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La Historia de la Frontera y el Romancero Fronterizo Reventlow, Dolores 1976

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LA HISTORIA DE LA FRONTERA Y EL ROMANCERO FRONTERIZO Dolores Reventlow B.A., U n i v e r s i t y of V i c t o r i a , 1970 A t h e s i s submitted i n p a r t i a l f u l f i l m e n t of the requirements f o r the degree of Doctor of Philosophy i n the Department of Hispanic and I t a l i a n Studies We accept t h i s thesis as conforming to the required standard THE UNIVERSITY OF BRITISH COLUMBIA August,.1976 (c) Dolores Reventlow, 1976 In presenting th is thesis in par t ia l fu l f i lment of the requirements for an advanced degree at the University of B r i t i s h Columbia, I agree that the Library shal l make i t f reely avai lable for reference and study. I further agree that permission for extensive copying of th is thesis for scholar ly purposes may be granted by the Head of my Department or by his representatives. It is understood that copying or publ icat ion of th is thesis for f inancia l gain shal l not be allowed without my written permission. Department of /J^/^O^'^ <2c^/ The University of B r i t i s h Columbia 2075 Wesbrook Place Vancouver, Canada V6T 1W5 Date -6 ABSTRACT The object of t h i s thesis i s to examine the circumstances i n which the 'rorriancero fronterizo' made i t s appearance and to attempt to determine when and where these romances were composed, and t h e i r r e l a t i o n to history. In order to understand the peculiar climate i n which these 'romances' were probably written, an outline i s given of the history of C a s t i l l a i n the XV century and of the history of the kingdom of Granada during the same period. From t h i s study emerges a picture of l i f e i n the f r o n t i e r , which sets the scene for the 'romances fronterizos'. The word 'romance' i t s e l f alludes, at f i r s t , to the vernacular, and l a t e r to narrative verse written i n octosyllables. The 'romances antiguos' i n general are fragments of older epics. The p e c u l i a r i t y about the 'romances fronterizos' i s that they do not refer back to epic poems. According to some c r i t i c s they sprang from the immediate impact of the episodes they narrate. This was R. Menendez Pidal's position. Deyermond combines composition by a single poet with collaborative authorship. A. Rodriguez-Monino appears to accept Nucio's statement that the romances he printed were obtained by word of mouth. Others situate the composition at the royal court or at a l a t e r date. In order to arrive at a conclusion regarding these points, we have studied 19 'romances'. i While i t has been possible to situate each of them i n a given h i s t o r i c a l s i t u a t i o n , they do not a l l adhere s t r i c t l y to h i s t o r i c r e a l i t y . Some, star t i n g from a r e a l happening, dramatize the moment with romanesque d e t a i l s . Others, of which the outstanding exponent i s ''Abenamar, Abenamar...", sta r t i n g from a true h i s t o r i c a l moment (here the incursion of Juan I I i n Granada i n 1431) present an en t i r e l y f i c t i t i o u s episode. And yet others present history as i t happened. Comparing the 'romances' with the presentation of the h i s t o r i c a l moment by the Chronicles, we t r y to determine the relationship between them. We f i n d that the 'romances fronterizos' that we have analyzed form a d i s t i n c t i v e group with characteristics peculiar to them but not necessarily found a l l i n each of them. Their common denominator i s t h e i r theme: they are a l l narrations of border episodes that focus on a moment of par t i c u l a r dramatic impact. The most important l i n k that unites the 'romances fronterizos' and separates them from the other 'romances' i s the s p i r i t of the f r o n t i e r , a projection of the history of the f r o n t i e r that finds expression i n the attitude of the poet towards l i f e i n that f r o n t i e r which he shares with the Muslims. This co-existence has created an understanding of the problems of the enemy and an attitude towards him that i s reflected i n the poems. This group of 'romances' were, we believe, written i n the small courts of the nobles along the f r o n t i e r by professional poets. They were the product of the h i s t o r i c a l moment and of l i t e r a r y t r a d i t i o n and are a perfect expression of a unique atmosphere i n a given h i s t o r i c a l setting. Quisiera expresar mi gratitud a l Profesor Harold Livermore quien desde l a fase i n i c i a l de este trabajo me ha ayudado facilitandome generoso acceso a su b i b l i o t e c a p a r t i c u l a r , y prestandose a l e e r l o y a dirigirme con sus conse/jos. Mi agradecimiento tambien a l Dr. Arsenio Pacheco por su le c t u r a y c r i t i c a , sus valiosas observaciones y su ayuda en l a elaboracion de esta t e s i s . A l a senorita G i l l i a n Briggs, de l a B i b l i o t e c a de l a Universidad de V i c t o r i a , l e agradezco su ayuda en facilitarme informacion b i b l i o g r a f i c a . Mi expresion de gratitud a l a Universidad de B r i t i s h Columbia (Vancouver) por l a generosa beca que durante tres anos me permitio l l e v a r a cabo l a investigacion necesaria para r e a l i z a r este estudio. I N T R O D U C C I O N E l Romancero ha sido objeto de numerosos estudios por parte de eruditos espanoles y extranjeros. Dentro de las inmensas posibilidades que ofrece e l estudio de esta rama de l a l l t e r a t u r a espanola, vamos a considerar los romances fronterizos vistos como producto propio de su tiempo y lugar, y t r a t a r de establecer s i fueron escritos bajo l a im-presion inmediata de los acontecimientos que narran, por poetas no solo coetaneos a estos hechos, sino tambien fronteros, compenetrados con e l ambiente peculiar de l a frontera entre Granada y C a s t i l l a . Examinaremos una serie de romances fronterizos viejos tratando de determinar en cuanto sea posible cuando y en que'circunstancias fueron compuestos. Para t r a t a r de establecer l a fecha aproximada de l a composicion de los romances, estudiaremos las cronicas del tiempo, presentando siempre que sea posible, l a narracion h i s t o r i c a del episodio que describe cada romance, cotejando uno con o t r a , y tratando de encontrar datos que sugieran l a relacion entre los dos, s i l a hay. Si queremos comprender e l e s p i r i t u fronterizo que dio vida a estos romances, sera, preciso estudiar e l ambiente en que se produjeron. Para ll e g a r a tener una idea c l a r a de como fue l a vida de frontera en los anos que van desde l a muerte de Fernando I I I hasta l a ultima guerra de Granada, emprendida por Fernando e l Catolico (es decir, durante l a existencia del reino de Granada), presentaremos una breve v i s i o n de l a h i s t o r i a de C a s t i l l a y l a de Granada prestando especial atencion a las fuerzas p o l i t i c a s que arrastraron irrevocablemente a los dos pueblos h a c i a su destino. Las c i r c u n s t a n c i a s h i s t o r i c a s de dos re i n o s vecinos en estado de guerra l a t e n t e o a c t i v a durante mas de dos s i g l o s , crearon en l a zona f r o n t e r i z a una s e r i e de problemas que engendraron l a s i n s t i -tuciones necesarias para r e s o l v e r l o s , y junto con e l l o s una a c t i t u d v i t a l que d i f e r e n c i a a l f r o n t e r o c r i s t i a n o de sus compatriotas de r e t a g u a r d i a , y a l o s moros espafioles de los a f r i c a n o s . Nos servimos para nuestra l a b o r de los cancioneros mas importantes y tenemos sie'mpre presente l a obra de Perez de H i t a , en l a que se reco-gen tantos romances para ofrecernos l a v i s i o n v i v a de una nacion reducida c a s i a so'lo una ciudad y e l b r i l l a n t e esplendor de una c i v i l i z a c i o n que i b a a extinguirse". Junto a estas f u e n t e s , tambien l a s cronicas han de proporcionarnos piezas importantes para l l e g a r a completar l a v i s i o n de una f r o n t e r a que, a b i e r t a y c a s i e s t a c i o n a r i a , e x i s t i o durante doscientos cincuenta anos. So'lo cuando hayamos penetrado en e l marco v i t a l en que se crearon, podremos comprender los romances f r o n t e r i z o s . Por razones metodologicas hemos el e g i d o para este estudio diez y nueve de e l l o s y esperamos poder deducir de este e s t u d i o s i , como creemos, fueron e s c r i t o s a l tiempo en que l a h i s t o r i a que r e f l e j a n era t o d a v i a e x p e r i e n c i a v i v i d a y recordada por l o s que l a v i v i e r o n . CAPlTULO I Espafia en e l s i g l o XV Aceptando l a t e o r i a de Sanchez Albornoz de que " l a h i s t o r i a es una forma de conocimiento filosoficamente j u s t i f i c a d a , un conocimiento o r i g i n a l y autonomo que tiene o que deberia tener proyecciones fecundas en e l devenir de los pueblos"-'- trataremos de presentar l a realidad h i s t o r i c a en los reinos de C a s t i l l a y Granada en e l s i g l o XV, y estudiar como esta moldea l a vida de l a frontera, esta frontera abierta y movible, en perpetuo pie de guerra que crea un modo de vida y una actitud ante las v i c i s i t u d e s que esta vida acarrea, que distingue a los fronteros del resto de los castellanos y se r e f l e j a en e l grupo de romances fronterizos que nos ha llegado. (a) C a s t i l l a E l s i g l o XV es una epoca de conflictos internos y guerras c i v i l e s para C a s t i l l a . Pero a l mismo tiempo se van echando los cimientos de los exitos del ultimo cuarto del s i g l o . Este estado de efervescencia no ocurrio repentinamente; venia preparandose en los dos siglos anteriores. La b a t a l l a de las Wavas de Tolosa en 1212 es un momento de par t i c u l a r importancia. • Abre paso a traves de Sierra Morena hasta e l corazon del reino arabe en Esparia. 2 En 1230 se unen definitivamente Leon y C a s t i l i a en l a persona de Fernando I I I , quien conquista Cordoba, antigua c a p i t a l omeya, en 1236, Jaen en 12k6, en 12k8 S e v i l l a y Cadiz en 1250. En 12hk se establece un protectorado sobre Murcia. En 1238 Jaime I de Aragon habia con-quistado Valencia. Los arabes de Espana quedan reducidos a l a region montanosa de los alrededores de l a ciudad de Granada llegando por e l oeste a Antequera y Ronda, y hasta Gibraltar y Algeciras. Por e l sur a l mar. Por e l norte a Huelflja y Baza y por e l este a Vera y l a costa del Mediterraneo desde esta v i l l a hacia e l sur. Estas conquistas ocasionaron l a caida de los Almohades y l a formacion del reino de Granada bajo los Nazarfes. Un avance tan rapido y extenso tuvo que ser causa de una profunda reorganizacion i n t e r i o r de C a s t i l l a , y de Al-Andalus. Este ultimo co-mienza a v i v i r una epoca insegura, apoyandose a veces en los sultanes marinides de Marruecos, o aprovechandose de las disensiones entre C a s t i l l a y Aragon o dentro de C a s t i l l a , o bien firmando treguas y pagando parias a los reyes castellanos. Estudiaremos l a situacion interna de Granada mas adelante. Las nuevas conquistas de C a s t i l l a acarrean d i f i c u l t a d e s . E l objetivo habia sido l a conquista y a este f i n se habian sacrificado otras consideraciones. Las t i e r r a s de Andalucia habian sido arrasadas, pues e l destruir los campos y cosechas perjudicaba a l enemigo. Pero cuando estas t i e r r a s pasaron a poder de los castellanos se vieron estos enfrentados con problemas de abastecimiento y de c u l t i v o . En parte fue resuelto esto ultimo permitiendo que los campesinos arabes 3 permaneciesen en los campos del t e r r i t o r i o conquistado. La h i s t o r i a nos habla de conquistas de ciudades, pueblos, c a s t i l l o s ; l a suerte de los campos queda menos clara: La l i n e a f r o n t e r i z a que separaba a Granada de C a s t i l l a no resulta de f a c i l trazado, pero podemos senalar las plazas de uno y otro reino mas cercanas entre s i , que nos per-miten indicar aproximadamente esta l i n e a d i v i s o r i a , que naturalmente no era f i j a , ya que las plazas avanzadas, fortalezas o c a s t i l l o s , no indicaban muchas veces e l domi-nio t o t a l de las comarcas en que se hallaban en-clavadas, sufriendo por e l l o , con alguna frecuencia en tiempo de guerra, e l aislamiento o e l quedar en d i f i c i l situacion para ser provistas en l a forma debida y con-forme s.us necesidades l o exigian.2 En siglos anteriores, a l ser reconquistado e l - t e r r i t o r i o de l a peninsula, era costumbre l l e v a r a los moros cautivos hacia e l norte donde trabajaban como esclavos en los campos y en o f i c i o s de artesania. Los que se convertian a l cristianismo pasaban a ser siervos. Este sistema de integracion de l a poblacion musulmana en-la poblacion ejspanola del norte, tuvo que terminar a l empezar las conquistas de importantes ciudades arabes. E l numero de prisioneros era demasiado elevado para que pudieran ser absorbidos por l a sociedad c r i s t i a n a ; se incorporan a C a s t i l l a bajo un sistema de segregacion dentro de las ciudades. Toledo, conquistada por Alfonso VI en 1085, fue l a primera ciudad importante mora que cayo en manos de cri s t i a n o s . Moros, judios y cristianos tuvieron a l i i sus barrios respectivos. Cada cual t e n i a su gobierno y sus derechos. Asi p r i n c i p i a un sistema s o c i a l que ya era conocido en las t i e r r a s del Islam. En cuanto a los cristianos ubicados en Al=Aridajius, parece probable que en e l periodo de conquistas de 1220 a 1250 quedasen pocos. Algunos se habian convertido a l islamlsmo y otros habian huido hacia e l norte donde eran conocidos bajo e l nombre de mozarabes, aunque es poco probable que los cristianos que permanecieron en e l sur, viviendo entre moros, se llamasen mozarabes, pues se consideraban espanoles, descendientes de los visigodos. Los vastos t e r r i t o r i o s conquistados por Fernando I I I en Al-Andalus durante l a primera mitad del s i g l o XIII fueron distribuidos por e l monarca entre nobles castellanos, conservando los enormes la t i f u n d i o s existentes bajo los Taifas, l o que habia de i n f l u i r decisivamente en l a estructura s o c i a l de l a C a s t i l l a de l a baja Edad Media. Ademas de los nobles, para repoblar e l sur vinieron gentes de las C a s t i l l a s , de Leon y G a l i c i a , Portugal y e l pais vasco: These groups brought t h e i r own customs and speech,, but i n the melting pot of Andalucia they slowly surrendered t h e i r regionalisms and became the f i r s t Spaniards by na t i o n a l i t y because they could not be anything else, adopting the . language of Castile which was thus to become "Spanish".3 Segun Vicens Vives: Esta convulsion demogra.fica altero e l ser de l a sociedad castellana: feudalizo l a Meseta Norte, vacio de humanidad las mesetas de C a s t i l l a l a V i e j a , dio prepotencia a los caballeros en los concejos • castellanos y armo de codicia a los nobles afincados en Andalucia.^ La evolucion economica es profundamente i n f l u i d a por l a expansion del t e r r i t o r i o c r i s t i a n o y e l desplazamiento que acarrea. F a l t a en C a s t i l l a una burguesia, t a l como se conocia ya en Cataluna y en los demas paises europeos. La orientaeion del pais es m i l i t a r ; no hay 5 i n d u s t r i a pero en cambio hay gran demanda de mercancias que tienen que ser importadas. Las necesidades de las finanzas publicas se mantlenen a l t a s ; todo e l l o ocasiona un cxrculo vicioso de i n f l a c i o n , des-valorizacion de l a moneda y d e f i c i t comercial. Para compensar esta situacion se organiza l a venta de l a lana: Esta fue l a gran solucion; establecer l a f i s c a l i d a d de l a monarquia sobre los rebanos trashumantes, que los grandes vacios de humanidad en ambas mesetas hicieron nutridos, en e l mismo momento en que Flandes".-e I t a l i a se convertian en grandes compradores de lana. Asi nacio l a Mesta, y asi'se preparo l a dramatica paralizacion de l a agricultura castellana. E l t r a f i c o lanero hizo muy pronto l a fortuna de Burgos, convirtio l a f l o t a cantabrica en un instrumento del poderio maritimo castellano, y estimulo e l nacimiento de industrias t e x t i l e s que, de nohhaber sido ahogadas por los intereses de l a nobleza, quizas hubieran dado lugar a un florecimiento economico c a p i t a l en los siglos XV y XVI.'5 La Mesta, organizada en 1273, era un.sistema comunal que garantizaba los contratos entre propietarios y pastores de ganados trashumantes. Tres grandes canadas, con muchas avenidas laterales o ramificaciones, atravesaban C a s t i l l a en direccion norte-sur; por e l l a s transitaba e l ganado entre los pastos de Extremadura y los de l a Montana: La Meseta Meridional, incluyendo en e l l a las estriba-ciones septentrionales de l a c o r d i l l e r a c e n t r a l , i n -corporada desde f i n a l e s del s i g l o XI hasta prin c i p i o s del XIII (en marcha ya e l gran fenomeno de l a trans-formacion economica europea) ha v i s t o nacer en las zonas mas alejadas de l a frontera del Islam, los grandes municipios: Segovia, A v i l a , Plasencia, Toledo, Caceres, T r u j i l l o , Medellin, Talavera etc. , y en las mas cercanas las tres grandes Ordenes M i l i t a r e s : Calatrava, Alcantara y Santiago, que constituyen por s i solas l a mas formidable potencia economica del reino. Tierra ganadera, produce •6 para l a exportacion, t o l e r a dificilmente l a pequeria propiedad y posee escasa densidad de poblacion .6 La ganaderia, que fue l a base sobre l a que se fundaron las principales familias nobles del s i g l o XV, dio a l a sociedad castellana un modo de vida que se arraigo de t a l manera que aun hoy no ha sido superadd e l de propietarios ausentes, que viven de l a t i e r r a pero no en l a t i e r r a . Este sistema de lati f u n d i o s impidio e l desarrollo de una clase de campesinos acomodados. La economia senorial asi creada es causa de l a ausencia de ind u s t r i a en C a s t i l l a ; y esta f a l t a de indust r i a a su vez es causa de que no exista "una burguesia con con-ciencia de clase que pueda oponerse a l a nobleza . . . La in f l u e n c i a s o c i a l de l a nobleza quedo s i n contrapartida y asi C a s t i l l a se convirti - 6 , de modo necesario, en un pais de hidalgos. " 7 En otros paises europeos donde f l o r e c i o l a ind u s t r i a y prospero una clase burguesa, fue esta apoyo de los reyes en sus problemas con l a nobleza. En C a s t i l l a , a pesar de carecer de este apoyo, cuenta l a monarquia con un presti g i o t a l vez basado en l a idea del origen divino del poder r e a l . E l rey es e l centro de l a vida p o l i t i c a ; su personalidad tiene una in f l u e n c i a decisiva en las actitudes de sus subditos, en especial los nobles. Durante los siglos de l a Reconquista e l exito m i l i t a r es en gran parte l a medida de l a estatura de los reyes. Desde 1252, cuando muere Fernando I I I , hasta lk&2 en que comienza l a guerra de Granada, l a actividad m i l i t a r en l a frontera se l l e v a a cabo de manera espasmodica y s i n grandes adelantos. Aunque continuaron las talas y hubieron episodios guerreros, estos fueron solo de importancia l o c a l y no de 7 consecuencia m i l i t a r para l a marcha de l a Reconquista. Hay que senalar l a b a t a l l a del Salado en 1340, que aseguro a C a s t i l l a e l dominio del estrecho y puso f i n a las invasiones de los Marinides, que desde enton-ces solo pasaron e l estrecho para ayudar a los moros de Granada; y l a toma de Algeciras en 1344, ambas durante e l reinado de Alfonso XI, ultimo de los reyes de l a Reconquista, hasta Fernando de Aragon, que logro poder y prestigio gracias a sus exitos contra los arabes. Con e l se acaba e l e s p i r i t u de cruzada. Durante su reinado, Inglaterra y Francia empiezan a.interesarse en obtener alianzas con C a s t i l l a . La Cronica de Alfonso XI habia repetidamente de l a cuestion de l a f l o t a castellana, y de l a ayuda prestada por l a f l o t a de Aragon. E l rey que obtuvo l a v i c t o r i a del Salado, consciente del peligro constante que desde e l norte de A f r i c a amenazaba l a C a s t i l l a del sur, consagra gran parte de sus recursos a l a creacion de una f l o t a castellana fuerte. Luis Suarez Fernandez en su contribucion a l a Historia;de  Espafia d i r i g i d a por Menendez P i d a l , explica l a importancia mercantil, ademas del poder b e l i c o , que alcanzo l a marina castellana.en e l si g l o XV cuando se establecen marinos y mercaderes castellanos y vascos en las costas atlanticas de Flandes y de Francia. • Ya a mediados del s i g l o XIV Pedro I habia comprendido l a importancia del poder maritimo y, en guerra con Aragon, trato de apoderarse del puerto levantino de Cartagena. 8 E l f r a t r i c i d i o de Montiel (1369) inauguro'la dinastia de los Trastamaras, que habian de l l e v a r a cabo l a union de C a s t i l l a y Aragon. Pero el.primer resultado de l a guerra c i v i l que termino con l a muerte de Pedro I fue e l incremento del poder de l a nobleza, que habia ayudado a Enrique I I , a coste del prestigio r e a l , que alcanzara su punto mas bajo en e l s i g l o XV. Las luchas de los nobles por obtener mayor poder no nan de cesar hasta e l reinado de los Reyes Catolicos. La c r i s i s no se reduce a Espafia: Durante l a Baja Edad Media, Eurcpaaoccidental atraveso un largo periodo de inquietud, caraeterizado por una sustancial transformaeion de las estructuras intelectuales, p o l i t i c a s y economicas. En e l piano p o l i t i c o - s o c i a l era una epoca l l e n a de disputas sobre l a naturaleza de l a autoridad, en l a que intervenian Papa, emperador, rey, noble y cuerpos representatives de todo orden. En e l piano socio-economico, hay que tener en cuenta los efectos de una prolongada contraccion de l a economia que, con variaciones regionales, recaia sobre e l occidente.^ La situacion que atraviesa toda Europa, con sus variantes, es consecuencia de un proceso de evolucion. Segun Vicens Vives: Con e l ocaso de los valores culturales del Medioevo y e l orto de un nuevo proceso e s p i r i t u a l y a r t i s t i c o — e l Renacimiento—se conjuga a l o largo de l a centuria una etapa de abatimiento economico. Sus raices se hallan en e l s i g l o XIV: declive de l a agric u l t u r a , retirada de capitales del negocio ultramarino, guerras que asolan regiones economicas capitales y, sobre todo, desencadenamiento de l a Peste Negra (13^8), azote que ya no abandonara a Europa y descargara sobre e l l a duros golpes hasta e l s i g l o XVII. La peste y l a mortalidad, seguidas por e l abandono de los cultivos y l a s industrias, enlazaron con l a miseria y e l hambre en e l c i r c u l o i n f e r n a l de l a despoblacion y l a i n f l a c i o n . 9 9 Alfonso XI murio de l a peste negra en 1350, sitiando G i b r a l t a r . En su cronica leemos: . . . estando a s i e l fecho desta cerca de G i b r a l t a r fue voluntad de Dios que r e c r e s c i o p e s t i l e n c i a de mortandad en e l r e a l d e l Rey Don Alfonso de C a s t i e l l a muy grande en e l aftoosiguiente que pusiera su r e a l sobre G i b r a l t a r : et est fue l a primera et grande p e s t i l e n c i a que es llamada mortandad grande; como quier que dos afios antes desto fuera ya esta p e s t i -l e n c i a en l a s partes de Francia, et de I n g l a t e r r a , et de I t a l i a , et aun en C a s t i e l l a , et en Leon, et en Estremadura et en otras p a r t i d a s . . . l e fue dicho et aconsejado que se partiese de l a cerca, por quanto morian muchas companas de aquella p e s t i l e n c i a , et estaba e l su cuerpo en gran peligro.^O Las referencias a l a peste son numerosas en l a s cronicas. En l a de Juan I, en e l an*o sexto de su reinado dice: "Como era gran pestilenciaeen.elarealvdeleReyaDen Juan/yae cemoRoyoDsu consejo de se e como ovo su consejo de se p a r t i r p a r t i r dende. . . . " Se da una l i s t a de l o s nobles que sucumbieron a esta plaga y se aftade: ". . . morieron de l a s companas de l Rey dos m i l omes de armas de l o s mejores que t e n i a , e mucha o t r a gente. . . ."H Mencionan frecuentemente l a s cronicas como l o s reyes van a otra ciudad porque habia peste en l a que estaban. En l o s Hechos d e l  Condestable Don Miguel Lucas de Iranzo vemos que en enero de 1470 e l Condestable y su f a m i l i a se trasladan a Andujar "por causa que l a ciudad de Jahen se avia danado algun tanto de p e s t i l e n c i a . . . ."12 En l a l i t e r a t u r a de Europa l a s "Danzas de l a Muerte" r e f l e j a n l a preocupacion general con l a t e r r i b l e plaga. La peste r e s u l t a en f a l t a de cultivadores de l a t i e r r a , l o que l l e g a a producir despoblados. La escasez de productos a g r i c o l a s crea i n f l a c i o n , y sucesivos reyes desde Enrique II contribuyen a e l l a a l desvalorizar l a moneda affadiendo cobre 10 a l a p l a t a . E l fenomeno de l a despoblacion de l o s campos se da tambien en C a s t i l l a , pero su economia, comparada con l a de otros reinos de Espafia y otros paises de Europa, esta f l o r e c i e n t e gracias a l a Mesta "y l a riqueza que afluyo a l pais procedente del comercio i n t e r n a c i o n a l de l a lana, ayudo a superar l a c r i s i s que tanto perjudicaba a Catalufta. E l comercio de l a lana o r i g i n o e l establecimiento de f e r i a s . E x i s t i a n desde hacia v a r i o s s i g l o s l o s mercados y es probable que l o s lugares donde se establecieron f e r i a s tuvieran ya desde mucho'tiempo mercados periodicos, donde l o s campesinos y l o s artesanos vendian o i n t e r -cambiaban sus productos; a s i s e r i a n l a s f e r i a s una evolucion de l o s mercados. Las f e r i a s estaban controladas por l o s seftores de l a s v i l l a s donde se celebraban y estos exigian impuestos a l o s que acudian con sus mercancias. Debian estos ademas pagar l a alcabala y l a s i s a , impuestos r e a l e s . Desde mitad d e l s i g l o XV l a f e r i a de Medina del Campo fue l a mas importante y a l i i se concentro e l comercio de l a lana y e l d e l dinero. La riqueza que producia l a Mesta se con-centraba en manos de un grupo de f a m i l i a s nobles y de l a s t r e s ordenes de c a b a l l e r i a . A f i n e s del s i g l o XIV se producen cambios sociales debidos en parte a l a s i t u a c i o n economica. La i n f l a c i o n arruina a l o s seKores menores y da mas poder a l o s grandes; l o s concejos en v a r i a s partes de C a s t i l l a protestan l a s cargas que se l e s imponen. Surge enemistad de clases que se manifiesta principalmente contra l o s judios, en l o s 11 saqueos y matanzas de S e v i l l a y otros puntos del sur, que se extienden por l a costa del este hacia e l norte. Empieza a formarse poco a poco una burguesia en l a que los doctores en leyes s e unen a los mercaderes que forman parte de las Cortes como Procuradores y representan a l pueblo en sus peticiones a l Rey. Las Hermandades, que fueron en su origen cuadrillas o rondas de gente armada organizadas para defender los poblados contra malhechores y salteadores, vuelven a resurgir hacia fines del s i g l o XIV para defender a l pueblo de las rapacidades de los nobles. Se i n i c i a un nuevo sistema de j u s t i c i a con e l establecimiento, en 1371, de l a primera "audiencia" de C a s t i l l a . Sus jueces, llamados "oidores", apoyan a l rey: e s e l p r i n c i p i o romano del poder r e a l , que durante e l s i g l o XV se ha de enfrentar con l a t r a d i c i o n germanica de poder de los grandes nobles. E l f i n del s i g l o XV y e l s i g l o XVI traen, con e l Renacimiento, e l t r i u n f o de l a ley romana. E l s i g l o XV s e i n i c i a con una situacion que se habia dado repetidas veces a l o largo del s i g l o XIV: un rey niKo, Juan I I , que hereda e l trono de su padre Enrique I I I a los 22 meses de edad e l 25 de Diciembre de IU06. La figura dominantede este p r i n c i p i o de s i g l o es Fernando, e l de Antequera. A l morir e l rey Enrique I I I , de acuerdo con su t e s t a -mento, pasa a ser regente de C a s t i l l a su hermano junto con l a reina madre Catalina de Lancaster. Fernando de Antequera suscita reacciones diversas por parte de sus historiadores. La cronica de Juan I I "enderezada" por e l Doctor 12 Lorenzo Galindez de Carvajal y e s c r i t a hasta e l ano 1420 por Alvar Garcia de Santa Maria presenta a l Infante como intensamente l e a l a l rey su sobrino y dedicado a l id e a l de lucha contra e l musulman. Otros autores, en especial l os historiadores modernos, ponen de re l i e v e su gran ambicion. Parece que todos estos rasgos forman parte del caracter del Regente. Estudiandolo bajo e l punto de v i s t a de su i n -flue n c i a en l a h i s t o r i a del s i g l o XV, habra que reconocer que su l e a l t a d , firmeza y paciencia ante las in t r i g a s de los nobles que querian sembrar desavenencias entre e l y l a Reina Madre, produjeron un periodo de tranquilidad i n t e r i o r muy d i s t i n t o de los turbulentos periodos por que paso C a s t i l l a durante l a s tres regencias del si g l o XIV y fines del XI I I : Fernando IV, 1295, Alfonso XI, 1310 y Enrique I I I , 1390. Juan Torres Fontes a l compararlo con su hermano Enrique I I I , dice: Tenia un perfecto sentido de l a responsabilidad; e l anhelo de alcanzar un objetivo i d e a l i s t a , como era e l de renovar l a lucha contra e l musulman; una tenacidad que sup l i a otras cualidades que l e faltaban; un deseo de servicio a l a monarquia, cuyo alto f i n admiraba; mayor capacidad emocional y una firme l e a l t a d , por encima de cualquier ambicion de caracter personal. 1 4 Hizo l a guerra a los moros que su hermano venia ya preparando. En l a campana de 1407 se logran pocos resultados en terminos de plazas tomadas, pero se recupera Ayamonte, que los musulmanes habian tornado en 1406. Esta fue una guerra de castigo, para poner de manifesto l a 13 supericXiad m i l i t a r castellana, y obtener de nuevo e l vas a l l a j e de Granada. Las consecuencias mas importantes de esta entrada en t i e r r a de moros fueron de caracter personal, de prestigio del Regente. A su regreso de l a frontera tiene aun que superar l a rebeldia de un importante sector de l a nobleza, pero, lograda l a reconciliacion con l a ayuda de Benedicto X I I I , ya no hay obstaculo a su autoridad. En 1410 se toma Antequera. Su posesion abre a las fuerzas cristi a n a s l a vega de Granada y las situa en posicion de atacar Malaga y su r i b e r a , Ronda y sus montes. Segun Luis Suarez Fernandez: Antequera fue l a medida de una capacidad de organizacion y de mando excepcionales, de una energia capaz de l l e v a r a sus ultimas consecuencias una empresa i n i c i a d a . Siempre e l sentido de l a realidad junto a los ideales caballerescos: cruce de caminos, cuffa que se clava en e l reino moro, Antequera se convierte en l a avanzada c r i s t i a n a desde donde l a riber a malagueKa y l a vega de Granada quedan inermes a las espolonadas de los c r i s t i a n o s . Tomada Antequera, unicamente Loja (a l a que de modo grafico llaman los musulmanes " f l o r entre espinas") servia de antemural a los reyes de l a Alhambra. 15 Esta sera l a ultima v i c t o r i a de importancia de C a s t i l l a contra los moros hasta 1483 en que Rodrigo Ponce de-Leon, Marques de Cadiz, i n i c i a l a ultima guerra de Granada con l a toma de Alhama. Fernando de Antequera desaparece pronto de l a escena castellana; fue proclamado rey de Aragon por los compromisarios de Caspe e l 28 de junio de 1412. Esta fue l a culminacion de sus ambiciones. Porque l a ambicion era uno de los rasgos dominantes del caracter de Fernando, y esta ambicion fue causa de las luchas intestinas del reinado de Juan I I . Se ha mencionado l a l e a l t a d del Regente hacia su sobrino, e l rey nirlo. Pero e'sto no l e hace olvidar e l futuro de sus h i j o s . De su matrimonio con l a " r i c a hembra" Leonor de Alburquerque ( h i j a de Sancho, hermano de Enrique I I ) , tenia cinco hijos y dos h i j a s . Proveyo para sus hijas casandolas, una, Maria, con Juan I I de C a s t i l l a , l a otra, Leonor, con e l rey Duarte de Portugal. De los varones, Alfonso heredara l a corona de Aragon, y, por su matrimonio con Maria de C a s t i l l a se asegura l a continuacion de sus lazos con este reino; Juan hereda los enormes dominios de su padre, con e l ducado de Peftafiel y e l sefforio de Lara, y contrae matrimonio con Blanca de Navarra l o que l e permitira l l e g a r a ser rey de este reino y a l a muerte s i n hijos legitimes de Alfonso, hereda e l reino de Aragon. Enrique obtiene e l maestrazgo de Santiago: En este af!o (14Q9) murid' en Ocaffa e l Maestre de Santiago Don Lorenzo Suarez de Figueroa, e luego e l Infante Don Fernando trabajo para haber e l Maestrazgo para Don Enrique su h i j o , y escribio luego a todos los comenda-dores que quisiesen e l e g i r a Don Enrique, su h i j o legitimo Enrique casa con su prima Catalina, hermana de Juan I I . Ya en enero del mismo alio habia obtenido e l Maestrazgo de Alcantara para su h i j o Sancho. La cronica repite las palabras del Infante a Don Sancho de Roxas, Obi-spo de Palencia: Obispo, ya vos vedes como mis hijos van cresciendo, e segun l a naturaleza que en estos reynos tienen, seria razon que fuesen en e l l o s heredados; e veo que las v i l l a s e lugares que los Reyes antepasados solian dar para heredar a los t a l e s , son dados a los Ricos-Hombres e Caballeros, e veo que no queda qui dar. . . . e pense* que pues esta eleccion del Maestrazgo de Alcantara esta en discordia, seria bien de l o procurar para Don Sancho mi h i j o . . . E l niKo Sancho es recibido Maestre de Alcantara en e l Monasterio de San Pablo e l 23 de enero de 1409. Quedaba un h i j o , Pedro, por colocar. Pero dadas las grandes t i e r r a s y plazas que su madre tenia en C a s t i l l a , no habria carecido de fortuna e i n f l u e n c i a . Este infante murio en e l cerco de Napoles en 1442. E l reinado de Juan I I es un tiempo de discordias y guerras c i v i l e s . No cabe duda que un rey mas energico habria sabido sobre-ponerse a l a s d i f i c u l t a d e s , pero tambien hay que tener en cuenta que e"stas fueron enormes. Las fuerzas que luchaban por obtener e l dominio del reino eran cuatro: (1) Los Infantes de Aragon, a s i llamados en l a H i s t o r i a porque su padre fue durante cuatro affos rey de Aragon, pero que eran de descendencia castellana y heredados en C a s t i l l a , primos del Rey y con l a fuerte ambicion heredada de su padre; (2) Don Alvaro de Luna, h i j o ilegitimo de Alvaro de Luna Sefior de Caffete, de f a m i l i a aragonesa que habia ayudado a Enrique de Trastamara; entro a l servicio del Rey Juan I I en 1409, segun l a cronica de Don Alvaro de Luna, colocado por su t i o Don Pedro de Luna, Arzobispo de Toledo (de 1404 a 1414); paso a ser paje del Rey y obtuvo tan grande ascendencia sobre este que podia decirse que era e l quien.reinaba. Diego de Valera ve a s i l a situacion entre los Infantes y Alvaro de Luna: . . . los quales Clos Infantes 1 quedaron en estos reynos mucho eredados en todas l a s v i l l a s e c a s t i l l o s e juros que e l rey don Juan, primero deste nombre, avie dado a l dicho infante don Fernando. Los quales todos perdieron en los debates destos reynos, e ovieron -de s a l i r dellos tres vezes. E fue l a p r i n c i p a l causa que este rey don Juan, desde hedad de doze aKos, tovo cerca de s i un cavallero llamado Alvaro de Luna. . . . a l qual quiso tanto, que l e dio las v i l l a s de Ayllon y Escalona, e l o f i z o conde de Santistevan e Condestable de C a s t i l l a , biviente e l Condestable don Ruy Lopez de A v a l o s . . . . Y en vida del infante don Enrique l o f i z o administrador de aquella Orden, e despues l o f i z o maestre y duque de T r o g i l l o . Sobre l o qual ovo tantas discordias e guerras e ayuntamientos de gentes e prisiones de grandes, que a mi seria imposible poderlo escrevir ordenadamente. . . (3) E l tercer elemento seria l a nobleza castellana; desde las "mercedes enriqueKas" habian alcanzado gran poder y riqueza varias familias nobles. No cabe duda que, de haberse unido, habrian logrado contrarrestar l a in f l u e n c i a de Alvaro de Luna; pero, como dice Vicens Vives, " e l t e j i d o h i s t o r i c o castellano desde l a muerte de Fernando I I I hasta e l advenimiento de los Reyes Catolicos esta urdido a base de una sordida lucha de intereses personales."^9 Estos nobles se unen ya a los Infantes, ya a Luna; cambian de bando y contribuyen a l perpetuo estado de hostilidades internas de este reino. (4) Desde aproximadamente l)$kQ hay que affadir a las dif i c u l t a d e s del reino l a s veleidades del principe heredero, Enrique, que fue luego 17 IV, probablemente manipulado por su fa v o r i t o , Juan Pacheco: Como de suso se rrequenta, despues que partio de l a corte e l obispo don Lope de Varrientos, e l Principe don Enrique tobo l a opinion del rrey don Jhoan de Navarra su suegro, e de los ynfante e cavalleros; e por quanto trataron algunas personas entre e l Principe e su padre algunas discordias, pero ende a pocos dias tornose e l Principe a l a ovedencia del Rey su padre, mediante Juan Pacheco su criado e su pribado. E l qual, segun l a s p i r i e n c i a l o mostrava, e l dicho Juan Pacheco l e desviaba de l a opinion e obediencia del senor Rey su padre, e e l mesmo l o tornaba a r r e c o n c i l i a r . E esto f a z i a quando queria sacar del Rey algunas gruesas dadibas e mergedes. . . .20 Esto ocurria en 1440. Desde entonces hasta l a muerte de Juan I I en 1454 habian de ser continuas las desavenencias entre e l Rey y e l Principe. Dado e l estado caotico de l a p o l i t i c a i n t e r i o r del reino de C a s t i l l a , no es de extranar que l a guerra de reconquista fuese des-cuidada. Solo una entrada hizo Juan I I en t i e r r a de moros, y esta fue en 1431. Todos los historiadores estan de acuerdo en que e l Rey y su valido obtuvieron una gran v i c t o r i a en l a b a t a l i a llamada de l a Higueruela. Pero no se obtuvieron las ventajas que t a l v i c t o r i a podia haber proporcionado. Segun l a cronica de Alvaro de Luna se levanto e l r e a l porque e l Rey se entero de que sus nobles tramaban conspiracion para matar a l Condestable. E l Halconero da las mismas razones; l a cronica de Juan I I despues de senalar diversidad de opiniones sobre s i se debia proseguir l a guerra o no, dice: . . . e a l a f i n se concluyo que e l Rey levantase su Real e se volviese para sus Reynos, en l o cual habia diversas opiniones, porque algunos decian que l a causa p r i n c i p a l porque e l Rey levanto su 18 Real sobre Granada, fue por gran discordia que dicen que habia entre los Grandes del Reyno con e l Con-destable. Otros dicen,' que porque los moros en un presente que hicieron a l Condestable de pasas e higos, l e fue^enbiada tanta moneda de oro, que por aquella causa e l tovo manera como e l Rey se levantase, y e l Rey se volvio a s i en Castilla.21 Hernando del Pulgar, en su Tratado de los Reyes de Granada, da l a misma versi6n, y tambien e l anonimo castellano H i s t o r i a de l a Casa  Real de Granada, publicado por Juan de Mata Carriazo en Miscelanea  de Estudios Arabes y_ Hebraicos, aKo 1957 • Lo que se vislumbra a traves de estas diferentes versiones del levantamiento del r e a l es que ya en 1431 habia gran enemistad contra Don Alvaro entre los nobles. Sumando a esto las continuas d i f i c u l t a -des con los Infantes de Aragon, no es de extraffar l a n o t i c i a que nos da el_ Halconero: Sintiendo los moros de Granada los v o l i c i o s e divisiones que eran a l a sazon en este reyno de C a s t i l l a , segun los quales non podian ser r r e g i s t i d o s , acordaron de entrar en t i e r r a de c r i s t i a n o s . E sacaron grandes cavalgadas, asy de honbres como de mujeres como de muchos ganados, por diversas vezes. E l o que peor fue, ganaron e tomaron por fuerea giertas v i l l a s e fortalezas, l a s quales los cristi a n o s avian ganado con muy grandes gastos e trabajos, . . . E perdieronse . . . por causa de los dichos v o l i c i o s e discordias. ''Guay de los causadores dello'.22 Pese a l a diversidad de j u i c i o s sobre l a personalidad de Don Alvaro de Luna, dos puntos de su caracter se destacan: de un lado su l e a l t a d a l a persona del Rey, de otro su ambicion insaciable. A pesar de las varias ocasiones en que fue desterrado de l a corte, 19 siempre conservo su ascendiente sobre e l Rey y cuando por f i n l a reina Isabel unio su voz a l a s de los nobles que pedian l a cabeza del Con-destable, Juan I I l o mando prender y degollar, en 1453. Le habia servido fielmente durante cuarenta alios; e l Rey l e sobrevivio un aKo. Su ejecucion, l e j o s de sosegar a los nobles, contribuyo a su i n -seguridad y aumento su ambicion ya que veian en e l poder una garantia de seguridad personal: En este ambiente empezo a reinar Enrique IV (1454-74) cuyos proyectos de reforma y restauracion del pais, verdaderamente revolucionarios en cuanto socavaban e l poder de l a grandeza, chocaron con su propio tem-peramento, sentimental, tolerante y en exceso f l e x i b l e . 2 3 No f a l t a n documentos que narren l a vida de este Rey. Sus cronicas, escritas durante e l reinado de los Reyes Catolicos, para no ofender a l a Reina suscitando dudas sobre l a legalidad de su ascension a l trono de C a s t i l l a , tienden a p i n t a r l e en colores muy negros; aunque no todas. Hay que mencionar l a de Enrique del C a s t i l l o , capellan de Enrique IV, que presenta a l Rey bajo un aspecto mas favorable, aunque no deja de exponer sus defectos. Del estudio de estas cronicas podria deducirse que l a autoridad y poder reales eran mayores de l o que se supone, puesto que l a persona-alidad del Rey tiene tan grande in f l u e n c i a sobre los acontecimientos de su reinado. Las acciones de los nobles, motivadas por sus ambiciones, van d i r i g i d a s a captarse e l favor r e a l . 20 Dos puntos esenciales se desprenden de sus cronicas, tanto de las• que l o vituperan como de las que l o analizan con un e s p i r i t u mas ecua-nime: ( l ) era de e s p i r i t u p a c i f i c o y conciliador pero llegando a extremos que indican debilidad de caracter; (2) habia algo anomalo en sus costumbres personales, que tuvo, unido a su f a l t a de firmeza, graves consecuencias p o l i t i c a s . No cabe duda que e l comienzo de su reinado desperto l a esperanza de todo elppueblo. R.B. Tate, en las notas a su introduccion a Claros  Varones'de C a s t i l l a c i t a una Cronica Incompleta: ". .-. despues que fue rey en C a s t i l l a y Leon, a e l l e quedo un Reyno y Reynos tan ricos y p a c i f i c o s , como se cree ningund rey despues del funda-mento del mundo tuvo en Espafia."^ Los primeros actos de su reinado fueron conciliadores. Hace l a paz con e l rey de Navarra y perdona a varios caballeros que estaban desterrados, entre e l l o s e l almirante Don Fadrique, y manda que se les devuelvan los bienes confiscados. Devuelve l a l i b e r t a d 'a Diego Manrique, conde de Treviho, y hace que l e sean res t i t u i d o s sus bienes "de l o qual todos los grandes destos reynos fueron mucho alegres, porque les parescio buen comienco para las.cosas por benir. Lo cual fue causa de animar a su ser v i c i o a los parientes e amigos del dicho conde, e aun generalmente a todos, como sea verdad que los reynos e senorios mejor. se goviernen e tengan con clemencia e amor que con fuerga e rigor."25 21 Enrique IV empezo a reinar cuando ya casi tenia t r e i n t a anos. Habia vivido las luchas entre e l privado y los nobles, y los nobles entre s i y contra e l Rey, que tuvieron lugar durante e l reinado de su padre. Como hemos v i s t o i n i c i a su propio reinado con actos de clemencia. • Pero no es e'sta su unica innovacion. Muy pronto empieza •, a favorecer y dar poder a personas de origen humilde. Algunos historiadores han querido ver en e l l o consecuencias de supuestas aficiones anomalas. Pero l o mas probable es que Enrique IV tr.atase de esta manera de disminuir e l poder que se habia concentrado en manos de algunas familias. Es de notar que quien mas r e s i n t i o esta generosidad fue Juan Pacheco, Marques de V i l l e n a , que debia todo su poder a su inf l u e n c i a sobre Enrique cuando este era principe heredero. Hernando del Pulgar comenta: Porque de mostrarse los reyes afecionados s i n templanga e no a quien, n i como, n i por l o que l o deven ser, nascen muchas vezes las enbidias, do se siguen las desobediencias e vienen las guerras e otros incon-venientes que a este rey acaescieron.26 En estos primero5aiios de su reinado, Enrique entro "poderosamente" por t i e r r a s de moros, cada afio. Logro juntar una hueste enorme y l u c i d a , con cooperacion de toda l a nobleza: Esta guerra de los moros se siguio cinco o seis anos, faziendo cada afio las talas con su persona en l a vega y rreyno de Granada, y su gente y capitanes por otra parte sacando muchas y grandes cavalgadas, continuando quatro o cinco meses cada ano en l a cibdad de Jahen y en las otras cibdades 22 del Andalucia que estaban mas cercanas a los moros, en manera que los moros estavan en gran aprieto y necesidad. 27 Se l e ha acusado de no haber aprovechado l a ventaja adquirida retirandose cuando parecia que, de proseguir, hubiera logrado con-quistar Granada. Despues de su primera entrada los moros l e pagaron parias y devolvieron cautivos; pero en anos. sucesivos, viendo que l e faltaba voluntad de proseguir l a guerra, se negaron a pagar. En su tiempo se conquisto Ximena, Archidona y G i b r a l t a r , y. algunas fortalezas. Segun Pulgar e l reinado de este monarca se divide en diez anos de prosperidad en que "los grandes e eavalleros de sus reinos con grand obediencia cumplian sus mandamientos"28 y diez anos en que " l a fortuna enbidiosa de los grandes estados mudo como suele la. cara prospera, e comengo a mostrar l a adversa. De l a qual mudanga muchos veo quexarse e a mi ver s i n causa, porque segun pienso a l i i ay mudanga de prosperidad do ay corrubcion de costumbres ."29 Enrique, aun muy joven, habia casado con Blanca de Navarra . . . con l a qual estovo casado por espacio de dies anos e a l f i n hovo divorcio entrellos por e l defeto de l a generacion que e l imputava a e l l a , e e l l a imputo a el.30 Despues de su ascension a l trono caso con Juana, hermana de Alfonso V de Portugal. Este matrimonio, y l a impotencia del rey, estan des-c r i t o s en e l Memorial de Diversas Hazanas de Mosen Diego de Valera 22 del Andalucia que estaban mas cercanas a los moros, en manera que los moros estavan en gran aprieto y necesidad. Se l e ha acusado de no haber aprovechado l a ventaja adquirida retirandose cuando parecia que, de proseguir, hubiera logrado con-quistar Granada. Despues de su primera entrada los moros l e pagaron parias y devolvieron cautivos; pero en anos sucesivos, viendo que l e faltaba voluntad de proseguir l a guerra, se negaron a pagar. En • su tiempo se conquisto Ximena, Archidona y G i b r a l t a r , y algunas fortalezas.. Segun Pulgar e l reinado de este monarca se divide en diez anos de prosperidad en que "los grandes e cavalleros de sus reinos con grand obediencia cumplian sus mandamiehtos"28 y diez anos en que " l a fortuna enbidiosa de los grandes estados mudo como suele l a cara prospera, e comengo a mostrar l a adversa. De l a qual mudanga muchos veo quexarse e a mi ver s i n causa, porque segun pienso a l i i ay mudanga de prosperidad do ay corrubcion de costumbres."29 Enrique, aun muy joven, habia casado con Blanca de Navarra . . . con l a qual estovo casado por espacio de dies anos e a l f i n hovo divorcio entrellos por e l defeto de l a generacion que e l imputava a e l l a , e e l l a imputo a el.30 Despues de su ascension a l trono caso con Juana, hermana de Alfonso V de Portugal. Este matrimonio, y l a impotencia del rey, estan des-c r i t o s en e l Memorial de Diversas Hazanas de Mosen Diego de Valera 23 y, con enconada parcialidad, en las Decadas de Alonso de Palencia. 'Lo que parece cierto es que l a vida de l a corte, establecida en l a ciudad mudejar de Madrid, era lujosa y de costumbres muy r e l a -jadas. Resulto de l a supuesta impotencia del Rey un problema de sucesion a l trono, provocado por e l nacimiento de una h i j a a l a Reina en.1462, seis anos despues de su boda con e l Rey: "SsEstandolelereyodoEnEnriquenen.Madr.idi;anacio a l a reyna dona Juana una h i j a , que llamaron dona Juana, seyendo los mas destos -reynos certificados de l a ympotencia del rey e de l a duda de l a reyna . • . . . Y entonces e l rey mando a los grandes deste reyno que jurasen a esta dona Juana.por princesa, l o qual algunos hizieron mas por temor que por voluntad, como fuesen ciertos aquella no ser f i j a del rey, y otros no l o quisieron fazer, y algunos f i z i e r o n reclamaeion del juramento.31 La cuestion de sucesion a l trono s e r i a desde este momento hasta 1479 causa de disturbios y guerras. Es probable que l a razon de que se mudase l a fortuna del Rey, aparte de l a debilidad de su caracter, fuera l a implacable ambicion de Juan Pacheco, empenado en obtener e l maestrazgo de Santiago, que estaba vacante desde l a ejecucLuon de Alvaro de Luna. En su Repertorio de Principes, Pedro de Escavias explica como e l marques de V i l l e n a y su hermano don Pedro Giron, maestre de Calatrava, ya no gozaban de tan grande privanza como antes; e l rey tuvo otros privados, a todos hizo grandes mercedes y nunca l e quito a nadie cosa alguna que l e hubiera dado. Fueron entre otros: Rodrigo 2k Puertocarrero a quien hizo conde de Medellin; a Juan de Valenzuela nizo prior de San Juan; a Gomes de Caceres, maestre de Alcantara. A Miguel Lucas de Iranzo l o hizo Condestable de C a s t i l l a y l e dio las tenencias de Al c a l a l a Real y.de los alcazares de Jaen, . . . y estava en voluntad de dalle e l Maestrazgo de Santiago y f a z e l l o uno de los mayores de su rreyno. De l a privanga deste, e l Marques y e l Maestre ovieron celos e ehbidia, en especial porque e l Marques deseava mucho e l Maestrazgo * de Santiago, e l qual est'ava^ba'co desde que e l Maestre Don Alvaro de Luna murio, y e l Rrey tenia l a administracion del por bula del Santo Padre. Y e l Marques y e l Maestre eranle muy contrario, y comengaron de ayudar y favorecer a Beltran de l a Cueva, que ya servia de Mayor-domo del Rrey, y l e comengaba a querer bien.32 E l nuevo favorito gana tan grande ascendencia que en lk6k e l rey l e da e l tan codiciado Maestrazgo de Santiago. Dice e l Memorial de Diversas Hazafias : En este tiempo, las bullas del maestrazgo de Santiago para Don Beltran de l a Cueva llegaron a Segovia, estando ende e l rey don Enrique, donde e l marques de V i l l e n a don Juan Pacheco trabajo por ajuntar a s i todos los grandes, por traer en efeto l a punigion y castigo del rey y de sus sacages, como muchas vezes se avia pensado; los quales consintieron en ellos;,., salvo e l marques de Santillana y toda l a casa de Mendoga, e l qual con su casa siguio a l rey don Enrique. Y luego. e l dicho marques de V i l l e n a se s a l i o de Segovia, y de aqui comengaron las rebueltas de C a s t i l l a , que se dize l a de San Pedro.33 25 En l a Asamblea de Burgos en Septiembre de lU64 se redacto e l m a n i f i e s t o que acusaba a Enrique IV de proteger a l o s i n f i e l e s , d e s p r eciar a l c l e r o c a t o l i c o , a l t e r a r e l v a l o r de l a moneda y quebrantar l a j u s t i c i a . En Octubre d e l mismo afio, siempre l l e v a d o de su e s p i r i t u c o n c i l i a d o r , e l r ey reconoce a A l f o n s o , su hermano, como heredero d e l trono y accede a todas l a s exigencias de V i l l e n a a pesar de l a s advertencias de Lope de B a r r i e n t o s , Obispo de Cuenca. Enrique d e l C a s t i l l o t r a n s c r i b e l a conversacion entre e l prelado y e l rey: E como e l pel e a r y e l r i g o r de l a s armas era muy ageno de su condicion d e l Rey, e cosa muy aborr-r e s c i d a para su v o l u n t a d , un poco r i g u r o s o se v o l v i o c o n t r a e l Obispo e d i x o l e : Los que no aveis de p e l e a r , n i poner l a s manos en l a s armas siempre haceis franqueza de l a s vidas agenas. . . Sabed que de o t r a forma se ha de tomar este negocio, e no como vos d e c i s , y l o v o t a i s . • Entonces e l obispo como e r a osado, respondiole con poca p a c i e n c i a , e d i x o l e : -Ya he conos-cidpo, Sefior, e veo que v u e s t r a A l t e z a no ha gana de reynar p a c i f i c a m e n t e , n i quedar como Rey l i b e r t a d o ; y pues que no quiere defender su honra, n i vengar sus i n j u r i a s , no espereis -reynar con g l o r i o s a fama. De ta n t o vos c e r t i -f i c o , que dende agora quedareis por e l mas abatido Rey que jamas ovo en Espafia, e a r r e -p e n t i r o s h e i s , Sefior, quando no aprovechare. 34 E l 5 de Junio de lU65 l o s nobles reunidos en A v i l a colocaron sobre un tabla d o de madera un muneco v e s t i d o de l u t o , con corona, espada y c e t r o . Los nobles rebeldes l e ley e r o n l a l a r g a l i s t a de 26 sus crimenes, l e despojaron de los emblemas reales y, por ultimo, derribaron a l monigote. A l i i mismo proclamaron a Alfonso XII. Esta fue l a tristemente famosa Farsa de A v i l a . E l pueblo, profundamente r e a l i s t a (monarquico), se alineo con e l Rey, y estaban de su parte importantes casas n o b i l i a r i a s . Hay que mencionar por su l e a l t a d constante a Enrique, a l Condestable de C a s t i l l a Miguel Lucas de Iranzo y a l Alcaide de Andujar, Pedro de Escavias. Pero Enrique no supo usar su fuerza y fue de negocia-cion en negociacion, siempre credulo, siempre traicionado. La muerte de Alfonso en J u l i o de 1468 termino l a guerra c i v i l y l a anarquia que se habia generalizado durante esta. Queda s i n resolver e l problema de sucesion. Isabel da prueba de sagacidad y prudencia a l negarse a tomar e l t i t u l o de Reina. En Septiembre de 1468, en Toros de Guisando, Enrique IV declaro i l e g i t i m a a Juana y heredera del trono a Isabel. E l marques de V i l l e n a , siempre h a b i l en sus maniobras, se pasa a l bando de Enrique y vuelve a ocupar su antigua pesicion de valido. Ya habia logrado e l Maestrazgo de Santiago que l e cedio Alfonso en 1467, en Segovia. E l matrimonio de Isabel con Fernando de Aragon e l 19 de Octubre de 1469 que se efectuo sin e l consentimiento de Enrique y mientras este estaba en S e v i l l a motivo l a colera del Rey quien, 27 siempre aconsejado por Pacheco, reconoce a Juana como h i j a legitima y l a nombra heredera de su reino, anulando el"pacto de Toros de Guisando. Otra vez se alinean los nobles; los principes de Aragon cuentan con pocos secuaces. E l problema sucesorio absorbe en adelante todas las energias p o l i t i c a s . De 1470 a 1475 se desarrolla una guerra sorda de in t r i g a s y alineamientos, siempre con miras a l lucro personal. La anarquia produce una desastrosa situacion economica y s o c i a l : desvalorizacion de l a moneda, malas cosechas , i n f l a c i o n . Todo contribuye a l a h o s t i l i d a d que se desato contra los judios conversos a principios de l a decada de 1470: En C a s t i l l a . . . los judios continuaron prevale-ciendo, de acuerdo con l a escasa madurez c a p i t a l i s t a de su economia. Reyes, nobles, ordenes m i l i t a r e s , comunidades e c l e s i a s t i c a s , concejos, tuvieron que caer bajo las leoninas condiciones de los hebreos. Wo puede censurarseles que las impusieran, por las dificultades de l a perception de los tributos que se les confiaban y l a mala fe de unos y otros en e l pago de l o estipulado. Rueda necesaria en l a p o l i t i c a . economica del momento, los judios ricos se atrajeron e l odio de los obispos y los ari s t o c r a t a s , quienes, ademas, l o comunicaron a las simples gentes de las ciudades contra las laboriosas comunidades judias. Bastaria una c r i s i s economica profunda para que e l r e s e n t i -miento acumulado durante generaciones e s t a l l a r a en forma irreparable.35 Se i n i c i a n los robos y matanzas en Cordoba y S e v i l l a ; pasan a Jaen, donde M. Lucas de Iranzo fue asesinado en 1473, por proteger a los conversos, y van subiendo l a costa hasta Valencia y Barcelona. 