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Un acercamiento a la poesía de Nicolas Guillén Hillson, Richard Wayne 1978

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UN ACERCAMIENTO A LA POESIA DE NICOLAS GUILLEN RICHARD WAYNE HILLSON B.A., Univ e r s i t y of Leeds, 1975 A THESIS SUBMITTED IN PARTIAL FULFILLMENT OF THE REQUIREMENTS FOR THE DEGREE OF MASTER OF ARTS i n THE FACULTY OF GRADUATE STUDIES (Dept. of Hispanic and I t a l i a n Studies) We accept t h i s t h e s i s as conforming to the required standard THE UNIVERSITY OF BRITISH COLUMBIA A p r i l , 1978 © R i c h a r d Wayne H i l l s o n , 1978 In presenting this thesis in partial fulfilment of the requirements for an advanced degree at the University of Brit ish Columbia, I agree t h a t the Library shall make it freely available for reference and study . I further agree that permission for extensive copying of this thesis for scholarly purposes may be granted by the Head of my Department or by his representatives. It is understood that copying o r p u b l i c a t i o n o f this thesis for financial gain shall not be allowed without my written permission. Department of Hispanic and I t a l i a n Studies The University of Brit ish Columbia 2075 Wesbrook Place Vancouver, Canada V6T 1W5 D a t e A p r i l , 1978. i i ABSTRACT The poetry of Nicolas Guillen, Cuba's "poet of the Revolution", has been and continues to be a subject of much controversy. For a start, there are those who question his very status as a poet, claiming that the subject matter of his poetry i s too engage to qualify for the t i t l e of poetry, and consequently himself for the t i t l e of poet. Then, because he f i r s t made his mark on the world of poetry with a collection of poems with predominantly Mack motifs, he was automatically lumped into the Afro-Cubanist movement, very much in vogue at the time, as a result of which i t has been generally f e l t that his poetry progressed from this "stage"/of Afro-Cubanism to a "stage" of poetry of social awareness wherein his themes were either more meaningful, or less interesting, depending on the angle from which one cared to examine the poetry. Finally, Guillen has been accused of being a racist poet because of his evident bias and sympathy towards the African element in his Cuban society. The purpose of this thesis, without ever pretending to offer a definitive solution to the controversies, i s to consider how far these opinions of his poetry are justifiable. Through a somewhat detailed examination of his poetry, especially his pre-1959 poetry((which i s the poetry that did engender the controversies) I expect to show as far as i t i s possible that Guillen i s a poet in his own right by demonstrating that his work contains a l l the elements that are generally considered to be the stuff of which poetry i s made. I expect to show that there are no two "stages" i n his poetry, and that his poetry i s not racist, in spite of the extremely assertive manner the poet uses at times to present the African half of mulatto Cuba. In short, the thesis i s an approach to the poetry of Nicolas i i i G u i l l e n , an attempt to shed some l i g h t on the problems surrounding i t , a presentation of c e r t a i n aspects that should, i n my opinion, be considered i n any evaluation of the poet's work. iv INDIGE DE MATERIAS Pagina INTRODUGGION 1 GAPITULO I Nicolas G u i l l e n , Poeta ^ GAPITULO II A proposito de l a poesia llamada "negra" de S'M-llen kQ CONCLUSION 78 BIBLIOGRAFIA SELECTA 80 V AGRADECIMIENTO Estoy agradecido en primer lugar a mi d i r e c t o r durante toda l a preparacion de esta t e s i s , Dr. Isaac Rubio Delgado, y a su colega, Dr. Antonio U r r e l l o . Los dos, de una forma muy concienzuda, leyeron l a version o r i g i n a l , corrigiendo un espanol, a veces muy defectuoso, y sugiriendo varias maneras de mejorar l a t e s i s en general. Tambien agradezco l a s muchas sugerencias u t i l e s de Maria Tomsich que, a muy corto plazo, se tomo e l trabajo de l e e r l a t e s i s para que yo l a terminara a tiempo. Por f i n hay que expresar mi agradecimiento mas efusivo a mi esposa Dawn que l l e v o a cabo l a tarea poco envidiable de e s c r i b i r a maquina mi l e t r a c a s i i l e g i b l e . A todos pues, muchas gracias. INTRODUGGION La obra poetica de Nicolas G u i l l e n , de un desbordante contenido humano y de una frescura r'tmica no facilmente imitada, l o s i t u a entre l o s grandes poetas contemporaneos de l a lengua c a s t e l l a n a . S i n embargo hay quienes l e han querido imputar c i e r t a s d e f i c i e n c i a s a causa de l a postura r a d i c a l que e l poeta ado'pto desde sus p r i n c i p i o s poeticos. E s t a clase de c r i t i c a , aunque en varios casos no carece totalmente de v a l i d e z , muy a menudo t r a i c i o n a , mas que p e r s p i c a c i a erotica, una p a r c i a l i d a d i d e o l o g i c a , o a l o mejor, sentimientos torremarfilenos elevados. Greo que l o s que han querido rebajar l a c a l i d a d de l a poesla de Nicolas G u i l l e n pertenecen a estas ultimas categories. •Si" hemos de creer l a s palabras d e l mismo G u i l l e n , por ejemplo, se puede ver que e l i b a , o por l o menos queria i r , mucho mas a l i a de l a mera u t i l i z a c i o n de l a poesia como vehiculo de propaganda: A medida que fue avanzando mi b a c h i l l e r a t o , fueron creciendo mas ambiciones l i t e r a r i a s . Un amor imposible — tan imposible que no e x i s t i o nunca — me hizo caer de bruces en Becquer. Luego Ruben Dario, ... dime tambien a imaginar mujeres de a l t a a l c u r n i a para mi sed de amor, envenenado como estaba por e l genial chorotega con manos de marques. x Dos elementos r e s a l t a n : que G u i l l e n experimentaba unos anhelos agudos de ser poeta,2 y que se dio cabal cuenta de l a incongruencia d e l mulato que ensalzaba rimas a musas rubias, l o cual bien puede ser l a razon de su r e s i s t e n c i a a p u b l i c a r l o s sonetos y poemas de tema amatorio que abundan en su primera coleccion de poes Lms, Gerebro y corazon. En estos mismos elementos r a d i c a l o c e n t r a l de este estudio. La inte g r i d a d de l a labor poetica de G u i l l e n ha sido sometida a varios asaltos a l i n t r o d u c i r en su obra, o mejor dicho, a l poetizar l a r e a l i d a d que e l y sus compatriotas viv^an, se ha estimado a proposito censurarle por - 2 -propaganda sta; y a l expresar l a s peculiaridades e inquietudes que fueron paxticulares de su hermano negro, se l e consideraba r a c i s t a , o s i no, una clase de costumbrista. Por otra parte, hay l o s que han sostenido que G u i l l e n evoluciono de una i n i c i a l fase de poesia racista/costumbrista a otra fase de poesia s o c i a l donde su cancion se u n i v e r s a l i z a . Esto, dependiendo de l a s predilecciones d e l c r i t i c o , e aumento o rebajo l a ca l i d a d de l a poesia. Estas contradicciones, aunque no l a s pretenda r e s o l v e r en l a t e s i s , l a s senalo, no obstante, como i n d i c a c i o n de l a s ya mencionadas parcialidades que son esencialmente ajenas a l campp l i t e r a r i o , o quiza, demasiado metidas en e l . Tampoco es que pretenda estar inmune a mis propias parcialidades. A s i es que no pienso hacer mas que a r r o j a r un poco de l u z sobre l o s problemas, con e l proposito de i n d i c a r posibles formas nuevas de enfocarlos. Con esto, creo j u s t i f i c a r l a necesidad de este acercamiento a l a poesia de Nicolas G u i l l e n . -3-NOTAS A LA INTRODUGCION 1. Gitado en Angel Augler, Nicolas G u i l l e n : Notas para un estudio  b i o g r a f i c o - c r i t i c o , I. (Santa C l a r a , Cuba; Universidad Central de Las V i l l a s , 1962) pp.2J-k, En cuanto a una obra b i o g r a f i c a sobre Nicolas G u i l l e n l a citada de Augier es, a mi parecer, d e f i n i t i v a . Por eso no hago mucho hincapie en datos b i o g r a f i c o s en esta i n t r o -duccion. E l fragmento citado forma parte de una ch a r l a que e l poeta dio en e l Lyceum Lawn Tennis Club, La Habana, en 19^5. Reconozcoo. que esta confesion apenas basta para convencernos de sus motivos re a l e s a l e s c r i b i r sus versos, n i mucho menos de su h a b i l i d a d poetica ( l o cual pienso demostrar en l a t e s i s ) pero siempre es bueno tener en cuenta l o dicho por un autor. Por ejemplo, aqui, a pesar de hablar de ser "envenenado" por l a s frivolidaid.es rubendarianas, no deja de reconocer l a "genialidad" d e l poeta nicaraguense. Es d e c i r , jamas pretende negar l a importancia de Dario en l a evolucion de l a s l e t r a s hispanoamericanas, a l a vez que demuestra perfecta conciencia de l a s exigencias de su vocacion de poeta. 2. Tanto que dejaron de persuadirle a que abandonara sus estudios de Derecho en l a Universidad de La Habana. GAPITULO I Nicolas G u i l l e n , Poeta A l l good poetry i s the spontaneous overflow of powerful f e e l i n g s . William Wordsworth. Para hacer una buena poesia Prologando un estudio hecho por Adriana Tous sobre l a poesia de Nicolas G u i l l e n , e l c r i t i c o espanol, Gaston Baquero, hace l a siguiente declaracion, a proposito de l a poetica d e l poeta cubano. Pienso que toda esa poesia s i n esfuerzo y s i n tension, s i n riqueza poetica i n t e r i o r esta condenada a una v i d a efimera y apoyada en e l v a l o r p o l i t i c o d e l autor mas que en valores poeticos intrinsecos.1 Nicolas G u i l l e n , hecho ya conocido, es un poeta p o l i t i c o y s o c i a l , pero, y esta es l a cuestion p r i n c i p a l que plantea este c a p i t u l o , conscientemente ha querido y ha sabido ser siempre en primer termino, poeta. Espero demostrar que a pesar de un contenido s o c i o - p o l i t i c o considerable, su poesia posee, en su mayor parte, todos l o s "valores poeticos i n t r i n s e c o s " a l o s cuales se refiere. Baquero, y todas l a s demas cualidades que puedan c o n s t i t u i r una buena poesia. Greo necesario empezar con l o dicho por e l mismo G u i l l e n en diversas ocasiones respecto a su tarea de poeta. En 19^5 en e l Lyceum Lawn Tennis Club de La Habana, G u i l l e n pronuncio una charla en l a cual r e f l e x i o n a b a : i,CSmo sostener que es l a d e l poeta una S r b i t a l i b r e , incontaminada, y que su destino supera e l de l o s demas hombres que pisan l a t i e r r a ? ^ Luego, en su "Arte poetica", poema i n i c i a l de La paloma de vuelo popular (1958), despues de reconocer una temprana deuda a l "multiple t r i n o " de - 5 -"un pajaro p r i n c i p a l " , (refiriendose, por supuesto, a Ruben Dario y a l Modernismo) pregunta: lY e l plomo que zumba y mata? lY e l largo encierro? jDuro mar y olas de h i e r r o , no luna y p l a t a ! E l Canaveral sombrio tiene voraz dentadura, iQue sepa e l astro en su a l t u r a de hambre y f r x o l Se a l z a e l foete mayoral. Espaldas hiere y desgarra. Ve y con t u g u i t a r r a d i l o a l r o s a l . D i l e tambien d e l f u l g o r con que un nuevo s o l parece: en e l a i r e que l a mece que aplauda y g r i t e l a f l o r . 3 Por l o menos dos veces mas habra de r e i t e r a r esta postura en su poesia. Aqui l a tenemos en l a conclusion de "Grecen a l t a s l a s f l o r e s " , (Tengo, 196^ 4-) poema en que pone a l descubierto todas l a s peores calidades d e l sistema socio-politico-economico norteamericano Solo que en nuestra America crecen a l t a s l a s f l o r e s . Engarza e l pueblo y pule sus mas preciadas gemas. Con vengativas f u r i a s truenan l o s ruisenores. De l a s g u e r i l l a s parten bazukas y poemas. Y finalmente en "Poetas" (La rueda dentada, 1 9 7 2 ) observa Hay e l poeta hecho a l aspero tumulto ciudadano, a l a disc u s i o n en e l sindicato, a l paso de l a s g u e r i l l a s , y que habla e l idioma simple y companero d e l que trabaja a su lado. como en l a fabula c l a s i c a es e l dueno d e l fuego y l a esperanza. Sabe de palabras t e r r i b l e s , como l a palabra NAPALM y ha v i s t o l a s espaldas d e l pueblo lamidas por esas lenguas d e l i n f i e r n o ; y laspalabra GUERRA l l e n a de es.truendo y humo, ... (Obra pogtica I I , p p . 2 9 ^ - 5 ) - 6 -A s i pues, queda manifesta l a a c t i t u d de G u i l l e n ante su vocacion poetica: para e l , bazukas y poemas desempenan e l mismo papel; su g u i t a r r a anuncia l a s espaldas desgarradas de esclavos y trabajadores antes que l a "azucena" y l a "laguna a z u l . " Todas l a s fealdades e indiscreciones que, para guardar e l decoro, quedan normalmente s i n mencionar, encuentran cabida en su poesia — una autentica "poesia impura", como l a denomina Neruda, que tiene su proposito enraizado en l a r e a l i d a d . Incluso desde su primera coleccion i n e d i t a Cerebro y_ corazon^, cuando todavia un concepto a r t i s t i c o d e l versosse imponia a l o s temas y l a s imagenes que gravitaban sobre e l poeta, se puede vislumbrar 'anticipaciones' de sus futuros vinculos a l alma popular y sus moldes e instrumentos de expresion musical. A saber en "Ansia" La palabra es l a c a r c e l de l a idea. Yo, en vez de l a palabra, q u i s i e r a , para concretar mi duelo, l a queja musical de una g u i t a r r a . Una de esas gu i t a r r a s cuya musica dulce, s e n c i l l a , casta encuentra siempre para hacer su nido algun rincon d e l alma... (Obra poetica I, pp.22-3) S i de todas formas, su verso en aquel momento no era sino como pretexto de una v i d a f i c t i c i a , despues l o i b a a convertir en motivo sangrante de l a vi d a misma, de l a r e a l , de l a v i v i d a . E l c o n f l i c t o poeta-hombre deja de plantearse como a n t i t e s i s , y aparece ya como s i n t e s i s . Como es de esperar, no f a l t a r o n quienes quisieran desvirtuar dicha a c t i t u d . Ricardo Navas-Ruiz, comparando l a "Cancion earioca" de G u i l l e n con l a "Oda a Rio de Janeiro" de Neruda, censura l a imperfeccion de aquella a s i : "La r e a l i d a d esta trasladada con tanta inmediatez, con tanto l a s t r e prosaico, que e l poema se nos queda en documento, s i n un solo halo - 7 -poetizador."5 Ademas, en un apunte, afirma secamente: "Muy proximo esta a quedarse en e l subsuelo de l o poetico un poeta cuya t e o r i a se resume en 'iQue sepa e l astro en su a l t u r a / de hambre y f r i o j ' "(v. supra, "Arte poet i c a " ) . Lo que este c r i t i c o deja de reconocer en primer lugar es que e l arte nunca es un conjunto de reglas, y, que puede ser bueno y duradero s i e l interprete, e l s e n s i t i v o , e l conmovedor de sensaciones, es d e c i r , e l poeta, tiene una v i s i o n d i r e c t a e i n t r o s p e c t i v a de l a vida. A s i pues, aunque puede concederse que G u i l l e n demuestra una preocupacion, a veces, contundente por l a urgencia de expresar sus actitudes emocionales y p o l i t i c a s ; d e c i r por eso solo que existe en su obra una i n d i f e r e n c i a hacia l a c a l i d a d l i t e r a r i a es un grave error, puesto que es e l mismo sentido de urgencia de expresion que l e impulso a buscar, de'acuerdo con l o que s i n t i o , l a manera mas e f e c t i v a de comtinicacion: en su caso, l a poesia. Y e f e c t i v a -mente G u i l l e n no expone jamas l a ruda y tosca r e a l i d a d t a l como l a percibimos en e l mundo ex t e r i o r , sino que siempre exi s t e en e l l o algo interno, l i r i c o y eminentemente personal. Aun s i se habla de c i e r t a s "descripciones objetivas", a l considerar l a cuestion d e l l a s e l e c c i o n forzosamente dejan de ser tan objetivas. En otras palabras, l a r e a l i d a d no hace mas que proponer e l material que e l poeta debe confirmar segun sus cualidades personales, logrando a s i l a obra de arte. Por otra parte, Navas Ruiz acusa sus verdaderos intereses a l seguir con su c r i t i c a , advirtiendonos de l a v i o l e n c i a que preve y espera "un ojo que vela", l o cual s i g n i f i c a para e l , l a "destruccion d e l l u j o y l a hermosura", a d i f e r e n c i a de l a a c t i t u d de Neruda que, segun e l , pide l a progresiva ascension de l o s de abajo hasta e l fastuo ( s i c ) ciudadano."^ A l emparejar a s i ' l u j o ' y 'hermosura' y a l expresar semejante temor por e l - 8 -destino de un l u j o tan patentemente anhelado por e l mismo, nos da a entender en seguida que esta juzgando, no l a poesxa de G u i l l e n , sino su ideologxa s o l a , olvidandose completamente de que l a m i l i t a n c i a , como l a h i s t o r i a tan penosamente demuestra, no ha sido jamas una especialidad p a r t i c u l a r de l o s que comparten e l mismo punto de v i s t a que G u i l l e n . Por f i n , este c r x t i c o deja de apreciar que l a razon de ser d e l poema es que sea entendido por sus oyentes, para que puedan compartir l a misma emocion que i n f l u y o en e l poeta a l e s c r i b i r l o . Naturalmente, esto quiereddecir que e l e x i t o de l a obra dependera directamente de hasta que punto logra convencernos l a sinceridad d e l e s c r i t o r y, como se apreciara; esta es una de l a s cualidades mas notables d e l l a obra g u i l l e n i a n a . Testimonio disponible de su fuerza de conviccion y emocion esta en que jamas en su poesxa hubo lugar para e l desaliento, nh para e l derrotismo.? E l amor, fuerza s i n t e t i z a n t e por excelenc-ia, l e ofrece desde sus primerosapoemas'ilaf sustancia'quejasuperado^el-indxvidualismo- yi ampliando su destinacion, l l e g a a c o n s t i t u i r uno de l o s motivos mas patentes de su e t i c a y de su e s t e t i c a . Es i n d i s c u t i b l e pues, que toda l a obra de G u i l l e n esta inspirada en l a simpatxa por l o s humildes, por losqque padecen yyson vejados, por l o s que no tienen para defenderse n i e l auxxlio de l a palabra. Pero su gran a c i e r t o ha sido saber e v i t a r l o *puramente ca r t e l e r o , l o propagandxs-t i c o y l o ret'orico, e v i t a r e l uso d e l elemento popular para f i n e s puramente decorativos, para su val o r "pintoresco" o de "color l o c a l " , como tan frecuentemente ha ocurrido en America Latina. G u i l l e n se i n s p i r a en e l pueblo y simplemente elabora l a materia popular dandole un toque acerbo y cortante. Ha sabido, por asx d e c i r l o , i r a l fondo popular y aprender su esencia l x r i c a . - 9 -Esto es precisamente l o que exige l a poesia, pues en cuanto a esta se r e f i e r e , una idea como t a l r e s u l t a totalmente s i n v a l o r a menos que este dramatizada en e l poema, a menos que aparente brotar espontaneamente d e l poema. En r e a l i d a d , cada poema debe ser un pequeno drama, que a su vez tiene que equivaler a l tema de aquel: e l tema expresa l a a c t i t u d h acia l a vida que surge d e l pequeno drama, l a evaluacion de l a experiencia humana. E l c r i t i c o espanol Diego Marin describe l a poesia como "expresion autentica de una experiencia v i t a l , ya sea de caracter e s t e t i c o , e t i c o , SOCIAL, o e s p i r i t u a l " 8 y e l caso de Nicolas G u i l l e n demuestra perfectamente que una indignacion profundamente semtida es capaz de producir una poesia excelente con talqque sea expresada a traves de una s i t u a c i o n y no en forma de discursos o comentarios d e l autor. Su poesia es muy proxima de l a "persuasive r h e t o r i c " or"applied l i t e r a t u r e " de Northrop Frye, cuya funcion, segun e l c r i t i c o canadiense, s i r v e para "lead jaa l o s l e c t o r e s ] k i k i n e t i c a l l y toward a course of action'.'''