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La influencia del existencialismo en las novelas de Ernesto Sábato Gadsby, Arlette 1980

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LA INPLUENCIA DEL EXISTENCIALISMO EH LAS NOVELAS DE ERNESTO SABATO by ARLETTE GADSBY B.A., Universite d*Aix-en-Provence, 1973 A THESIS SUBMITTED IN PARTIAL FULFILLMENT OF THE REQUIREMENTS FOR THE DEGREE OF THE FACULTY OF GRADUATE STUDIES \ Department of Hispanic and I t a l i a n Studies We accept t h i s thesis as conforming to the required standard THE UNIVERSITY OF BRITISH COLUMBIA MASTER OF ARTS i n October, 1980 c) A r l e t t e Gadsby, 1980 In presenting this thesis in partial fulfilment of the r e q u i r e m e n t s f o r an advanced degree at the University of Brit ish C o l u m b i a , I a g r ee t h a t the Library shall make it freely available for r e f e r e n c e and s t u d y . I further agree that permission for extensive copying o f t h i s t h e s i s for scholarly purposes may be granted by the Head o f my Department o r by his representatives. It is understood that copying o r p u b l i c a t i o n o f this thesis for financial gain shall not be allowed without my written permission. Department of Hispanic & I t a l i a n Studies The University of Brit ish Columbia 2 0 7 5 W e s b r o o k P l a c e V a n c o u v e r , C a n a d a V 6 T 1 W 5 Date 14 - 10 - 1980 ABSTRACT Novelista y ensayista argentine contemporaneo, Ernesto S£bato ( pertenece a un grupo de escritores que i n i c i a r o n en l a segunda mitad del s i g l o veinte, una renovacion temdtica y formal en l a n o v e l i s t i c a hispanoamericana. Nuestro estudio se ha limitado a poner de r e l i e v e l a modalidad e x i s t e n c i a l de las novelas de Sabato, como una de las tendencias adoptadas por los autores actuales que h i c i e r o n del hombre e l centro de sus preocupaclones y denunciaron en sus obras , los c o n f l i c t o s propios de l a condicidn humana, apart^ndose asf de l a realidad documental y del p a n f l e t a r i s - mo. Antes de pasar a l a n d l i s i s de las obras del autor* hemos intentado dar una d e f i n i c i o n de l a f i l o s o f f a e x i s t e n c i a l y de destacar los temas que l a earacterizan, temas que constituyen e l eje de l a produccion l i t e r a r i a sabatiana. En E l tunel, Sobre heroes y_ tumbas y Abaddon, e l exter- minador hemos podido comprobar e l enfrentamiento perpetuo del ser con su existencia, punto central de l a f i l o s o f f a e x i s t e n c i a l , y revelar l a angustia, l a soledad y e l desamparo que los personajes experimentan frente a l absurdo. A l estudiar estas novelas, hemos destacado, por una parte, una evolucion en l a s e n s i b i l i d a d e x i s t e n c i a l de S a b a t o quien en su segunda obra de f i c c i o n rompe su f i l i a c i o n d i r e c t a con los f i l o s o f o s existenciales europeos, f i l i a c i o n que se hace patente en E l tunel, para expresar problemas metaffsieos propios de su i i pais en busca de una identidad. Abaddon, e l exterrninador, su ultima obra, constitute e l coronamiento de l a creacidn a r t f s t i c a de Sdibato en e l sentido de que en esta novela e l autor quiso expresar e l caos e s p i r i t u a l no ya de un individuo corao en E l tunel, o de una nacion, como en Sobre heroes y_ tumbas, sino del hombre moderno universal, dominado por l a meiquina. Esta evolucidn tematica se acompana a su vez, de una revolucidn en los metodos tecnicos erapleados. En su esfuerzo por plasmar l o s problemas metafisicos del hombre universal Sa*bato recurre, en su ultima novela particularmente, a una tecnica extremadamente variada, vehiculo de su pensamiento y expresidn d e l mundo deshumanizado e i n i n t e l i g i b l e donde vivimos. De modo que l a novela viene a s i g n i f i c a r para Sa'bato un intento de aprehension del ser confuso y contradictorio de l mundo de hoy, e l r e f l e j o e s t e t i c o de una concepcion universal e x i s t e n c i a l i s t a . i i i CONTENIDO Capltulo P^gina I. SABATG Y LA NOVELA HIS PA NOA MERICAHA 1 I I . EL EXISTENCIALISMO 8 I I I . EL EXISTENCIALISMO DE ERNESTO SABATO 20 IV. EVOLUCIOR DEL EXISTENCIALISMO EN LAS NOVELAS DE ERNESTO SABATO 36 CONCLUSION 104 NOT AS 108 BIBLIOGRAPIA SELECTA 113 i v CAPITULO I SABATO Y LA NOVELA HISPANOAMERICANA Varias tendencias en e l desarrollo de l a l i t e r a t u r a l a - tinoamerieana revelan los esfuerzos que han hecho los e s c r i - tores actuales para incorporar a e l l a los conceptos Ideologi- cos e s t i l f s t i c o s de l a l i t e r a t u r a mundial contemporajiea. D i - vorciandose de los intereses intelectuales internacionales, las generaciones anterlores de escritores preferfan concen- trarse en realidades l o c a l e s , en problemas sociales p o l i t i c o s o econdmicos de tipo regional. Aunque l a novela latinoameri- cana de l a ultima ddcada no ha logrado por completo deshacer- se de este regionalismo, podemos decir que ha madurado de ma- nera s i g n i f i c a t i v a , dejandose penetrar por las corrientes f i - l o s d f i c a s y l i t e r a r i a s modernas. Empieza a lograrse l a s u s t i - tucidn de l a imagen de l a geograffa por otra ma's apetecible para e l l e c t o r de hoy: l a imagen del hombre de todas partes, de dse que tras l a mudanza de c i e l o s y constelaciones se r e - conoce en los mismos problemas y en angustias y apetencias se- me jantes. Es deeir, Inlciase e l retroceso del hombre perdido en l a inhdspita geograffa, a merced de e l l a , tragado por e l l a , como l a tr£gica caravana de la vor£gine, para dar paso a l o que hoy es legftimo obje,^o de busqueda en l a novela universal. Se ha producido,pues, un ensanchamiento en los temas de l a no- v e l f s t i c a latinoamericana: las angustias, inquietudes e i n t e - rrogaciones que estos temas contienen alcanzan ahora una lengua comun: l a de nuestra drama*tica e i n c i e r t a contempora- neidad. Esta ultima, claro est£, no puede lim i t a r s e a parce- l a s } pro vine ias n i lindes geogra'f i c a s , en cuanto a experiencia humana general. Mudada de geograffa l a existencia del hombre queda como comun denominador de l o que hoy a todos, en d i s - t i n t o grade, nos mueve o inquieta: E l e s c r i t o r latinoamericano—escribe Car- los Puentes—deja de ser un ente pintores- co y regional, para situarse frente a l a condicion humana. Los latinoamericanos son contemporaneos de todos los hombres y pueden, eontradictoria, justa y t r ^ g i e a - mente ser universales, escribiendo sobre los hombres de Peru, Argentina, M e x i c o y Chile. Y esta contemporaneidad no s<5lo se da como pregunta d i r i g i d a a l presente l a - tinoamericano que subitamente es parte de un presente humano, sino tambie'n, con i n t e - rrogacidn-,a un futuro que cada vez mas, se- ra: comun. S i observamos e l vario con;)unto actual de l a expresidn noveles- ca latinoamericana, asentiremos con Carlos Puentes en que ha disminuido lo que e l llama "sentimentalismo popular." 2 Para- lelamente e l elemento s o c i a l beligerante se atenua en bene- f i c i o de un arte ma's equilibrado y sereno.de tendencia uni- v e r s a l i s t a . Adema"s, un considerable sector de l a narrativa l a - tinoamericana se aparta de l a denuncia y l a protesta s o c i a l para encauzarse por l a ruta de l a nueva f i c c i o n que, s i n de- jar de ser " s o c i a l , " se acerca en materia y forma a los gran- des modelos universales de l a narracion: aquella que tiende a centrarse en los problemas del hombre i n t e r i o r . La novela t r a d i c i o n a l , capturada en las redes de l a rea- l i d a d inmediata, podia apenas r e f l e j a r l a . Por e l l o , e l hombre era simplificado erroneamente en un esquema de "buenos" y 3 "malos," de "progresistas" y "retrogrados." Un hombre exterior, del cual novelistas como Romulo Gallegos descubrfan e l caracter pero eran incapaces de escrutarlo en e l fntimo encrespa- miento de las v i c i s i t u d e s y e o n f l i c t o s . La nueva narrativa hispanoamericana avanza ahora en busca de las grandes v i s i o - nes e interpretaciones del hombre de hoy, que se debate en las nuevas vora^gines que son las ciudades y se pierde en sas propios laberintos mentales. Esta nueva narrativa tiende hoy l a mirada a l desarrollo y a l ahondamiento de caracteres, a las inmersiones totales en e l drama contemporaneo que es e l de todos los hombres de Bombay o de Londres, de Bogota" o de Buenos A i r e s . E l interes que los escritores latinoamericanos manifles- tan ahora hacia e l hombre " i n t e r i o r , " entregado a sus angus- t i a s metaffsicas, constituye, pues, una de las novedades de l a novela a c t u a l . Ya no se interesan tanto los es c r i t o r e s en e l hombre externo, abstracto, f i c t i c i o del s i g l o pasado, sino m^s bien en e l hombre-realidad t o t a l , observado en su conjun- to de ser objetivo y subjetivo, complejo, fragmentado, i r r a - c i o n a l , en lucha consigo mismo, con sus angustias nacidas de l a civilizaei<5n moderna deshumanizada y deshumanizadora. E l novel i s t a latinoamericano actual se concentra mas ahora en l a vida fntima del hombre, en su existeneia, que es hoy motivo de preocupacion y congoja. Lo observa desde dentro y vive con e l su c r i s i s y su tragedia. E l hombre de hoy existe rodeado ya no por una naturaleza h o s t i l , sino por una ciudad h o s t i l 4 que l o despersonaliza y l o a n i q u i l a . Es a l l f , donde tiene que i r e l a r t i s t a , a l a btSsqueda del feo hombre concreto de nuestros dfas, es declr del hombre limitado, enajenado, cogi- do en una vida i n s i g n i f i c a n t e y vacfa, desprovisto de los va- lores morales y r e l i g i o s o s tradicionales que ya no son valo- res aplicables dentro del ritmo retpido de una realidad i n c i - piente. Muchos de los nuevos esc r i t o r e s latinoamericanos con- tempor^neos hacen d e l hombre e l centro de sus novelas, plan- tean sus problemas ex i s t e n c i a l e s , problemas que l o universa- l i z a n , ya que son comunes a todos los seres humanos. E l es- c r i t o r actual est5 en busca e l tambie"n de una identidad, de un sentido de l a vida, valores que se han perdido en medio de l a c o s i f i c a c i o n a l a que esta! sujeto nuestro mundo, y u t i l i z a su arte, su trabajo* su actividad moral para que e l individuo recobre su autenticidad y vuelva a ser hombre. Dentro de los escritores latinoamericanos que desempe- fiaron este papel de denuncia y rescate sobresale l a f i g u r a de Ernesto Sa'bato, no v e l i s t a y ensayista argentino, cuyas f i c c i o - nes van a ser e l objeto de nuestro trabajo porque son m^s representativas de l a nueva novela latinoamericana, llamada novela e x i s t e n c i a l o novela del hombre, porque tiene por tema a l hombre, a l existente en su t o t a l i d a d . En E l e s c r i t o r y sus fantasmas, escribe Setbato: Nunca como hoy l a novela se ha mostrado tan interesada en e l conocimiento del hombre.c. . . E l existencialismo actual, l a fenomenologfa y l a l i t e r a t u r a contem- poranea constituyen en bloque l a busqueda 5 de un nuevo conocimiento mats prof undo y complejo* pues incluye e l i r r a c i o n a l mis- t e r i o de l a existencia. La novedad del existencialismo consiste, como l o veremos, en e l hecho de que para conocer a l hombrevi prescinde de 16s s i s - temas c i e n t f f i c o s y f i l o s o f i c o s elaborados en e l s i g l o pa- sado, que reducfan a l hombre a un esquema, a una abstraccidn. E l existencialismo y l a l i t e r a t u r a e x i s t e n c i a l no se adhieren a ningun sistema, se centran en l a vida humana misma, en e l "yo n del ser humano para conocerlo en su intimidad, en sus eonflictos i n t e r i o r e s . La atraccidn de las novelas de Sa"bato radica, por una parte, en e l hecho de que ha logrado humanizar en e l l a s l a angustia metaffsica del hombre en esta epoca de c r i s i s , y por otra parte, como lo veremos tambien, en l a af o r - tunada fusion de forma y contenido. Sus novelas se pueden le e r como e l fracaso del hombre hipersensible, s o l i t a r i o , en busca de s f mismo dentro del universo mecanizado que ha construido y en e l que ya no puede reconocerse. La narrat i v a de Sa'bato es esencialmente e x i s t e n c i a l i s t a porque en e l l a do- mina l a angustia que constituye e l sfmbolo de l a soledad im- p l f c i t a en e l e x i s t i r . Segiin Sa!bato, e l existencialismo es tambidn l a f i l o s o f f a que expresa mejor l a c r i s i s de nuestro tiempo: Las doctrinas son l a expresidn de l a epo- ca en que se enuncian. Asf como l a f i l o - s o f f a estoica nace siempre en e l despo- tism©, asf como e l marxismo expresa e l es- p f r i t u de una sociedad que nace v i o l e n t a - mente a l a i n d u s t r i a l i z a c i d n , e l existen- 6 cialismo tradujo l as angustias del hombre que vlve e l derrumbe de una c l v i l i z a c i o n t e c n o l d t r i e a . ( E l ^ s c r i t o r , p. 65) De l o dicho anteriormente podemos deducir que l a l i t e r a t u r a r e f l e j a necesariamente las preocupaeiones y l a vida de una e- poca y que actualmente es l a l i t e r a t u r a de tendencia existen- c i a l i s t a l a que expresa mejor los problemas inherentes a nuestra c l v i l i z a c i o n mecanizada y robotizada. De aquf e l cam- bio de orientacion que l a l i t e r a t u r a ha sufrido ultimamente. La l i t e r a t u r a actual se interesa entre otras cosas, en e l hombre i n t e r i o r porque vivimos un perfodo de c r i s i s en que e l individuo l o pone todo en cuestidn y partieularmente su existencia de ser concreto, a saber de "ser-para;*la-muerte. Poco l e importa l a conquista del mundo exterior. Esta! ahora a l a conquista o a l a reconquista de s i mismo. La l i t e r a t u r a sigue asi* e l ritmo de las preocupaeiones humanas: La preocupacidn del ser humano ha estado siempre sometida a un ritmo: del universo a l yo y del yo a l universo. Hoy e l hombre di r i g e su atencidn a su propio mundo i n - t e r i o r y e l gran tema de l a l i t e r a t u r a no es ya l a aventura del hombre lanzado a l a conquista del munda externo sine l a aven- tura del hombre que explora los abismos y cuevas de su propia alma. ( E l ^ s c r i t o r , p. 39) E l existencialismo parece manifestarse a l a vez como on fend- meno s o c i a l y l i t e r a r i o . Arranca de una sociedad enferma que a su vez estet r e f l e j a d a en l a l i t e r a t u r a de nuestro tiempo. Como l o sabemos, e l arte es l a expresidn de l a sociedad de l a que ha nacido. Sobre esta cuestidn tendremos l a oportunidad de hablar ma's adelante a l estudiar las novelas de S£bato,que 7 justamente nos interesan por ser un testimonio de l a c r i s i s de nuestro s i g l o . Lo que nos toca hacer ahora, antes de ahon- dar en l a obra de nuestro autor, es t r a t a r de ver lo que ha producido e l surgimiento del existencialismo en l a l i t e r a t u - r a de nuestro s i g l o y de destacar sus c a r a c t e r f s t i c a s esen- c i a l e s . Este estudio constituira' e l punto de partida de nues- tro trabajo, destinado a mostrar como e l existencialismo ha pa- sado del dominio de l a f i l o s o f f a a l de l a l i t e r a t u r a no solo en Europa, donde se origind, sine tambidn en Amdrica l a t i n a . Esto l o comprobaremos a l adentrarnos en las obraB de SaVbato, cuyas f i c c i o n e s son l a expresidn m£s c l a r a de esta nueva es- t e t i c a y de esta nueva v i s i d n del hombre que ha trafdo l a f i l o s o f f a e x i s t e n c i a l . CAPITULO II EL EXISTENCIALISMO S i e l existencialismo l l e g d a desempenar on papel desta- cado en l a expresion l i t e r a r i a de nuestro s i g l o es porque ambos tuvieron e l mismo objetivo: e l de dar forma y de denun- c i a r l a c r i s i s metaffsica del hombre contempor£neo. La evo- lucidn de l a s e n s i b i l i d a d l i t e r a r i a de nuestro siglo ;que corre pareja a una v i s i o n f i l o s o f i c a del hombre y del mundo, r e s u l t a incomprensible s i se a i s l a de los sucesos acaecidos en esta t i e r r a y su i n f l u e n c i a sobre e l e s p f r i t u humano. S i l a novela en nuestra dpoca ha evolucionado de l a psicologfa a l a condi- cidn humana l a causa hay que buscarla en los acontecimientos h i s t d r i c o s que siguen l a primera guerra mundial. E l desastre econdmico de los aftos t r e i n t a , e l hambre, l a creciente inseguridad de los destinos ante l a amenaza de una nueva guerra, e l espectaculo de l a guerra f r a t i c i d a en Espafla, contribuyeron a fomentar una conciencia e t i c a de seriedad y responsabilidad, con e l miindo y con e l propio "yo." La l i b e r t a d se entiende como una responsabilidad. Esta l i b e r t a d se hard entonces tratgica y l a angustia dominara* l a vida del hombre y l a l i t e r a t u r a . Pasado e l primer cuarto del s i g l o , los escritores comen- zaron a s e n t i r con p a r t i c u l a r intensidad esa angustia frente a l futuro y vacfo i n t e r i o r de las almas. Aparecid un grupo de escritores consagrados a l culto de l a accidn. La accidn se convierte en aprendizaje que pone a l hombre frente a sf mismo y l e obliga a tomar una decisidn responsable: "Ser hombre es 8 9 precisamente ser responsable. Es conocer l a verguenza f r e n - te a una miseria que no parece depender de e*l."-* Estas pala- bras de Saint-Exupery nos revelan que l a l i t e r a t u r a contem- pora"nea europea,, ya se encuentra,en l a ddeada de los aiios t r e i n t a , en un n i v e l etico sobre todo frente a l riesgo.de l a muerte implicit© en l a aventura que remite a l hombre a s i mismo y l e hace reconocer l o que hay en 61 de necesidad y f i - n itud. "Se eree que e l hombre es l i b r e . . . No se ve l a cuer- da que l e ata a l pozo, que l e ata como. un corddn umbilical a l vientre de l a t i e r r a . S i e l da un paso m£s, muere."^ Pero s i toda l a l i t e r a t u r a europea, hacia l a tercera decada del pre- sente s i g l o , se hace ma's e x i s t e n c i a l en l o que se r e f i e r e a l a preocupacidn del e s c r i t o r por encontrarse a s i mismo y de- f i n i r su posicion en e l mundo, l a f i l o s o f l a e x i s t e n c i a l i s t a no vino a alcanzar amplia d i f usi<5n hasta despue*s de l a Se- gunda Guerra Mundial. A r a l z de l a experiencia b e l i c a mets temible padecida por l a humanidad, e l ambiente era propicio a l a aceptacidn de una f i l o s o f l a preocupada por l a re a l i d a d an- gustiosa y drama'tica del ser humanely a s l fue como e l exis- tencialismo l l e g o a l publico principalmente a traves de quie- nes como Sartre, Qamus y De Beauvoir i l u s t r a r o n su tema'tica filo8<5fica en obras de f i c c i d n que tambiln reflejaban e l am- biente conmovido de l a dpoca. E l impacto de l a Segunda Guerra fue decisivo y profundo para las conciencias, dando lugar, por tanto, a l a aparicidn de una l i t e r a t u r a de situaciones extre- mas. Jean Paul Sartre ha e s c r i t o en un a r t i c u l o sobre los aiios de l a ocupacidn alemana en Francia, l a importancia existen- c i a l de aquella drama'tica experiencia: E l e x i l i c , e l cautiverio, sobre todo l a muerte que tan hatbilmente disfrazamos en las epocas dichosas, se hacfan e l objeto perpetuo de nuestra preocupacion, nos en- sefiaban que no son accidentes evitables n i s i q u i e r a amenazas constantes pero ex- t e r i o r e s : habfa que reconocerlos como nuestra saerte, nuestro destino, e l o r i - gen profundo de nuestra re a l i d a d humana; a cada segundo vivfamos en toda su p l e n i - tud e l si g n i f i c a d o de esta pequefta f r a s e 7 banal: "Todos los hombres son mortales." E l existencialismo hizo pues su aparicion en l a l i t e r a t u r a europea de nuestro s i g l o a ra f z de las dos guerras mundiales y de los trastornos que trajeron en l a vida y en e l pensa- miento de los hombres. De repente los escritores ven en e l ser humano a un ser limitado, f i n i t o , mortal,tr^gicamente prisionero de un destino y de acontecimientos exteriores que no se pueden enfrentar o resolver mediante sistemas f i l o s d f i - cos o c i e n t f f i c o s a b s t r a c t o s ^ que sobrepasan los poderes de l a razdn y de l a i n t e l i g e n c i a . Del hombre idea, abstracto, objeto de disertaciones f i l o s o f i c a s y c i e n t f f i c a s , se pasa a l hombre concreto, mortal, de situaciones %xtremas" E ^ heroe todopoderoso de l a novela t r a d i c i o n a l toma ahora las caracte- r f s t i c a s del antiheroe, impotente y solo frente a sa destino. E l and'lisis de l a existencia concreta es e l primer gran tema de todo e l existencialismo.En los i n i c i o s de este movi- miento como f i l o s o f l a moderna, Kierkegaard hace del i n d i v i - duo, de su experiencia concreta,el tema central de su pensa- miento. La r e f l e x i o n kierkegaardiana y con e l l a l a del exis- tencialismo posterior, se d i r i g e priraariamente a l existente cuya singularldad concreta no puede ser reabsorbida por nin- gun concepto o Idea Absoluta: ttUn ser humano existente p a r t i - cular no es seguramente una Idea, y su existencia es segora- mente algo muy diferente de l a existencia conceptual de l a Q Idea." E l enfrentamlento con l a existencia humana, pues, ya desde Kierkegaard, conduce a una de las c a r a c t e r i s t i c a s fun- damentales de l a f i l o s o f f a contempor£nea, l o que William Ba- r r e t llama " l a btlsqueda de lo concreto" (The search f o r the concrete). Cuando Kierkegaard se pregunta ^que es e l pensa- miento concreto?, su respuesta l l e v a i m p l f c i t a una concepcion comun a todos los e x i s t e n c i a l i s t a s , del hombre como un ser finite*, ligado indefectiblemente en su pensamiento a circuns- tancias de espacio y tiempo: iQue es e l pensamiento concreto? Es e l pensamiento en r e l a c i d n con un pensador y con algo definido y p a r t i c u l a r que es e l pensamiento, l a existencia ddndole a l pensador existente,el pensamiento, e l tiempo y e l lugar. La tarea del pensador e x i s t e n c i a l consiste en d i r i g i r s e a l ser humano, e l cual se siente comprometido en su propio exis- t i r . 