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Histoire des termes d'architecture empruntés par le français à l'italien au XVIe siécle : leur introduction… Liew, Julian 1990

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HISTOIRE DES TERMES D'ARCHITECTURE EMPRUNTES PAR LE FRANCAIS A L'ITALIEN AU XVIE SIECLE: LEUR INTRODUCTION ET LEUR EVOLUTION by JULIAN LIEW B.A. (Hon.), The U n i v e r s i t y of B r i t i s h Columbia, 1988 A THESIS SUBMITTED IN PARTIAL FULFILMENT OF THE REQUIREMENTS FOR THE DEGREE OF MASTER OF ARTS i n THE FACULTY OF GRADUATE STUDIES THE DEPARTMENT OF FRENCH We accept t h i s t h e s i s as conforming to the r e q u i r e d standard THE UNIVERSITY OF BRITISH COLUMBIA J u l y 1990 © J u l i a n Liew, 1990 In presenting this thesis in partial fulfilment of the requirements for an advanced degree at the University of British Columbia, I agree that the Library shall make it freely available for reference and study. I further agree that permission for extensive copying of this thesis for scholarly purposes may be granted by the head of my department or by his or her representatives. It is understood that copying or publication of this thesis for financial gain shall not be allowed without my written permission. Department of iftftl The University of British Columbia Vancouver, Canada DE-6 (2/88) i i RESUME L ' i n f l u e n c e i t a l i a n i s a n t e de l a Renaissance sur l a c u l t u r e f r a n g a i s e e s t t e l l e q u ' e l l e a l a i s s e ses t r a c e s non seulement sur l e v o c a b u l a i r e de 1 ' a r c h i t e c t u r e du XVIe s. mais a u s s i sur c e l u i de 1 ' a r c h i t e c t u r e moderne et v o i r e , p l u s generalement, sur l e l e x i q u e f r a n g a i s . Et pourtant, malgre 1 ' i n f l u e n c e i n c o n t e s t a b l e de l ' i t a l i e n sur l e v o c a b u l a i r e f r a n g a i s de 1 ' a r c h i t e c t u r e , i l ne r e s t e au XXe s. qu'une t r e n t a i n e - - a u maximum—de termes d ' a r c h i t e c t u r e empruntes a l ' i t a l i e n au XVIe s i e c l e . Les s p e c i a l i s t e s de l a langue ont de j a examine de pres 1 ' i n f l u e n c e du l e x i q u e i t a l i e n sur l e f r a n g a i s a l'epoque de l a Renaissance: Ferdinand Brunot, B a r t i n a Wind et T. E. H o p e — e n t r e a u t r e s — o n t p u b l i e d ' e x c e l l e n t e s etudes dans ce domaine. Tout en nous appuyant sur l e s etudes de ces eminents l i n g u i s t e s , nous avons souhaite e v i t e r une simple r e p e t i t i o n ; par consequent, nous avons p o u r s u i v i une etude approfondie sur un v o c a b u l a i r e p a r t i c u l i e r : l e v o c a b u l a i r e de 1 ' a r c h i t e c t u r e . Nous avons d'abord d e p o u i l l e l e s t e x t e s de Brunot et de Hope pour e t a b l i r une l i s t e de termes d ' a r c h i t e c t u r e empruntes par l e f r a n g a i s a l ' i t a l i e n au XVIe s i e c l e . E n s u i t e , nous avons v e r i f i e dans l e s ouvrages l e x i c o g r a p h i q u e s modernes — i c i , l e .T.L.F. et l e .RQb.e.r..t—pour determiner s i ces emprunts ont survecu jusqu'a nos j o u r s . Nous pouvions e t r e c e r t a i n que ces termes f o n t p a r t i e du i i i l e x i q u e f r a n g a i s du XXe s i e c l e . C o n t r o l a n t l a c l a s s i f i c a t i o n de Hope par 1 1exament de l a s e c t i o n etymologique de chaque entree du T..LF, nous avons a u s s i pu e t a b l i r l e f a i t que l e s mots dans notre l i s t e e t a i e n t i n t r o d u i t s en f r a n g a i s comme termes d ' a r c h i t e c t u r e . En meme temps, notre c o n s u l t a t i o n du .X.L.F et du Ro2>ext nous a f o u r n i un apergue ge n e r a l de 1 ' e v o l u t i o n semantique des emprunts. E n s u i t e , nous avons c o n s u l t e l e s ouvrages l e x i c o g r a p h i q u e s l e s p l u s importants depuis l e XVIIe s. pour t r a c e r 1 ' e v o l u t i o n semantique de chaque mot. A p a r t i r du r e s u l t a t de nos recherches, nous avons e t a b l i l a r e p a r t i t i o n s u i v a n t e : ( i ) quatre emprunts q u i ont eu une expansion semantique ( v i z . , ARCHITECTS, ARCHITECTURE, ISOLE et FACADE); ( i i ) quatre autres emprunts q u i ont evolue mais seulement a l ' i n t e r i e u r du v o c a b u l a i r e de 1 ' a r c h i t e c t u r e ( v i z . , BALDAQUIN, APPARTEMENT, BALCON et ARCADE); e t ( i i i ) tous l e s mots q u i n'ont pas change de sens ou q u i ont s u b i t r e s peu d ' e v o l u t i o n semantique depuis l e u r i n t r o d u c t i o n en f r a n g a i s (Appendice A - 2 ) . Nous avons r e s e r v e une etude d e t a i l l e e a chaque mot dans l e s deux premieres s e c t i o n s - - r e t r a g a n t l ' o r i g i n e et 1 ' e v o l u t i o n semantiques du mot e t , dans l a mesure du p o s s i b l e , l e s c i r c o n s t a n c e s h i s t o r i q u e s ou c u l t u r e l l e s ou l e mot se t r o u v a i t . Nos etudes nous ont conduit a l a c o n c l u s i o n que l a langue n'accepte pas de fagon egale l e s emprunts f a i t s dans un c e r t a i n domaine ou pendant une c e r t a i n e epoque. C e r t a i n s i v des emprunts s ' i n t e g r e n t totalement au l e x i q u e , en acquerant d'autres a c c e p t i o n s et en s o r t a n t du domaine q u i l e s a i n t r o d u i t s : i l s a c q u i e r e n t finalement un sens f i g u r e ; ce groupe e s t t r e s p e t i t . Le deuxieme groupe c o n s i s t e en des emprunts q u i ont garde l e u r emploi p r i n c i p a l de terme d ' a r c h i t e c t u r e mais que l ' u s a g e r moyen de l a langue r e c o n n a i t r a et employera. A l a d i f f e r e n c e du premier groupe, cependant, l e s mots du deuxieme groupe ne possedent pas d ' a c c e p t i o n au f i g u r e . Le d e r n i e r groupe e s t compose d'emprunts q u i r e s t e n t s t r i c t e m e n t des termes techniques; l'u s a g e r moyen ne l e s employerait pas e t , sans doute, n'en c o n n a i t r a i t meme pas l e sens. A en c r o i r e l e r e s u l t a t de n o t r e t r a v a i l , ce d e r n i e r groupe c o n s t i t u e l a m a j o r i t e des emprunts. Finalement, nous nous sommes apergu que l ' h i s t o i r e et l a c u l t u r e d'un peuple l a i s s e n t souvent l e u r s t r a c e s sur 1 ' e v o l u t i o n semantique d'un mot. Dans l e s etudes consacrees a ARCHITECTE et ARCHITECTURE, nous avons i n c l u pour chaque s i e c l e l e s changements c u l t u r e l s , h i s t o r i q u e s ou p o l i t i q u e s l e s p l u s importants dans l ' h i s t o i r e de l a France et de 1'Europe et l e s avons l i e s de fagon l o g i q u e aux changements semantiques. Done, nous avons pu s u i v r e de pres l ' h i s t o i r e p a r a l l e l e de l a langue f r a n g a i s e et du peuple f r a n g a i s . V TABLE DES MATIERES T i t r e page RESUME i i TABLE DES MATIERES V TABLEAU DES SYMBOLES ET DES ABREVIATIONS v i REMERCIEMENTS v i i INTRODUCTION 1 PREMIERE PARTIE: Expansion semantique 6 AR.CH.IT.E.CTE 7 ARCHITECTURE 23 XSO.L.E/IS.Q.LE.R 35 .FACADE 44 DEUXIEME PARTIE: R e s t r i c t i o n semantique 53 .BALDAQUIN 54 AEPARTE.ME.N.T .66 BALC.QN 74 ARCADE 82 CONCLUSION 89 APPENDICE A - l 95 APPENDICE A-2 96 BIBLIOGRAPHIE 97 TABLEAU DES SYMBOLES ET DES ABREVIATIONS < de > a -> de v i e n t * forme hypothetique Abx&yJLat^ anc. f r . ancien f r a n g a i s c.-a-d. c ' e s t - a - d i r e c f . £Qnfer (comparer) ed. e d i t i o n (de) e.g. ^ejOBPli-jgratia (par exemple) gr. grec i b i d . i b i dem (au meme e n d r o i t ) i t ( a l ) . i t a l i e n l a t . l a t i n op. c i t . saaxs citatum (ouvrage c i t e ) p. page p. ex. par exemple pgh. paragraphe pp. pages pt . p a r t i e qqv. qu.o.qu.Q..cl.....„yicl.e ( v o i r a u s s i ) s. s i e c l e sec. s e c t i o n s . f . s u b s t a n t i f feminin s.m. s u b s t a n t i f masculin s.v. .sw,b.......y.erJb..Q (sous l e mot) t. tome(s) v i z . . v i d e l i c e t (a s a v o i r ) v o l . volume(s) Acad. l e .D.ic.tiojmair..e. d.e. l.'.Ac.ad.emie. fran.g.ais.e Z u r e t . l e .F„ur..e.t..ie.r..e .L.aru. XlXe l e .Lar..Q.U£s..e...^  • L i t t . l e L i t t x e .£t . -Rcb. l e .E.e..tit.....Rcb..e.r.t 1 ,£t.-RQ.b.., 2 l e .Petit Robert Z v i i REMERCIEMENTS Nous voudrions r e m e r c i e r i c i tous ceux q u i ont c o n t r i b u e a n o t r e t r a v a i l : l e p r o f e s s e u r Frank Hamlin, pour sa p a t i e n c e et pour ses c o n t r i b u t i o n s i n e s t i m a b l e s sur l e s p o i n t s l i n g u i s t i q u e s ; l e p r o f e s s e u r David Rogers, pour sa l e c t u r e soigneuse et sa c o r r e c t i o n des f a u t e s de langue; l e p r o f e s s e u r Jacques Bodolec, pour l a g e n e r o s i t e de ses c o n t r i b u t i o n s dans l e domaine de 1 * a r c h i t e c t u r e ; l e p r o f e s s e u r Edouard Matte, pour ses apports aux p o i n t s de l a phonetique du f r a n g a i s ; l e p r o f e s s e u r Claude Bouygues, pour son encouragement et ses suggestions des a d j e c t i f s en -e; l e Pere David Monroe de l a Cathedrale de 1 ' a r c h i d i o c e s e de Vancouver, pour ses c o n s e i l s sur l e s que s t i o n s q u i se rapp o r t e n t a l a l i t u r g i e ; mes soeurs pour l e u r b i e n v e i l l a n c e ; et specialement ma mere pour son amour et son s o u t i e n . AMDG 1 INTRODUCTION A. G e n e r a l i t e s En g e n e r a l , l e s organismes importants q u i v e i l l e n t sur l a langue f r a n g a i s e , t e l s l'Academie f r a n g a i s e en France et 1 ' O f f i c e de l a langue f r a n g a i s e au Quebec (et de f a c t o dans tout l e Canada), prennent une p o s i t i o n d e f e n s i v e , s i n o n a n t a g o n i s t e , face aux emprunts i n t r o d u i t s dans l a langue. Cependant, au f u r et a mesure que l a t e c h n o l o g i e s ' a c c r o i t dans d'autres p a y s - - s u r t o u t dans l e s pays a n g l o p h o n e s - - l ' i n t r o d u c t i o n de mots e t r a n g e r s , s u r t o u t dans l e s v o c a b u l a i r e s techniques, e s t i n e v i t a b l e . L 1 h i s t o i r e - - e t notamment l ' h i s t o i r e l i n g u i s t i q u e — d e l a France a demontre p l u s i e u r s f o i s que 1 ' i n t r o d u c t i o n de mots d'emprunt e s t p l u t o t un enrichissement pour l a langue f r a n g a i s e . En outre, l ' h i s t o i r e a prouve que, dans l e contexte de 1'ensemble de l ' h i s t o i r e v i v a n t e de l a langue f r a n g a i s e , 1 ' i n f l u e n c e l e x i c a l e de n'importe q u e l l e langue etrangere e s t souvent de nature ephemere. A u s s i t o t que l e s pouvoirs p o l i t i q u e , economique ou technologique d'un pays commencent a diminuer (et que l e c o n t a c t entre deux langues d e c r o i t ou meme se p e r d ) , son i n f l u e n c e l i n g u i s t i q u e a u s s i se f a i t de moins en moins s e n t i r . C'est e n f i n 1'ensemble des usagers «ordinaires» de l a langue q u i , au cours des s i e c l e s , d ecident s i un terme emprunte va s u r v i v r e et jusqu'a quel p o i n t son usage sera accepte ou repandu. Un exemple de c e t t e tendance l i n g u i s t i q u e e s t l a 2 d e r n i e r e grande «vague» d ' i n t r o d u c t i o n de mots i t a l i e n s dans l e f r a n g a i s : c e l l e du XVIe s i e c l e . Nous i n s i s t o n s sur l e mot «derniere» parce que, e f f e c t i v e m e n t , p l u s i e u r s c o n t a c t s avec l e s I t a l i e n s et p l u s i e u r s autres i n t r o d u c t i o n s importantes de termes i t a l i e n s ont eu l i e u avant l e XVIe s., comme l e r e v e l e maintes f o i s notre t r a v a i l . B. La France et l ' l t a l i e : l e debut de l a Renaissance f r a n g a i s e A l a f i n du XVe s., p l u s i e u r s r o i s de France ont essaye de revendiquer l e u r s d r o i t s d ' h e r i t a g e sur l a couronne de Naples. Dans ce but, i l s ont lance une s e r i e de guerres q u i ont eu peu de succes et qu'on a p p e l l e de nos j o u r s «les guerres d'Italie». En d e p i t de l ' i n s u c c e s m i l i t a i r e de ces e x p e d i t i o n s , e l l e s ont eu comme r e s u l t a t l e debut d'un nouveau ra p p o r t entre l a c u l t u r e f r a n g a i s e et l a c i v i l i s a t i o n p l u s r i c h e de l ' l t a l i e de l'epoque, r a p p o r t amenant a l a Renaissance f r a n g a i s e . La c r o i s s a n c e des echanges c u l t u r e l s , a r t i s t i q u e s et technologiques entre l e s deux pays a a u s s i mene a un echange l e x i c a l . L'un des aspects l e s p l u s importants de c e t t e epoque es t l a s t a b i l i s a t i o n d'un ra p p o r t p o l i t i q u e r e l a t i v e m e n t p a i s i b l e e n t r e l a France et l ' l t a l i e . Un autre aspect t r e s important e s t 1 ' i n t r o d u c t i o n de l'arme a feu, q u i a rendu i n e f f i c a c e s l e s chateaux f o r t s du Moyen Age. L'ensemble de ces f a c t e u r s a eu pour e f f e t 1 ' i n t r o d u c t i o n de 1 ' a r c h i t e c t u r e de s t y l e i t a l i e n en France, ce q u i a mene, a son t o u r , a 1 ' i n t r o d u c t i o n d'un a r t i s a n a t i t a l i e n a i n s i qu'a 3 c e l l e d'un v o c a b u l a i r e d ' a r c h i t e c t u r e i t a l i e n en France. C. Le nouveau v o c a b u l a i r e Parmi l e s nouveaux termes d ' a r c h i t e c t u r e de c e t t e epoque f i g u r e n t un c e r t a i n nombre de mots q u i ont survecu jusqu'au XXe s. et q u i sont propages a u s s i dans d i v e r s autres domaines techniques. D. Notre t r a v a i l Pour e t a b l i r n o t r e l i s t e d'emprunts, nous avons d'abord d e p o u i l l e l e s ouvrages de T. E. Hope et de Ferdinand Brunot, q u i ont f a i t un t r a v a i l , s e m b l e - t - i l , e x h a u s t i f dans l e domaine q u i r e t i e n t notre i n t e r e t . De 1'epoque ( v i z . , l e XVIe s.) et du domaine ( v i z . , 1 ' a r c h i t e c t u r e ) sous etude, nous n'avons trouve qu'une t r e n t a i n e de mots q u i f i g u r e n t dans l e s deux ouvrages c o n s u l t e s . 1 Nous t r a i t o n s dans notre t r a v a i l h u i t de ces termes: ARCHITECTE, ARCHITECTURE, FACADE, ISOLE, BALDAQUIN, APPARTEMENT, BALCON et ARCADE.. E n s u i t e nous avons c o n s u l t e c e r t a i n s ouvrages l e x i c o g r a p h i q u e s — s u r t o u t l e s grands d i c t i o n n a i r e s du XXe s., a s a v o i r , l e .X.LF et l e Gxaad, RoJb..ext—pour determiner 1 ' e v o l u t i o n des mots r e l e v e s . A u s s i avons-nous e t a b l i l e s c r i t e r e s s u i v a n t s pour determiner quels mots m e r i t a i e n t une etude approfondie: ( i ) I I f a u t d'abord que l e mot s o i t incontestablement i n t r o d u i t en f r a n g a i s au XVIe s., a moins que, comme i l a r r i v e dans t e l cas p a r t i c u l i e r ( v o i r c i - d e s s o u s , B.AL.C..QN), 1 B a r t i n a wind, d'apres Hope (apud Lejs.ic.al B.c-xr..Q.Min.g. p. 148), a r e c u e i l l i 540 emprunts a l ' i t a l i e n q u i a u r a i e n t ete f a i t s pendant l a Renaissance. Les recherches de Hope l ' o n t amene a r e d u i r e ce c h i f f r e a 462. 4 i l s ' a g i s s e d'un nouveau r o l e acquis a c e t t e epoque par un mot i n t r o d u i t au s i e c l e precedent. ( i i ) Deuxiemement, i l f a u t que l e mot s o i t employe dans l e langage de tous l e s j o u r s : i l ne f a u t pas que l e mot s o i t e t i q u e t e dans l e s d i c t i o n n a i r e s modernes seulement comme «terme technique)), ce q u i n'empeche pas que l e s mots i n c l u s dans nos etudes a i e n t souvent un sens ou une f o n c t i o n techniques, mais l e u r emploi ne d e v r a i t pas e t r e exclusivement l i m i t e a un domaine technique. ( i i i ) Dernierement, i l f a u t que l e mot a i t evolue apres son i n t r o d u c t i o n en f r a n g a i s — s o i t v e r s une expansion semantique s o i t v e r s une r e s t r i c t i o n ou s p e c i a l i s a t i o n semantique. Ce f a c t e u r a e l i m i n e l a p l u p a r t des mots r e l e v e s parce q u ' i l s n'ont pas evolue ou parce q u ' i l s gardent de nos j o u r s p l u s ou moins l e sens q u ' i l s a v a i e n t a l'epoque de l e u r i n t r o d u c t i o n . Finalement, chaque c h a p i t r e de notre t r a v a i l consacre a un mot p a r t i c u l i e r , c o n s t i t u e en s o i une «etude individuelle». A l'int£rieur de chaque c h a p i t r e , nous tragons, sous l a r u b r i q u e «Note c u l t u r e l l e w , l e s grandes l i g n e s h i s t o r i q u e s p e r t i n e n t e s du mot sous etude. P u i s , nous presentons une s e c t i o n sur l e s o r i g i n e s semantiques du mot, s u i v i e d'une autre sur 1 ' e v o l u t i o n du sens co n c r e t du mot e t , finalement, une s e c t i o n sur 1 ' e v o l u t i o n du sens a b s t r a i t - - s i t o u t e f o i s l e mot s ' e s t approprie un emploi a b s t r a i t . Nous d i v i s o n s notre t r a v a i l en deux grandes p a r t i e s . 5 La premiere p a r t i e e s t consacree aux mots e t u d i e s q u i ont sub i une e v o l u t i o n d'expansion semantique; c ' e s t - a - d i r e que l e mot e s t entre dans un domaine technique autre que 1 ' a r c h i t e c t u r e ou, p l u s generalement, i l e s t entre dans l e le x i q u e g e n e r a l . La deuxieme p a r t i e e s t consacree aux mots q u i ont s u b i une r e s t r i c t i o n semantique; c ' e s t - a - d i r e que l e mot e s t r e s t e p l u s ou moins a l ' i n t e r i e u r du v o c a b u l a i r e a r c h i t e c t u r a l mais, en meme temps, a change de sens ou d'emploi--ou, tout simplement, a acquis d'autres e m p l o i s — depuis son i n t r o d u c t i o n en f r a n g a i s . E. Quelques p a r t i c u l a r i t y Dans not r e these, nous u t i l i s o n s gineralement l e terme ..t.r..a.Y..a.il en p a r l a n t de l a these meme, t a n d i s que l e terme ..etude e s t r e s e r v e en gene r a l a chacun des c h a p i t r e s consacres a 1'etude d'un mot p a r t i c u l i e r . Nous n'avons pas numerote l e s .e..t..U.de.s.: nous u t i l i s o n s l e u r nom, s o u l i g n e et en l e t t r e majuscule (p. ex., AR.C.HI.T.E..C.T.E) . Dans l a n o t a t i o n b i b l i o g r a p h i q u e a l ' i n t e r i e u r de chaque etude, l e s d i c t i o n n a i r e s c i t e s sont s u i v i s de l a date de p u b l i c a t i o n l a ou i l e x i s t e p l u s i e u r s e d i t i o n s du meme ouvrage ou b i e n l a ou nous voulons i n s i s t e r sur l'epoque de l a p a r u t i o n du d i c t i o n n a i r e pour appuyer ou s o u l i g n e r un p o i n t p a r t i c u l i e r (p. ex., l a premiere a t t e s t a t i o n l e x i c o g r a p h i q u e d'un emploi s p e c i a l ) . Dans l e s notes b i b l i o g r a p h i q u e s , nous abregeons l e t i t r e des ouvrages c i t e s ( v o i r l e TABLEAU DES SYMBOLES ET DES ABREVIATIONS, p. v i ) . 6 PREMIERE PARTIE Expansion semantique 7 ARCHITECTE, s.m.; 1510 I. Note c u l t u r e l l e : Le m i l i e u a r t i s a n a l et c u l t u r e l I I e s t p e u t - e t r e c u r i e u x que l e s t y l e d 1 a r c h i t e c t u r e en France a i t commence a changer ( t r e s lentement, i l f a u t l'avouer) au debut du XVIe s i e c l e . On peut serieusement se demander l a r a i s o n de ce changement. D'apres Regi n a l d B l o m f i e l d , 1 c ' e s t que d'une p a r t l e s chateaux medievaux de France d e v i n r e n t peu h a b i t a b l e s , s u r t o u t par rapport a ceux de l ' l t a l i e ; d 1 a u t r e p a r t , 1 ' i n t r o d u c t i o n des armes a feu, s u r t o u t d ' a r t i l l e r i e s l o u r d e s , r e n d i t i n e f f i c a c e s l e s f o r t i f i c a t i o n s medievales des d i t s chateaux f o r t s . Ces r a i s o n s , parmi d'autres, menerent a des changements profonds dans 1 ' a r c h i t e c t u r e . Quel s t y l e d ' a r c h i t e c t u r e a u r a i t apporte l e p l u s d ' i n f l u e n c e sur 1 ' a r c h i t e c t u r e f r a n g a i s e de 1'epoque? I I es t b i e n e v i d e n t que l a c i v i l i s a t i o n humaniste d ' l t a l i e , q u i a v a i t t e l l e m e n t e m e r v e i l l e l a cour f r a n g a i s e au cours des campagnes m i l i t a i r e s en I t a l i e , d e v a i t j o u e r un r o l e sans p a r e i l . Pour nous, a l o r s , i l e s t peu etonnant que parmi l e s premiers mots a e n t r e r dans l e l e x i q u e f r a n g a i s a p a r t i r du le x i q u e i t a l i e n f i g u r e n t .ar..c.h>i..t.e.c..t.e et ..ar.cM..t..e..c..tur..e.2 1 R. B l o m f i e l d , Ajftiatoxy. Ql.....Jx.SB..c.h.....Ar..c.M p. 4 2 s i l e s p r i n c i p a u x auteurs c o n s u l t e s ne sont pas t o u j o u r s unanimes sur 1 ' i n t r o d u c t i o n ou 1 ' e v o l u t i o n d'un mot, i l s l e sont au moins sur 1 ' e v o l u t i o n des mots .axGM,t.e.e;..t„e et ..ar.g.h.i..t..e..c..tur.e; du moins, sur l e f a i t que l a forme moderne de ces mots f u t repandue a l ' a i d e de l ' i t a l i e n ..ar.c.h.i.t.e.t.t;.Q et ..ar..c.h.i.t..e.t..t.ur.a. ( c f . Dauzat; Bloch et Wartburg. Voyez Hope, L.ezic.al......B.QX.r..Q.w.mg. p. 156: "[they] ... agree t h a t the 16th Cent, forms were disseminated through the i n f l u e n c e of I t a l . a r c h i t e t t o ... a r c h i t e t t u r a ...") 8 II.A. Les O r i g i n e s a r c h i t e k t o n (gr.; a r c h i - , premier + te k t o n " o u v r i e r t r a v a i l l a n t l e b o i s ( a r c h i t e k t o n i k o s ) ) -> a r c h i t e c t o n i c u s , -urn; a r c h i t e c t u s , -urn ( l a t . ) -> a r c h i t t e t o r e ( i t . ) -> a r c h i e t t e u r (XlVe s.; f r . ) - > a r c h i t ( t ) e ( c ) t e u r ((av.) XVIe s.; f r . ) -> a r c h i t e c t e (1510) ou -> a r c h i t e t t o ( i t . ) -> a r c h i t e c t e (1510) II.A.1. La p l u p a r t des d i c t i o n n a i r e s et des ouvrages c o n s u l t e s i n d i q u e n t que ..ar..clixt..e..c:..t.e p r o v i e n t du grec par v o i e du l a t i n . La p l u p a r t d'entre eux sont egalement d'accord que c' e s t par vo i e de 1* i t a l i e n ..ar..o.liite..t..t.o. au XVIe s. que l e mot e s t a t t e s t e sous c e t t e forme pour l a premiere f o i s en f r a n g a i s : chez J . Lemaire de Beiges en 1510. Cependant, c e l a n'explique pas 1'existence d'autres graphies p l u s anciennes en f r a n g a i s . Seuls B l o c h et Wartburg, et Hope f o u r n i s s e n t une e x p l i c a t i o n des formes de l'an c . f r . t e l l e s que ..ax..g.h,i..t.e..c..te.ur, .ar..chL.i.t..e..t.t..eur ( c e l l e - c i a t t e s t e e chez C h r i s t i n e de Pi s a n au XlVe s., d'apres Hope) ou .ar.cJbJLeJLte.ux (chez C. de Pisan au XlVe s., d'apres Bloch et Wartburg).3 Malgre l a d i f f e r e n c e d-orthographe entre l'ouvrage de Hope et c e l u i de Bloch et Wartburg, ces auteurs sont d'accord sur l e p o i n t que meme avant l e XVIe s., 1' i n f l u e n c e de l ' l t a l i e e t de 1 ' i t a l i e n se f a i s a i t d e j a s e n t i r en France. Ces auteurs r e t r a c e n t l ' o r i g i n e de .ar..g.tii.t..e..c..t.e.ur (ou l e s formes v a r i a n t e s ) a 1 ' i t a l i e n .ax..c.h.lt..t.e..t.o.r..e. 3 Faute de renseignement b i b l i o g r a p h i q u e p r e c i s chez Hope et chez B l o c h et Wartburg, nous ne pouvons pas v e r i f i e r l a graphie chez C h r i s t i n e de Pis a n . 