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La situation du personnage de Tartuffe au temps de Molière : interférences, rencontres, affinités Wong, Shirley Tang 1985

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LA SITUATION DU PERSONNAGE DE TARTUFFE AU TEMPS DE MOLIERE: INTERFERENCES, RENCONTRES, AFFINITES By SHIRLEY T. WONG B.A., The U n i v e r s i t y of B r i t i s h Columbia, 1981 A THESIS SUBMITTED IN PARTIAL FULFILMENT OF THE REQUIREMENTS FOR THE DEGREE OF MASTER OF ARTS i n THE FACULTY OF GRADUATE STUDIES (Department of French) We accept t h i s t h e s i s as conforming to the r e q u i r e d standard THE UNIVERSITY OF BRITISH COLUMBIA September, 1985 e S h i r l e y T. Wong, 1985 In presenting this thesis in partial fulfilment of the of B r i t i s h Columbia, I agree that the Library shall make i t freely available for reference and study. I further agree that permission for extensive copying of this thesis for scholarly purposes may be granted by the head of my department or by his or her representatives. It i s understood that copying or publication of this thesis for financial gain shall not be allowed without my written permission. Department of F R E N C H  The University of British Columbia 1956 Main Mall Vancouver, Canada V6T 1Y3 requirements for an advanced degree at the University DE-6 (3/81) i i Abstract/Resume Contrary to popular b e l i e f . } t h r e e hundred years of M o l i e r e s t u d i e s has not exhausted the p o s s i b i l i t i e s of f u r t h e r r e s e a r c h i n t h i s f i e l d . Of the many M o l i e r e plays read and s t u d i e d , Le T a r t u f f e i s c e r t a i n l y among those that give r i s e to the most number of questions and the g r e a t e s t amount of r e s e a r c h . While many of the contemporary c r i t i c s have devoted lengthy and d e t a i l e d s t u d i e s to the v a r i o u s aspects of T a r t u f f e ' s o r i g i n s , h i s development throughout the p l a y and even h i s i n f l u e n c e s on l a t e r seventeenth century f i c t i o n , few have chosen to d i s c u s s the importance of a l l t h r e e . Hence, our d e s i r e t o present a more condensed but b e t t e r organized v e r s i o n of the f a c t s and s p e c u l a t i o n s surrounding the circumstances of the play^Le T a r t u f f e and more s p e c i f i c a l l y those of the germination and e v o l u t i o n of i t s main c h a r a c t e r . Chapter one deals with a general study of the I t a l i a n t h e a t r i c a l t r a d i t i o n and d i s c u s s e s the many t r a c e s of I t a l i a n i n f l u e n c e s which are present i n M o l i e r e ' s h y p o c r i t e . Our goal i n t h i s f i r s t chapter i s not to s t r e s s M o l i e r e ' s dependence on h i s I t a l i a n c o l l e a g u e s but to i l l u s t r a t e the process of g i v e and take and the r i c h exchange of ideas which a l l c o n t r i b u t e to the makings of T a r t u f f e ' s mysterious but dynamic p e r s o n a l i t y . The second chapter d i s t a n c e s i t s e l f from the world of f i c t i o n to take a c l o s e r look at M o l i e r e ' s personal circumstances at the time of Tartuffe>'s conception and to examine b r i e f l y each of the l i v e personnages who may or may not have served as a model f o r the playwright's f i c t i t i o u s c h a r a c t e r . Once again, we do not seek to i m p l i c a t e M o l i e r e as a man of vengence who was unable to separate h i s work from h i s personal p r e j u d i c e s but r a t h e r to u n d e r l i n e ..the f a c t t h a t M o l i e r e ' s c r e a t i o n r e l i e d e q u a l l y on h i s im a g i n a t i o n as w e l l as h i s encounters In the world of r e a l i t y . In our i i i t h i r d and f i n a l chapter we r e t u r n once again to";the world of f i c t i o n and make-believe. Chapter t h r e e i s d i v i d e d i n t o two p a r t s : the f i r s t p a r t d e a l s with a study of other comedies by M o l i e r e and the numerous c o r r e l a t i o n s that e x i s t between T a r t u f f e and the main c h a r a c t e r s of these other p l a y s . P a r t two d i s c u s s e s the works of two major w r i t e r s of M o l i e r e ' s time; La Rochefoucauld and La Br vuyere and the extent to which M o l i e r e ' s T a r t u f f e i n f l u e n c e d the 'raaximes' and the ' c a r a c t e r e s ' . Although our study of M o l i e r e ' s T a r t u f f e does not s o l v e a l l the mysteries surrounding t h i s dynamic c h a r a c t e r , i t does gi v e a b e t t e r i n s i g h t of h i s a f f i n i t i e s and h i s i n f l u e n c e s w i t h i n the seventeenth century world of f a c t and f i c t i o n . In our c o n c l u s i o n , we s t r e s s and draw upon two main p o i n t s . In examining the c h a r a c t e r of the h y p o c r i t e , i t i s important to r e c o g n i z e t h a t he i s indeed a r i c h combination of e x t e r n a l sources and i n f l u e n c e s r i g h t from the legacy of the I t a l i a n s to the v a r i o u s c o u r t i s a n s and nobles of Mol i e r e ' s own time. On the other hand, i t i s e q u a l l y v i t a l to keep i n mind T a r t u f f e ' s own f l a v o r of a u t h e n t i c i t y f o r although many of . h i s s u p e r f i c i a l t r a i t s are d e r i v e d from e x t e r n a l sources, there are elements i n t h i s f i c t i t i o u s c h a r a c t e r t h a t render him unique. Secondly, we must c o n s i d e r the author h i m s e l f and h i s r o l e i n the development of T a r t u f f e ' s p e r s o n a l i t y . Time and again i t has been suggested t h a t M o l i e r e ' s c h a r a c t e r s were i n f a c t no more than ' p o r t e - p a r o l e s ' of h i s pers o n a l philosophy or worse, t o o l s of vengence against h i s own r e a l l i f e ennemies. We have always adhered to the theory that these suggestions were p u r e l y s p e c u l a t i v e and our r e s e a r c h of T a r t u f f e ' s o r i g i n s , a f f i n i t i e s and i n f l u e n c e s have shown us t h a t f a r from being a t o o l of vengence, the h y p o c r i t e i s the r e f l e c t i o n of one man's energy, p e r c e p t i o n and de v o t i o n to h i s work. i v Tables des matieres Abstract/Resume i i Table des matieres i v I I n t r o d u c t i o n 1 Notes . 13 II T a r t u f f e et l e s types de La Comedie i t a l i e n n e 14 Notes 48 I I I Les Modeles v i v a n t s de T a r t u f f e ,au dix-septieme s i e c l e . . 50 Notes 73 IV Les Rencontres de T a r t u f f e dans l e monde f i c t i f et l i t t e r a i r e 74 Notes , 103 V C o n c l u s i o n 104 B i b l i o g r a p h i e 113 1 I n t r o d u c t i o n Le t h e a t r e de M o l i e r e r e p r e s e n t e l'un des plus grands accomplissements dans l e monde l i t t e r a i r e du dix-septieme s i e c l e et l ' a r t de ce grand e c r i v a i n a f o u r n i aux s i e c l e s s u i v a n t s b i e n des idees i n t e r e s s a n t e s et v a r i e e s . Dans l e grand r e p e r t o i r e molieresque, i l est v r a i que l a p i e c e du T a r t u f f e et l e c a r a c t e r e de son personnage p r i n c i p a l soulevent l e s p l u s r i c h e s arguments au s u j e t de 1 ' h y p o c r i s i i e et de l a fausse d e v o t i o n . La r e l i g i o n j o u a i t un r o l e b i e n s i g n i f i c a t i f dans l a s o c i e t e du dix-septieme s i e c l e , et de meme que M o l i e r e a f a i t expres de mettre en r e l i e f l e cote comique de l a fausse d e v o t i o n , ce n ' e t a i t pas une co i n c i d e n c e que 1 ' e c r i v a i n a mis plus de quatre ans a combattre l e s q u e r e l l e s contre son T a r t u f f e . M o l i e r e s o u t e n a i t que ses i n t e n t i o n s e t a i e n t de c r i t i q u e r l e s exces et l a faussete de c e r t a i n s et non pas de se moquer de l ' e n t r e p r i s e de l a v r a i e d e v o t i o n . Malheureusement, l e s ennemis de Mo l i e r e ne v o u l a i e n t pas accepter de t e l l e s e x p l i -c a t i o n s et meme au moment du triomphe du T a r t u f f e , l a c o l e r e de ces gens r e s t a i t i n a p a i s e e . De nos j o u r s , c e t t e grande polemique c o n s t i t u e l ' u n des themes p r i n c i p a u x dans un t r e s grand nombre d'oeuvres m o l i e -resques. En 1948, Paul Benichou a p u b l i e son l i v r e i n t i t u l e Morales du grand s i e c l e dans l e q u e l i l defend a u s s i b i e n que I f o r t i f i e l e s c o n v i c t i o n s de M o l i e r e . Selon Benichou, l e dramaturge f a i t de son mieux pour denoncer l a s e v e r i t e de n'importe q u e l l e idee generale mais i l ne veut condamner aucune e n t r e p r i s e sage et moderee, que ce s o i t l a b o u r g e o i s i e , l a p r e c i o s i t e , l a g a l a n t e r i e ou b i e n l a de v o t i o n r e l i g i e u s e . L'etude de Benichou donne une bonne vue generale de l a psy c h o l o g i e du dix-septieme s i e c l e par rapport a sa s t r u c t u r e s o c i a l e , et dans l e c h a p i t r e consacre a M o l i e r e , Benichou nous f o u r n i t une d i s c u s s i o n v a r i e e et i n s t r u c t i v e sur un grand nombre des pieces p r i n c i p a l e s t e l l e s que Pom Juan, Le  Misanthrope, Les Femmes savantes et Le T a r t u f f e . Suivant l e 2 meme p l a n , Une Aventure t h e a t r a l e de Jacques Guicharnaud, qui a paru en 1963, c o n t r i b u e enormement a 1'argument que l e s themes theatraux de M o l i e r e sont intimement l i e s aux v a l e u r s 2 s o c i a l e s de son epoque. Neanmoins, b i e n que l e s c r i t i q u e s de Guicharnaud ressemblent dans 1'ensemble aux idees de Benichou, i l s e r a i t i n e x a c t de d i r e que l e s deux ouvrages sont p a r e i l s car c e l u i de Guicharnaud est indiscutablement s u p e r i e u r en tant que d e t a i l s a u s s i b i e n que merites l i t t e r a i r e s . La d i s c u s s i o n des t r o i s p i e c e s Pom Juan, Le Misanthrope et Le  T a r t u f f e comprend non seulement une analyse de l a s t r u c t u r e t h e a t r a l e de chacune mais egalement une etude profonde de l a r e a c t i o n psychologique de son p u b l i c . Deux autres ouvrages des annees soixante qui viennent a 1 ' e s p r i t sont ceux de L i o n e l Gossman, Men and Masks: A 3 I Study of M o l i e r e et de Marcel Gutwirth, M o l i e r e ou 1'inven-t i o n comique. La metamorphose des themes et l a c r e a t i o n des  types. Tenant t o u j o u r s compte du rapport intime entre l e t h e a t r e f i c t i f et l a s o c i e t e r e e l l e , Gossman concentre son a t t e n t i o n sur l e s t r a i t s d i s t i n c t i f s des personnages m o l i e -resques et sur l a facon dont ces t r a i t s r e f l e t e n t des gens du monde r e e l . Gutwirth, pour sa p a r t , va plus l o i n en consacrant son etude a ce q u ' i l a p p e l l e des 'types sociaux'. Le l i v r e de Gutwirth marque 1'etape ou l e s personnages t r a d i t i o n n e l s dans l e s cadres du pere, de l'epoux et du v i e i l l a r d cedent aux types p l u s dynamiques qui appartiennent a un cadre combine et p a r f o i s v i c i e de tous l e s t r o i s . L ' h y p o c r i s i e de T a r t u f f e commence done a q u i t t e r l e simple cadre r e l i g i e u x pour e n t r e r dans un domaine plus complexe et plus g e n e r a l . I l ne fa u t pas c r o i r e que l e s quatre ouvrages mentionnes c i - d e s s u s sont l e s seuls a d i s c u t e r l ' h y p o c r i s i e de T a r t u f f e dans l a s o c i e t e t du dix-septieme s i e c l e , n i que l a polemique entre M o l i e r e et l e s devots termine a ce p o i n t . Pourtant, i l n'en est pas moins v r a i que Benichou, Guicharnaud, Gossman et Gutwirth ont co n t r i b u e enormement a 1'analyse de l ' h y p o c r i s i e 3 et de l a fausse d e v o t i o n de T a r t u f f e e t , ont joue un r o l e important dans 1 ' i n s p i r a t i o n des etudes d'autres t r a i t s importants de ce personnage. A mesure que l e s e s p r i t s des gens s ' e l o i g n e n t du monde du dix-septieme s i e c l e , l e faux devot de M o l i e r e l u i a u s s i , perd son i d e n t i t e du type de c e t t e ancienne s o c i e t e pour devenir un personnage dynamique du t h e a t r e moderne. Bien que l e s t r a i t s de c a r a c t e r e de T a r t u f f e ne peuvent e t r e jamais d i v o r c e s de l ' h y p o c r i s i e et de l a fausse d e v o t i o n , l e s c r i t i q u e s des annees s o i x a n t e - d i x et q u a t r e - v i n g t s s ' i n t e -r e s s e n t plus a ceux qui ont un e f f e t v i s u e l sur l a scene p l u -to't qu'a ceux qui nous viennent a l ' e s p r i t apres l a chute du r i d e a u . Outre l ' h y p o c r i s i e r e l i g i e u s e qui a donne na i s s a n c e a tant de q u e r e l l e s , T a r t u f f e possede b i e n d'autres defauts qui rendent son c a r a c t e r e a l a f o i s comique et mysterieux. Dans un a r t i c l e , Marcel Gutwirth e s s a i e justement de re c h e r c h e r ce cote mysterieux de T a r t u f f e . ^ Le c r i t i q u e s o u t i e n t s u r t o u t qu'au fond, l e s spectateurs ne savent r i e n du rang s o c i a l de ce personnage, n i de sa v i e ou de ses o r i g i n e s avant son a r r i v e e a l ' e g l i s e ou i l r e n c o n t r e Orgon. D'apres 1'analyse de Gutwirth, l e mystere de T a r t u f f e s e r t a e n r i c h i r son r o l e de l'imposteur et a f o r t i f i e r l a puissance q u ' i l exerce sur l e s autres personnages. de l a p i e c e q u i , eux, r e a g i s s e n t chacun d'une faqon presque i n v o l o n t a i r e aux d i v e r s jeux de d e c e p t i o n du faux devot. Les idees de Gutwirth nous f o u r n i s s e n t a i n s i une bonne i n t r o d u c t i o n a un nouveau p o i n t de vue du c a r a c t e r e de T a r t u f f e sans e n t r e r en t r o p de d e t a i l s dans 1'analyse de chacun de ses masques. Pendant l e s annees s u i v a n t e s , pourtant, l a n o u v e l l e c r i t i q u e commence a s ' i n t e r e s s e r en plus de d e t a i l s aux elements du comique, du sensuel et du s i n i s t r e ; aspects qui ont t o u j o u r s f a i t p a r t i e i n t e g r a l e du faux devot mais qui n'ont jamais engendre d'analyses profondes parmi l e s etudes 6 des c r i t i q u e s precedents. Les a r t i c l e s de B r i a n N i c h o l a s et de Roger Guichemerre^ f o u r n i s s e n t une d i s c u s s i o n i n s t r u c -t i v e au s u j e t du comique de T a r t u f f e et de l'echec de ses p r o j e t s amoureux aupres d'Elmire; deux e n t r e p r i s e s qui sont intimement l i e e s car ce n'est qu'au moment de d e c l a r e r son amour a Elmi r e d'une fagon g r o s s i e r e et peu s u b t i l e que T a r t u f f e se r e v e l e comique. Le r e s t e du temps, nous voyons sur l a scene un homme odieux et menagant qui r i t t.res peu l u i -meme et n'evoque aucune envie de r i r e chez l e s s p e c t a t e u r s ; d e t a i l que Harold Knutson remarque en p a r t i c u l i e r dans son etude des elements du s i n i s t r e , sombre et d i a b o l i q u e dans l e 8 c a r a c t e r e de T a r t u f f e . Un d e r n i e r ouvrage qui merit e quelques commentaires e st 1 ' a r t i c l e d 1Andre Renard, "L'ambiguite de 9 T a r t u f f e " . Renard remarque s u r t o u t que l e s nombreuses f a -c e t t e s du c a r a c t e r e de T a r t u f f e ne r e s i d e n t pas dans l e domaine du r i d i c u l e c a r M o l i e r e f a i t expres de r e s e r v e r l e s r o l e s l e s plus comiques a Orgon. L'ambiguite dont p a r l e Renard p o r t e done, de nouveau, sur l a q u e r e l l e entre M o l i e r e et l e s e c c l e -s i a s t i q u e s c ar c e l u i qui f i n i t par e t r e l a c i b l e du r i d i c u l e , c ' e s t l e v r a i devot et non pas l e faux devot. C e c i met une f i n i n t e r e s s a n t e a. c e t t e p a r t i e de notr e d i s c u s s i o n c a r avec 1 ' a r t i c l e de Renard, nous sommes revenus a notr e p o i n t de depart. L'analyse generale de l ' h y p o c r i s i e r e l i g i e u s e du personnnage p r i n c i p a l a cede d'abord aux recherches plu s d e t a i l l e e s des autres t r a i t s de son c a r a c t e r e pour r e v e n i r de nouveau a une d i s c u s s i o n du l i e n intime entre l e s manieres physiques de T a r t u f f e et son engagement dans l a r e l i g i o n . I I est evident que l e s c r i t i q u e s molieresques de ce s i e c l e s ' i n t e r e s s e n t beaucoup a 1'etude des personnages comiques mais i l est egalement c l a i r que l a p l u p a r t de ces etudes por t e n t plus sur l ' a c t u a l i t e des personnages que sur l e u r genese ou l e u r s o r i g i n e s . I I y a, par exemple, beaucoup de d i s c u s s i o n s consacrees aux a c t i o n s scandaleuses de Dom Juan, au comique p i t o y a b l e d'Arnolphe et a l ' h y p o c r i s i e menagante de T a r t u f f e , mais i l n ' e x i s t e , par co n t r e , que quelques ouvrages qui s'occupent d'une fagon d e t a i l l e e de l a source de ces personnages ou de l ' e n d r o i t ou M o l i e r e a u r a i t pu t i r e r son i n s p i r a t i o n pour l e s c r e e r . Nous sommes tous au courant des f a c e t t e s evidentes du c a r a c t e r e de T a r t u f f e t e l l e s que sa grosseur, sa gourmandise et sa l a i d e u r . D ' a i l l e u r s , grace aux etudes l i t t e r a i r e s , nous avons quelques r e n s e i g n e -ments sur son e s p r i t , sa facon de penser et sa v u l n e r a b i l i t y en face de sa bien-aimee. Cependant, une vue complete de ce personnage nous echappe-car nous ignorons l e s d e t a i l s de ses o r i g i n e s et de son passe. Tout en acceptant 1 ' i n s p i r a t i o n de Mo l i e r e comme une p a r t i e de son genie de dramaturge, c e r t a i n s ont s e n t i quand meme l e b e s o i n de chercher a l ' e x t e r i e u r de l a pi e c e pour se ren s e i g n e r sur l e s sources p o s s i b l e s du person-nage T a r t u f f e . Le l i v r e de F r a n c i s Baumal, T a r t u f f e et ses a v a t a r s , c o n s t i t u e l'une des premieres grandes etudes qui repond a ce b e s o i n . ^ Quoique Baumal n'explique pas en d e t a i l s l a v i e ou l e c a r a c t e r e de chacun des a v a t a r s , i l donne neanmoins une t r e s b e l l e esquisse des nobles, des grands personnages et des e c c l e s i a s t i q u e s qui a u r a i e n t pu. pre s e n t e r aux yeux de M o l i e r e des plus p a r f a i t s exemplaires de T a r t u f f e . Cette analyse de T a r t u f f e et de ses avatars p o r t e s u r t o u t sur l a periode vers l e m i l i e u du dix-septieme s i e c l e ou M o l i e r e se t r o u v a i t a Lyon, et par consequence, au c e n t r e d'un scandale des a c t i v i -tes menees par un c e r t a i n gentilhomme qui s ' a p p e l a i t Monsieur Jacques Cr e t e n e t . Selon Baumal, l e s sources du personnage T a r t u f f e se trouvent en abondance dans l a v i e du Monsieur Cretenet et 1 ' e c r i v a i n en p a r l e longuement. Le l i v r e d ' A l f r e d Simon, qui p a r a i t plus de t r e n t e ans apres, reprend et t r a i t e , quoiqu'avec beaucoup moins de x 11 <• • p r e c i s i o n s , l a meme qu e s t i o n . Dahs sa breve analyse de Mo l i e r e et de ses p i e c e s , Simon ne manque pas de comprendre quelques renseignements sur l a c r e a t i o n et l a metamorphose de T a r t u f f e et nous y trouvons mention des gens comme Charpy de S a i n t e - C r o i x , l e p r i n c e de C o n t i , P i e r r e G a z o t t i et b i e n sur Jacques Cretenet de Lyon. Apres Simon, i l a f a l l u presque v i n g t ans de plus avant l a p a r u t i o n d'une t r o i s i e m e etude au 6 s u j e t de l a genese de T a r t u f f e . S t r u c t u r e s de T a r t u f f e de Jacques Scherer est consacre a 1'analyse de quatre aspects e s s e n t i e l s de l a pie c e du T a r t u f f e : l e fond h i s t o r i q u e de l a p i e c e , l a facon dont M o l i e r e c h o i s i t d'exprimer l e s f a i t s h i s t o r i q u e s , l e cote t h e a t r a l et 1 ' e x p r e s s i o n molieresque sur l a scene et finalement, l e M o l i e r e auteur en c o n j o n c t i o n avec 12 l e M o l i e r e a c t e u r . T o u t e f o i s , a l ' i n t e r i e u r de c e t t e etude s o i - d i s a n t s t r u c t u r a l e , nous trouvons une grande p a r t i e d' analyse consacree aux d i v e r s e s sources de T a r t u f f e dans l e monde r e e l . Comme Baumal, Scherer p a r l e assez longuement de Cretenet et f a i t mention d'un:assez grand nombre de nobles et de r e l i g i e u x , mais a l ' e n c o n t r e de Baumal, c e l u i - c i s ' e l o i g n e legerement de l a qu e s t i o n r e l i g i e u s e pour d i s c u t e r p l u s generalement l e s marques de ressemblances entre l ' h y p o c r i t e de M o l i e r e et ceux du monde e x t e r i e u r . La ou Baumal analyse s ur-tout 1'engagement de Cretenet avec l e s devots et l e comportement r e l i g i e u x de t e l ou t e l gentilhomme, Scherer remarque p l u t o t l ' a v i d i t e , l ' a p p e t i t et l a grosseur de T a r t u f f e et l a mesure dans l a q u e l l e ces t r a i t s se trouvent a i l l e u r s que sur l e s scenes comiques de M o l i e r e . C'est une d i f f e r e n c e qui met en r e l i e f l e f a i t que Scherer se trouve dans l a g e n e r a t i o n de l a n o u v e l l e c r i t i q u e molieresque a l o r s que Baumal, quoique auteur h a b i l e et p e r s p i c a c e , a p p a r t i e n t p l u t o t a une c l a s s e plus v i e i l l e des c r i t i q u e s l i t t e r a i r e s . La l i s t e d'etudes consacr^es a l a genese de T a r t u f f e dont nous venons de p a r l e r n'est sans doute pas exhaustive mais e l l e r e l e v e deux choses qui mer i t e n t d'etre remarquees. E l l e sou-t i e n t en premier l i e u 1 'importance des etudes de Baumal, de Simon et de Scherer, et e l l e montre en deuxieme l i e u l e bes o i n de plus de recherches aupres de l a naissance ou de l a c r e a t i o n de ce c a r a c t e r e dynamique, changeant et p a r f o i s c o n t r a d i c t o i r e du faux devot de M o l i e r e . L'un des buts p r i n c i p a u x que nous esperons a t t e i n d r e dans c e t t e these, est done de r e m p l i r ce be s o i n . J u s q u ' i c i , nous avons vu qu'en tant qu'etudes directement l i e e s a 1 1 analyse du personnage T a r t u f f e , i l y en a qui d i s c u t e n t generalement son r o l e de 1'hypocrite et du faux devot, d'autres qui s ' i n t e r e s s e n t a sa gourmandise et a sa g o i n f r e r i e et finalement, quelques unes qui recherchent ses o r i g i n e s . T o u t e f o i s , i l nous r e s t e a pre-c i s e r l e s d i v e r s e s sources du personnage-Tartuffe et a e t u d i e r systematiquement l e s elements qui a u r a i e n t pu s e r v i r d ' i n s p i r -a t i o n a M o l i e r e . Les ouvrages des c r i t i q u e s comme Guicharnaud et Gossman f o u r n i s s e n t de renseignements t r e s elabores au s u j e t de T a r t u f f e mais i l s manquent to u j o u r s de rendre plu s s p e c i -f i q u e s l e u r s d i s c u s s i o n s de sa genese et de con c e n t r e r davan-tage sur l e s elements qui p o u r r a i e n t c o n c r e t i s e r l e u r these. D ' a i l l e u r s , en d e p i t du grand nombre de comedies molieresques comprises dans l e u r s etudes, ces c r i t i q u e s n ' a r r i v e n t pas a mettre l e d o i g t sur l e s e n t r e p r i s e s , personnages ou elements qui a u r a i e n t pu exercer une i n f l u e n c e d i r e c t e sur M o l i e r e avant et au moment de son T a r t u f f e . Quant aux d i v e r s a r t i c l e s qui font mention des autres t r a i t s de T a r t u f f e a pa r t son h y p o c r i s i e et sa fausse d e v o t i o n , i l est evident q u ' i l s servent enormement a nous montrer l a dynamique du personnage et a nous rendre c o n s c i e n t s du f a i t que T a r t u f f e est t r e s ressemblant a un homme de c h a i r et d'os du monde r e e l . Neanmoins, en d e p i t de l e u r r i c h e s s e l i t t e r a i r e , ces a r t i c l e s n ' a r r i v e n t pas non plus a toucher au s u j e t de sources et de genese de ce personnage p r i n c i p a l . Le probleme avec l a d e r n i e r e c a t e g o r i e d'oeuvres d i s c u -tees c i - d e s s u s e st legerement d i f f e r e n t c a r i l s e r a i t i n e x a c t de d i r e que n i Baumal n i Scherer ne r e u s s i t a r e l e v e r quelques f a i t s d e f i n i t i f s de l a c r e a t i o n de T a r t u f f e mais, i l f a u t quand meme d i r e que l e u r s methodes et l a s t r u c t u r e de l e u r s etudes ne sont necessairement pas d e s t i n e e s a une d i s c u s s i o n p a r t i c u -l i e r e de l a genese ou des sources du personnage. Baumal p a r l e seulement et longuement de Jacques Cretenet, personnage qui ne 8 f o u r n i t que l'une des sources p o s s i b l e s de T a r t u f f e , t a n d i s que Scherer consacre l a plus grande m o i t i e de son l i v r e a une analyse s t r u c t u r a l e p l u t o t que genetique. B r e f , nous devons d i r e que l a matiere et l e s renseignements qui p o u r r a i e n t mener a une m e i l l e u r e connaissance des sources de T a r t u f f e e x i s t e n t depuis l e s premieres generations de c r i t i q u e s molieresques, mais jusqu'a maintenant ces matieres ont ete d i s p e r s e e s un peu par t o u t et l ' i n t e r e t de l e s assembler ne s'est jamais presente. Dans ce t r a v a i l a l o r s , nous cherchons s u r t o u t a r e l i e r quelques uns des p o i n t s e s s e n t i e l s q ui se trouvent deja parmi l e s etudes a c t u e l l e s du T a r t u f f e de M o l i e r e . En p l u s de cet assemblage d'idees pourtant, nous voudrions a p p r o f o n d i r 1'etude de c e r t a i n s elements que nous considerons e s s e n t i e l s a l a d i s c u s s i o n du faux devot et en meme temps, nous esperons f o u r n i r a l a these quelques n o t i o n s i n n o v a t r i c e s r e l a t i v e s a l a source et a l a genese du personnage T a r t u f f e . F a i s a n t a i n s i appel a l a r i c h e s s e des ouvrages d ' a u t r u i , nous pourrons p r e s e n t e r une etude l o g i q u e qui montrera a l a f o i s l e s etapes importantes dans l a c r e a t i o n du personnage T a r t u f f e et 1' e v o l u t i o n du dramaturge dont 1 ' e s p r i t c r o i t avec l e developpe-ment de ses personnages. L o i n de pretendre nous charger d'un t r a v a i l au mime niveau e r u d i c que. c e l u i de. Guicharnaud ou de Knutson, nous esperons neanmoins f o u r n i r une vue generale et i n s t r u c t i v e de l a s i t u a t i o n du personnage T a r t u f f e au d i x -septieme s i e c l e et des d i v e r s e s e n t r e p r i s e s ou t r a d i t i o n s a u x q u e l l e s i l d o i t sa n a i s s a n c e . Malgre n o t r e d e s i r de f o u r n i r quelques reponses concretes aux nombreuses questions mysterieuses aupres de l a genese de T a r t u f f e , nous sommes o b l i g e s de r e c o n n a i t r e qu'une tache p a r e i l l e n'est pas r e a l i s a b l e . En d e p i t de l a j u s t e s s e de c e r t a i n s arguments que nous esperons r e l e v e r a. ce s u j e t , i l s e r a i t t r o p i n j u s t e et in e x a c t de s o u t e n i r que T a r t u f f e n'est au fond que l' u n des f i l s des types i t a l i e n s ou l e simple r e f l e t de Monsieur Jacques Cretenet ou b i e n un personnage f i c t i f q ui se trouve dans l a meme f a m i l l e que l'Onuphre de La Bruyere. Les c o n c l u s i o n s que nous cherchons a t i r e r dans c e t t e these sont en e f f e t doubles. D'une p a r t , i l est important de prouver que M o l i e r e dependait beaucoup des sources e x t e r i e u r e s pour sa r e u s s i t e t h e a t r a l e dans l e cas du T a r t u f f e a u s s i b i e n que dans c e l u i de ses autres comedies. La periode ou M o l i e r e p a r t a g e a i t l a s a l l e du Petit-Bourbon avec l e s I t a l i e n s c o n s t i t u e l'une des sources l e s plus r i c h e s de sa genie de dramaturge c a r personne ne s a u r a i t n i e r qu'Orgon ne ressemble au vie u x Pantalone de • Venise ou que Mariane et V a l e r e ne sont de p a r f a i t s exemples des jeunes amoureux du t h e a t r e i t a l i e n . Le monde r e e l de son epoque f o u r n i t egalement un t r e s o r d'idees a M o l i e r e et l e f a i t que c e l u i - c i f a i t de son mieux pour en p r o f i t e r e s t , de nouveau, un f a i t i n c o n t e s t a b l e . D 1 a u t r e p a r t , i l ne fa u t pas o u b l i e r que T a r t u f f e , parmi d'autres personnages comiques, possede une q u a l i t e molieresque qui ne se trouve n i chez l e s types i t a l i e n s n i dans l e c a r a c t e r e des stere o t y p e s sociaux du monde r e e l . A v r a i d i r e , l e s premieres f a r c e s de M o l i e r e ont connu une p l u s grande r e u s s i t e que l e s pieces i t a l i e n n e s q ui l e s av a i e n t i n s p i r e e s . II est c l a i r done qu'a pa r t l e s quelques changements que M o l i e r e opere dans ses comedies pour q u ' e l l e s conviennent mieux au gout f r a n c a i s , i l y ajoute a u s s i une p o i n t e nettement molieresque qui transforme une simple f a r c e i t a l i e n n e en un grand chef-d'oeuvre t h e a t r a l . De meme, M o l i e r e possede un t a l e n t presque t r o u b l a n t d'observer et d ' i n t e r p r e t e r l e s manieres et l a ps y c h o l o g i e de ses semblables de facon que ses personnages r e f l e t e n t f idelement l e u r s s o s i e s du monde r e e l sans jamais q u i t t e r l e u r cadre de l ' u n i v e r s f i c t i f . Les deux p a r t i e s d'une c o n c l u s i o n p a r e i l l e semblent e t r e t r e s c o n t r a -d i c t o i r e s mais e l l e s sont en f a i t l e s reponses l e s p l u s j u s t e s et l e s p l u s exactes a l a q u e s t i o n de l a genese de T a r t u f f e . Personnage mysterieux et dynamique, T a r t u f f e ne peut pas a p p a r t e n i r a une seule t r a d i t i o n l i t t e r a i r e ou t h e a t r a l e mais f a i t preuve p l u t o t du p r o d u i t magnifique cree par une combi-n a i s o n s u b t i l e de connaissance et d'imagination de l a pa r t de 1 ' e c r i v a i n . 10 Un d e r n i e r commentaire que nous voulons a j o u t e r aux con-c l u s i o n s que nous esperons t i r e r de c e t t e these est c e l u i qui se r a t t a c h e au d e r n i e r c h a p i t r e . La d i s c u s s i o n d'autres e c r i -v a i n s du dix-septieme s i e c l e s e r t s u r t o u t a f o r t i f i e r l e s con-c l u s i o n s que nous venons de d i s c u t e r , car de meme que M o l i e r e a l l i a i t l a connaissance avec 1'imagination pour c r e e r ses personnages, La Bruyere combinait l e s i n f l u e n c e s de M o l i e r e avec ses propres dons d ' e c r i v a i n pour donner naissance a ses 'Caracteres'. D'une pa r t a l o r s , nous esperons sincerement que n o t r e recherche r e u s s i r a a demontrer l e s sources v a r i e e s de T a r t u f f e et d'autre p a r t , nous voudrions montrer que l e s aspects de l a nature humaine concus par M o l i e r e sont egalement presents dans l e s c r e a t i o n s dynamiques de n'importe quel auteur qui s o i t de 1 ' e s p r i t f l e x i b l e et p e r s p i c a c e . Comme nous avons deja. d i t , nous ne cherchons pas a f a i r e un t r a v a i l a u s s i concentre que c e l u i des grands e c r i v a i n s qui nous precedent et nous ne nous attendons pas non plus a ce que n o t r e etude re p r e s e n t e l e simple ramassage des idees d ' a u t r u i . Ce que nous voudrions f a i r e c ' e s t de p r e s e n t e r une.analyse c l a i r e , p r e c i s e et b i e n o r g anisee du T a r t u f f e de M o l i e r e et d'accomplir a i n s i un t r a v a i l l i t t e r a i r e i n s p i r e par l e s Baumal et l e s Scherer de nos jours mais non sans un c e r t a i n gout de f r a i c h e u r et d ' o r i g i n a l i t e . La d i s c u s s i o n des d i v e r s domaines l i t t e r a i r e s et theatraux qui a u r a i e n t pu e t r e l i e e s au per-sonnage T a r t u f f e est d i v i s e e dans c e t t e d i s s e r t a t i o n en t r o i s c h a p i t r e s : l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e , l ' a c t u a l i t e contemporaine du moment de M o l i e r e et l e monde f i c t i f du dix-septieme s i e c l e . L'ordre dans l e q u e l nous c h o i s i s s o n s d'aborder chaque p a r t i e de n o t r e d i s c u s s i o n en est chronologique a u s s i b i e n que l o g i q u e . II importe de commencer par l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e car c e t t e e n t r e p r i s e t h e a t r a l e e x i s t e en Europe depuis l'epoque de l a Renaissance et done, b i e n avant l e s i e c l e de M o l i e r e ou l a p a r u t i o n du T a r t u f f e . D ' a i l l e u r s , malgre l e s o r i g i n e s f r a n c h i s e s de M o l i e r e , ce f u r e n t l e s I t a l i e n s qui l u i ont 11 f o u r n i l e s premieres i n s p i r a t i o n s de de v e n i r dramaturge comique. Vers l e debut du dix-septieme s i e c l e , l e s troupes i t a l i e n n e s o f f r a i e n t regulierement d ' a t t r a y a n t s s p e c t a c l e s au p u b l i c f r a n -g a i s et exergaient a i n s i une t r e s grande i n f l u e n c e sur l e u r s concurrents f r a n g a i s de 1 1 I l l u s t r e - T h e a t r e dont l e jeune M o l i e r e e t a i t membre. D'apres l a s u i t e chronologique, l e deuxieme c h a p i t r e t r a i t e l ' a c t u a l i t e contemporaine du dix-septieme s i e c l e et s u r t o u t de l a periode ou M o l i e r e s'est mis a. voyager en France. L'un de ses sejours l e s plus i n t e r e s s a n t s f u t c e l u i q u ' i l a f a i t a Lyon, l ' e n d r o i t ou i l a rencontre de nombreux personnages sociaux qui f o u r n i r a i e n t plus t a r d un r i c h e r e -p e r t o i r e de t r a i t s humains a ses personnages. Le d e r n i e r c h a p i t r e e st consacre au monde f i c t i f q u i v i e n t o b l i g a t o i r e m e n t apres l e monde r e e l car c e t t e d e r n i e r e p a r t i e p a r l e non s e u l e -ment des sources du personnage T a r t u f f e mais egalement de sa r e u s s i t e sur l a scene comique et de son i n f l u e n c e sur d'autres oeuvres l i t t e r a i r e s ou t h e a t r a l e s qui mettent en r e l i e f l e s memes concepts de l ' h y p o c r i s i e et de l a fausse d e v o t i o n de 1'epoque. A i n s i , par une p r o g r e s s i o n chronologique et r a i s o n n a b l e , nous cherchons a pre s e n t e r , e l a b o r e r , et jusqu'a un c e r t a i n p o i n t , e n r i c h i r n o t r e d i s c u s s i o n dont l e theme gen e r a l est tou j o u r s d'analyser l e personnage T a r t u f f e . Le no t r e est non pas un theme d i d a c t i q u e ou meme phil o s o p h i q u e mais simplement un theme de pensees; un rassemblement d'idees et de ren s e i g n e -ments developpes d'une maniere b i e n r e f l e c h i e . Notre r e f l e -x i o n s'exerce non seulement.sur l a f i g u r e de l a scene comique mais s u r t o u t sur son c a r a c t e r e t e l q u ' i l e st r e p r e s e n t s par c e l u i de c e r t a i n s i n d i v i d u s ou types qui ont e x i s t e dans chacun des t r o i s e tablissements d i s c u t e s c i - d e s s u s . Finalement, avant de commencer l a d i s c u s s i o n de notr e premier c h a p i t r e nous voudrions p r o f i t e r de c e t t e o c c a s i o n pour p a r l e r brievement de l a s t r u c t u r e de chaque p a r t i e . Comme l a these est d i v i s e e en t r o i s c h a p i t r e s , l a d i s c u s s i o n de chaque c h a p i t r e est p a r e i l l e m e n t separee en t r o i s p a r t i e s . 12 La premiere p a r t i e de chaque c h a p i t r e analyse l e s t r a i t s phy-siques du personnage et examine l a ressemblance d'apparence, d'age et de t a i l l e ' entre T a r t u f f e et l e s d i v e r s personnages de l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e , de l a s o c i e t e r e e l l e et des oeuvres f i c t i v e s d'autres e c r i v a i n s . Suivant l a d i s c u s s i o n du physique, nous passerons e n s u i t e aux manieres, aux a c t i o n s et aux gestes de T a r t u f f e qui p o u r r a i e n t egalement l e l i e r aux types des autres domaines theatraux, sociaux et l i t t e r a i r e s . Dans l a t r o i s i e m e p a r t i e , nous nous occuperons s u r t o u t des p o i n t s communs entre l e s aspects moraux et psychologiques du personnage molieresque et ceux des autres h y p o c r i t e s et faux devots de l a meme epoque. Suivant a i n s i une s t r u c t u r e c r o i -ssant e qui va de 1'etape l a p l u s fondamentale jusqu'a 1'etape l a p l u s complexe, notre these va tendre a d e c o u v r i r l a mesure dans l a q u e l l e M o l i e r e a emprunte son T a r t u f f e aux sources e x t e r i e u r e s et l e s d e t a i l s de c a r a c t e r e s de ces autres per-sonnages qui 1'auraient pu vecu. Notes ^ Paul Benichou, " M o l i e r e , " dans Morales du grand s i e c l e ( P a r i s : G a l l i m a r d , 1948), pp. 257-363. 