1 ] " E l pensador e x i s t e n c i a l concentra su energfa sobre e l hecho de ser un individuo existente, lo que supone basicamen- te su enfrentamiento con una decisidn. E l e x i s t i r es elecci<5n, optar por ser o no ser un individuo. Para e l existencialismo e l encuentro con l a existencia no se efectua cartesianamente, mediante e l pensamiento, sino en l a situaci<5n concreta que implica un acto l i b r e de decision donde l a vida i n d i v i d u a l se 12 pone en juego. Cuando Sartre afirma que n e l hombre no es o- tra cosa que lo que e l se hace," esta! postulando e l mismo p r i n c i p i o de l a subjetividad r a d i c a l del e x i s t i r que encon- tramos en Kierkegaard. Segun Sartre: Llexistence precede 1* essence . . . cela s i g n i f i e que l'homme existe d'abord . . . et q u ' i l se d e f i n i t apres. . . L'homme est non seulement t e l q u ' i l se concoit mais t e l q u ' i l se veut, et comme i l se concoit aprds 1 'existence, comme i l se veut apres cet elan vers 1 'existence; l'homme n'est r i e n d'autre que ce q u ' i l se f a i t . T el est le 2premier principe de 1•existencialisme. Para e l existencialismo l a existencia humana no se sustenta en un p r i n c i p i o intemporal y eterno sino que consiste justa- mente en un devenir, en un perpetuo hacerse en e l tiempo. La existencia, como l i b e r t a d , es r a d i c a l contingencia, fluctuan- do entre l a p o s i b i l i d a d de ser y no ser. Diferente a todos los demas seres d e l universo, e l hombre es e l unico que tiene que a c t u a l i z a r su e x i s t i r en un proceso constante y dina"mico de auto-creacidn. D'@ ahf l a angustia, concepto fundamental de todo e l existencialismo, dilucidado por Kierkegaard en su tratado, E l concepto d£. la. angustia. Para Kierkegaard, l a angustia es algo d i s t i n t o del miedo y de conceptos similares, en cuanto estos se r e f i e r e n siempre a algo definido. La an- gustia, en cambio surge de l a condicidn misma de l a existen- c i a humana como ser f i n i t o y limitado; es l a expresidn de l a revelacidn del sujeto existente como l i b e r t a d , como p o s i b i l i - dad, es decir como algo que no es nada todavfa. La angustia es una categorfa decisiva de l a existencia en cuanto nos r e - 13 mite a nuestro nyo" concreto, impidiendo su disolucion en l a nada de l o general y c o l e c t i v o . E l l a demanda de cada existen- te que asuma su hupianidad no como un objeto sino como un que- hacer o r e a l i z a r , l o que requiere tremendo coraje y responsa- b i l i d a d , de modo que, ya en Kierkegaard }como en los existen- c i a l i s t a s posteriores y sobre todo en Heiddegger, l a angustia se relaciona con e l problema de l a autenticidad de l a exis- tencia y su posible enajenaeidn. La enajenacion se produce por una perdida t o t a l d e l nyo" en l o f i n i t o . . siendo enteramente f i n i t o , habiendose convertido en vez de un s f - mismo en un numero, en un mero hombre ma's, en una re p e t i c i d n de esta eterna monotonia. Esta perdida t o t a l del "yo" en l o f i n i t o que sefiala Kierkegaard, se manifiesta con p a r t i c u l a r agudeza en La Nausee de Sartre, en l a que e l protagonista, Antoine- Roquentin, observa con desprecio e l espectaxulo de l a muchedumbre anoni- ma que se pasea una tarde de domingo por las c a l l e s de Bou- v i l l e . Citamos, a t f t u l o de ejemplo, un pasaje de l a novela, bastante e x p l i c i t o : C'etait dimanche; . . . l a foule s'ecoulait a p e t i t s f l o t s , pour s ' a l l e r perdre en m i l - l e ruisseaux derriere l e grand hotel de l a Compagnie transatlantique. Que d'enfants! Enfants en voiture, dans les bras, a l a main ou marchant par deux, par t r o i s , devant leurs parents, . . . Les gens se l a i s s a i e n t tous a l l e r un peu en a r r i e r e , l a tete levee, l e regard au l o i n , abandonnes au vent qui les poussait en gonflant leurs manteaux. Sur quel- ques visages, plus abandonnes, je crus l i r e un peu de t r i s t e s s e : mais non, ces gens n'e- taient pas t r i s t e s , n i g a i s : i l s se reposaient. 14 Leurs yeux grands ouverts et f i x e s refle*- taient passivement l a mer et le c i e l . Tout a l'heure l i s a l l a i e n t rentrer, i l s b o i r a - ient une tasse de the, en f a m i l l e , sur l a table de l a s a l l e a manger. Pour 1*instant i l s voulaient vivre . . . I l s n'avaient qu'un seul jour pour effacer leurs r i d e s , leurs pattes d f o i e , les p l i s amers que donne le t r a v a i l de l a semaine. . . l i s sentaient les minutes couler entre leurs doigts; aura- i e n t - i l s l e temps d'amasser assez de jeune- sse pour r e p a r t i r a neuf l e lundi matin? E l parrafo anterior presenta una lucida descripcion del mun- do enajenado de seres en masa que viven en l a ignorancia de si mismos, andnimos, deshumanizados, con l a conciencia hueca, sumidos totalmente en l a exterioridad. Segun los e x i s t e n c i a l i s t a s , pues, e l hombre solo puede salvarse de su enajenacidn mediante l a angustia de l a perdida del "yo", propia del individuo que se refugia en e l v i v i r i n - diferente e inautentico del ser andnimo, en l a vida c o t i d i a - na. E l e x i s t i r autentico, l a posesidn de uno mismo, solo se l l e v a a cabo en e l estado de angustia que me descubre a mf mismo como un ser-para-la muerte. E l existencialismo l l e v a , pues, a l a exasperacidn e l mo- t i v o de l a personalidad humana como centro, como i n d i v i d u a l i - dad heroica y s o l i t a r i a . Esta exasperacidn se hace patente en l a atormentada y refinada busqueda del "singular" que se l l e - va a cabo en forma de revelacidn y de confesidn fntima,de suerte que a l f i n a l predomina e l motive, c a r a c t e r f s t i c o de todo decadentismo, de l a singularidad humana echada a l mundo s i n seguridad alguna, cogida en su situacidn como en una p r i - sidn, invocando una trascendencia nunca alcanzada o amarga- 15 mente consciente, por experiencia, de sa propla nulidad. E l pensador e x i s t e n c i a l , para asumir su responsabilidad de existente, es decir, para r e a l i z a r s e , actualizarse perpe- tuamente, tiene que a i s l a r s e de l a sociedad que ha tragado a los otros hombres, hundidos en e l anonimato. E l existente es ante todo un rebelde y un decadente: un rebelde porque se a- parta de toda autoridad fundamental, de todo sistema que l i - mitarfan su l i b e r t a d y l e impedirfan meditar sobre su propia condicidn; y un decadente porque, conociendo sus Ifmites y sabie*ndose condenado a v i v i r dentro de e l l o s , s i n jamas poder alcanzar un Absoluto, vive apartado de l a moral y de l a r e l i - g i o n . E l existencialismo implica, pues, una reaccidn contra l a sociedad, interesada por l a organizacion c o l e c t i v a del hombre y tendiendo a l a nivelacion. E l colectivismo aparece como un desaffo a l a existencia singular, que, amenazada de ser ab- sorbida por l a masa andnima de los otros, busca su propia s a l - vacion en l a soledad, en l a cual unicamente alcanza su propia autenticidad. E l " s i n g u l a r 0 no se comunica con los otros se- res f i n i t o s . Los otros son l a muchedumbre indiferenciada y a- morfa de l a cual nos apartamos para ser nosostros mismos. La multitud aparece como l a no-verdad y e l "singular" como l a verdad. Quien se abandona a l a multitud esta! perdido ya que a nadie l e esta! cerrada l a p o s i b i l i d a d de devenir un "singular", sino a aquellos que por sf mismos, se l a c i e r r a n a l querer ser muchedumbre. Esa representa l a esfera de l a publicidad en 1 6 contraposicion con l a de l a intimidad. Loa elementos esencia- les son l a mediocridad y l a nivelacidn. En l a vida cotidiana, donde e l sujeto de los actos humanos es l o Impersonal, e l hom- bre viene a carecer de toda p o s i b i l i d a d de l i b r e decision por- que es l o impersonal quien decide. En l o anonimo de l a vida cotidiana e l hombre encuentra un refugio. Echado en e l mundo como un ser que va hacia l a nada se abandona de buen grado a l a dispersion en l a impersonalidad mediocre y niveladora para escapar a l a angustia frente a l a nadaeque e*l experimenta ca- da vez que se encuentra solo frente a s i mismo. La dispersion en l a impersonalidad de l a vida cotidiana representa una fuga frente a s i mismo. En esta fuga encuentra e l hombre t r a n q u l l i - dad y seguridad pero pierde su calidad de existente. En su estudio sobre e l existencialismo, Bobbio observa: E l hombre que se sustrae a l a angustia de su propio ser autentico y se refugia en l o anonimo, es como e l desterrado que vuelve a l a p a t r i a . Luego l a p a t r i a del hombre no es l a singularidad sino lo anonimo, lo im- personal, l a muchedumbre. E l hombre es como e l que se ha evadido y prefiere l a segura esclavitud de l a ca\rcel a l a amenazada i n - temperie. La sociedad eSla p a t r i a del hom- bre cafdo. La sociedad no es un refugio sino una necesidad de l a vida em- p£rica del hombre. E l hombre como existencia debe estar en continua tension con las i n s t i t u c i o n e s objetivas de l a socie- dad. E l "singular" siempre es potencialmente un hereje quien ev i t a y, s i lo cree convenient^, condena l a sociedad. La socie- dad, como e l conjunto de los otros hombres en medio de los cuales vivimos, queda relegada a l fondo: e l individuo ocupa 17 e l primer piano como protagonista unieo e irremplazable. E l existencialismo centra pues su atencidn en e l hombre concreto, es decir en e l hombre, quien, en epocas de c r i s i s partieularmente se revela en toda su f i n i t u d , en sus Ifmites, en l a condicidn de "ser-para-la mueirbe" y toma coneiencia de l a f a l t a de absoluto inherente a todo e x i s t i r . Este hombre es un contemplative y un militante, quien, a cada instante, t i e - ne que enfrentarse con l a a l t e r n a t i v a de ser o de no ser, l o que requiere de e*l una decision, causa de angustia constante. Para ser, para asumir su responsabilidad de existente, e l hom- bre tiene que comprometerse en una vida de accidn y de d e c i - sion, l o que impone su apartamiento de los dema's. E l existente tiene coneiencia de que e l solo es capaz de r e a l i z a r s e , de que en este proyecto de auto-creacidn n i Dios, n i l a sociedad pue- den ayudarle, ya que ha nacido solo, s i n objetivo preeiso. Su vida es su proyecto. Puede hacer de e l l a l o que quiere. E l mundo exterior estat aquf pero de e*l no p a r t i c i p a . La vida de los otros no l e pertenece. En este sentido escribe Octavio Paz: Nuestra sensaeidn de v i v i r se expresa co- mo separacidn y ruptura, desamparo, cafda en un ambito h o s t i l o extraffo. A medida que crecemos, esta p r i m i t i v a sensaeidn se transforma en sentimiento de soledad y mas tarde, en coneiencia: estamos condenados a v i v i r solos . . . La soledad . ... es l a condicidn misma de nuestra vida, Entre "yo" y e l universo existe un abismo infranqueable. E l hombre fue arrojado a l mundo solo. Su papel consiste p r e c i - samente en enfrentarse con su soledad. E l existente vive solo, 18 aislado, plenamente dedlcado a l a busqueda de s i mismo. Es un ser l i b r e metaffsicamente, amoral, a s o c i a l , cuya vida consis- te en d e c i d i r , escoger e i e x i s t i r , perpetuamente. Pues bien, nunca como en l e presente s i g l o se habfa v i s t o e l hombre tan comprometido con l a vida, nunca antes habfa sen- tido tan conpulsivamente l a necesidad n i experimentado su l i - bertad como un p r i n c i p i o dinamico de su existencia que l e o- b l i g a a tomar posicidn en e l mundo y ante s f mismo. La f i l o - s o f fa contempora'nea ha bajado, por de c i r l o asf, de las nubes, y se ha aproximado a l a t i e r r a y a l hombre. Los ma's importan- tes novelistas de nuestro s i g l o han sentido l a necesidad de indagar e l sentido ultimo de l a existencia, de buscar l a s i g - n i f i c a c i d n metaffsica y moral de l a vida y de l a conducta hu- mana. La novela f i l o s d f i c a contempora'nea es, pues, algo muy d i s t i n t o de l a novela de t e s i s del s i g l o diecinueve. La nove- l a n a t u r a l i s t a partfa de un preconcepto del hombre considerado como una entidad. p s i c o - f i s i o l d g i c a , rigurosamente determinada por l a i n f l u e n c i a de l a herencia y del medio. La novela e x i s - t e n c i a l considera que l a experiencia humana no se puede i n t e r - pretar en terminos c i e n t f f i c o s . En l a novela e x i s t e n c i a l , "no se t r a t a de psicologfa y vida psfquica o f i s i o l d g i c a , sino de l a vida humana mismal' La novela e x i s t e n c i a l rechaza, por o- tr a parte, todo pensamiento abstracto. Las d i f i c u l t a d e s y pro- blemas propios de l a existencia i n d i v i d u a l , como observd Kier- kegaard, no pueden expresarse adecuadamente en e l lenguaje de l a abstraccidn. 1^ No, " e l hombre de came y hueso, e l que na- 19 ce, sufre y muere" como decfa Unamuno , no puede conceptua- l i z a r s e n i ser reducido a una idea. Sdlo puede considerarse en su temporalidad y f i n i t u d con sus eonflictos y contradic- ciones. La novela e x i s t e n c i a l extiende, pues, l a condicidn metaffsica del hombre a su experieneia concreta en e l mundo: ?es en su propio ser, en sus amores, en sus odios, en su h i s - t o r i a i n d i v i d u a l o c o l e c t i v a donde e l hombre es metafjCsicol' De ahf que l a f i l o s o f f a que hace del sujeto existente su pun- to de partida tenga que u t i l i z a r unos metodos y un e s t i l o d i s - ti n t o s , que l a aproximan a l a biog r a f f a , a l a novela, a l drama, y que adema's rx muchos pensadores contemporajieos hayan cultivado tambidn l a l i t e r a t u r a como un modo de enfrentarse con esa rea- lid a d problem^tica que es e l hombre. i CAPITULO III EL EXISTENCIALISMO DE ERNESTO SABATO S i e l existencialismo ha sido l a f i l o s o f f a ma's influyen- te en e l s i g l o a ctual en Europa, e l proceso de dicho fendmeno h i s t d r i c o - c u l t u r a l ha tenido en America caracteres propios e independientes. Surgid no sdlo de l a angustia inherente a to- do e x i s t i r , sino tambidn a r a i z de l a busqueda de una i d e n t i - dad nacional, identidad que para e l americano todavfa no queda bien definida, y sobre todo, aparecid como una reaccidn contra e l progreso, l a c i e n c i a , l a i n d u s t r i a l i z a c i d n extrema que a- gobia a l hombre del Nuevo Mundo, vfctima de l a c i v i l i z a c i d n t e c n o l a t r i c a que e l mismo ha elaborado. Conscientes de v i v i r en un mundo i n s i g n i f i c a n t e , cosificado y precario, los nuevos esc r i t o r e s americanos, tanto los de l a America del Norte como los de l a Amdrica del Sur, rechazan e l e s p f r i t u r a c i o n a l y c i e n t f f i c o que fue e l origen de esta sociedad en proceso de enajenacidn, marginacidn y deshumanizacidn. En Argentina, Er- nesto Sibato fue uno de los primeros escritores en rebelarse contra e l racionalismo y l a fe p o s i t i v i s t a en l a c i e n c i a que habfan prevalecido en e l s i g l o pasado. En E l e s c r i t o r y_ sus fantasmas seftala e l peligro que l a c i e n c i a puede representar para e l hombre cuando esta domina y rige toda su v i d a : E l hombre necesita un orden, una estructu- ra s d l i d a en l a que haeer pie. Creyd h a l l a r - l a en e l orden c i e n t f f i c o , pero finalmente comprendid que era ajeno a nuestras mats hondas necesidades e s p i r i t u a l e s : e l derrum- be de l a c i v i l i z a c i d n t e c n o l a t r i c a reveld que este orden c i e n t f f i c o , l e j o s de ofre- cernos una base segura nos convertfa en es- 20 21 clavos de ana implacable maquinaria; cuan- do crefmos haber conqu&stado e l mundo; des- cubrimos que estatbamos a punto de ser aplas- tados por e l . Y en tales condiciones surgio l a nueva l i t e r a t u r a . Primero como una ansid- sa investigation del caos como un examen de l a condicion del hombre en medio del desba- rajuste. Luego, y a traves de esa indaga- cion, como un intento ma's de ofrecernos tambien ese orden que necesitamos, un rumbo en medio de l a tempestad. ( E l e s c r i t o r . p.167) La c i e r t a l i t e r a t u r a latinoamericana de hoy desempefla desde luego un papel doble: primero nos da cuenta de esta sociedad deshumanizadora, enferma, f e b r i l , causa del desorden mental y metaffsico del que sufre e l individuo; segundo t r a t a de desper- t a r a l hombre cosificado, y de devolverle su integridad de ser objetivo y subjetivo, sacandole de l a enajenacion en l a que ha caido y de l a que n i siquiera tiene coneiencia: "Una de las misiones de l a gran l i t e r a t u r a , observa Sa"bato, : "des- pertar a l hombre que v i a j a hacia e l patfbulo." ( E l e s c r i t o r , p. 27). Este papel de rescate y de denuncia es precisamente e l que se atribuyd a s£ mismo, en cuanto e s c r i t o r . Con su l i t e r a t u r a Satbato quiere despertar a sus coeianeos y reve- l a r l e s l a existencia de una realidad m^s honda y verdadera, captada desde un "yo" que anhela abarcarlo todo. En Espafia, Unamuno ya habfa dado expresion a l subjetivismo r a d i c a l del 22 e x i s t i r , y su g r i t o de "jAdentro!" constituye una de las primeras llamadas a l a i n t e r i o r i z a c i d n de l a vida frente a l a excesiva e x t e r i o r i z a c i o n que caracterizd e l s i g l o pasado. S^bato ve en e l arte un instrumento de l a verdad, una fuente de conocimiento mi.s legftimo que e l c i e n t f f i c o pues comprende 22 tarabien e l i r r a c i o n a l misterio de l a existencia. Por eso dejd l a c i e n c i a y se dedicd a l a l i t e r a t u r a . Q u i z e s sea ahora e l momento apropiado para examinar ma's de cerca a Sa^bato en cuanto hombre y seiialar algunos rasgos de su biograffa que, como lo veremos, tendratn una repercusidn d i r e c t a en su l i t e - ratura, ya que en S^bato hombre y creador estan entrafiable- mente unidos. Los autores que se dedicaron a l a biograffa de Sabato —Helmy G-iacoman, Joaqufn Neyra, Angela Dellepiane, para c i - tar algunos—hacen r e s a l t a r primero su tendencia a apartarse de los demats. Las concesiones que e l ser humano debe hacer a l mundo circundante, a l o s o c i a l , son las que Sa"bato no sabe n i puede sobrellevar y las que l o conducen a ese t o t a l aparta- miento. Este rasgo, c a r a c t e r f s t i c o de su personalidad,se e- videncia tambien en su l i t e r a t u r a . En Abaddon, e l Sxtermina- dor lo vemos huir de las reuniones culturales a las que l e o- bligan su carrera de e s c r i t o r . Asf nos l o presenta Bruno, su alterego: Irritado de anteraano, deprimido s i n t i e n - dose una vez mas culpable de casi todo: de hacer las cosas y de no hacerlas. Cla- ro l e d i r f a l a Beba, hacerse e l i n t e r e - sante, no i r a reuniones, mandarse l a par- te del tipo inaccesible^^Asf que de tiempo en tiempo habfa que i r . p" Ya de nirio S a b a t o aparece como un ser tfmido que vive en su soledad, poblada de seres f a n t i s t i c o s . Se vuelve cada vez m£s sobre s f mismo para descubrir sus temores, contradicciones y una gran confusion dentro de s f . Tiene una vida secreta toda 23 suya que no quiere compartir con nadie. Su naturaleza comien- za a despertarse y un sentimiereto de asco por lo feo y l o tur- bio que descubre en e l hombre fue creando en e l l a necesidad de algo puro y b e l l o que ordenara" este caos hasta bo r r a r l o . E l mismo se ha refe r i d o en estos terminos a esa etapa de su vida: Me encontre solo y desamparado , rodeado por chicos que se conocfan entre s f , que parecfan b r i l l a n t e s . . . Yo habfa sido patologicamente i n t r o v e r t i d o . Mis noches estaban pobladas de pavorosas pesadillas y alucinaciones y todo ese tumulto i n t e - r i o r y nocturno permanecfa dentro de mi, disimulado por timidez. A l encontrarme en un mundo mas duro, esos males se agrava- ron hasta un grado que es d i f i c i l suponer y pasaba largas horas cavilando y l l o r a n - do. ( E l i s c r i t p r , pp. 9-10) E l interns que manifiesta Sa*bato en su l i t e r a t u r a por las p©- tencias i n v i s i b l e s d el "yo" no es, pues, a r b i t r a r i o : r e f l e j a una experiencia penosamente v i v i d a desde niilo, en forma de pe- s a d i l l a s y visiones, que, mats tarde, servir£ de materia prima para f o r j a r su mundo de f i c c i o n . Gomenzados sus estudios secundarios, S^bato encuentra en l a c i e n c i a ese algo puro, b e l l o y riguroso con que habfa esta- do soflando. Se encierra en e l mundo de l a ci e n c i a para apar- tarse de lo que l o inquieta en los seres humanos y en e l mun- do. Ingresa en l a Universidad de l a Plata para hacer un docto- rado en f f s i c a y, obtiene una beca para trabajar en Paris en e l laboratorio J o l i o t - C u r i e . En Paris su vida se desdobla: vive en dos raundos a l a vez: e l diurno de l a cien c i a y e l noc- turno del surrealismo, movimiento vanguardista que dejara una 24 h u e l l a profunda en sua fi c c i o n e s y sera* e l instrumento median- te e l que revelara" e l universo escondido del inconsciente humano. De regreso a Buenos Aires „ continua. dedicandose a su labor c i e n t l f i c a y es nombrado en l a universidad de l a Plata para desempefiar l a c^tedra de F l s i c a Teorica. Con.la llegada de l a dictadura peronista, Sabato es obligado a abandonar su puesto por ser contrario a este regimen t o t a l ! t a r i o y osar proclamarlo. En su cabeza reina otra vez e l caos de l a adoles- cencia. Sus limpias hipdtesis, sus claras abstracciones ya no lo atraen. Por e l contrario,le producen horror porque entreve e l mundo dominado por una teenolatrla deshumanizante y apdcri- f a . Ha llegado para d l e l momento de enfrentar su propio "yo". La respuesta a su confusidn e s p i r i t u a l esti. en e s c r i b i r , volcar todo l o que l l e v a dentro y no l e deja en paz. En estas lfneas en que hemos tratado de dar l a tray e c t o r i a biogra"fica de S a b a t o , hay algo que debe ponerse bien de manifiesto: es. esa tendencia de S a b a t o hacia e l orden, l o puro, lo r a c i o n a l , l o lleno de luces. Mas frente a e l l a , y con i g u a l fuerza, esta! l a otra tendencia*: l a que l o arras t r a hacia las t i n i e b l a s , hacia lo impuro, lo cadtico. Junto a l f f s i c o , e l e s c r i t o r ; junto a l laboratorio, l a bohemia*, junto a l hombre ordenado y metddico, e l sarcastico rebelde; junto a Bruno, Fernando, los dos personajes que en Sobre heroes y_ tumbas encarnan estas tendencias opuestas. S a b a t o apareee,pues, como un ser contradictorio,y lo es 25 en l a medida en que, como todo hombre, es a l a vez, ser f f s i - co y metaffsico, cuerpo y alma, razdn e i n s t i n t o , producto so- c i a l y entidad unica. Frente a las fuerzas externas de l a so- ciedad que l o lle v a n hacia una vida s u p e r f i c i a l e i n s i g n i f i - cante, estan las fuerzas internas de su propio "yo" que se r e - belan contra l a f a l t a de l i b e r t a d de l a que sufre e l hombre e- najenado. Detra's de sus apariencias s o c i a l e s , e l hombre escon- de en efecto un mundo que los otros y, t a i vez, 61 mismo des- conoce, poblado de experiencias y reminiscencias pasadas, de i n s t i t n t o s e impulsos reprimidos por ser moral y convencional- mente inaceptables. Este mundo escondido, p a r t i c u l a r a cada uno de nosotros, es precisamente e l que da a l individuo su o- r i g i n a l i d a d y hace de e l un ser unico y autentico. Este mun- do es e l que Sa'bato quiere descubrirnos porque en e l solo po- demos reconocernos y afirmarnos en cuanto individuos. Como todo hombre Sa'bato tuvo que enfrentarse con l