e n'a aucun p o u v o i r c o n t r e ce 22. V o i r n ote 20: 257. 23. I b i d . : 238. 24. C a s t e x e t a l . H i s t o i r e de l a littérature française: 246. 25. Molière, Le M i s a n t h r o p e : 56. ce s e n t i m e n t . Le f a i t q u ' e l l e e s t veuve, r e n d son émancipation e t s a liberté a c c e p t a b l e s , aux yeux des s p e c t a t e u r s du dix-septième siècle. C e u x - c i se préoccupaient des règles du bienséance. E l l e n ' e s t p l u s une jeune f i l l e , mais une veuve indépendante ( 2 6 ) . C e l a , à son t o u r , l u i permet d'être l i b r e , de manière à p l a i r e à t o u s l e s hommes. Ces d e r n i e r s p r o u v e n t a i n s i , son e x i s t e n c e . De même, E l i a n t e c h e r c h e à a v o i r sa p r o p r e identité e t e l l e ne peut pas p r o u v e r son e x i s t e n c e , sans ses r a p p o r t s amoureux avec A l c e s t e e t P h i l i n t e . Parmi l e s personnages féminins dans Le M i s a n t h r o p e , c ' e s t E l i a n t e q u i t r a n s m e t l e message de Molière: un homme désire une femme, non p a r c e que d ' a u t r e s l a désirent, mais p a r c e q u ' i l l ' a i m e véritablement. En reva n c h e , pour f l a t t e r s a vanité, Célimène a b e s o i n d'être entourée p a r beaucoup d'hommes. Quant à Arsinoé, c ' e s t une prude, q u i nous r a p p e l l e l a Bélise des Femmes s a v a n t e s . E l l e se s e r t s u r t o u t de sa p r u d e r i e , pour a t t a q u e r Célimène e t d ' a u t r e s femmes q u ' e l l e e n v i e . E l l e s ' e f f o r c e d ' i n t i m i d e r sa r i v a l e , Célimène, pour que c e l l e - c i q u i t t e A l c e s t e . Comme Célimène e t E l i a n t e , Arsinoé c h e r c h e à p r o u v e r son e x i s t e n c e , p a r l ' a d m i r a t i o n q u ' e l l e o b t i e n t d'un homme. Le M a r i a g e forcé représente un quinquagénaire soupçonneux, c o n t r a i n t d'épouser une très jeune c o q u e t t e rusée e t a v i d e . Cependant, l a c o q u e t t e r i e de Dorimène n ' e s t pas p a r e i l l e à c e l l e de Célimène, du M i s a n t h r o p e . Tout en g a r d a n t son amant, Dorimène 26. Jacques G u i c h a r n a u d , Molière. Une a v e n t u r e théâtrale: 398-399. a c c e p t e d'épouser S g a n a r e l l e , uniquement pour p r o f i t e r de s a r i c h e s s e . Ce mariage forcé n ' e s t donc, pour e l l e , qu'une a f f a i r e financière. Pour S g a n a r e l l e , c e t t e u n i o n augmente l e s r i s q u e s de cocuage. Dans l e théâtre de Molière, à f o r c e de se protéger c o n t r e l e cocuage, l e s hommes f i n i s s e n t p a r d e v e n i r c o c u s . Au c o u r s des d e r n i e r s siècles e t p l u s particulièrement, d e p u i s l a f i n du Moyen Age, un grand abîme séparait l e s femmes des hommes, dans l e domaine de l'éducation. La c o n n a i s s a n c e de l a s c i e n c e était l a prérogative des hommes, t a n d i s que l e s femmes étaient tenu e s dans un état d ' i g n o r a n c e t o t a l e . C 'est s u r t o u t dans L'École des femmes, que Molière nous démontre c e t t e t r i s t e réalité. Malgré l e f a i t qu'Agnès a i t été élevée dans un co u v e n t , " l o i n de t o u t e p r a t i q u e " , e t s e l o n " l a mauvaise p o l i t i q u e " d ' A r n o l p h e , e l l e p a r v i e n t à s'échapper. Agnès e s t une jeune f i l l e naïve, q u i p a r i n s t i n c t , p r e nd peu à peu c o n s c i e n c e de sa féminité, de ses s e n t i m e n t s , e t donc, de son v r a i caractère. C'est s u r t o u t , à t r a v e r s c e t t e pièce, que Molière