2 .. Jacques Guicharnaud, Une Aventure t h e a t r a l e ( P a r i s : G a l l i m a r d , 1963) 3 L i o n e l Gossman, Men and Masks : A Study of M o l i e r e (Ba l t i m o r e : Johns Hopkins P r e s s , 1963) ^ Marcel Gutwirth, M o l i e r e ou 1 ' i n v e n t i o n comique. La  metamorphose des themes et l a c r e a t i o n des types ( P a r i s : Minard, 1966) Marcel Gutwirth, " T a r t u f f e and the M y s t e r i e s , " P u b l i c a t i o n of the Modern Language A s s o c i a t i o n of America, 92 (1977), 33-40. : Br i a n N i c h o l a s , "Is T a r t u f f e a Comic C h a r a c t e r ? " Modern Language Review, 75 (1980), 753-65. ^ Roger Guichemerre, " P o s i t i o n s c r i t i q u e s et n o u v e l l e s p e r s p e c t i v e s , " Oeuvres et c r i t i q u e s , 6 (1981) 8 Harold C. Knutson, " M o l i e r e et l a n o u v e l l e c r i t i q u e , " Papers on French Seventeenth Century L i t e r a t u r e , 20 (1984), 15-35. 9 Andre Renard, "L'ambiguite de T a r t u f f e , " Information  L i t t e r a i r e , 33 (1981), 225-28. ^ F r a n c i s Baumal, T a r t u f f e et ses a v a t a r s ( P a r i s : Emile Nourry, 1925) ^ A l f r e d Simon, M o l i e r e ( P a r i s : E d i t i o n s du S e u i l , 1957) 12 Jacques Scherer, S t r u c t u r e s de T a r t u f f e ( P a r i s : S.E.D.E.S., 1974) T a r t u f f e et l e s types de l a Comedie i t a l i e n n e 14 Un a r t complexe et v a r i e , 1 1 e n t r e p r i s e de f a i r e r i r e l e s gens a toujours e x i s t e dans toutes c u l t u r e s europeennes depuis l e s premiers comediens grecs jusqu'aux ac t e u r s modernes du t h e a t r e contemporain. Et comme tout a r t , chacune des d i v e r s e s formes de l a comedie a eu sa periode d i s t i n c t i v e en Europe comme a i l l e u r s . Quoique l a presence des I t a l i e n s en France date de longues annees avant l ' a r r i v e e de M o l i e r e dans l e s e n t r e p r i s e s t h e a t r a l e s , i l y a quelques periodes en p a r t i c u l i e r ou l e u r i n f l u e n c e sur 1 ' e c r i v a i n merite d ' e t r e remarquee. La premiere rencontre entre M o l i e r e et l e s comediens etrangers a eu l i e u t r e s t o t dans l a v i e de c e l u i - l a c a r , jeune et i n t e r e s s e par l e t h e a t r e , M o l i e r e a l l a i t souvent v o i r l e s troupes i t a l i e n n e s qui se succedaient a P a r i s . Les I t a l i e n s y j o u i s s a i e n t d'une grande p o p u l a r i t y parmi l e s F r a n c a i s de toutes c l a s s e s s o c l a l e s et a l a Cour i l s gagnaient l a faveur du r o i t a n d i s qu'en v i l l e i l s charmaient f a c i l e m e n t l e s f o u l e s avec l e u r s masques s a i s i s s a n t s et l e u r s gestes exageres. Plus t a r d , engage dans l a troupe de 1 ' I l l u s t r e Theatre, M o l i e r e r e p r e s e n t a i t aux fosse s de Nesle ou au por t S a i n t - P a u l des d i v e r s e s t r a g e d i e s de T r i s t a n et de Magnon mais l e s i n t e r p r e -t a t i o n s mediocres des juenes Franqais n ' e t a i e n t pas de t a i l l e a f a i r e concurrence aux masques et aux bo u f f o n n e r i e s des comediens i t a l i e n s . ^ L ' I l l u s t r e Theatre p e r d a i t v i t e a l o r s l a faveur du p u b l i c et M o l i e r e se t r o u v a i t v a i n c u devant l e succes de ses con c u r r e n t s . Malgre sa jeunesse et son manque d'experience, M o l i e r e e t a i t neanmoins observateur s e r i e u x et p e r s p i c a c e qui p r e t a i t une v i v e a t t e n t i o n aux apparences et aux techniques t h e a t r a l e s des I t a l i e n s et ses premieres f a r c e s La j a l o u s i e du b a r b o u i l l e e et surtout Le medecin v o l a n t s o u l i g n e n t c l a i r e m e n t l a presence de c e t t e i n f l u e n c e i t a l i e n n e . La deuxieme rencontre entre M o l i e r e et l e s I t a l i e n s marque une etape beaucoup plus f a v o r a b l e dans l e s accomplisse-ments de 1 ' e c r i v a i n f r a n q a i s . Suivant son echec dans l a troupe de l ' l l l u s t r e Theatre, M o l i e r e est p a r t i pour voyager en p r o v i n c e . En retournant dans sa v i l l e n a t a l e en 1659, l ' e c r i v a i n s'est trouve de nouveau dans l e s memes m i l i e u x que ses c o n f r e r e s i t a l i e n s . Cette f o i s , pourtant, M o l i e r e est au meme niveau que l e s I t a l i e n s car l o i n d 'envier l e u r r e u s s i t e a. eux, i l commencait lui-meme a. s ' e t a b l i r dans l e monde thea-t r a l de P a r i s et des l o r s i l d e v a i t p a r t a g e r avec l e s acteurs etrangers l a s a l l e du Petit-Bourbon et plus t a r d l e t h e a t r e du P a l a i s - R o y a l . C e t t e deuxieme rencontre marque a l o r s une period? s i g n i f i c a t i v e dans l e rapport entre M o l i e r e et l e s I t a l i e n s c a r i l s ' a g i t non seulement d'une simple concurrence ou comparaison de s p e c t a c l e s p u b l i c s mais d'un v e r i t a b l e partage de methodes, de s t y l e s , de themes et de mises-en-scenes. Comme nous avons deja mentionne, 1 ' i n f l u e n c e qu'exerce l a Commedia d e l l ' a r t e sur l e s pieces molieresques e x i s t e depuis l e debut de l a c a r r i e r e dramaturgique de l ' e c r i v a i n . L'une des premieres p i e c e t t e s qui e st s i c a r a c t e r i s t i q u e de l a Commedia d e l l ' a r t e est Le medecin v o l a n t ; f a r c e que M o l i e r e a v a i t concue pendant son.sejour en pr o v i n c e mais qui est l i e e sans doute a l l Medico v o l a n t e des I t a l i e n s . D'autres pieces c e l e b r e s qui r e f l e t e n t l a presence i t a l i e n n e dans l e t h e a t r e f r a n c a i s sont Les Precieu s e s r i d i c u l e s et S g a n a r e l l e ou l e  Cocu i m a g i n a i r e et. b i e n que l a r e p r e s e n t a t i o n de c e l l e s - c i n ' a i t ete r e a l i s e e qu'apres l e depart des troupes i t a l i e n n e s , i l est c l a i r que l e u r jeu et l e u r s i n t r i g u e s r e f l e t e n t a u s s i b i e n 1 ' i n f l u e n c e que l a Commedia d e l l ' a r t e exerce sur 1 ' e s p r i t c r e a t e u r de M o l i e r e . Pour l ' E t o u r d i ou l e s Contre Temps, M o l i e r e tourne v e r s l a Commedia e r u d i t a pour ses i n s p i r a t i o n s car c e t t e p i e c e que l ' e c r i v a i n r e u s s i t a f a i r e jouer grace a l ' a p p u i du f r e r e du r o i , prend ouvertement sa source de l'oeuvre i t a l i e n n e de BeTtrame i n t i t u l e e 1 ' I n a v e r t i t o . Que ce s o i t l e genre e c r i t en vers ou bi e n l a comedie p o p u l a i r e et improvisee a l o r s , M o l i e r e p r o f i t e enormement de son expe-r i e n c e aupres des I t a l i e n s et jusqu'a 1'epoque de sa d e r n i e r e 16 p i e c e , Le Malade i m a g i n a i r e , l ' e s p r i t de l a comedie i t a l i e n n e exerce une i n f l u e n c e s i g n i f i c a t i v e sur 1 ' i n t r i g u e et sur l e c a r a c t e r e des d i v e r s personnages de l a p i e c e . Au moment de l a p i e c e Le T a r t u f f e , pourtant, c e t t e i n f l u e n c e devient beaucoup moins evidente car l e s t y l e molie-resque a v a i t f a i t d'enormes progres durant l a c o u r t e periode de neuf ans entre l a premiere r e p r e s e n t a t i o n des p i e c e s comme Les P r e c i e u s e s r i d i c u l e s ou S g a n a r e l l e ou l e Cocu i m a g i n a i r e et l a v e r s i o n d e f i n i t i v e d u . T a r t u f f e . Tout en gardant c e r t a i n s cadres d ' i n t r i g u e s et de mises-en-scenes de l a Commedia d e l l ' a r t e , M o l i e r e transforme l e s b o u f f o n n e r i e s et l e s p a r o d i e s des p i e c e s i t a l i e n n e s en des comedies s a t i r i q u e s d'une o b s e r v a t i o n t r e s penetrante comprenant un dialogue et des r e f l e x i o n s d' e s p r i t purement f r a n q a i s . Au niveau d'une analyse p h i l o s o -phique ou s o c i a l e a l o r s , i l e x i s t e une espece d ' e c a r t de pensees entre M o l i e r e et ses c o n f r e r e s i t a l i e n s , mais au niveau fondamental de l a s t r u c t u r e et des a c t i o n s de l a p i e c e , i l r e s t e encore beaucoup de ressemblances fr a p p a n t e s . Comme l e s premieres f a r c e s de M o l i e r e font preuve de 1 1 i n f l u e n c e des pantomimes de l a Commedia d e l l ' a r t e , nous trouvons, parmi l e s plus grandes oeuvres molieresques, que Pom Juan et l e T a r t u f f e sont egalement r e p r e s e n t a t i f s d'un t r i b u t a i r e immediat du t h e a t r e i t a l i e n . L ' a r l e q u i n a d e i t a l i e n n e II C o n v i t a t o d i P i e t r a a ete p l u s ou moins f i d e l e -ment i m i t e e par l e s d i v e r s e s p i e c e s f r a n c a i s e s qui s'occu-paient toutes de Pom Juan, de son v a l e t et de l a s e d u c t i o n des f i l l e s v a r i e e s , s u i v i e i n e v i t a b l e m e n t par 1 ' i n v i t a t i o n a d i n e r a l a s t a t u e de p i e r r e et par l a f i n du seducteur en 2 e n f e r . Pans l e cas du T a r t u f f e , pourtant, malgre l a r e u s s i t e de l a v e r s i o n de M o l i e r e , l e precurseur i t a l i e n de c e t t e comedie est en g e n e r a l beaucoup moins connu. P ' a i l l e u r s , l a oil l a p l u p a r t des pieces molieresques sont l i e e s a l a t r a d i t i o n de l a Commedia d e l l ' a r t e , l e s o r i g i n e s du T a r t u f f e sont f o u r n i e s par l a comedie r e g u l i e r e ou l a Commedia e r u d i t a . A p a r t quelques d i f f e r e n c e s de themes et d ' i m p l i c a t i o n s s o c i a l e s , dont nous avons d e j a f a i t mention, Le T a r t u f f e de M o l i e r e ressemble beaucoup a l a c r e a t i o n de l ' A r e t i n i n t i t u l e e Lo I p o c r i t o . L ' i n t r i g u e de Lo I p o c r i t o concerne p a r e i l l e m e n t 1 ' i n s i n u a t i o n d'un faux devot dans l a raaison d'un bon bourgeois qui l u i , se l a i s s e s e duire par l e s manieres h y p o c r i t e s de ce personnage m a l i n jusqu'au p o i n t de r e p u d i e r sa propre f a m i l l e . Le p a r a l l e l i s m e entre l e c a r a c t e r e des d i v e r s personnages merite a u s s i d ' e t r e remarque car L i s e o , comme Orgon, est un v i e i l l a r d o b s t i n e qui r e f u s e d'ecouter l e bon raisonnement de sa femme Annetta q u i , e l l e , joue l e meme r o l e qu'Elmire. En Dorine, nous trouvons l e melange des v a l e t s et des s e r v i t e u r s de l a p i e c e i t a l i e n n e q u i , eux a u s s i , font de l e u r mieux pour a i d e r l e s jeunes amoureux et pour d e l i v r e r l a f a m i l l e de 1 ' i n f l u e n c e de 1 ' h y p o c r i t e . Quant au personnage p r i n c i p a l de Lo I p o c r i t o , semblable a T a r t u f f e , i l est gourmand, faussement devoue, t r e s h a b i l e avec l e s d i s c o u r s sur l a r e l i g i o n et s ' i n t e r e s s e un peu t r o p aux b e l l e s personnes du sexe f e m i n i n . Neanmoins, i l f a u t n o t e r qu'en gros, l e s ressemblances r e s t e n t au n i v e a u p l u t o t s u p e r f i c i e l c a r l a ou l e s p r o j e t s du personnage de l ' A r e t i n semblent e t r e r e f l e c h i s et prepares t o u j o u r s en avance, nous ne saurions jamais a f f i r m e r s i T a r t u f f e a g i t spontanement ou non. En e f f e t , l a plus grande d i f f e r e n c e entre M o l i e r e et l ' A r e t i n est que c e l u i - c i c o n c o i t ses perso-nnages a l ' i n t e r i e u r du cadre de l a comedie pure t a n d i s que l ' e c r i v a i n f r a n c a i s attaque brutalement. son h y p o c r i t e et cree un drame d ' i n t r i g u e a l a f o i s f a s c i n a n t et menaqant. La p i e c e de l ' A r e t i n souleve a i n s i un p o i n t e s s e n t i e l a n o t r e d i s c u s s i o n de l a source du personnage T a r t u f f e car e l l e nous montre que l e personnage de M o l i e r e est l e r e f l e t d'un e t r e mysterieux et dynamique qui ne peut pas e t r e a t t r i b u e a seulement un type de l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e . La q u e s t i o n des types est e s s e n t i e l l e a l a Commedia d e l l ' a r t e c a r l'un des t r a i t s e x c e p t i o n n e l s de c e t t e t r a d i t i o n t h e a t r a l e est son emploi frequent des masques et l a facon dont 18 l a p l u s grande p a r t i e du theme et des i n t r i g u e s des scenes depend des t r a i t s humains de chaque masque. Dans l e s premieres p i e c e s i t a l i e n n e s par exemple, l ' o n trouve des scenes e n t i e r e s qui d o i v e n t l e u r r i c h e s s e a l ' h a b i l e t e a c r o b a t i q u e et l ' e s p r i t f a n t a i s i s t e d'Harlequin ou a l a f o u r b e r i e du c a r a c t e r e ruse de B r i g h e l l a . L ' e v o l u t i o n des comedies i t a l i e n n e s c o n s i s t e moins en un changement de themes ou de s t r u c t u r e mais plus en un developpement de ses personnages du cote de l e u r apparence physique, de l e u r s manieres et de l e u r p s y c h o l o g i e . Pour c i t e r Duchartre, " l a Commedia i t a l i e n n e et ses c a r a c t e r e s n'ont vecu s i longtemps que parce q u ' i l s se sont perpetuellement t r a n s f o r -mes, tout en r e s t a n t de l a meme r a c e . " La r e u s s i t e dramaturgique de M o l i e r e o b e i t en gros a l a meme t h e o r i e . E n t r e ses premieres f a r c e s et son T a r t u f f e , M o l i e r e f a i t incontestablement preuve d'une c r o i s s a n c e d ' i d e e s et d'un enrichissement de dons de dramaturge. La ou La j a l o u s i e  du b a r b o u i l l e et plus t a r d , Les Pre c i e u s e s r i d i c u l e s ne r e p r e -sentent que des parodies moqueuses d e s t i n e e s a provoquer l e r i r e des gens, Le T a r t u f f e est une e n t r e p r i s e t h e a t r a l e d e s t i -nee a exprimer en premier l i e u , l e s o p i n i o n s p e r s o n n e l l e s de Mo l i e r e aupres de sa s o c i e t e , et en deuxieme l i e u , de f a i r e penser l e s gens a l'une des plus grandes controverses s o c i a l e s de l'epoque. Les scenes des comedies sont t o u j o u r s a P a r i s , l e s d e t a i l s des mises-en-scenes r e s t e n t eternellement simples et l e s i n t r i g u e s tournent i n e v i t a b l e m e n t autour des jeunes amoureux et des v i e i l l a r d s dupes, mais M o l i e r e a c q u i e r t de l a matur i t e d ' e s p r i t a mesure que sa c a r r i e r e s'avance et son murissement e n t r a i n e egalement une e v o l u t i o n de c a r a c t e r e dans ses personnages. Le cas du type S g a n a r e l l e s e r t de t r e s bon exemple a ce genre de 'tra n s f o r m a t i o n p e r p e t u e l l e ' dont p a r l e Duchartre dans l a c i t a t i o n c i - d e s s u s , car tout en r e s t a n t dans l e cadre du s e r v i t e u r i t a l i e n , l a metamorphose de S g a n a r e l l e comprend son r o l e du barbon berne dans S g a n a r e l l e  ou l e Cocu i m a g i n a i r e s u i v i e n s u i t e du r o l e du v i e i l l a r d amoureux et c r e d u l e dans Le mariage f o r c e et termine e n f i n avec son grand r o l e du compagnon comique de Dom Juan ou i l est s u p e r s t i t i e u x , peureux et t r e s humain et dynamique. A v r a i d i r e , l e s e r v i t e u r i t a l i e n bat son p l e i n dans l a p i e c e Dom  Juan de meme que 1'hypocrite ou l e faux devot a r r i v e a un po i n t t r e s avance de son e v o l u t i o n dans Le T a r t u f f e . Comme nous avons deja soutenu, l a ou M o l i e r e donne naissance aux personnages r e a l i s t e s et dynamiques, l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e cree p l u t o t des masques ou des types qui r e p r e s e n t e n t chacun un c e r t a i n v i c e ou b i e n une v e r t u . I I y a en gros sept types p r i n c i p a u x dans l a Commedia d e l l ' a r t e : H a r l e q u i n , B r i g h -h e l l a , Pantalone, l e Dottore, P o l i c h i n e l l e , l e Ca p i t a n et Pedrolino."* Dans l e s pages s u i v a n t e s , nous examinerons jusqu' a quel p o i n t l e s t r a i t s de ces d i v e r s types se trouvent dans l e personnage T a r t u f f e et comment ces t r a i t s servent a rendre plus dynamique son c a r a c t e r e sans l e s o r t i r de; son r o l e t r a d i t i o n n e l de 1'h y p o c r i t e . Quand on pense a l a Commedia d e l l ' a r t e ou l a comedie des masques, i l est n a t u r e l qu'on songe d'abord a. l'apparence physique des personnages car ce sont justement l e s i n d i c e s de t a i l l e , de vetements et d'age qui servent a annoncer l e u r r o l e dans l a p i e c e . P a r e i l s au p u b l i c de n'importe q u e l l e t r a d i t i o n t h e a t r a l e a l o r s , que ce s o i t lei t h e a t r e a n g l a i s de Shakespeare, l e s t r a g e d i e s c l a s s i q u e s de C o r n e i l l e ou meme l e s p i e c e s con-temporaines de nos j o u r s , l e s s p e c t a t e u r s i t a l i e n s comprennent et acceptent q u ' i l e x i s t e un c e r t a i n code dans l'apparence physique des personnages. Le costume v e r t et blanc de B r i g -h e l l a par exemple, indique c l a i r e m e n t au p u b l i c l a l i b e r t e < dont j o u i t ce personnage ca r B r i g h e l l a a une espece de ' c a r t e -blanche' dans ses d r o i t s de mener et de manipuler l e s d i v e r s e s i n t r i g u e s de l a p i e c e . De meme que l a v a n i t e du Ca p i t a n est a u s s i f a c i l e m e n t reconnue par l e s c o u l e u r s c u i v r e e s et e c l a -tantes de ses vetements, M o l i e r e s o u l i g n e egalement b i e n 1'importance de l'apparence physique de ses personnages. Cependant, chez M o l i e r e s l e s i n t e n t i o n s sont doubles. 20 Les d i v e r s elements d'age, de t a i l l e et de costume servent non seulement a annoncer l e r o l e du personnage T a r t u f f e mais e g a l e -ment a mettre en r e l i e f 1 " o p p o s i t i o n n e t t e entre son v r a i c a r a c t e r e n o i r et l a facade r e l i g i e u s e q u ' i l presente aux a u t r e s . A une epoque ou l a r e l i g i o n s o u l i g n a i t t e l l e m e n t 1'importance de l a souffranee physique, l e p u b l i c de M o l i e r e remarque f a c i l e m e n t comment ' l a h a i r e ' que T a r t u f f e demande a Laurent de s e r r e r va mal avec son ' t e i n t f r a i s ' . Puisque l e s e c r i t s de M o l i e r e ne l ' o n t jamais i n d i q u e et que nous n'aurons jamais 1'occasion d ' a s s i s t e r a une r e p r e s e n t a t i o n du T a r t u f f e au dix-septieme s i e c l e , i l nous sera impossible d ' a f f i r m e r s i nos i n t e r p r e t a t i o n s des t r a i t s physiques de ce personnage sont j u s t e s ou non. T o u t e f o i s , d'apres l e s d e s c r i p t i o n s p i t t o r e s q u e s de Dorine, i l . est c l a i r que T a r t u f f e est un e t r e gros et peu a t t i r a n t ; elements t r e s n e g a t i f s qui l e rendent a l a f o i s degoutant et comique. Les t r a i t s physiques des personnages i t a l i e n s sont egalement peu f l a t t e u r s car i l f a u t c e r t a i n s elements n e g a t i f s pour provoquer l e r i r e . Personne ne trouve comique un personnage beau et b i e n v e t u mais tout l e monde s a u r a i t r i r e de l a grosse bosse de P o l i c h i n e l l e ou du nez t r o p p o i n t u de Pantalone. Cependant, nous pourrions de nouveau, s o u t e n i r que l e s i n t e n t i o n s de M o l i e r e sont plus complexes que c e l l e s des I t a l i e n s , car l a ou c e u x - c i dependent des t r a i t s n e g a t i f s pour rendre l e u r s personnages comiques, 1 ' e c r i v a i n f r a n ^ a i s f a i t qu'on r i t de T a r t u f f e sans a v o i r p i t i e de l u i ou meme l u i p r e t e r t r o p d ' a m i t i e . II faut remarquer que l e s I t a l i e n s ont grande tendance a c o n f i e r a l e u r s personnages de t r a i t s t r e s exageres des bossus et des v i s a g e s ride's jusqu'aux d i f f o r m i t e s physiques l e s plus g r o s s i e r e s . Neanmoins, ces masques l a i d s connaissent de t r e s grandes r e u s s i t e s car l e but p r i n c i p a l des comediens i t a l i e n s ne depasse pas l a simple e n t r e p r i s e de f a i r e r i r e l e s gens. M o l i e r e , pour sa p a r t , cherche a amuser ses spectateurs a u s s i b i e n qu'a l e s f a i r e r e f l e c h i r a ce que symbolise son personnage et a ce que v e u l e n t s o u l i g n e r ou a t t a q u e r l e s t r a i t s 21 physiques de ce personnage. L'apparence physique de T a r t u f f e c o n s i s t e o b l i g a t o i r e m e n t en des t r a i t s n e g a t i f s mais non pas exagerement l a i d s , c ar en plus du r i r e innocent, i l faut que ces t r a i t s c reent une s o r t e de malaise chez l e s s p e c t a t e u r s . D'une part done, l a s a t i r e de l'apparence physique de T a r t u f f e est plus moderee e t, d'autre p a r t , ce personnage molieresque e st dote de beaucoup plus d'elements physiques que ses predecesseurs i t a l i e n s . S ' i n t e r e s s a n t tous l e s deux a l a c r e a t i o n des types, l e s I t a l i e n s ont un s t y l e beaucoup plus r i g i d e e t , par consequent, creent des masques qui rep r e s e n t e n t plus une c e r t a i n e p a s s i o n ou un c e r t a i n defaut t a n d i s que M o l i e r e penche p l u t o t v e r s l e cote des personnages de c h a i r et d'os avec un c e r t a i n c a r a c t e r e dynamique. Cependant, nous ne disons pas que Moliere; r e u s s i t a c r e e r un homme de c h a i r et d'os en son T a r t u f f e q u i , l u i a u s s i , e st tr o p a r t i f i c i e l pour a p p a r t e n i r au monde r e e l c a r de meme que Pantalone egale l e p o r t r a i t de l'age et de 1'av a r i c e , T a r t u f f e est l a p e r s o n n i f i c a t i o n de l ' h y p o c r i s i e et de l a fausse d e v o t i o n . Neanmoins, M o l i e r e ne l a i s s e pas ses personnages dans un e t a t s t a t i q u e mais l e u r donne une c e r t a i n e v i t a l i t e et un element de mystere qui l e s l i b e r e n t du cadre d'un simple masque ou ster e o t y p e . A v r a i d i r e , 1'on p o u r r a i t a f f i r m e r que T a r t u f f e r e p resente l a t r a n s i t i o n entre l e s personnages comme ceux de 1'Etourdi ou du P e p i t amoureux qui sont p l u t o t des types de v i c e s et de v e r t u s , et l e s hommes de c h a i r et d'os comme Harpagon, Arnolphe et A l c e s t e qui sont tous des melanges de t r a i t s humains. La premiere etape de c e t t e e v o l u t i o n est b i e n sur en evidence dans l'apparence physique des personnages. V o i l a pourquoi i l est e s s e n t i e l d'examiner T a r t u f f e non s e u l e -ment du po i n t de vue d'un s e u l type i t a l i e n m a i s de c e l u i de tous l e s d i v e r s masques avec qui i l p o u r r a i t p a r tager de t r a i t s communs. Comme nous avons deja. d i t , q u o i q u ' i l ne l e so u l i g n e pas, Mo l i e r e donne une c e r t a i n e q u a l i t e comique a son T a r t u f f e pour ne pas rompre t r o p avec l ' e n t r e p r i s e de f a i r e r i r e dans sa p i e c e . 22 II n'y a aucun doute que pour l a p l u p a r t , T a r t u f f e ne se trouve pas dans l a meme c a t e g o r i e de comedie que l e s e r v i t e u r bouffon de Pom Juan ou meme l e pedant P i a f o r u s du Malade i m a g i n a i r e , mais 1'hypocrite possede quand meme quelques t r a i t s qui font qu'on l e trouve r i s i b l e . Le plus evident de ces t r a i t s est sa grosseur et son a p p r e c i a t i o n exageree de l a bonne c u i s i n e . B ien avant 1'entree en scene de T a r t u f f e , Porine nous met d e j a au courant de l a gourmandise et de l a t a i l l e degoutante de 1 ' i n v i t e n o n - d e s i r e . " T a r t u f f e ? i l se porte a m e r v e i l l e , / Gros et gras, l e t e i n t f r a i s et l a bouche v e r m e i l l e [...:] Et f o r t devotement, i l mangea deux p e r d r i x , / Avec une m o i t i e de g i g o t en h a c h i s " Le personnage de l a Commedia qui ressemble l e plus a c e t t e d e s c r i p t i o n physique de T a r t u f f e est l e P o t t o r e . ^ Le Pot t o r e est l e deuxieme v i e i l l a r d de l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e et i l est normalement r e p r e s e n t s dans l e r o l e d'un medecin, d'un avocat bavard ou meme d'un c h a r l a t a n . Comme T a r t u f f e , i l a un grand a p p e t i t et son manque de masque permet l a vue de ses joues b i e n rouges q u i , comme l e t e i n t f r a i s de T a r t u f f e , est l a marque de sa bonne sante et de son a p p r e c i a t i o n de l a bonne c u i s i n e . Pu po i n t de vue de l a t a i l l e physique, l e Pot t o r e est l e s e u l parmi tous l e s types i t a l i e n s qui peut e t r e d e c r i t comme 'gros et gras'. La grosseur de ce personnage f a i t q u ' i l est obese, m a l a d r o i t et par consequent, une • e x c e l l e n t e c i b l e de l a moquerie et du r i r e des'spectateurs a u s s i b i e n que des autres personnages sur l a scene. II est c l a i r done, q u ' i l e x i s t e de grandes ressemblances entre l e s t r a i t s physiques du Po t t o r e et ceux de T a r t u f f e mais l a ou l a grosseur du type i t a l i e n e h r i c h i t son r o l e comique, c e l l e de 1'hypocrite a de mobiles b i e n d i f f e r e n t s . Tout en soutenant 1'importance de l a grosseur et de l a gourmandise de T a r t u f f e , M o l i e r e ne cherche pas a donner a son p u b l i c 1'image d'un gros bonhomme g a i , i n s o u c i a n t et sans mechancete, mais p l u t o t a l e s a v e r t i r du grand c o n t r a s t e entre l a t a i l l e physique et l e c a r a c t e r e psychologique de son personnage p r i n c i p a l . 2 3 Le f a i t que l a p l u p a r t des commentaires au s u j e t de l a gro-sseur de T a r t u f f e viennent de l a bouche de Dorine prouve l e s v r a i e s i n t e n t i o n s de M o l i e r e . La servante nous montre t r e s evidemment son a v e r s i o n du faux devot et i l n'y a aucun doute que dans l e d i s c o u r s q u ' e l l e prononce a Orgon, Dorine ne raconte pas l e s a c t i v i t e s de T a r t u f f e mais p r o f i t e t o u t simplement de 1'occasion pour se moquer de sa f a u s s e t e et de l e d i s c r e d i t e r devant l e maitre de l a maison. D ' a i l l e u r s , du moment que T a r t u f f e a r r i v e sur l a scene, l e s remarques au s u j e t de sa t a i l l e diminuent c a r sans qu'on l e u r d i s e , l e s spectateurs l a i s s e n t deja tomber l e u r premiere impression de ce personnage. Q u o i q u ' i l s o i t obese comme l e Dottore, que son t e i n t f a s s e penser aux joues b i e n rouges du Dottore et que son ample t a i l l e donne a sa personne une c e r t a i n e q u a l i t e comique, l a vue d' ensemble provoque l e malaise p l u t o t que l e r i r e . B r e f , nous pou r r i o n s s o u t e n i r que l'apparence physique du Dottore, et notamment sa corpulence, f o u r n i t au personnage T a r t u f f e une c e r t a i n e base ou un c e r t a i n p o i n t de depart mais l a ou l e type i t a l i e n r e s t e a ce niveau simple, l e personnage molie-resque s ' e n r i c h i t de b i e n d'autres t r a i t s physiques. L'un de ces autres t r a i t s , c ' est l'age du personnage. La encore, c ' e s t l e Dottore qui se r e v e l e l e p l u s ressemblant a T a r t u f f e . Parmi l e s types i t a l i e n s , i l e x i s t e un grand e v e n t a i l d'age qui va de d i x - h u i t , dix-neuf ans pour l e s jeunes amoureux jusqu'a s o i x a n t e , s o i x a n t e - d i x ans pour l e s v i e i l l a r d s et l e s peres de f a m i l l e . Dans l e cas du Dottore, nous pouvons supposer sans r i s q u e d ' e r r e u r que c'est un homme dans l a quarantaine s i n o n l a cinquantaine p u i s q u ' i l est l e deuxieme v i e i l l a r d de l a Commedia et done un personnage q u i , pour ce qui est de l'age ne l e cede qu'a Pantalone. C e l u i - c i etant pour l a p l u p a r t r i c h e marchand ou pere de f a m i l l e se trouve en g e n e r a l dans l a s o i x a n t a i n e d'annees t a n d i s que son ami l e Dottore, n'ayant n i f a m i l l e n i r i c h e s s e , est normale-ment plus jeune. Le rapport entre Pantalone et l e Dottore est a l a f o i s i n t e r e s s a n t et t r e s v a r i e . D'une p a r t , l e Dottore 2 4 p o u r r a i t e t r e un ami intime de Pantalone, un de ses copains 1 f o u i n a r d s ' qui n o u r r i t l e s c a p r i c e s e g o i s t e s du v i e i l l a r d et l ' a i d e a gener l e s e n t r e p r i s e s amoureuses des jeunes gens. D'autre p a r t , l e Dottore p o u r r a i t e t r e un grand ennemi de Pantalone qui l e r i v a l i s e pour l e s a t t e n t i o n s d'une b e l l e femme et p r o f i t e de toutes occasions pour l e tromper ou pour l u i escroquer de 1'argent. Neanmoins, l e Dottore et Pantalone sont souvent vus comme ' l e s deux vi e u x f r e r e s ' de l a Commedia d e l l ' a r t e ; un po i n t qui r e l e v e d'une maniere t r e s frappante l e p a r a l l e l i s m e entre l e rap p o r t du Dottore-et Pantalone et c e l u i de T a r t u f f e et Orgon. Comme l e premier v i e i l l a r d de l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e , Orgon est assez r i c h e , i l est pere de f a m i l l e et c'est un homme dans l a s o i x a n t a i n e . T a r t u f f e , pour sa p a r t , est un vagabond qui ne possede n i r i c h e s s e n i parents mais qui est quand meme rec u dans l a maison du bon bourgeois comme une espece de jeune f r e r e . En e f f e t , Orgon a p p e l l e T a r t u f f e a i n s i a p l u s i e u r s r e p r i s e s . "Mon f r e r e , e'en est t r o p " (p. 93) et "Mon f r e r e , eh! levez-vous, de grace [...] S i vous pouviez s a v o i r avec quel d e p l a i s i r , / Je v o i s qu'envers mon f r e r e on tache a me n o i r c i r " (p. 97) T a r t u f f e , l u i a u s s i , a p p e l l e son hote c r e d u l e de l a meme facon. "Je regarde ceans quels grands t r o u b l e s j'apporte,/ Et c r o i s q u ' i l est bes o i n , mon f r e r e , que j'en s o r t e " (p. 97) P a r e i l au Dottore et a Pantalone, dans l e r a p p o r t entre T a r t u f f e et Orgon, i l s ' a g i t de l a f l a t t e r i e , de 1'amitie a u s s i b i e n que de l a tromperie et de 1'escroquerie. Nous d i r i o n s a l o r s que T a r t u f f e approche l e s cinquante ans parce q u ' i l e s t c l a i r que d'une p a r t , ce personnage est assez age pour a p p a r t e n i r a l a meme ge n e r a t i o n de c e l u i q ui 1'appelle ' f r e r e ' et que d'autre p a r t , i l est assez jeune pour epouser l a f i l l e de c e l u i - l a . B r ef, l e Dottore partage b i e n des ressemblances avec T a r t u f f e en tant que l e u r age et c'est d ' a i l l e u r s un p o i n t commun qui est soutenu davantage par l e p a r a l l e l i s m e qui e x i s t e entre l e rap p o r t des deux personnages p r i n c i p a u x du T a r t u f f e et c e l u i des deux v i e i l l a r d s de l a 25 Commedia d e l l ' a r t e . Mais l e s p r e c i s i o n s de t a i l l e et d'age ne servent qu'a e f f l e u r e r l e s v r a i s i n d i c e s du c a r a c t e r e d i a b o l i q u e de T a r t u f f e . Nous avons deja. soutenu que son apparence physique r e u s s i t a evoquer un sentiment de malaise et meme de peur en d e p i t de sa grosseur et de son age. I I faut a l o r s a n a l y s e r l e s t r a i t s physiques de ce personnage qui sont responsabl.es de c e t t e impression p l u t o t s i n i s t r e qu ' i l . presente aux s p e c t a t e u r s . l'un de ces t r a i t s , c ' est l e costume n o i r et sombre que porte T a r t u f f e . Depuis l e dix-septieme s i e c l e jusqu'au moment a c t u e l , i l y a eu d' innombrabl.es r e p r e s e n t a t i o n s de l a p i e c e du T a r t u f f e et l e personnage p r i n c i p a l a beaucoup evolue sous 1 ' i n f l u e n c e des d i v e r s comediens doues qui ont i n t e r p r e t s ce r o l e . Toute-f o i s , 1'une des choses qui a connu t r e s peu de changements c'est l e costume du personnage p r i n c i p a l . Tout en admettant q u ' i l y a eu des d i f f e r e n c e s de s t y l e s pour convenir a l a mode changeante des epoques, i l f a u t remarquer que 1'impression g l o b a l e et l a co u l e u r du costume r e s t e n t l e s memes. Que ce s o i t un complet moderne ou b i e n un h a b i t du dix-septieme s i e c l e couronne de d e n t e l l e s et de rubans, i l . n'y manque pas 1.'element du s i n i s t r e et du mystere qui entoure 1.'hypocrite. La c o u l e u r et p a r f o i s , l e s t y l e des vetements jouent un r o l e t r e s impor-tant dans l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e c a r , comme nous avons deja. mentionne, l e costume comme l e masque s e r t a annoncer l e r o l e a u s s i b i e n que l e c a r a c t e r e du personnage. Le type du C a p i t a n v aniteux et arrogant nous s e r t de t r e s bon exemple de ce pheonmene. Ce type porte en general des vetements t r e s elabores et de c o u l e u r s v i v e s , un grand chapeau r i d i c u l e qui pend jusqu'aux s o u l i e r s b i e n c i r e s et ornes de facon complexe. L ' e f f e t cree par 1. 'habit e c l a t a n t du C a p i t a n est double; d'abord, i l s e r t a r i d i c u l i s e r 1'image contemporaine du brave soldatc-et a. s o u t e n i r l e r o l e comique du personnage, et en deuxieme l i e u , l e s rubans et l e s d e n t e l l e s c o l o r e s servent a cacher l e v r a i c a r a c t e r e lache et t i m i d e du C a p i t a n . 