a a l - ternativa de ser o de no ser. No ser, para e l , s i g n i f i c a b a refugiarse en e l mundo de l a ci e n c i a , ordenado, logico, donde todo se resuelve por medio de l a razon. Significaba v i v i r a l amparo de l a sociedad que l e proporcionaba una vida cotidiana bien organizada, desprovista de las responsabilidades metafi- sicas a las que todo existente digno de este nombre debe en- frentarse. Para ser, en cambio, necesitaba s a l i r del mundo de l a ciencia, huir del engranaje s o c i a l que hacia de e l "un nu- mero mas, un mero hombre mats". Si g n i f i c a b a no p a r t i c i p a r mas del sistema que reduce a l hombre a l estado de cosa y l e hace 26 perder su individualidad. Sa'bato rechazd e l no ser, es decir l a sociedad niveladora, para dar paso a l "yo" unico y autent i - co del ser. De;jd e l imperio seguro y r a c i o n a l de l a ci e n c i a para sondear e l universo caotico e i r r a c i o n a l de su propio ser. Escogid l a vida del existente rebelde, solo, angustiado, a l a del hombre esclavizado y enajenado. Y asf l o encontramos en sus ficciones, que no son solo l a expresidn de sus preocupacio- nes personales y un intento de i r a l a busqueda de s f mismo, sino tambien e l producto de una sociedad en c r i s i s que S£bato condena y contra l a que se rebela. Su l i t e r a t u r a l e s i r v e como medio de denuncia y de ataque contra l a sociedad actual que nos ofrece una v i s i d n f a l s a y engafiadora del hombre ya que l o ha rebajado a l estado de objeto en vez de afirmarlo en cuanto ser humano. E l papel de l a novela cons i s te primero, segiin Sa- bato, en devolver a l hombre su calidad de individuo, haciendo- noslo conocer desde su "yo" profundo. Sa'bato abandona, pues, e l mundo de l a seguridad y de l a comodidad para i r en busca de un continente donde domina sia conjetura. En una entrevista publicada en l a r e v i s t a c u l t u - r a l Vuelo de Buenos Air e s , reafirma y subraya esta intencidn: "Como en toda epoca de c r i s i s — d i c e — h a y un poderoso anhelo de verdad, una desconfianza hacia e l juego y l a f r i v o l i d a d . " ^ Esta actitud conduce a una l i t e r a t u r a comprometida, "compro- mise con l a circunstancia h i s t d r i c a en que se v i v e . " 2 ^ A S£- bato l e preocupa prineipalmente e l hombre abocado a l horror y a l a tragedia de l a raza humana. En medio del e s p f r i t u mer- 27 c a n t i l , de los trdgicos resultados de l a Revolucidn I d u s t r i a l , o sea frente a l a c i v i l i z a c i d n tecnolettrica, S a b a t o centra su atencidn en e l hombre sac r i f i c a d o y martirizado por l a cu l t u - ra que e l mismo cred. Aboga por una expresidn n o v e l i s t i e a en l a t r a d i c i d n cervantista, totalizadora y orientada hacia l a 26 exploracidn de l a condicidn humana. Sabato defiende l a nove- l a i n t e g r a l , capaz de conseguir l o que n i l a ci e n c i a n i l a f i - l o s o f l a pueden hacer: p e r c i b i r l a realidad,que para e l es sub- j e t i v a y objetiva a l mismo tiempo. Y l a narrativa debe ser ob- j e t i v a y subjetiva como l a realidad humana, es decir captar a l hombre en su tot a l i d a d , desde dentro, en sus secretos, en sus pensamientos, en sus suefios, en l a v i s i o n que tiene de l a v i - da d i a r i a . E l consciente como e l inconsciente juegan su papel: son l a vida del hombre indagado hasta l o profundo. S a b a t o , en sus novelas, penetra en e l alma del hombre para verlo v i v i r en toda l a gama de sensaciones, suefios y subyaciencias, tan im- portantes unas como otras. U t i l i z a l a l i t e r a t u r a como un medio de conocer a l hombre vivo y actuando, v i s t o ya no como hombre- cosa, igual a los demas, sino como un individuo captado en to- da su complejidad. Las l e t r a s son pues, para Sdbato, un instrumento de cono- cimiento, q u i z e s e l unico capaz de penetrar en e l misterioso t e r r i t o r i o del hombre. La "oscura" novela nueva, como e l l l a - ma l a novela contemporanea: se caracteriza por " e l descenso a l yo, e l uso del tiempo i n t e r i o r , e l subconsciente, l a i l o - gicidad, e l mundo concebido desde e l yo, y finalmente e l co- 28 nocimiento o sea l a d i g n i f i c a c i d n cognoscitiva de l a novela." (E l e s c r i t o r , p. 197) Por medio de l a l i t e r a t u r a e l novelis- ta puede s i n t e t i z a r los polos opuestos de nuestra experien- c i a , unir e l mundo de l a f i l o s o f f a y e l de l a ci e n c i a , e l sub- jetivismo y e l objetivismo, darnos en f i n , l a real i d a d desde e l yo: E l e s c r i t o r consciente es un ser i n t e g r a l que actua con l a plenitud de sus f a c u l t a - des emortivas e intel e c t u a l e s para dar tes- timonio de l a real i d a d humana que, tambien, es inseparablemente emotiva e i n t e l e c t u a l ; pues s i l a cien c i a debe pres c i n d i r del su- jeto para dar l a simple descripcidn del ob- jeto, e l arte no puede prescindir de ningu- no de los dos terminos. En toda gran novela, en toda gran tragedia, hay una cosmovision inmanente. Camus, con razdn, nos dice que los grandes novelistas como Dostoievski, Proust, Malraux y Kafka son novelistas f i l d - f o s. En cualesquiera de esos creadores c a p i - tales hay una "vision"del mundo," una i n t u i - cidn del mundo y de l a existencia del hombre, pues a l a inversa del pensador puro, que nos ofrece en sus tratados un esqueleto mera- mente conceptual de l a realidad e l nove l i s t a nos da una imagen t o t a l , una imagen que d i - f i e r e tanto de ese curpo conceptual como un ser viviente de su propio cerebro. En esas poderosas novelas, no se demuestra nada, co- mo en cambio hacen los f i l d s o f o s o los cien - t i s t a s : se muestra una realidad. Pero no una realidad cualquiera slno una elegida y e s t i - l i z a d a por e l a r t i s t a , segun su v i s i d n del mundo de modo que su obra es de alguna mane- ra un mensaje, s i g n i f i c a algo, es una forma que e l a r t i s t a tiene de comunicarnos una ver- dad sobre e l c i e l o y e l i n f i e r n o , l a verdad que e l advierte y sufre. ( E l E s c r i t o r . pp. 190-193) Esas grandes novelas de que nos habla Sabato no estaji d e s t i - nadas a moralizar n i a e d i f i c a r , no tienen como f i n adormecer a l a cr i a t u r a humana y t r a n q u i l i z a r l a en e l seno de una i g l e - 29 s i a o de un partido. Por e l cbntrario, son obras destinadas a despertar a l hombre, a sacudirle de entre l a marana de los l u - gares comunes y las conveniencias. Esta es epoca de c r i s i s , pero tambien de enjuiciamiento y s f n t e s i s . Frente a l a honda escision del hombre, e l arte aparece como e l instrumento que rescatard l a unidad perdida. En e l arte se conjugan e l suefio y l a realidad, lo consciente y l o inconsciente, l a s e n s i b i l i - dad y l a I n t e l i g e n c i a , e l ser f i s i c o y e l ser metaffsico: La ciencia aspira a l a objetividad, pues l a verdad que busca es l a del objeto. Para l a novela, en cambio, l a realidad es a l a vez objetiva y subjetiva, esta fuera y den- tro del sujeto, y de ese modo, es una rea- l i d a d mas i n t e g r a l que l a c i e n t f f i c a . Aun en las f i c c i o n e s ma's subjetivas, e l e s c r i - tor no puede prescindir del mundo y hasta en l a mas pretendidamente objetiva, e l su- jeto se manifiesta a cada instarite. ( E l &scritor, pp. 88-89) La l i t e r a t u r a de Sdbato se concentra, pues, en l a e x i s - tencia humana como to t a l i d a d subjetiva y objetiva,,y r e s t i t u - ye a l hombre su integridad de ser consciente e inconsciente. En sus novelas, l a realidad est£ captada no en terminos f i l o - soficos abstractos o c i e n t f f i c o s racionales, sino a p a r t i r del "yo" mismo del personage, quien r e a l i z a l a fusion entre estos dos mundos. La l i t e r a t u r a de Sa'bato nos da una v i s i o n s i n t e t i c a del hombre y de su mundo. La realidad exterior no sera apreciada ahora desde fuera, por un autor omnisciente, sino desde dentroj es decir desde l a subjetividad misma del individuo. A p a r t i r de sus sensaciones e interpretaciones per- sonales, conoceremos l a sociedad que l o rodea. En este sentido, 30 l a l i t e r a t u r a de S a b a t o es a l a vez e x i s t e n c i a l y s o c i a l : a l penetrar en e l "yo" del ser humano, a l indagar en su existen- c i a , nos descubre l a v i s i o n que este ser humano tiene de l a sociedad donde vive. De aquf e l valor pragmatico de l a l i t e r a t u r a , de l a novela; para S a b a t o l a novela tiene un valor funcional de testimonio. E l novelista de hoy es incapaz de abstraerse de l a l i t e r a t u r a s o c i a l , pues, segiin S a b a t o , toda creacidn l i t e r a r i a es s o c i a l de un modo u otro, y tambien lo es l a novela e x i s t e n c i a l : E l individuo solo no e x i s t e : existe rodeado por una sociedad, luchando y escondiendose. Sus actitudes son l a consecuencia de ese comercio perpetuo con e l mundo que lo rodea: hasta sus suefios y pesadillas estdn produ- cidos por este comercio . . . Desde este punto de v i s t a , l a novela mi.a extremadamente subjetiva nos da un testimonio sobre e l uni- verso en que su personaje vive. (El e s c r i t o r , p. 21) Sabato rechaza por tanto e l concepto de una l i t e r a t u r a independiente deotras expresiones, pues en todas se comenta e l estado de una cultura o l a condicidn del hombre. Por otra parte, S a b a t o tiene fe en l a e f i c a c i a de l a palabra e s c r i t a como medio de protesta y de rebeldfa. En consecuencia comparte l a actitud de Vargas Llosa, quien en un discurso pronunciado en Caracas, abogd por un concepto novelfstico v i t a l pero e r f t i c o : La l i t e r a t u r a es fuego^. . . e l l a s i ^ n i f i c a ineonformismo y rebelidn, que l a razon de ser del e s c r i t o r es l a protesta, l a contra- diccidn y l a c r f t i c a . . . Nadie que este satisfecho es capaz de e s c r i b i r , nadie que 31 este" de acuerdo, reconciliado con l a rea- l i d a d , cometerfa e l ambicioso deaatino de reinventar realidades verbales. ' Esta posicidn constitaye an compromiso personal por parte de Sa'bato, quien se hace testigo de l a c r i s i s de su epoca y e l a - bora a rafz de e l l a . una l i t e r a t u r a problem^tica de denuncia, de s e s p f r i t u combativo. En reportages, en artfeulos y en ensa- yos, Sa'bato ha sostenido siempre que e l e s c r i t o r debe ser tes- tigo de su tiempo, que tiene l a obligacion de decir su verdad, de comprometerse: V i v i r es estar en e l mundo, en una condi- cion h i s t d r i c a , en una circunstancia que no podemos e l u d i r . . . Los novelistas son los testigos, es decir, los maVtires de una epoca. Son hombres que no escriben con f a c i l i d a d sino con desgarramiento. Son individuos a contramano, t e r r o r i s t a s o fuera de l a l e y . ( E l e s c r i t o r , p. 84) Comprometerse es enfrentarse a l caos a c t u a l , a l universo abs- tracto y a l a Gran Maquinaria que agobia a l hombre. Siempre ha habido escritores que se han contentado con e l arte "desin- teresado" de mundos fanta'sticos, los que han preferido observar, en contraste con los que han convertido su obra en instrumento para e l bienestar del hombre, los que participan activamente en l a creacidn de una l i t e r a t u r a de s e r v i c i o i, los que "agonizan." Satbato es uno de los que se han lanzado con todo su ser a l a lucha desesperada con los problemas de nuestro tiem- po. En un a r t f c u l o suyo de 1950, l a epoca en que e l empezaba a dar forma a su complicada novela, Sobre heroes v_ tumbas, muestra 32 creer que e l e s c r i t o r tiene e l deber de ayudar a l a humanidad. En dicho a r t l c u l o dice que "no nos basta ahora con d e s t r u i r : tenemos que comprender . . . no basta con d i v e r t i r s e n i aun con volverse loco; hay que acometer l a tarea dura de una nue- va construccion, aunque sea en medio de l a desesperanza." La idea de que e l novelista por medio de su obra puede s e r v i r de guia a l hombre para su propia reconstruccidn ha permaneci- do en todos los escritojso.de Sdbato, auh posteriores a l a pu- bl i c a c i o n de Sobre heroes y_ tumbas. En 1968 comenta que " l a gran novela no solo hace a l conocimiento del hombre sino a su salvaci<5n" y afiade que l a obra n o v e l i s t i c a "es una clave para e l rescate del hombre triturado por l a s i n i e s t r a estructura 29 de los Tiempos Modernos." En todo l o que ha es c r i t o Satbato hay un tenia central y obsesivo que gufa sus preocupaciones : e l hombre en su f i n i t u d , e l hombre de came y hueso en una sociedad abstracta, e l hom- bre suma de soledad y de incomunicacidn reducido a pieza, a cosa, a nada. Para rescatar a este ente cibernico, Satbato ha elaborado una l i t e r a t u r a cognoscitiva, e x i s t e n c i a l , s o c i a l , problematica, combativa, que se adelanta hacia una v i s i o n to- talizadora del hombre y de su realidad, del hombre captado&en sus contradicciones, en sus dualidades, en su complejidad de ser f f s i c o y metafisico, lleno de dudas y de desespero frente a su transitoriedad, frente a l a vida y a l a muerte. Como l o hemos v i B t o , Sabato dejo l a ci e n c i a y se lanzo a l a l i t e r a t u r a porque vio en e l l a un medio de dar forma a l a 33 angustia que s i n t i d , primero frente a l a pdrida de su proplo "yo" y luego frente a l a condicidn humana en general. En este sentido se adhiere a l a a c t i t u d de Saint-Exupery y de Sartre, quienes por su actividad de escritores asumieron su respon- s a b i l i d a d de hombres a l denunciar l a miseria metaffsica del ser humano en vez de contemplarla pasivamente o t r a t a r de igno- r a r l a . Para Sdbato como para e l l o s , e s c r i b i r es v i v i r a c t i v a - mente, comprometerse con su tiempo, protestar contra un mundo banal y m a t e r i a l i s t a , meditar sobre l a c r i a t u r a humana, ator- mentada por e l caos de su existencia y que se siente abando- nada, s o l i t a r i a en este clima de melancolfa, un clima que reve- l a , eomo lo ha expresado Emilio Sosa Lopez, " l a r e l a c i d n agd- nica entre l o externo y l o i n t e r n e Las novelas de Sabato nos interesan porque dan forma a esta inquietud y porque en e l l a s encontraraos un testimonio de su c r i s i s personal representativa a l a vez de l a c r i s i s de u- ria sociedad y de una epoca entera. Son l a expresidn de l a pre- ocupacidn que Sa'bato manifiesta no solo acerca de l a existen- c i a del Argentino de hoy sino del hombre moderno en general. S i todas las obras de Sabato presentan e l mismo caracter problematico, e l problema central que en e l l a s plantea e l au- t o r — e l de l a existencia humana angustiada y s o l i t a r i a ; — s e generaliza, se universaliza. A medida que nos adentramos en sus obras descubrimos que las preocupaeiones existenciales de los personages (que son tambien las del mismo Sa!bato), pasan del dominio personal a l dominio nacional y luego internacio- 34 n a l . Asf en E l tunel, e l protagonista, Juan Pablo Castel, i n - tenta comunicarse con l a mujer que ama, Marfa, y nos da cuenta de los tormentos y trastornos ultimos que experimenta a l f r a c a - sar en ©ta empresa, cuyo ultimo objetivo era s a l i r de su propia soledad. Marfa en sf no l e interesa. Quiere a Marfa para salvarse a s f mismo,y su amor es puramente egofsta. En Sobre heroes y tumbas, en cambio, l o que preocupa a Bruno, uno de los personajes centrales de l a novela, ya no es unicamente su propia existencia, su propio destino, sino los de su pafs, en busca de una identidad. Lo que a l l f se pone en cuestion es l a vida de l a p a t r i a argentina y del argentino en general, quien t r a t a de d e f i n i r s e en terminos nacionales y no solo individuales. En Abaddon, e l exterminador, su ultima novela, Sa'bato da un paso mas: su atencidn se centra ahora en l a condi- cidn del hombre moderno internacional, vfctima de l a c i e n c i a y del progreso, a l a conquista de su mundo i n t e r i o r sofocado por una sociedad abstracta y mecanizada a l extremo. De l a primera a l a ultima novela, l a angustia e x i s t e n c i a l de Sa'bato se ha amplificado, o, mas precisamente, se ha exte- r i o r i z a d o : En Abaddon ya no esta! orientada hacia e l "yo" propio como en E l tunel, sino hacia e l "yo" c o l e c t i v o . La l i t e r a t u r a de s£bato evoluciona, en efecto, como lo vamos a ver, desde un existencialismo puro europeo, directamente influenciado por las teorfas de Kierkegaard y Sartre, hasta un existen- cialismo de tipo nacional argentino, que se ensancha hasta alcanzar dimensiones universales. Esta evolucid'n, podemos se- g u i r l a a todo lo largo de las tres novelas a r r i b a menciona- das, novelas en las que Satbato adopta una posicion mas y ma's comprometida frente a su pais y a su epoca. CAPITULO IV EVOLUCION DEL EXISTENCIALISMO EN LAS NOVELAS DE ERNESTO SABATO Ia s e n s i b i l i d a d e x i s t e n c i a l que irapregna las obras de S a - bato se manifiesta mediante una forma que evoluciona e l mismo tiempo que e l contenido que comunica. La tecnica que S a b a t o u t i l i z a en sus novelas es parte integrant© de l a v i s i o n que tiene del mundo y no puede separarse de l a apreciacion que e l personaje de l a obra o e l mismo autor tiene de l a realidad que lo rodea. E l e s t i l o que forma parte de esta tecnica es proyec- ci<5n del hombre, del individuo, e l medio con e l cual transmite su pensamiento y l e da cuerpo. Es su manera de ver y s e n t i r e l universo, su manera de "pensar" l a realidad,o sea esa manera de mezclar sus pensamientos a sus emociones y sentiraientos, a su tipo de s e n s i b i l i d a d , a sus pr e j u i c i o s y manias. S a b a t o ob- serva que " l a ciencia es generica y e l arte es i n d i v i d u a l y por eso hay e s t i l o en e l arte y no l o hay en l a c i e n c i a . E l arte es l a manera de ver e l mundo de una s e n s i b i l i d a d intensa y curiosa, manera que es propia de cada uno de sus creadores e intransferible.« ( E l fcscritor, p. 147) A medida que se modifica hacia e l mundo l a v i s i o n exis- t e n c i a l de S a b a t o , a medida que e l autor deja e l "yo propio" para volverse hacia e l "otro," tambien se modifica l a tecnica narrativa que e l autor u t i l i z a para transmitirnos esta v i - sion. Los recursos e s t i l l s t i c o s empleados en E l tunel, novela en l a que e l mundo nos es revelado a p a r t i r de l a s e n s i b i l i d a d 36 de un personaje unico, no pueden ser los mismos que los que e l autor emplea en Abaddon, e l exterminador, donde el'universo es apreciado ahora por e l hombre moderno universal. E l mundo de Castel, protagonista de E l tunel, es ante todo su mundo i n t e r i o r , cerrado, a l que tenemos acceso mediante l a i n t r o s - peccion s i c o l o g i c a y e l s o l i l o q u i o , mientras que e l mundo de Abaddon, que abarca l a h i s t o r i a de l a humanidad entera, nos es comunicado por medio de una gran variedad de tecnicas, unas convencionales, otras totalmente nuevas. Sobre heroes y tumbas constituye e l puente entre l a primera y l a tercera novela de S^bato. Anuncia l a revolucidn que se va a operar en cuanto a l fondo y a l a forma en Abaddon, l a novela mats ambiciosa y mas vanguardista de las que, hasta ahora, ha escr i t o e l autor. Las innovaciones formales que introduce Sa'bato en sus dos ultimas obras no correspondent como lo veremos, a deseos esteticos puros sino a l intento por parte del autor de darnos una v i s i o n autentica y t o t a l del hombre: En cuanto a l a tecnica, dice, considero legftimo todo l o que es u t i l para los fines perseguidos e ilegftimas aquellas innovaciones que se hacen por l a innova- cidii misma . . . La novela de hoy se propone fundamentalmente una indagacidn del hom- bre y para lograrlo e l e s c r i t o r debe recu- r r i r a todos los instrumentos que se l e permitan, s i n que l e preocupen l a cohe- rencia y l a unicidad . . . La l i t e r a t u r a de hoy no se propone l a belleza como f i n . Mas bien es un intento de ahondar en e l sentido general de l a existencia, una dolorosa tentaiva de l l e g a r hasta e l fondo del misterio. ( E l q s c r i t o r . p. 23) 38 Nada segiin Sabato debe hacer s a c r i f i c a r l a verdad. S i e l hom- bre es muchas veces un ser contradictorio, angustiado, inco- herente, tambien lo sera" e l arte que e*l crea. Y s i l a novela de hoy r e s u l t a muchas veces oscura e incomprensible para e l l e c t o r es porque constituye e l r e f l e j o mas f i e l de esta ambi- giiedad encarnada que es e l ser humano. Examinemos ahora de mats cerca esta evolucidn progresiva de fondo y forma que se opera a todo l o largo de las tres no- velas de SaVbato. E l &unel, l a primera novela del autor, tiene como tema cen t r a l e l de l a ineomunicacion. E l pintor Juan Pablo Castel, protagonista de l a novela, encuentra durante una exposicidn de pintura a Marfa Iribarne, mujer, que, segun 61, es l a dni- ca persona capaz de entender e l mensaje de soledad que se des- prende de uno de sus cuadros llamado "Maternidad" y a l que, e l , Gastel, presta p a r t i c u l a r importancia. Desde este dfa Gastel esta convencido de que Marfa sera" para e*l e l medio con e l cual podr£ escapar de l a soledad de su vida. E l l a es l a unica que ha entendido l a s i g n i f i c a c i d n de su cuadro; e l l a es por tanto l a afirmacion de su existencia. Para comunicarse con Marfa y necesita no solo su amor sino su voluntad, apoderarsela de alguna manera, ve r l a como a t r a - ves de un c r i s t a l para estar seguro de e l l a . E l af£n de que Ma- r f a l e pertenezca en todos los sentidos y de una manera abso- l u t a , induce a Castel a someterla a crueles interrogatorios, 39 tratando de descubrir l a posibilidad de engafios por parte de e l l a . Marfa se cierra ante eso y lo rehuye. Al darse cuenta de que l a posesion total del ser amado es imposible y no coristitu- ye una solucion a l a soledad esencial e irremediable del exis- t i r , Castel l a mata. Antes de cometer su crimen piensa: "En todo caso habfa un solo tunel oscuro y s o l i t a r i o : e l mfo, e l tunel en que habfa transcurrido mi infancia, mi juventud, toda mi v i d a . " 3 1 La novedad de E l feunel con respecto a l a novela tradicio- nal y paralelamente a otros intentos contempor^neos radica en el hecho de que los acontecimientos no son narrados de manera lin e a l , cronologica por un autor omnisciente, sino que, a l contrarlo, nos son comunicados retrospectivamente por e l mismo protagonista. De modo que l a novela en sf no es otra cosa que el relato confesional que Juan Pablo Castel hace desde l a can - cel, ;.de su crimen, a l parecer pasional. Desaparece toda des- cripcion del mundo exterior o de los otros personages. Lo u- nico que e l lector ve es Castel, sus sentimientos, sus reac- ciones, su