expose l'idée de l'épanouissement e t l a libération de l a femme. Le dramaturge s ' i n t e r r o g e s u r l'indépendance de l a femme, t o u t en e x p l i q u a n t q u ' e l l e p e u t , p a r l'éducation, d e v e n i r un être l i b r e . C e t t e libération p o u r r a i t l u i p e r m e t t r e de r e j e t e r l a t y r a n n i e d'un mariage forcé, sans amour. A t r a v e r s l e s d e r n i e r s siècles, on a vu l e s femmes s'émanciper e t o c c u p e r , de p l u s en p l u s , l e u r p l a c e dans un monde, q u i était aup a r a v a n t réservé aux hommes. C'est s u r t o u t , l a littérature q u i nous a exposé ce f a i t . Molière, La F o n t a i n e , La Bruyère e t Madame de La F a y e t t e a v a i e n t abordé l e s u j e t féminin au dix-septième siècle; M a r i v a u x , Beaumarchais, Prévost e t L a c l o s , au dix-huitième siècle; F l a u b e r t e t S t e n d h a l , au dix-neuvième siècle. M a i s c ' e s t s u r t o u t au vingtième siècle, où, dans c e t t e m u l t i t u d e d'écrivains, a p p a r a i s s e n t e n f i n , de grandes femmes écrivains. P a r exemple, C o l e t t e e n t r e d i r e c t e m e n t dans c e t t e génération d'hommes, q u i a v a i e n t pour eux, t o u t l e p o u v o i r littéraire. Sans r e n i e r s a c o n d i t i o n de femme, e l l e l o u e l e s v e r t u s singulières des femmes, t o u t en démontrant à ses l e c t e u r s que l a sensibilité féminine n ' e s t p l u s l e s i g n e de l a f a i b l e s s e . Dans ses romans, e l l e examine l'âme i m m o r t e l l e féminine, e t l e s r a p p o r t s de l a femme avec l'homme e t l a v i e ( 2 7 ) . C'est a i n s i que ses héroïnes démontrent une volonté e t une p a s s i o n d'être femmes, sans dépendre des hommes. Comme C o l e t t e , Simone de B e a u v o i r examine l e s r a p p o r t s du c o u p l e dans Le Deuxième sexe. E l l e s ' i n t e r r o g e s u r l'émancipation de l a femme (28) . D'autres écrivaines féministes c r i t i q u e n t l e sexisme e t r e v e n d i q u e n t l a c o n d i t i o n de l a femme ( 2 9 ) . En g r o s , l a c o n d i t i o n féminine, l e c o u p l e , l e s messages d'amour, l e courage féminin e t s u r t o u t , l e combat c o n t r e une société v i r i l e , s e r o n t désormais l e s s u j e t s c a p i t a u x dans l e s romans féministes du vingtième siècle ( 3 0 ) . Cependant, c ' e s t à t r a v e r s l e s dernières siècles, que l ' o n a été témoin de l a d i f f i c i l e c o n d i t i o n de l a femme, " l a femme-objet", e t c ' e s t s u r t o u t 27. J e an-Claude B e r t o n , H i s t o i r e de l a littérature française au XXe siècle. A n g o i s s e s . Révoltes e t v e r t i g e s . ( P a r i s : H a t i e r , 1983): 69-70. 28. I b i d . : 107. 29. I b i d . : 164. 30. I b i d . : 171-172. grâce à Molière, avec t o u t e s s es pièces féminines e t féministes, que nous l ' a v o n s s i b i e n c o m p r i s e t r e s s e n t i . Ouvrages cités Text e s de Molière: MOLIERE. Dom Juan. P a r i s : H a c h e t t e , 1976. Les Femmes s a v a n t e s . P a r i s : B o r d a s , 1977. Les Précieuses r i d i c u l e s . P a r i s : L a r o u s s e , 1990. Le M i s a n t h r o p e . P a r i s : H a c h e t t e , 1976. L'École des femmes. P a r i s : H a c h e t t e , 1976. Le B o u r g e o i s gentilhomme. P a r i s : H a c h e t t e , 1976. T a r t u f f e . P a r i s : L a r o u s s e , 1971. MOLIERE. Oeuvres Complètes, v o l 1 & 2. T e x t e établi e t annoté p a r M. R a t . Ed G a l l i m a r d . 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