26 Des que l e s s p e c t a t e u r s v o i e n t l e costume r i d i c u l e de ce personnage i l s savent deja que l e Capitan, malgre son a t t i t u d e arrogante et ses d i s c o u r s e l a b o r e s , f i n i r a par tomber a p l a t v e n t r e . Suivant l e meme p r i n c i p e , mais a l ' a u t r e bout de l a gamme, l e costume n o i r et simple de T a r t u f f e f o n c t i o n n e p a r e i l l e m e n t . D'une p a r t , l a s i m p l i c i t e du costume suggere au p u b l i c q u ' i l y a des choses cachees en dessous de cet e x t e r i e u r apparemment calme et peu i n t e r e s s a n t et d'autre p a r t , l a c o u l e u r n o i r e s e r t a s o u t e n i r davantage c e t element du mystere et du s i n i s t r e . Directement oppose au type du Ca p i t a n qui est f a c i l e m e n t reconnu comme un grand vantard, l e p u b l i c s a i t que dans l e cas de T a r t u f f e , 1'on ne v o i t pas l e s dessous de ce personnage et que ce qui n'est pas r e v e l e a un gout d i s t i n c t e m e n t n e g a t i f et meme menaqant. Bref, M o l i e r e adopte assez fidelement c e t t e methode de l a p s y c h o l o g i e renversee des I t a l i e n s pour v e t i r son personnage et nous trouvons que tous l e s types de l a Commedia qui s ' h a b i l l e n t en n o i r et d'une facon simple, sont l e s r o l e s l e s plus dynamiques. Le Dottore porte un costume n o i r et 1'on ne peut certainement pas n i e r 1'importance de son r o l e a c t i f et t r e s v e r b a l dans l e s pieces i t a l i e n n e s . Un autre type qui s ' h a b i l l e en n o i r est l e c e l e b r e Scaramouche qui est un personnage extremement doue dans tous l e s aspects comiques et dont l e t a l e n t et l e s mots d ' e s p r i t e n r i c h i s s e n t enormement l a r e u s s i t e de l a Commedia. Finalement, i l f a u t a n a l y s e r l e v i s a g e et l e s expressions du v i s a g e c a r ce sont des t r a i t s physiques qui c o n t r i b u e n t beaucoup a l a r i c h e s s e du personnage T a r t u f f e et a l a preuve de son l i e n aux types i t a l i e n s . De nouveau, l e s aspects comiques de l a p h y s i o l o g i e de T a r t u f f e ne diminuent pas l ' a i r mysterieux et menacant de ses expressions du v i s a g e . Ces expressions sont l e s plus frappantes au moment ou T a r t u f f e p a r l e et puisque ce personnage f a i t t r e s peu de d i s c o u r s et pas de monologues, 1'analyse est l i m i t e e aux in s t a n c e s ou i l f a i t l a cour a E l m i r e , dupe-Orgon ou b i e n c r i t i q u e l a conduite de Dorine. Dans chaque cas a l o r s , l e v i s a g e de T a r t u f f e f a i t preuve d'un element n e g a t i f . Au moment de son d i s c o u r s aupres d'Elmire, 1'hypocrite est en t r a i n de jouer l e g a l a n t . II regard E l m i r e d'une facon t e l l e m e n t l a s c i v e que nous pourrions d i r e sans t r o p de r i s q u e s d'erreur que l e s yeux de T a r t u f f e expriment ce que montre l a main q u ' i l pose sur l e genou de l a femme. Quant a Orgon, l e vis a g e de T a r t u f f e porte une e x p r e s s i o n egalement i n s i n c e r e parce que l a encore, 1'hypocrite est o b l i g e de jouer son r o l e du v r a i devot. II d o i t d'une p a r t , se t e n i r sur ses gardes pour ne pas r e v e l e r sa v r a i e nature et d'autre p a r t , i l f a u t q u ' i l f a s s e expres de d i r e seulemeht ce qu'Orgon veut entendre pour gagner l a c o n f i a n c e de c e l u i - c i . L ' e x p r e s s i o n de T a r t u f f e est done un melange de mefiance et de s a t i s f a c t i o n beate. Seulement dans ses breves rencontres avec Dorine, T a r t u f f e e s t - i l moins i n s i n c e r e car dans l e cas de l a servante, l e faux devot sent moins l e b e s o i n de jouer l e jeu . Neanmoins, i l p e r s i s t e dans ses actes prudes de fausse devotion, chose qui est nettement demontree par l e vers c e l e b r e q u ' i l adresse a Dorine. "Couvrez ce s e i n que je ne s a u r a i s v o i r " (p. 81) L ' a t t i t u d e que T a r t u f f e adopte envers l a servante est c l a i r e -ment une a t t i t u d e superieure et arrogante de facon que l e regard q u ' i l j e t t e sur Dorine est d'un o e i l egalement h a u t a i n et desagreable. Dans tous l e s cas a l o r s , l e s expressions du vi s a g e de T a r t u f f e ne font pas de p l a i s i r et l u i donnent d ' a i l l e u r s une apparence assez l a i d e ; chose dont Dorine p r o f i t e de toutes occasions pour remarquer dans un ton b i e n s a r c a s t i q u e . "Quelle a l l e g r e s s e - a u r e z - v o u s dans v o t r e ame,/ Quand d'un epoux s i beau vous vous v e r r e z l a femme" (p. 67) II va sans d i r e que l a q u e s t i o n d'expression du v i s a g e est d'une importance p r i m o r d i a l e dans l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e puisque l e v i s a g e , comme. l e costume, marque l e r o l e du personnage. , Un masque qui ressemble au v i s a g e de T a r t u f f e est c e l u i de; B r i g h e l l a , l e deuxieme 'zanni' ou s e r v i t e u r de 2 8 l a Commedia d e l l ' a r t e . P a r e i l a T a r t u f f e , l e v i s a g e de Brig--. h e l l a i n s p i r e des s e n t i m e n t s p l u t o t n e g a t i f s c a r l e s s o u r c i l s e p a i s , l e s y e u x f u y a n t s e t l e s m o u s t a c h e s de c o u l e u r f o n c e e ne donn e n t pas une mine t r e s g a i e . En e f f e t , des que l e s s p e c t a -t e u r s a p e r c o i v e n t l e v i s a g e sombre de B r i g h e l l a , i l s se p r e p a r e n t 8 d e j a p o u r 1 ' i n t r i g u e t r o u b l a n t e q u i s ' e n s u i v r a i n e v i t a b l e m e n t . Le p e r s o n n a g e T a r t u f f e j o u e a u s s i l e r o l e d'une e s p e c e de ' t r o u b l e - f e t e ' e t 1' on ne p e u t pas n i e r 1.' i m p o r t a n c e de s a c o n t r i b u t i o n a 1 ' i n t r i g u e de l a p i e c e . En g r o s , M o l i e r e , en s u i v a n t l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e , f a i t e x p r e s de se t e n i r compte des e x p r e s s i o n s du v i s a g e de s o n p e r s o n n a g e , mais nous avouons b i e n s u r que l a ou B r i g h e l l a ne p o r t e qu'un masque i n a n i m e , l e v i s a g e de T a r t u f f e e s t un v i s a g e c h a n g e a n t d o n t l e s e x p r e -s s i o n s ephemeres s o n t r e v e l e e s d'une f a g o n beaucoup p l u s s u b t i l e . Sans n i e r l a p r e s e n c e f o r t e du s t y l e m o l i e r e s q u e dans l a c r e a t i o n de T a r t u f f e , nous remarquons que meme a ce n i v e a u f o n d a m e n t a l de l ' a p p a r e n c e p h y s i q u e , l e p e r s o n n a g e du f a u x d e v o t d o i t b eaucoup aux masques de l a Commedia d e l l ' a r t e . Le deuxieme n i v e a u de n o t r e a n a l y s e c o n c e r n e l e s g o u t s , l e r o l e s o c i a l e t l e s m a n i e r e s que l e p e r s o n n a g e T a r t u f f e p a r t a g e a v e c c e r t a i n s des t y p e s i t a l i e n s . L e p r e m i e r a s p e c t q u i c o n c r e t i s e l e c a r a c t e r e d'un p e r s o n n a g e comique c ' e s t l a q u e s t i o n des g o u t s p e r s o n n e l s . I I n'y a a u c u n d o u t e que l e p e r s o n n a g e T a r t u f f e s e r a i t p eu i n t e r e s s a n t e t meme a s s e z s t a t i q u e sans l e s nombreuses r e f e -r e n c e s a s o n a p p r e c i a t i o n de l a bonne c u i s i n e e t a s e s e f f o r t s i n u t i l . e s de g a g n e r l a t e n d r e s s e d ' E l m i r e . Q u o i q u ' i l . s o i t v r a i : que M o l i e r e f a i t de T a r t u f f e un homme gourmand e t s e n s u e l p o u r m o n t r e r j u s q u ' a q u e l p o i n t l a n a t u r e de 1 ' h y p o c r i t e c o n t r e d i t l e s e x i g e n c e s de l a v r a i e d e v o t i o n , i l . n'en e s t pas moins v r a i que l a l u x u r e e t l a g o u r m a n d i s e de T a r t u f f e f o n t de l u i un p e r s o n n a g e p l u s c r o y a b l e e t p l u s r e a l i s t e . D i s s e m b l a b l . e s a u p u b l i c du t h e a t r e c l a s s i q u e ou t r a g i q u e , q u i t r o u v e r a i t v u l g a i r e l a m e n t i o n des f o n c t i o n s b i o l o g i q u e s comme l ' a c t e de manger ou de d o r m i r , l e s s p e c t a t e u r s d es c o m e d i e s ne s ' a t t e n d -e n t p as a c e que l e s p e r s o n n a g e s s o i e n t t r o p h e r o i q u e s ou v e r t u e u x e t i l s p r e f e r e n t en e f f e t que l e s c o m e d i e n s f a s s e n t p r e u v e d'une c e r t a i n e q u a l i t e h u m a i n e . V o i l a done l a r a i s o n p o u r l a q u e l l e l e s I t a l i e n s , comme M o l i e r e , f o n t e x p r e s d ' i n s i -s t e r s u r l e s i d e e s g e n e r a l . e s de manger, de f l i r t e r e t d ' e t r e p a r e s s e u x . H a r l e q u i n e s t p r e s q u e t o u j o u r s u n s e r v i t e u r p a r e s s e u x q u i mange i n c e s s a m m e n t p e n d a n t que P a n t a l o n e , m a l g r e s o n a g e , ne p e u t j a m a i s r e s i s t e r a l a t e n t a t i o n d'une b e l l e j e u n e f i l l e . L a d e u x i e m e c a t e g o r i e dans c e t t e p a r t i e de n o t r e d i s - r< c u s s i o n c o n c e r n e l e c a d r e d e s r o l e s s o c i a u x d e s p e r s o n n a g e s c o m i q u e s . Dans l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e comme d a n s l e s r e o m e d i e s de M o l i e r e , l e r o l e s o c i a l , f a m i l i a l o u meme p r o f e s s i o n n e l e s t s o u v e n t d e t e r m i n e p a r l e s e x i g e n c e s de t e l ou t e l . t y p e . Dans l a Commedia d e l l . ' a r t e p a r e x e m p l e , P a n t a l o n e e s t t o u j o u r s l e p e r e de f a m i l l e e t p l u s s o u v e n t que n o n , b o n b o u r g e o i s s a n s p r o f e s s i o n p r e c i s e t a n d i s que l e D o t t o r e n ' e s t c e l e b r e que p o u r s e s r o l e s d ' a v o c a t o u de m e d e c i n , e t B r i g h e l l a p e u t s e t r o u v e r d a n s l e s c a d r e s de s o l d a t , d ' h o t e l i e r , de b o u r r e a u , de d i s e u r de bonne a v e n t u r e e t meme de v o l e u r p r o f e s s i o n n e l . Nous v o y o n s que de c e c o t e - c i , M o l i e r e i m i t e a s s e z f i d e l e m e n t l e s t e n d a n c e s d e s I t a l i e n s c a r s e s A r n o l p h e , H a r p a g o n e t O r g o n a p p a r t i e n n e n t t o u s a u c a d r e d u b o n b o u r g e o i s s a n s p r o f e s s i o n p r e c i s e , e t s e s S g a n a r e l l e , T o i n e t t e e t D o r i n e r e s t e n t . t o u s d a n s l a c l a s s e d e s s e r v i t e u r s e t des p a y s a n s . T a r t u f f e , l u i a u s s i , r e s p e c t e l e s y s t e m e des r o l e s t r a d i t i o n n e l s e t a b l i s p a r l a s o c i e t e f r a n c a i s e de 1'epoque m a i s q u o i q u e c e p e r s o n n a g e ne d i f f e r e p as b e a u c o u p d e s a u t r e s p e r s o n n a g e s m o l i e r e s q u e s , i l ne l e u r r e s s e m b l e p a s n o n p l u s . P a r e i l s a d ' a u t r e s f a c e t t e s de s o n c a r a c t e r e , l e r o l e s o c i a l , f a m i l i a l e t p r o f e s s i o n n e l de T a r t u f f e e s t e n v e l o p p e de m y s t e r e . Un d e r n i e r a s p e c t d a n s c e t t e a n a l y s e e s t l e c o n c e p t de s m a n i e r e s . Ce que no u s e n t e n d o n s p a r m a n i e r e s c ' e s t s u r -tout l'idee des gestes, des mouvements du corps et des actions du personnage au cours de l a piece. Chez les Italiens et dans l e theatre de Moliere aussi, les gestes ou les mouvements du personnage vont de concert-avec les expressions du visage dont nous venons de parler. Pour les types i t a l i e n s , leur masque sert a annoncer l e role et l e caractere que leurs mouvements et leurs actions demontrent. Le masque d'Harlequin par exemple. est un masque qui met en r e l i e f l e cote comique, gai et anime du type; chose qui est soutenue davantage par l a grande sou-plesse de son corps et de ses mouvements acrobatiques. De meme, l e caractere pedant et plutot ennuyeux demontre par le visage a demi cache du Dottore est encore souligne par sa^ maladresse et l a lenteur de ses mouvements physiques. Dans l e cas de Tartuffe, nous avons deja c i t e un exemple du rapport i intime entre ses expressions du visage et ses mouvements du corps car son geste sensuel aupres d'Elmire ne peut que sou-ligner le regard l a s c i f qui se met en evidence dans ses yeux. Pour l a plupart alors, les gestes et les manieres servent a soutenir et a confirmer l a nature representee par les t r a i t s physiques du personnage. Neanmoins, le cas de Tartuffe est tres exceptionnel. et nous verrons dans l a suite de notre discussion que les actions de ce personnage pourraient ser v i r a confirmer aussi bien qu'a'contredire l e caractere depeint par son apparence physique. Nous passons maintenant a. une analyse des gouts, de l a position sociale et des actions du personnage Tartuffe par rapport a ceux des divers types i t a l i e n s dans l a Commedia d e l l ' a r t e . D'apres ce que nous avons deja d i t sur l a question des gouts personnels des personnages, i l est evident que les gouts sont des o u t i l s theatraux dont l a fonction principale est d'enrichir 1'element comique dans l e caractere de ces perso-nnages. L'une des tendances les plus communes chez les per-sonnages comiques est c e l u i de vouloir manger incessamment car tout en etant une fonction tres necessaire et naturelle, l'acte de manger, lorsque exagere, est capable de provoquer 31 l e r i r e a n u l autre p a r e i l . Ce t r a i t est predominant chez l e s types i t a l i e n s comme Ha r l e q u i n , l e Dottore et P o l i c h i n e l l e a u s s i b i e n que dans l e s cas des d i v e r s servants et bouffons du t h e a t r e f r a n c a i s . Meme a 1 1epoque de Dom Juan, M o l i e r e donne au c a r a c -t e r e de son S g a n a r e l l e une a p p r e c i a t i o n exageree de l a bonne c u i s i n e , creant a i n s i un personnage qui f a i t t o u j o u r s de son mieux pour v o l e r un morceau de p a i n de l ' a s s i e t t e du maitre et n ' a s p i r e qu'a se mettre a t a b l e l e plus v i t e p o s s i b l e . S g a n a r e l l e : "Rien. V o i l a l e souper." (II prend un morceau d'un des p l a t s qu'on apporte, et l e met dans sa bouche) Dom Juan: " I I me semble que t u as l a joue e n f l e e ; qu' est-c e que c'est? P a r l e done, qu'as-tu l a ? S g a n a r e l l e : "Rien." 9 Quant a T a r t u f f e , i l va sans d i r e que l a gourmandise de ce personnage ne se met qu'en tr o p d'evidence. Dorine nous met au courant de ce defaut de T a r t u f f e des l a premiere f o i s q u ' e l l e se p l a i n t de l u i . "Avec jp±fe i l 1'y v o i t manger autant que s i x , / Les bons morceaux de t o u t , i l f a i t qu'on l e s l u i cede" (p. 41) Non seulement, 1'hypocrite e s t - i l gourmand, mais i l est a u s s i e g o i s t e pour manger sans s o u c i aux depens des autres membres de l a f a m i l l e . Comme H a r l e q u i n q u i , par sa gourmandise et sa paresse, gate i n v o l o n t a i r e m e n t l e s p r o j e t s de son maitre, T a r t u f f e semble p a r e i l l e m e n t i n c a p a b l e de m a i t r i s e r son grand a p p e t i t . " I I soupa, l u i tout s e u l , devant e l l e , / Et f o r t devotement, i l mangea deux p e r d r i x / Avec une mo i t i e de g i g o t en h a c h i s " (p. 44) Meme devant l a maladie de l a femme q u ' i l est cense aimer, T a r t u f f e ne peut pas m a i t r i s e r son a p p e t i t et i l mange indifferemment en grande q u a n t i t e devant e l l e . La nature i n v o l o n t a i r e et exageree de l a gourmandise de T a r t u f f e f a i t de l u i un personnage a u s s i comique que Har l e q u i n dont l e r o l e p r i n c i p a l , est de jouer l e r i d i c u l e et de provoquer l e r i r e . Un deuxieme t r a i t qui est t r e s couramment u t i l i s e pour e n r i c h i r 1.' atmosphere comique est c e l u i de 1'app e t i t s e x u e l . Nous remarquons que dans 1 a Commedia d e l l ' a r t e , tous l e s 32 masques qui ont une c e r t a i n e gourmandise dans l e u r c a r a c -t e r e , possedent en meme temps un c e r t a i n a p p e t i t sexuel. De nouveau, c'est une f o n c t i o n n e c e s s a i r e et n a t u r e l l e qui devient l'une des cibl.es l e s plus communes du comique et du r i d i c u l e . La oil H a r l e q u i n domine dans l e domaine de l a gourmandise, Pantalone, l e premier v i e i l l a r d , e st responsable de rendre c e l e b r e 1'image de 1'amoureux r i d i c u l e . Pantalone est avare et conservateur mais i l a p p r e c i e neanmoins l e luxe et, malgre son grand age, ne l a i s s e echapper jamais 1.' o c c a s i o n de seduire une b e l l e f i l l e . C'est 1'image d.':Arnolphe aupres d'Agnes ou l e v i e u x , S g a n a r e l l e a. l a p o u r s u i t e de l a jeune I s a b e l l e et c'est egalement T a r t u f f e devant son El m i r e . Dissemblable a Arnolphe et a S g a n a r e l l e , T a r t u f f e semble a v o i r l a s i t u a t i o n b i e n en main pour l a p l u p a r t de l a pi e c e mais dans sa d e c l a r a t i o n d'amour devant E l m i r e , i l est r e d u i t au meme niveau r i d i c u l e que l e s a u t r e s . I I joue l e ga l a n t r s a n s e t r e g a l a n t , i l p a r l e d'une facon exageree et peu s i n c e r e et i l p o u r s u i t l a femme d'une maniere peu romantique et peu s u b t i l e ; d e t a i l s que l e s i n d i c a t i o n s sceniques de M o l i e r e font expres de mettre en r e l i e f . T a r t u f f e : ( i l / l u i s e r r e l e bout des d o i g t s ) Oui, madame, sans doute, et ma f e r v e u r est t e l l e . . . E l m i r e : Ouf! vous me se r r e z t r o p T a r t u f f e : C'est par exces de z e l e De vous f a i r e aucun mal je n'eus jamais d e s s e i n , Et j ' a u r a i s b i e n p l u t o t . . . ( i l l u i met l a main sur l e genou) El m i r e : Que f a i t l a v o t r e main? T a r t u f f e : Je t a t e v o t r e h a b i t ; l ' e t o f f e en est moelleuse. E l m i r e : Ah! de grace, l a i s s e z ; je s u i s f o r t c h a t o u i l l e u s e . ( e l l e r e c u l e sa c h a i s e , et T a r t u f f e rapproche l a sienne) (p. 84) En ce qui concerne l e cote comique a l o r s , M o l i e r e nous montre q u ' i l est en e f f e t d i s c i p l e des comediens i t a l i e n s i ; m a i s l a ou l e s I t a l i e n s ne melangent pas l e s elements du comique avec l e s elements du s i n i s t r e et du mysterieux, M o l i e r e l e f a i t expres. La gourmandise et l a luxure d'Harlequin et de Pantalone sont tout a l f a i t r i s i b l e s t a n d i s que ces memes tendances chez T a r t u f f e servent a l a f o i s a provoquer l e r i r e et a e t a b l i r une c o n t r a d i c t i o n n e t t e entre l e s gouts i n v o l o n -t a i r e s de l ' h y p o c r i t e et l e c a r a c t e r e pieux q u ' i l s ' e f f o r c e de presenter aux a u t r e s . La q u e s t i o n du r o l e s o c i a l de T a r t u f f e r e n f o r c e cet element de mystere et de c o n t r a d i c t i o n qui semble dominer son c a r a c t e r e . Comme l e s t r a i t s d ' a p p r e c i e r l a bonne c u i s i n e ou de d e s i r e r une b e l l e f i l l e sont des gouts auxquels l e grand p u b l i c peut se rapprocher, l e concept des r o l e s sociaux, f a m i l i a u x ou p r o f e s s i o n n e l s sont egalement des choses qui font p a r t i de l a v i e quotidienne de ces gens. P a r e i l s aux e s p r i t s de nos j o u r s , qui atta c h e n t de c e r t a i n e s v a l e u r s aux metiers d'avocats, de p r o f e s s e u r s ou de medecins, l e s gens de 1'epoque de M o l i e r e ont, eux a u s s i , une c e r t a i n e faqon de juger l e s hommes s e l o n l e u r r o l e dans l a f a m i l l e et l e genre de t r a v a i l q u ' i l s entreprennent dans l a s o c i e t e . Dans l a Commedia d e l l ' a r t e , comme dans l e s pi e c e s de M o l i e r e , l e s personnages appartiennent a l a c l a s s e bourgeoise ou paysanne s e l o n l e cas. Les v i e i l l a r d s sont en general des marchands, des peres de f a m i l l e sans p r o f e s s i o n p r e c i s e ou b i e n des s e r v i t e u r s de l a maison. Les jeunes gens font p a r t i des amoureux et des serv a n t s ; et l e s femmes sont pour l a p l u p a r t des femmes ou des secondes femmes des v i e i l l a r d s sans autre f o n c t i o n que d'etre meres de f a m i l l e . Bien que l e s r o l e s semblent e t r e t r o p s t e r e o t y p e s , i l s r e p r e s e n t e n t pour l e s gens de 1'epoque 1'image r e a l i s t e de l a v i e quotidienne t e l l e q u ' i l s l a connaissent. V o i l a done pourquoi l e r o l e ou p l u t o t l e manque de r o l e p r e c i s chez l e personnage T a r t u f f e souleve une qu e s t i o n s i importante. A l ' i n t e r i e u r de ce systeme h i e r a r c h i q u e , M o l i e r e f a i t expres de c r e e r un personnage comme T a r t u f f e qui ne semble a p p a r t e n i r n u l l e p a r t pour montrer justement l a nature vagabonde de ce faux devot. Une personne dont l e s o r i g i n e s r e s t e n t un mystere n'est pas une personne digne de co n f i a n c e . . C'est plus ou moins l ' o p i n i o n de Dorine et de Damis l o r s q u ' i l s se p l a i g n e n t de T a r t u f f e . "De v o i r qu'un 34 inconnu ceans s ' impatronise, / Qu.'un gueux q u i , quand i l v i n t , n ' a v a i t pas de s o u l i e r s , / Et dont 1'habit e n t i e r v a l a i t b i e n s i x d e n i e r s . " (p. 36) I l l e s t evident que d'apres l a servante et l e jeune maitre de l a maison, T a r t u f f e est un type pauvre de basse c l a s s e qui est venu s'imposer sur l a bonne grace de l a f a m i l l e d^Orgon. II n'y a que deux personnages d a n s l l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e qui p o u r r a i e n t se mettre au meme niveau s o c i a l que 1'hypocrite de M o l i e r e . Ce sont l e s types du Dottore et de B r i g h e l l a . Quoique l a c l a s s e s o c i a l e du Dottore n'est pas necessairement vue comme i n f e r i e u r e , i l n'en est pas moins v r a i que ce type f a i t preuve de l a meme nature vagabonde que T a r t u f f e . Le Dottore n'a n i f a m i l l e n i r i c h e s s e et i l . a p p a r a i t plus souvent que non dans des e n d r o i t s p u b l i c s ou dans l a maison de Panta-lone pour propager ses idees ou pour c o l p o r t e r sa marchandise. Le Dottore egale pour l a p l u p a r t , 1'image de Monsieur D i a f o r u s du Malade i m a g i n a i r e ou c e l l e de T r i s s o t i n dans Les Femmes  savantes, tous l e s deux qui sont des personnages pedants qui f l a t t e n t et complimentent l e u r s hotes credul.es sans gagner jamais l e v e r i t a b l e r e s p e c t de personne. Chez l e Dottore a l o r s , nous retrouvons l e cote vagabond et p l u t o t p i t o y a b l e du r o l e s o c i a l de T a r t u f f e . Chez B r i g h e l l a nous en remarquons l e cote malhonnete et mysterieux. B r i g h e l l a est l e deuxieme 'zanni' de l a Commedia d e l l ' a r t e , ce qui e t a b l i t a l o r s q u ' i l . est un personnage de l a c l a s s e paysanne et done au meme niveau que l e ' p i e d - p l a t ' T a r t u f f e (etant donne que nous acceptons l e s observations de Damis.<) : Comme c e l u i du Dottore, l e m i l i e u de B r i g h e l l a ne comprend n i parents n i maison e t , p i r e que chez l e Dottore, l e s e n t r e p r i s e s de B r i g h e l l a sont souvent malhonnetes. Comme nous avons deja c i t e , quelques unes des p r o f e s s i o n s p o s s i b l e s de B r i g h e l l a sont d i s e u r de bonne fortune ou v o l e u r p r o f e s s i o n n e l qui sont toutes l e s deux des c a r r i e r e s vues sous un o e i l desa-pprobateur par l e s honnetes gens de l a s o c i e t e . En f i n de compte, l a q u e s t i o n du r o l e s o c i a l f a i t p a r t i e i n t e g r a l e de toute l'etude 35 des types et des masques et i l f a u t d i r e que sur ce p o i n t , M o l i e r e ne s'ecarte pas trop du s t y l e des I t a l i e n s . T a r t u f f e est d'une p a r t , l a r e p r e s e n t a t i o n f i d e l e du pedant l e Dottore qui e r r e partout en s ' i n t r o d u i s a n t comme i n v i t e facheux dans l a maison des notes credul.es, et d'autre p a r t , i l ressemble au B r i g h e l l a ruse et m a l i c i e u x q u i , comme l e s faux devots, egale l e s ' l i e s de l a s o c i e t e ' . De plus en plus a l o r s , l e s t r a i t s c a r a c t e r i s t i q u e s du personnage T a r t u f f e s ' e l o i g n e n t du domaine du comique pour se rapprocher du domaine du mystere et du d i a b o l i q u e . La ou l e s marques d i s t i n c t i v e s de son apparence physique et l e s d e t a i l s s p e c i f i q u e s de ses gouts personnels indiquent p l u t o t un personnage comique, l a d i s c u s s i o n de son r o l e s o c i a l et sur -tout de ses manieres nous f a i t penser a une autr e dimension de son c a r a c t e r e . Cette remarque peut e t r e r e n f o r c e e davantage par une breve comparaison de T a r t u f f e avec l e s masques de l a Commedia Studies jusqu'a ce p o i n t dans n o t r e analyse. Quoique l e s types i t a l i e n s s o i e n t beaucoup plus stereotypes que l e s personnages molieresques, i l . e x i s t e quand meme une d i s t i n c t i o n f i n e entre ceux qui sont completement s t a t i q u e s dans l e u r temperament et ceux qui y font preuve d ' u n e c e r t a i n dynamisme. Har l e q u i n , Pantalone, Polr.chinel.le et l e s amoureux appar-tiennent tous au grOupe qui e n r i c h i t enormement 1'atmosphere comique et c o n t r i b u e a 1.'intrigue de base mais i l s sont sans mechancete et ne posent jamais aucun element de menace v e r i -t a b l e . Les masques de B r i g h e l l a , du Dottore, du Capitan, de Scaramouche et de c e r t a i n e s s o u b r e t t e s , pourtant, c o n s t i t u e n t une c a t e g o r i e de personnages completement a p a r t car l e s 'manieres et l e s a c t i o n s de ces t y p e s - c i sont d i r i g e e s moins a l a simple a c t i o n comique de l a pi e c e et pl u s au theme et aux idees soulevees par l a comedie. La d i s c u s s i o n des manieres de T a r t u f f e represente 1.'etape de t r a n s i t i o n entre ces deux groupes de types i t a l i e n s . D'une p a r t , ses manieres, l o r s q u ' i l se trouve a t a b l e devant sa bien-aimee, sont t o u j o u r s des i n d i c e s de 1'element comique, 36 mais d'autre p a r t , i l y a toute une gamme d' a c t i o n s et de gestes chez T a r t u f f e qui n'ont r i e n a v o i r avec l a comedie ou l e r i r e et c'est c e t t e p a r t i e de ses manieres a l a q u e l l e nous nous i n t e r e s s o n s . L'absence du personnage T a r t u f f e jusqu'au t r o i -sieme acte de l a p i e c e donne 1'occasion aux autres de l u i c o n f e r e r une d e s c r i p t i o n assez r i s i b l e mais des son a r r i v e e a l a deuxieme scene de cet acte, l e p u b l i c ne peut plus n i e r 1'atmosphere menaqante creee par sa presence. Bien avant 1'enonciation de ses premiers mots, 1'hypocrite sent l e be s o i n de mesurer l a s i t u a t i o n et ce n'est qu'en apercevant Dorine q u ' i l d i t a son servant de l u i ' s e r r e r sa h a i r e ' . Ce premier geste h y p o c r i t e e t a b l i t a l o r s l e ton et 1'jattitude du perso-nnage et en l e regardant, l e s s p e c t a t e u r s savent deja que T a r t u f f e est un type c a l c u l a t e u r qui n ' a g i t jamais sans r e -f l e c h i r et qui ne manque ijamais de s a i s i r 1'occasion quand c e l a peut l e p r o f i t e r . L ' a r r i v e e de B r i g h e l l a sur l a scene dans l e s f a r c e s i t a l i e n n e s provoque p l u s ou moins l a meme r e a c t i o n car p a r e i l a T a r t u f f e , B r i g h e l l a n'entre jamais tout d r o i t mais regarde toujours dans l a p i e c e d'un a i r i n t e r r o g a t e u r et d u b i t a t i f pour b i e n mesurer l a s i t u a t i o n avant d'y e n t r e r . Comme l e premier geste de T a r t u f f e e t a b l i t l e ton menacant, l a premiere vue de l a t e t e de B r i g h e l l a est 1 ' i n d i c e sur que quelque complot se trame dans l e s c o u l i s s e s . Tout de s u i t e apres son entree s o u r n o i s e , T a r t u f f e se lance dans une c o n v e r s a t i o n avec El m i r e . La-dessus, l a maniere du faux devot change puisque ses mobiles sont d i f f e r e n t s c e t t e f o i s . II p a r l e a l o r s d'une v o i x f o r t e et pompeuse pour convaincre E l m i r e que 'pour e t r e devot, i l n'en est pas "moins homme' a l o r s qu'en r e a l i t e , T a r t u f f e r e n o n c e r a i t t r e s v o l o n t i e r s aux exigences de l a devotion r e l i g i e u s e r 3 s ' i l pouvait simplement se f a i r e aimer de l a femme d'Orgon. Le ton et l e s gestes exageres du perso-nnage T a r t u f f e font penser dans c e t t e i n s t a n c e aux manieres du Capitan v a i n et arrogant de l a Commedia. Comme T a r t u f f e , ce type b r a i l l e et se vante dans l e but de persuader l e s autres de son courage et de sa puissance alors q u ' i l n'est 1 que l e plus lache des hommes, pret a tous moments a se cacher derriere un arbre pour ne pas avoir a f a i r e face a 1'ennemi. La derniere scene qui demontre un rapport entre Tartuffe et les types i t a l i e n s est c e l l e ou le faux devot se met a genoux pour s'excuser devant Damis. "Oui, mon cher f i l s , parlez, traitez-moi de perfide..." (p. 93) Les mains jointes et l a tete baissee, Tartuffe se sert de l a psychologie renversee pour se disculper devant Orgon et pour condamner en meme temps le f i l s aux yeux du pere. L'unique personnage? de l a t r a d i t i o n italienne qui est assez perspicace pour concevoir une fourberie p a r e i l l e est Bri g h e l l a qui, comme nous avons deja soutenu, n'h Tesite pas a manipuler toutes situations qui peuvent l u i p r o f i t e r . Nous voyons done que, de nouveau, Moliere doit quelque chose aux It a l i e n s dans sa conception des manieres de son personnage p r i n c i p a l mais i l reste exact de dire que, malgre les ressemblances frappantes, Tartuffe est toujours Tartuffe et non pas l a replique subtile de Brighella ou du Capitan. Ayant discute les t r a i t s physiques, les gouts et les manieres, i l nous reste maintenant a concentrer notre attention sur 1'aspect moral et psychologique du personnage Tartuffe. Au niveau fondamental de l'apparence physique, Moliere emprunt assez librement et ouvertement a l a Commedia de l l ' a r t e et dans le domaine des manieres et des gestes, nous remarquons encore quelques ressemblances frappantes entre 1'hypocrite et les types i t a l i e n s mais l a discussion de morales et de psychologie nous amene a une question beaucoup plus subtile et plus complexe. Nous savons deja que les comedies de Moliere aussi bien que celles des I t a l i e n s , doivent leur reussite aux roles et aux personnalites fixes de leurs personnagesr-et moins aux themes ou aux intrigues, et nous sommes egalement au courant du succes des premieres farces de Moliere inspirees par ses collegues etrangers. La jalousie du barbouille et Le medecin volant ne sont pas necessairement plus importantes que les 38 pieces i t a l i e n n e s qui l e s ont i n s p i r e e s et i l s e r a i t egalement inexact de d i r e q u ' i l y a l a moindre d i f f e r e n c e notable dans l e u r s themes. T o u t e f o i s , i l e st v r a i que l e s comedies f r a n -c h i s e s ont connu une plus grande r e u s s i t e que l e s f a r c e s i t a l i e n n e s et i l f a u t done, r e c o n n a i t r e que l a d i f f e r e n c e d e c i s i v e se trouve dans l a conception du c a r a c t e r e psycholo-gique et moral des personnages. Prenons comme exemple, l a p i e c e i t a l i e n n e Lo I p o c r i t o de l ' A r e t i n dont nous avons deja f a i t mention. En g e n e r a l , l e s s p e c t a t e u r s des deux pieces manquent d ' e t a b l i r tout de s u i t e un l i e n entre l a comedie f r a n q a i s e et l a piece i t a l i e n n e . Q u o i q u ' i l s o i t v r a i que c e r t a i n s elements de themes, d ' i n t r i g u e s et de mises-en-scenes dans Le T a r t u f f e ressemblent a ceux de Lo I p o c r i t o , i l n'en est pas moins v r a i que c e t t e ressemblance r e s t e t o u j o u r s au niv e a u s u p e r f i c i e l . La ou l ' A r e t i n c o n q o i t son I p o c r i t o en ob e i s s a n t a toutes l e s exigences du cadre des masques stereotypes et de l ' i d e e generale d'une p r o d u c t i o n farcesque, M o l i e r e cree son T a r t u f f e en entreprenant f i d e l e -ment son p r o j e t de 'peindre d'apres nature' et plus p r e c i s e -ment d'apres l a nature humaine qui e x i s t a i t dans l a s o c i e t e du dix-septieme s i e c l e . L ' A r e t i n e c r i t et cree pour f a i r e r i r e mais M o l i e r e l e f a i t pour f a i r e penser l e s gens de son epoque et pour mettre en r e l i e f des grands c o n f l i t s sociaux et moraux du s i e c l e . Pour l ' e c r i v a i n f r a n q a i s a l o r s , 1'element comique ne s e r t qu'a f a c i l i t e r sa tache de c r i t i q u e s o c i a l car l e r i r e dans une pi e c e comme Le T a r t u f f e est" : 1 ' o u t i l qui aide a diminuer l a c a u s t i c i t e de 1'attaque que Moli e r e f a i t contre l a fausse d e v o t i o n . P a r e i l l e m e n t , l e s quelques elements comiques dans l'apparence physique et dans l e s manieres de T a r t u f f e dont nous avons p a r l e rendent moins desagreabl.es l e s poi n t s s i n i s t r e s et e f f r a y a n t s de sonttemperament psychologique et moral que nous a l l o n s d i s c u t e r . Malgre l e f a i t que M o l i e r e cherche a denoncer l e concept de l ' h y p o c r i s i e , l e dramaturge veut quand meme que l e p u b l i c trouve son h y p o c r i t e assez r e a l i s t e pour f a i r e p a r t i e de sa s o c i e t e contemporaine. 