9 Nous trouvons egalement dans l e ZE.W l e commentaire s u i v a n t sur l a p r o n o n c i a t i o n du mot au Moyen Age: «In munda r t l i c h e r aussprache meist ohne - t e , so s i n d b e l e g t rouch. norm. ang. Urim. aEfihitfegufi•»4 C e l a i n d i q u e que l a p r o n o n c i a t i o n du mot a v a i t evolue avant l e Moyen Age jusqu'au p o i n t ou l e / t ^ / du groupe rjcJtfi ne se pronongait p l u s . Ce q u i e s t t r e s douteux i c i , c ' e s t l a source de cet exemple dans l e F.E.W: sans r e f e r e n c e n i e x p l i c a t i o n s , nous ne pouvons s a v o i r s i 1'exemple f u t r e l e v e dans un te x t e ou s ' i l n'est qu'une r e c o n s t r u c t i o n proposee par un l i n g u i s t e . Nous l e c i t o n s neanmoins comme appui pour no t r e hypothese que n i .ar..cM.t.e..c..tum n i ..ar..chi.t.e.c..t..Q.ii.um n ' a u r a i t pu a b o u t i r , par moyen de 1 ' e v o l u t i o n de l a phonetique p o p u l a i r e , n i en .ar.iQ.hiX±i..e..t..t..e.ur (au x i v e s.) n i en ..architecte (en 1510). D'apres nous 5, 1 ' e v o l u t i o n s u i v i e du mot jLr.gM..t.e.c...t.Mjs. en f r a n g a i s , a u r a i t mene, au XlVe s. (c.-a-d., a 1'epoque de C. de P i s a n ) , a une forme t e l l e V e t r ^ ^ (j^ / . 6 L ' i n t e r e t de c e t e x e r c i c e dans l e contexte de notre etude montre que l ' i t a l i e n a i n f l u e n c e au moins deux f o i s 1 ' e v o l u t i o n du mot ..ar.cM.te„.g.l;.us. en f r a n g a i s , a des epoques d i f f e r e n t e s . 7 C e l a c o n t r e d i t , nous s e m b l e - t - i l , l a t h e o r i e 4 Zr.anz.Q.sl.s..^ v. 1, p. 128 5 Nous suivons l a t h e o r i e et l e s procedes de E . Matte; c f . E . J . Matte, .His.t.Q.i.r.e........de.s. moAejs.......p^ ^ 6 qqv. l'appendice A - l a l a f i n de notre t r a v a i l 7 Hope (op. c i t . , pp. 53-58) mentionne p l u s i e u r s vagues d ' i n f l u e n c e l e x i c o l o g i q u e de l ' i t a l i e n : X l e s. - X l l e s., termes de p r o d u i t s commerciaux ( e . g . sucre, pexlfi); X H I e s. - XlVe s., termes de l a d i p l o m a t i e ( e . g . .espiQB, l i gue ) ; X i v e s. - XVe s., termes m i l i t a i r e s ( e . g . .alarms, .c.an.Q.n) a i n s i que des termes d ' a f f a i r e s , de commerce et de fi n a n c e 10 de beaucoup d ' e r u d i t s s e l o n l a q u e l l e ce ne f u r e n t que l e s guerres d ' l t a l i e au XVe s. q u i apporterent 1 ' i n f l u e n c e de 1 ' i t a l i e n sur l e f r a n g a i s . Nous ne nions p o i n t t o u t e f o i s que 1 ' i n f l u e n c e de 1 ' i t a l i e n aux environs des XVe et XVIe s i e c l e s e t a i t de grande importance. I I I . Premiers sens et emplois B i e n que l e mot ..ar..g.ki.t.fi..c..t..e a i t ete i n t r o d u i t au debut du XVIe s., i l e s t peu c e r t a i n que l e mot a i t ete a l o r s t r e s u s i t e . C e r t e s , nous avons des exemples de son emploi chez l e s s p e c i a l i s t e s (Lemaire de Beiges, 1510; R. Es t i e n n e , 1539). 8 Nous avons meme des a t t e s t a t i o n s de son emploi chez Huguet: 9 «"Frangois, ... roy de France. Vous payez a ... Bas t i a n n e t S e r l i o , p a i n t r e et a r c t i t e c t e u r du pays de Bologne ...» L e t t r e de Frangois I e r (1541), dans Laborde, Emaux, p. 134).» Cependant, c e l a ne veut pas forcement d i r e que tous ceux q u i s'occupaient de l a c o n s t r u c t i o n u t i l i s a i e n t ou meme a c c e p t a i e n t ce terme nouveau. D'apres t o u t ce que nous avons pu d e c o u v r i r , c ' e s t b i e n l e c o n t r a i r e . De f a i t , i l e x i s t e encore chez l e s c r i t i q u e s et l e s h i s t o r i e n s des beaux-arts une v i v e d i s c u s s i o n sur l a qu e s t i o n de l ' a n c i e n emploi du mot .a.rj^ M.t.e..C.t.e au sens que possede actuellement ce terme. C e r t a i n s sont de l ' a v i s que ceux q u i c r e e r e n t o u ^ b a t i r e n t l e s e d i f i c e s e t a i e n t de v r a i s .ar.Q.hi.t..e.c..t..e.s., au p l e i n sens du mot. D'autres a f f i r m e n t que ces g e n s - l a n ' e t a i e n t que de simples o u v r i e r s , ou des 8 Hope, s.v. .ar..clii.t.e..c..t..e 9 Huguet, s.v. .architecte 11 a r t i s a n s t o u t au p l u s . D'autres encore pensent que «le maitre mac/on f a i s a i t souvent metier d ' a r c h i t e c t e , d'entrepreneur, d ' o u v r i e r . I I e t a i t p a r f o i s sculpteur.» 1 0 Ce sur quoi l e s s p e c i a l i s t e s sont d'accord, c ' e s t que, avant l e XVIe s., l e t r a v a i l d ' e l e v e r un batiment e t a i t souvent partage e n t r e p l u s i e u r s «maitres»: l e maitre magon, l e maitre c h a r p e n t i e r , l e maitre couvreur, l e maitre s e r r u r i e r , l e maitre e n t a i l l e u r , ...H Pourtant l e maitre magon a l e premier r o l e : c ' e s t l u i q u i t r a c e et c o n s t r u i t l e s f o n d a t i o n s , eleve l e s murs, perce l e s b a i e s . [...] A u s s i l e maitre magon f o u r n i s s a i t - i l l e s plans et se c o n d u i s a i t - i l en a r c h i t e c t e . I l m e r i t a i t l e t i t r e q u ' i l p o r t e souvent, c e l u i de maitre de l'oeuvre. I I e s t v r a i qu'a moins de conventions s p e c i a l e s , i l ne po u v a i t s ' a r r o g e r l a d i r e c t i o n des travaux [...]. Mais, l o r s q u e l a maison e s t b a t i e en pans de b o i s , c ' e s t l e c h a r p e n t i e r q u i assume l e premier r o l e . A u s s i l e s v i l l e s possedaient un maitre magon et un maitre c h a r p e n t i e r , q u i e t a i e n t de v e r i t a b l e s a r c h i t e c t e s , ...12 Nous voyons done qu'avant 1 ' i n t r o d u c t i o n du mot .ar..cM.t.e.c...t.e au XVIe s. (et meme a p r e s ) , l ' i d e e d'un s e u l prepose charge des travaux depuis l a conc e p t i o n jusqu'a l a f i n des travaux n ' e x i s t a i t meme pas. Nous trouvons en f a i t que l e maitre magon, meme en «maitre de l'oeuvre», n ' e t a i t pas l e chef q u i p r e n a i t toutes l e s d e c i s i o n s . Au c o n t r a i r e , i l «execute son t r a v a i l d'apres l e s i n d i c a t i o n s q u i l u i sont donnees par l e s r e p r e s e n t a n t s du seigneur ou du c o n s e i l de fa b r i q u e . . . » 1 3 En r e a l i t e , c e t t e c onception d'un maitre a r t i s a n en 1 0 L . Hautecoeur, .ftis..tQ.ir.e„ de„ .l.'....ar..gh..i.te..c..t.ur.e .en Er.an.ce, t . 1. p t . 1, p. 2 1 1 c f . Hautecoeur, op. c i t . , p. 3 1 2 i b i d . 1 3 i b i d . 12 s i t u a t i o n de s u p e r i o r i t y par rap p o r t a ses c o l l e g u e s convient au sens o r i g i n a l du mot ..ar..c.lii.t.e..Q..t.e. En grec, ..ar..c.h.lt.e.kt..Q.n, comme nous l 1 avons d e j a s i g n a l e , s i g n i f i e precisement «maitre ( a r c h i - ) c h a r p e n t i e r (tekton)» 1 4 ou «maitre batisseur». 1 5 I I n'y a aucun doute que 1 1 e t a b l i s s e m e n t des Academies pour l e s a r t s l i b e r a u x a u s s i b i e n que pour l e s beaux-arts au XVIIe s. a joue un r o l e i m p o r t a n t — s i n o n l e r o l e c e n t r a l — dans l a s e p a r a t i o n du t r a v a i l de l ' a r c h i t e c t e de c e l u i des m a i t r e s - o u v r i e r s . Nous avons d e j a t r a i t e , dans une d i s s e r t a t i o n a n t e r i e u r e 1 6 , de 1 ' i n f l u e n c e des Academies au XVIIe s. non seulement sur l e u r s propres domaines mais a u s s i sur l e v o c a b u l a i r e de ces domaines et par l a s u i t e sur l e le x i q u e de l a langue f r a n g a i s e . En e f f e t , ces Academies ont l a i s s e jusqu'a nos j o u r s l e u r s t r a c e s sur l a fagon de penser en France; nous n 1avons qu'a r e f l e c h i r sur 1 1 i n f l u e n c e de l'Academie f r a n g a i s e sur l a langue et l a l i t t e r a t u r e non seulement de l a France moderne mais a u s s i , en quelque mesure, de toute l a Francophonie. I l s e r a p e u t - e t r e u t i l e de resumer i c i l ' h i s t o i r e des Academies. Sous 1 ' i n f l u e n c e des «accademias», s u r t o u t l'«Accademia d i S. Luca» a Rome en 1593, e t a b l i e s par l e s papes au XVIe 1 4 c f . l e .Rofoext, s.v. .ar..c.h.i.t.e.c...t..e 1 5 con s u i t e r a u s s i , L i d d e l l et Sc o t t , A Gx.e.e.K-.E.ag.lifii.Jh .L.exi.C..Q.n (sous 1»orthographe grecque d$%)0!£&M.) : " c h i e f -a r t i f i c e r , m a s t e r - b u i l d e r , d i r e c t o r of works." 1 6 J . Liew, "L'Heritage i t a l i e n des termes a r t i s t i q u e s f r a n g a i s " , D i s s e r t a t i o n f o r the Honours Programme, French Department, U n i v e r s i t y of B r i t i s h Columbia, 1988, p. 3 13 s. comme r e g i e de l a communaute a r t i s t i q u e ( l a q u e l l e se d i s t i n g u a i t de l a communaute a r t i s a n a l e ) , l a France, au XVIIe s., a e t a b l i des Academies, a l ' i n s t a r de l a papaute (dont l e po u v o i r a v a i t ete fortement c e n t r a l i s e — e n f a i t concentre entre l e s mains du Pape), premierement comme r e g i e des a r t s (et des s c i e n c e s en France) et e n s u i t e comme moyen o f f i c i e l de 1'expression de 1 ' i d e o l o g i e de l ' e t a t (dont l e pouvoir devenait de p l u s en p l u s c e n t r a l i s e ) . D'apres l e s academiciens ( s u r t o u t , au debut, ceux a Rome), i l e x i s t e c e t t e d i f f e r e n c e entre l'«art» et 1 *«artisanal»: l'«art» transc e n d 1 ' i m i t a t i o n et l e s l i m i t a t i o n s de l a r e a l i t e , ameliorant meme ce que peut o f f r i r l a nature, a t t e i g n a n t done l a p e r f e c t i o n ou l'«ideal», l e q u e l n ' e x i s t e jamais dans l a nature. Par cont r e , 1'«artisanal» ne f a i t que 1 ' i m i t a t i o n ou, au mieux, l a r e p r e s e n t a t i o n de l a nature ou de l a r e a l i t e ; l ' a r t i s a n a t r e s t a n t a i n s i au niveau de l a nature, l a q u e l l e n'est jamais p a r f a i t e et pour a i n s i d i r e s e r v i l e a l a r e a l i t e , n ' a t t e i g n a n t jamais 1 ' i d e a l recherche et consequemment a t t e i n t par 1 ' a r t i s t e . Pour apprendre comment a t t e i n d r e «l'ideal», i l f a l l a i t que tous l e s a r t i s t e s q u i so u h a i t e n t r e c e v o i r 1'approbation o f f i c i e l l e (done l e succes p u b l i c ) apprennent l e u r «art» a l'academie; a i n s i s ' e s t creee l a d i s t i n c t i o n entre «artiste» ( t e l 1 ' a r c h i t e c t e ) et «artisan» ( t e l l e m a i t r e - o u v r i e r ) . Comme consequence h i s t o r i q u e et l e x i c o l o g i q u e (en ce q u i concerne 1'etude du mot .axcjh±.t.fi.e...te) , on trouve a i n s i ce commentaire dans l e Eojbjex..t (1985): «l'art l i b e r a l de 14 1 ' a r c h i t e c t e s ' e s t d i s t i n g u e aux XVIe et XVIIe s i e c l e s des metiers de maitre-magon et d'entrepreneur: l e s membres de l'Academie d 1 a r c h i t e c t u r e prennent a l o r s l e nom d ' a r c h i t e c t e s du roi». De nos j o u r s , i l e x i s t e une d i s t i n c t i o n p a r e i l l e entre une «profession» (qui exige avant tout l ' e x e r c i c e de 1 ' i n t e l l e c t ) et un «metier» (qui exige un t r a v a i l p l u t o t p h y s i q u e). IV. E v o l u t i o n IV.A. E v o l u t i o n du sens concret D'apres H a u t e c o e u r , 1 7 l ' i d e e d'un a r c h i t e c t e q u i t r a c e l e d e s s i n et q u i f o u r n i t l e s plans e x i s t a i t d e j a a c e t t e epoque-la (c.-a-d., f i n XVe s. - debut XVIe s . ) , meme s i , d'apres toutes l e s i n d i c a t i o n s que nous avons pu t r o u v e r , c e t t e idee n ' e t a i t qu'en germe. En e f f e t , i l f a l l a i t du temps pour que c e t t e idee s ' e t a b l i s s e solidement. I V . A . l . Le XVIIe s i e c l e I V . A . l . a . A u s s i trouvons-nous a l a f i n du XVIIe s. c e t t e d e f i n i t i o n chez F u r e t i e r e (1690): «Celuy q u i donne l e s plans & l e s d e s s e i n s d'un bastiment, q u i en conduit l'ouvrage, & q u i commande aux Magons & aux autres o u v r i e r s q u i y t r a v a i l l e n t sous l u y . [...] L ' A r c l i x t e c t e e s t l e maistr e de ceux q u i t r a v a i l l e n t au bastiment: c ' e s t l u y q u i conduit 1'ouvrage.» Nous trouvons l a pour l a premiere f o i s l e sens moderne du mot et l ' i d e e courante de quelqu'un q u i conduit l e s 1 7 v o i r Hautecoeur, op. c i t . , p. 2 15 travaux sur un batiment depuis sa conception jusqu'a sa r e a l i s a t i o n . Contrairement au «Maitre magon» de Hautecoeur q u i d e v a i t t r a v a i l l e r s e l o n l e s i n d i c a t i o n s du seigneur et de p a i r avec d'autres o u v r i e r s ou a r t i s a n s , 1 ' a r c h i t e c t e du XVIIe s. commandait l e s magons et l e s autres o u v r i e r s sous sa r e s p o n s a b i l i t e . C e t a i t b i e n l'epoque de l'Academie et de ses e l e v e s : l e s i n t e l l e c t u e l s s u r v e i l l a i t l e s o u v r i e r s . IV.A.l.b. Par rap p o r t a l a d e f i n i t i o n de F u r e t i e r e , cependant, c e l l e de l'Academie (1695) semble t r e s simple, v o i r e peu i n t e r e s s a n t e . Un .arjc.hlte.cie e s t «celui q u i s g a i t l ' A r t de f a i r e bastir» (Acad., 1695). Ce q u i nous frappe, c ' e s t que l a d e f i n i t i o n ne touche meme pas 1'idee de l a p r a t i q u e . Au c o n t r a i r e , t o u t 1'accent p o r t e sur l a t h e o r i e ( l e «savoir»), etant donne que l e verbe c l e f e s t «sgait». En f a i t , l ' e c a r t entre 1 ' a r c h i t e c t e et l e processus de c o n s t r u c t i o n e s t encore p l u s accentue a cause du choix de l a forme c a u s a t i v e : «faire b a s t i r w , impliquant, nous s e m b l e - t - i l , que 1 ' a r c h i t e c t e ne p a r t i c i p e pas forcement de fagon n i t r e s a c t i v e n i t r o p r i g o u r e u s e au t r a v a i l physique de l a c o n s t r u c t i o n . C'est b i e n pour c e t t e r a i s o n , croyons-nous, que c e r t a i n s auteurs ont pu d e c r i r e Frangois I e r et Louis XIV comme «architectes». IV.A.I.e. Cependant, chez F u r e t i e r e , nous trouvons egalement une autre d e f i n i t i o n du mot q u i semble montrer l a surv i v a n c e d'..ar..ch.it.e..c.te au sens de quelqu'un d'autre que c e l u i q u i f o u r n i t l e s pl a n s ; c ' e s t - a - d i r e que nous revenons 16 au concept d'un prepose ou d'un a r t i s a n charge de t r a v a i l l e r sur un p r o j e t q u i n'est pas de sa conception. Le mot «se d i t a u s s i d'un Entrepreneur de bastiment a f o r f a i t , q u i l e s d o i t rendre [ s i c ] p a r f a i t s & l a c l e f a l a main» . (Zur..e_t • , 1690) IV.B. Le XVIIIe s i e c l e Des l e m i l i e u de l a premiere m o i t i e du XVIIIe s., l ' i d e e d'un «architecte» s ' e s t encore e l o i g n e de c e l l e d'un o u v r i e r q u i t r a v a i l l e sur l e l i e u de c o n s t r u c t i o n . Nous trouvons chez R i c h e l e t (1728) l a d e f i n i t i o n s u i v a n t e d'..ar..cM..t.e..c..t..e: «C'est c e l u i q u i donne l e d e s s e i n des Ouvrages d'Architecture.» A u s s i trouvons-nous vraisemblablement que 1'accent e s t mis sur l e f a i t de 1 ' a r c h i t e c t e q u i ne f a i t que f o u r n i r l e s p l a n s . I l n'est p l u s necesairement c e l u i q u i «commande aux Magons». Nous voyons a u s s i de p l u s , d'apres l e s s p e c i a l i s t e s comme H a u t e c o e u r 1 8 ou B l o m f i e l d 1 9 , s i l e s premiers «architectes» du XVIe s. t r a v a i l l a i e n t parmi l e s o u v r i e r s et n'exergaient qu'un metier tout comme d'autres o u v r i e r s , 1 ' a r c h i t e c t e du XVIIIe s. e s t , d'apres tous l e s temoignages, d'un rang s u p e r i e u r a c e l u i d'un simple o u v r i e r et t i e n t une p o s i t i o n assez v a l o r i s e e dans l a s o c i e t e . Considerons done ce commentaire de R i c h e l e t : L ' a r c h i t e c t e d o i t e t r e f i e r en honnete homme, & ne p o i n t f a i r e lachement l a cour aux Grands. I l f a u t 1 8 i b i d . 1 9 op. c i t . pp. 22; 25, "No French a r c h i t e c t had as yet d i s e n t a n g l e d h i m s e l f from the ranks of the m a s t e r - b u i l d e r s ..."; p. 38, " . . . p l a i n men who made t h e i r l i v i n g by the more or l e s s s k i l f u l e x e r c i s e of the b u i l d i n g t r a d e s . " 17 q u ' i l sache l a Geometrie [ s i c ] , l ' O p t i q u e , 1'Aritmetique [ s i c ] , l ' A s t r o l o g i e & 1 1 H i s t o i r e . 2 0 On p o u r r a i t accepter que, parmi l e s connaissances ou sc i e n c e s que d o i t posseder 1 ' A r c h i t e c t e de R i c h e l e t , «la Geometrie, l'Optique et 1'Aritmetique» sont c e l l e s q u i sont e s s e n t i e l l e s a 1 ' a r c h i t e c t e pour q u ' i l s o i t capable d'exercer son t r a v a i l . Cependant, comment e x p l i q u e r que «l'Histoire» e t , s u r t o u t «1'Astrologie» f a s s e n t p a r t i e i n t e g r a l e de ces s c i e n c e s ? Nous pouvons assez logiquement en deduire que 1 ' a r c h i t e c t e du X V l l l e s. d e v a i t posseder ces connaissances pour pouvoir a v o i r une c o n v e r s a t i o n i n t e l l e c t u e l l e avec l a haute s o c i e t e («les Grands») avec l a q u e l l e i l e n t r a i t en co n t a c t et q u i a v a i t l e temps de s ' i n t e r e s s e r a ces s u j e t s e l o i g n e s du probleme de l a s u r v i e q u o t i d i e n n e . 2 1 Selon 1 ' e d i t i o n de 1762 du .dJLcJLiQrm un «.ar..C.lli.t.e..c:.t..e e s t c e l u i q u i f a i t , q u i exerce l ' a r t de batir». Nous voyons que par rapport a l a d e f i n i t i o n donnee par l'Academie en 1695, l e choix de verbes f a v o r i s e davantage l e cote a c t i f : «faire» et «exercer» p l u t o t que «savoir»; nous remarquons a u s s i l a d i s p a r i t i o n de l a c o n s t r u c t i o n c a u s a t i v e (c.-a-d., «faire batir»). Nous remarquons a i n s i l a d i s t i n c t i o n e ntre quelqu'un q u i possede 2 ^ Rich •, s.v. ..ar..ch.i..te.c.t.e 2 1 A temoin ce commentaire d ' A l i s t a i r L a i n g a propos des a r c h i t e c t e s et de l e u r s employeurs-protecteurs nobles au XVIIIe s. dans l e s pays allemands du Sud (mais a p p l i c a b l e , croyons-nous, a l a France): " s i n c e most p r i n c e s had voyaged and pretended t o some competence i n a r c h i t e c t u r e themselves, i t was d e s i r a b l e f o r t h e i r a r c h i t e c t s to be t r a v e l l e d men with whom they c o u l d converse ..." (Baroque. and Rococo, pp. 174-175). 18 seulement l e s t h e o r i e s de l a c o n s t r u c t i o n e t quelqu'un q u i est capable de mettre ces t h e o r i e s en p r a t i q u e . Done, dans ce sens, on ne peut pas d i r e que F r a n c o i s I e r e t a i t 1 ' a r c h i t e c t e de Fonta i n e b l e a u , meme s i c ' e t a i t l u i q u i f i t b a t i r ce chateau. IV.C. Le XIXe s i e c l e Nous trouvons chez L i t t r e (1878) l a premiere d e f i n i t i o n q u i d e c r i t en d e t a i l l e s r e s p o n s a b i l i t e s d'un a r c h i t e c t e : «Celui q u i exerce, en q u a l i t e de maitre, l ' a r t de b a t i r , t r a g ant l e s p l a n s , s u r v e i l l a n t 1'execution des const r u c t i o n s ) ) . Nous voyons a u s s i que 1 ' a r c h i t e c t e du XIXe s. e t a i t e x p l i c i t e m e n t responsable de l a s u r v e i l l a n c e de «1'execution des c o n s t r u c t i o n s ) ) . Par cont r e , au XVIe s., c e l u i q u i a v a i t s u r v e i l l e l e s travaux n ' e t a i t qu'un prepose du seigneur. Quant a l a d e f i n i t i o n meme de L i t t r e , i l nous semble que c ' e s t e l l e q u i e s t l a p l u s complete de toutes l e s d e f i n i t i o n s r e l e v e e s . E l l e d e c r i t sur un ton neutre toutes l e s r e s p o n s a b i l i t e s de 1 ' a r c h i t e c t e . Par co n t r e , F u r e t i e r e (1727) a v a i t ajoute des commentaires assez s u b j e c t i f s ; p. ex., «L'Architecte d o i t e t r e f i e r en honnete homme, ...». I l s ' a g i t quasiment d'une p r e s c r i p t i o n et non pas d'une d e s c r i p t i o n ou d'une d e f i n i t i o n . IV.D. Le XXe s i e c l e Le sens concret du mot ..ar..c.h,i..t..e..c..t.fi n'a p l u s evolue depuis l e XIXe s i e c l e . En f a i t , l e s d e f i n i t i o n s generales de deux grands d i c t i o n n a i r e s du XXe s. sont moins p r e c i s e s 19 que c e l l e de L i t t r e . Considerons d'abord l a d e f i n i t i o n generale du (1974): «Personne q u i exerce 1'art de batir». E l l e n 'explique pas p l u s que c e l l e de l'Academie (1762). Le ,RoJb.ex.t (1985) d e f i n i t ..ar.QM.t..e..c.t..e comme «personne reconnue capable de t r a c e r l e p l a n d'un e d i f i c e e t d'en d i r i g e r 1'execution. Personne q u i exerce 1'art de 1'architecture.» V. Expansion de sens c o n c r e t V.A. XVIe s i e c l e D'apres l e RoJb..ex.t (1985), l e mot «s'employa d e j a en 1546—en langage l i t t e r a i r e , f a u t - i l r emarquer—pour de s i g n e r une «personne ou e n t i t y q u i co n g o i t , e l a b o r e ou c o n s t r u i t concretement qqch.». V.B. XVIIe s.: Langage maritime Compte tenu du f a i t que l a c h a r p e n t e r i e e t a i t une p a r t i e e s s e n t i e l l e de l a c o n s t r u c t i o n navale et que l e s m a i t r e s - c h a r p e n t i e r s e t a i e n t p a r f o i s l e s chefs des travaux (c.-a-d., «maitre de l'oeuvre»), i l n'est guere surprenant que l e terme ,.ar.c.]ii.t..e.c.L€i, s u r t o u t .ar.cMt.e..c..t..e......ds Y.ai.s..s...eau.x, a i t commence a s ' a p p l i q u e r a ceux q u i «batissent l e s grande [ s i c ] n a v i r e s (Fjixejfc • , 1690). V.B. Le XXe s i e c l e Quoique l e terme p a r t i c u l i e r , .a.r_c.tik.it..e.c..te. sle. v.aiJs..s..fi..aux n ' a i t pas survecu dans l e s d i c t i o n n a i r e s du XXe s., un terme p a r e i l s'emploie dans l e langage maritime. Ar..c.li.lt.e..c..t.e. aay .al se d i t aujourd'hui d'un «ingenieur de 20 c o n s t r u c t i o n s navales q u i congoit et e t u d i e entierement un batiment, un type de batiments» (Roto., 1985). VI. D'autres emplois a sens c o n c r e t Au XXe s., l e terme jLEcJb.itfi.ci.fi s'emploie dans des l o c u t i o n s ou en combinaison avec d'autres termes pour designer l e s d i v e r s e s c a t e g o r i e s ou des s p e c i a l i s a t i o n s d ' a r c h i t e c t e s . Souvent ces l o c u t i o n s s 1 e m p l o i e n t non pas pour d e s i g n e r un p r o f e s s i o n n e l mais p l u t o t un simple t e c h n i c i e n ou un i n g e n i e u r q u i f a i t un t r a v a i l p a r t i c u l i e r dans l e domaine de l a c o n s t r u c t i o n et de l a mise en d i s p o s i t i o n . VI. A. D i v e r s e s e p i t h e t e s —Architecte. .de. ILKtat* du.....g.Q.uyjex.n.em.e.at.,....d.u ..dfi.p..aEt..e.mfi.ntJ,. de la..._y.ill.e: «Technicien charge de l a c o n s t r u c t i o n , de l ' e n t r e t i e n , de l a r e p a r a t i o n des e d i f i c e s appartenant a l ' e t a t , au departement ou a l a commune» (T.LF) . —Ar.cMt.fi.ci.fi...