^ Ni es de admirarse que l a poesia de G u i l l e n tenga tendencias s o c i a l e s y revolucionarias vigorosas, ya que es muy bien reconocido que l a s c r i s i s p o l i t i c a s y economicas siempre tienen repercusiones i n e v i t a b l e s en l o s medios l i t e r a r i o s y c u l t u r a l e s . Jean Franco l o expreso de una manera muy sucinta en su The Modern Culture of L a t i n America: In countries l i k e those of L a t i n America where n a t i o n a l i d e n t i t y i s s t i l l i n the process of d e f i n i t i o n and where s o c i a l and p o l i t i c a l problems are both huge and inescapable, the a r t i s t ' s sense of r e s p o n s i b i l i t y towards society needs no j u s t i f i c a t i o n . 1 0 Y s i se cree que e l hombre es e l producto de sus circunstancias, i n c l u s o se podria d e c i r que l a s "circunstancias" de G u i l l e n exigieron una poesia comprometida: se v i o sometido a p r e j u i c i o s r a c i a l e s de joven, fue f u s i l a d o - 10 -su padre por soldados en una escaramuza p o l i t i c a en 1917, y para colmo de desgracias, todo e l pueblo cubano v i v i a bajo l a t u t e l a de l o s Estados Unidos, cosa asegurada por l a notaria Enmlenda P i a t t ,-*-x £Como efectivamente "sostener que es l a d e l poeta una o r b i t a l i b r e , incontaminada?" Es a l a luz de estos antecedentes que vamos a comenzar nuestra apreciacion de l a obra d e l poeta, Nicolas G u i l l e n — teniendo en cuenta que l a poesia, entendida como revelacion, como re b e l i o n y como esperanza, sera l a t o n i c a de su g u i t a r r a a l entonar su "son entero"; su mismon: d e c i r l o de m i l formas d i s t i n t a s , d e c i r tambien "del fu l g o r con que un nuevo s o l parece." La e l e g i a a Jesus Menendez y_ otras poesias Greo adecuado i n t e r c a l a r aqui un examen de c i e r t o s poemas que, a mi modo de ver, nos ofrecen l a prueba rotunda de que l a preocupacion humana, p o l i t i c a , y s o c i a l , l e j o s de danar e l genio a r t i s t i c o , es capaz de con-d u c i r l o hasta donde este solo abandonado a s i mismo, acaso no habria llegado jam^s. Ante todo l a " E l e g i a a Jesus Menendez", poema de estructura impecable en e l cual u t i l i z a una verdadera gama de recursos e s t i l i s t i c o s y formas metricas. Por ejemplo, se destaca l a plenitud de efectos musicalmente d i s -t r i b u i d o s , desde l a s cotizaciones de l a bolsa, donde l o g r a poetizar l a s i n -formaciones de l a s paginas f i n a n c i e r a s de l a prensa: (hay que c i t a r largamente()! A l f i n sangre s o l a r caida, d i s u e l t a en agrio charco sobre azucar. A l f i n a r t e r i a r o t a ; sangre anunciada, en venta una manana de l a Bolsa de Nueva York. Sangre anunciada, en venta desde esa c i n t a v e r t i g i n o s a que envenena y se a r r a s t r a como una vibora interminable de p i e l veloz marcada con un tatuaje de rtumeros y crimenes. - 11 -Tatulos que mejoran o bajan medio punto. En f i n , cotizaciones v a r i a s : Cuban Company Communes: abre con 5 puntos, c i e r r a con 5 3 / 8 . West Indies Company, abre con 69 puntos, c i e r r a con 69 5/8. United F r u i t Company, abre con 31 puntos, c i e r r a con 31 l / 8 . Cuban American Company, abre con 21 puntos, c i e r r a con 21 3A-Foster Welles Company, abre con -^0 puntos, c i e r r a con kl 5/8. De repente un gran trueno cuartea e l techo f r a g i l , un rayo cae desde aquel bajo c i e l o s u l f u r i c o hasta e l salon congestionado: Sangre Menendez, hoy, a l c i e r r e , 150 puntos 7/8 con,.,tendencia a l a l z a . E l coro a l i i e l coro a l i i de comerciantes usureros papagayos lynchadores amanuenses p o l i c i a s capataces proxenetas recaderos delatores a c c i o n i s t a s mayorales trumanes macartures eunucos bufones tahures; de gente ^ seca - 12 -sorda clega dura; e l coro a l i i junto a l a a b i e r t a espalda d e l a l t o a t l e t a vegetal, vendiendo borbotones de angustla, pregonarido coagulos c o t i z a b l e s , nervios, huesos de aquella descuartizada rebeldxa; una mordida nommas en e l pulmon ya perforado. Y e l capitan detras de l a s medallas, concavo en l a l i b r e a , e l pensamiento en l a propina, l a voz a ras con l a s espuelas: — P l e a s e , please! Gome on, l a d i e s and gentlemen' Oh please.' Gome on, come on, come on! (Obra poetica I, p p . ^ l 8 - 2 l ) . hasta l o s v e r s i c u l o s centrales,dde grave entonacion: Jesus es negro y f i n o y procer, como un baston de ebano, tiene l o s dientes blancos y corteses, por l o que su boca se abre siempre amanecida; Jesus b r i l l a a veces con ojos t r i s t e s dulces; a veces oyese bramar en sus ojos un agua embravecida; (Obra poetica I, p.k2k). Un l i g e r o examen de l o s recursos poeticos que se h a l l a n a r r i b a sirvei; para demostrar que G u i l l e n tiene un dominio cabal de l o s instrumentos con l o s cuales obra. Primero, e l poeta reduce l a sangre d e l l i d e r s i n d i c a l a una materia c o t i z a b l e . Este aparente envilecimiento no tarda mucho en rebasarse y poner a l descubierto sus ramificaciones mas amplias: l a sangre esta " d i s u e l t a en agrio charco", pero sobre azucar, es d e c i r e l dulce producto de l a cana se ha vuelto agrio con l a sangre derramada d e l jefe de l o s obreros azucareros, proceso i n t e n s i f i c a d o s i n duda por e l uso acertado d e l desplazamiento c a l i f i c a t i v o . En seguida, e l poeta pasa a l a " c i n t a v e r t i g i n o s a " que contiene, no solo l o s numeros que representan e l dinero de esa clase de gehte detestada por e l , sino tambien l o s crimenes - 13 -que se r e a l i z a n para salvaguardar sus intereses. .Ademas, l a c i n t a emerge de l a maquina como una "vibora interminable de p i e l veloz" -— otra vez empleo acertado d e l c a l i f i c a t i v o desplazado, ya que l a velocidad con que l a c i n t a sale estaaaplicada a l a p i e l de l a culebra en l a cual aqu'ella se ha transformado. Y cuando se agrega a esto todo e l simbolismo t r a d i c i o n a l que l a culebra l l e v a consigo, no se puede menos de empezar a comprender que G u i l l e n , en unos pocos versos, ha desmitificado, o mejor, ha destrozado totalmente l o s s a n t i f i c a d o s r i t u a l e s y complejidades de l a Bolsa, ese punto neur'algico d e l sistema responsable de l a muerte ignominiosa de Jesus Menendez. Gon e l ambiente ya muy p r o p i c i o , e l poeta se pone a enumerar l a l i s t a de comerciantes y demas culpables a medida que prestan atencion a l a fortuna de "Sangre Menendez", mientras esperan a que su "rebeldia des-cuartizada" se extinga por complete Y a s i se va haciendo cada vez mas p patente e l proposito de G u i l l e n a l incorporar l a sangre derramada a l a l i s t a de sociedades anonimas hasta e l punto culminante cuando se anuncia su precio de c i e r r e . Estos 150 puntos 7/8 se r e f i e r e n por supuesto,nno solo a l valor mas a l t o que l o demas, sino tambien a l a hipertension a r t e r i a l que va a desembocar en su muerte anhelada por todo e l "coro" circunstante. Para dar remate a este cuadro grotesco de l a Bolsa ( a l cual contribuye hasta laarepresentacion g r a f i c a a n i v e l de l a pagina), G u i l l e n presenta a l capitan "de plomo y cuero" luciendo l a s medallas que gano s i n duda en maniobras como l a que condujo a l a muerte de Jesus,jmientras que hace una p e t i c i o n pateti'ca rjen_ingles (y_.: infra!; " f a c t o r - i d i p m a t i c o " ) . De esta clase de representacion grotesca G u i l l e n es capaz de pasar -14 -con suma f a c i l i d a d a l a metricaramas grave, mas sobria,dellalegandrino9 como bien conviene a su emocion ya mas controlada, aunque no menos profunda. Esto es una buena muestra de l a f l e x i b l l i d a d metrica de l a que e l poema hace alarde, y es en s i prueba s u f i c i e n t e d e l d i e s t r o manejo poetico de su autor, pero e l gran impacto poetico en este caso e s t r i b a en l a desviacion de l a norma que ocurre en e l primer verso. Rompiendo t o t a l -mente e l sistema a l cual e l l e c t o r esta acostumbrado, G u i l l e n presenta a un Jesus que ne esgblbanco,bsainoonegro — "negro,... como un baston de ebano". Y a traves de todo e l poema G u i l l e n supo explotar muy bien a l tocayo mejor conocido d e l j e f e s i n d i c a l , de t a l modo quellggra volcar su dolor personal en e l dolor de l a clase trabajadora y de l a gran mayoria d e l pueblo cubano, en una obra donde son u t i l i z a d o s l o s mas vaxiados recursos a r t i s t i c o s p o s ibles para expresar l a intensidad d e l impacto r e c i b i d o : l a indignacion, l a angustia, y l a r e b e l d i a provocadas por e l d e l i t o inmenso. La recorre una sangre que se r e s i s t e a l a idea de l a muerte, que se impone a l a muerte misma, y como ocurre eon l a muerte de J e s u c r i s t o , culmina en u una afirmacion de l a vida, en una nota de esperanza, en l a certeza de l a v i c t o r i a i f i n a l : Venid, venid y e n l l a a l t a t o r r e e s t a r e i s , campana y campanero; estaremos, venid, metal y hueso juntos que saludan e l f i n o , e l esperado amanecer de l a s r a i c e s ; e l tremendo hallazgo de una subita e s t r e l l a ; metal y huesos juntos que saludan l a paloma de vuelo popular y verde ramo en e l a i r e s i n dueno; e l carro ya de espigas l l e n o r e c i e n cortadas; l a presencia e s e n c i a l d e l acero y l a rosa: metal y huesos juntos que saludan - 15 -l a procesion f i n a l , e l ancho sequito de l a v i c t o r i a . Entonces l l e g a r a , General de l a s Ganas, con su sable hecho de un gran relampago brunido; entonces l l e g a r a , j i n e t e en un caballlo de agua y humo, len t a sonrisa en e l saludo lento; entonces l l e g a r a para d e c i r , Jesus, para d e c i r : — M i r a d , he aqui e l azucar ya s i n lagrimas. Para d e c i r : —He vuelto, no temais. Para d e c i r : — F u e largo e l viage y aspero e l camino. Grecio un arbol con sangre de mi herida. Canta desde e l un pajaro a l a vida. La manana se anuncia con un t r i n o . (Obra poetica I, p p . ^ 3 5 - 6 ) . A l l e e r estos versos, que indudablemente Megan l a p r o s i f i c a c i o n , i n c l u s o s i se supone que Jesus no fuera l i d e r s i n d i c a l , que no fuera paladin de l a s masas trabajadoras, e l poema s e g u i r i a siendo una gran obra: l o s giros elegantes abundan, l a afirmacion d e l l a v i d a y l a esperanza de una vue l t a que dominan, s i n duda hacen eco de l a prometida v u e l t a de C r i s t o y d e l d i a d e l J u i c i o F i n a l , pero con motivos bien diferentes por supuesto. Este Jesus volvera e l dlea de l a v i c t o r i a de l a Revolucion que su sangre ha nutrido, toma l a forma de una paloma, no blanca n i negra, simplemente " l a paloma de vuelo popular". En f i n , l a imagimeria c r i s t i a n a , que no flaquea jamas, adquiere nuevas dimensiones en esta poesia autenticamente a p o c a l i p t i c a con sus relampagos, e s t r e l l a s y campanas, con su uso afirmativo d e l vocativo y su empleo reiterado pero a l a vez acertado d e l hiperbaton. A s i que, aun s i leyeramos e l poema ignorando l a t r a g i c a h i s t o r i a d e l jefe gremial, no detjariadde ser l o comunicado una emocion genuina que tuvo que convencernos desde todos l o s puntos de v i s t a , pues a l r e c i b i r l o dicho por e l poeta, nos sentimos por unos momentos transportados a un espacio i n t a n g i b l e , que - 1 6 -ya no pertenece a l poeta, sino a su poema. Un recurso que G u i l l e n u t i l i z a en e l poema, ,yjiqueeseedebeemehcionar por su caracter incomparable, es esa s e r i e de sustantivos en verso que en e l texto viene inmediatamente despues de un parrafo en prosa de tono algo f i l o s o f ico-meditativo s> Cana Manzanillo e j e r c i t o bala yanqui azucar crimen Manzanillo huelga ingenio partido c a r c e l dolar Manzanillo viuda e n t i e r r o h i j o s padres venganza Manzanillo zafra. (Obra poetica I, p.^2?). F a l t a n aqui todos l o s elementos mas importantes de l a gramatica normal: verbos, complementos, palabras de enlace. Y es justamente por esta razon, por e l esfuerzo imaginativo que exige a l l e c t o r , que esta s e r i e tiene ' impacto singular. Ademas esta enumeracion por l o v i s t o c aotica es en efecto una representacion g r a f i c a d e l d e l i r i o que e l poeta sufre en un .. momento dado. Es como s i estuviera tratando de r a c i o n a l i z a r , s i n aceptarlo nunca,(el poffque ynlasoposibles consecuencias d e l crimen ( e l parrafo en prosa), cuandodde repente irrumpe su corriente de consciencia para entrar en funciones y hacer d e s f i l a r todos l o s elementos que puedan relacionarse con e l crimen. De modo que l a f a l t a de estructura es solo aparente, puesto que tiene una l o g i c a interna perfecta, ccomoeeMdeneiassobrettodo l a r e p e t i c i o n , a manera de e s t r i b i l l o , d e l nombre d e l capitan asesino en e l centro de cada verso par, como l a constante p a l p i t a c i o n de un doibor de cabeza. La "E l e g i a a Jesus Menendez" es, en resumidas cuentas, un hecho sonoro logrado a traves de un verdadero alarde de variaciones metricas, l o cual aseguro una lig a z o n poetica entre e l fondo y l a forma, de t a l forma que se produjo l a perf e c t a correspondencia entre ambos que venlgmos senalando. - 17 -Ni es e l caso de "Jesus Menendez" un caso a i s l a d o en e l r e p e r t o r i o poetico de G u i l l e n , aunque e l poema de por s i b a s t a r i a para garantizar su •» r ~ 12 p o s i c i o n de poeta de categoria. La coleccion Cantos para soldados, por ejemplo, recoge aspectos y elementos fundamentales d e l periodo subsiguiente a l a "revolucion" de 1933 y expresa, en diversos grados y matices, pero siempre con f e l i c i d a d y calor, l o s sentimientos d e l pueblo cubano frente a l predominio m i l i t a r y su desnuda funcion r e p r e s i v a de l o s derechos p o l l t i c o s y s o c i a l e s . Y una vez mas l a gran h a b i l i d a d poetica de G u i l l e n se mostro capaz de salvar l o s p e l i g r o s de caer en l o p a n f l e t a r i o y d i s c u r s i v e Por ejemplo, en "No se por que piensas tu", donde encontramos una a t r a c t i v a e i n s i s t e n t e contraposicion de l o s pronombres "tu" y "yo" — a causa de l a carga de s i g n i f i c a d o que poseen estos. La i n t e r a c c i o n y r e p e t i c i o n ingeniosas de l o s dos pronombres conducen a una sensacion de confusion en l a mente d e l l e c t o r , l o que r e a l z a e l efecto de s i m i l a r i d a d e identidad, con l a s dos personas esforzandose por l a l i b e r t a d . Ademas, a pura fuerza de monosilabismo y enfasis prosodico, contribuyen poderosamente a l ritmo, como facilmente comprueban l o s versos que siguen a continuacion: Me duele que a veces t u te olvides de quien soy yo: caramba, s i yo soy tu, l o mismo que t u eres yo. Ya nos veremos yo y tu, juntos en l a misma c a l l e , hombro con hombro, tu y yo, s i n odios n i yo n i tu, pero sabiendo t u y yo, a donde vamos yo y t u . . . jNo se por que piensas tu, soldado, que te odio yo! (Obra poetica I, pp.175-6). - 18 -Luego en "Fusilamiento" logra presentar con gran s e n c i l l e z de elementos, y con gran dramatismo, l a escena de un hombre f u s i l a d o : T i r a r o n . (^Como fue que pudieron t i r a r ? ) Mataron. (,;G6mo fue que pudieron matar) Eran cuatro soldados callados, y l e s hizo una sena, bajando su sable, un senor o f i c i a l ; eran cuatro soldados atados, l o mismo que e l hombre que fueron l o s cuatro a matar. (Obra poetica I, pp.l?8-9). Y en "Soldado muerto',', ,donde l a tragedia de un soldado anonimo l e eleva durante un momento de entre l a muchedumibreecuyos comentarios l l e n a n l o s versos i n i c i a l e s d e l poema. Con su muerte l l e g a a ser un ente singularye i n d i v i d u a l , pero en seguida es devuelto bruscamente a l a anonimidad por l a s palabras d e l capitan cuyos pensamientos se expresan claramente en l o s versos f i n a l e s d e l poema " E l soldado es l o de menos./ ... que mas soldados tenemos." S i n lugar a dudas e l apasionado modo de d e c i r de G u i l l e n alcanza en estos poemas acunacion n i t i d a . Por otra parte en Sones parasturistas;tmsegHndadm'itadodeJ-loscgantos, encontramos a G u i l l e n esgrimiendo una de sus armas mas potentes, l a i r o n i a . Es una i r o n i a que hier e , como l o sabria cualquier persona que haya v i v i