39 En g r o s , l e s I t a l i e n s se s o u c i e n t t r e s peu du domaine de l a p s y c h o l o g i e et de l a morale dans l e u r s personnages c a r pourvu q u ' i l s a i e n t l e s r o l e s n e c e s s a i r e s pour d i r i g e r l e s f a r c e s du debut jusqu'au denouement, i l s n'en ont pas b e s o i n . M o l i e r e , par c o n t r e , v e u t e n r i c h i r au maximum t o u t e s f a c e t t e s de c a r a c -t e r e dans ses personnages c a r pour communiquer ses i d e e s , i l d o i t e t a b l i r une c e r t a i n e comprehension et c o n n a i s s a n c e p s y c h o l o g i q u e e n t r e l e s personnages s u r l a scene et l e s spec-t a t e u r s q u ' i l s ont devant eux. Nous p o u r r i o n s d i r e a l o r s , qu'en ce q u i concerne l a q u e s t i o n de morale et de p s y c h o l o g i e s M o l i e r e et l e s gens de l a Commedia se t r o u v e n t aux deux bouts opposes de l a gamme. Pour f a i r e l a comparaison e n t r e l e s a t t i t u d e s de T a r t u f f e et l ' e s p r i t des d i v e r s types i t a l i e n s a l o r s , i l f a u t e t a b l i r une s o r t e de compromis e n t r e ce que l ' u n e t l ' a u t r e entendent par l e temperament p s y c h o l o g i q u e et moral d'un personnage comique. Nous e t u d i e r o n s done l a ressemblance de r o l e s des personnages en t a n t que 1 ' i n f l u e n c e que ce r o l e e x e r c e s u r 1 ' i n t r i g u e de l a p i e c e , nous p a r l e r o n s e n s u i t e de 1 ' a t t i t u d e des personnages envers l e s a u t r e s et nous a n a l y s e r o n s en d e r n i e r l i e u l ' h y p o c r i s i e de T a r t u f f e t e l l e q u ' e l l e e s t p r e s e n t e dans l e c a r a c t e r e des typ e s de l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e . La q u e s t i o n du r o l e s ' e s t d e j a p r e s e n t e e une f o i s dans n o t r e d i s c u s s i o n mais i l f a u t f a i r e l a d i s t i n c t i o n e n t r e l e r o l e d'un personnage par r a p p o r t aux e x i g e n c e s social.es et son r o l e a l ' i n t e r i e u r de l a p i e c e et r e l a t i f a * 1 ' i n t r i g u e et aux themes generaux. Nous p a r l o n s s u r t o u t des c o n t r i b u t i o n s que T a r t u f f e f a i t a. l a sequence des evenements dans l a p i e c e et de l a mesure dans l a q u e l l e i l e s t r e s p o n s a b l e des c o n f l i t s p r i n c i p a u x . D'apres l a t e r m i n o l o g i e employee par beaucoup de c r i t i q u e s c o n t e m p o r a i n s , l e personnage de T a r t u f f e e s t un 'pharmakos' ou une personne q u i d e t r u i t , s o i t consciemment ou non, 1'ambiance de l a scene et joue un r o l e p r i n c i p a l au moment ou 1 ' i n t r i g u e se noue. II. s ' a g i t pour l a p l u p a r t d'un personnage grave et s e r i e u x q u i r e j e t t e l a g a i e t e et s u p p o r t e 40 mal 1'atmosphere heureuse c r e e e par l e s a u t r e s . I I f a u t r e c o n n a i t r e i c i l e v i s a g e d ' A l c e s t e , l e misanthrope e t de Dom Juan, l e s e d u c t e u r et jusqu'a un c e r t a i n p o i n t , de T a r t u f f e , 1 ' h y p o c r i t e . I I n ' e s t que t r o p e v i d e n t que T a r t u f f e , s e u l , - j e s t r e s p o n s a b l e des c o n f l i t s p r i n c i p a u x dans l a p i e c e c a r c ' e s t l u i q u i f a i t o b s t a c l e au mariage de Mariane et de V a l e r e , c'est l u i q u i d e t r u i t l e r a p p o r t e n t r e Orgon et son f i l s et c'e s t egalement l u i q u i rend l a v i e d i f f i c i l e a.'Elmire par ses avances g r o s s i e r e s et i n o p p o r t u n e s . En ce q u i concerne l e s u j e t de l a g a i e t e et de l a bonne ambiance s o c i a l e , i l e s t exact que T a r t u f f e , comme A l c e s t e du M i s a n t h r o p e , n'eprouve aucune e n v i e d'en f a i r e p a r t i e et cherche a tous moments a decourager t o u t e s especes de f r e q u e n t a t i o n s s o c i a l e s . Nous sommes r e n s e i g n e s en des termes on ne peut p l u s c l a i r s de c e t t e a t t i t u d e a s o c i a l e de T a r t u f f e des l a pr e m i e r e scene. " O u i , mais p o u r q u o i , s u r t o u t d e p u i s un c e r t a i n temps, Ne s a u r a i t - i l s o u f f r i r qu'aucun hante ceans? En q u o i b l e s s e l e c i e l une v i s i t e honnete, Pour en f a i r e un vacarme a nous rompre l a t e t e ? Veut-on que l a - d e s s u s j e m'explique e n t r e nous? Je c r o i s que de madame i l . e s t ma f o i , ^ j a l o u x " (p. 37) Ces remarques de D o r i n e , f a i t e s d'une f a c o n apparemment spon-tanee, r e l e v e n t en f a i t c e r t a i n s p o i n t s t r e s i m p o r t a n t s de l a p s y c h o l o g i e de T a r t u f f e . Quoique nous ne p u i s s i o n s pas l e d i r e pour c e r t a i n , en apparence, T a r t u f f e f a i t semblant de m e p r i s e r l e s a c t i v i t e s s o c i a l e s de l a f a m i l l e pour f a i r e preuve de sa d e v o t i o n r e l i g i e u s e . En r e a l i t e , p o u r t a n t , D o r i n e f a i t une o b s e r v a t i o n t r e s p e r s p i c a c e l o r s q u ' e l l e p a r l e de l a p o s s i b i l i t y de j a l o u s i e chez T a r t u f f e c a r i l e s t t r e s j u s t e d e r d i r e que T a r t u f f e , comme A l c e s t e , r e j e t t e t o u t e s n o t i o n s d ' a c t i v i t e s s o c i a l e s et r e s s e n t s u r t o u t c e l l e s de sa bien-aimee pa r c e qu' au fond i l a honte de ses p r o p r e s i n a d a p t a t i o n s . E t a n t l a i d , m a l a d r o i t et peu doue pour l e s a r t s de l a g a l a h t e r i e , i l . s ' e n s u i t que T a r t u f f e ne s ' i n t e r e s s e pas beaucoup aux grandes s o c i e t e s et p l u t o t que d'avouer ses p r o p r e s d e f a u t s , i l 41 c h o i s i t de l e s cacher d e r r i e r e l e v o i l e de l a fausse d e v o t i o n r e l i g i e u s e . Que ce s o i t l ' h y p o c r i s i e ou l a v a n i t e des etres humains, nous n'en savons r i e n mais i l r e s t e exact de d i r e que T a r t u f f e a p p a r t i e n t au cadre du fauteur ou provocateur de t r o u b l e s . C'est un d£faut qui c o n s t i t u e l ' u n des t r a i t s p r i n c i p a u x dans l e c a r a c t e r e de B r i g h e l l a . Nous avons deja d i t que l a simple vue de l a t e t e de ce type est s u f f i s a n t e pour a v e r t i r l e s spec-t a t e u r s que quelque complot se trame. Maintenant, i l faut d i r e que meme l a mention du nom B r i g h e l l a peut provoquer un sentiment de malaise car toutes l e s sources du nom indiquent des aspects d ' i n t r i g u e et de menace. Le nom en toutes l e t t r e s de ce type est ' B r i g h e l l a C a v i c c h i o de V a l Brembana'. ' B r i g h e l l a ' v i e n t du mot ' b r i g a ' qui veut d i r e t r o u b l e ou probleme et du verbe ' b r i g a r e ' qui egale 1' a c t i o n de comploter ou de se d e b r o u i l l e r pour a t t e i n d r e son but. Le mot 'i m b r o g l i a r e ' indique 1'acte de tromper, de confondre et de r e o r g a n i s e r et ' c a v i c c h i o ' ou ' c a v i l l o ' est synonyme de l a c h i c a n e r i e et du pr e t e x t e . Quoique nous c o n n a i s s i o n s t r e s peutde 1'analyse l e x i c a l e du mot ' B r i g h e l l a \, l e s sources f o u r n i e s c i - d e s s u s par O r e g l i a nous donnent une bonne idee des a t t i t u d e s et des moeurs de ce 10 masque. T a r t u f f e est naturellement plus complexe et plus reserve dans ses facons de penser et de se conduire mais B r i g h e l l a a g i t au fond dans l a meme q u a l i t e de ' t r o u b l e - f e t e ' ou de 'pharmakos' que l u i . I I trompe l e s v i e i l l a r d s amoureux, i l v o l e l e s avares et i l manipule a tous moments pour empecher 1'union; heureuse des amants. I I va sans d i r e que son r o l e comme o b s t a c l e au mariage est t r e s important parce que l e mariage dans l e s comedies est l a s o l u t i o n i n e v i t a b l e a tous l e s c o n f l i t s et a toutes l e s meprises. Le f a i t que B r i g h e l l a et T a r t u f f e font o b s t a c l e entre l e s personnages et l e denoue-ment marque c l a i r e m e n t l e u r f o n c t i o n du type 'mechant' de l a p i e c e * 42 Mais meme B r i g h e l l a , sans p a r l e r de T a r t u f f e , n'appar-t i e n t pas parfaitement au cadre du bon ou du mauvais c a r dissemblable aux types completement s t a t i q u e s , on prend l a peine de se t e n i r compte de B r i g h e l l a et de ses a t t i t u d e s . Normalement, on ne questionne pas l e s mobiles du type mechant l o r s q u ' i l trompe quelqu'un de meme qu'on ne se demande pas l a r a i s o n pour l a q u e l l e l e gourmand mange ou pourquoi l e pedant p a r l e . On accepte tout simplement que l e u r s a c t i o n s sont i n s p i r e e s par l e u r temperament. Dans l e cas de B r i g h e l l a , pourtant, on nous donne quelques autres i n d i c e s de ses buts et de sa facon de penser au moment ou i l manipule contre l e s gens. A i n s i , nous comprenons mieux l a p s y c h o l o g i e de B r i g h e l l a et nous voyons q u ' i l e x i s t e en f a i t toute une gamme de pensees et de sentiments caches d e r r i e r e l e masque inanime de ce type B r i g h e l l a a g i t par p l a i s i r . Ses a c t i o n s sont i n s p i r e e s non seulement par l e d e s i r de se f a i r e du b i e n mais egalement pour l e p l a i s i r de v o i r s o u f f r i r l e s a u t r e s . Selon l e s mots d ' O r e g l i a , " B r i g h e l l a ' s g r e a t e s t d e s i r e i s to outwit an o l d l o v e s i c k f o o l , t o rob a miser and to beat up a c r e d i t o r . L ' a t t i t u d e que ce type adopte envers l e s autres personnages est l a cruaute sadique. Nous savons que l e s buts de B r i g h e l l a sont doubles mais nous avons 1'impression que l a chute d ' a u t r u i l u i apporte encore p l u s de s a t i s f a c t i o n et de p l a i s i r que l a mesure dans l a q u e l l e i l p r o f i t e , lui-meme, de ses propres a c t i o n s d e s t r u c t r i c e s . Examinons maintenant jusqu'a quel p o i n t l ' a t t i t u d e de T a r t u f f e ressemble a c e l l e du type i t a l i e n . I I est c l a i r que l a ou l e s buts de B r i g h e l l a sont c r u e l s mais d i r e c t s , ceux de T a r t u f f e sont plus mysterieux. D'une p a r t , i l est v r a i que l e personnage molieresque possede l u i a u s s i , une nature p l u -t o t sadique et q u ' i l s;'amuse a temoigner l a souffranee des gens. Au moment ou Orgon se met e n f i n au courant de l a f o u r b e r i e de T a r t u f f e dont i l est v i c t i m e , l a r e a c t i o n de l'imposteur ne comprend n i r e g r e t n i meme honte. Tout en co n t r a s t e avec E l m i r e - q u i , e l l e , sent l e b e s o i n de s'excuser 43 devant T a r t u f f e . "C'est contre mon humeur que j ' a i f a i t tout c e c i ; / Mais on m'a mise au p o i n t de vous t r a i t e r a i n s i . " ;(p. 116) T a r t u f f e , pour sa p a r t , n'a aucun egard a l a s i t u a t i o n de son note q u i , apres t o u t , l u i a o f f e r t sa ma i s oil, son a m i t i e et sa c o n f i a n c e . I I est done j u s t e deedire que T a r t u f f e , comme B r i g h e l l a est un type i n s e n s i b l e et c a l c u l a t e u r . Neanmoins, i l e x i s t e une d i f f e r e n c e frappante entre ces deux personnages c a r nous ne savons t o u j o u r s pas s i T a r t u f f e i m i t e B r i g h e l l a et a g i t par p l a i s i r . Le masque i t a l i e n exprime ouvertement ses mobiles par des gestes ruses et des regards d u b i t a t i f s , mais 1'hypocrite T a r t u f f e ne donne jamais aucun i n d i c e de ses v r a i e s i n t e n t i o n s et ne r e v e l e jamais d'une facon c l a i r e ses sentiments envers l e s a u t r e s . I I est c e r t a i n q u ' i l d e s i r e E l m i r e mais i l ne s' a g i t que d'une envie purement physique et nous ne savons pas pour c e r t a i n s ' i l l'aime sincerement ou s ' i l l a regarde tout simplement comme un et r e s e n s u e l . Quant a Orgon, T a r t u f f e ne l e r e s p e c t e pas, i l se p r o f i t e de sa c r e d u l i t e et i l l e c o n s i -dere 'un homme a mener par l e nez', mais i l n'est p o i n t c l a i r s ' i l eprouve contre Orgon une v e r i t a b l e haine ou s ' i l l e v o i t tout simplement comme une p r o i e convenable. II est f o r t pro-bable que T a r t u f f e a g i t p l u t o t par i n d i f f e r e n c e que par p l a i s i r car a l a d i f f e r e n c e de B r i g h e l l a , 1 ' hypocrite ne c h o i s i t pas expres ses v i c t i m e s . II se p r o f i t e derceux dont i l a b e s o i n et i l l a i s s e de cote tout autre qui l u i semble s u p e r f l u a ses p r o j e t s comme Mariane, Va l e r e et Cle a n t e . T a r t u f f e l e u r p a r l e peu et meme l o r s q u ' i l est o b l i g e de l e u r a d r e s s e r quelques p a r o l e s , i l termine brusquement l a c o n v e r s a t i o n des q u ' i l r e c o n n a i t que c e l a ne s e r t r i e n a ses mobiles. C l e a n t e : [ . . . ] " Croyez-moi, c'est donner, de v o t r e prud'homie, Monsieur... T a r t u f f e : II e s t , monsieur, t r o i s heures et demie; C e r t a i n d e v o i r pieux me demande l a - h a u t , Et vous m'excuserez de vous q u i t t e r s i t o t (p. 102-3) 44 En f i n de compte, T a r t u f f e ressemble au personnage i t a l i e n dans l a mesure q u ' i l s t i r e n t tous l e s deux de l a s a t i s f a c t i o n aux depens d ' a u t r u i , mais T a r t u f f e est i n f i n i m e n t plus menacant car i l a g i t p l u s par i n d i f f e r e n c e que par p l a i s i r . B r i g h e l l a est au moins capable de s e n t i r quelque chose au moment de ses tromperies et c e l u i qui sent est t o u j o u r s p l u s humain et plus v u l n e r a b l e que c e l u i qui f a i t s o u f f r i r sans meme s o u r c i l l e r . Le d e r n i e r t r a i t et peu t - e t r e l e plus important dans l a d i s c u s s i o n du temperament psychologique et moral de T a r t u f f e est l a nature de son h y p o c r i s i e . Tout au debut de notr e d i s -c u s s i o n nous avons soutenu-que M o l i e r e c r i t i q u e non pas l e r o l e de l a r e l i g i o n de son temps mais p l u t o t l e s exces et l a fa u s s e t e des gens de n'importe q u e l l e epoque. Nous renforcons maintenant c e t t e d e c l a r a t i o n car l ' h y p o c r i s i e de T a r t u f f e est justement une p r e s e n t a t i o n de gestes'. exageres et de fausses a c t i o n s qui p o u r r a i t b i e n e t r e l i e e avec b i e n d'autres e n t r e p r i s e s que <• c e l l e de l a r e l i g i o n . M o l i e r e d e f i n i t dans l e temperament moral de son T a r t u f f e une h y p o c r i s i e u n i v e r s e l l e ; un defaut de l a nature humaine qui f a i t que nous sentons tous a un moment donne, l e be s o i n de deg u i s e r n o t r e v e r i t a b l e c a r a c t e r e ou de f e i n d r e nos op i n i o n s , nos sentiments et des ver t u s que nous n'avons pas. Nous entendons par ' u n i v e r s e l ' , un concept qui ne change pas avec l e temps ou l e s modes mais r e s t e i n v a -r i a b l e t a nt que 1'homme r e s t e un e t r e e g o i s t e et o b s t i n e . II est , pour c e t t e r a i s o n , f a c i l e de r e c o n n a i t r e l ' h y p o c r i s i e de T a r t u f f e t e l l e q u ' e l l e est presente dans l e c a r a c t e r e des di v e r s types i t a l i e n s . L'un des personnages de l a Commedia qui est souvent reconnu pour son manque de s i n c e r i t e est Pantalone, l e premier v i e i l l a r d et l e c a r a c t e r e typique du vieu x type h y p o c r i t e , conservateur et non sans un c e r t a i n a p p e t i t s e x u e l . L'hypo-c r i s i e de Pantalone v i e n t justement du c o n f l i t entre l e s d i v e r s t r a i t s de ses gouts et de son c a r a c t e r e . D'une p a r t , i l est avare et conservateur, i l n'aime pas depenser de 1'argent et i l regarde d'un o e i l desapprobateur l e s jeux de 45 g a l a n t e r i e des jeunes gens, mais d'autre p a r t , i l aime beaucoup l e luxe et i l n'est p o i n t h o s t i l e envers l e s a t t e n t i o n s d'une b e l l e jeune f i l l e . Pantalone est done h y p o c r i t e dans l e sens q u ' i l veut a v o i r l e drap et 1'argent. T a r t u f f e a g i t en f a i t de l a meme maniere. Ce n'est qu'en f e i g n a n t des v e r t u s r e l i -gieuses q u ' i l est admis dans l a maison d'Orgon ou i l rencontre E l m i r e , mais pour a v o i r Elmire i l faut q u ' i l renonce a 1'image du devot r e l i g i e u x , done, i l ment et i l joue l e jeu pour essayer de r e a l i s e r l e s deux buts en meme temps. Un autre type de l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e qui f a i t penser a l ' h y p o c r i s i e et naturellement l e c e l e b r e B r i g h e l l a . Dans l e cas de c e l u i - c i , l e s buts de son h y p o c r i s i e sont encore plu s simples. Pour tromper ses v i e i l l a r d s amoureux ou v o l e r ses avares o b s t i n e s , i l faut que B r i g h e l l a gagne completement l e u r c o n f i a n c e avant de pouvoir l e u r p o r t e r l e coup f i n a l . L'hypo-c r i s i e de B r i g h e l l a est done un moyen ou un o u t i l qui l ' a i d e a a t t e i n d r e ses f i n s de meme que T a r t u f f e qui pousse des soupir s et f a i t des p r i e r e s devant Orgon, l e f a i t dans l e but de gagner l a c o n f i a n c e complete de c e l u i - c i et de s'introduire> ensuite dans sa maison pour l u i v o l e r femme et argent. En ce qui concerne l a qu e s t i o n de l a nature h y p o c r i t e a l o r s , i l ne faut pas d i r e que l e personnage molieresque a h e r i t e quelques t r a i t s de ses predecesseurs i t a l i e n s n i que l e s types de l a Commedia ont necessairement exerce une i n f l u e n c e sur l e c a r a c -t e r e de c e l u i - l a . Ce q u ' i l f a u t s o u t e n i r , c'est que dans l e s deux cas, l e s dramaturges c r e a t e u r s r e c o n n a i s s e n t l e s elements fondamentaux et l a nature e t e r n e l l e de l ' h y p o c r i s i e humaine. Nous voyons done qu'a chaque niveau de l a d i s c u s s i o n , que ce s o i t 1'apparence physique, l e s gouts et l e s manieres ou b i e n l e c a r a c t e r e psychologique et moral, i l e x i s t e un rapport intime entre M o l i e r e et l e s I t a l i e n s . Neanmoins, i l s e r a i t t r o p i n e x a c t de d i r e q u ' i l s ' a g i s s e d'un rapp o r t pure-ment non-partage ou 1 ' e c r i v a i n f r a n c a i s emprunte de ses co l l e g u e s etrangers sans que c e u x - c i glanent a u s s i quelques 4 6 idees de M o l i e r e . L'une des c o n c l u s i o n s que nous pouvons t i r e r de c e t t e analyse du l i e n entre l e faux devot de M o l i e r e et l e s types de l a Commedia d e l l ' a r t e c-'est que l e concept des i n f l u -ences r e c i p r o q u e s v a r i e s e l o n l e s d i v e r s aspects de l a d i s c u s s i o n . Au niveau l e plus fondamental des t r a i t s physiques du personnage T a r t u f f e , i l est exact de d i r e que M o l i e r e depend beaucoup de l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e . Le costume n o i r , l a grosseur, l'age et l e visa g e p l u t o t sombre de T a r t u f f e sont des elements courants qui appartiennent aux types c l a s s i q u e s du t h e a t r e comique et notamment a ceux qui e n r i c h i s s e n t l e comique de l a p i e c e comme H a r l e q u i n , Pantalone et l e Dottore. L'on p o u r r a i t d i r e a l o r s qu'en i m i t a n t l e s t r a i t s physiques des masques i t a l i e n s , M o l i e r e f a i t e n t r e r son T a r t u f f e dans l ' u n i v e r s du t h e a t r e comique mais i l ne f a i t t o u j o u r s preuve d'aucun genie dramaturgique ou de don d ' o r i g i n a l i t e . Le dynamisme des personnages molieresques ne se montre qu'au deuxieme ni v e a u de 1'analyse des gouts et des manieres. Quoique l e s gouts et l e s manieres de T a r t u f f e ressemblent au fond aux habitudes des types comme H a r l e q u i n , Pantalone et l e Capitan, l e personnage molieresque l u i , possede une c e r t a i n e r i c h e s s e de c a r a c t e r e qui manque aux types de l a Commedia. Bornes par l a r i g i d i t e de l e u r s masques inanimes et par l a r e s t r i c t i o n de l e u r s r o l e s f i x e s dans l a p i e c e , l e s personnages i t a l i e n s r e u s s i s s e n t a f a i r e r i r e l e s s p e c t a t e u r s sans r e u s s i r a l e s f a i r e r e f l e c h i r . T a r t u f f e , par c o n t r e , est capable de provoquer l e r i r e a u s s i b i e n qu'un c e r t a i n element de peur et de malaise. Tout en representant l e s memes v i c e s de gourman-d i s e , de p a i l l a r d i s e et d ' i n s i n c e r i t e que l e s types i t a l i e n s , T a r t u f f e ressemble beaucoup plus a un homme de c h a i r et d'os a qui l e p u b l i c trouve plus f a c i l e de s ' i d e n t i f i e r . A ce deuxieme ni v e a u a l o r s , nous pouvons d i r e que M o l i e r e i m i t e t o u j o u r s l e s I t a l i e n s dans l a c r e a t i o n de son T a r t u f f e mais que l ' e c r i v a i n f r a n q a i s improvise et ameliore c e t t e f o i s , tout ce q u ' i l trouve chez ses c o l l e g u e s u l t r a - m o n t a i n s . 47 Le t r o i s i e m e n i v e a u et l e n i v e a u l e p l u s complexe de l ' a n a l y s e du personnage concerne s u r t o u t son temperament moral et psychologique. La d i f f e r e n c e entre l ' e s p r i t du personnage T a r t u f f e et c e l u i des types i t a l i e n s est encore plus marquee que c e l l e d'entre l e u r s manieres et l e u r s a c t i o n s . Comme nous avons soutenu a p l u s i e u r s r e p r i s e s , i l y a une emanation de mystere qui entoure T a r t u f f e et qui f a i t que l e s s p e c t a t e u r s ne peuvent jamais se rapprocher de ce personnage h y p o c r i t e . En e f f e t , nous ne pouvons pas, a f f i r m e r que l ' h y p o c r i s i e de T a r t u f f e serve uniquement a duper l e s autres sans q u ' i l l e c r o i e v e r i t a b l e m e n t a ses propres p a r o l e s . Pantalone, et surtout B r i g h e l l a , sont des personnages t r e s h y p o c r i t e s mais i l s font t o u j o u r s ce q u ' i l s pensent et nous ne doutons a n u l moment de l e u r s v e r i t a b l e s i n t e n t i o n s ou mobiles. I I est c l a i r qu'a ce n i v e a u de l ' a n a l y s e , l e don de M o l i e r e depasse fac i l e m e n t l e s e f f o r t s des gens de l a Commedia d e l l ' a r t e . Cependant, l e s rencontres entre M o l i e r e et l e s I t a l i e n s ne s ' a r r e t e n t pas i c i car en 1668 l e s troupes i t a l i e n n e s commencent une n o u v e l l e epoque en France et c e t t e f o i s , l e s evenements vont au contre-sens. I I est reconnu, par exemple, q u ' i l e x i s t e de f o r t e s ressemblances entre Le T a r t u f f e de M o l i e r e et ' i l B a s i l i c o d i Bernagasso' des I t a l i e n s ; p i e c e que c e u x - c i ont concue b i e n apres l a premiere r e p r e s e n t a t i o n 12 du T a r t u f f e . D ' a i l l e u r s , en 1674 l e s I t a l l i e n s ont cree l e Triomphe de l a medecine qui s u i v a i t peu apres l a d e r n i e r e 13 p i e c e de M o l i e r e l e Malade i m a g i n a i r e . Reprenant l ' i d e e que nous avons soutenue auparavant, au l i e u de d i r e que l e s I t a l i e n s ont i n f l u e n c e M o l i e r e dans l a c o n c e p t i o n de son h y p o c r i t e T a r t u f f e , i l est j u s t e de d e c l a r e r que l e s t r a d i t i o n s i t a l i e n n e s et f r a n c a i s e s ont c o n t r i b u e toutes l e s deux a l a c r e a t i o n de ce personnage dynamique et complexe. Nous trouvons que l e s mots de Louis Moland f o u r n i s s e n t un bon resume a c e t t e idee generale; " i l est constant que l e s I t a l i e n s p r i r e n t a M o l i e r e ses i n v e n t i o n s comiques sans plus de scrupules q u ' i l n'en a v a i t mis a p u l s e r dans l e u r r e p e r t o i r e . " 48 Notes Le 30 j u i n , 1643 M o l i e r e et un groupe de neuf compa-gnons, y compris l a f a m i l l e des B e j a r t , se sont u n i s et l i e s ensemble pour entreprendre l e t h e a t r e comique. Cette troupe se c o n n a i t r a i t des l o r s sous l e t i t r e de l ' l l l u s t r e Theatre. Cette e n t r e p r i s e n'a dure malheureusement qu'environ deux ans et en 1 6 4 5 : 1 ' I l l u s t r e Theatre, s o u f f r a n t de grandes d i f f i c u l t e f i n a n c i e r e s , s'est d i s p e r s e . [sur ce p o i n t , v o i r a u s s i l e l i v r e de P i e r r e Gaxotte, M o l i e r e ( P a r i s : Flammarion, 1977) , pp. 40-50] 2 Giacomo O r e g l i a , The Commedia d e l l ' a r t e , t r a d . L o v e t t F. Edwards (New York: H i l l and Wang, 1968), pp. 43-55. 3 Louis Moland, M o l i e r e et l a comedie i t a l i e n n e ( P a r i s : D i d i e r et c i e , 1867), p. 210. 4 P i e r r e - L o u i s Duchartre, La Comedie i t a l i e n n e ( P a r i s : L i b r a i r i e de France, 1924), p. 141. ^ Duchartre, pp. 3-4. 6 M o l i e r e ( J e a n - B a p t i s t e P o q u e l i n ) , J.-P. Caput ( P a r i s : Larousse, 1971), p. et c i t a t i o n s par l a s u i t e seront t i r e e s T a r t u f f e de M o l i e r e ] ^ O r e g l i a , p. 84. 8 Duchartre, p. 155. M o l i e r e ( J e a n - B a p t i s t e P o q u e l i n ) , Dom Juan, ed. Leon L e j e a l l e ( P a r i s : Larousse, 1971), p. 90 [Toutes r e f e r e n c e s et c i t a t i o n s par l a s u i t e seront t i r e e s de c e t t e e d i t i o n de Dom Juan de M o l i e r e ] Le T a r t u f f e , ed. 7T4" LToutes r e f e r e n c e s de c e t t e e d i t i o n du O r e g l i a , p. 71. L L O r e g l i a , p. 71. 1 2 Moland, p. 297. 1 3 Moland, p. 298-99. 1 4 Moland, p. 300. 50 Les Modeles v i v a n t s de T a r t u f f e au dix-septieme s i e c l e Dans not r e etude de l a t r a d i t i o n t h e a t r a l e des I t a l i e n s et de 1 ' i n f l u e n c e q u ' i l s ont exercee sur M o l i e r e , nous avons co n c l u q u ' i l s ' a g i s s a i t surtout d'une i n s p i r a t i o n mutuelle entre c o l l e g u e s . L ' i n t e r e t de M o l i e r e et c e l u i des I t a l i e n s r e s i d a i e n t tb.us.i leV^deux dans l a meme e n t r e p r i s e de f a i r e r i r e l e s gens. P a r e i l l e m e n t , a l o r s , nous po u r r i o n s d i r e que dans ce deuxieme c h a p i t r e , i l s ' a g i t d'une i n s p i r a t i o n entre contem-p o r a i n s . Les hommes qui ont vecu dans l a meme c u l t u r e et a l a meme epoque que M o l i e r e , l u i ont f o u r n i beaucoup d'idees et 1'ont aide enormement a e n r i c h i r l e c a r a c t e r e de son h y p o c r i t e . Dans c e t t e p a r t i e de notre d i s c u s s i o n , i l n'est pas que s t i o n des sources l i t t e r a i r e s n i meme des autres e c r i v a i n s qui aur a i e n t pu, a - t r a v e r s l e u r s e c r i t s , toucher l ' e s p r i t c r e a -teur de M o l i e r e . La ou i l y a l i e u , nous ferons mention des di v e r s e s i n s t i t u t i o n s r e l i g i e u s e s et p o l i t i q u e s auxquell.es M o l i e r e s ' i n t e r e s s a i t mais i l faut s o u l i g n e r que c e l a ne c o n s t i t u e non plus l e su j e t p r i n c i p a l de notr e c h a p i t r e . La chose qui nous i n t e r e s s e est avant tout l e rapport qui e x i s t e entre l e faux devot de Mo l i e r e et c e r t a i n s personnages de l a cour, de l a noblesse et des ordres e c c l e s i a s t i q u e s du d i x -septieme s i e c l e . Dans l e c h a p i t r e precedent, i l e t a i t f a c i l e d ' e t a b l i r des ressemblances entre T a r t u f f e et l e s types de l a Commedia car i l s appartenaient tous au monde f i c t i f du t h e a t r e comique. Cette f o i s , pourtant, i l s ' a g i t des modeles v i v a n t s , des hommes de c h a i r et d'os qui font p a r t i e d'un monde r e e l par o p p o s i t i o n a l ' u n i v e r s cree du personnage de T a r t u f f e . Pour c e t t e r a i s o n a l o r s , i l s e r a i t malseant, sino n r i d i c u l e , de d i s c u t e r l e s t r a i t s physiques, l e s manieres et l a psych o l o g i e morale de chaque personnage par rapport a ceux de T a r t u f f e . Nous avons decide p l u t o t done d'examiner l a facon dont c e r t a i n e s s i t u a t i o n s ou c e r t a i n s evenements dans l a v i e des modeles v i v a n t s c o r r e -51 spondent aux d i v e r s e n t r e t i e n s du personnage T a r t u f f e dans l a pi e c e . L'analyse sera d i v i s e e en deux p a r t i e s p r i n c i p a l e s . Dans l a premiere p a r t i e , 1'etude sera consacree aux personnages qui se sont trouves dans l e s memes s i t u a t i o n s facheuses que c e l l e s de T a r t u f f e ou qui se sont conduits d'une maniere e v o c a t r i c e de c e l l e de 1'hypocrite. Ce ne sont pas forcement des personnages b i e n connus par M o l i e r e mais ce sont des gens qui a u r a i e n t b i e n pu f o u r n i r a l a pi e c e du T a r t u f f e des scenes et des di a l o g u e s e s s e n t i e l s . La deuxieme p a r t i e concerne s u r t o u t l e s personnages qui ont eu plus a f a i r e a M o l i e r e lui-meme qu'a sa comedie. Neanmoins, ces gens importent enormement sur l e p l a n moral et psychologique du personnage p r i n c i p a l c a r , malgre l e u r manque de c o n t r i b u t i o n aux aspects p a r t i c u l i e r s de l a p i e c e , i l s jouent un r o l e s i g n i f i c a t i f dans l e theme g l o b a l de l ' h y p o c r i s i e et de l a fausse d e v o t i o n . II va sans d i r e que l a l i s t e des modeles v i v a n t s dans l a premiere a u s s i b i e n que dans l a deuxieme p a r t i e est l o i n d ' etre une l i s t e exhaustive. Nous ferons de notre mieux pour i n c l u r e autant que p o s s i b l e tous l e s personnages qui a u r a i e n t pu s e r v i r d ' i n s p i r a t i o n a M o l i e r e dans l a conception de son T a r t u f f e mais nous devrons f a i r e egalement a t t e n t i o n pour ne pas t r o p g e n e r a l i s e r . Nous concentrons a l o r s n o t r e a t t e n t i o n sur ceux qui sont l e s plus r e p r e s e n t a t i f s des t r a i t s p e r t i n e n t s du c a r a c t e r e de T a r t u f f e et sur ceux dont l e s sources sont l e s plus sures. L'un des premiers personnages qui a u r a i t pu f o u r n i r au faux devot un modelesvivant est l e c e l e b r e abbe de Pons. On connait en e f f e t t r e s peu des d e t a i l s biographiques de cet homme s o i - d i s a n t devot et r e l i g i e u x , mais i l faut avouer que 1'element du mystere et de l:'inconnu lie l i e davantage au personnage molieresque. P a r e i l a 1'imposteur cree par M o l i e r e , cet abbe de Pons se f a i s a i t appeler a i n s i sans que personne ne s o i t v e r i t a b l e m e n t au courant de sa v r a i e i d e n t i t e . D'apres l e s quelques d e t a i l s que nous f o u r n i s s e n t l e s e c r i t s de Tallement des Reaux, l'homme est nedd'une f a m i l l e paysanne dont l e pere n ' e t a i t qu'un simple c h a p e l l i e r de province."^ Sans a v o i r f a i t aucun grand accomplissement pendant l a premiere m o i t i e de sa v i e , ce personnage est r e s t e r e l a t i v e m e n t inconnu jusqu'en 1642, l e moment ou i l s'est f a i t e n f i n remarquer dans l e domaine e c c l e s i a s t i q u e . L'abbe de Pons f a i s a i t p a r t i e des gens qui l u t t a i e n t d'une maniere passionnee c o n t r e e l e s Janse-n i s t e s et contre l e u r p h i l o s o p h i e entre l e s annees 1642 et 1648. II a montre un s i grand z e l e dans ce p r o j e t que son nom a f i n i par a p p a r a i t r e a cote de c e l u i de beaucoup de grands personnages. Le f i l s du c h a p e l l i e r de prov i n c e s'est eleve a i n s i d'une s i t u a t i o n r e l a t i v e m e n t pauvre a un poste q u i , se l o n Tallement des Reaux, l u i r a p p o r t a i t l a b e l l e somme de s i x a sept m i l l e l i v r e s de r e n t e s . D'une p a r t a l o r s , l e faux devot de M o l i e r e ressemble a l'abbe de Pons dans l a mesure ou i l s sont tous l e s deux d ' o r i -gines peu c l a i r e s et que tout ce que nous connaissons d'eux sont l e s d e t a i l s q u ' i l s c h o i s i s s e n t de nous f o u r n i r eux-memes. C'est seulement d'apres l e s mots de T a r t u f f e lui-meme qu'Orgon l e c r o i t un honnete homme devot qui s'est malheureusement l a i s s e p r i v e r de ses bi e n s , de meme que l e t i t r e r e l i g i e u x de ce f i l s du c h a p e l l i e r n'est qu'un t i t r e que l'homme s'est donne lui-meme. D'autre p a r t , l e s d i v e r s e s etapes du progres de T a r t u f f e dans l a maison d'Orgon sont p a r e i l l e s a c e l l e s de l'abbe de Pons dans l e s m i l i e u x sociaux et surtout r e l i g i e u x . Pour c i t e r encore Tallement des Reaux, l'abbe de Pons e t a i t "un grand h y p o c r i t e qui [...] de r i e n s ' e t a i t f a i t s i x a 2 sept m i l l e l i v r e s de r e n t e s " . Et pour c i t e r Dorine dans l a piece de M o l i e r e , T a r t u f f e est " l e gueux q u i , quand i l v i n t , n ' a v a i t pas de s o u l i e r s et dont 1'habit v a l a i t b i e n s i x d e n i e r s ' qui par l a ruse et par l a f o u r b e r i e , a gagne l a co n f i a n c e d' Orgon et a f i n i par gagner l e d r o i t a l o r s de "manger autant 3 que s i x " et de r e c e v o i r "tous l e s bons morceaux". Outre l a ressemblance entre l e s evenements de l e u r v i e , i l est c l a i r que l'abbe de Pons et T a r t u f f e partagent egalement c e r t a i n s t r a i t s frappants de c a r a c t e r e . Comme nous avons d e j a montre, i l s sont tous l e s deux t r e s i n t e l l i g e n t s , ruses et s u r -tout ambitieux. T a r t u f f e , comme l'abbe de Pons, cherche a s' e l e v e r financierement et i l s sont tous l e s deux t r e s h a b i l e s dans l e u r facon de fre q u e n t e r et de duper ceux qui y sont v u l -n e r a b l e s . Nous avons egalement soutenu l a ressemblance entre l e c a r a c t e r e h y p o c r i t e de T a r t u f f e et c e l u i de l'abbe de Pons. I l s pretendent tous l e s deux e t r e des personnages devots mais i l s se conduisent d'une maniere qui n'est p o i n t digne des v e r i t a b l e s e c c l e s i a s t i q u e s . Tout au cours de l a p i e c e , T a r t u f f e r e v i s s i t a main t e n i r sa faqade de 1'homme devot, et quoique l e s s p e c t a t e u r s s o i e n t au courant de son h y p o c r i s i e , i l s sont neanmoins o b l i g e s de remarquer, a son c r e d i t , q u ' i l . est t r e s h a b i l e dans sa f o u r b e r i e . Le se u l moment ou l'imposteur l a i s s e tomber son masque et commet, pour a i n s i d i r e une faute d ' i n a t t e n t i o n , c'est quand i l f a i t , devant E l m i r e , ses d e c l a r a t i o n s de p a s s i o n et d'amour. P a r e i l l e m e n t , l'abbe de Pons se c o n d u i s a i t d'une facon exemplaire dans son m i l i e u s o c i a l , f a i s a n t ce qu'on s ' a t t e n d a i t de l u i et d i s a n t s e u l e -ment l e s choses qui p o u r r a i e n t l e p r o f i t e r . C e r t a i n s a v a i e n t des soupcons a 1'egard de ses accomplissements, mais personne ne pouvait 1'accuser ouvertement. Son experience aupres de l a c e l e b r e c o u r t i s a n e , Ninon de L e n c l o s , a pourtant provoque 4 beaucoup de rumeurs peu f l a t t e u s e s . II p a r a i t que dans ses fr e q u e n t a t i o n s des gens de l a haute s o c i e t e , l'abbe de Pons a rencontre un jour l a b e l l e Ninon de L e n c l o s . I I a ete s a i s i par l a beaute de c e t t e femme et i l est devenu follement amoureux d ' e l l e . Semblable a T a r t u f f e a l o r s , l'abbe de Pons f i n i t par d e c l a r e r sa p a s s i o n a l a femme de son ch o i x et touj o u r s p a r e i l au personnage comique, i l n'a r e c u qu'un r e f u s categorique de sa b i e n aimee. 5.4 Ce d e r n i e r episode souleve deux p o i n t s s i g n i f i c a t i f s a n o t r e d i s c u s s i o n . D'abord, i l e x i s t e une ressemblance f r a -ppante entre l e manque de p i e t e chez c e t abbe de Pons et l a fausse d e v o t i o n de T a r t u f f e . Deuxiemement, i l f a u t remarquer l a facon dont l ' h y p o c r i s i e se manifeste chez T a r t u f f e comme chez l'abbe de Pons. I l s pretendent e t r e des hommes de 1' e g l i s e , p r e t s a tous moments a consacrer l e u r v i e a Dieu, mais au moment ou l e u r p a s s i o n et l e u r s besoins sexuels triomphent d'eux, non seulement abandonnent-ils l e d e v o i r r e l i g i e u x mais i l s se servent tout bonnement de l a r e l i g i o n pour j u s t i f i e r l e u r conduite meprisable. T a r t u f f e admet sans honte que 'pour et r e devot, [ i l ] n'en [e s t ] pas moins homme' et meme lo r s q u ' E l m i r e l u i r a p p e l l e l e s exigences de l a d e v o t i o n r e l i g i e u s e , i l l e s e c a r t e indifferemment. E l m i r e : "Mais comment c o n s e n t i r a ce que vous voulez Sans o f f e n s e r l e c i e l dont t o u j o u r s vous p a r l e z ? " T a r t u f f e : " S i ce n'est que l e c i e l qu'a mes voeux on.oppose Lever un o b s t a c l e est a moi peu dechose, Et c e l a ne d o i t pas r e t e n i r v o t r e coeur." (p. 11 Outre les=quelques changements que M o l i e r e a du operer pour a v o i r l a rime, ce p o u r r a i t b i e n e t r e l e s mots exacts dans l a co n v e r s a t i o n entre Ninon de Lenclos et l'abbe de Pons. Ninon: "L'abbe, vous o u b l i e z v o t r e serment." L'abbe: "Ma chere amie, s a i n t Paul et s a i n t F r a n c o i s - d e - S a l e s ne f u r e n t - i l s v p a s , comme moi, t e n t e s par l e demon?" 5 ; C e r t e s , nous ne pouvons a f f i r m e r l a j u s t e s s e de n o t r e c o n s t a -t a t i o n que l'abbe de Pons est l' u n des modeles v i v a n t s de T a r t u f f e mais i l est evident que l e s p a r o l e s de cet abbe exercent une grande i n f l u e n c e sur ce que d i t l e personnage molieresque. En f a i t , M o l i e r e n'a jamais f a i t l a connaissance de l'abbe de Pons, mais d'apres l e r e c i t de Dyssord, 1 ' e c r i v a i n a ecoute pendant un c e r t a i n temps l e s p a r o l e s de Ninon et a l a f i n de l ' h i s t o i r e de c e l l e - c i , M o l i e r e a u r a i t d i t "Je f e r a i 6 quelque chose de cet abbe de Pons." Un autre personnage du dix-septieme s i e c l e que M o l i e r e n'a jamais connu personnellement mais qui a u r a i t pu e t r e l'un des p r i n c i p a u x modeles v i v a n t s de T a r t u f f e est Ni c h o l a s Charpy ou, comme i l est souvent appele, Charpy de S a i n t e - C r o i x . Ne l e 28 decembre 1610 dans l e v i l l a g e de S a i n t e - C r o i x , Charpy, comme l'abbe de Pons, v e n a i t d'une f a m i l l e paysanne et done, des o r i g i n e s b i e n modestes. A l'age de 28 ans Charpy a decide de s u i v r e une c a r r i e r e de poete et i l a debute avec un poeme e c r i t en l'honneur de l a naissance de Louis XIV. Quoique l e poeme n'a pas connu une t r e s grande r e u s s i t e , i l a neanmoins s e r v i d ' i n s p i r a t i o n a Charpy et a n o u r r i son d e s i r de se meler a l a Cour a P a r i s . Au cours des annees suivantes a l o r s , Charpy c o n s a c r a i t l a plus grande p a r t i e de son temps a f r e -quenter l e s m e i l l e u r s e c r i v a i n s , a apprendre a se conduire en s o c i e t e et a r e a l i s e r en general son but de deve n i r poete c e l e b r e de l a cour. Quoique l a s i t u a t i o n f i n a n c i e r e de Charpy s o i t r e s t e e , a ce moment-la, r e l a t i v e m e n t mediocre, i l a eu neanmoins 1'occasion de r e n c o n t r e r et de f a i r e l a connaissance d'un t r e s grand nombre de grands personnages et de nobles qui l u i s e r a i e n t plus t a r d de grands secours. Tout a l l a i t b i e n pour Charpy jusqu'en 1648 l o r s q u ' i l s ' est l a i s s e imprudemment e n t r a i n e r dans une a f f a i r e p o l i t i q u e et a f i n i par e t r e formellement dSnonce et banni de l a cour de Louis XIV. Charpy a du<rquitter P a r i s a l o r s pour se r e f u g i e r chez des amis. Apres ce se j o u r , pourtant, l e s choses vont de nouveau b i e n pour Charpy, qui retourne c e t t e f o i s a P a r i s , pour s ' e l e v e r socialement et surtout financierement sous l a double p r o t e c t i o n du c a r d i n a l Mazarin et de" l a reine-mere Anne d'A u t r i c h e . Vers 1658, Charpy ne s ' i n t e r e s s a i t plus aux a f f a i r e s de l a Cour et se t o u r n a i t p l u t o t vers une v o c a t i o n qui l u i a s s u r e r a i t une revenu egalement bon et l u i donnerait d ' a i l l e u r s encore plus de s e c u r i t e et de pouvoir personnel. C'est a i n s i que Charpy est devenu o f f i c i e l l e m e n t un membre de l ' o r d r e e c c l e s i a s t i q u e , et p a r e i l l e s a ses experiences dans l e s c e r c l e s l i t t e r a i r e s , l e s e n t r e p r i s e s r e l i g i e u s e s de Charpy ont egalement connu de t r e s grands succes. En 1671, Charpy a ete nomme cure de l a V i l l e n e u v e - e n - C h e v r i e et c ' e t a i t sous ce t i t r e venerable que l e f i l s d'Aemilian et de Claudine Charpy est mort au mois d'aout 1679. Ce n'est que quelque temps apres que l e s d e t a i l s et l e s c i r c o n s t a n c e s de l a mort de ce personn-age ont ete r e v e l e s c a r i l e t a i t sans doute une honte de decou-v r i r qu'un c e l e b r e cure de campagne est mort,sous l a main de sa maitres s e , Madeleine Garde qui e t a i t l a femme de Fr a n c o i s Chapelain, et qui a v a i t , par cruaute et par mechancete, empoisonne l e pauvre Charpy de S a i n t e - C r o i x . I I va sans d i r e que notr e p e t i t resume de l a v i e de Nicho l a s Charpy ne peut pas etre.considere: comme une b i o g r a p h i e complete de l'homme mais nous avons certainement p r i s note des experiences p r i n c i p a l e s dans sa v i e q u i p o u r r a i e n t f a i r e de l u i un modele v i v a n t de l a c e l e b r e f i g u r e de T a r t u f f e . Ayant d e c r i t l e s c i r c o n s t a n c e s generales de l a v i e de Charpy, exa-minons maintenant l e s evenements p a r t i c u l i e r s qui l e l i e n t incontestablement au personnage de M o l i e r e . Comme nous avons deja a f f i r m e , l ' e c r i v a i n n'a jamais f a i t l a connaissance de Nicho l a s Charpy mais i l c o n n a i s s a i t surement l a f a m i l l e P a t r o c l * a l a q u e l l e Charpy a v a i t a f f a i r e . F ranqois P a t r o c l e , sa femme Louise-Angelique et l e u r f i l s , Noel e t a i e n t tous l e s v o i s i n s de M o l i e r e dans rue Saint-Thomas-du-Louvre au moment ou c e l u i -c i y est a l l e demeurer vers l e mois de mais en 1664. D'apres l e s memoires de Tallement des Reaux, Charpy rencontre un jou r a l ' E g l i s e des Quinze-Vingts, Mme d'Ansse, l'une des femmes de chambre et de c o n f i a n c e d'Anne d ' A u t r i c h e . ^ Charpy ne perd pas de temps a charmer c e t t e femme avec ses di s c o u r s r e l i g i e u x et l e s m a n i f e s t a t i o n s elaborees de sa dev o t i o n a l ' e g l i s e . Etant veuve, Mme d'Ansse h a b i t e dans l e s Quinze-Vingts memes, mais sa f i l l e et son gendre ont une b e l l e maison qui n'est qu'a deux pas de l ' e g l i s e . Complete- • ment obsedee par l e s p a r o l e s de Charpy, c e t t e femme devote accepte de l ' y l o g e r . A i n s i , quoique Charpy n'habite pas au meme e n d r o i t que Mme d'Ansse, i l s se v o i e n t quand meme t r e s souvent. 