(..-J^!.ays..a.giJs.tfi: «Ingenieur agronome, ou a g r i c o l e , p a r f o i s a r c h i t e c t e s p e c i a l i s e dans l a conception des j a r d i n s d'agrementw (1.LE) . VI I . E v o l u t i o n et expansions du sens f i g u r e V I L A . Le XVIe s i e c l e : dans l e langage r e l i g i e u x Le .Li.ttX.fi (1878) e s t l e premier d i c t i o n n a i r e a not e r que depuis l e XVIe s., l e terme ..architecte dfi. l..'...UEiv.fi.r.s. s'emploie comme synonyme de «Dieu». C'est l e Robert (1985), cependant, q u i p r e c i s e que cet usage date de 1572 2 2 et que 1'usage f i g u r e «notamment 2 2 Le .Robert ne f o u r n i t pas d ' i n d i c a t i o n s quant aux sources c o n s u l t e e s . 21 [...] dans l a t e r m i n o l o g i e de l a franc-magonnerie». Le .XLE (1974) e s t encore p l u s p r e c i s , d'abord parce q u ' i l note p l u s i e u r s v a r i a t i o n s et p u i s parce q u ' i l f o u r n i t une courte e x p l i c a t i o n de l ' o r i g i n e de c e t usage: L ' A r c h i t e c t e (de l ' u n i v e r s ) , l e grand A r c h i t e c t e (de l ' u n i v e r s ) , 1 ' A r c h i t e c t e du (des) monde(s), des ci e u x ... [ s i g n i f i e ] Dieu, en t a n t que c r e a t e u r de toute chose. L ' a r t i c l e se p o u r s u i t : Le grand A r c h i t e c t e (de l ' u n i v e r s ) . Nom sous l e q u e l l e s loges magonniques designent Dieu. «Les r i t u e l s de l a Magonnerie o r d i n a i r e p a r l e n t d'un Dieu qu'on decore du nom de grand A r c h i t e c t e de l ' u n i v e r s . Dans l a haute-Magonnerie p a l l a d i q u e et l u c i f e r i e n n e , ce grand a r c h i t e c t e e s t Satan ou L u c i f e r . E n f i n , pour l e s p a r f a i t s i n i t i e s , i l e s t un d i e u surbordonne a L u c i f e r , d i e u c r e a t e u r . ...» (M a r g i o t t a , .L.e.....E.all.a.diam.e; apud XLE). Etant donne que l e mouvement de l a franc-magonnerie trouve son o r i g i n e chez l e s magons (comme l ' i n d i q u e son nom, par a i l l e u r s ) , i l n'est pas etonnant qu'un terme d ' a r c h i t e c t u r e emprunte a l ' i t a l i e n s o i t e ntre dans l e langage du mouvement. I l n'est pas etonnant non p l u s que ce t emploi p a r t i c u l i e r ne s o i t pas note dans l e s d i c t i o n n a i r e s : apres t o u t , l ' E g l i s e n'a pas accorde son approbation a ce mouvement s e c r e t avant l a f i n de l a premiere m o i t i e du XXe s i e c l e . I l e s t v r a i , cependant, que l e mouvement magonnique e t a i t t r e s repandu, s u r t o u t parmi l e s a r i s t o c r a t e s , en France. Neanmoins, i l e s t s i g n i f i c a t i f que ce s o i t un d i c t i o n n a i r e du XIXe s., age de l a s e c u l a r i s a t i o n , q u i s o i t l e premier a no t e r o f f i c i e l l e m e n t c e t emploi. 22 VII.B. Emploi l i t t e r a i r e I I e s t probable, t o u t e f o i s , que l ' o r i g i n e de 1 'emploi magonnique du mot ,axc±d£.£.cJLe pour designer «Dieu» remonte a un emploi l i t t e r a i r e , q u i — d ' a p r e s l e .RoJbsxJt—date de 1546; dans ce sens, ..ax.cM.t..e..c..t.e s'employait pour d e s i g n e r toute «personne ou e n t i t e q u i c o n g o i t , e l a b o r e ou c o n s t r u i t concretement qqch.» (Rojb. , 1985). Nous notons que l e mouvement franc-magonique d o i t son o r i g i n e au d e c l i n des c o r p o r a t i o n s magonniques au XVIIe s i e c l e , done a une date p o s t e r i e u r e a 1*usage l i t t e r a i r e . I l y a v a i t une i n f l u e n c e presque sure de 1 'emploi l i t t e r a i r e sur c e l u i de l a c o n f r e r i e magonnique, meme s i c e l l e - c i n'a pas f a i t expres d'emprunter l e terme au langage l i t t e r a i r e . VII.C. D'autres emplois 1. «En p a r l a n t d'animaux», l e mot .axcMxe.cJLe e s t synonyme de «constructeur, batisseur». 2. Une note i n t e r e s s a n t e s'ajoute a l a f i n de 1 ' a r t i c l e dans l e .R.oJiex..t: «Les a r c h i t e c t e s ( qui congoivent) et l e s magons (qui e x 6 c u t e n t ) » . Nous remarquons l a d i s t i n c t i o n e n t r e c e l u i q u i congoi t et c e l u i q u i execute, d i s t i n c t i o n q u i n ' e x i s t a i t pas au XVIe s i e c l e . 23 ARCHITECTURE, s . f . ; 1504 I. Note c u l t u r e l l e : 1 ' a r c h i t e c t u r e comme 1'un des beaux-a r t s Depuis l e to u t debut de l a f o n d a t i o n des Academies en France au XVIIe s. e t , jusqu'a un c e r t a i n p o i n t , a Rome pendant l e s i e c l e precedent, i l e x i s t a i t et i l continue encore aujourd'hui a e x i s t e r un c e r t a i n c o n f l i t d'«ideologie» a c l a s s i f i e r 1 ' a r c h i t e c t u r e parmi l e s beaux-a r t s . C ' e s t - a - d i r e qu'entre l ' e s t h e t i q u e des beaux-arts et l a pragmatique de l ' a r t i s a n a l , i l e x i s t e une l i m i t e assez ne b u l e u s e - - v o i r e f r a g i l e : 1 ' a r c h i t e c t u r e , du f a i t de sa double n a t u r e - - e s t h e t i q u e et p r a t i q u e (ou f o n c t i o n n e l l e ) — s e r t non seulement a mettre en q u e s t i o n l a d i s t i n c t i o n p a r f o i s t r e s s u b t i l e entre l e s deux domaines (c.-a-d., l ' a r t i s t i q u e et l ' a r t i s a n a l ) mais a u s s i a mettre en r e l i e f l a f u t i l i t e de c e t t e d i s t i n c t i o n . Nous voyons dans 1 ' e v o l u t i o n des d e f i n i t i o n s de ce mot - - s u r t o u t l a d e f i n i t i o n du sens p r o p r e — u n e c e r t a i n e h e s i t a t i o n a d e f i n i r t r o p nettement l e domaine auquel 1 ' a r c h i t e c t u r e d o i t a p p a r t e n i r . Meme chez F u r e t i e r e , 1 ' a r c h i t e c t u r e - - c o n s i d e r e e maintenant depuis longtemps comme l'un des t r o i s p i l i e r s des beaux-arts ( l e s deux autres etant b i e n sur l a p e i n t u r e et l a s c u l p t u r e ) - - e s t souvent c l a s s i f i e e comme «... a r t ou ... science)). Les c a t e g o r i e s e t a b l i e s par l e s premiers d i c t i o n n a i r e s t e l s que l e .F.u.r.e..t..i.e..r.e t e n t e n t de f a i r e une d i s t i n c t i o n n e t t e entre l e cote e s t h e t i q u e et l e cote f o n c t i o n n e l : 1 ' a r c h i t e c t u r e c i v i l e comprenant «les P a l a i s ou l e s E g l i s e s , 24 l e s maisons des bourgeois)) (.Enret • )--done se rap p o r t a n t au cote, «artistique»--et 1 ' a r c h i t e c t u r e m i l i t a i r e se rap p o r t a n t au cote s c i e n t i f i q u e - - d o n c e l o i g n e e de 1'esthetique. Cependant, a l ' i n t e r i e u r de l a c a t e g o r i e «artistique», l a d i s t i n c t i o n ne s'est pas encore f a i t e e ntre l e cote e s t h e t i q u e et l e cote f o n c t i o n n n e l — c e c i malgre l e f a i t qu'on emploie l e mot «art», q u i , f a u t - i l l e s i g n a l e r , ne s i g n i f i e pas encore exclusivement, dans l e f r a n g a i s du XVIle s., «creation a une f i n ideale» (Blon d e l c i t e par l e .Robert/ s.v. ..art), c'est pour c e t t e r a i s o n que l e .E.u.re.t.i..e.r..e a pu i n c l u r e «les maisons des bourgeois)) dans l a c a t e g o r i e de 1' (( a r c h i t e c t u r e civile» ou l ' a r t ; de nos j o u r s , peu de monde l e f e r a i t . Lorsque nous l i s o n s l a d e f i n i t i o n moderne du mot ..ar..cM..t..e..C..t.U.re, nous trouvons non seulement que l a d e f i n i t i o n e s t devenue p l u s p r e c i s e ou r e s t r e i n t e mais a u s s i que l e s c a t e g o r i e s sont d i f f e r e n t e s . Par exemple, dans l e .T.L.F,1 on d i s t i n g u e t r o i s domaines: «art, s c i e n c e et technique)); et au moins s i x c a t e g o i r e s de s p e c i a l i s a t i o n s : ( ( c i v i l e , h y d r a u l i q u e , m i l i t a i r e , r e l i g i e u s e , r u r a l e , urbaine» (s.v. I I . Les o r i g i n e s D'apres Hope, Huguet, Bloch et Wartburg, et Dauzat, l e mot ,ar..c.h..i.te..c.tu.r.e f u t a t t e s t e pour l a premiere f o i s en 1510. Par co n t r e , l e .T.LE et l e Robert proposent 1504 comme date de l a premiere a t t e s t a t i o n . Les deux groupes c i t e n t Jean i op. c i t . , v o l . 3, 1974 25 Lemaire de Belges--directement ou indirectement--comme source.2 I I I . Premiers sens et usages: l e XVIe s. Le d i c t i o n n a i r e .RoJb..e.xt (1985) s i g n a l e que l e mot ..ar.cM.t.fi..c..tur.fi s i g n i f i e , en 1596, ( ( d i s p o s i t i o n (d'un e d i f i c e ) ) ) et que l e s e q u i v a l e n t s sont «ordonnance» et ((proportion)). Le .XLF. (1974) s i g n a l e egalement que depuis c e t t e date, ..ax..c.h.i.t..e..c.tur.fi s i g n i f i e a u s s i «mode de construction)). IV. A. E v o l u t i o n du sens c o n c r e t I V . A . l . Le XVIIe s. Le .Fjjrfi..tierfi (1690) donne comme d e f i n i t i o n p r i n c i p a l e «l'art ou l a s c i e n c e des bastiments.» E n s u i t e , l a d i s t i n c t i o n e s t f a i t e entre 1'..ar..C.ll.lt..e..c..t.ur.fi. . c i v i l e e t 1 '..ar.cM.t..e..c..t.ur..e......m.ili.t..air..e. i v . A . l . i . a . «L'.Ar„e.M..t..e..cxu.xe. c.i.yJLl.e, e s t c e l l e q u i s e r t a f a i r e des bastiments p u b l i c s ou p a r t i c u l i e r s , sacrez ou profanes, commes l e s P a l a i s ou l e s E g l i s e s , l e s maisons de bourgeois)) (.£.ur..e.t., 1690). 3 I V . A . l . i . b . «L'Axc.."ai£.e.c;.fc^  c e l l e q u i enseigne a 1 .Q.g.uvx„e.s. d..e .j.e„.an. L..e.m.ai.r.fi........d.e .Beiges., «La couronne Margaritique», t . 4, p. 166: «D'architecture et de p e i n t u r e ensemble ...» A c r o i r e l e s i n d i c a t i o n s du .D..lc..ti.QTiE.air.e .des. .li.t.tex.a.t..ur..e.s. ( t . 2 , p. 1273), Lemaire de Beiges a compose cet oeuvre de 1504 a 1505. Nous avons done s u i v i l a d a t a t i o n du .XLF. et du E.oJb..e.r..t en ce q u i concerne l a date de l a premiere a t t e s t a t i o n du mot. 3 Nous remarquons que l e .Eu.xe..t.lex.e. i n c l u t l e s batiments r e l i g i e u x ou «sacrez» dans l e domaine de 1 ' a r c h i t e c t u r e c i v i l e . L ' i n t e r e s s a n t e s t que, de nos j o u r s , on d i s t i n g u e precisement t r e s souvent entre 1 ' a r c h i t e c t u r e d i t e «civile» et 1 ' a r c h i t e c t u r e d i t e «religieuse» (p. ex., l a t a b l e de matiere des tomes de L. Hautecoeur, .Hi.s..t..Q.ix..e de .l..L.ar..c.h,.lt.e..c..tur..e c.la.s.s.iq.u.e. en Fxance). Nous voyons a i n s i que meme l a d e f i n i t i o n d'un mot r e f l e t e c e r t a i n e s v a l e u r s et e v o l u t i o n s s o c i a l e s . 26 f o r t i f i e r l e s v i l l e s , l e s passages, l e s p o r t s de mer» (.F.ure.£. , 1690). I V . A . l . i i . S i d'une p a r t .architecture designe «l'art de batir» au XVIIe s., d'autre p a r t , a l a meme epoque, i l «se d i t a u s s i de l a maniere de b a s t i r , & des ornements qu'on y emp 1 oye » (.Euxei • , 1690). Le Fjuxetiexe ajoute l a remarque s u i v a n t e : En ce sens on d i t , l e s c i n q ordres d ' A r c h i t e c t u r e , l e Toscan, l e Dorique, l ' l o n i q u e , l e C o r i n t h i e n , l e Compose ou l e Composite. Le Toscan et l e Composite sont des ordres L a t i n s : l e s autres sont Grecs. P h i l e b e r t de Lorme y [ s i c ] a voulu a j o u s t e r l e Frang o i s ; mais i l n'a pas ete s u i v i . IV.A. 1. i i i . «Li..Ar.cM.te..c.tux.e. GQihique, e s t une A r c h i t e c t u r e ancienne & g r o s s i e r e [ s i c ] , s e l o n l a q u e l l e sont b a s t i e s l a p l u s - p a r t de nos E g l i s e s Cathedrales» (.F.u.xe..t• , 1690). IV.A.2. Le XVIIIe s. Les deux d i c t i o n n a i r e s datant du XVIIIe s. (.Rich., 1728; Acad., 1762) n ' e l a r g i s s e n t pas tr o p l a d e f i n i t i o n du d i c t i o n n a i r e de F u r e t i e r e : l a seul e entree n o u v e l l e e s t sur 1 ' «Ax.ch.i .t..e.c..t.ux..e. nayale, L 1 a r t de c o n s t r u i r e l e s vaisseaux» (Acad-, 1762). Le TL.E (1974) note que ce terme a v i e i l l i , de nos j o u r s remplace par l e terme usue l de ((construction navale». Autre que l a d e f i n i t i o n d'..architecture, l e .Richelei f a i t une ebauche de l ' h i s t o i r e de 1 ' a r c h i t e c t u r e depuis l ' a n t i q u i t e jusqu'au XVIIIe s i e c l e . IV.A.2.i. Outre ces usages, l e mot s'emploie a u s s i pour designer «la p a r t i e d'un bastiment, & q u e l q u e f o i s de tout l'ouvrage» (.F..ur..e..t. , 1690). Le meme a r t i c l e f o u r n i t comme 27 exemple: «La f o n t e i n e [ s i c ] de S a i n t Innocent e s t un beau morceau d ' a r c h i t e c t u r e ) ) . D'apres l e .XLF, cependant, c e t emploi date de 1636. I V . A . 2 . i i . Le d i c t i o n n a i r e de 1'Ag..a&.emi..e donne comme d e f i n i t i o n , «L'Art de b a s t i r w . I l ne f a i t q u ' i n d i q u e r que l e mot «signifie a u s s i , La d i s p o s i t i o n & l'ordonnance d'un bastiment)). IV.A.3. Le XIXe s. En 1814, l'Academie, dans l a n o u v e l l e e d i t i o n de son d i c t i o n n a i r e , s i m p l i f i e l a d e f i n i t i o n en soudant l e s deux d e f i n i t i o n s sans l e s e l a r g i r : «L'art de c o n s t r u i r e , d i s p o s e r et orner l e s e d i f i c e s ) ) . B r e f , d'apres l'Academie, l e terme n'a n i evolue n i acquis de n o u v e l l e s a c c e p t i o n s . C e c i d i t , i l f a u t quand meme note r que l'«ecole classique» de 1 ' a r c h i t e c t u r e en France, s u r t o u t au XVIIe s. (et, jusqu'a un c e r t a i n p o i n t , au XVIIIe s . ) , a b i e n d i s t i n g u e entre 1 ' a r c h i t e c t u r e et 1'ornementation d'un e d i f i c e . La c r i t i q u e souvent portee par c e t t e e c o l e contre l e s a r c h i t e c t u r e s gothique, baroque et rococo e t a i t e f f e c t i v e m e n t a propos du melange t o l e r e et meme estime par ces «ecoles». A l o r s , de ce p o i n t de vue, i l e s t i n t e r e s s a n t de noter que l'Academie f r a n g a i s e , q u i partage d ' a i l l e u r s une o r i g i n e commune avec l'Academie d ' a r c h i t e c t u r e , 4 l a q u e l l e f a v o r i s a i t 1'ecole c l a s s i q u e d ' a r c h i t e c t u r e , n'a accepte qu'au XIXe s. 1'ornementation comme p a r t i e de 4 L'Academie d ' a r c h i t e c t u r e , fondee en 1671 par C o l b e r t , f u t unie avec l'Academie de p e i n t u r e et s c u l p t u r e , fondee en 1648 par Mazarin, pendant l a R e s t a u r a t i o n de l a monarchie en 1816 pour d e v e n i r l'Academie des beaux-arts. 28 1 1 a r c h i t e c t u r e dans sa d e f i n i t i o n du mot ..ar..Q.b.i..t..e..c..t.ur.e. Cependant, du p o i n t de vue l i n g u i s t i q u e , l'Academie semble i n d i q u e r q u ' i l n'y a v a i t pas de nouveaux emplois du mot ..ar..c.h.i.t.e..c..t.ur.e au XIXe s. t a n d i s que l a r e a l i t e , s e l o n d'autres d i c t i o n n a i r e s de 1'epoque, e t a i t assez d i f f e r e n t e . IV.A.3.i. Par exemple, l e .L i t t re (1878) i n c l u t une n o u v e l l e entree: «L'Ar..C.ki.t.e..C..t.ur..e. .h.ydxa.uliqu..e, l ' a r t d ' e t a b l i r des machines pour d i r i g e r l e s eaux.» A l o r s , l ' i d e e de 1 ' a r c h i t e c t u r e comme l'un des p i l i e r s des beaux-arts s ' e s t e l o i g n e e d e j a de l a s i t u a t i o n du mot ..ar.C.lu..t.e.C..t.ur_e au XIXe s: i l ne s ' a g i t p l u s t o u t simplement de l ' e s t h e t i q u e d'un e d i f i c e ; en f a i t , i l ne s ' a g i t meme pl u s necessairement d'un e d i f i c e . La deuxieme remarque a f a i r e e s t que meme s i nous ne trouvons pas, dans l e s d i c t i o n n a i r e s c o n s u l t e s , de terme p a r e i l sous ..ar..c.ki.t.e..C..t.e (p. ex., *« a r c h i t e c t e hydraulique»), nous trouvons c l a i r e m e n t que 1' e v o l u t i o n du mot ..ax..c.lii..t..e..c..t.fi, avant l e XXe s., a change jusqu'au p o i n t ou ce mot ne designe p l u s qu'un simple i n g e n i e u r ou un t e c h n i c i e n . 5 Le t r o i s i e m e p o i n t a c o n s t a t e r , c ' e s t 1 ' i n f l u e n c e des fo r c e s «meta-linguistiques», a s a v o i r c e l l e de l a d i t e «revolution industrielle». La t e c h n o l o g i e h y d r a u l i q u e , du moins sa mise en a p p l i c a t i o n , remonte au XIXe s. et a 1'i n v e n t i o n de l a pompe. 6 C e t t e t e c h n o l o g i e a joue un r o l e important a 1'epoque, comme l ' a t t e s t e l e systeme h y d r a u l i q u e , q u i f u t mis en p l a c e a Londres en 1882 5" c f . dans c e t t e etude, ARCHITECTE . VI. 6 c f . .E.n.c.y..g.lo.p..a.e.cli.a B.r.it.an.nic...a, v o l . 9, p. 77 29 (c.-a-d., quatre ans apres l a p a r u t i o n du .Littxe) et q u i continue a s e r v i r l a v i l l e de nos j o u r s . 7 i v . A . 3 . i i . Le ,Limuss.e du XlXe. s„..,. s i g n a l e que 1 V.ax.C.h.i.te..c..t.ux.e e s t d'abord l'«art de c o n s t r u i r e des e d i f i c e s , dans des p r o p o r t i o n s et s e l o n des r e g i e s determinees». P u i s , par ex t e n s i o n , l e mot s i g n i f i e «mode de c o n s t r u i r e , genre, c a r a c t e r e d i s t i n c t i f des ornements d'un edifice». Ax..C.b..t.t.e..C..t.UX.e peut egalement s i g n i f i e r , dans «un sens t o u t a f a i t r e s t r e i n t , Moulures [ s i c ] , ornements» (.L..ax...*. XlXe) . IV.A.4. Le XXe S. Au XXe s., nous trouvons pour l a premiere f o i s une expansion du sens propre du mot ..ax.chi.t.e.c.t.uxe ou, du moins, une d e f i n i t i o n q u i i n c l u t d'autres domaines d'une p a r t et assez technique d'autre p a r t : «Art, s c i e n c e et technique de l a c o n s t r u c t i o n , de l a r e s t a u r a t i o n , de 1'amenagement des e d i f i c e s (.T.L.F) . Le champ semantique s'etend pour l a premiere f o i s au-d e l a de 1'idee de l a c o n s t r u c t i o n pour i n c l u r e c e l l e de l a r e s t a u r a t i o n et c e l l e de 1'amenagement (des e d i f i c e s ) . C e l a r e f l e t e sans doute l e s changements de v a l e u r s dans l a s o c i e t e . Parmi l e s i n f l u e n c e s q u i encouragent ces changements, i l f a u t compter l a d i m i n u t i o n d'espace pour l e s c o n s t r u c t i o n s n o u v e l l e s et l a v a l o r i s a t i o n de presque tous l e s batiments anciens, s u r t o u t en Europe, ou ces batiments 7 i b i d . 30 jouent souvent un r o l e economique en tant que des a t t r a c t i o n s h i s t o r i q u e s et t o u r i s t i q u e s importantes. IV.B. D'autres emplois du mot au sens c o n c r e t I V . B . l . Le L..ax.Q.US..s.e du XlXfi. s...,. e s t l e premier des d i c t i o n n a i r e s c o n s u l t e s a f a i r e mention du «.j..e.u .dla.r..e.h.lte.C„fcur.e, jouet d'enfant q u i cons i s t e en une c o l l e c t i o n de p e t i t s fragments de b o i s ou de ca r t o n , r e p r e s e n t a n t l e s d i f f e r e n t e s p a r t i e s d'un e d i f i c e et pouvant f i g u r e r , par l e u r assemblage, d i v e r s monuments dont l e pl a n , accompagne d ' o r d i n a i r e c e t t e c o l l e c t i o n ) ) . IV.B.2. Dans l e domaine de l a p e i n t u r e ( l ' u n des beaux-a r t s ) , p l u s i e u r s termes se rapportant a 1 ' a r c h i t e c t u r e au sens d'ornementation contiennent l e mot ..ar..c.M..te..c..tur.e. Parmi ces termes nous rel e v o n s l e s deux s u i v a n t s . designent une «peinture d e c o r a t i v e q u i , par l e moyen de l a p e r s p e c t i v e et de l a couleur, s i m i l e 1 ' a r c h i t e c t u r e r e e l l e w (..T.LF) . (En outre, de cet usage se forme ..ar..c.h..i.te..c..t..ur.e P..Q.ly.C.hr..Q.m.e, terme note egalement par l e .I.LF-) Quoique c e t t e technique f u t t r e s connue et meme t r e s u s i t e e , s u r t o u t dans l a technique du «trompe-l'oeil»--technique f a v o r i s e e par l e s s t y l e s baroque e t r o c o c o — n o u s n'avons pas pu t r o u v e r ces termes dans l e s d i c t i o n n a i r e de l'epoque q u i correspond a l a per i o d e ou ces s t y l e s e t a i e n t p r i v i l e g i e s (c.-a-d. approximativement l e s XVIIe et XVIIIe s i e c l e s ) . C e l a v i e n t , sans doute, du f a i t que 1 ' a r c h i t e c t u r e f e i n t e ou simulee, etant l'une des c a r a c t e r i s t i q u e s fortement a s s o c i e e s avec l e decor en t r o m p e - 1 1 o e i l , e s t devenue, par l a s u i t e , i n s e p a r a b l e de ce decor en g e n e r a l — c ' e s t - a - d i r e , par e f f e t de l a metonymie. En e f f e t , on p o u r r a i t d i r e que 1 ' a r c h i t e c t u r e f e i n t e e s t une forme de t r o m p e - 1 1 o e i l . C e c i d i t , i l n'en e s t pas moins v r a i que des exemples (peu frequents) e x i s t e n t ou l e trompe-l ' o e i l n ' i n c l u t pas 1 ' a r c h i t e c t u r e f e i n t e . En ce q u i concerne 1'absence de ces deux termes dans l e s d i c t i o n n a i r e s du XVIIe et XVIIIe s., une autre e x p l i c a t i o n p o s s i b l e e s t que l e but de 1 ' a r c h i t e c t u r e f e i n t e es t l a d i s s o l u t i o n des d e l i m i t a t i o n s entre l e s elements a r c h i t e c t o n i q u e s et l e s elements d'ornementation, ce q u i va a l ' e n c o n t r e des r e g i e s de 1 ' a r c h i t e c t u r e c l a s s i q u e . A l o r s , l e s Academies n'a u r a i e n t jamais accepte n i l a technique n i l e s termes q u i d e c r i v e n t l a technique. i v . B . 2 . i i . De 1'usage d'..ar..c.h.i.t..e..c..t.u.r.e pour de s i g n e r l'«ensemble d'un e d i f i c e et de ses c a r a c t e r e s a r c h i t e c t u r a u x t y p i q u e s , ou b i e n de ses d i f f e r e n t e s p a r t i e s , ou encore de ses elements d'ornementation)) (.T.L.F) sont creees l e s c o n s t r u c t i o n s s u i v a n t e s . i v . B . 2 . i i . a . «.Ee.in.tx..e. dl.ar..c.hi.t.e..c..t.ur.e. syn[onyme] v i e i l l i Le terme .a.xcM.tfi..c..t.ur.i.s...t..e ne se trouve cependant comme entree l e x i c a l e dans aucun des d i c t i o n n a i r e s de n o t r e corpus, ce q u i e s t un peu surprenant, etant donne q u ' i l e s t cense e t r e l e synonyme moderne d'un terme v i e i l l i . Neanmoins, nous avons r e l e v e ce nota dans l e .IL.F: 32 «Lar[ousse] 19e, L i t t r e , Guerin 1892, Nouvfeau] Lar[ousse] I l l [ u s t r e ] et O u i l l e t 1965 mentionnent l e s u b s t [ a n t i f ] r a r e et v i e i l l i , ..ar..c.M.t.e..c.tur.is..te. P e i n t r e s p e c i a l i s e dans l e s s u j e t s d'architecture.» I V . B . 