d o durante mucho tiempo en un pais asediado por t u r i s t a s . A traves de l a voz de Jose Ramon Gantaliso, juglar ambulante y guia t u r i s t i c o , se nos descubre l a verdadera faz de Cuba, l a faz que se escondia detras de l a mascara de cocteles, playas exclusivas, y v i l l a s de p o l i t i c o s . Por eso Jose Ramon andaba de f i e s t a en f i e s t a , senalando a l o s t u r i s t a s l a s escenas que no habrian v i s t o nunca jamas: - 19 -(Canta Cantaliso un son que no se puede b a i l a r ) . — . . . . Y este es Luis, e l caramelero; y este es Carlos, e l i s l e n o ; y aquel negro se llama Pedro Martinez, y aquel otro, Norberto Soto, y aquella negra de mas a l i a , P etra Sarda. Todos viven en un cuarto, seguramente, porque r e s u l t a barato. jQue gente, que gente tan consecuente! — Y l a que tose, senores, sobre esa cama, se llama Juana: tuberculosis en tercer grado. por un r e s f r i a d o muy mal cuidado. La muy i d i o t a pasaba e l d i a s i n un bocado. ;Q,ue t o n t e r i a ! jTanta comida que se ha botado. (Obra poetica I, pp.202-4) Con plena razon e l poeta afirma que este son no se puede b a i l a r , porque, no obstante e l ritmo algo excitante, a l o i r cantar de tipos t i s i c o s , desharrapados, e indigentes, como l o s que figuran en este son, no extrana en absoluto que l a s ganas de b a i l a r se l e vayan a uno. La poesia es, pues, h i r i e n t e , pero s i n l l e g a r jamas a ser ponzonosa, y e l resultado neto es un espectaculo cabalmente representado de l a miseria y e l sufrimiento humanos. E l poema tambien demuestra que e l espanol, en manos de G u i l l e n , se ha transformado en una lengua de nuevas e inesperadas p o s i b i l i d a d e s , un proceso cuya r e a l i z a c i o n ya se evidenciaba en "West Indies Ltd.", poema que da t i t u l o a su tercera publicacion. A l i i une pasajes de elevado e s t i l o con l a misma clase de canto popular que Jose Ramon ten d r i a que perfeccionar. - 20 -S i n t e t i z a l a d i f i c i l s i t u a c i o n de Cuba y su malhadada h i s t o r i a . Hay l o l e n c i a v i o l e n c i a p o l i t i c a , pobreza, f r u s t r a c i o n , c o l o r t r o p i c a l , y contraste i r o n i c o entre l o s funcionarios corrompidos y l a clase obrera miserable. En f i n , l o que hace G u i l l e n es extraer l a esencia de una s i t u a c i o n c o l o n i a l para c o n v e r t i r l a en poesia l l e n a de indignacion l i r i c a y de noble i n v e c t i v a . Es en su Espana, s i n embargo, donde l o s valores e s t e t i c o s alcanzan plena madurez. La presencia de l o p o l i t i c o se d i l u y e facilmente en e l hecho poetico, puesto que aquella ha llegado a ser algo consubstancial a l a e x i s t e n c i a d e l poeta. La poesia es mas contenida, dato muy s i g n i f i c a t i v o pues l o que ordinariamente c a r a c t e r i z a l a poesia s o c i a l de G u i l l e n es l a v i s i o n s a t i r i c a o epica, no l a nota de dolorosa intimidad que danesta. Gapta l a profunda angustia que e l c o n f l i c t o t r a g i c o en Espana habia despertado por toda America Latina. Por su cuenta, nuestro poeta ofrenda a l a v i e j a madre p a t r i a sus dos sangres, toda esa remota h i s t o r i a de es-c l a v i t u d , de dolor y de mezcla de e s t i r p e s que es l a h i s t o r i a de l a i s l a de Cuba, i g u a l que l a d e l Caribe entero ./^rdiendGp, Esgana, estas! Ardiendo con largas unas rojas encendidas; a balas matricidas pecho, bronce oponiendo, y en ojo, boca, carne de traidores hundiendo l a s rojas unas largas encendidas. Yo, h i j o de t i y de A f r i c a , esclavo ayer de mayorales blancos duenos de l a t i g o s c o l e r i c o s ; hoy esclavo de rojos yanquis azucareros y voraces; yo, h i j o de America, corro hacia t i , muero por t i . (Obra poetica I, pp.215-6) - 21 -Se percibe un autentico deseo de una entrega verdadera, s i n condiciones, tanto e s p i r i t u a l como f i s i c a , a l a madre Espana. Para eso va mas a l i a de l o s aspectos neutrales, materiales y mensurables, y como debe hacerlo toda buena poesia, se in t e r e s a en l o que s i g n i f i c a e l caso para e l que l o esta sufriendo, l o cual no es f o r t u i t o sino o t r a vez, de l a esencia. Para colmo e l verso endecasilabo, como en demas ocasiones, es de una elaboraciSn p e r f e c t a : posee e l compas, l a serenidad, y por c i e r t o , l a misma intensidad de emocion que fue e l s e l l o de l a poesia de un t i p o como e l gran maestro espanol, Garcilaso de l a Vega. J Introduceion a l son poetico de G u i l l e n S i l o que antecede no acaba de convencer a l o s escepticos acerca & de l a destreza poetica de G u i l l e n , entonces deben considerar su gran aporte a l mundo de l a s l e t r a s hispanicas: l a lograda adaptacion d e l modo y de l o s ritmos d e l son afro-cubano. Pues, muy aparte de su 'mensaje', G u i l l e n es uno de l o s e s c r i t o r e s mas o r i g i n a l e s de America Latina. Pero antes de ver como G u i l l e n ^ revoluciono l o s ritmos poeticos t r a d i c i o n a l e s , nos hemos de enterar de unas palabras importantes d e l poeta. En una e n t r e v i s t a concedida a Giro Bianchi Ross d i j o G u i l l e n a proposito d e l estado de l a poesia cubana ac t u a l Yo creo que l o s poetas jovenes ^cubanos"] debieran demorarse a estudiar l o s buenos modelos — no me r e f i e r o a l o s 'viejos', sino a l o s c l a s i c o s . A veces pienso que a algunos poetas de indudables condiciones l e s s e r i a necesario conocer sef'ia y sistematicamente l o s medios de expresion, esto es, l a gramatica, l a s formas metricas, e l d i c c i o n a r i o . . . . No quiere d e c i r que yo pida a estas a l t u r a s que l o s poetas jovenes escriban como l o s d e l S i g l o de Oro; pero creo, eso s i , que estos son ejemplares para una buena f o r -macion l i t e r a r i a . . . . A mi j u i c i o , para revolucionar e l arte, cualquiera que jeste sea, es indispensable primero dominarlo. - 22 -Y en efecto, nuestro poeta es, en cuanto atane a l o s vehiculos tecnicos de su o f i c l o , un poeta de sabia y r e s u e l t a adhesion- a l clasicismo hispanico. Lo barroco, con sus verti e n t e s populares, se asoma" a su e s t i l o con bastan-te frecuencia. A todo l o largo de su i t i n e r a r i o poetico ha demostrado una extr a o r d i n a r i a v e r s a t i l i d a d mas a l i a d e l son. Ha compuesto magistrales sonetos, s i l v a s y romances, y hasta tercetos dantescos. Ezequiel Martinez Estrada dice de e l que "usa de l a rima y escande como cualquier aventajado escolapio de l a Poetica D i d a s c a l i a . "x-5 Todo l o cual es un c l a r o testimonio de su aceptacion de l a t r a d i c i o n espanola. Lo que pasa es que compone en e l habla d e l pueblo para a s i r e f l e j a r l a complicada y sencil-la p s i c o l o g i a de este. Para eso se aprovecha mucho de l a t r a d i c i o n popular y sobre todo de l a t r a d i c i o n de lo s romances, con e l proposito de dar voz a l a s masas en sus poemas, en p a r t i c u l a r a l o s que anteriormente no fueron oidos apenas en l a poesia latinoamericana, t a l e s como boxeadores negros, soldados con-s c r i p t o s , y cantantes de bares. E l caso de Jose Ramon Cantaliso viene muy a proposito aqui" Jose Ramon Cantaliso, canta l i s o , canta l i s o Jose Ramon. Duro espinazo insumiso: por eso es que canta l i s o Jose Ramon Cantaliso, Jose Ramon. En bares, bachas, bachatas, a l o s t u r i s t a s a gatas y a lo s nativos tambien, a todos, e l son preciso Jose Ramon Cantaliso l e s canta l i s o , muy l i s o , para que l o entiendan bien. Voz de cancerosa entrana, humo de solar y cana, que es nube p r i e t a despues: - 23 -son de g u i t a r r a madura, cuya cuerda ronca y dura no se enreda en l a cintura , n i prende fuego en l o s pies. (Obra poetica I, p.199). A t a l e s luces iquien puede dudar que G u i l l e n es un maestro de l o s instrumentos de que disponia? — iquien puede encontrar defecto formal en estos octosilabos y en estos pies quebrados, o s i vamos a eso, en l o s de "La balada de l o s dos abuelos?" Lo que s i se puede d e c i r , y poco mas, es que e l octosilabo en l o s dos casos marcha a l ritmo inusitado que l e impone e l poeta cubano, con pausas acompasadas, de manera que e l romance adquiere tonalidades d i s t i n t a s a l a s t r a d i c i o n a l e s . Y se pueden agregar otros ejemplos de este sabio empleo de metros t r a d i c i o n a l e s : l a perfecta arquitectura c l a s i c a e impecable forma de " E l e g i a a un soldado vivo" no desmiente l a hondura y fuerza extra-o r d i n a r i a de su "mensaje" revolucionario^.Tenemos igualmente e l endecasilabo en "Sabas", l o s tercetos t r a d i c i o n a l e s de "Nocturno en l o s muelles", e l alejandrino en e l soneto " E l abuelo", 6 ese poema que sabe tanto a l o grotesco,"Cancion de l o s hombres perdidos", cuya dureza y condicion c a r i c a t u r a l se ven a l i v i a d o s por e l equilibrio.,de l a e s t r o f a y por l a armonia de l a rima i n t e r i o r , s i n duda aprovechadas como con-contraste tambien: E l s o l nos tuesta en su candela, pero por l a noche l a Luna de un escupitajo nos h i e l a . Somos asmaticos, diabeticos, herpeticos y p a r a l i t i c o s , mas s i n regimenes d i e t e t i c o s . Nos come e l hambre d i a a d i a , y van cavandonos l o s dientes charcos bermejos en l a encia. - 24 -A s i andamos por l a ciudad, como perros abandonados en medio de una tempestad. (Obra poetica I, p .156). Los versos eneasilabos, ademas de proporcionarnos una c l a r a muestra d e l sentido creador con que G u i l l e n aborda este t i p o de poema, nos subrayan su laborioso trabajo de poeta. Armado pues de tan adecuados conocimientos de su o f i c i o G u i l l e n estuvo sumamente dispuesto a emprender su tarea de transportar l o s ritmos d e l son a l a poesia cubana, o mejor dicho, elevar e l son a e s t r o f a poetica, t a l vez su mayor aporte a l mundo de l a s l e t r a s hispanicas. En sus Motivos  de son, ademas de hacer precisamente esto, r e a l i z a l a hazana notable de r e g u l a r i z a r un d i a l e c t o dand'ole categoria l i t e r a r i a , y haciendolo vehiculo de una consciencia inconfundible. Su apa r i c i o n en 1930, junto con l a de Songoro cosongo en 1931» convierten a G u i l l e n en un poeta celebrado, quien habia de r e c i b i r l a admiracion de grandes f i g u r a s de l a l i t e r a t u r a espanola como Lorca, Unamuno y A l t o l a g u i r r e . I ? Glaro que tanto l o s 'sones' como su contenido ( e l negro que sufre) ya e x i s t i e r o n , pero solo con G u i l l e n l l e g a r o n a ser por vez primera s i n -tetizados. E l v i o l o que muchas generaciones l i r i c a s no habian v i s t o : el:o:almalcriolla.jv- mesti-zap^complieja:, sriuevav^EncontrQ'- l a "forma? de pone;.* poner de manifiesto una antigua r e a l i d a d y f u n d i r l a en forma t a l que perdure, se mantenga, y se alargue a traves d e l tiempo. iQue es pues ese"&son" sobre e l cual ha corrido tanta t i n t a ? Muy * 18 sencillamente e l son g u i l l e n i a n o carece de formulas. S i se puede d e c i r que f i j a y p r e c i s a estructura tienen una l i r a o un soneto, no se puede d e c i r que un son se hace con tantas o mas cuantas s i l a b a s , o con tantos o mas cuantos versos, agrupados a s i , y rimados de t a l otra manera. Semejante - 25 -r e c e t a no exis t e . Lo que s i existe es l a sucesion — esdrujulo, l l a n o , agudo; esdrujulo, l l a n o , agudo, como evidencia l o siguiente Songoro cosongo, songo be; songoro cosongo de mamey; songoro, l a negra b a i l a bien; songoro de uno songoro de t r e , ("Songoro cosongo", Obra poetica I, p.105) Y e s t r i b i l l o s que presentan pies quebrados, o versos agudos que se hacen e s t r i b i l l o s con octosilabos y t r i s i l a b o s Depue diran que soy mala, y no me quedran t r a t a r , pero amo con hambre, v i e j o , J que ba! Con tanto sapato nuebo, j que ba! Con tanto r e l o , compadre, J que ba! Con tanto l u j o , mi negro, jque ba! ("Bucate p l a t a " , Obra poetica I, p.108) S i e l son es inconfundible, e l l o se debe, aparte de otros elementos de fondo, a l o r i t m i c o mas mulato y musiealy elsfcaibll ocbntrastecdetconte de tratiempos acentuales. Factores que hasta entonces habian estado c i r c u n -s c r i t o s a l a musiealy cuya adecuacion descubrio G u i l l e n . Pudo p e r c i b i r l a s po s i b i l i d a d e s poeticas escondidas-en'la. estructura-musical^y temple animico d e l s o n . ^ A l a s melodicas cadencias que se heredaron de l o s c l a s i c o s espanoles, e l supo anadir e l hipnotico repique de l o s tambores africanos, integrando a s i en un todo l a s dos corrientes ancestrales que confluyen en e l pueblo cubano. En efecto toda su obra poetica g i r a en torno a este eje r i t m i c o , y sus paginas d e f i n i t i v a s son depurados, finismos sones, respecto a l o s cuales e l mismo poeta afirma en una e n t r e v i s t a con - 26 -R a f a e l Heliodoro V a l l e Trate con e l l o s ^MotivosJ de incorporar e l ritmo musical d e l son a l a forma metrica espanola, como medio de h a l l a r un instrumento autocitono'de-: expresion..-.". c a s i toda mi poesia tiene siempre una t o n i c a musical que arranca d e l son.20 Y en otra ocasion con Nancy Morejon Eran ocho poemas e s c r i t o s con elv-ritmo verbal d e l son. Habia ademas d e l ritmo, l a prosodia d e l pueblo negro (y no poca de l a d e l bianco) de La Habana.21 Se puede d e c i r , pues, que l a musica r e f l e j a d a en l a obra de G u i l l e n es mulata, ya que l o s ritmos africanos se reproducen a traves de ;una g u i t a r r a espanola.22 y l a prueba esta en que. l o s tiposppresentados:* por e l poeta muchas veces cantan y tocan e l son. Por eso vemos que Papa. Montero era un tocador de sones, Simon Garaballo, "un cantador de v i e j o s sones/ marido se su g u i t a r r a " , y l a charanga de Juan e l barbero s o l i a u t i l i z a r este ritmo para presentar l a s i n j u r i a s s o c i a l e s . De modo que l a poesia de Nicolas G u i l l e n vino anunciando que ya Cuba t e n i a voz genuina, entranable, c r i o l l a , r i t m i c a , suya. Surgio su voz sonora de rumor de palmas, olorosa a guarapo, penetrada de sones de tambor, impregnado de l a inconformidad d e l hombre oprimido. E l es, ademas de poeta d e l l a revolucion, un exponente consecuente de metodos revolucion narios de poetizar, pues sabe perfectamente que l o revolucionario no esta, meramente en e l texto de l o que dice, n i en su gramatica, sino tambien en l o que s u s c i t a y en l o que hace mediante e l lenguaje, l a imaginacion y l a mente, que son e f e c t i v o s pertrechos de guerra contra l a c u l t u r a de e l i t e s y de p r i v i l e g i o s . Entiende muy bien nuestro poeta que l a destruccion d e l lenguaje solo obedece a una v i s i o n nueva de l a r e a l i d a d , a l mismo tiempo que crea y ayuda a crear esa realidad.p Por eso su obra es, en palabras - 2? -de Ezequiel Martinez Estrada "iconoclasta", puesto que " l i q u i d a l a poesia de c u l t i v o de a r r i b a abajo, desde e l tema y e l lenguaje, e l sentido o acepcion gramatical de l a palabra y l a s i n t a x i s , hasta e l ritmo, l a metrlca, todos l o s convencionalismos d e l o f i c i o poetico juntos, y de paso l a gra-matica y l a e s t e t i c a l i t e r a r i a . ..23 Es por eso tambien que ya vamos a pasar a un breve estudio de l o s factores,mas importantes de esta obra tan poetica y tan revolucionario de Nicolas G u i l l e n . A saber: f a c t o r idiomatico, f a c t o r r i t m i c o , e imagenes. Factor idiomatico Ya venimos hablando de l a naturaleza paradojica de l a poesia g u i l l e n i a n a , es d e c i r , su funcion a l a vez creadora y destructora. Ahora toca destacar l o s recursos idiomaticos que l a f a c i l i t a r o n . En primer lugar hay que senalar l a presencia de l o s cambios morf ol>ogicos, esa representacion g r a f i c a d e l habla d e l pueblo cubano. E l fenomeno provoco Ttaia verdadera conmocion l i t e r a r i a en todo'el mundo, por su propio a t r e v i -miento. Debese r e p e t i r que fue e l habla d e l pueblo cubano, porque siempre a l r e f e r i r s e a este aspecto de l a obra de G u i l l e n , nos lo.representan como elemento exclusivamente n e g r i s t a . Pero s i se r e f l e x i o n a sobre e l caso, uno se dara inmediata cuenta de que l a manera en que G u i l l e n se d i r i g i a a su publico ya habia i d o mucho mas a l i a de un modo tipicamente a f r i c a n i s t a de hablar. T a l vez se pueda hablar de un castellano pasado por l a e s c l a v i t u d negra, pero en todo caso tenemos que quedar en que tratamos de un d i a l e c t o ya c a s i totalmente mulatizado, de un habla comun a l o s cubanos, y u t i l i z a d a por l a mayoria de e l l o s . Esto l o confirma indirectamente en su "Palabras en e l tropico", donde atestigua: - 28 -(Dice Jamaica que e l l a esta contenta de ser negra, y Cuba ya sabe que es mulata.) 0 s i consideramos e l apuro de V i c t o r Manuel, n i es su problema un problema de negros, n i mucho menos e l 'idioma' de su compatriota censurador, como se puede apreciar en seguida La mericana te buca, y t u l e tiene que hui : t u ingle era de e t r a i guan, de e t r a i guan y guan t u t r i . B i t o Manue, t u no sabe i n g l e , t u no sabe i n g l e , t u no sabe i n g l e . (Obra poetica I, pp.109-10). Otra c a r a c t e r i s t i c a d e l lenguaje u t i l i z a d o por G u i l l e n es l a introduccion de vocablos extranjeros que poseen y hasta c i e r t o punto mantienen su nativo contenido semantico. En esta categoria abundan sobre todo vocablos de procedencia a f r i c a n a e inglesa. Los d e l primer grupo s i r v e n para evocar un ambiente p r i m i t i v o africano como en " E l a p e l l i d o " : iSere Yelofe? i,Nicolas Yelofe acaso? 10 Nicolas Bakongo? i T a l vez G u i l l e n Banguila? 