28 En Diciembre de ihfk muere Enrique IV y C a s t i l l a se ve sumida otra vez en una guerra c i v i l , esta vez de sucesion. Isabel y Fernando representan l a autoridad r e a l absoluta frente a un sistema de oligarquia de l a ar i s t o c r a c i a . Las familias nobles se dividen y cruzan campos, segun su conveniencia les dic t a . Intervino ademas en l a guerra Portugal, que apoyaba a Juana; su t i o , e l Rey Alfonso V, acordo casarse con e l l a y asi unir a C a s t i l l a y Portugal. Durante estos anos Fernando dirige l a accion m i l i t a r con autoridad y exito. A l a muerte de Juan I I de Aragon en 1479 Fernando e Isabel "los llamados Reyes Catolicos (1479-1505) i n i c i a n desde entonces e l gobierno mancomunado de las coronas de Aragon y C a s t i l l a bajo una misma din a s t i a . " ^ ^ Habiendo triunfado e l poder r e a l sobre e l partido de l a ascendencia de l a a r i s t o c r a c i a , los Reyes Catolicos, que no adolecian de l a debilidad e i n e f i c i e n c i a de Enrique IV, gobiernan una nacion cansada de disensiones, y aprovechan l a paz i n t e r i o r para terminar l a Reconquista. La gran ayuda que de los nobles recibieron en esta empresa es prueba de l a ascendencia personal y autoridad de los monarcas. La ultima guerra de Granada duro diez anos. Aparte algunos reveses, fue una marcha continua hacia l a ciudad de Granada, l a cual se tomo por negociaciones, entrando las tropas de C a s t i l l a 29 e l 2 de Enero de 1.492. Con l a conquista de Granada y e l descubrimiento de America se c i e r r a una era y se i n i c i a otra. (b) E l Reino de Granada Las conquistas de Fernando I I I que, como hemos v i s t o , crearon d i f i c i l e s problemas economicos y demograficos en C a s t i l l a , tuvieron necesariamente que crear dificultades de mayor gravedad a l pueblo vencido. A l ver su t e r r i t o r i o reducido a menos de l a mitad, los arabes se repliegan y forman su ultimo estado en t i e r r a s i b e r i c a s , e l Reino de Granada: E l reino de Granada prolonga l a presencia del Islam en Espana durante dos siglos y medio, de un modo a primera v i s t a inexplicable. Esta perduracion se explica, s i n embargo, por l a f a l t a de cohesion entre los cristianos y por las dificultades i n t e r i o r e s de C a s t i l l a . . . . Encastillados en las alturas de l a Penicetica y de sus sierras marginales, ampliamente abiertos a l mar, frente a las costas del A f r i c a y hacia Oriente, los granadinos supieron ayudarse de los africanos frente a los c r i s -tianos peninsulares, y de los cristianos frente a los musulmanes de A f r i c a , consiguiendo asi mantenerse a cubierto del mas fuerte.37 E l Reino de Granada sucede a l dominio de los Almohades que reinaban en al-Andalus a principios del s i g l o X I I I ; eran bereberes africanos de l a f a m i l i a que reinaba en Marruecos y tenian poca 30 afinidad con los arabes de l a peninsula. E l primer moro espafiol que se rebela contra su dominio es Muhammed ibn Yusuf Ibn Hud, musulman espafiol descendiente de l a familda que habia reinado en Zaragoza. Aunque fue derrotado en Lorca, llego a apoderarse de toda l a Espana arabe; Al-Ma'mun, sultan almohade, temeroso de perder su trono de A f r i c a , pasa e l estrecho para defenderlo, abandonando sus dominios espanoles a ibn Hud. Pero este no logro u n i f i c a r a los arabes de Espana n i r e s i s t i r a los c r i s -tianos. Caudillo de tipo popular, optimista, exuberante, reparte sus escasas fuerzas por un t e r r i t o r i o extenso que no podra, defender. A l s u f r i r reveses a manos de Fernando I I I , pierde l a popularidad de que gozaba.entre los suyos. Es este un signo constante en l a h i s t o r i a de los musulmanes de Espana: l a popularidad de sus reyes depende de su exito contra los cr i s t i a n o s . Aproximadamente a l mismo tiempo que.ibn Hud i n i c i a b a su levantamiento contra los almohades, empieza a destacarse un moro de Arjona, Muhammed ibn Yusuf ibn Nasi -. Como ibn Hud, es un musulman espaiiol que se alza contra l a dominacion de los arabes de A f r i c a . Pero l a manera de l l e v a r a cabo sus respectivas revoluciones es totalmente diferente. Ibn Hud, mas arrojado y optimista, quiso dominar y defender todo al-Andalus y unir los 31 varios Taifas. A l no poder defender Cordoba (1236) se r e t i r a a l a costa del este donde muere asesinado a l ano siguiente. E l fundador de l a dinastia Nazari, en cambio, estudio l a situacion y obro de acuerdo con sus conclusiones r e a l i s t a s . A l -Andalus se d i v i d i a geograficamente en dos areas: e l v a l l e del Guadalquivir, muy f e r t i l , con S e v i l l a como sede p r i n c i p a l ; y e l nucleo montarioso que comprendia, como plazas p r i n c i p a l e s , Granada, Almeria, Malaga y Ronda. Granada se h a l l a situada en e l centro de esta zona; las montanas constituyen una fort a l e z a natural. Granada era ademas e l centro de l a cultura islamica occidental.. Muhammed ibn al-Ahmar, convencido de que no podia contar con ayuda del Magreb, decidio fundar un reino musulman en l a zona de l a c o r d i l l e r a Penibetica y abandonar e l v a l l e del Guadalquivir, que de todos modos no podia defender, a los c r i s t i a n o s . Un anonimo castellano, editado por Juan de M. Carriazo, nos da l a siguiente descripcion del t e r r i t o r i o del nuevo reino: E l reino de Granada esta. a l a parte meridional de Espana. Tomo nombre de l a ciudad de Granada, asiento r e a l de los reyes de aquel reyno; e l qual tiene a l oriente e l reyno de Murcia, a l mediodia e l mar Mediterraneo, a l occidente l a Andalucia y a l septentrion las t i e r r a s que estan azia e l reyno de Toledo. Tiene de 32 c i r c u i t o 180 leguas, y de largo 60, desde Ronda asta Huescar; y de ancho 25, desde Cambil asta e l puerto de Almuriecar. Es muy f e r t i l de todas cosas, y muy abundante de seda, l a mejor que se puede a l l a r . Tiene hermosos llanos y s i e r r a s , sefialadamente las Alpujarras. Tiene 14 ciudades y 97 v i l l a s , s i n otros muchos pueblos. . . •. E l asiento deste ciudad es en dos altos collados, por medio de los quales corre e l r i o Darro, quedando en e l uno l a Alhambra y en e l otro l a Alcacaba, donde esta e l A l b a i z i n ; y toda e l l a junta tiene de c i r c u i t o tres leguas. Ay tambien otra fortalega que se dize Generalife, y a media legua de l a ciudad otra llamada los Ali x a r e s , de admirable fabrica. Tiene a l rededor una hermosa y espaciosa bega muy abundante de diversidad de fructas; cuya circunferencia es 27 leguas. Goear. esta ciudad de l a Sierra Nebada, que tiene a tres leguas y media, que perpetuamente esta su cumbre cubierta de niebe. Tubo p r i n c i p i o este reyno despues de l a perdida de Cordoba, afio 1236; aunque antes desto ubo algunos principales moros que se llamaron reyes de Granada. Por no aber sido su reyno firme no se ponen en l a cuenta de los reyes asta este tiempo, sino solo los que deste tiempo adelante ubo. . . - .38 (En 1245 aun no e x i s t i a e l Generalife.) Antes de lograr establecerse como rey de Granada, ibn al-Ahmar tuvo que contender con l a r i v a l i d a d de ibn Hud: las ciudades de al-Andalus se dan tan pronto a uno como a otro, especialmente S e v i l l a , l a mas importante, se pasa del uno a l otro varias veces. 3 3 Los dos caudillos firmaron paces con Fernando I I I ; pero en 1235 se rompen las treguas con ibn Hud, no se sabe por que motivo, y a l ano siguiente pierde Cordoba, l o que produce gran consternacion entre l a poblacion musulmana. En 1237 muere asesinado ibn Hud, dejando e l campo l i b r e a su r i v a l . Ibn al-Ahmar entro en l a ciudad de Granada durante los ultimos dias de Ramadhan del ano 635 (mayo de 1238). Su reinado duro 34 anos. Durante l a mayor parte de este tiempo hubo treguas entre moros y cristianos. Muerto Fernando I I I en 1254, l e sucede su h i j o Alfonso X. Menos eficaz que su padre, preocupado con sus pretensiones imperiales, y teniendo que poner orden en una C a s t i l l a desorganizada por los exodos que las conquistas anteriores originaron, Alfonso tuvo que hacer frente a una rebelion de los arabes en 1264. Muchas plazas, recien conquistadas, pasaron nuevamente a poder de los arabes, pero fueron reconquistadas a corto plazo. En Marruecos l a dinastia Marinide derriba a l c a l i f a t o Almohade en 1269• La p o l i t i c a de los Nazaries de Granada hasta e l f i n de al-Andalus fue de continuo vaiven. Su r e l i g i o n l es une a los arabes de A f r i c a ; su nacionalidad a los demas reinos de l a peninsula. Si logran e x i s t i r dos .s.iglos y medio es gracias 3h a su p o l i t i c a de e q u i l i b r i o , apoyandose ya en Marruecos, ya en C a s t i l l a ; aprovechando las luchas entre C a s t i l l a y Aragon para alinearse con quien mejores ventajas of r e c i a . • No podian f i a r de los c r i s t i a n o s , cuyo f i n , bien conocido, era reconquistar e l t e r r i t o r i o de l a peninsula; n i podian f i a r de los marroquies pues su h i s t o r i a les habia ensenado que, "viniendo a Espana para ayudarles (Alirioravides, Almohades) se habian quedado para gober-narles. Las luchas c i v i l e s debilitaron a C a s t i l l a durante dos s i g l o s ; pero Granada no gozo de paz i n t e r i o r durante esta epoca. A l fundar e l reino de Granada, ibn al-Ahmar, conocido en nuestra h i s t o r i a como Muhammed I , habia nombrado a su cunado ibn I s h q i l i w l a gobernador de Malaga, despues de l a muerte de su propio hermano, primer gobernador de esta ciudad. Desde l a muerte de Muhammed I se i n i c i a l a r i v a l i d a d entre sus descendientes y los de I s h q i l i w l a . Los granadinos, conscientes de l o precario de su situacion, apoyan a los reyes que tienen exito en suseempresas contra c r i s t i a n o s , y se vuelven contra aquellos que son vencidos. Asilpermanece viva l a r i v a l i d a d entre las dos li n e a s , cada una de las cuales busca, cuando l e conviene, l a ayuda de los reyes de C a s t i l l a . Desde e l reinado de Muhammed I I los Marinides habian enviado tropas de voluntarios bereberes, los "defensores de l a f e " , 35 grupo conocido bajo e l nombre de "Guzat" (voluntarios), para ayudar a Granada a defender su frontera occidental. Se instalaron cerca de Malaga, l o que desde un pr i n c i p i o ocasiono protestas por parte de los gobernadores de esta v i l l a . A l nombrar a miembros de su f a m i l i a como jefes de este grupo, los Marinides logran tener representacion permanente en Andalus, y empiezan a desempenar funciones p o l i t i c a s . Vinieron estos guerreros animados de fervor r e l i g i o s o contra e l i n f i e l ; tenian un fuerte sentido de identidad t r i b a l y su j e f e , nombrado por e l Magrib, tenia gran poder. Su funcion era hacer guerra santa y coger bo t i n ; de eso vi v i a n . A l pasar de los anos muchos se establecieron en e l reino de Granada y se aburguesaron; ya no tenian comandantes en jefe sino varios jefes que in t r i g a n para obtener e l poder. En febrero de 1314 los Nazaries de Malaga se apoderan de l a Alhambra y con e l l a del trono de Granada. E l gobernador de Malaga era h i j o del hermano del fundador del reino de Granada, y estaba casado con l a nieta de Muhammed I , hermana de Muhammed I I I . Su h i j o , Abu'l-Walid, primer rey de l a nueva l i n e a reinante en Granada, podria considerarse heredero legitimo a l a sucesion de Muhammed I I I y de su hermano Nasr. A l ser destronado Nasr se refugia en Guadix desde donde t r a t a con Alfonso XI (con e l infante 36 don Pedro, regente) para que este haga guerra a l nuevo rey. Ante las repetidas entradas de los c r i s t i a n o s , que Ismael no podia parar, pide a u x i l i o a l rey de Marruecos, cediendole a cambio de su ayuda, Algeciras y Ronda y todos los pueblos situados entre estas dos plazas. E l 25 de junio de 1319 muere en una entrada a l campo de Granada e l infante don Juan; y, a l enterarse, e l infante don Pedro muere tambien. A l saberse entre los cristianos se produce panico y abandonan l a lucha, quedando e l campo l i b r e a los arabes, con los cuerpos de los dos regentes. Este episodio, conocido como e l de-sasLtre de l a Vega, salvo a Granada, no por v i c t o r i a suya sino por desmoralizacion en e l campo cr i s t i a n o . Las cronicas arabes exageran este episodio; pero es de todos modos uno de los exitos mas impor- • tarit.es del Guzat bereber. Renace entre los musulmanes e l fervor r e l i g i o s o ; e l reinado de Isma'il se ve consolidado y puede dedicarse a l embellecimiento de sus palacios y a l a construccion de nuevas defensas. Es una epoca de gran prestigio del Guzat en l a que domina l a figura de 'Uthman, su comandante. C a s t i l l a recobra estabilidad despues de declararse Alf,onso XI mayor de edad a los 14 anos. En Granada un nino, Muhammed IV, sube a l trono, y es a l i i donde ahora se producen las luchas intestinas que habian debilitado a C a s t i l l a durante l a minoria de Alfonso XI. Con ayuda de Marruecos logran algunas v i c t o r i a s , entre otras l a 37 conquista de Gibraltar en 1333- Pero continuan las intrigas y Muhammed IV muere asesinado. Ibn Khaldun atribuye esta muerte a los "defensores de l a fe". Le sucede Yusuf I. Durante su reinado l a f i g u r a mas poderosa es Ridwan, cristiano apresado en l a ninez y criado en Granada, quien reune en su poder e l mando c i v i l y e l m i l i t a r . Aunque Alfonso XI logro senaladas v i c t o r i a s — l a del Salado en 1340 y l a toma de Algeciras en 1344 despues de un duro s i t i o de dos anos, su muerte en 1350 cuando estaba sitiando G i b r a l t a r , pone f i n a esta epoca de actividad de l a reconquista. En 1354 es asesinado en una mezquita e l rey Yusuf I ; los tres reyes de l a dinastia de Malaga habian muerto asesinados. Le sucede su h i j o , Muhammed V. Las i n t r i g a s de l a corte granadina parecen ser iniciadas por familiares ambiciosos que con un grupo de partidarios asaltan l a Alhambra. Quien domina esta fortaleza-palacio reina. De esta manera pierde e l trono Muhammed V en 1359, pero logra escapar a Guadix y de a l i i a Marruecos y luego a Ronda. Reina por espacio de seis meses Isma'il, su medio hermano, quien es a su vez asesinado por su cunado que l e habia ayudado a usurpar e l trono; este es e l arraez Abu'Abdullah, descendiente de Abu Sa'id Faraj de quien tambien descendia l a rama legitima. Se le conoce bajo e l nombre de Muhammed VI, e l rey Bermejo. En C a s t i l l a reinaba Pedro I , amigo y protector de Muhammed V. Al-Khatib describe asjT e l 38 encuentro entre Pedro y Muhammed VI: Abu'Abdullah (Muhammed VI) was immediately pro-claimed and reigned for about two years, at the expiration of which, seeing himself pressed on one side by the r i g h t f u l sovereign, who burned to revenge the outrage done to him, and to re-cover the throne of his ancestors, and on the other side by Pedro, King of C a s t i l e , he came to the strange resolution of throwing himself on the mercy of the l a t t e r and repairing to his court. He might just as well have thrown him-s e l f into the mouth of a hungry t i g e r t h i r s t i n g for blood; for no sooner had the i n f i d e l dog cast his eye over the countless treasures which Mohammed and the chiefs who composed his suite brought with them, than he conceived the wicked design of murdering them and appropriating t h e i r riches; and on the 2nd day of Rejeb, 763 ( A p r i l 27 A.D. 1362) , he was assassinated, with a l l his followers, at a place c a l l e d Tablada, close to Seville. 3 9 Ocupa por segunda vez e l trono Muhammed V y vuelve con e l su v i s i r e historiador ibn al-Khatib. • Su segundo reinado duro casi t r e i n t a anos y durante este tiempo e l reino de Granada alcanzo su epoca :de mayor g l o r i a ; este apogeo coincide con l a epoca de luchas c i v i l e s en C a s t i l l a y en e l Magreb. Muhammed V arrasa Andalucia y saquea Jaen, se cree que con l a aprobacion de Pedro. Pero las narraciones h i s t o f i c a s , arabes y castellanas, de esta epoca no presentan un relato seguido y coherente de los aconteci-mientos de l a frontera. A pesar de que e l reinado de Muhammed V ha sido descrito como l a mejor perla en e l c o l l a r nazari, no dejaron de e x i s t i r i n t r i g a s y desordenes interiores en su reino 39 y e l v i s i r tuvo que huir a Marruecos, donde fue mas tarde asesi-nado. A l a muerte de Muhammed V en 1391 l e sucede su h i j o Yusuf I I . Su reinado solo duro cuatro anos; al-Maqqari comenta que en sus dias los musulmanes sufrieron muchos golpes de los c r i s t i a n o s , pero no tenemos pormenores de estos encuentros. Despues de Yusuf I I reina su h i j o menor, Muhammed VII. Este es e l periodo de l a minoria de Enrique I I I ; los arabes atacan Lorca, pero.el adelantado de Murcia los derrota cerca de Nogalete. Con e l reinado de Muhammed VII se inaugura e l s i g l o XV que habia de presenciar e l f i n del reino arabe de Espafia. Pascual de Gayangos, en l a nota I a l capitulo VII de su traduccion de a l -Maqqari , dice: Mohammed was succeeded by his son Yusuf I I I , between whom and Abu-l-hasan'Ali, the next sovereign men-tioned by al-Maqqari, several princes occupied the throne of Granada. This gap i n the history of the l a s t Mohammedan kingdom i n the Peninsula i s the more to be regretted, as i t can only be supplied by the writings of the Arabs, the Spanish chroniclers of the time not being either accurate or e x p l i c i t enoughttooallow us to establish the chronology with any c e r t a i n t y . ^ La cronologia, t e n t a t i v a , de los reyes de Granada en e l s i g l o XV s e r i a : Muhammed VII hasta 1408; su hermano Yusuf I I I hasta 1417; su h i j o Muhammed V I I I , e l pequefio, hasta 1419; Muhammed IX, " e l 1+0 izquierdo" hasta 1427; Muhammed V I I I , asesinado en 1429; otra vez Muhammed VII hasta enero 1431; Yusuf IV reina hasta 1432; Muhammed IX hasta 1445; aqui es l a parte mas confusa, en que segun parece reinaron Muhammed X, " e l coxo", Yusuf V, otra vez Muhammed X; vuelve Muhammed IX de 1447 a 1453. Nuestros conocimientos del reinado de Muhammed V I I I , e l rey pequeno o chico, h i j o de Yusuf I I I , son limitados. Fue depuesto por su t i o Muhammed IX " e l izquierdo". Se tienen muy pocas notici a s de l o que paso en Granada en estos anos. En 1427 fue depuesto e l rey Izquierdo por una revolucion de l a que tenemos poquisimas n o t i c i a s . Volvio'a ocupar e l trono Muhammed VII I . Se sabe poco de los movimientos del Izquierdo durante este tiempo. Su v i s i r Yusuf ibn as-Sarraj esta. en l a corte de Juan I I . En enero de 1432 v o l v i a a reinar en l a Alhambra e l rey Izquierdo, Muhammed IX, y Muhammed VIII estaba en Salobrena, donde l o hace matar e l Izquierdo. E l tercer reinado de este dura hasta 1445. Segun las cronicas castellanas en 1445 un infante Muhammed, conocido bajo e l apodo del "cojo", sobrino del rey Izquierdo, h i j o de su hermano, conspiro con los descontentos de Granada, entro en l a Alhambra y asumio e l t i t u l o de rey. Su reinado duro poco; se enemisto con los Abencerrajes y estos se ponen en contacto con Juan I I para que acepte como pretendiente a un Yusuf, que fue V; 1+1 este s e r i a hermano de Muhammed VII y de Yusuf I I I . Tampoeo fue largo su reinado; l a amistad del rey castellano no l e hacia agradable a los granadinos. E l ultimo reinado de Muhammed IX comienza en 141+7. No tuvo este rey historiador que relatase sus hechos, como l o hizo ibn al-Khatib en tiempoS de Muhammed V, y l a h i s t o r i a de esta epoca queda confusa. No se sabe cuando n i como termino e l ultimo reinado de Muhammed IX; segun documentos reinaba aun en febrero de 1453, pero a fines de este ano otro monarca ocupaba l a Alhambra. E l periodo que sigue a l ultimo reinado del Izquierdo es t a l vez e l mas oscuro en l a h i s t o r i a de los Nazaries. E l ultimo rey no era sucesor en l i n e a directa de los otros reyes sino que habia obtenido e l trono con l a ayuda de los jefes m i l i -tares bereberes, especialmente los Abencerrajes, que gozaron de gran poder durante sus reinados. A su muerte parece haber habido enconadas luchas entre los pretendientes a l trono. Segun Alonso de Palencia: . . . a su muerte, apoderada otra vez de los animos l a antigua inconstancia, las discordias intestinas lanzaron a los granadinos a guerra funesta, llamando y reconociendo muchos por Rey a Ismael, que en otro tiempo habia acompafiado a Don Juan I I y pedido su proteccion, y obedeciendo otros como a senor.de l a mayor parte del reino a Mahomas, mancebo activo y arrojado, por sobrenombre e l Pequeno, por ser mas joven que Ismael, como que habia subido a l trono en su t i e r n a i n f a n c i a . 4 ! 42 Parece haber habido varios pretendientes, en efecto, pero no se conoce su identidad. Uno, conocido como " e l rey pequeno" o Muley Abdeli, Abdeli, o 'Abdu'llah Muhammed, s e r i a h i j o de Muhammed V I I I , que habia sido ejecutado en Salobrena en 1431, y por l o tanto t e n i a derecho de primogenitura. Seria Muhammed XI (segun l a cronologia de Gayangos Muhammed X y a Isma'il l e llama Muhammed XI) probablemente apoyado por l a antigua nobleza de Granada, que resurgia despues de una epoca de predominio de los jefes m i l i -tares. Su r i v a l , Isma'il, o Abu Nasr Sa'd, sobrino de Yusuf I I I y de Muhammed VII, l e mato y fue declarado rey en 1454. Las guerras c i v i l e s de los ultimos anos de Granada nacieron de l a amarga r i v a l i d a d entre estos dos pretendientes; las familias nobles se dividen en bandos i r r e c o n c i l i a b l e s . De este rey se sabe que nacio hacia 1399- Tenia por l o menos tres h i j o s de edadsmilitar. Su sucesor, Abu'l-Hasan'Ali, e l Muley Hacen de las cronicas castellanas, que Alonso de Palencia s i t u a junto a Enrique IV a l pr i n c i p i o del reinado de este, fue e l ultimo soberano de Granada que reino eficazmente, aunque a l p r i n c i p i o de su reinado era poco menos que prisionero del partido m i l i t a r . Destrono a su padre en lk6h y reino hasta 1482. Le sucedio su h i j o Muhammed X I I , "Boabdil"; hecho preso este por los cristianos en 1483, vnelve 43 a l a Alhambra Muley Hacen, que se habia refugiado en Malaga donde su hermano era gobernador. Ciego y enfermo, l e sucede su hermano Al-Zagal, que conocemos como Muhammed X I I I ; reino hasta 1485; volvio a reinar Boabdil hasta e l 2 de enero de 1492. Desde l a deposicion de Sa'd por Muley Hacen hasta e l f i n del reino de Granada, no cesan las luchas c i v i l e s que Perez de Hita ha inmortalizado en su novela h i s t o r i c a . E l rey depuesto, que tiene partidarios en Almeria, vive como rey en esta ciudad hasta su muerte a fines de 1465- De sus tres h i j o s , Abu'l-Hajjaj Yusuf fue enemigo de Abu'l Hasan hasta que murio en 1467. E l otro hermano, Muhammed Al-Zagal, se va a C a s t i l l a . Durante estos anos revive l a actividad c r i s t i a n a en l a frontera por parte de los fronteros, sobre todo del lado de Jaen donde gobierna Miguel Lucas de Iranzo. Pero estos fueron los anos de mayores luchas interiores en C a s t i l l a y una vez mas gozan los nazaries de un periodo de seguridad. Muley Hacen sabe aprovechar este periodo, aunque en 1468 Malaga se rebela contra e l . En 1469 Enrique IV ayuda a l goberandor de Malaga, un Abencerraje sublevado contra Muley Hacen. Fue este rey quien ordeno l a famosa matanza de Abencermajes. Una vez re-cobrada Malaga por e l rey, muchos de los Abencerrajes que lograron escapar van a C a s t i l l a y se ponen a l se r v i c i o del Duque kh de Medina Sidonia, o de l a casa de Aguilar o l a de Cabra. Se sabe que tomaron parte en l a ultima guerra de Granada del lado c r i s t i a n o . Cuando en 1482 Boabdil oeupa l a Alhambra, su padre, ya v i e j o y doliente, se refugia en Malaga, donde esta, su hermano Al-Zagal. A l ser hecho prisionero en Lucena en 1483 e l rey Chico, vuelve su padre a Granada. La reina madre, que era h i j a de Muhammed X, e l rey asesinado por Sa'd, padre de Muley Hacen, y que cuenta con l a l e a l t a d de algunas f a m i l i a s , entre e l l a s los Abencerrajes, se r e t i r a a Almeria donde esta, su h i j o menor, Yusuf. Ya ha empezado l a ultima guerra, y a pesar de v i c t o r i a s aisladas', los musulmanes comprendieron que era e l p r i n c i p i o del f i n . Terminadas las d i s -cordias en e l campo c r i s t i a n o , nada podia sa l v a r l e s , era cuestion de tiempo. E l estado de desesperanza tiene que haber i n f l u i d o en las luchas intestinas de Granada. Es sabido que los moros pre-ferian a los reyes que obtenian v i c t o r i a s contra los cri s t i a n o s . Se acerca e l periodo en que todas las noticias que llegan a.Granada nan de ser funestas y e n que l a ciudad, ya muy poblada, ha de r e c i b i r a los refugiados que dejaban las v i l l a s conquistadas por los Reyes Catolicos. En un estudio sobre l a economia del reino nazari granadino, Isabel Alvarez de Cienfuegos Campos presents e l dilema en que se encontraba Granada. Los campos, cultivados hasta los mas pequenos 45 rincones; los montes cultivados en terrazas; ganado, todo bien cuidado, muy trabajado, pero insuficiente para alimentar una poblacion que con cada conquista castellana se hace mas densa. La i n d u s t r i a florece: . . . ceramica, orfebreria, y, sobre todo, sus famosos tejidos de seda, unica contra-partida que l a economia granadina podia og;-poner: mercancias de l u j o , costosas y pura-mente suntuarias, de que se podia prescindir con mucha mas f a c i l i d a d que de los cereales o e l ganado que los granadinos tenian que ad-• q u i r i r en Castilla.42 Los reyes nazaries pagaron tributos o parias a los castellanos en tiempos de treguas, con algunas excepciones. Esto es causa de que se tengan que e x i g i r impuestos especiales del pueblo "que arrojan fuera l a prosperidad", y causan malestar. En tiempos en que se rompen las treguas, o se terminan, no hay que pagar parias pero se interrumpe e l comercio y en parte l a fabricacion de seda, l o que repercute en l a economia. A l hacerse l a paz hay que pagar parias, a veces tambien las atrasadas, t a l vez mas altas que antes, segun hubiera ido l a cuestion m i l i t a r . Hay sectores de l a poblacion que quieren guerra a toda ultranza contra los c r i s t i a n o s ; asx' se sirve a Allah y se pueden ganar ventajas materiales: cautivos, ganado, b o t i n , etc. Estos son los grandes senores, los m i l i t a r e s y los r e l i g i o s o s . En cambio los 1+6 pequeiios propietarios y los productores de seda y artesanos y co-raer.ciahtes prefieren paz y amistad con C a s t i l l a . Pero ambas partes estan dispuestas a cambiar de p o l i t i c a en cuanto les parezc<*.con-veniente; los reyes tratan de mantener un e q u i l i b r i o entre las dos facciones para no ser depuestos por una u otra. En lo:. exterior, e q u i l i b r i o entre C a s t i l l a y Magreb. D i f i c i l tarea l a de los reyes nazaries. Muley Hacen (1465-1482) t r a t a de sanear l a economia y consolidar l a posicion de Granada; pero acaba por fracasar. No logra hacer permanente l a situacion de no pagar parias, que se produjo en los ultimos anos del reinado de Enrique IV y primeros del reinado de los Reyes Catolicos. Para j u s t i f i c a r l a imposicion de nuevos impuestos, organizo su famoso de s f i l e m i l i t a r . A l Maqqari lo describe en d e t a l l e , y segun e l duro del 24 de marzo de 1478 a l 24 de a b r i l del mismo ano. Durante los ultimos dias del d e s f i l e hubo enormes d i l u v i o s , de modo que se s a l i o de madre e l Darro y las l l u v i a s arrastraban los arboles de las montanas: So f r i g h t f u l an inundation had never before been experienced i n the country, and the people naturally looked upon i t as the harbinger of the dreadful calamities which awaited the Moslems i n just chastisement for t h e i r perversity and t h e i r sins. 43 Fue e l ultimo alarde de l a c a b a l l e r i a que, ayudada por fuertes hi muros y profunda devocion r e l i g i o s a , habia sido l a p r i n c i p a l defensa de Granada durante 200 anos; pero s e r i a ineficaz ante l a a r t i l l e r i a de los Reyes Catolicos. La razon del fracaso de l a p o l i t i c a de Muley Hacen, que parece acertada, se ha atribuido a razones familiares romanticas. Pero probablemente fue algo mas serio y profundo. Las medidas r e s t r i c t i v a s impuestas por este rey fueron mal interpretadas y aumentaron e l descontento. Hernando de Baeza explica asi las medidas tomadas por Muley Hacen: . . . a causa de los muchos gastos, a s i de l a paga;de las gentes , como de otros gastos, tenia e l rrey necesidad, y acordo de proseguir l o que e l padre havia comencado en tornar a tomar las posesiones de l a corona Real que sus antecesores avian vendido. Y ansi fue que las tomo todas, que heran gran numero de posesiones, y muy valerosas de Renta; y rreclamando de esto los pueblos, diziendo que se les hazia grande agravio. . . .hh Los Reyes Catolicos por su parte preparan e l f i n del reino de Granada con medidas de guerra economica. Despues del cautiverio de Boabdil (1U83) exigen parias; prohiben l a venta de "mantenimien-itos.'cnii panos" a Granada. Ni siquiera para rescate de p r i s i o -neros se permite que;.;pasen a manos arabes las cosas mas necesarias. Esta es l a ultima etapa de las dificultades economicas con que Granada habia tenido que luchar desde su p r i n c i p i o . No podemos 48 dejar de admirar su laboriosidad pues solo gracias a l trabajo y a l ingenio logro mantener una economia que, en algunas epocas , llego a ser prospera. En realidad e l reinado de Muley Hacen en Granada es e l ultimo que puede propiamente llamarse t a l . Ni Boabdil, n i Al-Zagal, tuvieron ya l a oportunidad de tomar l a i n i c i a t i v a en p o l i t i c a i n t e r i o r o exterior. Sus reinados se limitaron a probar de defender las plazas que atacaban los cristianos y (salvo por algunas v i c t o r i a s notables como l a de l a Axarquia y l a defensa de Loja), i r replegandose en sus montes hasta l a t o t a l extincion del Reino de Granada. (c) La vida eh l a Frontera A l estudiar l a Esparia del s i g l o XV (permitaseme llamarla Espafia aunque todavia no l o era), vemos como C a s t i l l a , a pesar de luchas i n t e r i o r e s y reyes ineficaces, va aproximandose ine-exorablemente a l a conquista del ultimo reducto arabe en l a Peninsula y, por l a union personal con Aragon, a l dominio p o l i t i c o de l o que sera. Espana. Granada, por su parte, aunque logra triunfos aislados, ha llegado a su ocaso y nada puede ya volver atras l a marcha de acontecimientos que acabaran con l a 49 presencia musulmana en Europa. Durante este s i g l o , hasta 1482, l a f r o n t e r a permanece esta -c i o n a r i a s i se exceptua e l cambio ocasionado por l a toma de Antequera en 1410. En esta f r o n t e r a a b i e r t a v i v i a n los " f r o n t e r i z o s " , h a b i -tantes de pequefias v i l l a s f o r t i f i c a d a s y campesinos, que generalmente s a l i a n de d i a a l campo y se recogian por l a noche a l amparo de sus aldeas. Los p e l i g r o s de l a v i d a en l a f r o n t e r a no cesaban con l a s treguas. Como veremos, aun en estos tiempos de paz l a seguridad personal era siempre p r e c a r i a ; y en tiempos de h o s t i l i d a d e s no solo c o r r i a n e l riesgo de perder su v i d a o l i b e r t a d , sino tambien l a de todos sus f a m i l i a r e s . Sus casas, t i e r r a s y haberes estaban ex-puestas a l robo o l a destruccion. Estas circunstancias diferenciaban a l frontero de l o s hombres de C a s t i l l a , que iban a l a guerra dejando f a m i l i a y hogar seguros en l a retaguardia. Desde e l reinado de Fernando I I I (m. 1254), con raras ex-cepciones, . . . como l a campana de Antequera, l a intervencion del poder r e a l en l a s relaciones con Granada se habia limitado a pactar treguas, cobrar parias cuando los reyes granadinos pasaban por algun apuro y nombrar adelantados. A s i , todo e l peso de l a defensa de l a f r o n t e r a granadina recayo sobre las mismas t i e r r a s f r o n t e r i z a s , l a s Ordenes m i l i t a r e s , y algunos grandes senores, vecinos con e l moro . 4 5 50 La avanzada defensiva de cada reino estaba formada por pequefios c a s t i l l o s , atalayas f o r t i f i c a d a s y puertos secos con defensas. Los fronteros conocian bien e l terreno de su vecindad; sabian cuales puntos eran peligrosos, y conocian tambien las tacticas del enemigo, su organizacion defensiva y su capacidad ofensiva. Con frecuencia los dos bandos estaban separados por montafias de d i f i c i l paso; t i e r r a de nadie, que atravesaban grupos de aventureros, y a veces tropas organizadas, para matar y sobre todo robar; en tiempos de guerra y a veces en tiempos de treguas. Estas entradas en t i e r r a s de enemigo, no para conquistar sino para destruir y apoderarse de b o t i n , son l a c a r a c t e r i s t i c a dominante de l a vida en l a frontera, sobre todo para aquellos que v i v i a n en e l campo o en pequenas aldeas, s i n defensas solidas. En tiempo de guerra estas incursiones eran frecuentemente organizadas y dirig i d a s por los reyes; su p r i n c i p a l objeto era d e b i l i t a r a l enemigo, l o cual se llevaba a cabo por medio de talas e incendios; generalmente corrian los campos poco antes de l a recoleccion y arruinaban las cosechas, cortando y quemando. Talas de mayor envergadura eran aquellas en que se cortaban los arboles, olivos y vina principalmente, por l o que no se destruia l a cosecha de un afio sino l a de muchos. A ser posible, se quemaban y saqueaban los poblados. Se robaban los 51 ganados, y se tomaban prisioneras todas las personas que se encon-trasen indefensas, ya para canje de prisioneros, ya para obtener rescate, o para venderlos como esclavos. Asi pues l a entrada de un grupo enemigo a correr l a t i e r r a era e l peligro mas temido por los fronteros, arabes y cris t i a n o s . Un ejemplo de las consecuencias humanas de estas incursiones l o encontramos explicado, como de pasada, en las Relaciories de Hernando de Baeza, cuando habia de Isabel de S o l i s , l a "Romia" que fue luego de Muley Hacen: . . . sucedio que ciertos Almogavares moros quisieron entrar a saltear en l a t i e r r a de los c r i s t i a n o s , y e l adalid que los llevava era natural de aguilar, que es un lugar siete leguas de cordova; y acordo que un sabado en l a noche, porque otro dia domingo no salian las gentes a l trabaxo y e l campo es t a r i a seguro, de los poner cerca de una fuente de aguilar; e hizolo ansi; y saliendo ciertos ninos a dar agua a sus bestias, los captivaron, entre los quales tomaron una mocuela de diez, o doze anos, l a qual vendiendose con los otros ninos en Granada, l a tomaron en e l quinto que pertenescia a e l rrey, e l qual l a dio a su h i j a , y tenia e l cargo de barrer l a camara.4^ No se menciona l o que estos raptos significaban en terminos de sufrimiento humano. Esta nina alcanzo fama. iQue fue de los otros ninos que se vendieron? IY las familias que los perdieron? 52 Otro ejemplo de cr i s t i a n o robado que l l e g a a prosperar entre los arabes, es e l de Ridwan Bannigas que fue fundador de una poderosa f a m i l i a granadina, r i v a l de los Abencerrajes: Ridwan Bannigas era un cr i s t i a n o renegade Hijo del sefior de Luque don Egas Venegas, cayo cautivo de los musulmanes cuando tenia ocho anos de edad. Llevado a Granada sus aprehensores l o vendieron en e l mercado de esclavos a un noble caballero, Muhammad ibn ^ al-Mawl, e l cual descendia de i l u s t r e f a m i l i a granadina. . . . Muhammad ibn al-Mawl educo' a su esclavito en l a r e l i g i o n musulmana y le dio como propio e l nombre arabe de Ridwan que en l a Granada islamica tuvieron muchos rene-gados cristianos. Logro, ademas, que lleg a r a a ser un fervoroso creyente, que olvidase por completo a su f a m i l i a castellana y que s i n t i e r a sincero afecto por su patrono. . . . Aunque no consta, es l i c i t o sospechar que, como otros cristianos renegados hechos cautivos durante su ninez y educados en e l islamismo, Ridwan Bannigas pasaria a formar parte de l a guardia personal del monarca, compuesta casi exclusiva-mente por elches o renegados cr i s t i a n o s . ^7" Estos hicieron su fortuna entre los moros. Wo era esta l a suerte de l a mayor parte. Es otra vez Hernando de Baeza quien pinta este cuadro grafico: Mando [Muley Hacenll una vez juntar su gente, y hizo. una entrada hazia e l Reyno de Murcia y entro en dos lugares que dieen Ciega y V i l l a c a r r i l l o , y captivo todas las personas dellos, y metiolos por Granada atados en una cuerda, que pienso que serian mas de dos m i l entre hombres y mugeres, nihos y n i f i a s . . . . 53 Deride a pocos dias savido por e l rrey que l a v i l l a de Ciega se avia tornado a poblar, torno segunda vez a l i a , y cautibo todos los moradores, y quemo e l lugar. 4° En l a Cronica del Condestable D. Miguel Lucas de Iranzo se encuentran v a r i a s descripciones de entradas d e l Condestable en t i e r r a s de moros, en tiempos en que no habia treguas. Se d e t a l l a l a entrada por l o s lugares d e l l a s i e r r a de E l Cenete en verano de 1462 y supaso por t i e r r a s cercanas a Guadix: E a s i e l senor Condestable continuo su camino, f a s t a quel domingo por l a manana entro por l a s pnertas de l a gibdad de Jahen, con muchos moros y moras cativos, atados en cuerdas, y asaz ganados vacunos, cabrios e ovejunos, e grandes despojos, e muchas r i c a s "joyas y a l f a j a s . 4 9 "Como lam.fama demestasecosascpo.r^muchas.upartesaseetendiese y bolase se tendiese colase. .50 . . ."50 otros caballeros andaluces envian a rogar a Miguel Lucas que organice una entrada en t i e r r a s de moros en l a que tomaran parte, ademas de l Condestable, Pedro Giron, Maestre de Calatrava y Don Fadrique Manrique. Se l l e v o a cabo en octubre de 1462 en l a Vega de Granada: Ya l o s moros, por temor de l a s entradas pasadas aviendo por c i e r t a su t o t a l destruygion, segun e l miedo que deste senor avien congebido, y sabiendo que todo su deseo y deleyte era continuar y proseguir contra e l l o s l a guerra, despoblavan l a t i e r r a l i a n a , y desanparavan los lugares mal gercados, e recogianse a l a s fortalezas y a los lugares mas populosos, y dexavan perder las lavores del pan, y l a c r i a de los ganados, y l a administracion de sus heredamien-tos...-,. . . .51 Segun e l cronista de Miguel Lucas de Iranzo, Pedro de Escavias, alcalde de Andujarr; los danos que e l Condestable causaba en t i e r r a s moras fueron l a causa de l a matanza de Abencerrajes por parte de Muley Hacen. Hay otro aspecto t i p i c o de l a frontera: los casos en que, por enemistad entre caballeros c r i s t i a n o s , alguno se unia a los moros para causar danos a su enemigo. Recurro otra vez a l a narracion de Pedro de Escavias para presentar un episodio ocurrido en 1471, tiempo de luchas c i v i l e s para C a s t i l l a : Por las grandes discordias y enemistades que entre e l Conde de Cabra y don Alonso, senor de l a casa de Aguilar, se avian recresgido, dependientes de las guerras, gizanas e disen-^-x siones que don Juan Pacheco, marques de V i l l e n a , que ya era maestre de Santiago, e don Pedro Giron, maestre de Calatrava, su hermano, e otros perlados e cavalleros que con ellos se juntaron, senbraron en estos reynos, a l tiempo que contra e l rey nuestro senor tan desleal y malamente se levantaron y l e quitaron l a obediencia, segund mas largamente es ante desto contado, e l conde de Cabra y sus f i j o s , y Martin Alonso de Montemayor, y Enegas Venegas, no mirando n i temiendo a Dios nuestro senor n i a l peligro de sus animas, n i a sus onrras n i estados y famas, salvo por se 55 bengar los unos de los otros, con aquel odio mortal en que estaban encendidos, confederaronse con e l rey de Granada y con los moros enemigos de nuestra santa fe en muy grande y estrecha amistad, amigos de amigos y enemigos de enemigos. Y en esfuerco de l a dicha amistad e confedera-cion, e l re de Granada, con fas t a tres m i l l de cavallo y muy grande peonaje de moros, entro por t i e r r a de Alc a l a l a Real, que e l conde de Cabra t e n i a , y por cerca de Almorchon y de Alcabdete; y aun algunos moros entraron dentro, y de. a l i i se dice que llevaron guias. E pasaron a t i e r r a de l a orden de Calatrava.52 E l Condestable Miguel Lucas sale a perseguir a los moros, pero l a gente que debia acudir a ayudarle por ser de su comarca, no acudio, y, s i n fuerzas suficientes para atacar con e x i t o , tuvo que volverse a Jaen. Esta amistad entre caballeros fronterizos y los musulmanes crea un estado de temor aun mas agudo. E l Condestable, "despues de aver escripto a su alteza suplicandole diese algund remedio como aquella frontera no se perdiese . . .", dadas las caoticas circun-stancias por que atravesaba C a s t i l l a , decide e s c r i b i r a l Papa Sixto IV. Es una larga carta en l a que Miguel Lucas de Iranzo expone a su Santidad las dificultades por que ha pasado Jaen debido a las luchas c i v i l e s , en que e l y su ciudad fueron siempre leales a Enrique IV. Explica luego l a reciente entrada de los moros ayudados por senores cri s t i a n o s : Agora, muy bienaventurado Padre, que pensavamos descansar, ocurre otro mayor dario. Ca por algunas 56 diferengias entre los pringipales cavalleros de Cordova nasgidas, ligaronse con los moros e l conde de Cabra e Martin Alonso de Montemayor y sus aderentes; y dieronles entrada para en t i e r r a de cr i s t i a n o s . Y no sola una vez, y aun aquella a grand peligro de fartos logares que corrieron y robaron, mas otra y mucho peor que no fue l a primera; ca entraron, Santisimo Padre, los enemigos de l a cristiandad a es-fuergo de los mismos cr i s t i a n o s . Entraron, y en dia solepne, domingo veynte y nueve de setienbre, dia de Sant Miguel; y no como s o l i a n , fasta quatro o ginco leguas, unas entraron y fasta ocho o diez leguas. Y faciendo su camino por entre las mas fuertes, mas espesas y pob-ladas v i l l a s de toda l a frontera, que de ninguna dellas s a l i o quien, siquier como deviera, avisase a los t r i s t e s que se perdieron. Entraron, finalmente, donde nunca o casi nunca moros llegaron, quemaron dos lugares, rc4-baron las faciendas; que digo, robaron mas quemaron, que fue peor, mucha de l a gente, que por ser en domingo y ser en amanesgiendo los tomaron dentro en sus camas. Y t a l priesa e l fuego les dio, que quemo grand parte dellos. Y los t r i s t e s que escaparon, como salian fuyendo del fuego, cayan en las armas de los crudos y fieros moros, que con tanta ferogidad los regebian que les arrebatavan de los bragos los f i j o s , les arrestravan de los cabellos las f i j a s , las doncellas desonrravan, forgavan las casadas; o a l o menos maltrayan los padres ante los f i j o s , los f i j o s ante los padres, crudamente despedagavan, y todo en f i n l o vanavan de sangre de cristianos.5 3 Es imposible describir e l horror que estas incursiones suponian, de ambos lados, de manera mas dramatica que l o hace e l Condestable en su carta. 57 Tenemos pocas noticias detalladas de los casos de moros a l s e r v i c i o de cristianos. Algunos reyes, como Muley Hacen y Al-Zagal, pasan anos refugiados en l a corte castellana, pero eso no les impide luchar con todo esfuerzo contra los cristianos cuando pasan a ser reyes de Granada. Diferente es e l caso de los Abencerrajes, quienes, despues de l a matanza ordenada por Muley Hacen, sirven a l rey Fernando. Existian tambien moros tornadizos, que prestaron senalados servicios a los senores de l a frontera. Son especialmente dignos de mencion los moros tornadizos a l servicio del marques de Cadiz;,. Tambien los moros tenian a su s e r v i c i o c r i s t i a n o s renegados, conocidos bajo e l nombres de "elch.es". Las acciones de v i o l a c i o n de fronteras eran muy frecuentes y e l estado de inseguridad que creaban afectaba a los fronteros cristianos y arabes igualmente. Juan Torres Fontes , que ha dado a conocer muchos detalles de l a h i s t o r i a del reino de Murcia en l a Baja Edad Media, en su estudio sobre l a Regencia de Don Fernando e l de Antequera d e t a l l a las acciones fronterizas en e l sector este desde fines de octubre de 1407, en que e l Infante regresa a C a s t i l l a , despues de haber dejado dos m i l lanzas de su casa para ayudar a los andaluces a defender l a frontera, hasta e l 15 de a b r i l de 1408, en que se firmaron treguas por siete meses con Muhammed VII. Durante 58 este periodo son numerosos los encuentros, entradas, y s i t i o s de plazas, por ambas partes. Las incursiones de Muhammed VII, que incluyen l a destruccion de Bedmar, despertaron l a alarma en l a frontera castellana del sector este, especialmente en las v i l l a s cercanas a Baeza, desde Ubeda, Cazorla, Quesada y Torreperogil hasta Lorca. En e l sector este de l a frontera domino l a f a m i l i a Fajardo: Alonso Yanez Fajardo, Adelantado de Murcia, que muere en ikkk dejando a un h i j o de pocos anos, Pedro Fajardo, a quien Juan I I hizo merced del adelantamiento que habia disfrutado su padre. Un adelantado nirio, protegido por su madre Maria de Quesada, un primo ambicioso, Alfonso Fajardo, alcaide de Lorca, que codiciaba e l poder que conferia e l t i t u l o de Adelantado. Como resultado luchas intestinas en e l reino de Murcia, alianzas de Alfonso Fajardo con e l rey de Granada, Muhammed IX, e l Izquierdo. Los puestos fronterizos, apartados de l a corte del rey de C a s t i l l a , estaban dominados por seriores que ejercian gran poder. Pedro Fajardo en Murcia; los sucesivos adelantados del adelantamiento de Cazorla; e l alcayde de Lorca, Alonso Fajardo; e l de Jaen, Miguel Lucas de Iranzo, de quien dice Mosen Diego de Valera: " E l qual sienpre a los populares favorecia y en tanto sojuzgo aquella gibdad, que sus mandamientes mejor en e l l a eran obedecidos 59 que ningun rey,"54 En S e v i l l a , r i v a l i d a d entre e l duque de Medina Sidonia y e l marques de Cadiz. Estas reyertas se acabaran cuando un rey de caracter muy d i s t i n t o a l de los ultimos haga sentir su autoridad. Las entradas con sus t a l a s , quemas, robos y cautivos, en tiempos de guerra o de treguas, de las que tenemos numerosas n o t i c i a s , no eran l a unica c a r a c t e r i s t i c a peculiar a l a vida en l a frontera. Se daban con frecuencia en tiempos de paz l o que podriamos llamar entradas menores, gener.almente con e l f i n de robar ganado. Juan de Mata Carriazo, en un estudio de las Actas del Concejo de Jaen de 1479, dice: E l tema general de estas informaciones son los actos de v i o l e n c i a realizados por los moros en t i e r r a de c r i s t i a n o s , o por los cristia n o s en t i e r r a de moros, en toda una complicada secuen-c i a de reelamaciones, investigaciones sobre e l terreno, negociaciones y acuerdos de compensa-cion. Asi vemos como funcionaban dos instituciones especificamente fronterizas: l a de los Alhaqueques, bien conocida, aunque todavia no estudiada, y l a de los Fieles del Rastro, que ahora se nos revela por primera vez.55 E l cargo mas importante era e l de Juez de Frontera. Wo sabemos exactamente cuando empezaron a e x i s t i r ; aparecen mencionados ya en e l tratado de 1310 entre Fernando TV y e l rey de Granada Wasr. Juan de Mata Carriazo menciona a Alonso Fernandez de Cordoba, Senor de 60 Aguilar, como alcalde de l a frontera enJ.1405.-?t3 Luis Seco de Lucena explica que Yusuf I I I , en 1417, dispuso que dos graves personas dirimiesen como arbitradores en un incidente ocurrido en l a frontera de Jaen. Los designados fueron Diego Fernandez de Cordoba y Mohamed Hamdun, al-faqu? mayor de Granada. Es probable que estos fuesen los jueces de frontera en estos anos. E l tratado de tregua de 1424 d e t a i l a e l procedimiento a seguir: . . :. e l juez de frontera musulman tenia competencia para f a l l a r las querellas que los cristianos pudieran. formular contra los granadinos por i n -fracciones cometidas por estos a los tratados de treguas convenidos por ambas partes, durante l a vigencia de los mismos, en tanto que e l juez de frontera c r i s t i a n o conocia y f a l l a b a las querellas de los granadinos contra l a gente de C a s t i l l a , en identicas circunstancias y con semejantes atribuciones. . . •. no constituian una magistratura unica . . . sino que actuaban separadamente, cada uno con independencia del o t r o . 5 7 Los Alfaqueques negociaban l a l i b e r t a d de cautivos, de ambas partes. La cuestion de cautivos, canjes, negociaciones y repara-ciones, es un problema tipicamente fronterizo. Para l a investigacion y sancion de estos delitos se aplican normas jur i d i c a s tradicionales. Los Fieles del Rastro, u o f i c i o de r a s t r e r i a , eran llamados por e l perjudicado; acuden a l lugar del atropello, buscan las huellas de los violentadores y siguen e l rastro hasta l l e g a r a l 6i l i m i t e con otro concejo; convocan entonces a las autoridades y rastreros del otro concejo quienes siguen rastreando, y a s i ' hasta l l e g a r a l lugar donde se encuentra e l cautivo o l a cosa robada y los ladrones, que son apremiados para que l o devuelvan o hagan compensacion: A l o largo de las negociaciones nos salen m i l d e t a l l e s u t i l e s y sabrosos: e l trueque de cautivos, e l precio de un moro, l a indemnizacion por un moro muerto, e l reseate de un c r i s t i a n o , l a presencia de una cautiva c r i s t i a n a e n Granada y de negros entre los moros. 58 Desde febrero de 1482, con l a toma de Alhama, se i n i c i a l a ultima guerra de Granada y con e l l a un cambio en l a v i d a de l a frontera. Desde este momento no cesara e l estado de guerra, aunque los ataques de importancia se l l e v a n a cabo durante los meses de verano; en e l invierno los Reyes Catolicos regresan a t i e r r a s mas nortenas, para gobernar su reino y preparar l a campana del verano siguient-e. Pero en l a fr o n t e r a no cesan por completo l a s h o s t i l i d a d e s . Los caballeros f r o n t e r i z o s , singularmente Rodrigo Ponce de Leon, Marques de Cadiz, siguen haciendo incursiones y destruyendo torres fuertes y estrategicas, para f a c i l i t a r l a proxima campana. En este esfuerzo magno para acabar e l poderio moro en Espafia, hubieron de tomar parte todos los hombres capaces 62 de l a frontera. La fuerza de Granada era aun considerable; a pesar de los superiores recursos de los c r i s t i a n o s , tardaron estos diez anos en apoderarse del pequefio reino de Granada. Las plazas tuvieron que ser conquistadas una a una. Desde e l p r i n c i p i o de l a camparia e l rey Fernando siguio l a norma de dejar que saliesen con sus bienes los arabes de las v i l l a s que se rendian, y castigar duramente a aquellos que r e s i s t i a n y tenian que ser conquistados por asalto. Ejemplo de rendicion es Ronda: E l dia de Pascua, despues de bisperas, los moros demandaron seguro a l Rey para s a l i r a hablar con su alteza, y e l Rey s e l o mando dar. E salieron de l a ciudad e l a l g u a z i l Alhaquin, que es e l p r i n c i p a l d e l l a , e otros quatro moros, e asentaron con e l Rey de l e dar l a cibdad e l lunes siguiente e fazer l i b r e s mas de m i l captivos christianos que en e l l a estavan; e para seguridad desto, entregaron e l omenaje de l a f o r t a l e z a , e su alteza mando poner en e l gente. E l partido queael a l g u a z i l demando fue que porque e l e algunos parientes suyos no podrian yr a l reyno de Granada n i les s e r i a seguro, que su alteza l e hiciese merced de un lugar de moros en t i e r r a l i a n a , en sus reynos, en que e l y sus parientes pudiesen b i v i r y e l fuese e l p r i n c i p a l del lugar. E que los moros de l a cibdad que quisiesen yr <r allendeolosemaridaseepasaf esegiir.ameni efj :ealoss e que^quis-reseneyrea otf.os lugaressdelereynoade Granada los mandase poner en salvo en t i e r r a de moros, con todas sus haziendas que pudiesen l l e v a r . De l o qual todo a l Rey plogo, a quedo asi asentado.59 63 Estas condiciones de rendicion de plazas son corrientes durante toda l a guerra. Pero hay excepciones de plazas que se defienden hasta e l f i n . La mas notable es l a de Malaga. E l cerco y toma de esta plaza, l a segunda en importancia del reino de Granada, es un suceso decisivo en e l curso de l a guerra. Al perderla los musulmanes perdian su puente con A f r i c a ; t a l vez fue esta l a razon de que su defensa se llevase a cabo p r i n c i p a l -mente por los gomeres, guerreros africanos. Otro factor que intervino en l a r e s i s t e n c i a de Malaga fue l a presencia en esta ciudad de muchos cristianos renegados, "elches traidores", que temian e l castigo que s o l i a darse a los tornadizos. A causa de estos dos elementos no se r i n d i o Malaga, como deseaban sus mercaderes acomodados, sino que ofrecio una r e s i s t e n c i a encarnizada. Tuvieron que ser conquistados los arrabales uno a uno, con grandes perdidas de vida. E l cerco de Malaga duro desde e l 7 de mayo hasta e l 18 de agosto de ikQf, y es una de las partes de esta guerra que conocemos con mas detalle porque ha sido minuciosamente descrita por los cronistas, principalmente Hernando del Pulgar que se hallaba presente. Los tratos para l a capitulacion fueron largos y laborioses-el rey Fernando no quiso aceptar condiciones; los moros declaran que prefieren quemar l a ciudad y e l l o s dentro. Por 6h f i n se logra un acuerdo. Pero las condiciones de l a rendicion de Malaga fueron duras. Los musulmanes escribieron a Fernando pidiendo las mismas condiciones otorgadas a Ronda y otros lugares que se habian rendido: Sabido por algunos de l a hueste e l efecto desta carta, quisieran indinar a l Rey e a l a Reyna, para que mandasen que todos los moros fuesen puestos a c u c h i l l o , por las muertes e feridas que habian fecho en los christianos. . • . La respuesta del rey a los malaguenos: E l Rey: A l Concejo, e v i e j o s , e vecinos e moradores de l a cibdad de Malaga. V i vuestra carta, por l a qual me embiastes a facer saber que quereis entregar esta cibdad con todo l o que en e l l a esta, e que vos dexe i r vuestras personas l i b r e s do quisieredes. Si esta suplicacion ficierades a l tiempo que vos embie a requerir desde Velezmalaga, o luego despues que aqui asehte mi r e a l , paresciera que con voluntad de mi servicio vos moviades a e l l o , y entonces oviera placer de l o facer. Pero v i s t o que habeis esperado fasta l o postrimero de l o que os podeis detener, a mi servicio no cumple de vos r e c i b i r de otra manera, salvo dandoos a mi merced, como determinadamente vos l o enbie a decir con vuestros mensageros.60 No les queda otro recurso que entregarse incondicionalmente. Despues que fue entregada l a ciudad . . . e los christianos fueron d e l l a apoderados, e l Rey y l a Reyna mandaron 65 tomar todas las armas e a r t i l l e r i a , e mandaron que todos los moros e moras de l a cibdad saliesen de sus casas, y entrasen en dos grandes corrales que son en e l alcazaba. . . . ^ 1 Hernando del Pulgar describe e l l l a n t o de los moros por l a ruina de Malaga: Los moros e moras que desampararon sus casas, esperando l a muerte o e l captiverio eh las agenas, andando por las c a l l e s , torcian sus manos, e alzando sus ojos a l c i e l o decian: "Oh.,Malaga, cibdad nombrada e muy fermosa, como te desamparan tus naturales. iPudolos tu t i e r r a c r i a r en l a v i d a , e no los pudo cobijar en l a muerte? £Do esta. l a fermosura de tus torres ? No pudo l a grandeza de tus muros defender sus moradores, porque tienen ayrado su criador. iQue faran tus viejos e tus matronas? iQue faran las doncellas criadas en senorio delicado, cuando se vieren en dura servidumbre? iPodran por ventura los c h r i s i -t°i-ano:s tus enemigos arrancar los ninos de los brazos de sus madres, apartar los f i j o s de sus padres, los maridos de sus mujeres, s i n que derramen lagrimas?" Estas palabras e otras decian con e l dolor que sentian con ver como perdian su t i e r r a e su libertad . 6 2 Toda l a ciudad cautiva, di v i d i d a en tres l o t e s ; uno es enviado a A f r i c a para redimir los cristianos cautivos ; todos los cristianos que tenian familiares en aquellas partes debian hacerlo i n s c r i b i r en una l i s t a para que fueran rescatados. La 66 segunda parte fue repartida entre los caballeros, capitanes, hijosdalgo, segun los servicios prestados. La tercera parte se vendio para compensar en parte los gastos del cerco. Aparte de esto se habian enviado cien gomeres a l Papa, y doncellas a l a reina de Napoles y l a reina de Portugal, mas otras a las damas de l a Reina. Malaga habian pertenecido a los moros setecientos x, setenta anos. Despues de su conquista no quedo n i un moro. Por ultimo, mencionemos como t i p i c o de l a frontera los repartimientos. Hemos v i s t o como, durante l a ultima guerra, a l entregarse una v i l l a s a l i a n todos los musulmanes; aunque en muchos casos podian establecerse donde quisieran, y se les respetaba su r e l i g i o n y costumbres, sus pueblos y ciudades quedaban desiertos. No a s i los campesinos que en muchos casos se quedaban para seguir cuidando l a t i e r r a . Los reyes nombraban un repartidor, o varios, que hacian recuento de todas las casas de l a ciudad y de sus arrabales; se informaban de los terminos y l i m i t e s , de t i e r r a s incultas y t i e r r a s de labor, huertas, virias, o l i v a r e s , etc. y hacian medir todas las t i e r r a s . Una vez terminado e l inventario, se procedia a r e p a r t i r las casas, t i e r r a s y heredades, entre los que se avecindasen, dandoles carta de donacion que equivalia a t i t u l o de propiedad. Tambien entraban en e l reparto las industrial 61 y comercios que habian tenido que abandonar los musulmanes. E l largo periodo de frontera abierta, pero estacionaria, con los peligros que suponia para arabes y c r i s t i a n o s , creo una forma de vida peculiar, que no tenia nada en comun con l a vida de l a C a s t i l l a de retaguardia, y produjo una actitud ante las vi c i s i t u d e s de su situacion que se r e f l e j a en i :los, Romances Fronterizos, f i e l e s exponentes del sentir de los fronteros. 