2 . i i . b . ((Decoration, decor d ' a r c h i t e c t u r e . Par o p p o s i t i o n a d e c o r a t i o n de s c u l p t u r e et a d e c o r a t i o n de peinture.» [T.LF] IV. B . 2 . i i i . Par metonymie, dans un sens absolu, on u t i l i s e l.e.s„ .ar..cM..t.e..c..t.ur.e.s pour s i g n i f i e r «les monuments h i s t o r i q u e s , classes)) (.XLF) . V. E v o l u t i o n du sens f i g u r e I l e s t p e u t - e t r e un peu etonnant qu'aucun d i c t i o n n a i r e e ntre 1690 ( l e JEux.et.isx.fi) et 1814 (.l.e........di.c..t.iQ.nn.aix..e. de .l..!.Ac..a.dfi.iriifi) ne fas s e a l l u s i o n a un sens f i g u r e en t r a i t a n t un mot q u i f u t a t t e s t e pour l a premiere f o i s en 1510. Et pourtant, c ' e s t l e cas du mot ..arjC.hi3Lfi.cJLuxfi: de tous l e s d i c t i o n n a i r e s q u i forment notre corpus de depouillement et de c o n s u l t a t i o n , l e premier a not e r un sens f i g u r e e s t l e .L.a.XQ.u.a.s.e......du. XIXe........s...,. (1866 - 1876): «Par compar[aison]. Structure.» En o u t r e , l e .L..aXQjAs..s..fi f o u r n i t c e t t e c i t a t i o n pour appuyer sa d e f i n i t i o n : «"Les os sont, dans 1'ARCHITECTURE du corps humain, ce que sont l e s p i e c e s de b o i s dans un batiment de charpente" (B0SS.)». Cependant, l e .RobfiXt, sans p r e c i s e r davantage, indique que meme avant 1560, chez Du B e l l a y , on trouve l e mot ax..CTilt.fi.c..t.UX..e avec un emploi metaphorique ou f i g u r e pour 33 denoter «principe d ' o r g a n i s a t i o n (d'une oeuvre, d'un organisme, d'un ensemble de f a i t s , etc.)». Cette d e f i n i t i o n du .RoJbfixJt e s t appuyee par une d e f i n i t i o n p a r e i l l e dans l e .T.L.F, l e q u e l i n d i q u e (sans p r e c i s e r l a date de l a premiere a t t e s t a t i o n ) que l e terme ..a.r..Q.a.i.t.e..C..t.ur.e s'emploie «en p a r l a n t de l a c o n f i g u r a t i o n du corps», «au fig[ure]» et en p a r t [ i c u l i e r ] , dans l e domaine des a r t s ( l i t t [ e r a t u r e ] , mus[ique], peint[ure])». V . l . i . Par e x t e n s i o n de c e t emploi, l e mot designe tout «ensemble s t r u c t u r e , o r g a n i s e , [toute] construction)) (.1.LE) . V . l . i i . Nous trouvons egalement l a remarque s u i v a n t e dans l e T.LE: Le terme e s t employe, t a n t sur l e p l a n c o n c r [ e t ] que sur l e p l a n a b s t r [ a i t ] , dans des cas d i v e r s ou i l y a agencement, combinaison de d i f f e r e n t e p a r t i e s pour former un t o u t , un ensemble homogene, or g a n i s e (ou p a r a i s s a n t l ' e t r e ) s e l o n une c e r t a i n e s t r u c t u r e , un c e r t a i n p l a n . V . 2 . La franc-magonnerie Nous retrouvons l a presence e t 1 ' i n f l u e n c e de l a f r a n c -magonnerie ( c f . ce t r a v a i l , sous ARCHITECTE) dans 1 ' e v o l u t i o n de 1'emploi d'un terme a r c h i t e c t u r a l . Nous retrouvons egalement l e s i l e n c e l e x i c o l o g i q u e q u i entoure l e terme employe dans ce domaine, en d e p i t de 1'existence ancienne du mouvement franc-magonnique. Bien que l e mot s o i t note comme terme magonnique dans un d i c t i o n n a i r e s p e c i a l i s e de l a seconde m o i t i e du XIXe s., c ' e s t seulement au XXe s i e c l e que nous l e trouvons dans un d i c t i o n n a i r e g e n e r a l pour l a premiere f o i s . Dans l e langage franc-magonnique, on p a r l e d'un 34 moxaeau.., Lunei p.i.e.c.fi„....d,.!...ar..cMi.e„c.tur..e en p a r i ant d'un «discours» (.IKE); de meme, l e .liYx..e.......d..!....ar..c.hi..t..e..c..t..ur..e f a i t r e f e r e n c e au «"registre q u i c o n t i e n t les proces verbaux d'un loge, [...]" (A. Delveau, D.i.c.t..... .de la.. Aan.g..,u.....Y„ex£.e, 1867, p. 281)» (.T.LE) . 35 ISOLE, a d j . ; 1575 et p a r t . ; 1653 I. Note c u l t u r e l l e : 1 ' a r c h i t e c t u r e et l a s c u l p t u r e du Moyen Age La s c u l p t u r e du Moyen Age, jusqu'au haut Moyen Age, e t a i t l i e e , dans l a p l u p a r t des cas, a 1 ' a r c h i t e c t u r e . On p o u r r a i t f a c i l e m e n t d i r e meme que l a s c u l p t u r e e t a i t subordonnee a 1 ' a r c h i t e c t u r e . Dans des exemples t e l s que l e s c a t h e d r a l e s de Cha r t r e s et d'Angers, l e s formes s c u l p t e e s f o n t p a r t i e de 1 * a r c h i t e c t u r e (p. ex., des portaux) p l u t o t que des groupes d ' a r c h i t e c t u r e independants de t o u t s o u t i e n a r c h i t e c t u r a l ou, comme l e d i r a i e n t c e r t a i n s , l.s.c>.l.e.s.. C'est seulement vers l a f i n de l ' e r e gothique que l e s formes s c u l p t e e s ont commence a se detacher des murs et des autres p a r t i e s de 1 ' a r c h i t e c t u r e . I I . O r i g i n e s Bien que Hope c l a s s e l e mot i.s.Q.l.e parmi ceux q u i ont ete i n t r o d u i t s en f r a n g a i s au XVIIe s., l a p l u p a r t des autres auteurs et des ouvrages c o n s u l t e s p l a c e n t ce mot sur l a l i s t e de mots i n t r o d u i t s au XVIe s i e c l e . Le TJL.F, l e .BuQjbjext a i n s i que Bloch et Wartburg c i t e n t 1575 comme date de l a premiere a t t e s t a t i o n . Hope mentionne a u s s i en e f f e t que Wartburg (dans l e FEW) a r e l e v e un exemple du mot, chez Paradin en 1575, au sens de «faconne a guise d ' i l e w ; 1 l e .TJLF f a i t mention du meme sens et de l a meme source (c.-a-d. P a l a d i n ) . Le f a i t e x t r a o r d i n a i r e a propos de ce mot et de ses de r i v e s c ' e s t que, a c r o i r e l e s ouvrages l e x i c o g r a p h i q u e s , 1 Wartburg, FEW, P- 729 36 ce s e r a i t l a forme p a r t i c i p i a l e ( v i z . , l e p a r t i c i p e passe) q u i f u t i n t r o d u i t e (en 1575) avant l a forme i n f i n i t i v e (en 1653). Neanmoins, c e l a n'empeche pas que l e s premiers d i c t i o n n a i r e s f r a n g a i s ( i c i , notamment l e ZuxeJfc. (1690) et l e .Rich. (1728)) c l a s s e n t l e mot sous l a forme i n f i n i t i v e i&o.l.ex, avec mention que l e mot «est p l u s en usage au participe» (.E.ur..e..t. , 1690) ou que «l'Academie d i t que ce verbe n'est pas en usage: du moins e s t - i l c e r t a i n q u ' i l e s t beaucoup p l u s u s i t e au Participe» (JQiEfiJt., 1727). Nous proposons, d'apres l e s donnees chronologiques, que is.Q.!e a ete i n t r o d u i t en f r a n g a i s au debut non comme p a r t i c i p e pass£ mais p l u t o t comme a d j e c t i f (etant donne q u ' i l n'y a pas de p a r t i c i p e passe sans verbe) et q u ' i l y eut par l a s u i t e une h e s i t a t i o n entre l a forme a d j e c t i v a l e terminant en «-e» et l a forme p a r t i c i p i a l e terminant egalement en «-e», s i b i e n que l e s c o n d i t i o n s e t a i e n t f a v o r a b l e s , au XVII s., a l a c r e a t i o n d'un verbe en «-er», d e r i v e de l ' a d j e c t i f (devenu par l a s u i t e p a r t i c i p e p a s s e ) . I l e s t v r a i que l a p l u p a r t des a d j e c t i f s en «-e» sont d e r i v e s d'un p a r t i c i p e passe, q u i , a son to u r , e s t d e r i v e d'un verbe; autrement d i t , l e p a r t i c i p e passe des verbes en «-er» peut f a c i l e m e n t s e r v i r d ' a d j e c t i f . I l n'en es t pas moins v r a i q u ' i l e x i s t e dans l a langue un groupe d ' a d j e c t i f s en «-e» q u i ne sont pas d e r i v e s de verbes. Au c o n t r a i r e , quelques-uns de ces a d j e c t i f s ont meme donne na i s s a n c e a des formes v e r b a l e s . Parmi ces a d j e c t i f s , nous n'en c i t o n s que t r o i s (dont deux ont une e v o l u t i o n p a r e i l l e a c e l l e de 37 .ifioJLe) : «rose» ( d e r i v e de «rose»; par o p p o s i t i o n au verbe «rosir»), 2 «bleute ( d e r i v e de «bleu»; par o p p o s i t i o n au verbe «bleuir») 3 e t «ethere». S i nous i n s i s t o n s beaucoup sur ce p o i n t , c ' e s t que, d'abord, l e Euretlexe (1690 et 1727), l e Ri.c.he.lg.t, l e ..cliQi.lQ.Jin.a.ixe. de. l i A c a d & n i e et beaucoup d'autres d i c t i o n n a i r e s subsequents c l a s s e n t grammaticalement l e mot .ia..Q.l..e comme «participe passe» p l u t o t que comme «adjectif». Parmi l e s d i c t i o n n a i r e s modernes, l e d i c t i o n n a i r e b i l i n g u e .Ci3.11ms.-R.Qb.er..t (1982) et l e .Lax..Q.uJs.s..e. d.u......XX.e s...... (1931) c l a s s e n t l e mot simplement comme p a r t i c i p e passe du verbe i.£.o.lej:; l e TLE, t o u t en consacrant une s e c t i o n a l ' a d j e c t i f , t r a i t e l a s e c t i o n comme s o u s - d i v i s i o n de 1 ' a r t i c l e sur l e verbe. P u i s , en tra g a n t 1 ' e v o l u t i o n semantique du mot .xsjole, nous nous sommes rendu compte que parmi l e s grands d i c t i o n n a i r e s , au cours des s i e c l e s , i l e x i s t e une c e r t a i n e ambivalence quant a l ' o r i g i n e de ce mot, de s o r t e que souvent aucun a r t i c l e n'est consacre a l ' a d j e c t i f et que l e mot f i g u r e sur l a l i s t e de d e r i v e s du verbe (a l a f i n de 1 ' a r t i c l e sur .is_Q.lex), t a n d i s que l e rapp o r t entre .is..o.le et .l&oJLex e s t l e c o n t r a i r e (c.-a-d. que c e l u i - c i e s t vraiment l e d e r i v e de c e l u i - l a ) . 4 Nous r e - c i t o n s comme exemple un ouvrage a u s s i r e c e n t que l e T.LE. E n f i n , en tr a g a n t 2 .R.t-Roi. : rose (1200), r o s e r (1765) 3 .Et.-R.QJb.: b l e u t e (1858), b l e u t e r (1898) 4 On p o u r r a i t v o i r a i n s i l a r a i s o n pour l a q u e l l e des U n g u i s t e s comme Hope a u r a i e n t c o n s i d e r ^ ,.is..Q.l.e comme emprunt du XVIIe s. ( l e verbe etant «introduit» a c e t t e epoque et sui v a n t 1 ' e v o l u t i o n de l a p l u p a r t des verbes et des p a r t i c i p e s - a d j e c t i f s ) . 38 1 ' e v o l u t i o n du mot is.o.l.e, a cause du classement de ce mot dans l e s d i c t i o n n a i r e s , nous nous sommes apergu t r e s t o t de 1 ' i m p o s s i b i l i t y d'une etude sur 1 ' a d j e c t i f «isole» sans toucher au verbe isclex, etant donne que l a c r e a t i o n du verbe a donne s u i t e a 1'existence r e e l l e d'un p a r t i c i p e passe proprement d i t au XVIIe s. et etant donne l e melange subsequent des deux formes ( a d j e c t i f et p a r t i c i p e p a s s e ) . C e l a j u s t i f i e done n o t r e t r a i t e m e n t , dans l e s s e c t i o n s s u i v a n t e s , d'abord de 1 ' a d j e c t i f et pu i s du verbe, meme s ' i l s ' a g i t en r e a l i t e d'une etude sur 1 ' a d j e c t i f is.oJLe. I I I . Les premiers sens et emplois D'apres Hope, l e mot a dej a acquis une s i g n i f i c a t i o n g e n i r a l e et meme un emploi m£taphorique au XVIIe s. mais l e .Z.ure..t..i.exe n'en f a i t aucune mention. 5 De f a i t , l e .Fjix..e..t.ie.x..e (1690) donne comme d e f i n i t i o n du mot isjaJLex «faire une p i e c e [ s i c ] d ' a r c i t e c t u r e detachee [ s i c ] , & degagee [ s i c ] , e t q u i ne touche p o i n t a une autre». M o r s , s e l o n l e .Euxeiiexe, a l a f i n d XVIIe s. et meme au debut du XVIIIe s . , 6 ce mot a p p a r t i e n t p r i n c i p a l e m e n t s i n o n exclusivement au langage d ' a r c h i t e c t u r e . IV. E v o l u t i o n du sens IV.A. Le XVIIIe s. Au cours du XVIIIe s., l e sens concret du mot I sQle n'a p o i n t evolue t a n d i s que nous a s s i s t o n s a l a p a r u t i o n de p l u s i e u r s emplois au f i g u r e . Comme nous 1'avons s i g n a l e 5 Hope, Lexical Bcxxcwiag. p. 290 6 La meme d e f i n i t i o n se trouve dans 1 ' e d i t i o n 1727 du .Euxe.ti.exe. 39 anterieurement, l e s d i c t i o n n a i r e s de l a premiere m o i t i e du s i e c l e , t o u t en r e c o n n a i s s a n t 1'existence de i ao lex , i n i s t e n t sur l e f a i t que l'Academie ne r e c o n n a i s s a i t pas l a v a l i d i t e de 1'usage de ce verbe. Comme p o i n t d ' i n t e r e t , a ce propos, dans 1 ' e d i t i o n 1695 du dicJLiom^ se trouve c e t t e note sur i s o l e : «participe passe du verbe I s o l e r , q u i n'est p l u s en usage». 7 IV.A.1. I s o l e IV. A. l a . Le .EuxfitifiXfi (17 27) s i g n a l e que l e mot l.s..Q„le «se peut hazarder dans l e f i g u r e , pourvu [ s i c ] qu'on 1'employe comme synonyme, ou avec quelque adoucissement». Cet exemple s u i t a l o r s l a d e f i n i t i o n : «il e s t sans l i a i s o n , i l peut e t r e entoure de c r e a t u r e s [ s i c ] mais i l n'y t i e n t pas; i l e s t detachee de t o u t , & comme i s o l e . LA BR.». Le .Ri.Cllfi.lfi..t, q u i e s t l e premier a c l a s s e r isjalfi comme a d j e c t i f , c i t e une Madame D e s h o u l l i e r e s [ s i c ] q u i a u t i l i s e l e mot en p a r l a n t au f i g u r e d'une chose (par o p p o s i t i o n a une personne): «Ah! que mon coeur n ' e s t - i l de ces coeurs i s o l e z ...» . i v.A.l.b. Le di.c.tJLo.aa.air.fi de. l...!..Ac...ad.emifi, en 1762, note (autre que 1'emploi a r c h i t e c t u r a l et l e commentaire qu'«il [ l e p a r t i c i p e ] e s t p l u s en usage que son verbew) 1'emploi «figure et familier», en p a r l a n t d'«un homme i s o l e , pour d i r e un homme l i b r e , independant, q u i ne t i e n t a r i e n , & a q u i personne ne s'interesse». 7 S l a t k i n e , r e - i m p r e s s i o n de 1968 40 IV.A.2. I s o l e r IV. A. 2. a. Le EigJtie.le.t (17 28) note 1'existence de isoler mais s t r i c t e m e n t comme terme d ' a r c h i t e c t u r e q u i , par a i l l e u r s , n'a pas regu 1'approbation de l'Academie. IV.B. Le XIXe s. Au cours du XIXe s., nous a s s i s t o n s a p l u s i e u r s changements semantiques importants. Au moyen des d e f i n i t i o n s donnees, nous temoignons egalement des changements p o l i t i q u e s , s c i e n t i f i q u e s et technologiques du XIXe s., s i e c l e de l a puissance de l'armee napoleonienne, de 1 ' e x p l o i t a t i o n de l ' e n e r g i e e l e c t r i q u e a i n s i que s i e c l e de l a c r o i s s a n c e de l ' i n t e r e t p o r t e sur l a physique. Tous ces phenomenes ont i n f l u e sur l e mot i.s.o.le et son d e r i v e ..i.s.Q.le.r. I V . B . l . I s o l e I V . B . l . a . i . Le d i c t i o n n a i r e de Landais (1845), r e c o n n a i s s a n t que l e mot isoJLe e s t a d j e c t i f a u s s i b i e n que p a r t i c i p e passe, e s t l'un des premiers a donner une d e f i n i t i o n generale au mot employe a sens c o n c r e t : «qui n'a r i e n q u i l e touche, de quelque cote que ce soit». Le Li..t..t.r.fi, t o u j o u r s tenant compte de 1'emploi propre au domaine de 1 ' a r c h i t e c t u r e , donne egalement une d e f i n i t i o n a sens g e n e r a l . C e l a s i g n a l e a l o r s l a g e n e r a l i s a t i o n de 1'emploi a sens general de ce mot: avant l e XIXe s., malgre 1'emploi repandu du sens f i g u r e , 1'emploi du sens c o n c r e t a appartenu presque exclusivement au domaine de 1' a r c h i t e c t u r e . Le Lit..t.r..e donne comme synonymes, «ecarte» et «solitaire». 41 a . i i . l . Par extension, comme terme de physique, «corps isole» s i g n i f i e «corps que l' o n veut e l e c t r i s e r par communication, et que l' o n p l a c e sur des substances e l e c t r i s a b l e s par c e t t e voie» (.Laad., 1845). a . i i . 2 . En p a r l a n t de 1 ' e l e c t r i c i t e , on d i t egalement is..Q.lje pour d e s i g n e r un o b j e t «qui e s t p l a c e sur des corps non conducteurs, de maniere a garder 1 ' e l e c t r i c i t e communiquee» (Ljjfcjfc., 1878). a . i i i . «Dans 1 ' a d m i n i s t r a t i o n m i l i t a i r e , [on d i t ] homme i s o l e , s o l d a t i s o l e [en p a r l a n t de] c e l u i q u i se trouve n ' a p p a r t e n i r a aucun corps» (.LiJLt., 1878). 8 a . i v . Dans d'autres emplois a sens f i g u r e en p a r l a n t d'une personne, l e mot .lsjQl.fi designe s o i t quelqu'un «qui n'est pas j o i n t a d'autres hommes» (Ll.t..t., 1878) ou quelqu'un «sans r e l a t i o n s de parente ou d'amitie» (.LiJLt.). a.v. Finalement, ..is..Q.lfi s'emploie au sens de «ecarte» ou «solitaire» (.LiJLt., 1878) pour designer une chose. IV.B.2. I s o l e r i v.B.2.a.i. Le .di..c..t.i.Q.a]a.aix.fi. de^.IAcMemifi (1814), tout en f o u r n i s s a n t l e s d e f i n i t i o n s des e d i t i o n s a n t e r i e u r e s , donne pour l a premiere f o i s une d e f i n i t i o n generale pour l e verbe: «faire qu'un corps ne t i e n n e a aucun autrew. a . i i . La premiere r e f e r e n c e a un emploi pronominal du verbe se trouve dans l e .d.i.c..t..io.nn.a.lr.fi. dfi. l..'Ac..adfim.ifi (1814), q u i semble r e s t r e i n d r e c e t emploi a l a d e s i g n a t i o n d'une personne: «0n d i t , S ' i s o l e r , pour d i r e , Se separer de l a 8 Les elements entre c r o c h e t s sont nos propres a j o u t s . 42 societe». Les d i c t i o n n a i r e s Laildais. (1845) et L i t i x e (1878) fo n t mention a u s s i de l a forme pronominale du verbe. a. i i i . Le L i t t x e note un nouveau sens de i s j a l e x : «Oter a quelqu'un ses r e l a t i o n s ) ) , avec l a n o t a t i o n que c e l a «se d i t a u s s i des choses» (1878). a . i v . Le Eob.fixi s i g n a l e que depuis 1824, l e verbe peut s i g n i f i e r egalement «tenir a l ' e c a r t par mesure s a n i t a i r e ou de s e c u r i t e publique». IV.C. l e XXe s. Au XXe s., nous a s s i s t o n s a 1'elargissement du champ semantique des mots is..oJL.e et i s o l e x , de s o r t e que 1' on peut f a c i l e m e n t a p p l i q u e r ces mots a des e t r e s animes ou inanimes et a des s i t u a t i o n s s p a t i a l e s ou t e m p o r e l l e s . C e l a r e f l e t e l a d i v e r s i t e de contextes ou se trouvent ces mots: a r t i s t i q u e s , s c i e n t i f i q u e s et t e c h n o l o g i q u e s — p o u r en nommer quelques-uns--comme l e demontrent l e s d e f i n i t i o n s s u i v a n t e s . I V . C . l . I s o l e I V . C . l . a . En p a r l a n t d ' e t r e s inanimes, on d e e r i t comme is.oJLe t o u t ce q u i e s t «separe des choses de meme nature)) (Rob., 1985). Dans ce contexte, i l y a t r o i s domaines q u i se servent p a r t i c u l i e r e m e n t de ce mot: 1 1 a r c h i t e c t u r e , 1 ' e l e c t r o t e c h n i q u e et l a thermodynamique. 9 IV.C.l.b. En p a r l a n t d ' e t r e s animes, i.sjo.l.e s'emploie pour d e c r i r e c e l u i «qui se trouve, q u i v i t a l ' e c a r t du groupe» (T.LF, 1983), et s u r t o u t par r e f e r e n c e a une personne. 9 v o i r l e T.LF, s.v. isjoJLe ( s o u s - a r t i c l e de i.s..Q.l.ex) 43 Dans ce cas, c ' e s t l e domaine m i l i t a i r e q u i u t i l i s e p a r t i c u l i e r e m e n t i s o l e dans ce sens. IV.C.I.e. Parmi l e s i n t r o d u c t i o n s recentes (c.-a-d., au cours du XXe s . ) , nous notons des usages p a r t i c u l i e r s dans l e s s c i e n c e s , s u r t o u t l a b i o l o g i e : «qui e s t e x t r a i t de 1'organisme» )(p. ex., en p a r l a n t de c e l l u l e s ou d'un o r g a n e ) . 1 0 Ce terme s'emploie p a r e i l l e m e n t dans l a chimie, p. ex., quand on p a r l e d'une substance. i v . c . l . d . Au f i g u r e , l.s.ol.e s'emploie pour d e s i g n e r t o u t «ce qu e s t envisage dans l ' a b s o l u , inde[endamment du contexte» (_TLF) • IV.C.2. I s o l e r En ce q u i concerne l e verbe, l e s emplois r e f l e t e n t ceux de 1 ' a d j e c t i f . Le .I.LF apporte quelques p r e c i s i o n s semantiques dont nous ne tenons pas compte i c i parce q u ' i l s correspondent aux cadres generaux presentes c i - d e s s u s ( I V . C . l . ) . 1 0 c f . T.LF. 44 FACADE, s . f . ; 1565 I. Note c u l t u r e l l e En a r c h i t e c t u r e , .fagade peut correctement designer n'importe q u e l cote d'un e d i f i c e . ... Mais ce mot s'emploie d'une maniere generale pour d e s i g n e r l a face a n t e r i e u r e ou p r i n c i p a l e d'un monument. C'est sur c e l l e - c i que se trouve l a p o r t e p r i n c i p a l e d'entree; c ' e s t sur l a fagade p r i n c i p a l e que 1 ' a r c h i t e c t e d e p l o i e l e luxe de l a d e c o r a t i o n et tout ce q u i peut donner du c a r a c t e r e au batiment, ou du moins c a r a c t e r i s e r sa d e s t i n a t i o n . De l a l e rapprochement f a i t par beaucoup d'auteurs e n t r e l a fagade p r i n c i p a l e d'un e d i f i c e et l e f r o n t humain, rapprochement q u i a f a i t donner l e nom de f r o n t i s p i c e a l a fagade p r i n c i p a l e des e d i f i c e s . Les batiments i s o l e s possedent, outre l a fgade p r i n c i p a l e , une fagade p o s t e r i e u r e d e r r i e r e c e l l e - c i , et des fagades l a t e r a l e s p l a c e e s sur l e s cotes ou sur l e s murs pignons, ou en r e t o u r sur l e batiment p r i n c i p a l . 1 S i l ' o n veut q u a l i f i e r d'un s e u l a d j e c t i f l a p l u p a r t des batiments importants du Moyen-Age, en France et a i l l e u r s en Europe, on employera p e u t - e t r e l e mot «solide». Des deux groupes de s t r u c t u r e s a r c h i t e c t u r a l e s importantes ( e g l i s e s et chateaux), ce sont sans doute l e s chateaux q u i sont l e s mieux q u a l i f i e s de «solides». B a t i s avant t o u t pour l a defense (sans c o n s i d e r a t i o n meme du c o n f o r t , dans beaucoup de c a s ) , ces chateaux sont de nature t r e s f o n c t i o n n e l l e , ne t o l e r a n t guere l a f r i v o l i t e . De toute fagon, i l a u r a i t ete i n u t i l e de decorer l ' e x t e r i e u r d'un c h a t e a u — p u i s q u e l a r a i s o n d ' e t r e d'une fagade e s t p r i n c i p a l e m e n t de nature e s t h e t i q u e , comme l ' i n d i q u e Bosc dans l a c i t a t i o n c i - d e s s u s — s i c e l u i - l a d e v a i t e t r e d e t r u i t dans une b a t a i l l e . C'est seulement l o r s des temps de p a i x , pendant l a Renaissance et 45 dans l e cas de l a c o n s t r u c t i o n des chateaux de p l a i s a n c e que les fagades sont devenues des in v e s t i s s e m e n t s «rentables». I I . Les o r i g i n e s D'apres Hope et l e Robert/ l e mot fagade est a t t e s t e pour l a premiere f o i s en 1567; tous les deux a i n s i que Bloch et Wartburg c i t e n t P h i l i b e r t de l'Orme 2 comme auteur de 1'exemple. D'apres l e T.L.E, cependant, l a premiere a t t e s t a t i o n date de 1565 dans les ..C.Q.mp.t.es. de.js.......Mt.i.mfin.t.s. du .Rojl, l e mot eta n t a t t e s t e sous l a forme «fassade». 