10 Kumba? iQuiza G u i l l e n Kumba? 10 Kongue? ^Pudiera ser G u i l l e n Kongue? ;0h, quien l o sabe! J Que enigma entre l a s aguas! (Obra poetica I, p.397.1 0 b.'.e en e l - segundo para lucir? su dominio 0 bien en e l segundo para l u c i r su dominio de una i r o n i a mordaz. Aqui l o tenemos en West Indies L t d : Aqui estan l o s servidores de Mr. Babbit. Los que educan sus h i j o s en West Point. Aqui estan l o s que Chilian: h e l l o baby, y fuman " C h e s t e r f i e l d " y "Lucky S t r i k e . " Aqui estan l o s bailadores de fox t r o t s , - 29 -l o s boys d e l jazz band y l o s veraneantes de Miami y de Palm Beach. Aqui estan l o s que piden bread and butter y coffee and milk. Aqui esta l o mejor de Port-au-Prince, l o mas puro de Kingston, l a high l i f e de La Habana... Pero aqui estan tambien l o s que reman en lagrlmas, galeotes dramaticos, galeotes dramaticos. (Obra poetica I, pp.l66-7) Semejante yuxtaposicion c a s i grotesca es e l s e l l o de l a poetica g u i l l e n i a n a . E l poeta ha querido chocar y l o logra: l a l i s t a de nombres y cosas corrientes de l a c u l t u r a norteamericana s i r v e para dar una idea de l o ex e x t e r i o r , de l o estereotipado, de l o s c l i c h e s que forman parte de esta c u l t u r a que imperaba sobre l a vida cubana (como l a s palabras inglesas dominan e l poema), para dar una idea de l o e s e n c i a l de l a llamada " a l t a sociedad", — todo con e l f i n de r e a l z a r e l contraste profundo que surge cuando esta desemboca en l a repetida metafora culminante de l o s galeotes que reman en lagrimas, l a cual tiene que ser e l producto de una imaginacion de l a s mas f i n a s y s e n s i t i v a s . G u i l l e n tambien ha hecho uso extensivo de vocablos, s i n sentido l o g i c o , pero con grandes calidades fonicas. En su mayor parte, dichos vocablos resuenan como tambores africanos, y,hastaacierto punto, actuan de complemento a esos vocablos extranjeros que mantienen su contenido semantico. Este recurso, debe apuntarse, esta intimamente relacionado con l a modalidad onomatopeyica designada con e l nombre de j i t a n j a f o r a . La j i t a n j a f o r a de G u i l l e n cumple va r i a s funciones. Primero, una funcion de indole f o l k l o r i c a que afirma l o popular en su obra. A s i en "Cancion de cuna para despertar a un njegrito" tenemos este ejemplo escueto y conciso Una paloma cantando pasa: - 30 -—;Upa, mi negro, que e l s o l abrasa! Ya nadie duerme, n i esta en su casa; n i e l cocodrilo, n i l a yaguaza, n i l a pulobra, n i l a torcaza... Coco, cacao, cacho, cachaza, jupa, mi negro, que e l s o l abrasa! (Obra poetica I I , p.l^-) Otras veces funciona en plan de e s t r i b i l l o como e l "doron, dorendo" de "Barlovento", o incluso como soporte r i t m i c o que alcanza un marcado valo r acustico en poemas t a l e s como "Songoro cosongo", "Secuestro de l a mujer de Antonio", y "Canto negro", unrrfragmentoldel cual sigue a" continuacion: Yambambo, yambambe! Repica e l congo solongo, r e p i c a e l negro bien negro; congo solongo d e l Songo b a i l a yambo sobre un p i e . Mamatomba, serembe cuseremba. ("Canto negro" Obra poetica I, p.122) Quiza ahora se puede entender mejor por que este poemita provoco l a senalada reaccion en una persona de l a estatura l i t e r a r i a de Manuel A l t o l a g u i r r e .^ 5 E l poema es puro juego verbal, sonido liberado de su atadura s i g n i f i c a n t e . La armonia v o c a l i c a es otro aspecto notable d e l dominio g u i l l e n i a n p d e l lenguaje. La concordancia entre e l timbre de l o s sonidos dominantes en c i e r t o s pasajes y e l temple emocional de l a s palabras nos ofrecen delicados ejemplos de l a f i n a s e n s i b i l i d a d l i n g u i s t ! c a d e l poeta. Un caso ejemplar es e l de l a VEikeg-ianaiEmmettdTill" donde hay una coordinacion concertada entre l a s vocales de l o s apoyos basicos d e l acento. En e l trozo que sigue, por ejemplo, l a s dos vocales de l o s tiempos marcados i n i c i a l y - 31 -f i n a l , a veces coincidentes entre s i , aparecen armonizadas con l a que ocupa e l apoyo de l a s i l a b a s ejes d e l verso: jOh v i e j o M i s s i s s i p p i , oh rey, oh r i o de profundo manto!, deten aqui t u procesion de espumas, tu a z ul carroza de tr a c c i o n oceanica: mira este cuerpo leve, angel adolescente que llevaba no bien cerradas todavia l a s c i c a t r i c e s en l o s hombros donde tuvo l a s a l a s ; mira este r o s t r o de p e r f i l ausente, deshecho a piedra y piedra, a plomo y piedra, a i n s u l t o y piedra; mira este abierto pecho, l a sangre antigua ya de duro coagulo. (Obra poetica I, p.*K)2). E l gran poder l i r i c o , e l caudal de emocion, en f i n , toda l a descarga poetica desencadenada por estos versos tan conmovedores, tan eufonicos, todo alcanza l a consumacion por e l sabio manejo de l a s vocales por parte d e l poeta. Finalmente, dos recursos idiomaticos muy preferidos de G u i l l e n : l a r e p e t i c i o n y l a enumeracion. La r e p e t i c i o n es un recurso antiguo en l a poesia occidental, sobre todo en l a de t i p o popular. En G u i l l e n r e v i s t e diversas formas, desde l a r e p e t i c i o n de versos completos ("Ebano r e a l " ) hasta l a de una s o l a palabra en unmmismo verso, con intencion r e i t e r a t i v a e i n t e n s i f i c a t i v a ("Un son para ninos a n t i l l a n o s " ) . Pero e l mayor a c i e r t o de G u i l l e n en cuanto a l a r e p e t i c i o n fue a l emplearlo como instr.umento r i t m i c o , (v. i n f r a ) . En cuanto a l a enumeracion, recurso basicamente de caracter culto, G u i l l e n l a u t i l i z a con frecuencia en estrofas que r e t r a t a n grupos humanos m u l t i f a c e t i t o s , pero u n i t a r i o s , como demuestra cabalmente e l siguiente trozo de l a a " E l e g i a a Jacques Roumain" - 32 -fil, Monsieur Jacques Roumain, que hablaba en nombre d e l negro Emperaxior, d e l negro Rey, d e l negro Presidente y de todos l o s negros que nunca fueron mas que Jean P i e r r e V i c t o r Gandlde Jules Charles Stephen Raymond Andre. Negros descalzos frente a l Champ de Mars, o en e l t i b i o mulato camino de P e t i o n v i l l e , o mas a r r i b a , en e l ya f r i o bianco camino de Kenskoff: negros no fundados aun, sombras, zombies, lentos fantasmas de l a cana y e l cafe, carne f e b r i l , desgarradora, primaria, pantanosa, vegetal. S i va a exprimir l a esponja, e l va a exprimirla. (Obra poetica I, pp.407-8) Otras enumeraciones aparentemente caoticas, solo l o son en cuanto r e t r a t a n una r e a l i d a d ciertamente desmembrada y ca o t i c a e l l a misma, cuando no absurda. Ademas, este fue un recurso tipicamente vanguardista de aquellos anos en America Latina. Quedamos pues con Noches pobladas de p r o s t i t u t a s , bares poblados de marineros; encrucijada de cien rutas para bandidos y bucaneros. Cuevas de vendedores de morfina, de cocaina y de heroina. Cabarets donde e l tedio se engana con e l i l u s o r i o c o r d i a l de una bote11a de champana en cuya e f i c a c i a l a gente con f i a como en un neosalvarsan de a l e g r i a para l a s " s i f i l i s sentimental." (Obra poetica I, pp.l63~4) Todas l a s sordideces que atormentaban l a v i d a habanera en l o s azios t r e i n t a - 3 3 -se h a l l a n en este cuadro poco afable d e l poeta. En absoluto disimula su asco, rematandolo con esa frase tan acusadora — pero a l a vez tan demostrativa de hasta donde l l e g a su poder creativo-lmaginativo - — a l equiparar e l alcohol con "un neosalvarsan de a l e g r i a para l a s i f i l i s sentimental". Es d e c i r , l a s e n s i b i l i d a d cubana sufre una s i f i l i s — • enfermedad muy apropiada por ser e l l a misma s o c i a l , — y para denunciar eficazmente l a f a l s a cura ( e l " n e o s a l v a r s a n " G u i l l e n nos adelanta palabras con connotaciones de estupefaciente: "morfina", "heroina", "cocaina", "tedio", " i l u s o r i o " , . . . , de modo que a l f i n a l todo esta drogado, todo vi.ve bajo i l u s i o n e s , "En f i n , e l y4erdader.o mailt sigue,siho, quo ourar^n Lotqueehaoe GMMentenfeoneeseesadiagnosticar este mal para luego d e c i r l o s i n morderse l a lengua. Factor r i t m i c o A l hablar de una poesia de caracter esencialmente ritmico, nos estamos r e f i r i e n d o a una poesia que requiereeo gusta d e l acompanamiento de l a musica, donde e l verso es e l que provoca l a condicion musical r i t m i c a , y l a e s t r o f a l a que c o r t e j a y s o l i c i t a l a musica. G u i l l e n , i n c l u s o antes de e s c r i b i r Motivos de son t e n i a un poema en l a ya citada coleccion Gerebro y_ corazon, "Alma musica", donde expresaba l o s sentimientos que siguen: Tengo e l alma hecha ritmo y armonia; todo en mi ser es musica y es canto, desde e l requiem t r i s t i s i m o d e l l l a n t o hasta e l t r i n o t r i u n f a l de. l a a l e g r i a . (Obra poetica I, p.2?) Es d e c i r , i n c l u s o cuando hacia sus p i n i t o s poeticos acusaba una a f i c i o n a l o r i t m i c o . Luego, por supuesto, i b a a evblucionar en un verdadero - 34 -p o n t i f i c e , un musico que compondria con material idiomatico danzas y sones, obteniendo l a emocion d i r e e t a por medio d e l ritmo. En r e a l i d a d , puede decirse que e l ritmo en G u i l l e n l l e g a a ser un autentico recurso e s t i l i s -t i c o : unas veces l o usa de una forma general y global para crear un ambiente, un clima; otras veces l o emplea para buscar un efecto e s t i l i s t i c o p a r t i c u l a r o e s p e c i f i c o . Las repeticiones de sus versos, en ocasiones de efecto obsesionante como l a interrumpida frase mecanica de un disco rayado, ademas de ser recursos de c l a r o l i n a j e musical, demues-tran perfectamente como e l ritmo a veces lograadelinear c i e r t o ambito. Por ejemplo en "Sensemaya", l a r e i t e r a c l o n r i t m i c a se debe a l sentido magico de l o s cantos, a su caracter de conjuros, ya que se considera que l a e f i c a c i a d e l conjuro depende de l a fuerza que se acumula con l a r e p e t i c i o n de l a s palabras sagradas. A s i e l poeta obtiene una version magistral de un exorcismo de posible r a i z a f r i c a n a con e l ropaje que l e brindan l a s formas de l a poesia occidental. La r e p e t i c i o n de l a formula magica causa e l efecto deseado, l a muerte de l a serpiente, s i es repetido con bastante enfasis y perseverancia: i Mayombe—bombe—mayombe! j Mayombe—bombe—mayombe! j Mayombe—bombe—mayombe! Tu l e das con e l hacha y se muere: idale ya! ;No l e des con e l pie, que te muerde, no l e des con e l pie, que se va! Sensemaya, l a culebra, sensemaya. Sensemaya, con sus ojos, sensemaya. Sensemaya, con su lengua, sensemaya. Sensemaya, con su boca, sensemaya. (Obra poetica I, p.l48) - 35 -E l vocablo sibilante repetido a compas, y entrelazado en un ritmo algo rumbero, hipnotiza l a culebra, y sobre todo a los, ya no meros oyentes, sino participantes del r i t u a l . Como tantas veces ocurre en Guillen, es e l conjuro hipnotico que, a traves de su ritmo de baile palpitante, estimula l a correspondencia f i s i c a involuntaria, y por eso esta ligado a un sentido de poder fisicamente arrollador, o mejor dicho, un sentido de magia. Es ese mismo principio que guia su empleo de l a invectiva (hasta cierto punto l a imitacion l i t e r a r i a de l a maldicion embelesadora) donde se evidencian recursos parecidos. Es, por asi decirlo, una parte integrante de l a rima y del ritmo, ese misterio de participacion que se encuentra tambien en las canciones de cuna y en los cantos de trabajo, con toda su propension a afirmarse en e l gusto del publico. En contraste, muy a menudo nos hallamos frente a l ritmo que busca efectos muy particulares, en relacion directa con e l contenido del poema. En t a l caso su valor como recurso e s t i l i s t i c o se acentua, como demuestra perfectamente "Una cancion en e l Magdalena": Sobre e l duro Magdalena, largo proyecto de mar, islas de pluma y arena graznan a l a luz solar. Y e l boga, boga. E l boga, boga preso en su aguda piragua, y e l remo, rema; interroga a l agua. Y e l boga, boga. Verde negro, y verde verde, l a selva elastica y densa, ondula, suena, se pierde, camina y piensa. Y e l boga, boga. (Obra poetica I, p. 237). E l poeta capta de una manera sencilla, pero a l a vez intensamente bella, - 36 -e l h a s t i o melancolico d e l barquero, ponoun fondoslegitimoiudetloseconstantes golpes d e l remo que van marcando e l ritmo lento.• Lo mismo ocurre en "Sigue" donde encontramos una vez mas e l e f i c a z acompanamiento a l a idea d e l ritmo acompasado y monotono de l a s e r i e ininterrumpida de troqueos, que son como e l eco de l o s cansados pasos d e l caminante, huyendo d e l eterno femenino: G amina, caminante, sigue; camina y no te pare, sigue. Guando pase po su casa no l e diga que me b i t e : camina, caminante, sigue. Sigue y no te pare, sigue: no l a mire s i te llama, sigue; acueddate que e l l a e mala, sigue. (Obra poetica I, p .106). La funcion d e l ritmo en este poema se destaca aun mas s i se tiene en cuenta su contexto. En Motivos de son, de'.los que forma parte, G u i l l e n usa, con l a excepcion de "Sigue", l a rima como recurso ritmico, alternando l a rima consonantica o asonantica aguda en todos los'demas'poemasg.ioEl dato l o g r a trascendencia a l darnos cuenta de que l a 'intencion' de "Sigue" es muy d i s t i n t a de l a de l o s demas, pues es e l unico de l a coleccion que no t r a t a d e l tema negro/pobre. Claro, ese rasgo p r i n c i p a l de "Sigue" puede encontarse en otros poemas de Motivos, pero no es a s i a l reves, y eso no puede ser f o r t u i t o . En s i n t e s i s , l a sabia manipulacion de l o s diferentes temples ritmicos, ya alternandolos, ya situandolos en apretadas agrupaciones contrastantes, const!tuye uno de l o s mejores y mas interesantes recursos - 37 -de que se vale G u i l l e n para obtener l o s efectos de hipnotica percusion que caracterizan algunas de sus obras mas logradas. Imagenes Todo poema expresa caracteristicamente su 1 s i g n i f i c a d o ' no a traves de abstracciones, sino por medio de d e t a l l e s concretos. Estos d e t a l l e s l o s denominamos imagenes. Las imagenes de Nicolas G u i l l e n son facilmente d i s c e r n i b l e s como es l a "carne de tronco quemada" de l a negra de su "Madrigal" (Songoro cosongo). Todo ese mundo simple, no a r t i f i c i a l , d e l cubano ( c a s i siempre de extraccion africana) se traduce en e l cumulo de imagenes que G u i l l e n u t i l i z a de preferencia en su poesia, sobre todo en esa poesia que trataba de cuestiones d e l negro cubano. Como nunca antes, vemos l o corporal e inmediato d e l hombre, a l o natural — l a s partes d e l cuerpo — comparado con l o suave, l o f r u t a l , l o impetuoso de l a naturaleza. Tenemos a continuacion otra negra de otro "Madrigal." Tu v i e n t r e sabe mas que t u cabeza y tanto como tus muslos. Esa es l a fuerte gracia negra de t u cuerpo desnudo. Signo de selva e l tuyo, con tus c o l l a r e s rojos, TAIS tus brazaletes de oro curvo, y ese caiman oscuro nadando en e l Zambeze de tus ojos. (Obra poetica I, pp.121-2) Aqui e l cuerpo de "la negra que'.baila-.ji.coni&uvGualidad- rea~lmente desc.oncertante? l l e g o a ser una autentica mina de sensualidad espontanea, agotada hacia tiempo en l o s c i r c u l o s c u l t u r a l e s europeos.^ 0 Ni esian ..,!as alusienes a xfbjetosc.de l o s reinos animal y vegetal limitadas a su poesia de e s t i l o p o p u l a r - f o l k l o r i c o , piles incluso en sus - 38 -poemas de tono p r o f e t i c o - a p o c a l i p t i c o entran en vigor. A s i es que en "Llegada" e l poeta preve l a entrada de l a s masas en l a ciudad de l o s r i c o s . La ciudad espera ser saqueada por gente humilde que essnegra, pero que tambien viene sudando. Son trabajadores que se ven i d e n t i f i c a d o s con pajaros, r i o s , y llamas devoradoras. Y a s i se puede continuar: l o que puebla l a poesia de G u i l l e n son serpientes, caimanes, palmeras, ebanos, g a l l i n a s , f r i j o l e s , en f i n toda l a gama de l a f l o r a y fauna cubanas, a n t i l l a n a s , africanas. Y s i , por casualidad, no surge esta clase de imagen, l o que nos ofrece son ropas e instrumentos musicales. Es d e c i r , sus imagenes pocas veces van mas a l i a de l o elemental, c a s i siempre l o elemental cubano. Por eso quiza nunca ha tenido que renunciar a una parte de su obra 27 como l o h i z o Neruda. Poesia de tema no s o c i a l S i a pesar de l a presencia de estos elementos poeticos que harmoni-zan p a r t i c u l a r e s rasgos l i n g u i s t i c o s con recursos tecnicos, todavia hay quien no se deja convencer de l a legitimidad de su reclamacion de llamarse poeta, por ser su obra de una tematica "demasiado" s o c i a l , y. por ende "eflmera", ha llegado e l momento de t r a t a r de una s e r i e de poemas de tema no s o c i a l . Y aunque es imposible pretender que esta porcion de l a obra g u i l l e n i a n a jamas pueda l l e g a r a ser representativa de esta, constituye obstante, una parte s u s t a n c i a l e importante de e l l a , y r e s u l t a muy extrano que hasta e l momento haya sido poco considerada, por no d e c i r completamente desatendida, por l a c r i t i c a . Un tema tratado con bastante frecuencia por G u i l l e n es l a muerte. Ynnosse habla ahora de l a poesia rebelde y energica que engendraron l a s muertes de tipos como Jesus Menendez, Emmett T i l l , o Jacques Roumain, n i - 39 -tampoco d e l t r a t o algo f o l k l o r i c o e inclu s o pintoresco de l a s muertes de Papa Montero y e l "chiquiton" magullado por e l guij e , aunque, clar o , mucho se puede aprender de l a a c t i t u d d e l poeta hacia e l fenomeno leyendolos.