68 CAPITULO I I E l Romancero . La epopeya castellana . . . h a l l o en e l suelo de C a s t i l l a , de Espana toda, t i e r r a en extremo f e r t i l y "bien preparada para r e c i b i r l a y desa-^ r r o l l a r l a ; tanto que a l agotarse y morir en su forma primera de cantares extensos , transmigro a un nuevo genero, exuberante de vida propia, e l genero de los romances.1 Los numerosos c r i t i c o s extranjeros que han escrito sobre e l Romancero llaman a los romances baladas y las comparan a las del resto de Europa. En efecto, este genero de narracion cantada f l o r e c i o por casi toda Europa en los siglos XIV y XV. No parece que se haya llegado a un acuerdo perfecto de los que es una "ballad". Colin Smith, en su obra Spanish Ballads, dice que, mas bien que un genero claramente definido, las baladas son todo un tipo y tra d i c i o n de l i t e r a t u r a , que alcanza desde l a l i r i c a y e l canto f o l k l o r i c o sentimental hasta l a epica. Tienen un arraigo profundo en las leyendas populares y sus temas son, en muchos casos, internacionales, o sea que muchas leyendas de origen remoto no son exclusivas, n i siquiera oriundas, de un pais, sino que son parte del fondo f o l k l o r i c o de muchos. Los elementos comunes de las 69 baladas de los distintos paises serian, ademas de l a exposicion de leyendas o acontecimientos historicos a veces adornados por l a imaginacion, e l hecho de que son en realidad cantos de cadencia monotona, en que las palabras son de mayor importancia que l a musica, y e l que son esencialmente anonimos. W.P. Ker dice que es "a l y r i c a l narrative, not of the ambitious kind, but simple, and adapted for simple audiences and for o r a l t r a d i t i o n , from one generation to a n o t h e r . S e g u n Entwistle,(siguiendo l a definicion dada por e l Diccionario de Oxford, las define como "a simple, s p i r i t e d poem i n short stanzas, narrating some popular story."3 La "ballad" seria un poema narrativo t r a d i c i o n a l cantado en las reuniones del pueblo. SQue debe entenderse por pueblo? En este caso, y a pesar de l a opinion de San t i l l a n a , no se reducia a las gentes 'de baja y r u i n condicion'. Wo cabe duda que eran del gusto de estas, pero tambien deleitaban a Enrique IV y a los Reyes Catolicos, y sus cortes, en Espana; a l a reina Sofia de Dinamarca y a l Zar Ivan e l Terrible. Dice Colin Smith: "The ballad i s for a l l , and reminds us that the common denominator of taste need not be a low one. The ballad manner i s deceptively simple . . . ."4 TO E l romance o "ballad" pasa a ser propiedad comun, como los cuentos y leyendas. E l es c r i t o r no tiene derechos de autor y l a balada solo existe gracias a las sucesivas recitaciones; de aqui l a gran influencia del recitador en l a aceptacion por parte del publico. Una vez lanzado, e l romance es propiedad de todos. Se re f i e r e generalmente a heroes lo c a l e s , escaramuzas y acontecimientos de valor puramente episodico dentro de l a h i s t o r i a de un pais: "Even a national movement, such as the Conquest of Granada, i s broken up by ballad poets into disconnected episodes of personal and l o c a l interest."5 Como l a epica, e l romance va d i r i g i d o a oyentes, no a lectores. Cuando se imprime encuentra un cie r t o nucleo de lectores, pero queda fijado y empieza a perder su c a r a c t e r i s t i c a de l i t e r a t u r a t r a d i c i o n a l . Segun Entwistle este s e r i a e l p r i n c i p i o del f i n de los romances. Ker analiza los origenes de las baladas. Las describe como narraciones l i r i c a s escritas en un e s t i l o s i n pretensiones adaptado a un publico s e n c i l l o y destinadas a ser recitadas y asi perpetuadas por transmision o r a l de una generacion a otra. Hay otros modos de preservar l a narrativa popular, como por ejemplo las leyendas en prosa. En general estima que las baladas son versiones independientes de hechos conocidos y t a l vez es c r i t o s , asi es que habrian tornado 71 algunos temas de l i b r o s , algunos de hablas de v i e j a s , pero desa-rrollandolos con un e s t i l o propio o r i g i n a l . A l estudiar las clases sociales que gozaban de este tipo de l i t e r a t u r a l l e g a a l a conclusion de que no eran "neither courtly nor boorish", sobre todo en cuanto se r e f i e r e a las baladas danesas y los romances esparioles. Es interesante su opinion sobre los origenes de l a balada europea, y en especial del romance espanol: Are the ballads to be regarded h i s t o r i c a l l y as independent of the other kinds of narrative l i t e r a t u r e ? Or are we to accept the theory stated by Mr. Courthope and very generally supported i n t h i s country that the ballads are derived from older narrative poems, or ( i t may be) from narrative prose? This theory has been proven for the C a s t i l i a n romances or the chief of them. Explica a continuacion las teorias de Menendez P i d a l , ya enunciadas por M i l a y Fontanals, de l a fragmentacion de gestas cuyos originales en su mayor parte perdidos, se pueden trazar en cronicas: The C a s t i l i a n ballads, i t should be remembered, are minstrelsy, chanted by t r a v e l l i n g jongleurs; they are not choral ballads; they belong to a different order from the songs of King Denis. They have many of the q u a l i t i e s of ballad poetry as i t i s found i n other countries, but they are generally more strong by narrative .• . . They have something of the nature of epic, and even i f evidence were wanting i t would be plausible to suppose them fragments of an e a r l i e r epic world." 72 Esta explicacion no puede aplicarse a los romances fronterizos, tema de este estudio. Los romances fronterizos cantan episodios de l a guerra contra e l moro en los ultimos tiempos de l a Reconquista; son casi todos del s i g l o XV y, probablemente, iban componiendose a l paso que avanzaba l a h i s t o r i a . No hay poemas epicos que narren estos hechos. Pero s i hay cronicas. Mas adelante estudiaremos l a p o s i b i l i d a d de que estos romances, o algunos de e l l o s , deriven de las cronicas, o estas de aquellos. Pero s i puede aplicarseles su v i s i o n de los atributos de las baladas: " . . . l i v e l i n e s s of con-ception and. v i s i o n , keeping hold of essentials, keeping a d e f i n i t e aim. . . . " 7 Pero aqui debo limitarme a l Romancero, las llamadas "baladas espanolas". En primer lugar dejemos sentado que en Espana estos cantos se llaman romances; veamos ahora e l origen de este nombre: La palabra romance en su sentido primario s i g n i f i c o "lengua vulgar" a diferencia de l a t i n , acepcion que perdura hasta hoy; pero ademas tuvo desde l a Edad Media en e l campo l i t e r a r i o un sentido vago, designando com-posiciones varias redactadas en lengua comun, no en e l l a t i n de los clerigos. En los siglos XIII y XIV nos encontramos l a voz, ora con sentido l i t e r a r i o general, indeterminado, ora dedicada particularmente a composiciones de muy diverso caracter. . . . Berceo a p l i c a esta denominacion a sus obras: " e l romance es cumplido", dice a l acabar e l 73 S a c r i f i c i o de l a Misa hacia 1240; "este romance" llama a los Loores de l a Virgen. . . . Igual nombre da e l Arcipreste de Hita a su Libro de  Euen Amor cuyos manuscritos que se conservan son de 1330 y 1343: "escuchad e l romance" (copla 14), "fue compuesto e l romance" (copla 1634); se aplica aqui e l nombre "romance" a un poema miscelaneo, con unos trozos narrativos, otros doctrinales, otros entreverados de can-ciones l i r i c a s ; y en l a copla 904 se llama tambien particularmente "romance" a l a fabula del leon y e l burro.8 La primera s i g n i f i c a c i o n de l a palabra "romance" como descrip-cion de un genero l i t e r a r i o , y no un habia, debe haber sido s e n c i l l a -mente "cuento", o "narracion", aunque en lengua vernacula. En e l Libro de Apbloriio leemos: En e l nombre de Dios e de Santa Maria, s i e l l o s me guiassen, estudiar querria, conponer hun romance de nueva maestria del buen rey Apolonio e de su cortesia . 9 Es esta una obra de Mester de Clerecia, e s c r i t a en versos alejan-drinos. La forma no es l o que luego se conocio como "romance". Pero e l asunto es una narracion de aventuras. A l hablar de los "romances" en su Proemio, Santillana no los condena, como suele creerse. Dice: "infimos son aquellos que sin ningun orden, regla nin cuento facen estos romances e cantares, de que las gentes de baxa e s e r v i l condicion se alegran. . Los infimos son quienes los escriben, aunque implica Santillana que 74 solo placen a l a gente de baja condicion. Por su parte Juan de Mena s i t u a a l romance en una posicion muy d i s t i n t a . En l a Coronacion, dedicada a l mismo Iriigo Lopez de Mendoza, dice: Dentre las ramas mas bellas daquel selvatico seno, salieron quatro donzellas mas claras que las e s t r e l l a s con e l nocturno sereno, las quales cantando en ante e l ROMANCE de Atlante, circundaron su persona, e l e dieron l a corona sobre todas i l l u s t r a n t e . H En un estudio sobre este tema Ludwig Pfandl presenta l a evolucion del vocablo "romance" de manera organizada y clara. Dice que romance son las "linguae latinae f i l i a e " , o l a de una sola de sus h i j a s . A l mismo tiempo encierra l a palabra "romance" desde su origen e l sentido de habia del pueblo, en contraposicion a l l a t i n , que era instrumento del gobierno, l a l i t u r g i a y l a sabiduria. A principios del s i g l o XIII dice Gonzalo de Berceo: Quiero fer l a pasion del Senor Sant Laurent en romanz, que l a pueda saber toda l a gent. . . . Del uso que Berceo hace repetidamente de l a palabra se deduce que ya entonces tenia esta un sentido doble: no solo lengua vulgar, sino tambien cuento, narracion. 75 En e l l i b r o de las Siete Partidas de Alfonso X, escrito entre 1252 y 1284, se menciona entre l o que debe hacer un rey " l a lectura de los romances et de otros l i b r o s que fablan de aquellas cosas, de que los homes reciben a l e g r i a et placer." (Partida 2a, ley 20, t i t u l o 5)• Cuando empezaban ya a designarse los cantos epico-populares bajo e l nombre de "romances", continuaba e l vocablo designando l a lengua vulgar y los escritos que contaban h i s t o r i a s y acontecimiento E l paso a su s i g n i f i c a c i o n t a r d i a no fue rapido n i sucedio de manera tajante: durante muchos anos s i r v i o esta palabra para des c r i b i r los varios conceptos expuestos. Desde alrededor de 1450 tiene l a palabra e l significado que se l e atribuye mas frecuentemente: e l de narracion versificada que corresponde, hablando en terminos generales, a l a balada popular europea. Para resumir digamos que durante l a Edad Media e l significado de l a palabra todavia no ha c r i s t a l i z a d o , es algo inseguro. Su desarrollo semantico presenta segun se ha dicho las siguientes fases: (1) lengua romana que nace del l a t i n ; (2) lengua espanola, nacida del l a t i n ; (•3) narraciones, ya sean en verso o en prosa, en lengua 76 espafiola; {k) Romance, como genero l i t e r a r i o . A l p r i n c i p i o de l a llamada edad moderna, a l quedar f i j a d o e l idioma gracias a l a introduceion de l a imprenta, l a palabra "romance" c r i s t a l i z a en su significado d e f i n i t i v o . La etapa 3a. se consolida por l a in f l u e n c i a de l a ha., que domina. La 2a. anula, o es con-tinuacion, de l a l a . , y es v a l i d a en todo tiempo. Como significado d e f i n i t i v o nos quedan las etapas 2a. y ha., ambas ramas de l a r a i z semantica que s e r i a " l a t i n vulgar". Y es asi como e l campo semantico del vocablo "romance" a l pasar del tiempo no ha disminuido sino.que se ha ampliado.-'-^ Los poemas que forman e l Romancero son narraciones; esta s e r i a l a razon de que se les diera e l nombre de romances: narraciones en lengua vulgar, no l a t i n a . Seriannal p r i n c i p i o versos de diez y seis s i l a b a s , con cesura muy sefialada, que, por su ritmo, i g u a l sonaban a l oido como dos versos de ocho silabas. No puede f i j a r s e una fecha exacta para esta evolucion; solo sabemos que debio ser anterior a 1492 en que Nebrija ya acepta e l romance como poema de versos octosilabos. Las gestas epicas se apropian e l nombre de romance. La  Primera Cronica General, acabada hacia 1289, explica a l r e f e r i r s e 77 a cantares de gesta: " . . . dize aqui en e l castellano l a e s t o r i a del romanz d e l l Infant Garcia. . . . " Sugiere Menendez P i d a l que pudiera ser novedad del s i g l o XIII porque e l Poema de Mio Cid, del X I I , se da e l nombre de "gesta" y de "cantar": ". . . mientras a su copia de 1307 se l e aiiadio un e x p l i c i t en que e l poema es designado con e l nombre romance: 'El romanz es l e i d o , datnos e l vino.'"13 Durante e l s i g l o XV l a palabra se emplea para des c r i b i r las breves canciones e p i c o - l i r i c a s , fragmentos o pseudo-fragmentos de gestas. A principios de s i g l o se aplicaba todavia en sentido general a las obras escritas en lengua vulgar en verso o prosa. Pero ya en l a segunda mitad del s i g l o se reserva l a denominacion de romance a un genero par t i c u l a r de canciones: las octosilabicas monorrimas asonantes en los versos pares. Menendez Pi d a l c i t a varias ex-cepciones en que se da este nombre a poesias de otros metros, pero advierte que estos casos son muy raros. Una de las caracteristicas que distinguen los romances de las baladas de otros paises es, en efecto, su forma. -En pocos paises es l a forma de las baladas precisa e invariable. En e l romance castellano l l e g a a ser una forma metrica r i g i d a , que se impone y alcanza t a l popularidad que es todavia empleada en nuestros dias. A l estudiar los romances viejos "we f i n d that the basic format i s an i n d e f i n i t e number of sixteen-syliable verses, divided 78 into hemistichs of eight syllables each: rhyming assonantally without strophic division."-'- 4 En un apendice a su l i b r o , Foster estudia en gran detalle l a metrica y l a importancia de l a unidad s i l a b i c a en l a poesia romance. En general se acepta e l punto de v i s t a de que l a forma metrica del Romancero es de versos de diez y seis silabas con asonancia monorrima. Gaston Paris asegura que los romances tienen forma y e s t i l o iguales a los de los cantares de gesta. Pio Rajna, entre otras objeciones a esta t e o r i a hace notar que los versos de los cantares de gesta tenian desigual numero de silabas, mientras que los romances, segun Nebrija, tenian medida regular. Menendez P i d a l presenta numerosos ejemplos para demostrar que eh los siglos XII y X I I I , en l a gran variedad metrica de los cantares, predominan los hemistiquios de siete silabas sobre los de ocho, y los de seis sobre los de nueve. Desde fines del s i g l o XIII se nota e l avance del octosilabo que se emplea con preferencia a l heptasilabo predominante en las gestas del XII. E l progreso del hemistiquio octosilabo se observa mas claramente en las obras de c l e r e c i a , queeusan verso regular; a s i como en l a primera mitad del s i g l o XIII se usa solamente e l alejandrino en dos hemistiquios heptasilabos, hacia 1270 l a H i s t o r i a Troyana polimetrica tiene mas 79 de m i l hemistiquios octosilabos y solo ciento ochenta heptasilabos: En e l si g l o XIV e l mismo verso de l a cuaderna v i a se contamina con octosilabos, echando a un lado l a exactitud metrica: en e l Buen Amor del Arcipreste de Hita (1330-1343) los versos alejandrinos admiten hasta una quinta parte de hemistiquios de ocho silahas y mezcla semejante ocurre eh E l Rimado de Palacio (1385-1404). En f i n , ya en e l si g l o XV los metros cortos de l a poesia cortesana son e l octosilabo en muy primer lugar y e l hexasilabo en segundo termino; e l heptasilabo ha caido en completo desuso, l o mismo como metro corto que como alejandrino.15 Los romances no parece que hayan constado exclusivamente. desde un p r i n c i p i o de ocho silabas (o dos hemistiquios iguales de ocho silabas). Volviendo a l famoso Proemio de Santi l l a n a , observemos que acusa a los romancistas de hacer romances y cantares " s i n ningun orden, regla, nin cuento." Segun Menendez P i d a l seguirian l a misma trayectoria del resto de l a poesia hispana, o sea que con e l pasar del tiempo va precisandose l a preferencia por e l verso de ocho silabas; los romances, a l ser su origen de fecha mas moderna, contienen desde un p r i n c i p i o una mayoria de octosilabos. Las irregular!dades metricas de los romances serian menos en los manu-scritos y los impresos, 11. . . pero las mas antiguas versiones orales del s i g l o XV, s i n duda, tendrian mucha mayor vacilacion metrica, como l a tienen todavia las versiones que hoy se recogen. 80 E s t a v a c i l a c i o n s e r i a comun a l a s canciones e p i c o - l i r i c a s de todos l o s p a i s e s . Queda l a cu e s t i o n de s i l o s romances fueron e s c r i t o s en versos de ocho s i l a b a s (con excepciones, como hemos v i s t o ) o de diez y s e i s , en dos hem i s t i q u i o s de ocho. La opinion g e n e r a l , desde Juan d e l Encina en 1496, es que se e s c r i b i e r o n en l i n e a s de ocho s i l a b a s ; s i n embargo Webrija en su Gramatica de 1492 ( l i b r o I I c. 8) presenta como i n d i s c u t i b l e l a opinion c o n t r a r i a : E l tetrametro iambico que llaman l o s l a t i n o s o c t o n a rio y nuestros poetas p i e de romance, t i e n e regularmente d i e z y s e i s s i l a b a s ; y llamaronlo tetrametro porque t i e n e cuatro a s i e n t o s , o c t o nario porque t i e n e ocho p i e s , como en este romance antiguo: Digas t u , e l ermitano, que hazes l a santa v i d a aquel c i e r v o d e l p i e bianco donde haze su m a n i d a . ^ Sea c u a l fuere su verdadera forma p r i m i t i v a , con e l tiempo, y t a l vez por razon de conveniencia de l o s copiadores, l o s romances se divul g a r o n en versos c o r t o s , y esta quedo como su forma u n i c a . C o l i n Smith presenta e l romance como poesia de versos de ocho s i l a b a s , y hace notar que este metro es t a n c a r a c t e r i s t i c o de l a s formas e s t r o f i c a s espanolas, y tan antiguo, que ya se encuentra en l a l i r i c a mozarabe d e l s i g l o X I . Pero, comenta: I t i s of course p o s s i b l e t o p r i n t the b a l l a d s i n long l i n e s of s i x t e e n s y l l a b l e s , t r e a t i n g each o c t o s y l l a b l e as no more than 81 a hemistich or h a l f - l i n e , and allowing the assonance to f a l l at the end of every l i n e . Such a method of pr i n t i n g i s i n fact i n better accord with the metrical origins of the ballad form and a useful reminder of those origins. 1 8 En cuanto a l a estructura y e s t i l o de los romances, no cabe duda que son obras poeticas de merito, obra de profesionales; arte especial que, no por casualidad, atrajo l a a f i c i o n de muchas generaciones a-traves de los sig l o s . Fuera cual fuese su origen, no cabe duda que "los romances viejos debieron y siguen debiendo su encanto propio, su fuerza i r r e s i s t i b l e , a l hecho de haber sido, en un p r i n c i p i o , e l des-cubrimiento de t i e r r a s poeticas nuevas."19 Por l o general son poemas cortos que tratan de un episodio; arrancan presentando a l l e c t o r e l nudo de una situacion que ya esta en progreso: En Santa Gadea de Burgos do juran los hijosdalgo, a l i i l e toma l a jura e l Cid a l rey castellano. Otra c a r a c t e r i s t i c a es l a terminacion brusca, e l "truncamient que a l dejar l a narracion sin un f i n a l preciso, contribuye poderosa mente a su dramatismo; 82 In a l l cases the endings have a great i n s t i n c t for understatement, of knowing when not to explain or i n s i s t , of 'saber c a l l a r a tiempo' i n Menendez Pidal's phrase. The brevity and economy of narration i s , i t might be sa i d , less a poetic device than an outlook on l i f e , that of an austere people with a taste for the dramatic.20 E l romance suele ser conciso; de narracion s e n c i l l a , que expresa l o que se propone exponer, circunstancias o hechos, s i n f i l o s o f a r sobre los motivos n i analizar las emociones que presenta. Otro aspecto de algunas baladas que les presta gran fuerza es e l dialogo directo. Frecuentemente empiezan con una invocacion de un personaje a otro: "Guarte, guarte, rey don Sancho . . . " "Afuera, afuera, Rodrigo . . ." "Buen conde Fernan Gonzalez . . . " "Moricos, los mis moricos . . . " "Reduaii bien se te acuerda . . . " "Abenamar, Abenamar . . . " "Alora l a bien cercada.. . ." "Durandarte, Durandarte . . . " "Gerineldos, Gerineldos . . . " "Fontefrida, Fontefrida . . . " etc. 83 U n a c a r a c t e r i s t i c a d e s u m a i m p o r t a n c i a e n e l r o m a n c e r o e s s u f r a g m e n t a r i s m o q u e e x p l i c a r i a e l o r i g e n d e m u c h o s : D e s d e l a s e g u n d a m i t a d d e l s i g l o X I V , l o m i s m o e n F r a n c i a q u e e n E s p a n a , l a s i n v e n c i o n e s y r e f u n d i c i o n e s d e l o s p o e m a s e p i c o s d e c a i a n n o t a b l e m e n t e ; l o s j u g l a r e s o c a n t o r e s d e p r o -f e s i o n v a n o l v i d a n d o l o s . P e r o m i e n t r a s e n F r a n c i a e l o l v i d o f u e c o m p l e t o , e n E s p a n a e l p u e b l o r e c o r d o p e r s i s t e n t e m e n t e m u c h o s d e l o s f r a g m e n t o s m a s f a m o s o s y l o s c a n t o s a i s l a d o s . . . L a m a y o r p a r t e d e l a s v e c e s e l f r a g m e n t o e p i c o n o q u e d a a s i i n t a c t o . A l s e r a r r a n c a d o d e s u c e n t r o d e g r a v i t a c i o n , t i e n d e a o l v i d a r l o s a n t e c e d e n t e s y c o n s i g u i e n t e s q u e t e n i a e n l a a c c i o n t o t a l d e l p o e m a , t i e n d e a t o m a r v i d a i n d e p e n d i e n t e . . . •. Y n o p e r d u r a r o n e n e l R o m a n c e r o t a n s o l o l o s h e r o e s n a c i o n a l e s . L a e p o p e y a e s p a n o l a c a n t o t a m b i e n a C a r l o m a g n o y . . . s e c o n s e r v a n e n e l R o m a n c e r o m u l t i t u d d e e p i s o d i o s c a r o l i n g i o s . . . . E l i n m e d i a t o y f u e r t e e n t r o n q u e c o n l a s g e s t a s h e r o i c a s m e d i e v a l e s e s e l c a r a c t e r m a s d i s t i n t i v o d e l R o m a n c e r o , y a q u e t a l e n t r o n q u e n o s e d a , o s e d a a p e n a s , e n l a c a n c i o n n a r r a -t i v a t r a d i c i o n a l d e l o s o t r o s p u e b l o s . 2 1 A n t e s d e h a b l a r m a s d e l f r a g m e n t a r i s m o d e l r o m a n c e e s p a f i o l ' h e m o s d e m e n c i o n a r l o s d i s t i n t o s g r u p o s d e r o m a n c e s e n q u e u s u a l -m e n t e s e d i v i d e e l R o m a n c e r o , y a q u e a q u e l n o e s c o m u n a t o d o s l o s g r u p o s . N o e s f a c i l p r e s e n t a r u n a c l a s i f i c a c i o n p u e s s e h a n e s t a b l e -c i d o v a r i a s . U n a d i s t i n g u e e n t r e v i e j o s o p o p u l a r e s y a r t i s t i c o s o n u e v o s . O t r a d i v i d e l o s v i e j o s e n t r a d i c i o n a l e s y j u g l a r e s c o s . 2 2 Qk Por e l asunto que tratan, se dividen en: ( l ) historicos (con muchas subdivisiones); ( 2 ) del c i c l o Carolingio; ( 3 ) del c i c l o Breton; (k) novelescos. ( l ) Los mas caracteristicamente espanoles son los romances  hi s t o r i c o s . Estos son los que derivan de las viejas canciones de gesta, excepto e l grupo de los romances fronterizos. Debemos sub-d i v i d i r l o s entre los que se refieren a l a h i s t o r i a de C a s t i l l a ; los del heroe leones Bernardo del Carpio, y los fronterizos. Se agrupan en series sobre un tema. Siguiendo una cronologia h i s t o r i c a , no l i t e r a r i a , serian: (a) e l c i c l o de los romances del rey Don Rodrigo y l a perdida de Esparia. Aunque basados en un hecho h i s t o r i c o bien conocido, los romances propiamente dichos narran leyendas, algunas de origen arabe, que explican l a conquista de Esparia por los arabes. Nos ha llegado gran profusion de romances del rey Rodrigo; en el l o s predomina l a leyenda sobre los datos h i s t o r i c o s . Bien es verdad que, aparte de l a derrota que sufrio junto a l Guadalete, no tenemos noticias sobre los acontecimientos que siguieron inmediatamente a l a perdida de Esparia. La imagina-cion de los poetas se inspiro principalmente en e l tema de los amores de l a Cava y Rodrigo. Los romances de este c i c l o datan de diversas fechas, probablemente de mitad del XV a mitad del XVI. 85 (b) Los romances de Bernardo del Carpio, probablemente del s i g l o XVI, se refieren a l unico heroe totalmente legendario de l a epica espanola. Responde a un doble aspecto de subdito ofendido con su rey y tambien de campeon de l a independencia nacional contra e l emperador de los francos. Se inventa para oponerlo a Roldan, quien es presentado en l a Chanson de Roland como e l libertador de Espana contra los moros. Ya se conocia esta leyenda en e l s i g l o X I I I ; se encuentra en las cronicas del Tudense y en las del Toledano. Tambien se encuentra en l a Cronica General. Aunque e l heroe Bernardo del Carpio es un personaje legendario, este c i c l o de romances presenta fielmente un momento h i s t o r i c o autentico. La mayor parte de los romances de este c i c l o estan incluidos en e l Cancionero de Romances de 1550. (c) E l c i c l o de romances del conde Fernan Gonzalez-, figura h i s t o r i c a ligada a l a independencia de C a s t i l l a . Las primeras notici a s referentes a su vida proceden de Lucas de Tuy y de Rodrigo de Toledo, que vivieron en e l s i g l o XIII bajo l a hegemonia castellana. La Cronica General recoge estas noticias de tendencia francamente antileonesa. Las primeras cronicas que se hacen eco de l a leyenda son l a Najerense y l a del Toledano. Existe un poema erudito del Mester de Clerecia sobre este heroe castellano, escrito hacia 1250 por un monje del 86 monasterio de San Pedro de Arlanza. Se cree que hubo un cantar de gesta, perdido, de Fernan Gonzalez que en parte se h a l l a r i a pro-sifica d o en l a cronica de 1344. La leyenda del azor y e l caballo cuyo precio, a l doblar cada d i a , l l e g a a ascender a sumas que no puede pagar e l rey, e x p l i c a r i a l a independencia de C a s t i l l a como pago de esta deuda. Los principales romances de este c i c l o se hallan en e l cancionero de 1550. Serian de fines del XV o principios del XVI. (d) Los romances de los Siete Infantes de Lara nan sido objeto de un estudio muy minucioso por parte de Menendez P i d a l . Su interpretacion ha sido generalmente aceptada por los c r i t i c o s extranjeros y espanoles. Procederian de un cantar de gesta, posiblemente del s i g l o X I I , hoy perdido, pero que se conserva prosificado en l a cronica de Alfonso X. Hubo un segundo cantar sobre e l mismo tema, de hacia e l ano 1300, p r o s i f i c a -do en l a cronica de 1344, en l a que se conservaron muchos versos intactos, l o que ha f a c i l i t a d o l a reconstruccion del poema. Ha sido demostrada l a existencia de los personajes que figuran en los romances de este c i c l o . Solo Mudarra seria legendario. En cuanto a los acontecimientos, Menendez P i d a l ha recogido in d i c i o s que parecen demostrar su autenticidad. Los acontecimientos narrados son de fines del s i g l o X. Los romances van impresos en 87 l a S i l v a de Zaragoza de 1550; algunos en pliegos sueltos del si g l o XVI. (e) La figura del Cid Campeador es no solamente h i s t o r i c a , sino l a mas famosa de l a epica castellana. Los romances del Cid forman tres grupos: e l de las mocedades, e l que se r e f i e r e a l a muerte del rey Fernando, l a p a r t i c i o n de los reinos y las andanzas y muerte del rey don Sancho, y por ultimo e l grupo que narra l a conquista de Valencia y e l castigo de los condes de Carrion. Probablemente los romances de mayor fi d e l i d a d h i s t o r i c a , y tambien los mas antiguos, serian los del segundo grupo. Derivarian del cantar de don Fernando y del cantar del cerco de Zamora, prosificados en l a cronica de 1344. Los del tercer grupo deriv.an claramente del Cantar de Mio Cid, prosificado en l a Cronica de Veinte Reyes segun un manuscrito mas antiguo que e l que se conserva. Las referencias a l s i t i o y conquista de Valencia, se hallan en numerosas obras musulmanas. La cronica del s i t i o de Valencia, atribuida a Abenfar, paso, traducida, a l a Cronica General de Alfonso X. Los del primer grupo tienen como fuente e l poema de las Mocedades del Cid, perdido, prosificado en l a cronica de 1344. Serian los romances mas modernos de este c i c l o y probablemente los menos f i e l e s a l a realidad. Nos han llegado algunos en pliegos sueltos del s i g l o XVI, otros en e l 88 cancionero de 1550, otros en l a Rosa Espanola de Timoneda, otros en e l Romancero del Cid de Escobar. (f) Romances historicos varios. Entre estos, t a l vez los menos conocidos de todos los romances h i s t o r i c o s , los hay referentes a varios reyes. En l a coleccion de romances recogidos por Agustin Duran a mitad del s i g l o pasado, los hay referentes a los reinados de Sancho I I I , varios de Alfonso V I I I , de Fernando I I I , Alfonso X, Sancho IV. No son antiguos, y ninguno de ellos ha alcanzado popularidad. Siguen los de Fernando IV e l Emplazado, e l romance que narra l a muerte de los Carvajales se h a l l a en e l romancero de Amberes de 1550. Los otros serian mas modernos. De Alfonso XI, Duran recoge solamente uno, publicado por Sepulveda. Siguen en este grupo otros romances de los reyes Trastamara: de Juan I en Al/jubarrota, que Duran considera antiguo, de Enrique I I I e l Doliente, de Juan I I y Alvaro de Luna. Ninguno de e l l o s puede contarse entre los tradicionales. (g) Romances del rey don Pedro. Este rey, de tan fuerte personalidad, vida tan agitada y muerte t r a g i c a , inspiro un grupo de romances que tratan de diferentes aspectos de su vida; pero en su mayoria l e son adversos. Hablan de episodios de su vida segun las murmuraciones de su tiempo. E l mas conocido de los romances del rey don Pedro se presenta en todas las colecciones 89 de romances entre e l grupo de romances fr o n t e r i z o s ; l o encontramos en Nobleza del Andalucia de Argote de Molina, publicado en 1588. Es e l que empieza "Cercada tiene a Baeza . . . " Como veremos en su lugar, Argote de Molina no i d e n t i f i c a a Pero G i l con Pedro I. (h) E l ultimo grupo de los romances historicos e s e l de los Romances Fronterizos. Han sido llamados "romances noticiosos"; se cree generalmente que fueron escritos a l tiempo que ocurrian los sucesos que narran. Tal vez l o fuesen, pues siendo a s i que en muchos casos tratan de episodios cuya importancia h i s t o r i c a es muy limitada, solo podrian interesar a los coetaneos, a los cercanos a l lugar donde ocurrio l o cantado, a aquellos cuyas vidas eran directamente afectadas por los acontecimientos de l a frontera. No son fragmentos de gestas, n i re-elaboraciones de leyendas antiguas, nacionales o extranjeras: Nacidos de l a nada, su conformacion a moldes preexistentes para otros fines y su estructura voluntariamente arcaica nos muestran muy a las C l a r a s que, a traves de muchos s i g l o s , se mantuvo vivo e l e s p i r i t u que creo l a epopeya castellana. . . . Las gestas, e l romancero fr o n t e r i z o , e l nuevo romancero, son poesia n o t i c i e r a . Pero l o que es c i e r t o s i n lugar a dudas merece una determinacion mayor: esa poesia n o t i c i e r a se configuro en epocas muy d i s t i n t a s , de acuerdo con un e s p i r i t u que l a doto en todas ocasiones de s e n t i -do h i s t o r i c o , de precision l o c a l , de 90 v a l o r e s arqueologicos y de i n t e n c i o n n a c i o n a l . Es d e c i r de l a p l u r a l i d a d de caminos que ante l a poesia n o t l c i e r a se a b r i a n , l a s gestas y e l romancero f r o n t e r -i z o — c o n todas l a s d i f e r e n c i a s que queramos— e l i g i e r o n precisamente e l que, por encima de todo, conducia a l a veracidad. Y e s t a verdad es l a forma i n t e r i o r que e s t r u c t u r a y da sentido a l a e p i c a c a s t e l l a n a . 2 3 En e f e c t o , l o s romances f r o n t e r i z o s no narran leyendas a t r i b u i d a s a personajes importantes y aut e n t i c o s de l a h i s t o r i a , como otros c i c l o s de romances. Los f r o n t e r i z o s presentan hechos generalmente v e r i d i c o s ; con f r e c u e n c i a cantan e l hecho y no e l heroe, y cuando cantan un heroe esapor su c a b a l l e r o s i d a d y a r r o j o p e r s o n a l , no por su im p o r t a n c i a h i s t o r i c a . E l mas antiguo de l o s romances f r o n t e r i z o s es d e l rey don Pedro antes mencionado; e l cerco, fracasado, de Baeza, debio o c u r r i r en 1368. Y l o s ultimos propiamente f r o n t e r i z o s s e r i a n l o s de l a toma de Granada. Hemos de t r a t a r de este grupo con mas d e t a l l e mas adelante. La p r i n c i p a l d i f e r e n c i a entre estos romances y l o s o t r o s grupos de romances h i s t o r i c o s es que, mientras l o s primeros se cree que son o b i e n fragmentos de algun poema antiguo, o b i e n i n s p i r a d o s en l a s leyendas de origen h i s t o r i c o cantadas por epopeyas hoy perdidas, l o s romances f r o n t e r i z o s son, como queda dicho, i n s p i r a d o s por hechos l o c a l e s de gran impacto 91 psicologico para los fronteros y probablemente escritos coetanea-mente con estos sucesos. W.P. Ker comenta: The best of the C a s t i l i a n romances came from older epic poetry; they are fragments of cantares de gesta; the ori g i n a l s are mostly l o s t , but besides the extant poem of the Cid there are great portions of others traceable i n prose chronicles. . . . The C a s t i l i a n ballads, i t should be remembered, are minstrel-sy, chanted by t r a v e l l i n g jongleurs; they are not choral ballads . . . they have many of the qu a l i t i e s of ballad poetry as i t i s found i n other countries, but they are generally more strongly narrative. They are addressed to an audience by a minstrel who says "lythe and l i s t e n , gentlemen" or words to that effect. They have something of theunature of epic, and even i f evidence were wanting i t would be plausible to suppose them fragments of an e a r l i e r epic world.24 Colin Smith hace notar: The efforts of the regent, don Fernando de Antequera, to revive the reconquest as a national, enterprise i n the early years of the XV century C14073 stimulated the com-position of ballads about i t , and the habit of making poetry out of incidents and personages of the war against Granada ( i n which, i t has been said, "The Spanish epic s p i r i t lingered l a s t of a l l " ) continued t i l l 1492.25 Foster, eh The Early Spanish Ballad, menciona que l a mayor parte de los eruditos han aceptado l a t e o r i a de Menendez P i d a l 92 de que aunque compuestos por poetas de no poco merito, son resultado del interes que las noticias de l a frontera despertaban en e l s i g l o XV, y nacieron mientras duraba e l efecto emocional creado por los acontecimientos que cantaban. Menciona tambien varias opiniones opuestas a esta t e o r i a , entre e l l a s l a de Luis Seco de Lucena Paredes que segun e l en Investigaciones sobre e l romancero: Estudio de tres romances fronterizos (Granada, Universidad, 1958), presenta evidencia para apoyar su t e s i s de que fueron escritos a fines del s i g l o X V I . 2 6 Este c i c l o contiene algunos de los romances mas hermosos; son poemas integros y no fragmentos. Ofrecen ademas l a caracte-r i s t i f c a de presentar los sucesos desde e l punto de v i s t a ya c r i s t i a n o , ya moro, prueba de l a comprension y compasion que sentian los fronteros por todos los que sufrian los horrores que en otras ocasiones habian sufrido e l l o s mismos; aunque en todos e l l o s se advierte que e l origen es c r i s t i a n o y que aun en los que presentan e l dolor del moro, junto a l a compasion hacia e l vencido se h a l l a l a satisfaccion del vencedor. (2) Romances del c i c l o carolingio. La existencia, l a abundancia, de romances con asunto epico frances, o sea extranjero, es una 93 c a r a c t e r i s t i c a de l a cancion e p i c o - l i r i c a espafiola. Sobre sus origenes discurren largamente Entwistle y Menendez P i d a l , con puntos de v i s t a que d i f i e r e n . Dice Entwistle: The Canolingianlballads. . . cannot be made into a closed group, because of the C a s t i l i a n custom of at t r a c t i n g into t h i s cycle a l l romantic narratives. . . . The fact is that almost a l l the adventure ballads current i n Castile were of foreign o r i g i n . • The genius of the land was to form veracious h i s t o r i c a l statements or at least such as could lay reasonable claim to h i s t o r i c i t y . 2 7 Hay que mencionar que hace pocos anos se descubrio un fragmento de una gesta de Roncesvalles; solo se nan encontrado cien l i n e a s ; es logico deducir que son parte de un poema mas extenso, de evidente i n f l u e n c i a francesa; se cree que fue esc r i t o en l a primera mitad del s i g l o XIII. Fueron escritos estos romances en un tiempo en que ya se habia perdido en Francia e l interes por su propia epopeya. Muchos son de gran l i r i s m o . Entre los mas bellos: "En Paris esta dona Alda . . . " que se encuentra en e l Cancionero de Romances de Amberes de 1550; e l de "Rocafrida" del cancionero de romances sin aho (15^8); los de Gaiferos, Durandarte, Belerma, Gerineldos, etc. Parece que derivan de chansons de geste de los siglos XII y X I I I . ( 3 ) Los_ romances del c i c l o Breton. Este grupo esta. formado por tres romances. Colin Smith, despues del texto del romance que explica l a muerte de Tristan, dice: This and the next two texts are almost the only "ballad representatives of the prose tales which circulated i n the Peninsula during the XIV and XV centuries on the theme of Tristan and Isolde, as translations and free adapta-tions of the French legends known c o l l e c t i v e l y as the matiere de Bretagne.28 Este grupo de romances no arraigo en Espana. M i l a y Fontanals dice: No fue temprana en C a s t i l l a l a introduccion del c i c l o breton, o sea del rey Artus y de l a Tabla Redonda. Enlazado con una nueva c a b a l l e r i a , menos heroica y mas refinada que l a del c i c l o carolingio, no se avenia con e l caracter grave de l a castellana . . . Mas, por otra parte, e l continuo comercio de los espafioles con los franceses del norte y del mediodia, e l credito que entonces alcanzaba todo l o caballeresco y hasta l a in f l u e n c i a de l a l i t e r a t u r a romancesca en l a h i s t o r i c a y d o c t r i n a l , no consentia que los castellanos dejasen de tener en cuenta las nuevas narraciones.29 Uno de los romances de origen breton -, "Tres hijuelos habia e l rey", s e r i a , segun opinion de Entwistle, obra del s i g l o XIV. Algunos c r i t i c o s incluyen este grupo en e l de Romances Novelescos. 95 (•k) Romances Novelescos. Estas narraciones son puramente invenciones si n fundamento h i s t o r i c o ; en algunos casos refieren temas que son populares en otras partes de Europa, como por ejemplo los romances de l a malmaridada, muy populares en Francia, aunque existe una notable diferencia en e l desenlace. Muchos son de tema puramente l i r i c O c a n e c d o t i c o , l o que los diferencia de los romances h i s t o r i c o s , tan parcos en e l aspecto sentimental. Entre los poemas que componen este grupo hay algunos muy hermosos. Nombraremos dos, ambos ejemplos de romance truncado, en que e l f i n abrupto afiade encanto y dramatismo. De los dos se conocen versiones mas largas; pero no cabe dudar l a superioridad a r t i s t i c a de las versiones truncadas. Uno es e l romance del prisionero, "Que por mayo era, por mayo . . .", de intenso l i r i s m o . Se h a l l a en e l cancionero general de 1511 f o l i o 136, segun l a Frimavera y F l o r d e Romances de Wolf y Hoffmann.30 Este poema ha sido traducido a muchos idiomas: a l ingles por Lockhart, a l aleman por Geibel, a l frances por Hinard, a l danes por Thor Lange, etc. E l otro es e l famosisimo romance del conde Arnaldos: "Quien hubiera t a l ventura . . ." Se h a l l a en e l Cancionero de. romances sin aho y en e l de 1550. Es este e l romance mas conocido y admirado y se han esc r i t o innumerables a r t i c u l o s , en muchos 96 idiomas, sobre e l . La version mas conocida es truncada; segun Colin Smith no l o s e r i a por casualidad sino intencionalmente: es l a que publican los pliegos sueltos y cancioneros del s i g l o XVI; e l romance completo y primitivo ha sido descubierto hace pocos anos por Menendez Pi d a l entre los judios de Marruecos. Leo Spitzer y Menendez P i d a l no estan de acuerdo sobre los meritos re l a t i v o s de las dos versiones. Es un poema excepcional-mente dotado de posibilidades in t e r p r e t a t i v a s , y los c r i t i c o s han hecho honor a esta cualidad, interpretandolo de muy diversas maneras. La leyenda a que se r e f i e r e este romance se r i a de origen franees, y e l conde Arnaldos, Arnault, o, en otra forma, Renaud. Este romance es e l perfecto modelo de romance truncado. Se conocian varias versiones, todas truncas. Lo encontramos en e l Cancionero de Romances de Amberes de 1550. Pero no hace muchos aiios Menendez P i d a l descubrio entre los judios de Marruecos una version mucho mas larga, s i n duda l a p r i m i t i v a , que tiene desenlace en lugar de acabar con un enigma, como l a version truncada. Dice Menendez Pidal-que es muy probable que en e l s i g l o XVI, cuando fueron impresos los..,primeros romanceros, se p r e f i r i e r a n los romances que empezaban y terminaban de modo abrupto: 97 Era un gusto e s p e c i a l que lograba muy p o s i t i v o s a c i e r t o s poeticos . . . e l admirado romance d e l Conde Arnaldos, t e n i d o con razon como p r o t o -t i p o s u p e r i o r de baladas, es una v e r s i o n t r u n c a , cuyo afortunado co r t e f i n a l fue ensayado por v a r i o s modos en d i f e r e n t e s versiones d e l s i g l o XVI; l o s co l e c t o r e s de entonces no h i c i e r o n como en l o s c i t a d o s casos d e l Gerineldo y de l a Mora Moraima, pues ninguno quiso recoger e l Arnaldos en su v e r s i o n completa, l a c u a l s o l o nos es conocida g r a c i a s a l a t r a d i c i o n s e f a r d i moderna. E s t a v e r s i o n e n t e r a , desechada por l o s romancistas antiguos, es, s i n duda, un buen romance de aventura maritima, pero no alcanza l a e f i c i e n c i a p o e t i c a que tan notable-mente d i s t i n g u e a l a v e r s i o n t r u n c a . En e l l a l a simple fragmentacion es un poderoso acto creador, desbordamiento de l i r i s m o que infunde en l o s versos v i e j o s una poesia nueva de i n -c a l c u l a b l e v i r t u a l i d a d . 3 1 Los j u d i o s que s a l i e r o n de Espana en 1492 ya se l l e v a r o n consigo este romance, de asunto l i r i c o - e x t r a n j e r o ; e l cancionero de 1550 recoge una v e r s i o n t r u n c a , que s e r i a l a que conocian l o s soldados espaiioles de Flandes. E l romance de l a Mora Moraima, d e l Cancionero de Romances s i n ano, debe c l a s i f i c a r s e , segun C o l i n Smith, entre l o s novelescos, porque n i es f r o n t e r i z o , o sea h i s t o r i c o , n i e x o t i c o y sentimental como l o s romances moriscos de f i n e s d e l s i g l o XVI. Queda por mencionar l a cu e s t i o n d e l origen d e l romancero, cuestion que ha dado lug a r a grandes polemicas y profundos estudios. Parece desprenderse de l o s muchos e s c r i t o s sobre este 98 tema que l a preocupacion sobre los origenes del romancero es de fecha relativamente reciente. En un p r i n c i p i o se cantaban y escuchaban, y le i a n en pliegos sueltos, pero no eran estudiados, t a l vez a causa de su caracter popular. Luego, debido a su gran popularidad, fueron recogidos en cancioneros. Martin Wucio publico e l primer cancionero en Amberes en 1 5 4 8 quevconoce como Cancionero de Romances s i n ano, para l a poblacion espanola de los Paises Bajos: Un brevisimo prologo precede a l texto y en e l consta que l a obra es tarea personal del impresor. -He querido, dice, tomar e l trabajo de juntar en este cancionero todos los romances que han venido a mi n o t i c i a . - Asi mismo explica los motivos de hacer este l i b r o , -pareciendome que cualquier persona para su recreacion y pasatiempo holgaria de l o tener, porque l a diversidad de h i s t o r i a s que ay en e l dichas en metros y con mucha brevedad sera a todos agradable. Es decir, un l i b r o de solaz, de recreacion para todo e l mundo.32 Sabido es como durante e l siglo XVI y primera mitad del XVII gozaron los romances de gran popularidad: . . . los novelistas, verbigracia Cervantes y fray Jeronimo Yanez de Ribera, nos atestiguan por su parte l a costumbre que l a gente de las ciudades tenia de cantar a l a vihuela romances vie j os y nuevos en las horas de recreo en comiin; y Fernandez de Oviedo da testimonio de como los recitaban tambien las gentes de clase mas humilde, los labradores en sus danzas corales, 99 cuando—en verano con los panderos, hombres y mujeres se solazaban— . . . Se comprende que una poesia tan gustada de todos habia de tener una inf l u e n c i a l i t e r a r i a notable.33 Nacen los romances a r t i f i c i o s o s a fines del XVI en que los poetas de profesion llegan a aceptar e l romance como forma a r t i s t i c a . Tuvieron estos romances un exito merecido; y desde entonces decayo l a popularidad de los antiguos. Autores tan diferentes como Lope de Vega, Quevedo y Gongora escribieron romances. Los temas del Romancero inspiraron muchas de las obras de Lope; no hace f a l t a extenderse sobre e l papel importantisimo que Cervantes reserva a l romancero en Don Quijbte de l a Mancha. Juan de l a Cueva en 1579 i n i c i o l a novedad de introducir temas de romance en e l teatro, con l a comedia La muerte del rey  Don Sancho y, mas adelante, Los Infantes de Lara. Pero e l poeta genial que hizo t r i u n f a r este genero fue Lope de Vega. No podemos detenernos aqui en describir las numerosas obras suyas que hicieron de l a comedia espanola una epopeya dramatica; pasan de setenta las que se conservan .34 Hay que mencionar tambien a Guillen de Castro y sus Mocedades del Cid, que inspiro l a obra de Corneille. 100 Pero su gran popularidad acarreo l a ruina del Romancero heroico popular en Espana. Fueron excluidos de las colecciones que se publicaban en e l s i g l o XVII; pero nunca ceso su transmision o r a l , que Menendez P i d a l considera mas eficaz que l a del l i b r o impreso, y se difundieron en un t e r r i t o r i o muy amplio; los judios desterrados en 1492 llevaron l a lengua y tradiciones espanolas por A f r i c a y Turquia. Dondequiera que hay colonias de sefardies, perdura hoy l a t r a d i c i o n del romance cantado. Los soldados y aventureros espafioles que poblaron America llevaron sus romances y estos arraigaron a l i i con gran vigor, pues aun hoy se conservan muchos que se han olvidado y son desconocidos en Espana: "Es que e l Romancero t r a d i c i o n a l contaba con un medio de propaganda mucho mas eficaz que l a imprenta, cual es l a musica y e l canto."35 La tradicion del romance cantado sobrevivio a l a grandeza colonial espafiola. Pero en Espana l a enorme popularidad que e l romance alcanzo y su uso y abuso por parte de los dramaturgos, ocasiono su ruina: " . . . acabada su mision de orientar e informar e l teatro nacional, se r e t i r o a v i v i r olvidado entre las ultimas clases de l a sociedad."^ 101 E l s i g l o XVIII es un s i g l o frances. La tragedia francesa, y su rigurosa adherencia a las tres unidades, t r i u n f a en Espafia, aunque en terminos de excelencia l i t e r a r i a e l s i g l o XVIII es un s i g l o pobre para las letras castellanas. La invasion francesa de principios del XIX . . . detuvo todo desarrollo material e i n t e l e c t u a l durante mas de veinte anos . . . Fernando VII apoyado, cuando era preciso, por los cien m i l hi j o s de San Luis venidos en su ayuda de Francia, agravaba su absolutismo por cuantos recursos ponian en sus manos las bayonetas, l a censura y l a Inquisicion. Y los l i t e r a t o s adocenados, muy conformes con los procedimiehtos reinantes, amparaban su f a l t a de talento bajo e l manto de otro absolutismo, e l de las ti r a n i c a s reglas seudo-clasicas francesas, y abominaban de l a antigua l i t e r a t u r a espafiola. Ellos dominaban en Espana, pues l a persecucion p o l i t i c a mataba en e l pais todo e s p i r i t u elevado e independiente y dispersaba por e l extranjero una multitud de patriotas distinguidos.37 Pero estos expatriados aprendieron en e l extranjero a apreciar l a l i t e r a t u r a antigua espanola. En 1800 Southey, y en l 8 l l S i r Walter Scott, iniciaban en Inglaterra un movimiento de r e i v i n d i -cacion de l a l i t e r a t u r a antigua espanola. Eran los principios del Romanticismo que, rompiendo las trabas que estorbaban l a l i b e r t a d del genio, paso a venerar todo l o que fuese espontaneo y natural. 102 En este nuevo ambiente c u l t u r a l se l l e v a a cabo l a re v a l o r i z a -cion del Romancero; los romanticos alemanes y austriacos, p r i n c i p a l -mente Grimm y Herder, "descubren" los romances castellanos, e i n i c i a n unas teorias acerca de sus origenes que habian de dar lugar a una controversia que aun dura. Ya Herder, Percy en Inglaterra y Sarmiento en Esparia, habiian iniciado en l a segunda mitad del s i g l o XVIII e l estudio de l a poesia popular europea, des-denada por los f i l o s o f o s e ilustrados del s i g l o . Grimm es e l p r i n c i p a l exponente del concepto mistico de l a NATURPOESIE, poesia inconsciente y pura de origen divino que brota delLalma de l a colectividad y por eso es anonima; por otra parte l a KUWSTPOESIE brota del alma de un individu© y se conocen sus poetas: La poesia antigua no es producto de uno, de dos o de tres hombres, sino l a suma de una obra colectiva. Como se constituye este con-junto es, ciertamente, cosa inexplicable y misteriosa, pero no podemos imaginarnos l a existencia de un poeta i n d i v i d u a l autor de l a I l i a d a o de los Nibelungos. 38 Las ideas de Grimm y de Herder se extienden a otros pueblos durante e l periodo romantico; se acepta l a idea de que l a poesia popular es anterior en e l tiempo a l a poesia de arte, pero no se acepta su procedencia misteriosa, sobrenatural, y se t r a t a de explicar 103 e l concepto de poesia c o l e c t i v a , diferenciandola de l a poesia in d i v i d u a l de epocas mas modernas. Segun J . J . Ampere (1830), mencionado por Menendez P i d a l : . . . e l poeta popular carece de individualidad, solo se distingue porque e l don del canto esta en e l mas desarrollado que en los demas, aunque l a imaginacion y l a poesia son patrimonio de todos; e l canta l o que esta. en e l e s p i r i t u de todos, e l es l a voz de l a colectividad.3 9 Wolf opina que los romances deben su existencia a l impulso natural de un pueblo^de cantar las hazanas de antepasados y contemporaneos. F a u r i e l opina que l a forma i n i c i a l de los cantos originarios se pierde en las transformaciones que sufren. Mientras tanto, en Esparia, aislado del resto de Europa, no habia llegado e l movimiento romantico y nadie se acordaba de los romances, excepto e l pueblo inculto. Fue Agustin Duran e l primero que los reintroduce en sus Romances caballerescos e historicos de 1832. La idea romantica de los origenes de las baladas perdura durante l a mayor parte del s i g l o XIX. Hacia 1868 otro aleman, Heymann Steinthal, modifica algo e l concepto romantico; dice que l a poesia popular de un pueblo que carece de e s c r i t u r a , como los helenos en tiempo de Homero, "o bien es poesia de un pueblo en que parte de su masa nacional permanece i n c u l t a , a l lado de otra parte c u l t a , como sucedia en las naciones europeas de l a Edad Media." 4 0 Steinthal, un l i n g i i i s t a distinguido, que conocia las baladas de muchos paises, observa como en Rusia, en I t a l i a o en Servia, una misma cancion corta es cantada en numerosas varian-tes ; cada individuo l a canta a su manera, y aun de manera diferente cada vez que l a canta. Esto l e l l e v o a l i a conclusion de que es imposible f i j a r una balada en una forma unica; se transmite o r a l -mente y, t a l vez inconscientemente, cada cantor contribuye a su evolucion. Menendez P i d a l , en cuya obra he recogido las ideas de Stein t h a l , comenta que estas, fundadas en experiencia directa y de caracter netamente post-romantico, no han tenido eco entre los investigadores del canto popular, y son por eso muy poco conocidas. La idea romantica del "pueblo poetizante" suscito una reaccion violenta entre los c r i t i c o s post-romanticos. Es verdad que nunca se llego a explicar como se componia una poesia, obra del pueblo, idea muy imprecisa y como t a l d i f i c i l de defender. En Espana M i l l , y Fontanals ya en 1853 afirma su punto de v i s t a antirromantico. No cree que los poetas y juglares recogan los romances creados por e l pueblo, sino que e l pueblo toma los 105 romances compuestos por los juglares y los conserva oralmente. En i 8 6 0 y 18T0 se i n i c i a una serie de negaciones del p r i n c i p i o romantico, que originan sobre todo en Francia. De este movimiento nace l a t e o r i a i n d i v i d u a l i s t a de que cada poesia es obra de un autor i n d i v i d u a l que l a escribe y l a inventa, y que las variaciones que sufre a l i r de boca en boca, solamente deterioran l a calidad de l a obra o r i g i n a l . Enunciando e l p r i n c i p i o logico y evidente de que todo canto, popular o no, tiene siempre una fecha, un autor, una p a t r i a , l a tarea de los l i t e r a t o s deberia ser estudiar las variantes conocidas para ll e g a r a restaurar e l poema en su forma pr i m i t i v a y averiguar l a fecha y lugar de composicion, y e l nombre del autor. La escuela i n d i v i d u a l i s t a mantiene que epopeyas y baladas tienen su origen en un acto creador por parte de un autor i n d i v i d u a l , como los actos creadores de los poetas actuales. Esta t e o r i a ha sido mantenida por Foulche-Delbosc que sostuvo una larga polemica con Menendez P i d a l , p r i n c i p a l exponente de l a t e o r i a t r a d i c i o n a l i s t a . Empieza este por declarar que es imposible, hoy, f i j a r e l texto primitivo de un romance como f i j a l a f i l o l o g i a e l texto de una obra l i t e r a r i a de origen i n d i v i d u a l . Declara haber estudiado l 6 0 versiones del romance "La boda estorbada" y no haber podido establecer cual fuera l a redaccion primera, de l a io6 cual derivarian las otras. Asi que e l pretender reconstruir fielmente e l texto primitivo de un romance es tarea imposible. La t e o r i a i n d i v i d u a l i s t a ve solo un valor negativo en l a variante. Visto por Colin Smith en l a introduccion a Spanish Ballads, l a te o r i a t r a d i c i o n a l i s t a reconoce l a existencia de un autor i n d i v i d u a l en l a creacion del poema, pero da gran importancia a l a parte que corresponde a l pueblo, a l a colectividad en general, en e l largo proceso de evolucion por que nan pasado los romances hasta adquirir l a forma, las diversas formas, en que los conocemos hoy. Poesia que vive en variantes, l a ha llamado Menendez P i d a l : Estamos muy lejos de poder creer que l a obra t r a d i c i o n a l saiga siempre perfecta de manos del primer autor y que despues e l pueblo, en l a transmision de esa obra, no sea capaz de hacer otra cosa sino estropear l o que e l primer poeta concibio mas felizmente. . . . En l a transmision o r a l de un romance e l que l o canta no l o hace por o f i c i o , sino para su propio recreo, ademas del de sus oyentes; esta pues en una tension poetica, y sometido a e l l a puede siempre tener aciertos en las variantes que inevitablemente introduce a l re p e t i r una poesia que considera de patrimonio comun y que no recuerda perfectamente, pues no l a aprendio por o f i c i o : inventa l o que no recuerda bien, rehace l o que no l e agrada, y en esta re-elaboracion, rapida y casi involuntaria, puede cualquiera tener un momento creador f e l i z . . . . Cada cantor o recitador de una poesia popular l a modifica en poco o en mucho, segun en e l predominan e l recuerdo o l a imaginacion, y asi l a poesia t r a d i c i o n a l se repite siempre en variedad continua.