3 Le .I.LF et Hope f o n t mention de 1'existence de deux formes, fagede et .f_a__i_ajt_e,4 chez Cotgrave en 1611. Le mot et les formes «primitives» proviennent de 1' i t a l i e n .f agcJL.at..a, ^ u i est d e r i v e de .fa.g_c.ija, l e q u e l , a son to u r , a l e sens de «face». I I I . Le premier sens et les premiers emplois Au debut, fagade s i g n i f i e simplement «la p a r t i e e x t e r i e u r e d'un bastiment)) (Zuxfii., 1690), sans f a i r e l a d i s t i n c t i o n e ntre l e cote a n t e r i e u r , les cotes l a t e r a u x et l e cote p o s t e r i e u r . S i l'usa g e r v o u l a i t s i g n a l e r de quel cote i l s ' a g i s s a i t , i l d e v a i t a j o u t e r une p r e c i s i o n supplementaire, comme nous voyons dans 1'exemple du .Eur.eti.exe (1690): «La fagade du devant du Louvre est un des pl u s beaux morceaux d ' A r c h i t e c t u r e dans l e monde». I I p a r a i t , d ' a i l l e u r s , q u ' i l e x i s t a i t a 1'epoque deux synonymes pour fagade: «On l ' a p p e l l e q u e l q u e f o i s 2 Orthographie Deloxme chez les s p e c i a l i s t e s de langue et de. ILOxme chez les s p e c i a l i s t e s des beaux-arts 3 Hope a u s s i c i t e cette forme mais indi q u e qu'elle remonte a 1567 et est a t t e s t e e chez de l'Orme. 4 Le Robert ne mentionne que «fa.g.ciate» chez Cotgrave. 46 cxdcaaaace, ou c.Q.l.Qmnais.c.a>> (Zuxei •, 1690). * I I I . E v o l u t i o n du sens c o n c r e t I I I . A . Le XVIIIe s. Au XVIIIe s., une s p e c i a l i s a t i o n ou r e s t r i c t i o n semantique a commence a a p p a r a i t r e . En e f f e t , nous y reconnaissons en germe l e sens q u i a l l a i t d e p l a c e r l e sens g e n e r a l , pour a b o u t i r a une e x c l u s i o n presque complete au cours des prochains s i e c l e s . III.A.1. Au debut du XVIIIe s., l e E iche lex (17 28) continue a c l a s s i f i e r l e mot comme «terme d'Architecture)) mais p r e c i s e d e j a que .facade designe p r i n c i p a l e m e n t l a «face de batiment, & l e cote par oil l ' o n y entre». III.A.2. C'est seulement au m i l i e u du s i e c l e que l e ..d.i.cifc.i.Q.aa.ai.x.e de. l...'.Acad.em.ie s i g n a l e pour l a premiere f o i s que l e mot .facade s i g n i f i e «face ou cote d'un grand batiment» et «se d i t p a r t i c u l i e r e m e n t du cote par l e q u e l on ent r e . 5 I I n'est cependant pas tout a f a i t e v i d e n t que, d'une p a r t , l e mot .oxdctJUiaace appartienne s t r i c t e m e n t au v o c a b u l a i r e a r c h i t e c t u r a l de l'epoque e t , d'autre p a r t , que l e mot exprime meme approximativement l a meme idee que .facade. Ordonnance, se d i t ... de l a d i f f e r e n t e d i s p o s i t i o n des p a r t i e s des bastiments, des tableaux, ou des autres ouvrages, q u i c o n s i s t e n t en quelque d e s s e i n ou f i g u r e . [...] Ce t t e fagade de bastiment, c e t t e d i s p o s i t i o n de colomnes [ s i c ] ou colomnaison e s t d'une b e l l e ordonnance. Dans 1'exemple, l e sens de oxdoaaaace semble p l u s proche de l ' i d e e de «la fagon d'ordonner ou de d i s p o s e r p l u s i e u r s elements composants» que de c e l l e de facade ou «partie d'un batiment». Par c o n t r e , i l e s t c l a i r que .c.Q.l.Qmaai.s..Qa p o u v a i t e t r e synonyme de .facade meme s i l e sens du premier terme e t a i t p l u s r e s t r e i n t que c e l u i du second. Temoin ((Colomnaison. Terme d ' a r c h i t e c t u r e . C'est a i n s i que B l o n d e l a p p e l l e l a fagade d'un bastiment orne de colomnes» [ s i c ] (Furet• / 1690). 47 [exemple] La fagade d'une E g l i s e . La fagade d'un Palais» (A.c.ad. , 1762). I I est i n t e r e s s a n t de note r que dans 1 ' e d i t i o n 1695 de son d i c t i o n n a i r e (c.-a-d. c i n q ans seulement apres l a p a r u t i o n du ZuxeJLifiXfi), l'Academie a deja donne comme d e f i n i t i o n de .f..a£.adfi «frontispice d'un grand e d i f i c e [sic]»; cependant, l e mot ii.as.ade a ete t r a i t e comme un des sous-a r t i c l e s de 1'entree p r i n c i p a l e de «face». A l o r s , t a n d i s que l'Academie (en 1695) a t r a i t e l e mot uniquement comme d e r i v e , e l l e a reconnu neanmoins q u ' i l e t a i t d e j a employe dans un contexte r e s t r e i n t — c . - a - d . pour d e s i g n e r l e s grands batiments. I I I . B . Le XIXe s. S i l ' o n s ' a t t e n d a i t a ce que l e mot a i t completement acquis son sens a c t u e l avant l e XIXe s., on s e r a i t t r e s degu: contrairement a de t e l l e s a t t e n t e s , l e mot fagade e s t r e s t e t o u t a u s s i ambivalent qu'au XVIIIe s i e c l e . D'une p a r t , l e mot demeure un terme d ' a r c h i t e c t u r e p o r t a n t l e sens general de «chacun des cotes e x t e r i e u r s d'un edifice» (.Lar„.,_.....XIXe, 1866-1876). D'autre p a r t , l'usage peut e t r e t r e s r e s t r e i n t : i l «se d i t p a r t i c u l i e r e m e n t de l a fagade p r i n c i p a l e , de c e l l e dans l a q u e l l e e s t percee l e pl u s souvent l a p r i n c i p a l e p o r t e d'entree» (.L.ar...„...XIXe, 1866 -1876). I l f a u t n o t e r q u ' i l ne s ' a g i t pas i c i tout simplement d'un r e t a r d q u ' a u r a i t eu un s e u l d i c t i o n n a i r e , comme dans c e r t a i n s cas et a c e r t a i n e s epoques. Au c o n t r a i r e , nous 48 trouvons l a meme ambivalence dans t r o i s d i c t i o n n a i r e s q u i ont paru a t r o i s p e r i o d e s d i f f e r e n t e s du XIXe s i e c l e : c e l u i de l'Academie en 1814, 6 l e L i i t r e en 1878 et l e L.ar„o.us..s.e XIXe entre 1866 et 1876. Malgre ce manque ge n e r a l de n o u v e l l e i n f o r m a t i o n dans l e s d i c t i o n n a i r e s , nous trouvons quand meme dans l a d e f i n i t i o n generale du Li.,t.t.r.e une p e t i t e r e s t r i c t i o n de sens: «Un des cotes d'un batiment, d'un e d i f i c e l o r s q u ' i l se presente ou l o r s q u ' i l decore une p l a c e , une rue» ( L l i t . ) . A l o r s , i l s ' a g i t vraisemblablement du cote q u i donne sur un l i e u p u b l i c , c.-a-d. du cote q u i e s t l e p l u s v i s i b l e ou l e pl u s important, l e q u e l e s t souvent l e cote de 1'entree p r i n c i p a l e . Malgre c e t t e p r e c i s i o n , l e mot continue a s'employer de fagon generale comme en temoigne l e terme .£..as.a.d.e.^ q u i veut d i r e «le mur de pignon ou l e r e t o u r d'un batiment isolew (.Li . i t . ) . III.B.2. Le XXe s. Etant donne l a p r o g r e s s i o n v e r s l a r e s t r i c t i o n semantique, i l e s t peu £tonnant que l e l e x i q u e f r a n g a i s f i n i s s e par acce p t e r l e mot a ce sens r e s t r e i n t ( l e q u e l 6 Nous trouvons souvent que c e t t e e d i t i o n du d.ic..£iQ.!aiiaix.fi .de_...l.lAc..adem. ne f a i t que r e p e t e r l e s a r t i c l e s de 1 ' e d i t i o n de 1762, sans doute par manque v e r i t a b l e d ' e v o l u t i o n semantique, dans l a p l u p a r t des cas, en une pe r i o d e s i cou r t e . Cependant, dans c e r t a i n s autres cas, c e t t e e d i t i o n ne note pas 1' e v o l u t i o n r a p i d e qu'a eu un mot ou un terme, grace aux evenements tumulteux de l a Re v o l u t i o n en 1789. Nous notons i c i t r e s brievement que l' o n peut observer ce phenomene dans l e t r a i t e m e n t du mot ..app.ar.t.e.m..e.n.t a un usage b i e n p a r t i c u l i e r sous l e regime monarchique et d i s c o n t i n u e a u s s i t o t l o r s des evenements bo u l e v e r s a n t s de 1789 ( c f . dans ce t r a v a i l , AEBAR.T.EME.NT) . 49 d e v i e n d r a i t l ' a c c e p t i o n courante et p r i n c i p a l e au XXe s . ) . I I I . B . 2. a. Employe sans determinant, l e mot .facade designe l e «mur e x t e r i e u r d'un batiment ou se trouve 1'entree p r i n c i p a l e , donnant l e p l u s souvent sur l a rue ou l e chemin d'acces» (.Rob. , 1985). Dans l a d e f i n i t i o n p r i n c i p a l e des deux d i c t i o n n a i r e s de ce s i e c l e ( v i z . , du T1_E et du .RoJb.ex..t) / i l s ' a g i t e f f e c t i v e m e n t de c e t t e s e c t i o n d'un batiment ou se trouve 1'entree p r i n c i p a l e . Autrement d i t , l a ou i l e x i s t a i t un flo t t e m e n t ou au moins une h e s i t a t i o n dans l e s d i c t i o n n a i r e s du XIXe s. ( v i z . , «se d i t p a r t i c u l i e r e m e n t de l a fagade p r i n c i p a l e ) ) ) , i l e x i s t e aujourd'hui un emploi absolu: l e mot peut s'employer sans determinant (a s a v o i r , l e s determinants du.......de.Y„.arjJk ou ..aati.r±.e.ux). I l I . B . 2 . b . i . Employe avec un determinant «indiquant l a s i t u a t i o n de l a fagade», l e mot continue a des i g n e r simplement un «mur e x t e r i e u r d'un batiment» (.XLF); a t i t r e d'exemple: «la fagade du cote de l a cour» (.XLF). A ce propos, l e .Rojbext note cependant q u ' i l s ' a g i t d'un emploi v i e i l l i . I I I . B . 2 . b . i i . Par an a l o g i e , dans un t e x t e l i t t e r a i r e , fagade s i g n i f i e «partie v i s i b l e formant un mur» (TLF). IV. Le sens f i g u r e IV.A. Le XIXe s. Au XIXe s., on note pour l a premiere f o i s 1'emploi du mot .fagade au r e g i s t r e f a m i l i e r . Le i.ar.o.uaas donne comme sens du mot dans ce contexte: «cote a n t e r i e u r , devant)). 50 Cependant, d'apres 1'exemple f o u r n i , i l e s t evident q u ' i l ne s ' a g i t p l u s de 1 ' a r c h i t e c t u r e : «Allons, t o u r n e - t o i ; montre-nous t a facade» (Lax... XlXfi) . I l f a u t noter un p o i n t e s s e n t i e l v i s - a - v i s de c e t t e d e f i n i t i o n e t de ce t exemple p a r t i c u l i e r par r a p p o r t a l'em p l o i au sens c o n c r e t . S i , d'une p a r t , l e s d i c t i o n n a i r e s de l'epoque, y compris l e L.ar..Q..us..s...e.......XI.X.e, ont continue a noter deux emplois du sens c o n c r e t ( l ' u n g e n e r a l , designant un cote quelconque d'un batiment, 1'autre l i m i t e au cote a n t e r i e u r ) , i l e s t assez c l a i r , d'autre p a r t , que c ' e t a i t l e sens r e s t r e i n t q u i e t a i t p l u s u s i t e . Nous fondons notre hypothese sur l a simple o b s e r v a t i o n que l' e m p l o i f a m i l i e r a adopte non 1'image evoquee par l e sens ge n e r a l (c.-a-d., un cote quelconque) mais p l u t o t c e l l e evoquee par l e sens p r e c i s (c.-a-d., l e cote devant). (Nous notons en p a r t i c u l i e r l e s emplois r e l e v e s c i - d e s s o u s ) . C e c i i n d i q u e , nous s e m b l e - t - i l , que meme dans l e langage a r c h i t e c t u r a l c ' e t a i t l e sens r e s t r e i n t q u i a domine dans l ' e m p l o i du mot. I V . A . l . «Apparence trompeuse» IV . A . l . a . D'apres l e R.Qjb..ex.t, i l e x i s t e depuis l e m i l i e u du XIXe s. l' e m p l o i de faaade a u sens f i g u r e de «apparence q u i trompe sur l a r e a l i t e , sur l a v r a i e v a l e u r (de qqch., de qqn.)» (Rob.) . Nous croyons que c e t emploi f i g u r e f u t i n s p i r e par l a c o n s t r u c t i o n , t r e s f a v o r i s e e dans l e s s t y l e s baroque (XVIIe s.) et rococo (XVIIIe s . ) , d'un mur a n t e r i e u r t r e s e l a b o r e , v o i r e pompeux, q u i ne s u i t pourtant pas l e s l i g n e s v e r t i c a l e s d'un batiment mais q u i donne 1'impression 51 q u ' i l l e f a i t . Nous c i t o n s a t i t r e d' exemple l a fagade de l a B a s i l i q u e de S t - P i e r r e a Rome. IV.A.l.b. De c e t emploi p r o v i e n t l a l o c u t i o n p r e p o s i t i o n n e l l e de_JE.acad.e pour d i r e «simule [ou] peu sincere)) (JRoJb.). Le .T.LF s i g n a l e que l' o n emploie c e t t e l o c u t i o n «en p a r l a n t d'une chose abstraite» pour d i r e que c e l l e - c i «n'a que l'apparence de l a realite». IV.A.I.e. En p a r l a n t d'une personne «dont l a v a l e u r n'est qu'une apparence trompeuse», on d i t «(tout) une fagade» (.XL.F) . IV.A.2. «Visage» IV. A. 2. a. Le RQJb.e.r..t note egalement que depuis 1872, fagade dans l e s l o c u t i o n s du langage f a m i l i e r s i g n i f i e «visage», comme dans 1'exemple s u i v a n t : «Elle e s t a l l e e se r e f a i r e l a fagade». Le .RoJbext ajoute 1 ' i n d i c a t i o n q u ' i l s ' a g i t i c i d'un j e u de mots sur .face. Ce q u i e s t c e r t a i n , c ' e s t qu'on retourne, pour a i n s i d i r e , au p i n t de depart. F a u t - i l r a p p e l e r que 1'etymon i a c c i a i a ou .fa.cc.ia s i g n i f i e «face» ou «visage» en i t a l i e n ? IV.A.2.b. De c e t emploi e s t provenue, en 1881, 1'expression «detruire l a fagade a qqn.» pour d i r e «le f r a p p e r au visage» (.RoJb.) IV.A.2.C. Nous notons avec l e E c b e x i 1'expression moderne «se f a i r e r a v a l e r l a fagade» pour d i r e «subir une o p e r a t i o n de c h i r u r g i e e s t h e t i q u e au vi s a g e pour se rajeunir». C'est a i n s i que l a langue note l e s triomphes de l a technique de l a c h i r u r g i e . 52 IV.B. Le XXe s. A p a r t l e s emplois au sens f i g u r e d e j a mentionnes c i -dessus, dont l a p l u p a r t e x i s t e dans l e langage courant, l e XXe s. a vu a p p a r a i t r e de nouveaux emplois. I V . B . l . Par exte n s i o n du premier sens c o n c r e t devenu v i e i l l i au XXe s. ( c i - d e s s u s , I I I .B. 2 .b. i . ) , .fa.g..a.d.e peut s'employer pour d e s i g n e r une «region cotiere» (Rojb. ) . Par exemple, on p a r l e de «la fagade a t l a n t i q u e de l a France)) (.Rob.) • IV.B.2. En langage technique, fagade s i g n i f i e , depuis l e m i l i e u du XXe s., «en matiere d'assurance, o p e r a t i o n q u i c o n s i s t e pour une s o c i e t e a g a r a n t i r juridiquement un r i s q u e dont e l l e cede t o u t ou une p a r t i e a une autre s o c i e t e , non mentionnee dans l e c o n t r a t et souvent inconnue de 1 'assure)) (Ro.b.) . DEUXIEME PARTIE R e s t r i c t i o n semantique 54 BALDAQUIN, s.m.; 1540 Au depart, i l y eut une commande, par Urbain V I I I , d'un grand ciborium d e s t i n e a surmonter l e mait r e -a u t e l ; l e Be r n i n c o n s t r u i s i t de 1624 a 1632 un enorme "baldaquin" en bronze ... 1 I. Les o r i g i n e s Provenant du l a t i n medieval baldaldLnus., ce s u b s t a n t i f e s t d e r i v e du nom propre fialdaccQ, «forme toscane du nom de Bagdad, s i e g e de fameuses f a b r i q u e s de soieries» (XLF, 1975), d'ou v i e n t un r i c h e drap de soie» (.XLF, 1975) que d e s i g n a i t l e mot .baldakiaus.. Personne ne con t e s t e n i l ' o r i g i n e l i n g u i s t i q u e ( v i z . , l ' i t a l i e n ) n i l e sens o r i g i n e l du mot ( v i z . , e t o f f e de Bagdad); tous l e s s p e c i a l i s t e s r e c o n n a i s s e n t egalement qu'en ancien f r a n g a i s , i l e x i s t a i t l e s formes baudeguin (Godefroy, Brunot, Hope, Huguet, a i n s i que Bl o c h et Wartburg) et b a l d e M n (Hope, a i n s i que Bloch et Wartburg). E f f e c t i v e m e n t , l e s e u l p o i n t (ou presque l e s e u l p o i n t ) de c o n t e s t a t i o n grave demeure l e ra p p o r t exact entre l e s formes [ s i c ] de 1'ancien f r a n g a i s (baiidaquln et ba ldekin) et l a forme du x v i e s. (Jb.alda.quin). En e f f e t , B l o c h et Wartburg sont de l ' a v i s que l e s formes de 1'ancien f r a n g a i s sont l i e e s t a n d i s que Hope r e j e t t e un t e l l i e n . 2 Hope con t e s t e que l a forme du XVIe 1 L a G.r..aade._...En.c.y.cl.QP.e.di.e, Larousse 1972, v o l . 3, p. 1664, c o l . 3 2 Hope (dans l'ouvrage .L.e.xig.al......B..Q.r.r..Q.w.in.g. p. 159) mentionne dans une note que Bloch et Wartburg t i e n n e n t , sans en f o u r n i r l e s d e t a i l s , que baldaquin e t a i t un i t a l i a n i s m e avec l e sens de «dais» deja en 1352. Cependant, nous n ' a r r i v o n s pas a t r o u v e r un t e l commentaire dans l a 4e e d i t i o n (1964) du .D.i.c..t.i.Qim.ai.r..e. .e.t.ym.o.l.Q..g.i.qu.e. que Hope c i t e (op. c i t . , p. 4) comme l'ouvrage c o n s u l t e . 55 s i e c l e (baldaquin) e s t a l a f o i s phonetiquement et semantiquement d i s t i n c t e ou independante de l a forme de l ' a n c i e n f r a n g a i s baudequin . 3 En outre, p o u r s u i t Hope, l a forme ba ldeMn, a t t e s t e e au XlVe s. chez d'Outremeuse, p r o v i e n t du l a t i n medieval baldakinus. (ou, moins frequemment, baldekinus) . 4 B i e n que l e s s p e c i a l i s t e s c o n tinuent a de b a t t r e ce s u j e t c o n t e n t i e u x, i l s sont au moins unanimes que l a no u v e l l e orthographe kai.dac.hin e s t a t t e s t e e pour l a premiere f o i s chez R a b e l a i s , 5 dans l a comparaison: «Le b r e c h e t 6 comme un baldachin» (Rab., .IV, ch. 31). Nous voyons dans c e t t e comparaison que c ' e s t 1'image d'une s t r u c t u r e s o l i d e e t f o r t e q u i e s t evoquee. A l o r s , i l e s t probable que Ra b e l a i s f a i s a i t a l l u s i o n a une s t r u c t u r e ( a r c h i t e c t u r a l e ) p l u t o t qu'a une e t o f f e . D'apres l e .T.L.F (1975), l a forme baldachin se t r o u v a i t a cote de baldaquin en 1787». 7 Selon Hope, l'emprunt d i r e c t a 1 ' i t a l i e n de l a graphie sh es t un procede normal aux XVIe et XVIIe s i e c l e s . 8 Avant de p o u r s u i v r e en d e t a i l 1'etude l i n g u i s t i q u e sur 1 ' i n t r o d u c t i o n en f r a n g a i s et 1 ' e v o l u t i o n subsequente du mot 3 Hope, op. c i t . , p. 159 4 i b i d . 5 Dans l e Q.u.ar.t.„..Ll.y.r.fi s e l o n Hope (op. c i t . , p. 159) et Huguet (.Diet... du......XVie s...,., s.v. bald.ac.hin) 6 D'apres l e Huguet, brechet veut d i r e «sternum». 7 Nous notons i c i tout simplement que l a forme baldaquin e s t d e j a a t t e s t e e comme t r a n s c r i p t i o n de l a p r o n o n c i a t i o n du mot dans l e s e d i t i o n s de 1694 ( l ' e d i t i o n c o n s u l t e e par Hope) et de 1695 (qui nous e s t d i s p o n i b l e ) du .dict.icnn.aire de .llAc.adem.ie f. ran.c.ais..e. 8 Hope, op. c i t . , p. 159 56 baldaquin et pour mieux s u i v r e l e s deux cotes de 1' argument dans ce domaine, i l v a u d r a i t mieux commencer par l ' h i s t o i r e de l a s t r u c t u r e a r c h i t e c t u r a l e que designe l e mot ba ldaquin . I I . Note c u l t u r e l l e Nous savons, grace aux documents anciens ou aux s t r u c t u r e s o r i g i n e l l e s q u i sont a r r i v e s a s u r v i v r e jusqu'a nos j o u r s , que l e s b a s i l i q u e s anciennes de l a c h r e t i e n t e ont depuis t r e s t o t une s o r t e de d a i s au-dessus du m a i t r e - a u t e l . Pour en f o u r n i r des exemples, nous ne c i t o n s i c i que quelques-unes des p l u s anciennes et venerables de ces e g l i s e s : l a (premiere) B a s i l i q u e S t - P i e r r e a Rome (c. 326 ap. J . - C ) , l a C a t h e d r a l e - B a s i l i q u e de l a Sagesse D i v i n e (Hagia Sophia) a C o n s t a n t i n o p l e (532 ap. J.-C.) et l a B a s i l i q u e du S a i n t Sepulcre (dediee en 336 ap. J . - C ) . La Cathedrale St-Jean-de-Latran, e g l i s e p r i n c i p a l e de toute c h r e t i e n t e , a b r i t e un d a i s q u i remonte au XlVe s. (sans doute l e r e s u l t a t d'une r e s t a u r a t i o n de l'epoque). L ' i n t e r e t de ces exemples, dans l e contexte de c e t t e etude, r e l e v e du f a i t que ces s t r u c t u r e s f o r t anciennes e t a i t nominees .cJLb.ox.ium, terme que conserve t o ujours l e s documents e c c l e s i a s t i q u e s . Nous trouvons cependant qu'a p a r t i r de l a Renaissance (c.-a-d., au XVIe en France) et su r t o u t a p a r t i r du XVIIe s., ce terme commence a ceder p l a c e , dans l e langage de tous l e s j o u r s et dans l e langage a r c h i t e c t u r a l , au terme baldaquin. En e f f e t , a p a r t i r du X l l e s., s e l o n l e .Ee..t.it.......RQ.b.ex.t (1984), .ciboxium devenu ..c.ib..Q.ir.e a v a i t deja commence a 57 designer l e «vase sacre en forme de coupe ou l'o n conserve l e s h o s t i e s consacrees pour l a communion des fideles». I l fa u t a t t e n d r e l e xiXe s. pour que .c.iJb..Q.ri.uni entre t e l quel dans l a langue f r a n g a i s e . C'est baldaquin q u i e st aujourd'hui l e terme ge n e r a l q u i designe l e d a i s au-dessus du m a i t r e - a u t e l . S i l e profane ne f a i t aucune d i s t i n c t i o n e n t r e l e ciborium et l e bald a q u i n , i l semble que ce s o i t l e c o n t r a i r e chez l e s s p e c i a l i s t e s et l e s c o n n a i s s e u r s . Nous l e voyons dans l a c i t a t i o n (que nous avons mise au debut de c e t t e etude) t i r e e de 1'.EncyclopMifi. Lamuase. s i l ' o n f o u i l l e l e s t e x t e s e c c l e s i a s t i q u e s et a r c h i t e c t u r a u x , on t r o u v e r a que .ciborium, dans l a t e r m i n o l o g i e de l ' E g l i s e , designe un monument s o l i d e , supporte par des colonnes e t c o n s t r u i t en b o i s , en metal ou en p i e r r e ; par cont r e , baldaquin designe une c o n s t r u c t i o n l e g e r e , suspendue du p l a f o n d ou attachee au mur et c o n s t r u i t e en b o i s ou en metal, et presque t o u j o u r s ornee d ' e t o f f e s . En outre, dans l e langage e c c l e s i a s t i q u e , baldaquin designe a u s s i un d a i s p o r t a t i f f a i t d ' e t o f f e p r e c i e u s e et soutenu par des p o l e s , l e q u e l e s t p o r t e , comme signe d'honneur au-dessus du S a i n t Sacrement dans l e s p r o c e s s i o n s . 9 Dans l a t e r m i n o l o g i e de 1 ' a r c h i t e c t u r e , l a d i s t i n c t i o n e n tre ..cJJb..or.ium et baldaquin e s t t a n t o t de nature h i s t o r i q u e , t a n t o t de nature s t r u c t u r a l e . 1 ° Le ciborium e s t p l u s ancien 9 .Mew. .C.a.t.h.olig.„..E.n.c.y..gl.QP.aedia, P . 25, s.v. baldachino; a c o n s u l t e r egalement .T.h.e.......E.n.c.y.g.lQP.aed.ia of. .World A r t , p. 296 ^ ^ ^ ^ / . J L ^ i . ^ n l , J ^ T . ^ t , J i X I ^ . ^ ^ ^ t . ^ i t ^ i i ^ ^ i i n . , , J r t i . , ^ i ^ . ^ X } ^ > ^ ^ i . • > • • • ^n-iJ^ff.i^S.•^T.i^rtilr^iit^./ * * 58 que l e b a l d a q u i n et f u t subsequemment remplace par c e t t e s t r u c t u r e - c i . Nous apprenons a u s s i qu'«au c e n t r e du ciborium e t a i t suspendu, au moyen d'une chaine, une colombe en argent ou une to u r en i v o i r e q u i c o n t e n a i t l e s h o s t i e s ) ) . 1 1 I l f a u t mentionner, c a r l e renseignement e s t d'une t r e s haute s i g n i f i c t i o n dans l e contexte de c e t t e etude, que tous l e s d i c t i o n n a i r e s d ' a r c h i t e c t u r e c o n s u l t e s mentionnent que l e recouvrement du b„al..daq.uin e s t , ou e t a i t , d ' e t o f f e p r e c i e u s e . 1 2 Maintenant que nous connaissons l e s grandes l i g n e s des formes et de l ' h i s t o i r e de ce d a i s comme s t r u c t u r e de 1 ' a r c h i t e c t u r e e c c l e s i a s t i q u e , nous pouvons consacrer l e r e s t e de not r e etude a 1 ' e v o l u t i o n semantique du mot. I I I . E v o l u t i o n du sens c o n c r e t III.A. Le XVIIe s. I I I . A . l . I l e s t ev i d e n t , d'apres l a premiere d e f i n i t i o n du Zur.e.