^ 9 No, se t r a t a de un G u i l l e n sobrio, que expone calculadamente unos pensa-mientos acerca d e l i n e v i t a b l e f i n de nuestra vida t e r r e n a l . En efecto, confiesa en una e n t r e v i s t a con Samuel F e i j o o (a proposito de su "Iba yo por un camino", poema en que expresa una a c t i t u d propia y personal ante l a muerte en un momento dado) que "en e l fondo soy un elegiaco, un angustiado, y ese poema es r e f l e j o de mi temperamento."3® Las demas veces donde f i l o s o f a sobre l a muerte predomina un c i e r t o temor a que l a muerte l e sorprenda. A s i que en una ocasion pide "Matame a l amanecer, / o de noche, s i t u quieres; / pero que te pueda ver / l a ma.no manopl. Y en otra r e i t e r a l o s mismos sentimientos: espero mi momento postrero, curioso preparado, pues quiza me sea dado s e n t i r que l l e g a , armada, y herido por su espada g r i t a r : Te v i primero! ("Muerte" — Obra poet i c a I I , p.6l) Tratando ya no de cuestiones f i l o s o f i c a s , sino con motivo de l a muerte de una cualquiera, hay e l " E p i t a f i o para Lucia", poema de unos pocos versos, pero de unllirism'OJide: lolina's^in'it'enS'o^Oque^M'eanza5- a "pr'<&uc43r un verdadero caudal de emocion. Gito entero les.te jnedal'lon de .poesia: Murio ca l l a d a y p r o v i n c i a l . Tenia l l e n o s l o s ojos de paz f r i a , de l l u v i a l e n t a y l e n t a melodia. Su voz, como un c r i s t a l esmerilado, anunciaba un resplandor encerrado. Se llamo, l a llamaban vagamente Lucia. (En este breve marmol ha quedado toda su b i o g r a f i a . ) (Obra poetica I I , p.55). - 40 -En f i n , l a muerte en G u i l l e n se ve delimitada por l a doble condicion d e l poeta; por una parte desde l a v i s i o n i d e o l o g i c a que ve en e l hombre un ser h i s t o r i c o cuyo lugar sera, ocupado por otros hombres, y por otra, desde e l punto de v i s t a d e l humano temor d e l f i n i n d i v i d u a l . Otras veces G u i l l e n ha tenido e l amor por tema, notablemente en l o s poemas "Rosa t u melancolica" y "La pequena balada de P l o v d i v " , ^ Aquel va dedicado a su esposa Rosa P o r t i l l o y este a una bulgara que d i o un beso a l poeta cuando estaba de v i s i t a en l a v i l l a de Plovdiv, Bulgaria. J En ambos casos demuestra su acostumbrada sinceridad; no nos puede menos de conmover l o s sentimientos simples y naturales. E l e s t i l o , a pesar d e l tema, es indudablemente g u i l l e n i a n o , hasta en l o que a l ritmo se r e f i e r e , como dan pleno testimonio l o s siguientes heptasilabos: Y en l a noche cargada de ardoroso s i l e n c i o , Rosa tu, melancolica rosa de mi recuerdo, dorada, v i v a y humeda bajando vas d e l techo, tomas mi mano f r i a y te me quedas viendo. Gierro entonces l o s ojos, pero siempre te veo clavada a l i i , clavando t u mirada en mi pecho, l a r g a mirada f i j a , como un punal de sueno, (Obra poetica I, p.259) Por anadidura, nuestro poeta tambien se ha ocupado de r i o s , bares deportes, afboles, canciones de cuna, ciudades, e inclu s o de un corderi t o malhadado, que e l tuvo ocasion de ver morir con motivo de l a comida de una f i e s t a . ^Quien i b a a creer que l a misma voz poderosa de l a revolucion cubana fuera capaz de brindar l a ternura que cabe en e l poemita tan con-movedor "En e l campo"? - 41 -V i e l corderito bianco, nino entre l o s corderos, con un gran t a j o r o j o desangrarse en s i l e n c i o . Gerca en l a tarde f r i a , e l fuego. Bebian y danzaban hombres de duro sueno. Asesinado y solo, nino entre l o s corderos, e l c o r d e r i t o bianco, bajo su p i e l de miedo, y una angustia redonda f i j a en l o s ojos ciegos. (Obra poetica I I , pp.57-8). E l poeta rebasa l a s e n c i l l a anecdota de manera que e l corderito pasa a un n i v e l simbolico y es de ahi seguramente que brota l a ternura que empapa e l poema. A s i pues e l animalito l l e g a a ser simbolo d e l s a c r i f i c i o y y s s u condicion de victima p r o p i c i a t o r i a se ve concretada por una s e r i e de palabras que alcanzan un s i g n i f i c a d o mucho mas alia, d e l acostumbrado. Palabras como "desangrarse", "fuego", "bebian", y "danzaban", dejan de ser l o que son a causa d e l "nino"asesinado" con toda su "angustia r e -donda" a cuestas. Aun me atrevo a d e c i r que e l poema entero es una a l u s i o n bastante fuerte a l agnus d e i c r i s t i a n o — e l cordero bianco, puro, s a c r i f i c a d o para que l o s hombres l o puedan pasar en grande. No es mas que justo acabar este breve repaso de l a poesia 'no s o c i a l ' de G u i l l e n refiriendonos a l precioso homenaje a su p a t r i a chica, Camaguey. A l o s recuerdos embellecidos por l a poesia a l i i encontrada, hasta en sus minimos aspectos c i r c u n s t a n c i a l e s , se v i n c u l a e l de personajes de muy variada, y con frecuencia, pintoresca humanidad, a veces tocada por una recondita nota d o l i e n t e , s i n a l t e r a r por eso l a e s e n c i a l , p s i c o l o g i c a r e a l i d a d d e l cuadro, n i d e b i l i t a r l a e l e g i a de l a v u e l t a a l termino barrido por e l tiempo, n i bastardear l a emocion. En f i n , no hay nada de - 42 -lnx,;i •; mogeno, de lacrimogeno, de f r i v o l o , n i de l o c a l i s t a en e l poema. He aqui un fragmento: Andando voy. Encuentro caballos sonolientos y vendedores sonolientos y borrachos de vuelta, sonolientos: caigo, l l o r o ; tropiezo con gentes de otro tiempo, con gentes de a l i a l e j o s , que ruedan, se de s l i z a n de otro tiempo. Es un sueno. Oh, mi pueblo. Repito nombres ya desabrigados, a l a intemperie; nombres como huesos de antepasados p r e h i s t o r i c o s . Vengo de andar y aqui me quedo, con mi pueblo. Vengo con mis recuerdos, vengo con mis heridas y mis versos. (Obra poetica I, pp.4l0-l) Podemos concluir,pues,que l a poesia de G u i l l e n es t e r r e n a l , humana, v i t a l , aparentemente s e n c i l l a — en r e a l i d a d hondamente complicada — , es un producto altamente elaborado, concienzudamente trabajado, de un legitimo poeta que, con paciente sabiduria, conoce y a p l i c a una s e r i e de tecnicas, verdaderos instrumentos de un arte complejo y s u t i l . Es d e c i r que, a pesar de su espontaneidad, de su aparente l i b e r a c i o n en forma, G u i l l e n es un a r t i s t a profundo, que sabe que l a renovacion a r t i s t i c a tiene su razon de ser en e l pasado. G u i l l e n comprende y enriquece ese pasado, l o s i n -t e t i z a , l e atribuye nuevo sentido, haciendo s u r g i r de todo e l l o una expresion de vida completamente nueva. En f i n , ha demostrado conocer e l misterioso camino que conduce a l a fuente de l a s riquezas e s p i r i t u a l e s y a r t i s t i c a s que existe en l a conciencia un i v e r s a l humana, que es tambien l a suya. NOTAS AL CAPITULO I Adriana Tous, La poesia de Nicolas G u i l l e n (Madrid: Ediciones Cultura Hispanica, 1971), p.17. Citado por Angel Augier en su Nicolas G u i l l e n , notas para un estudio  "biografico c r i t i c o , I I . (Santa Clara, Cuba: Universidad Central de l a s V i l l a s , 1964) p.154. Todos l o s poemas citados en este estudio proceden de Obra Poetica  1920-1972m dos tomos,introducclon y notas de Angel Augier (La Habana, 1974). De aqui en adelante^pueSjine l i m i t a r e a i n d i c a r l a pagina donde se ha de h a l l a r e l fragmento citado. E l de a r r i b a es d e l segundo tomo, pp.7-8. Este l i b r o , de unas cuarenta y s e i s composiciones fue completado en 1922, y por razones todavia no c i e r t a s no se publico hasta 1965 cuando apaneoiboeen e l apendice de l a segunda edicion revisada d e l primer tomo de l ya citado estudio b i o g r a f i c o de Angel Augier. Ricardo Navas-Ruiz, "Neruda y G u i l l e n : un caso de relaciones l i t e r a r i a s " , Revista Iberoamericana v o l . 31» num. 60, (1965) p . 2 5 3 . I b i d , p.254. Conviene anadir aqui e l texto completo de este "ojo que vela", que i n t e r p r e t a como fuerza destructora, a saber: E l jazz en l a soiree/sacude e l a i r e denso; / yo pienso en e l cafe / (y l l o r o cuando pienso), // Mas pienso en l a f a v e l a . / La v i d a a l i i estancada / es un ojo que v e l a . / Y pienso en l a alborada. //<LTe hablaron de Rio, / con su punal clavado / en e l pecho sombrio? /^Te han hablado? (Obra poetica I I , pp.45-6) . Excepcion notable es e l caso de " E l mal d e l s i g l o " aparecido en l a coleccion abortada Cerebro y_ corazon. - 44 -8. En e l prologo de su Poesia espanola (North C a r o l i n a : H i s p a n S f i l a , 1971) p.23. Mayusculas mias. 9. Northrop Frye, Anatomy of C r i t i c i s m (Princeton: Princeton Univ/ Press, 1957), p.245. 10. (Nueva York: Frederick A. Praeger, 1967) p . l . 11. Mas concretamente por l a t e r c e r a clausula de dicha enmienda, i n s t i t u i d a en 1903 como apendice a l a Constitucion cubana. Legislaba de l a manera siguiente: E l gobierno de Cuba consiente en que e l de l o s Estados Unidos pueda ejer c e r e l derecho de i n t e r v e n i r para l a preservacion de l a independencia cubana, e l mantenimiento de un gobierno adecuado para l a proteccion de l a vida, l a propiedad y l a l i b e r t a d i n d i v i d u a l y para e l cumpli-miento de l a s obligaciones con respeto a Cuba, impuestas por e l Tratado de P a r i s y l o s Estados Unidos y que ahora debe asumir y cumplir e l Gobierno de Cuba. Obviamente fue un trago amarguisimo para todo cubano en aquellos dias, sobre todo para l o s que habian luchado durante anos por l a indepen-dencia de su pais. j^Para apreciar hasta donde alcanzaba l a i n f l u e n c i a estadounidense solo debe recordarse e l nombre d e l club donde G u i l l e n pronunciaba l a charla citada - E l Lyceum Lawn Tennis  Club,] .. 12. E s t a coleccion aparecida por primera vez en 1937 en Mexico constituye l a primera mi tad d e l l i b r o , Cantos para soldados y_ sones para  t u r i s t a s . Las t r a t o separadamente ya que me parecia mas conveniente a l presente estudio. 13. Por ejemplo e l verso "con largas unas rojas encendidas" recuerda facilmente e l segundo verso d e l soneto "A Dafne ya l o s brazos l e crecian / y en luengos ramos vueltos se mostraban." - 45 -14. Giro Bianchi Ross, " E n t r e v i s t a con Nicolas G u i l l e n " Cuba I n t e r -nacional. junio de 19?2, pp.14-21; reproducida en parte en Nancy Morejon (ed.) Recopilacion de textos sobre Nicolas G u i l l e n (La Habana: Casa de l a s Americas, 1972) p.54. 15. Ezequiel Martinez Estrada, La poesia afrocubana de Nicolas G u i l l e n , (Montevideo: Area, c o l . de B o l s i l l o , 1962) p.52. 16. Por ser elaborado en e l segundo capitulo. 17. Unamuno, comentando lo s poemas de Songoro cosongo en una carta a G u i l l e n en 1932 d i j o "me penetraron como a poeta y l i n g i i i s t a . La lengua es poesia... vengo siguiendo e l sentido d e l ritmo, de l a musica verbal de l o s negros y mulatos.... Es en e l fondo, toda una f i l o s o f i a y toda una r e l i g i o n . " Reproducida en Nancy Morejon, op. c i t . , p.324. Manuel A l t o l a g u i r r e por su parte tuvo que d e c i r sobre e l "Canto negro" — "voces de otra raza, impetu de otras sangres, nos ll e g a n a traves de l a s palabras mutiladas d e l mulato espanol cubano Nicolas G u i l l e n , palabras algunas de extrana s i g n i f i c a c i o n i n i n t e l i g i b l e , pero que expresan s i n duda, todo e l e s p i r i t u de su pueblo, tan bien comprendido, es d e c i r , tan bien amado, por e l poeta" — "Songoro cosongo", Revista d e l Occidente, ( v o l . jS, junio de 1932) p.3^8. 18. No f a l t a r o n quienes intentasen d e f i n i r l o s i n embargo. Me l i m i t a r e a c i t a r dos d e f i n i c i o n e s , l a primera de C i n t i o V i t i e r : "La estructura formal d e l son gu i l l e n i a n o parece proceder d e l e s t r i b i l l o o montuno d e l son popular, generalmente interpretado por sextetos t i p i c o s , que se canto y b a i l o en Cuba... hasta l o s anos t r e i n t a " — "La obra de Nicolas G u i l l e n . Hallazgo d e l son" en Lo cubano en l a poesia (La _ 4 6 -Habana, 1958) p.355. Otro c r i t i c o Ildefonso Pereda Valdez l o describe a s i : " G u i l l e n toraa d e l son popular e l ritmo exacto, representado por e l octosilabo, que se quiebra con una languidez mulata, en e l t e t r a -s i l a b o que l e s i r v e de e s t r i b i l l o o par" — "Nicolas G u i l l e n y e l ritmo d e l son" en Linea de color (Santiago de C h i l e : E r c i l l a , 1938$ p.l45. Debese agregar que l o dmcho por estos c r i t i c o s no es erroneo en nada, sino que ninguna de l a s dos d e f i n i c i o n e s l l e g a a abarcar todos l o s elementos d e l son poetico de G u i l l e n , cosa que es a mi parecer c a s i imposible. 19. C i n t i o V i t i e r , a r t , c i t . , l o c . c i t . 20. "Dialogo con Nicolas G u i l l e n " , Universidad Nacional Autonoma de  Mexico, (febrero de 1937) p.25. 21. Nancy Morejon, op_. c i t . , p.4o. 22. Es d e c i r un son de bongo, maracas, tambor, g u i t a r r a , y por supuesto, voces. 23. Ezequiel Martinez Estrada, op_. c i t . , p.6. 24. La palabra fue inventada por e l poeta cubano Mariano B r u l l y l a t e o r i a de su funcion elaborada por Alfonso Reyes. Para nuestro t r a t o de l a jjitanjafora, partimos de l a d e f i n i c i o n dada por e l gran le x i c o g r a f o Fernando O r t i z que advierte que e l l a es " l a independiente v a l o r i z a c i o n e s t e t i c a d e l vocablo por l a simple y pura Valencia de su v i b r a c i o n f o n i c a " — "Los ultimos versos mulatos", Revista Bimestre Cubana ( v o l . 35, 1935) P.331. 25. v. supra, nota 17. 26. Este rasgo de su poesia no es exclusivo de e l . Fue t i p i c o de toda l a ola n e g r i s t a de l o s anos veinte. Pero como se vera en e l segundo - 4? -c a p i t u l o , l a a c t i t u d de G u i l l e n ante e l fenomeno era algo muy d i s t i n t a de l a corriente. S i n embargo debe tenerse en cuenta su desgana de dar a luz Gerebro y corazon, aunque esta no l l e g o a ser una poesia de imagenes hermeticas, es d e c i r , d i f i c l l de desentranar, salvo para l o s e_speciali-zados. La excepcion notable es Lu i s Inigo Madrigal, v. p. e j . l a antologia Summa Poetica (Madrid, 1976) con prologo y notas suyos. Por ejemplo en e l "Velorio de papa Montero" se destaca l a impotencia y e l desamparo "£Que vas a hacer con l a noche, / s i ya no podras tomartela, / n i que vena te dara. / l a sangre que te hace f a l t a / s i se te fue por e l cano / negro de l a punalada? £....J Ya se acabo Baldomeros / Jzumba, ca n a l l a y rumbero!" 0 lamentando l a muerte d e l poeta frances Paul Eluard hace otra s e r i e de preguntas "^A donde fue? ; Qui en sabe! /jQuie"h l o podra. saber!" que subrayan su evidente anhelo de entender que es l o que s i g n i f i c a l a muerte. Samuel Fe i j o o , " E n t r e v i s t a a G u i l l e n " reproducida en Nancy Morej6n, ; v  op. c i t . , p.35. De "Pero que te pueda ver", E l son entero. Dejamos aparte Gerebro j_ corazon. Dato b i o g r a f i c o de Angel Augier en sus notas a Obra poetica I I , p .454. I b i d . p.455. -48-CAPITULO I I A proposito de l a poesia llamada "negra" de G u i l l e n Se ha e s c r i t o , y yo creo que es c i e r t o , que un autor no tiene mas que un solo l i b r o . Los otros, cuando l o s hay, son variaciones sobre e l primero. Nicolas G u i l l e n E l negro, oteado, cantaba en l a noche l a cancion de su corazon solo y desconocido entre l a s olas y l a s f i e r a s . Jose Marti (Nuestra America). Establecido ya que G u i l l e n es un poeta legitimo, toca ya t r a t a r d e l aspecto mas d i s t i n t i v o de su poesaa, a saber, l a presencia negra. La voz predominantemente negra de sus primeras dos colecciones ha conducido a algunos a hablar de dos etapas respecto a su poesia: una etapa i n i c i a l de poesia t i p i c a , sensual, y una segunda etapa de poesia de mas vasto alcance, s o c i a l . Tambien se ha hablado de una poesia r e s t r i n g i d a , r a c i s t a , opuesta a l a poesia s o c i a l mas amplia de l a "etapa segunda." Lo que i n t e r e s a hacer aqui es examinar hasta que punto estos j u i c i o s l l e g a n a ser v e r i f i c a b l e s . Partamos entonces de l o que se ha dicho acerca de esta "primera" poesia de G u i l l e n : Roberto Marquez en un estudio sobre l a poesia de G u i l l e n opina respecto a Motivos de son: E l efecto t o t a l de l a obra es comico y pintoresco. La v i s i o n que tiene e l poeta d e l mundo de sus creaciones es una mezcla de p i c a r d i a y benevolo, asombro.l Ildefonso Pereda Valdez por su parte ha creido que No asoma en sus versos tempranos l a r e b e l d i a d e l negro contra su miserable explotacion. E s t a dentro de l o f o l k l o r i c o o l o puramesnte e s t e t i c o . ...