imagen de las cosas y los seres. Es como asomarnos a los ojos de alguien y a traves de ellos ver e l mundo. En E l -feunel los temas de l a incomunicacidn y de l a sole- dad se establecen asf mediante l a forma confidencial del rela- to que se lee como un diario fntimo y se intensifican por e l enfoque totalmente subjetivo que de modo deliberado elige e l autor. Nos hallamos aprisionados en e l estado de conciencia de Castel desde e l principio hasta e l f i n a l de l a obra. E l 40 lector sdlo conoce e l punto de vista del personage y experi- menta asf su creciente incomunicacidn. Por otra parte con e l desenlace expuesto con claridad a l principio, Sa'bato evita l a suspension como nota de interes y nuestra atencion es atraida exelusivamente por l a soledad del protagonista. El mundo expuesto en l a novela que nos ocupa tiene, pues, como soporte e l existir personal de un hombre que se vuelve reflexivamente sobre sf mismo. Este ensimismamiento, esta i n - capacidad de comunicacion del que habla exige una tecnica que traduzca e l aislamiento del personage en e l mundo^y eso expli- ca que Sa'bato u t i l i c e en su novela un punto de vista unico. Partiendo desde un solo punto de vista, e l del narrador-pro- tagonista, l a novela alcanza una estructura personal y por e- l l o se narran preferentemente los hechos del puro acontecer interior, los hechos de coneiencia. Como lo hace observar Mar- celo Coddou en uno de sus artfculos: Los sucesos que se narran acontecen en fun- eion del existir personal de Juan Pablo^Cas- t e l , de ese su exi s t i r angustiado y autenti- co: La interioridad del personage es e l es- tado que funda l a estructura-cerrada del mundo narrative de E l Ibunel. Muy clara esta" l a motivacion del empleo de este punto de vista; nace del deseo del autor de dar forma a la interioriza- cidn excesiva del personaje y contribuye para que E l tunel l o - gre un mayor caracter hermetico, ya que exige una eapacidad de aprehensidn grande por parte del lector. Una novela de i n - trospeccion psicoldgica como esta, requiere en efecto, una 41 a c t i v a colaboraeion del lector,que debe sacar deducciones a p a r t i r de l a informacidn que se l e proporciona. S i e l l e c t o r se l i m i t a a aceptar las interpretacion.es que Castel da a los sucesos, corre e l peligro de que pueda acusarsele de compar- t i r l a locura del pintor. Una cosa es e l punto de v i s t a del narrador-protagonista y otra e l que puede y debe adoptar e l l e c t o r r e f l e x i v e S i fueramos a aceptar a l pie de l a l e t r a l a interpretacion de Juan Pablo, nuestro j u i c i o de Marfa, de sus sentimientos con respecto a Allende, su marido, de su a c t i t u d frente a las exigencias del protagonista carecerfan de o b j e t i - vidad y estarfan i n f l u i d o s por l a locura, los p r e j u i c i o s , e l solipsismo, en f i n por todas las taras que operan sobre l a men- - te de Castel. La l e c t u r a de esta obra debe hacerse, como reco- mienda Angela Dellepiane, en dos n i v e l e s : e l que nos propor- ciona e l puhto de v i s t a del protagonista y otro que nos permi- ta notar los absurdos, las debilidades de Castel, su escepti- cismo exagerado, en f i n toda l a atmdsfera que caracteriza l a obra. E l s o l i l o q u i o puesto en boca del protagonista da forma tambien a l estado de solipsismo en que vive Castel. Sus r e - flexiones estan expuestas con l d g i c a , frecuentemente deducti- va, en encadenamiento s i l o g f s t i c o . Con frecuencia e l s o l i l o - quio de Castel, su busqueda de razones logicas, adopta l a f o r - ma interrogativa, consiste en una serie de preguntas dellbera- tivas a traves de las cuales se desarrollan las dudas, las an- siedades de este e s p f r i t u torturado. Su manfa de querer encon- 42 trar explicacion a todos los aetos de l a vida, de redacir l a realidad a un mero hecho intelectual,construye una berrera a r t i f i c i a l entre sf mismo y e l mundo y contribuye a aumentar su aislamiento. Ademas de estos dos recursos e s t i l f s t i c o s , e l del punto de vista unico y e l del soliloquio, fundamentales en l a nove- la para plasmar l a soledad del protagonista, existe otro que subraya l a dificultad de comunicacio'n entre los seres: es e l lenguaje mismo. Como lo seiiala T. C. Meehan^ en un estudio sobre E l tunel, en toda l a novela encontramos l a duda sobre l a adecuacidn del lenguaje, e l cual es visto como un defec- tuoso medio de comunicacio'n. Explicando su motivaci<Sn para escribir, Castel evidencia su debil fe en que exista un lector que pueda comprender su mensaje:wPuedo hablar hasta e l cansan- cio y a gritos delante de una asamblea de cien mil rusos: na- die me entenderfa. iSe dan cuenta de lo que quiero decir?" (El tunel, p. 44) Otros pasajes de l a novela tambidn sugieren la inadecuaci<5n del lenguaje: las agrias discusiones entre Castel y Marfa en que se logra mucha amargura y poeo entendi- miento; l a eseena de l a oficina de correos^cuando Castel intenta, sin lograr comunicarse, convencer a una of i c i n i s t a de que le devuelva una carta dirigida a Marfa que acaba de ce r t i f i c a r ; l a escena de l a playa en que Marfa le hace una fntima confesi<5n de sus sentimientos que Castel apenas capta, segun atestigua en l a frase que sigue a l a escena: BMe parecfa que Marfa me habfa estado haciendo una preciosa con- 4 3 fesidn y que yo, como un estupido, l a habfa perdido." ( E l -SSnel, p. 5 3 ) E l texto sugiere que hay a veces mas comunicacidn auten- t i c a durante perfodos de s i l e n c i o que durante l a conversacion a c t i v a . En r e l a c i d n con este fendmeno Castel habfa pensado: "Se que de pronto (mirando un parque en l a tarde o l a s a l i d a de un carguero de nombre remoto), logra'bamos algunos momentos de comunicacidn." ( E l tunel, p. 5 4 ) S i l a conversacion es imperfecta y conduce a l a incomu- nicacidn, e l lenguaje e s c r i t o es aun mas impreciso. La con- c i e n c i a que Castel tiene de l a ambigCtedad de l a palabra e s c r i t a se manifiesta en e l cuidado excesivo que pone a l e s c r i b i r las cartas a Marfa, en l a eleccidn discriminada de un vocabulario y en e l hecho de que vuelve a copiar todo en orden, para lograr expresar lo que desea, de t a i manera que cause e l maximo efecto catustico. Ademas, los tonos enfatticos de l a confesidn, sus constantes y pateticas explicaciones,son manifestaciones e s t i l f s t i c a s de su deseo de comunicarse de modo efectivo mediante l a e s c r i t u r a . Como l o vemos, pues, Sa'bato u t i l i z a un e s t i l o que es vehfculo del contenido, f i e l espejo de l a ideologfa existen- c i a l i s t a que permea l a obra. Son paginas saturadas de l a angustia de l a incomunicacidn, de l a t r a g i c a vida en un tunel oscuro y s o l i t a r i o , de l a soledad o r i g i n a l , congenita, del hombre, temas que abundan en l a l i t e r a t u r a europea de postguerra y de l a cual Sa'bato tenfa un conocimiento amplio 4 4 a l e s c r i b i r E l tunel. La i n f l u e n c i a de estas lecturas, unida a su i n c l i n a c i o n pesimista ante l a vida, no podia menos que dejar un rastro v i s i b l e en su conducta y en su obra. En su ensayo Hombres y engranajes, Sabato resume e l pensamiento de Kierkegaard en esta forma: "^Tiene algun sentido l a vida? ique s i g n i f i c a l a muerte? Somos un alma eterna o simplemente un conglomerado de moleculas de s a l y t i e r r a ? ihay Dios o no?" Estas palabras hallan eco en los s o l i l o q u i o s de Castel: "^Serla eso verdaderamente?. Me quede reflexionando en esa idea de l a f a l t a de sentido. Toda nuestra vida s e r l a una ser i e de gri t o s anonimos en un desierto de astros indiferentes." ( E l tunel, p. 68). Imbuido de l a ansiedad que caracterizd los aflos de postguerra, de los que es producto E l tunel, subraya l a f a l t a de orientacidn, l a carencia de sentido de l a vida. La angus- t i o s a toma de coneiencia del fracaso de l a razon humana para t r a t a r de l a realidad se resume en l a comparacion que Castel r e a l i z a entre s i mismo y un aturdido c a p i t a l de navlo: MNo es que no sepa razonar, a l contrario, razono siempre. Pero imagine usted un c a p i t a l que en cada instante f i j a matemdti- camente su posicidn y sigue una ruta hacia e l objetivo con on r i g o r implacable. Pero no sabe por que va hacia este objetivo, iEntiende?" (EJL tunel, p. 66) Estas palabras de Castel i l u s t r a n e l concepto del absurdo fundamental en l a f i l o s o f l a e x i s t e n c i a l i s t a . La vida segun Sartre es absurda porque no es e l resultado de un proyecto concebido de antemano. A l contrario de los objetos que han sido fabricados para un uso determinado, e l hombre fueiarrojado a l mundo para nada. No sabe por que" esta! aquf n i a donde va. Por eso Castel encuentra que e l mundo es "un gigantesco simu- l a c r o , " "un absurdo universo" y l a vida "una comedia i n u t i l . " Su posicidn es l a de un e x i s t e n c i a l i s t a ateo, ya que ve en l a contingencia, en e l lf m i t e , pura i r r a c i o n a l i d a d y brutalidad. E l hombre es un hecho desnudo, ciego. Esta ahi s i n razdn alguna. Es l o que Heiddegger y Sartre llaman l a " f a c t i c i d a d " del hombre. De este mundo i n u t i l , s i n sentido y despreciable, Castel sabe que forma parte, y cuando en ocasiones toma con- ciencia plena de e l l o l e invade "una f u r i a de ani q u i l a c i d n " y se deja " a c a r i c i a r por l a idea del s u i c i d i o , se emborracha y busca a las p r o s t i t u t a s . " ( E l tunel, p. 103). Las fal s a s salidas a l a angustia provocada por l a situacidn-lfmite de l a soledad. La vida, pues, es contradictoria y paraddjica en s f y no puede explicarse por medio de l a ra c i o n a l i z a c i d n . Desaffa e l p r i n c i p i o de l a razdn s u f i c i e n t e , elaborado por Leib n i t z , Begun e l cual todo l o que es debe tener una razdn de ser. " E l hombre, escribe Satbato, es un hecho absurdo que est£ ahf y que no puede ser explicado, es un hecho bruto que podemos compro- bar y tocar pero nunca deducir."-^ Roquentin, e l protagonista de La &ausee, afirma por otra parte: "Tout est g r a t u i t , l e jard i n , cette v i l l e e t moi-meme; quand i l a r r i v e qu'on a'en rende compte, ga vous tourne l e coeur et se met a f l o t t e r ; v o i l a l a nausee."3'' Como e l Roquetin de Sartre, Castel experimenta un s e n t i - 46 miento de hastfo frente a l a fatuidad, a l absurdo de l a existencia, presente por todas partes en su enormidad. E l hecho de que e l mundo es absurdo explica tambie'n l a ac t i t u d de menosprecio que Castel siente hacia las formas s u p e r f i c i a l e s de l a vida y su esfuerzo para no p a r t i c i p a r de e l l a s . Su c r f t i c a de l a vida burguesa es dura y despiadada. En las primeras p£ginas de E l tunel confiesa: Dire' antes que nada que detesto los grupos, las sectas, las cofradias, los gremios y en general esos conjuntos de bichos que se reunen por razones de profesidn, de gusto o de mania semejante. Esos aglomerados tienen una cantidad de atributos grotescos: l a r e - pet i c i d n del t i p o , l a jerga, l a vanidad de creerse superiores a l resto de los hombres. (E l tunel, pp. 47-48) En esta vida que no tiene sentido a p r i o r i , l e parece e l " colmo del absurdo que uno pueda tomarse en serio o pensarse indispensable. A este respecto Sa'bato manifiesta un enorme desprecio, muy semejante a l de Sartre, por l o que este ha llamado " e l e s p f r i t u de seriedad," es decir por l a ac t i t u d de los hombres encastillados en l a seguridad i l u s o r i a que les ofrece un mundo de falsas convenciones y p r i v i l e g i o s : Les uns qui se cachent par l'^esprit de serieux ou par des excuses deterministes leur l i b e r t e t o t a l e je les a p p e l l e r a i l&ches; les autres qui essaieront de mon- , t r e r que leur existence e t a i t necessaire alors qu'elle est l a contingence meme de l ' a p a r i t i o n de l'homme sur l a terre, je les a p p e l l e r a i des salauds. Mais latches ou salauds ne peuvent etre juges que 8sur l e plan de l a s t r i c t e authenticite. 47 En esta categorfa de seres inautdnticos caben,segun las palabras de Castel, los que han cafdo en e l mundo andnimo de l a cotidianidad, punto esencial del ana"lisis de l a enajenacidn en Heiddegger.^ De acuerdo con e l pensamiento de los f i l d s o f o s existen- c i a l i s t a s , e l hombre debe renunciar a todo recurso que l o proteja de los problemas de l a subsistencia, todo l o que nos perraite v i v i r tranquilos, para eliminar l a angustia existen- c i a l . Cuando e l hombre se acoge a l engafio de l a tranquilidad, renuncia, como lo hemos v i s t o , a su calidad de existente. E l existencialismo requiere del hombre que retorne a su calidad de ser que tropieza con misterios i n t e r i o r e s , que hace frente a las seducciones mundanas e intimas, de modo que l a suya sea una vida caracterizada por un concepto m i l i t a n t e . Gastel rechaza las organizaciones que ahogan l a angustia que engran- dece a l hombre. E l j u i c i o que ha formado acerca de los grupos, las cofradlas, los gremios es de desprecio por ser conglomera- dos, "gente amontonada," donde no hay vida autentica y donde e l individuo t r a t a de esconderse de l a t o t a l gratuidad de l a existencia. E l tunel r e f l e j a en este sentido l a preocupacidn ba*sica de los e x i s t e n c i a l i s t a s de e v i t a r e l olvido de l a muerte y de las situaciones l l m i t e s . Juan Pablo Castel vive tensamente. E l tambien estat muchas veces tentado de entregarse a l o cotidiano. En algunas ocasiones ahoga l a angustia provocada por su estado t o t a l de desamparo en los aspectos bajos de l a existencia y 48 acude a l alcohol y a la s p r o s t i t u t a s , como en esos d£as que precedieron a l a muerte de Marfa ( E l tunel, p.103). Pero l a lucha es constante. Sabe que e l mundo esta*. separado en dos partes muy diversas; una de las cuales pertenece a los que viven en una anchura s i n lfmites y otra en l a que viven los hombres como en tuneles. Los segundos son los autenticos existentes; los primeros llevan una existencia inautentica. Durante su relaci<5n amorosa con Marfa, Castel ereyo que esta v i v f a en un tunel parecido a l suyo y que eran en conse- cuencia "almas semejantes en tiempos semejantes."Pero esta a c t i t u d no es duradera: luego siente que su encuentro y su union con Marfa no ha sido sino "una estupida i l u s i o n , " pues los pasadizos segufan incomunicados y no habfa sino e l tunel en e l cual e l marchaba. Y ese tunel es e l de su insalvable soledad. Frente a los que viven en e l ancho mundo y que l l e v a n "una vida normal agitada . . . curiosa y absurda en que hay bailes y f i e s t a s y al e g r f a y f r i v o l i d a d . ( E l tunel, p. 146), esta" 6l comoeexistente autdntico, i?eplegado sobre s f , angus- tiado por las "paredes" que l o l i m i t a n . En e l ansia que demuestra por dominar y poseer de modo absoluto a Marfa, Castel esta* urgido por motives que tambien son parte de l a f i l o s o f f a e x i s t e n c i a l i s t a , especialmente,, de las ideas; expuestas por Sartre en l a tercera parte de L f e t r e et l e ndant. Una de las ideas cardinales de esta f i l o s o f f a es e l tema de " e l otro." E l existencialismo presto, en efecto, profunda atencidn a l a naturaleza de las relaciones que unen 49 una existencia con otra y sefiald e l efecto que produce en uno e l contacto con e l otro cuando este contacto se l i m i t a a f o r - mas y contenidos exteriores y no incluye l a esencia de los seres. E l existencialismo l l e g a a concluir que entre los existentes hay abismos de soledad y de incomprension. Para los c r i s t i a n o s , Gabriel Marcel por ejemplo, existe l a promesa de una r e c o n c i l i a c i d n j para los ateos ese lazo de union es con- f l i c t i v o o de servidumbre, y por e l l o consideran que l a existencia autentica solo puede l l e g a r a obtenerse partiendo del desamparo t o t a l . Como lo ha demostrado Marcelo Coddouf°Sartre ha sido quien ha llevado a cabo un an£lisis mas detenido de l a mala fortuna de l a comunicacidn y su pensamiento parece ser e l que respalda como idea l a imagen que Satbato ha creado en E l tunel. Segiin Sartre, e l esencial estado de solipsismo solo puede evitarse en l a existencia humana gracias a l logro de una r e l a c i d n de ser a ser, de sujeto a sujeto. Es justamente l o que intenta Castel, quien pretende s a l i r de su soledad basica entrando en contacto con Marfa, un ser tan existente como d l . De acuerdo con e l estudio de Sartre sobre l a r e l a c i d n entre los seres frente a l a p o s i b i l i d a d de s a l i d a del estado de solipsismo mediante l a comunicacidn establecida entre sujeto y sujeto, esta e l peligro de que uno avasalle a l otro, transforma'ftdolo en "objeto? Mediante e l amor, Castel t r a t a de s a l i r de su solipsismo y de poseer a Marfa, es decir de poseer l a " l i b e r t a d " del otro, en terminos e x i s t e n c i a l i s t a s . E l amor 50 se acompafta, pues, del afan porque l a libertad del otro quede como cautiva. Oomprenderemos mejor l a indudable rafz existen- c i a l i s t a del amor de Oastel por Marfa con una c i t a de Mounier que resume e l pensamiento de Sartre respecto a l amor: . . . Yo deseo en efecto que e l otro venga a quedar englutido en mi libertad y que lo haga libremente, puesto que quiero poseerle como libertad. Yo le pido, pues, ser objeto queridndole a l a vez sujeto. Adema's, para aprehenderlo como sujeto es preciso que yo sea objeto como e l e incluso objeto-fasci- nador. La rabia de esta impotencia puede llevarme a atarme furiosamente como objeto r como un nino que se da manotazos o como e l hombre que se injuria y se hunde en e l f r a - easo-; t a i es l a significacion del masoquis- mo. Lo que acontece a l protagonista de E l tunel es precisamente esto: su intento frustrado de posesion absoluta de Marfa (el otro "objeto" que tiene tambien cara*cter de "sujeto" en l a terminologfa existencialista), lo lleva a l a desesperacidn total, a l sentimiento de impotencia y a l fracaso. En l a sole- dad ontoldgica, l a comunicacidn anhelada es decididamente imposible. Un real encuentro, un efectivo intercambio traerfan como consecuencia e l cese de la soledad fundamental que no puede ser superada sino por fugaces instantes, como ocurre en l a novela. Por ello l a ontologfa Sartreana no llega a fundar una comunion de sujeto a sujeto; para e l existencialista frances existe l a mera posibilidad de un "nosotros-objeto" y no l a de un "nosotros-sujeto." En otras palabras, l a union de una multitud, por ejemplo, pero no de individuos. In E l ser y_ l a nada sostiene que "las subjetividades estan fuera de alcan- 51 ce y radicalmente separadas" y que " l a esencia de las r e l a e i o - nes entre conciencias no es l a comunicacidn, es e l e o n f l i c t o . " ^ 2 Con e l l o afirma una b£sica "extraiieza" entre los hombres: En este mundo cada uno es un extrafio para cada uno de los demas y para s i mismo, cada uno vive,como Castel, en su propio tunel de soledad. Como vemos, los temas planteados por Satbato en E l tunel, arrancan directamente del pensamiento f i l o s d f i c o predominante en l a Europa de l a postguerra. Los motivos metaffsicos del absurdo, de l a soledad y de l a angustia, tratados extensiva- mente en l a l i t e r a t u r a de Kierkegaard, Heiddegger, Sartre y Camus, constituyen ahora l a materia prima de l a novela de Sdbato y r e f l e j a n l a act i t u d pesimista y trdgica que e l tiene frente a l a vida. A Sa'bato l e preocupa l a r e l a t i v i d a d , l a mediocridad de l a existencia humana "en general," es decir del hombre que, por todas partes esta! presente en su f i n i t u d , en su"ser de came y hueso lleno de fealdad y de i n s i g n i f i c a n c i a . " (El tunel, p. 114) E l l i b r o en conjunto es un obsesionante interrogarse acerca de l a condicidn humana, de l a r e l a c i d n del hombre con sus semejantes, de l a p o s i b i l i d a d o no para una union "esencial" entre los seres, de l a necesidad de absolutizar algo. En este sentido l a novela alcanza dimensiones universales, ya que gravita alrededor del hombre concreto frente a las situaciones l f m i t e s , las que acechan a todo hombre en cualquier epoca y lugar. 52 En Castel y en todos sus personajes Sdbato tiene a l anti-heroe, a l a antftesis del protagonista romantico que predomina en l a produccidn novelfstica anterior. E l protago- nista llega aquf a convertirse en un hombre cuya aguda con- eiencia desemboca en un auto-analisis ironico y desvastador, indicativo de las dudas que lo consumen. En las obras que estudiamos, l a situacion del hombre contemporaneo se revela en toda su ambigua grandeza y trdgica miseria. Castel, como lo hemos visto, esta sometido a una gran tension dram^tica que lo impulsa a una lucha desesperada por resolver las contradiccio- nes de su vida en relacion con el mundo exterior y con l a propia condicidn. Los personages de l a segunda novela de Sa'bato, Sobre heroes y_ tumbas ,no difieren mueho de Castel en l a medida en que, como e l , son solitarios, asumen dolorosamente su exis- tencia con un sentimiento profundo, desgarrador, i n f i n i t o , e intentan s a l i r de e l l a de una manera afanosa, enfermiza,que siempre termina en e l fracaso. La novedad de esta novela, consiste, sin embargo, en el hecho de que, ahora, e l personage existencial ya no esta" vuelto completamente hacia sf mismo sino hacia "el otro? es decir e l proximo, e l pafs mismo: Argentina. Esta exteriorizacion del hombre corresponds,como lo veremos,a l a aparicidn de una coneiencia nacional en e l autor y a l a busqueda de una identidad argentina. Se acompafla tam- bien de una amplificacidn de los temas ya planteados en E l 53 tunel, amplificacidn que corre paralela a un enriquecimiento de los recursos tecnicos, como siempre ocurre en l a novelfs- t i c a de Sabato. En E l tunel aparecen, en efecto, algunos de los temas esenciales que se desarrollan totalmente en Sobre heroes y_ tumbas: l a ansiedad del absoluto, l a soledad, l a necesidad y l a imposibilidad de comunicacidn, son temas encarnados ahora por Martfn, e l protagonista de l a obra. Dos de los personajes d e Sobre heroes v_ tumbas, Alexandra y Fernando V i d a l Olmos, ya estetn en E l tunel bajo los rasgos de Marfa Iribarne y Juan Pa- blo Gastel, pero adquieren en l a novela c a r a c t e r f s t i c a s nuevas: adema!s de ser individuos s o l i t a r i o s , angustiados, en un univer- so donde los seres no se encuentran, no se comunican, son tambien los representantes de un glorioso pasado naclonal cuyos valores estan en vf a de descomposicidn frente a l a co- rrupcion y a l desorden del presente. A l haberse extendido y profundizado e l dominio de l a obra de f i c c i o n , a l haber pasado las preocupaeiones raetaffsicas de Sabato del "yo" puro, i n d i v i d u a l , a l "yo" nacional, argentino, se ha producido asf en l a n o v e l f s t i c a , no solo una renovacion de temas sino un enriquecimiento de los mismos. La novela se i n i c i a con Martfn agobiado por una carga de dolores desproporcionada a sus escasos d l e c i s i e t e afios. Re- chazado por e l egofsmo de su madre y desilusionado por l a debilidad y e l fracaso de su padre, ha tenido que abandonar e l hogar y deambula ahora por Buenos Aires contemplando e l s u i g i - 54 dio. Su vida corre e l peligro de extinguirse sin haber siquiera empezado a desvelar sus potencialidades. Representa en este momento a ese insignificante "hombrecito de l a c a l l e , " descon- certado por l a complexidad de su circunstancia, mientras se hace "ma's incierta su soledad, mas oscuro su destino en l a gran civilizacidn tecnola/trica." (El escritor, p. 67). Martin se salva de perderse en tan desolador anonlmato, cuando Hon satbado de mayo de 1 9 5 3 , " entra inesperadamente en e l mundo de Alexandra.