^l 107 Paul Benichou ve en e l concepto de tradicionalidad de Menendez Pidal dos aspectos diferentes. Uno, e l concepto de t r a d i c i o n , "para remontar e l curso del tiempo". E l otro seria l a v i r t u d creadora "que encierra, en cada momento, l a transmision o r a l en su incesante movimiento hacia l o futuro. Tradicion, en este sentido, es creacion."^^ La t e o r i a de una poesia, n i muy larga n i muy corta, que a l repetirse se transforma, y que permanece v i v a , ha sido generalmente aceptada. Quisiera ahora investigar brevemente e l porque de este enorme atractivo que e l Romancero ejerce y ha ejercido a traves de los tiempos y las fronteras. Este aspecto ha sido estudiado por Colin Smith en su a r t i c u l o "On the Ethos, of the Romancero Viejo". Citando de aqui y a l i i de este a r t i c u l o , se puede explicar l a universal aceptacion del Romancero: The motive for the composition of a b a l l a d was the inherent drama—pathos ,. tragedy—of an event. . . . The ballad i s concerned with the dramatic potential of scenes and characters, not i n scoring p a t r i o t i c points nor i n erecting a great national e d i f i c e . . . within a m i l i t a r y setting they go on to deal with the human drama or the tra g i c personal si t u a t i o n which has arisen out of the b a t t l e , of siege or expedition . . . i t involves us emotionally with the t a l e being unfolded. . . . y termina: I f , as Menendez P i d a l r i g h t l y s a i d , the romances are, a f t e r Don Quixote, the Spanish l i t e r a r y product which i s best known and most esteemed outside Spain, the reason l i e s i n t h e i r simple drama, i n t h e i r unique a b i l i t y t o touch a great v a r i e t y of u n i v e r s a l human emotions, i n the a t t r a c t i o n s of t h e i r form. T h e i r ethos a l s o has i t s a t t r a c t i o n on a u n i v e r s a l plane; I hope I have done j u s t i c e t o i t . 43 109 CAPlTULO I I I Los Romances Fronterizos y_ las Cronicas Este grupo del Romancero, con todo y ser l a misma poesia, surgida de un sentir que es"epico s i n saberlo, nace de d i s t i n t a manera que los otros grupos del romancero h i s t o r i c o . No son fragmentos de cronica, n i relatos e p i c o - l i r i c o s de antiguas leyendas. Son epica o r i g i n a l , nacida de las emociones que des-piertan en e l pueblo fronterizo los acontecimientos de una vida que, por su constante p e l i g r o , es en s i vida heroica. Pero en sus formas e l elemento l i r i c o es, generalmente, mas senalado que en los romances historicos de impresion lejana. He hablado de l a h i s t o r i a de C a s t i l l a y de l a del Reino de Granada, y he probado de bosquejar l a vida en l a frontera donde estas dos naciones, estas dos h i s t o r i a s , estan en contacto. Los romances fronterizos, como ya indica su nombre, tratan de esta f r o n t e r a — l a s v i c t o r i a s , las derrotas, los acontecimientos, que son parte in t e g r a l de l a vida de los dos bandos. Todos los c r i t i c o s comentan l a comprension y admiracion de los juglares c r i s t i a n o s , que compusieron estos romances, hacia e l enemigo 110 secular. No cabe dudar que existe esta actitud, pero quisiera observar que no es general en todos los romances y que t a l vez se debe recordar e l adagio de que " e l valor del vencido hace famoso a l que vence." Otro aspecto de algunos romances, tambien muy comentado, es que e l episodio que narran esta. v i s t o desde e l punto de v i s t a arabe, con honda compresion del terror que e l desbarato ha producido entre los moros. Otros romances exponen derrotas del lado c r i s t i a n o , donde se aprecia igual simpatia y compasion. Hemos dicho mas arriba que aunque e l romance este encuadrado en un momento m i l i t a r , expresa e l drama humano y l a situaeion personal tragica a que ha dado lugar l a accion m i l i t a r . Los juglares que componen estos romances son, en toda probabilidad, hombres de l a frontera, y larga convivencia con los peligros de su situaeion les ha dado comprension hacia e l pueblo arabe que se enfrenta con'.iguales circunstancias del otro lado de l a frontera. En este estudio hemos de investigar s i los romances fueron escritos en l a corte r e a l o en las pequenas cortes de los sefiores de l a frontera. En los Hechos del Condestable don Miguel Lucas de Iranzo, que tanta similaridad tiene con e l ambiente de los romances fronterizos, leemos: E por tan grande fue avido este fecho, quel rey nuestro sefior, porque mayor memoria quedase, I l l l e mando facer un romance, e l qual a los cantores de su c a p i l l a mando asonar, que dice en esta manera: C f a l t a D 4 4 Esto pareceria i n d i c a r que se escribiani.romances de asuntos de l a fr o n t e r a en l a corte del rey. En un a r t i c u l o de In o r i a Pepe, t i t u l a d o "La cronaca di Miguel Lucas de Iranzo", leemos: G l i Hechos del Condestable c i danno n o t i z i a d i un romance f a t t o musicare de Enrico IV a l i a sua cap e l l a per celebrare l a fortunata s o r t i t a contra i mori del p i c c o l o e s e r c i t o d i Jaen, comandato da Miguel Lucas, n e l 1462. Ma anche i n questo caso, come nota Mata C a r r i a z o , 4 5 n f o g l i o del manoscritto rimasto candido a poche righe d a l ' l ' i n i z i o e l a mancanza dei quatro f o g l i seguenti c i privano del romance e forse d e l l a sua musica. A questo proposito potremo ava^zare u n ' i p o t e s i : e cioe que i l vuoto l a s c i a t o n e l l a cronaca d a l l e pagine mancanti possa essere colmato da qu e l l a Coplas composte da Pedro de Escavias i n lode d i Miguel Lucas de Iranzo, 4^ l e qu a l i n e l l ' e s a l t a z i o n e d e l l e imprese v i t t o r i o s e del Condestabile contro i mori t r a i l settembre de lh6l e i l gennaio del '63 danno p a r t i c o l a r e r i l i e v o proprio a quell a s o r t i t a che tanta eco dovette avere nell'ambiente f r o n t e r i z o e d i cui l a cronaca stessa da, n o t i z i a . hi Estas coplas, que pudieran ser e l resultado del encargo de Enrique IV, segun Inora Pepe, dicen a s i : Virtuoso Condestable vuestros fechos tanto buenos que fagais contr 1agaremos vos dan fama muy loable Tanto que por todo e l mundo suenan ya vuestras v i t o r i a s en cantares y en estorias llamanvos e l Cid segundo io que fama inestimable par quien del se pregona syn que se f a l l e presona quel contrario desto fable.' Virtuoso Condestable Con dolor de los cuytados de l a gibdad de Jaen quen Granada padegien cativos ah errojados gincuenta moros atados de l a Y l l o r a t r o x i s t e s los cuales los r e p a r t i s t e s con amor muy entranable. Por l a s i e r r a y por l o l l a n o fasiendo t a l a s peleas a Guadix y sus aldeas posistes a saco mano do l l o r o e l pueblo pagano trayendo moras y moros munchas joyas y tessoros que fue cosa ynnumerable. Wo contenta vuestra espada de fechos tan singulares v o l v i s t e s a los lugares questan juntos con Granada do t r o x i s t e s desa entrada f a s t a los ninos de t e t a syn munchos que de l a seta murieron abominable. E l Rey Cidiga aquel d i a que d e l Alhambra mirava cuando l a presa pasava y l a vega tod'ardya su ventura maldesia non osando pelear porque vos v e i a andar como leon espantable. 113 Por creger mas vuestra fama paregiendo a l Rey Saul otra ves fasta Padul corriste y fast'Alhama quemando de biva llama los llanos v a l l e s y sierras rrepartiendo las desferras por vuestra gente amigable. No digo de otras entradas que f e s i s t e munchas veses trayendo r r i c o s jaeses y moros manos atadas otros munchos a langadas matando por alquerias ni dotras cavallerias de memoria asas notable. Mas dexando l o que toea a los perros ysmaeles enemigos ynfieles contra quien soys conmo rroca tornara cantar mi boca l o qual puede desir bien quanto vos deve Jaen para ser siempre agebtable. " Como hace notar l a autora del a r t i c u l o que citamos, sabemos que Pedro de Escavias escribio estas coplas, y hoy esta muy difundida l a t e o r i a de que los Hechos fueron obra de dicho autor. De ser a s i , pareceria logico que tambien e l hubiese llevado a cabo e l encargo de Enrique IV, y sus coplas fuesen e l "romance" que mando e s c r i b i r y poner musica e l Rey, y que f a l t a en e l manuscrito de los Hechos. Sin embargo debemos observar que estas coplas no tienen mas similaridad con los romances que e l estar compuestas de versos 114 de ocho sil a b a s ; l a rima no es asonante en los pares, sino con-sonante; es de rima abrazada. Pero l a p r i n c i p a l diferencia se h a l l a r i a en e l tono general. Es claramente una poesia de intencion p o l i t i c a ; l a exaltacion del heroe y vituperacion de los "perros ysmaeles" no concuerdan con las caracteristicas del romance fronterizo. iSerian estas coplas e l "romance" perdido de los Hechos del  Condestable? Es posible. Pero en todo caso no idemostraria que se escribiesen los cantos fronterizos en l a corte le/jos de l a frontera, pues Pedro de Escavias, natural de Andujar, era un caballero de l a frontera. Uno de los problemas que presenta e l Romancero Antiguo y que esta. aun en discusion es l a cuestion de cronologia en que fueron escritos. Este problema es menor en l o que se r e f i e r e a los fronterizos, pues, s i bien no conocemos l a fecha exacta en que se escribieron, s i conocemos l a fecha exacta en que ocurrieron los acontecimientos a que los romances se refieren. La cuestion de s i son o no romances de impresion inmediata es uno de los puntos que son todavia materia de debate, y nos proponemos determinar este punto a l estudiar varios romances individualmente. En general narran episodios de importancia muy secundaria para l a 115 h i s t o r i a general de Espafia; solo los l o c a l e s , los fronteros, tenian un interes vivo y personal en estos episodios, y hahian de ser los fronteros que vivia n entonces; los acontecimientos de fines del s i g l o XV se suceden demasiado deprisa para que l o que es hoy n o t i c i a importante pueda ser de interes para los hijos y nietos de los fronteros, que v i v i a n en una epoca de conquistas en Europa y ultramar. Siguiendo e l orden cronologico h i s t o r i c o , me propongo estudiar los siguientes romances y las narraciones correspondientes en las cronicas, cuando sea posible, y analizar su relacion: 1368 Cercada tiene a Baeza 1407 Moricos, los mi moricos 1407 Reduan bien se te acuerda 1410 De Antequera partio e l moro 1410 La mafiana de Sant Joan 1410 Ya se salen de Jaen 1410 Cavalgada de Sayavedra contra Ronda 1424 Caballeros de Moclin 1431 Abenamar, Abenamar 1434 Alora l a bien cercada 1435 Dia era de San Anton 116 1436 Dadme nuevas caballeros 1448 Rio verde, r i o verde Jugando estaba e l rey moro 1452 Alporchones 1482 Alhama. Paseabase e l rey moro 1482 Alhama. Moro alcaide, moro alcaide 1483 Junto a l vado del Genii 1491 Sobre Baza estaba e l rey En esta l i s t a he situado en primer lugar e l romance que comienza "Cercada tiene a Baeza . . . " porque l a mayoria de los c r i t i c o s que l o han estudiado l o relacionan con las luchas de l a frontera de Jaen que tuvieron lugar en 1368 durante e l ultimo aho del reinado de Pedro I , quien se a l i o con Muhammed V para atacar l a frontera de Jaen. A l investigar los datos de que disponemos, tratare de l l e g a r a una conclusion sobre este par t i c u l a r . Del estudio de todos ell o s deduciremos, en cuanto sea posible, l a fecha aproximada de composicion. Tratare tambien de establecer s i las cronicas se inspiraron en los romances o estos en aquellas; se analizaran separadamente ya que es muy posible que no sigan todos una trayectoria uniforme. 117 1. Analicemos en primer lugar e l que se supone que se r e f i e r e a un cerco de Baeza de 1368; dice: Cercada tiene a Baeza esse arraez Audalla Mir, con ochenta m i l peones, caballeros cinco m i l ; con e l va ese t r a i d o r , e l traidor de Pero G i l . E l Rey Moro Mohamed mando tocar su a n a f i l . Por l a puerta de Bedmar l a empieza de combatir; ponen escalas a l muro, comienzanle a conquerir; ganada tiene una t o r r e , non l a pueden r e s i s t i r , cuando de l a de Calonge escuderos v i s a l i r . Ruy Fernandez va delante; aquese caudillo a r d i l 118 arremete con Audalla comienzale de f e r i r , cortado l e ha l a cabeza, los demas dan a f u i r . E l primero de los romances fronterizos que nos ha llegado, tiene como fundamento p o l i t i c o l a amistad entre Pedro I e l Cruel y Mohamed V de Granada; tambien juega parte l a lucha c i v i l entre e l rey castellano y su hermano bastardo Enrique de Trastamara, ya que e l defensor de Baeza, Ruy Fernandez de Fuenmayor, estaba en e l bando de Enrique y guardaba Baeza para este. La cronica de Pedro I , e s c r i t a por Pero Lopez de Ayala en e l ano 1368, decimonono de este reinado, capitulo IV, explica "como e l Rey Don Pedro traxo consigo a l rey de Granada sobre Cordoba", pero no lograron tomar l a ciudad.50 E l capitulo V habia de "como e l rey de Granada tomo a Jaen, e l a destruyo, e como e l Rey Don Pedro e e l de Granada tornaron otra vez sobre l a ciudad de Cordoba; e como e l rey de Granada destruyo Ubeda." En esta entrada Mohamed V y Pedro I destruyeron Jaen y Ubeda; no tuvieron exito en Cordoba n i en Andujar. Pero l a cronica no nombra a Baeza: E partio e l rey de Granada, e fue por e l Obispado de Jaen, e tomo l a cibdad de Ubeda, ca non era muy bien cercada, e entrola, e 119 robola, e f i z o l a quemar, e los Christianos recogieronse a una fortaleza que es en l a dicha cibdad, que dicen e l c a s t i l l o , e a l i i escaparon. E combatio a Andujar, e non l a pudo tomar. . - . E eso mesmo en estos tiempos entro e l Rey de Granada en ayuda del Rey Don Pedro las v i l l a s de Marchena e Utrera, e levo cuantos y f a l l o cativos a Granada, e perdiose mucha gente. . . .51 La cronica no menciona ningun ataque a Baeza, n i e l nombre del traidor Pero G i l . Las interpretaciones, tan generalizadas, de que era este e l nombre que Enrique de Trastamara daba a Pedro I , sugiriendo una supuesta i l e g i t i m i d a d , se fundan en un p r i v i l e g i o de Enrique I I , de 1369, en que se lee: ". . . e l t r a i d o r , hereje, tirano de Pero G i l . . . ."52 P.E. Russell menciona que algunos romances han propagado e l recuerdo de los crimenes que se atribuyen a Pedro I. Refiriendose a l a supuesta i l e g i t i m i d a d de este rey, que habria dado lugar a l mote de Pero G i l , c i t a l a h i s t o r i a narrada por algunos cronistas franceses que dicen que: . . . to secure a legitimate male heir to the throne, Queen Maria had substituted the son of a Jew for. :her own baby when she found that she had given b i r t h to a daughter by her husband, Alfonso XI. For consumption inside C a s t i l e , the Trastamarans preferred to spread the story that Pedro I was the son of Queen Maria and her cousin, Juan Alfonso de Alburquerque. The l a t t e r was v i r t u a l ruler.: of Castile during the 120 early years of Pedro's reign and had incurred the enmity of Enrique and his brothers. I t was i n support of t h i s story that Trastamaran docu-ments often referred to the king as "Pero G i l " and his followers as "emperogilados"—both of which terms had offensive connotations i n C a s t i l i a n . The aim of t h i s propaganda was (a) to suggest that Pedro Himself had no right to the throne owing to his own i l l e g i t i m a t e b i r t h and (b) that Enrique, as at least Alfonso's son, even i f i l l e g i t i m a t e , had a p r i o r claim to succeed him. Enrique's anxiety to advert to t h i s story i n many documents written after his usurpation doubtless r e f l e c t s the fact that, i n spite of h i s assertions, his own i l l e g i t i m a c y remained a stumbling-block to the consolidation of his position.5 3 En su prologo a las cronicas escritas por Don Pedro Lopez de Ayala, e l secretario Geronimo Zurita menciona los rumores que corrian por C a s t i l l a durante e l reinado de Pedro I (y que Ayala no menciona en su cronica de este rey) "que e l Rey Don Pedro no fue h i j o del Rey Don Alonso, antes fue trocado por recelo y temor del Rey, no teniendo h i j o varon de l a Reyna, y teniendo tantos de Dona Leonor Nunez de Guzman. . . ."54 Argote de Molina, hacia fines del s i g l o XVI (1588), ignoraba que e l t a l Pero G i l fuera e l Rey Don Pedro. En e l capitulo CXV de l a Nobleza del Andalucia, dice: Luego que e l rey de Granada entro con su e j e r c i t o en e l Reyno de Jaen, l a primera ciudad a quien puso cerco en esta entrada fue l a ciudad de 121 Ubeda, as i porque en este tiempo no estaba bien cercada y tenia l a voz del Rey D . Enrique, como por l l e v a r en su compania a Pero G i l , Senor de l a Torre de Pero G i l , que seguia l a parte del Rey Don Pedro, y estaba enemistado con los de aquella ciudad por haberle eehado della.55 Si bien, como hemos v i s t o , l a cronica de Pedro I no menciona e l cerco de Baeza, nos habia de l a destruccion de Ubeda, - v i l l a muy cercana a Baeza. En esta incursion Mohamed V arraso l a margen superior del este del Guadalquivir, y no se r i a de extrahar que hubiese cercado a Baeza. Asi l o explica Argote de Molina: Despues de haber saqueado I03 moros las ciudades de Ubeda y Jaen, soberbios con estas v i c t o r i a s pusieron cerco a l a ciudad de Andujar. La cual l e fue defendida por Juan Gonzalez de Priego de Escabias . . . y otros nobles hijosdalgo naturales de Andujar, que en l a defensa d e l l a se hallaron. Por l o cual pasando adelante e l Rey de Granada, con su e j e r c i t o puso cerco sobre l a ciudad de Baeza, que en este tiempo era lugar de mas de m i l vecinos, y e l alcazar d e l l a muy fuerte. Y dandoles e l asalto por l a parte de una torre p r i n c i p a l d e l l a , l e fue defendida por Ruy Fernandez de Fuenmayor, caballero p r i n c i p a l de aquella ciudad, y caudillo de los Escuderos d e l l a , que a l tiempo que los moros tenian puestas las escalas, y uno de los caudillos principales del Rey de Granada estaba dentro, acudio a su socorro con los escuderos de su compania. Y matando por su mano a l caudillo de los moros, les defendio:la torre con muerte de 1 2 2 mucha c a b a l l e r i a d e l l o s , forzando a l Rey de Granada a dejar l i b r e a aquella cibdad con gran perdida de su e j e r c i t o . . . . Hace memoria de este famoso suceso e l romance, que dice . . . .56 Aqui c i t a Argote de Molina e l romance que estudiamos. La i d e n t i f i c a c i o n de Pero G i l con Pedro e l Cruel ha sido sostenida por Menendez P i d a l , P. R u s s e l l y otros, y aceptada por l a mayoria de los c r i t i c o s . Pero no ha sido demostrada. Tenemos, de otro lado, a Gonzalo Argote de Molina, autor bien in-formado sobre l a s genealogias de las fam i l i a s andaluzas, que estudio con minuciosidad en l a segunda mitad del s i g l o XVI, teniendo acceso a docurnentos que probablemente no han consultado l o s c r i t i c o s de hoy; Argote nos habia de un caballero llamado Pero G i l . Segun este autor e l rey de Granada pudo arrasar l a ciudad de Ubeda "por l l e v a r en su compania a Pero G i l , Senor de l a Torre de Pero G i l , que seguia l a parte del Rey Don Pedro, y estaba enemistado con los de aquella ciudad por haberle echado d e l l a . Y guiando e l e j e r c i t o de los moros dio asalto a l a ciudad, y no siendo poderosos los que en e l l a estaban a r e s i s t i r l e , fue entrada, saqueada y quemada por l o s moros y arrasadas sus casas y muros. Y l o s c r i s t i a n o s recogieronse a l a f o r t a l e z a del alcazar, donde se escaparon, defendiendose en e l con mucho, valor. Cuyo suceso 123 acaescio en e l ano del Senor de m i l y trescientos y sesenta y ocho, en e l mismo ano que Jaen fue saqueada."57 De ser a s i , este Pero G i l no seria e l Rey Don Pedro sino un caballero de su bando, y no es de extranar que, a l mencionarle, Enrique de Trastamara l e llamase " e l traydor, herege, tirano de Pero G i l . . . " puesto que no solo era del bando contrario, sino aliado con e l moro. Argote de Molina nos ha hecho l l e g a r e l P r i v i l e g i o de Enrique I I a Ubeda en que se fundan los que i d e n t i f i c a n a Pedro I con Pero G i l . Dice Zurita en una nota a l a cronica de Pedro I que fue dado este p r i v i l e g i o en e l Real sobre Toledo a 11 dias de Febrero del ano de 1369: Bien sabedes, en como e l traydor, hereje, tyrano, de Pero G i l f i z o estruyr l a ciudad de Ubeda con los moros, e l a entraron, e quemaron e estruyeron toda, e mataron muchos de los vezinos de l a dicha ciudad e moradores d e l l a , e robaron, e lievaron, cuanto en e l l a f a l l a r o n . Por l a cual razon somos nos, e seremos siempre muy tenudos, de fazer muchas y grandes mercedes a todos los vezinos y moradores de la-idicha ciudad en t a l manera, que todo e l mal y dafio que por nuestro s e r v i c i o recibieron, les sea bien enmendado. 5 8 En una obra que cataloga los C a s t i l l o s y_ Muralias del Santo  Reino de Jaen, Santiago de Morales menciona Torreperogil, de l a que dice l o siguiente: 124 Pero G i l Zatieco, infanzon, conquistador de Ubeda y fundador de Torreperogil. Antiguamente existian en esta v i l l a cuatro torres: hoy C18873 solo se conserva una de e l l a s , octogona, otra cuadrada, muy derruida, y algunos vestigios de las restantes. En los mapas encontramos un lugar llamado Torreperogil, que se h a l l a un poco a l norte de Ubeda y a l este de Baeza. Este dato da fuerza a l a version de Argote de Molina. Pero G i l s e r ia un caballero de l a frontera, del bando de Pedro I , pero no e l Rey mismo. Las noticias de que disponemos parecen indicar que l a version de Argote es probablemente mas conforme a l a realidad. En su l i b r o recientemente publicado Rachel Arie dice: Le sou/verain legitime semblait triompher et r e t a b l i r son autorite sur l a majeure partie de son royaume. Muhammed V n'hesita pas alors a. f a i r e volte-face une f o i s de plus. Jaen s'etait soulevee contre Pierre; l e Nasride mit a. sac l a metropole andalouse en septembre 1367; quatre f i l e s de captifs furent ramenees a. Grenade. En novembre 136-7, apres avoir p r i s Priego, Muhammed V p i l l a Ubeda et Baeza; i l i n v e s t i t Cordoue au printemps de 1368 mais sa tentative ne fut pas couronnee de succes .59 Da como fuente de su informacion l a Correspondencia Diplomat!ca entre Granada y Fez, s i g l o XIV. Pero, consultada esta, no encon-tramos mencion de Baeza. Dice a s i : . . . y conquistamos l a ciudad de Priego d i v i s o r i a entre las v i l l a s muslimes, que constituia un bocado atravesado en l a garganta del pueblo del Islam. Despues cercamos l a fortaleza de Iznajar, estribo de las algaras de los i n f i e l e s y deposito abundante de armas; pues Dios quito su fardo pesado, siendo perdonador de su caida. Luego nos dirigimos a l a ciudad de Utrera, c a p i t a l princesa de los i n f i e l e s , bosque de los leones vencedores y albergue de las gacelas del desierto. La tomamos por fuerza de armas, siendo entregada a l fuego l a ciudadela y extirpados sus moradores por muerte o por cautiverio. Las v i l l a s se llenaron de cautivos de los cuales se contaron m i l l a r e s , y de botin que excedia a toda descripcion. Pusimos s i t i o a l a ciudad de Jaen cuya fama en l o que toca a l a cultura, permite que se prescinda de exponer largamente las ! cos as que spos ee.v - Dioscnosoofebrgo sur: conquista por asalto y l a sometio a l cautiverio y a sus defensores puso bajo los afilados sables. Despues de esto, atacamos a l a ciudad de Ubeda que s i r v i o de modelo de ruina y des-truccion. Luego sitiamos a l a ciudad de Cordoba, metropoli de estas ciudades i n f i e l e s , mansion de abundantes beneficios, y a punto estabamos de destruir su defensa inexpugnable, de d i s -persar a su multitud congregada y de anadir l a f i e s t a de su conquista a l a r e l i g i o n bienhechora, s i no l o hubieran impedido las l l u v i a s y e l plazo fijado especialmente en e l Destino.^O Como vemos l a Correspondence a no c i t a a Baeza. 126 Rachel A r i e s i t u a l a accion en 1367 pero todas l a s otras obras consultadas, incluyendo l a Cronica de Pedro I y l a Hobleza  d e l A n d a l u c i a , l a s i t u a n en 1368. En v i s t a de l o s datos presentados, me i n c l i n o a reconocer como mas probable l a e x p l i c a c i o n de Argote de Molina sobre l a i d e n t i d a d de Pero G i l . Aun quedan algunos puntos oscuros en este romance. iQuien s e r i a e l Arraez A b d a l l a Mir? ;?Mir no es nombre arabe, pero p o d r i a ser una a d u l t e r a c i o n de Emir. E l Emir, i p o d r i a ser e l mismo Rey? Luego se habia d e l rey moro Mohamed, a s i es que l o mas probable es que A b d a l l a M i r , a r r a e z , fuese un c a p i t a n d e l e j e r c i t o arabe conocido en aquel tiempo por l o s f r o n t e r o s . Carecemos de e v i d e n c i a que l o demuestre o l o contradiga. La c r o n i c a c i t a l a s c i f r a s de 7.000 de c a b a l l o y 80.000 de p i e , para d e s c r i b i r l a f u e r z a d e l e j e r c i t o arabe que l l e v o a cabo estas i n c u r s i o n e s . E l romance l o s c i f r a en "ochenta m i l p e o n e s — ca b a l l e r c s c i nco m i l . " Se nombran en e l romance l a s puertas de Bedmar y de Calonge, que e x i s t i e r o n , segun vemos en C a s t i l l o s y M u r a l l a s d e l Santo  Reino de Jaen (p. 40). 127 En cuanto a Ruy Fernandez, "aquese caudillo a r d i l " , aunque no se nombre en l a cronica, Argote de Molina nos da n o t i c i a de su l i n a j e . Dice: Y Ruy Fernandez de Fuenmayor, dejando su apellido de Fuenmayor, fue llamado de a l i i adelante Ruy Fernandez de los Escuderos. Y conservando muchos de sus descendientes este apellido, se llamaban unos de Fuenmayor, y otros de los Escuderos, alternando a veces e l uno y a veces e l otro, como se vera en esta h i s t o r i a . Era este caballero de los mas ricos y principales de Baeza. . . .61 (Ruy Fernandez de Fuenmayor era caudillo de los Escuderos de l a v i l l a . ) En 1407 hubo un cerco de Baeza por parte de los moros, como veremos mas adelante. Se ha sugerido l a p o s i b i l i d a d de que e l romance que estamos estudiando se r e f i e r a a esta fecha mas t a r d i a . Tal t e o r i a me parece insostenible. E l romance dice muy claramente: ". . . Con e l va ese t r a i d o r — e l traidor de Pero G i l . " Ya he sehalado l a probabilidad de que Pero G i l fuera e l sefior de l a torre de Pero G i l (o Torreperogil) y no Pedro I. Pero en todo caso era alguien a quien Enrique I I acusaba de t r a i d o r , hereje y t i r a n o , en 1369- Su t r a i c i o n tuvo que tener lugar antes de esta fecha. No parece haber razon v a l i d a para relacionar este romance con e l s i t i o de 1407. Sabemos que en 1368 hubo saqueos e incendios en Jaen y Ubeda, y fue s i t i a d o , s in e x i t o , Andujar. Baeza queda 128 a l oeste, muy cerca, de Ubeda, a l este de Andujar y a l noreste de Jaen. Un cerco, fracasado, que carece de importancia h i s t o r i c a y es solo uno de una s e r i e , y no l o recoge l a cronica, s e r i a de gran importancia para los s i t i a d o s , y l o habria recogido un poeta o bien l o c a l , o de aquella region f r o n t e r i z a que t e n i a su e/je en Jaen. En este caso concreto hemos de l l e g a r a l a conclusion de que e l romance no inspiro a l a cronica, puesto que esta no nombra a Baeza, n i a Pero G i l , n i a l caballero castellano Ruy Fernandez, n i a l arraez Abdalla Mir. Ni tampoco habria sido inspirado e l romance en l a cronica, por las mismas razones: . no hay n o t i c i a de t a l s i t i o en l a cronica. Este s e r i a un romance noticioso de gran interes para los vecinos de Baeza, y de toda l a region de Jaen y del adelantamiento de Cazorla, regiones que, con Murcia, formaban e l sector o r i e n t a l de l a frontera. En cuanto a l a fecha de composicion, habiendo puesto en duda l a identidad que Menendez P i d a l atribuye a Pero G i l , no podemos seguir su razonamiento de que e l romance debio ser es c r i t o antes de 1388, fecha del matrimonio entre Catalina de Lancaster, nieta de Pedro I , y Enrique I I I , nieto de Enrique I I . 129 Creo que, como romance que parece verdaderamente noticioso, s e r i a de composicion cercana a l hecho, t a l vez para comunicar a las gentes de otros lugares de este sector de l a frontera e l hecho de que "Abdalla Mir" que s e r i a conocido de los fronteros, habia perdido l a vida en este s i t i o , y l a plaza habia sido defendida con exito por Ruy Fernandez, caballero c r i s t i a n o "de los mas ricos y principales de Baeza", cuyo nombre s e r i a tambien f a m i l i a r a los que oian e l romance. Y e'sta es, creemos, l a funcion del romance fronterizo: informar a los fronteros de las acciones que, s i bien carecian de magnitud m i l i t a r , eran de gran interes emotivo para los que v i v i a n en medio de peligros continuos. Parece ser un romance juglaresco, poco transformado por l a tradicion o r a l . Encontramos en e l muchos rasgos que apoyan este j u i c i o : los juglares componian los romances noticiosos dando datos precisos del hecho que resenaban, ahadiendo alguna nota personal que ayudase a l a difusion del poema, aqui e l verso "escuderos v i s a l i r " . Todo e l romance esta es c r i t o en presente de i n d i c a t i v o , solo cuando se r e f i e r e a s i mismo usa e l juglar e l p r e t e r i t e Es un romance informativo con pormenores locales: l a puerta de Bedmar, l a torre de Calonge; datos precisos como ya se hallan en e l Cantar de Mio Cid, que situan a l romance en e l 130 conjunto de l a epopeya. Y no es este e l solo ejemplo de su tono epico, sino que ademas menciona nombres: e l del caudillo moro y e l del defensor c r i s t i a n o de l a plaza, y tambien e l del tr a i d o r . A Pero G i l se l e dedican dos l i n e a s , y e l poeta no se vuelve a ocupar de e l . Serian dos lineas de intencion p b l i t i c a , no necesarias para l a descripcion de l a accion m i l i t a r . Otro rasgo que se encuentra repetido en muchos romances h i s t o r i c o s , sobre todo los fronterizos, es l a mencion del numero de hombres que forman un e j e r c i t o ; a veces sobria, a veces exagerada. Aqui me parece exageracion, que s i hubiese tenido tantas fuerzas segura-mente habria conquistado Baeza e l arraez Abdalla Mir. Es un romance corto. En veintidos versos explica toda l a accion: una situacion que parece desesperada para los c r i s t i a n o s . Los moros ya han ganado una t o r r e ; pero de otra salen escuderos y su capitan, Ruy Fernandez, pelea cuerpo a cuerpo con e l jefe moro y l e corta l a cabeza. E l desenlace se resume en un verso: "los demas dan a f u i r . " La asonancia es en i _ , monorrima. No se t r a t a de un romance truncado, aunque, como l a inmensa mayoria, arranca situando a l oyente en e l mismo centro de l a accion. Es una narracion muy compacta: todos los versos narran accion. Solo dos serian explicativos: " e l tr a i d o r de Pero G i l " y "aquese 131 caudillo ardid"; versos c a l i f i c a t i v o s y no descriptivos como todos los otros. 2. Romance del asalto de Baeza. (Moricos, los mi moricos . . .) Fecha h i s t o r i c a del asalto: 1U07. Se han conservado muchas versiones impresas de este romance. Se encuentra en e l cancionero de Amberes (sin ano), en e l de Amberes de 1550, Amberes 1555, Amberes 1558, Lisboa 1 5 8 l , en l a Primavera y Flor de Romances de Wolf, en l a Nobleza del Andalucia de Argote de Molina, amen de impresiones mas recientes. Vamos a estudiar l a del cancionero de Amberes, segun l a edicion de Antonio Rodriguez Monino, y presentaremos tambien l a de l a Nobleza  del Andalucia, pues hay algunas diferencias. Este romance habria llegado a manos de Nucio, e l editor de Amberes, en pliego suelto precisado: Moricos los mi moricos los que ganays mi soldada derribedes me a Baeca essa ciudad torreada y los viejos y las viejas los meted todos a espada 132 y los mogos y las mogas los trae en l a cavalgada y l a h i j a de Pero Mas para ser mi enamorada y a su hermana Leonor de quien sea acompanada yd vos capitan Vanegas, porque venga mas honrrada porque enviando a vos no recelo^ en l a Jornada que recibireys afrenta n i cosa desaguisada.^2 Reproducimos a continuacion l a version de Argote de Molina: Moricos, los mi moricos, los que ganais mi soldada, derribedesme a Baeza, esa v i l l a torreada, y a los viejos y a los ninos los traed en cabalgada, y a los mozos y varones los meted todos a espada, 133. y a ese vi e j o Pero Diaz prendedmelo por l a barba, y aquesa l i n d a Leonor sera, l a mi enamorada. Id vos, capitan Vanegas , porque venga mas honrada, que s i vos sois mandadero, sera c i e r t a l a Jornada.^3 En e l mes de agosto de 1407 Muhammed VII s i t i o a Baeza. En diciembre de 1406 (primer mes de 1407 segun e l calendario del tiempo) murio Enrique I I I , que nunca habia gozado de salud, circunstancia de l a que se habia aprovechado Muhammed VII para conquistar algunas plazas fronterizas. A l pasar a ser Regente del Reino e l infante Don Fernando, quiso i n i c i a r hostilidades en l a frontera inmediatamente, y, una vez organizados los asuntos de l a regencia que compartio con l a reina madre Catalina de Lancaster, "paso los puertos" a mitad de a b r i l , y tomo varias plazas y fortalezas de los moros, y puso s i t i o a Setenil. • Probablemente para distraer las fuerzas c r i s t i a n a s , e l rey de Granada ataca en l a frontera de Jaen: E l ynfante don Fernando saco hueste e fue a l reyno de Granada e entro por Moron, e gerco a Zahara, e conbatiola, e tomola por fuerza. Y gano l a torre de Alhaquin, e a Pruna, e Ayamonte, que fuera perdido, por lo que se comenzara aquella guerra; e gano a Canete, e a Las Quebas, e a Pego. En todos estos lugares que gano e l ynfante se acaecio Pero Nino, e f i z o tanto por sus manos como e l que ende mas f i z o . Cuando e l ynfante uvo ganado Zahara, fue osobre Setenil. . . .6^ l a cronica de Juan I I , ano primero, cap. XXXII En este tiempo e l infante hubo nuevas como e l rey de Granada, con siete m i l de caballo e con cient mil peones, venia por cercar a Jaen, a l o qual dieron poca fe. Y en diez y siete dias del dicho mes de Agosto,hhubo e l infante nueva c i e r t a como e l rey de Granada con l a gente ya dicha combatio a Baeza e l e quemo e l arraval; e Pedro Diaz Quesada e Garcigonzalez de Valdes que estaban en Baeza, l a defendieron muy bien con l a gente de l a cibdad, como buenos caballeros. Y como esto e l Infante supo, hizo p a r t i r de S e v i l l a a l Condestable e a l Adelantado de C a s t i l l a e a otros caballeros para sus fronteras donde tenia su gente en los Obispados de Cordova e de Jaen, para que todos se juntasen e fuesen a decercar a Baeza. E como e l Rey de Granada fue sabidor de l a gran gente que de los Christianos se juntaba, e vido que Baeza se le defendia, partiose dende despues de l a haber combatido tres dias, donde l e mataron mucha gente, e fuese a Bezmar que es a tres leguas dende, e combatio l o tan r e c i o , que l o entro por fuerza de armas; e murio a l i i un Caballero llamado Sancho Ximenez, Comendador de l a Order 135 de Santiago, e murieron los mas que en e l c a s t i l l o estaban; y e l Rey l l e v o presas las hijas del Comendador, e todas las otras personas que quedaron vivas, que serian hasta sesenta, e quemo e a p o r t i l l o e l lugar, e volviose a Granada. 65 Menendez P i d a l considera este romance morisco mas bien que fronterizo. Me permito d i s e n t i r de tan erudita opinion, ya que los moriscos no presentan hechos h i s t o r i c o s . E l romance pertenece a l grupo de los que arrancan con una increpacion: vemos a l rey moro dando ordenes a sus caballeros. Tenemos prueba en l a cronica de Alvar Garcia, de que sucedio como e l rey ordena en e l romance. Pero hay varias discrepancias. Segun l a cronica, Mohammad VII no logra entrar en Baeza, valientemente defendida por Pedro Diaz Quesada. Va luego a Bedmar, l a entra, muere Sancho Gimenez, Comendador de Santiago, y e l rey moro se l l e v a a Granada a las hijas del Comendador. Segun e l romance, l a orden que llevan los caballeros arabes es de tomar Baeza y l l e v a r l e a l rey las dos hij a s de Pero Dias. Pero Dias esta en Baeza, pero las hijas que se llevan a l rey son de Sancho Gimenez, de Bedmar. Juan Torres Fontes en un a r t i c u l o publicado en Miscelanea  de estudios arabes y Hebraicos, 1 9 6 5 - 6 6 , p. 9 5 , dice que l a h i j a omitida en una de las versiones del romance "debia de ser Dona 136 Maria de Quesada, que anos despues contraeria matrimonio con Alonso Yanez Fajardo, adelantado mayor del reino de Murci-a • en l a mayor edad del rey Juan I I de C a s t i l l a . " Parece poco probable, s i l a cronica no yerra, pues no serian h i j a s de Quesada sino de Gimenez. Y l a version publicada por Argote de Molina solo habia de Leonor. E l romance esta. puesto en boca del rey moro; hemos de encon-t r a r esta presentacion en varies de los romances fronterizos, pero no por e l l o se ha de deducir que sean de inspiracion arabe. Las circunstancias h i s t o r i c a s '.de a-la frontera, tan estrechamente ligadas a l a vida cotidiana de los fronteros, i n f l u i a n todos los aspectos de esta vida y se refle j a r o n en l a l i t e r a t u r a l o c a l . Desde e l cerco de Baeza en 1368, hasta l a regencia de Fernando, no habia habido fermento epico, no habian tenido los juglares ocasion de cantar hechos gloriosos, n i e l pueblo habia sentido ese entusiasmo que, sentido tambien por los poetas que son^parte de este pueblo, da como fruto los cantos e p i c o - l i r i c o s . Pero s i los castellanos no habian iniciado campahas contra e l moro, tampoco Al-Andalus habia logrado v i c t o r i a s . E l momento era propicio: e l mero hecho de que Fernando i n i c i a s e una campana en l a frontera, despertaria l a esperanza, e l entusiasmo, que dio a luz un grupo de romances centrados en sus dos campafias: 137 de 1407 y 1410. Es peculiar a l romancero que e l momento p a r t i c u l a r que presenta un romance no es necesariamente una v i c t o r i a o un hecho heroico. Pero e l romance es resultado de un estado de exaltacion p a t r i o t i c a producido por una continuacion de l a Reconquista, esta empresa que, lejos de ser una mera palabra en los l i b r o s de h i s t o r i a , fue en verdad una epopeya v i v i d a por los.pueblos de ambos bandos. Y muy particularmente en e l caso de los romances fronterizos que no cantan, por regla general, sucesos historicos trascendentales, sino acontecimientos de importancia e interes l o c a l mas que nacional. Este hecho i n d i s c u t i b l e nos i n c l i n a a creer que los romances fronterizos son, en verdad, producto casi simultaneo de los hechos, ya que se escriben para e l pueblo y en funcion del interes que este siente por e l suceso cantado. En terminos generales, es l o mas probable que fuesen escritos por poetas de l a generacion que v i v i o l a accion resenada. En 1407 Fernando (mas tarde " e l de Antequera") paso con mucho poder a t i e r r a s fronterizas. Desde l a muerte de Alfonso XI en 1350 no se habia v i s t o en l a frontera un t a l alarde de fuerza. Los resultados de esta primera campana de Fernando fueron poco importantes, debido principalmente a su poca salud, que l e retuvo 138 en S e v i l l a largo tiempo, y en parte a l a f a l t a de colaboracion de muchos nobles, que aun no aceptaban l a autoridad del Regente. Pero su venida creo en los fronteros l a esperanza de accion i n -minente, que se derramo en romances. Las dos versiones de este romance que hemos presentado coin-ciden en presentar a l capitan Vanegas como enviado del rey para que escolte personalmente a l a doncella c r i s t i a n a . Luis Seco de Lucena explica quien era este capitan: En mi opinion, fue un simple soldado de fortuna, que formaba parte de l a guardia palatina, com-puesta casi exclusivamente por elches o cristianos renegados y cuya jefatura logro alcanzar. Sus Kazanas guerreras, de las que se hizo eco nuestro Romancero Fronterizo, l e proporcionaron e l prestigio e infl u e n c i a a que antes me he referido . 6 6 E l capitan Vanegas a quien alude e l romance fronterizo compuesto con motivo del s i t i o de Baeza de 1407 es, s i n duda alguna, Ridwan Bannigas, e l cual, por aquel entonces, co~-menzaba a alcanzar los laureles de l a g l o r i a . . . Nuestras cronicas no mientan a Ridwan Bannigas hasta veinte anos despues del hecho a que alude e l romance, cuando ya habia consolidado aquel su posicion s o c i a l y p o l i t i c a en Granada. Entonces logro l a mano de una infanta nasri y e l mas importante cargo del reino, pues e l sultan Muhammad VIII hubo de designarle ministro suyo, a l obtener, por segunda vez, e l trono granadino, a comienzos de noviembre del ano 1427. 139 Desde entonces y durante todo e l s i g l o XV, Venegas y Abencerrajes llevaron alternativamente l a p o l i t i c a granadina. S i los ultimos favore-cieron de continuo l a causa de los usurpadores, los primeros fueron e l mas firme apoyo en que se asento e l legitimismo.^7 La accion descrita por e l romance tuvo lugar en 1407- Se nombra a Venegas como capitan. Seria escrito e l romance antes de 1427, en que Venegas llego a ocupar una posicion p o l i t i c a de importancia en l a corte de Granada. Y probabiemente antes de 1431 en que fue asesinado Muhamed VIII y Venegas perdio e l poder de que habia gozado durante este reinado. Parece seguro que los fronteros cristianos estarian enterados de las in t r i g a s palaciegas de Granada-No olvidemos e l continuo i r y venir de tornadizos de ambos lados. E l romance que estamos estudiando presenta a l rey moro orde-narido a sus "moricos" que l e tomen a Baeza. Sabemos por l a Cronica de Juan I I que Baeza se defendio, y no pudiendo tomarla, los moros atacaron otra plaza menor, Bedmar, a tres leguas de Baeza, y l a entraron. E l romance, aunque puesto en boca del rey moro, se r e f i e r e a l o que fue en realidad una derrota de los moros. Esta escrito de acuerdo a l a forma tan peculiar a l romancero, de presentar e l nudo de l a accion s i n introduccion, y terminar e l poema s i n desenlace. Suponen que, sabedores los oyentes del resultado del s i t i o de Baeza, (tantas veces sitiada) no necesitan 140 que e l poema l o explique; mas bien parece que a l expresar sola-mente l a confiada orden del rey moro, presenta una v i s i o n i r o n i c a de su arrogancia, que pueden permitirse precisamente porque saben que Baeza no fue "derribada". Hemos presentado dos versiones de este romance. La primera, del Cancionero de Romances impreso en Amberes en 1550, l a segunda l a publico Argote de Molina en 1588 en su Nbbleza del Andalucia. Segun l a nota de Menendez Pi d a l publicada por Rodriguez Mofiino en su edicion del Cancionero de Amberes, e l editor Martin Nucio obtuvo esta version de un pliego suelto, precisado. Todos los eruditos coinciden en opinar que los pliegos sueltos (hubo varias tiradas en diferentes fechas y con modificaciones) reproducian romances cuya primera propagacion fue o r a l . En este caso. nos encontramos con que e l romance publicado tardiamente por Argote de Molina parece, por su e s t i l o , mas antiguo que e l de publicacion anterior. Lo cual no es un misterio, pues es muy posible que Argote de Molina reprodujese un texto cantado en Andalucia que bien podia ser mas f i e l a l o r i g i n a l que e l pliego que llego a manos de Nucio. La version de Amberes cuenta diez y ocho versos; l a de Argote diez y s e i s . 6 8 Los tres primeros son identicos en ambos ; en e l 141 cuarto hay una d i f e r e n c i a de s o l o una p a l a b r a : l a primera d i c e "essa ciudad t o r r e a d a " , l a segunda "esa v i l l a t o r r e a d a " . Desde aqui l a s d i f e r e n c i a s son mas senaladas. Indicaremos l o s versos en que e l modo de expresion d i f i e r e , aunque no e l sentido. l a : " l o s t r a e en l a cavalgada"; 2a.: " l o s t r a e d en cabalgada". Los versos d e l desenlace d i c e n : l a . i d vos c a p i t a n Vanegas porque venga mas honrrada porque enviando a vos no r e c e l o en l a tornada que r e c i b i r e y s a f r e n t a ni> cosa desaguisada. y d i c e l a v e r s i o n 2a.: Id vos, capitan Vanegas, porque venga mas honrada, que s i vos s o i s mandadero, se r a c i e r t a l a Jornada. Los versos c e n t r a l e s d e l poema expresan e l encargo d e l rey de que l e t r a i g a n a una muchacha, pero d i f i e r e n en l a i d e n t i f i c a c i o de e s t a . E l l o . d i c e : y l a h i j a de Pero Dias para ser mi enamorada y a su hermana Leonor de quien sea acompafiada y e l 2o.: y a ese v i e j o Pero Diaz prendedmelo por l a barba, y aquesa l i n d a Leonor sera l a mi enamorada. 142 Vemos que l a version publicada por Argote de Molina no dice que Leonor sea h i j a de Pero Diaz, y pide que l e traigan a Pero Diaz tambien; mientras que l a de Nucio habia de dos hermanas, una que solo menciona como h i j a de Pero Diaz, y su hermana Leonor. Hay otra diferencia entre las dos versiones. La primera quiere que: y los viejos y las viejas los meted todos a espada y los mocos y las mocas los trae en l a cabalgada . . . y l a segunda: y a los viejos y a los ninos los traed en cabalgada, y. a los mozos y varones los meted todos a espada . . . La ortografia, mas moderna en l a version 2a., s e r i a probablemente resultado de un arreglo de Argote de Molina a l t r a n s c r i b i r un romance oido. Vemos que no hay diferencia en los versos del arranque. Las diferencias de detalle en los versos de explicacion, son ejemplo de l o que ocurre con l a mayoria de los romances de nuestro romancero. La transmision o r a l que fue e l medio primero de difusion de los romances v i e j o s , es causa de que se produzcan estos cambios, generalmente por no recordar e l que los repite las palabras exactas, excepto las mas dramatic as, de mas impacto, como es aqui "Moricos, los mi moricos", l a c l a s i c a repeticion que encontramos en tantos casos, y los tres versos que l e siguen. Cada pequeno cambio en las palabras se une a los anteriores para l l e g a r , a veces, como en este caso, a ocasionar una diferencia de i n t e r -pretacion h i s t o r i c a . 3. E l romance de Reduan se ref i e r e a un ataque que Mohamed VII d i r i g i o contra Jaen en octubre de 1407, mientras e l infante don Fernando estaba sitiando a Set e n i l . Como e l ataque a Baeza y Bedmar, fue una operacion secundaria llevada a cabo con e l objeto de que las fuerzas cristianas aflojaran l a presion a que sometian a Set e n i l . Es un caso, como los romances anteriores, de episodios fronterizos de graniimportancia para los fronteros, entre los que se h a l l o alguno que supo cantar en versos a r t i s t i c o s l o que ocupaba l a mente de todos. Este romance esta tambien v i s t o enteramente desde e l lado moro: tanto es a s i que n i siquiera menciona e l hecho de que las fuerzas arabes, segun l a cronica de Juan_II, fueron rechazadas; ademas parece que en esta lucha murio un t a l Reduan. Se h a l l a incluido entre los romances con que Perez de Hita enriquece su obra Guerras c i v i l e s de Granada. Hit a s i t u a l a accion en tiempos de Boabdil. M i l a y Fontanals dice: En e l reinado de Boabdil (1482-1492) hubo otro valiente capitan llamado Reduan Venegas que Ikk servia, no a Boabdilj sino a su t i o Abdallah e l Zagal. E l romance parece inspirado por l a expedicion a Lucena, en que Boabdil quedo cautivo, a l a vez que por e l recuerdo del antiguo Reduan. Es semi-artistico y uno de los primeros en que empieza a percibirse e l b r i l l a n t e colorido que caracteriza a los moriscos. 69 Colin Smith por su parte ve un anacronismo en l a mencion del "Rey Chico". Pero en realidad no hay t a l anacronismo. Dice Colin Smith: " . . . the second part, with i t s anachronistic mention of the Rey Chico (Boabdil, l a s t king of Granada) \n^/ . . . " (p. 118). Se daba e l nombre de Chico, o pequeno, a los reyes ninos, o jovenes, mas jovenes que otro pretendiente a l trono. Que sepamos, hubo por l o menos t r e s , o t a l vez cuatro, entre los Nazaries: Muhammed IV de 1325 a 1333; en e l s i g l o XV Muhammed VI I I , que reino de 1417 a 1419, y de 1431 a 1432. Segun Alonso de Palencia, a quien hemos citado sobre este p a r t i c u l a r en l a pagina 41, habria habido otro rey chico, o pequeno, hacia 1455. Habria sucedido a Ismael, que sucedio a Muhammed IX. Pero las noticias de este rey pequeno nos han llegado solo a traves de las cronicas cristianas y son confusas. Boabdil fue tambien llamado e l rey chico. Reino de 1482 a 1492, con interrupciones. Muhammed V I I I , que sucedio a Muhammed VII, era muy nino y como t a l era llamado tambien "Rey 145 chi c o " . La verdadera d i f i c u l t a d se presenta en o t r a forma. La c r o n i c a , como veremos, s i t u a e l ataque a Jaen en octubre de 1407, y l a s n o t i c i a s que tenemos de l o s reyes de Granada f i j a n l a muerte de Muhammed V I I y ascension de Yusuf I I I en 1408. E l "rey c h i c o " , Muhammed V I I I , no comenz5 a r e i n a r h a s t a 1417. Su primer reinado s o l o duro dos anos. V o l v i o a r e i n a r en 1427; en 1431 estaba en Salobrena, donde l o h i z o matar Muhammed IX e l Izquierdo. Perez de H i t a l e llama "aquel antiguo romance". Por o t r a p a r t e , no se encuentra este romance en hingun cancionero; s o l o disponemos de l a v e r s i o n que nos da este autor. Es p o s i b l e que sea obra suya. La c u e s t i o n es i n s o l u b l e , pues nos f a l t a n l o s datos necesarios. Pero s e r i a l o g i c o aceptar l a e x i s t e n c i a de un romance antiguo, que terminase en l a s l i n e a s : Reduan pide m i l hombres, e l rey cinco m i l l e daba y que e l r e s t o , de un e s t i l o d i f e r e n t e , v i v i d o , que presenta e l espectaculo, e l c o l o r i d o de un d e s f i l e arabe, t a n frecuentemente d e s c r i t o s por Gines Perez de H i t a en su famosa obra, hubiese s i d o anadidura suya. A Perez de H i t a , que e s c r i b i o h a c i a f i n e s d e l s i g l o XVI, ya no l e i n t e r e s a n l o s pormenores de 1407- No nos da ningun d e t a l l e d e l campo c r i s t i a n o , n i da n o t i c i a d e l desenlace 146 de l a lucha. Asi lee e l romance, en e l capitulo XIII de Las guerras  c i v i l e s de Granada: "Reduan, bien se te acuerda Que me diste l a palabra Que me darias a Jaen En una noche ganada, Reduan, s i t u l o cumples darete paga doblada y s i t u no l o cumplieres desterrarte he de Granada; echarte he en una frontera do no goces de tu dama". Reduan l e respondia si n demudarse l a cara: " S i l o d i j e no me acuerdo, mas cumplire mi palabra." Reduan pide m i l hombres, e l rey cinco m il l e daba. Por esa puerta de E l v i r a sale muy gran cabalgada: iCuanto del hidalgo moroI iCuanta de l a yegua baya! iCuanta de l a lanza en puno! iCuanta de l a adarga blanca! iCuanto de marlota verdel iCuanta aljuba de escarlata! iCuanta pluma y gentileza! iCuanto capellar de grana! iCuanto bayo borcegui! iCuanto lazo que l e e smalt a.' iCuanta de l a espuela de oro iCuanta estribera de plata! Toda es gente valerosa y experta para b a t a l l a . En medio de todos ellos va e l Rey Chico de Granada. Miranlo las damas moras de las Torres del Alhambra. La reina mora, su madre, de esta manera l e habia: "Ala. te guarde, mi h i j o 11+8 Mahoma vaya en t u guarda, y te vuelvas de Jaen l i b r e , sano y con ventaja, y te de paz con t u t i o senor de Guadix y Baza." E l sefior de Guadix y Baza fue durante algun tiempo, Az-Zagal, t i o de Boabdil. E l l o daria peso a las opiniones que suponen dos episodios y dos autores diferentes para este romance. E l arranque nos dice que e l rey increpa a Reduan diciendole: que me diste l a palabra que me dar1as a Jaen en una noche ganada . . . En cuanto a l a identidad de Reduan, dice Seco de Lucena: A l t r a t a r de descubrir a este moro, l o primero que se nos ocurre es i d e n t i f i c a r l o con Ridwan Bannigas, es decir con e l capitan Vanegas a que alude e l romance "Moricos, los mi moricos . . .", compuesto con motivo de otra expedicion realizada elsmismo ano 1407 por los granadinos, esta vez contra Baeza y que prueba que las hazanas belicas de Ridwan Bannigas l e habian hecho popular ya, por aquel entonces. Pero no es posible i d e n t i f i c a r a l moro Reduan del romance "Reduan, bien se te acuerda . . . " con Ridwan Bannigas, protagonista en e l romance "Moricos, los mi moricos", porque e l primero murio durante l a expedicion . . . y e l segundo sobrevivio ambas empresas. . . . Yo pienso que se t r a t a del h i j o del hachib Ridwan, cuyo padre, otro c r i s t i a n o renegado que, como Mufarrich y 149 Bannigas, formo parte de l a guardia palatina, alcanzo poder y fortuna y llego a desempefiar e l gran v i s i r a t o . . . . Naturalmente, e l alcaide Reduan del romance no es e l hachib Ridwan, a quien acabo de referirme, porque este habia f a l l e c i d o en aquella fecha; pero, en mi opinion, se t r a t a de su h i j o Muhammad, cuyo nombre propio quedo oscurecido por e l de su padre, en razon de que fue este, y no su h i j o , quien, con sus hazanas, hizo popular e l nombre de Reduan en Ca s t i l l a . 7 0 Hubo un ataque a Jaen en octubre de 1407. Asi l o describe l a cronica de Juan I I : Y a l i i vinieron nuevas a l Infante como e l Rey de Granada con todo su poder est aba sobre Jaen e l o combatio, e habia ende llegado lunes a diez dias de otubre; e luego e l Infante mando llamar a consejo, e acordose que Diego Perez Sarmiento fuese con seiscientas lanzas a se meter en Jaen; y embio sus cartas a todos los fronteros para que se juntasen todos para venir descercar a Jaen. Y e l rey de Granada con seis m i l de caballo e ochenta mil peones, combatio l a cibdad tres dias muy fuertemente; e los de l a cibdad se defendieron muy bien, e mataron e f i r i e r o n muchos moros. . . . Y e l Rey de Granada se hubo de levantar dende con poca honra, y quemo los arravales e huertas e vifias, e volviose a Granada. Y en este combate murio e l alcayde Redoan, que era e l mayor caballero que e l consigo traia. 7 1 Ya se ha mencionado l a p o s i b i l i d a d de que este romance haya sido compuesto en dos fechas muy aparte. La segunda parte s e r i a puramente l i r i c a . La primera, probablemente antigua, pareceria 150 derivar de l a cronica. E l unico dato que tienen en comiin es e l nombre de Reduan; mientras l a cronica r e f i e r e detalladamente e l ataque y las medidas tomadas por e l Infante para defender a Jaen, e l romance carece en absoluto de datos h i s t o r i c o s , excepto nombrar a un capitan. En l a cronica vemos que, aunque los moros no lograron entrar en Jaen, e l rey de Granada "quemo los arravales, e huertas e vifias, e volviose a Granada." Para los fronteros de los arrabales de Jaen, una entrada desastrosa. Es de creer que en sus origenes e l romance, s i n l a descripcion de los caballeros granadinos, habia narrado l a destruccion de arrabales y campos. La repeticion o r a l probablemente dejo perder este f i n a l , y creo que s e r i a Gines Perez de Hita quien alargaria e l romance con veintiocho lineas de resabio morisco, por su descripcion de l a cabalgada, con todo e l color que se encuentra en las descripciones granadinas de su obra. Tambien l a alusion a las damas que miran e l d e s f i l e de los caballeros y l a mencion de " l a reina mora', su madre" (de Boabdil) se adaptan a l e s t i l o de Las Guerras c i v i l e s  de Granada. Pero hay que mencionar que l a repeticion monotona, que f i j a l a atencion del oyente sobre un punto importante (aqui l a fuerza y g a l l a r d i a de l a cabalgada) es un recurso l i t e r a r i o que se encuentra en muchos romances viejos. En un romance antiguo 151 de l a perdida de Esparia dice Don Rodrigo: Ayer era rey d'Espana oy no l o soy de una v i l l a / ayer v i l l a s y c a s t i l l o s oy ninguno poseya/ ayer tenia criados y gente que me servia oy no tengo una almena que pueda dezir que es mia/72 Hallamos tambien series enumeratorias en varios de los romances del c i c l o del Cid, y del conde Fernan Gonzalez. Entre los fronterizos hay tambien otros ejemplos; veremos mas adelante como versos muy similares a los de Reduan se encuen-tran en e l romance que comienza: "Ya se salen de Jaen . . .", y tambien en e l de "Dia era de San Anton . . . ". La mencion de Reduan, un caballero moro conocido por su valentfa (como, segun Seco de Lucena l o habia sido su padre), i n d i c a r i a una creacion muy cercana a l hecho de armas en e l tiempo; y dada l a escasez de trascendencia m i l i t a r del encuentro, no habria vivido en l a memoria del pueblo e l recuerdo de un ataque mas de los moros, siendo que l e siguieron otros muchos. 