^ Mientras e l poeta cubano Eugenio F l o r i t l o s considera como versos t i p i c o s — porque en e l l o s e l poeta se l i m i t a a l o consabido, a l o s u p e r f i c i a l de l a - 49 -vida d e l negro ciudadano, mezcla de l o sensual y l o picaresco.3 Y por ultimo, Adriana Tous ha afirmado que Segun transcurre e l tiempo, se nota en l a poesia de Nicolas G u i l l e n l a t r a n s i c i o n de l a poesia esencialmente f o l k l o r i c a en l a que nos ensena l a i d i o s i n c r a c i a a n t i l l a n a , hasta l o s o c i a l y r e v o l u c i o n a r i o . ^ Es muy curioso, porque en este caso, a d i f e r e n c i a de l o s d e l primer c a p i t u l o , estos c r i t i c o s parecen estar censurando l a f a l t a de contenido especificamente s o c i a l . A s i que para a c l a r a r l a cuestion de l a verdadera naturaleza de aquella primera poesia publicada por G u i l l e n , creo necesario un examen bastante detallado de dicha poesia. Pero primero es oportuno senalar unos hechos, a mi parecer, muy pertinentes a l caso. Tan temprano como 1923» poco despues de haber abandonado sus estudios de Derecho en l a Universidad de l a Habana, v o l v i o a su p a t r i a chica, Camaguey, donde emprendio l a d i r e c c i o n de l a r e v i s t a L i s , de efimera e x i s t e n c i a , pero en l a cual ya r e f l e j a b a sus preocupaciones por l a s inquietudes y actividades de l a poblacion negra. E l fracaso de esta entusiasta aventura l e afecto profundamente s i hemos de creer l a s palabras f i n a l e s d e l ultimo numero En Camaguey ... no e x i s t e todavia e l pueblo capaz de prestar c a l o r , de una manera constante a c i e r t a clase de obras, que en otra parte cualquiera encontrarian l a comprension y ayuda de todos l o s elementos.5 Su desengano es obvio. Incluso se d i r i a que hay una nota de c i e r t o cinismo, evidencia, creo, de c i e r t a impaciencia j u v e n i l , que no l e permitia apreciar totalmente e l por que sus compatriotas negros se veian acosados por este letargo r e t a r d a t a r i o en aquella epoca. S i n embargo, l o importante aqui es l a preocupacion expresada, y l a fecha temprana. Mas tarde, concretamente e l 29 de a b r i l de 1929, en un a r t i c u l o publicado en e l suplemento dominical de l a r e v i s t a D i a r i o de l a Marina, - 50 -"Ideales de una raza" amonesta que debe evitarse a toda costa " e l camino de Harlem" (tambien e l t i t u l o d e l a r t r c u l o ) . Como santoma de este mal inminerite, e l poeta senalaba que "lo s hombres oscuros, por mucho que sea un su competencia tecnica, estan alejados de c i e r t a s o f i c i n a s , como l a s bancarias y f e r r o c a r r i l e r a s . " Y en diciembre d e l mismo ano p u b l i c a e l poema "Pequena oda a un negro boxeador cubano" en l a misma r e v i s t a . En e l se distingue claramente c i e r t a intencion r a c i a l , es de c i r , l a expresron de una raza humillada y maltratada, pero incluso en ese momento, rebelde: E l Norte es f i e r o y rudo, boxeador. Ese mismo Broadway, que en a c t i t u d de vena se desangra para c h i l l a r junto a l o s r i n g s en que t u s a l t a s como un moderno mono e l a s t i c o , s i n e l resorte de l a s sogas, n i l o s almohadones d e l c l i n c h ; ese mismo Broadway que unta de asombro su boca de melon ante tus punos explosivos y tus actuales zapatos de charol; ese mismo Broadway, es e l que e s t i r a su hocico con una enorme lengua humeda, para lamer gloriosamente toda l a sangre de nuestro Canaveral. (Obra poetica I, p.118). S i n lugar a dudas es este e l mismo Canaveral de su celebre poemita, Cana, poema muy breve, pero a l a vez muy inquietante en su ostensible t r a n q u i l i d a d , que, segun Fernandez Retamar, "parece como un apunte hecho de p r i s a para ser desarrollado mas tarde" E l negro junto a l Canaveral. E l yanqui sobre e l Canaveral. La t i e r r a bajo e l Canaveral. i Sangre que se nos va! - 51 -Resulta "bastante obvlo, a l a luz de todo esto, que para G u i l l e n , e l problema negro es un problema cubano. Es "NUESTRO Canaveral", y mas importante, es "sangre que se NOS va." £Sera este uso enfatico d e l p l u r a l referente a un solo sector de l a poblacion cubana? Es muy dudoso. Desde luego, tiene que ser e l negro con quien siente mas s o l i d a r i d a d en este momento (v. i n f r a [ p . 5 8 f f.) pero G u i l l e n era demasiado i n t u i t i v o , demasiado s e n s i t i v o para dejarse cegar por semejante estrechez de miras, como e l mismo l o i b a a confirmar unos cuantos anos mas tarde en l a antes c i t a d a e n t r e v i s t a con Ra f a e l Heliodoro V a l l e : se ha hablado de l a "poesia negra", tratando de d i f e r e n c i a r l a de otra poesaa, y yo d i j e que no, que no hay una poesia negra, sino que se empieza a hacer una poesia cubana, gracias a l a presencia de l o s negros.7 Por f i n , en octubre de 1932,es decir, antes de que s a l i e r a West Indies Ltd., en una carta privada a un t a l Arthur Schomburg, b i b l i o t e c a r i o afro-americano de l o s Estados Unidos, demuestra de una manera mas rotunda su preocupacion r a d i c a l por l a dependencia neo-colonial cubana de l o s Estados Unidos, s i n omitir para nada su preocupacion constante por l a si t u a c i o n d e l negro cubano: Le confieso que me duele mucho e l estado de mi pais esclavo d e l oro extranjero. Vivimos con e l agua a l * c u e l l o , mediatizados por l a s mas duras y perentorias exigencias. E l l o se traduce en un estancamiento c u l t u r a l que hace muy d i f i c i l l a elaboracion d e l espxritu. Acaso, como en e l verso de Dante, estemos en ocasion de d e c i r : Lasciate ogni speranza. Y en e l fondo de este cuadro sombrio, t r a g i c o , l a si t u a c i o n d e l negro, corriendo de un lado para otro, s i n cohesion, vxctima de s i mismo y de su "hermano" bianco, peor que Gain, porque es h i p o c r i t a . ^ Es solo en e l contexto de l o que antecede que se puede emprender adecuado examen de l o s poemas de Motivos de son y de Songoro Gosongo. - 52 -Se vera en seguida que no se puede considerar estos l i b r o s como s e n c i l l o y a r t i s t i c o descubrimiento de l a a f r i c a n i a en Cuba, n i como l a r e i v i n d i c a c i o n compensadora de una superioridad negra, sino como l a s e n s i b i l i z a c i o n d e l poeta ante l a ,condicion . s o c i a l deljiegro;^ Lo que-±,a primera v i s t a parece no poseer ninguna intencion combativa expresa, r e s u l t a ser, a poco que se penetre en l o s l i b r o s , algo mucho mas a l i a d e l ritmo y pintoresquismo. A l contrario, se hace cada vez mas patente que esos 'apuntes', de poesia, nos vienen entregando d e t a l l e s aislados de l a s condiciones de vida a que habia sido relegada gran parte de l a poblacxon negra de Cuba. Segregado de l a s fuentes p r i n c i p a l e s de trabajo — e l negro s u f r i a una s i t u a c i o n miserrima, rayana en l a desesperacion, y no ten i a otra a l t e r n a t i v a de viv.ienda que e l sola r o casa de vecindad. A s i que cuando consideramos los versos siguientes de "Bucate p l a t a " Bucate p l a t a , bucate p l a t a , poqque no doy un paso ma: etoy a arro con g a l l e t a , na ma. Yo bien se como eta to, pero b i e j o , hay que come: bucate p l a t a bucate p l a t a , poqque me boy a corre. Depue diran que soy mala, y no me quedran t r a t a , pero amo con hambre, bi e j o , jque ba! Con tanto sapato nuebo, jque ba! Con tanto r e l o , compadre jque ba! Con tanto l u j o , mi negro, jque ba! (Obra poetica I, pp.l'b7-8) y nos encontramos frente a un comentario t a l como - 53 -E l mayor merito de G u i l l e n es haber captado l a s o c i o l o g i a d e l negro cubano, su caracter alegre, siempre dispuesto a afrontar l a s circunstancias mas difa'ciles con un comentario risueno en l o s labios.9 u otro que considera que esto es una i n d i c a c i s n de que "todo se resuelve en r i s a y b a i l e " 1 0 , solo podemos c o n c l u i r que se esta tratando de un concepto totalmente erroneo d e l proposito de G u i l l e n y tambien de l a aludida " sociologist" d e l negro. Muy a l reves, l o que G u i l l e n nos ofrece es un cuadro f i e l de l a vida r e a l d e l pueblo cubano; de su i n c u l t u r a , de su desvalimiento y de su miseria en todos l o s iordenes. La grac i a d e l ritmo, e l movimiento y e l co l o r i d o que l o s a s i s t e n , debidos a l a propia gr a c i a d e l poeta, en vez de disimular o disminuir, descubren y aumentan e l to'no de su r e a l i d a d . E l e s t r i b i l l o aparentemente retoz-'onoeneefectothacecresaltarar l a f a l t a de dinero, a medida que marca a cada paso l o s rasgos d i s t i n t i v o s de l a r e a l i d a d penosa, enumerados en e l habla de un cubanis&mo personaje ( l o cual seguramente dio origen a l supuesto ambiente j o v i a l ) : l a comida f r u g a l , l a necesidad por parte de l a mujer de abandonar a l . esposo para i r en busca de mejor vida, es d e c i r , en busca d e l l u j o manifiestamente en abundancia a su alrededor, pero en e l cual nunca ha logrado p a r t i c i p a r . En f i n , l o juzgado en l a s u p e r f i c i e de comico y pinturero, es en e l fondo atenazante y doloroso. Lo que pasa es que l a preocupacion s o c i a l se ha traducido en l a pintura d e l cuadro en que viwe e l negro, y no porque se presente en tonos algo f e s t i v o s quiere d e c i r que tiene menos trascenienc dencia. Gonsideremosuotroeejemplo: Mira s i t u me conose, que ya no tengo que habla: cuando pongo un ojo a s i , e que no hay na; pero s i l o pongo a s i , tampoco hay na. - 54 -ErapeSa l a plancha e l e t r i c a , pa pode saca mi f l u ; buca un rea, buca un rea, qomprate un paquete 1 v e l a poqque a l a noche no hay l u . jHay que tene bolunta, que l a sa l a s i p n no e pa toa l a bida.' ("Hay que tene bolunta", Obra poet i c a I,pp.106-7) La miseria d e l s o l a r , e l ansia de conseguir dinero, e l desempleo, l a f a l t a d e l sentido de responsabilidad con su t r a g i c a representacion en l a vida domestica, todo esto niega vigorosamente cualquier nocion de comicidad. En r e a l i d a d , cada poema es hablado por alguien, o se d i r i g e a alguien,que sabia l o que era ser negro en una ciudad como La Habana pre-rev o l u c i o n a r i a . En "Negro bembon" l a i r o n i a es feroz hasta l l e g a r a l punto de aparente rechazamiento: l^o que te pone tan brabo, cuando te disen negro bembon, s i tiene l a boca santa, negro bembon? ' Bembon a s i como eres tiene de to; Garida te mantiene, te l o da to. Te queja todabia, negro bembon; s i n pega y con harina, negro bembon, majagua de d r i bianco, negro bembon; sapato de do tono, negro bembon.... (Obra poetica I, p.103) Aqux tenemos aun otro r e f l e j o de l a s condiciones s o c i a l e s que imperaban, en l a s que e l hombre ten i a que desempenar e l papel de un pavo r e a l para ganar una vida por chanchullos. Es una verdadera tragedia, a l i v i a d a - 55 -solo por l a descripcion atractivamente c i n i c a , y otra vez por e l ritmo jugueton d e l e s t r i b i l l o "negro bembon". Un caso analogo es e l poema " S i tu supiera"-'--1' donde un negro r e f l e x i o n a tristemente sobre l a i n d i f e r e n c i a de su negra ya que ,el no tiene dinero. iAy, negra, s i t u supiera! Anoche te b i pasa y no quise que me bie r a . A e t u l e hara como a mi, que cuando no tube p l a t a te c o r r i t e de bachata, s i n acoddadte de mi. Songoro cosongo, sogo be; songoro cosongo de mamey; (Obra poetica I, p.105) E l hecho de que sigue siendo preso d e l ritmo de s u i cuerpo, recreandolo verbalmente, s i r v e para sugerir una complejidad de relac i o n e s ausentes por completo en l a s "rumbas" de otros poetas afrocubanistas d e l d i a (v. i n f r a , pp . 6 4 - 6 < ) „ 0 esa anecdota impresionista con su carga s o c i a l tan explosiva, pero comunicada de una manera muy modesta: E l s o l a plomo. Un hombre va a l pie d e l o r g a n i l l o . Manigueta: "Epabilate, mi conga, mi conga..." Ni un q u i l o en l o s b o l s i l l o s , y l a conga muerta en e l o r g a n i l l o . (Obra poetica I, p.127) Por f i n nos acordamos de B i t o Manuel, de quien G u i l l e n se burlaba por pretender ser mas l i s t o de l o que era, y se extingue toda duda que nos acose respecto a l a verdadera intencion d e l poeta: e l t i p o bitomanuelesco es e l mismo "mono e l a s t i c o " de l a "Pequena oda a un boxeador negro", e l mismo - 56 -"negro imitamicos" de "West Indies Ltd.," a quien e l poeta avisaba de su estado s e r v i l , e l mismo t i p o a quien se r e f e r i a en l a s palabras f i n a l e s d e l ultimo ejemplar d e l malhadadb;]Lisv(vc.'iUs.upray,p. 49). En resumidas cuentas, es G u i l l e n U n hombre que esta llorando con l a r i s a que aprendlo. ("Adivinanzas", Obra poetica I, p.l46) Su risa,pues, no es natural, es mas bien forzada y solo s i r v e para ocultar l a s lagrimas que deben brotar a causa de su s i t u a c i o n abismal. Todo l o cual esta muy l e j o s de l a j o v i a l i d a d elemental de l a que se ha hablado. Por eso se esmera tanto en despertar a su hermano negro, para desviarle^de su sed d e l b a i l e y de l a 'bachata', que tradicionalmente l e habia proporcionado una fuga gozosa de l a r e a l i d a d , pero que era a l a vez una fuente generosa de debilidades. Se da plena cuenta de que l o s antiguos amos fueron l o s que estimulaban esta i n v i t a c i o n a l a impotencia economica, p o l i t i c a y s o c i a l , para a s i a l e j a r l e s de l a rebelde h u e l l a cimarrona. Y de mayor importancia quiza, reconoce que l a chispa para su lucha actual ha de encontrarse en su herencia negra violada. Lo runico que se puede conceder en cuanto a l a c a l i d a d de esta primera poesia de G u i l l e n es que demues.tra una f a l t a de madurez p o l i t i c a que s i n g u l a r i z a su obra pos t e r i o r . Ni es de extranar, puesto que en aquel entonces G u i l l e n era un a p o l i t i c o , o mejor, que no hablaba con voz de una e s p e c i f i c a ideolog-ia p o l i t i c a . Pueden a p l i c a r s e a esta poesia l a s mismas palabras que u t i l i z e G u i l l e n para e n j u i c i a r e l movimiento e s t u d i a n t i l de l o s anos veinte y para e x p l i c a r su d e c i s i o n de abandonar sus estudios de Derecho, poetizados en su " A l margen de mis l i b r o s de estudio": - 57 -Yo era un joven absolutamente desinteresado de l a s cuestiones p o l i t i c a s , y aunque puede decirse que lo s sonetos r e f l e j a n e l malestar que reinaba en l a universidad, se t r a t a de un proceso personal, i n t u i t i v o ; t e n i a que ver mas con l a s e n s i b i l i d a d qu que con l a in t e l i g e n c i a . 1 2 Pero de manera alguna es permisible sugerir que l o negro en esta primera poesia g u i l l e n i a n a es una "presencia burlesca" 1 3 > ya que, como se ha v i s t o , es mucho mas. Y l a opresion d e l negro solo puede ser considerada como un aspecto dramatico de l a opresion t o t a l que sufre e l resto de l a s clases desposeidas. Lo que pasa es que con West Indies L t d . su comprension s o c i a l se profundiza, a s i dando lugar a una poesia de contenido mas d i r e c t a y violentamente p o l i t i c o y s o c i a l , s i n que disminuya en absoluto su i n t e r e s por e l negro. En todo caso su poesia negra tiene desde su r a i z un necesario sentido s o c i a l , por e l hecho elemental de ser antes que nada, una toma de conciencia. Cuando por l o tanto Jose Ramon Can t a l i s o "echa a andar" su son ante l o s t u r i s t a s en e l bar, l o hace, no como negro, sino como pobre, consciente ya de una i d e o l o g i a . l ^ De modo que desde sus i n i c i o s e l tema negro se presenta ligado fuertemente a cuestiones s o c i a l e s y esta c a r a c t e r i s t i c a se mantiene a l o largo de toda l a obra d e l poeta. Lo negro jairtas esta v i s t o en l a obra g u i l l e n i a n a como elemento exotico sino como r e a l i d a d encarnada en e l pueblo mismo, l o que favorece logicamente l a presencia de rasgos s o c i a l e s en l o s motivos estructurales de algunos poemas de ^indole superficialmente r a c i a l . Northrop Frye, reconocido como paladin de una c r i t i c a de t i p o i d e a l i s t a , a c i e r t a , no obstante, cuando define e l poeta s o c i a l como uno que se dedica a ser e l portavoz de su sociedad. Lo cual quiere d e c i r que - 58 -as he i s not addressing a second society, that a poetic knowledge and expressive power which i s l a t e n t or needed i n h i s society comes to a r t i c u l a t i o n i n him. 15 0 en l a s palabras de Pedro Salinas La poesxa s o c i a l es l a originada por una experiencia que afecta a l poeta no en aquello que su ser tiene de propia y singular, de i n a l i e n a b l e vida i n d i v i d u a l , sino en ese modo de su e x i s t e n c i a por e l cual se siente perteneci'endo a una comunidad organizada, a una sociedad donde sus actos se aparecen siempre ligados a l o s demas. x° S i hemos de creer l a s opiniones de estos dos c r x t i c o s d i s t i n g u i d o s , 'entbne.es,d$quesdudaa.eabei.deoque l a prxmeraopoesiai desGuill©nf;ha:icumplido l o s r e q u i s i t e s :"f ielmente? En l a obra d e l autor de Motivos de son y Songoro cosongo, en efecto, l a negritud desemboca siempre en l a praxis r e v o l u c i o n a r i a . G u i l l e n toma a su cargo l a herencia a f r i c a n a de l a c u l t u r a cubana y l a integra a l a s :in;q.ui?etude's> d e l conjunto d e l pueblo cubano. Para u t i l i z a r l a s palabras d e l poeta espanol Manuel A l t o l a g u i r r e en su estudio sobre gongoro cosongo: Supe a l escucharlo l o que era ser pueblo y tener un cantor que me comprendiera. x7 S i hay quienes l e acusan de ser exponente de poesxa negra, t x p i c a y sensual, tambien hay l o s que l e han acusado de ser algo r a c i s t a en su planteamiento d e l tema negro. Primero entre l o s que asx opinan es e l crx-t i c o cubano G i n t i o V i t i e r que, en un estudio sobre l a poesxa cubana, afirma respecto a c i e r t o s poemas de Songoro cosongo que G u i l l e n habxa i n i c i a d o una poesxa "de verso desnudo y e l a s t i c o , cargado ya con l a conciencia de una mision invasora, vengativa y auroral.", Hablando de "Llegada", por ejemplp, primer poema de l a coleccion, hace l a siguiente observacion: Esos hombres de "Llegada" no son cubanos sino africanos puros.... La misma estructura, desnudez y musculosidad - 59 -d e l verso nos situan muy l e j o s de l a s e n s i b i l i d a d de l a i s l a . . Es e l trop i c o africano gravitando sobre e l n u e s t r o . ^ Mas tarde en e l mismo lugar V i t i e r f i l o s o f a sobre l o cubano de l a manera que sigue Un negro cubano t i p i c o se parece mucho mas a un bianco , cubano t i p i c o que a un negro de Africa*.. Erit'oncsselolque l o s acerca y l o s hermana es, algo que no tiene que ver directamente con l a raza... Es e l hecho de estar l o s dos sumergidos en e l fenomeno misterioso, imponderable, e s e n c l a l y por l o tanto s i n explicacion v a l i d a de l o cubano... No estoy negando l a i n f l u e n c i a obvia d e l mestizaje en nuestro caracter, sino senalando que hay otro piano, n i bianco, n i negro, n i mestizo,>"donde e l negro, e l bianco y e l mestizo v e r i f i c a n su cubanidad. ( b a s t a r d i l l a s o r i g i n a l e s ) Lo que dice V i t i e r carece c a s i totalmente de v a l i d e z : sus observaciones estan limitadas a una esfera abstracta e i d e a l i s t a , como efectivamente dan testimonio palabras como "misterioso", "imponderable", " s i n e xplicacion", e incl u s o "cubanidad". Son palabras que apenas sir v e n para descartar e l derecho d e l negro ese r e i v i n d i c a r s e , n i mucho menos, para deshacer l a s penas reales y concretas que habia s u f r i d o durante s i g i o s . E l c r i t i c o , como cubano bianco, no pudo menos de acusar l o s efectos de una com-prension"inadecuada de exactamente que es l o que s i g n i f i c a b a ser negro en una sociedad construida sobre una base de esc l a v i t u d , l a e s c l a v i t u d negra. E l mero hecho de haber tenido que d i s t i n g u i r entre e l cubano negro y e l b l a bianco cubano es en s i sintomatico de que e l problema d i f i c i l m e n t e se soluciona de una forma tan s e n c i l l a como senala e l c r i t i c o . Deja de apreciar l a importancia, l a necesidad de haber tenido que tocar l a nota puramente af r i c a n a , antes de poder preocuparse de " l o cubano." Es d e c i r , dej;© de darse cuenta de que ser cubano no queria d e c i r necesariamente ser negro cubano, o a l rev.es, da i g u a l . 