^ E l encuentro marca e l comienzo de una relacidn amorosa tumultuosa y Martfn intuye l a trascendencia de l a ocasidn. La extrafla sensacidn que experimenta a l sentirse observado por Alexandra no es l a misma de molestia y desagrado a l a que su inseguridad lo tiene acostumbrado. Como Castel, cuando encuentra a Marfa en l a exposicidn de pintura, Martfn sabe que "algo distinto," "algo inquietante" ha pasado, algo que anuncia cambios fundamentales en su vida. "Alguien esta" tratando de comunicarse conmigo." (Sobre heroes tumbas, p. 1 0 1 ) , esla conclusion a que llega Martfn. Desde este momento se sentira' arrastrado por una fuerza superior a ser testigo de l a vida tr£gica de Alexandra, y aun a compartir aspectos decisivos de e l l a . Inmerso en un mundo tenebroso de pasiones ambiguas, Alexandra es un personage conflictivo. Su conflicto tiene rafces en la herencia familiar y e l mundo excentrico en que vive sus primeros aflos. De una s o l i t a r i a nifiez pasa a una adolescencia marcada por un atormentado despertar a l sexo. E l 55 episodio con Marcos Molina ya muestra en Alexandra l a ambi- guedad con que se enfrenta a las relaciones de hombre y mujer: por una parte, una v i o l e n t a atraccidn hacia e l sexo; por otra, un angustiado rechazo. Algo muy oscuro y misterioso que debid haber sucedido en su nifiez, algo que e l l e c t o r no l l e g a nunca a saber con certeza, l e hace s e n t i r l a union f f s i c a como una "porquerfa. n Los ataques epilepticos que sufre agravan su condicidn, porque l a dejan exhausta f f s i c a - mente y agudizan su sentimiento de impotencia en su lucha por controlar e l aspecto demonfaco de su personalidad. Como para c e r r a r l e a Alexandra toda p o s i b i l i d a d de escape, se cierne sobre su vida l a fi g u r a de Fernando, su padre, con e l que esta! ligada por una equfvoca y seguramente incestuosa r e l a c i d n . Esta r e l a c i d n incestuosa es fundamental para l a comprensidn de l a novela: explica en gran parte l a f a l t a de comunicacidn que existe entre e l l a y Martfn y es tambidn e l origen del s u i c i d i o por e l fuego de Alexandra en l a v i e j a casa de Barracas, donde tambidn perece Fernando. Despuds de l a muerte de A l e x a n d r a , Martfn se encuentra de nuevo completamente solo; su mundo roto busca explicaciones a l a tragedia. Recurre a Bruno, otro personage p r i n c i p a l de l a novela y amigo fntimo de los Olmos, y dste, en sucesivas con- versaciones, t r a t a de poner orden en e l caos de l a vida de Alexandra como una manera de salvar a l muchacho de l a deses- peracidn. Martfn se entera entonces de l a existencia tumultuo- sa de Fernando y empieza a comprender l a maligna i n f l u e n c i a 56 de este sobre su h i j a . Espantado, Martfn sale a l a calle. De nuevo, como a l principio de l a novela, se halla caminando sonambulescamente, empujado por una multitud indiferente. Piensa en e l suicidio pero l a llegada inesperada de Hortensia Paz, una mujer homilde y sencilla que lo recoge y lo recon- forta, le hace entrever l a posibilidad de una vida hecha de solidaridad y generosidad. Busca a Bucich, su amigo e l camio- nero, y con e l se marcha a l Sur, con l a esperanza de que t a i vez encontrara' l a paz. Sobre heroes y_ tumbas tiene, pues, como tema central e l de la relacidn extrafia de Alexandra con Martfn, hecha de angustia y soledad, tema vinculado a l de l a incomunicacidn ya presente en l a primera novela de Sa'bato. Existen muchas semejanzas, en efecto, entre l a relacidn amorosa de Castel y Marfa y l a de Martfn y A l e x a n d r a . Aunque los protagonistas de las dos novelas tengan caracteres dife- rentes, Castel siendo, por su violencia y crueldad, mucho mas comparable a Fernando que a l inofensivo Martfn, los dos buscan la misma cosa en l a mujer que encuentran: l a afirmacidn de su existencia. Martfn necesita con urgencia una persona fuerte en quien apoyarse, en quien descansar, y esto explica su entrega incondicional a A l e x a n d r a , mujer que puede reemplazar a l a madre. Con e l l a intentara" una union afectiva en l a que domi- nar£ el edipismo. E l inseguro Martfn admira en e l l a alg© que a dl le f a l t a y lo deslumbra: l a seguridad externa de modales, e l desden de las convenciones y e l que d i r a j a , e l desprecio 57 absolute- por un mundo que a 4l l e a t e r r o r i z a . Atormentado por su inseguridad, encuentra l a imagen de l a fuerza que busca y se arrima a e l l a en busca de proteccidn. Como Castel, Martfn esta dominado totalmente por su re l a c i d n amorosa y es alrededor de e l l a que g i r a todo su interes. Por l a c a l l e y en lugares donde otros hablan y hasta creen que e l p a r t i c i p a , esta! bara- jando pensamientos que lo llevan a su unica preocupacidn. Tiene miedo de perder a Alexandra,y por eso va a t r a t a r de poseer l a de manera absoluta. Como Castel, esta! dominado por un deseo creciente de posesidn exclusiva, y como e l solo l o - grard con Alexandra una comunidn s u p e r f i c i a l y poco duradera. Martfn y Castel buscan l a comunicacidn en e l a"mbito del tener y no del ser. Pretenden poseer a otra persona como propiedad exclusiva, como objeto. En esta condlcidn, toda s a l i d a esta! bloqueada: l a comunidn de las esencias no ocurre y las Msub- jetividades quedan radicalmente separadas." Este tema ce n t r a l , e l de l a f a l t a de comunicacidn entre los seres, como l o hemos v i s t o en E l tunel, tiene sus rafces en l a f i l o s o f f a e x i s t e n c i a l i s t a sartreana, se enriquece en Sobre heroes y_ tumbas de una mu l t i p l i c i d a d de subtemas, encarnados por los diferentes personajes de l a novela y que toman l a forma de digresiones mats o menos extensas. En e l resumen que hemos hecho de l a obra, vemos en efecto que e l r e l a t o de los amores de los dos protagonistas incluye tambidn h i s t o r i a s subsidiarias como, por ejemplo, l a r e l a c i d n de Martfn con su padre fracasado y su madre egofsta y f r f v o l a ; 58 l a nifiez y l a adolescencia de Alexandra; l a vida singular de Fernando; l a historia de Hortensia Paz, quien salva a Martin del suicidio. Al lado de estas digresiones menores, se en- cuentran otras mucho mas extensas que las que acabamos de menclonar y de gran importancia para l a novela, ya que en- grandecen su contenido metaffsico y son portadoras de l a ideo- logist sabatiana: se trata del episodio de la marcha epica de Lavalle, del cual hablaremos mats adelante, a l tratar del tema del ser nacional argentino, del "Informe sobre ciegos" que constituye en sf una novela dentro de l a novela y que tiene a Fernando como protagonista, y de los largos parlamentos de Bruno. E l "Informe sobre ciegos" es l a objetivacion de l a gran pesadilla de Fernando Vidal Glmos, quien realiza on viaje a l mundo desconocido de los ciegos. A medida que avanzamos en e l suefio, las imetgenes fanta*sticas se multiplican, e l relate se llena de visiones alucinatorias y se vuelve mats y mas cadtico, para acabar con l a union de Fernando con l a diosa-pez que lo atrae como un imdn. Al penetrar en e l ojo fosforescente de l a diosa, todo se desvanece. E l mismo Fernando desaparece, meta- morfoseado, convertido en pez antes de disolverse en e l malig- no vientre de l a diosa. E l "Informe sobre ciegos" tiene mucha semejanza con E l tunel desde e l punto de vista de l a expresidn en l a medida en que este*. narrado en primera persona, a partir de un punto de vista unlco, e l de Fernando. Aiiade una dimension mats a l a 59 novela en e l sentido de que nos hace penetrar en e l incons- ciente del personaje, y nos muestra e l lado escondido de l a realidad aparente del ser. Ha declarado e l autor: wEn mi novela pretendi dar l a realidad en toda su extension y pro- fundidad, incluyendo no solo l a parte diurna de l a existencia sino l a parte nocturna y tenebrosa." ( E l e s c r i t o r , p. 1). La realidad a s i objetivada apunta a l a nocidn de suprarrealidad o superrealidad, l a meta anhelada del grupo encabezado por Breton. Leemos en Primer manlfiesto del surrealismo: "Yo creo firmemente en l a fusion futura de esos dos estados, aparente- mente tan contradictories: e l sueno y l a realidad,. en una especie de realidad absoluta, de s u p e r r e a l i d a d . " ^ Sa'bato ha adoptado 41 mismo l a consigna de los surrealistas,para quienes e l surrealismo implica no solo un credo poetico, sino tambien una a c t i t u d ante l a vida. Esta se resuelve en una busqueda de autenticidad que permitirfa a l ser humanizarse,rescatarse d ® su condicion de cosa. Y s i e l a r t i s t a encarna para Sabato a l hombre rescatado por excelencia, e l "Informe sobre ciegos," expresi<5n poe'tica de una formidable experiencia v i t a l , se con- vi e r t e en e l testimonio de ese rescate.De hecho, e l "Informe sobre ciegos" esta! construido alrededor de dos ejes temati- cos de I n d o l e s u r r e a l i s t a que continuamente se implican: l a ya mencionada busqueda de una realidad absoluta y l a v i s i o n f i n a l de un orden en e l que e l hombre y e l cosmos han dejado de per- c i b i r s e como entidades contradictorias. 60 En e l "Informe sobre ciegos" se buscan las fronteras entre e l mundo objetivo exterior y e l subjetivo, desaparece l a lfn e a d i v i s o r i a que separa los estados del suerio y de v i g i l i a , de locura y de sensatez. E l interes del relato radica, pues, en e l hecho de que nos da una v i s i o n s i n t e t i c a de l a realidad, donde se funden e l consciente y e l inconsciente del personage. La busqueda de esta realidad- t o t a l , objetiva es l a que empujo a Satbato a e s c r i b i r su "Informe sobre ciegos" y l a que tambidn es e l origen del v i a j e de Fernando. Segun Angela Dellepiane,^*' l a p e s a d i l l a de Fernando, su peregrinacidn en e l submundo de los ciegos, es simbdlica: no es mats que l a exploracidn de su propio y tenebroso mundo i n t e r i o r , su busqueda de una iiverdad absoluta. A l descender dentro de s f , ha arribado a los orfge- nes de l a humanidad, a l l f donde puede ver sus dos caras simul- tetneamente, l a diurna y l a nocturna, l a que se muestra y l a que se esconde. Por esta razdn d l es uno de esos exploradores de l a inmundicia, testimonies de l a Basura y de los Malos Pen- samientos, un heroe negro y repugnante, un antiheroe. La sim- bologfa del relato es c l a r a : Fernando ha descendido en vida a l inf i e r n o de su propia coneiencia para buscar su verdad, su yo y ha encontrado esto y mas: en su coneiencia i n d i v i d u a l se r e f l e j a l a de l a humanidad entera. Todo l o que hay en e l de hor r i b l e esta! en l a humanidad tambien. A l f i n a l del v i a j e , cuando Fernando se hace pez, e l ego del protagonista se d i - suelve en e l ser colectivo de l a raza, e l inconsciente c o l e c t i - vo del que nos habla .Jung, para i d e n t i f i c a r s e con e l eterno 61 e s p f r i t u del mai. La experiencia de Fernando es en ultima i n s - tancia una forma de conocimiento: conocimiento supremo de s f mismo a traves de este conocimiento ultimo de los secretos designios del u n i v e r s e En concreto, l a v i s i o n f i n a l impllcada en l a imagen Ojo Fosforescente, es l a del trdnsito de l a ce- guera a l a videncia y por ende, de l a nada a l todo, l a de l a alianza, de l a comunidn fntima del hombre y del cosmos, con- tradicciones que obviamente dejan de serlo en e l mundo absoluto a l que Fernando ha sido arrojado. En l a persona de Fernando V i d a l , Sa'bato ha encarnado su creencia de que solo a l a r t i s t a l e es dado rescatar l a insegu- ridad del ser, recuperando a l mismo tiempo l a esencial unidad del universo. Es e l a r t i s t a quien trasciende l a ceguera o mentira de nuestra c i v i l i z a c i d n para alcanzar l a verdad. Lo esencial, s i n embargo, es que esta solamente puede lograrse penetrando las fuerzas del mai: como hace observar Nelly Mar- t f n e z , ^ l a nocidn del mai en l a obra de Sa'bato, esta" enten- dida desde una doble perspectiva: por un lado apunta l a ,ani- malidad o fuerzas primarias que yacen latentes en e l incons- ciente i n d i v i d u a l y r a c i a l ; por otro, e l mai es l a ceguera en l a que existe e l hombre y en l a que dste se ampara para perder conciencia de esas fuerzas infernales que sustentan su v i v i r . Enganado, cegado. por un medio aparencial en e l que todo, desde bancos y boutiques hasta bares y prostfbulos, contribu- yen a sostenerlo, e l ser ha velado l a realidad subyacente, l a esencia de l a condicidn humana, e l mai, para seguir subsis- 62 tiendo en aquel "Buenos Aires cadtico de freneticos muflecos con cuerda." (Sobre heroes y tumbas, p. 352). En concreto, para Sa'bato, cualquier tentativa humana de salvacidn presu- pone una inmersidn necesaria en los infiernos: solo conociendo e l mai, vale decir penetrando su esencia, su "yo? puede e l hombre atisbar algun tipo de verdad. Al artista le esta desti- nada esta aventura: a e l le esta" destinada eat a tarea que lo convierte en figura redentora: "Un gran artista, ha escrito Sa'bato, es e l hombre que tiene l a facultad y l a cordura de levantar los velos que ocultan l a terrible realidad a los simp- les mortales. " ^ E l contenido existencial y humanitario del "Informe sobre ciegos" es obvio: fue escrito con e l objetivo de revelar a l hombre su "esencia? su mundo interior sofocado por una realidad externa, falsa y agobiadora. Fernando, en el que podemos ver a Sabato mismo, va a destruir poco a poco e l mundo de aparien- cia que lo oprime, para afirmar su individualidad y soltar sus instintos reprimidos. Gran rebelde metaflsico, renuncia a l a vida fa*cil pequefioburguesa, dominada por preocupaciones de t i - po materialista, para enfrentarse plenamente con e l problema de la existencia. Fernando, como Castel y como todo rebelde genuino, tiene que romper con las formas habituales de l a vida. Para e l no puede exi s t i r ni familia, ni amigo, ni amada. La soledad absoluta es e l precio de su libertad. Su aislamiento de los demas hombres es intenso y voluntario, como lo demues- tran las palabras que preceden su confesidn de l a falta de 63 afecto en su v i d a : "nadie en su sano j u i c i o podrfa sostener que e l obgetivo de estos papeles ("informe"), sea e l de des- pertar simpatfa hacia mi persona. He aquf, por ejemplo, uno de los hechos desagradables que.como muestra de mi sinceridad voy a confesar: no tango n i nunca he tenido amigos . . . jama's he sentido afecto por nadie n i creo que nadie lo haya sentido por mf." (Sobre heroes y_ tumbas, p. 447) Como t e r r o r i s t a de l a moral burguesa, Fernando niega a Dios, a l a sociedad, a los hombres y a las convenciones, a to- do lo que, en f i n , constituye un consuelo o un refugio para e l hombre. No olvidemos que tiene con su h i j a relaciones inces- tuosas, l o que en nuestra sociedad es considerado como e l colmo de l a decadencia y de l a perversidad. Tambidn se acusa a s f mismo de ser un canalla, pero se considera por l o menos mats honesto que l a mayorfa de los hombres y puede j u s t i f i c a r sus engaflos: "son y eran engafios t a c t i c o s , circunstanciales, tran- s i t o r i o s , en favor de una verdad a fondo, de una despiadada investigacidn. Soy un investigador del mal." (Sobre heroes y_ tumbas, p. 476). Se ve que l a maldad de Fernando es exigida por su descenso a los infiernos a su "yo? Es decir, necesita destruir l o que l e obstaculiza para e x i s t i r autdnticamente. Fernando se da voluntariamente e l papel de destructor para h a l l a r una manera de l i b e r a r s e y liberarnos a todos. Yisto desde dste angulo, parece imbuido de una gran pureza en con- tra s t s con los miembros de l a sociedad que viven sistematica- mente en e l parafso a r t i f i c i a l de l a c i v i l i z a c i d n , en l a i n - 64 consciencia de sus actos y de sus vidas. A l mismo tiempo, Fernando se convierte en sfmbolo del hombre contemporatneo, un ser que se desgarra angustiado entre los dos males que confor- man su e x i s t i r : por un lado los i n s t i n t d s que persisten en e l fondo de su ser y que en nombre de l a razon rechaza; por e l otro l a cultura que e l mismo ha erigido y que de algun modo l o engrandece pero que inevitablemente l o destruye a l sofocar su esencia. S i e l "Informe sobre ciegos" y e l mismo Fernando e n r i - quecen e l contenido metaffsico de l a novela, gran parte de l a se n s i b i l i d a d e x i s t e n c i a l de Sabato se encuentra tambien en las reflexiones de Bruno, otro vehfculo del pensamiento del autor y confidente de Martfn. Empujado por e l deseo de hacer de su novela una novela t o t a l que cubra~ l a realidad entera, Sa'bato se s i r v e de sus personages para tocar todos los temas y para dar sus opiniones sobre los problemas que l e preocupan. En boca de Bruno e l autor ha puesto l a mayor parte de las d i - gresiones que interrumpen l a anecdota central del l i b r o . En estas digresiones aparecen reflexiones sobre todos los aspec- tos de l a vida y particularmente sobre e l destino de America y de l a Argentina. De modo que mediante Bruno e l autor en- grandece aiin mas las dimensiones metaffsicas de su obra. Bruno t r a t a de encontrar en sus reflexiones una afirmacidn ya no de su individualidad sino de su argentinidad. Como Sa'bato, se pregunta sobre todo sobre "lo nacional argentino", cuando dice: "Nuestra desgracia era que no habfamos terminado de levantar 65 una nacion cuando e l mundo que l e habfa dado orlgen comenzd a c r u j i r y luego a derrumbarse, de manera que aca" no tenfamos n i s i q u i e r a ese simulacro de eternidad que en Europa son las piedras milenarias," lo que esta" haciendo es r e p e t i r en t e r - minos muy an^logos una idea de Sabato, muchas veces sostenida por e l : Nuestra tragedia consiste en buena parte en que no habfamos terminado de hacer un pafs cuando e l mundo comenze* a derrumbarse. Lo que s i g n i f i c a que s i este mundo es un caos, nosotros l o somos en l a segunda potencia , , . S i e l problema metaffsico central del hombre es su transitoriedad, aquf somos ma's effmeros que en Paris o Roma, vivimos en un campamento en medio de un terremoto. ( E l e s c r i t o r , p. 59-60) Por medio de Bruno, Sabato se aproxima a l a c r i s i s metaffsica argentina de hoy y nos presenta,a p a r t i r del punto de v i s t a de este personage, un fresco de l a vida argentina. En esta novela no solo d e s f i l a n tipos humanos propios de este pafs^ sino que se discuten los problemas que aquejan a sus habitantes, sus modos de v i v i r y pensar, su h i s t o r i a (desde e l s i g l o XVIII hasta 1955), e l drama que e l l a conlleva y e l futuro del pafs. E l problema de l a argentinidad, l a busqueda de una identidad nacional,atraviesa todo e l l i b r o , y de una manera u otra afecta a todos los personajes que en e l d e s f i l a n y a l mismo autor. De modo que e l romance de Alexandra y Martfn parece ser e l pretexto que usa e l e s c r i t o r para d e s a r r o l l a r este tema que l e concierne directamente.Sobre heroes y_ tumbas expresa, en efecto, e l deseo de Sabato de d e f i n i r s e en cuanto argen- tino y de caracterizar su cultura. Plasma a l mismo tiempo l a 66 inquietud del argentino que se busca no solo en cuanto i n d i - viduo (como en e l caso de Fernando) sino en cuanto miembro de una nacidn. Las digresiones puestas en boca de diferentes personajes constituyen, pues, e l elemento ensayfstico de l a obra. Las de Bruno, sobre todo, nos eomunican los pensamientos de S^bato, los mismos que este ha reiterado en entrevistas, conferencias, y l i b r o s . Por e l l o Bruno pertenece a l a faz ra c i o n a l de l a no- vela y sus opiniones est£n plasmadas en verdaderos discursos, inequfvocos, claros y seguros en su forma. La irasercidn de estos discursos en e l cuerpo central de l a obra ensanchan, como acabamos de verlo, l a tematica de l a nove l a , confiriendole asf una profundidad y una amplitud ausentes en E l tunel. E l mismo tiempo contribuyen a dar a l texto un aspecto nuevo de complejidad y densidad. Por otra parte, y para aumentar l a confusion del l e c t o r , l o s acontecimientos na- rrados no siguen un orden cronologico y nos son r e f e r i d o s , no a p a r t i r de un punto de v i s t a unico, sino a p a r t i r del punto de v i s t a de los diferentes personages de l a obra. De modo que en Sobre heroes y_ tumbas, tema y tecnica se complican simul- taneamente. La segunda novela de S^bato carece en efecto de un suce- der cronologico natural. La accidn de l a novela y los e o n f l i c - tos de sus personages estatn presentados a traves de r e l a t o s , de evocaciones, o de mondlogos i n t e r i o r e s que nos empujan hacia e l pasado, nos proyectan hacia e l futuro, o nos traenr. 