4. En 1410 se renueva l a guerra que ya habia iniciado en 1407 e l regente, Fernando de Antequera. Terminadas las treguas, se dispone a conquistar t e r r i t o r i o arabe. Es f a c i l imaginarse e l 152 impacto que esta n o t i c i a debio tener entre los fronteros. E l resultado de esta campana fue l a toma de Antequera, y relacionados con este acontecimiento nos nan llegado dos romances. Uno, publicado en e l cancionero de Amberes de 1550, procedente de pliego desconocido: De Antequera partio e l moro tres horas antes del dia con cartas en l a su mano en que socorro pedia escritas yban con sangre mas no por f a i t a de t i n t a e l Moro que las llevava ciento y veynte anos avia l a barva tenia blanca l a calva l e r e l u z i a toea llevava tocada muy grande precio v a l i a l a Mora que l a labrara por su amiga l a tenia alhaleme en su cabeca con borlas de seda f i n a c a v a l l e r o en una yegua que c a v a l l o no q u e r i a s o l o con un pagezico que l e tenga compania no por f a l t a de escuderos que en su casa hartos a v i a s i e t e celadas l e ponen de mucha c a v a l l e r i a mas l a yegua era l i g e r a dentre todos se s a l i a por l o s campos de A r c h i d o n i a grandes bozes d e z i a / o buen rey s i t u supiesses mi t r i s t e mensajeria messarias tus c a b e l l o s y l a t u barva v e l l i d a . E l rey que v e n i r l o v i d o a r e c e b i r l o s a l i a con t r e z i e n t o s de c a v a l l o l a f l o r de l a Moreria. Bien seas venido e l Moro buena sea t u venida Ala te mantenga e l rey con toda t u compania di me que nueva me traes de Antequera essa mi v i l l a ? Yo te las dire buen rey s i tu me otorgas l a vida/ l a vida t'es otorgada s i t r a i c i o n en t i no avia/ nunca Ala l o permetiesse hazer tan gran v i l l a n i a , mas sepa t u r e a l alteza l o que ya saber devria que essa v i l l a de Antequera en grande aprieto se v i a que e l infante don Fernando cercada te l a tenia fuertemente l a combate si n cessar noche n i dia manjar que tus Moros comen cueros de vaca cozida/ 155 buen rey sino l a socorres muy presto se perderia. E l rey quando aquesto oyera de pesar se amortecia haziendo gran sentimiento muchas lagrimas v e r t i a rasgava sus vestiduras con gran dolor que t e n i a ninguno l e consolava/ porque no l o permitia mas despues en s i tornando a grandes bozes dezia toquense mis ahafiles trompetas de plata f i n a / juntense mis cavalleros quantos en mi reyno avia vayan con mis dos hermanos a Archidona essa mi v i l l a en socorro de Antequera llav e de mi senoria y ansi con este mandado se junto gran Moreria ochenta m i l peones fueron e l socorro que venia con cinco m i l de cavallo los mejores que tenia ansi en l a "boca del asna este r e a l sentado avia a v i s t a del delslnfante e l qual ya se apercebia confiando en l a gran v i t o r i a que dellos dios l e daria sus gentes bien ordenadas de san Juan era aquel dia quando se dio .la b a t a l i a de los nuestros tan herida que por clento y veynte muert quinze mil Moros avia despues de aquesta b a t a l i a fue l a v i l l a combatida con lombardas y pertrechos y con una gran bastida 157 con que l e ganan las torres de donde era deffendida despues dieron e l C a s t i l l o los Moros a pleytesia que l i b r e s con sus haziendas e l infante los pornia en l a v i l l a de Archidonia l o qual todo se cumplia y ansi se gano Antequera, a loor de Santa Maria.73 A principios de 1410 los moros reeobraron Zahara que habian perdido en 1407, llevando gran numero de mujeres y nihos presos. E l infante Fernando, ansioso de proseguir l a reconquista, l l e g a a Cordoba en a b r i l de 1410. A l i i se hacen los preparativos de guerra y se decide atacar a Antequera: The conquest of Antequera was the f i r s t major inroad into the t e r r i t o r y of Granada since the days of Alfonso XI. On the central f r o n t i e r as d i s t i n c t from the t e r r i t o r y of Gi b r a l t a r , only f r o n t i e r castles and small f o r t i f i e d places had hitherto changed hands. The f a l l of Antequera opened a gap i n the defenses of the Nasrid kingdom and seemed to be the f i r s t step towards the C a s t i l l i a n conquest which took place eighty years after. 74 15-8 La conquista de Antequera ha s i d o resefiada por A l v a r G a r c i a de Santa M a r i a ; su c r o n i c a no ha s i d o aun e d i t a d a ; Galindez de C a r v a j a l i n c l u y o gran parte de e l l a en l a c r o n i c a de Juan I I que r e c o p i l o . E l o r i g i n a l se encuentra en l a B i b l i o t e c a Nacional de P a r i s . Aunque es c r o n i c a d e l reinado de Juan I I , su heroe es Fernando, e l de Antequera y luego de Aragon. Por l a c r o n i c a y por diversos romances que nos nan l l e g a d o , sabemos que durante este s i t i o l o s moros h i c i e r o n muchas s a l i d a s a t i e r r a s de c r i s t i a n o s , algunas v i c t o r i o s a s , para t r a t a r de d i s t r a e r l a s fuerzas que cercaban Antequera y a s i a l i v i a r a l o s cercados. Este romance r e f l e j a l a angustia d e l moro. En esta f r o n t e r a v i v a , a b i e r t a durante tantosanos, e l c r i s t i a n o que compuso e l romance y l o s f r o n t e r i z o s que l o acogieron y perpetuaron, comprenden plenamente l o que l a perdida de Antequera s i g n i f i c a , s i n dejar de expresar su s a t i s f a c c i o n por l a v i c t o r i a c r i s t i a n a . Se s i t u a l a accion a l tiempo d e l cerco de l a v i l l a , e l c u a l duro cinco meses. Mila. y Fontanals l o considera de t r a d i c i o n muy v i v a . Menendez P i d a l comenta, hablando de este romance: Este t i e n e su primera p a r t e , jh o c t o s i l a b o s , de e s t i l o t r a d i c i o n a l , y luego sigue un complemento, 36 o c t o s i l a b o s , evidentemente sacados en resumen muy f i e l y l i t e r a l de l a Cronica de Juan I I , parte afiadida muy 159 tardiamente. E l caracter postizo de este complemento se comprueba porque, hallandose en e l cancionero s i n ano de Amberes, f a l t a en los pliegos sueltos mas antiguos .75 Asi dice l a cronica: E l Rey de Granada CYusuf I I I 3 como supo que e l Infante estaba sobre. Antequera, mando a dos infantes, sus hermanos, que con todo su poder se fuesen a l a v i l l a de Archidona, e mando pregonar que todos los Moros de Granada a s i de caballo como de pie, de todas sus cibdades e v i l l a s , se fuesen a Archidona para sus hermanos los Infantes por i r descercar l a v i l l a de Antequera, que tenia cercada e l Infante Don Fernando; e a l i i fueron juntos hasta cinco m i l de caballo e ochenta m i l peones. E como e l Infante t e n i a sus guardas y escuchas en e l campo, supo deste ayunta-miento, e penso que l e vinian a dar l a b a t a l l a , de que e l Infante hubo muy gran placer, esperando en Dios de haber l a v i c t o r i a , e que habiendola, l a guerra del Rey se acabaria mas presto. E los Infan-tes Moros llegaron a Archidona, domingo en l a tarde, quatro dias de Mayo; e luego otro dia lunes movieron su Real los peones por l a s i e r r a , e los caballeros por l a falda d e l l a , e fueron asentar su Real en una t i e r r a que llaman l a Boca del Asna, que es a una legua de Antequera, donde los Reales a s i de los Christianos como de los Moros, se veian bien los unos a los otros.76 Los t r e i n t a y seis versos ultimos del romance, que, en efecto, siguen l a narracion de l a cronica, l o hacen de manera muy resumida. De hecho Fernando tardo aun cinco meses en conquistar i6.o a Antequera, y l a cronica emplea t r e i n t a y tres capitulos para explicar en detalle todos los pormenores del s i t i o . E l capitulo VIII de este cuarto ano del reinado de Juan I I t r a t a de l a b a t a l l a del dia de San Juan que menciona e l romance: 0tro r d i a martes, seis dias de Mayo, dia de San Juan del dicho ano, envio e l Infante a Don Pero Ponce de Leon . • . con hasta ochocientas lanzas e hasta trescientos peones que con e l l o s fueron por ver e l Real de los Moros como estaba asentado; los quales llegaron muy cerca, e vieron que l a gente de peones era tanta, que se no podia bien numerar, e l a de caballo les parecia, segun e l asentamiento de las tiendas, que podian ser cinco m i l de caballo poco mas o menos. 77 Se describe aqui l a b a t a l l a con mucho pormenores y sigue l a cronica: Y en esta b a t a l l a fueron tantos presos e muertos, que no se pudo haber certidumbre d e l l o ; mas de quanto algunos dias despues se supo que e l Rey de Granada habia mandado saber que gente habia entrado de Moros, e hallose por las nominas de los lugares donde vinieron que f a l l e c i a n mas de quince mil Moros; e de los Christianos mando saber e l Infante quantos f a l l e c i a n , e hallose que serian muertos hasta ciento e veinte. 78 E l f i n , que ocurrio e l 2h de septiembre, se describe a s i : La pleytesia concertada, quedo que los Moros estuviesen e l dia siguiente en e l c a s t i l l o adereszando todo l o que habian de l l e v a r . . . E de a l i i e l Infante los mando poner en Archidona, donde murieron muchos dellos. porque iban dolientes.79 161 S i bien parece claro que l a segunda parte del romance es erudita, sacada de l a Cronica, los primeros "j6 versos estan muy dentro del e s t i l o de los fronterizos. No se l i m i t a a dar l a n o t i c i a : es un moro vi e j o quien l l e v a cartas escritas con sangre. Descripcion de su atavio; mencion de una mora, su amiga. Yegua l i g e r a ; era bien sabida l a p e r i c i a de los ginetes arabes. E l dramatico dialogo con e l rey, en que e l v i e j o moro presenta l a apurada situaeion de los defensores de Antequera que comen cuero de vaca, mientras e l Infante los combate noche y dia. E l rey vi e r t e lagrimas, se rasga las vestiduras, gesto de congoja o colera entre los orientales; por f i n , dominandose, da orden que se convoque a todos sus caballeros. Esta primera parte, que n i ha sido tomada de l a cronica n i ha influenciado e l relato de los cronistas, es un magnifico ex-ponente del e s p i r i t u de l a frontera, en cuanto r e f l e j a compasion y no vanagloria; es uno de los romances que ven e l episodio que narran desde e l campo arabe, y e l juglar que l o compuso, o e l pueblo que l o transmitio, han sabido e l e g i r sus imagenes de manera que dan a l romance, mas l i r i c o que epico, un sabor arabe, en sus primeros setenta y cuatro octosilabos. Los t r e i n t a y seis restantes son relato v i s t o desde e l campo c r i s t i a n o , como podia 162 esperarse de una n a r r a c i o n sacada de l a c r o n i c a . La pr e s e n c i a de l o s dos i n f a n t e s moros, l a c i f r a exacta de tropas que t r a i a n ; e l sentar su r e a l a v i s t a d e l de Fernando; l a mencion d e l d i a de San Juan, ( i s e r i a entonces e l 6 de mayo?), todo e l l o i n d i c i o s que sefialan l a c r o n i c a como fuente de es t a parte d e l romance. Los ultimos versos: y a n s i se gano Antequera a l o o r de Santa Maria. expresan claramente e l punto de v i s t a c r i s t i a n o , bajo su aspecto m i l i t a r y r e l i g i o s e A l ser este romance r e s u l t a d o de dos composiciones d i f e r e n t e s , tenemos como gu i a para f i j a r l a fecha de su cr e a c i o n l a c r o n i c a , que fue e s c r i t a , e s t a p a r t e , por A l v a r G a r c i a de Santa Maria antes de 1460, ano de su muerte,.y por. Ip tanto l a segunda parte'tuvo que ser ariadida despues de este ano. Pero l a primera p a r t e , que presenta l a escena v i s t a por e l moro, es a n t e r i o r . La fecha de su composicion p o d r i a haber sido muy cercana a l hecho. Despues de cuarenta anos, de l o s cuales no se canta ningun hecho de armas, tenemos e l grupo de romances de 1407 y de 1410; s e r i a este grupo, de l a regencia de Fernando, exponente c a r a c t e r i s t i c o d e l romance f r o n t e r i z o , es d e c i r , estos romances son producto d e l efecto que causo en l a f r o n t e r a e l hecho de reanudarse l a s h o s t i l i d a d e s , y no de l a 163 magnitud de l a s v i c t o r i a s . De ser c i e r t a e s t a t e o r i a , s e r i a n estos romances de impresion muy cercana a l hecho y de i n t e n c i o n n o t i c i o s a . E s t a primera p a r t e d e l romance, en que se descubre gran maestria a r t i s t i c a , pudo haber s i d o e s c r i t a por algun poeta de l a corte que Fernando t e n i a en S e v i l l a . En 1411 e l Regente ya no esta. en C a s t i l l a , sino en Aragon, ocupado en l o s asuntos de l a sucesion a l trono de aquel r e i n o . En lkl6 muere. No creo que haya sido e s c r i t a cuando aun era dudoso e l r e s u l t a d o d e l s i t i o de Antequera. E l muy aceptado concepto de que gran parte de l o s romances f r o n t e r i z o s son de e s p i r i t u arabe no me parece c o r r e c t o . La presentacion desde e l campo moro es una f i g u r a l i t e r a r i a producto de l a sensacion de seguridad, e l complejo de v i c t o r i a , s i se q u i e r e , que se s e n t i a en 1410, y luego desde lh&3, en e l campo c r i s t i a n o ; e sta confianza en l a v i c t o r i a p r o p i a des-p i e r t a compasion por e l vencido y no o r g u l l o en e l vencedor; l a v i d a en l a f r o n t e r a , mas o menos e s t a c i o n a r i a durante c a s i dos s i g l o s , ha creado este l a z o p s i c o l o g i c o de union pero s i n d i s m i n u i r e l afan de v i c t o r i a y l a admiracion h a c i a l o s capitanes c r i s t i a n o s . E l cuadro t r a g i c o que l a primera parte de este romance d e s c r i b e , en t i e r r a de Granada, supone por p a r t e d e l poeta y de l o s oyentes para quienes compone, e l conocimiento, l a seguridad, de que l a 164 b a t a l l a de Antequera ha terminado en v i c t o r i a c r i s t i a n a . Este romance es narrativo en su mayor parte; empieza con una descripcion fuertemente dramatica: l a hora, las cartas escritas en sangre, l a edad del moro y l a descripcion de su persona, con todo d e t a l l e , tan frecuente en los romances fron t e r i z o s ; explicacion de los obstaculos que ha tenido que veneer para l l e v a r e l mensaje a su rey. Le vemos hablando a l rey "a grandes hozes" aun antes de ll e g a r a Granada. E l rey l e oye y sale a r e c i b i r l e y se i n i c i a un dialogo entre los dos. Hasta aqui" todo ha sido preparacion dramatica No nos enteramos del "gran aprieto" de Antequera hasta e l veA) 51. Este romance en su primera parte es mas juglaresco que t r a d i c i o n a l . Es posiblemente demasiado largo para ser t r a d i c i o n a l , ya que e l pueblo, en los romances que repite y propaga oralmente, acorta e l texto i n i c i a l . E l arranque de este romance tendria l a f a c i l i d a d , l a naturalidad que es c a r a c t e r i s t i c a de los trad i c i o n a l e s , pero esta naturalidad parece perderse despues de los primeros t r e i n t a versos, como maximo, y pasa a ser de e s t i l o juglaresco puro. Encontramos como he serialado, mezcla de narracion y dialogo que es rasgo frecuente en los romances viejos. La ultima parte, recogida de l a cronica, es de composicion que, a no ser por l a asonancia, podria formar parte, literalmente, de su fuente. La asonancia monorrima es eh i a . 165 5. Nos ha llegado otro romance que se r e f i e r e a l a conquista de Antequera; pero e l enfoque es d i s t i n t o . Aqui se narra l a venganza mora: e l rey Yusuf I I I ordena que se corra l a t i e r r a de Alcala, l a Real, mientras los cristianos estan ocupados en Antequera. Con todo y ser las entradas del enemigo en t i e r r a propia muy temidas de todos, este romance l a ve del lado moro, conmemora una v i c t o r i a arabe, pero no s i n haber antes hecho constar e l descalabro sufrido por estos: La manana de sant Juan a l tiempo que alboreava gran f i e s t a hazen los moros por l a vega de Granada rebolviendo sus cavallos y jugando de las langas ricos pendones en el l a s broslados por sus amadas ricas marlotas vestidas texidas de oro y grana e l moro que amores tiene senales dello mostrava y e l que no tenia amores a l i i no escaramugava las damas moras los miran de las torres del Alhambra tambien se los mira e l rey de dentro de l a alcagava dando vozes vino un moro con l a cara ensangrentada con t u l i c e n c i a e l rey te dire una nueva mala e l infante don fernando tiene antequera ganada. muchos moros dexa muertos yo soy quien mejor l i b r a r a siete langadas yo traygo e l cuerpo todo me passan los que comigo escaparon en Archidona quedauan con l a t a l nueua e l rey l a cara se l e demudaua manda juntar sus trompetas que toquen todos a l arma manda juntar a los suyos haze muy gran caualgada y a las puertas de a l c a l a 167 que l a r e a l se llamaua los christianos y los moros vna escaramuga trauan l o s christianos eran muchos mas lleuauan orden mala los moros que son de guerra dado les han mala carga dellos matan dellos prenden dellos toman en celada con l a v i c t o r i a l o s moros van l a buelta de Granada a grandes vozes dezian l a v i c t o r i a ya es cobradaP^ Los primeros diez y ocho octosilabos mas parecen romance morisco que f r o n t e r i z o , con su descripcion de una f i e s t a mora. Segun Menendez P i d a l esta parte s e r i a mas t a r d i a que l a segunda parte, derivada de un poema de J a r i f a y Abindarraez. Aunque a s i sea, quien junto las dos partes tuvo, a mi ver, acierto. E l todo presenta l a gama de emociones, que son causa de l a accion, y da una v i s i o n completa de un episodio, en parte como fue, en parte como pudo haber s i d o , que esta muy a tono con l a vida de frontera. 168 Los moros estan ocupados en una de las fi e s t a s que hizo famosas, a fines del s i g l o XVI, Perez de Hita: descripcion de ropas, pendones bordados por sus amadas, presencia de sus damas y del rey. Hasta aqui l a parte t a r d i a . • Sin t r a n s i c i o n , pasamos a l episodio dramatico del moro herido que viene a dar nuevas de l a perdida de Antequera. Aunque " l a cara se l e demudaba", e l rey no pierde tiempo en lamentaciones; junta a su gente y hace una entrada en Alca l a l a Real. Los c r i s t i a n o s , que no estahan pre-parados, son desbaratados y los moros "cobran l a v i c t o r i a " . Asi l o explica l a cronica: Como e l Rey de Granada fue c e r t i f i c a d o que e l Infante t e n i a l a v i l l a y Castillo de Antequera, e que los Moros que d e l l a escaparan eran idos a Archidona, fue dello muy t r i s t e . E los Caballeros de su Consejo l e dixeron: "Senor, no te enojes, que en las cosas de l a guerra asi acaesce; e s i agora los Christianos tomaron a Antequera, l a gente no se perdio, e podra, ser que l a tornemos a tomar con l a gente que.eh e l l a e s t a t e sera, mas nuestro provecho, e despues del mal se espera e l bien; e pues agora, Senor, los Christianos estan ufanos y alegres con esta v i c t o r i a , dadnos l i c e n c i a que entremos en su t i e r r a , e querra, Dios que podremos ende tanto mal hacer en poco tiempo, como ell o s han hecho en seis meses que han estado en l a tuya". E a l Rey plugo de l o que l e decian, e mando que cavalgasen dos m i l de caballo e algunos peones, los quales fueron a A l c a l a l a Real e corrieron l a t i e r r a e talaron las vinas y huertas e no se detuvieron ende mas de un dia .^1 169/ La descripcion de l a entrada en t i e r r a de c r i s t i a n o s , es mas detallada en e l romance, que en l a cronica. E l romance sit u a una escaramuza a las puertas de Alca l a l a Real, en que los moros van preparados y cogen a los cristianos desprevenidos. Por otra parte l a cronica, que solo dice que "corrieron l a t i e r r a e talaron las huertas y vinas", c i t a a los caballeros granadinos consolando y aconsejando a l rey. En este caso s e r i a l a cronica l a que habria recogido e l romance, que narra una entrada de las muchas que se hacian, esta como reaccion a l a perdida de Antequera. Los caballeros que habian a l rey, puede e l cronista haberlos transformado en con-sejeros; en e l romance estan haciendo "gran f i e s t a " y juegos de lanza, mientras los mira e l rey desde l a Alcazaba. Es -curioso que este romance situe l a accion e l dia de San Juan, y e l que hemos estudiado anteriormente mencione esta misma f i e s t a como e l dia "Quando se dio l a b a t a l l a — d e los nuestros tan herida . . ." A este encuentro siguio meses mas tarde e l d e f i n i t i v o que termino con l a conquista de Antequera. Anade e l romance: "despues de aquesta b a t a l l a — f u e l a v i l l a combatida. . . ." E l romance que arranca con e l verso " l a mafiana de Sant Joan . . . " podria recoger l a accion del anterior en e l punto en 170 que se unen las dos partes de este, segun hemos explicado. Es decir, considerando que e l romance primitivo terminaha con los versos "juntense mis cavalleros—quantos en mi reyno avia", despues de d e s c r i b i r e l dolor del rey por las nuevas que l e han llegado de Antequera, se sigue que e l romance que estudiamos recoge e l mismo momento de l a llegada del moro vi e j o que viene a anunciar que " e l infante don fernando—tiene Antequera ganada", pero aqui los caballeros arabes convencen a l rey a que haga una sal i d a de t a l a y saqueo, l a cual se l l e v a a cabo con exito en Alcala l a Real, cerca de Granada y lejos de Antequera. Pero de ser asi nos encontramos frente a un anacronismo. San Juan, que celebramos ahora e l 24 de junio, se celebraba entonces e l dia 6 de mayo (como hemos v i s t o en e l estudio del romance "De Antequera partio e l moro"). Antequera fue conquistada e l 24 de septiembre. La fusion de dos romances e x p l i c a r i a este anacronismo aparente. S i l a primera parte ha sido adaptada de un romance de J a r i f a y Abindarraez, "La mafiana de San Juan" s e r i a cuando tuvo lugar en Granada l a f i e s t a que se describe, y no tendria relacion con l a segunda parte del romance, en que se recibe l a n o t i c i a de l a perdida de Antequera. 171 En su comienzo este romance describe una f i e s t a . Menendez Pid a l no cree que esta descripcion formase parte del romance a principios del s i g l o XV. La edicion mas antigua conocida es l a de l a S i l v a de Romances impresa en Zaragoza en 1550 y trae e l romance t a l como l o conocemos hoy. Pero l a primera mitad s e r i a tomada del romance amoroso de J a r i f a y Abindarraez, morisco y no fronterizo. E l romance completo ya se tenia por antiguo en 1550; s i consideramos l a segunda parte, l a parte propiamente f r o n t e r i z a , como mas v i e j a que l a parte galante del p r i n c i p i o , tenemos que s i t u a r l a en e l s i g l o XV. La f a l t a de detalles y l a ausencia de nombres, en esta parte del romance, hacen imposible s i t u a r l a con alguna medida de certidumbre en un periodo aproximadamente coetaneo del suceso; e l unico dato que demuestra conocimiento directo del hecho por parte del poeta, s e r i a e l que explican los versos: los christianos eran muchos mas llevavan orden mala los moros que son de guerra dado les han mala carga. . . • En efecto los moros i r i a n a l ataque con gran esfuerzo, por vengar l a derrota que sus armas han sufrido en otro punto de l a frontera. Los c r i s t i a n o s , euforicos por l a v i c t o r i a , habrian relajado su acostumbrada v i g i l a n c i a . La h i s t o r i a e s c r i t a no se detiene en 172 pormenores, y e l episodio carece de trascendencia; esto pareceria indicar una creacion de impresion inmediata a l a que se l e anadio posteriormente un p r i n c i p i o morisco. Pero no puedo encontrar una base so l i d a en que apoyar esta suposicion. Analizando e l romance t a l como nos ha llegado, se echa de ver l a diferencia entre sus dos partes. La primera es de descrip-cion de fi e s t a s y vestimentas moras, que tanto habian de l l e g a r a interesar a los escritores espanoles del XVI, y que con tanto acierto recogio Gines Perez de Hita. E l poeta que unio las dos partes tuvo acierto; presenta un dramatico contraste entre l a ale g r i a y despreocupacion de los caballeros que juegan a las lanzas, y de las damas que los miran desde l a Alhambra, con e l moro que l l e g a dando voces "con l a cara ensangrentada". E l autor ha situado a l l e c t o r en e l centro de una escena p a c i f i c a y alegre, de mucho color l o c a l arabe; e l elemento dramatico se introduce s in previo aviso: tambien se los mira e l rey de dentro de l a alcacava dando vozes vino un moro con l a cara ensangrentada . . . tan subitamente aparece, que no queda claro s i e l rey esta. dentro de l a alcazaba o s i e l moro l l e g a por dentro de l a alcazaba. E l 173-romance, de asonancia monorrima en aa, no parece haber sufrido muchas transformaciones en su transmision; es de corte juglaresco. 6 . Otra de las incursiones que se llevaron a cabo durante e l s i t i o de Antequera fue l a que termino en l a derrota c r i s t i a n a de Montejicar e l 11 de mayo de 1410. De e l l a nos ha llegado e l siguiente romance: Ya se salen de Jaen los trescientos hijosdalgo: mozos codiciosos de honra, pero mas enamorados. Por amor de sus amigas, todos van juramentados de l l e g a r hasta Granada• y correrles todo e l campo, y no dar vuelta sin traer algun moro en aguinaldo. Un lunes por l a manana parten todos muy lozanos, con lanzas y con adargas ricamente aderezados. Todos visten oro y seda, todos punales dorados: IMuy bravos caballos llevan a l a gineta ensillados! Los jaeces son azules de plata y oro broslados; las reatas son listones que sus damas les han dado. Los mozos mas orgullosos son don Juan Ponce y su-hermano y tambien Pedro de Torres, Diego G i l , y su cuhado. En medio de todos iban cuatro viejos muy ancianos; estos van diciendo a todos: -Perdemonos por l i v i a n o s , en querer i r a probar donde hay moriscos doblados.-Cuando esto oyo Don Juan, con gran enojo ha hablado: -Wo debian i r en guerra los hombres viejos cansados, porque estorban los ardidos y ponenles embarazos: s i en Jaen quereis tornar, quedareis mas descansados,-A l i i respondieron todos de valientes y esforzados: -No l o mande Dios del c i e l o que de miedo nos volvamos, que no queremos perder l a honra que nemos ganado.-Llegados son a Granada, dado han vuelta a todo e l campo ya que llevaban l a presa, de moros hueste ha asomado: mas de seis m il son de guerra, que los estaban mirando. Ven tocar los atambores, ven pendones campeando, ven poner los escuadrones los de pie y los de caballo; vieron m i l moros mancebos , tanto albornoz C o l o r a d o ; vieron tanta yegua overo, tanto caballo alazano, tanta lanza con d o s f i e r r o s , tanto del f i e r r o acerado, tantos pendones azules y de lunas plateados, con tanta adarga ante pechos, cada cual muy bien armado. Los de Jaen esto viendo, como m o z o s hijos-dalgo, parecioles que e l huir les s e r i a mal contado: aborreciendo las vidas por no v i v i r deshonrados, comenzaron a llamar a voz a l t a , iSantiago' Y entraronse por los moros con animo peleando. Mas nan muerto de dos m i l , 177 como leones, rabiando; mas cargaron tantos moros que pocos han escapado: doscientos y t r e i n t a y seis han muerto y aprisionado, por no seguir n i creer los mozos a los ancianos .82 La cronica de Juan I I publicada por Galindez de Carvajal, dice a s i : En este tiempo, estando por fronteros en Jaen Don Diego, h i j o del Conde Don Alonso, e Fernando de Torres, e Eero Muniz de Torres, e Fernan Ruiz de Narbaez, e otros caballeros muchos, los quales acordaron de entrar a eorrer t i e r r a de moros, cavalgaron en viernes dos dias antes de Pascua de Pentecoste, en e l mes de Mayo aho susodicho, e llegaron a. l a Guardia, lugar de Diego Gonzalez Mexia, e dixeronle e l acuerdo con que iban, e acordo de se i r con e l l o s ; e serian todos hasta ciento y veinte de caballo, e doscientos y cincuenta peones, e anduvieron toda l a noche, e pasaron cerca de un c a s t i l l o de Moros que dicen AreVado; e otro dia de rrianana acordaron algunos de los dichos Caballeros que fuesen a correr a l c a s t i l l o de Pinar, e otros l o con-tradecian,•diciendo que era muy cerca de Granada; e tanto porfiaron Don Diego e Fernando de Torres, que todos hubieron de i r a correr a Pinar, aunque fue contra voluntad de los mas; e corrieron e l campo, e sacaron asaz ganados de bueyes y vacas; e viniendo por su camino con su cavalgada, pasaron junto con Monte X i c a r , e ahi descavalgaron e comenzaron a combatir e l c a s t i l l o e quemar las casas que cerca del estaban. Y estando a s i combatiendo, vieron v e n i r hasta dos m i l peones Moros de caballo con tres pendones pues.tos en b a t a l l a , e tanto fueron turbados l o s Christianos por ver tan gran muche-dumbre de Moros cerca de s i , que pocos pudieron cavalgar; e Fernando de Torres cavalgo, e hasta t r e i n t a de caballo con e l , los cquales h i c i e r o n tres entradas en l o s Moros que delante venian, e a l i i murieron tres Moros de c a b a l l o , e de los Christianos cinco e algunos peones; e como l a b a t a l l a gruesa l l e g o , los Christianos no l o podieron s o f r i r , e hubieronse de subir en un cerro a l t o cerca del c a s t i l l o , eLllos Moros cercaronlo por todas partes; e a l i i se junto con Fernando de Torres Pero Muniz con veinte e cinco de caballo, e acordaron de morir o s a l i r de entre e l l o s , e adereszaron por una parte, e pusieron las lanzas so los brazos, e todos en t r o p e l entraron por entre los Moros, e derribaron algunos d e l l o s ; e los Christianos murieron todos, salvo Pero Muniz, que escapo con cinco de c a b a l l o , porque l l e v a b a buenos caballos; e Don Diego s a l i o por o t r a parte con s i e t e de c a b a l l o ; e Diego Gutierrez e 'Fernan Ruiz acogieronse a las casas e comenzaron a se defender; e desque vieron que no podian ampararse de los Moros, dieronse a p r i s i o n a l Alcayde de Mofarres que v i n i a por capitan. E fueron a l i i presos doscientos y t r e i n t a y t r e s Christianos, e muertos en l a escaramuza sesenta. De donde todos los que estan en guerra deben muchocmirar de no tomar consejo de los mancebos, los quales con e l ardideza e poca experiencia que tienen de los hechos de armas, a l a s veces por se mostrar muy v a l i e n t e s ponen a s i e a los otros en gran p e l i g r o . E l o s reyes y los capitanes que goviernan l a guerra deben crudamente castigar a los t a l e s . 83 179 E l romance y l a cronica coinciden en muchos pormenores. Hay tambien algunos puntos en que las dos narraciones d i f i e r e n . Un estudio de Menendez Pi d a l nos proporciona una informacion que excluye l a p o s i b i l i d a d de que l a cronica fuera l a fuente del romance. Sabemos que los primeros anos de l a cronica de Juan I I fueron escritos por Alvar Garcia de Santa Maria, cronica i n e d i t a ; pero en 1517 Galindez de Carvajal publico l a cronica que nos ha llegado, componiendola de varias narraciones d i s t i n t a s . Segun A. Morel F a t i o , en e l manuscrito de l a cronica de Alvar Garcia, • que se conserva en l a B i b l i o t e c a Nacional de P a r i s , l a derrota de los trescientos hidalgos de Jaen no esta. n i siquiera mencionada. Lo cual pareceria indicar que Galindez de Carvajal, a l enderezar l a cronica que publico, tomo este episodio de un romance. Seria un romance mas completo que e l que nos ha llegado, pues l a cronica da muchos mas nombres y detalles del encuentro que e l romance. No hay que descartar l a p o s i b i l i d a d de que fcubiera una cronica que se ha perdido. Otra vez nos hallamos ante e l caso de una s a l i d a a t i e r r a mora, s i n trascendencia m i l i t a r , pero de gran impacto, especialmente por tratarse de una derrota, para las gentes de l a frontera. Es de notar que l a cronica reproduce e l comentario sobre l a inexperiencia 180 de l o s mancebos, aunque en su t e x t o no ha mencionado que l o s c a b a l l e r o s en c u e s t i o n fuesen jovenes, n i ha hecho mencion de l o s ancianos, datos ambos que sT se encuentran en e l romance. Menendez P i d a l l l e g a a l a h i p o t e s i s . d e que . . . hubo un romance extenso r e f e r e n t e a l a de r r o t a de M o n t e j i c a r , e l c u a l , en cuanto a sus pormenores n a r r a t i v o s , se r e f l e j a bastante f i e l -mente en l a c r o n i c a de Juan I I , y en cuanto a su sentid o p o e t i c o , se r e f l e j a mejor en l a v e r s i o n d e l romance, s i n duda abreviada, que nos t r a n s -m i t i o Timoneda. La c r o n i c a pudo anadir algun pormenor n a r r a t i v o , tornado de n o t i c i a s s u e l t a s , documentales y or a l e s d e l suceso. Timoneda u o t r o poeta de su tiempo pudo r e t o c a r algo e l e s t i l o d e l romance, pero a pesar de que M i l a y Duran l o c a l i f i c a n de ' e r u d i t o ' o de 'evidente y decididamente s e m i a r t i s t i c o 1 , no hay motivo para d i s e n t i r de Wolf, que l o c l a s i f i c a b a entre l o s ' p r i m i t i v o s refundidos por l o s er u d i t o s o poetas a r t i s t i c o s . ' 8 4 La c r o n i c a termina este c a p i t u l o d i c i e n t l o : "Y dexando de mas hab l a r en e l caso desastrado ya d i c h o , que aqui se puso por dar exemplo a o t r o s , tornaremos a d e c i r l o que e l r i n f a n t e h i z o . " Pero e l ejemplo que otr o s deben s e g u i r , que s e r i a c r e e r e l consejo de l o s v i e j o s y no e l de l o s jovenes , no parece deduccion c l a r a de l o narrado por l a c r o n i c a , puesto que no menciona a jovenes n i a v i e j o s . E l romance, en cambio, t i e n e como argumento c e n t r a l l a d i s c u s i o n entre l o s mozos que 181 van juramentados de l l e g a r hasta Granada y correrles todo e l campo y no dar vuelta s i n traer algun moro en aguinaldo. y los "cuatro m'.e;j:os muy ancianos". A l consejo de los ancianos que consideran l i v i a n o e l querer hacer frente a un numero muy superior de moros, contesta Juan Ponce diciendoles que No dehian i r en guerra los hombres viejos cansados, porque estorban 16s ardidos y ponenles embarazos: s i en Jaen quereis tornar,-quedareis mas descansados. Contestacion insolente a l a que responden todos que "no queremos perder l a honra que hemos ganado". Despues de d e s c r i b i r l a entrada en t i e r r a de moros y e l encuentro con e'stos, termina e l romance atribuyendo e l descalabrora "no seguir n i c r e e r — l o s mozos a los ancianos". Es -aqui una conclusion logica puesto que se ha explicado l a discusion que precedio a l encuentro. La primera vez que se publico este romance fue en 1573, en l a Rosa Espanola de Timoneda. La cronica de Juan I I , que segun creemos adapto este romance, incluso su maxima moralizante, fue publicada por Galindez en 1517• E l episodio que r e f i e r e tuvo lugar en 1410. Presentamos otros romances que'tratan de acontecimientos de este ano y encontramos similaridades. Comparemoslo con e l que comienza 182 "La mafiana de Sant Joan"; los dos presentan un espectaculo s i m i l a r : caballeros jovenes, seguros de s i mismos, cuidadosos de su aspecto, valientes y enamorados. Tambien hay puntos de similaridad entre "Ya se salen de Jaen" y e l romance de l a cavalgada de Saavedra; son los dos vistos desde e l punto de v i s t a c r i s t i a n o ; a s i no es de extranar que los de Canete blandeando l a su lanca yva dixendo Santiago . • . y los hijosdalgo de Jaen comenzaron a llamar a voz a l t a "Santiago" . . . En "Buen alcaide de Canete" un joven impetuoso no solo ha perdido su vida y las de sus hombres, sino que ha puesto en peligro l a v i l l a de Canete. Y su padre que l o venga, dice: E l mi h i j o Hernandarias muy mala cuenta me ha dado; encomendele a Canete, e l muerto fuera en e l campo. Nunca quiso mi consejo, siempre fue mozo l i v i a n o . . . En e l romance de Montejicar, que narra un descalabro sufrido por jovenes con mas valor que astucia, como e l alcaide de Canete, los ancianos dicen: 183 perdemonos de l i v i a n o s , en querer i r a probar donde hay moriscos doblados. Los dos romances presentan e l punto de v i s t a de que vale mas l a experiencia y l a prudencia que e l arrojo " l i v i a n o " , y hacen r e s a l t a r e l contraste de edad prudente y juventud atrevida. La version que nos ha llegado del romance de l a derrota de Montejicar es de versos octosilabos asonantados los pares y monorrimos en ao. Es uno de los romances que r e f l e j a n l a v i d a de l a epoca, y presenta color l o c a l con descripciones de atavios y armas; es uno de l o s pocos que describen las ropas de los c r i s t i a n o s ; suelen estos romances d e s c r i b i r l a apariencia de los moros, como mas exotica para su publico. Manuel Alvar considera estas descripciones de armas, jaeces, vestimenta y pertrechos de gran v a l o r arqueologico, pues son f i e l r e t r a t o de las costumbres del tiempo. Las salidas a t i e r r a enemiga eran no solo provechosas, s i tenian e x i t o , sino ademas fuente de g l o r i a para los caballeros que l a s llevaban a cabo. Aqui los mancebos van juramentados de no dar v u e l t a s i n t r a e r algun moro en aguinaldo. Un rasgo de muchos romances, que Menendez P i d a l considera mas comun entre los antiguos, es e l dialogo. En este romance tenemos 18.4 l o s d o s e l e m e n t o s : l a n a r r a c i o n y e l d i a l o g o . E s t e e s i n t r o d u c i d o p o r m e d i o d e v e r s o s n a r r a t i v o s : " e s t o s v a n d i c i e n d o a t o d o s " , " c o n g r a n e n o j o h a h a b l a d o " ; l u e g o " a l i i r e s p o n d i e r o n t o d o s " . T a m b i e n e s r a s g o c a r a c t e r i s t i c o d e l r o m a n c e v i e j o e l . a r r a n q u e c o n e l a d -v e r b i o Y A , q u e a c t u a l i z a l a n a r r a c i o n . " Y a s e s a l e n d e J a e n " es e j e m p l o d e e l l o ; n o s o l o s e u s a e s t a f i g u r a r e t o r i c a a l e m p e z a r e l r o m a n c e , s i n o o t r a v e z a l i n i c i a r s e l a p r e s e n c i a d e l o s m o r o s : " y a q u e l l e v a b a n l a p r e s a — d e m o r o s h u e s t e h a a s o m a d o . " L a s r e p e t i c i o n e s , q u e d a n m a y o r v i v e z a a l a n a r r a c i o n , s e e n c u e n t r a n d e v a r i a s f o r m a s e n e s t e r o m a n c e : v e n , v e n , v e n ; v i e r o n , v i e r o n , v i e r o n ; y a d e m a s l a a n u m e r a c i o n e n f a t i c a : t a n t o , t a n t a , t a n t o , . t a n t a , t a n t o , t a n t o s , t a n t a . T a m b i e n c a r a c t e r i s t i c o d e l r o m a n c e v i e j o es e l c a m b i o d e u n t i e m p o d e v e r b o a o t r o . L o s p r i m e r o s 2 6 o c t o s i l a b o s e s t a n e n p r e s e n t e d e i n d i c a t i v o ; l u e g o u n i m p e r f e c t o s e g u i d o o t r a v e z d e l p r e s e n t e . Y a l u e g o p a s a a l p r e t e r i t o i n d e f i n i d o , a l p r e s e n t e , a l p r e t e r i t o p e r f e c t o . L a n a r r a c i o n d e l d e s e n l a c e v a e n t i e m p o s p a s a d o s . A l p r e s e n t a r l a n a r r a c i o n e n e l p r e s e n t e se l e d a mas a c t u a l i d a d . P e r o e s n a r r a c i o n l a r g a q u e h a d e e x p l i c a r n o s o l o l o s a n i m o s c o n q u e e m p i e z a l a . a c c i o n — p r e s e n t e — s i n o e l d e s c a l a b r o q u e s u f r e n l o s c r i s t i a n o s . L o s p r i m e r o s v e r s o s p r e s e n t a n u n 18 5 cuadro vivo, antes de l a accion; l a segunda parte narra los hechos: l a entrada.de los hijosdalgo, e l ataque de los moros y l a derrota de aquellos. Es narracion en tiempo pasado. Podemos decir que en este romance se encuentran todas las caracteristicas de los romances v i e j o s , excepto e l fragmentismo. 7. • La cavalgada de Saavedra contra Ronda inspiro un romance conocido tambien bajo e l nombre de Romance de Hernandarias. Seria una de las acciones mi l i t a r e s iniciadas para distraer las fuerzas moras. Durante este largo s i t i o de Antequera no fueron solo los moros quienes i n i c i a r o n entradas para distraer l a atencion del enemigo; tambien los cristianos llevaron a cabo esta clase de operaciones con e l mismo objeto, segun veremos. Una de estas entradas es l a que'se t r a t a en este romance. Se conservan varias versiones del mismo e p i s o d i c Uno, que comienza "Por ese buen rey Don Juan" , se h a l l a en e l romancero de Sepulveda a quien l o atribuye Duran. E l de Sepulveda parece juntar en una las dos partes de este suceso: l a primera, l a s a l i d a y muerte del joven Fernando de Sayavedra, y l a segunda, l a venganza llevada a cabo por su padre Fernan Darias—no diferencia a los dos caballeros, n i habia del desbarato sufrido por e l h i j o . Presentamos 186 aqui" e l romance de l a venganza: "Buen alcaide de Canete", que s e r i a del s i g l o XV y probablemente contemporaneo a l hecho. Lafuente Alcantara, en l a H i s t o r i a de Granada (Tomo I I I , p. 67), dice que, despues de un asalto a Antequera en mayo de 1410, que no tuvo e x i t o , e l Infante permitio que se hiciesen correrias por los alrededores, para distraer a sus huestes y recoger pro-visiones. Una de estas, d i r i g i d a por e l joven Hernando de Sayavedra, alcaide de Canete, no tuvo exito: sorprendido por e l gobernador moro de S e t e n i l , fue muerto de una lanzada. Buen alcaydede canete mal consejo aveys tornado en correr a Setenil hecho se havia voluntario harto haze e l cavallero que guarda l o encomendado pensasteys correr seguro y celada os han armado Hernandarias sayavedra vuestro padre os ha vengado cacuerda correr a ronda y a los suyos va hablando e l mi h i j o Hernandarias muy mala cuenta me ha dado encomendele a Canete e l muerto fuera en e l campo nunca quiso mi consejo siempre fue moco l i v i a n o que por alancear un moro perdiera qualquier estado siempre espere su muerte en v e l l e van coluntario mas hoy los moros de Ronda conosceran que l e amo a Goncalo de Aguilar en celada l e han dexado viniendo a v i s t a de ronda los moros salen a l campo Hernandarias dio una buelta con ardid muy concertado y Goncalo daguilar sale a el l o s denodado blandeando l a su langa 188 yra dixendo Santiago a ellos que no son nada hoy venguemos a Fernando murio a l i i Juan delgadillo con hartos buenos christianos mas por las puertas de Ronda los moros yvan entrando veynte y cinco traya presos trezientos moros mataron mas e l buen v i e j o Hernandarias no se tuvo por vengado. 85 Este episodio esta, resenado desde e l punto de v i s t a c r i s t i a n o . Dice l a cronica que e l Infante mando a ciertos caballeros que fuesen a correr a Loxa mientras se arreglaba una escala, "e los Caballeros ya dichos sacaron hasta seiscientas vacas e yeguas,e volvieronse en salvo a l Real del Infante". Sigue e l capitulo XIX cuya capcion dice: De :como Fernando de Sayavedra, Alcayde de Canete, s a l i o de su fortaleza por i r correr a S e t e n i l , e por su poco saber fue muerto e l e los mas de los que con e l iban, e los que quedaron fueron presos. 189 Y sigue: En este tiempo un Caballero mancebo llamado Hernando de Sayavedra, que era Alcayde en Canete por su padre Fernan Darias de Sayavedra, s a l i o de Canete con t r e i n t a de caballo por i r correr a Sete n i l . E los Moros que estaban por guarda vieron entrar los Christianos, e contaronlos, e hicieronlo saber a Ronda e pelearon con e l l o s , e mataron a l dicho Fernando de Sayavedra, e los mas de los Christianos que con e l venian; e los que quedaron vivos que eran once, fueron presos. E como quiera que este Caballero mancebo penso hacer l o que debia, hizo muy gran yerro, que e l Alcayde que tiene f o r t a l e z a no debe s a l i r a pelear fuera d e l l a s i n mandado de su Rey o Senor, o s i n muy gran necesidad; y en otra manera, saliendo sin dexar en l a fortaleza tan buen recabdo como estando e l en e l l a , cae por e l l o en mal caso. E como esto supo Fernan Darias, su padre, partiose a muy gran priesa del Real por i r poner recabdo a Canete, y desde a l i i embio suplicar a l Infante que l e embiase gente con que pudiese i r vengar l a muerte de su h i j o . • Capitulo XX—Del enojo que e l Infante hubo de l a muerte de Fernando de Sayavedra, e de l o que sobrello h i z o — Las cartas vistas por e l Infante, hubo muy grande enojo de l a muerte de Fernando de Sayavedra, e del mal recaudo que habia dexado en Canete, s i su padre no l o socorriera; y embio luego alia, a Pero Nunez de Guzman, su Copero mayor, e a Pedro de Guzman, Merino mayor de las Beetrias, e a Juan Delgadillo, Maestre-sa l a , con hasta ciento e cincuenta lanzas; y embio a Gonzalo de Aguilar, h i j o bastardo de Don Gonzalo Hernandez, Senor de Aguilar, con otro ciento e cincuenta ginetes; con l a cual gente Fernan Darias de Sayavedra acordo 190-de entrar correr a Ronda dexando buen recabdo en Canete. E como los moros vieron los corredores Christianos, pensaron que no s e r i a mas gente de l a con que s o l i a correr e l Alcayde-de Canete; e s a l i o e l Alcayde de Ronda con hasta doscientos peones, e fueron empos de los Christianos, los quales fuyeron hasta meter los moros en l a celada. E los Christianos acordaron que Gonzalo de Aguilar con los ginetes que tenia e con los corredores, fuese pelear con los Moros, e los hombres darmas con los otros Caballeros e con Fernan Darias, fuesen tomar l a puerta de l a v i l l a . E los Moros que salieron en pos de los corredores, pusieronse en un otero alto que estaba entre las vinas; e los Caballeros Christ-ianos que los vieron, acordaron de i r a pelear con e l l o s , e los Moros se vinieron para los Christianos, e comenzaron l a pelea, en que luego fue derribado del caballo Juan Delgadillo, e murieron e fueron feridos muchos de los Christianos; pero a l a f i n tan bien pelearon los Christianos con e l esfuerzo de los Capitanes, que los moros s.e dexaron veneer. E los Christ*, tiancrs fueron en su alcance; e murieron en esta pelea hasta trescientos moros de pie o de caballo, e fueron presos veinte y s e i s , e traxeron de cavalgada hasta m i l yacas e bueyes .86 En este caso no parece haber duda acerca de cual puede ser l a version primera: l a cronica, que describe con muchos pormenores l a desgraciada s a l i d a del h i j o , l a colera del Infante y l a venganza delppadre, ayudado de importantes caballeros y mas fuerte c a b a l l e r i a , s e r i a l a fuente del romance, que presenta menos pormenores. Este romance t r a t a de comprimir en kh octosilabos dos. capitulos de l a cronica. Los primeros versos, de habia d i r e c t a , son de un e s t i l o i9i peculiar a l romancero; e l resto es un relato puramente m i l i t a r y carece, a pesar del tema, del interes dramatico que tienen l a mayoria de los romances fronterizos.^7 Menendez P i d a l opina que hubo un romance mas antiguo sobre e l mismo tema, del que se inspiro l a cronica. En su serie de ar t i c u l o s sobre "Poesia popular y romancero" dice hablando de este romance, que e l que empieza "Buen alcaide de Canete" t a l como nos l o transmitio un pliego suelto, esta. muy lejos de ser una mera parafrasis de l a cronica de Juan I I ; . . . uno y otro texto contienen dos relaciones conformes en ciertos pormenores, pero indepen-dientes en e l conjunto. Tiene solo dos detalles que- revelan parehtesco. Uno es e l verso "Harto hace e l caballero que guarda l o encomendado", s erne j ante a una frasev'de las largas ref l e x i ones que sobre los deberes de los Alcaides hace l a Cronica, en su texto inedito de Alvar Garcia, cuando este dice que s i por culpa del arrojo del alcaide de Canete este C a s t i l l o se hubiese perdido, 'fincaran Fernando Arias , su padre, e e l no por buenos, que mal guardaran l o que les fue encomendado' (Biblioteca Nacional de P a r i s , ms. espanol 104, f o l . 8 8 ) . E l otro detalle comun es e l numero de los 25 o 26 moros presos y 300 muertos .88 Explica luego que, a l estudiar e l romance de l a derrota de Montejicar, llego a suponer l a existencia de una version del romance anterior a l a conservada; y que fundandose en las mismas 192 razones cree que de "buen alcaide de Canete" e x i s t i o una version anterior, como ya sospecho Mi l a . En su explicacion para e l romance de Montejicar sostiene que l a narracion del episodio en l a cronica "es algo i n c i d e n t a l , s i n ninguna ligazon con e l resto, y de tan poca importancia, que e l autor se disculpa de haber interrumpido con este incidente e l relato del s i t i o de Antequera. . . ."89 Comenta que e l romance da pormenores de l a discusion entre jovenes y v i e j o s , mientras que l a cronica no menciona a los v i e j o s , y con-cluye que hubo un romance extenso referente a l a derrota de Montejicar, segun ya opino Wolf. No tenemos mas explicacion de P i d a l referente a "Buen Alcayde de Canete" pero l a relacion entre romance y cronica parece ser'•'-aqui muchoJmas estrecha que len&e:- "Ya se salen de Jaen" pues de l a venganza de Fernan Darias habia l a cronica detalladamente. Como episodio f r o n t e r i z o , que gracias a l a pronta intervencion del padre no llego a ser e l descalabro que pudo haber sido, l a muerte del alcayde de Canete no tiene mayor importancia h i s t o r i c a . E l p r i n c i p a l tenia es l a reaccion del padre: habia de su h i j o , y luego, pasando l a palabra a boca del narrador, se t r a t a de l a venganza llevada a cabo con l a ayuda de otros caballeros fronteros. Es uno de los muchos episodios que a l perder actualidad, perderia 1 9 3 -interes. Dice Seco de Lucena: Muchos de los romances fronterizos se ajustan a l a realidad historical', con hastante realidad informativa. Para componerlos , los romance—• r.is.tas acudieron, unas veces, a l a narracion contenida en cronicas de' aquel tiempo, y otras veces, fueron actores en e l hecho relatado, o escucharon su version de labios de quienes habian intervenido directamente en e l mismo.90 E l enfoque del romance es l a venganza del padre; e l de l a cronica l a accion misma y l a reaccion de don Fernando. Hay mas detalles en l a cronica; ambos culpan de lige r e z a a l alcaide muerto. Tal vez existiese un romance primitivo mas largo del que tomo los pormenores l a cronica, pero, a f a i t a de evidencia, me i n c l i n o a creer que e l romance se i n s p i r a r i a en l a cronica. E l arranque del romance es de imprecacion directa. E l cantor se dirige a l alcaide de Cariete, muerto, y despues de recriminarle, l e anuncia que su padre l e ha vengado. Luego habia e l padre. La segunda mitad del romance es narracion del juglar. Es romance juglaresco; comienza con un apostrofe a l difunto alcaide, a r t i f i c i o que s i t u a a l oyente en pleno nudo cLramatico desde e l primer verso. La descripcion, muy breve, de l a accion contra e l moro, sigue e l e s t i l o generalizado en e l romancero fronterizo de hablar de celadas, ardid, blandeando l a lanza, diciendo 'Santiago'; y se nombra a Juan Delgadillo, caballero c r i s t i a n o que dejo a l i i l a vida. Rima en ao; como todos los fronterizos es monorrimo. 8 . " Pasamos adelante en l a h i s t o r i a de.la frontera. E l romance que sigue se refi e r e a una derrota.de los cristianos en 1424: Caballeros de Moclin peones de Colomera entrado avian en acuerdo en su consejada negra a los campos de Alcal a donde yrian hazer presa a l i a l a van a hazer a essos molinos de Huelma derrocaran los molinos derramavan l a civera prendian los molineros quantos ay en l a r i b e r a , Ay hablara un viej o que era mas discreto en guerra para tanto cavallero chica cavalgada es esta/ Soltemos un prisionero que Alcala l l e v e l a nueva demosle tales heridas que en llegando luego muera cortemosle e l braco derecho/ porque no nos haga guerra por s o l t a r un molinero un mancebo se les sale que era nascido y criado en Xeres de l a frontera que corre mas que un gamo y s a l t a mas que una cierva por los campos de A l c a l a diziendo va a fuera a fuera cavalleros de A l c a l a no os alabareys' de aquesta que por una que hezistes y tan caro como cuesta que los Moros de Moclin corrido vos han l a r i b e r a robado vos han e l campo llevado vos han l a presa 196 Oydo l o ha don Pedro por su desventura negra a l s a l i r de l a ciudad encontro con Sayavedra, no vayades a l i a h i j o s i mi maldicion os venga que s i hoy fuere l a suya mahana sera l a vuestra.91 E l episodio descrito en este romance no se encuentra en las cronicas.- Casi todo e l explica accion de moros. Es l a psicologia de entrada en t i e r r a enemiga a robar, t a l a r y destruir, y coger prisioneros. Aqui son los moros, los caballeros de Moclin y Colomera, quienes organizan una entrada en t i e r r a c r i s t i a n a . Se reunen. muchos; e l romance explica en pocas palabras l a accion: A l i a l a van a hazer a essos molinos de Huelma derrocavah los molinos derramavan l a civera prendian los molineros quantos ay en l a r i b e r a , . . . Un vi e j o con experiencia de las cosas de l a frontera habia. Ya que nan salido con tanto poder, deben l l e v a r presa que valga l a pena: para tanto cavallero chica cavalgada es esta. 197 iQue hacer? Su idea es astuta y cruel. Propone sol t a r un preso quien, naturalmente, correra a Alcala a explicar l o que ha pasado por t i e r r a s de Huelma; saldran los cristianos y las fuerzas moras los sorprenderan, logrando mas b o t i n , mas "cabalgada". Para que no pueda luchar cortaran e l brazo a l prisionero. E l romance nos dice como corre a A l c a l a llamando a gritos a los caballeros, explicando l o pasado. Tal como habia previsto e l moro vi e j o salen los c r i s t i a n o s . Solo ocho lineas nos hablan de don Pedro y l a advertencia de su padre. Este romance esta. ciertamente v i s t o del lado c r i s t i a n o . E l moro se presenta bajo un aspecto cruel y astuto. Puesto que no se encuentra e l episodio en ninguna cronica, no inspiro a los cronistas. Era un episodio mas de los que ocurrian con tanta frecuencia, durante tantos anos, en l a frontera. Pero para las gentes de Huelma y de Alca l a es un desastre de pro-porciones mayores que bien merece l a pluma del poeta y e l recuerdo del pueblo. Es b e l l o y tragico por su misma parquedad de epitetos dramaticos. Tiene f a c i l i d a d de habia; es directo y describe una situacion sin sobra de palabras. Encierra toda una h i s t o r i a , o todo un episodio. La muerte de don Pedro se da a entender con las palabras "por su desventura negra" pero no se extiende en 19& descripciones n i lamentos. E l padre aconseja que no vaya, s i hoy nos corren l a t i e r r a e l l o s , manana les correremos l a suya nosotros. La f i l o s o f i a de l a experiencia en l a frontera. Pero Pedro, joven, sale por su desventura. Casi todo e l romance explica accion de moros pero las pocas lineas dedicadas a los cristianos proporcionan e l elemento dramatico. Para encontrar noticias del desbarato sufrido por los cristianos en esta ocasion, tenemos que acudir a l a H i s t o r i a y Descripcion de l a aritiguedad y descendericia de l a Casa de Cordova por Don Francisco Fernandez de Cordoba, Abad de Rute, en e l capitulo consagrado a Don Alonso Fernandez de Cordoba, segundo Sefior de Aguilar, alcaide de A l c a l a l a Real y alcalde entre los cristianos y los moros. En l a reseha b i o g r a f i c a , vemos que v i v i o este caballero durante los reinados de Juan I , Enrique I I I y Juan I I . Tuvo dos h i j o s . E l primogenito, Gonzalo Fernandez de Cordoba, murio en 1421, en vida de su padre. E l h i j o segundo, Pedro Fernandez de Cordoba, a l morir e l hermano mayor fue i n s t i t u i d o heredero universal de los estados de su padre, quien l e hace donacion en v i d a , y l e hace jurar como sucesor legitimo por sus vasallos. Dice e l Abad: "Y porque esto fuese mas firme y descargar del todo sus cuidados, hallandose ya v i e j o , en vida l e renuncio todos sus estados y l o metio en l a 199 posesion de ellos." 