57 Des l e debut de c e t epi s o d e a l o r s , l a ressemblance e n t r e l e s modeles v i v a n t s et l e s personnages comiques de l a p i e c e du T a r t u f f e e s t i n d e n i a b l e . Mme d'Ansse joue e s s e n t i e l l e m e n t l e r o l e de Mme P e r n e l l e , q u i , p a r e i l l e a c e t t e a n cienne femme de chambre de l a re i n e - m e r e , d e v i e n t obsedee par l a p h i l o s o p h i e de 1 ' h y p o c r i t e . A i n s i Mme P e r n e l l e d i t a Damis: "C'est un homme de b i e n q u ' i l f a u t que 1'on ec o u t e , Et j e ne p u i s s o u f f r i r sans me m e t t r e en c o u r r o u x De l e v o i r q u e r e l l e p a r un f o u comme vous [...] Je vous d i s que mon f i l s n'a r i e n f a i t de p l u s sage Qu'en r e c u e i l l a n t chez s o i ce devot personnage" (p. 35) Quant-au personnage d'Orgon, a 1 ' e x c e p t i o n de l a r e n c o n t r e a 1 ' e g l i s e , F r a n c o i s P a t r o c l e l u i r e s s e m b l e a l a l e t t r e . Devot i n t o l e r a n t et e t r a n g e r a t o u t e s a f f e c t i o n s s e n s i b l e s , F r a n q o i s P a t r o c l e e s t l a c i b l e p a r f a i t e de l a f o u r b e r i e de Charpy e t comme Orgon, i l f i n i t p a r prendre l ' i m p o s t e u r pour l e m e i l l e u r ami q u ' i l a i t au monde et n'accepte que personne ne l e c r i t i q u e . Meme au moment ou sa b e l l e - m e r e e s s a i e de .1'.'avertir du manque de s i n c e r i t e de Charpy, i l na l a prend pas aur:serieux et repond t o u t simplement que ce ne sont que des r a i l l e r i e s . P a r e i l l e m e n t , Orgon a beau pe r s u a d e r Mme P e r n e l l e de l a mechancete de T a r t u f f e e l l e ne 1'ecoute pas. Orgon: "Et non c o n t e n t encor de ces l a c h e s e s s a i s , I I m'ose menacer de mes pr o p r e s b i e n f a i t s , [...] Mme P e r n e l l e : "On vous aura f o r g e cent s o t s c o n t e s de l u i , [...] I I e s t b e s o i n , Pour a c c u s e r l e s gens, d ' a v o i r de j u s t e s " c a u s e s , Et vous d e v r i e z a t t e n d r e a vous v o i r s u r des c h o s e s . " (p. 121-23) On d i r a i t a l o r s que M o l i e r e i m p r o v i s e legerement dans ses c o n c e p t i o n s de Mme P e r n e l l e et d'Orgon c a r i l s r e s s e m b l e n t a l a f o i s a F r a n q o i s P a t r o c l e et a Mme d'Ansse. Du c o t e de L o u i s e - A n g e l i q u e , p o u r t a n t , sa ressemblance a E l m i r e e s t beaucoup p l u s n e t t e . Jeune epouse d'un homme beaucoup p l u s age q u ' e l l e , l a p e t i t e Mme P a t r o c l e d e v i e n t v i t e l e p o i n t de mire des d e s i r s s e n s u e l s de Charpy. L'unique element de d i f f e r e n c e c ' e s t que l a ou E l m i r e e s t beaucoup t r o p p e r s p i c a c e pour se l a i s s e r duper par l e s f o u r b e r i e s de T a r t u f f e , L o u i s e -58 Angelique, e l l e est a u s s i s u s c e p t i b l e au charme de Charpy que l ' e s t son mari. Encouragee par l e mari a l o r s , l a jeune femme se l a i s s e f r e q u e n t e r par l e faux devot et d'apres l e s r e c i t s , i l s ont prolonge c e t t e l i a i s o n amoureuse b i e n apres l e depart de Charpy de l a maison P a t r o c l e et jusqu'au moment de l a mort de Louise-Angelique. Sans e n t r e r en t r o p de d e t a i l s pour ce qui est de modeles v i v a n t s de Damis et de C l a n t e , nous p o u r r i o n s d i r e sans t r o p de r i s q u e s d ' e r r e u r s que Noel P a t r o c l e e s t , comme Damis, l e f i l s malheureux de l a maison, n'appreciant pas l a presence de l'imposteur mais r e s t a n t i n c a p a b l e de l e chasser. En ce qui concerne l e personnage de Cleante, l e modele v i v a n t l e plus probable s e r a i t M o l i e r e lui-meme, non dans l e sens du p o r t e - p a r o l e des p h i l o s o p h i e s mais comme spe c t a t e u r de 1 ' i n t r i g u e dans L'Enclos des Quinze-Vingts et s u r t o u t dans l e menage P a t r o c l e . La conduite de Charpy de S a i n t e - C r o i x aupres des d i v e r s membres de l a f a m i l l e P a t r o c l e s e r t done a l e marquer comme au moins l'un des p r i n c i p a u x modeles v i v a n t s du T a r t u f f e s i n o n l ' e t r e r e e l l e plus ressemblant de ce personnage f i c t i f . Cependant, outre son a s s o c i a t i o n a c e t t e f a m i l l e , i l e x i s t e d'autres episodes dans l a v i e de Charpy qui nous font p e n e t r e r de beaucoup p l u s pres l e c a r a c t e r e a l a f o i s sensuel et f a u s s e -ment devoue de T a r t u f f e . En 1668, Charpy se t r o u v a i t a Munich ou i l a e c r i t un l i v r e de p i e t e i n t i t u l e Cateehisme e u c h a r i s t i q u e a l ' i n t e r i e u r duquel i l y a une page dediee a l a p r i n c e s s e g r o y a l e de Savoie, Madame H e n r i e t t e - A d e l a i d e . Les compliments que Charpy adresse a c e t t e femme ressemblent enormement s i n o n etrangement a l a cour que f a i t T a r t u f f e a E l m i r e dans l a t r o i s i e m e scene du t r o i s i e m e a c t e . I l s a s s o c i e n t tous l e s deux l a beaute de l a femme de l e u r c h o i x avec c e l l e du C i e l et du J e s u s - C h r i s t , melangeant a i n s i l e s e n t r e p r i s e s c o n t r a -d i c t o i r e s des d e s i r s c o r p o r e l s et des p o u r s u i t e s r e l i g i e u s e s . D'apres Charpy, "C'est par l a grace c o r p o r e l l e de J e s u s - C h r i s t , Madame, que l a beaute c o r p o r e l l e q ui a semble des v o t r e enfance e t r e p a r f a i t e en vous est devenue un charme u n i v e r s e l " et s e l o n l e s mots de T a r t u f f e , "Et lo r s q u ' o n v i e n t a v o i r vos c e l e s t e s appas,/ Un coeur se l a i s s e prendre et ne raisonne pas. 1 (p. 87) Nous n'avons pas beso i n de s o u l i g n e r que l e cote sen-su e l de T a r t u f f e est egalement h y p o c r i t e et a u s s i marque dans l a maniere d ' e t r e de Charpy. En f a i t , comme nous avons deja mentionne, Charpy f i n i t par mourir sous l a main c r u e l l e d'une de ses ma i t r e s s e s de meme qu'Elmire joue un r o l e e s s e n t i e l dans 1 ' i n c u l p a t i o n de T a r t u f f e devant Orgon. Meme sur l e pla n p o l i t i q u e , i l e x i s t e c e r t a i n e s ressemblances entre T a r t u f f e et Charpy qui meri t e n t d'etre remarquees. A l a f i n de l a p i e c e , nous apprenons par l e s p a r o l e s de 1'exempt que l e faux devot est en r e a l i t e un c r i m i n e l cherche par l ' e t a t . Comme T a r t u f f e , Charpy f u t a un moment donne, denonce par l a Cour e t , t o u j o u r s p a r e i l a 1'hypocrite q ui s'est i n t r o d u i t dans l a maison d'Orgon pour se r e f u g i e r , i l a du: f a i r e un assez long sejour chez des amis. Nous avouons que puisque c e r t a i n e s des experiences p e r s o n n e l l e s de Charpy ont eu l i e u apres l a premiere r e p r e s e n t a t i o n du T a r t u f f e , e l l e s ne peuvent pas e t r e p r i s e s comme sources d i r e c t e s de l a p i e c e . Neanmoins, l e s d e t a i l s chronologiques ne doivent pas diminuer l e s ressemblances frappantes qui e x i s t e n t entre l e modele v i v a n t et l e personnage f i c i t i f c a r en Nicholas Charpy, nous retrouvons l e s memes elements de s e n s u a l i t e , de f o u r b e r i e et d'autres v i c e s qui cohabitent dans 1' ame du faux devot de M o l i e r e et de tous l e s t a r t u f f e s de l a s o c i e t e du dix-septieme s i e c l e . L'un de ces autres t a r t u f f e s s ' a p p e l a i t Jacques Cretenet, A p a r t N i c h o l a s Charpy, l e nom de Cretenet est l e plus souvent a s s o c i e avec l e personnage molieresque. Ne en 1603 au bourg de Champlitte, en Franche-Comte de Franqois Cretenet et de G i n e t t e T i s s e r a n d i s , Jacques Cretenet, comme l a p l u p a r t des autr e s modeles v i v a n t s dont nous venons de p a r l e r , a des o r i g i n e s assez modestes. A l'age de quinze ans, i l q u i t t e sa f a m i l l e pour entreprendre l a p r o f e s s i o n de c h i r u r g i e n ou de 60 b a r b i e r a Lyon. Malheureusement, c e t a r t l u i r a p p o r t e peu d'argent et i l decide done de se rendre a Grenoble pour t e n t e r l e coup a une c a r r i e r e plus p r o f i t a b l e , mais chemin f a i s a n t , i l rencontre un c e r t a i n noble, l e Baron de l a Roche, qui l u i o f f r e de l ' e m p l o i , du logement et l e prend en e f f e t sous son a i l e . Au l i e u d ' a l l e r a Grenoble a l o r s , Cretenet r e s t e a Lyon a . v i v f e sous l a p r o t e c t i o n du Baron. Pendant une d i z a i n e d'annees done, Cretenet continue a exercer sa p r o f e s s i o n b i z a r r e de b a r b i e r et de d i r e c t e u r des consciences ou i l soigne non s e u l e -ment l e s maladies physiques des gens mais s'occupe egalement de l e u r e t a t d'ame et notamment de l e u r e s p r i t r e l i g i e u x . D'apres l a b i o g r a p h i e e c r i t e sur l a v i e de Cretenet qui est c i t e e a p l u s i e u r s r e p r i s e s par Baumal, "Grace au s a i n t c h i r u r g i e n , non seulement l e s malades g u e r i s s a i e n t presque tous, mais l e u r g u e r i s o n e t a i t s u i v i e d'une v i e plus c h r e t i e n n e . ""^ En 1634, l a v o c a t i o n de Cretenet tourne d e f i n i t i v e m e n t v e r s ce cote r e l i g i e u x et abandonnant son t r a v a i l de b a r b i e r , 1'homme se met sous l a d i r e c t i o n de l a Mere Madeleine de s a i n t F r a n q o i s , r e l i g i e u s e du premier monastere de s a i n t e E l i s a b e t h de Lyon. Pendant h u i t ans Cretenet r e s t e fidelement au s e r v i c e de l a Mere Madeleine et a l a raort de c e l l e - c i en 1642 i l l u i succede comme nouveau d i r e c t e u r de ses quarante d i s c i p l e s . L'annee s u i v a n t e , Cretenet se rend a P a r i s et q u o i q u ' i l n'y a i t aucune preuve co n c r e t e , c'est a ce moment s e m b l e - t - i l q u ' i l s ' a f f i l i e a l a Compagnie du Saint-Sacrement et f a i t l a c o n n a i -ssance de M. O l i e r , i n s t i t u t e u r du seminaire de S a i n t - S u l p i c e de P a r i s . Personne ne peut a f f i r m e r non plus dans q u e l l e mesure Cretenet est a f f i l i e a l a Compagnie n i meme s ' i l en est membre mais i l est v r a i que ce voyage a P a r i s en 1643 marque une etape t r e s s i g n i f i c a t i v e dans l a v i e de Monsieur C r e t e n e t . II r e n t r e peu apres a Lyon et l a - d e s s u s , i l passe l e s quelques annees s u i v a n t e s a s u r v e i l l e r meticuleusement l a conduite des gens et a l e u r precher c o n t i n u e l l e m e n t ses morales r e l i g i e u s e s . On l e f a i t e n f i n passer en jugement en 1652 dans un proces qui a t t i r e 1 ' i n t e r e t des grands personnages et provoque beaucoup d'opinions c o n t r a d i c t o i r e s parmi l e s d i s c i p l e s a u s s i b i e n que l e s ennemis de Cret e n e t . Malgre l a grande p u b l i c i t e pourtant, l e proces de Cretent se c o n c l u t assez rapidement et on f i n i t par l e d e c l a r e r coupable seulement sous 1 ' i n c u l p a t i o n d'un 'exces de z e l e et d'une u s u r p a t i o n de f o n c t i o n s r e l i g i e u s e s ' . Les d e r n i e r e s annees de Jacques Cretenet comprennent s u r t o u t son a f f i l i a t i o n c o n t i n u e l l e avec. M. O l i e r et l a Compagnie, ses r e u s s i t e s dans l e domaine r e l i g i e u x et 1 ' i n f l u e n c e q u ' i l exerce sur l a v i e des grands personnages comme Monsieur C o l i g n y et l e P r i n c e de C o n t i . En 1666 Cretenet est e n f i n ordonne p r e t r e et quelques jours apres, t r o i s ans avant l a v e r s i o n f i n a l e du T a r t u f f e , ce personnage a l a f o i s h y p o c r i t e et r e l i l g i e u x meurt. II va sans d i r e que tous l e s t a r t u f f e s de 1'epoque de M o l i e r e ne ressemblent forcement pas d'une maniere exacte a son personnage comique mais i l est quand meme j u s t e de d i r e q u ' i l s sont tous coules dans des moules semblables. Outre son h y p o c r i s i e r e l i g i e u s e et son grand a p p e t i t s e x u e l , T a r t u f f e est egalement connu pour son c a r a c t e r e ambitieux, pour son h a b i l e t e de s ' i n t r o d u i r e dans l a maison d ' a u t r u i et de se f a i r e b i e n v o i r d'eux. P a r e i l l e m e n t , Jacques Cretenet n'a jamais p r i s l a peine de cacher ses v r a i s mobiles dans l a v i e . Au moment ou i l ne se trouve pas assez r i c h e , i l decide de se rendre a i l l e u r s pour s-'elever finaneierement et quand i l tombe sur l a bonte du Baron, i l e st assez p e r s p i c a c e pour ne pas l a i s s e r echapper 1'occasion d'en p r o f i t e r . Meme, l e s annees q u ' i l a passe au s e r v i c e de l a Mere Madeleine n ' e t a i e n t pas des annees sans p r o f i t c a r i l a f i n i par e t r e l e nouveau d i r e c t e u r de ses d i s c i p l e s a e l l e . B r e f , que ce s o i t au hasard ou prepare en avance, l e s hommes comme Cretenet et T a r t u f f e n ' a g i s s e n t jamais par l a bonte pure mais cherchent t o u j o u r s a. pouvoir p r o f i t e r au maximum de l e u r s propres a c t i o n s et de c e l l e s des a u t r e s . 62 Cette vue generale du c a r a c t e r e ambitieux et ruse de Cretenet ne s e r t en e f f e t qu'a r e n f o r c e r l'element de l'hypo-c r i s i e q u ' i l partage avec l e personnage de T a r t u f f e et i l e st sous-entendu que 1'aspect de son h y p o c r i s i e qui s'avere l e pl u s i n t e r e s s a n t se trouve dans sa conduite r e l i g i e u s e et dans son rap p o r t avec l a Compagnie du Saint-Sacrement. Avant d ' e n t r e r dans une d i s c u s s i o n d e t a i l l e e de ce rapport pourtant, i l f a u t d'abord c o n s i d e r e r l e genre de t r a v a i l que f a i t Cretenet l u i -meme. L'homme est b a r b i e r et i l s'occupe de l a tache de g u e r i r l e s maladies du corps, mais d'apres nos recherches h i s t o r i q u e s , i l semble q u ' i l s ' i n t e r e s s e egalement et meme davantage a l e u r s i n c l i n a t i o n s r e l i g i e u s e s . L a i s s a n t , pour l e moment, de cot e , l a p o s s i b i l i t y de l a v r a i e s i n c e r i t e chez Cretenet, i l e x i s t e evidemment une grande ressemblance entre l u i , qui exerce ses f o n c t i o n s de b a r b i e r a u s s i bien:que de d i r e c t e u r de conscience, et T a r t u f f e qui pretend sur v e i l l e r l a conduite morale et r e l i g i e u s e de l a f a m i l l e d'Orgon. Comme nous avons d e j a soutenu, l a mesure dans l a q u e l l e Cretenet f u t a s s o c i e avec l a Compagnie r e s t e un d e t a i l inconnu mais l e s a c t i v i t e s de c e t t e o r g a n i s a t i o n , combinees avec l a p r o f e s s i o n b i z a r r e de Cretenet lui-meme, nous f o u r n i s s e n t un t a b l e a u p a r f a i t de l a conduite de T a r t u f f e . Nous savons par exemple que l'une des a c t i v i t e s des membres de c e t t e Compagnie est d ' a l l e r v o i r des p r i s o n n i e r s c a r , au debut du s i e c l e , l ' un de ses buts est de b i e n r e g l e r l e s p r i s o n s , de separer l e s femmes d'avec l e s hommes et de l e u r apparendre l a morale de l a r e l i g i o n c a t h o l i q u e . M o l i e r e ne manque pas 1'occasion de f a i r e a l l u s i o n a ce p r o j e t dans sa p i e c e car l e s premiers mots de T a r t u f f e sont au s u j e t des p r i s o n s . " S i 1'on v i e n t pour me v o i r , je v a i s aux p r i s o n n i e r s / Des aumones que j ' a i p a r t a g e r l e s d e n i e r s . " (p. 81) La modestie feminine et l a f i d e l i t e des femmes mariees c o n s t i t u e n t un autre grand souci pour l e s membres de l a Com-pagnie et i l s font de l e u r mieux pour decourager l e s a c t i v i t e s s o c i a l e s des f i l l e s et pour pu n i r des personnes feminines qu' 63 i l s jugent debauchees ou scandaleuses. T a r t u f f e , pour sa p a r t , ne manque jamais de se montrer extremement soucieux de l a modestie des femmes de l a maison d'Orgon, meme c e l l e de l a servante, Dorine, a qui i l o f f r e son fameux mouchoir pour q u ' e l l e p u i s s e se c o u v r i r l a gorge. Suivant ce meme p r i n c i p e , l a Compagnie se f a i t un d e v o i r d ' a v e r t i r des maris n a i f s de l a debauche de l e u r s femmes ou des hommes qui l e u r portent un i n t e r e t t r o p v i f . P a r e i l l e m e n t , T a r t u f f e pretend s ' i n t e r e s s e r a E l m i r e pour l e b i e n d'Orgon. "Je v o i s q u ' i l reprend t o u t , et qu'a ma femme meme I l prend, pour mon honneur, un i n t e r e t extreme; II m ' a v e r t i t des gens qui l u i font l e s yeux doux Et plu s que moi s i x f o i s i l s'en montre j a l o u x . " (p. 47) Finalement, l'une des r e g i e s p r i n c i p a l e s de l a Compagnie est de ne pas fr e q u e n t e r l e s e n d r o i t s sociaux. Ses membres sont o b l i g e s d ' e v i t e r l e s s a l o n s , l e s l i e u x de comedies, de f a r c e s et de ba l s et i l s doivent d ' a i l l e u r s y decourager 1 ' a s s i s t a n c e du p u b l i c . Le dedain que T a r t u f f e pretend a v o i r contre l e s i n s t i t u t i o n s s o c i a l e s ne se met qu'en tr o p d'evidence dans l e d i s c o u r s de Mme P e r n e l l e . "Et q u ' i l ne reprend r i e n qui ne s o i t a reprendre./ Ces v i s i t e s , ces b a l s , ces c o n v e r s a t i o n s / Sont du mal i n e s p r i t t o u t e s i n v e n t i o n s . " (p. 39) II est c l a i r q u ' i l e x i s t e un grand desaccord entre l a p h i l o s o p h i e de l a Compagnie du Saint-Sacrement et l a pensee d'un l i b e r t i n comme M o l i e r e . D'une p a r t , i l s f o n t de l e u r mieux pour rendre l a v i e des gens s o l e n n e l l e et pieuse t a n d i s que M o l i e r e c h o i s i t de consacrer sa professionl>a l ' e n t r e p r i s e d'amuser et de f a i r e r i r e ses semblables. D'autre p a r t , l ' e c r i v a i n c r o f t a tous moments, a 1'importance du bon e q u i l i b r e a l o r s que l a Compagnie s o u t i e n t c l a i r e m e n t l e cote r i g i d e et d i s c i p l i n e des v a l e u r s s o c i a l e s . La rancune qui e x i s t e entre l ' e c r i v a i n et l a Compagnie est evidente mais i l ne f a u t pas o u b l i e r que c e l l e - c i f o n c t i o n n e en s e c r e t sans r e v e l e r l a nature de ses p r o j e t s n i l ' i d e n t i t e de ses membres. Jacques Cretenet f u t l'une des r a r e s personnes qui s'est jamais 64 ouvertement a f f i l i e e a l a Compagnie et son proces a Lyon en 1652 n'a s e r v i qu'a p u b l i e r davantage c e t t e a f f i l i a t i o n . Pour M o l i e r e a l o r s , qui p a s s a i t par Lyon j u s t e au moment du proces, Jacques Cretenet f o u r n i t , jusqu'a un c e r t a i n p o i n t , l a perso-n n i f i c a t i o n de son ennemi l a Compagnie du Saint-Sacrement e t , l e modele v i v a n t de son faux devot, T a r t u f f e . Dans c e t t e premiere p a r t i e a l o r s , nous avons concentre no t r e a t t e n t i o n sur des personnages q u i , par l e u r s t r a i t s de c a r a c t e r e et par l e u r s experiences p e r s o n n e l l e s , a u r a i e n t pu f o u m i r a 1 ' e c r i v a i n des modeles v i v a n t s . D ' a i l l e u r s ce sont des personnages avec. qui M o l i e r e n ' a v a i t qu'un ra p p o r t i n d i r e c t sans jamais a v o i r eu 1'occasion de f a i r e l e u r connaissance en personne. L'abbe de Pons, N i c h o l a s Charpy et Jacques Cretenet evoquent tous l e s t r o i s d i v e r s aspects du personnage T a r t u f f e , s o i t q u ' i l s l u i ressemblent dans l e u r a p p e t i t sexuel et l e u r d e v o t i o n exageree ou b i e n q u ' i l s font penser a 1'hypo-c r i t e par l e u r s i t u a t i o n s o c i a l e et par l e u r r a p p o r t avec l e s a u t r e s . D'une maniere ou d'une a u t r e , i l s a t t i r e n t 1 ' i n t e r e t de M o l i e r e et l u i f o u r n i s s e n t quelque image pour son personnage T a r t u f f e sans jamais a v o i r f a i t l a connaissance de 1 • e c r i v a i n . . T o u t e f o i s , i l faut remarquer que l e niveau de connaissance entre M o l i e r e et l e s personnages r e e l s d i s c u t e s j u s q u ' i c i augmente a mesure que nous passons de l'un a l ' a u t r e . M o l i e r e ne connait p o i n t l'abbe de Pons et n'entend p a r l e r de l u i que par l e s anecdotes f a n t a i s i s t e s et exageres de Ninon de L e n c l o s . Quant a N i c h o l a s Charpy, l e rapport devient d e j a p l u s intime c a r sans l e c o n n a i t r e , M o l i e r e est neanmoins v o i s i n de l a f a m i l l e P a t r o c l e chez qui Charpy h a b i t e pendant des annees. A cause de son proces, Jacques Cretenet devient f o r t b i e n connu de t o u t l e monde, y compris M o l i e r e et non seulement Cretenent se t r o u v e - t - i l a Lyon au meme moment que 1 ' e c r i v a i n mais i l exerce une i n f l u e n c e importante sur c e r t a i n s grands personnages auxquels c e l u i - l a . a a f a i r e . L'un de ces personnages est l e c e l e b r e p r i n c e de C o n t i , c o u s i n du r o i et, a un moment donne, p r o t e c t e u r de l a troupe de M o l i e r e . A v r a i d i r e , l e rapport entre Cretenet et l e p r i n c e de C o n t i touche enormement 1 ' i n s p i r a t i o n et l ' e s p r i t du drama-turge car l a ou Cretenet represente l e s modeles directement l i e s a l a s i t u a t i o n du T a r t u f f e , C o n t i , e s t , sur l e meme p l a n , r e p r e s e n t a t i f du cote moral et plus s u b t i l du theme g l o b a l de l a p i e c e . Ne l e 11 octobre 1629 a P a r i s , Armand de Bourbon est l e deuxieme f i l s d'Henri de Bourbon et de C h a r l o t t e - M a r g u e r i t e de Montmorency. Le p r i n c e passe l e s premieres annees de sa v i e chez l e s J e s u i t e s au c o l l e g e de Clermont ou i l f a i t une education qui i n f l u e n c e r a plus t a r d de d i v e r s aspects de sa pensee et de sa p h i l o s o p h i e . La jeunesse de ce p r i n c e n'est marquee que par des a f f a i r e s louches et par des echecs sur l e p l a n p o l i t i q u e et p e r s o n n e l . En 1650, a l a s u i t e de l a fronde? C o n t i est emprisonne a Vicennes ou i l passe une periode a l a f o i s malheureuse et contemplative, une periode ou i l est d i -r i g e plus par l a pensee et l e s passions que par l e s a c t i o n s l o g i q u e s . En s o r t a n t de Vincennes, C o n t i s u i t a Bordeaux son f r e r e Conde et sa soeur l a duchesse de L o n g u e v i l l e et peu apres l e f r e r e aine retourne a P a r i s pendant que l e cadet, C o n t i , r e s t e a entreprendre son poste de gouverneur de Guyenne. C'est a cet e n d r o i t , t r o i s ans plus t a r d que Conti r e n c o n t r e l a troupe de M o l i e r e et f a i t l a connaissance du comedien lui-meme. Con t i exprime tout de s u i t e un i n t e r e t avide du t h e a t r e comique et pendant une periode de deux ans, i l accepte de s o u t e n i r et de proteger l a troupe de comediens. Mais 1 ' i n t e r e t est de courte duree et en 1655, l e p r i n c e de C o n t i se c o n v e r t i t pour de bon en soutenant c e t t e f o i s l e s avantages de l a v i e pieuse et en l u t t a n t contre l e s e s p r i t s corrompus des comediens et de l e u r t h e a t r e comique. La c o n v e r s i o n n ' a r r e t e pas, cependant, l e s avancements p o l i t i q u e s du p r i n c e et en 1659, s u i v a n t l e s c o n s e i l s du c a r d i n a l Mazarin, i l epouse Anne-Marie M a r t i n o z z i , l a n i e c e de c e l u i - c i et a d ' e l l e deux f i l s , 66 Louis-Armand et F r a n c o i s - L o u i s . L'annee s u i v a n t e , i l est e n f i n nomine" gouverneur non seulement de Guyenne mais de Languedoc a u s s i et a l a promotion de 1661 i l r e c o i t l e t i t r e ' de c h e v a l i e r de 1'Ordre. A d v e r s a i r e acharne du t h e a t r e immoral et d eja a f f i l i e avec l a Compagnie du Saint-Sacrement, l e p r i n c e de C o n t i consacre une grande p a r t i e des d e r n i e r e s annees de sa v i e a. rendre c e l l e de M o l i e r e d i f f i c i l e . Firialement, en 1666, l e 11 f e v r i e r , l e p r i n c e de C o n t i , p r o t e c t e u r et ennemi de Mo l i e r e meurt a l'age de 37 ans au chateau de l a Grange des Fires. Nous pouvons v o i r , meme de c e t t e courte b i o g r a p h i e de l'homme, que l e p r i n c e de C o n t i , comme Jacques Cretenet n'est n i completement h y p o c r i t e n i totalement s i n c e r e . Toujours p a r e i l a Cretenet, dont l e proces a a t t i r e 1 ' a t t e n t i o n de Mo l i e r e , l e p r i n c e de C o n t i importe dans 1 ' e s p r i t du comedien k cause de son r o l e du p r o t e c t e u r de l a troupe s u i v i mal-heureusement par sa co n v e r s i o n r e l i g i e u s e . Nous pouvons, cependant, l a i s s e r de cote l a d i s c u s s i o n de ces deux evenements pour concentrer^d'a'bord n o t r e . a t t e n t i o n sur l e s t r a i t s du c a r a c t e r e meme de ce p r i n c e . Du cote de sa c a r r i e r e p o l i t i q u e , i l n'y a aucun doute que Co n t i est un homme ambitieux. Ayant de 1 ' e s p r i t f i n et ruse, l e p r i n c e est t r e s h a b i l e - a. f r e q u e n t e r l e s grands personnages et k d i r e ce q u ' i l f aut pour r e u s s i r ' a ses f i n s sans a r r e t e r meme a en t r e r dans un mariage ou 1'amour ne t i e n t aucune place simplement dans l e but de f o r t i f i e r ses a l l i a n c e s p o l i t i q u e s . Quand a sa conduite aupres des femmes, l e s experiences de Co n t i sont encore plus scandaleuses que l a conduite de T a r t u f f e . Malgre sa d i f f o r m i t e physique ( i l e t a i t bossu), i l n ' i n s p i r e aux femmes aucune r e p u l s i o n et i l j o u i t au cours de sa v i e des faveurs des nombreux personnages feminins, y compris, d'apres c e r t a i n e s anecdotes h i s t o r i q u e s , c e l l e s de sa soeur, Mme de L o n g u e v i l l e , avec qui ce p r i n c e pretend a v o i r 'goute des volu p t e s i n c e s t u e u s e s ' . Dernierement, l e p r i n c e est connu pour ses tendances etonnantes k l a cruaute et k l a v i o l e n c e car malgre l'apparence douce q u ' i l presente 67 au p u b l i c , une grande p a r t i e de ses domestiques l e re c o n n a i s s e n t comme un maitre v i o l e n t et p a r f o i s c r u e l . Quoique l e s t r a i t s du c a r a c t e r e de ce c o u s i n du r o i ne ressemblent pas a l a l e t t r e a ceux du personnage T a r t u f f e , nous pouvons a f f i r m e r que l e p r i n c e de C o n t i , p a r e i l a Cretenet et a Charpy, est un homme f a i t dans l e meme moule que notre faux devot. I I f a u t passer maintenant a l a d i s c u s s i o n de Co n t i avant et apresssaaconversion pour v o i r jusqu'a quel p o i n t l e p r i n c e est un modele v i v a n t de T a r t u f f e . Comme nous venons de v o i r , , C o n t i possede l e s memes marques d 1 ambition, de p a i l l a r d i s e et d'egoisme que T a r t u f f e . D ' a i l l e u r s , apres sa co n v e r s i o n en 1655, l 1 i n t e r e t que po r t e C o n t i pour l e s d i v e r s e s d o c t r i n e s e c c l e s i a s t i q u e s est encore plus exagere et plus i n t e n s e que l a fausse d e v o t i o n de T a r t u f f e dans l a comedie de M o l i e r e . Du po i n t de vue des gens du dix-septieme s i e c l e , a l o r s , i l se peut que Conti ne s o i t pas h y p o c r i t e car i l entreprend chacun de ses p r o j e t s avec enthousiasme et s i n c e r i t e sans jamais s'egarer de ses buts o r i g i n a u x . Au moment ou i l s o u t i e n t l e s a c t i v i t e s de l a troupe de M o l i e r e par exemple, i l accepte non seulement de l e s s o u t e n i r finaneieremeht mais i l passe volontairement une grande p a r t i e de son temps a p a r l e r avec M o l i e r e de ce que l a comedie a de plus e x c e l l e n t et de plus charmant. Moins de t r o i s ans pl u s t a r d , pourtant, ce meme p r i n c e condamne d'une facon egalement chaleureuse et a u s s i devouee, l ' i m m o r a l i t e et l e s peches impardonnables du t h e a t r e comique. Revenant a l a qu e s t i o n de l ' h y p o c r i s i e a l o r s , i l se peut que C o n t i ne s o i t pas h y p o c r i t e s i on l e juge sur ses a c t i o n s seules mais s i on analyse globalement sa v i e et ses experiences, sa ressemblance au faux devot devient beaucoup plus e v i d e n t e . Le T a r t u f f e gros et l a i d qui t a t e 1'habit d i E l m i r e et l u i met l a main sur l e genou n'est pas tel l e m e n t e l o i g n e du p r i n c e c h e t i f et bossu qui c o n v o i t e l e s femmes jusqu'a y comprendre sa propre soeur. P a r e i l l e m e n t , l e s d i s c o u r s que prononce T a r t u f f e c ontre l e s v i s i t e s , l e s gens, l e s caresses et su r t o u t l e : ~ s e i n de Dorine q u ' i l tie s a u r a i t v o i r ne peuvent que f a i r e 68 penser aux condamnations q u ' i n f l i g e C o n t i aux personnes qui a s s i s t e n t au t h e a t r e et aux f i l l e s q u ' i l c o n s i d e r e de mauvaises moeurs. La seule d i f f e r e n c e est que l a ou T a r t u f f e e s s a i e de s a t i s f a i r e tous ses besoins en meme temps, C o n t i est o b l i g e d'y consacrer deux p a r t i e s d i f f e r e n t e s de sa v i e . Pour c i t e r Baumal, "Par une pente n a t u r e l l e des e s p r i t s et des coeurs, qui s ' e v e i l l a i t au matin desarme pour l a v i e l i b e r t i n e , 12 s'endormait l e s o i r , mur pour l a v i e devote." Bien.que l e s ressemblances entre l e prince, de Co n t i et l e personnage de T a r t u f f e semblent moins frappantes que c e l l e s d'entre Charpy et T a r t u f f e ou meme de c e l l e s d'entre l'abbe de Pons et T a r t u f f e , i l est neanmoins v r a i que c'e s t C o n t i qui heurte l e plus l e s sentiments personnels de M o l i e r e . Dissemblable aux a u t r e s , C o n t i est un grand personnage de pouvoir et d ' i n f l u e n c e en qui l ' e c r i v a i n a eu une co n f i a n c e i n e b r a n l a b l e jusqu'a ce que c e l u i - l a l e t r a h i s s e d'une facon v i o l e n t e et imprevue. D'apres Baumal, M o l i e r e n'est pas un homme a s o u f f r i r l e s attaques ou a endurer l e s brimades sans se defendre et que l ' e c r i v a i n se s e r t pour c e t t e r a i s o n de ses comedies pour se venger contre ses ennemis. Que Baumal a i t r a i s o n ou non, i l est c e r t a i n que, outre l e p r i n c e de C o n t i , une t r e s grande p a r t i e des modeles v i v a n t s que nous d i s c u t e r o n s sont des personnages p u i s s a n t s qui ont c o n t r i b u e aux epreuves de Mo l i e r e durant et apres l e s q u e r e l l e s contre son T a r t u f f e Parmi ces nobles et e c c l e s i a s t i q u e s , nous trouvons, pour en nommer quelques uns, l e s noms de l'archeveque P e r e f i x e , du marquis de Fenelon, de l'abbe Roquette et du premier p r e s i d e n t Lamoignon. D ' a i l l e u r s , i l faut t e n i r compte du f a i t que tous l e s personnages mentionnes ci - d e s s u s f o n t p a r t i e de l a Gabale des devots et sont, comme Con t i et Cretenet, a f f i l i e s a l a Compagnie du Saint-Sacrement. I I n'y a aucun doute que Mo l i e r e c o n n a i s s a i t assez b i e n ces hommes mais i l f a u t d i r e q u ' i l ne s ' a g i t pas du meme rapport a l a f o i s i n t ime et acharne qui a e x i s t e entre l ' e c r i v a i n et son an c i e n p r o t e c t e u r , 69 l e p r i n c e de C o n t i . T o u t e f o i s , i l s e r a i t j u s t e de s o u t e n i r que M o l i e r e et l e s d i v e r s membres de l a Compagnie s'entendaient mal et meme q u ' i l s ne pouvaient pas se s e n t i r . Au moment des q u e r e l l e s du T a r t u f f e , 1 ' e c r i v a i n f a i s a i t de son mieux pour combattre l e raisonnement et l e s p l a i n t e s souleves par des e c c l e s i a s t i q u e s et des p e t i t s e s p r i t s de l a s o c i e t e qui r e f u -s a i e n t de l e c r o i r e ou meme de l ' e c o u t e r . l e p a r t i de devots encourageait non seulement 1'opinion des gens qui e t a i e n t c ontre M o l i e r e et sa pi e c e , mais f a i s a i t a u s s i de son mieux pour changer l ' a v i s de ceux qui ne 1'et a i e n t pas. A i n s i , . c e s devots sont devenus une grande epine dans l e pled de M o l i e r e , et c e l u i -c i , n'etant pas un homme a ne pas se venger, a decide de l e s i n c l u r e dans sa conception du faux devot. Parmi ceux qui n'ont joue qu'un r o l e secondaire comme modeles v i v a n t s du personnage T a r t u f f e , nous trouvons Monsieur Hardouin de Beaumont de P e r e f i x e et l e c e l e b r e marquis de Fenelon. P e r e f i x e e s t , a l'epoque de M o l i e r e , l'archeveque de P a r i s et personnage p u i s s a n t qui f u t intimement l i e a l a Cour de Lou i s XIV. Ayant ete precepteur du r o i , eveque de Rodez et membre de l'academie f r a n q a i s e , P e r e f i x e eut une v i e luxueuse et p l e i n e de r e u s s i t e s grace s u r t o u t a son a s s o c i a t i o n avec l a f a m i l l e r o y a l e . Pour se venger contre l e s o u t i e n que P e r e f i x e donne a. l a Cabale des devots, M o l i e r e c r i t i q u e 1'homme au s u j e t de l a c o n t r a d i c t i o n i r o n i q u e entre son a t t i t u d e ambitieuse et mercenaire et sa s o i - d i s a n t d e v o