67 al presente de los distintos personages. La noticia prelimi- oar, que reproduce una supuesta crdnica periodfstica, nos situa frente a la muerte de Alexandra y Fernando, acaecida a fines de 1 9 5 5 . Esta sera! la fecha central para el lector, alrededor de la cual van a girar todos los otros tiempos. Esquema'ticamente puede decirse que la primera parte nos retro- trae a mayo de 1953, fecha en que Alexandra y Martfn se conocen. Pero, como ocurre tambien en las tres partes restantes, el hilo temporal no es sostenido, porque la relacidn entre ambos esta! mostrada desde distintos atngulos, el del futuro, o el del pasado, como todo el relato que Alejandra hace de su niflez, o la historia de la familia Olmos con la que recorremos el siglo XIX por completo. A pesar de esta falta de regularidad temporal, los amores de Alejandra y Martfn transcurren entre dos fechas: de 1953 a 1 9 5 5 . Ese serfa el "tiempo narradoes decir el tiempo exterior en que transcurren los hechos presentados en la novela. Ademas de este tiempo objetivo, existe en la obra otro tiempo, extremadamente subjetivo, atemporal, que es el que se da unica y exclusivamente en el espfritu del personaje y no puede ser relacionado con hechos o seres fuera de el, sino con los fntimos procesos sfquicos del personaje, con sus sufrimien- tos, sus angustias, sus necesidades. Es este un tiempo sicold- gico, vivido, que a diferencia del de los almanaques o relojes, no es necesariamente continuo ni lineal, homogeneo ni rfgido. Es ra*pido o se demora al eompas de emociones, sensaciones, 68 pensamientos, ensueiios, en suma de factores subjetivos que nada externo puede controlar. E l e s c r i t o r debe respetar l a l i b e r t a d de su personage, e l orden con que las imagenes o pensamientos se presentan en su coneiencia por e l trabajo de l a memoria, que vuelve sobre gestos,* palabras, aetitudes, porque en verdad , jamdts vivimos totalmente en e l presente o en e l pasado: todo instante inconscientemente vivido es una mezcla de pasado y de presente. Es este, pues, e l tiempo e x i s t e n c i a l que l a novela actual ha recuperado para e l hombre. V i r g i n i a Woolf es quiz£ quien mejor ha descrito este tiempo mental cuando dice: "Una hora, una vez instalada en l a mente humana, puede abarcar clncuenta y cien veces su tiempo crono- me'trico; inversamente una hora puede corresponder a un segundo 48 en e l tiempo mental." Transcribimos aqui un ejemplo del tiempo subjetivo sacado de Sobre heroes y_ tumbas : ". . . un tiempo enorme—pensaba Bruno, porque no se media por meses y n i s i - quiera por aiios, sino como es propio de esa clase de seres, por eat£strofes e s p i r i t u a l e s y por dias de absoluta soledad y de inenarrable t r i s t e z a ; dfas que se alrgan y se deforman como tenebrosos fantasmas sobre las paredes del tiempo."(So- bre heroes y_ tumbas, p. 161). E l uso del tiempo subjetivo apa- rece reiteradamente en l a novela y l e comunica un dinamismo y perspectiva que no hubiera sido posible con un tipo de narra- cion t r a d i c i o n a l . Hay, pues, una aparente confusidn narrativa en l a obra, proceso que no hace sino r e p e t i r e l fragmentarismo del espf- 69 r i t u humano. Todos estos desplazamientos temporalis y esta dimension i n t e r i o r del tiempo, no aparecen en Sa'bato por mera voluntad de e s t i l o , sino por l a autentica necesidad de exponer aft hombre en su mas i n t r f n s i c a r e a l i d a d . E l autor funde asf, pasado, presente y porvenir para captar a l personaje en su t o t a l i d a d , en su i n d e s t r u c t i b l e unidad. La realidad plasmada en Sobre heroes y_ tumbas es e l r e s u l - tado de una cosmovisidn, en l a que, como en e l "Informe sobre ciegos," todo se recorta, se interrumpe y se junta. Para expresar esta realidad confusa, donde lo objetivo se mezcla con l o subjetivo, e l tiempo i n t e r i o r con e l tiempo exterior, l a h i s t o r i a del pais con los destinos individuales, Sa'bato tiene que r e c u r r i r a metodos e s t i l f s t l c o s mucho mats complejos que los ya u t i l i z a d o s en E l tunel. E l mundo revelado en Sobre heroes v_ tumbas no parte de una sola existencia, de un solo punto de v i s t a , sino de una m u l t i p l i c i d a d de comciencias. La vida multiple, ambigua, multiforme, exige una tecnica nove- l f s t i c a ma's variada y f l e x i b l e . No es solo e l volumen de l a vida e l que demanda esa tecnica, sino l a s u t i l e z a de lo v i t a l . Hay necesidad de dislocar l a tecnica u n i l a t e r a l de l a narra- cion y reemplazarla por una urdidumbre. Las consecuencias de esta. a c t i t u d son dos: e l especial tratamiento del tiempo, ya discutido, y l a yuxtaposicidn de varios puntos de v i s t a . ik que llamamos punto de v i s t a ? . Las definiciones de este tecnicismo d i f i e r e n , pero con F. B. M i l l e t t , podemos convenir en que es " l a posicion desde l a cual e l r e l a t o es 70 presentado,"^y tambien que "es el criterio para organizar el material narrative desde dentro de la ficcidn o desde fuera de ella; es la especial iluminacidn desde especiales atngulos 50 del relate""^ En la forma externa de la novela, el punto de vista se traduce en cuatro perspectlvas distintas: narrador omnisciente, narrador-observador, narrador-testigo y narrador- protagonista . . . . "^>1 En su segunda novela Sa'bato alterna, mezcla estas perspectivas eligiendo siempre el punto de vista o mas oportuno o ma's conveniente, dramaticamente hablando. Este punto de vista no es el de un solo personage: salta de Martfn a Bruno casi constantemente y a ratos a Tito, a Moli- nari, a Bordenave, a Quique, a Hortensia Paz, personages secundarios de la obra. En"Informe sobre ciegos",el punto de vista es el de Fernando. De las cuatro perspectivas citadas, Satbato usa casi siempre dos: narrador testigo y narrador protagonista, lo que le impone la primera persona narrativa. Por un corto espacio, al relatar el episodio de la niflez de Alejandra, es narrador omnisciente en tercera persona. Este recurso le permite co- men tar lo que el persona je esta" narrando y asf junto a la experiencia vivida de Alejandra se dan los mdviles secretos, los sutiles mecanismos sfquicos que mueven a la adolescente y de los que ella no tienen conciencia. Relacionada con estos desplazamientos del punto de vista, » 52 se encuentra, segun el estudio de Angela Dellepiane, una tenica de la que Faulkner es el modelo tfpico. Nos referimos a l a int e r s u b j e t i v i d a d . La novela r e s u l t a asf de l a " i n t e r - ferencia de varios relatos hechos desde diferentes personages, cada uno de los cuales tiene una version p a r c i a l y ambigua de los mismos hechos." ( E l e s c r i t o r , p. 1 2 9 ) . Estos conceptos que Satbato atribuye a Faulkner, se apllcan con i g u a l exactitud a su novela, hasta e l punto de poder afirmar que todo e l l i b r o es e l resultado de l a i n t e r f e r e n c i a de varios r e l a t o s . Ho hay sino que a b r i r e l l i b r o y ya podemos constatarlo. En tercera persona se narran los movimientos de Martfn: " . . . se sentd en un banco . . . y permanecio s i n hacer nada . . ." (p. 1 5 9 ) , pero dos renglones despues aparece un "pensd Bruno" que nos confronta con un nuevo narrador cuyos pensamientos seguiremos en e l resto de l a p£gina. A l dar l a vuelta estamos de regreso en e l banco del parque Lezama con Martfn y "su" realidad, a l a que se mezclan n o t i c i a s de un d i a r i o del dfa, las frases que Bruno l e dir£ afios despues y l a imagen de su madre. Una consecuencia d e l uso de l a tecnica i n t e r s u b j e t i v a descrita es e l fragmentarismo con que estatn construidos los personages. No los llegamos a conocer fntegramente; los vemos, sf,pero en l a penumbra; tan solo disponemos de dos datos que el l o s quieren darnos, o de sus pensamientos, o no se les ve e interpreta sino a traves de los pensamientos y las reacciones de los personages. En e l "Informe sobre ciegos," Fernando, como Gastel en E l tunel, nos.da una cantidad de datos acerca de su personalidad,pero l a otra faz de este personage nos l a da Bruno, en e l capftulo III de l a ultima parte,al hacer e l 72 retrato de su vida. La v i s i o n que Bruno da de 41, lo aelara, l o ensancha, l o pone en relacidn con su circunstancia fami- l i a r de l a cual Fernando no dice nada en su r e l a t e Este personaje tiene que ser estudiado, pues, desde dos atngulos: desde Fernando mismo—sus actos, sus palabras, sus ideas que aparecen en e l "Informe sobre c i e g o s " — y desde Bruno—en su descripcidn f l s i c a , moral e i n t e l c t u a l . S<5lo de este entre- cruzamiento r e s u l t a e l personaje fntegro. Sa'bato afirma as! su cosmovisidn con su e s t e t i c a y m i l i t a en las f i l a s de los escritores hispanoamericanos que problema- tiz a n su realidad s o c i a l , p o l l t i c a , e s p i r i t u a l , s i n enrolarse en ninguna faccidn sino por plena asumcidn de los deberes que e l i n t e l e c t u a l tiene para con su pais y su epoca. Sobre heroes y tumbas nace, en efecto, de un compromiso de S^bato frente a su pais, de un deseo de expresar su problematica a traves de l a s e n s i b l l i d a d de sus personages. Dentrode l a gran variedad de temas tratados en l a novela hay uno que merece ser tratado aparte, dada su importancia y su amplitud. Como l o hemos apun- tado brevemente paginas atras, se encuentra reiteradamente en l a novela encarnado por Bruno: es e l tema del pais , La Argen- t i n a s i r v e en efecto de t e l a de fondo a todos los acontecimien- tos narrados, y constituye para muchos de los personages que en e l l a viven un objeto de preocupacidn y de congoja. De modo que s i E l tunel nace de l a i n f l u e n c i a que en Sabato ej e r c i e r a n los f i l d s o f o s e x i s t e n c i a l i s t a s europeos, Sobre heroes y_ tumbas es obra o r i g i n a l , nacional, producto de las preocupaciones 73 metaffsicas de una nacidn, de l a cual Sa'bato, mediante Bruno, se hace e l portavoz, y no de un solo individuo. La a c t i t u d del e s c r i t o r es l a del autor comprometido que pone su arte a l se r v i c i o de su pafs, planteando problemas metaffsicos centrados ahora sobre l a realidad exterior, i n c i e r t a , que l o rodea,y no solo sobre e l mundo i n t e r i o r cerrado del ser. Hay en su novela un intento de revelar l a mente c o l e c t i v a , e l inconsciente co- l e c t i v o a p a r t i r del "yo" de sus personages. "Si en cualquier lugar del mundo es duro s u f r i r e l destino del hombre, escribe Satbato, aquf es doblemente duro porque ademas sufrimos e l angustioso destino del hombre latinoamericano." ( E l e s c r i t o r , p.58). Este "angustioso destino" es^sin duda alguna, una alusidn a l a constante necesidad por parte del argentino, de v d e f i n i r s e y de caracterizar su cultura, producto de un com- plejo de identidad que asedia a l americano desde l a indepen- dencia. Hay en las paginas de Sobre heroes y_ tumbas una busqueda de l a identidad nacional, un deseo de autodefinicion, a c t i t u d c a r a c t e r f s t i c a del latinoamericano. "iQue somos? ̂ a donde vamos? y ^cu^l es nuestra verdad nacional?" se pregunta Sa'bato. A difer e n c i a de los europeos, que han heredado t r a d i - ciones milenarias, los latinoamericanos y partieularmente los argentinos no pueden encontrar en e l pasado rasgos culturales que los definan y los eternicen. La colonia y luego l a llegada de los inmigrantes impidieron e l desarrollo de una cultura propiamente argentina. De aquf e l resentimiento y l a preocu- pacidn metaffsica del pueblo, quien, desde siempre, parece 74 haber side- frustrado, enganado en su proyecto de r e a l i z a c i d n nacional. E l resentimiento de los argentinos ya viene de may l e j o s . Cuando aparece e l Martfn Fierro,de Jose Hernandez, cobra forma e l rencor del gaucho contra l a oligarqufa extranjerizante de Buenos Aires que l o condena a l a miseria, a l a delincuencia, a l e x i l i o en su propia p a t r i a , corrido por e l gringo a g r i c u l t o r , por e l alambrado y por los f e r r o c a r r i l e s . En La gringa, por o- tr a parte, Florencio Sanchez pinta con crudeza e l violento ren- cor del paisano contra e l intruso enriquecido. Luego junto a los inmigrantes, alambrados y locomotoras, vienen los capita- l e s ingleses y, como l o hace observar Sabato, " l a penetracidn incontrolada y finalmente todopoderosa corrompid nuestra vida p o l f t i c a , comprd nuestras conciencias, deformd l a economfa nacional para sus propios f i n e s , arrasd l a in d u s t r i a regional, desarrolld monstruosamente nuestra incipiente nacionalidad." ( E l e s c r i t o r , p. 128) Este clima de desaliento que caracteriza e l ambiente actual de l a Argentina, se r e f l e j a en l a obra de Sdbato y particularmente en l a presentacidn de Buenos Aires que Bruno compara a una "Babilonia." Sus habitantes son seres abrumados como Martfn, que no pueden encontrar en esta ciudad abigarrada y andnima valores que los apoyen y los reconforten. Posible- mente sir v e esta enajenacidn del pueblo para explicar los versos siguientes de J. L. Borges, quien nos habla de Buenos Aires en estos terminos: Y l a ciudad ahora es como un piano 75 de mis humillaciones y fracasos, Dec.'esta puerta he v i s t o los ocasos y ante este metrmol he aguardado en vano. No nos une e l amor sino e l espanto- Sera* por eso que l a quiero tanto. E l Buenos Aires de Sa'bato opera como un elemento impor- tante de su narrativa, pues e l autor ha negado muchas veces l a p o s i b i l i d a d de un encuentro con l o esencial, l e j o s de l a circunstancia: " l a condicidn del hombre no se revela en abstrac to-, sostiene,sino a traves de las circunstancias concretas en que l a existencia tiene lugar. (El e s c r i t o r , p. 1 3 1 ) . En l a vida del argentino,como en l a novela de Sa'bato, l a r e a l i d a d es ante todo l a ciudad e s t e r i l en que vive e l hombre extraviado. Buenos Aires aparece como una ciudad monstruosa, tensa, dram£- t i c a , mi.a que nunca parecida a las grandes metropolis europeas y norteamericanas. Una sostenida v i s i o n negativa de l a ciudad se ramifica por diversas s i g n i f i c a e i o n e s : l a ciudad como co- rrupcidn y caos, como lugar del mal y de l a i n t e l i g i b i l i d a d frustrada, e l espacio donde se concentra e l presente degra- dado. E l significado de l a ciudad se asocia con l a soberbia, l a decadencia, l a fi g u r a de l a gran p r o s t i t u t a b f b l i c a . Asf como l a ciudad rom^ritica habfa sido l a hermana, l a madre, l a amante, e l Buenos Aires de hoy es l a ciudad-ramera que atrae y abriga todos los v i c i o s del mundo. Es interesante senalar de paso que este tratamiento de l a ciudad moderna en que se vive y donde se f o r j a e l nuevo sistema de relaciones humanas, viene orientado por l a l i t e r a t u r a extranjera: autores como Kafka, Sartre, Scott {. Fi t z g e r a l d , Hemingway, mostraron en su 76 l i t e r a t u r a l a p o s i b i l i d a d de un tema que esta! a l alcance de todos. La ciudad se convierte en e l paisaje de l a novela y constituye, en c i e r t o sentido, un personaje, un mito, una entidad, e l factor determinante en l a creacion de l a novela e x i s t e n c i a l . A l argentino de hoy l e espanta e l mundo que l e rodea por- que l a realidad circundante, e l pafs, no constituye en s f una afirmacidn de au individualidad nacional. En' Sobre heroes v_ tumbas e l examen de l a condicidn humana desemboca siempre en e l de l a condicion nacional. En los tres primeros momentos de l a novela hay un bucear implcable en las almas angustiadas de personages que viven y desvlven en e l caos babilonico de Buenos Aires, l a ciudad se hace e l sfmbolo de nuestra realidad sofo- cante, fabricante de caos y decadencia, inventadora del supre- mo desorden. Martin exclama en una ocasion: "este pafs es as- queroso. Aquf los unicos que triunfan son los sinverguenzas" Palabras que se r e f i e r e n a Molinari, hombre de negocios co- rrompido, encarnacidn de l a falsedad y de l a hipocresfa que e l pafs caracterizan a l a pequena burguesfa y a los miembros del gobierno. "Molinari, dice Martfn, es un hombre respetable, un p i l a r de l a nacidn. Enebtras palabras: un perfect© cerdo, un notable h i j o de puta'wf (Sobre heroes y tumbas, p. 314). En l a segunda parte de l a novela*: Bruno se pregunta en medio de los preludios del golpe antiperonista, "sobre e l sentido de l a existencia en general y sobre e l ser y e l no ser de aquella oscura region del mundo." (Sobre heroes y tumbas, p. 363). A 77 su j u i c i o los portefios "parecfan deambular en Buenos Aires co- en un caos, s i n que nadie supiese donde estaba l a verdad, s i n que nadie creyese firmemente en nada." Evoca l a ciudad de Bue- nos Aires abierta a todos los vientos, a las inquietudes de l a gran ciudad moderna y a l mismo tiempo a problemas bien p a r t i - c u l a r s . Una Buenos Aires de barberos i t a l i a n o s , de "compadri- tos" que son gauchos jubilados, de banqueros y de "cabecitas negras" (p. 370), de peronistas y t r a d i c i o n a l e s . Una Buenos Aires que r e s u l t a una Babilonia con "sus seis millones de argentinos, espanoles, i t a l i a n o s , vascos, alemanes, hiingaros, rusos, polacos, yugoslavos, checos, s i r i o s , libaneses, l i t u a - nos, griegos, ucranianos." A l contemplar este conglomerado turbio y gigantesco Bruno exclama: "La ciudad gallega mas grande del mundo. La ciudad i t a l i a n a mas grande del mundo. Etcetera. MaV pizzerias que en Na.poles o Roma. Lo nacional IDios mio! ique era l o nacional?" (Sobre heroes y_ tumbas, P. 325) La enumeracion de estos habitantes que r e a l i z a Bruno se escinde em dos partes: un conjunto esta! formado por aventure- ros indiferentes que siguen amasando su fortuna, c£nicos profesores que ensenan cuanto habfan repudiado anteriormente, p o l f t i c o s h i p o c r i t a s y aprovechados o deshonestos estudiantes aliados con e l l o s . E l otro grupo es e l de los v i e j o s : Don Pancho V i d a l Olmos, abuelo de Fernando y bisabuelo de Ale- x a n d r a , resto de l a f a m i l i a , p a triarca en decadencia, y Don Francisco, e l v i e j o inmigrante i t a l i a n o , padre de Tito 78 D*Arc£ngelo. Frente a l a corrupcidn del presente, ambos se fugan a otra realidad, a l pasado embellecido por e l recuerdo. E l viejo Pancho aparece como e l ultimo representante de una raza de heroes en vfa de desaparicidn, quienes a l lado del General Lavalle habfan luchado en medio de l a miseria y de l a desesperanza para liberar a l a patria y darle un nombre. Para ellos l a Argentina es e l pasado, l a lucha heroica contra el enemigo. En medio de f^bricas y conventillos, Don Pancho Olmos habita los restos de l a antigua casa sefiorial. Entre el sueflo y l a v i g i l l a , es un testigo de las virtudes aniquiladas. Fren- te a l a edad de oro y lo lejano, existe ahora lo contaminado, la confusion. E l presente es l a degradacidn de un pasado b r i - llante. Bordenave, personaje secundario de l a novela, mani- fiesta acerca del pals e l mismo pesimismo que Martfn y Bruno: "Aquf no habfa que hacerse mala sangre, esto era podredumbre pura y nada tenfa arreglo. Al pafs lo habfan prostituido los gringos y esta ya no era l a nacidn que llevaba l a libertad a Chile , y a Peru. Hoy era una nacidn de acomodados, de cobardes, de quinieleros napolitanos, de aventureros internacionales . . . estafadores y de hinchas de futbol? (Sobre heroes y_ tumbas, p. 370). D'Arcangelo observa con nostalgia: "Todo pasd . . . a veces me pongo a pensar que en este pafs todo ya pasd, todo lo bueno se fue pa no volver, como dice e l tangof,(p. 266) Como lo sugieren los personajes de Sa'bato, los sentimien- tos del argentino de hoy frente a l pafs son de desengano, angustia y perplejidad. Mientras los viejos, como Don Pancho, 7 9 pueden huir del presente corrompido por medio del hermoso recuerdo del pasado, los jdvenes no tienen otra a l t e r n a t i v a que l a de v i v i r en medio de una realidad inc i p i e n t e , despro- v i s t a de valores y de ideales. Todos, en f i n , se sienten inse- guros dentro de un pafs que l e s r e s u l t a ajeno y h o s t i l . E l tratamiento del "ser nacional" argentino tiene en l a novela su expresidn mas lograda en l a insercidn del episodic h i s t o r i c o de l a marcha epica de Lavalle. Comienza en^capftulo XII de l a primera parte y seraVretomado en e l capftulo III de l a cuarta parte. Cuando Martfn conoce por medio de Alejandra a l ahuelo Pancho, este rememora e l destino de l a tr a g i c a legion de Lavalle en l a que perecieron tres de sus antepasados. S i Sa'bato se hubiera limitado a eso, e l episodio hubiera r e s u l t a - do mas o menos anodino; pero i n t e r c a l a l a v i s i o n de l a i n i n t e - rrumpida marcha de l a legion en un doble escorzo simultaneo y contrapuntual, mezclado e l hoy con e l ayer, los destinos de Martfn y del Alferez Celdonio Olmos, quien l l e v a hacia e l Norte,como custodia, e l cadaver en descomposicidn de Lavalle, sostenido por l a esperanza de salvar los despojos de su jefe de l a persecucidn de Rosas y su secuaz,General Oribe. Sa'bato crea asf una atmosfera epica que envuelve a l le c t o r y l e transmite l a impresion de una conciencia c o l e c t i v a . Celedonio Olmos, en su huida, vive en e l caos de un mundo a l que tr a t a de ordenar en funcidn de l o que l e enseriaron a l l ^ en su infan- c i a , pero s i n conseguirlo: 80 Ochenta leguas de derrota. Ya no comprende nada. E l mondo se ha convertido en un caos y piensa en su padre, en su in f a n c i a . . . Ya nada entlende. Y todo era tan n l t i d o dos "r afios antes: l a l i b e r t a d o l a muerte. Pero ahora . . ..No son n i siquiera doscientos hombres y n i siquiera son soldados ya: son seres derrotados y sucios y muchos de e l l o s ya tampoco saben por que combaten y para que*. E l A l f erez Celedonio Olmos, como todos e l l o s , cabalga cefludo y s i l e n c i o s o , recordando a su padre , e l capitan Olmos, y a su hermano, muertos en Quebracho Herrado. (Sobre heroes x tumbas, p. 674) Martin, entretanto, despues de l a muerte de Alexandra, ha r e - corrido s i n rumbo f i j o l a ciudad de Buenos Aires y yace ahora en su camastro, preguntandose por e l sentido de l a existencia (p. 68). Desafla a Bios a que salve su vida de l a xpte esta! dispuesto a prescindir ya que r e s u l t a absurda. En identico caos de traiciones y abandono, l a vida de Lavalle se extingue. Los heroes del episodio intercalado, los hombres que acompaiiaron a Lavalle hasta despues de su muerte, esta.n an- gustiosamente constreMdos entre una huida aparentemente i n u t i l y una esperanza remota de l l e g a r a t i e r r a s nuevas y menos erueles. Vida que bordeando cons tant era ente l a muerte, se manr- tiene en sus valores mats autenticos: E l cadaver del heroe reune a los amigos en un anhelo de eternidad, con una esperan- za siempre sometida a prueba, pero insobornable. Su marcha es como una r e p e t i c i o n anticipada de l o que acontece a Martin, que tambien huye, manteniendo una secreta esperanza de reden- ci<5n en medio del desamparo, no ya de las soledades de l a t i e r r a , sino de l a ciudad monstruosa que devora su e x i s t e n c i a . 