9 2 g l documento de cesion se firmo en Al c a l a l a Real a 7 de septiembre de 1422. Como resultado de l a cesion de los estados de l a casa de Aguilar a Pedro, h i j o del senor de Aguilar, sigue e l Abad de Rute: Tomo l a posesion Fernan Cabrera, en nombre de Pedro Fernandez, de quien hay tambien instrumento. Gozola bien poco, porque estando con don Alfonso, su padre, en Alcal a l a Real, por a b r i l de 1424, l e mataron los moros que entraron a correr t i e r r a s de Al c a l a , quebrantada l a tregua que por tres anos les habia concedido e l rey don Juan en Tordesillas, ano de 1421 (como parece de su H i s t o r i a ano 21, capitulo 17) y duraba hasta 13 de j u l i o de 1424. Dieronle e l rebato estando en misa, que era un dia de f i e s t a del mes de a b r i l , y sin poderlo detener los santos consejos de su padre, con veinte hombres de a cavallo que hal l o a punto y pocos peones, s a l i o a l a campana. Llegando a l r i o de l a Rivera, s i n causa alguna, cayo del caballo, y no curando del mal aguero que de/aqui tomaron algunos, paso adelante buscando a los moros. Iban en ayunas, y por tomar algun a l i v i o e l y los suyos, junto a una fuente que esta. en l a raya de Moclin y A l c a l a , se pusieroh a tomar un bocado. Ahi l e saltearon los moros, que, puestos en emboscada, l e habian v i s t o pasar y reconocido e l poco numero de gente. Cercaronle por todas partes, que su copioso e j e r c i t o daba lugar a e l l o , y ademas del numero exorbitante l a gente de a pie y de a caballo era de l a mas ejercitada y valiente que tenia e l rey de Granada en su m i l i c i a , habiendose juntado para esta c o r r e r i a los moros de Colomera y Moclin, que guiaban e l e j e r c i t o . Murio a sus manos don Pedro Fernandez, habiendolos r e s i s t i d o con gran valor mucho tiempo, y con e l murio l a mayor parte de los suyos. Y esta es l a b a t a l l a que -llaman de l a Pena de Mingo-Andres de que ha 200 quedado n o t i c i a en algunas antiguas memorias, particularmente en aquel cantar v i e j o : Caballeros de Moclin peones de Colomera concertado han entre s i de Alca l a correr l a t i e r r a . Haila tambien en e l s i t i o donde sucedio e l caso, que en memoria del hasta hoy se llama l a Fuente del Mai Almuerzo y Campo de l a Matanza. E l cuerpo muerto de don Pedro Fernandez fue llevado a Moclin, donde l e cortaron l a cabeza, y esta se presento a l rey de Granada; e l cual l a recibio alegremente, festejando aquesta v i c t o r i a con regocijos publicos, como quien juzgaba por f e l i c i d a d que a sus fronteros les hubiese faltado un opositor tan valiente. De todo l o cual hay memoria en l a ejecutoria que l a ciudad de Alcala gano de sus franquezas. E l cuerpo de don Pedro Fernandez se rescato des-pues , y fue enterrado en San Hipolito de Cordoba; de que hay razon en e l testamento de su padre.93 La importancia h i s t o r i c a del episodio fronterizo no es suficiente para merecer l a atencion de los cronistas. E l Abad de Rute a l e s c r i b i r l a h i s t o r i a de su f a m i l i a , recoge un suceso que es de importancia personal a los Fernandez de Cordoba. Al descri b i r e l encuentro y su resultado con detalle y precision nos presenta l a unica version h i s t o r i c a , en prosa, del encuentro que r e l a t a e l romance. Moclin y Colomera se hallan a l norte de Granada y hacia e l sur-este de Alcala l a Real, equidistantes de 201 ambas poblaciones, mas o menos a unos diez quilometros de cada una a vuelo de pajaro, una distancia no excesiva para hacer una entrada en t i e r r a enemiga. Como explica e l Abad de Rute, enterado e l joven Pedro Fernandez de Cordoba de esta entrada, sale a ata j a r l a . E l encuentro fue breve y desastroso, s i es que puede llamarse encuentro, puesto que e l pequeno grupo de cristianos fue sorprendido mientras almorzaba a l lado de una fuente. Como dice e l Abad, e l romance debe ser antiguo y probablemente de impresion inmediata, ya que solo los contemporaneos y amigos del joven muerto tendrian interes en recordar en cantos un encuentro que no tiene importancia h i s t o r i c a , pero s i personal y emotiva. En pocas lineas resume l a h i s t o r i a de l a vida en l a frontera hasta l a ultima guerra de Granada. Este romance sigue l a costumbre notable de muchos fronterizos de resehar noticias de calamidades. Es narracion desde e l campo c r i s t i a n o ; se ve a l moro como enemigo cruel y astuto. Wo hallamos en este romance, que me parece t r a d i c i o n a l , muchas de las formulas consagradas en los de corte mas epico. E l unico verso que se conformaria a moldes establecidos es "Ay hablara un viejo . . .". • Encuentro en todo e l romance un ejemplo vivo de l o que debio ser 202 e l estado de guerra s i n cu a r t e l , guerra de episodios, t a l vez podriamos llamarla g u e r r i l l a s ; no se t r a t a de ennoblecer l a imagen del enemigo, pero tampoco usa de epitetos denigrantes: asi es l a vida de l a frontera. Solo lamenta l a desventura negra de Don Pedro. Otro joven impetuoso que desoye e l consejo del padre. Asonancia monorrima en ea. 9. En 1431 tuvo lugar l a entrada por t i e r r a de moros de Juan I I . E l hecho m i l i t a r esta detalladamente descrito en su cronica y en l a de Don Alvaro de Luna: tambien en l a cronica del Halconero de Juan I I y en l a Refundicion del Halconero; tenemos ademas una muy interesante carta del Condestable a l rey dandole cuenta de las operaciones de t a l a . E l romance de Abenamar que narra un episodio entre este personaje y Juan I I , es uno.de los mas famosos; c i e r t a -mente e l mas estudiado de todos los fronterizos.9 ^ Nos han llegado dos versiones del romance de Abenamar. La mas antigua, que se encuentra.en l a S i l v a de Romances,.de Zaragoza, y en l a Primavera y Flor de Wolf, es mas larga y menos a r t i s t i c a . La version que inserta Perez de Hita en sus Guerras c i v i l e s de  Granada es truncada y mas a r t i s t i c a ; a l p r i n c i p i o del romance, despues de los dos versos primeros, contiene veinte octosilabos que 2 0 3 no se hallan en las versiones mas antiguas. La mayor parte de los estudios que se han llevado a cabo sobre este romance se refi e r e n a su h i s t o r i c i d a d , mas concretamente a probar de averiguar quien era Abenamar. Quisiera aqui c i t a r a Manuel Alvar: Pero a l hablar de valor h i s t o r i c o y poesia n o t i c i e r a no debe olvidarse un hecho previo: tanto las gestas como los romances fronterizos son l i t e r a t u r a y no h i s t o r i a . Pretender que en e l l o s hay—solo—datos documentales s e r i a tanto como privar a l poeta de su capacidad de creacion. Las gestas y los romances son, ciertamente, fuentes que pueden f a c i l i t a r informacion h i s t o r i c a , incluso ser l a unica informacion h i s t o r i c a que poseemos. . . . pero no puede—ni debe—ser h i s t o r i a cada palabra que en e l poema se lee.95 Cito aqui e l romance t a l como l o presenta Perez de Hita. S i menos h i s t o r i c o , es ciertamente mas a r t i s t i c o : " i Abenamar, Abenamar, Moro de l a moreria, E l dia que tu naciste Grandes senales habia. Estaba l a mar en calma, La luna estaba crecida: Moro que en t a l signo nace no debe decir mentira. A l i i respondiera e l moro, Bien o i r e i s l o que decia: Wo te l a d i r e , senor, Aunque me cueste l a vida* Porque soy h i j o de un moro, Y una c r i s t i a n a cautiva: Siendo yo nino y.muchacho, Mi madre me l o decia, Que.mentira no dijese que era grande v i l l a n i a : Por tanto, pregunta, rey, Que l a verdad te d i r i a . Yo te agradezco, Abenamar, Aquesta t u cortesia: iQue c a s t i l l o s son aquellos? Altos son, y relucian. E l Alhambra era, senor, Y l a otra l a Mezquita; Los otros los A l i j a r e s , Labrados a maravilla. E l moro que los labraba Cien doblas ganaba a l d i a ; E l dia que no labraba, Otras tantas se perdia. • E l otro es Generalife, Huerta que par no t e n i a ; E l otro Torres-Berme/jas, C a s t i l l o de gran v a l i a . A l i i hablo e l rey don Juan, Bien o i r e i s l o que decia: Si tu quisieses Granada, Contigo me casaria; Darete en arras y dote a Cordoba y a S e v i l l a . Casada soy, rey don Juan, Casada soy, que no viuda; E l moro que a mi me tiene Muy grande bien me queria .96 En e l cancionero de Amberes de 1550 se da una version diferente que comienza "Por Guadalquivir arriba . . ."; e l f i n a l es como los otros cancioneros citados, que afiaden a l a version que presentamos: A l i i habia e l rey don Juan estas palabras dezia. • Echen me aca mis lombardas Dona Sancha y Dona E l v i r a tiraremos a l o a l t o l o baxo e l l o se daria. E l combate.era tan fuerte que grande temor ponia los Moros del baluarte con t e r r i b l e algazeria trabajan por defenderse mas f a z e l l o no podian. E l rey Moro que esto vido prestamente se rendia y cargo tres cargas de oro al. buen rey s e l a s embia prometio ser su vassallo con parias que l e daria. Los Castellanos quedaron contentos a maravilla cada qual por do ha venido se bolvio para Castilla.97 20-7 En su Flor Nueva .de Romances Vie.jos, p. 202 , Menendez Pi d a l publica una version que d i f i e r e en algunos puntos de todas las otras. Empieza como l a de Perez de Hita -, tiene a l f i n a l los ocho versos del combate, y ahade cuatro lineas hacia l a mitad. A l hablar del moro que labro los A l i x a r e s , ahade: desque los tuvo labrados . e l rey l e quito l a vida porque no labre otros tales a l rey del Andalucia.• Se ha hablado mucho sobre l a i n f l u e n c i a arabe evidente en este romance, como demuestra l a personificacion de una ciudad, concepcion alegorica frecuentemente empleada en las l i t e r a t u r a s orientales. Tambien de i n f l u e n c i a arabe serian los signos que presiden e l nacimiento de Abenamar. E l poeta que escribio e l romance debia conocer a Granada: de no haberla v i s t o l e s e r i a d i f i c i l dar tantos pormenores. En l a entrada que Juan I I hizo por t i e r r a de Granada en 1431, entrada v i c t o r i o s a aunque s i n consecuencias duraderas, llego a v i s t a de Granada. La Cronica del Halconero de Juan I I , explica l a b a t a l l a del 28 -de Junio del ano 31, en que habiendo varios nobles, con su gente, entrado a t a l a r l a vega de Granada, les salieron los moros en gran numero; fueron e l Rey y Alvaro de 2 0 8 Luna en su ayuda: E fueron vencidos los moros e desvaratados, e muertos dellos diez o doce m i l moros; tanto que duro e l alcanze dellos fasta Maxacad, que es cerca de las puertas de Granada. La Refundicion del Halconero explica e l encuentro en terminos muy similares, con alguna diferencia en l a ortografia de.los nombres de los lugares. Situa l a b a t a l l a e l 1 de j u l i o . En e l capitulo LXXXIX del Halconero leemos: Este d i a , estando en este r r e a l , pasose a l Rey un ynfante moro que se llamaba Abenalmao, f i j o del rrey Mahomat, e l qual de derecho, despues de l a muerte del rrey C h i q u i l l o , era rrey de Granada. E a l Rey plogo mucho d e l l o , e rregebiolo muy bien. Y e l capitulo XCI: Este santo acto en este sancto dia pasado, e l senor Rey dixo a l ynfante Benalmao que l e mandaba e mando que dende en adelante e l se llamase rrey de Granada, que e l queria, con e l ayuda de Dios e de su patron Santiago, de l e entregar e apoderar e l rreyno. E que e l l o toviese por su mandado, porque e l e los sus moros.fuesen subditos a e l e a su mandado. Ep o r l e mas ondrar, diole un pendon que tenia de l a su devisa de l a Vanda,. en serial de ondra e sehorio en que l o enrr tendia poner.99 E l capitulo XCVIII.de esta.cronica habia de moros. que se pasaron a l rey de C a s t i l l a , y entre e l l o s nombra a un t a l Avenaman, y 209 dice que era elche. En a b r i l de 1431 Juan I I supo que e l rey Izquierdo de Granada habia hecho matar a l rey Chiquito, e l cual estaba preso en Salobreha. Los varios reinados del rey Chiquito (Muhammed VIII) y e l rey Izquierdo (Muhammed IX) forman parte de una epoca de l a h i s t o r i a de Granada que es muy confusa. Sabemos que era l a p o l i t i c a de los reyes de C a s t i l l a e l apoyar a algun pretendiente a l trono nazari, para a s i ejercer presion sobre e l monarca del momento. A l morir e l rey Chiquito pierde Juan I I su pretendiente a l trono de Granada; pero pronto encuentra otro. Seria Yusuf Abenalmao, a quien e l Halconero declara ser heredero l e g i t i m e Aunque mas probable es que este Abenalmao fuese descendiente del rey Bermejo. Pero las cronicas del Halconero, y l a Refuhdicion, indican que hubo mas de un principe nazari que v i s i t o a Juan I I , y l a cronica de Juan I I habia de un jefe arabe llamado Abenamar que en 1436 se fue a Tunez; este caballero, con otros, habia estado a l servicio del rey castellano. Voviendo a l Halconero, vemos que e l 2 de enero de 1432 " e l rey de Granada Abenalmao" escribio a Juan I I haciendole saber que habia sido recibido en Granada. Y e l capitulo CXXI de l a misma cronica dice: ) 210 Estando e l senor Rey en l a su v i l l a de V a l l a d o l i d , vinieronle nuebas del maestre de Calatraba don Luys de Guzman, e don Diego Gomes de Ribera, su adelantado de Andaluzia, faciendole saver como e l rrey Esquierdo era venido de Malaga donde estava para l a gibdad de Granada, e acoxieronlo en l a cibdad l a comunidad. E e l rrey Abenalmao estava en e l Alfaribra, e t e n i a l a por sy. E truxo tales tratos e l Esquierdo (con cavalleros) que estavan en e l Alfanbra con e l rrey Abenalmao, que se l o entregaron a l rrey Esquierdo. Y cortole l a cavega, e degollo a otros treynta cavalleros de los mejores que avia en Granada. De los datos que tenemos se desprende que hubo un principe Abenalmao, o ibn-al-Mawl, protegido de Juan I I , que reino breve-mente en Granada. Otro hecho h i s t o r i c o es l a entrada del rey de C a s t i l l a por t i e r r a s granadinas en 1431, llegando muy cerca de Granada, a v i s t a de l a ciudad. De estos hechos un poeta compuso un canto. Es decir, fundandose en datos historicos como punto de partida, e l poeta crea un poema que Spitzer c a l i f i c a de dramatico, epico, l i r i c o , epigramatico, h i s t o r i c o . Algunos' han querido ver en este romance l a obra de un arabe traducida a l espafiol. Menendez P i d a l rechaza t a l nocion; pero no niega l a i n f l u e n c i a arabe en e l romance. Un claro i n d i c i o de que e l autor era espafiol es l a referencia a l a fama que tenian los moros, entre los c r i s t i a n o s , de mentir. 211 Cuando e l rey dice a Abenamar que "no debe decir mentira", este l e contesta, como garantia de veracidad: Porque soy h i j o de un moro, Y una c r i s t i a n a cautiva; Siendo yo nino, y muchacho, Mi madre me l o decia, Que mentira no di j e s e , Que era grande v i l l a n i a : Por tanto, pregunta, rey, Que l a verdad te d i r i a . • Pero l a i n f l u e n c i a arabe es innegable. E l fondo poetico del romance, tan diferente, por su e s p i r i t u y su forma, de l o s otros romances fronterizos, esta. penetrado del li r i s m o arabe. Segun Menendez y Pelayo: . . . l a forma pura, p r i m i t i v a y perfecta de este romance, es l a que conservo Gines Perez de Hita. La del Cancionero de Romances y l a S i l v a (que es tambien l a de Timoneda) es un RIFACIMIENTO que no debe tomarse en cuenta . . . . porque anade un impertinente f i n a l que cambia e l sentido e indole de l a composicion y l a quita todo su hechizo. . . .101 Seco de Lucena dice que . . . han llegado tres d i s t i n t a s versiones hasta nosotros, pero ninguna de e l l a s es, a mi j u i c i o , l a o r i g i n a l y p r i m i t i v a . Creo haberla podido reconstruir, despues de un cuidadoso examen de los varios textos, hecho a l a luz de l a investigacion h i s t o r i c a y del a n a l i s i s f i l o l o g i c o . Seria a s i poco mas o menos: 212 " i Abenamar , Abenamar,.moro de l a moreria.' iQue c a s t i l l o s son aquellos? !Altos son y relucian! - E l Alhambra era, senor, y l a otra la.Mezquita; los otros los A l i j a r e s , labrados a maravilla. E l moro que los labraba, cien doblas ganaba a l dia. La otra era Granada, Granada l a ennoblecida, de los muchos caballeros y l a gran b a l l e s t e r i a . A l i i habia e l rey don Juan, bien o i r e i s l o que decia: -Granada s i t u quisieses, contigo me casaria; darte he yo en arras y dote, a Cordoba y a S e v i l l a . -Casada soy, e l rey don Juan, casada soy que no viuda, e l moro.que a mi me tiene, muy grande bien me queria.102 Secc de Lucena ha suprimido las senales que se situan a l tiempo del nacimiento del moro y varios otros versos. Su merito . . . ha sido eliminar todos los elementos interpolados: tales como hacer a Abenamar h i j o de una c r i s t i a n a cautiva y los nombres de Torres Bermejas y Generalife llamados ri b a t Mawrur y yinna l - ' a r i f , respectivamente. S i su suposicion es correcta, e l romance que presenta Perez de Hita habria sido arreglado por e l . En todo caso, un f e l i z 213 arreglo; ha sabido conservar e l e s p i r i t u y e l tono del romance o r i g i n a l . • En cuanto a l a t e o r i a que mantiene que e l romance o r i g i n a l fue e s c r i t o por un moro, es t e s i s que expuso primero Mila, y Fontanals y ha vuelto a ser adoptada .por Seco de Lucena. Perez de Hita en su novela tambien l o presenta como obra de moro. Pero l a mayoria de los c r i t i c o s no aceptan esta t e o r i a . - Citaremos a Manuel Alvar: A s i , pues, Seco vuelve a l a t e s i s de Mila. de un romance anterior a las tres versiones conocidas, aunque acentuael arabismo del texto; sus conclusiones, bien que sugestivas, no me parecen suficientemente probadas: "Su autor fue un moro granadino, que conocia bien l a poesia arabe, estaba en posesion de l a lengua castellana y gustaba componer en nuestro metro t r a d i c i o n a l . E l poeta transplants a nuestra l i t e r a t u r a una b e l l a metafora usual entre los . arabes y dejo t r a s l u c i r su orgullo de granadino y su sentido nacionalista" (p. 28). No me parecen decisivas las razones que da e l i l u s t r e arabista, pues los elementos que mas podian "interesar a un moro granadino" ( l a Alhambra, los A l i j a r e s , l a mezquita y l a propia ciudad) serian los mismos que llamarian l a atencion de un c r i s t i a n o ; e l hablar de l o bien defendida que esta. Granada y los guerreros que tiene aprestados para l a lucha, tampoco me parece que pueda traernos l a conviccion. Y en contra de l a hipotesis se aprestan ese esplendido castellano en que e l romance se escribe, l a maestria del versificador y l a deformacion del nombre del protagonista.104 214 Nacio este romance para dar a los cristianos una idea de l a belleza de l a ciudad mora. Aunque situado en un momento h i s t o r i c o , no narra l a h i s t o r i a , sino que expresa l a admiracion del rey. Algunos versos, de e s t i l o tipicamente juglaresco, usando formas epicas consagradas, indican e l contacto entre e l poeta y su publico y unen e l poema a l conjunto de l a epopeya. iCuando s e r i a escrito este romance? . Durante e l reinado de Juan I I no hubo grandes hazanas en l a f r o n t e r a . 1 0 5 y s i n embargo algunos de los romances mas hermosos narran episodios fronterizos de esta epoca aunque, excepto e l de los Alporchones, tratan de episodios que no favorecen l a causa c r i s t i a n a . Durante este reinado escribio Santillana.su c r i t i c a de los que escribiah romances; tambien entonces escribio Mena su Laberinto:de l a Fortuna; en l a copla 190 menciona l a muerte del Adelantado Diego de Ribera "sobre l a v i l l a non poco cant a da'.'" Alora l a bien cercada . . .,!- donde fue muerto a t r a i c i o n e l adelantado. Ambas menciones nos indican que los romances ya eran muy populares durante e l reinado de Juan I I , y nos inclinamos a creer que e l de Abenamar expresa l a admiracion verdadera del rey a l a v i s t a de Granada, y que fue escrito,a r a i z de esta mirada, primera y ultima, que e l rey castellano echo a l a c a p i t a l mora. 215 Otros romances cabe dVudar s i influyeron o fueron i n f l u i d o s por las cronicas. Pero e l de Abenamar es un caso aparte. Dos detalles h i s t o r i c o s , s i n duda leidos en las cronicas, o t a l vez conocidos por e l autor de oidas, han dado lugar a un poema l i r i c o , o r i g i n a l en l a forma, que es casi completamente compuesto de dialogo y presenta un momento fugaz de l a frontera, imaginado en e l d e t a l l e , probablemente cierto en e l fondo. Es posible que este romance fuese e s c r i t o , no en l a frontera, sino en l a corte del rey. 10. En 1434 muere e l Adelantado Diego Gomez de Ribera en e l cerco de Alora. Este hecho h i s t o r i c o inspiro e l siguiente romance: Alora, l a bien cercada tu que estas en par del r i o , cercote e l adelantado una manana en domingo, de peones y hombres de armas e l campo bien guarnecido; con l a gran a r t i l l e r i a hecho te habia un p o r t i l l o . Vierades moros y moras todos huir a l c a s t i l l o : l a s moras llevaban ropa, los moros harina y t r i g o , y las moras de quince anos llevaban e l oro f i n o , y los moricos pequehos llevaban l a pasa y higo. Por cima de l a muralla su pendon llevan tendido. Entre almena y almena quedado se habia un morico con una b a l l e s t a armada, y en e l l a puesta un c u a d r i l l o . En altas voces decia que l a gente l o habia oido: - i Treguas, treguas, adelantado, por tuyo se da e l c a s t i l l o . ' -Alza l a visera a r r i b a , por ver e l que t a l l e d i j o : asestarale a l a frente salido l e ha a l c o l o d r i l l o . 217 Sacolo Pablo de rienda, y de mano J a c o b i l l o , estos dos que habia criado en su casa desde chicos. Llevaronle a los maestros por ver s i sera guarido; A las'.primeras palabras e l testamento les dijo."'"^^ Este romance procederia de un pliego suelto del s i g l o XVI. En su Primavera y Flor Wolf dice: Nueva glosa fundada sobre aquel antiguo y verdadero romance de 'Alora l a bien cercada' etc. Pliego suelto del s i g l o XVI—Codice del s i g l o XVI en e l Romancero General del senor Duran—Timoneda, Rosa espanola.107 E l s i t i o de Alora fue en 1434 y en 1444 Juan de Mena ya conocia este romance u otro s i m i l a r ; en su copla N°:*.190 dice: Aquel que t u vees con l a saetada, que nunca mas faze mudanga del gesto, mas por v i r t u d de morir tan onesto dexa su sangre tan bien derramada sobre l a v i l l a non poco cantada, e l adelantado Diego de Ribera es e l que f i z o l a vuestra frontera tender las sus faldas mas contra Granada. Es uno de los romances que tienen un arranque directo, aqui e l canto se dir i g e a una v i l l a : 218-Entre los modelos de poesia e p i c o - l i r i c o debe figurar siempre esta composicion, insuperable en su s e n c i l l e z imaginativa y emocional; l a rapidisima narracion logra actualizar delante de nuestros ojos e l movido episodio de combate y t r a i c i o n . (Menendez Pidal) Una vez mas, vemos que los episodios de valor humano, son de mayor interes para los fronteros que las grandes conquistas. Alora fue s i t i a d a por e l Adelantado de l a Frontera; cuando l a b a t a l l a parecia ganada, un morico, pretendiendo pedir tregua, mata a l Adelantado que se disponia a o i r l e . Es una muerte a t r a i c i o n ; e l episodio esta enfocado del lado c r i s t i a n o ; canta, no l a v i c t o r i a , sino l a muerte de un sefior de l a frontera. Dada l a indole peculiar de estos romances, que mantienen vivo e l aliento epico de Espafia en sus li m i t e s geograficos, no se r i a aventurado suponer que e l juglar que canto e l s i t i o de Alora y l a muerte del Adelantado, s e r i a de por aquellos b a r r i o s , y t a l vez conociera a Diego de Ribera. La cronica de Juan I I no se detiene mucho en narrar un episodio tan t r i v i a l en sus consecuencias p o l i t i c a s . Dice a s i : De a l i i CMedina del Campo1 e l Rey partio para Castilnuevo, y en e l camino fue cert i f i c a d o como e l Adelantado Diego de Ribera era muerto, 219" e l qual muriera ferido de un pasador combatiendo l a v i l l a de Alora. Y en ese mesmo dia hubo nuevas que los Moros habian muerto a Juan Faxardo, h i j o del Adelantado Alonso Yanez; de las quales nuevas e l Rey hubo grande enojo.108 ' Pero C a r r i l l o de Huete da l a n o t i c i a en estas palabras: E otro dia syguiente partio del monesterio, e fue a comer a Yscar e a dormir a Navalmancano. E dende fue otro dia syguiente a comer e a dormir a Fuente Pelayo. E vinieronle nuebas como los moros avian muerto a Fajardo, f i j o de Alonso Yafiez Fajardo. E otro d i a syguiente fue a comer a Aguilafuente. Este dia era savado, e estovo ay otro dia domingo; e a l i i sopo como los moros avian ferido a l adelantado Diego de Rivera, por l a voca, con un viraton, en e l c a s t i l l o de Alora, estando convatiendolo.109 Ciertamente e l romance es mucho mas e x p l i c i t o y detallado en l a descripcion de l a muerte del Adelantado. E l unico dato que hallamos en las cronicas, y no en e l romance, es e l lugar donde se hallaba e l rey cuando l e llegaron las nuevas; situan a l rey en e l mismo lugar, pues, aunque l a cronica enderezada por Galindez de Carvajal da menos pormenores, siguiendo en un mapa los lugares mencionados por C a r r i l l o de Huete vemos que, en efecto, se hallan entre Medina del Campo y Castilnovo. Pero las cronicas no habian apenas de los acontecimientos que ocasionaron l a muerte del adelantado: solo mencionan e l arma 220 que l o mato, y, e l Halconero, e l lugar de su cuerpo donde fue herido. Si bien es verdad que los cronistas pudieron haber recogido este dato de un romance, pareceria que, de haber sido a s i , habrian presentado mas detalles de l a accion m i l i t a r que costo l a vida a Diego de Ribera. Es l o mas probable que romance y cronica hayan sido compuestas independientemente una de otra; pero caso de haber dependencia, serian s i n duda las cronicas las que habrian recogido una n o t i c i a tan s e n c i l l a y dramaticamente presentada por e l romance. Wo hay que desechar l a p o s i b i l i d a d de que e l romance haya ahadido algun pormenor dramatico, como l a presencia del morico y las ultimas palabras del Adelantado. Segun Argote de Molina, este Adelantado Diego de Ribera era quien, con Luis Gonzalez de Guzman, maestre de Calatrava, habia logrado poner como rey de Granada a "Aben-Almao", en 1431; E l pliego suelto, que es de los de Praga, pero indudablemente copiado de otro anterior, l e llama verdadero y antiguo. A. Fernandez-Guerra ha demostrado que este (o semejante) romance fue cantado poco despues del hecho que refiere.HO En cuanto a l a fecha en que fue escrito este romance, todos los bibliografos consultados estan de acuerdo en que hubo de ser muy cercana a l hecho, pues ya se l e hizo referenda en e l Laberinto 221 de Juan de Mena, que fue presentado a l rey en 1444; e l episodio que narra es de 1434. Ademas, l a muerte a t r a i c i o n de un sefior de l a frontera es l a clase de episodio que inspiraba a los coetaneos e inmediatos a l lugar; a l nombrar a Pablo y J a c o b i l l o , "estos-dos quethabiascriadb/ien<isu:..cas.a-desdeLcliicos", e l autor demuestra conocimiento de pormenores, l o cual, junto con e l lujo de detalles de l a accion, i n d i c a r i a l a probable presencia del poeta en e l cerco de Alora. Este romance tiene l a naturalidad narrativa propia de los tradicionales. Dice Menendez Pi d a l que "es modelo del e s t i l o i n t u i t i v o , perfeccionado en extremo grado por l a t r a d i c i o n . . ."HI En efecto, l a asimilacion y reelaboracion producen una expresion espontanea de gran fuerza dramatica. E l lugar donde tuvo lugar e l suceso que describe e l romance, es personificado por medio de un apostrofe directo. Usa e l poeta, ademas, del a r t i f i c i o de mezclar e l imperfecto con e l presente; e l imperfecto, con su s i g n i f i c a c i o n de duracion en e l pasado, se une a l presente dando a este cualidad de proyeccion hacia tiempos pasados. Emplea e l poema, una vez solamente, l a expresion tan comun en l a epica, "vierades". Encontramos enumeracion, pero s i n valerse de repeticion de un vocablo que introduzca cada elemento de l a 222 enumeracion; r e f i e r e tan solo l o que se llevaban los moros, las moras y los moricos. No es truncado, pero e l comienzo abrupto, por medio de imprecacion dire c t a a una v i l l a , s i t u a a l oyente en e l centro de l a accion, y se sigue una narracion precisa y con-c i s a ; e l desenlace, tan sobrio, contribuye a l dramatismo de este romance. Todo senala una composicion de impresion inmediata. Asonantada monorrima en i o . 11. E l romance que comienza "Dia era de San Anton" ha sido repetidamente confundido con e l otro, "Ya se salen de Jaen", probablemente porque en ambos casos se i n i c i a l a s a l i d a en Jaen. Argote de Molina, en Nobleza. del Andalucia, dice: V i c t o r i a que los moros uvieron de D. Gonzalo de Zuhiga, Obispo de Jaen, y relacion de su l i n a j e y muerte de Ruy Perez de Torres.- Dia de San Anton de m i l y cuatrocientos y veinte y cinco, escrive Luis Fernandez de Tarancon en su Calendario, que fue desbaratado por los moros en b a t a l l a D. Gonzalo de Zuhiga, Obispo de Jaen, de cuyo suceso en l a Chronica del Rey D. Juan e l Segundo no se haze memoria. Lo cual parece que pudo acaecer a s i por averse cumplido las treguas con los moros a quinze de j u l i o del aho de mil y cuatrozientos y veinte y cuatro. La memoria que ha quedado de padres a hijos desta b a t a l l a , fue que s a l i o de Jaen e l Obispo don Gonzalo con mucha c a v a l l e r i a de Baeza y de Ubeda, de Jaen y Andujar y fue desbaratado por los moros de Granada, Guadix y Baza. Y en esta b a t a l l a fue muerto Ruy Perez de Torres, h i j o de Pero Ruiz de Torres, porque hallamos memoria que fue muerto por los moros y s i n duda fue en esta b a t a l l a . De l a cual solo ha quedado un romance que dice a s i : Dia es de San Anton, Esse Sancto sehalado, cuando salen de Jaen cuatrocientos hijosdalgo, ,y de Ubeda y Baeza, se salian otros tantos, mozos deseosos de honra, y los mas enamorados; en brazos de sus amigas, van todos juramentados, de no volver a Jaen, sin dar moro en aguinaldo. La sena que el l o s llevavan, es Pendon Rabo de Gallo, por capitan se l o llevan a l obispo D. Gonzalo, armado de todas armas, en un caballo alazano; todos se visten de verde, e l obispo azul y bianco, a l c a s t i l l o de l a Guardia, e l obispo habia llegado: saleselo a. r e c i b i r Mexia e l noble hidalgo: por Dios os ruego e l obispo que no pasedes e l vado, porque los moros son muchos, a l a Guardia habian llegado: muerto me han tres caballeros de que mucho me ha pesado: e l uno era t i o mio, y e l otro mi primo hermano; e l otro es un pajezico, de los mios mas preciados: demos l a vuelta senores, demos l a vuelta a ent e r r a l l o s , haremos a Dios s e r v i z i o , honraremos los cristianos. E l l o s estando en aquesto, llego D. Diego de Haro: -Adelante caballeros, que me llevan e l ganado s i de algun v i l l a n o fuera ya l o hubierades quitado: empero alguno esta, aqui que l e plaze de mi dario, no vale decir quien es, que es e l del roquete bianco. E l obispo que l o oyera dio de espuelas a l caballo, e l caballo era l i g e r o , saltado habia un vallado, mas a l s a l i r de una cuesta, a l a asomada de un l l a n o , vido mucha adarga blanca, mucho albornoz Colorado, y muchos hierros de lanzas, que relucen en e l campo. Metidose habia por e l l o s , como leon denodado, de tres' batallas de moros l a una ha desharatado, mediante l a buena ayuda, que en los suyos ha hallado. Aunque algunos dellos mueren eterna fama han ganado, los moros son i n f i n i t o s , a l obispo habian cercado: cansado de pelear, l o derriban del caballo y los moros victoriosos a su Rey l o han presentado. Lo que desta b a t a l l a dize Fernando de Tarancon es: Ano de m i l y cuatrocientos y veinte y cinco, dia de San Anton, se perdio D. Gonzalo, Obispo de Jaen, en desbarato con los moros, aver sido cativo e l Obispo, no es c i e r t o , que s i l o fuera, no dejaran de hacer dello memoria los autores de l a Chronica del Rey Don Juan. I 1 2 A l Algunos versos del romance de l a derrota de Montejicar fueron contaminando progresivamente a l romance "Un dia de San Anton. . ." que r e f i e r e una hazaha v i c t o r i o s a del Obispo de Jaen hacia 1435j y por eso ambos relatos parecieron un mismo romance, contribuyendo l a fusion de los dos a trocar l a v i c t o r i a del obispo en una p r i s i o n y un cautiverio enteramente fabulosos. 227 Esta confusion ha dado lugar a varios estudios, entre los que destaca e l de Menendez Pi dal. Segun e l , e l cautiverio del ohispo Don Gonzalo de Zuniga no consta en ningun documento. Aparece e l obispo mencionado en hechos mi l i t a r e s de entre los anos 1430 y lj+35. Segun l a H i s t o r i a E c l e s i a s t i c a de Granada .de Francisco Vermudez de Pedraza, no se c i t a n hechos de armas del' ohispo desde 1440. E x i s t i r i a n cuatro formas diferentes del romance, y cuatro interpretaciones de su h i s t o r i a , todas expuestas en e l a r t i c u l o . a r r i b a citado. Estas versiones, que d i f i e r e n tambien en las fechas, habrian dado lugar a una leyenda que asegura que e l obispo no solo fue hecho prisionero, sino que rehuso que se comprase su l i b e r t a d y murio cautivo en Granada. La version que se encuentra en e l Cancionero de Romances si n ano (de Amberes) se diferencia de l a que nos da Argote de Molina en que l a derrota del obispo se convierte en v i c t o r i a . Duran considera l a v e r s i o n de Argote l a mas.antigua y pura, y l a del cancionero sin ano, una version t a r d i a . La version del cancionero de romances dice a s i : Un dia de sant Anton esse dia senalado se sailan de san Iuan quatrocientos h i j o s dalgo las senas que ellos llevavan es pendon rabo de gallo por capitan se l o llevan a l obispo don Goncalo armado de todas armas encima de un buen cavallo yva se para l a guarda esse c a s t i l l o nombrado sale se l o a recebir don Rodrigo esse hidalgo por dios os ruego obispo que no passedes e l vado/ porque los Moros son muchos que a l a guarda avian llegado muerto me han tres cavalleros de que mucho me ha pesado/ e l uno era mi primo y e l otro era mi hermano y e l otro era un paje mio que en mi casa se ha criado/ demos l a buelta senores demos l a buelta a enterralios haremos a dios s e r v i c i o / y honrraremos los Christianos. E l l o s estando en aquesto llego don Diego de Haro adelante cavalleros que me llevan e l ganado s i de algun v i l l a n o fuera ya l o ovierades quitado empero alguno esta aqui a quien plaze de mi dafio no cale dezir quien es que es e l del roquete bianco. E l obispo que l o oyera dio de espuelas a l cavallo e l cavallo era l i g e r o y saltado avia un vailado/ mas a l s a l i r de una cuesta a l a assomada de un llano vido mucha adarga blanca mucho albornoz Colorado/ y muchos hierros de lancas que reluzen en e l campo metido se havia por e l l o s como leon denodado de tres hatallas de Moros las dos ha desbaratado mediante l a buena ayuda que en los suyos ha hallado aunque algunos dellos mueren eterna fama han ganado todos passan adelante ninguno atras se ha quedado siguiendo a su capitan e l covarde es esforgado honrra ganan los Christianos los Moros pierden e l campo diez Moros pierden l a vida por l a muerte de un Christiano s i alguno dellos escapa 231 es por una de cavallo por su mucha valentia toda l a prez han cobrado assi con esta v i t o r i a como senores del campo se buelven para Jaen con l a honrra que han ganado.5 En l a cronica de Juan I I aparece e l obispo mencionado como tomando parte en diversos hechos m i l i t a r e s . En e l capitulo XXII del ano 1430 dice: E porque era ya en e l mes de Agosto, e no habia tiempo para.que e l Rey pudiese entrar en l a t i e r r a de los Moros, en aquel tiempo acordo de embiar sus fronteros, e mando. que en l a cibdad de Jaen y en su Obispado estuviese por Capitan Diego de Ribera, Adelantado mayor del Andalucia. . . . y e l capitulo XXVII del mismo ano l l e v a como capcion: De como e l Adelantado Diego de Ribera, y e l Obispo Don Gonzalo de Jaen, e otros caballeros entraron a, l a vega de Granada, e de l a v i t o r i a que ende hubieron de los moros. En e l capitulo se explica l a entrada y termina diciendo: "Y e l Ada Adelantado y e l Obispo, e los otros Caballeros e peones que con ell o s iban, salieron por Al c a l a l a Real muy alegres e vi c t o r i o s o s . " 232 En 1431 encontramos a l Obispo, con e l Rey, en l a Higueruela, segun se menciona en e l capitulo XVIII de este ano. Argote de Molina habia en l a pagina 6hQ, capitulo CCIII de l a derrota de Don Gonzalo de Zuniga, obispo de Jaen, en 1425, y publica l a version del romance que hemos presentado primero. En e l capitulo CCXI habia de l a b a t a l l a de Colomera, j u l i o de 1430, "en que e l Adelantado Diego de Ribera y D. Gonzalo, Obispo de Jaen, con l a gente deste Reyno, uvieron gran v i c t o r i a de los moros." En 1433 t a l a l a vega de Guadix con Pero Alvarez Osorio, capitan de l a frontera de Jaen. En 1435» con Fernan Alvarez de Toledo, senor de Valdecorneja, intenta envano sorprender l a vi l l a d d e Huelma. 1 1^ Francisco Vermudez de Pedraza en su Historia' E c l e s i a s t i c a de Granada (1638), dice que nadie c i t a hechos de armas del obispo desde 1440, ano en que cumplio los sesenta anos de edad.Hf En l a mayoria de las narraciones y estudios sobre este obispo se s i t u a l a supuesta derrota en 1456. Parece muy improbable que se aventurase a lances m i l i t a r e s a una edad tan avanzada. En e l estudio citado, Menendez P i d a l sigue l a p i s t a a l a leyenda que supuso a l obispo prisionero. Seria l a leyenda l a que ocasiono l a mudanza en las ultimas lineas deliomance, y no este e l que origino l a leyenda. Esta supone que no solo fue cautivo de los moros, sino que rehuso e l rescate. C i t a Menendez P i d a l que existe e l testamento del obispo, fechado en S e v i l l a a 7 de noviembre de 1456: "Sabiendo que l a p r i s i o n del obispo D. Gonzalo no e x i s t i o , y que e l relato de La H i s t o r i a de Granada, de Lafuente Alcantara, es una.fantasia renida con toda c r i t i c a . . . volvamos ahora a los romances."-'--^ Del estudio h i s t o r i c o se deduce que l a p r i s i o n del obispo es pura leyenda, por l o tanto l a version de Amberes es l a mas h i s t o r i c a . Ahora bien, queda por estudiar l a cuestion de l a confusion de los dos romances: "Ya se salen de Jaen . . ." y "Un dia de San Anton . . . " La deduccion a que llegamos es que cuando ocurrio l a incursion en t i e r r a de moros que narra "Un dia de San Anton . . ." probablemente en 1425, ya e x i s t i a e l romance que narraba l a derrota de Montejicar. Cosa muy probable pues creemos que, en este romancero f r o n t e r i z o , las noticias t r l s t e s provocaban mas sentimiento, mas sentido de compenetracion por parte del pueblo, que las noticias de v i c t o r i a s . Y puesto que los poetas cantan para e l pueblo, l e dan l o que prefiere. De todos modos,sy analizando l o que nos ha llegado, es dec i r , los dos romances, vemos que e l Cancionero de Romances s i n ano (1548), que tomo e l romance "Un dia era de San Anton .•. ." de un pliego suelto anterior, nos presenta una forma que d i f i e r e en varios versos de l a que trasmitio Argote. En esta encontramos los siguientes octosilabos que no se encuentran en l a version de Amberes: Mocos desseosos de Honra, y los mas enamorados; en bracos de sus amigas van todos juramentados de no bolber a Jaen s i n dar moro en aguinaldo Estos versos serian contaminacion del romance de l a derrota de Montejicar; en efecto l a similaridad es grande: Ya se salen de Jaen los trescientos hijosdalgo: mozos codiciosos de honra, pero mas enamorados. Por amor de sus amigas, todos van juramentados de l l e g a r hasta Granada y correrles todo e l campo, y no dar vuelta sin traer algun moro en aguinaldo . . . Como, cuando y por que se anadieron estos versos, tan similares a algunos del otrot romance anterior, no l o sabemos. Pero s e r i a esta contaminacion, unida a l hecho de que las dos acciones m i l i t a r e s parten de Jaen, l a que, a l ser retransmitidos uno y otro, l l e g a r i a a crear l a confusion que fue aceptada como hecho 235 por Duran, Wolf, Mila, y Menendez y Pelayo, entre otros. Faltando toda referenda a esta entrada concreta en las cronicas, no podemos puntualizar l a fecha en que se l l e v o a cabo. Argote de Molina menciona 1425. Otros han mencionado 1U56. Menendez P i d a l solo comenta que debio ser alrededor de 1435. Parece, por las otras hazanas m i l i t a r e s del Obispo resehadas en las cronicas, que su actividad m i l i t a r se d e s a r r o l l a r i a entre 1430 y 1440. Por l o tanto habria que situar e l encuentro que narra e l romance entre estas dos fechas. E l romance pone de r e l i e v e l a desunion entre los cristianos a l c i t a r las palabras de Don Diego de Haro, y menciona como unico dato geografico de l a accion, e l c a s t i l l o de l a Guardia. Se encuentra La Guardia de Jaen a unos ocho o diez kilometros de esta ciudad. En esta plaza se h a l l a un caballero que aconseja a l Obispo que no pase e l vado. Aqui l a protesta de Haro. E l encuentro debio tener lugar cerca de a l i i , "a l a assomada de un llano . . . " E l romancero no ha recogido ninguna de las hazanas mas famosas del obispo Gonzalo de Zuhiga; otra vez se f i j a e l poeta en un hecho de poca consecuencia h i s t o r i c a . Y tambien aqui aplicamos e l c r i t e r i o de que, siendo un hecho de poca monta, 236 era solo de interes para los coetaneos, t a l vez alguien poco amigo de Diego de Haro l o e s c r i b i r i a , presentando e l punto de v i s t a mezquino y ofensivo de este caballero. Puesto que considero e l romance que se encuentra en e l cancionero de Amberes como mas v i e j o , s i n las anadiduras que suf f i o mas tarde, estudiaremos esta version:-:.. Es uno de los romances en que se unen l a narracion.y e l ' dialogo. Este se introduce s i n preparacion, como ser i a l a forma t i p i c a de "bien o i r e i s " . Los personajes son presentados, y habian acto seguido, sin£preparar a l oyente. E l arranque es narrativo y descriptivo: salen a correr t i e r r a de moros en e l dia de l a f i e s t a de un santo que siempre ha sido muy popular, y t a l vez fuera patron de Jaen. Esta version tiene un error en e l tercer verso: dice San Juan por Jaen. Wo se describe a los "quatrocientos hijos dalgo", solo se describe su pendon. Tras breve descripcion del obispo y su cabalgadura, (dos versos), llegamos muy rapidamente a " l a guarda". Don Rodrigo les sale a r e c i b i r y habia; su conversacion con e l obispo es tambien concisa. Este romance no se detiene en descripciones detalladas y enumeraciones; l a accion es rapida. Sin pausa viene l a contestacion del obispo: 237 enterraran a los muertos. " E l l o s estando en aquesto / l l e g o don Diego de Haro . . . " tambien s i n preparar a l oyente i n t e r -viene Don Diego y expresa su queja. Sin perder tiempo e l obispo i n i c i a l a accion: " E l obispo que l o oyera / dio de espuelas a l caballo". Esta expresion "dio de espuelas" nos comunica l a rapidez y f u r i a con que e l obispo responde a l i n s u l t o . La parquedad de palabras, c a s i s i n c a l i f i c a t i v o s , presta a l a accion una velocidad y vivacidad extraordinarias. Desde aqui ya no hay dialogo; solo narracion. Aunque e l ritmo continua siendo v i v o , se describe brevemente a los moros. Se hace uso, aunque con' parquedad, de l a r e p e t i c i o n enumeratoria: mucha, mucho, muchos. Elementos t i p i c o s de moros: adarga blanca, albornoz Colorado ( e l color de los nazaries). Y e l obispo "como leon denodado" i n i c i a una accion que termina en v i c t o r i a y es d e s c r i t a , como toda l a accion y dialogo del romance, de manera rapida y v i v a ; no se detiene a d e s c r i b i r l a b a t a l l a ; solo sabemos que los c r i s t i a n o s ganan honra y los Moros pierden e l campo y huyen a "una de caballo". Tambien contribuye a darle urgencia y actualidad e l uso delppresente de i n d i c a t i v o que se emplea para d e s c r i b i r l a accion. 2 3 6 -No es romance truncado, n i es de arranque abrupto. Es narracion rapida, c l a r a y bien organizada. S e r i a juglaresco; me i n c l i n o a creer que l a frecuente r e p e t i c i o n que crea los t r a d i c i o n a l e s , habria limado muchos pormenores que se encuentran en esta narracion. La asonancia es en ao. 1 2 . E l romance que sigue se r e f i e r e a l a muerte del Conde de Niebla, Don Enrique de Guzman; no canta una v i c t o r i a . Como e l de A l o r a , cuando l a v i c t o r i a parecia estar a l alcance de l a mano, muere e l capitan de l a empresa. Murio e l conde en e l s i t i o de G i b r a l t a r , no de heridas s u f r i d a s en l a lucha, sino que se ahogo, a l t r a t a r de salvar a algunos de sus hombres que estaban en p e l i g r o por no haber calculado debidamente l a a l t u r a de l a s mareas. Dice e l romance: Dad me nuevas cavalleros nuevas me querades dar daquesse conde de Niebla don henrrique de Guzman que haze guerra a los moros y ha cercado a G i b r a l t a r veo hoy lutos en mi corte ayer v i fiestas muy grandes o e l principe es f a l l e s c i d o o alguno de mi sangre o don Alvaro de luna e l maestre y condestable No es muerto senora e l principe mas ha f a l l e s c i d o un grande que veredes a los moros quan poco vos temeran que a este solo temian y no osaban saltear es e l buen conde de niebla que se a anegado en l a mar por acorrer a los suyos nunca se quiso salvar en un b a t e l donde venia l e h izieron trastornar socorriendo un cavallero que se l e yva a anegar l a mar andaba tan a l t a que no se pudo escapar teniendo quasi ganada l a fuerca de Gibraltar l l o r a n l e todas las damas galanes otro que t a l l l o r a l e gente de guerra por ser tan buen capitan l l o r a n l o duques y condes porque todos sabia honrrar 0 que nuevas me traddes cavalleros de pesar vistan se todos de xerga no se hagan fi e s t a s mas vaya luego un mensagero venga su h i j o don Juan confirmalle l o del padre mas l e quiero acrescentar y de Medina Cidonia duque l e hago doy mas que a h i j o de tan buen padre poco galardon se da.-*--^  241 M i l a y Fontanals no cree que este romance sea enteramente popular sino juglaresco, inspirado en e l que escribio Montesino, f a m i l i a r de los Reyes Catolicos, a l a muerte, en 1491, del principe de Portugal, don Alfonso, esposo de l a infanta Isabel, primogenita de los reyes espanoles. Segun esta opinion, e l romance de l a muerte del conde de Niebla s e r i a t a r d i o , puesto que murio en 1436. E l episodio se encuentra en e l Laberirito de Juan de Mena, terminado de e s c r i b i r en 1444. E l poeta dedica a este episodio de l a guerra contra los moros las estrofas 160 hasta l a . 1 8 6 . E l tono del romance es mas bien juglaresco y no parece haber pasado por muchas variantes, pues carece del dramatismo que t a l episodio podia haber inspirado, y que e l pueblo l e habria segura-mente dado en sus interpretaciones, de haber sido este un romance popular que llegase a ser t r a d i c i o n a l . E l arranque es una increpacion pidiendo n o t i c i a s ; l a que las pide es una "senora". No dice mas e l romance. iSe r e f i e r e a l a reina? ("veo hoy lutos en mi corte") o a l a condesa de Niebla? No se explica. La respuesta de los caballeros explica e l episodio en que ha perdido l a vida e l conde. Los doce ultimos versos parecen ser una intervencion del rey. Es un romance de dialogo; los que toman parte habian s i n grandes muestras de sentimiento, mas bien con gran sobriedad. Las cronicas relatan e l episodio. E l ataque a Gibraltar era de suma importancia m i l i t a r , pues estaba l a plaza en manos de los sultanes de Marruecos, que tenian en e l l a un puerto abierto para pasar a Esparia. La cronica de Juan I I dice: De Madrid e l Rey se partio para Toledo, donde se hicieron grandes f i e s t a s de justas e toros e danzas. E a l i i vinieron nuevas a l Rey de como Don Enrique, Conde de Niebla, habia seydo anegado en l a mar, queriendo combatir a G i b r a l t a r , l a qual muerte fue en esta guisa. E l hubo ardid que podia tomar a G i b r a l t a r , para l o qual junto dos m i l de caballo e tres m i l peones en l a su v i l l a de San Lucar de Barrameda, e mando i r l a gente de caballo por t i e r r a con su h i j o Don Juan, e l qual mando que cercase l a v i l l a por parte de l a t i e r r a , y que e l l a cercaria por l a mar, para l o qual llego galeas e naos caravelas con l a gente que cumplia, e llegando cerca de Gibraltar e l Conde de Niebla, s a l i o de su galea, e con e l hasta quarenta Caballeros p r i n c i p a l e s , e fue a pie por escaramuzar con los Moros, e los Moros detenian quanto podian l a escaramuza porque creciese l a mar, e desque fue crecida, los Moros apretaron tan fuertemente con e l Conde e con_!os suyos, que quando se quiso retraer no pudo, e con todo eso con gran peligro suyo entro en una galea e con e l algunos de los suyos, e queriendo i r s e a su f l o t a , vido que quedaban algunos peleando con los Moros, e por los socorrer volvio a t i e r r a , y.en tanto crecio de t a l manera l a mar, que e l no se podia valer, e 243 vidose tan apretado de los Moros que se recogio a una barca para.ir a su galea, y estando a s i vido a un Caballero, criado suyo, metido en l a mar hasta los pechos, dando grandes voces, diciendo, socorredme, Senor. E l Conde veyendole en aquella guisa mando volver l a barca para l e guarecer e como llego cerca d e l , otros muchos Christianos que estaban en e l agua por temor de los Moros, llegaron todos a l borde de l a barca por se meter en e l l a , e travaron del borde tan fuertemente que l a trastornaron en e l agua, e asi se ahogaron e l Conde Don Enrique de Niebla, e hasta quarenta Caballeros e Gentiles-Hombres que en l a barca con e l estaban. E como Don Juan su h i j o supo esto, descerco l a v i l l a , e volviose a S e v i l l a , l o qual todo Don Juan de Guzman hizo saber a l Rey, suplicando a su Alteza l e hiciese merced de l o quel Conde su padre en sus l i b r o s tenia. • E l Rey hubo muy gran desplacer deste acaecimiento tan s i n i e s t r o , e hubo por bien de hacer l o que Don Juan l e embio su p l i c a r , e no muchootiempo despues l o hizo Duque de Medina-sidonia.120 La Refuridicion del Halconero resefia este suceso casi en las mismas palabras que l a cronica del Rey Don Juan. La cronica del Halconero de Juan I I da algunos detalles que d i f i e r e n del relato de las otras dos cronicas. Explica e l cerco de Gibraltar de l a misma manera, pero a l l l e g a r a l a muerte del conde, dice: Pero e l conde tenia una langada, e aviase acogido en un leho, e podieralo guarecer un criado suyo, e no l e quiso dar l a mano para que subiera en.una galera. E vino e l agua tanto que l o afogo; e luego e l criado suyo e un pribado suyo fuyo quando sopo que era muerto. E don Juan su f i j o e los que con e l estavan, quando supieron l a muerte del conde, descercaron l a v i l l a , e fuese para S e v i l l a , e derroco las casas del pribado de su padre, e tomole todo l o que ende t e n i a en S e v i l l a e en su t i e r r a . E de l a muerte del conde ovo e l Rey muy grande sentimiento; e su f i j o don Juan de Niebla llamose conde de Niebla de a l i i adelante, e heredo toda l a casa del conde su padre; e l que es agora duque de Medina.-^l Como se ve en las cronicas no se hace mencion de l a condesa de Niebla, n i ninguna senora, como fig u r a en e l romance. Pero. esto s e r i a una figura l i t e r a r i a necesaria para l a forma dialogada y para dar interes humano a l a h i s t o r i a . En las resenas de las cronicas, aunque e l Rey tuvo "muy grande sentimiento", e l h i j o parece haber estado satisfecho con l a herencia y elnuevo t i t u l o . Las cronicas han recogido un episodio de los muchos que continuamente ocurrian en l a frontera y l e han dado prominencia, probablemente por tratarse de l a f a m i l i a mas famosa y poderosa de Andalucia entonces. E l romance ha versificado l a noticia. de las cronicas, dandole forma dialogada, pero s i n afiadir nada nuevo. Probablemente l a fuente s e r i a l a cronica de Juan I I , pues no hace mencion de las acciones del criado y e l privado que no quisieron ayudarle y l e dejaron ahogar. E l dialogo que presenta e l romance parece comprender tres personas diferentes. La primera s e r i a o bien l a Condesa o bien l a Reina; a l contestar a su pregunta "dadme nuevas caballeros", se l e contesta: "No es muerto, seriora, e l principe . . . ." Probablemente s e r i a l a Reina, pues dice: "Veo hoy lutos eh mi corte / ayer v i fiestas muy grandes"; l a cronica de Juan I I dice que las nuevas de l a muerte del Conde de Niebla l e llegaron a l rey cuando se hallaba en Toledo "donde se hicieron grandes fiestas de justas e toros e danzas" y sigue e l romance: "o e l principe es f a l l e c i d o , / o alguno de mi sangre .. . . ." Ademas del narrador hay un tercer personaje que toma parte en l a con-versacion; debia ser e l Rey pues solo e l puede hacer, y hace segun las cronicas, que e l h i j o herede l o del padre, y aun mas, l e hace duque de Medina Sidonia. No hay en e l romance ningun dato que no este resenado, y con mas d e t a l l e , en las cronicas. Aunque estos sucesos ocurrieron en 1436, Juan de Guzman no fue nombrado duque de Medina Sidonia hasta 1445. Como en e l romance se dice que e l Rey l e h i z o duque, ha de haber sido e s c r i t o despues de 1445. Es uno de los romances en que l a narracion se anima y actualiza por medio del dialogo. E l arranque es de dialogo directo sin i d e n t i f i c a r a quien habia. Se introduce e l t i t u l o y e l nombre del heroe en los octosilabos tercero y cuarto, y en•la misma imprecacion, que pide nuevas, se nos presenta e l sujeto y e l asunto de que va a t r a t a r e l romance. E l relato es rapido y vivo; t r a t a de un suceso de mayor importancia que una simple entrada en t i e r r a de enemigos; se t r a t a del s i t i o de una plaza importante y de l a muerte de un gran senor. No abarca una sucesion larga de acontecimientos; solo uno, muy dramatico. Pero este romance no me parece t r a d i c i o n a l . La frecuente repeticion o r a l busca s e n c i l l e z y viveza y logra intensidad emocional, muchas veces a costa de pormenores episodicos, que se suprimen. Este romance carece de esta intensidad emocional, a pesar de 'las posibilidades dramaticas del asunto. Si bien es verdad que empieza de manera brusca, e l f i n a l no es trunco. No solo explica todo e l episodio, sino que ademas nos informa de larherencia del h i j o y su nuevo t i t u l o . Hay r e p e t i c i o n de verbos para mayor impacto afectivo: l l o r a n l e , l l o r a l e , l l o r a n l o ; pero e l verso siguiente, "porque todos sabia honrrar", parece destruir e l efecto emocional que e l l l a n t o pudiera haber tenido. Manuel Alvar comenta e l uso de formulas epicas en e l romancero f r o n t e r i z o , y l o considera seguro i n d i c i o de l a 247. pervivencia de l a s gestas. Menciona que e l romance del Conde de Niebla recurre " a l antiquisimo recurso de l a - E paragogica, propia de nuestra epica, y muestra siempre del caracter v i e j o de l a epica castellana."122 E l romance se i n i c i a de manera su b i t a , por palabras puestas en boca de una "senora". Le contesta uno de los caballeros a quienes se ha d i r i g i d o , y en su contestacion, de 24 octosilabos, se encuentra l a narracion de l o sucedido. Los doce ultimbs versos serian palabras d e l Rey: es dialogo de t r e s personas , pero en ningun lugar se menciona a quien habia. S e r i a romance juglaresco, probablemente e s c r i t o en S e v i l l a donde radicaba l a poderosa f a m i l i a de los Guzman. La asonante es eh a_, con l a -e paragogica como en "grandes", "sangre", "condestable", etc. 13. E l romance que comienza "Rio verde, Rio verde" fue compuesto con motivo d e l descalabro y .prision de Juan de Sayavedra en 1448; pero se a p l i c o luego a l a muerte de Don Alonso de Aguilar en 1501 porque ambas derrotas ocurrieron en S i e r r a Bermeja. M i l a y Fontanals menciona t r e s versiones que llama 3 8 , 38a y 38b. • Dice: La v e r s i o n 3 8 , que es l a p r i m i t i v a , habia solo de l a muerte de Sayavedra, acaso e l mismo 2l+;8 que figura en los romances 17 (Buen Alcaide de Canete) y 21 (Caballeros de Moclin). Las otras son una fusion del 37 y del 3 8 . 1 2 3 (37 = "Estando e l rey don Fernando / en conquista de Granada"--parece d i f i c i l que sea as i pues en lhkQ don Fernando no estaba en l a conquista de Granada y en 1501 ya estaba conquistada.) Mila. fue e l primero en sugerir que los tres romances de Rio Verde pudieran r e f e r i r s e a un suceso anterior en medio si g l o a l a muerte de Alonso de Aguilar. En .1915 Menendez P i d a l publico un minuciosos estudio de este romance,,y hace notar l a ignorancia que reinaba entonces acerca de l a h i s t o r i c i d a d de los romances fronterizos. E l ejemplar mas antiguo que existe del romance es un pliego suelto, que paso a l Cancionero de Anvers de 1550. Damos esta version: Rio verde r i o verde mas negro vas que l a t i n t a 'entre t i y Si e r r a bermeja murio gran c a v a l l e r i a mataron a Ordiales Sayavedra huyendo yva con e l temor de los Moros entre un x a r a l se metia tres dias ha con sus noches que bocado no comia aquexava l e l a sed y l a hambre que t e n i a por buscar algun remedio a l camino se s a l i a / v i s t o l o avian los Moros que andan por l a serrania. Los Moros desque l o vieron luego para e l se venian unos dizen muera muera otros dizen biva biva tomanle entre todos ellos bien acompanado yva a l i a l e van a presentar a l rey de l a Moreria. Desque e l rey Moro l o vido bien oyreys l o que dezia/ quien es esse eavallero que ha escapado con l a vida Sayavedra es senor Sayavedra e l de S e v i l l a / e l que matava tus Moros y t u gente destruya e l que h a z i a cavalgadas y se encerrava en su manida. A l i i h a b l a r a e l rey Moro "bien o y r e i s l o que d e z i a / digas me t u Sayavedra s i A l a t e alargue l a v i d a s i en t u t i e r r a me t u v i e s s e s que honrra t u me h a r i a s ? A l i i hablo Sayavedra desta suerte l e d e z i a / Yo t e l o d i r e senor nada no t e m e n t i r i a s i C h r i s t i a n o t e tornasses grande honrra t e h a r i a y s i .assi no l o h i z i e s s e s muy b i e n t e c a s t i g a r i a l a cabega de l o s ombros luego t e l a c o r t a r i a . • C a l l e s c a l l e s Sayavedra cesse t u malenconia t o r n a t e Moro s i quieres y veras que t e d a r i a - darte he v i l l a s y ' c a s t i l l o s y joyas de gran v a l i a . Gran pesar ha Sayavedra desto que oyr d e z i a con una boz r i g u r o s a desta suerte respondia. -Muera muera Sayavedra l a f e no re n e g a r i a que mientras v i d a t u v i e r e l a f e yo defenderia. A l i i h a b l a r a e l r ey Moro y desta suerte d e z i a / prendeldo mis c a v a l l e r o s y d e l me hazed j u s t i c i a / echo mano a su espada. de todos se defendia mas como era uno s o l o a l i i h i z o f i n su vida.