£JLe.r_e, que s ' i l e x i s t a i t anterieurement un l i e n semantique entre b„.aM.e.qu.in (ou b a l d e M n) e t b a l d a q u i n , un glissement semantique a v a i t d e j a eu l i e u au XVIIe s i e c l e . Sous 1 *orthographe balda.ch.in, l e mot, s e l o n l e Xur.e..t±exe (1690) s i g n i f i e «dais, ou p o i l e qu'on p o r t e sur l e St. Sacrement, ou sur l a t e s t e du Pape dans l e s grandes ceremonies.» A l o r s , dans c e t t e d e f i n i t i o n , l ' i d e e d'une e t o f f e p r e c i e u s e n'est p l u s , au XVIIe s., d'une premiere importance 1 1 Bosc, op. c i t . , s.v. .ciboxium 1 2 JEncy... Q.f......M.Q.r.ld A r t , i b i d . ; M.ew.......ff.a.th..., E.acy...,., i b i d . ; Bosc, i b i d . 59 dans 1'emploi du mot. Nous pouvons egalement deduire avec p l u s ou moins d'assurance, d'apres l ' o r d r e et l a composition de cet a r t i c l e l e x i c o g r a p h i q u e , que 1'emploi du mot e t a i t d e ja p r i n c i p a l e m e n t — s i n o n e x c l u s i v e m e n t — l i m i t e au langage e c c l e s i a s t i q u e et au domaine de 1'ameublement ( e c c l e s i a s t i q u e ) . C e l a n ' a u r a i t pas ete l e cas s i , a c e t t e epoque, l e mot a v a i t retenu comme sens p r i n c i p a l (et sens general) c e l u i de «riche e t o f f e de Bagdad» q u ' a v a i t possede .b..a.ude.q.u.in et Jb..aldeMn. I l e s t neanmoins t o u t a u s s i e v i d e n t que l ' i d e e fondamentale d ' e t o f f e p r e c i e u s e n ' a v a i t jamais ete o u b l i e e n i e c a r t e e , parce que l a s u i t e de 1'entree l e x i c o g r a p h i q u e i n c l u t l e s commentaires s u i v a n t s : B o r e l temoigne [ s i c ] que B.aldfi£Ulnum e s t un vieux mot F r a n c o i s , q u i s i g n i f i o i t l a pl u s r i c h e des e s t o f f e s q u i e t a i t t i s s u e de f i l d'or, & dont l a trame e t a i t de soye recammee de b r o d e r i e . On t i e n t q u ' i l a ete a i n s i nomine, a cause q u ' i l v e n o i t de Baldac, ou de Babylone en Perse. --On l ' a appele [ s i c ] a u s s i en vieu x F r a n c o i s , C e t t e e x p l i c a t i o n du Zure t i ere semble appuyer notre hypothese que M l d a g n i n n ' a p p a r t i e n t p l u s , au XVIIe s i e c l e , au langage de l a manufacture de t i s s u s ; e f f e c t i v e m e n t , 1'emploi de 1 ' i m p a r f a i t indique c l a i r e m e n t l a desuetude de 1'emploi du mot b.aldaquin pour p a r l e r de 1 ' e t o f f e . III.A.2. Emploi a r c h i t e c t u r a l La deuxieme d e f i n i t i o n du .FjixeMexe ( 1 6 9 ° ) s o u s 1'entree baldachin e s t c e l l e q u i nous i n t e r e s s e parce q u ' e l l e t r a i t e 1'emploi a r c h i t e c t u r a l du mot au XVIIe s i e c l e . 60 On a p p e l l e a u s s i Baldachin, un ouvrage d ' a r c h i t e c t u r e qu'on e s l e v e en forme de d a i s ou de couronne sur p l u s i e u r s colonnes pour s e r v i r de couverture a un a u t e l . Le Mld.ft.c.hjLn du V a l de Grace [ s i c ] e s t superbe & magnifique. Ce mot es t i t a l i e n , & v i e n t de M l d a c h i n c . (Zur..e..t., 1690) Qu e l l e que s o i t l a date de 1' entree du mot baldaquin comme terme d ' a r c h i t e c t u r e proprement d i t , c ' e s t sans doute au XVIIe s. que l e mot a connu son essor e t a remplace presque d e f i n i t i v e m e n t l'ancienne d e s i g n a t i o n cib.QX.imn ou ..cifeclxe, l e q u e l , s e l o n l e Fjux.a.fc.iex.e (1690), «chez l e s anciens E s c r i v a i n s ... se d i s o i t de toute s o r t e de c o n s t r u c t i o n f a i t e en voute portee sur quatre p i l i e r s ; & chez l e s Auteurs E c c l e s i a s t i q u e s [ s i c ] , de ces p e t i t s d a i s ou v o i l e s e l e v e s & suspendus sur l e mai s t r e a u t e l . On en v o i t encore en quelques E g l i s e s a P a r i s , ou on l e s nomme a i n s i ...» Apres l a f i n du XVIIe s., l e mot .cibQXlum (ou sa forme f r a n g a i s e cib.Qix.e) n'est p l u s connu—du moins dans l e langage q u o t i d i e n — d a n s c e t t e a c c e p t i o n . Le .Richeljei (1728) note d e j a un s e u l sens pour l e mot c i b o i r e: «Du L a t i n ciborium. Vase ou l ' o n met l e s h o s t i e s . [...] On l e g a r d a i t a u t r e f o i s dans une colombe d'argent suspendue [ s i c ] dans l e s b a t i s t e r e s [ s i c ] 1 3 , & sur l e s tombeaux des M a r t i r s , 1 3 Nous mettons en q u e s t i o n d'abord l ' e m p l o i du mot «batistere» dans ce contexte: l e meme d i c t i o n n a i r e (Rich., 1728) donne comme d e f i n i t i o n du s u b s t a n t i f «batistere» «Certificat par Lequel i l p a r o i t qu'on a ete b a t i s e en q u e l l e annee, & q u e l l e s sont l e s personnes q u i nous ont tenus sur l e s fonts». I l se peut q u ' i l y a i t une lacune dans l a d e f i n i t i o n du mot dans 1 ' e d i t i o n ; l e f r a n g a i s moderne emploie l e mot «baptistere» au sens d ' ( ( e d i f i c e annexe a une c a t h e d r a l e pour y a d m i n i s t r e r l e bapteme» ou, par e x t e n s i o n , «la c h a p e l l e des f o n t s baptismaux» (.Rfc.-R.Q]Q•, 61 ou sur l e s a u t e l s , comme l e P. M a b i l l o n l ' a remarque dans sa L i t u r g i e de l ' E g l i s e Gallicane.» I l f a l l a i t a ttendre l e XIXe s. (1850 d'apres l e .££.-Rob. (1984)) pour que l a forme savante ..cJLb.QXl.u.m s o i t i n t r o d u i t e en f r a n g a i s ; pendant l e s s i e c l e s q u i se sont ecoules, c ' e t a i t baldaquin q u i e t a i t devenu l e terme general pour d e s i g n e r c e t t e s t r u c t u r e . Rappelons que l e XVIIe s. f u t 1 1 ere du baroque, s t y l e a r t i s t i q u e et s u r t o u t a r c h i t e c t u r a l q u i eut son debut a Rome entre l a f i n du XVIe s. e t l e debut du XVIIe s i e c l e . Le baroque f u t avant tout l e s t y l e o f f i c i e l de l ' E g l i s e (ou, pl u s precisement, de l a papaute); apres l e m i l i e u du XVIIe s. (avec l e deplacement des pouv o i r s a r t i s t i q u e et p o l i t i q u e de Rome en Fran c e ) , ce s t y l e d e v i n t l e s t y l e o f f i c i e l de l a monarchie f r a n g a i s e (a s a v o i r , du regne de Louis XIV), comme en temoigne l e p a l a i s de V e r s a i l l e s . Parmi l e s p l u s importantes des oeuvres du baroque (sinon l e v e r i t a b l e chef d'oeuvre du s t y l e ) f i g u r e l e ba l d a q u i n de l ' a c t u e l l e B a s i l i q u e S t - P i e r r e a Rome, congu et r e a l i s e par l e Be r n i n . Ce monument f u t (et r e s t e de nos jo u r s ) d'une t e l l e importance que non seulement dans l e s pays c a t h o l i q u e s mais p a r t o u t en Europe, on a vu s ' e r i g e r des baldaquins q u i a v a i t comme modele l e ba l d a q u i n de S t - P i e r r e ( l e q u e l a ete termine en 1632): a Londres, dans l a Cathedrale St-Paul (1675-1702) et a P a r i s , dans l ' E g l i s e Val-de-Grace (1645-1665). 1 4 Que 1984). Quand meme, i l nous semble un peu b i z a r r e , du p o i n t de vue l i t u r g i q u e , qu'on a i t conserve l e c i b o i r e contenant l e s h o s t i e s dans un b a p t i s t e r e . 1 4 L ' e d i t i o n 1728 du Ricjb,e.le..t mentionne, a t i t r e d'exemple, «Le Baldaquin du V a l de Grace». 62 l e s t y l e baroque, l e monument l e p l u s important de l'epoque et 1 ' a r c h i t e c t e l e p l u s renomme de toute 1'Europe s o i e n t tous d ' o r i g i n e i t a l i e n n e a joue sans doute un r o l e c o n s i d e r a b l e dans l a «victoire» du mot ba ldaauin , mot d ' o r i g i n e i t a l i e n n e , sur .cJLboxium ou .c„ibQ„ix.e. Quant au ba l d a q u i n comme s t r u c t u r e a r c h i t e c t u r a l e , i l n'est pas inconcevable q u ' i l y eut, a une c e r t a i n e epoque, un croisement entre l ' i d e e d'un d a i s s o l i d e et permanent ( l e ciborium) et c e l l e d'un d a i s l e g e r et p o r t a t i f . I l f a u t b i e n remarquer que l e ciborium, comme s t r u c t u r e c h r e t i e n n e , e t a i t un monument t r e s ancien, connu au moins depuis l a f i n de 1'empire romain avec 1'approbation o f f i c i e l l e de l a f o i ch r e t i e n n e et remontant a une date encore p l u s ancienne, p e u t - e t r e a une s t r u c t u r e c o n s t r u i t e au-dessus des tombeaux de c e r t a i n s m a r t y r s . 1 5 Q u e l l e que s o i t l ' o r i g i n e r e e l l e du ciborium, i l e s t c e r t a i n , d'apres l e L.axo..usJs.e.„...XIXe, que l e bal d a q u i n e s t d'une o r i g i n e t a r d i v e : «il en e s t f a i t mention pour l a premiere f o i s dans l ' h i s t o i r e d'Innocent i l l , e l u en 1198» (.L.ar...,..„..XI.Xe, s.v. baldaquin). c ' e s t l a prochaine remarque dans 1 ' a r t i c l e q u i donne appui a notre hypothese (a propos du croisement des co n c e p t s ) : «Quand l e s baldaquins ne sont pas en b o i s ou en metal, l e s e t o f f e s dont i l s sont formes doivent e t r e de l a coul e u r que demande 1'off i c e du jour» (Lax... XI.X.e) . I I n'est pas d i f f i c i l e d'imaginer que l e d a i s a u t r e f o i s p o r t a t i f (et q u i s e r v a i t dans l e s p r o c e s s i o n s ) s o i t devenu par l a s u i t e une s t r u c t u r e 1 5 c f . .L.ax.,.......XIX.e, s.v. ..Giborium, sous 1'entree encyclopedique t r a v a i l l e e et permanente e r i g e e au-dessus du m a i t r e - a u t e l . ( F a u t - i l r a p p e l e r que l e ba l d a q u i n e s t c o n s t r u i t en b o i s ou en m e t a l — d e u x materiaux p o r t a t i f s — t a n d i s que l e ciborium peut e t r e egalement c o n s t r u i t en p i e r r e — u n m a t e r i e l q u i ne se p r e t e guere a l a f a b r i c a t i o n d'objets p o r t a t i f s ? ) 1 6 Nous croyons a u s s i que l ' o n peut v o i r l e r e s t e des «etoffes dont i l s [ l e s b a l d a q u i n s ] sont formes» sous forme des «oriflammes» du monument du B e r n i n . Au f u r et a mesure que l e b a l d a q u i n devenait de p l u s en p l u s s o l i d e et immense, i l commengait sans doute a prendre l e s dimensions du ciborium des b a s i l i q u e s anciennes. I I I . B . Le XVIIIe s. Dans l e s d i c t i o n n a i r e s du XVIIIe s. a p p a r a i t l a premiere r e f e r e n c e a des emplois du terme bJLlda.qu.ln hors du contexte a r c h i t e c t u r a l proprement d i t pour e n t r e r dans l e v o c a b u l a i r e d'ameublement: «On d i t a u s s i , Le ba l d a q u i n d'un c a t a f a l q u e , & un l i t a baldaquin)) (A.c„.ad. , 1762). Notons q u ' i l s ' a g i t , dans l e cas d'un l i t , d'une c o n s t r u c t i o n en b o i s g a r n i e d ' e t o f f e . Cependant, l ' h i s t o i r e du l i t a ba l d a q u i n , d'apres 1 ' a r t i c l e encyclopedique du .L.arojuLas.e......xiXe, remonte a une epoque a n t e r i e u r e au XVIe s i e c l e . Le b a l d a q u i n de l i t . . . e t a i t p r i m i t i v e m e n t retenu aux poutres du p l a f o n d par des cordes. Au XVIe s., i l se detache du p l a f o n d , n'est p l u s suspendu, mais soutenu par l e s quatre colonnes du l i t [...]. Au debut du XVIIe s i e c l e , i l se charge de d r a p e r i e s et de 1 6 c f . .L.ax..,........xx.e, s.v. .ciboxium, sous 1'entree encyclopedique: «Surplombant l e Saint-Sacrement, i l s ' e t a b l i t b i e n t o t a demeure sur l ' a u t e l , et d e v i e n t un ouvrage d ' a r c h i t e c t u r e ...» 64 b r o d e r i e s , sous l e s q u e l l e s d i s p a r a i s s e n t l e s b o i s [...]. Le XVIIIe s i e c l e donne au b a l d a q u i n des dimensions p l u s r e s t r e i n t e s et une forme c i r c u l a i r e ou contournee [...]. (l.ar„..,......XIX.fi) Ce q u i nous i n t e r e s s e dans c e t a r t i c l e , c ' e s t l e p a r a l l e l e e ntre l a s t r u c t u r e a r c h i t e c t u a l e et l a s t r u c t u r e d'ameublement ou encore entre 1 ' e v o l u t i o n des deux s t r u c t u r e s (a s a v o i r , c o n s t r u c t i o n simple, l e g e r e et suspendue devenue e n f i n , au XVIIIe s i e c l e , une s t r u c t u r e ornee et supportee par des c o l o n n e s ) . D'une p l u s haute importance s e r a i t l e nom qu'on donnait a l a s t r u c t u r e du baldaquin de lit» avant l e XVIe s. (en France), s e l o n l e s renseignements que nous avons pu r e c u e i l l i r sur ce s u j e t , i l semble que l e s termes «dais» ou meme «ciel» e t a i e n t l e s p l u s courants; i l s r e s t e n t d ' a i l l e u r s comme termes generiques en f r a n g a i s moderne pour d e c r i r e l a s t r u c t u r e q u i surplombe un l i t . I I I . C. Le XIXe s. et l e XXe s. Au cours des deux d e r n i e r s s i e c l e s , c.-a-d. aux XIXe et XXe s., l e s s e u l s emplois du terme baldaquin au sens concret r e s t e n t dans l e s domaines de 1 ' a r c h i t e c t u r e et de 1'ameublement. IV. Expansion du sens c o n c r e t Malgre l a longue h i s t o i r e du mot b a l d a q u i n dans l e l e x i q u e f r a n g a i s , i l n'a jamais acquis un v e r i t a b l e emploi au f i g u r e . En e f f e t , ce n'est qu'au XIXe s., dans l e L.ar..Q.us.ae.......xi.Xe, que se trouve l a premiere i n d i c a t i o n l e x i c o g r a p h i q u e d'un «emploi analogique»: «Objet a f f e c t a n t ou r a p p e l a n t l a forme d'un baldaquin». 65 C e l l e - c i e s t v e r i t a b l e m e n t l a d e r n i e r e entree n o u v e l l e sur 1'emploi de ce mot que nous ayons trouvee. Le TL.E (1975) ajoute seulement sous 1'entree du mot comme terme d ' a r c h i t e c t u r e l a note que b a l d a q u i n se trouve egalement dans un emploi metaph[orique]». I l e s t i n t e r e s s a n t de not e r que l a date de p a r u t i o n du Lar..Q.u^ .s..e.....Xl.Xe e s t 1867, c.-a-d. presqu'a l a f i n du Second Empire (1852 - 1870). Ce «menu detail)) nous p a r a i t quand meme d'importance en ce q u i concerne notre etude parce q u ' i l nous semble que l e ba l d a q u i n (et to u t d a i s ) f u t t o u j o u r s (et l e demeure, par a i l l e u r s ) «symbole de l a s o u v e r a i n e t e w 1 7 et l i e a i n s i a un personnage monarchique (Augustus, pape, eveque, r o i ou empereur). Ce f a i t a p e u t - e t r e joue un r o l e non sans importance dans l a p o p u l a r i t y de c e t t e s t r u c t u r e et dans l a surv i v a n c e du mot q u i l a designe. E n f i n , nous notons simplement l e v e r i t a b l e d e c l i n de 1'emploi du bal d a q u i n comme s t r u c t u r e d'ameublement et d ' a r c h i t e c t u r e e t , par consequent, l e d e c l i n de 1'emploi du mot au cours du d e r n i e r s i e c l e . 1 8 1 ' Havard, .D.i.cJLi.&^ ^ s.v. d a i s 1 8 Quoique l e ba l d a q u i n s u r v i v e encore, dans un c e r t a i n nombre de cas ( s u r t o u t dans l e s c a t h e d r a l e s ou e g l i s e s anciennes), comme s t r u c t u r e e c c l e s i a s t i q u e , au-dessus de 1'autel ou du trone d'eveque, i l e x i s t e une tendance, s u r t o u t depuis l e second c o n c i l e oecumenique du V a t i c a n , vers l a s i m p l i c i t y e t , consequemment, une d i s t a n c e de toute a s s o c i a t i o n de 1'eveque avec 1'image monarchique. Par consequent, 1'absence du ba l d a q u i n e s t devenue t r e s commune dans l e s c a t h e d r a l e s c o n s t r u i t e s depuis l e s annees soixante et meme dans l e s e g l i s e s , l e bald a q u i n , comme s t r u c t u r e surplombant l e s a u t e l s , ne se v o i t presque p l u s . 66 APPARTEMENT, s.m.; 1559 I. Note c u l t u r e l l e Les peuples anciens, a i n s i que l ' a t t e s t e n t l e s nombreuses maisons decouvertes a Pompei, r e c o n n a i s s e n t , comme nous, d i v e r s ordres d ' h a b i t a t i o n s , mais ce q u i l e s d i s t i n g u a i t toutes ou presque t o u t e s , c 1 e t a i t une d i v i s i o n assez constante en appartement p u b l i c et p r i v e ... Au moyen age, l e genre de v i e e s t beaucoup p l u s simple et p l u s r e t i r e que chez l e s peuples de l ' a n t i q u i t e et des temps modernes; a u s s i a c e t t e epoque l a maison n ' a v a i t qu'un p e t i t nombre de chambres, parmi l e s q u e l l e s l a s a l l e e t a i t l a p i e c e p r i n c i p a l e , c e l l e dans l a q u e l l e se p a s s a i t 1'existence t o u t e n t i e r e . 1 I I . O r i g i n e s Hope, l e TL.F et l e Ro.b.ex..t sont unanimes a a f f i r m e r que l a premiere a t t e s t a t i o n du mot remonte a 1559, chez Joachim du B e l l a y . Le Huguet donne comme sens du mot au XVIe s. «region», et f o u r n i t comme exemple appuyant l a c i t a t i o n s u i v a n t e , t i r e e d'un ouvrage d'Amyot: «a quelque r e v o l u t i o n de temps l e rond du S o l e i l v i e n t a donner en quelque appartement de l a t e r r e q u i n'est pas h a b i t e e [sic]». I I I . E v o l u t i o n du sens c o n c r e t III.A. Le XVIIe s. Au XVIIe s., s e l o n l e Zux.eXl.ex.fi (1690), l e mot, e c r i t «apartement», s i g n i f i e «portion d'un grand l o g i s ou une personne loge ou peut l o g e r separement [ s i c ] d'avec une autre». Appuye par une e p i t h e t e , l e mot peut designer s o i t l e type d'appartement s o i t l a s i t u a t i o n de 1'appartement dans ..ap.p.ax..t.eme.a.t 67 l e batiment ou l a maison; ces syntagmes r e f l e t e n t c l a i r e m e n t l e code r i g i d e de 1 ' e t i q u e t t e de 1'epoque, comme l e demontrent l e s d e f i n i t i o n s s u i v a n t e s t i r e e s du Zur.e..t..i.e.r..e (1690) . III.A.1. «Un .aparJk.em.e.n..t Royal e s t compose de chambre, antichambre, c a b i n e t & g a l e r i e . w i n . A . 2 . «Le b e l ..ap..ar..t.eme.n.t, l e premier ap..ar.£..e.me.ri.t, e s t c e l u y du premier estage, & q u i e s t d ' o r d i n a i r e c e l u y de Madame.» III.A. 3. «L'.ap_ar..t.eme.nt bas e s t c e l u y de Monsieur.» I I I . B . Le XVIIIe s. et l e XIXe s. I I I . B . l . Le sens concret du mot n'a evolue que t r e s peu pendant l e s deux s i e c l e s s u i v a n t s . Le R i c h e l e t (1728), par exemple, n'ajoute guere de renseignement a l a d e f i n i t i o n du La s e u l e a d d i t i o n dans l e R i c h e l e t e s t une note q u i s i g n a l e que l'«on d i s t i n g u e l e s apartements [ s i c ] par des noms d i f e r e n s [ s i c ] . Ap..ax.t.e.ro.e.ri.t. de. parade, c e l u i q u i e s t l e pl u s orne. Ap..ar..t..e.m.e.n.t.......d.e. .commodite, c'e s t c e l u i ou l'o n h a b i t e l e p l u s . Ap.ar..t..e.m..e.n.t. d.'...E..t..e. ou d..!...H.iY.e.r. Ap..ar..t..e.m.e.n.t. de .P.le.i.n......p.i.ed [ s i c ] , c ' e s t c e l u i dont l e planc h e r e s t de niveau, & ou l'o n va d'une chambre a une autre, sans monter ou descendre». Apres l e m i l i e u du XVIIIe s., l e s d i c t i o n n a i r e s , commencent a adopter l a graphie avec -pp- q u i e s t encore u t i l i s e e de nos j o u r s . 2 Parmi l e s d i c t i o n n a i r e s de notre 2 Nous notons avec l e p r o f e s s e u r Hamlin qu'on ne prononce pas l e s consonnes geminees en f r a n g a i s . A l o r s , i l 68 corpus, 1 ' e d i t i o n 1762 du .di..c..ti.OB.n.air.e.......de. l.!.Ac.ad.e.mle e t a i t l e premier (par ordre chronologique) a adopter l a n o u v e l l e graphie. 111. B . 2. a. L e d i c t i o r i i i a i x e .....de. l'Academie (1762) s i g n a l e egalement que l e terme „ap.p.ar.t..e.m.en.t «se prend a u s s i q u e l q u e f o i s pour Etage». A ce propos, l e .Llt.fc.xe (1845), moins d'un s i e c l e p l u s t a r d , ajoute l a remarque s u i v a n t e : «Locut[ion] v i c i e u s e : I l loge au second appartement; d i t e s au second etage. Ne d i t e s pas non p l u s appartement pour une simple chambre». I I I . B . 2 . b . I I e s t i n t e r e s s a n t de noter que l e T.L.F (1973) s i g n a l e que l e mot ..appaxiemeni, dans l e langage p o p u l a i r e (c.-a-d., comme ((popular isme») et s u r t o u t au Canada, s i g n i f i e «etage». Comparons done l e s d i v e r s emplois canadiens du mot .appartement • l l l . B . 2 . b . i . Le M l . i s . l e 3 et l e ..Gl.o..s.s.air.e4 notent tous l e s deux que ..ap.p..ax..t..e.m..e.nt s'emploie comme synonyme de «chambre» et de «piece». l l l . B . 2 . b . i i . Le .G.l.Q.s..s...aix.e note en outre que l e s u b s t a n t i f se trouve employe a l a f o i s au masculin et au feminin; i l f o u r n i t comme appui 1'exemple s u i v a n t . «L'appartement a coucher e s t grande [;S.ig] = l a chambre a coucher e s t grande». I I I . B . 3 . D'apres l e .L.ax..Q.u.s.s.e. XIXe, l e s l o c u t i o n s gxaads, s e m b l e r a i t s ' a g i r , dans l ' a d o p t a t i o n de -pp- du mot f r a n g a i s ..app„axiement, d 'un rapprochement voulu avec l a graphie i t a l i e n n e . 