81 En estos personages fantasmas o i n v i s i b l e s que viven jun- to a los " v i s i b l e s " (Martin, Alejandra, Bruno), estan l a s ralces mats hondas de un momento primigenio en l a h i s t o r i a argentina. A l entrar en e l l o s quisieramos ver por dentro del pals e l ser Intimo del pueblo argentino, con hombres-heroes cuya presencia se pretende imponer como ejemplo: "Aquellos a l menos eran hombres de verdad y se jugaban l a vida por l o que c r e i a n , " (p. 2 0 1 ) d i r l a Alejandra a Martin. A l i n c l u i r e l episodio de l a marcha de Lavalle en su,obra Sa'bato ha querido, por una parte, llamar l a atencion del pue- blo hacia e l pasado argentino, recorddndole su antigua lucha por l a l i b e r t a d y sus ideales para que pueda reconocerse en e l l o s como nacidn y redescubrir su h i s t o r i a . Ha tratado de dar una respuesta a l a pregunta "^que es l o nacional argentine?," mostrando que l a p a t r i a verdadera esta quizas en los valores positivos del pasado. Por otra parte, a traves de este episo- dio, Satbato se ha esforzado por hacer evidente l a contradiccidn y a l a vez l a sintesis^que en todo hombre hay entre l o h i s t d r i - co y l o atemporal. Pues aunque e l ser humano vive en su tiempo y es necesariamente un ser s o c i a l e h i s t d r i c o , tambidn subsiste en d l e l hecho bioldgico de su mortalidad y e l pro- blema metafisico de l a conciencia de este mortalidad, su deseo de absoluto y de eternidad. Lavalle conoce en sus campajflas e l mismo desamparo y las misamas dudas que Martin, quien, dentro del conglomarado turbio de Buenos Aires "se sentia solo, se interrogaba sobre l a vida y l a muerte, sobre e l amor y e l 82 absoluto, sobre su pafs, sobre e l destino del hombre en general . . . y entonces lo volvf a a ver a l pobre Lavalle adentrandose en e l t e r r i t o r i o s i l e n c i o s o y h o s t i l de l a provincia, perplejo y rencoroso, acaso pensando en e l misterio del pueblo en largas y pensativas noches de f r i o . " (Sobre heroes £ tumbas, p. 362). En suma, en Argentina o donde fuera, en l a epoca de Lavalle o en nuestra dpoca, "los seres humanos seguimos cumpliendo e l sempiterno proceso de nuestro nacimien- to, l a esperanza candorosa, l a desilusidn y l a muerte. Y este proceso l o vemos en los dos muchachos homdlogos: e l Alferez de Lavalle que va hacia e l Norte, Martfn que marcha hacia e l Sur." ( E l e s c r i t o r , pp. 21-22). Como se viene sosteniendo desde e l existencialismo, e l punto de v i s t a metaffsico es quiza". e l linico que permite e o n c i l i a r l a total i d a d concreta del hombre. E l hombre queda definido por su dimension metaff,- s i c a , por ese conjunto de atributos que caracterizan a l a condicidn humana: su ansia de absoluto, l a voluntad de poder, e l impulso a l a rebelidn, l a angustia ante l a soledad y l a muerte. Atributos que, aunque manifestados en e l hombre concreto de un tiempo y lugar, tienen l a permanencia del hom- bre en todos los tiempos y sociedades. Sa'bato quiere trascen- der e l "uno" para hacerlo universal, ahondar l a circunstancia para descubrir l a eternidad. Compone un contrapunto h i s t d r i c o epico, argentino, que subraya l a condicidn humana, l a vuelta a l polvo y e l c i c l o que recomienza una vez ma's. E l cadaver del General Lavalle aparece a l f i n a l de l a novela- como e l sfmbolo 83 de nuestra f i n i t u d : "Los huesos . . .esos sfmbolos de los sentimientos y pasiones de los hombres que terminan finalmente por volver a l color inmortal de l a t i e r r a , ese color de l a suciedad, porque es e l color de l a vejez y del destino f i n a l de todos los hombres cualesquiera sean sus ideas."fSobre heroes y_ tumbas, p. 696) Be las tres novelas que ha escr i t o Sa'bato, l a ultima, Abadddn, e l exterminador, es s i n duda alguna l a mas compleja y l a mas oscura para e l l e c t o r . Con respecto a las obras pre- cedentes, esta novela presenta una evolucidn hacia temas y problemas ma's universales y hacia una tecnica extremadamente variada, tecnica que confiere a l a obra su aspecto revolu- cionario y vanguardista. Esta evolucidn tema'tiSa y^formal corresponde, como siempre, a una preocupacidn metaffsica en aumento por parte del e s c r i t o r , quien, despues de habernos he- cho testigos de l a c r i s i s e x i s t e n c i a l de un hombre y de un pafs, nos pone ahora frente a l a c r i s i s m e t a f f s i c a del hombre moderno universal. Abaddon, e l exterminador representa un ataque directo a todo tipo de conformismo burgues i d i o t i z a n t e , epftome de nuestra c i v i l i z a c i d n . S£bato ha partido de una realidad geo- g r a f i c a e h i s t d r i c a concreta: Argentina y Buenos A i r e s , pero l a ha trascendido, universaliz£ndola. En r i g o r se t r a t a de un enjuiciamiento a toda una c i v i l i z a c i d n , a toda una concepcidn r a c i o n a l i s t a de l a vida y a un mai interpretado progreso, cuyo 84 sfmbolo es, precisamente l a ciudad. Para S a b a t o , e l ser humano ha pagado caro l a gran aventura humanista de l a moder- nidad i n i c i a d a desde e l Renacimiento, ya que esta ha culminado en su propia deshumanizacion o c o s i f i c a c i d n . E l desgarramiento y l a angustia en que vive constituyen, " e l f i n a l contradictorio de aquel semidio's que proclamd su individualidad en los albores del Renacimiento, de aquel ser que se lanzd a l a conquista de de las cosas "y que" ignoraba que e l mismo serfa convertido en cosa." ( E l e s c r i t o r , p. 55). Sa'bato, s i n embargo, no se contenta en e n j u i c i a r a l a sociedad contemporatnea: Abaddon, e l extermi- nadorjComo " E l informe sobre ciegos", propone una posible s a l i d a del laberinto de l a c i v i l i z a c i o n tecnolettrica. Para e l l o es menester que e l hombre reconsidere los valores por los que se ha guiado durante s i g l o s y que, s i n abandonar las v i e j a s normas, sepa integrarlas en un esquema mas amplio. "Vivimos e l momento en que es necesaria una nueva s f n t e s i s , " " ^ ha declarado Sa'bato, una s f n t e s i s en l a que l a razon se integre a las fuerzas ocultas e i r r a c i o n a l e s que rigen nuestro universo y moldean i ; nuestras vidas. Es necesario trascender l a materia que es c l a - v i z a y dar e l gran salto hacia una realidad mas vasta y hacia l a plenitud del ser. La tercera novela de Sabato puede leerse a l a vez como una novela y como un ensayo. Igual que Sobre heroes y_ tumbas, Abaddon, e l exterminador .tiene digresiones en las que e l autor ha vertido sus ideas sobre una gran cantidad de temas y que vienen a romper e l h i l o de l a narracidn. Ahora, s i n 85 embargo, las digresiones son tantas que l a anecdota no puede seguir un desarrollo continuo o regular. E s t a l l a de un lado a otro de l a obra y l l e g a a l le c t o r por trozos, bajo una forma atomizada. E l elemento anecdotico, no^elesco, radica en tres h i s t o - r i a s que ae desarrollan paralelamente en e l l i b r o : Sa'bato, per- sonage central de l a novela, descorazonado por su f a l t a de inspir a c i d n , sufre l a fr u s t r a c i d n d el e s c r i t o r popular, quien busca mediante e l arte un medio de eternizarse y de escapar a l a transitoriedad de l a vida. Gamina por las c a l l e s de l a ciudad como automata, como "cafdo en un pozo," aparentemente efectuando un descenso a los estratos hondos del ser. Casi simulta'neamente, e l joven Marcelo Carranza muere en manos de torturadores, acusado de p a r t i c i p a r en g u e r r i l l a s urbanas. Pinalmente, Nacho Izaguirre, obsesionado por su sed de absoluto, repudia a su hermana Agustina, a l confirmar su r e l a - cidn clandestina con un sujeto despreciable. A pesar de ser independientes una de otra, estas h i s t o r i a s son portadoras de los mismos temas: e l de l a f a l t a de absoluto, y e l de l a incomunicacidn, otra vez reiterado. Los personajes que encarnan estos temas tratan de encontrar frente a l a precariedad de l a vida un dominio puro, intocable,que les con- f i e r a trascendencia y les devuelva su dignidad de ser humano, rebajados como son a l estado de objeto dentro de un mundo poblado de seres andnimos: Sa'bato sale de l a t r i v i a l i d a d d el mundo mediante l a inmersidn en e l "yp," y mediante l a creacidn l i t e r a r i a ^ M a r c e l o mediante e l s a c r i f i c i o , y Nacho, l a rebeldfa. Este ultimo no es mats que una prolongacidn de Fernando, padre de A l e x a n d r a en Sobre heroes y_ tumbas. Nacho,como Fernando, tambien se rebela contra los sentimientos convencionales y los tabties respetados por l a sociedad: mantiene relaciones inces- tuosas con su hermana Agustina y desprecia a los representantes de l a moral burguesa, llamaildo "canalla" a los miembros de l a autoridad y del gobierno, a las celebridades, incluso a l mismo Sa'bato, en f i n a todos los que se creen indispensables y mani- f i e s t a n este " e s p f r i t u de seriedad" del que nos habla Sartre. E l hecho de que estos personajes no se comuniquen en l a novela y sean ajenos unos a otros, indica no solo l a f a l t a de comunicacidn que existe entre los seres mismos sino tambien entre e l hombre y e l mundo que l o rodea. En l a novela, todo intento de comunicacidn de sujeto a sujeto ha desaparecido, ha desaparecido por ejemplo e l amor que at r a j o , por algiin tiempo a Martfn y Alexandra o l a amistad que l e unfa a Bucich. E l mundo que nos presenta Abaddon es de seres totalmente solos, andnimos y aun h o s t i l e s unos a otros. Los sentimientos de amor y de solidaridad han sido reemplazados por l a i n d i f e r e n - c i a y e l sadismo;. En una ocas ion vernos en efecto a Nacho v i o l a r a su hermana y en otra a Marcelo agonizar en manos de sus verdugos. A l hablar del Nene Costa, uno de los personajes secundarios de l a novela, Sa'bato nos dice: "Fuera como fuera, en estas relaciones con mujeres, que siempre conclufan en l a separacidn de los matrimonios, no podfa ser e l cuerpo l o que 87 prevaleciese sino e l e s p f r i t u ; ana perversidad, un sadismo, un diabolismo, que de cualquier modo, no podfan caracterizarse sino como fendmenos e s p i r i t u a l e s . (Abaddon, p. 35). E l sadismo de Abaddon, no se plasma fundamentalmente en l a pareja, es un trasfondo de l a humanidad y una p o s i b i l i d a d de actuacidn. Es un sadismo que muestra una expresidn de poderfo frustrado, de a u t o j u s t i f i c a c i d n frente a l absurdo de l a vida. "No hay abso- luto en l a v i d a — d i c e Nacho—y s i no hay absoluto todo esta" permitido." (Abaddon, p.456). La busqueda de una trascendencia l l e v a a los personages de l a novela a rechazar e l mundo de l a contingencia mediante l a v i o l e n c i a , l a rebledfa, l a crueldad, de modo que adema's de estar solos, de ser asociales y amorales, se convierten en verdaderos degenerados mentales. Esta degrada- cidn del ser humano corre paralela, por otra parte, a l a dege- neracidn del mundo que l o rodea. A medida que se deshumaniza e l mundo, a medida que l a cien c i a y e l progreso invaden l a vida del hombre y sofocan su esencia, tambien este se deshu- maniza y se alt e r a n las relaciones humanas. Se instaura en e l mundo un estado de crueldad porque e l mundo es c r u e l , porque se ha vuelto inhumano para e l hombre. Gomo consecuencia este se ha apartado de e l y no siente mas que odio y desconfianza hacia sus semejantes. Sa'bato nos ofrece, pues, mediante sus personages, l a v i s i o n de un mundo condenado, corrompido,que podra p u r i f i e a r s e y salvarse solo con l a destruccidn, simbolizada aquf por e l Angel exterminador, Abaddon. M o l i n e l l i , profeta loco de l a 88 novela, encarna l a voz anuneiadora del f i n ; "Urano y Plutdn son los mensajeros de los nuevos tiempos: actuara"n como volc a - nes en erupci<5n, senalar£n e l I f mite entre las dos eras'.' (Abaddon, p. 344). E l fuego actuara" como e l elemento p u r i f i - cador de nuestra sociedad en v i a de descomposicidn. Jorge Ledesma, otro profeta de Abaddon, anuncia este proceso de de- sintegracidn y l a llegada de una nueva era: "Estamos en e l umbral de una nueva edad . . . . Como hace millones de anos, otros ojos estan abriendose paso entre los huesos del cr£neo. iQue mirador!, Sa'bato! jY qud formidable sera e l porvenir para los que tengan e l sistema nervioso capaz de soportarlo l!! (Abaddon, p. 116-117) En su novela Sa'bato predice, en suma, simbdlicamente, e l derrumbe de l a c i v i l i z a c i d n contempor£nea en l a que se ha efectuado una ruptura progresiva entre e l hombre y su u n i v e r s e Sus personages son l a expresidn v i v a de esta ruptura, e l sfmbolo d e l hombre de nuestros dfas, quien no puede encontrar en su realidad circundante una afirmacidn de su existencia. Por e l contrario, e l mundo moderno, que e l mismo ha creado, l o t r a i c i o n a y l o a n i q u i l a . En Abadddn, Sa'bato se propone plasmar e l c o n f l i c t o creciente que existe entre e l hombre y su mundo y nos i n c i t a a reflexionar sobre su dramatica condi- cidn. Todos los temas tratados en su novela conciernen d i r e c t a o indirectamente a l hombre moderno contempora'neo, anonimo, despersonalizado dentro de una sociedad tecnola'trica devora- dora. 89 En las cartas que S a b a t o escribe a S i l v i a , una de sus admiradoras, o en los dietlogos que tiene con sus estudiantes y que trans£orman en largas disertaciones f i l o s o f i c a s , en las que esta* e l elemento ensayfstico de l a obra, e l e s c r i t o r plantea problemas particulares, no solo a su pafs sino a l mundo de hoy en general. Y asf e l l i b r o se enriquece con d i - gresiones sobre temas tan dispares como l a manifestacion del alma en e l cuerpo, e l a r t i s t a y su problema de creacidn, sus angustias y frustraciones, sus luchas con l a c r f t i c a y e l pu- b l i c o ; e l hombre como ser s o l i t a r i o , desamparado ante l a muer- te y frente a l a confusion d e l mundo; e l progreso como elemento corruptor; e l arte como denuncia y como medio de superar e l c o n f l i c t o entre e l hombre y su realidad circundante; e l sexo y l a prostitucion; Dios y l a r e l i g i o n , en f i n todo l o que puede ser objeto de preocupacidn y de discusidn en esta dpoca de c r i - s i s . Dentro de estos temas, hay dos a los que Sa'bato presta p a r t i c u l a r atencidn y que r e i t e r a con frecuencia a todo l o l&rgo de l a novela: son los temas del progreso y del arte. Segiin Satbato, e l progreso caracterizado por l a aparicidn de l a ma'quina en l a t i e r r a , es e l origen del caos e s p i r i t u a l que sufre e l hombre raoderno: "La alienacidn t e c n o l d g i c a — d i c e S i l v i a en uno de sus diatlogos con e l e s c r i t o r — s e debe a l mal uso de l a m^quina. La m£quina es amoral, esta! mas a l l d de los valores e t i c o s . Es como un f u s i l : puede ser usado en una dir e c - cidn o en l a con t r a r i a . En una comunidad que se propone a l hombre como f i n , esa alienacidn tecnoldgica no o c u r r i r a \ " 90 (Abaddon, p. 215). Uno de los puntales del pensamiento de Sabato, presente en sus ensayos y objetivado en su ficcion, lo constituye su actitud de rechazo hacia los valores de ocei- dente, valores que, al convertir a la razdn en deidad suprema y al sofocar lo _inst±ntivo-elemental del hombre, han conver- tido a este en un ser inautdntico, angustiado y solitario. La llamada civilizacidn moderna ha enajenado a la criatura humana, la ha enajenado de si raisma y tambien del universo y la inte- gracidn hombre-cosmos ha sido asf desgarrada. De ahf la angus- tia del hombre, de ahf su soledad. Sabato piensa que para que el hombre y el universo se reconcilien, sera! necesario recurrir al arte: "El arte—dice— nos salvara" de la alienacidn total, de esa segregacidn total del pensamiento magieo y del pensamiento ldgico. El hombre es todo a la vez, por eso la novela que tiene pie en cada lado, es quiza* la actividad que mejor puede expresar al ser total." (Abaddon, p. 220) Sa'bato confiere a la novela un papel doble, como se indicd en el capftulo anterior: el de denunciar la crisis de nuestra civilizacidn y el de rescatar al hombre de esta crisis al integrarle de nuevo en su realidad circundante. La obra de arte eSjtambien, proyeccidn del creador, de sus pasiones,de su drama, de una tragicomedia a la vez personal y colectiva, ya que representa la crisis que todos viven junto a el. "El gran arte—observa Sa'bato—, es una vigorizacidn. No la imi- tacidn de la burda mesa del carpintero, sino el descubrimiento 91 de l a real i d a d a traves del alma del creador." (Abaddon, p. 134). Desde este punto de v i s t a , Sabato ha creado una nove- l a s o c i a l que nos da un testimnio de l a realidad entera. En discuslones con estudiantes o admiradores, Sabato aflrma por otra parte que: "No hay novela de introspeccion y novelas so- c i a l e s : hay novelas grandesy novelas chlquitas, hay buena l i t e r a t u r a y mala l i t e r a t u r a . " (Abaddon, p. 196). Para e l autor l a calidad y e l valor de una novela no radican en sus novedades formales sino en cuanto a l a expresidn de su tiempo, de esta formidable c r i s i s t o t a l del hombre. Para darnos cuenta de esta c r i s i s , e l creador tiene que lib e r a r s e de los p r e j u i - cios c i e n t i s t a s del s i g l o pasado—los del realismo y del natu- ralism©—, modas comprometldas con una c i v i l i z a c i d n de l a tecnocracia en cierne. Satbato rechaza, en este sentido, l a novela o b j e t l v i s t a de Robbe-Grillet que entroniza a l objeto y aumenta e l proceso de l a c o s i f i c a c i o n . Segun e l autor, los ob j e t i v i s t a s nos dan cuenta de una realidad groseramente p i n - tada en sus aspectos mas s u p e r f i c i a l e s , en l a que e l i n d i v i - duo esta" reducido a f ormas puramente exteriores: Fascinados por l a ci e n c i a , se quiso que e l novelista describiera l a vida de los hom- bres como un zooldgico las costumbres de las hormigas. Pero un e s c r i t o r profundo no puede meramente d e s c r i b i r l a existencia de un hombre de l a c a l l e . Solo los escritores mediocres pueden e s c r i b i r simple cronica y de s c r i b i r l a realidad externa de una epoca o una nacion. (Abaddon, p. 132) Frente a este tipo de l i t e r a t u r a Sabato defiende l a novela que tiene como destino l a revelacidn de un t e r r i t o r i o f a n t ^ s t i c o : 92 l a coneiencia del hombre, y como mision l a de denunciar l a creciente profanacidn de l a c r i a t u r a humana en este pavoroso proceso de demistificacidn del mundo. Para dar forma a l desorden e s p i r i t u a l y metaffsico del hombre moderno, Sa'bato va a concebir una novela que r e f l e j e l a desintegracidn de l a humanidad entera no sdlo en sus temas]; sino tambien en su estructura. Es decir que l a novela viene a s i g n i f i c a r un intento de aprehensidn del ser enmarafiado y con- t r a d i c t o r i o del mundo de hoy, e l r e f l e j o estdtieo de una con- cepcidn edsmica e x i s t e n c i a l i s t a . La necesidad de plasmar e l desgarramiento del individuo frente a l a realidad circundante, que para d l se ha vuelto i n i n t e l i g i b l e y h o s t i l , obliga a Sa'bato a f r a c t u r a r e l contenido de su novela, a presentarlo a l leetor por fragmentos de un complicado y ambiguo rompeca- bezas que numca se vera! completamente aclarado, pues muchas de sus partes f a l t a r d n , otras permaneceratn escondidas o sera!n apenas entrevistas. En tales condiciones, l a obra queda como inconclusa y en r i g o r tiene acabamlento o, por l o menos, desa- r r o l l o en e l l e c t o r : e l proceso creador se prolonga en e l es- p f r i t u del que lee. En este sentido, Abaddon, e l extermlnador, es una novela oscura que ofrece ma's d i f i c u l t a d e s de lect u r a y de comprensidn que las novelas precedentes. En e l l a e l autor se ha propuesto objetivar una re a l i d a d mucho m^s compleja y problem^tica que en E l tunel o Sobre heroes y_ tumbas. Lo que S a b a t o quiere reproducir ahora en su obra, esteticamente, ya no es l a c r i s i s personal de un hombre o una nacidn, sino . 93 e l derrumbe de los Tiempos Modernos. D e aquf l a forma delibe- radamente ambigua, i r r a c i o n a l , incoherente de su novela, pro- ducto de una v i s i o n apocalfptica del mundo. Los episodios de Abaddon, e l exterminador estan. narrados s i n orden cronologico y no parecen seguir un esquema preesta- blecido. Los acontecimientos centrales de l a novela se ubican entre e l cinco y e l sei s de enero de 1973, fecha de l a f e s t i - vidad de l a Epifanfa c r i s t i a n a . Desde este nucleo temporal, l a accidn i r r a d i a en todas direcciones hasta c u b r i r no solo e l pasado i n d i v i d u a l de los personages, sino e l pasado y e l fut u - ro de l a humanidad :abarca por implicacidn,:los dos mil aflos de l a cultura de Occidente que declina. Junto a este tronco c e n t r a l est8Ji escenas de l a vida i n t e r i o r y exterior de los persona- ges. Estas escenas son como captadas por una ma'quina fotogra- f i c a y dispuestas asf, a l azar, ante los ojos del l e c t o r . Este tiene que disponerlas en orden, como en un a'lbum, para com- prender l o que s i g n i f i c a e l conjunto. Pueden representar e l presente de un personaje, como por ejemplo cuando vemos a Na- cho en su habitacidn con su hermana Agustina, o un tiempo pasado de este mismo personaje, como cuando Nacho evoca en su memoria las conversaciones que tuvo aiios atr^s con Oarlucho, un amigo de inf a n c i a . La secuencia narrativa de l a novela es interrumpida constamtemente con retrospeccidn o se adelanta hasta a l futuro, obliterando asf e l suceder temporal. Los capftulos mismos no siguen un orden cronologico, de modo que e l l i b r o puede leerse en cualquier direccidn. Las situaciones 94 entremezcladas, s i n c l a r a situaeion de pianos n i de tiempos son e l producto de un ojo nov e l f s t i c o que como l a lente de l a camara, busca incesantemente l a imagen de una realidad cuya condicion esencial es e l cambio constante, sorpresivo. Esto no es un a r b i t r a r i o juego destinado a asombrar a los l e c t o r e s : es lo que sucede en l a vida misma en l a que a los hechos actuales de nuestra conciencia se mezclan los recuerdos de otros hechos pasados, sueftos o pensamientos, deformes proyectos del porve- n i r . En Abaddon, el, exterminador como en l a realidad, no hay transici<5n de un tiempo a otro sino superposiciones tempora- les en que se entremezclan, retuercen y diluyen seres y s i - tuaciones. E l tiempo multiple subjetivo y objetivo, pasado o presente, se teje y desteje en l a estructura de l a novela, obedeciendo a l movimiento i n t e r i o r de los personages. Es e l tiempo e x i s t e n c i a l que, como en l a novela precedente, nos muestra l a realidad desde e l sujeto como algo complejo, i n - coherente, absurdo, inesperado, profundamente metido en e l yo. Hay, pues, en l a tercera novela de'Sa'bato un caos apa- rente; metodo que nos recuerda e l fragmentarismo con que l a naturaleza nos descubre sus eecretos. S6*lo a l f i n a l de l a obra tenemos una v i s i o n t o t a l de los hechos. Estos adema's de no estar narrados cronoldgicamente, nos son presentados a traves de l a subjetividad de los diferentes personages de l a obra, dentro de los cuales algunos nos son ya conocidos por haber aparec.ido en Sobre heroes y_ tumbas. E l punto de v i s t a multiple ahonda caleidoscdpicamente en l a realidad a l despla- 95 zarse continuamente. Sin embargo dos voces narrativas prevale- cen y e l mundo de Abadddn, se va estructurando principalmente desde e l miradero de dos conciencias. Son estas las de Bruno Bassa.n y Ernesto Sa'bato. Sa'bato-personaje, representa l a por- cidn i r r e d u c t i b l e de su ser, aquella incapaz de transmutarse en un personage