^24 Segun Menendez Pi d a l en e l a r t i c u l o citado, . . . este romance se r e f i e r e a un caballero andaluz, Juan de Sayavedra, que en 1433 siendo alcaide de Jimena de l a Frontera, conquisto de moros e l pueblo de Castellar (situado entre Gibraltar y Jimena), ayudado por las m i l i c i a s del concejo' de Jerez y por e l adelantado de Andalucia Diego Gomez de Ribera . . . Desde Jimena y Castellar como puntos de apoyo,' hubo de hacer varias incursiones contra l a vecina Sierra Bermeja, en l a cual..-sin duda debio o c u r r i r su cautiverio por los moros , re f e r i d o , sin f i j a r lugar, en l a cronica inedita de Juan I I . He aqui e l relato de esta: "Segun de suso avedes oydo, los moros de Granada enemigos de nuestra santa fee c a t o l i c a , con ayuda de algunos moros de allende que pasaron en su ayuda, conociendo las dicenciones e d i s -cord! as que eran en e l reyno de C a s t i l l a , atrevianse a fazer, e fazian muchos males e dahos e tomas de v i l l a s e c a s t i l l o s , e non avia quien gelo r e g i s t i r ; por l o qual se movieron en S e v i l l a CCC cavalleros e CCCC peones, de los quales iban por capitanes Juan de Sahavedra e Chay un bianco en e l manus-• ;crito3 de Ordiales. Los quales con buen zelo de s e r v i r a Dios e a l rey, e por defension de l a t i e r r a , entraron en t i e r r a de moros por l a parte de Eel copista omite e l nombre, pero no deja un blancoD sabado vispera de Ramos, X dias del mes de marco del dicho aho de XLVIII. E por caso fortuytu, encon-traron f a s t a IIM peones, los quales a s i mesmo venian a fazer entrada en 253 t i e r r a de c r i s t i a n o s ; los quales como venian apartados e en giertas v a t a l l a s , no se podieron reconocer que fuesen tanto numero. Por l o qual los dichos Juan de Sahavedra e Ordiales pelearon con las dos primeras vatallas que parescian, las quales vencieron e des-varataron; e pensando que no oviese mas, pasaron adelante, e lancaronse en otra gruesa v a t a l i a de los moros, e a l i i fueron los mas presos e muertos. E asi mesmo fue muerto Ordiales en esta v a t a l l a ; e Juan de Sahavedra fue llevado preso a l a cibdad de Granada. De las quales nuevas e l rey de . C a s t i l l a , cuando l o sopo, ovo mucho enojo; por l o qual se movian muchas fablas e con-sejos para prober de algunos fronteros, e non se podian acordar, por quanto algunos que l o pedian no gelo davan por ser a l rey sospechosos. . . recelandd que e l principe don Enrique su f i j o , con otros algunos del reyno, se levataria."125 Perez de Hita incluye en su obra dos versiones del romance que se apartan del antiguo; en e l l a s Sayavedra mata a un renegado, pero es luego despedazado por m i l moros que l o cercan. E l romance empieza con una imprecacion a l r i o ; e l juego de colores da un encanto impresionista a l cuadro que describe: Rio verde, agua negra, s i e r r a bermeja. E l r i o verde, alegre, va negro, de l u t o , pues en sus o r i l l a s ha habido gran matanza de c r i s t i a n o s . La huida y apresamiento de Sayavedra no parecen muy heroicos, pero llevado ante e l rey moro, se comporta como corresponde a un 254 caballero c r i s t i a n o del s i g l o XV. Romance narrativo con algo de dialogo, tiene versos que son prototipo de las narraciones epicas espanolas, y se encuentran repetidamente en e l Cantar de Mio Cid: A l i i hablara e l rey Moro bien oyreis l o que dezia . . . y A l i i hablo Sayavedra desta suerte l e dezia . . . E l romance esta dedicado a Sayavedra. Menendez P i d a l comenta que en las dos alusiones unicas que e l ha encontrado a este aconte-cimiento, e l centro de interes del relato es Urdiales. E l suceso, descalabro de los c r i s t i a n o s , t'uvo s i n duda gran resonancia en su tiempo; pero, como sucedia con escaramuzas de poca importancia m i l i t a r , este encuentro h a l l o eco entre los fronteros, y muy poco entre los cronistas castellanos. Aunque l a cronica trae mas detalles en cuanto a l numero de moros y no habia de que Sayavedra muriese por no renegar de su f e , pareceria que e l r e l a t o de Alvar Garcia de Santa Maria se inspiro en e l romance; no l o copio, sino que, probablemente, l a lectura despertaria su interes de historiador y t a l vez lograse encontrar detalles no incluidos en e l romance. De todos modos, dada l a escasa trascendencia de estos encuentros, tan numerosos, es logico que inflamasen l a imaginacion de un poeta 255 l o c a l , y n o l a d e l o s c r o n i s t a s q u e n o t e n i a n c o n t a c t o p e r s o n a l c o n l a v i d a d e c a d a d i a d e l a f r o n t e r a . L o s r o m a n c e s f r o n t e r i z o s t i e n e n f u n d a m e n t o h i s t o r i c o . A l g u n o s s e c i h e n a l a n a r r a c i o n d e l o s s u c e s o s t a l c o m o f u e r o n . E n o t r o s , a r r a n c a n d o d e u n a c o n t e c i m i e n t o r e a l , s e d a r i e n d a s u e l t a a l a i m a g i n a c i o n a g r e g a n d o e l e m e n t o s p u r a m e n t e f i c t i c i o s q u e p r e s t a n m a y o r d r a m a t i s m o a l r e l a t o . E s t e s e r i a e l c a s o d e l r o m a n c e " R i o V e r d e , R i o v e r d e e n q u e s o l a l a p r i m e r a p a r t e t i e n e f u n d a m e n t o h i s t o r i c o : E s r e a l m e n t e c i e r t o e l e n c u e n t r o d e u n d e s t a c a m e n t o d e t r o p a s c a s t e l l a n a s , m a n d a d o p o r S a a v e d r a y U r d i a l e s , c o n o t r o d e s t a c a m e n t o d e t r o p a s g r a n a d i n a s q u e d e r r o t o y p u s o e n f u g a a l p r i m e r o ; y e s t a m b i e n r e a l m e n t e c i e r t o q u e U r d i a l e s p e r e c i o e n e l e n c u e n t r o y q u e S a a v e d r a c a y o p r i s i o n e r o d e l , e n e m i g o . E l r e s t o d e l a p i e z a e s p u r a f i c c i o n , i n v e n t a d a p o r e l p o e t a c o n e l p r o p o s i t o d e d a r u n a m a y o r f u e r z a d r a m a t i c a a l r o m a n c e . S a a v e d r a n o f u e l l e v a d o c a u t i v o a G r a n a d a , s i n o a M a r b e l l a ; y n o m u r i o e n s u c a u t i v e r i o , s i n o q u e l a c i u d a d d e S e v i l l a l o r e s c a t o , p o r o r d e n d e l r e y c a s t e l l a n o . 1 2 6 S a b e m o s q u e e s t e r o m a n c e f u e a t r i b u i d o a l a m u e r t e d e D o n A l o n s o d e A g u i l a r , h e r m a n o m a y o r d e l G r a n C a p i t a n , o c u r r i d a e n S i e r r a B e r m e j a e n 1501. A u n q u e e s p o s i b l e q u e l a a t r i b u c i o n o c u r r i e r a a f i o s mas t a r d e , c u a n d o l o s d o s a c o n t e c i m i e n t o s s e c o n -f u n d i e r o n e n l a m e m o r i a d e l p u e b l o , e l q u e n o m b r e a S a a v e d r a y 2 5 6 no a A g u i l a r s e r i a c l a r o i n d i c i o de que fue e s c r i t o poco despues d e l suceso de 1448, y desde luego antes d e l descalabro de 1501. Este romance procede de p l i e g o s u e l t o conocido, a n t e r i o r a l Cancionero de Amberes s i n ano. Hay v a r i a s v e r s i o n e s , como hemos dicho. E l l u g a r de l a acc i o n e s t a p e r s o n i f i c a d o ; e l poeta i n c r e p a a l r i o en cuyas o r i l l a s fueron derrotados l o s c r i s t i a n o s , muerto U r d i a l e s y hecho p r i s i o n e r o Saavedra. Es uno de l o s romances que mas mezclan l o s tiempos de verbo. Despues de d e s c r i b i r e l c o l o r d e l r i o en presente, l o que l o s i t u a mas eficazmente ante l a v i s t a d e l oyente, pasa a l a n a r r a c i o n en p r e t e r i t o , pero despues de dos versos pasa a l imperfecto, que sugiere duracion de l a accion. Sigue l a d e s c r i p c i o n en pasados, con algunos presentes cuando e l j u g l a r se d i r i g e a l p u b l i c o , y en e l d i a l o g o , donde hallamos tambien pre-t e r i t o s de subjun t i v o . Es t a l vez uno de l o s romances que mas variado uso hacen de l o s tiempos de verbo; e l l o l e da movimiento, a g i l i d a d . Aunque presenta una escena entre Saavedra y e l rey moro, no hay descripciones de a t a v i o s , n i enumeraciones. Se hace uso de formulas e p i c a s , como "bien oyreys l o que d e z i a " , " A l i i hablo Sayavedra - desta suerte l e d e z i a " , "desta suerte respondia", " a l i i 257' h a b l a r a e l rey Moro - y deste suerte d e z i a " . Une e l d i a l o g o a l a n a r r a c i o n d e l j u g l a r . La p r e s e n c i a de este se hace s e n t i r en todo e l poema. Es e l quien se d i r i g e a l r i o , t e s t i g o de l a b a t a l l a ; comienza l a n a r r a c i o n a l parecer hablandole a l r i o . Cada p a r t i -c i p a c i o n eh e l dialogo es anunciada por e l narrador. Despues de l a primera p a r t e d e l dialogo entre e l moro y e l c r i s t i a n o , vuelve a hablar e l j u g l a r ; comenta e l pesar de Saavedra y vuelve a tomar l a p a l a b r a en l o s cuatro ultimos v e r s o s , terminada l a conversacion entre l o s dos p r o t a g o n i s t a s , para r e l a t a r con gran ahorro de palabras e l f i n a l de l a h i s t o r i a : echo mano a su espada de todos se defendia mas como era uno s o l o a l i i h i z o f i n su v i d a . E l romance a c t u a l i z a ante nuestros ojos l a s i t u a c i o n que n a r r a por medio de l a p e r s o n i f i c a c i o n d e l r i o , y d e l d i a l o g o . Son recursos que dan f u e r z a dramatica a l romance; pero esto no b a s t a r i a . E l tono g e n e r a l , su s e n c i l l e z y v i v e z a , i n d i c a n que se t r a t a de un romance' t r a d i c i o n a l . Hemos v i s t o como, a l r e p e t i r l o s , l o s j u g l a r e s y e l pueblo cambiaban no s o l o p a l a b r a s , a veces tambien l a h i s t o r i a . Un heroe c r i s t i a n o que p r e f i e r e morir a renegar de su f e , s e r i a tema muy d e l agrado de l o s f r o n t e r o s c r i s t i a n o s . 258 Creo que e l romance es de impresion muy cercana a l suceso; y no cabe duda que fue popular y llego a ser t r a d i c i o n a l , con probables modificaciones en l a repeticion. La asonancia es en i a . 14. La b a t a l l a de los Alporchones tuvo resonancia por toda Esparia. De e l l a nos habia l a cronica de Juan I I . E l lugar fue l a frontera de Murcia, muy agitada en aquellos anos a causa de l a enemistad entre Alonso Fajardo, alcaide de Lorca, y su primo, mucho mas joven, Pedro Fajardo, Adelantado de Murcia. E l romance describe una entrada de los moros por campos de Lorca, que termino con e l desastre moro de los Alporchones. La version de que disponemos es sacada de Las Guerras C i v i l e s de  Granada de Gines Perez de H i t a , quien dice que es romance antiguo: Alia, en Granada l a r i c a Instrumentos o i tocar en l a c a l l e de los Gomeles, a l a puerta de Abidbar, e l cual es moro valiente y muy fuerte capitan. Manda juntar muchos moros bien diestros en pelear, porque en e l campo de Lorca se determina de entrar; con e l salen tres alcaides, aqui los quiero nombrar: Almoradi de Guadix, este es de sangre r e a l ; Abenacizes e l otro, y de Baza natural; y de Vera es Alabez, de esfuerzo muy singular, y en cualquier guerra su gente bien l a sabe acaudillar. Todos se juntan en Vera para ver l o que haran; e l campo de Cartagena acuerdan de saquear. A Alabez, por ser val i e n t e , l o hacen su general; otros doce alcaides moros con ellos juntado se han, que aqui no digo sus nombres por quitar p r o l i j i d a d . Ya se repartian los moros, ya comienzan de marchar, por l a fuente de Pulpe, por ser secreto lugar y por e l puerto los Peines por o r i l l a s de l a mar. En campos de Cartagena con furor fueron a entrar; cautivan muchos cristianos que era cosa de espantar. Todo l o corren los moros Sin nada se les quedar; e l rincon de San Gines y con ellos a l Pinatar. Cuando tuvieron gran presa hacia Vera vuelto se han, y en llegando a Puntaron, consejo tornado han s i pasarian por Lorca, o s i i r i a n por l a mar. Alabez, como es v a l i e n t e , por Lorca queria pasar, por tenerla muy en poco y por hacerle pesar; y a s i con toda su gente comenzaron de marchar. Lorca y Murcia l o supieron luego los van a buscar, y e l comendador de Aledo, que Lison suelen llamar, junto de los Alporchones a l i i los van a alcanzar. Los moros iban pujantes, no dejaban de marchar; cautivaron un c r i s t i a n o caballero p r i n c i p a l , a l cual llaman Quinonero, que es de Lorca natural. Alabez, que vio l a gente, comienza de preguntar: -Quinonero, Quinonero, 262 digasme t u l a verdad, pues eres buen caballero, no me l a quieras negar: iQue pendones son aquellos que estan en e l olivar? Quinonero l e responde,-t a l respuesta l e fue a dar: -Lorca y Murcia son, senor, Lorca y Murcia, que no mas, y e l comendador de Aledo, de valor muy singular, que de l a franeesa sangre es su prosapia r e a l . Los caballos tr a i a n gordos, ganosos de pelear.-A l i i respondio Alabez, lleno de rabia y pesar: -Pues por gordos que los traigan, l a Rambla no han de pasar, y s i ellos l a Rambla pasan, I Ala, y que mala senal.' Estando en estas razones allegara e l mariscal y e l "buen alcaide de Lorca, con esfuerzo muy s i n par. Aqueste alcaide es Faxardo, valeroso en pelear; • l a gente traen valerosa, no quieren mas aguardar. A los primeros encuentros l a Rambla pasado han, y aunque los moros son muchos, a l i i l o pasan muy mal. Mas e l valiente Alabez hace gran plaza y lugar. Tantos de cristianos matan, que es dolor de l o mirar. Los cristianos son valientes, nada les puede ganar; tantos matan de los moros, que era cosa de espantar. Por l a s i e r r a de Aguaderas huyendo sale Abidbar con trescientos de a caballo, que no pudo mas sacar. Faxardo prendio a Alabez con esfuerzo singular. Quitaronle l a cabalgada, que en riqueza no hay su par. Abidbar llego a Granada, y e l rey l o mando a matar.127 Mila. y Fontanals dice de este romance que . . . es acaso entre todos e l que ofrece mayormente e l aspecto de una narracion contemporanea, en que se da cuenta completa del hecho, con bellezas singulares nacidas de l a inspiracion del asunto, sin evitar los pormenores menos poeticos que este va ofreciendo. . . Como creemos este romance copia f i e l de su primera redaccion, l o hemos de suponer inspirado por una tradic i o n viva y no lejana del asunto.1^8 La cronica dice a s i : i Estando e l Rey en P o r t i l l o , determino de i r a. ver l a Reyna que estaba en Madrigal, e desde a l i i e l Rey e l a Reyna se vinieron a. Toledo, donde l e vinieron nuevas de un gran desbarato que Alonso Faxardo e Diego de Ribera, Aposentador del Rey, que despues fue Ayo del Rey Don Alonso, que era entonces Corregidor de Murcia, hicieron en los Moros en esta guisa: que un dia jueves, diez y seis de Marzo, Alonso Faxardo embio decir a. Diego de Ribera como supiese como hasta seiscientos 265 de caballo, e m i l e quinientos peones Moros eran entrados , e llevaban mas de quarenta m i l cabezas , de ganado mayor y menor, y quarenta 6 cinqiienta christianos; que l e requeria que luego cavalgase con toda l a gente de l a cibdad de caballo y de pie, l o qual e l dicho Diego de Ribera puso luego en obra. E l a gente que pudo sacar de l a cibdad fueron setenta de caballo, e veinte suyos, e hasta quihientos peones, con los quales continuo su camino para Lorca, donde se junto con e l Alonso Faxardo, con e l qual venia Garcimanrique, su hierno, con doscientos de caballo, e mil e quatrocientos peones, e Alonso de Lison, Comendador de Aledo, que t r a i a siete de caballo, e quince peones, los quales todos fueron buscar los Moros. E como fueron en v i s t a , los Moros se pusieron en orden de b a t a l l a , e los Caballeros Christianos asimesmo: e fue tan duramente peleado, que los Christianos rompieron tres veces por los Moros, e a l a f i n los Moros fueron vencidos, y muertos dellos mas de ochocientos, y de los Christianos fueron muertos quarenta, e feridos mas de doscientos; e los Moros que escaparon se subieron a una s i e r r a muy a l t a , donde como quiera que l a s i e r r a era muy aspera, fueron presos algunos de l l o s , e tornados algunos caballos y otras cosas. Y entre los Moros que en esta b a t a l l a murieron fueron catorce capitanes, los nombres de los quales son los siguientes: Abenaciz, ca b d i l l o de Baza; Abucacin su hermano, cabdillo del campo de Granada; Alabez e l Alcayde de Vera; e l c a b d i l l o de Velez e l Blanco; e l cabdillo de Almeria; e l cabdillo de Velez e l Rubio; e l cab-d i l l o de Orza; e l cabdillo de Iluesca; e l Alcayde de Cullar. E los Moros alancearon los Christianos que llevaban presos, e l o que pudieron del ganado. Aunque romance y cronica estan conformes en general, hallamos algunas discrepancias en los nombres de los caballeros que tomaron parte en l a b a t a l l a . E l romance no nombra a Diego de Ribera, n i a 266 Garcimanrique n i a Alonso de Lison; l a cronica no nombra a Quinonero. De los caballeros moros se da una l i s t a mas completa en l a cronica, pero e l romance dice: que aqui no digo sus nombres por quitar p r o l i j i d a d . . . Con todo, e l romance da muchos mas pormenores del encuentro, que empieza como una entrada mas de los moros en t i e r r a de c r i s t i a n o s , y acaba con un descalabro, del que es p r i n c i p a l caudillo Alonso Fajardo, Alcaide de Lorca. A pesar de sus continuas luchas con e l Adelantado de Murcia, su primo Pedro Fajardo, en esta ocasion toman parte fuerzas de Murcia. E l romance da muchos datos geograficos, como escrito por quien conoce bien e l terreno; estos f a l t a n en l a cronica. Juan Torres Fontes, que tantos datos nos ha dado a conocer sobre l a frontera de Murcia, dice que e l ejercito. granadino que se acercaba a Lorca . . . l o componian mil doscientos de caballo y seiscientos infantes, mandado por e l capitan Abidbar y los alcaides de Guadix, Almeria, Baza, Vera, los dos Velez, C u l l a r , Huercal, Orce, Purchena, T i r i e z a , Caniles y C a s t i l l e j a . E l c r i s t i a n o , mandado por Alonso Fajardo, su yerno Garci Fernandez Manrique, e l corregidor Diego de Ribera y Alonso de Lison, comendador de Aledo, estaba compuesto de doscientos ochenta caballeros y un m i l i a r de peones.130 267 No es este romance uno de los mas populares; segun Menendez Pid a l no es popular, sino muy juglaresco. Es estrictamente narrativo-historico y comparado con l a mayoria de los otros romances fronterizos, es muy largo. Pertenece a l grupo de los que empiezan con una sensacion del narrador que se supone presente en e l suceso; pero este narrador que oye tocar los instrumentos en Granada, seria dificilmente c r i s t i a n o . La accion es v i s t a del lado moro; aunque narra una v i c t o r i a c r i s t i a n a , l a narracion esta, puesta en "boca de moro, y no solo arranca en Granada, sino que termina tambien a l i i , donde, a l l l e g a r vencido, Abdibar es condenado a muerte. Aunque Gines Perez de Hita llama a esteeromance "antiguo", es posible que l o escribiese e l . Se i n i c i a su novela h i s t o r i c a con una relacion del reino de Granada. Aunque no menciona claramente e l afio en que fue, describe con muchos pormenores l a b a t a l l a de los Alporchones, segun e l en tiempos del rey 'Abenozin' e l Cojo. Menciona cronicas antiguas " a s i castellanas como arabigas". Es d i f i c i l saber que documentos tuvo Perez de Hita a su disposicion. S i bien su obra es una novela, tiene fondo h i s t o r i c o y da con frecuencia, como en este caso de los Alporchones, detalles y nombres que no se en-cuentran en otras partes. Pero Menendez Pidal considera este romance modelo de romances juglarescos, que mezcla rasgos del 268 e s t i l o e p i c o - l i r i c o con otros de e s t i l o informativo. Cree que "no puede darse un e s t i l o mas animado y vivo a pesar de ser escuetamente narratorio . . . La narracion l l e n a todo e l romance, salvo un dialogo, cuyas tres partes llevan cada una su verso introductor nombrando a quien habia . . . Hoy, respecto a l romance de los Alporchones, vemos con claridad que su excelente narracion, muy juglaresca, no fue limada por l a transmision t r a d i c i o n a l , fue publicado tarde por Perez de Hita en sus 'Guerras c i v i l e s de Granada', tomandolo acaso de un manuscrito . . ."131 L 0 S muchos detalles geograficos podrian indicar una composicion muy cercana a l suceso; por otra parte l a discrepancia en nombres de caballeros castellanos que notamos existe entre e l romance y l a cronica, podria indicar una redaccion t a r d i a basada en l a t r a d i c i o n murciana o t a l vez en un romance mas corto que se ha perdido, y que conoceria Perez de Hita, murciano. E l narrador habia en primera persona; hace a los oyentes participantes de su experiencia a l presentarse como testigo de los sucesos que narra. La accion se i n i c i a en Granada,; e l autor nombra e l lugar de l a reunion y a los que asisten, l o cual contribuye a darle color l o c a l . La escena que describe cuando "se juntan en Vera" presenta un cuadro muy r e a l y de gran actualidad para, los fronteros: son los preparativos de una incursion. E l juglar inserta 269. versos en que habia e l , para mqntener l a vivacidad e interes del relato: "aqui los quiero nombrar . . .", "que aqui no digo sus nombres - por quitar p r o l i j i d a d . . ." ' A l situar l a accion en Granada ha nombrado l a c a l l e de los Gomeles; situada en Vera, da muchos mas detalles de geografia l o c a l : " l a fuente de Pulpe . . . e l puerto los Peines . . . o r i l l a s del mar . . . campos de Cartagena . . . e l rincon de San Gines . . . e l Pinatar . . . e l Puntarron . . . junto de los Alporchones ... . l a s i e r r a de Aguaderas. . . ." Decision de s i tomaran e l camino de Lorca o e l del mar. E l poeta conocia bien l a t i e r r a de Murcia. Se encomia e l valor y l a importancia de los caballeros, tanto moros como c r i s t i a n o s , pero no se describe su indumentaria. Wo hay i n f l u e n c i a arabe.en este romance; segun Menendez P i d a l es "muestra perfecta del modo con que los juglares noticieros componian sus gacetas poeticas. . . . " E l autor conoce los nombres de los alcaides moros que tomaron parte, y los nombra. Pero es un c r i s t i a n o que describe una derrota arabe; notamos tambien aqui e l rasgo c a r a c t e r i s t i c o del romance fron t e r i z o , que, a l narrar una v i c t o r i a c r i s t i a n a , no se envanece n i i n s u l t a a l enemigo; en algunos se conmisera con e l vencido, incluso se pone en su lugar; aqui deja sentir que se alegra de l a v i c t o r i a c r i s t i a n a , pero no expresa su 270' ale g r i a en palabras. E l resultado de l a b a t a l l a no sorprende porque los diez y ocho versos que l a deseriben van presentando una accion v i c t o r i o s a . Pero los dos ultimos versos proporcionan una sorpresa f i n a l : e l castigo a un capitan moro que pierde l a b a t a l l a : "Abidbar llego a Granada - y e l rey l o mando matar." Hay dialogo, aunque corto, entre Alabez y Quinonero. No se introduce de manera abrupta, sino que es anunciado por e l narrador: "comienza de preguntar" . . . "Quinonero l e responde - t a l respuesta l e fue a dar" .. . . " A l i i respondio Alabez". No se han empleado apenas formulas l i n g u i s t i c a s de gesta, e l unico rasgo del e s t i l o e p i c o - l i r i c o es l a forma i n t u i t i v a del primer verso y l a actualiza-cion con e l adverbio y_a: "Ya se partian los moros - ya comienzan de marchar". Tampoco se ha hecho uso de reiteraciones. La narracion que como hemos mencionado nos ha llegado en su forma juglaresca, no t r a d i c i o n a l , tiene gran viveza y movimiento. Dice Manuel Alvar: "Las gestas dieron a l romancero, y por supuesto, a l romancero fr o n t e r i z o , esa emocion de los datos concretos y pre-cisos, l a vibracion humana de quien no es ajeno a su narracion. . . ."132 La asonancia es en A, monorrima. 271. 15. E l romance del juego del ajedrez, procedente de un pliego suelt de hacia 1525, y del Cancionero de Romances s i n ano, es probablement f i c t i c i o ; su gracia consiste en su v e r i s i m i l i t u d . Segun Colin Smith The story of the game of chess may derive from an anecdote of the Arab historians about a match played between Alfonso VI and Al-Motamid of S e v i l l e i n the l a t e XI century, according to Menendez Pelayo; i n t h i s Alfonso l o s t with a better grace than Fajardo.133 Dice e l romance: Jugando estava e l rey Moro y aun a l axedres un dia con aquesse buen Fajardo con amor que l e tenia Fajardo jugava a Lorca y e l rey Moro Aimeria xaque l e dio con e l roque e l alferez l e prendia a grandes bozes dice e l Moro l a v i l l a de Lorca es mia. A l i i hablara Fajardo bien oyreys l o que dezia/ Calles ca l l e s senor rey no tomes l a t a l p o r f i a 2?2 que aunque me l a ganasses e l l a no se te daria cavalleros tengo dentro que te l a defenderian. A l i i hablara e l rey Moro bien oyreys l o que dezia no juguemos mas Fajardo n i tengamos mas p o r f i a que soys tan buen cavallero que todo e l mundo os temia.134 No hay n o t i c i a de t a l juego en ninguna cronica. iQuien s e r i a e l Fajardo a quien se r e f i e r e e l romance? Gonzalo Argote de Molina, en l a Nobleza del Andalucia, dice que este romance se d i j o por Pedro Fajardo, quien dice ser senor de Cartagena, pero no menciona que fuera Adelantado de Murcia. Colin Smith y Erasmo Buceta siguen l a opinion de Argote de Molina. Menendez y Pelayo cree que se t r a t a de su primo Alonso Fajardo. No sabemos en que afio fue e s c r i t o ; e l saberlo podria ayudar a f i j a r l a identidad de Fajardo, ya que Alonso era de bastante mas edad que Pedro, y de haber ocurrido e l episodio en epoca de Juan I I seria seguramente e l mayor a quien se r e f i e r e e l romance. Pero l o que s i 273 ha quedado resehado en cronicas, y ha sido estudiado por J. Torres Fontes, es l a amistad de Alonso Fajardo con los moros, llegando a a l i a r s e con e l l o s para combatir a su primo. Es tambien sabido que Alonso era Alcaide de Lorca. Todos estos datos prestan l a impresion de veracidad que produce e l romance. Ademas e l juego de ajedrez aparece, por l o menos, en una ocasion importante en l a h i s t o r i a de Granada. Dice Torres Fontes: E l viernes 11 de Mayo de 1408 f a l l e c i a en Granada su monarca Muhammad VII. Le sucedio su hermano Yusuf I I I , quien se encontraba entonces preso en l a fortaleza de Salobrena; Muhammad antes de morir ordeno su ejecucion, pero Yusuf logro de sus carceleros quelle permitieran acabar una partida de ajedrez que se hallaba jugando. Prolongada habilidosamente, gano e l tiempo suficiente para, que llegaran sus partidarios y as i salvar l a vida.135 En su cronica de Enrique IV, Diego Enriquez del C a s t i l l o des-cribe a s i l a actuacion de Alonso Fajardo: Alonso Fajardo fue un caballero de los mas principales del reyno de Murcia; . . . Y como estaba poderoso, hacia muchos males, unas veces metiendo moros, que robaban l a t i e r r a , e captivaban los christianos. . . .136 Dada su amistad con los caudillos y reyes de Granada, este juego de ajedrez debio- ser jugado por Alonso. E l romance l o presenta como digno de alabanza por su negativa de entregar Lorca a pesar de haberla perdido, y pone palabras de encomio en boca del 274" rey moro: " . . . que soys tan buen cavallero - que todo e l mundo os temia." Es d i f i c i l situar l a fecha de composicion de este romance. No creo que narre un hecho concreto, pero debe ser eco de l a muy conocida amistad entre e l alcaide de Lorca y los reyes moros, y l a fama de esta amistad puede haber creado una leyenda que recogio e l romance. Teniendo en cuenta esta p o s i b i l i d a d , debio ser compuesto no antes del reinado de Enrique IV, que fue cuando se hizo mas estrecha l a amistad de Alonso Fajardo con los moros, y no mas tarde de 1483 en que comienza l a ultima guerra de Granada, cuyos sucesos proveyeron a los juglares de abundante materia romancista. Ademas, debio ser esc r i t o durante l a vida de Fajardo, y aunque no sabemos l a fecha exacta de su muerte, debio ser durante e l reinado de Enrique IV. La primera n o t i c i a que nos ha llegado de este romance es de un pliego suelto de hacia 1525.137 s e h a l l a tambien en e l Cancionero de romances s i n ano y en e l de 1550. Consta de 24 octosilabos; l a narracion es concisa y rapida. E l juglar describe l a escena del juego, habia de "buen Fajardo", y e l rey moro juega con e l "con amor que l e tenia". Este verso basta para explicar l a partida. Da l a impresion de que no habia de asombrar a los oyentes. Diez 275 octosilabos bastan para explicar l a accion; los restantes son de dialogo entre e l rey moro y Fajardo. E l e s t i l o es informativo y pormenorizado, peculiaridades estas propias.del r e l a t o noticiero de e s t i l o i n t u i t i v e Para presentar el'dialogo e l juglar hace uso de formulas consagradas en l a gesta; dos veces encontramos e l verso: "bien oyreys l o que dezia". Este romance es reminiscente del que empieza: "Abenamar, Abenamar". Aunque de manera menos marcada que e l que personifica a Granada, este romance personifica una v i l l a . Dice de Lorca: "que aunque me l a ganasses - e l l a no s_e te daria". Granada tiene un rey "que grande bien me queria"; hablando de Lorca, dice Fajardo: "Cavalleros tengo dentro - que te l a defenderian". Hasta aqui me parece ser este romance t r a d i c i o n a l ; pero los seis ultimos octosilabos no suenan como e l resto del romance; podrian ser ahadidos: A l i i hablara e l rey moro bien oyreys l o que dezia no juguemos mas Fajardo n i tengamos mas p o r f i a que soys tan buen caballero que todo e l mundo os temia. E l resto del romance narra una accion s e n c i l l a con palabras claras y directas, y, sobre todo, l a relacion esta, muy dentro del e s p i r i t u de l a frontera; pero e l encomio del moro para Fajardo y l a manera ) 27 6 como esta, expresado no parecen concordar con los diez y ocho versos anteriores. Se hace uso del imperfecto seis veces, exactamente a l f i n a l de cada cuarto verso.^38 ^ imperfecto se encuentra frecuentemente en e l romance, su cualidad de proyeccion hacia e l pasado y de duracion, expresan l a continuidad de un estado de cosas. Rima asonante en i_-a_. Pasamos ahora a los romances de l a ultima guerra de Granada. 16. La guerra comenzo con l a toma de Zahara por parte de los moros, a que correspondieron los cristianos tomando Alhama. No podia dejar de ser cantada esta conquista, primera accion m i l i t a r de importancia en largo tiempo. Alhama quedaba aislada en t i e r r a de moros, y esta. tan cerca de Granada que desde e l l a podian verse las torres de l a c a p i t a l . Nos han llegado dos romances que tienen como sujeto l a perdida de Alhama por los moros, los dos enfocados desde e l lado musulman. Del mas famoso, y uno de los mas conocidos de todos los romances fronterizos, "Paseabase e l rey moro" tenemos dos versiones. Una publicada en e l Cancionero de Romances de Amberes de 1550, de pliego suelto desconocido. La otra es l a que incluye Perez de Hita 277 en sus Guerras C i v i l e s de Granada (segun mencionan Menendez Pidal y Colin Smith, pero en l a edicion de este l i b r o que he manejado no he podido h a l l a r l a ) , y es l a que ha alcanzado mayor popularidad gracias a l a musicalidad que l e da e l e s t r i b i l l o "iAy de mi AlhamaJ" Aunque en rasgos generales sigue l a narrativa del romance mas antiguo, este da mas pormenores. Los presentamos los dos: Paseabase eljrey moro Passeava se e l rey moro por l a ciudad de Granada por l a ciudad de Granada desde l a puerta de E l v i r a cartas l e fueron venidas hasta l a de Vivarambla. como Alhama era ganada, (i Ay de mi Alhama) las cartas echo en e l fuego Cartas l e fueron venidas y a l mensajero matara/ que Alhama era ganada; echo mano a sus cabellos las cartas ech5 en e l fuego y las sus barvas messava, y a l mensajero matara. apeose de una .mula (iAy de mi Alhama.') y en un cavallo cavalga/ Descabalga de una mula mando tocar sus trompetas y en un caballo cabalga; sus anafiles de plata/ por e l Zacatin arriba porque l o oyessen los Moros subido se habia a l Alhambra. que andavan por ellarada (iAy de mi Alhama.') quatro a quatro cinco a cinco 278 Como en e l Alhambra estuvo a l mismo punto mandaba que se toquen sus trompetas, sus anafiles de plata. (iAy de mi Alhama.') Y que las cajas de guerra aprisa toquen a l arma porque l o oigan sus moros los de l a Vega y Granada. (iAy de mi Alhama.') Los moros que e l son oyeron . que a l sangriento Marte llama, uno a'.uno y dos a dos juntado se ha gran b a t a l l a . (i Ay de•mi AlhamaI) A l i i hablo.un moro vi e j o de esta manera hablara: " 6Para que nos llamas, rey, para que es esta llamada?" (iAy de mi Alhama.') "Habeis des- saber, amigos, juntado se ha gran b a t a l l a . A l i i hablo un moro viejo que era aguazil de Granada. A que nos llamaste rey A que fue nuestra llamada? Para que sepays amigos l a gran perdida de Alhama. Bien se te emplea sefior senor bien se te empleava por matar los Bencerrajes . que eran l a f l o r de Granada acogiste a los Iudios de Cordova l a nombrada degollaste un cavallero persona muy estimada muchos se te despidieron por t u condicion trocada/ ay s i os pluguiese mis Moros que fuessemos a c o b r a l l a , mas s i rey a Alhama has de yr dexa buen cobro a Granada 279 una nueva desdichada: que cristianos de braveza ya nos han ganado Alhama." (iHay de mi Alhama.') A l i i hablo un alfaqui de barba crecida y cana: "iBien se te emplea, buen rey, buen rey bien se te empleara.' (i Hay de mi Alhama.') Mataste los Bencerrajes que eran l a f l o r de Granada cogiste los tornadizos de Cordoba la•nombrada. (iAy de mi Alhama.') Por eso mereces, rey, una pena muy doblada: que te pierdas tu y e l reino y aqui se pierda Granada." (iAy de mi Alhama.') 1 4 0 La version h i s t o r i c a de esta conquista ha sido resenada.por varios cronistas. Andres Bernaldez, Cura de los Palacios, dice en y para Alhama cobrar menester es grande armada/ que cavallero esta en e l l a que sabra muy bien guardalla. Quien es este cavallero que tanta honrra ganara? don Rodrigo es de Leon marques de Caliz se llama otro es Martin Galindo que primero echo e l escala luego se van para Alhama que dellos no se da nada combaten l a prestamente e l l a esta bien defensada de que e l rey no pudo mas t r i s t e se bolvio a Granada.^39 capitulo L I I de su cronica de los Reyes Catolicos: . . . e n jueves postrero dia del mes de Febrero, ano del nacimiento de Nuestro Redemptor Jesu-christo de 1482 anos, tomo l a v i l l a de Alhama e l famoso y muy esforzado caballero Don Rodrigo Ponce de Leon, Marques de C a l i z , Conde de Arcos, Senor de l a v i l l a de Marchena, a. los moros con l a gente del Andalucia, e fue de esta manera. Habia un sagaz hombre escalador que llamaban Ortega de Prado y de noche andaba escuchando donde se velaban bien o mal los moros; y supo tanto de Alhama, que con ayuda de Dios se atrevio de escalar, e f i z o l o saber a l Rey Don Fernando, estando e l Rey en C a s t i l l a l a Vi e j a , e e l Rey cometro e l caso con gran secreto de e l l o a l Marques susodicho, confiando de su notable esfuerzo e l i b e r a l i d a d ; e l qual tomo l a empresa a su cargo, e saco su hueste, e l l e v o consigo a Diego de Merlo Asistente de S e v i l l a , e a. Juan de Robles Corregidor de Jerez, y a l Adelantado del Andalucia Don Fadrique; . . . e fueron con e l escalador Ortega de Prado, numero de fasta de t r e i n t a hombres; e echaron las escalas por l a fortaleza por donde mando e l Escalador, e plugo a nuestro Senor que no fueron sentidos, e e l primer hombre que subio en pos del escalador fue Martin Galindo, e e l segundo Juan de Toledo su criado, e e l tercero tambien su criado Estremera; e luego e l Alcayde de Archidona, e luego los otros Alcaydes, los quales montaron, e mataron las velas , e alcaydes, e tomaron l a f o r t a l e z a ; e f i c i e r o n l o saber a l Marques que estaba ahi cerca en l a celada con l a gente, e l qual, como l o supo, f i z o tocar las trompetas e atabales e l a gente dieron g r i t a y allegaron cerca de l a v i l l a e descansaron, e dieron cebada, e almorzaron; e los moros trabaron pelea con los christianos que habian escalado l a f o r t a -l e z a ; e algunos de aquellos que habian escalado descendieron dentro a l o l l a n o , por echar de a l i i a unos moros que l e s tiraban saetas , e trabaron pelea. Murieron a l i i dos alcaydes honrados, los quales eran Nicolas de Rojas, Alcayde de Arcos, 281 e Sancho de A v i l a , Alcayde de Carmona. E desque l a gente fue descansada e l Marques f i z o apregonar combate escala franca e luego oradaron e l muro por un cabo, e dieronle combate por muchas partes e entraronles por fuerza; e desque entraron pele-aron dentro en l a v i l l a con los moros por las c a l l e s , que se les tenian muy fuertemente, e f i c i e r o n en e l l o s muy grande estrago metiendo a espada todos los varones, e tomaron l a v i l l a e todas las personas que ende habia hombres e mujeres chicos e grandes que no escapo ninguno, salvo algunos hombres que fueron fuyendo a, l a vuelta por l a miha 6 por otras partes, e a l i i se tuvieron ciertos moros con sus mujeres e jente menuda en una Alhima, que no les pudieron entrar fasta e l tercero dia que se dieron. E en l o que se pudo saber murieron a l i i ochocientos moros varones dejando algunas moras que murieron tambien a las vueltas. Fueron presos cautivos tres m i l animas, poco mas 6 menos, entre chicos e grandes; l a v i l l a era de seiscientos vecinos. Ansi fue tomada l a v i l l a de Alhama, que era l a mas r i c a pieza de su tamario que habia en t i e r r a de moros. Hernando del Pulgar reseha esta v i c t o r i a en estos terminos: Pasados algunos dias despues que los moros tomaron l a v i l l a de Zahara, aquel caballero Diego de Merlo, a quien habemos dicho que e l Rey e l a Reyna pusieron por guarda e Asistente de l a cibdad de S e v i l l a , fablo con algunos escaladores e adalides encargando-les que se informasen de l a guarda que habia en algunas v i l l a s e c a s t i l l o s de los moros, e viesen s i las podrian escalar. E despues que los adalides espiaron l a t i e r r a , e conocieron las f a l t a s que en l a guarda de algunos lugares habia, informaron a este caballero, que se podia escalar l a cibdad de Malaga o l a de Alhama, donde entendieron que no habia t a l guarda que pudiese ser sentida l a escala. Habida esta informacion, aquel caballero l o comunico secretamente con Don Rodrigo Ponce de Leon Marques de Caliz e con Don Pedro Enriquez Adelantado Mayor del Andalucia; y estos caballeros l o f i c i e r o n saber a otros algunos caballeros e Alcaydes de l a comarca; e juntaronse con ellos Don Pedro de Stufiiga, Conde de Miranda, e Juan de Robles, Alcayde de Xerez, e Sancho de A v i l a , Alcayde delos Alcazares de Carmona por Don Gutierre de Cardenas, Comendador Mayor de Leon, e los Alcaides de Antequera e Archidona e de Moron, e Don Martin de Cordoba, f i j o del Conde de Cabra. E por algunas diferencias que por estonces habia entre e l Marques de Caliz e Don Enrique de Guzman, Duque de Medinasidonia, no gelo no t i f i c a r o n . Estos caballeros e alcaydes que habemos dicho, con voluntad de s e r v i r a. Dios e a l Rey e a l a Reyna, e de facer fazana notable, dispusieron a tomar l a cibdad de Alhama; e juntaron hasta tres m i l homes a. caballo e quatro mil peones. E poniendo sus guardas, porque no fuesen sentidos, llegaron fasta e l campo de C a n t a r i l , e fueron adelante, e pasaron las sierras que dicen del A r r a c i f e , e andovieron con gran pena fasta que llegaron media legua de l a cibdad de Alhama, postrero dia de Hebrero de este ano. Como a l i i fueron e l Marques y e l Adelantado e Diego de Merlo, mandaron que se apeasen fasta t r e s -cientos escuderos, e que llevasen los trozos de las escalas, e siguiesen a l escalador e a. los adalides que iban delante. E como fueron cerca del muro de l a cibdad, por l a parte de l a f o r t a -l e z a , informados de sus escuchas como no se guardaba por aquella parte, pusieron las escalas; y e l escalador que se llamaba Juan de Ortega vecino de Carrion subio primero, y empos del un caballero que se llamaba Martin Galindo, e despues subieron otros t r e i n t a escuderos; y entraron. l a barrera e subieron en e l muro, e mataron a l moro que l o guardaba, e a, los otros moros que f a l l a r o n en l a guarda del c a s t i l l o , e prendieron a l a mujer del Alcayde, e a, otras mugeres que estaban con e l l a , porque e l Alcayde no estaba a l i i , que era ido a unas bodas a. Velezmalaga, e aquel caballero Martin 2 8 3 Galindo peleando con los moros fue ferido de una cuchillada en l a cabeza. Apoderados de l a fortaleza abrieron l a puerta que sale a l campo, y entraron e l Marques y e l Adelantado y e l Conde de Miranda e Diego de Merlo, e con el l o s toda l a gente que pudo caber. La descripcion mas completa l a hallamos en l a H i s t o r i a de  los Hechos de Don Rodrigo Ponce de Leon, Marques de Cadiz, en l a Coleccion de Documentos Ineditos para l a H i s t o r i a de Espana, v o l . 106. Siendo esta h i s t o r i a una eulogia del Marques de Cadiz, toda l a g l o r i a de esta conquista se atribuye a este. Teniendo en con-sideracion l a actuacion de Rodrigo Ponce de Leon en l a guerra de Granada, parece probable que e l exito de l a empresa fuese debido en gran parte a l arrojo y p e r i c i a de este gran senor fronterizo. Como podemos ver en los romances y las cronicas, hay gran diferencia de enfoque entre estas y aquellos. Los romances se situan en Granada y ven l a perdida de Alhamaa a traves de o j o s ^ granadinos. La version del Romancero de Amberes, en diez y seis octosilabos explica como l e l l e g a l a n o t i c i a de l a perdida de Alhama a l Rey; este mata a l mensajero, que l e t r a i a malas nuevas, y hace tocar sus trompetas para reunir a su gente. Habia un moro v i e j o , quien acusa a l rey de matar a los Abencerrajes y acoger a los judios de Cordoba. Sigue un dialogo entre en rey y e l moro v i e j o , en que se nombra a l Marques de Cadiz y a Martin Galindo, 28'4 e l que echo l a escala. En seis versos se describe e l intento por parte de los granadinos de recuperar Alhama, y su fracaso. La version que presenta Perez de Hita es probablemente un arreglo hecho por e l mismo, de l a version mas antigua. Es mas l i r i c a , no nombra a los caballeros cristianos que tomaron a Alhama; aqui habia un alfaqui "de barba cresida y cana" quien tambien l e acusa de matar a los Abencerrajes y traer a los tornadizos de Cordoba. No se hace mencion del intento de reconquista por parte de los moros. Ambos romances tienen un tono derrotista. La cafda de Alhama i n i c i o una guerra de diez anos que acabo con e l reino de Granada. Eso no l o sabian e l l o s en 1482, pero l a perdida de una plaza tan cercana a l corazon del reino fue tenida en Granada como presagio de desastre y esta actitud se r e f l e j a en los romances. E l mas antiguo es seguramente de impresion inmediata. Perez de Hita dice que es un romance arabigo traducido a l castellano, pero es sabido como en muchos romances fronterizos, y luego los moriscos, se situa e l poeta en campo moro. Segun Menendez P i d a l : Es que ya a comienzos del siglo XV se deja sentir en los ambitos de l a v i e j a t r a d i c i o n epica e l i n -f l u j o renacentista que l l e v a a estimar todas las modalidades humanas, por cima de los exclusivismos medievales de raza o r e l i g i o n , hallando atractivo singular en e l b r i l l a n t e exotismo de l a cultura musulmana.1 283 Pero no cabe duda que esta. v i s t o desde e l punto de v i s t a c r i s t i a n o . La version presentada por Gines Perez de Hita fue muy popular en e l s i g l o XVI. Explica Menendez Pidal que e l Padre Mariana dice de e l : Sobre l a toma de Alhama anda un romance en lengua vulgar que en aquel tiempo fue muy loado, y en este, en que los ingenios estan muy limados, no se tiene por grosero, antes por elegante y de• buena tonada.144 Tambien fue muy popular en Portugal, y ha sido traducido a varios idiomas—-al ingles por Rodd, Southey, Lord Byron, Gibson y otros; a l aleman por Geibel; a l frances por Damas Hinard, Merimee, etc. 145 Wotamos una diferencia de punto de v i s t a muy acusada entre los romances y las cronicas. Las cronicas,.especialmente l a de Bernaldez y aun mas l a H i s t o r i a del Marques de Cadiz, siguen l a idea del heroe de l a t r a d i c i o n neo-clasica. E l punto de v i s t a es estrictamente castellano: se narra, y celebra, una v i c t o r i a . Estas serian las ultimas cronicas de tono epico en que e l heroismo personal del caballero y sus hazanas son de importancia primordial. Lo mismo Bernaldez que Pulgar escr'ibian a l tiempo en que los acontecimientos se producian, pero su impresion no s e r i a tan i n -mediata que no supiesen, a l momento de e s c r i b i r , acontecimientos posteriores a l a toma de Alhama en l a campana de reconquista, que 286 ya no habia de cesar hasta 1492. Asi habian de conocer l a decisiva actuacion de Rodrigo Ponce de Leon en esta guerra. Los romances, fruto t i p i c o del e s p i r i t u de l a frontera en e l s i g l o XV, con plena conciencia de l o que esta derrota s i g n i f i c a para e l moro, se lamentancconeel^r1. Pero no por e l l o deja de verse e l origen cr i s t i a n o de estos romances. Ambos acusan a l rey moro, por boca de un anciano arabe, de haber sido causa de esta derrota. Y l a version del Cancionero de Amberes menciona, de manera halagadora, a dos capitanes c r i s t i a n o s : e l marques de Cadiz y Martin Galindo. Es de notar, en l a version de Perez de H i t a , un verso mucho mas t i p i c o de l a poesia erudita de un Juan de Mena, por' ejemplo, que de los romances. Me r e f i e r o a l verso vigesimo septimo que dice: ". . . que a l sangriento Marte llama . . ." Y notemos tambien l a diferencia en las dos ultimas lineas. La version antigua acaba, despues de l a fracasada tentativa de recuperar l a v i l l a , diciendo: "de que e l rey no pudo mas - t r i s t e se bolvio a Granada", mientras que l a version mas moderna dice: "por eso mereces, rey - una pena muy doblada: - que te pierdas t u y e l reino - y aqui se pierda Granada". Este f i n parece indicar que fue escrito despues de l a perdida de Granada, mientras que e l anterior solo se r e f i e r e a l a accion concreta de Alhama. 2 8 7 Las cronicas presentan muchos mas pormenores de esta con-quista que los romances. Podria deducirse de e l l o que las cronicas fueron fuente de los romances. Pero nos inclinamos a creer que estos, mejor dicho, e l mas antiguo, fue de impresion inmediata. La diferencia entre cronicas y romances s e r i a mas bien de punto de v i s t a , de enfoque de un acontecimiento de gran importancia en una frontera estacionaria durante tantos anos; no creo que los romances se hayan inspirado en las cronicas; los fronterizos, a l enterarse de l a toma de Alhama por uno de los suyos, Rodrigo Ponce de Leon, imaginan l a consternacion de los moros y l a cantan en romances, pero no logran, probablemente no intentan s i q u i e r a , disimular su contento a l mismo tiempo que dan voz a su comprension de l a posicion y sentimiento del adversario. Esta presentado como escena mora, no porque e l autor fuese arabe, sino porque e l poeta c r i s t i a n o comprendio que a t r a e r i a mas l a imaginacion de sus oyentes situando l a accion en e l momento en que e l rey moro recibe l a n o t i c i a de l a perdida de una plaza fuerte que esta a v i s t a del Alhambra. Como hemos v i s t o repetidas veces en los romances, l a situaeion no se narra de manera objetiva sino que se actualiza para hacerla mas v i v a , para presentarla a l a mirada del publico. 288 La v e r s i o n antigua arranca con d i e z y s e i s versos n a r r a t i v o s , que describen en sucesion r a p i d i s i m a e l paseo d e l r e y , l a l l e g a d a de l a s c a r t a s , mata a l mensajero, mesa c a b e l l o s y barbas , manda lla m a r a sus gentes, e'stas se reunen. Siguen v e i n t i o c h o versos de d i a l o g o entre e l rey y un moro v i e j o . E l moro v i e j o es f i g u r a que aparece frecuentemente dando consejos, a veces trayendo n o t i c i a s como en e l romance de Antequera. Aqui, e l moro v i e j o acusa a l rey: "bien se t e emplea senor". Es en esta conversacion que se nombra a l o s c a b a l l e r o s c r i s t i a n o s que t i e n e n Alhama; es l a uniea mencion pero esta, hecha en terminos que no dejan duda de l a paternidad d e l poema. Los s e i s u l t i m o s v e r s o s , n a r r a t i v o s , como l o s primeros, presentan l a a c c i o n con r a p i d e z , l i g e r e z a y v i v a c i d a d , s i n emplear mas palabras que l a s estrictamente necesarias. Se •emplean poco l a s formulas l i n g i i i s t i c a s t i p i c a s de l a gesta: " A l i i hablo . . .", y senales de d e s g r a c i a : "y l a s sus barbas mesaba", "apeose de una mula - y en un c a b a l l o cabalga." Tiene l a s c a r a c t e r i s t i c a s que hemos notado en v a r i o s romances f r o n t e r i z o s : d e s c r i p c i o n y d i a l o g o , n a r r a c i o n r a p i d a . Esta v e r s i o n rima en a-a,. La v e r s i o n que d i f u n d i o Perez de H i t a narra l a misma h i s t o r i a ; pero se han ahadido algunos elementos que vamos a 289. analizar. En primer lugar, se dan mas detalles de precision topo-grafica: "desde l a puerta de E l v i r a - hasta l a de Vivarambla", "Por e l Zacatin arriba - subido se habia a l Alhambra." Estos detalles l e afiaden color l o c a l . Como hemos v i s t o d i f i e r e de l a version antigua en e l f i n a l . Aqua no se t r a t a de i r a recobrar a Alhama; termina e l poema con l a imprecacion del moro v i e j o a l rey, diciendole que merece que se pierda Granada. Esta version, mas l a r i c a y probablemente mas moderna, pudo haber sido un arreglo del mismo Perez de H i t a , y cuadraria bien con e l tema de sus Guerras C i v i l e s . No se menciona que e l moro v i e j o sea Aguacil de Granada. En cuanto a l a forma l a diferencia se debe principalmente a l e s t r i b i l l o "Ay de mi Alhama" que se encuentra en l a version segunda. Por medio de exclamacion o apostrofe personifica a l a ciudad, creando un efecto drmatico. La exclamacion produce e l efecto l i r i c o tan notable en este romance, y su repeticion da musicalidad a l poema. Las asonancias son variadas, en l a version presentada por Perez de Hita. 17. E l hecho h i s t o r i c o de l a conquista de Alhama dio lugar a otro romance. Este habia del Alcaide moro de Alhama, que estaba 29© ausente a l perderse l a v i l l a : Moro Alcayde Moro Alcayde e l de l a barva v e l l i d a e l rey os manda prender porque Alhama era perdida s i e l rey me manda prender porque es Alhama perdida e l rey l o puede hazer mas yo nada l e devia/ porque yo era ydo a Ronda a bodas de una mi prima yo dexe cobro en Alhama e l mejor que yo podia s i e l rey perdio su ciudad yo perdi quanto tenia perdi mi muger y hijos l a cosa que mas queria.-^f La relacion entre este romance y l a cronica de Hernando del Pulgar ha sido estudiada por Manuel Alvar, quien comenta: ":v . . . nunca, que yo sepa, se ha establecido l a intima dependencia que hay entre e l romance y l a Cronica del Pulgar. Creo que e l cotejo es il u s t r a d o r : 'Los asaltantes de Alhama entraron 291 l a barrera e subieron en e l muro e mataron a l moro que l o guardaba, e a los otros moros que f a l l a r o n en l a guardia del c a s t i l l o , e prendieron a l a mujer del Alcayde, e a otras mujeres que estaban con e l l a , porque e l Alcayde no estaba a l i i que era ido a unas bodas a Velez Malaga.' Las minucias anteriores son desconocidas de los otros cronistas del suceso, l o que me hace pensar en las relaciones del romance y l a Cronica. E l caracter sentimental y novelesco del motivo (prision de l a mujer del alcalde, e l pretexto de las bodas), aunque pudiera ser real,'haria pensar a los demas historiadores en un aditamento mera-mente l i t e r a r i o . Se ve esto con claridad s i cotejamos l a cronica del Pulgar con l a de Bernaldez y observamos que, a pesar de su proxi-midad, en l a narracion del cura de los Palacios cabe e l degiiello de los centinelas, pero no se admiten ninguna de las otras cuestiones. Razones que me llevan a pensar en l a p r o s i f i c a c i o n del romance, dentro de l a narracion historica.1 ^ 8 Parece que e l j u i c i o del Sefior Alvar es justo. Este corto romance es modelo de romances en l a forma, y de romances fronterizos en par t i c u l a r en e l fondo. Empieza de manera abrupta; no explica los acontecimientos que han llevado a l a situaeion que narra. Es un corto dialogo que comienza con l a imprecacion de uno que debe ser mensajero del rey, a l alcaide de l a plaza de Alhama, que acaba de perderse y cuya perdida ha causado un efecto psicologico fuerte en Granada. E l alcaide, a l responder, alega brevemente las razones de no hallarse e l en Alhama a l ser esta atacada, pero no se detiene en disculpas mas de cuatro versos; ha perdido " l a cosa que mas queria" 292 y e l castigo que e l rey l e prepara no ha de poder compararse, en terminos de sufrimiento humano, a l o que ya le ha sucedido. Con l a contestacion del alcaide termina e l romance; nos quedamos s i n saber en que consistio e l castigo; no hay f i n a l de h i s t o r i a . Es un romance truncado, como son muchos de los mejores de nuestro romancero. En cuanto a l fondo, un alcaide que va a una boda y en su ausencia es atacada su v i l l a y prendidas todas las personas de su f a m i l i a , ha de sent i r l o que tan bien conocen todos los fronteros, siempre expuestos a entradas y cautiverio. E l poeta c r i s t i a n o que recogio l a anecdota l a explica desde e l punto de v i s t a del alcaide moro y se trasluce l a simpatia, l a comprension, que siente por e l . La h i s t o r i c i d a d del episodio es muy posible; e l dramatismo del romance captaria l a imaginacion del cronista que l o incluyo en su cronica. • Sabemos que Hernando del Pulgar escribio l a tercera parte de su cronica en tiempo muy proximo a los acontecimientos cronicados; l a h i s t o r i a del Alcaide de Alhama s e r i a probablemente conocida de muchos y e l romance, con-ciso y cargado de emocion, ha hallado eco en l a cronica. Lo considero de impresion inmediata, pues desde 1482 se suceden los hechos im-portantes y e l detalle de l a ausencia del alcaide de Alhama perderia su importancia como n o t i c i a a l seguir produciendose acontecimientos de gran valor n o t i c i e r o , como l a p r i s i o n del rey moro. La asonancia es en i - a . 293 18. Siguiendo los episodios de l a guerra de Granada, llegamos a uno que habia de tener gran importancia en l a terminacion de esta. Es l a p r i s i o n del rey Chico, Boabdil, por los nombres del conde de Cabra, a l pasar e l Genii en 1483. La captura del rey moro, que hacia poco habia sucedido a su padre en e l trono, tuvo graves repercusiones. Tradicionalmente los musulmanes se inclinaban a p r e f e r i r a los reyes que tenian exito en sus empresas contra los c r i s t i a n o s , rechazando a los que eran vencidos. Esta entrada l a hizo Boabdil en busca de g l o r i a . Unas pocas semanas antes su t i o , Az-Zagal, que se encontraba en Malaga, habia tenido l a buena fortuna de poder entrar en Granada llevando prisioneros y botin, cogidos en e l encuentro conocido como e l de l a Axarquia, o de las Lomas de Marzo de 1483- La posicion de Boabdil en e l trono no era aun muy firme, y pensaria e l joven rey que los c r i s t i a n o s , recientemente desbaratados en los montes a l noroeste de Malaga, estarian desmoralizados y serian f a c i l presa. E l romance de l a captura de Boabdil dice: Junto a l vado del Genii, por un camino seguido viene un moro de a caballo, de polvo y sangre tenido, corriendo a todo correr como e l que viene huido. Llegado junto a Granada, da gran g r i t o y a l a r i d o , publicando malas nuevas de un caso que ha acontecido: -Que se perdi6 e l rey Chiquito y los que con e l han ido, y que no escapo ninguno, preso, muerto, o mal herido; que de cuantos a l i i fueron yo solo me he guarecido, a traer nueva tan t r i s t e del gran mal que ha sucedido. Los que a nuestro rey vencieron sabed, s i no habeis sabido, que fue aquel Diego Hernandez, de Cordoba es su a p e l l i d o , alcaide de los donceles, hombre sabio y atrevido, y aquel gran conde de Cabra que en su ayuda ha venido, y este vencio l a b a t a l l a y aquel trance tan renido; y otro, Lope de Mendoza, que de Cabra habia salido, que andaba entre los peones como leon bravo metido. Y sabed que e l rey no es muerto mas esta en p r i s i o n rendido, que l e vide i r en t r a i l l a con acto muy abatido, llevanlo derecho a.Lucena, junto a donde fue vencido. Lloraba toda Granada con grande l l a n t o y gemido; lloraban mozos y viejos con algazara y ruido; lloraban todas las moras un l l a n t o muy dolorido; unas l l o r a n padres, h i j o s , cp.tras hermano o marido; 296 l l o r a n tanto caballero como alia, se hubo perdido; lloraban por su buen rey, tan amado y tan querido. Prometen todas sus joyas, para que sea redimido, sus ajorcas y t e j i l l o s , atutes de oro subido, con esto y otras riquezas fue rescatado y traido e l rey Chiquito a Granada, y en su posesion metido . 