3 Louis-Alexandre B e l i s l e , L.e. D.ictl.Q.nn.aixe general , A t e l i e r s B e l i s l e e d i t e u r s , Quebec, Canada 1957 p a r l e r f r a n g a i s au Canada, Les Presses de l ' U n i v e r s i t e de l ' U n i v e r s i t e L a v a l , Quebec, Canada 1930; reimprime en 1968 69 petlts app.ax£.em.ejxt.s. designent c e r t a i n e s s e c t i o n s d'une demeure p r i n c i e r e : «Petits appartements, Nom donne dans l e s maisons p r i n c i e r e s a l a p a r t i e q u i s e r t de demeure habituelle.» «Grands appartements, P a r t i e s du p a l a i s d e s t i n e e s aux re c e p t i o n s s o l e n n e l l e s . — O n d i t p l u s ordinairement appartements de parade.» III.B.3.a. Notons l a remarque su i v a n t e sur un emploi p a r t i c u l i e r au f r a n g a i s du Canada, t i r e e du .G.l.Q.s.s.a.ir.e. On donne l e nom de .grand appartement a l a p i e c e ou l'on se t i e n t h a b i t u e l l e m e n t , t a n d i s qu'en France, l e s jgx.ands__j3EE^ sont d e s t i n e e s aux r e c e p t i o n s et que ceux ou l'on se t i e n t h a b i t u e l l e m e n t s ' a p p e l l e n t ,p.e.t.x.t.s. .ap.p..axt.e.m.e.n.ts. • III.B.4. I l nous semble que des changements, p e u t - e t r e de nature t r e s s u b t i l e , ont eu l i e u avant l e XIXe s i e c l e . Par exemple, l e .Lax.Q.US..s..e XIXe donne comme d e f i n i t i o n p r i n c i p a l e d'appaxtement «logement compose de p l u s i e u r s p i e c e s de plain-pied». Ce q u i d i s t i n g u e c e t t e d e f i n i t i o n des d e f i n i t i o n s (chronologiquement) a n t e r i e u r e s , c ' e s t 1'absence de termes p r e c i s pour d e c r i r e l e type de demeure. Dans l e s d e f i n i t i o n s du XVIIe s. et du XVIIIe s., un appartement e t a i t p l u t o t une s u i t e de pi e c e s dans une grande maison p r i v e e (ou, p l u s exactement, souvent, une demeure d ' a r i s t o c r a t e ) , c e l l e - c i etant a proprement p a r l e r l e «logement»; autrement d i t , 1'appartement n ' e t a i t qu'une p a r t i e d'une demeure ou d'un logement. Par cont r e , dans l a d e f i n i t i o n p r i n c i p a l e du L.aXQ.US.s.e. XIXe, c ' e s t p l u t o t 1'appartement meme q u i fon c t i o n n e comme «le logement»--du moins, 1'appartement t o u t s e u l e s t q u a l i f i e du terme «un ou 70 l e logement». De f a i t , on p o u r r a i t opposer l e s deux d e f i n i t i o n s du .L.ar..QJU.S.s.e. XIXe: l a d e f i n i t i o n p r i n c i p a l e (III.B.4.) semble exprimer un concept vraisemblablement d i f f e r e n t de l a seconde d e f i n i t i o n (III.B.3.a. et b . ) . La remarque su i v a n t e ( t i r e e du .Robert, 1985) f a i t c l a i r e m e n t r e s s o r t i r 1 ' e v o l u t i o n semantique depuis l e XVIIIe s i e c l e . Avant l e XIXe s., et notamment dans 1'usage c l a s s i q u e , l e mot designe l a p a r t i e d'un «grand logis» ( F u r e t i e r e ) ou une personne h a b i t e , et notamment, l e logement d'un Grand dans un p a l a i s . I I nous semble que 1'epoque de l a r e d a c t i o n du .L.ar.o.us„s..e XIX.e ( p u b l i e 1867) e t a i t l a periode de t r a n s i t i o n e ntre «1'usage classique» (comme l ' a p p e l l e l e Robert) et 1'usage (ou 1'acception) moderne. I I I . C . Le XXe s. C'est l e XXe s., s i e c l e de t r a n s i t i o n s importantes, q u i temoigne du p l u s grand changement dans 1 ' e v o l u t i o n semantique du mot .appartemeat. Nous a t t r i b u o n s p a r e i l l e m e n t dans notre etude sur ARCHITECTURE (etude c i t e e , IV.A.4.) c e r t a i n e s t r a n s f o r m a t i o n s a r c h i t e c t u r a l e s - - e t , subsequemment, semantiques--a l a d e c r o i s s a n c e d'espace nouveau ou d i s p o n i b l e pour l a c o n s t r u c t i o n , s u r t o u t en m i l i e u u r b a i n . Le T.L.F (1973) d e c r i t un appartement comme un «local d ' h a b i t a t i o n d'un c e r t a i n c o n f o r t , composee d'un ensemble de pi e c e s de d i v e r s e s grandeurs reservees a d i f f e r e n t s usages ( c u i s i n e , s a l l e de bai n s [ s i c ] , s a l o n , chambres, etc.) et s i t u e dans un immeuble comprenant un ou p l u s i e u r s de ces 71 locaux par etage». Le .RQjb.ex.fc (1985), dans sa d e f i n i t i o n du mot, ajoute a c e l l e du .T.L.F un element, que nous considerons t r e s important: «Partie d'un e d i f i c e d ' h a b i t a t i o n a f f e c t e e a l'usage d'une personne, d'une f a m i l l e , e t negociee a part»--1'element nouveau etant i c i «negociee a part». I l s ' a g i t e x p l i c i t e m e n t 5 pour l a premiere f o i s d'une «negociation», q u i suggere egalement, dans l a p l u p a r t des cas (sinon dans tous l e s c a s ) , une t r a n s a c t i o n monetaire. Comme nous 1'avons d e j a indique, aux XVIIe et XVIIIe s i e c l e s , quand on p a r l a i t d'un appartement, i l s ' a g i s s a i t normalement d'une s u i t e de p i e c e s f a i s a n t p a r t i e d'une grande demeure independante, a l o r s que 1'appartement du XXe s i e c l e c o n s t i t u e en s o i une demeure independente des autres p a r t i e s du meme batiment: temoin l a c u i s i n e et l a s a l l e de ba i n . I I I . C . l . Cependant, p u i s q u ' i l nous r e s t e t o u j o u r s de grandes demeures, i l e x i s t e a u s s i un terme pour exprimer l e concept «classique». Le p l u r i e l , .les. .appartements;, remplace l e d i t «usage classiquew pour exprimer l a meme idee: «1'ensemble des p i e c e s h a b i t e e s par un haut personnage dans une demeure luxeuse» (RoJb., 1985). IV. C.2. Lo c u t i o n s IV.C.2.a. Comme aux XVIIe et XVIIIe s i e c l e s , l a langue, 5 Notons que 1'accent p o r t e sur «explicitement», car l a l o c a t i o n d'un appartement f u t deja mentionnee par l e Zur.e..t.i.er..e (1690) dans l'un des exemples f o u r n i s : «I1 a un apartement dans son l o g i s a l o u e r [sic]». Le Rokext est l e premier d i c t i o n n a i r e de notr e corpus a mentionner une t r a n s a c t i o n monetaire dans l a d e f i n i t i o n proprement d i t e . 72 sans doute pour des r a i s o n d'economie, nous donne des mots composes d 1 ..app..ar.iem..en.t et d'un «second element designant l a nature exacte du logement ou son a f f e c t a t i o n e s t autre que 1'habitation)) (Rob., 1985). Le .Robert donne l e s exemples s u i v a n t s : «appartement-studio, a p p a r t e m e n t - a t e l i e r , appartement-bureau». i v . c . 2.b. En outre, depuis 1964, l e s termes .app..ar..t.eme.n..t-iemoln, .appariemeni mo.de.le designent un «appartement acheve et decore que l ' o n f a i t v i s i t e r aux acheteurs eventuels, sur un chantier» (Rob-, 1985). IV.C.3. Emplois p a r t i c u l i e r s IV.C . 3.a. Dans l e langage j u r i d i q u e , .app.ar..t.e.m.e.n..t veut d i r e «partie d'immeuble d e s t i n e e a l ' h a b i t a t i o n «bourgeoise» (par o p p o s [ i t i o n ] a l.o..g.em.e.n.fc)»6 OLE). IV.C .3.b. Le mot .app..artem.en.t, dans l e langage h o t e l i e r , «s'emploie emphatiquement pour chambre ( l e s v e r i t a b l e s appartements, comportant s a l o n , p l u s i e u r s chambres, sont p l u t o t appeles .suites » ) 7 (.X.LE) . I I I . C . 3 . C . Comme nous 1 'avons de j a s i g n a l e ( c i - d e s s u s , I I I . B . 2 . ) , d'apres tous l e s i n d i c e s , dans l e langage p o p u l a i r e du XXe s., ..app..arie.m.ei}i, continue a s i g n i f i e r 6 Le T.LF donne l a d e f i n i t i o n s u i v a n t e pour logement: «tout l o c a l a usage d'habitation)). Nous n' avons pas pu tr o u v e r d'emploi j u r i d i q u e dans l e meme d i c t i o n n a i r e . 7 II e s t presque c e r t a i n que 1 'usage en f r a n g a i s du terme .s.ju,.lt..e dans ce sens p a r t i c u l i e r (c.-a-d., dans l e m i l i e u h o t e l i e r ) e s t un an g l i c i s m e . D'apres l e ..Shorter. Oxford ..English Dic t ionary (1984), l e mot a n g l a i s .suite, au sens de "a number of rooms forming a set used by a person, a f a m i l y or company of persons" date de 1716 e t , en outre, e s t d ' o r i g i n e a n g l a i s e ("of E n g l i s h development"). A ce propos, l e .Petit Robert I (1984) s i g n a l e que l'em p l o i h o t e l i e r date du XXe s. (s.v. .suite, sens H . 8 . ) . 73 «etage»: «region[alisme], en p a r t [ i c u l i e r ] au Can[ada], .. peut a v o i r l e sens de «piece» (Canada, 1930) ...» (XLE, 1975). A l o r s , cet emploi r e g i o n a l et p a r t i c u l i e r n'est evidemment, pas r e s t r e i n t au f r a n g a i s du Canada. IV. Expansion Le mot aEpartemerit, comme 1 ' a t t e s t e notre etude, e s t r e s t e j u s q u ' i c i p l u s ou moins solidement dans l e langage a r c h i t e c t u r a l . C e r t e s , l e mot s'emploie au XXe s. comme terme j u r i d i q u e ou terme de l ' i n d u s t r i e h o t e l i e r e , mais seulement pour designer une r e a l i t e a r c h i t e c t u r a l e . Cependant, l e mot a v a i t a c quis, par metonymie, un sens n o n - a r c h i t e c t u r a l au XVIIe s i e c l e . On a d i t ces d e r n i e r e s [ s i c ] annees, qu'on t e n o i t ..apar..t.eme.at chez l e Roy, d'une f e s t e ou r e j o u i s s a n c e [ s i c ] , en l a q u e l l e l e Roy r e g a l o i t sa Cour pendant quelques s o i r e e s dans ses apartemena [ s i c ] q u i e t o i e n t superbement meubles, & e c l a i r e s , avec musique, b a l s , danse, c o l l a t i o n s , jeux, & autres d i v e r t i s s e m e n s [ s i c ] magnifiques. (Z.ur.e.£., 1690) Le Lar.Q.UsJ£i.e......XIXe e s t l e d e r n i e r ouvrage c o n s u l t e a noter c e t emploi p a r t i c u l i e r . 74 BALCON, s.m.; 1565 I. Note c u l t u r e l l e Comme nous s i g n a l o n s p a r t o u t dans ce t r a v a i l , l a periode r e l a t i v e m e n t s t a b l e et p a i s i b l e de l a Renaissance f r a n g a i s e s ' e s t manifestee d'abord dans l a conception des batiments importants et p u i s dans l e v o c a b u l a i r e u t i l i s e pour d e c r i r e l a n o u v e l l e c o n s t r u c t i o n . Peut-etre l e chateau f o r t du Moyen Age e t a i t - i l l e batiment c i v i l l e p l u s important de l a v i e medievale: en cas de guerres ou d'autres c r i s e s , l e s gens se rassemblaient ou se r e f u g i a i e n t a l ' i n t e r i e u r de ces f o r t e r e s s e s . Souvent entoures de douves et to u j o u r s e n c e r c l e s de murs e p a i s , ces chateaux e t a i e n t d e s t i n e s avant t o u t a l a defense. Dans l a defense, un balcon, en o f f r a n t un p o i n t en s a i l l i e par ou grimper, a u r a i t c o n s t i t u e un p o i n t f a i b l e . Cependant, dans l e s grandes v i l l e s ou dans l e s temps de paix, l e ba l c o n s ' o f f r e comme p o i n t de p r o t e c t i o n contre l e s o l e i l e t comme e n d r o i t de repos. A l o r s , dans l ' h i s t o i r e de l a France, s e u l s l a f i n du Moyen Age et l e debut de l a Renaissance a u r a i e n t permis l a c o n s t r u c t i o n de balcons C i t o n s Bosc, q u i p a r a i t appuyer notre hypothese sur l e c a r a c t e r e moderne du bal c o n . L'usage moderne des balcons n'est pas a u s s i ancien que 1'ont suppose b i e n des auteurs. En e f f e t , s'appuyant sur un t e x t e de Festus, quelques-uns ont pretendu que l e mot mo„eniariu.m s i g n i f i a i t b a l c o n , ... Pour nous, i l e s t b i e n evident que, s i l e .m.Q.e.n.lan.um e t a i t simplement une l o g g i a , une s o r t e de p o r t i q u e , on ne peut r e c o n n a i t r e l a l e c a r a c t e r e du ba l c o n , q u i e s t tout a f a i t moderne, et q u i n'a f a i t son a p p a r i t i o n en 75 I t a l i e qu'au XVe s i e c l e I I . Les o r i g i n e s B ien q u ' i l s o i t c e r t a i n que l e mot fealoori a i t ete i n t r o d u i t en f r a n g a i s au XVe s . — a t t e s t e en 1404 sous l a forme b„ar„e„Q .n 2—il n'y a cependant pas de doute que l e mot s'est d e f i n i t i v e m e n t e t a b l i seulement au XVIe s. et que l a forme moderne e s t a t t e s t e en 1565 chez P h i l i b e r t de l'Orme. Tous l e s auteurs et ouvrages c o n s u l t e s (a s a v o i r , l e E.E.W, Hope, Dauzat, Bloch et Wartburg) sont unanimes au moins sur ce p o i n t . D'apres l e EE.W, l a forme balcon p r o v i e n t de l ' i t a l i e n , auquel e l l e e s t empruntee sous 1 ' i n f l u e n c e de l a Renaissance; l e s quelques exemples a n t e r i e u r s se rappor t e n t a 1 ' a r c h i t e c t u r e m e r i d i o n a l e . 3 Quelques-unes de nos sources ( t e l s l e Z.E.W, Bloch et Wartburg, a i n s i que Dauzat) i n d i q u e n t q u ' i l y a un l i e n avec l a forme allemande BalLen (qui veut d i r e « poutre» 4). Selon l e s i n d i c a t i o n s de Bloch et Wartburg et s e l o n l a ru b r i q u e du .EEw, 1' etymon e s t *b..alko (forme hyp o t h e t i q u e ) , «du longobard» [ s i c ] , d'apres Bloch et Wartburg, et «d'origine germanique» s e l o n l e Robert e t Dauzat. 2 A c e t egard, Hope s i g n a l e que 1' orthographe b„.al.ch.on e t a i t l a forme avant 1570. Notons egalement avec l e .T.L.E qu'«avant l'empr[unt] du XVIe s., dans l e courant de 1 ' a r c h i t [ e c t u r e ] et de l a l i t t [ e r a t u r e ] de l a Renaissance, l ' i t a l [ i e n ] .balcone a v a i t ete sporadiquement adapte d[an]s l e m[oyen] f r [ a n g a i s ] baucon dans l e s t e x t e s italianisants». 3 c f . .EE.W/ s.v. balko: «Fr. pr. balcon stammt aus dem i t . ; von wo es unter dem e i n f l u B der Renaissance aufgenommen wurde. Die wenigen f r i i h e r e n belege i n a f r . t e x t e n s i c h auf s i i d l i c h e architektur.» 4 c f . .L.ar..ous..s...e. de. poejae...;. frangais-al lemand, s.v. Balkan. Comme l e p r o f e s s e u r Hamlin nous a s i g n a l e , l a c o n s t r u c t i o n d'un b a l c o n repose sur au moins un poutre. 76 Ce q u i r e s s o r t c l a i r e m e n t , v o i r e a l'unanimite de tous l e s ouvrages, c ' e s t que, d'abord, l e mot jQ.a.l.C.Q.n a v a i t ete i n t r o d u i t en f r a n g a i s b i e n avant l e XVIe s., mais s'est d e f i n i t i v e m e n t e t a b l i seulement au m i l i e u de ce s i e c l e - l a . P u i s, b i e n que 1'emprunt remonte directement a 1 ' i t a l i e n , 1'etymon lui-meme p r o v i e n t , en toute p r o b a b i l i t y , d'une langue germanique. Dernierement, p e u t - e t r e l e p o i n t l e p l u s important, tous l e s ouvrages, tout en r e c o n n a i s s a n t une i n t r o d u c t i o n a n t e r i e u r e , notent l e XVIe s. comme date de 1'emprunt, sans doute parce que c ' e s t a c e t t e epoque que remonte 1'orthographe moderne. I I I . E v o l u t i o n du sens concret III.A. Le XVIIe s. I I I . A . l . Au XVIIe s., s i e c l e auquel, s e l o n Hope, l e mot Jb_aJLcjp„n a commence a e t r e u s i t e , 5 l e mot a s i g n i f i e ((construction de p i e r r e , de b o i s , ou de f e r attache en s a i l l i e aux f e n e s t r e s d'un bastiments pour y prendre de l ' a i r , ou pour d e s c o u v r i r p l u s loin» (Euret., 1690). III.A. 2. Le .Euxetiexe ajoute que «Covarruvias c r o i t que ce mot v i e n t du Grec Mllein, .ia.c.exe. Car i l d i t que l e s balcons sont proprement des avances, des t o u r i l l o n s sur l e s p o r t e s des C i t a d e l l e s , d'ou on l a n g o i t toutes s o r t e s de t r a i t s sur l e s ennemis». Tandis que toutes nos sources du XXe s. sont unanimes que l e mot b a l c o n p r o v i e n t en toute p r o b a b i l i t y d'une o r i g i n e germanique, c e l a n'empeche p o i n t que Cavarruvias 5 Hope, .Lexical .B.Q.rr..o.wia.g. »..«..., p. 159 77 a v a i t r a i s o n sur un p o i n t i n t e r e s s a n t : l e c a r a c t e r e d i s t i n c t i f du balc o n e s t l e f a i t que c' e s t t o u j o u r s une s t r u c t u r e en s a i l l i e . C e l a p o u r r a i t a l l e r de s o i , mais c' e s t une d i s t i n c t i o n sur l a q u e l l e semble i n s i s t e r Bosc (que nous avons c i t e c i - d e s s u s , I.) entre l e Mlcoxie, s t r u c t u r e en s a i l l i e , e t l a .loggia, s t r u c t u r e renfoncee. C e t t e d i s t i n c t i o n continue a se f a i r e au XXe s. et s u r t o u t dans l e langage a r c h i t e c t u r a l : en f r a n g a i s et en a n g l a i s , l e s s p e c i a l i s t e s de batiments e c c l e s i a s t i q u e s p a r l e n t de l a .loggia du p a l a i s a p o s t o l i q u e et de l a B a s i l i q u e S t - P i e r r e d'ou l e pape donne l a b e n e d i c t i o n a p o s t o l i q u e «urbi et orbi». En ce q u i concerne l a d e r n i e r e p a r t i e du commentaire du Cov a r r u v i a s , a propos des t o u r i l l o n s d'ou on a u r a i t lance des t r a i t s , Bosc, que nous c i t o n s comme a u t o r i t e dans l e domaine de 1 ' a r c h i t e c t u r e , a b i e n r e j e t e t o u t l i e n e ntre l e ba l c o n des batiments modernes et l e s t o u r i l l o n s ou breteches des f o r t e r e s s e s m e d i e v a l e s . 6 III.A.3. Dans 1 ' e d i t i o n 1690 du Zuret lexe se trouve egalement l e commentaire s u i v a n t : «En l ' I s l e Nostre Dame a P a r i s , i l y a un Quay appele .de.fi Balcons». Sans une recherche d e t a i l l e e (et sans s o r t i r du domaine de notre etude a c t u e l l e ) , nous h e s i t o n s a admettre ce nom dans notre etude comme etant l i e ou d e r i v e du mot sous d i s c u s s i o n . Nous l e notons cependant comme p o i n t d ' i n t e r e t . 78 III. B . Le XVIIIe s. I I I . B . l . Le R i c h e l e t (1728) note tout simplement que &al.c„o.n s i g n i f i e «saillie q u i e s t sur l e devant d'une maison, & q u i est entouree d'une balustrade)). A l o r s , l a seu l e a d d i t i o n a l a d e f i n i t i o n du ZuretAexe du s i e c l e precedent e s t a propos de l a b a l u s t r a d e 7 q u i entoure l a s t r u c t u r e . L ' e s s e n t i e l de l a d e s c r i p t i o n de l a s t r u c t u r e r e s t e l e meme cependant; a s a v o i r , i l s ' a g i t d'une c o n s t r u c t i o n en s a i l l i e . III.B.2. Cependant, a l a meme epoque, «on a p p e l l e a u s s i SAlssm, La g r i l l e de f e r qu'on met a une f e n e t r e , q u o i q u ' i l n'y a i t aucune s a i l l i e ) ) (A.G.ad. , 1762). Notons en p a r t i c u l i e r 1'accent mis par l'Academie sur 1'absence de s a i l l i e , ce q u i p a r a i t c o n f i r m e r notre a f f i r m a t i o n sur 1'importance de l a s a i l l i e comme c a r a c t e r e d i s t i n c t i f du bal c o n ( c f . I I I . A . 2 . ) . III.B.3.a. Selon l e .TLZ, l e mot ba l c o n s'emploie depuis 1784 pour designer l a «galerie d'une s a l l e de s p e c t a c l e s'etendant d'une avant-scene a l'autre». Notons que, parmi l e s d i c t i o n n a i r e s c o n s u l t e s , l a premiere r e f e r e n c e a c et emploi se trouve dans l e L i t t r e (1878). I l y a cependant une l e g e r e d i f f e r e n c e e ntre c e t emploi et c e l u i du XXe s.; i l s ' a g i t p l u s precisement, au XXe s., de l a premiere g a l e r i e : «prolongement l a t e r a l , jusqu'a 1'avant-scene, de l a premiere g a l e r i e au-dessus de l ' o r c h e s t r e e t , p l u s gen[eralement], l a premiere g a l e r i e toute e n t i e r e d'une avant-scene a 1' autre» (ILZ) • 7 Notons egalement que b a l u s t r a d e e s t d ' a i l l e u r s un terme a r c h i t e c t u r a l d ' o r i g i n e i t a l i e n n e ; v o i r 1'appendice A - I I . 79 III.B.3.b. Le T.LE, c i t a n t Trevoux, mentionne egalement que, par e x t e n s i o n de l'usage de b.al..c..Q.n au sens de «saillie ... entouree d'une balustrade)) (.T.L.F), l e mot a ab o u t i en 1704 a designer l a «balustrade d'un balcon». I I I . C. Le XIXe s. Au XIXe s., l a seul e n o u v e l l e entree l e x i c o g r a p h i q u e dans l e domaine d ' a r c h i t e c t u r e s i g n a l e 1'emploi de .b.a.l..G.Q.n pour d i r e «ouvrage de s e r r u r i e servant d'appui aux personnes qu i regardent par une fenetre» ( L i t t . ) . Selon 1' entree du .Lar.Q.us..js.e.......XI.Xe, i l s ' a g i t d'un «ouvrage de s e r r u r i e ou de menuiserie servant d'appui a une fe n e t r e ou a un balc o n proprement dit». I l nous semble, d'apres l e contexte, q u ' i l s ' a g i t de deux s t r u c t u r e s d i f f e r e n t e s : l 'un servant d'appui a une personne, 1'autre servant d'appui a un autre element a r c h i t e c t u r a l . Cependant, l e s deux c o n s t r u c t i o n s p a r a i s s e n t p r o v e n i r de l a meme idee ou de deux idees apparentees. Nous croyons que ces d e f i n i t i o n s ne d e c r i v e n t pas l e meme ouvrage que c e l u i du XVIIIe s. ( c f . I I I . B . 2 . ) , l a d i f f e r e n c e etant que l a g r i l l e de f e n e t r e du XVIIIe s. n ' a v a i t pas de s a i l l i e (comme l ' i n d i q u a i t l'Academie) t a n d i s que l e s s t r u c t u r e s du XIXe s., d'apres l a d e s c r i p t i o n , d e v r a i e n t en a v o i r une; du moins, l a f o n c t i o n d'appui semble e x i g e r une s a i l l i e . IV. Les expansions du sens concret IV.A. Emplois analogiques I V . A . l . «Saillie quelconque, sur une face verticale» (Lax..*. 80 IV.A.2. «Plate-forme n a t u r e l l e o f f r a n t un p o i n t de vue sur un paysage s i t u e en contrebas» (.T.L.F) . IV.A.3. «Plate-forme dominant un l i e u et generalement entouree d'une b a l u s t r a d e ou d'un parapet)) (Rob.) . IV.B. Langage maritime Nous avons trouve dans l e L i t t r e (1878) l a premiere r e f e r e n c e l e x i c o g r a p h i q u e au mot to.alc.o_n employe comme terme de marine. Cependant, d'apres l a c i t a t i o n q u i accompagne l a d e f i n i t i o n , i l nous semble que c e t emploi remonte non pas au XIXe s. mais p l u t o t au XVIIe s i e c l e . G a l e r i e ouverte ou decouverte qu'on f a i s a i t a l ' a r r i e r e de c e r t a i n s v aisseaux pour 1'ornement ou pour l a commodite; d i t a u s s i j a r d i n . [exemple] Sa majeste n'estime q u ' i l f u t n e c e s s a i r de f a i r e a b a t t r e l e s balcons et l a s c u l p t u r e de vaisseaux de l a d i t e escadre. Mpeclie de Seignelay, 1681, dans JAL. ( L i t t . ) Le .T.LF (1975) note que c' e s t un emploi v i e i l l i . IV. C. Langage de fondeur Dans l e v o c a b u l a i r e de l a f o n d e r i e , toalcon s i g n i f i e «metal q u i se trouve a 1 1 e x t r e m i t e des p i e c e s coulees au p o i n t de reunion des moulesw ( L i t t . ) . E t a nt donne que l e terme toalccn s ' e t a i t employe pour de s i g n e r un ouvrage de s e r r u r i e depuis l e XVIIe s., i l n'est pas etonnant qu'au XIXe s. un autre domaine m e t a l l u r g i q u e a i t emprunte l e meme terme. V. D'autres emplois B i e n que l e mot to..al.co.n n ' a i t jamais acquis un emploi f i g u r e proprement d i t , i l a neanmoins acquis des emplois images dans l e p a r l e r f a m i l i e r ou p o p u l a i r e , s u r t o u t au XXe 81 s i e c l e . V.A.I. La l o c u t i o n p o p u l a i r e «il y a du monde au balcon», s e l o n l e .D.i.c..t.i.o.nn.a.i.r.e........d.u largon. p..a.r..i..s.le.n (1878), c i t e par l e T.L.E, «...sert a designer une femme avantagee sur l e rapport de l a gorge». Cette l o c u t i o n s'emploie t o u j o u r s couramment dans l e langage du XXe s.; temoin l e E,.Qb.e.r..t (1985) q u i l a marque de l o c u t i o n f a m i l i e r e . V.A.2. P a r e i l l e m e n t , l a l o c u t i o n «avoir l a gorge en balcon» veut d i r e «avoir une f o r t e poitrine» (TJLE) . V.B. L 1 e x p r e s s i o n «les cocus au balcon!» e s t , d'apres l e .RQjb.e.r.t, une ((injure a l ' a d r e s s e des c u r i e u x q u i se mettent au b a l c o n pour v o i r ce q u i se passe dans l a rue». 82 ARCADE, s . f . ; 1562 I. Note c u l t u r e l l e Les arcades f o n t p a r t i e de 1 ' a r c h i t e c t u r e europeenne au moins depuis 1'empire romain. I l nous semble done un peu etrange que l e mot q u i s e r t a designer c e t element a r c h i t e c t u r a l se s o i t i n t r o d u i t en f r a n g a i s a u s s i tardivement que l e XVIe s i e c l e . Mais c ' e s t l e cas du mot .arcade. A l o r s , i l ne s ' a g i t evidemment pas de 1 ' i n t r o d u c t i o n d'un nouveau concept q u i a e n t r a i n e c e l l e du mot (ce q u i e t a i t souvent l e cas des mots q u i f i g u r e n t dans notr e t r a v a i l ; c f . .BA1.C.QN et ARCHITECTE) . C i t o n s done Bosc q u i a donne, p e u t - e t r e a son i n s u , une e x p l i c a t i o n a cet enigme. Dans l ' a n t i q u i t e , l ' a r c des arcades a to u j o u r s ete p l e i n c i n t r e , et c e t t e forme s'est perpetuee jusqu'a l a naissance de l ' a r c a i g u . Au moyen age, l ' a r c de 1'arcade e t a i t souvent forme par une courbe compliquee ressemblant q u e l q u e f o i s a une f e u i l l e de t r e f l e ; e n f i n , a l a ren a i s s a n c e , on r e p r i t l a forme c i n t r e e en usage aujourd'hui, mais p l u s souvent l a forme s u r b a i s s e e ou en ANSE DE PANIER ... 