t i o n r e l i g i e u s e de meme q u ' i l se moque de l a p a i l l a r d i s e et de l a gourmandise de T a r t u f f e . Quant au marquis de Fenelon, i l est evident que M o l i e r e l e co n s i d e r e dangereux et menaqant a cause de sa p a r t i c i p a t i o n aupres de l a f a c t i o n des Devots et q u ' i l ne manque pas de l u i donner un coup de g r i f f e l o r s q u e 1'occasion se presente. D'apres un e x t r a i t de l a V i e de l a Reverende Mere Madeleine Gautron, "...Quand 1 l a comedie de T a r t u f f e p arut, on d i t a l' a u t e u r q u ' i l a u r a i t mieux f a i t de donner une epee qu'une soutane a son faux devot, on v o u l a i t i n d i q u e r M. de Fenelon." (p. 153) 70 l.p Le p r e s i d e n t Lamoignon et l'abbe Roquette jouent un r o l e plus s i g n i f i c a t i f comme modeles v i v a n t s c a r i l est i n f i n i m e n t p l u s f a c i l e de r e c o n n a i t r e en T a r t u f f e l e s gestes et l e s p a r o l e s venant de 1'experience p e r s o n n e l l e de ces deux grands personnages. L'abbe Roquette, ou d'apres son t i t r e r e l i g i e u x , l'eveque d'Autun, f u t l ' u n des s u i v a n t s du p r i n c e de C o n t i a l a meme epoque ou M o l i e r e a v a i t a f a i r e au p r i n c e . II a t o u j o u r s e x i s t e un c e r t a i n element d'animosite entre l e s deux hommes et au moment de l a conception de son Tartuffe,, l ' e c r i v a i n n'a pas o u b l i e de mettre en r e l i e f quelques uns des defauts de cet abbe. L'abbe Roquette est reconnu pour sa souplesse et son manege autour des femmes et notamment l e s femmes importantes qui p o u r r a i e n t l u i e t r e u t i l e s . Outre 1'aspect de 1'ambition, cependant, l'abbe Roquette n'est pas i n d i f f e r e n t non plus au charme f e m i n i n malgre sa s o i - d i s a n t d e v o t i o n a l ' e g l i s e . Dans une P l a i n t e de l a v i l l e d'Autun, en date du 5 f e v r i e r 1669, nous trouvons un passage qui t r a i t e l e s u j e t de c e t t e p a s s i o n , "C'est l u i q u i , d'un faux nom, c e t admirable auteur/ Appela, dans ses v e r s T a r t u f f e ou l'lmpos-t e u r / C'est l u i que t r a n s p o r t s d'une flamme amoureuse,/ Reconnut s i l ' e t o f f e S t a i t f i n e ou moelleuse." (p. 152) Ces mots servent clairement a f a i r e a l l u s i o n au premier e n t r e t i e n entre T a r t u f f e et E l m i r e . E l m i r e : "Que f a i t l a v o t r e main?" T a r t u f f e : "Je t a t e v o t r e h a b i t ; l ' e t o f f e en est moelleuse." (p. 84) Le d e r n i e r modele v i v a n t qui exerce quelque i n f l u e n c e sur l a c o n c e p t i o n du personnage h y p o c r i t e e s t , Lamoignon, l e premier p r e s i d e n t du r o i . Lamoignon importe s u r t o u t sur l e p l a n des q u e r e l l e s Contre l a p i e c e du T a r t u f f e avant 1 ' a u t o r i s a t i o n o f f i c i e l l e de sa premiere r e p r e s e n t a t i o n . En 1667, p r o f i t a n t de 1'absence du r o i , Lamoignon a i n t e r d i t obstinement a M o l i e r e de f a i r e jouer sa comedie et lorsque l ' e c r i v a i n a essaye de d i s p u t e r l a d e c i s i o n , l e premier p r e s i d e n t l ' a interrompu en d i s a n t , "Monsieur, vous voyez 71 q u ' i l est pres de mi d i ; je manquerais l a messe s i je m' a r r e t a i s plus longtemps." (p.'153) T a r t u f f e a g i t exactement de l a meme faqon devant l e bon raisonnement de Cle a n t e . " I I es t , monsieur, t r o i s heures et demie./ C e r t a i n d e v o i r pieux me demande l a - h a u t / Et vous m'excuserez de vous q u i t t e r s i t o t . " (p. 102) I I est c l a i r que M o l i e r e se moque non seulement des excuses h y p o c r i t e s de Lamoignon en f a i s a n t p a r l e r a i n s i son personnage, mais i l c r i t i q u e en meme temps 1'element de l a c h e t e dans l e c a r a c t e r e ' t a r t u f f i e - du p r e s i d e n t qui 1'empeche de f a i r e face au raisonnement d ' a u t r u i . Plus t a r d , M o l i e r e a su que l e r o i ne s'opposait pas a l a r e p r e s e n t a t i o n de sa pi e c e et que Lamoignon s ' e t a i t charge de l a d e c i s i o n lui-meme; ce qui a b i e n sur empire davantage l a s i t u a t i o n entre 1 ' e c r i v a i n et ce m a g i s t r a t . Comme nous avons soutenu tout au debut de no t r e analyse de ces modeles v i v a n t s de T a r t u f f e , l e s personnages d i s c u t e s j u s q u ' i c i ne represen t e n t pas forcement tous l e s e t r e s r e e l s qui a u r a i e n t pu s e r v i r d ' i n s p i r a t i o n a M o l i e r e . I I e x i s t e dans l a s o c i e t e du dix-septieme s i e c l e toute une gamme de nobles et d' ecc l e ' s i a s t i q u e s qui ont tous ete l i e s au personnage du faux devot cree par 1 ' e c r i v a i n . Nous y trouvons par exemple, l e s noms du Baron de Renty, du comte de Brancas, du comte d'Alban et de quelques autres dont l a p i e t e e t a i t , a un moment donne, mise en ques t i o n . Neanmoins, l e s personnages que nous avons c h o i s i de d i s c u t e r sont b i e n connus comme des t a r t u f f e s du monde r e e l et i l s nous f o u r n i s s e n t d ' a i l l e u r s une vue i n s t r u c t i v e de l a faqon dont l ' e s p r i t c r e a t e u r de M o l i e r e p r o f i t e des experiences de ses semblables. Le s e r v i c e que ce u x - c i rendent a 1 ' e c r i v a i n est en f a i t double. Dans l a premiere p a r t i e de no t r e d i s c u s s i o n , i l est evident que M o l i e r e entreprend fidelement son r o l e t r a d i t i o n n e l d'observateur de l a nature humaine. Sans c o n n a i t r e personnellement l'abbe de Pons ou Ni c h o l a s Charpy ou meme Jacques Cretenet, M o l i e r e r e u s s i t a se ra p p o r t e r lui-meme a l e u r s experiences et a i n t e r p r e t e r a sa facon, l a r a i s o n et l e sens de l e u r s p a r o l e s et de l e u r s a c t i o n s . Les aventures des modeles v i v a n t s dans l a premiere p a r t i e de notr e analyse f o u r n i s s e n t , pour a i n s i d i r e , l a substance p r i m a i r e a l a conception de l ' h y p o c r i t e de M o l i e r e . Dans l a deuxieme p a r t i e , pourtant, l ' e c r i v a i n l a i s s e tomber son r o l e d'observateur i m p a r t i a l pour se meler plus intimement dans l e s a f f a i r e s de ses ' t a r t u f f e s ' . Que M o l i e r e s o i t un homme v i n d i c a t i f ou non, c'est quand meme un e t r e humain et, comme tout e t r e humain, i l est capable de s e n t i r l a haine, l e ressentiment e t , de temps en temps, l a mechancete. Provoque done par l e s a c t i o n s des gens comme l e p r i n c e de Con t i et l e p r e s i d e n t Lamoignon, M o l i e r e se s e r t dtetix c o n s c i e -mment, et sans doute inconsciemment, pour e n r i c h i r l e c a r a c t e r e peu f l a t t e u r de son personnage T a r t u f f e . Ce deuxieme groupe de modeles f o u r n i t a l o r s un peu de piquant a l a substance p r i m a i r e que f o u r n i t l e premier groupe. Nous ne disons pas que M o l i e r e a g i s s e par mechancete dans l a c r e a t i o n de son faux devot et nous sommes tout a f a i t d'accord avec l e s c r i t i q u e s qui soutiennent que l ' e c r i v a i n se moque simplement de l a nature h y p o c r i t e des hommes sans v o u l o i r attaquer personne. T o u t e f o i s , nous croyons que l a combinaison de 1'observation p e r s p i c a c e et des experiences p e r s o n n e l l e s de l a par t de M o l i e r e a f a i t de son T a r t u f f e un type b i e n s u p e r i e u r aux autres personnages f i c t i f s du d i x -septieme s i e c l e qui r e p r e s e n t e n t , eux a u s s i , l e concept de l ' h y p o c r i s i e et de l a fausse d e v o t i o n . 73 Notes Tallement des Reaux, H i s t o r i e t t e s ( P a r i s : G a l l i m a r d , 1961)/ I I , 448-49. 2 Tallement des Reaux, p. 448. 3 M o l i e r e (Jean-Baptiste P o q u e l i n ) , Le T a r t u f f e , ed. J.-P. Caput ( P a r i s : Larousse, 1971), p. 41 [Toutes r e f e r e n c e s et c i t a t i o n s par l a s u i t e seront t i r e e s de c e t t e e d i t i o n du T a r t u f f e de M o l i e r e ] 4 Jacques Dyssord, Ninon de Lenclos ( P a r i s : E d i t i o n s N a t i o n a l e s , 1936), p. 2lT> L Sur ce p o i n t v o i r a u s s i l e l i v r e de Roger Duchene, Ninon de Lenclos ( P a r i s : Fayard, 1984) pp. 220-27] : ^ Dyssord, p. 216. Dyssord, p. 216 . ^ Tallement des Reaux, pp. 858-59. g Jacques Scherer, S t r u c t u r e s de T a r t u f f e ( P a r i s : S.E.D.E.S., 1974), p. 31" 9 Scherer, p. 33. ^ F r a n c i s Baumal, T a r t u f f e et ses avatars ( P a r i s : Emile Nourry, 1925), p. 22. 11 Saint-Simon, Memoires, 7 tomes ( P a r i s : G a l l i m a r d , 1961) . ^ Baumal, p. 102. 7 4 Les Rencontres de T a r t u f f e dans l e monde  f i c t i f et l i t t e r a i r e II est evident que l e personnage T a r t u f f e d o i t beaucoup a ses predecesseurs sur l a scene et dans l e monde r e e l . Toute-f o i s , i l ne fa u t pas o u b l i e r l e r o l e que joue T a r t u f f e dans l a conc e p t i o n des autres personnages f i c t i f s du dix-septieme s i e c l e , n i 1'importance des a f f i n i t S s qui e x i s t e n t entre M o l i e r e et d'autres S c r i v a i n s qui p o u r s u i v a i e n t l a meme idee generale de l a f a u s s e t e humaine. Nous avons p a r l e j u s q u ' i c i des masques et des t r a d i t i o n s de l a Commedia d e l l ' a r t e qui dominaient l ' u n i v e r s t h e a t r a l avant 1'epoque de M o l i e r e et qui ont joue un r o l e s i g n i f i c a t i f dans l e s debuts de l a c a r r i e r e dramaturgique de c e l u i - c i . E n s u i t e , nous avons t r a i t e l e s u j e t des e t r e s v i v a n t s qui ont vecu au temps de M o l i e r e et qui ont eu des rap p o r t s intimes avec l ' e c r i v a i n a u s s i b i e n qu'avec l e c a r a c -t e r e de son personnage f i c t i f . Dans ce d e r n i e r c h a p i t r e , nous nous i n t e r e s s o n s e s s e n t i e l l e m e n t aux ressemblances entre l e c a r a c t e r e de T a r t u f f e et c e l u i des autres personnages m o l i e -resques qui ont ete concus vers l a meme epoque. En p l u s , nous a l l o n s consacrer une p a r t i e de notr e analyse a d'autres e c r i v a i n s et philosophes du dix-septieme s i e c l e qui montraient* l e meme z e l e et l e meme o e i l p e r s p i c a c e que no t r e dramaturge dans l e u r o b s e r v a t i o n des defauts de l a nature humaine et notamment c e l u i de l ' h y p o c r i s i e et de l a f a u s s e t e . II va sans d i r e que l e nombre d ' e c r i v a i n s qui c r i t i q u a i e n t l e s d efauts de l e u r s semblables est enorme, et que l a quantite ; . d'oeuvres qui d i s c u t a i e n t l e s v i c e s du dix-septieme s i e c l e est egalement grande. Pour c e t t e r a i s o n a l o r s , nous avons l i m i t e n o t r e choix a c e r t a i n e s comedies de Mo l i e r e lui-meme, aux • 'maximes morales' de La Rochefoucauld et aux ' c a r a c t e r e s ' de l a Bruyere. Dans l e premier c h a p i t r e nous avons montre comment M o l i e r e emprunte aux I t a l i e n s pour e n r i c h i r l e c a r a c -t e r e de son h y p o c r i t e et dans ce d e r n i e r c h a p i t r e nous a n a l y -serons l a facon dont M o l i e r e puise dans son propre r e p e r t o i r e pour a t t e i n d r e l e meme but. Nous commencerons done avec une comparaison d e t a i l l e entre l e s t r a i t s physiques, l e s manieres et l a psy c h o l o g i e de T a r t u f f e et ceux des autres personnages p r i n c i p a u x comme Arnolphe, Harpagon et Dom Juan. La deuxieme p a r t i e du c h a p i t r e sera consacree a l ' a n a l y s e des a f f i n i t e s entre l e s t r a i t s de T a r t u f f e et l e s defauts humains que La Rochefoucauld met s i eloquemment en r e l i e f dans sa c r i t i q u e p e s s i m i s t e de l a fau s s e t e des hommes de son s i e c l e . Nous y d i s c u t e r o n s en premier l i e u l a ressemblance entre l e s maximes et c e r t a i n e s des s i t u a t i o n s comiques du T a r t u f f e et en deuxieme l i e u , l a vue du theme g l o b a l de l ' h y p o c r i s i e chez La Rochefou-c a u l d par rapport a c e l l e de M o l i e r e . Nous passerons e n f i n aux ' c a r a c t e r e s ' de La Bruyere. Outre 1'element du physique, i l s ' a g i r a de nouveau d'une j u x t a p o s i t i o n des gouts et des manieres d'Onuphre de La Bruyere et de ceux de T a r t u f f e de M o l i e r e . Q u o i q u ' i l s o i t plus f a c i l e de comparer l e s d i v e r s t r a i t s de T a r t u f f e a ceux des autres e t r e s f i c t i f s qu'a ceux d'une personne r e e l l e , i l r e s t e neanmoins a r a p p e l e r l e s d i f f e r e n c e s entre un personnage comique, une maxime morale et un p o r t r a i t . Le personnage represente l e cote concret t a n d i s que l a maxime repr e s e n t e l e cote a b s t r a i t et que l e p o r t r a i t c o n s t i t u e une combinaison s u b t i l e des deux. Nous suivrons done une progre-s s i o n l o g i q u e en passant d'une d i s c u s s i o n du concret a c e l l e de 1 ' a b s t r a i t s u i v i e en d e r n i e r l i e u par une analyse des deux aspects combines. Pour s'accorder avec l a s t r u c t u r e generale de l a these, nous t i e n d r o n s egalement compte de l a p r o g r e s s i o n chronologique en mettant en t e t e l a d i s c u s s i o n de M o l i e r e , s u i v i e par c e l l e de La Rochefoucauld qui n'a f a i t p u b l i e r ses Maximes qu'un an apres l a premiere v e r s i o n du T a r t u f f e , et finalement par l ' a n a l y s e de La Bruyere dont l e s ' c a r a c t e r e s ' n'ont paru qu'en 1688, quinze ans apres l a mort de l ' a u t e u r du T a r t u f f e . 7 6 Nous avons,. a p l u s i e u r s r e p r i s e s , s o u l i g n e 1'importance du r o l e des I t a l i e n s dans l a c a r r i e r e de M o l i e r e , et s u r t o u t dans l a conception de ses d i v e r s types comiques. Neanmoins, M o l i e r e a nettement mieux r e u s s i que ses predecesseurs, et ses personnages comiques, memes l e s plus simples, sont f a c i l e -ment s u p e r i e u r s aux v i e i l l a r d s et aux amoureux de l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e . P a r e i l l e m e n t , l e c a r a c t e r e du personnage T a r t u f f e est beaucoup plus dynamique et r e a l i s t e que c e l u i de c e r t a i n s des autres personnages molieresques car l a p i e c e du T a r t u f f e r e p r e s e n t e deja une etape t r e s avancee dans l a c a r r i e r e t h e a t r a l e de M o l i e r e et son personnage p r i n c i p a l est n a t u r e l l e -ment l a creation.d'un e s p r i t mur et experiments. II va sans d i r e qu'au moment ou M o l i e r e c o n c o i t l e c a r a c t e r e de son faux devot, i l ne f a i t pas expres d'emprunter t e l ou t e l t r a i t physique de S g a n a r e l l e ou t e l l e maniere et t e l geste de M a s c a r i l l e . La ressemblance entre 1'hypocrite et l e s autres types molieresques viennent p l u t o t d'une facon commune d' i n t e r p r e t e r l e s pa r o l e s et l e s a c t i o n s des gens et d'un s t y l e commun d'en c r e e r des personnages comiques. Pour c e t t e r a i s o n a l o r s , nous pourrions s o u t e n i r q u ' i l e x i s t e quelques t r a i t s communs parmi pres.que tous l e s personnages p r i n c i p a u x des comedies de Mo l i e r e mais au l i e u de g e n e r a l i s e r t r o p n o t r e d i s c u s s i o n nous a l l o n s c o n c e n t r e r n o t r e a t t e n t i o n sur deux groupes de pi e c e s q u i , a not r e a v i s , servent l e mieux a mettre en r e l i e f l e s ressemblances entre T a r t u f f e et l e s au t r e s personnages de M o l i e r e . Dans l e premier groupe, i l s ' a g i t des pi e c e s purement comiques, c ' e s t - a - d i r e des f a r c e s dans l e s q u e l l e s l e s d e t a i l s de 1 ' i n t r i g u e et l e s elements du comique dominent comme L'Ecole des femmes, L'Avare et Le Bourgeois gentilhomme. Le deuxieme groupe de pi e c e s c o n s i s t e en des comedies plus morales ou l e s themes s e r i e u x sont b i e n evidents malgre l e s bo u f f o n n e r i e s et l e r i r e des comediens. Nous pa r l o n s b i e n sur de Dom Juan,'du Misanthrope et du T a r t u f f e qui sont, d'apres b i e n des c r i t i q u e s molieresques, l e s plus grands 77 chefs-d'oeuvre du dramaturge. Suivant t o u j o u r s une p r o g r e s s i o n c r o i s s a n t e du plus simple au plus complexe, nous p a r l e r o n s d'abord des t r a i t s physiques et des c a r a c t e r i s t i q u e s s u p e r f i c i -e l l e s de T a r t u f f e par rapport a ceux des personnages p r i n c i p a u x des p i e c e s du premier groupe. E n s u i t e , nous analyserons l a ressemblance de gestes et de manieres entre T a r t u f f e et c e r t a i n s personnages des pi e c e s purement comiques, et des p i e c e s plus s e r i e u s e s . Finalement, nous concentrerons n o t r e a t t e n t i o n sur l e s concepts de l a p s y c h o l o g i e et des pensees en nous appuyant sur des exemples qui se trouvent p r i n c i p a l e m e n t dans l e s pieces du deuxieme groupe. Ayant f a i t du chemin de l'epoque ou l a comedie dependait presque entierement des masques et des costumes, l e s p i e c e s de M o l i e r e se servent beaucoup plus des gestes et des p a r o l e s que des t r a i t s physiques. Cependant, i l ne fa u t pas n e g l i g e r completement l e r o l e que joue l'apparence physique c a r dans l e cas de T a r t u f f e , e l l e a un fonctionnement t r e s important. E l l e s e r t a s a t i r i s e r l a f a u s s e t e et l ' h y p o c r i s i e r e l i g i e u s e du personnage. Comme nous avons deja d i t , l a grosseur de T a r t u f f e c o n s t i t u e l ' u n de ces t r a i t s q ui c o n t r e d i t l a s o i - d i s a n t d e v o t i o n et i n s p i r e beaucoup de moqueries et de sarcasmes de l a p a r t de ses ennemis. Un aut r e personnage dont l a grosseur f a i t p a r t i e importante de son apparence est l e d r o l e Monsieur J o u r d a i n du Bourgeois gentilhomme. Cet enorme bourgeois, m a l a d r o i t et r i d i c u l e ne s ' i n t e r e s s e qu'a une seule e n t r e p r i s e ; c e l l e d ' e t r e a l a mode et de p a r a i t r e beau et b i e n v e t u devant ses semblables. L ' i r o n i e se trouve b i e n sur dans l a c o n t r a d i c t i o n evidente entre l a v a n i t e et l a grosseur, p o i n t qui se f a i t remarquer dans l ' e n t r e t i e n entre M. Jo u r d a i n et son t a i l l e u r . "Vous m.'.avez envoye des bas de s o i e s i e t r o i t s que j ' a i eu toutes l e s peines du monde a l e s mettre et i l y a de j a deux m a i l l e s de rompues."^ P a r e i l a T a r t u f f e q u i , tout en voulant p a r a i t r e devot, ne peut pas s'empecher de succomber a l a bonne c u i s i n e , M. J o u r d a i n p r e f e r e d e c h i r e r ses bas de s o i e 78 que d'avouer q u ' i l e s t t r o p gros pour l e s p o r t e r . I l s sont done t o u s l e s deux gros et gr a s et dans l e s deux c a s , l e u r g r o s s e u r pose un o b s t a c l e d i r e c t a l e u r but p r i n c i p a l . La s e u l e d i f f e r e n c e e n t r e T a r t u f f e et M. J o u r d a i n e s t l a ou l a g r o s s e u r de c e l u i - c i n ' i n s p i r e aucun degout et ne f a i t que c o n t r i b u e r a. l ' e l e m e n t du comique, l a g r o s s e u r de T a r t u f f e l e rend l a i d , d e s a g r e a b l e et meme menacant. De ce c o t e a l o r s , T a r t u f f e ressemble beaucoup p l u s a Harpagon, l e personnage p r i n c i p a l de L'Avare. N'etant pas forcement g r o s , Harpagon e s t neanmoins v i e u x et l a i d . Comme T a r t u f f e q u i e s t d e c r i t comme un 'gueux', un 'beau museau', et d'un t o n b i e n s a r c a s t i q u e , un 'epoux s i beau', nous t r o u -vons a p l u s i e u r s r e p r i s e s , des a l l u s i o n s . a l ' a p p a r e n c e p h y s i q u e peu a t t i r a n t e d'Harpagon. "Je v o i s b i e n que pour m o u r i r agreablement, Harpagon r - n ' e s t pas l e s u p p l i c e que vous v o u d r i e z embrasser; et j e c o n n a i s , a v o t r e mine, que l e jeune b l o n d i n dont vous m'avez p a r l e vous r e v i e n t un peu dans 1 ' e s p r i t . " 2 Le d i s c o u r s de F r o i s i n e met c l a i r e m e n t en r e l i e f l e grand c o n t r a s t e e n t r e l e jeune b l o n d i n , C l e a n t e , et son p e r e , Harpagon, l e v i e i l l a r d s a l e et s o r d i d e . Meme F r o i s i n e , q u i t o u t en v o u l a n t r a s s u r e r l a jeune M a r i a n e , f a i t inconsciemment r e f e r e n c e a l a l a i d e u r degoutante de son c l i e n t . "Je vous avoue [...] q u ' i l y a quelques p e t i t s degouts a e s s u y e r avec un t e l epoux; mais c e l a n ' e s t pas pour d u r e r . . . (p. 74) Parmi d ' a u t r e s d e f a u t s , l e s 'degouts' f o n t p r i n c i p a l e m e n t a l l u s i o n a l a l a i d e u r p h y s i q u e de l'homme. B r e f , l a l a i d e u r d'Harpagon e s t deux f o i s de p l u s degoutante p a r c e q u ' i l 1*impose sur l e s a u t r e s . P a r e i l a T a r t u f f e q u i impose ses a t t e n t i o n s s ur une E l m i r e peu e n t h o u s i a s t e , Harpagon f a i t egalement l a cour a une jeune f i l l e q u i l e t r o u v e d e p l a i s a n t et g r o t e s t q u e . Nous remarquons justement que l a l u x u r e d'Harpagon f a i t p a r t i e des gouts et des manieres q u ' i l p a r t a g e avec l e p e r s o -nnage du fa u x de v o t . La ou l e s t r a i t s p h y s i q u e s j o u e n t un r o l e p l u t o t s e c o n d a i r e , l e s g o u t s , l e s manieres et l e r o l e dans l a p i e c e sont d'une importance p r i m o r d i a l e . De ce cot e , M o l i e r e ne s'est pas beaucoup e l o i g n e des I t a l i e n s et malgre l e s annees d ' e v o l u t i o n entre l e s masques de l a Commedia d e l l ' a r t e et l e s personnages molieresques, i l s ' a g i t t o u j o u r s d'une moquerie des defauts humains t e l s que l a p a i l l a r d i s e , l a gour-mandise et l a paresse. Nous aborderons c e t t e p a r t i e de notre d i s c u s s i o n avec l ' a n a l y s e de deux personnages molieresques dont l e s gouts et l e s manieres r e f l e t e n t d'une faqon exemplaire l e s gouts et l e s manieres de T a r t u f f e . Ce sont•,Harpagon dont nous venons de p a r l e r et Arnolphe qui est l e personnage r i d i c u l e de L ' E c o l e des femmes. II y a t r o i s elements dans l e c a r a c t e r e de chacun de ces t r o i s hommes qui l e s mettent dans l a c a t e g o r i e du v i e i l l a r d amoureux. Le premier de ces t r a i t s e s t , comme 1'on p o u r r a i t d e v i n e r , l a luxure ou 1'obsession de v o u i o i r se f a i r e aimer d'une jeune et b e l l e personne. Harpagon veut b i e n se marier avec l a jeune Mariane et q u o i q u ' i l se tourmente de 1'absence de dot, c e l a ne l'empeche pas de pou r s u i v r e c e t t e e n t r e p r i s e de mariage. L'avare s ' i n q u i e t e naturellement de l a qu e s t i o n de 1'argent mais son d e s i r de l a jeune f i l l e est assez f o r t pour q u ' i l accepte, a l a r i g u e u r , d'y fermer l e s yeux pour une f o i s . Le cas d'Arnolphe n'est pas dissemblable. Malgre sa peur obsedante du cocuage, Arnolphe se mele quand meme dans 1 ' e n t r e p r i s e du mariage. I I est v r a i que 1'homme f a i t de son mieux pour e l o i g n e r sa f i a n c e e des v i c e s sociaux de 1'epoque et q u ' i l se lance dans de grosses depenses pour a s s u r e r l a r e u s s i t e de ses p r o j e t s mais ce q u ' i l f a u t remar-quer c ' e s t qu'au l i e u de renoncer completement a 1'amour c o n j u g a l , notre bon bourgeois p r e f e r e c o u r i r des r i s q u e s pour s a t i s f a i r e a son d e s i r d'une personne feminine. La concupiscence d'Arnolphe est a u s s i f o r t e que c e l l e d'Harpagon. Quant a T a r t u f f e , i l va sans d i r e que 1'importance de l a de v o t i o n r e l i g i e u s e cede a l a t e n t a t i o n de 1'amour s e x u e l . Neanmoins, i l ne f a u t pas o u b l i e r que l e p r o j e t p r i n c i p a l de T a r t u f f e dans l a maison d'Orgon est de persuader l e s gens de 80 sa v r a i e d e v o t i o n a Dieu et non pas de son d e s i r c h a r n e l de l a m a i t r e s s e de l a maison. En:faisant l a cour a E l m i r e , l e faux devot court des r i s q u e s t e r r i b l e s a e b r a n l e r l a c o n f i a n c e d' Orgon et a perdre, par l a s u i t e , toutes occasions de d e s h e r i t e r Damis. En f i n de compte, nous voyons que malgre son r o l e appa-remment secondaire, l a p a i l l a r d i s e exerce une t r e s grande i n f l u -ence sur l e s a c t i o n s et l a pensee de ces t r o i s types. E l l e f a i t que l ' a v a r e accepte, meme provisoirement, l e manque d' argent, e l l e i n s p i r e l e v i e i l l a r d r i d i c u l e a r i s q u e r l e cocuage et e l l e rend l ' h y p o c r i t e oublieux de ses d e v o i r s deI l a fausse d e v o t i o n . Ayant e t a b l i que tous l e s t r o i s ont un gout t r e s f o r t pour 1 1 amour sexuel, i l nous r e s t e maintenant a p a r l e r de l a facon dont ce gout se manifeste. Nous pouvons a f f i r m e r que Harpagon, Arnolphe et T a r t u f f e sont tous des amoureux grotesques et t r e s m a l a d r o i t s . La vue de l e u r s gestes r i d i c u l e s aupres de l a bien-aimee provoque naturellement l e r i r e et e n r i c h i t 1'aspect comique mais l a r e a c t i o n de l a femme i n s p i r e e g a l e -ment un c e r t a i n element de degout. Prenons comme exemple l a scene ou Mariane v i e n t d i n e r chez Harpagon. Harpagon: "C'est t r o p d'honneur que vous me f a i t e s adorable mignonne." Mariane: "Quel animal!" Harpagon: "Je vous s u i s t r o p o b l i g e de ces sentiments." Mariane: "Je n'y p u i s p l u s t e n i r . " (p. 75) II est c l a i r que Mariane l e trouve .grotesque et i n s u p p o r t a b l e et que l o i n de l a charmer, ses gestes et ses p a r o l e s ne font q u ' i n s p i r e r l e degout et l e mepris chez e l l e . P a r e i l i e a Mariane qui est o b l i g e e d'exprimer secretement ses v r a i s sentiments, Agnes r e s t e egalement s i l e n c i e u s e devant l e s sermons r i d i c u l e s d'Arnolphe et s o u f f r e q u ' i l l u i f a s s e l i r e ses maximes de mariage. T o u t e f o i s , nous n'avons aucun doute sur l e degout q u ' e l l e r e s s e n t et a. l a f i n lorsqu'Arnolphe se 81 d e v o i l e devant e l l e , Agnes r e v e l e brutalement mais honnetement ce q u ' e l l e pense de cet homme qui se veut son f i a n c e . "Chez vous l e mariage est facheux et p e n i b l e , / Et vos d i s c o u r s en 3 font une image t e r r i b l e . " Et Agnes a parfaitement r a i s o n puisque Arnolphe joue mal l e galant et s'exprime d'une fagon b i e n r i d i c u l e et non sans un element de g r o s s i e r e t e . De l a part de T a r t u f f e , c e t t e g r o s s i e r e t e n'est pas l i m i t e e aux pa r o l e s mais se manifeste meme dans l e s gestes m a l a d r o i t s du faux devot. II p r o f i t e de toutes occasions pour se rapprocher d'Elmire et pour a v o i r des co n t a c t s physiques avec e l l e t a n d i s qu'Elmire, e l l e , f a i t de son mieux pour s ' e l o i g n e r de l u i . P a r e i l l e a Mariane, El m i r e ne r e j e t t e pas ouvertement 1'amant non d e s i r e mais e l l e f a i t r s a v o i r t r e s c l a i r e m e n t q u ' e l l e est l o i n de l e tr o u v e r a t t i r a n t ou meme supportable. La maladresse de ces v i e i l l a r d s amoureux est done comique et r i d i c u l e mais au moment ou l e u r s a t t e n t i o n s amoureuses sont imposees sur l e s personnes peu en t h o u s i a s t e s , l e u r maladresse prend a u s s i l e s aspects de g r o s s i e r e t e et de degout. Le d e r n i e r t r a i t de c a r a c t e r e qui nous i n t e r e s s e i c i est l e r o l e de t r o u b l e - f e t e que jouent Harpagon, Arnolphe et T a r t u f f e . Dans l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e , nous avons vu que l e v i e i l l a r d amoureux est souvent l'homme qui empeche cruellement 1'union heureuse du jeune couple. Harpagon est l e personnage t y p i q u e du pere a u t o r i t a i r e qui empeche l e mariage de ses enfa n t s . Dans l e cas de Cl e a n t e , l e pere s'oppose a ce q u ' i l se marie avec une jeune f i l l e sans f o r t u n e et l e f a i t que Harpagon veut l'epouser lui-meme rend l a s i t u a t i o n encore plus complexe et t r e s i r o n i q u e . L'avare a g i t s e l o n ses propres besoins et n'a aucune c o n s i d e r a t i o n pour ceux de son f i l s . La s i t u a t i o n est p a r e i l l e dans l e cas d'Arnolphe et d'Agnes. Le vi e u x bourgeois met f i n aux rendez-vous c l a n d e s -t i n s entre Agnes et Horace en d i s a n t que ' l e s jeunes galans' ne sont que des gens mechants qui cherchent a p r o f i t e r des f i l l e s innocentes. 82 " I l s ont de beaux canons, f o r c e rubans et plumes, Grands cheveux, b e l l e s dents et des propos f o r t doux, Mais, comme je vous d i s , l a g r i f f e est l a - d e s s o u s , Et ce sont v r a i s Satans, dont l a gueule a l t e r e e De l'honneur feminin cherche a f a i r e curee." (p. 66) En d e p i t de son beau d i s c o u r s , pourtant, Arnolphe n ' a g i t p o i n t pour l e b i e n d'Agnes mais pense uniquement a sauvegarder ses propres i n t e r e t s . T a r t u f f e , l u i a u s s i , ne se soucie p o i n t des a f f a i r e s de Marianne et de V a l e r e mais s ' i n t e r e s s e seulement a p r o f i t e r de l a n a i v e t e d'Orgon et de l u i v o l e r femme et argent. Li'ihypocrite • accept e, neanmoins, de se marier avec Marianne car i l s ' a s s u r e r a i t a i n s i l a fortune d'Orgon et r e c e v r a i t d ' a i l l e u r s plus d'occasions de fr e q u e n t e r E l m i r e . Nous remarquons done que non seulement l e s v i e i l l a r d s fonc-t i o n n e n t - i l s en ' t r o u b l e - f e t e ' et o b s t a c l e s aux mariages mais que l e u r s a c t i o n s sont i n s p i r e e s par l'egolsme pur. Un d e r n i e r personnage qui nous o f f r e quelques ressem-blances a T a r t u f f e pour ce qui est des gouts et des manieres, est S g a n a r e l l e , l e c e l e b r e servant et compagnon de Dom Juan. Nous analysons c e t t e f o i s un personnage qui est beaucoup plus dynamique que l e s Arnolphe ou l e s Harpagon c a r l e l a q u a i s de Doim.Juan est un melange i n t e r e s s a n t de l a c h e t e , de paresse, de gourmandise et d ' a v i d i t e ; t r a i t s qui font de l u i un type t r e s comique mais t r e s humain. Les i n d i c e s de l a gourmandise et de l ' a v i d i t e surtout sont a u s s i nombreux et evidents dans l a pi e c e de Dom Juan que dans c e l l e du T a r t u f f e . Le faux devot a certainement plus de chance c a r grace a 1' aveugl.ement de son hote, i l r e c o i t regulierement des bons morceaux de viande de l a c a b l e candis que l a gourmandise de Sg a n a r e l l e est r e s t r e i n t e par l e s exigences de son ma i t r e . T o u t e f o i s , i l s succombent f a c i l e m e n t , tous l e s deux, a l a t e n t a t i o n de l a bonne c u i s i n e ; T a r t u f f e , malgre son acte de fausse d e v o t i o n , et S g a n a r e l l e , malgre l e s regards severes du maitre. L ' a t t i t u d e mercenaire des deux personnages est un autr e point commun. T a r t u f f e f a i t semblant d'etre devot pour gagner l a co n f i a n c e d'Orgon mais l e but i n e v i t a b l e de ses a c t i o n s a toujours quelque chose a 83 v o i r a v e c 1 ' a r g e n t . S g a n a r e l l e , l u i , h u r l e p a s s i o n n e m e n t en v o y a n t d i s p a r a i t r e s o n m a i t r e d a n s l e s a b i m e s de l a t e r r e , m a i s en f i n de co m p t e , c e q u i l ' i n q u i e t e l e p l u s c ' e s t s u r t o u t l a p e r t e d ' a r g e n t . "...Mes g a g e s , mes g a g e s , mes g a g e s ! " 4 L e s p o i n t s communs e n t r e T a r t u f f e e t S g a n a r e l l e e n r i c h i s s e n t s u r -t o u t l e c o m i q u e des p i e c e s m a i s i l s s e r v e n t e g a l e m e n t a e t a b l i r l e s r o l e s s o c i a u x de c e s d e u x p e r s o n n a g e s . D o r i n e e t Damis s o u l i g n e n t , a p l u s i e u r s r e p r i s e s , l a b a s s e s s e s o c i a l e de 1 ' h y p o c r i t e en c r i t i q u a n t s e s v e t e m e n t s e t en 1 ' a p p e l a n t ' p i e d - p l a t ' . Quant a S g a n a r e l l e , s o n r o l e de d o m e s t i q u e au ; s e r v i c e d'un n o b l e l e met c l a i r e m e n t a u n i v e a u p a y s a n de l ' h i e r a r c h i e s o c i a l e . L a d i s c u s s i o n d u p e r s o n n a g e S g a n a r e l l e n o u s met d e j a a u n n i v e a u p l u s e l e v e de 1 ' a n a l y s e c a r , d i s s e m b l a b l e a u x t y p e s comme A r n o l p h e e t H a r p a g o n , S g a n a r e l l e f a i t p a r t i e d'une p i e c e d o n t l e s themes e t l e s i d e e s g e n e r a l e s i m p o r t e n t a u t a n t e t meme p l u s que l e s g e s t e s e t l e s p a r o l e s . Nous p a s s o n s a l o r s a 1 ' e t u d e d e s moeurs e t de l a p s y c h o l o g i e h u m a i n e e t a 1'ana-l y s e d e s i d e e s g e n e r a l e s de l ' h y p o c r i s i e . Comme n o u s a v o n s m e n t i o n n e dans l e c h a p i t r e e s u r l a Commedia i t a l i e n n e , l e c o n c e p t de l ' h y p o c r i s i e e t de l a f a u s s e t e a t o u j o u r s j o u e un r o l e p r i n c i p a l dans l a d i s c u s s i o n d es v i c e s h u m a i n s , e t dans l e monde r e e l comme p a r m i l e s p e r s o n n a g e s m o l i e r e s q u e s , i l e x i s t e de d i v e r s e s e s p e c e s d ' h y p o c r i s i e : c e r t a i n s s o n t h y p o -c r i t e s s o c i a u x , d ' a u t r e s s o n t h y p o c r i t e s s e x u e l s e t i l y en a b i e n s u r q u i l e s o n t s u r l e p l a n r e l i g i e u x . L ' h y p o c r i s i e d u p e r s o n n a g e T a r t u f f e en c o m p r e n d t o u s l e s t r o i s . P o u r c e q u i e s t d 1 h y p o c r i s i e , l e s d e u x a u t r e s p e r s o n n a g e s m o l i e r e s q u e s q u i v i e n n e n t a 1 ' e s p r i t s o n t A r s i n o e d u M i s a n t h r o p e e t Dom Juan de l a p i e c e Dom Juan. D ' a p r e s c e r t a i n s c r i t i q u e s c o n t e m p o r a i n s , A r s i n o e e s t s o u v e n t v u e comme l a v e r s i o n f e m i n i n e d u f a u x d e v o t n o n p a r c e q u ' e l l e a b u s e l a r e l i g i o n m a i s p a r c e q u ' e l l e se c o n d u i t d'une f a g o n e g a l e m e n t e x a g e r e e e t h y p o c r i t e que T a r t u f f e s u r l e p l a n s o c i a l e t s e x u e l . L e f a u x d e v o t a b e a u c o u p a r e d i r e d e s 84 a c t i v i t e s s o c i a l e s de l a f a m i l l e d'Orgon et i l l e u r reproche h a b i t u e l l e m e n t l e s v i s i t e s des amis, l a presence des c a r r o s s e s , l e b r u i t des b a l s et des co n v e r s a t i o n s et meme l e t r a c a s des a f f a i r e s feminines. E n f i n , t o u t c c e qui a a v o i r avec l a v i e en s o c i e t e semblent h e u r t e r contre l a p h i l o s o p h i e de cet homme apparemment devot. P a r e i l l e m e n t , A r s i n o e condamne l a condui t e de Celimene q u ' e l l e trouve scandaleuse et indi g n e d'une veuve noble. "Et l a v o t r e conduite, avec ses grands e c l a t s , / Madame, eut l e malheur qu'on ne l a loua pas,/ Cette f o u l e de gens dont vous s o u f f r e z v i s i t e , / Votre g a l a n t e r i e , et l e s b r u i t s q u ' e l l e excite.""' I I est c l a i r que l e s reproches d'Arsinoe sont i n s p i r e e s non par une inqu i e t u d e s i n c e r e de son amie mais par un sentiment de l a j a l o u s i e pure et simple. P l u t o t que de lamenter son propre manque de p o p u l a r i t y s o c i a l e , A r s i n o e trouve du r e c o n f o r t en condamnant c e l l e de Celimene. Les mobiles de T a r t u f f e ne sont pas tell e m e n t d i f f e r e n t s non plus c a r , comme Ars i n o e , 1'hypocrite se s e r t de ses reproches pour deguiser sa j a l o u s i e d'Elmire et pour f o r t i f i e r d ' a i l l e