1 ^ E l poeta haitiano negro Jacques Roumain - 60 -expresa sucintamente esta i n e v i t a b i l i d a d de tener que a d q u i r i r conciencia de raza antes de conciencia de clase en su Bois-d' Ebene: Afrique j ' a i garde t a memoire Afrique t u es en moi Comme l'echarde dans l a blessure comme un f e t i c h e t u t e l a i r e au centre de v i l l a g e f a i s de moi l a p i e r r e de l a fronde de ma bouche l e s levres de t a p l a i e de mes genoux l e s colonnes brisees de ton abaissement P0URTANT je ne veux e*tre que de votre race ouvriers paysans de tous l e s pays. S i por l o tanto nos hallamos en efecto ante un vigoroso alegato contra l a discriminaclon r a c i a l en Songoro cosongo, presentado con una arrogancia que i n c l u s o puede saber a i n s o l e n c i a , no debe extranar en absoluto porque, en l a s palabras de Jean-Paul Sartre: Qu'est-ce done que vous esperiez, quand vous S t i e z l e b a i l l o n qui fermait ces bouches noires? Qu'elles a i l l a i e n t entonner vos louanges? Ces tetes que nos peres avaient courbees jusqu'a ter r e par l a force, pensiez-vous, quand e l l e s se r e l e v e r a i e n t , l i r e 1 'adoration dans l e u r s yeux?... Et puisqu'on l'opprime dans sa race et a cause d ' e l l e , e'est d'abord de sa race q u ' i l l u i f a u t prendre conscience. Ceux qui, durant des s i e c l e s , ont vainement tente, parce q u ' i l e t a i t negre, de l e reduire a 1'ietat de b i t e , i l faut q u ' i l l e s oblige a l e reconnaitre pour un homme.20 Ademas se debe constar que, de l a s t r e s razas que pueblan e l sub-continente latinoamericano, e l negro era e l ultimo en l l e g a r y, en l a s sociedades e s c l a v i s t a s de l a s que e l c o n s t i t u i a l a base, cualquier c u l t u r a o r i g i n a l que poseyera debio de ser destruida, o por l o menos, severamente alterada. Y como Jahnheinz Jahn con razon afirma: Only where man f e e l s himself to be h e i r and successor to the past, has he the strength f o r a new beginning.21 En otras palabras, l a necesidad d e l momento era atender a l pueblo - 6l -marginado, ejercer una labor de reconocimiento de l o negro con e l f i n de reparar una i n j u s t i c i a , de r e c t i f i c a r e l concepto c u l t u r a l que tienen l o s blancos de los negros, y l o s propios negros de l o suyo, de dar una nueva dimension a l a dignidad negra. Mientras no se hubiera vencido l o s efectos e i n j u s t i c i a s de l a transculturacion, era preciso valorar l a fuerza inmediatamente perceptible, facilmente disponible: e l poder de sus musculos, su capacidad de trabajar (uno se acuerda facilmente d e l sxmil consabido: "trabajar como un negro") su fuerza de combate, de b a i l e , de amor y de f e r t i l i d a d , como esta descripcion g r a f i c a de l a negra muijer elemental que tenemos a continuacion: Con e l c i r c u l o e c u a t o r i a l cenido a l a c i n t u r a como a un pequeno mundo, l a negra, mujer nueva, avanza en su l i g e r a bata de serpiente. Goronada de palmas como una -diosa r e c i e n llegada, e l l a trae l a palabra i n e d i t a , e l anca fue r t e , l a voz, l a manana y e l s a l t o . Chorro de sangre joven bajo un pedazo de p i e l f r e s c a , y e l pie incansable para l a p i s t a profunda, d e l tambor. (Obra poetica I, pp.120-1) A s i que l a evidente "musculosidad" de "Llegada", mas que "'Conciencia de una mision vengativa" es e l anuncio de una presencia nueva: mejor, una nueva 'optica de l a r e a l i d a d de siempre, que no se habia advertido. E l poema es un verdadero programa en e l cual se expone l a plena p a r t i c i p a c i o n d e l negro en l a hechura d e l pars, d e l continente; iAquf estamos! La palabra nos viene bumeda de l o s bosques, y un s o l energico nos amanece entre l a s venas. - 62 -E l punoees fuerte y tiene e l remo. En e l ojo prof undo duermen palmeras exorbitantes. E l g r i t o se nos sale como una gota de oro virgen Sabemos donde nacen l a s aguas, y l a s amamos porque empujaron nuestras canoas bajo l o s c i e l o s r o j o s . Nuestro canto es como un musculo bajo l a p i e l d e l alma, nuestro s e n c i l l o canto. Traemos nuestro nuestro rasgo a l p e r f i l d e f i n i t i v o de America. (Obra poetica I, pp.115-6) G u i l l e n es,pues, " r a c i s t a " , s'olo en e l contexto de una c i v i l i z a c i o n blanca que l e rechaza. Y como t a l , esa fase de vituperacion aparece como necesaria e i n e v i t a b l e para anular l a sensacinon de i n f e r i o r i d a d , de t u t e l a j e , de aprobaci'on. Para romper e l p r e s t i g i o de l a c u l t u r a occidental era necesario d e s a c r e d i t a r l a , muy a menudo por actitudes de desacto deliberado, que o s c i l a b a entre l a erotica desdenosa y l a vituperacion abusiva. Para r e i t e r a r , G u i l l e n puso ienfasis en e l color de su poes-ra por l a condicion marginada, s o c i a l y culturalmente, d e l negro y d e l mulato hasta aquel momento, una marginalidad precedida d e l arraigado p r e j u i c i o de l a e s c l a v i t u d . Y l o que pretende hacer con su poesia es alcanzar l a igualdad, l i b e r t a d y fr a t e r n i d a d d e l negro mas a l i a d e l papel, en e l reconocimiento de una comunidad donde a l negro se l e consideraba como un delincuente congenito, un ser naturalmente vio l e n t o , sucio, holgazan e innatamente un atrasado mental. Msicamente feo y hasta repugnante en l a v i s i o n segregacionista, e l negro l l e g a a l punto de juzgarse a s i mismo con c r i t e r i o s de b e l l e z a grecolatinos. G u i l l e n , mulato, estaba penosamente consciente de todo eso, como afirma en una charla en l a sociedad Lyceum en - 63 -1932 a proposito de " l a fuerte g r a c i a " y d e l "signo de selva" de su "mujer nueva.V Gito extensamente: Es e l acento puramente negro, que descubre, exalta y propaga l a b e l l e z a , arrinconada en e l e s p i r i t u de gran parte de esa raza por l o s canones de una educacion c l a s i c a . E l negro fue arrancado de su t i e r r a y cultlvado por e l bianco. A este l e debe l o s elementos de l a c i v i l i z a c i o n , l a s artes y l a s c i e n c i a s . De i l l toma e l gusto helenico por l o b e l l o , y e l troquel en que debia v a c i a r l a sustancia de su e s p i r i t u en busca de l a suprema perfeccion formal. Venus y Apolo nan sido sus modelos, dos t i p o s de estructura blanca, porque a l traves de generaciones numerosas asimilo l a e s t e t i c a de sus antiguos amos y aprendio de estos que l a b e l l e z a t e n i a un patron en l a Grecia antigua y no en e l A f r i c a . La tragedia d e l negro ha sido pues, comica — s i vale esta paradoja — ya que no ha hecho mas que seguir l a ruta trazada por e l bianco, que era l a negacion d e l negro como c i f r a de arte. A l reconocerse oscuro, se s i n t i o feo. Y a l sentirse feo, se encontro i n f e r i o r . Mediatizado en e l orden e s p i r i t u a l como l o estaba en e l orden f i s i c o , canto y amo l a b e l l e z a de sus conquistadores, a sabiendas de que e l l a b r i l l a b a en un c i e l o tan a l t o que jamas podria l l e g a r hasta e l , pero s i n resolverse a p i c a r de su 'intima cantera e l marmol negro de su estatua.22 Por eso fi g u r a n tan fuertemente en su poesia temprana l a b i o s bembones, harices como "nudo de corbata", ancas y punos fuertes, duros pies y, sobre todo, nalgas pulposas, bien como c a r a c t e r i s t i c a s de suprema be l l e z a , cosa antes completamente inaudita, como facilmente se averiguara un l i g e r o examen de l a evolucion de l a suerte de l o negro en e l proceso de l a l i t e r a t u r a hispanica. Ya en l a s mas tempranas eantigas de amigo se puede encontrar evidencia de c i e r t o desprecio hacia l a mujer oscura a causa de su color. A continuacion tenemos l a s quejas de unas 'amigas' morenas: (a) Crieme en aldea, hiceroe morena: s i en v i l l a me c r i a r a mas bonica fuera - 6 4 -(b) Yo meysoy l a morenica, yo me soy l a morena. Lo moreno bien mirado fue l a culpa d e l pecado, que en mi nunca fue hallado n i jamas se hallara723 Luego en e l Gorbacho de l A r c i p r e s t e de Talavera, a l r e f e r i r s e este a l a d i s p o s i c i o n enganosa de l a mujer dice n i l a mujer n i e l hombre se preocupan de dones, sino en cumplir su deseo; por eso veras l i n d a s mujeres con hombres feos y pobres, cojos, mancos, tuertos o jorobados, n i l o s olvidan por negros, suzios que en ve r l o s es asco e abominacion.24 E s t a muy cl a r o . Para ser "bonica", hay que ser menos morena, l o moreno es l a causa d e l pecado, ser negro es ser sucio y asqueroso. Con e l tiempo e l aspecto dominante d e l tema negro paso a ser l o t i p i c o , y durante muchost-iempo cuando aparecio un personaje negro en una obra, aparecio como elemento exotico, o bien, fue introducido con e l f i n exclusivo de l o g r a r efectos cSmicos, principalmente por su modo p e c u l i a r de hablar. En f i n , e l negro fue mirado solo superficialmente, y como objeto de bufonadas. Un ejemplo celebre es e l de Gongora. En una pieza dramatica sobre l a f i e s t a d e l "santisimo sacramento" tenemos a Juana que habla con C l a r a : La alma sa como l a denta Crara mana. Pongamo fustana e bailemo alegra; que aunque samo negra, sa hermosa tu. Zambambu, morenica d e l Congo, zambambu. Vamo a l a sagraria,pprima zambambu.25 Otros famosos que se encuentran en esta categoria son l o s de Lope de Vega y Sor Juana Ines de l a Cruz. En f i n , hay una l a r g a t r a d i c i o n de poemas con - 65 -personajes negros,^6 pero solo en G u i l l e n l a poesia de tema negro alcanza su r e a l caracter de expresi.on cabal de una raza. Se d i r a , por supuesto, que G u i l l e n no fue e l :unico, que solo formo parte d e l movimiento afrocubano que en l o s anos veinte trataba de temas negros. Nada mas l e j o s de l a verdad. Es c i e r t o que G u i l l e n pertenecio a l movimiento afrocubano, que era coetaneo de T a l l e t , Ballagas y Guirao, que e s c r i b i a en l a s mismas r e v i s t a s , y hasta c i e r t o punto, que empleaba l o s mismos recursos tecnicos, pero Nicolas G u i l l e n era mulato y e s c r i b i a desde dentro. Con e l , e l tema negro se convierte de moda, de tema l i t e r a r i o , en e l corazon vivo de su a c t i v i d a d creadora. E l interes de l o s demas por e l negro fue, en su mayor parte, l i t e r a r i o y a r t i s t i c o , siguiendo l a moda i n i c i a d a por Frobenius, Picasso et. a l . , donde l o interesante fue destacar, a consecuencia de l a experiencia traumatica de l a Primera Guerra Mundial, l a carnalidad, l o t e r r e s t r e y l o fisic© d e l negro, en contraste con l a i n t e l e c t u a l i d a d f r i a d e l europeo, como l o evidencia e l siguiente fragmento d e l poeta portorriqueno Luis Pales Matos A s i a suena su nirvana America b a i l a su jazz, Europa juega y t e o r i z a . A f r i c a grune: nam-nam. A s i pues, en este poema, i g u a l que en otros como "Numen" d e l mismo Pales Matos o e l "Bailadora de rumba" de Guirao, e l negro se v i o reducido a un t i p o que no habia hecho progresos i n t e l e c t u a l e s a costa de l a represion emocional, un t i p o cuyo arte era una expresion espontanea de l o s impulsos i n s t i n t i v o s de l o s cuales l o s europeos se habian olvidado ya. Nos preguntamos ahora lqvc& tiene que ver todo esto, este primitivismo, esta s a l v a j e r i a , con e l A f r i c a evocada por G u i l l e n en "Llegada", o con su "c h i q u i t a negra" irreemplazable? Lo que pasa es que G u i l l e n , como - 66 -efectivamente aconsejo a su boxeador negro, supo bien aprovecharse de l a .corriente n e g r i s t a que r e c o r r i a e l mundo. Se d i o plena cuenta deqque e l tiempo estaba maduro para que alguien hablara "en negro de verdad." Con su Motivos se es t a b l e c i o e l or g u l l o de ser negro, frente a l a postura vergonzante de""saber darse su lugar" y de tener a menos e l color y e l origen como una especie de estigma; se e s t a b l e c i o en f i n algo mucho mas alia, d e l africanismo p r o f e s i o n a l de una Europa que "se desnudaba para t o s t a r su carne a l s o l . " E s t a busqueda por parte de l o s "europeistas" hastiados que solo buscaban "una peloteada de pigmento con que colorear sus destenidas inspiraciones"^'' 7, i n c i t o una respuesta poetica mordaz de otro poeta cubano, Regino Pedroso, l a cual representa justamente l a a c t i t u d que G u i l l l n i b a a adoptar Para sus goces e l r i c o hace de t i un juguete. Y en P a r i s , y en Nueva York, y en Madrid, en La Habana, i g u a l que b i b e l o t s , se f a b r i c a n negros de paja para l a exportacion. £No somos mas que negro? iNo somos mas que jacara? £No somos mas que rumba, l u j u r i a s negras y comparasas? £No somos mas que mueca y color? £Mueca y color? Da a l mundo tu g r i t o rebelde t u humana voz-•. y apaga un poco tus maracas. (i'Hermano negro") Aqui Eedroso expresa e l mal que s u f r i a l a gran parte de. l a poesia afrocubana. E l consideraba e l arte afrocubano en su forma esta.blecida como una d i v e r s i o n para l o s amos blancos, para l o s norteamericanos apaticos, y para l o s franceses que buscaban refugios exoticos. De modo que, antes de Motivos de son y Songoro cosongo, solo en forma no continuada se habia - 6? -intentado por algunos e s c r i t o r e s captar e l sentido y l a expresion de l o s negros en Cuba. Hasta G u i l l e n , l a mayor parte de estas creaciones iban d i r i g i d a s a l a reproducciton pintoresquista d e l habla popular s i n mayores trascendencias n i mayor fortuna. Es G u i l l e n e l que nos introduce mas directamente en e l mundo de A f r i c a , y de sus creencias, a l negro d e l Nuevo Mundo con sus d i a l e c t o s , y sobre todo, sus actitudes. En poemas como "Sensemaya" y "Balada d e l g u i j e " , ( l o s cuales, a proposito, se h a l l a n en l a coleccion supuestamente s o c i a l West Indies Ltd.) e l poeta revive l a s costumbres de l o s negros esclavos y logra captar e l verdadero corazon d e l f o l k l o r e cubano, elementos que por primera vez reciben e l t r a t o s e r i o que exigaian, como da pleno testimonio l a urgencia de l o s versos siguientes: Las turbias aguas d e l r-io son hondas y tienen muertos; carapachos de tortuga, cabezas de ninos negros. De noche saca. sus brazos e l r i o , y rasga e l s i l e n c i o con sus unas, que son unas de cocodrilo frenetico.. Bajo una luna de incendio, l a d r a e l tmo entre l a s piedras y con i n v i s i b l e s dedos, sacude e l arco d e l puente y estrangula a l o s v i a j e r o s . iNeque, que se vaya e l neque! JGuije, que se vaya e l guijeI ("Balada d e l guije", Obra poetica I, p.l42) Con semejantes versos G u i l l e n l l e g a a completar e l muestrario l i t e r a r i o cubano. Antes f a l t a b a de una manera muy conspicua l a presencia negra, esa presencia vigorosa que habia permeado lentamente, durante m'as de t r e s s i g l o s , l a s e n s i b i l i d a d cubana, y que s'olo puede a f l o r a r en l a s fases p r i -marias, musical y coreografica, con e l susto, cuando no con l a t o l e r a n c i a vergonzante d e l hermano bianco. Esto a pesar d e l maximo aporte negro, a saber, su trabajo, su consabida pugnacidad en l a guerra l i b e r t a d o r a , l a - 68 -cocina (v. " E p i s t o l a " , Obra po;etica I I , pp.62-4) y su musica. Y por s i todo esto no bastara para i n c i t a r l e a ser r e i v i n d i c a d o r de su raza, [el, para colmo, conoclo de primera mano l o s p r e j u i c i o s r a c i a l e s . E l c r i t i c o Manuel C u e l l a r Vizcaino en un a r t i c u l o de andole b i o g r a f i c a informa que en 1919 " e n e l parque Agramonte ^Camaguey^ no podian pasear l o s negros, y una vez que l o intentaron hubo t i r o s , a l extremo de que una joven negra r e c i b i o un balazo en l a region glutea.'" t o Nancy Morejten tambien denuncia l a d i s c r i m i n a t i o n con l a cual e l poeta tuvo que enfrentarse en l a s Escuelas Paras de Camaguey;?9 y por f i n , aunque no l e a tana directamente, debese i n c l u i r aqui por ser una adecuadisima expresion de l a c r u e l herencia negra: Raimundo Lazo nos habla de c i e r t a senora que, r e f i r i e n d o s e a l padre de Nicolas G u i l l e n , opino: " S i N i c o l a s i t o £padre"j es todo un caballero, solo l e f a l t a e l c o l o r . " 3 0 No cabe duda pues de que nuestro poeta t e n i a s u f i c i e n t e causa para querer mandar a l a perdicion toda l a c i v i l i z a c l o n europea blanca. Pero, a d i f e r e n c i a de l o s poetas de l a Nigritude, su empleo de temas africanos y populares jamas l l e g o