mats y que requiere para r e a l i z a r s e l a persona- l i d a d del creador. -Representa en suma, su quintaesencia que, liberada, se i n s t a l a en l a f i c c i d n para e x i s t i r en las otras criaturas en e l mismo piano cronoldgico. La f i g u r a Satbato- personaje proporciona e l p r i n c i p a l elemento unificador de l a obra. En boca del autor y en primera persona estan l a mayorfa de las digresiones incluidas en l a novela, mediante las cuales tenemos acceso directo a l pensamiento del autor. Bruno Bassa"n desempefia ahora e l papel del narrador-testigo, quien sigue a Sa'bato en sus paseos por Buenos Aires y comenta objetivamente sus acciones o las de los otros personajes. En este caso e l relato esta. hecho en tercera persona. Junto a Bruno y Sa'bato esta! un narrador omnisciente no i d e n t i f i c a d o , quien observa a todos los personajes, sea desde fuera, sea desde dentro, revelandonos asf sus mas mfnimos mecanismos mentales, a f i n de que no perdamos nada de e l l o s . A l f i n a l de l a novela, los hechos son entregados a l l e c t o r bajo l a forma de noticias p e r i o d f s t i c a s , es decir, lacdnicamente, s i n que i n t e r f i e r a ningun narrador, mediante e l e s t i l o - r e p o r t a j e . Con este metodo, e l autor se atribuye e l papel del p e r i o d i s t a , y con una voz impersonal puede darnos cuenta de problemas p o l f t i c o s 96 y sociales nacionales e internacionales. A l combinar asf e l punto de v i s t a objetivo y subjetivo dejlos hechos, l a novela nos da una v i s i o n totalizadora de l a realidad y supera las contradicciones que existen entre los terminos hombre-universo, presente-pasado, conciencia-inconciencia, para abarcarlo todo simulta*.neamente con una mirada sintetizadora. Este simultaneismo desemboca, pues, en una d i a l e c t i c a entre e l mundo exterior y e l i n t e r i o r , entre los hechos y las emociones que e l l o s suscitan, entre l o temporal y l o atemporal. Con esta tecnica, Sa'bato subraya l a dualidad de mundos en que se desenvuelve l a existencia del ser humano, y e l l a l e permite conseguir esta atmdsfera de fresco, de totalidad dinamica que l a novela deja en e l l e c t o r , a l dar l a vuelta a l a ultima p^gina. He aquf un ejemplo c a r a c t e r f s t i c o de este recurso: Llegue a l parque y decidf bajarme para caminar entre los a.rboles. Cuando l a l l o v i z - na se c o n v i r t i d en una l l u v i a intensa, me refugie en un kiosco de d i a r i o s y c i g a r r i l l o s y mientras esperaba que parase de Hover, observe a l dueflo, que tomaba mate en un j j a r r i - to enlozado. Era un hombre que en su juventud debfa haber sido poderoso . . . Apretujados en e l i n t e r i o r del kiosco, habfa tambien un chico de unos ocho o nueve afios y uno de esos perros c a l l e j e r o s color cafd con leche, con manchas blancas . . . (Paralizar e l tiempo en l a i n f a n c i a . Los vefa amontonados en alguna esquina, en esas conversaeiones hermeticas que para los grandes no tienen ningun sentido <r,A que jugaban? . . . Sf, sentfa necesidad de parar e l curso del tiempo . . . iDetente, oh tiempo! deja a esos niftos para siempre ahf, en esa vereda, en ese universo hechizado!) (Abadddn, p. 25-26) 97 Sa'bato ha usado aquf un recurso tipogra\fico para subrayar los dos pianos en que simultatneamente transcurre l o narrado. S a - bato esta! ffsicamente presente en e l kiosco, pero su mente, a l ver a l niflo y a l perro, l o empuja hacia e l universo remoto, inocente y puro de l a in f a n c i a . La inmersidn en su mundo i n t e - r i o r l o sustrae momentajieamente a l presente objetivo y a l a realidad circundante. Es un f l u j o y r e f l u j o del ser hacia adentro y hacia afuera hecho patente por e l uso del parente- s i s . Los recursos e s t i l l s t i c o s y los temas ut i l i z a d o s por Sa'ba- to en Abaddon, no d i f i e r e n mucho de los que e l e s c r i t o r ya u t i l i z d en Sobre heroes y_ tumbas. La novedad de su ultima novela con respecto a l a precedente, radlca mas bien en l a f a l t a de trans i c i d n t o t a l que existe de un tema a otro o de un punto de v i s t a a otro. Los acontecimientos narrados no confor- man ahora una trama en e l sentido l a t o del termino; sus elementos c o n s t i t u i t i v o s se dan yuxtapuestos en forma de "montages" y l a s i g n i f i c a c i d n de cada uno y su rela c i d n quedan abiertas a l a interpretacidn del l e c t o r . Los personajes, por otra parte, son de manera cabal autdnomos, no controlados por l a razdn. Actuan independientemente de su creador yadquieren vida propia. En Abaddon, como en l a vida, nunca se dan subi- tamente en toda su re a l i d a d . Los vamos percibiendo en visiones que han de ser forzosamente p a r c i a l e s . Estas percepciones tienen las c a r a c t e r f s t i c a s de aguafuertes incompletes y borro- sps que irrumpen simultatneamente en l a novela para luego 98 e c l i p s a r s e . Toda descripcidn exterior, d i r e c t a o i n d i r e c t a , ha desaparecido, de modo que los personages se convierten en un mero vehiculo de ideas, reducidos como son a Is pura enun- c i a c i o n verbal. De Macho, Agustina, Marcelo, sdlo conoeemos los actos y las ideas. E l resto tenemos que imaginarlo. E l autor no nos prdporciona detalles sobre e l pasado de sus per- sonages y tampoco explica su comportamiento. Existen solo en e l presente y su presencia en l a novela parece ser e l pretexto del que se vale e l e s c r i t o r para d i s c u t i r problemas r e a l e s . A S a b a t o , e l personaje central, lo vemos ante todo desde dentro, como i n t e l e c t u a l , como c r l t i c o , como testigo de su epoca, es decir como una mente perpetuamente en accidn. Sa'bato ha edificado su novela de acuerdo con una precisa y p a r t i c u l a r concepcidn de l o que debe entenderse por "novela" en e l s i g l o XX. En e l momento en que l a novela dejd de ser "un l i b r o hecho a l a medida y se c o n v i r t i d en una obra de arte en constante proceso de formacidn y desarrollo, abierta y p l a s t i - es, se cerrd e l espacio d i v i s o r i o entre novelista y l e c t o r y l a novela se puso a funcionar como l a vida, es decir confusa y oscuramente. Dada su s e n s i b i l i d a d e x i s t e n c i a l , e l autor parte del "yo" para obtener l a v i s i o n t o t a l fenomenoldgica del mundo. Para S a b a t o l a novela es fundamentalmente d i a l e c t i - ca e x i s t e n c i a l , busqueda de las esencias humanas, cosmovisidn. Gonsecuencia de esta concepcidn de l a novela es l a f a l t a de claridad en e l desarrollo de los acontecimientos, una s o s t e n i - da incoherencia, una atmdsfera imprecisa, ambigua. En Abadddn 99 e l exterminador, las tdcnicas empleadas nos devuelven e l conte- nido de una manera cadtica y fragmentada porque l a novela, concebida como indagacidn de l a condicidn humana as£ lo exige. Se t r a t a de comunicar l a v i s i o n que e l hombre tiene del mundo, t a i como e l l a tiene, con todas sus Tracturas, absurdos e i n - coherencias. No hay en Sa'bato af£n t e c n i c i s t a sino necesidad de encontrar procedimientos expresivos para conseguir formal- mente una v i s i o n adecuada del hombre de nuestros dfas y de sus problemas. En esta novela e l tema determina l a tdcniea. La tecnica se convierte en una manera personal e i n t r a n s f e r i b l e de ver e l mundo. Gon Abadddn e l exterminador, se ve que, una vez mats, S a - bato ha asumido con gravedad su misidn de e s c r i t o r , consideran- do su novela como una toma de coneiencia y como un testimonio de l a c r i s i s del hombre, tratando de explicar y con e l l o de mejorar l a condicidn humana. A Sa'bato l e desasosiega profun- damente esta c i v i l i z a c i d n r a c i o n a l i s t a en que los valores hu- manos parecen subyugados a l a suprema importancia de l a ci e n c i a , l a tecnica y l a ma.quina. Segun Sabato e l ser humano autentico ha desaparecido con e l advenimiento del progreso. De l a fat- b r i c a en que ejecuta un movimiento f i j o o desde su andnimo puesto de burdcrata en que maneja expedientes, o< desde e l fondo de un laboratorio en que, como un modesto empleado kaf- kiano ;pasa l a vida apilando millones de numeros indiferentes, e l hombre-eosa es incorporado con un niimero a un escuadrdn, una compafila, un regimiento, una d i v i s i o n , un e j e r c i t o \ tam- 100 bien numerados. E l hombre de hoy vive y muere en e l anonimato como e l vie jo D'Arcatngelo, ya presente en Sobre heroes y_ tum- bas , cuyo cadaVer fue "transferido hasta un anonimo y numerado deposito de l a chacrita para podrirse entre bloques de cemen- to." (Abaddon, p. 520). Y como s i eso fuera poco, a l s a l i r de l a o f i c i n a o de l a fa*brica donde son esclavos, los hombres-co- sas "entran en e l mundo i l u s o r i o creado por otras matquinas' que fabrican suenos." ( E l e s c r i t o r , p. 67). Sa'bato alude aquf a l a i n f l u e n c i a negativa del cine, de l a radio, de l a prensa y sobre t>do de l a t e l e v i s i d n que masifican los i n s t l n t o s y los gustos, construyendo a 1' hombre un universo hecho de sueflos a r t i f i c i a l e s y sometiendo las masas a un lavado de cerebro co- l e c t i v o : "La television—momenta Sabato—es e l opio del pueblo. Este es e l aforismo verdadero." (Abaddon, p. 218). E l hombre de hoy, s i n darse cuenta de e l l o , se ha vuelto e l juguete de las matquinas que manipula todos los dfas. Vive en departamen- tos limpios de cemento y p l a s t i c o , de v i d r i o y aluminio, de a i r e acondicionado, impecaoles pero, "abstractos," aiiade Saba- to, porque "abajo se esconden las ratas" es decir l a miseria humana. Vive engaftado, perplejo, en un mundo s i n Dios, donde todo se vende y todo se compra. E l dinero, e l capitalismo lo han corrompido todo, incluso a l a I g l e s i a y a los represen- tantes de l a r e l i g i o n y de l a moral: Todo l o hacen por dinero. Desde un bautismo a una extremauncidn. Y e l dinero es e l instrumento t f p i c o del demonio . . . La conducta de l a mayorfa de los catdlicos demuestra l a negacidn absoluta de su doctrina. Guras y catdlicos desvirtuan l a r e l i g i o n por medio de sus pasiones y de su egoisrao. Unos y otros estdn avidos de 101 riqueza material y no retroeeden ante ningun medio para obtenerla." (Abadddn, p. 3 7 3 ) Frente a l capitalismo, e l marxismo quiso romper l a alianza del dinero y poner l a razdn a l s e r v i c i o de l a humanidad. Pero tam- bien el.socialismo empezd pronto a u t i l i z a r l a ciencia,y l a maquina y l a totalizacidn,,. dieron origen a l mismo tipo de enajenacidn que los paises c a p i t a l i s t a s . Sa'bato observa: " E l gran mito del progrso . . . En eso discrepo del mar&ismo . . . Tengo admiracidn por Marx.; i n i c i d junto con Kierkegaard l a r e i v i n d i c a c i d n del hombre concreto . . . Pero me r e f i e r o ahora a su fe en l a ciencia que nos ha llevado a otro genero de alienacidn. Y aftade en otra ocasidn: En los grandes pafses c o l e c t i v i s t a s hay e l mismo numero de robotizacidn que en los Estados Unidos." (Abadddn, pp. 216-218). Como resultado e l hombre se ha vuelto problema*tico por todas partes. Quique, personaje burlesco de Abadddn, comenta con humor: "No me van a d e c i r que en Rusia no hay angustiados. Pero alia" e l p s i c o a n a l i s i s esta*. nacionalizado; hay un Ministerio de l a Angustia con un Comisariado para e l Edipo." (Abadddn. p. 5 7 ) En su ultima novela, Sabato nos ofrece una i n t e r p r e t a - cidn h i s t d r i c a de un proceso que comienza en una epoca dog- m£tica, l a Edad Media, dpoca bien estructurada y armdnica, y termina en e l momento actual de incertidumbre. "Estamos en l a noche m e t a f f s i c a , — d i c e s£bato--solitarios y angustiados. E l 5' mundo que hemos construido corre e l peligro de derrumbarse. 102 Solomon Lipp, que comparte e l pesimismo de Sabato acerca de l a epoca actual, escribe: En los ultimos cuencuenta aflos ya hemos presenciado dos guerras mundiales, dictadu- ras t o t a l i t a r i a s , campos de concentracion. Todo esto nos ha revelado l a clase de mons- truo que hemos creado. E l s i g l o XIX, s i g l o de optimism©, de una ciencia arrogante, del Progreso de las Ideas, nos ha Ilevado a l s i g l o XX, s i g l o de carnicerfas mecanizadas, del asesinato en masa de judfos, del f i n del liberalismo. Vivimos en e l s i g l o del miedo. Hemos aprendido tragicamente que l a c i e n c i a no es buena en s f misma, que no garantiza nada, que l o que f a l t a son ideas y valores eti c o s , quggsomos gigantes tecnicos e i n f a n - tes d t i c o s . 5 En e l s i g l o veinte, a causa de a nueva revolucion i n d u s t r i a l , perecieron no sol© millones de seres humanos sino los a n t i - guos mitos del hombre, su armonfa con e l cosmos, su candorosa f e l i c i d a d . Sa'bato coincide con Carl Jung en que e l proceso c u l t u r a l de Occidente ha consistido en una "dominacion progre- 57 s i v a de lo animal en e l hombre.'1 En e l caos actual, e l hom- bre ha perdido l a f e , l a inocencia y e l contacto con l a natu- r a l e z a . Vive en un mundo duro y doblemente absurdo ya que, ahora, ademas de ser ajeno y h o s t i l a l individuo, es tambien deshumanizado y totalmente desprovisto de valores e t i c o s . Jung escribe a este proposito: We have stripped a l l things of t h e i r mystery and t h e i r luminosity. Nothing i s holy any longer . . . As s c i e n t i f i c understanding has grown, so our world has become deshumjahized Man f e e l s himself iso l a t e d i n the cosmos, because he i s no longer involved i n nature and has l o s t his emotional "inconsgious i d e n t i t y " with natural phenomena. 103 Consciente de este proceso de desmistificacidn del mundo y del hombre, Sa'bato asocia l a f e l i c i d a d a l a s e n c i l l e z y a los t r a - bajos manuales: "Querrfa estar a un millon de kildmtros de todos esos seres vanidosos, mezquinos, perversos y sucios, em- pezar a r e s p i r a r a i r e puro y fresco, estar en condiciones de hablar s i n avergonzarse con un analfabeto como Carlucjo, hacer algo con las manos: Una acequia, un pequefio puente,algo humil- de pero limpio y exacto. Algo u t i l . " (Abaddon, p. 445). E l v i e jo Marco Bass£n, padre de Bruno, evoca antes de morir su " q u i n t i t a " , es decir l a t i e r r a , e l parafso perdido, y Don Amancio, abuelo de Marcelo, habla con nostalgia del pasado: "Aquellos eran lindos tiempos . . . no habfa tanta c i e n c i a , pero habfa mas bond£ . . . No habfa n i biografo n i t e l e v i s i o n , pero tenfamos otras cosas l i n d a s : los bautismos, l a yerra, e l santo de t a i o cual." (Abaddon, p. 100) Esta paradoja monstruosa, l a deshumanizacidn de l a humani- dad, produjo,pues, l a anulacidn del hombre. En su ansia de absoluto por respuestas universales, e l ser ra c i o n a l se ha desplazado hacia su "tunel" de soledad. La experiencia nos ha demostrado que l a ciencia no ofrece una solucidn a los proble- mas v i t a l e s y humanos.Abaddon, e;l exterminador nos recuerda que e l hombre prefiere^quiz^, e l desorden dinamico de l a vida antes que e l universo f a l t o de v i t a l i d a d y deshumanizado que engendrd l a razdn. CONCLUSION En nuestro a n ^ l i s i s de las novelas de Sa.bato hemos qoerido descubrir y prohar l a orientacion s u b j e t i v i s t a y e x i s t e n c i a l que ha tornado en las ultimas ddcadas del s i g l o veinte, parte de l a produccion n o v e l f s t i c a latinoamericana. En las obras sometidas a examen sobresale l a indole i n d i v i d u a l del prota- gonista, que con su drama moral cons t i t uye e l eje tema/tico de l a novela. E l personage, como l o hemos v i s t o , es ahora ma's importante que e l argumento,hasta e l punto que e l mismo hace y deshace su argumento a l enfrentar su l i b e r t a d con las s i t u a - ciones y c o n f l i c t o s l i m i t e s de l a existencia. En nuestra indagacion hemos tenido, pues, que refe r i r n o s constantemente a los\ protagonistas, quienes frente a l a inestable situacion s o c i a l y e s p i r i t u a l de los ultimos aiios se someten a un i n - cansable sondeo del yo verdadero, en medio del ambiente enajenado en que se vive. La preocupacidn por e l ser autentico trae consigo e l an£lisis de l a coneiencia y l a a u t o c r i t i c a constante por parte de los personages en cuestion. E l protagonista, en e l que estet siempre e l autor, aspira a regirse por un imperativo de since- ridad,conservando, como Castel o Fernando, l a singularidad y l a o r i g i n a l i d a d de l a existencia i n d i v i d u a l frente a l fenome- no masificador, nivelador enajenante de l a vida s o c i a l . Se s a t i r i z a frecuentemente l a f a l s a seriedad de l a hipocresfa burguesa, su acatamiento s e r v i l a las convenciones morales y sociales preestablecidas, y se contrapone este tipo de vida a l 104 105 tema camusiano de "L'etranger," como on modo mas autentico y l i b r e de experimentar l a existencia. E l personage e x i s t e n c i a l de las novelas de Sa!bato se siente fundamentalmente solo y desligado, como consecuencia de l a c r i s i s de las creencias r e l i g i o s a s y de su perdida de confianza en l a organizacidn s o c i a l . En l a soledad se busca a s f mismo, y desde su i n t e r i o - ridad pretende lograr un sentido m£s autentico de solidaridad y convivencia con e l projimo. En este sentido, l a i n f l u e n c i a del existencialismo sobre l a novela puede d e f i n i r s e como un ana*lisis del individuo en su soledad y en su r e l a c i d n de convivencia con los otros. En l a n o v e l f s t i c a de Sd-bato^ esta temattica e x i s t e n c i a l se encuentra ligada a una c r f t i c a de l a sociedad argentina cuyos problemas no son otros que los del hombre moderno internacional. La n o v e l f s t i c a e x i s t e n c i a l latinoamericana, impregnada desde e l p r i n c i p i o de inquietudes de orden s o c i a l , acaba por desembocar en e l "engagement," en e l compromiso. SaVbato pertenece a un grupo de escritores argentinos que se han sumergido en los valores universales mediante l a proble- ma*tiea angustiosa de su pafs y de su tiempo. Los personages, s i n dejar de responder a c a r a c t e r f s t i c a s nacionales, son ante todo seres humanos, portavoces de problemas metaffsicos uni- versales que se plantean a todos. Esta ansiedad que siente e l hombre contemporatneo frente a l a realidad s o c i a l que lo rodea, ha sido una c a r a c t e r f s t i c a humana de todos los tiempos, haciendose mats patente en epocas de c r i s i s . Buenos Aires, su 106 "Babilonia" se convierte en l a gran urbe atemporal en donde adolescentes como Martfn y Alejandra se destrozan en l a i n - comprensidn, e l in e l u d i b l e peso de sus fatalidades, l a inaudi- ta soledad de sus multitudes. Por otra parte, como l a mayorfa de los es c r i t o r e s e x i s t e n c i a l i s t a s europeos, Sa'bato encuentra en e l trabajo creador una j u s t i f i c a c i d n de l a exi s t e n c i a . E l arte es para 4l un medio de escapar a l absurdo, de eternizarse, de superar los e o n f l i c t o s que desgarran a l ser humano. Oomo l o sefialamos, l a novela es para e l una cosmovisidn, y como t a i , un i n s t r u - mento cognoscitivo de primer orden, una forma de aprehensidn de l a realidad, objetiva y subjetiva. La novela posee, segun Sabato , un valor ontoldgico; es una superrealidad puesto que en e l l a , e l creador puede evadirse de su f i n i t u d y r e a l i z a r esa s f n t e s i s humana del hombre y de l a comunidad, de l a esen- c i a y l a existencia, de l o concreto con l o abstracto, de l o h i s t o r i c o con l o atemporal, e l "rendez-vous," en suma, del "uno" con " e l otro." De aquf e l afan t o t a l i z a d o r , integrador de l a novela de Sabato, que lo l l e v a a fundir en e l l a l o ensa- y f s t i e o por medio de digresiones que trascienden los lfmites de l a trama novelesca, pero que en verdad, l a acentuan e i n t e n s i f i c a n . De aquf tambien l a mezcla de situaciones narrativas no por juego formal, sino en un esfuerzo por reve- l a r l a heterogeneidad del ser y del universo, por dar todo junto, t a i como en l a vida; de ahf l a ambigfiedad, e l misterio, l a incoherencia de su obra, semejante a l a del quehacer v i t a l . 107 En f i n , en su narrativa, Sa'bato esta" buscando"respitestas para l a incognita humana por excelencia: l a de l a vida, y en esta*. busqueda pone e l acento en e l hombre, como lo ha mani- festado en l a ensayfstica de su primera epoca a l e s p e c i f i c a r que l o fundamental es " e l hombre con e l hombre," llevando asf su obra a un piano de contenidos f i l o s o f i c o s esenciales. Las novelas de Sa'bato son e l resultado de una experiencia e s p i - r i t u a l y auh r e l i g i o s a , ya que e l rescate del hombre que e l autor propone s i g n i f i c a su salvacidn. En una epoca de c r i s i s y de enjuiciamientos como l a nuestra, en una epoca n i h i l i s t a y s i n f e , surge asf una nueva perspectiva que devuelve a l hom- bre su cara*cter verdadero, prof undo, autentico. Para Sa'bato, e l e s c r i b i r se vuelve asf un v i a j e de descubrimiento, una aventura metaffsica, una manera de aproximacidn d i r e c t a a l a vida, de adquisicion de una v i s i o n t o t a l del hombre y de su universo. 108 NOT AS Carlos Puentes, "La nueva novela latinoamericana," Mexico en l a cultura, No. 129, (1964), pp. 2-7. 2 Ibid., p. 2. ' Ernesto SaVbato, E l e s c r i t o r y sus fantasmas, Emece editores, Buenos Aires,~T97b, pp. 15"-lb. To das las c i t a s que aparezcan en e l texto sobre esta obra se serlalaran a s f : E l e s c r i t o r y e l numero de l a patgina, a l f i n a l de cada c i t a . ^ Martfn Heiddegger, E l ser y e l tiempo, Traduccidn por Josd Gaos, Pohdo de Cultura Econdmica, Mexico, 1962, p. 104. 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Todas l as ci t a s que aparezcan en e l texto sobre esta obra se sefialara'n a s f : Abaddon e l exterminador y e l numero de l a pagina, a l f i n a l de cada cTta. 2 ^ Ernesto S a b a t o , " C r i s i s de l a novela o novela de l a c r i s i s , " Yuelo, mayo 1963, p . l . 110 J Ernesto Sabato, Ibid, p.11 Ernesto Sa'bato, " C r i s i s de l a novela o novela de l a c r i s i s , " Eco, No. 17, 1968, pp. 629-630. 2 ^ Mario Vargas Llosa, "La l i t e r a t u r a es fuego," Mundo Nuevo, No. 17, noviembre 1967, p. 94. 2 8 Ernesto Sa'bato, "Trascendencia y t r i v i a l i d a d del surrealismo," Sur, Nos. 10-11, septiembre-diciembre 1950, p. 474. 2 ^ Ernesto Sa'bato, "Sartre contra Sartre o l a misidn trascendente de l a novela," Sur, No, 311 marzo-abril 1968, p. 37. 30 de Cdrdoba Emilio Sosa Ldpez, I a novela y e l hombre, Universidad , Cdrdoba, 1961, pp. 142 -143. Ernesto Setbato, E l tunel. E d i t o r i a l Losada, Buenos Aires, 1966, p. 146. 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