u r s son acte de fausse d e v o t i o n . Le rapport entre T a r t u f f e et l a femme d'Orgon c o n s t i t u e b i e n sur une deuxieme s o r t e d ' h y p o c r i s i e ; c e l l e de l ' h y p o c r i s i e s e x u e l l e . D'une p a r t , T a r t u f f e f a i t semblant de se s o u c i e r de l'honneur d'Orgon et de s u r v e i l l e r meticuleusement E l m i r e pour q u ' e l l e n ' a i t pas l ' o c c a s i o n de tromper son mari. D'autre p a r t , pourtant, 1'hypocrite n'attend que l e moment ou i l pourra-consommer l a p a s s i o n q u ' i l eprouve pour c e t t e femme. Arsinoe, pour sa p a r t , ne cesse pas de s o u l i g n e r a Celimene 1.' importance de l a v e r t u et de l a modestie feminines mais des que Celimene tourne l e dos, e l l e se lance passionnement sur l'amant de c e l l e - c i . "Donnez-moi seulement l a main jusque chez moi; La je vous f e r a i v o i r une preuve f i d e l e De l ' i n f i d e l i t e de v o t r e b e l l e ; Et s i pour d'autres yeux l e v o t r e peut b r u l e r , On pourra vous o f f r i r de quoi vous c o n s o l e r . " (p. 214) C'est un d i s c o u r s i n a t t e n d u d'une femme qui pretend e t r e 85 vertueu.se et c o n s e r v a t r i c e de meme que l a cour que T a r t u f f e f a i t a Elmire est l o i n d ' e t r e digne d'un homme de l ' e g l i s e . Le deuxieme personnage molieresque qui s ' i n t e r e s s e beaucoup au sexe feminin mais r e f u s e de r e s p e c t e r l e s l o i s de 1'union conjugale est l e c r u e l et s i n i s t r e Dom Juan. P a r e i l a T a r t u f f e dont ' l e coeur se l a i s s e prendre et ne raisonne pas' l o r s q u ' i l v o i t l a beaute^ d^Elmire, Dom Juan est egalement a t t i r e par l e s merites des b e l l e s femmes comme E l v i r e , C h a r l o t t e et Mathurine qui ont tous l e malheur de succomber a ses charmes i n s i n c e r e s . I I va sans d i r e que 1'a p p e t i t sexuel c o n s t i t u e l'une des ressemblances entre T a r t u f f e et Dom Juan mais ce qui est encore plus frappant c'est l a fagon dont l e s deux h y p o c r i t e s tachent de j u s t i f i e r l e u r conduite meprisable aupres des femmes. T a r t u f f e , l u i , e s s a i e de persuader E l m i r e q u ' i l ne de s o b e i t pas en f a i t aux exigences de l a devotio n r e l i g i e u s e en l u i f a i s a n t l a cour et q u ' i l l a d e s i r e justement a cause de sa beaute c e l e s t e . "Nos sens f a c i l e m e n t peuvent e t r e charmes/ Des ouvrages p a r f a i t s que l e c i e l a formes./ Ses a t t r a i t s r e f l e c h i s b r i l l e n t dans vos p a r e i l l e s / Mais i l e t a l e en vous ses-plus raresj m e r v e i l l e s . " "(p. 85) L ' h y p o c r i t e f a i t preuve d 'une'* grande, habi l e t e dans ce d i s c o u r s car i l f l a t t e d'une part E l m i r e avec l e s compa-r a i s o n s q u ' i l f a i t entre l a beaute de c e l l e - c i et c e l l e du C i e l . D'autre p a r t , i l r e u s s i t a exprimer ses d e s i r s charnels sans a v o i r l ' a i r de s ' e l o i g n e r de son e n t r e p r i s e e c c l e s i a s t i q u e . Dom Juan, pour sa p a r t , n'en est pas moins doue. Dans son d e r n i e r e n t r e t i e n avec l e f r e r e de Done E l v i r e , Dom Juan se s e r t d'un d i s c o u r s p a r e i l pour se debarasser de l a femme q u ' i l n'aime plus et pour a v o i r l ' a i r de se d i s c u l p e r au nom de l a r e l i g i o n . "C'est un d e s s e i n que v o t r e soeur elle-meme a p r i s : e l l e a r e s o l u sa r e t r a i t e , et nous avons ete touches tous deux en meme temps." (p. 99) D'apres l e s p a r o l e s h y p o c r i t e s de Dom Juan a l o r s , i l v o u d r a i t b i e n c o n s e n t i r aux exigences de Dom Ca r l o s mais 11 s o u t i e n t que l e C i e l s'y 86 oppose car Done E l v i r e est devenue deja r e l i g i e u s e . II faut remarquer que T a r t u f f e n'a pas r e u s s i a duper E l m i r e avec t o u t e s ses f l a t t e r i e s de meme que Dom Juan n'est pas a r r i v e non p l u s a a p a i s e r l a c o l e r e de Dom C a r l o s . T o u t e f o i s , i l s ' a g i t dans l e s deux cas d'une h y p o c r i s i e s e x u e l l e et r e l i -g ieuse ou l e s d o c t r i n e s r e l i g i e u s e s sont horriblement a l t e r e e s pour s e r v i r aux besoins personnels et notamment ceux des conquetes s e x u e l l e s . Outre l ' h y p o c r i s i e i n s p i r e e par l e s besoins physiques, examinons maintenant l e s moeurs et l a p s y c h o l o g i e de ces deux personnages. Ju s t e avant son rencontre avec la- s t a t u e , Dom Juan nous f o u r n i t une e x p r e s s i o n v i v e de ses pensees et de sa c o n c e p t i o n de l ' h y p o c r i s i e . " ...mais l ' h y p o c r i s i e est un v i c e p r i v i l e g i e , q u i , de sa main, ferme l a bouche a tout l e monde, et j o u i t en repos d'une impunite souveraine [...] C'est a i n s i q u ' i l f aut p r o f i t e r des f a i b l e s s e s des hommes, et qu'un sage e s p r i t s'accomode aux v i c e s de son s i e c l e . " (p. 96-7) Dom Juan nous explique done l e s mobiles de ses mensonges et de sa conduite devant son pere Dom Louis et devant Dom C a r l o s , l e f r e r e de son epouse l e g i t i m e . En e f f e t , i l e x p l i q u e a u s s i et t r e s precisement d ' a i l l e u r s , l e s a c t i o n s de T a r t u f f e . Le faux devot r e u s s i t justement a se p r o f i t e r des f a i b l e s s e s d'Orgon et de Mme P e r n e l l e , a rendre i n u t i l e l e bon r a i s o n n e -ment de Cleante et l a c o l e r e j u s t i f i a b l e de Damis et a jouer t e l l e m e n t b i e n son r o l e qu'on ne s a i t jamais s ' i l e st hypo-c r i t e ou s ' i l c r o i t sincerement a ses propres p a r o l e s . Une d e r n i e r e ressemblance que nous devrions f a i r e remarquer est c e l l e qui se trouve dans l e denouement des deux piecesb A l a " f i n de l a p i e c e du T a r t u f f e , l e faux devot perd tout et f i n i t par e t r e a r r e t e par 1' exempt mais i l n.'y a aucun i n d i c e n i de ' honte n i de r e g r e t de l a p a r t de c e l u i - l a de faqon qu'on ne saura jamais s i 1'homme a p r o f i t e de c e t t e leqon ou s ' i l va p e r s e v e r e r dans sa p r o f e s s i o n de faussete et de f o u r b e r i e . P a r e i l l e m e n t , Dom Juan est e n t r a i n e en enfer sans exprimer 8 7 aucun d e s i r de se r e p e n t i r et meme au d e r n i e r moment, tout ce qu'on temoigne c'est sa r e a c t i o n physique a l a ch a l e u r de l ' e n f e r . "0 C i e l ! que sens-je? Un feu i n v i s i b l e me b r u l e , je n'en puis p l u s , et tout mon corps devient un b r a s i e r ardent. Ah!" (p. 102) Nous voyons done que T a r t u f f e est b i e n un melange des autr e s personnages molieresques. Tous l e s personnages p r i n c i -paux des pieces de Mol i e r e se ressemblent jusqu'a un c e r t a i n p o i n t car i l s sent tous crees par l e meme e s p r i t p e r s p i c a c e . Cependant, chaque personnage possede une c e r t a i n e q u a l i t e d ' o r i g i n a l i t e et de dynamisme unique car i l r e p r e s e n t e chacun une etape d i f f e r e n t e dans 1 ' i n s p i r a t i o n de 1 ' e c r i v a i n . Pour c e t t e r a i s o n a l o r s , i l est j u s t e de co n c l u r e q u ' i l e x i s t e beaucoup de c o r r e l a t i o n s entre l e personnage p r i n c i p a l du T a r t u f f e , qui a cause des nombreuses q u e r e l l e s , a eu une g e s t a t i o n interrompue au cours des annees 1664 jusqu'a 1669, et l e s personnages de Dom Juan, du Misanthrope et de L'Avare q u i , parmi d'autres, ont tous ete conqus vers l a meme epoque. Neanmoins, ces c o r r e l a t i o n s ou a f f i n i t e s ne diminuent pas l e s t r a i t s o r i g i n a u x de ces personnages, et T a r t u f f e , comme Dom Juan et Ars i n o e , p e r s o n n i f i e chacun, d'une maniere s i n g u l i e r e a n u l l e autre p a r e i l l e , l ' h y p o c r i s i e et l a fau s s e t e humaine. Le T a r t u f f e de Mo l i e r e exerce non seulement une i n f l u e n c e sur d'autres p i e c e s molieresques mais touche egalement l e s oeuvres d'autres e c r i v a i n s de l'epoque qui s ' i n t e r e s s e n t a u s s i a l a c r i t i q u e des v i c e s humains. Dans l a d i s c u s s i o n des gens dont l e s c r e a t i o n s f i c t i v e s ont des a f f i n i t e s avec T a r t u f f e , nous ne pouvons pas manquer de f a i r e mention des 'maximes' de La Rochefoucauld. S i l e s personnages de M o l i e r e r e u s s i s s e n t a mettre en r e l i e f l e s d i v e r s ^ v i c e s u n i v e r s e l s des e t r e s humains, i l n'en est certainement pas moins v r a i que l e s r e f l e x i o n s et l e s maximes de La Rochefoucauld a t t e i g n e n t l e meme but. Le s t y l e des deux e c r i v a i n s est pourtant t r e s d i f f e r e n t et i l ne faut pas perdre de vue que l a ou M o l i e r e se 88 sert des costumes, des gestes et des paroles pour exprimer ses idees, La Rochefoucauld prefere le f a i r e par des reflexions e c r i t e s et des philosophies abstraites. II est v r a i que les aspects de l'apparence physique, des manieres et des gouts ne tiennent aucune place dans les 'maximes' de La Rochefoucauld mais i l faut remarquer quand meme que le caractere hypocrite du personnage Tartuffe s'y revele assez fidelement. Nous diviserons done l a discussion en deux parties dont l a premiere sera consacree a 1'analyse des 'maximes' qui pourraient bien s e r v i r a decrire les diverses actions et manieres de Tartuffe au cours de l a piece. Dans l a deuxieme partie, nous parlerons des a f f i n i t e s entre les opinions de Moliere au sujet de l'hypo-c r i s i e et de l a faussete t e l l e s qu'elles sont r e f l e t e e s dans le personnage Tartuffe et c e l l e s de La Rochefoucauld t e l l e s qu'elles sont presentees dans les 'maximes'. II existe de rapports tres intimes entre les 'maximes' de La Rochefoucauld, qui decrivent certaines manieres et attitudes des hypocrites en general, et les actions p a r t i c u l i e r e s de Tartuffe dans l a piece. Les ressemblances sont surtout frappantes dans les 'maximes' qui parlent des rapports sociaux entre les hommes et de l a facon dont les defauts humains se revelent le plus c l a i r dans ces rapports. De l a part du personnage Tartuffe, i l n'est que trop v r a i qu'une grande partie de ses t r a i t s hypocrites se font voir dans l a maniere dont i l t r a i t e les autres. Le premier personnage qui sert a mettre en r e l i e f certains vices de Tartuffe, c'est l e v i e i l Orgon. En apparence, Orgon et Tartuffe sont de bons amis qui ne cherchent qu'a c u l t i v e r un rapport sincere d'amitie et d'affection. Chaque f o i s que 1'hypocrite adresse l a parole a Orgon, i l l'appelle tres intimement 'frere' et i l l u i parle d ' a i l l e u r s en l e vousvoyant. Orgon, pour sa part, s'empresse d'en f a i r e autant. En r e a l i t e , pourtant, l e l i e n de cette amitie n'est que purement s u p e r f i c i e l et i l est c l a i r que Tartuffe a d'autres mobiles que de c u l t i v e r 1'amitie du vieux bourgeois. 89 L'une des maximes de L a R o c h e f o u c a u l d resume a v e c j u s t e s s e l e r a p p o r t e n t r e T a r t u f f e e t s o n h o t e . "Nous nous p e r s u a d o n s s o u v e n t d ' a i m e r l e s gens p l u s p u i s s a n t s que n o u s ; e t n e a n m o i n s c ' e s t 1 ' i n t e r e t s e u l q u i p r o d u i t n o t r e a m i t i e . Nous ne donnons pas a eux p o u r l e b i e n que nous l e u r v o u l o n s f a i r e , m a i s p o u r c e l u i que nous en v o u l o n s r e c e v o i r . " 6 Nous a v o n s d i t p l u s i e u r s f o i s q u ' i l se p e u t que T a r t u f f e c r o i e s i n c e r e m e n t a c e q u ' i l f a i t a u moment ou i l j o u e l e f a u x d e v o t e t l e c a s de s a p r e t e n d u e a m i t i e a v e c O r g o n n ' e s t p a s 1 ' e x c e p -t i o n . L ' h y p o c r i t e r e u s s i t a d u p e r s o n h o t e c a r l o r s q u ' i l s s o n t e n s e m b l e , i l s e p e r s u a d e l u i - m e m e d ' a i m e r c e t homme g e n e r e u x e t n a i f p o u r p o u v o i r p r o f i t e r de s a m a i s o n , de s e s b i e n s e t meme de s a femme. Ce n ' e s t que h o r s de l a p r e s e n c e d ' O r g o n que c e l u i - c i r e d e v i e n t a u x y e u x de T a r t u f f e 'un homme a mener p a r l e n e z ' . Une a u t r e c h o s e a r e m a r q u e r dans l e s r a p p o r t s e n t r e T a r t u f f e e t s e s s e m b l a b l e s c ' e s t que c e l u i - l a n ' a g i t j a m a i s s p o n t a n e m e n t m a i s t o u j o u r s p a r i n t e r e t . Quand l ' h y p o c r i t e p r e n d l a p e i n e de s i g n a l e r a O r g o n l e s hommes q u i s e m b l e n t s ' i n t e r e s s e r t r o p a E l m i r e , i l a g i t d a n s l e b u t de g a g n e r s a c o n f i a n c e e t p a r l a s u i t e , s a femme a u s s i . A i n s i , l e f a u x d e v o t a d h e r e t r e s f i d e l e m e n t a u p r i n c i p e de ne pas d o n n e r a u x a u t r e s p o u r l e u r b i e n m a i s p l u t o t p o u r l e b i e n q u ' i l en v e u t r e c e v o i r . Ce d e r n i e r e x e m p l e n o u s mene j u s t e m e n t a l a d i s c u s s i o n du r a p p o r t e n t r e T a r t u f f e e t u n d e u x i e m e p e r s o n n a g e d u menage d' O r g o n . Nous p a r l o n s b i e n s u r de l a l i a i s o n b i z a r r e e n t r e T a r t u f f e e t E l m i r e . Nous p o u r r i o n s d i r e , a l a r i g u e u r , q u ' i l s ' a g i t d'un r a p p o r t q u i p o u r r a i t p a s s e r p o u r de 1 ' a m i t i e m a i s i l n o u s s e m b l e b e a u c o u p p l u s e x a c t de l ' a p p e l e r u n r a p p o r t a m o ureux. L'amour j o u e u n r o l e d o m i n a n t d a n s l e s 'maximes' m a i s i l s ' a g i t , p o u r l a p l u p a r t , des r e m a r q u e s t r e s p e s s i m i s t e s e t p e u f l a t t e u s e s c a r 1 ' e c r i v a i n v o i t 1 ' e n t r e p r i s e de l ' a m o u r comme u n v i c e q u i mene a l a c h u t e des hommes p l u t o t que comme un a c c o r d h e u r e u x e n t r e d e u x p e r s o n n e s . Dans l e c a s de T a r t u f f e , p o u r t a n t , L a R o c h e f o u c a u l d n ' e s t pas l o i n de l a v e r i t e . 90 "La p a s s i o n f a i t souvent un fou du plus h a b i l e homme..." (p. 8) Tout au cours de l a p i e c e , l e faux devot r e u s s i t a duper ce q u ' i l veut, a se debarasser de ce q u ' i l c o n s i d e r e ennuyeux et a a t t e i n d r e l a pl u s grande p a r t i e de ses buts. II n'y a aucun doute que T a r t u f f e est un homme ruse mais t r e s h a b i l e . T o u t e f o i s , a chacun de ses rendez-vous avec sa b i e n -aimee, i l se montre l o i n d ' e t r e h a b i l e dans l a facon comique dont i l essaie de f a i r e l a cour a El m i r e . La main sur l e genou, 1'action de t a t e r l e s vetements et l e s mouvements farcesques de rapprocher sa ch a i s e a c e l l e d'Elmire d e t r u i s e n t completement 1'image de I.'nab f i e homme et d i s t i n g u e n t t r e s c l a i r e m e n t entre c e l u i - c i et un fou amoureux. Outre l e comique, l e mot 'fou' de l a maxime s ' i n t e r -pret e d'encore une autre maniere. La premiere f o i s qu'Elmire e s s a i e de l e prendre au piege, T a r t u f f e echappe de j u s t e s s e a l a f o u r b e r i e grace a 1 ' i n t e r v e n t i o n de Damis et a ses propres dons d'hypocritev II s ' e n s u i t a l o r s que T a r t u f f e d e v r a i t se mefier des parol e s d'Elmire mais i l accepte au c o n t r a i r e de se mettre une deuxieme f o i s entre l e s mains de l a femme sans aucun soupcon des v r a i s mobiles de c e l l e - c i . La conduite du faux devot est evidemment i n s p i r e e par l e s passions foll.es de 1'amour et 1'o p p o s i t i o n entre 1'habile homme et l e f o u se met de nouveau en r e l i e f . Le d e r n i e r des rapports entre T a r t u f f e et l e s autres personnages que nous voudrions analyser est c e l u i entre 1'hypo-c r i t e et l a servante, Dorine. Dorine ne joue pas un r o l e p r i n c i p a l ^ m a i s e l l e r e p resente neanmoins l e cote du bons sens et du n a t u r e l de facon q u ' e l l e s'oppose d'une maniere frappante a l a fa u s s e t e de T a r t u f f e . Pour c i t e r La Rochefoucauld, "On n'est jamais r i d i c u l e par l e s q u a l i t e s que 1'on a que par c e l l e s que 1'on a f f e c t e d ' a v o i r . " (p. 36) En apercevant Dorine, T a r t u f f e demande immediatement a son servant de s e r r e r sa h a i r e avec l a d i s c i p l i n e car ces gestes et ces p a r o l e s font p a r t i e o b l i g a t o i r e de sa p r o f e s s i o n du faux devot. L'hypo-c r i s i e est b i e n evidente mais 1'element du r i d i c u l e n'y entre 91 pas en jeu jusqu'au moment ou T a r t u f f e se met a p a r l e r a l a s e r v a n t e . T a r t u f f e : "Avant que de p a r l e r , prenez-moi ce mouchoir, [...] Couvrez ce s e i n que je ne s a u r a i s v o i r " Dorine:'"Et je vous v e r r a i s nu du haut jusques en bas Que toute v o t r e peau ne me t e n t e r a i t pas." (p. 81) La r e p l i q u e de Dorine rend l e s paroles de T a r t u f f e r i s i b l e s et met d ' a i l l e u r s en bonne p e r s p e c t i v e l e mauvais raisonnement du faux devot. La vue d'une gorge nue n ' i n s p i r e des sentiments l a s c i f s que chez des e s p r i t s tordus et n'ont aucun e f f e t sur des gens a 1 ' e s p r i t pur et chaste. Le bons sens de Dorine s o u l i g n e a i n s i l e r i d i c u l e de T a r t u f f e de meme que l a f o u r -b e r i e d'Elmire montre l e cote v u l n e r a b l e de l'homme et que l a n a i v e t e d'Orgon f a i t preuve de sa f a u s s e t e et de son egolsme. Les d i v e r s rapports qui e x i s t e n t entre T a r t u f f e et l e s autres personnages servent done a mettre en r e l i e f l e s nombreux vi s a g e s de l ' h y p o c r i s i e et a. c o n c f e t i s e r l e s r e f l e x i o n s a b s t r a i t e s de La Rochefoucauld. L'une des r a i s o n s de 1'enorme r e u s s i t e du T a r t u f f e de M o l i e r e c'est que l ' e c r i v a i n a r r i v e a. prononcer un d i s c o u r s t r e s s e r i e u x sur l e theme de l ' h y p o c r i s i e d e r r i e r e l e s gestes et l e s p a r o l e s comiques de son personnage. P a r e i l l e m e n t , nous trouvons parmi l e s d i v e r s e s r e f l e x i o n s de La Rochefoucauld c e r t a i n e s maximes qui r e l e v e n t des exemples comiques et p i t t o r e s q u e s des v i c e s humains et d'autres qui l e s ericiquenr. d'une facon beaucoup plus complexe et s e r i e u s e . Nous pa r l e r o n s maintenant de ces maximes et a u s s i des idees generales dans l e c a r a c t e r e du personnage qui ont t r a i t au theme gen e r a l de l ' h y p o c r i s i e . II va sans d i r e que l ' h y p o c r i s i e de T a r t u f f e est s u r t o u t une e n t r e p r i s e ambitieuse et e g o i s t e congue pour gagner au depens d ' a u t r u i et parmi l e s r e f l e x i o n s de l a Rochefoucauld i l n'y manque pas de nombreuses maximes qui s o u l i g n e n t l a nature ambitieuse et c r u e l l e de c e t t e f a u s s e t e humaine. Cependant, i l y a une maxime qui nous frappe en p a r t i c u l i e r car e l l e d e c r i t t r e s pertinemment l'une des f a c e t t e s de l a nature de l ' h y p o c r i s i e de T a r t u f f e . 9 2 "Nous sommes s i accoutumes a nous deguiser aux autres qu'enfin nous nous deguisons a nous-memes." (p. 33) Le mystere de T a r t u f f e c o n s t i t u e l'un des t r a i t s l e s plus dynamiques de son c a r a c t e r e et l a source de ce mystere se trouve dans l e f a i t que l e s spectateurs ne savent jamais s i T a r t u f f e e st en t r a i n de jouer 1'homme devot ou s ' i l commence ve r i t a b l e m e n t a c r o i r e a ses propres mensonges. A f o r c e de jouer t r o p b i e n son r o l e a l o r s , l ' h y p o c r i t e f i n i t par se deguiser a lui-meme. D'apres La Rochefoucauld, l e deguisement est 1'element l e p l u s e s s e n t i e l des techniques f i n e s de b i e n jouer l'hypo-c r i t e et pour se deguiser, on a d'abord be s o i n d ' a f f e c t e r une c e r t a i n e mine ou une c e r t a i n e apparence physique. "Dans toutes l e s p r o f e s s i o n s chacun a f f e c t e une mine et un e x t e r l e u r pour p a r a i t r e ce q u ' i l veut qu'on l e c r o i e . " (p. 66) V o i l a justement l a r a i s o n pour l a q u e l l e l e s t r a i t s physiques de T a r t u f f e jouent un r o l e s i important car l e v i s a g e sombre et l e costume n o i r c o n t r i b u e n t enormement a donner 1'apparence d'un personnage devot et p l e i n de d i g n i t e . Un deuxieme element qui est n e c e s s a i r e au bon deguisement est b i e n sur c e l u i des gestes et des p a r o l e s . Pour c i t e r encore La Rochefoucauld, "II n'y a pas moins d'eloquence dans l e ton de l a v o i x , dans l e s yeux et dans l ' a i r de l a personne, que dans l e choix des p a r o l e s . " (p. 69) Le personnage T a r t u f f e t i e n t e f f e c t i v e m e n t compte de tous ces aspe c t s . Quand i l cherche a se d i s c u l p e r devant Orgon i l se s e r t sans doute d'un t on de v o i x t r i s t e et p i t o y a b l e . Les parol e s q u ' i l adresse a Damis, "Oui, mon cher f i l s , p a r l e z , t r a i t e z - m o i de p e r f i d e , / D'infame, de perdu, de v o l e u r , d'homicide" (p. 93) sont ponctuees de larmes et ne manquent sans doute pas j u s t e assez d ' i n d i c e de c u l p a b i l i t e . Par cont r e , l e re g a r d q u ' i l j e t t e sur Dorine au moment ou c e l l e - c i v i e n t l u i annoncer l a v i s i t e d'Elmire, est p l e i n de dedain et d'arrogance car l e mobile de c e t t e f o i s est non pas de p a r a i t r e humble mais de jouer 1'homme devot et conservateur. Outre 1'importance du ton de v o i x et du rega r d , i l faut 93 se t e n i r encore compte du s u j e t de son d i s c o u r s , p o i n t que La Rochefoucauld f a i t expres de s o u l i g n e r . "La v e r i t a b l e eloquence c o n s i s t e a d i r e tout ce q u ' i l f aut et a ne d i r e que ce q u ' i l f a u t " (p. 64) Lorsque T a r t u f f e cherche a a t t e i n d r e un c e r t a i n but, i l ne manque pas de prononcer des d i s c o u r s longs et b i e n r a i s o n n e s . Nous voyons, par exemple, que l ' h y p o c r i t e p a r l e sans cesse dans l e s scenes ou i l e s s a i e de regagner l a con-f i a n c e ebranlee d'Orgon ou b i e n au moment ou i l a 1 ' i n t e n t i o n de s e d u i r e E l m i r e . Par c o n t r e , i l e v i t e de d i s c u t e r t r o p longuement avec des personnages comme Dorine ou Cleante et quand i l commence a se s e n t i r menace par l e u r bon raisonnement, i l l e s q u i t t e l e plus v i t e p o s s i b l e car plus on d i s c u t e p l u s ^ on r i s q u e de se t r a h i r et T a r t u f f e ne veut pas c o u r i r l e r i s q u e de l a i s s e r tomber son masque devant ses ennemis. En f i n de compte, n i M o l i e r e n i La Rochefoucauld ne pardonnent l e s crimes de l ' h y p o c r i s i e et de l a fausse d e v o t i o n . I l s avouent tous l e s deux que l a p r o f e s s i o n de jouer l'hypo-c r i t e comprend des techniques qui meritent quelques c r e d i t s mais r i e n ne diminuent l e u r condamnation de c e t t e e n t r e p r i s e meprisable. D'une p a r t , l e message des deux e c r i v a i n s est t r e s cynique et p e s s i m i s t e . "La p l u p a r t des amis degoutent de 1'amitie, et l a p l u p a r t des devots degoutent de l a d e v o t i o n " (p. 99) T a r t u f f e s ' e f f o r c e de jouer l e faux devot mais malgre son don de l ' h y p o c r i t e , i l trouve impossible d'accepter de jeuner, de f a i r e s o u f f r i r l e corps et de r e s t e r c e l i b a t a i r e , ear en f i n de compte, i l trouve degoutantes l e s exigences de l a d e v o t i o n r e l i g i e u s e . D'autre p a r t , M o l i e r e nous o f f r e une l e c o n morale qui est en f a i t t r e s o p t i m i s t e car en d e p i t de ses r e u s s i t e s dans l a maison d'Orgon, l e faux ddvor f i n i t par r e c e v o i r ses j u s t e s f i n s . Meme La Rochefoucauld, qui est p l u t o t p e s s i m i s t e , accepte de ceder sur ce p o i n t . "Nous gagnerions plus'de nous l a i s s e r v o i r t e l que nous sommes, que d'essayer de p a r a i t r e ce que nous ne sommes pas." (p. 104) 94 La ressemblance entre l e personnage T a r t u f f e de Mo l i e r e et l e s d i v e r s t r a i t s r e l e v e s par l e s maximes morales de La Rochefoucauld est done b i e n e v i d e n t e . La seule d i f f e r e n c e c ' e s t que l'un cree un type concret t a n d i s que 1'autre s'occupe d'une r e f l e x i o n a b s t r a i t e . Nous passons maintenant a 1'ana-l y s e d'une combinaison s u b t i l e d'un personnage c o n c r e t et d'une idee a b s t r a i t e dans l a d i s c u s s i o n des ' c a r a c t e r e s ' de La Bruyere, Dans l'oeuvre de La Bruyere, i l s ' a g i t des p o r t r a i t s de c e r t a i n s s t e r e o t y p e s t e l s que G i t o n , l'homme r i c h e , Phedon, l'homme pauvre et b i e n sur Onuphre, l'homme h y p o c r i t e . I l est v r a i que l e s ' c a r a c t e r e s ' comprennent un grand r e p e r t o i r e de prudes, d ' h y p o c r i t e s , d'avares parmi b i e n des autres types mais 1'on p o u r r a i t a f f i r m e r qu'Onuphre est l e p o r t r a i t l e plus ressem-b l a n t du faux devot de M o l i e r e . P a r e i l aux 'maximes' de La Rochefoucauld, l e p o r t r a i t de 1. 'hypocrite cree par La Bruyere n ' a r r i v e pas a mettre en r e l i e f tous l e s t r a i t s du personnage molieresque car un p o r t r a i t ri'apparait pas sur l a scene, i l ne p a r l e pas a haute-voix et i l ne possede pas d'expressions du v i s a g e . T o u t e f o i s , nous verrons q u ' i l e x i s t e beaucoup plus de rapports d i r e c t s entre Onuphre et T a r t u f f e qu'entre c e l u i - c i et l e s d i v e r s e s maximes morales. Outre l e s d e t a i l s du v i s a g e , du ton de v o i x et des gestes, l e s a f f i n i t e s qui e x i s t e n t entre 1'hypocrite de M o l i e r e et l e faux devot de La Bruyere, se trouvent en abondance dans l e s domaines des gouts, des manieres et des pensees. Dans l a d e r n i e r e p a r t i e de ce c h a p i t r e a l o r s , nous concentrerons n o t r e a t t e n t i o n sur l a fagon dont l e 'c a r a c t e r e ' de La Bruyere f a i t penser au personnage comique de M o l i e r e qui a e x i s t e presque v i n g t ans auparavant. La premiere des nombreuses ressemblances se trouve dans l e domaine des gouts personnels. Ce que nous entendons par l e u r s gouts c'est surtout l e s aspects de l e u r c a r a c t e r e qui sont independants du rap p o r t q u ' i l s p o u r r a i e n t a v o i r avec l e u r s semblables. Nous nous i n t e r e s s o n s e s s e n t i e l l e m e n t a ce q u ' i l s sont, a ce q u ' i l s aiment et a ce q u ' i l s n'aiment 95 pas. L'une des premieres choses qu'Onuphre trouve insupportable c'est l e manque du luxe physique dans 1'entreprise de l a fausse devotion. "Onuphre n'a pour tout l i t qu'une housse de serge grise, mais i l couche sur le coton et sur le duvet." Pour avoir l ' a i r d'etre devot, Onuphre n'a qu'un l i t simple mais en r e a l i t e , 1'homme apprecie beaucoup le luxe et trouve trop penible de se passer du coton et du duvet. Pareillement, l a permiere vue du personnage Tartuffe marque une tentative de paraitre devot a force de f a i r e s o u f f r i r l e corps mais i l est c l a i r que Tartuffe n'est pas plus r e l i g i e u x sincere qu'Onuphre. Dans un p o r t r a i t , La Bruyere peut juxtaposer les deux elements contradictoires des actions d'Onuphre mais sur l a scene, Moliere, est oblige de compter sur l a s e n s i b i l i t e des spectateurs. .Sans qu'on nous l e dise alors, i l est sous-entendu que 1'homme qui d i t "Serrez ma haire avec ma d i s c i p l i n e " porte, comme Onuphre 'des chemises tres deliees'. Un deuxieme t r a i t que les deux faux devots ont.de commun est c e l u i de l a gourmandise. Non seulement o n t - i l s besoin de dormir a 1'aise et de s' h a b i l l e r commodement mais i l s trouvent egalement ess e n t i e l l e 1'entreprise de bien manger. Tartuffe se permet de l a bonne cuisine et mange en grande quantite sans f a i r e aucun e f f o r t de maitriser son appetit abominable, sans parlef de jeuner. On-'a, en f a i t , 1'impression que chez Tar-t u f f e l a gourmandise constitue un besoin primordial plutot qu'une simple preference. Quant a Onuphre, i l y a encore moins de doute que l a gourmandise f a i t partie e s s e n t i e l l e de son corps et non pas de son temperament. La. ou Moliere nous l a i s s e tomber des indices s u b t i l s , La Bruyere nous annonce tres clairement jusqu'a quel point son personnage est incapa-ble de remplir les besoins de l a devotion r e l i g i e u s e . "...a propos de r i e n i l jeune ou f a i t abstinence; mais a l a f i n de l'h i v e r i l tousse, i l a une mauvaise p o i t r i n e , i l a des va-peurs, i l a eu l a f i e v r e . " (p. 401) Le dernier aspect dans l e domaine des gouts qu ' i l faut remarquer d'est l a contradiction comique entre 1'appetit 96 sexuel et l ' e t a t c e l i b a t a i r e exige par l ' E g l i s e . Dans l a chambre p e r s o n n e l l e d'Onuphre, " i l y a quelques l i v r e s repandus indifferemment, o u v r e z - l e s : c ' e s t l e 'Combat s p i r i t u e l ' , • l e C h r e t i e n i n t e r i e u r ' et 'l'Annee s a i n t e ' ; d'autres l i v r e s sont sous l a c l e f . " (p. 400) De nouveau, La Bruyere prend l a peine de nous d i r e t r e s ouvertement qu'Onuphre f a i t semblant.'de l i r e des l i v r e s pieux mais q u ' i l a, en r e a l i t e , b e s o i n des matieres beaucoup plus e x c i t a n t e s pour s a t i s f a i r e son a p p e t i t s e x u e l . M o l i e r e , pour sa p a r t , ne nous d i t r i e n . Tout au debut de l a p i e c e , l e s s p e c t a t e u r s apprennent que T a r t u f f e s'oppose passionnement a tout embellissement f e m i n i n . " I I v i e n t nous surmonner avec des yeux farouches,/ Et j e t e r nos rubans, notre rouge et nos mouches./ Le t r a i t r e , l ' a u t r e j o u r , nous rompit de ses mains,/ Un mouchoir q u ' i l trouva dans une 'Fleur des s a i n t s ' " (p. 42) M o l i e r e n'explique pas que T a r t u f f e n'est p o i n t i n d i f f e r e n t a l a beaute feminine ou que ses l e c t e u r s p r e f e r e e s ne comprennent pas des l i v r e s de p i e t e car c'est aux s p e c t a t e u r s eux-memes de s a i s i r l a c o n t r a d i c t i o n entre l a fausse d e v o t i o n du personnage dans l a premiere acte et sa concupiscence dans l a t r o i s i e m e acte quand i l t a t e l ' e t o f f e moelleuse de l a robe d'Elmire. Malgre l a d i f f e r e n c e de s t y l e entre l e s deux e c r i v a i n s a l o r s , i l s a r r i v e n t tous l e s deux a montrer l e s memes elements de luxure et de gourmandise dans l e u r s types f i c t i f s . D ' a i l l e u r s , l e s gouts de T a r t u f f e et d'Onuphre servent non seulement a d e c r i r e l e u r temperament ressemblant mais egalement a montrer qu'en f a i t l a v r a i e d e v o t i o n heurte l e s t r a i t s de l e u r c a r a c t e r e et v i c e v e r s a . Ce c o n f l i t entre l e s gouts r e e l s d'Onuphre et de T a r t u f f e et 1'image q u ' i l s s ' e f f o r c e n t de presenter aux autres e n r i c h i t justement l e cote comique du p o r t r a i t et du personnage hypo-c r i t e . I l va sans d i r e que l e s gestes et l e s mouvements physiques d'un personnage sur l a scene ont une importance p r i m o r d i a l e mais i l n'en est pas moins v r a i que l a d e s c r i p t i o n des manieres d'Onuphre joue un r o l e egalement e s s e n t i e l . Ni T a r t u f f e n i Onuphre ne p o u r r a i e n t e t r e consideres des types 97 purement comiques car l ' h y p o c r i s i e et l a fausse d e v o t i o n q u ' i l p e r s o n n i f i e n t sont des v i c e s t r e s n e g a t i f s et meme dangereux. T o u t e f o i s , on ne peut pas n i e r l a presence des aspects comiques dans l e c a r a c t e r e des deux hommes et ces aspects se trouvent pour l a p l u p a r t dans l e u r s gestes et l e u r s manieres. Les gestes l e s p l u s comiques chez T a r t u f f e et chez Onuphre sont evidemment des gestes de l a fausse d e v o t i o n . Le d i s c o u r s d'Orgon tout au debut de l a pi e c e nous f o u r n i t un. r e c i t d e t a i l l e de l a faqon dont T a r t u f f e se conduit a l ' e g l i s e . "Chaque jour a l ' e g l i s e i l v e n a i t , d'un a i r doux, Tout v i s - a - v i s de moi se mettre a deux genoux. II a t t i r a i t l e s yeux de l'assemblee e n t i e r e Par l ' a r d e u r dont au c i e l i l p o u s s a i t sa p r i e r e ; II f a i s a i t des s o u p i r s , de grands elancements Et b a i s a i t humblement l a t e r r e a tous moments;" f(p. 46) II s e r a i t t r e s d i f f i c i l e de manquer l a ressemblance frappante entre l a fauss e t e comique de T a r t u f f e et l a conduite exageree et peu s i n c e r e d'Onuphre. " A r r i v e - t - i l vers l u i un homme de b i e n et d ' a u t o r i t e qui l e v e r r a et qui peut 1'entendre, non seulement i l p r i e , mais i l medite, i l pousse des elans et des so u p i r s ; s i l'homme de b i e n se r e t i r e , c e l u i - c i qui l e v o i t p a r t i r s'apaise et ne s o u f f l e pas." -;(p. 400) II faut remarquer de nouveau que l a ou M o l i e r e indique d'une facon s u b t i l e l a Conduite h y p o c r i t e de son personnage, La Bruyere nous en met l e s p o i n t sur l e s i pour a i n s i d i r e . D'apres l e s d i r e s d'Orgon, l e p u b l i c comprend que T a r t u f f e ne joue l e faux devot que dans l a presence du bourgeois c r e d u l e et q u ' i l cesse de l e f a i r e des que c e l u i - c i s o r t de l ' e g l i s e . Dans l e cas d'Onuphre, l ' e c r i v a i n nous explique b i e n . c l a i r e m e n t que l'homme ne songe meme pas a p r i e r ou a s ' a g e n o u i l l e r sans s p e c t a t e u r s . Quant aux gestes exageres, i l est c l a i r que dans l ' o p i n i o n de M o l i e r e et de La Bruyere, l e s p r i e r e s , l e s so u p i r s et l e s elancements f o n t p a r t i e typique de l a fausse d e v o t i o n . T a r t u f f e et Onuphre se servent tous l e s deux des memes gestes pour persuader l e s autres de l e u r s i n c e r i t e c ar i l s r e s p e c t e n t , comme l e font l e s e c r i v a i n s qui l e u r ont donne na i s s a n c e , l e s memes codes de ce qui c o n s t i t u e l a dev o t i o n 98 r e l i g i e u s e au dix-septieme s i e c l e . Un autre exemple du cote comique de T a r t u f f e et d'Onuphre se trouve dans l e u r conduite aupres des femmes. Comme nous l e savons, l e s deux faux devots s ' i n t e r e s s e n t aux b e l l e s jeunes f i l l e s malgre l e s exigences r e l i g i e u s e s q u ' i l s sont censes r e s p e c t e r . La luxure c o n s t i t u e un defaut honteux et scanda-leux car parmi l e s v r a i s devots, i l n'y a r i e n de plus sacre que 1 ' e s p r i t <pure et 1' e t a t c e l i b a t a i r e mais dans l e cas de T a r t u f f e et d'Onuphre, c e t t e c r i t i q u e severe de l a fausse d e v o t i o n n'est pas sans quelques elements du comique. Onuphre, pour sa p a r t , n'est p o i n t i n d i f f e r e n t a l a beaute feminine. " . . . i l c u l t i v e l e s jeunes, et entre c e l l e s - c i l e s plus b e l l e s et l e s mieux f a i t e s , c'est son a t t r a i t : e l l e s vont, et i l va; e l l e s r e v i e n n e n t , et i l r e v i e n t ; e l l e s demeurent, et i l demeure, c'est en tous l i e u x et a toutes l e s heures q u ' i l a l a c o n s o l a t i o n de l e s v o i r . . . " (p. 401) II est evident que malgre tous ses e f f o r t s , Onuphre r e u s s i t peu du c o t 6 des femmes. Quant a T a r t u f f e , i l n'y aucun doute que l e s choses vont egalement mal. Une ressemblance qui est par-t i c u l i e r e m e n t frappante c ' e s t l a facon farcesque dont l e s deux hommes poursuivent l e s femmes de l e u r choix. La fagon dont Onuphre va lors q u e l e s femmes vont et q u ' i l demeure quand e l l e s demeurent