a ser un rechazo t o t a l de l o s valores europeos. Nunca ensalza e l arte africano a costa d e l europeo, pero s i se preocupa de r e s t a b l e c e r l a dignidad que e l negro perdio con l a es c l a v i t u d , a medida que procura dar a sus conciudadanos de color un sentido de orgull o , reconociendo a l a vez que l a lucha p r i n c i p a l no era entre negro y bianco, sino entre opresor y oprimido. Su 'negritud' l e s i r v i o para r e i n t e g r a r a l negro a l a vida nacional, y fue e l paso preliminar hacia l a f o r j a de una c u l t u r a .realmente-• nacional. S-6lo a l ocupar a s i e l negro y e l mulato su justo lugar en l a c u l t u r a nacional, se podia a b r i r en su poesia e l camino francamente a n t i - i m p e r i a l i s t a y rev o l u c i o n a r i o . - 69 -La prueba de que esto fue su proposito esta en que a traves de toda su obra se puede h a l l a r una constante yuxtaposicion f r a t e r n a y s o l i d a r i a d e l negro y d e l bianco. Su constante mezcla es quiza l a obsesioh maxima de G u i l l e n . Y no es mero sentimentalismo, ya que es prometedora de e f i c a c i a y fuerza constructiva Alcemos una muralla juntando todas l a s manos; lo s negros, sus manos negras, l o s blancos, sus blancas manos. Una muralla que vaya desde l a playa hasta e l monte, desde e l monte hasta l a playa, bien, a l i a sobre e l horizonte... ("La muralla", Obra poetica I I , p.17) De manera alguna quiere que e l negro domine a l mundo, anhela l a a b o l i c i o n de l o s p r i v i l e g i o s r a c i a l e s dondequiera que se h a l l e n . E l cantar d e l bongo se d i r i g e tanto a l negro como a l bianco, en tanto que forman parte de l a experiencia h i s t o r i c a cubana: "Aqua' e l que mas f i n o sea,/ responde, s i llamo ya", "dice, y, su abuelo negro T a i t a Facundo y su abuelo bianco Don Federico son presentados como unidos por l a misma angustia humana: Los dos se abrazan. Los dos suspiran. Los dos l a s fuertes cabezas alzan; los dos d e l mismo tamano, bajo l a s e s t r e l l a s a l t a s ; l o s dos d e l mismo tamano, ansia negra y ansia blanca, los dos d e l mismo tamano, gr i t a n , suenan, l l o r a n , cantan. Suenan, l l o r a n , cantan, Lloran, cantan, |Cantan! ("Balada de l o s dos abuelos", Obra poetica I, p.139) E l poeta sabe que, negro o bianco, es i g u a l , que "se t r a t a de colores baratos", que "a trayes de tratos y contratos/ se han co r r i d o l o s - 70 -t i n t e s y no hay un tono estable." Que s i hay blancos puros en Cuba, ccn ar r a i g o de generaciones, con una blancura externa, su e s p i r i t u es" mestizo, como su hablar, como su pensamiento mismo. Por eso creo que V i t i e r esta equivocado cuando e n j u i c i a que ese precioso soneto " E l abuelo" es "frente a un racismo, otro."31 A GuiMen, en su busqueda angustiada d e l "color cubano", l e era forzoso r i z a r para siempre l a "cabeza a m a r i l l a " de "esta mujer angelica de ..ojos septentrionales,/ que vive atenta a l ritmo de su sangre europea", con " l a dulce sombra oscura d e l abuelo que huye." La misma angustia asoma en su "Dos ninos" donde e l poeta contempla a dos ninos desharrapados, pordioseros, uno bianco, otro negro, sus cabezas unidas... sembradas de p i o j o s " , hasta que cmlmina en l a exclamacion apasionada jQue union sincera y fu e r t e ! Estan unidos como dos buenos perros... Juntos a s i como dos buenos perros, uno negro, otro bianco, Y a l f i n a l , l a tormentosa pregunta cuando llegue l a hora de l a marcha, iquerran marchar como dos buenos hombres, une negro, otro bianco? (Obra poetica I, p. 153.1 iQue duda cabe de que Nicolas G u i l l e n &x ha hecho l o posible para "adelantar ese dJa" cuando se podrS d e c i r "color cubano?"32 Su manifiesta preocupacion por una Cuba racialmente integrada niega rotundamente cualquier acusacion de racismo i n v e r s e Ni se puede d e c i r con mucha exact!tud que por eso, su i n t e r e s en e l bienestar d e l negro disminuyo cuando, por a s i d e c i r l o , su cancion "se u n i v e r s a l i z e . " En "Son numero 6", aunque termina reconociendo e l hecho concreto d e l mestizaje cubano, no se debe o l v i d a r que - 71 -habia empezado por reafirmar su ascendencia a f r i c a n a : Yoruba soy, l l o r o en yoruba lucuirtaj. Como soy un yoruba de Cuba, quiero que hasta Cuba suba mi l l a n t o yoruba que sale de mi. Yoruba soy, cantando voy, llorando estoy, y cuando no soy yoruba, soy congo, mandinga, c a r a b a l i . (Obra po'etica I, p.23l) Semejante idea se expresa en " E l a p e l l i d o " , otro poema c r i t i c a d o por V i t i e r , a quien l e molesta que "hasta e l nombre, ese misterio en 'el ademas tan afortunado y l l e n o de su ser poetico, l o quiere destrozar en absurdas conjeturas regresivas."33 E l que e l poeta se pregunte : iSere Yelofe? ^Nicola's Yelofe, acaso? 10 Nicolas Bakongo? <rTal vez G u i l l e n Banguila? 10 Kumba? ,;QuiZ'as G u i l l e n Kumba? (Obra poetica I, p.397) no hace rrtas que ac l a r a r su a c t i t u d de consciencia de su pasado africano, de l a experiencia d e l negro en Cuba y en e l mundo, pero como siempre, e l poeta trasciende cualquier racismo de miras estrechas, segun sugiere V i t i e r , quien, a mi modo de ver, esta acusando c i e r t o complejo de cu l p a b i l i d a d a l no poder apreciar que G u i l l e n s'Slo esta especulando sobre e l "nombre d e l t r i s t e abuelo ahogado/en t i n t a de notario", que esta intentando r e s o l v e r e l "engima entre l a s aguas" s i n irtas. V i t i e r se ha olvidado totalmente de l a voz angustiada d e l poeta, herido en l o vivo por l a Guerra C i v i l Espanola: - 72 -La r a i z de mi arbol, r e t o r c i d a ; l a raxz de mi a r b o l , de t u arbol, de todos nuestros ,arboles, bebiendo sangre, humeda de sangre, l a r a i z de mi arbol, de t u arbol. (Obra poetica I, p.210-1) Gonsta pues que G u i l l e n , como h i j o de A f r i c a , no pudo menos de guardar l a memoria de su penosa h i s t o r i a , de sus hermanos maltratados, no importa donde estuvieran. Asx es que l e i n s p i r a poesxa cuando en l o s Estados Unidos un gobernador se distingue por su sana anti^negra, rehusando que l o s ninos negros se integr.en en l a s escuelas publicas, cuando ya l a l e y de integracxon r a c i a l habxa sido aprobada. 0 bien cuando fue extraido d e l rxo T a l l a h a t c h i e e l cuerpo mutilado d e l jovencito negro Emmett T i l l : este crimen tuvo lugar en e l ano 1955, es d e c i r , mas de quince anos despues de l a llamada epoca negra, y s i n embargo facilmente se percibe e l resentimiento d e l poetaaante l a f e c h o r i a Oh v i e j o M i s s i s s i p p i , Ven y en l a noche iluminada por una luna de catastrofe, l a l e n t a noche de l o s negros con sus fosforescencias subterraneas, ven y en l a noche iluminada, dime tu, M i s s i s s i p p i , s i podras contemplar con ojos de agua ciega y brazos de t i t a n i n d i f e r e n t e , este l u t o , este crimen ("Elegxa a Emmett T i l l " , Obra poetica I, p.402) Mas que nada, l o que da origen a este g r i t o apasionado es l a negritud de T i l l . No es que G u i l l e n no se dejara conmover por l a muerte de un bianco en circunstancias iguales, sino que hay que entender que l a muerte d e l negro es, y debe ser v i s t a dentro de su s i t u a c i o n h i s t o r i c a concreta. Y de ahi l a gran d i f e r e n c i a , de ahx l a pasipn a d i c i o n a l . - 73 -Por f i n , en 1968 cuando murio asesinado e l pastor negro norteamericano, Rev. Martin Luther King, G u i l l e n se v i o obligado a reaccionar contra e l siguiente encomio a l reverendo proferido por e l poeta s o v i e t i c o Eugenio Evtuchenko: "Su p i e l era negra pero con e l alma purisima como l a nieve blanca..." e l cual G u i l l e n puso como lema d e l poema-reaccion t i t u l a d o sencillamente "i,Que color?" Lo tenemos en parte, a continuacion: Que alma tan blanca, dicen, l a de aquel noble pastor. Su p i e l tan negra, dicen, su p i e l tan negra de color. Pero podria decirse de otro modo: Que alma tan poderosa negra l a d e l dulcisimo pastor. Que a l t a pasion negra a r d i a en su ancho corazon. Que" pensamientos puros negros su gravido cerebro alimento. Que negro amor, tan repartido s i n c o l or. Por que no, por que no i b a a tener e l alma negra aquel heroico pastor? Negra como e l carbon. (Obra poetica I I , pp.284-5) En l a s u p e r f i c i e , e l poema es otro caso de "absurda conjetura", pero en efecto es una respuesta l o g i c a a l inconsciente y bienintencionado comentario que todos hacemos s i n pensar jamas en sus implicaciones mas profundas. Es c i e r t o que e l poeta s o v i e t i c o no t e n i a l a mas l i g e r a intencion de ofender a nadie, pero a l considerar l o dicho por e l , da a entender en c i e r t o modo que ser negro equ-ivalia a ser no puro, como l o podia ser e l alma blanca, un matiz de d i f e r e n c i a mas f a c i l y agudamente sentido por e l hombre de col o r , sobre todo uno de l a a l t a s e n s i b i l i d a d de Nicolas G u i l l e n . - 74 -En s i n t e s i s pues, fue G u i l l e n e l primer autor en tomarse e l trabajo de intentar captar l a verdadera p s i c o l o g i a d e l negro, E l , a d i f e r e n c i a de l a mayoria de sus compaijieros afrocubanistas, era negro, ci r c u n s t a n c i a que seguramente i n f l u y o mucho en determinar este h i t o tan s i g n i f i c a t i v o en l a evolucion de l o negro en l a cu l t u r a hispana. Las irmovaciones que su poesia "negra" trae a l a l i t e r a t u r a cubana, abarcan no solo e l campo puramente l i t e -r a r i o , con l a elevacion d e l son a e s t r o f a poetica, sino tambien e l campo socialccon l a intencion de crear en e l negro un orgu l l o de raza, crear una imagen f i s i c a favorable a l negro, cantando a su vigor y a su v i t a l i d a d . En f i n , aprovechandose de todos l o s elementos a su alcance. Pero, a f i n de cuentas, su poesia es siempre, mas que r a c i a l , s o c i a l , p p r o l e t a r i a , humana, rebelde, o en l a s palabras d e l c r i t i c o y exponente de verso negro, E m i l i o Ballagas: La raza ha sido e l pretexto para que e l hombre pleno — e l poeta — se manifestara, para que brotara l a vena profunda que l a t i a c a s i , ignorada en e l subsuelo e s p i r i t u a l de un pueblo.- 5 -75-NOTAS AL CAPITULO II 1. Roberto Marquez en su "Introduccion a Guillen", version reproducida en Nancy Morejon op_. c i t . , p.131. La version original aparecio en ingles como prologo de su edicion de poemas selectos de Guillen titulada Patria o_ muerte: The Great Zoo and Other Poems "by Nicolas  Guillen, 1928-1969, (Nueva York, 1972). 2. Ildefonso Pereda Valdez - "Nicolas Guillen y e l ritmo del son" en Linea de color (Stgo. de Chile, 1938) p . l4. 3. Eugenio F l o r i t - "Presencia de Cuba: Nicolas Guillen; poeta enterp" Revista de America (Bogota) vol. 13, (1948) p.244. 4. Adriana Tous - op. c i t . , p.37. 5. Citado por Angel Augier op_. c i t . , vol. I, p.32. 6. Roberto Fernandez Retamar - "El son de vuelo popular" en Nancy Morejon op. c i t . , p.186 op. c i t . , p.186. 7. Rafael Heliodoro Valle - art. c i t . , p.24. Augier en su estudio biografico tambien registra otra declaracion parecida del poeta: . "No hay una poesia negra como no hay una poesia blanca. Hay simplementetc' una"vf o£midable'.,contri.bucion del hombre negro a l a poesia espanola', lo cual puede dar pie a nuestra poesia nacional liberada a l f i n , duena de s i misma, y en l a que no sea f a c i l discriminar las esencias que l a integran." v o l . I l l , p.22. 8. Citado por Roberto Marquez en e l articulo ya mencionado, p.132 n. 9. Adriana Tous - op. c i t . , p.91. 10. Cintio V i t i e r - art, c i t . , p.355. 11. Este t i t u l o fue cambiado definitivamente en ediciones posteriores a "Songoro cosongo", de acuerdo con e l e s t r i b i l l o del poema. 12. "Entrevista con Nancy Morejon" en .la'ya citada recopilacion de textos sobre e l poeta. - 76 -13. Roberto Fernandez Retamar — a r t , c i t . , p.187. 14. Efectivamente e l poeta confiesa ser "companero de r u t a " en l o s anos antes de l a caida de Machado v. "En t r e v i s t a con C i r o Bianchi Ross" en Nancy Morejon, op. c i t . , p.47. 15. Northrop Frye - op_. c i t . , p.54. 16. Pedro Salinas - La poesia de Ruben Dario (Barcelona: Seix B a r r a l , 1975; l a ed. Buenos A i r e s : Losada, 1948) p.217. 17. Manuel At o l a g u i r r e - a r t , c i t . , p.38l. 18. G i n t i o V i t i e r - a r t , c i t . , p.358. 19. E l caso para l e l o es consabido, s i un poco mas extremo, en l o s Estados Unidos donde, durante c i e r t o s campeonatos a t l e t i c o s , s i gano un negro, gano un americano, pero s i perdlo, no perdro un americano, sino. un americano negro. 20. Jean-Paul Sartre - "Orphee Noir" como prologo de Anthologie de La Nouvelle Poesie negre et Malgache de Langue Francaise, ( P a r i s , 1969) p. XI-XIV. 21. Jahnheinz Jahn - Muntu: An Outline of the New A f r i c a n Culture (Nueva York, 1961) p.18. 22. Gitado por Angel Augier op_. c i t . , I, pp.173-4 n. 23. En Damaso Alonso y.yJose Manuel Blecua - Antologia de l a poesia  espanola (Madrid: Gredos, 1956) (a) p.71, (b) p. 6 4 . 24. Arcipreste de Talavera - E l Gorbacho (Madrid: c o l . de b o l s i l l o Edime, 1970) p.33-25. En Em i l i o Ballagas - Mapa de l a poesia negra americana (Buenos A i r e s : Pleamar, 1946) p.282. 26. y. Ib i d . , para una v i s i o n comprensiva de toda l a poesia negra importante importante hasta l a fecha de su publicacion. - 77 -27. Jose Juan Arrom - "La poesia afrocubana", Revista iberoamericana, vol. 4, n. 7-8, (±942) p.383. 28. Manuel Cuellar Vizcaino - art, c i t . , p.7. 29. Nancy Morejon - "Entrevista", en l a recopilacion de textos ya citada, p.31. 30. Raimundo Lazo - "Con motivo de una biografxa de Nicolas Guillen" Universidad de l a Habana vol?,828^.n. 170, (1964), p. 15. Me acuerdo de un caso analogo en Trinidad donde muchas veces se oia decir de una chica bonita negra "Es muy buena; sinfuera blanca, ser-ia incluso mejor." 31. Cintio V i t i e r - art, c i t . , p.359. 32. V. e l prologo que puso Guillen a Songoro §osongo, Obra poetica I, p.114. 33. Cintio V i t i e r - loc. c i t . , 34. Emilio Ballagas - " E l mensaje inedito" en Nancy Morejon, op. c i t . , p.260. -78-GONGLUSION Se espera haber probado, pues, que l a obra poetica de Nicolas G u i l l e n tiene una unidad de sentido que se ha mantenido a l o largo de mas de cuarenta anos de a c t i v i d a d poetica: desde Motivos de son, una poesia que gana para l a l i t e r a t u r a c u l t a l a sonoridad de l a s palabras y l o s ritmos hasta entonces ocultos en l o s r i t u a l e s negros, hasta E l d i a r i o que a d i a r i o , obra en que e l poeta se vale de anuncios de prensa, a r t i c u l o s p e r i o d i s t i c o s y propaganda comercial, elaborandolos con e l f i n de marcar d i s t i n t a s etapas d e l proceso h i s t o r i c o de Cuba, como sugerencia poetica cargada de e s p i r i t u i r o n i c o , siempre dentro de l a l i n e a i d e o l o g i c a de su poesia. Una buena muestra de esto es l a lograda superacion de d i s t i n t a s formas poeticas que ha llevado a cabo en sucesivas obras. Siempre ligado entranablemente a l a vida cubana e hispanoamericana (e incluso a veces mundial), G u i l l e n capta y expresa acabadamente,eenuuna poesia elaborada con detenimiento y destreza, una r e a l i d a d que l e es propia e i n s u s t i t u i b l e : todo cuanto e l pueblo cubano ama u odia, padece o goza, ensalza o escarnece, a l i i esta con f i d e l i d a d en su poesia. Desde e l ritmo elemental hasta e l hecho p o l i t i c o , l a superstici'on p r i m i t i v a , l a afirmacion de l a b e l l e z a d e l negro africano y su r e i v i n d i c a c l o n , l a i n j u s t i c i a s o c i a l . En f i n , todo l o que en Cuba tiene vida, encuentra ju s t a cabida en l a obra de su maximo poeta, Nicolas G u i l l e n . Como l o admiti en l a introduccion, no estoy exento de c i e r t a p a r c i a l i d a d y t a l vez es obvio que fue l o dicho por l o s c r i t i c o s detractores de G u i l l e n l o que me impulso a querer a c l a r a r l a mala com-prenslon de un gran poeta. Y s i l o s argumentos que he presentado,a favor de G u i l l e n no dejan de convencer a l o s detractores, creo que ahora e l l o s , por l o menos tendran que tenerlos en cuenta s i es que quieren seguir - 79 -sosteniendo que no es posible ser poeta d e l pueblo, poeta de l o s negros, y seguir siendo sobre todo, poeta. -80-BIBLIOGRAFIA SELEGTA Aguirre, Mirta. "Guillen, maestro de poesia." En Nancy Morejon (ed.) Recopilacion de textos sobre Nicolas Guillen.* La Habana: Casa de las Americas, 1974. Altolaguirre, Manuel. "Songoro cosongo." Revista del Occidente, n. 36 , jun. de 1932, pp.381-4. Arozarena, Marcelino. " E l antillano domador de sones.'t' Revista America, vol . 1 7 , n. 1-2, ene.-feb. d e e l 9 4 3 , pp.37-42. 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London: Oxford University Press, 1962. *De aqui en adelante cuando haya referencias a esta recopilacion apareceran como Morejon. - 81 -C u e l l a r Vizcaino, Manuel. " E l G u i l l e n que usted no conoce." Gaceta de Cuba, v o l . 1 , n. 8 - 9 , ago. de 1962, pp.7-8. Fernandez Retamar, Roberto. "Nicolas G u i l l e n : su poesia negra," y "Nicolas G u i l l e n : su poesia s o c i a l . " En La poesia contemporanea en Cuba (1927-1953), La Habana: Origines, 1954, pp.56-62 y 69-75. . " E l son de vuelo popular." Morejon, pp.177-98. Ferrand, Manuel. "Raiz espanola en l a poesia de Nicolas G u i l l e n . " Cuadernos Americanos, v o l . 8 , n. 38-9, nov.-dic. de 1954, pp . 4 6 l - 7 . F l o r i t , Eugenio. :Presencia de Cuba: Nicolas G u i l l e n , poeta entero." Revista de America, vol . 1 3 , 1948, pp.243-8. Heliodoro V a l l e , Rafael. "Dialogo con Nicolas G u i l l e n . " Universidad de Mexico, v o l . 3 , feb. de 1937, pp.21-6. Inigo Madrigal, Luis. 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