1 A l o r s , s e l o n 1 ' e x p l i c a t i o n de Bosc, l a r e - i n t r o d u c t i o n , a l a Renaissance, de l a forme c i n t r e e de l ' a r c dont 1'arcade e s t composee semble a v o i r mene a 1 ' i n t r o d u c t i o n du mot arcade. Rappelons que l ' a r c aigu, mentionne par Bosc, s e r a 1*element d i s t i n c t i f - - d u moins, 1'un des elements d i s t i n c t i f s — d e 1 ' a r c h i t e c t u r e gothique. Done, l a r e - i n t r o d u c t i o n de l ' a r c en p l e i n c i n t r e par v o i e de l a Renaissance nee en I t a l i e a u r a i t ete suffisamment impressionnante--ou d i f f e r e n t e - - p o u r que l' o n a i t emprunte 83 l e terme i t a l i e n pour d e c r i r e l a s t r u c t u r e a i n s i formee. I I . Les o r i g i n e s I n t r o d u i t en f r a n g a i s au m i l i e u du XVIe s. (se l o n l e .F.E.W, Hope, B l o c h et Wartburg) ou, pl u s precisement, a t t e s t e pour l a premiere f o i s en f r a n g a i s en 1562 (s e l o n l e .XLF e t l e .Ro.fo.ext), l e mot ..ar.ca.de p r o v i e n t de l ' a d j e c t i f 2 i t a l i e n areata , d e r i v e d 'arco (au sens d'«arc»), c e l u i - c i d e r i v e du l a t i n arcum. Selon Hope, l e mot e s t devenu s u b s t a n t i f seulement apres son i n t r o d u c t i o n en f r a n g a i s . Le mot a u r a i t ete employe en i t a l i e n comme forme a d j e c t i v a l e du p a r t i c i p e passe. I I I . Les premiers emplois D'apres tous l e s i n d i c e s , l e mot arcade e s t s o r t i t r e s t o t du domaine d ' a r c h i t e c t u r e . III.A. Le langage a r c h i t e c t u r a l Dans l e langage d ' a r c h i t e c t u r e , l e mot .arcade s'emploie depuis l e debut au sens de ((construction en forme d'arc reposant sur de p i l i e r s ou des colonnes» (TLF), emploi a t t e s t e pour l a premiere f o i s en 1562. 3 * Comme l e note l e XLF. (s.v. arcade), deux o r i g i n e s p o s s i b l e s ont ete proposees: l e provengal et l ' i t a l i e n . Le .FEW ( t . l , p. 130) propose 1'ancien provengal arcada. Par contr e , d'autres s p e c i a l i s t e s (Wind, Brunot e t , parmi ceux de notre corpus, Hope, Dauzat, Bloch et Wartburg) proposent l ' i t a l i e n .areata. Dauzat p r e c i s e que l'emprunt a ete f a i t «sous une forme piemontaise-lombarde, a r c a d a » • 3 apud XLF. Le TLF c i t e i n d irectement Antoine Du P i n e t , q u i , dans sa t r a d u c t i o n (1562) de l'oeuvre «L'Histoire du Monde ...» de P l i n e 1'Ancien, a u r a i t employe l e mot arcade. Or, nous n'avons pas pu v e r i f i e r l a c i t a t i o n du XLF. mais nous sommes parvenus quand meme a v e r i f i e r a not r e s a t i s f a c t i o n 1'existence de Du Pi n e t et de sa t r a d u c t i o n . Le renseignement du .TLF, dans notre experience, e s t d ' a i l l e u r s t o u j o u r s t r e s f i a b l e . Done, nous avons s u i v i l a d a t a t i o n du .XLE • I I I . B. Le langage h o r t i c u l t u r e l Arcade s'emploie a u s s i , depuis 1572, 4 dans un contexte h o r t i c u l t u r e l , pour d i r e ( ( d i s p o s i t i o n en forme d'arc» (.T.L.F) IV. E v o l u t i o n et expansions du sens co n c r e t IV.A. Le XVIIe s. I V . A . l . Autre que l'e m p l o i a r c h i t e c t u r a l , «voute [ s i c ] courbee en arc» (.Zu.re.t-/ 1690), sens q u i n ' a v a i t p o i n t evolue depuis 1 ' i n t r o d u c t i o n du mot au XVIe s. et q u i , de nos j o u r s , a encore t r e s peu evolue depuis l e XVIIe s . , 5 1 mot .arcade s ' e s t employe a u s s i pour designer «tout ce q u i es t couvert en rond» (Euret• ) • IV.A.2. C'est t o u j o u r s l ' i d e e du rond q u i predomine dans l e s d i v e r s emplois du mot arcade. C i t o n s a i n s i l a Curne, 6 q u i au XVIIIe s., a e c r i t l e commentaire s u i v a n t , commentaire q u i e s t tout a u s s i v a l a b l e au XXe s. q u ' e l l e 1 ' e t a i t au XVIIIe s i e c l e : «Quelles que s o i e n t l e s accep t i o n s u s i t e e s ou i n u s i t e e s du mot arcade, e l l e s sont toutes r e l a t i v e a l ' i d e e de l a courbure d'un arc». IV.B. Le XVIIIe s. I V . B . l . Comme terme de t a l o n n i e r , une arcade «est l e dessous d'un t a l o n de b o i s coupe en arc» (R ich- ) . IV.B.2. Le R i c h e l e t (17 28) note que dans l e langage des 4 A t t e s t e dans l e l i v r e De la......b.e.r.g.e.r.ie ("La premiere journee, l a chastete") par R. B e l l e a u , auteur c i t e frequemment (a s a v o i r , par Hope, Dauzat, Bloch et Wartburg) comme source de l a premiere a t t e s t a t i o n en f r a n g a i s ; apud .T.LF. 5 Pour c e t t e r a i s o n , nous ne c i t e r o n s p l u s l e sens a r c h i t e c t u r a l dans l e r e s t e de c e t t e etude, sauf l a ou nous estimons q u ' i l y a une e v o l u t i o n semantique importante. 6 J e a n - B a p t i s t e de l a Curne de Sain t e - P a l a y e , Diet...,. .IkliHt„.tlr.fj^Liltl..Cf f....ft...>K. / S • • ..SiJt"pC.^ Hk 85 l u n e t i e r s , arcade designe «la p a r t i e de l a chasse [ s i c ] de l a l u n e t t e ou l ' o n met l e nez». 7 Sans t r o p i n s i s t e r l a - d e s s u s , nous notons avec i n t e r e t que l e s l u n e t t e s , s e l o n .x.ne. E.noy..Glp„.a.e.d±a...^  ont f a i t l e u r premiere p a r u t i o n (du moins, sur l e c o n t i n e n t europeen) en I t a l i e . Avec 1 ' i n t r o d u c t i o n de v e r r e optique comme m a t e r i e l de l u n e t t e s — a n c i e n n e m e n t , e l l e s a v a i e n t ete f a i t e s de quartz ou de b e r y l t r a n s p a r e n t s - - V e n i s e e s t devenu l'un de deux ce n t r e s l u n e t i e r s (1'autre e t a n t Nurnberg, en Allemagne). Sans recherche approfondie sur ce s u j e t , i l e s t d i f f i c i l e de f a i r e des a f f i r m a t i o n s , mais nous pourrons quand meme proposer quelques hypotheses. Par exemple, i l s e r a i t d i f f i c i l e d'imaginer que l ' i t a l i e n — e t a n t donne l e s c o n t r i b u t i o n s de 1 ' I t a l i e dans l e domaine l u n e t i e r — n ' a v a i t p o i n t i n f l u e sur l e v o c a b u l a i r e l u n e t i e r en France au XVIIIe s i e c l e (et sans doute au XVIIe s . ) . C e l a ne veut pas d i r e pour autant que l e terme l u n e t i e r .arcade e n f r a n g a i s a i t eu quelque l i e n avec l a langue i t a l i e n n e . 9 IV.C. Le XIXe s. IV . C . l . a . Au XIXe s., l e mot .arcade e s t e n t r e pour l a premiere f o i s dans l e s ouvrages l e x i c o g r a p h i q u e s comme terme de b i o l o g i e ou, p l u s precisement, terme d'anatomie. N'oublions pas qu'au XIXe s., 1 ' i n t e r e t p o r t e sur 7 Aujourd'hui, l e s termes p.Q.n..t et barre ont remplace arcade dans c e t t e a c c e p t i o n ; c f . « ... La face e s t composee de deux c e r c l e s q u i s e r t i s s e n t l e s v e r r e s , et qui sont r e l i e s entre eux par une ba r r e ou pont.» (Bragonier J r . et F i s h e r , .Le ..Qu...'....e.s.t.-ce......q.u.e. c.'..e.s..t. , p. 217) ° op. c i t . , v o l . i v , e d i t i o n 1978; s.v. ..e.y.e.g.las..s.e.s. 9 {check on I t a l i e n e q u i v a l e n t } 86 1' anatomie--et s u r t o u t l'anatomie c o m p a r a t i v e — a f a i t avancer des t h e o r i e s importantes, t e l l e s c e l l e s de Darwin en A n g l e t e r r e . A i n s i , dans ce contexte h i s t o r i q u e , i l n'est pas surprenant de t r o u v e r dans l e s d i c t i o n n a i r e s que l e s ..arcades. «en anatomie [sont l e s ] courbes que d e c r i v e n t c e r t a i n e s p a r t i e s osseuses, aponevrotiques et arterielles» ( L i t t . ) . I V . C . l . b . Le .L.ar.Q..us_s.e XIXe note que «plus[ieurs] p a r t i e s du corps p o r t e n t l e mot dans un syntagme». Le .ILF. (1974) ajoute l a remarque s u i v a n t e . Parmi ces syntagmes t e c h [ n i q u e s ] , un s e u l arcade . .scurci l iere e s t passe dans l a lang[ue] l i t t e r [ a i r e ] et courante. On trouve p a r a l l e l e m e n t l e s e x p r [ e s s i o n s ] s u i v [ a n t e s ] ..arcade. des sc.urc.ils, des yeux, d.u front , ... et une c r e a t i o n p l a i s [ a n t e ] arcade. s.Q.ur..c.il..»....,....,...l.e..us.e V E R L A I N E , ..Qeu.yr.es pcsihumes, t . i . , s o u v e n i r s , 1896, p. 203 IV.C.2. En meme temps, dans l e domaine d ' a r c h i t e c t u r e , l e mot .arcade a acquis un nouvel emploi: «partie d'un balc o n ou d'une rampe d ' e s c a l i e r q u i forme un f e r a cheval» ( L i t t . ) . Comme nous 1'avons note anterieurement ( c i - d e s s u s , I V . A . 2 . ) , l ' i d e e fondamentale d'un rond ou d'une courbe predomine dans toutes l e s ac c e p t i o n s du mot. IV.D. Le XXe s. IV.D.l. Le langage d ' a r c h i t e c t u r e Autre que l e s emplois generaux deja c i t e s c i - d e s s u s , l e mot .arcade s'emploie p a r t i c u l i e r e m e n t dans l e s contextes s u i v a n t s . * IV.D.l.a. En p a r l a n t de 1 ' a r c h i t e c t u r e r e l i g i e u s e — specialement d'une e g l i s e — o n d i r a i t arcade pour designer 87 une «galerie en arc se trouvant s o i t de cote, s o i t dans l ' a b s i d e ou l a nef» (TLF). i v . D . l . b . Generalement employe au p l u r i e l , ..ar..Q..afile veut d i r e «galerie ouverte servant de passage et bordant l e s rues de c e r t a i n e s villes» (TLF). IV.D.2. Les d i v e r s domaines techniques IV.D.2.a. Dans l e langage a g r i c o l e , une .arcade e s t l e «pont d'une faucheuse» (TLF)• IV.D.2.b. Dans l ' i n d u s t r i e de t i s s a g e , l e mot arcade s'emploie, depuis l e XIXe s. dans au moins un cas, pour designer d i v e r s types de f i l s ou de cordes q u i ont une f o n c t i o n s p e c i a l e . 1 0 IV.D.2 . C . Pour designer l e s d i v e r s e s p a r t i e s composantes d'une s e l l e , arcade se trouve en composition pour i n d i q u e r l a s e c t i o n de l a s e l l e dont i l s ' a g i t : a i n s i , arcade. de. l a ..selle, ..de. l..!...ar.g.o„n, .du ,tx..Q.uss.e.q.u.ln.11 IV. D.3. Emploi h i s t o r i q u e Dans l ' h i s t o i r e l i t t e r a i r e , on p a r l a i t de l'«Academie des Arcades ou des Arcadiens» en p a r l a n t de l a «societe de savants et de poetes fondee a Rome en 1690 par des e c r i v a i n s q u i se r e u n i s s a i e n t autour de C h r i s t i n e de Suede ...» ( a t t e s t e chez B. Constant, .Joumaux. intimes., 1805, p. 214; apud .TLF) • V. Emploi f i g u r e Depuis son i n t r o d u c t i o n en f r a n g a i s au XVIe s., l e mot arcade n'a acquis qu'un s e u l emploi f i g u r e ( r e l e v e dans un 1 0 c f . .TLF, s.v. arcade 1 1 i b i d . d i c t i o n n a i r e du XXe s., c ' e s t - a - d i r e , quatre s i e c l e s apres l ' e n t r e e du mot dans l a langue f r a n g a i s e ) : «union symbolique de deux concepts, p o i n t de jonction» (T.L.F) • 89 CONCLUSION A 1'aide des h u i t etudes d e t a i l l e e s et des autres mots r e l e v e s dans notre recherche ( v o i r l'Appendice A-2), nous avons tache de f a i r e r e s s o r t i r deux c a r a c t e r e s e s s e n t i e l s du l e x i q u e . D'abord, c ' e s t l a langue elle-meme q u i va d e c i d e r en f i n de compte s i e l l e va conserver un emprunt l e x i c a l : s i 1'ensemble des usagers acceptent un emprunt p a r t i c u l i e r , i l s l ' u t i l i s e n t dans l e langage de tous l e s j o u r s , l ' a s s i m i l e n t au l e x i q u e de l a langue et l u i donnent de n o u v e l l e s a c c e p t i o n s . Dans notre t r a v a i l , nous voyons que l e phenomene i t a l i e n de l a Renaissance a v a i t apporte a 1 ' a r c h i t e c t u r e de l'Hexagone de nouveaux moyens de t r a v a i l et de nouveaux concepts q u i sont venus ensemble pour transformer radicalement et a jamais 1 ' a r c h i t e c t u r e de l a France. Ces t r a n s f o r m a t i o n s , sans p a r e i l l e s dans l ' h i s t o i r e de 1 ' a r c h i t e c t u r e en France, ont exige a l e u r tour un nouveau v o c a b u l a i r e d ' a r c h i t e c t u r e ; ce nouveau v o c a b u l a i r e s'est accru au moyen d'emprunts a 1 ' i t a l i e n . I l e s t e v i d e n t , d'apres nos etudes, que l e s emprunts ont f a i t p a r t i e du langage technique de 1 ' a r c h i t e c t u r e . Temoin ARCHITECTE, ARCHITECTURE, ISOLE 1 et FACADE q u i f u r e n t employes .p.r.i.acip..alemfi.n.t comme termes d ' a r c h i t e c t u r e jusqu'au XVIIe s.; et pourtant, i l s a v a i e n t ete i n t r o d u i t s au XVIe s i e c l e . I l f a u t noter que nous i n s i s t o n s sur px.mc..ip.a.le.me.n.t 1 Noter en p a r t i c u l i e r ISOLER.III. 90 parce que--a en c r o i r e l e s d i c t i o n n a i r e s modernes t e l s l e TLF. et l e EofoeXt--ARCHITECTE, ARCHITECTURE et ISOLE ont d e j a acquis un emploi f i g u r e avant l a f i n du XVIIe s i e c l e . Dans l e cas de FACADE, i l f a l l a i t a ttendre l e XIXe pour que l e mot s o i t r e l e v e dans l e s d i c t i o n n a i r e s avec un sens f i g u r e . Or, b i e n que 1 ' a c q u i s i t i o n d'un emploi f i g u r e p u i s s e p a r a i t r e peu s i g n i f i c a t i f et meme banal , nous avons trouve, au c o n t r a i r e , que c ' e s t un aspect t r e s important dans 1 ' e v o l u t i o n des emprunts e t u d i e s et que c e t t e a c q u i s i t i o n a permis l a c l a s s i f i c a t i o n commode des termes relev£s. Par exemple, nous avons constate que l e s mots ARCHITECTE, ARCHITECTURE et ISOLE ont des a c c e p t i o n s r i c h e s et v a r i e e s au XXe s i e c l e . Ces mots sont pour a i n s i d i r e b i e n ancres dans l e langage de tous l e s j o u r s : on l e s r e t r o u v e dans n'importe quel aspect de l a v i e . Par exemple, nous decouvrons que ARCHITECTE s'emploie pour d e s i g n e r a l a f o i s Dieu dans l e langage magonnique e t , dans l e langage q u o t i d i e n , t o u t animal q u i c o n s t r u i t . (Par exemple, on d i t que l e c a s t o r e s t un e x c e l l e n t j ^ M t f i i L t e . ) Done, c e l a nous indique que l a p l u p a r t des usagers de l a langue ont accepte ce mot comme p a r t i e i n t e g r a l e du langage q u o t i d i e n : i l s ont donne au mot des a c c e p t i o n s q u i sont d i f f e r e n t e s de c e l l e possedee par l e mot l o r s de son i n t r o d u c t i o n dans l a langue. B r e f , l e mot a acquis des emplois q u i sont vraiment p a r t i c u l i e r s a l a langue f r a n g a i s e . C e l a ne veut pas d i r e pour autant que l e sens «de base» a change: au c o n t r a i r e , ARCHITECTE conserve l ' i d e e e s s e n t i e l l e de «createur» ou de 91 «batisseur» mais l e mot ne designe p l u s necessairement un «createur humainw (ce q u ' a v a i t s i g n i f i e ARCHITECTE l o r s de son entree) . Par c o n t r e , l e s mots BALDAQUIN, BALCON, APPARTEMENT et ARCADE n'appartiennent t o u j o u r s qu'au v o c a b u l a i r e de 1 ' a r c h i t e c t u r e . I l e s t v r a i que l e u r sens a evolue depuis l e u r i n t r o d u c t i o n au XVIe s i e c l e . Prenons 1'exemple de APPARTEMENT. Emprunte au XVIe s. comme terme d ' a r c h i t e c t u r e , APPARTEMENT l e r e s t e au XXe s i e c l e . On ne p o u r r a i t pas n i e r t o u t e f o i s que l e mot a connu une e v o l u t i o n semantique depuis son i n t r o d u c t i o n en f r a n g a i s : au XVIIe s., l e mot a possede l e sens de «partie d'un grand logis» (sous entendu: l o g i s d'un Gra n d 2 ) ; au XXe s., l e mot possede p l u t o t l e sens de «local d ' h a b i t a t i o n f o n c t i o n n e l l e m e n t d i s t i n c t des autres dans un meme batiment et qu'on loue pour une somme entenduew. Cependant, a l a d i f f e r e n c e de ARCHITECTE (et des autres mots de l a premiere p a r t i e de notre t r a v a i l ) , APPARTEMENT a continue a designer s t r i c t e m e n t une r e a l i t e a r c h i t e c t u r a l e . A l o r s , nous po u r r i o n s d i r e sans h e s i t a t i o n que APPARTEMENT ne s'est pas i n t e g r e au l e x i q u e general au meme t i t r e que ARCHITECTE. APPARTEMENT e s t i n t e g r e dans l e l e x i q u e g e n e r a l dans l a mesure ou l'usag e r moyen r e c o n n a i t r a l e mot et l ' u t i l i s e r a comme mot f r a n g a i s mais 1'emploi du mot r e s t e au niveau de l a d e s i g n a t i o n d'une r e a l i t e a r c h i t e c t u r a l e . B r e f , l e mot ne s'employera guere au f i g u r e comme l e f a i t un mot a u s s i 2 c f . ARPART.EM.E.N.T. I l l . B. 4 . et en p a r t i c u l i e r l a c i t a t i o n du Rob. contenue dans c e t t e s e c t i o n . 92 i n t e g r e que ARCHITECTE. D'autre p a r t , i l f a u t remarquer que l e s mots t r a i t e s dans l a deuxieme p a r t i e de notre t r a v a i l sont p l u s i n t e g r e s au l e x i q u e que ceux que nous n'avons pas e t u d i e s ( c o n s u l t e r l'Appendice A-2). A une ou deux exceptions pres, l e s mots que nous avons exclus d'une etude approfondie sont vraiment r e s t e s des termes techniques q u i ont peu ou pas evolue semantiquement depuis l e u r i n t r o d u c t i o n en f r a n g a i s au XVIe s i e c l e . D ' a i l l e u r s , a p a r t quelques s p e c i a l i s t e s d ' a r c h i t e c t u r e , t r e s peu de Frangais c o n n a i t r a i e n t l e sens de BOSEL ou de CAVET. A l o r s , ces mots ne sont pas vraiment i n t e g r e s dans l a langue parce que l'usag e r moyen ne l e s employerait et parce que l e u r sens moderne e s t p l u s ou moins l e meme que c e l u i du moment de son i n t r o d u c t i o n en f r a n g a i s . Deuxiemement, avec l e s etudes c l e f s (notamment, ARCHITECTE et ARCHITECTURE), nous avons essaye de demontrer que l e s c o n d i t i o n s s o c i a l e s , h i s t o r i q u e s e t i n t e l l e c t u e l l e s i n f l u e n t non seulement sur 1 ' i n t r o d u c t i o n de mots etrangers mais a u s s i sur 1' e v o l u t i o n des mots d'emprunt et s u r t o u t sur l e u r developpement semantique. Par exemple, nous voyons que l e s changements m i l i t a i r e s du XVe s. (a s a v o i r , l a s u p e r i o r i t y de l a t e c h n o l o g i e des armes a feu) ont abouti finalement a l ' a d o p t a t i o n d'un nouveau s t y l e d ' a r c h i t e c t u r e en France. Les changements du s t y l e d ' a r c h i t e c t u r e ont conduit a une n o u v e l l e r e p a r t i t i o n du t r a v a i l de c o n s t r u c t i o n , a une d i f f e r e n t e d i v i s i o n des taches parmi l e s c o n s t r u c t e u r s et meme a l a c r e a t i o n d'un e c a r t entre l e 93 t r a v a i l i n t e l l e c t u e l et l e t r a v a i l physique. De fagon semblable, dans notre etude XS.QLE, nous notons 1 ' i n f l u e n c e apportee par l e s n o u v e l l e s i n v e n t i o n s ou decouvertes de l a sc i e n c e et de l a t e c h n o l o g i e ( i c i , 1 ' e x p l o i t a t i o n de 1 ' e l e c t r i c i t e et l e s recherches en physique). La langue e s t un phenomene v i v a n t e t , comme t e l l e , e l l e evolue: e l l e va sans doute e n t r e r en c o n t a c t avec d'autres langues, s u r t o u t l a langue des pays q u i exercent l a p l u s f o r t e i n f l u e n c e p o l i t i q u e , economique et technologique. La s o c i e t e a c t u e l l e e s t , d i t - o n , «technocratique»: l e s n a t i o n s q u i possedent l a t e c h n o l o g i e l a p l u s developpee jouent un r o l e de p l u s en p l u s important. A notre epoque, ce sont l e s pays anglophones--et notamment l e s E t a t s - U n i s - - q u i predominent dans l e s domaines des s c i e n c e s , des a f f a i r e s et de l a t e c h n o l o g i e . En d e p i t des e f f o r t s des organismes l i n g u i s t i q u e s t e l s l'Academie f r a n g a i s e et 1 ' O f f i c e de l a langue f r a n g a i s e (qui essayent de l i m i t e r l e s emprunts l e x i c a u x ) , l e f r a n g a i s c o n t i n u e r a sans doute a f a i r e des emprunts l e x i c a u x . Cependant, a s u i v r e 1 ' e v o l u t i o n des emprunts i n c l u s dans no t r e t r a v a i l , on remarque que s e u l s quelques-uns de ces emprunts vont u t i l i s e s par l'usa g e r moyen a l o r s que d'autres vont evolu e r a l ' i n t e r i e u r du v o c a b u l a i r e q u i l e s a empruntes. T o u t e f o i s , l a p l u p a r t des emprunts, s ' i l s r e s t e n t dans l e l e x i q u e , demeurent pendant longtemps des termes s t r i c t e m e n t techniques. L'usager moyen de l a langue n ' u t i l i s e r a i t pas dans son v o c a b u l a i r e q u o t i d i e n l a p l u p a r t de ces emprunts, ce q u i v o u d r a i t d i r e 94 q u ' i l s ne s e r a i e n t pas t r e s b i e n i n t e g r e s au l e x i q u e d'usage ge n e r a l . 95 APPENDICE A - l E v o l u t i o n p o p u l a i r e hypothetique de ar.cM..tfi..c..t.u.m at k 4 tj I at |j % ta I aw |s Ifij t I. to £) lfi) t 1 ate 1*3 tf+t Jtr to fet f at & W(t] 96 APPENDICE A-2 Termes d ' a r c h i t e c t u r e 1 empruntes a l ' i t a l i e n au XVIe s. [r e l e v e s chez Brunot, v o l . I I , pp. 209 - 210] ARCADE 2 < ar e a t a a r t i s a n < a r t i g i a n o b a g a t e l l e < b a g a t e l l a BALCON < balcone belvedere < belvedere c a b i n e t < c a b i n e t t o [ r e l e v e s chez Hope, pp. 148-227] antichambre c a r t o u c h e 3 (s.m.) arabesque c a s s i n e ARCADE cavet ARCHITECTE cor n i c h e ARCHITECTURE douche 4 a r c h i t r a v e FACADE a r t i s a n f r i s e BALDAQUIN imposte b a l u s t r a d e ISOLE b a l u s t r e m e d a i l l o n belvedere p i e d e s t a l b o s e l p i l a s t r e campanile s i t e 5 cannelure 1 La ou i l y a l e moindre doute sur 1'emprunt du mot comme terme d ' a r c h i t e c t u r e , nous 1'avons l a i s s e dans notre l i s t e (pour que d'autres p u i s s e n t v e r i f i e r s ' i l s v e u l e n t appronfondir notre t r a v a i l ) . 2 Les termes f a i s a n t p a r t i e de nos .etudes, sont en l e t t r e s majuscules. 3 A ne pas confondre avec 1 ' i t a l i a n i s m e homonymique, s u b s t a n t i f feminin a sens m i l i t a i r e , datant du meme s i e c l e 4 c f . Hope, p. 186, s.v. douche 5 A ne pas confondre avec l e l a t i n i s m e homonymique du XlVe s i e c l e 97 BIBLIOGRAPHIE B e l i s l e , Louis-Alexandre. Le D.i.Q..t.i..Q.nn.a.ir.e. general, B e l i s l e E d i t e u r , Quebec 1957 Bloch, Oscar et Wartburg, Walther von. .D.i.c..t.i.Q.nn.al.r.e ..e£ym.Q.l.Q.g.igufi. .de.......la......lang.ue. fransaise, Presses Univers i t a i r e s de France, P a r i s 1964 B l o m f i e l d , Reginald. A......Hi.s...t.o.r.y. Ql...„Zr.en„ch......Ar..c.h.i.t.e..c..t.ur.e, G. B e l l and Sons L t d . , London 1911 Bl u n t , Anthony et a l . B.amgu.e. and, R.Q..C.Q.C.Q, Paul E l e k L t d . 1978, r e p r i n t e d by P o r t l a n d House, New York 1988 Bosc, E r n e s t . .D.i.c..t.i.Q.nna.ir.e. r..ais..Qjm.e d..'...ar..cri.i.te..c..t.ux.e, t . 1-4, L i b r a i r i e s - I m p r i m e r i e s Reunies Ancienne Maison Morel, P a r i s 1910 Bragonier J r . , R e g i n a l d et F i s h e r , David. 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