est certainement e v o c a t r i c e de l a premiere scene entre T a r t u f f e et E l m i r e . " ( E l l e r e c u l e sa c h a i s e , et T a r t u f f e rapporche l a s i e n n e ) . Mon Dieu! que de ce po i n t 1'ouvrage est m e r v e i l l e u x ! " (p. 84) T a r t u f f e et Onuphre ne sont au fond que des r a t e s . Leur concupiscence l e s empeche de b i e n jouer l e u r r o l e du faux devot et l e u r maladresse devant l e s femmes l e s empeche de r e u s s i r comme de v r a i s g a l a n t s . Ayaht vu que l e s gouts de T a r t u f f e et d'Onuphre servent a s o u l i g n e r l e u r f a u s s e t e et que l e s manieres servent a e n r i -c h i r l e cote comique de l e u r h y p o c r i s i e , i l nous r e s t e main-tenant a. a n a l y s e r l a ressemblance dans l a p s y c h o l o g i e , l e s pensees et l e s moeurs des deux personnages. Dans l a d i s c u s s i o n des gouts, nous parlons s u r t o u t des c a r a c t e r i s t i q u e s des per-9 9 sonnages qui sont independentes de l e u r rapport avec l e s autres et en analysant l e s gestes et l e s manieres nous ne f a i s o n s q u ' e f f l e u r e r l a q u e s t i o n de ce ra p p o r t , mais pour d i s c u t e r l e u r s pensees et l e u r p s y c h o l o g i e , ce rapp o r t avec l e s autres y joue un r o l e p r i n c i p a l . II faut c o n s i d e r e r ce que l e s faux devots pensent et ce q u ' i l s sentent au moment de l e u r s a c t i o n s et i l faut a n a l y s e r l e u r s v a l e u r s , l e u r s moeurs et s u r t o u t l e u r rapport avec des i n d i v i d u s en p a r t i c u l i e r . Dans l a v i e de nos deux faux devots ces i n d i v i d u s se d i v i s e n t nettement en deux groupes: l e s v i c t i m e s de l e u r ambition et de l e u r h y p o c r i s i e et l e s ennemis qui l e u r y posent c e r t a i n s o b s t a c l e s . Pour Onuphre, l e s m e i l l e u r e s v i c t i m e s se trouvent parmi l e s v i e i l l a r d s r i c h e s qui sont p a r t i c u l i e r e m e n t s u s c e p t i b l e s a l a f l a t t e r i e d'un h a b i l e homme ou b i e n parmi l e s jeunes f i l l e s qui se l a i s s e n t f a c i l e m e n t • duper par l e s b e l l e s p a r o l e s d'un seducteur. " . . . i l se trouve b i e n d'un homme opulent, a qui i l a su imposer, dont i l est l e p a r a s i t e , et dont i l peut t i r e r de grands s e c o u r s . . . " (p. 401) Cette d e s c r i p t i o n d'Onuphre resume nettement l e rapport entire T a r t u f f e et Orgon. En e f f e t , T a r t u f f e s'impose sur l a f a m i l l e d'Orgon, i l se p r o f i t e de sa r i c h e s s e et au moment ou Damis 1'accuse de sed u i r e E l m i r e , i l a p p e l l e a l a n a i v e t e du v i e i l l a r d pour se s e c o u r i r . II s ' a g i t e n f i n d'un rappo r t ou i l n'y a p o i n t de concessions mutuelles; T a r t u f f e et Onuphre se p r o f i t e n t tous l e s deux de l e u r s v i c t i m e s sans aucun sentiment de remords ou de honte. Quant a l a faqon dont l e s faux devots dupent l e s femmes, i l s ' a g i t du meme manque de concessions mutuelles. I I est v r a i qu'Onuphre s u i t , a sa maniere m a l a d r o i t e , toutes l e s femmes q u ' i l trouve b e l l e s et q u ' i l f a i t de son mieux pour l e u r f a i r e p l a i s i r mais en f i n de compte, i l ne veut l e u r r i e n donner. Le faux devot s ' i n -t e r e s s e a sed u i r e sa v i c t i m e mais i l ne cherche ppsbritu a-s'engager a po u r s u i v r e un rapport de permanence. P a r e i l l e m e n t , T a r t u f f e eprouve plus de passions et de d e s i r s sexuels pour E l m i r e que de v e r i t a b l e amour et toutes ses vaines p a r o l e s 100 sur ' l e s beautes e t e r n e l l e s ' et .'ties c e l e s t e s appas' ne se r e d u i s e n t qu'en un tatement de l ' e t o f f e moelleuse et une main b i e n placee sur l e genou. II est c l a i r que l e s faux devots sont t r e s doues pour b i e n c h o i s i r l e u r s v i c t i m e s de meme q u ' i l s l e sont pour conn a i -t r e l e u r s ennemis. I I va sans d i r e que lo r s q u e 1'hypocrite s ' i n s i n u e dans l a maison du v i e i l l a r d r i c h e , i l r e n c o n t r e r a c e r t a i n s o b s t a c l e s et c e r t a i n s membres du menage qui s'opposent a sa presence inattendue, mais l a encore, l a r e u s s i t e du fourbe depend de son don de c o n n a i t r e l a psyc h o l o g i e de ses ennemis-et d'en p r o f i t e r . Nous voyons, par exemple, l a haine que Damis eprouve pour T a r t u f f e et nous savons que 1'hypocrite en est b i e n c o n s c i e n t mais au l i e u de q u e r e l l e r directement l e jeune homme, T a r t u f f e p r o f i t e du c a r a c t e r e impetueux et emporte de c e l u i - c i pour l ' i n c u l p e r devant l e maitre de l a maison. A i n s i , l e faux devot r e u s s i t non seulement a se debarasser d'un de ses ennemis mais egalement a l e remplacer comme l ' h e r i t i e r l e g i t i m e de son pere. Onuphre, l u i , n'en est pas moins doue car i l prend a u s s i l a peine de c o n n a i t r e l a s i t u a t i o n , et de ses v i c t i m e s et de ses ennemis, avant d ' a g i r . " ...et i l ne s ' i n s i n u e jamais dans une f a m i l l e ou se trouvent tout a l a f o i s une f i l l e a. p o u r v o i r et un f i l s a e t a b l i r " (p. 402) Nous voyons done que l e per-sonnage T a r t u f f e est une combinaison d'egoisme, de cruaute, de l a c h e t e et de ruse. D'une p a r t , l'homme est comme un e s p r i t de s u i t e qui p o u r s u i t obstinement ses p r o j e t s de duper l e v i e i l l a r d r i c h e , de se d u i r e l a f i l l e innocente ou de d e s h e r i t e r l e f i l s de l a maison, mais d'autre p a r t , nous y voyons un e t r e b i e n dynamique qui s a i t se f a i r e aimer de ses semblables tout en se p r o f i t a n t de l e u r f a i b l e s s e . Le p o r t r a i t d'Onuphre r e u s s i t non seulement a mettre en r e l i e f ces memes t r a i t s dynamiques dans l e c a r a c t e r e du faux devot mais a. y a j o u t e r d ' a i l l e u r s une n o u v e l l e dimension d ' i n t e r e t et de r i c h e s s e . Nous esperons que no t r e analyse du monde f i c t i f au temps de M o l i e r e , et su r t o u t a 1'epoque de son T a r t u f f e , 101 a r e u s s i a s o u l i g n e r justement ces d i v e r s e s dimensions du personnage p r i n c i p a l . D'abord, i l n'y a aucun doute que T a r t u f f e t i e n t une pl a c e s p e c i a l e dans 1'enorme r e p e r t o i r e molieresque. Le personnage du faux devot e s t , en f a i t , une v e r s i o n mure des Arnolphe, des Harpagon et des M. Jou r d a i n , representant d'une p a r t , un theme e f f r a y a n t et s e r i e u x mais portant d'autre p a r t , des elements comiques et d i v e r t i s s a n t s . D'apres une grande p a r t i e des c r i t i q u e s contemporains, i l n'y a que l e s personnages p r i n c i p a u x des t r o i s grandes comedies, Dom Juan, l e Misanthrope et l e T a r t u f f e qui f r a n c h i s s e n t l e s e u i l entre un type purement comique et un homme de c h a i r et d'os. T a r t u f f e , pour sa p a r t , est non seulement r e a l i s t e comme personnage mais nous pourrions d i r e a l a r i g u e u r q u ' i l possede un dynamisme qui depasse c e l u i de Dom Juan et d ' A l c e s t e car a l a d i f f e r e n c e de ses deux autres grandes comedies, M o l i e r e a consacre beaucoup plus de temps et d'energie a l a pie c e du T a r t u f f e . Les o p p o s i t i o n s de l ' E g l i s e et l e s nombreuses q u e r e l l e s provoquees par l e s ennemis de Mo l i e r e ont f a i t que l a piec e du T a r t u f f e s'est etendue sur une longue periode de c i n q ans et l e c a r a c t e r e du personnage p r i n c i p a l s'est p r o f i t e consequemment de c e t t e l e n t e mais r i c h e e v o l u t i o n t h e a t r a l e . Nous avons analyse, en deuxieme l i e u , l a r e f l e x i o n du c a r a c t e r e de T a r t u f f e dans l e s 'maximes' de La Rochefoucaul. T a r t u f f e e s t , dans c e t t e i n s t a n c e , l a p e r s o n n i f i c a t i o n des idees a b s t r a i t e s car l e personnage f a i t bouger et a g i r l e s p e t i t e s manies dont se moque La Rochefoucauld et i l met en r e l i e f d'une maniere plus simple a v o i r et a comprendre l e s p h i l o s o p h i e s profondes et p a r f o i s complexes de cet e c r i v a i n . Quant au p o r t r a i t du faux devot concu par La Bruyere, i l n'y a pas de doute q u ' i l possede de grandes ressemblances au personnage cree par M o l i e r e . Onuphre possede l e s memes t r a i t s de f a i b l e s s e que T a r t u f f e , i l s t r a v a i l l e n t pour de p a r e i l s mobiles et i l s ont l a meme a t t i t u d e mercenaire et e g o i s t e envers l e s a u t r e s . T o u t e f o i s , ces marques de 102 ressemblances ne diminuent pas 1 ' a u t h e n t i c i t e de ces deux types f i c t i f s ; l ' h y p o c r i t e de Moliere, est< plus, s u b t i l t a n d i s que l e p o r t r a i t de La Bruyere nous annonce directement l e s a c t i o n s et l e s buts du faux devot parce que l a ou Onuphre se r e v e l e volontairement a ses l e c t e u r s , T a r t u f f e r e t i e n t un c e r t a i n element de mystere devant son p u b l i c . Nous voyons done que l e s oeuvres du dix-septieme s i e c l e qui sont fondees sur l e concept de l ' h y p o c r i s i e humaine ne terminent pas avec l e personnage T a r t u f f e mais continuent pendant des annees apres l a c o n c e p t i o n i n i t i a l e du faux devot. La d i s c u s s i o n des oeuvres de M o l i e r e en c o n j o n c t i o n avec c e l l e de La Rochefoucauld et de La Bruyere nous fourni.t a i n s i un cadre chronologique dans ce c h a p i t r e . Cependant, ce qui est encore plus s i g n i f i c a t i f , c ' e s t l a vue l o g i q u e que c e t t e d i s c u s s i o n nous donne sur l e s u j e t des a f f i n i t e s qui e x i s t e n t entre T a r t u f f e , l e s 'maximes' et l e p o r t r a i t d'Onuphre. I I s ' a g i t d'une i n s p i r a t i o n p a r e i l l e dans tous l e s t r o i s cas mais dans aucun des cas ne s ' a g i t - i l pas d'une i m i t a t i o n car chaque c r e a t i o n f i c t i v e est o r i g i n a l e de meme que chaque nouveau-ne deviendra finalement un i n d i v i d u en lui-meme. 103 Notes M o l i e r e ( J e a n - B a p t i s t e P o q u e l i n ) , Le Bourgeois  gentilhomme, ed. Yves Hucher ( P a r i s : Larousse, 1970), p.53 [Toutes r e f e r e n c e s et c i t a t i o n s par l a s u i t e seront t i r e e s de c e t t e e d i t i o n du Bourgeois gentilhomme de M o l i e r e ] 2 M o l i e r e ( J e a n - B a p t i s t e P o q u e l i n ) , L'Avare, ed. Leon L e j e a l l e ( P a r i s : Larousse, 1971), p. 72 [Toutes r e f e r e n c e s et c i t a t i o n s par l a s u i t e seront t i r e e s de c e t t e e d i t i o n de L'Avare de M o l i e r e ] 3 M o l i e r e ( J e a n - B a p t i s t e P o q u e l i n ) , L ' E c o l e des femmes, ed. Gerard S a b l a y r o l l e s ( P a r i s : Larousse, 1~9~70), p. 109 [Toutes r e f e r e n c e s et c i t a t i o n s par l a s u i t e seront t i r e e s de c e t t e e d i t i o n de L'Ecole des femmes de M o l i e r e ] M o l i e r e ( J e a n - B a p t i s t e P o q u e l i n ) , Dom Juan, ed. Leon L e j e a l l e ( P a r i s : Larousse, 1971), p. 104 L Toutes r e f e r e n c e s et c i t a t i o n s par l a s u i t e seront t i r e e s de c e t t e e d i t i o n de Dom Juan de M o l i e r e ] M o l i e r e ( J e a n - B a p t i s t e P o q u e l i n ) , Le Misanthrope, ed. Maurice Rat ( P a r i s : G a m i e r F r e r e s , 1974) p~. 210 [Toutes r e f e r e n c e s et c i t a t i o n s par l a s u i t e seront t i r e e s de c e t t e e d i t i o n du Misanthrope de M o l i e r e ] La Rochefoucauld (Franqois de M a r c i l l a c , due de), Maximes, ed. Jacques Truchet ( P a r i s : G a m i e r F r e r e s , 1967), p~i 2~6" [Toutes r e f e r e n c e s et c i t a t i o n s par l a s u i t e seront t i r e e s de c e t t e e d i t i o n des Maximes de La Rochefoucauld] La Bruyere (Jean de), Oeuvres completes, ed. J u l i e n Benda ( P a r i s : G a l l i m a r d , 1951), p. 400 [Toutes r e f e r e n c e s et c i t a t i o n s par l a s u i t e seront t i r e e s de c e t t e e d i t i o n des Caracteres ou l e s Moeurs de ce s i e c l e de La Bruyere] 104 C o n c l u s i o n La presence des i n f l u e n c e s t h e a t r a l e s , s o c i a l e s et l i t t e r a i r e s dans l e c a r a c t e r e du faux devot est evidente e t , de meme, l a r i c h e s s e que f o u r n i t T a r t u f f e aux d i v e r s domaines de l a l i t t e r a t u r e f r a n c a i s e est i n d e n i a b l e . En mettant l a d e r n i e r e main a notre these, nous cherchons non seulement a s o u l i g n e r ce rapport de concessions mutuelles entre M o l i e r e et ses c o n f r e r e s mais egalement a e t a b l i r p l u s fermement l a s i t u a t i o n du personnage T a r t u f f e et a examiner l a facon dont l e s d i v e r s p o i n t s de chaque c h a p i t r e c o n t r l b u e n t differemment a c e t t e s i t u a t i o n . Dans c e t t e d e r n i e r e p a r t i e a l o r s , i l s' a g i r a d'une r e c a p i t u l a t i o n des p o i n t s importants de chaque c h a p i t r e s u i v i e par une analyse l o g i q u e et chronologique de l a s i t u a t i o n de T a r t u f f e et, en d e r n i e r l i e u , par un commentaire personnel de notre p a r t au s u j e t de M o l i e r e et de.son h y p o c r i t e . Pour ce qui est d'idees p r i n c i p a l e s , commencons par l e c h a p i t r e sur l a Commedia i t a l i e n n e . Nous avons vu q u ' i l y a un rapport S t r o i t entre l e faux devot et l e s masques des I t a l i e n s . Les t r a i t s physiques de T a r t u f f e sont au meme niv e a u que ceux des types de l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e t a n d i s que l e personnage molieresque depasse ses c o n f r e r e s etrangers pour ce qui est de manieres, de gestes et de p s y c h o l o g i e . Notre premier c h a p i t r e souleve a i n s i deux p o i n t s t r e s importants. II s o u l i g n e d'une p a r t , 1'existence d'un rapport entre l e dramaturge f r a n c a i s et l e s comediens i t a l i e n s , et i l montre d'autre p a r t , q u ' i l s ' a g i t d'une qu e s t i o n de concessions mutuelles par o p p o s i t i o n a c e l l e des i m i t a t i o n s pures. De l a part des modeles v i v a n t s du personnage T a r t u f f e , l e r a p p o r t est egalement i n t i m e . Nous avons e t a b l i que du premier groupe de personnages, M o l i e r e t i r e l a substance pour c r e e r son faux devot t a n d i s que du deuxieme groupe, l ' e c r i -v a i n emprunte l e 'piquant' pour e n r i c h i r l e c a r a c t e r e de c e l u i - l a . De nouveau, l e s idees p r i n c i p a l e s du deuxieme 105 c h a p i t r e atteignertt plus d'un but. E l l e s a f f i r m e n t que M o l i e r e o b e i t a sa propre d o c t r i n e l i t t e r a i r e de peindre ^ d'apres nature et notamment l a nature corrompue de son epoque car personne ne p u i s s e n i e r que T a r t u f f e est en f a i t un e x p r e s s i o n t h e a t r a l e des v i c e s humains du dix-septieme s i e c l e . Cependant, en d e p i t de ses c r i t i q u e s severes de ses contemporains, 1 ' e c r i v a i n cherche seulement a observer, a i n t e r p r e t e r et a c r e e r sans v o u l o i r attaquer personne et l e r i c h e r e p e r t o i r e de personnages que nous avons i n c l u s dans l a d i s c u s s i o n du deuxieme c h a p i t r e f a i t preuve de c e t t e a f f i r m a t i o n . Quant a l ' a n a l y s e dans l e t r o i s i e m e c h a p i t r e , i l nous fa u t encore s o u l i g n e r l a presence de deux o b j e c t i f s d i f f e r e n t s . Chaque e c r i v a i n ou philosophe a sa maniere a l u i d ' i n t e r p r e t e r une idee ou un concept; que ce s o i t sous forme d'un type f i c t i f , d'une r e f l e x i o n a b s t r a i t e ou b i e n d'un p o r t r a i t des-c r i p t i f . Dans l e s cas de M o l i e r e , de La Rochefoucauld et de La Bruyere, i l s ' a g i t d'une q u e s t i o n de d i f f e r e n t e s manieres d ' i n t e r p r e t e r l ' h y p o c r i s i e humaine mais c'est d ' a i l l e u r s , une d i f f e r e n c e qui r e l e v e quand meme de nombreuses ressem-blances frappantes. Ayant r e c a p i t u l e l e s idees principal.es de chaque c h a p i t r e , i l nous r e s t e maintenant a p a r l e r de ce que nous voulons d i r e par l e s a f f i n i t e s , l e s rencontres et l e s i n t e r f e r e n c e s du personnage T a r t u f f e et a e x p l i q u e r l e u r importance au temps de M o l i e r e . Nous examinerons en deuxieme l i e u done, l e s themes des t r o i s c h a p i t r e s sous une vue l o g i q u e a u s s i b i e n que chronologique pour v o i r comment l e s memes i d e e s , vues sous un angle d i f f e r e n t , peuvent c o n t r i b u e r differemment a n o t r e c o n c l u s i o n g l o b a l e . Du p o i n t de vue d'un cadre l o g i q u e , i l est c l a i r q u ' i l e x i s t e des t r a i t s communs entre l e personnage T a r t u f f e et c e r t a i n s elements ou personnages des c i n q domaines dont nous avons p a r l e . Le c a r a c t e r e du faux devot se trouve dans l a t r a d i t i o n t h e a t r a l e des I t a l i e n s , dans l a s o c i e t e contemporaine de M o l i e r e , dans l e s maximes de La Rochefoucauld, 106 dans l e s p o r t r a i t s de La Bruyere et d e r n i e r , mais non par ordre d'importance, dans l e temperament des autres personnages molieresques. Notre analyse a montre jusqu'a quel p o i n t T a r t u f f e ressemble aux d i v e r s types mentionnes c i - d e s s u s mais i l r e s t e t r o p vague de s o u t e n i r q u ' i l s ' a g i s s e tout simplement d'un rapport ou d'une ressemblance de t r a i t s physiques ou de manieres. Ayant r e l e v e et d i s c u t e l e s d i v e r s e s s i m i l i t u d e s entre l e personnage T a r t u f f e et l e s a u t r e s , nous cherchons. maintenant a l e s regrouper sous deux c a t e g o r i e s : l e s a f f i n i t e s qui e x i s t e n t entre l e type molieresque et d'autres elements de l a meme epoque, et l e s a f f i n i t e s qui se trouvent entre T a r t u f f e et l e s personnages p r i n c i p a u x des autres comedies du meme e c r i v a i n . La premiere des e n t r e p r i s e s a l a q u e l l e T a r t u f f e est l i e est c e l l e de l a Commedia i t a l i e n n e . Sans t e n i r compte du f a i t . que l e s I t a l i e n s precedent chronologiquement M o l i e r e dans l e monde t h e a t r a l , i l ne peut y a v o i r aucun doute que c'est l ' e c r i v a i n f r a n q a i s qui emprunte des etr a n g e r s . Ce rapport est devenu plus t a r d un rapport de concessions mutuelles mais en ce qui concerne l a conception de T a r t u f f e , ce sont nettement l e s I t a l i e n s qui donnent et M o l i e r e qui en p r o f i t e v D ' a i l l e u r s , i l s ' a g i t d'emprunts d i r e c t s . La concupiscence de Pantalone egale l a p a i l l a r d i s e de T a r t u f f e , l e s marques de paresse et de gourmandise chez H a r l e q u i n sont p a r e i l l e s a c e l l e s de T a r t u f f e et l ' a i r mechant de B r i g h e l l a ne se d i s t i n g u e pas du v i s a g e s i n i s t r e de T a r t u f f e . Par contre, l e s t r a i t s que Mol i e r e t i r e des modeles v i v a n t s de son personnage appartiennent nettement a l a c a t e g o r i e des emprunts i n d i r e c t s . Comme dans l e cas de l a Commedia d e l l ' a r t e , i l n'y a aucun doute que c'est M o l i e r e qui faqonne son h y p o c r i t e d'apres l e c a r a c t e r e de c e r t a i n s nobles ou e c c l e s i a s t i q u e s et non pas v i c e v e r s a . Cependant, 1'ambition de Charpy n'est pas i d e n t i q u e a c e l l e de T a r t u f f e de meme que l e rapport entre l'abbe de Pons et Ninon de Lenclos ne peut pas eg a l e r c e l u i d'entre T a r t u f f e et E l m i r e . Les uns sont des etr e s de c h a i r et d'os dont l e c a r a c t e r e et l e temperament sont, a tous moments, i n f l u e n c e s 107 par des, s i t u a t i o n s r e e l l e s t a n d i s que l e s au t r e s n'appartiennent qu'a un monde f i c t i f ou l e s evenements sont completement con-t r o l e s par c e l u i qui e c r i t . II est evident done que M o l i e r e adopte sans d i f f i c u l t y l e s tendances t h e a t r a l e s des I t a l i e n s dans sa conception du personnage T a r t u f f e . Les types de l a Commedia ont legue au personnage molieresque l e s d e t a i l s de gouts, de manieres, et de t r a i t s physiques et quoique M o l i e r e a i t beaucoup r e u s s i avec l a c r e a t i o n de T a r t u f f e , 1 ' e c r i v a i n f r a n c a i s est l o i n d'etre l e premier a p e r s o n n i f i e r sur l a scene l e s v i c e s d'ambition et d ' h y p o c r i s i e . Nous pouvons a f f i r m e r done que l e s emprunts d i r e c t s des I t a l i e n s c o n s t i t u e n t une espece d ' i n f l u e n c e s dramaturgiques que c e u x - c i '.exercent sur M o l i e r e . Par c o n t r e , 1'existence de l ' h y p o c r i t e f i c t i f est independante de c e l l e des e t r e s r e e l s . II est v r a i que l ' e s p r i t c r e a t e u r de M o l i e r e p r o f i t e beaucoup de ses observ a t i o n s p e r s p i c a c e s du monde r e e l mais r i e n n ' a f f i r m e que 1 ' e c r i v a i n faconne forcement l e c a r a c -t e r e de son personnage d'apres c e l u i d'aucun i n d i v i d u en p a r t i c u l i e r . Les ressemblances entre T a r t u f f e et l e s d i v e r s modeles v i v a n t s ne c o n s t i t u e n t a l o r s qu'une s o r t e de renc o n t r e e n t r i e s l e faux devot et l e s d i v e r s v i c e s humains des hommes du dix-septieme s i e c l e . De l ' a u t r e bout de l a gamme, nous trouvons l e s oeuvres de La Rochefoucauld et de La Bruyere et, l a encore, ce pheno-mene d ' i n f l u e n c e s et de rencontres joue un r o l e s i g n i f i c a t i f . Cette f o i s , < p o u r t a n t , c'est M o l i e r e qui i n s p i r e t a n d i s que l e s deux autres e c r i v a i n s p r o f i t e n t de ses idees et de son e s p r i t p e r s p i c a c e . La Rochefoucauld, pour sa p a r t , n'en p r o f i t e que d'une facon i n d i r e c t e . Comme M o l i e r e , qui em-prunte c e r t a i n s t r a i t s des e t r e s r e e l s pour l e s i n c o r p o r e r dans l e c a r a c t e r e de son type f i c t i f , La Rochefoucauld p r e t e des c a r a c t e r i s t i q u e s du personnage T a r t u f f e pour l e s i n t r o d u i r e dans ses maximes sur l ' h y p o c r i s i e et l a f a u s s e t e humaine. Quant a La Bruyere, i l n'en est que t r o p evident que l e p o r t r a i t d'Onuphre met en r e l i e f l e s memes elements dans l e 108 c a r a c t e r e de T a r t u f f e . Les memes marques de lu x u r e , d'egoisme et de fausse d e v o t i o n chez Onuphre l e mettent nettement au meme niveau que T a r t u f f e et prouvent indubitablement q u ' i l s ' a g i t des p r e t s d i r e c t s de l a par t de La Bruyere. Que ce s o i t des emprunts ou b i e n des p r e t s , nous voyons q u ' i l en e x i s t e de d i r e c t s qui p o u r r a i e n t s'appeler des ' i n f l u e n c e s ' et d ' i n d i r e c t s qui se manifestent p l u t o t sous forme des 'rencontres'. Les a f f i n i t e s qui e x i s t e n t entre T a r t u f f e et l e s c r e a -t i o n s des autres e c r i v a i n s nous a i d e n t a i n s i a v o i r l e s nom-breux sens du mot ' a f f i n i t e s ' et a comprendre jusqu'a quel poi n t i l s e r a i t i n e x a c t de d i r e que T a r t u f f e d o i t sa concept t i o n e n t i e r e a. t e l l e ou t e l l e e n t r e p r i s e ou que t e l e c r i v a i n ou t e l philosophe i m i t e l e faux devot de M o l i e r e . Cone entr ons r. maintenant notre- a t t e n t i o n sur l e s personnages molieresques et l e s a f f i n i t e s que T a r t u f f e partage avec c e r t a i n s de ces autres types crees dans l e meme moule. D'apres l a ch r o n o l d g i e des di v e r s e s p i e c e s de M o l i e r e , nous ne pouvons p a r l e r n i des emprunts n i des p r e t s car l e personnage T a r t u f f e ne p a r a i t pas forcement avant ou apres l e s Arnolphe, l e s Harpagon ou l e s Dom Juan. Ce que nous remarquons s u r t o u t , en e f f e t , c ' est l a faqon dont l a pi e c e T a r t u f f e s'etend sur l'espace des-v.cinq ans que Mol i e r e a mis a e c r i r e l e s autres comedies. En premier l i e u done, on ne peut pas n i e r l e rapp o r t intime entre l e c a r a c t e r e du faux devot et c e l u i du v i e i l l a r d amoureux, de l' a v a r e ou du seducteur. Et en deuxieme l i e u , non seulement s ' a g i t - i l d'un rapport intime mais i l est egalement evident que l e rapport est d i r e c t c ar l e s i n t e r p r e t a t i o n s de gourmandise, de luxure et d ' a v i d i t e sont l e s memes parmi tous l e s personnages m o l i e -resques. Chez l e s I t a l i e n s , l e c a r a c t e r e de T a r t u f f e s ' e n r i s c h i t a f o r c e d'emprunter et de m o d i f i e r l e s c a r a c t e r i s t i q u e s des d i v e r s masques et dans l e r e p e r t o i r e molieresque, ce meme personnage se rend dynamique en combinant dans son temperament l e s nombreux t r a i t s qui se trouvent deja dans l e c a r a c t e r e des autres types f i c t i f s de M o l i e r e . Le 109 phenomene d' i n f luetic es et de rencontres prend a i n s i de nou-v e l l e s dimensions l o r s q u ' i l s ' a g i t des d i v e r s e s c r e a t i o n s du meme e s p r i t et nous pouvons s o u t e n i r que l e s a f f i n i t e s i n t e -r i e u r e s entre T a r t u f f e et d'autres types moli£resques?existent sous forme des ' i n t e r f e r e n c e s ' . En f i n de compte, que ce s o i t des a f f i n i t e s e x t e r i e u r e s ou i n t e r i e u r e s , l e c a r a c t e r e de T a r t u f f e en d e r i v e d'une maniere p a r e i l l e . Les types de l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e et l e s e t r e s de l a s o c i e t e du dix-septieme s i e c l e c o n t r i b u e n t directement et indirectement au developpement de son c a r a c -t e r e t a n d i s que d'autres e c r i v a i n s en p r o f i t e n t egalement d'une facon d i r e c t e et i n d i r e c t e . A l ' i n t e r i e u r du r e p e r -t o i r e de M o l i e r e , l e processus se repete c a r T a r t u f f e emprunte a u s s i b i e n que prete aux autres personnages m o l i e -resques l e s d e t a i l s dynamiques de son c a r a c t e r e . Ayant~ examine l e cadre l o g i q u e , nous tournons maintenant au cadre chronologique et a 1'importance du r o l e que jouent l e s mots 'au temps de M o l i e r e ' . Ce que nous voudrions s o u l i g n e r dans l e cadre chrono-log i q u e c ' e s t s u r t o u t l a facon dont l e s d i v e r s t r a i t s du personnage T a r t u f f e se developpent a mesure que l ' e s p r i t c r e a t e u r de M o l i e r e s'evolue et que sa c a r r i e r e dramaturgique f a i t de progres. Nous pouvons d i v i s e r l e 'temps de M o l i e r e ' en t r o i s p e r i o d e s : l e stade avant l a con c e p t i o n du T a r t u f f e , c ' e s t - a - d i r e l'epoque des debuts de 1 ' e c r i v a i n ou i l commence a remarquer serieusement l e s d i v e r s e s i n s t i t u t i o n s p o l l t i q u e s et r e l i g i e u s e s et q u ' i l se met a a v o i r des ra p p o r t s avec des comediens etr a n g e r s ; l e stade au moment du T a r t u f f e , c ' e s t - a -d i r e l a periode ou l a c a r r i e r e t h e a t r a l e de M o l i e r e bat son p l e i n et que l e s personnages molieresques sont l e s plus dynamiques; et finalement, l e stade apres l a pie c e du T a r t u f f e , c ' e s t - a - d i r e l e moment ou d'autres e c r i v a i n s se mettent a glaner quelques idees de M o l i e r e et de son c e l e b r e faux devot. Les idees p r i n c i p a l i s dans l e s deux premiers c h a p i t r e s de n o t r e these c o n s t i t u e n t l e noyau du premier stade. Les 110 t r a i t s des masques de l a Commedia d e l l ' a r t e et l e c a r a c t e r e des d i v e r s personnages r e e l s que M o l i e r e rencontre au cours de ses voyages et de sa c a r r i e r e f o u r n i s s e n t a l a conception de Tar-t u f f e une p a r t i e i n d i s p e n s a b l e . La t r a d i t i o n i t a l i e n n e p r e t e a l ' e c r i v a i n l a charpente ou l a s q u e l e t t e de son faux devot car e l l e l u i explique l e s elements e s s e n t i e l s d'un type f i c t i f t e l l e que 1'importance des gestes, des costumes et des expre-ssions du v i s a g e . Les modeles v i v a n t s , pour l e u r p a r t , donnent a M o l i e r e , l a substance dont i l a beso i n pour completer son personnage comique en l u i montrant le;s d e t a i l s f i n s de l'ego-isme, de l ' h y p o c r i s i e et des e s p r i t s corrompus qui e x i s t e n t en toutes s o c i e t e s et toutes c i v i l i s a t i o n s . Les I t a l i e n s 1'aident a i n s i a d e s s i n e r l e contour pendant que l e s modeles v i v a n t s l ' a s s i s t e n t a l e r e m p l i r . Au deuxieme stade, i l s ' a g i t d'un enrichissement de ce de s s e i n . Notre d i s c u s s i o n des autres personnages molieresques analyse s u r t o u t l a facon dont M o l i e r e se s e r t de son experience aupres des types comme Arnolphe et Harpagon pour e n r i c h i r , en premier l i e u , l e c a r a c t e r e de son h y p o c r i t e et pour a j o u t e r , en deuxieme l i e u , un element d ' a u t h e n t i c i t e a son T a r t u f f e qui l e d i s t i n g u e r a i t de tout autre personnage f i c t i f a u s s i b i e n que r e e l . En ce qui concerne l e d e r n i e r stade, i l est non pas questio n de developper davantage l e c a r a c t e r e de T a r t u f f e mais de l e pr e s e r v e r dans l e s e s p r i t s des hommes durant l e s annees apres l a r e p r e s e n t a t i o n de l a piece et meme p o s t e r i e u r e s a l a mort de M o l i e r e . II est v r a i que l e personnage T a r t u f f e ne joue pas l e meme r o l e dans l e s oeuvres des e c r i v a i n s comme La Rochefoucauld ou La Bruyere mais i l n'en est pas moins v r a i que l e s t r a i t s de son c a r a c t e r e p e r s i s t e n t dans l e s themes des maximes et des p o r t r a i t s . Ce d e r n i e r stade dans l e cadre chronologique marque egalement l a d e r n i e r e etape dans 1'evo-l u t i o n du c a r a c t e r e de 1'hypocrite et comme tout processus d ' e v o l u t i o n , l a chose peut t r e s b i e n changer de forme' et d'apparence sans changer de sens ou de theme fondamental. I l l Vu sous un angle l o g i q u e a l o r s , l e c a r a c t e r e du faux devot egale une combinaison d ' i n f l u e n c e s , de rencontres et d 1 i n t e r f e r e n c e s avec d'autres personnages des d i v e r s e s e n t r e -p r i s e s du dix-septieme s i e c l e . Dans 1'analyse chronologique, nous voyons que ce personnage T a r t u f f e joue un r o l e important a chaque etape de l a c a r r i e r e de l ' e c r i v a i n qui l ' a cree e t , p a r e i l a l ' e c r i v a i n , i l c o n t i n u e r a a toucher 1 ' e s p r i t de tous l e s gens qui savent a p p r e c i e r l e s complexites de l ' u n i v e r s t h e a t r a l et l i t t e r a i r e . A n o t r e a v i s , l e T a r t u f f e de M o l i e r e est l ' u n des comedies l e s plus s e r i e u s e s du r e p e r t o i r e t h e a t r a l de l ' e c r i -v a i n , et de meme, l e personnage p r i n c i p a l de c e t t e p i e c e est l'un des moins comiques parmi l e s personnages molieresques. La d i s c u s s i o n des types de l a t r a d i t i o n i t a l i e n n e et s u r t o u t des autres types f i c t i f s crees par M o l i e r e nous a montre jusqu' a quel p o i n t l e comique de T a r t u f f e depend des gestes et des manieres d ' a u t r u i . Les t r a i t s physiques et psychologiques du faux devot i n s p i r e n t un sentiment de peur et de malaise p l u t o t que d'humour mais l a r e a c t i o n des autres personnages sur l a scene et l e u r a t t i t u d e envers 1'hypocrite provoquent c e r t a i n e -ment l e r i r e et f o u r n i s s e n t , d ' a i l l e u r s , une espece d ' i n t e r -v a l l e comique a une s i t u a t i o n autrement sombre et t r o u b l e e . Nous trouvons que ce comique i n d i r e c t c o n s t i t u e l'un des p r i n c i p a u x elements qui c o n t r i b u e au dynamisme du personnage T a r t u f f e e t , consequemment, a l a grande r e u s s i t e de l a comedie meme. Un au t r e element q u i , a n o t r e a v i s , c o n t r i b u e enorme-ment au succes du T a r t u f f e et son personnage p r i n c i p a l , c ' e s t l e r o l e que joue l a s i t u a t i o n p e r s o n n e l l e de M o l i e r e au moment de l a p i e c e . L'etude des d i v e r s n obles, r e l i g i e u x et c o u r t i -sans prouve non pas que l e dramaturge est un homme v i n d i c a t i f mais q u ' i l cree et c o n c o i t non seulement de 1'imagination pure mais egalement a l ' a i d e de 1 ' i n s p i r a t i o n que f o u r n i s s e n t l e s evenements de l a v i e r e e l l e . I I s e r a i t t r o p i n j u s t e d e d i r e 112 que M o l i e r e donne naissance au personnage hypocrite! dans l e s e u l but de se venger contre lesnprudes et l e s p e t i t s e s p r i t s de son temps qui s'opposent au t h e a t r e comique, mais i l s e r a i t a u s s i inexact de s o u t e n i r que l e s sentiments personnels de 1 ' e c r i v a i n sont completement d i v o r c e s de ses personnages et que l a ressem-blance de c a r a c t e r e entre T a r t u f f e et Conti ou Lamoignon ou l'abbe de Pons n'est qu'une pure c o i n c i d e n c e . Tout e c r i v a i n se consacre en p a r t i e a son t r a v a i l et a ses c r e a t i o n s e t , dans l e cas de T a r t u f f e , c ' e s t justement c e t t e c o n t r i b u t i o n de l a part de M o l i e r e qui f a i t du faux devot un personnage qui se t i e n t sur l a f r d n t i e r e entre' un type f i c t i f et un homme de c h a i r et d'os. Une d e r n i e r e chose que nous trouvons e x c e p t i o n n e l l e parmi tous l e s personnages molieresques et p a r t i c u l i e r e m e n t dans l e cas de T a r t u f f e , c'est l a nature e t e r n e l l e et u n i v e r -s e l l e de l e u r s t r a i t s de c a r a c t e r e . En d e p i t des t r o i s cents ans qui separent l a s o c i e t e contemporaine de M o l i e r e du monde moderne de nos j o u r s , nous n'eprouvons aucune d i f f i c u l t y a nous r a p p o r t e r aux concepts d'ambition, d'egoisme et de concupiscence t e l s q u ' i l s sont r e f l e t e s dans l e temperament de l ' h y p o c r i t e . L'etude des maximes et des p o r t r a i t s de La Rochefoucauld et de La Bruyere s e r t justement a r e n f o r c e r ce p o i n t c a r , eux a u s s i , r e u s s i s s e n t a r e c a p i t u l e r l e s memes idees p r i n c i p a l i s dans l e u r s oeuvres malgre l a d i f f e r e n c e de v a l e u r s , de moraux et de s i t u a t i o n s p e r s o n n e l l e s qui d e v a i t e x i s t e r entre c e u x - c i et 1'auteur du T a r t u f f e . B r e f , l a pi e c e du T a r t u f f e , comme l e c a r a c t e r e de son personnage p r i n c i p a l , ne manque pas d ' o r i g i n a l i t e ou de v i t a l i t e grace au temps et a l ' e n e r g i e que Moliere^ a accepte d'y con-sa c r e r . De meme, y ayant consacre beaucoup d ' i n t e r e t et de recherches, nous pensons que n o t r e these a repondu, jusqu'a un c e r t a i n p o i n t , au grand b e s o i n des recherches sur T a r t u f f e et p e u t - e t r e e c l a i r e r a - t - e l l e une etude encore mieux c i r c o n -s c r i t e de l a conc e p t i o n , de l a nature et des i n f l u e n c e s du c a r a c t e r e complexe du c e l e b r e faux devot de M o l i e r e . 113 B i b l i o g r a p h i e E d i t i o n s des Oeuvres de M o l i e r e M o l i e r e , J.-B. P o q u e l i n ( d i t ) . L'Avare, e d i t i o n Leon L e j e a l l e , P a r i s : : L a r o u s s e , 1971. — Le Bourgeois gentilhomme e d i t i o n Yves Hucher. P a r i s : Larousse, 1970. 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