1 4 9 Otra vez se s i t u a e l romance del lado moro. E l narrador seria c r i s t i a n o pero no se detiene en cantar v i c t o r i a aunque nombra a los vencedores y comenta su valor y su fama. E l poeta frontero se si t u a en Granada para presentar las escenas que l a nueva de l a pr i s i o n de Boabdil han debido provocar. Historicamente no es correcto; e l rey no fue rescatado por su pueblo sino libertado por e l rey Fernando, despues de haber firmado un tratado de vasal l a j e y entregado como rehen a su h i j o . Como corresponde a un acontecimiento m i l i t a r de esta importancia, las cronicas l o resenan detalladamente. La de Hernando del Pulgar 297 comenta: Contado habemos l a d i v i s i o n que habia entre los moros, e como l a mayor parte de los principales de aquel reyno de Granada dexaron a l rey que tenian, e se juntaron con su f i j o mayor, e l e alzaron por rey, e como durante esta d i v i s i o n los moros tenian entre s i guerra, allende de l a que los christianos les facian. E l Rey Moro que se llamaba Alimuley Bahabdeli, veyendo que su poder era mayor que e l de su padre, e conociendo que los moros tenian a f i c i o n a aquel rey que mayor guerra f a c i a a los christianos, junto l a mayor gente de pie e de caballo que pudo haber en e l Reyno de Granada.150 Aqui se nos da n o t i c i a del estado de lucha i n t e r i o r en e l reino de Granada. La descripcion de l a b a t a l l a del Genii que da a con-tinuacion Hernando del Pulgar, l a da tambien en su cronica e l cura de los Palacios, y esta es l a version que presentamos: La fortuna que nunca para, n i deja en un ser mucho tiempo permanecer las glorias mundanas, ni a los malos disimula sus maldades y yerros luengamente para que siempre hayan de perseguir a los buenos, mas por divina ordenacion vemos que los malos, aunque en algun tiempo prevalecen, presto son consumidos, y los buenos, aunque algunas veces perseguidos por que no conozcan a Dios, siempre Dios los socorre y consuela; y asi estando esta Andalucia en muy gran t r i s t e z a y no limpios los ojos de l l o r a r en e l l a e en gran parte de C a s t i l l a donde toco e l dolor; los moros muy en-locanados por l a v i c t o r i a , y no contentos con l o pasado que se habia fecho en las Lomas, ordenaron entrar a correr Loxa t i e r r a de christianos, pen-sando que por temor del estrago fecho no habria quien les f i c i e s e r e s i s t e n c i a ; y fue de esta manera, que e l Rey moro Muley Baudily que reynaba en Granada, desque supo e l desbarato que se habia fecho en los christianos aderezo su gente e saco su hueste desde Granada en que habia nueve m i l peones y setecientos de a, c a b a l l o , y entro a correr e l campo de Aguilar e de Lucena, e desque fueron v i s t o s por los c h r i s t i a n o s , apellidose l a t i e r r a e s a l i o e l Alcayde de los Donceles, con f a s t a setenta de a caballo, e unos pocos de peones, e asomo por un cabo e lado de los moros ; e asomo e l Conde de Cabra por e l otro cabo e lado de los moros con f a s t a doscientos de a, caballo e quatrocientos peones. E los moros en e l campo v o l v i a n ya de v u e l t a , e e l Alcayde de l o s Donceles f i z o tocar una trompeta cerca de l a delantera de l o s moros e e l Conde de Cabra f i z o tocar sus trompetas, y l o s unos ch r i s t i a n o s con l o s otros esforzaronse, puesto caso que eran muy pocos en comparacion de tantos moros, se esforzaron unos con otros. Y e l Rey de Granada y su hueste estaban en un l l a n o , y como lo s c h r i s t i a n o s asomaron por los cabezos, no podian bien juzgar s i eran pocos o muchos, e comenzaron a desmayar por e l sonid'6 de l a s trompetas de cada parte, y e l Conde por su cabo con su gente bien cogida rompio por medio de los moros, y no menos hizo e l Alcayde, aunque t e n i a muy poca gente, por l a o t r a parte; e desque los moros se vieron cometidos por dos partes, pensaron que toda C a s t i l l a estaba a l i i , e comenzaron a f u i r como cobardes e cortados, no mirando l a honra de su Rey toda l a peonaje; y de l a gente de a. caballo algunos, e otros, r e c i b i e r o n ferozmente l o s primeros encuentros en que los christianos derribaron muchos de e l l o s , como e l l o s usan cabalgar corto, f i c i e r o n por cada parte entrada e s a l i d a en e l l o s , e desbarataronlos, e estonce comenzaron todos a f u i r , y los christianos a l o s seguir, derribando, e matando en e l l o s hasta e l r i o de Guadaxenil, e l qual iba estonce crecido, e no l o podian pasar salvo por ciertos vados; e de los que a l i i llegaron muchos se metieron a e l agua e fueron ahogados; a s i que a o r i l l a del r i o fueron muchos muertos a lanzadas, e muchos ahogados en e l r i o , en t a l manera que de todos los moros, asi de a, caballo como de a p i e , escaparon muy pocos en esta b a t a l l a y alcance a l o que se pudo ver; es a saber: fueron muertos e presos todos los sete-cientos de a caballo que no escaparon, salvo a l -gunos pocos que ovieron lugar de pasar e l r i o , e otros escondidos; e fueron muertos e presos siete m i l peones poco mas o menos. Asi que se estrago y perecio casi toda l a hueste de los moros que habian entrado, entre los quales e l Rey moro fue preso; y e l Alatar v i e j o , Alcayde de Lora, que era un esforzado y nombrado moro, fue ahogado y muerto en e l r i o que nunca jamas parecio n i entre los muertos pudo ser conocido; era hombre de mas de sesenta anos, e l qual habia fecho desde su mocedad guerra a los christianos. E habida l a v i c t o r i a , los christianos cojieron e l campo, donde ovieron muy gran cabalgada e riquezas; primera-mente, e l Rey moro cautivo con otros caballeros moros, muchos y de grande rescate, e otros muchos de comun rescate y valores, y muchas acemilas, e fueron tantas, que se maravillaron los christianos donde habia tantas acemilas, y los moros cautivos les dijeron que cada peon t r a i a una acemila, por amor del trabajo de las tres marchadas, e por las v i t u a l l a s del comer, e aun por parecer mas gente de a caballo; e ovieron muchas armas e ropas e oro, e p l a t a , e caballos; e ansi volvieron e l Condeede Cabra, e e l Alcayde de los Donceles, con l a cabalgada e muy honrados. E Don Alonso de Aguilar, en este medio tiempo estando en Antequera, supo e l desbarato de los moros, e s a l i o a l campo a, l a delantera de los que habian escapado, e ovo mas de ochenta moros que tomaron e l e los suyos. E l primer moro de los de a caballo que entro solo en Loxa, fue uno que se llamaba Cidi Caleb, sobrino del Alfaqui mayor 300 del A l b a i c i n de Granada; e como l o vieron ansi solo, fue muy grande alboroto por un poco en l a v i l l a , y dixeronle " i c a b a l l e r o , do e l Rey y l a gente?" y e l respondio: "alia, quedan, que e l Cielo cayo sobre e l l o s , e todos son perdidos e muertos". Estonce comenzaron en Loxa muy gran l l a n t o , e muy gran l l o r o y t r i s t e z a , e este moro mesmo l l e v o l a nueva a Granada, donde l a gente de e l l a fue muy t r i s t e y cuitada, e fue muy l l o r a d a por los moros l a perdida del Rey; e sabed que los que con e l se perdieron, eran todos los mas caballeros de los mejores e mas principales de Granada, e de Loxa, e de toda l a frontera. E l Conde de Cabra, e e l Alcayde de los Donceles, desque conocieron a l Rey moro entre los presos,' guardaronle e f i c i e r o n l e mucha honra, e presentaronlo a l Rey Don Fernando desque vino a Cordoba, e l qual no tardo de venir de C a s t i l l a , desque supo l a v i c t o r i a habida por los christianos, a l qual e l Rey l o tuvo preso algun tiempo, e despues l o solto sobre rehenes, e volvio en t i e r r a de moros, e algunos de los caballeros moros no l e obedecieron, en algunos lugares l o recibieron, e en algunos no. Fue llamada esta b a t a l l a por mal de los moros, l a de Lucena, otros l a llamaron l a del Rey moro, por que fue a l i i eautivo.-^l Desde l a captura de Boabdil cerca de Lucena en a b r i l de 1^83 hasta l a rendicion de Granada en enero de 1492 no hubo paz en l a frontera. Los Reyes Catolicos sufrieron algunos reveses, pero e l tenor general de l a lucha fue de avance de los cristianos y re-pliegue de los moros. Las cronicas resenan cada b a t a l l a , cada conquista, como corresponde a su funcion historiadora. Pero l o s romances son ya, en su mayor parte, menos interesantes, menos sentidos. Sera porque, probablemente, son romances de encargo. 301 Sabemos que Isabel y Fernando y su corte gustaban de o i r , cantados , los episodios de l a guerra d i a a d i a , a l tiempo que sucedian. Ya Enrique IV se intereso por los romances, y nos ha llegado n o t i c i a de que no solamente eran de su gusto, sino que incluso los cantaba. Durante su reinado se e s c r i b i e r o n ya algunos romances de propaganda p o l i t i c a , como e l de Miguel Lucas de Iranzo, que se encuentra en l a cronica d e l Condestable, en que se alaba su l e a l t a d a l rey: Poco despues, bajo los Reyes Cat o l i c o s , e l romancero vive ya a sus anchas en l a corte. E l guipuzcoano Juan de Anchieta, maestro de c a p i l l a del principe Don Juan y "cantor" de los reyes desde 1489, e l salmantino Juan del Encina, e l castellano Francisco de l a Torre y otros, asonaban, para tres y cuatro voces, romances sobre sucesos v a r i o s , y en e s p e c i a l sobre l a guerra con los moros. . . •'. segun nos informa Galindez de Carvajal: "Hernando de Ribera, vecino de Baza, e s c r i b i o l a guerra del reino de Granada en metro, y es l a verdad, segun muchas veces yo o i a l Rey C a t o l i c o , aquello decia e l que era c i e r t o , porque en pasando algun hecho o acto digno de e s c r e b i r , l o ponia en coplas y se l e i a a l a mesa de Su A l t e z a , donde estaban los que en l o hacer se habian hallado, e l o aprobaban o corregian segun en l a verdad habia pasado."152 Estas circunstancias podrian haber sido causa d e l f i n de'los romances e s c r i t o s por poetas que los componian, no como alabanza de un senor, con motivo p o l i t i c o , sino para unos fronteros d i s -perses en una l i n e a confusa y p e l i g r o s a . 302 E l romance fronterizo fue e l medio de dar a conocer a l pueblo de l a frontera acontecimientos que eran de enorme importancia l o c a l , y l a seleccion de los sujetos cantados es l a prueba de que e l poeta e s c r i b i a para los fronteros. A l e s c r i b i r s e para ensalzar a los protagonistas de l a guerra, muere e l romance fronterizo. Este romance se encuentra en l a Rosa Espanola de Timoneda y en e l Cancionero de Romances de Medina de 1 5 7 0 . Es romance juglaresco; no ha sufrido transformacion en l a transmision y l e f a l t a l a naturalidad de los tradicionales. Sigue e l plan de narracion de tantos otros romances fronterizos: las noticias malas, para e l moro, son vi s t a s desde e l lado del vencido, pero, aunque con simpatia, no deja de verse que e l autor es cri s t i a n o aqui l o notamos en su encomio de los caballeros castellanos. En part l a descripcion esta puesta en boca de un moro que viene "de polvo y sangre tenido" a dar las "malas nuevas". Encontramos aqui un rasgo comun a muchos romances: l a repeticion de un verbo, que da fuerza i n t u i t i v a a l a accion que describe. Aqui es e l verbo l l o r a r : LLoraba toda Granada . . . lloraban mozos y viejos . . . lloraban todas las moras . . . l l o r a n tanto caballero . . . lloraban por su buen rey . . . 303 E s t e s e r i a e l u n i c o r a s g o d e s e m e j a n z a c o n l a s g e s t a s , e n u n r o m a n c e q u e n o p a r e c e . h a b e r s i d o t r a n s m i t i d o o r a l m e n t e y q u e p r o b a b l e m e n t e e s s a c a d o , c o n b a s t a n t e f i d e l i d a d , d e l a s c r o n i c a s , p o r u n j u g l a r q u e l o e s c r i b i r i a p o r e n c a r g o o b i e n d e l o s R e y e s C a t o l i c o s , o d e u n o d e l o s c a b a l l e r o s q u e i n t e r v i n i e r o n e n l a c a p t u r a d e B o a b d i l . A q u i p r e s e n t a m o s c o m o u l t i m o d e l o s r o m a n c e s q u e e s t u d i a m o s , e l q u e s e r e f i e r e a l c e r c o d e B a z a . Tuvo l u g a r e n 1489; f u e u n a c a m p a n a l a r g a y d u r a . L a g r a n i m p o r t a n c i a d e e s t a c o n q u i s t a e s t r i b a e n q u e f u e l a u l t i m a f o r t a l e z a q u e o p u s o s e r i a r e s i s t e n c i a a l a s t r o p a s c r i s t i a n a s . E s t a m b i e n u n a d e l a s c a m p a f i a s m e j o r d o c u m e n t a d a s d e e s t a g u e r r a . P u l g a r , q u e f u e t e s t i g o , l e c o n s a g r a v e i n t e c a p i t u l o s ; t a m b i e n B e r n a l d e z y P a l e n c i a l a r e s e f i a n d e t a l l a d a -m e n t e . D i c e e l r o m a n c e : S o b r e B a z a e s t a b a e l r e y , l u n e s , d e s p u e s d e y a n t a r ; m i r a b a l a s r i c a s t i e n d a s q u e e s t a b a n e n s u r e a l ; m i r a b a l a s h u e r t a s g r a n d e s y m i r a b a e l a r r a b a l , m i r a b a e l a d a r v e f u e r t e 304 que tenia l a ciudad, miraba las torres espesas que no las puede contar. Un moro tras una almena « comenzole de fablar: "Vete, e l rey don Fernando, no querras aqui invernar, que los f r i o s desta t i e r r a no los podras comportar; pan tenemos por diez anos, m i l vacas para sa l a r ; veinte m i l moros hay dentro, todos de armas tomar, ochocientos de caballo para e l escaramuzar, siete caudillos tenemos tan buenos como Eoldan, y juramento tienen hecho antes morir que se dar."-'-53 Menendez P i d a l l o considera de excelente e s t i l o e p i c o - l i r i c o . En este romance es otra vez un moro quien asume e l papel de mas r e l i e v e . 305 E l juglar presenta e l lugar y e l momento, en que e l rey mira su r e a l y l a ciudad que se ha propuesto conquistar, y cuya conquista esta. resultando tan d i f i c i l . Un moro t r a t a de d i s u a d i r l e , haciendo. resaltar l o duro del invierno y exponiendo l a situaeion de las defensas de l a ciudad. Por l o general las campahas de esta guerra se llevaban a cabo durante los meses de primavera y verano, pasando los reyes e l otono y e l invierno ocupados en gobernar su reino. Pero e l s i t i o de Baza fue diferente. Para esta campana se habian hecho muy grandes preparativos. Ya e l 26 de octubre de 1488 firmaron los reyes carta de apercibimiento para que se preparasen los caballeros e hidalgos del reino. La corte se traslado a Jaen, donde se i n s t a l o l a reina e l 1 de mayo; desde a l i i proveyo de hombres, viveres y municiones e l campamento del rey. E l s i t i o duro medio ano, haciendola una de las campanas mas largas y costosas de esta guerra. Despues de una re s i s t e n c i a tan larga Baza se r i n d i o inesperadamente: . . . cuando e l Zagal, t a l vez deseando para s i v las ventajas que esperaban conseguir los traidores de su corte, en un gesto espectacular, rindio las t i e r r a s de su obediencia, Baza, Guadix y Almeria. De esta manera se ganaban las mas ricas ciudades y e l mejor puerto que conservaban los musulmanes, e l enemigo mas valiente e ir r e d u c t i b l e de los cristianos Cal ZagalU se.ponia en manos de los Reyes Catolicos, e l t e r r i t o r i o moro quedaba reducido a l a sola ciudad de Granada, aparte de 306 las fragosidad.es de l a s i e r r a , y en e l trono de Granada, ya s i n r i v a l , un aliado de C a s t i l l a . Pero l a consecuencia fue no menos sorprendente que l a rendicion del Zagal; Boabdil, en vez de entregar eso poco que l e quedaba, abandona e l partido de l a sumision y levanta l a bandera de res i s t e n c i a , retrasando por dos anos mas e l f i n de l a Reconquista. 154 La p r i s i o n de Boabdil en 1483 habia tenido como consecuencia l a sumision de este a los Reyes Catolicos y l a vuelta de su padre a l trono de Granada. Como era su costumbre, los moros perdieron l a voluntad a un rey que era vasallo de los c r i s t i a n o s . La H i s t o r i a de l a casa real'de Granada dice que . . . vuelto e l rey Chiquito a Granada, fue tan grande e l aborrecimiento que l e tomaron los suyos, por aver hecho pacto con los cristianos y valerse de su favor contra su padre, que todos los pueblos y muchos caballeros de los de su bando l o desampararon; con que se hubo de recoger en Almeria, de donde con ayuda de los cristianos de las fronteras proseguia l a guerra contra su padre.155 Pero Muley Hacen no habia de durar mucho tiempo en e l trono que recupero de su h i j o . Estos anos de su segundo reinado son uno de los periodos mas confusos y para e l que tenemos menos noticia s de l a h i s t o r i a interna del reino de Granada. Las Relaciones de Hernando de Baeza llenan hasta cierto punto este vacio "con un relato vivisimo del suceso con que culmina l a tragedia de los ultimos principes nazaries. Es este uno de los cuadros de h i s t o r i a 307 mas animados y penetrantes, mas representatives y mas lamentables, de toda l a l i t e r a t u r a espanola." Segun Hernando de Baeza e l rey Muley Hacen perdio l a razon y l a v i s t a , esta a consecuencia de golpear l a cabeza contra l a pared a l tener n o t i c i a de l a ejecucion de su h i j o Yusuf en Almeria. Segun Baeza " l e entro un e s p i r i t u en e l cuerpo'J'. Visto esto por e l ynfante su hermano ( e l Zagal) levantose por rey en l a ciudad, y tomo a l rey su hermano, y cavalgolo en una azemila, y los dos ynfantes sus hijos del rey en otras sendas, y embiolos a l a fortaleza de Salobreha. . Pero l a fecha en que Muley Hacen perdio e l trono definitivamente queda confusa, pues no concuerdan los diferentes historiadores. Segun Baeza, teniendo en cuenta l a sucecion de hechos que narra, debio ser a fines de 1484; segun Bernaldez e l reinado de a l Zagal no empezaria hasta despues de l a conquista de Ronda, que fue e l 22 de mayo de 1485- Tambien Pulgar y Palencia situan e l alzamiento de a l Zagal en 1485- E l rey Chico, Boabdil, entro por t i e r r a s de Granada a fines de octubre de 1485 con e l f i n de disputarle e l trono a su t i o . No hay duda que l e ayudarian los Reyes Catolicos, qui.enes, como habia manifestado Fernando en l a carta a su hermana, se proponian mantener l a d i s -cordia en Granada. Y esto hici e r o n , pues con l a llegada de Boabdil a t i e r r a s granadinas se i n i c i a n en este reino las luchas c i v i l e s que 308 ya no habian de cesar hasta su extincion. En I486, habiendose partido e l reino los dos reyes moros , Boabdil, buscando ganarse l a voluntad de los suyos, y s i n tener en cuenta sus acuerdos de vasalla/je con los Reyes Catolicos, .se metio en Loja para defenderla. No solo perdio l a plaza sino que volvio a perder l a l i b e r t a d . Otra vez l e concede e l perdon Fernando, mediante l a firma de un nuevo tratado. Al Zagal va perdiendo plazas. I486 Loja, I l l o r a y Moclin; 1487 Velez Malaga. En este ano entra Boabdil en e l A l b a i c i n y se recrudece l a guerra c i v i l en Granada. Y a l s a l i r a l Zagal a socorrer Velez Malaga, instigado por los principales moros, se apodera Boabdil de toda l a ciudad. Enterado a l Zagal cuando aun iba camino de Velez Malaga, se fue a las Alpujarras y de ahi a las ciudades de Baza, y Guadix donde estuvo de dos a tres anos, hasta que los cristianos conquistaron Baza. Como hemos mencionado fue un s i t i o muy duro. E l romance alude a l a llegada del tiempo f r i o y a las abundantes provisiones de l a v i l l a , que duraran diez anos; y menciona tambien a "siete c a u d i l l o s " que tienen hecho juramento de "antes morir que se dar". E l momento elejido por e l poeta para situar e l romance se r i a l a llegada del otoiio de 1489» cuando Fernando hace construir albergues mas solidos 309. que las tiendas que cobijaban a l e j e r c i t o en verano. EL cerco habia de durar hasta l a rendicion e l k de diciembre. Las defensas de Baza, que e l rey contempla en e l romance, las describe Hernando del Pulgar: La cibdad tiene e l muro muy fuerte., e las torres del muchas e grandes, cercanas unas de otras; especialmente a l a una parte tiene quatro torres albarranas a l t a s , e tanto anchas, que cada una sale del muro por espacio de quatro pasos. E a l cabo de l a cibdad a l a parte de l a s i e r r a esta. fundado un alcazar artificiosamente fortalecido con muchas torres e altos muros. Luego a l a sa l i d a de l a cibdad, por l a parte de l o l l a n o , esta plantada una huerta espesa con muchos e grandes arboles e frutales que ocupan casi una legua de t i e r r a de c i r c u i t o . Y en esta huerta habia mas de m i l torres pequenas, porque cada vecino de aquella cibdad que tenia en e l l a alguna parte, f a c i a una torre cercana a sus arboles; e aquello que le pertenescia regaba con azequias de las muchas aguas que descienden de aquella parte de l a s i e r r a . Y en cada pertenencia p a r t i c u l a r habia tantos e tales e d i f i c i o s , que f o r t i f i c a b a n toda l a huerta. Ansi que l a cibdad esta f o r t a -l e s c i d a de l a una parte con l a s i e r r a e grandes ramblas e cuestas, de l a otra con l a huerta grande y espesura de arboles, e de l a parte de l a vega l a f o r t i f i c a b a n las muchas azequias e barrancos altos e baxos artificiosamente fechos, donde corren las aguas. Y en l a cibdad estaban por capitanes e l Caudillo que se llamaba Mahomad-Hacen, e por Alcayde otrOi'moro que llamaban Hamete Abahali; y estaban otros ocho capitanes que se llamaban Yaya Alnayal, e Alcaymalfot, e Aliabocar, e Adalgan, e Mahomad Alatar, e Harriet Alatar, e Reduan Zafarja, e A l i Zabadon.157 3 1 0 Este era e l cuad.ro que contemplaba e l rey, y estos los bravos capitanes. Contra e l f r i o que e l moro del romance considera su aliado se protegen los cristianos construyendo casas: E algunos de los moros que se sa l i a n de l a cibdad e venian a l r e a l , informaban a l Rey que e l caudillo de Baza los es-forzaba, diciendoles que e l r e a l no podria durar a l i i muchos dias,.porque l a primera l l u v i a que viniese los constrinerian que l o alzasen. Otro s i l e decian que algunos christianos de los que se pasaban del r e a l a. l a cibdad avisaban a l caudillo de l a poca gente que e l Rey t e n i a , porque mucha de l a que habia traido era consumida, dellos muertos, e dellos feridos, e otros dolientes. Otrosi, que l e decian de l a d i f i c u l t a d que habia en e l traer de los mantenimientos, e de l a gran carestia con que se vendian, e de l a f a l t a de dinero, e de otras menguas que de cada dia recrescian en e l r e a l ; las quales cosas, e tambien l a fortuna del invierno que esperaban, constrineria a que l o alzasen; e alzado, el l o s se repararian de los males pasados, e cobrarian l a t i e r r a que habian perdido, e como victoriosos gozarian de aquella honra que es otorgada a los vencedores. E con^estas razones que oian los moros, estaban tan constantes en l a defensa de l a ciudad, que no querian o i r partido ninguno de los que l e s eran ofrescidos.15° Ansimesmo e l Rey mando facer casas en e l r e a l para defensa del f r i o e de las aguas que con e l tiempo del invierno esperaban. E luego los Grandes, e caballeros, e capitanes que estaban en e l r e a l , f i c i e r o n casas de tapias, e cubiertas de madera e texa, de t a l manera que era defensa para las fortunas del invierno, e del f r i o e del s o l . Pero despues que estas casas se f i c i e r o n , sobre-vino una l l u v i a tan grande, que derribo muchas de l l a s , e l a gente del r e a l padescio mucha pena, e murieron algunos homes, e muchos caballos e 311 otras bestias. E allende de los trabajos que sofrieron con aquella l l u v i a , se danaron los caminos de t a l manera, que las recuas que andaban con los mantenimientos no los podian pasar por e l crecimiento de los r i o s , e por las grandes hoyas e barrancos que l a fortuna de las aguas f i z a . ^ 5 9 La cronica nos informa de l a v i s i t a de l a reina. En v i s t a de l a tenaz re s i s t e n c i a de los moros, Fernando suplico a l a reina que fuese a l r e a l para devolver e l animo a los cristianos con su presencia. Llego l a reina e l 7 de noviembre acompanada del principa Don Juan y las infantas, y e l Cardenal de Espana, y otras personas de su sequito. Wo solo animo a los suyos sino que . . . los moros, sabida l a venida de l a Reyna e del Cardenal de Esparia, no podemos pensar, s i creyendo que venia para facer asiento fasta tomar l a cibdad, 6 movidos por alguna otra imaginacion, pero de cualquier cosa que e l l o procediese, fue por cierto caso digno de admiracion ver l a subita mutacion que en su proposito se vido. . . . E luego e l Caudillo comenzo a fablar con los christianos, diciendo que queria o i r l o que e l Rey e l a Reyna demandaban. Hernando del Pulgar tomo parte en esta campana; sus descrip-ciones son no solamente detalladas sino o r i g i n a l e s , e l fruto de su propia experiencia. Wo se ha inspirado en ningun romance. i S e r i a entonces e l romance inspirado en l a cronica? Wo es imposible. La campana fue dura; costo l a perdida de muchos soldados cristianos., 312 iCantaria e l juglar durante e l cerco, cuando e l resultado era i n c i e r t o , o s e r i a este un romance inspirado en l a cronica, en e l que e l autor, aim sabiendo e l resultado de l a lucha, prefiere cautivar e l momento dramatico en que e l resultado esta aun en l a balanza? Aunque cualquiera de las dos alternatives es pl a u s i b l e , nos inclinamos a creer que fue escrito e l romance durante e l s i t i o de Baza. E l tono es de confianza por parte del moro; parece que se insinua inquietud por parte de Fernando. En los romances que narran l a conquista de plazas (Antequera, Alhama) e l poeta c r i s t i a n o r e f l e j a l a angustia del vencido^con l a comprension de los s e n t i -mientos del enemigo que es propia de los fronteros, aun sin dejar de regocijarse por l a v i c t o r i a propia. KLlo nos l l e v a a creer queeel romance del s i t i o de Baza fue escrito antes de l a rendicion de l a plaza, ya que no hay lamento, sino mas bien jactancia, por parte del moro. De haber sido escrito despues de l a caida, no habria e l juglar c r i s t i a n o dejado de expresar e l dolor del moro, ya que l a caida de Baza t r a j o consigo l a rendicion de Guadix y Almeria. Tampoco habria e l poeta dejado de mencionar l a llegada de l a reina a l r e a l , y como su presencia afecto a cristianos y moros. 313 Menendez Pi d a l comenta: La propaganda estatal en favor de l a guerra con los moros se nos manifiesta muy activa durante e l reinado de los Reyes Catolicos, en los diez anos que duro l a reconquista del t e r r i t o r i o granadino. La c a p i l l a de estos reyes, l o mismo que l a de Enrique IV, componia l e t r a y musica sobre episodios de las campanas anualmente emprendidas. Algunos de esos romances se conservan en e l Cancionero Musical de Palacio; otros llegaron por t r a d i c i o n hasta ser recogidos en e l s i g l o XVI, y alguno que otro dura hasta hoy en l a memoria del pueblo. . . . E l romance del cerco de Baza, tambien asonado a tres voces por un anonimo, "Sobre Baza estaba e l rey, lunes despues de yantar", es de excelente e s t i l o e p i c o - l i r i c o , notable porque e l autor, juglar cortesano, continua l a costumbre de mirar l a guerra desde e l punto de v i s t a enemigo, presentandonos en los catorce octosilabos postreros un moro que conmina a l rey Fernando . . . e l romance debio :- ser compuesto entre setiembre y octubre de 1489, cuando e l Rey ordeno hacer, en vez de tiendas de campafia, casas de tapia y t e j a para r e s i s t i r l a invernada durante e l cerco, y ese romance se cantaria en las grandes fiestas y musicas con. que l a Reina fue recibida en e l campamento el 5 de Noviembre.1°1 Este romance se i n i c i a de manera abrupta y es trunco su f i n a l . Consta de descripcion y de l a imprecacion del moro a l rey Fernando. E l juglar que l o compuso hizo uso de l a repeticion para dar v i d a , actualidad, a l a descripcion. Vemos e l lugar a traves de los ojos del rey, que: miraba las r i c a s tiendas .,. . miraba las huertas grandes 314 y miraba el. arrabal,. miraba e l adarve fuerte . . . miraba las torres espesas . . . La repeticion del verbo en e l imperfecto comunica l a impresion de duracion; sabemos que e l s i t i o fue largo; l a enumeracion de las defensas de l a ciudad, que e l rey miraba, presanta l a d i f i c u l t a d de l a empresa. Los diez primeros versos se dedican a esta enume-rac'ionn;.. Luego habia e l moro y, en catorce versos, aconseja a l rey que se vaya. Este romance logra intensidad descriptiva gracias a su brevedad y a l caracter brusco de p r i n c i p i o y f i n a l . La asonancia es en a. Este romance, y e l de l a p r i s i o n de Boabdil, serian de los que podemos considerar romances p o l i t i c o s , de encargo. Con este damos f i n a l a serie de romances estudiados. 315 CONCLUSION A l o largo de esta tesis nemos examinado minuciosamente un grupo de romances fronterizos con e l proposito de determinar hasta que punto representan una tradicion local, donde y cuando fueron compuestos y s i efectivamente son contemporaneos a los hechos que narran, o s i perte-necen a una tradicion posterior y acaso cortesana. Con este objeto hemos estudiado: (a) su historicidad; (b) su re-lacion con las cronicas y (c) l a fecha aproximada de su creacion. En l a primera parte de nuestro trabajo hemos procurado trazar e l marco historico en que se produjeron, prestando particular atencion a las relaciones que existieron entre Arabes y Cristianos, pues en l a natura-leza de ellas se halla l a razon de ser de numerosos romances. Las caracteristicas l i t e r a r i a s de los poemas no han sido examina-das a fondo, pues l a c r i t i c a l i t e r a r i a no era e l objetivo principal de esta tesis. Con todo no hemos rehusado e l comentario cr i t i c o cuando e l contexto lo exigia, y ofrecemos en estos casos algunas observaciones que esperamos sean de alguna utilidad para investigaciones futuras. E l fondo historico sobre e l que hay que proyectar el romance fronterizo puede resumirse asi. Con las conquistas de Cordoba (1236) 316 y S e v i l l a (1248), Andalucia quedo virtualmente bajo e l poder c r i s t i a n o . La existencia del reino de Granada fue reconocida aunque supeditada a l pago de tributos. La rebelion musulmana de 1285 modifico en parte es-t a situaeion, pero los Cristianos mantuvieron l a supremacia m i l i t a r . La defensa de l a frontera quedo entonces confiada a los Adelantados y Alcaides de las plazas fronterizas; los Arabes pudieron mantener su presencia en l a Peninsula hasta fines del s i g l o XV. gracias a las d i f i -cultades interiores de C a s t i l l a durante esta epoca. Solo Alfonso XI a mediados del s i g l o XIV y Fernando de Antequera a principios del XV amenazaron seriamente l a existencia de Granada, pero, muerto e l prime-ro de l a peste, y alejado e l segundo a l ser elegido rey de Aragon, continlla l a presencia mahomedana, y e l sistema de treguas con los Cristianos y pactos con los moros de Marruecos que logro prolongar l a existencia de al-Andalus. Durante este periodo de frontera casi siempre estacionaria se establece un sistema de convivencia que va de las incursiones en t i e r r a enemiga a l a organizacion de instituciones j u r i d i c a s y que r e s u l t a en l a comprension y respeto mutuo de los dos bandos. Para comprender l a singularidad del Romance Fronterizo dentro del conjunto del Romancero, hemos analizado los origenes y caracteris-t i c a s del genero, resumiendo cuantas teorias existen sobre e l p a r t i c u l a r , 317 y sobre e l origen y sentido del termino mismo con que se designa este tipo de poesia. Se desprende de nuestro a n a l i s i s que l a primera refe-r e n d a que parece senalar l a existencia del Romance Fronterizo no es anterior a 1462; efectivamente, se menciona en los Hechos del Condes- table don Miguel Lucas de Iranzo un poema que mando componer Enrique IV con motivo de un incidente de frontera, que bien pudiera ser un ejemplo del genero que nos ocupa y habria sido compuesto en l a corte del Rey. Debe notarse, sin embargo, que este romance se ha perdido; s i , como sugiere Inoria Pepe en e l a r t i c u l o que hemos estudiado, este "romance"'fuese las "coplas" que Pedro de Escavias dedico a l Condes-table, no seria un romance y e l autor, conocido en este caso, fue un caudillo de l a frontera. Asi" es que esta referencia no puede servir de fundamento a ninguna conclusion. La unica base segura para este traba-jo queda reducida pues a l conjunto de romances que sobrevivio en co-lecciones y pliegos sueltos del s i g l o XVI. Es esta laguna en l a cro-nologia l a que obliga a examinar una vez mas l a validez de las opiniones de Menendez P i d a l y l a mayoria de los c r i t i c o s que afirman que los ro-mances fueron escritos bajo l a impresion inmediata de los hechos. Con este proposito se ha intentado, en primer lugar, establecer l a h i s t o r i c i d a d de los poemas. Para e l l o se ha buscado en las cr6nicas l a relacion h i s t o r i c a de los sucesos que presentan los romances. Para 318 l a mayoria de los romances estudiados ha sido posible h a l l a r l a . En e l caso de "Caballeros de Moclin " l a version h i s t o r i c a no se h a l l a en las cronicas pero s i en l a H i s t o r i a y Descripcion de l a  antigiiedad y descendencia de l a Casa de C$rdova e s c r i t a por e l Abad de Rute, miembro de esta distinguida f a m i l i a . No he podido h a l l a r una descripcion h i s t o r i c a del juego de ajedrez entre un Fajardo y e l Rey moro; pero indudablemente existe l a po s i b i l i d a d de haberse jugado t a l partido dada l a h i s t o r i c a amistad de los personajes; y su analogia con e l e s p i r i t u del romance fronterizo nos i n c l i n a a considerarlo h i s t o r i c o en ambientacion, s i no en e l epi-sodio concreto, que seria de intencion simbolica. Si bien ha sido posible s i t u a r casi todos los romances en un mo-mento hi s t o r i c o determinado, no siempre l a narracion poetica se adhiere estrictamente a l a realidad h i s t o r i c a . Algunos, partiendo de un suceso r e a l , presentan conclusiones novelescas. Parece como s i los juglares, iniciando su canto con un hecho h i s t o r i c o conocido por su publico y de interes general, anadieran luego datos novelescos, generalmente de i n -dole dramatica, mas dramatica que l a realidad h i s t o r i c a , como en e l caso del romance de "Rio verde, r i o verde ", que tambien hemos es-tudiado. Otros, partiendo de un momento h i s t o r i c o , presentan escenas ente-3 1 9 ramente f i c t i c i a s . E l mejor exponente de estos s e r i a e l romance de Abenamar que tomando como punto de arranque l a entrada de Juan I I por t i e r r a s de Granada en 1431, narra una conversacion imaginaria entre e l Rey y e l moro Abenamar. Por ultimo tenemos los que se adhieren estriciamente a l a r e a l i -dad h i s t 6 r i c a . A l comparar l a presentacion de un momento hi s t o r i c o en las cro-nicas y en los romances, he tratado en cada caso de ll e g a r a una conclusi6n sobre l a relacion"que pudo e x i s t i r entre e l l o s , y , s i t a l relacion existe, he procurado determinar cual mfTuyo en e l otro. En l a mayoria de los casos no es posible l l e g a r a conclusiones firmes, pero en algunos hemos podido presentar una opinion que se apoya en deducciones verosimiles. La cuestion de l a posible coetaneidad entre los hechos y l a ver-sion poetica de los mismos, y l a posible l o c a l i z a c i o n de los origenes de estos romances, han sido temas ampliamente tratados por numerosos eruditos espanoles y extranjeros. Sin descartar sus conclusiones, he-mos tratado de l l e g a r a las nuestras propias, fundSndonos en las fuentes l i t e r a r i a s mas antiguas, es decir mas cercanas a los hechos y probable fecha de composicion, y, sobre todo, en los datos historicos que nos proporcionan las cronicas. 320 Las caracteristicas l i t e r a r i a s de los poemas y su r e l a t i v a f i d e l i -dad a l a realidad h i s t o r i c a , plantean c i e r t a d i f i c u l t a d para su f i l i a -cion exacta. Efectivamente, no son poemas de caracter tan popular como para permitir suponer que fueron compuestos en e l mismo campo de h a t a l l a ; s i n embargo su ambiente es t a l que tampoco in v i t a n a pensar que su com-posici6n tuviera efecto en zonas alejadas de l a realidad que narran. En v i s t a de e l l o me i n c l i n o a creer que estos romances no fueron escritos en l a corte r e a l , en e l norte, sino en l a frontera misma: en Jaen, Murcia, Adelantamiento de Cazorla, S e v i l l a , Cordoba, donde tenian sus pequehas cortes los senores de l a frontera, los que estaban en per-petuo pie de guerra. Fueron, a mi j u i c i o , los juglares de estas pe-quehas cortes quienes escribieron, i n f l u i d o s por l a forma establecida del romance antiguo, breves relatos que difundian de un punto a otro de l a frontera las nuevas de los sucesos locales. De este estudio se desprende que los romances fronterizos a n a l i -zados forman un conjunto ligado, con caracteristicas que les son pecu-l i a r e s , pero no necesariamente comunes a todos y cada uno de los roman-ces. E l denominador comun es e l tema: todos e l l o s son relatos de epi-sodios de l a frontera que surgen como canto i n d i v i d u a l de un hecho pa r t i c u l a r . No forman parte de un cantar de gesta largo, como sucedia con l a mayoria de los romances antiguos de tema h i s t o r i c o . Y esto 321 explica a l a vez los rasgos similares que permiten su clasificacion dentro de un grupo homogeneo, y las notas distintivas que los sepa-ran e individualizan. E l nexo de union mas importante que existe entre ellos y los se-para del resto del Romancero es e l espiritu fronterizo, proyeccion fe-cunda de l a historia de l a frontera, que halla expresion en l a actitud que el poeta adopta ante los azares de esa vida de constante peligro que comparte con el enemigo moro. Ese espiritu y esa conciencia de l a calidad humana del enemigo, lleva a l poeta a adoptar hacia e l una a c t i -tud que no es ni arrogante ni condescendiente, sino humana y de com-prension. Creemos que este eespiritu de frontera solo pudo haher vivido entre los fronteros, segun se desprende de los datos recogidos en e l primer capitulo de esta tesis, donde l a historia de ambos lados de l a frontera y las circunstancias de l a vida fronteriza nos mostraron un mundo abierto a l a relacion y e l intercambio entre ambos bandos. Estas circunstancias, los temas elegidos por los poetas - raramente episodios de gran envergadura militar - y l a actitud ya mencionada, hacia e l moro, nos han confirmado en nuestra opinion de que debieron ser escritos por poetas locales, en algunos casos t a l vez testigos, y aun participantes, del hecho que narran. 322 E l enfoque y l a presentacion de l a h i s t o r i a en l a forma que l o hace e l romance fr o n t e r i z o , indica que es ohra de quienes v i v i a n las circunstancias peculiares que e l estudio de l a h i s t o r i a nos ha reve-lado. La forma y e l dominio de l a tecnica l i t e r a r i a , senalan hacia e l poeta cultivado de las numerosas cortes que jaloneaban l a frontera. A nuestro j u i c i o debio ser a s i , determinado por las coordenadas de l a h i s t o r i a , de l a vida oscura - y s i n embargo azarosa y heroica -y de l a t r a d i c i o n a r t i s t i c a , que surgio e l Romance Fronterizo, expre-sion perfecta de un ambiente singular en l a compleja h i s t o r i a de l a Reconquista. 323 NOTAS Capitulo I 1 Claudio Sanchez-Albornoz, Espafia: uri enigma h i s t o r i c o (Buenos Aires, 1 9 5 6 ) , p.73 2 Juan Torres Fontes, "La Regencia de Don Fernando de Antequera y las relaciones castellano-granadinas," Miseelahea de Estudios Arabes y Hebraicos (Granada, 1 9 6 5 - 1 9 6 6 ) , p. 138. 3 Harold V. Livermore, A History of Spain, 2a. edicion, (Londres, George Al l e n and Unwin, 1958, re-ed. Londres, 1 9 6 6 ) , p. 134. 4 Jaime Vicens Vives, Aproximacion a l a h i s t o r i a de Espana, primera re-edicion (Barcelona, E d i t o r i a l Vicens Vives, 1 9 7 4 ) , p. 9 1 . 5 I b i d . , p. 93. 6 Luis Suarez Fernandez, "Los Trastamaras de C a s t i l l a y Aragon en e l s i g l o XV, 1407-1474," H i s t o r i a de Espana d i r i g i d a por Ramon Menendez P i d a l , v o l . XV (Madrid, Espasa Calpe, 1964), p. k. 7 I b i d . , p. 7-8 Robert Brian Tate, ed. , prologo a Generaciones y Semblanzas de Fernan Perez de Guzman,(Oxford, Clarendon Press, 1 9 7 1 ) , P- VII. 324 9 Vicens Vives, p. 103. 10 Cronica de Alfonso XI, Biblioteca de Autores Espanoles, v o l . 66 (Madrid, 1953) , p. 319-11 Pero Lopez de Ayala, Cronica'del'Rey'Don'Juan I , B.A.E., v o l . 68, p. 92. 12 Pedro de Escavias, Hechos del Condestable Don Miguel Lucas de  Iranzo, Coleccion de Cronicas Espanolas (Madrid, Espasa Calpe, 1940), p. 433. 13 Tate, p. K i l l . 14 Torres Fontes, p. 141. 15 Suarez Fernandez, p. 39-16 Lopez de Ayala, p. 315• 17 I b i d . , p. 310. 18 Mosen Diego de Valera, Cronica Abreviada (Madrid, Espasa Calpe, 19 ), p. 306. 19 Vicens Vives, p. 96. 20 Pero C a r r i l l o de Huete, Cronica .del Halconero de Juan I I (Madrid, Espasa Calpe, 19 ), p. 341. 21 Lopez de Ayala, pp. 499, 500. 22 Huete, p. 488. 23 Vicens Vives, p. 109-326 ^ Tate, p. LXII. 25 Mosen Diego de Valera, Memorial de Diversas Hazanas (Madrid, Espasa Calpe, 1941), pp. 7 , 8 . 26 Hernando del Pulgar, Claros Varones de C a s t i l l a (Oxford, Clarendon Press, 1971), p. 7-2 7 Pedro de Escavias, Repertorib de Principes, apendice I I I de E l Cronista Pedro de Escavias de Juan Bautista Avalle-Arce (Chapel H i l l , The University of North Carolina Press, 1 9 7 2 ) , p. 200. 28 Pulgar, p. 6 . 29 I b i d . , p. 9 . 30 i b i d . , p. 5 . 31 Valera, Memorial, p. 25. 32 Escavias, Repertorio, p. 213. 33 Valera, Memorial, p. 89. 34 Diego Enriquez del C a s t i l l o , Cronica del Rey Don Enrique e l Cuarto de este nombre, B.A.E., v o l . 68 (Madrid, 1 9 5 3 ) , p. 138. 35 Vicens Vives, pp. 9 3 , 94. 36 I b i d . , p. 115. 37 Juan de Mata Carriazo, "Historia de l a Guerra de Granada," Hi s t o r i a de Espaha d i r i g i d a por R. Menendez P i d a l , v o l . XVII (Madrid, Espasa Calpe, 1 9 6 9 ) , P- 389-3 2 7 3 8 Anonimo Castellano, editado por J. de M. Carriazo, Miscelanea, 1 9 5 7 , P- 14. 3 9 Al-Makkari, History of the Mohammedan Dynasties i i i Spain, traducida por Pascual de Gayangos (New York; 1964) pp. 3 6 0 , 3 6 l . 4 0 I b i d . , p. 540. 41 Alonso de Palencia, Cronica de Enrique IV, B.A.E., v o l . 257 (Madrid, 1 9 7 3 ) , p. 42 Isabel Alvarez de Cienfuegos Campos , "Sobre l a Economia en e l Reino Wasri Granadino," Miscelanea, 1 9 5 8 (Universidad de Granada), p. 93. 43 Al-Makkari, p.' 3 6 9 . 44 Hernando de Baeza, Relaciones -de los ultimos tiempos del  Reino de Granada, que publica l a Sociedad de B i b l i o f i l o s Espanoles (Madrid, Rivadeneyra, 1 8 6 8 ) , p. 15. 45 Mata Carriazo, " H i s t o r i a de l a Guerra de Granada," p. 3 9 0 . 46 Baeza, p. 7-47 Luis Seco de Lucena, "Alamines y Venegas, cortesanos de los Nasries," Miscelanea, 196l, pp. 1 3 3 , 134. 48 Baeza, pp. 13, 14. 49 Escavias, Hechos, p. 82. 328 5° I b i d . , p. 90. 51 I b i d . , pp. 94, 95-52 i b i d . , p. 467. 53 Tbid., pp. 472, 473. 54 Valera, Memorial, p. 36. 55 Mata Carriazo, "Los Fieles del Rastro," Miscelanea, 1955, p. 82 . 56 Mata Carriazo, "Un Alcalde entre los Cristianos y los Moros," Al-Andalus, 13 (1948), p. 47 . 57 Seco de Lucena, " E l Juez de Frontera y los Fieles del Rastro," Miscelanea, 1958, 58 Mata Carriazo, "Los Moros de Granada en las Actas del Concejo de Jaen de 1479," Miscelanea, 1 9 5 5 , p. 83. 59 Diego de Valera, Cronica de los -Reyes Catolicos, 60 Hernando del Pulgar, Cronica de los Reyes Catolicos, B.A.E., v o l . 7 0 , 1953, p. 470. 61 Ibid. 4 6 2 i b i d . , p. 471. 329 Capitulos I I y I I I 1 Ramon Menendez P i d a l , La Epopeya Castellana a traves de l a Literatura Espanola (Madrid, Espasa Calpe, 1 9 5 9 ) , p. 137-2 W.P. Ker, On the History of the Ballads, 1100, 1500. (Read December 1 5 , 1 9 0 9 ) , p. 1. 3 William J. Entwistle, European Balladry, 2 a . ed. (Oxford, Clarendon Press, 1939, re-ed. University Press, 1951), p. 16. 4 Colin Smith, Spanish Ballads, 2a. ed. (Oxford, Pergamon Press, 1964, 2a. 1 9 6 9 ) , p. 4. 5 Entwistle, p. 30. 6 Ker, pp. 20, 21. 7 Ibid. , p. 21.' 8 Menendez P i d a l , Romancero Hispanico: Teoria e H i s t o r i a , v o l . 1 (Madrid, Espasa Calpe, 1953), p. 4. 9 Eugene Kohler, Antologia de l a Literatura Espanola de l a Edad Media, 2a. ed. (Paris, L i b r a i r i e C. Klincksieck, 1957, I960), p. 62 . 10 Ihigo Lopez de Mendoza, Marques de S a n t i l l a n a , Prohemio e_ Carta a l Condestable de Portugal (Luis Miracle, ed., Barcelona, 1 9 3 9 ) , p. 239-330 1 1 Juan de Mena, La Coronacion (Madrid, en l a imprenta de Repulles, iQOk), copla XCLVI, p. 171. 12 Ludwig Pfandl, "Das Spanisehe Wort 'Romance'. Grundziige seiner Begriffsgeschichte," Investigaciones .Lingiiisticas , marzo, a b r i l , 1934, Mejico. 13 Menendez P i d a l , Romancero Hispanico, v o l . 1 , p. 24. 1 4 David William Foster, The Early Spanish Ballad (New York, Twayne, 1 9 7 1 ) , P- 24. 15 Menendez P i d a l , Romancero, v o l . 1 , pp. 8 3 , 84. 16 I b i d . , p. 89. IT I b i d . , p. 9 2 . 18 Smith, p. 28 . 19 Paul Benichou, "Creacion Poetica en e l Romancero Tradicional," B i b l i o t e c a Rbmariica Hispanica, 1968 (Madrid, E d i t o r i a l Gredos), p. 8 . 20 Smith, p. 33. 21 Menendez P i d a l , Flor Nuevade Romances Viejos (Buenos Aires, Austral,'1 9 6 5 ) , pp. 1 0 , 1 1 , 1 2 . 22 Segun Menendez P i d a l , los romances populares, o sea recibidos y acogidos por e l publico, cuando encuentran aceptacion se difunden hasta lograr gran expansion. Pueden entonces caer en e l olvido o ser recordados y repetidos durante generaciones. Pasan entonces a ser 331 patrimonio del pueblo que, a l r e p e t i r l o s , los modlfica. Estos serian los romances tradicionales. Los juglarescos son los que nos han llegado en su forma p r i m i t i v a o muy poco modificados. 23 Manuel Alvar, E l Romancero: Tradiciohalidad y Pervivehcia (Barcelona, Planeta, 1970) , p. 86. 24 Ker, p. 21. 25 Smith, p. Ilk. 26 Me ha sido imposible consultar esta obra de Seco de Lucena que menciona Foster. Pero he consultado otra obrita del mismo autor, Origehes del Orientalismo L i t e r a r i o publicada en Santander en 1963, por l a Universidad Internacional Menendez y Pelayo, en l a que e l i l u s t r e arabista expresa opiniones que no concuerdan con las que l e atribuye Foster. Dice Seco de Lucena: "Muchos de los romances fronterizos se ajustan a l a realidad h i s t o r i c a , con bastante exactitud informativa. Para componerlos, los romanceristas acudieron, unas veces, a l a narracion contenida en cronicas de aquel tiempo, y otras veces, fueron actores en e l hecho relatado, o escucharon su version de labios de quienes habian intervenido directamente en e l mismo." (P. 1 1 , obra citada.) Y en l a misma obra, p. 12 , "Corresponde a una inmediata impresion del suceso que se nos narra, directa o indirectamente recibida por e l autor de l a composicion, o bien, a 332 los informes que a este suministro una cronica contemporanea del hecho." 27 Entwistle, p. 7 5 . 28 Smith, p. 187. 29 Manuel M i l a y Fontanals, De la'Poesia Heroico Popular  Castellana, Consejo Superior de Investigaciones C i e n t i f i c a s , Patronato Menendez Pelayo (Barcelona, 1 8 7 4 ) , pp. 4 7 3 - 4 7 7 . 30 No he podido manejar e l Cancionero General de 1511. 31 Menendez P i d a l , Romancero, p. 7 4 . 32 Cancionero de Romances de Anvers de 1550 , ed. Antonio Rodriguez Mohino (Madrid, E d i t o r i a l Castalia, 1 9 6 7 ) , p. 1 2 . 33 Menendez P i d a l , La Epopeya Castellana a traves de l a Literatura Espanola, p. 160. 3 4 I b i d . , p. 188. 35 I b i d . , p. 1 7 1 . 36 i b i d . , p. 206. 37 I b i d . , p. 213. 38 Menendez P i d a l , Romancero, v o l . 1 , p. 17. 39 Ibid.-, p. 1 8 , nota 9 -4 0 I b i d . , p. 23-4^ Menendez P i d a l , "Poesia Popular y Poesia Tradicional en l a L i t e r a t u r a Espanola," (Conferencia l e i d a en A l l Souls College, 333 de l a Universidad de Oxford, e l 26 de junio de 1922), Los Romances de America, A u s t r a l , Espasa Calpe (Madrid, 1958), pp. 68 , 69. 42 Benichou, p. 7- ' 43 Colin Smith, "On the Ethos of the Romancero Vi e j o , " en Studies of the Spanish and Portuguese Ballad directed hy N.D. Shergold (•London, Tamesis Books, 1972), p. ^4 Escavias, Hechos, p. 90. 45 Mata Carriazo, Estudio Preliminar a los Hechos, p. XXXVI. 46 "Coplas d i r i g i d a s a l Condestable Don Miguel Lucas de Iranzo criado del Rey" en E.R. de Uhagon, Un Cancionero, pp. 529-534. (Segun un a r t i c u l o de Inoria Pepe.) 47 Inoria Pepe, "La Cronaca d i Miguel Lucas de Iranzo," Studi d i Literat u r a Spagnola a cura d i Carmelo Samona. (Societa F i l o l o g i c a Romana, Roma, I96H), pp. 203, 204. 48 Reproducido por Inoria Pepe en su a r t i c u l o , pp. 205, 206. 49 Cancionero de Sepulveda (1584), ed. Rodriguez Mohino, •(Castaliaj'.:Madrid, I967), p. ®^ En todas las citas de cronicas, asi" como en los romances, sigo l a ortografia del texto de donde han sido tomadas. 51 Pero Lopez de Ayala, Cronica del Rey Don Pedro, B.A.E., v o l . 66, pp. 582, 583. 334 52 Menendez P i d a l , Romancero Hispanico, v o l . 2, p. 5 , nota 2. 53 Peter E. R u s s e l l , English Intervention i n Spain and Portugal  i n the time of Edward I I I and Richard I I (Oxford, 1 9 5 5 ) , pp. IT, 1 8 . 54 Cronicas de l o s Reyes de C a s t i l l a , B.A.E., v o l . 6 6 , p. 396. 55 Gonzalo Argote de Molina, Nobleza d e l Andalucia, 3 a . edicion ( l a . S e v i l l a , 1 5 8 8 ; 2a. Jaen, 1867-1879; 3a. Jaen, 1 9 5 7 ) , p. 476. 56 i b i d . , pp. 477, 478. 57 I b i d . , p. 476. .58 Cronica de Pedro I, p. 583, nota,pie de pg. 58a Esta informacion habria sido obtenida en los Apiihtes para  l a H i s t o r i a de Ubeda, de Cazaban, obra que no hemos podido consultar. 59 Rachel A r i e , L'Espagne Musulmane au temps des Nasrids (1232- 1492) (Ediciones E. de Boccard, P a r i s , 1 9 7 3 ) , P- 114. 60^Correspondencia Diplomatica entre Granada y Fez( Revista del  Centro de Estudios H i s t o r i c o s de Granada v_ su Reino, v o l . IV, pp. 300, 301. - 6 l Argote de Molina, p. 478. 62 Cancionero de Romances, p. 249. 63 Argote de Molina, p. 588. 64 Gutierre Diaz de Gamez, E l V i c t o r i a ! , ed. Juan de Mata Carriazo (Coleccion de Cronicas Espanolas, Madrid, Espasa Calpe, 1940), p. 290. 335 D^ Cronica de Juan II, ordenada por Fernan Perez de Guzman, Senor de Batres, tomando l a de Alvar Garcia de Santa Maria desde 1406 hasta 1420- (B.A.E., vol. 6 8 ) , p. 290. 66 Luis Seco de Lucena, Origehes del Orientalismb Literario (Publicaciones de l a Universidad Internacional Menendez y Pelayo, Santander, 1963), p. 32. 6 7 Ibid., p. 33. 68 Nos referimos a l a version de Nucio como l a . y l a de Argote como 2a. 69 M i l l Fontanals, p. 396. 70 Seco de Lucena, Origenes, pp. 47, 48. 71 Cronica de Juan'II, p. 296. 72 Cancionero, p. 199. 73 i b i d . , p . 244. 7 4 Harold V. Livermore, The Kingdom of Granada (sin publicar). 75 Menendez Pidal, Romancero Hispariico, p. 307-76 Cronica de Juan II, p. 318. 7 7 i P i d . , P- 319. T 8 Ibid., p. 320. 79 i b i d . , p. -331. 80 Silva de Romances (Zaragoza 1550-1551), estudio, bibliografia e indices por Antonio Rodriguez Monino (Publicaciones de l a Catedra 336 Zaragoza, Zaragoza, 1 9 7 0 ) , pp. 319, 320. 8 1 Cronica de Juan I I , p. 321. 82 EL_ Romancero General, Coleccion de Romances Castellanos recogidos y anotados por Agustin Duran (B.A.E., v o l . 1 6 , Madrid, 1 9 4 5 ) , p. 85. 83 Cronica de Juan I I , p. 321. 84 Menendez P i d a l , "Poesia Popular, y Romancero," R.F.E., 1915, p. 112. 85 S i l v a de Romances, p. 468. 86 Cronica de Juan I I , pp. 323, 324. 87 G. C i r o t , "Deux notes sur les rapports entre romances et chroniques," B u l l e t i n Hispanique, 1928, pp. 250 -255. 88 Menendez P i d a l , "Poesia Popular y Romancero," pp. 236 , 237. 89 i b i d . , pp. 110-112. 90 Seco de Lucena, Origenes, p. 11. 91 Cancionero de Romances, p. 247. 92 Francisco Fernandez de Cordoba, Abad de Rute (manuscrito 83-6-4 de l a Bib l i o t e c a Colombina, f o l i o s 67v-72v), citado por Juan de Mata Carriazo en "Un Alcalde entre los Cristianos y los Moros," Al-Andalus, 1948-49, pp. 74, 75-9 3 I b i d . , pp. 7 6 , 77-337 " 4 Entre otros l o han analizado: Foulche Delbosc eh Essai  sur les origins du Romancero; Leo Spitzer eh Sobre Antigua Poesia  Espanola; Menendez Pi d a l en La Epopeya Castellana y eh Los Origehes  del Romancero; Erasmo Buceta eh Uii datb sobre l a h i s t o r i c i d a d del  romance de Abenamar; Manuel Alvar eh Romancero: Tradicionalidad .y Pervivencia; Paul Benichou eh Creacioh Poetica eh e l Romancero Tradicional; etc. 95 Manuel Alvar, E l Romancero: ' Tradicionalidad y Pervivencia, p. 60. 96 Gines Perez de H i t a , Guerras C i v i l e s de Granada (Reproduccion de l a edicion principe del ano 1595, Madrid, 1913), pp. 28, 29. 97 Cancionero de Romances, p. 246. 98 pero C a r r i l l o de Huete, Halconero, p. 105. 99 I b i d . , p. 106. 100 Ibid. 101 Marcelino Menendez y Pelayo, Obras Completas , v o l . 23-. 102 . Seco de Lucena, Origehes, pp. 14, 15. 103 j\ivar, Romahcero, p. 6 l . 1 0 4 I b i d . , pp. 6 l , 62. 105 Aunque tuviesen lugar durante e l reinado de Juan I I , las campanas de 1407 y 1410 fueron obra del Regente, Fernando de Antequera. 338 ! 0 6 Colin Smith, Spanish Ballads, pp. 1 2 7 , 128. 107 Fernando Jose Wolf y Conrado Hofmann, Primavera y Flor  de Romances Viejos, ed. Menendez y Pelayo (Madrid, 1954), pp. 208, 209. 108 Cronica de Juan I I , p. 5l6. 109 C a r r i l l o de Huete, Halconero, p. 1 6 2 . 11° Mi l a Fontanals, p. 9 8 . H I Menendez P i d a l , Romancero Hispanico, v o l . 2, p. -7 . 112 Argote de Molina, pp. 648, 6U9, 65O. 113 Menendez P i d a l , "Poesia Popular y Romancero," p. 238. 114 Ibid. , p. 239. 115 Cancionero de Romances, p. 240. 116 Esta fue conquistada en 1438 por e l Marques de Santillana. 117 Menendez P i d a l , "Poesia Popular y Romancero," p. 114. 118 I b i d . , p. 123. 119 S i l v a , pp. 324, 325. 1 2 0 Cronica de Juan I I , p. 528. 121 Huete, Halconero, p. 233-122 Alvar, EL Romancero, p. 7 8 . 1 2 3 M i l a Fontanals, p. 405. 124 Cancionero de Romances, pp. 239» 240. 339 125 Alvar Garcia de Santa Maria, Cronica Inedita de Juan I I , Bi b l i o t e c a Nacional, ms. 9445, fol. 223. Citado por Menendez Pidal en "Poesia Popular y Romancero," pp. 31, 32 . 1 2 6 I b i d . , p. 32 . 1 2 7 Gines Perez de Hita, p. 127. 128 Mila. Fontanals, p. 399-129 Cronica de Juan I I , pp. 676 , 677-130 Juan Torres Fontes, Don Pedro 'Fa.jardo, Adelantado Mayor  del Reino de Murcia (Consejo Superior de Investigaciones C i e n t i f i c a s , Patronato Marcelino Menendez y Pelayo, Madrid, ), pp. 52, 53-131 Alvar, EL Romancero, p. 66. 132 Smith, Spanish Ballads, p. 134. 133•Cancionero de Romances, p. 249-134 Torres Fontes, "La Regencia de Fernando e l de Antequera," Miscelanea (Granada, 1 9 6 5 - 6 6 ) , p. 135-135 Enriquez del C a s t i l l o , p. 110 . 136 Mila. Fontanals, p. 400. 137 Morley y Cirot han escrito sobre l a probabilidad de que algunos romances fueran escritos en cuartetas. Wo he v i s t o que hayan mencionado este romance en p a r t i c u l a r , pero t a l vez podria i n c l u i r s e entre los que estos eruditos c i t a n . 340 138 Cancionero de Romances, p. 248. ! 3 9 Smith, Spanish Ballads, pp. 1 3 6 , 137-1^0 Andres Bernaldez, Cura de los Palacios, H i s t o r i a de los  Reyes Catolicos (B.A.E., v o l . 7 0 , Madrid, 1 9 5 3 ) , p. 605. Hernando del Pulgar, Cronica de los Reyes Catolicos, p. 365. 1^2 Menendez P i d a l , Romancero Hispahico, 2 , p. 1 1 . ± 4 3 Menendez P i d a l , F l o r Nueva de Romances Vie.jos , p. 207. 1 4 4 I£id.-1^5 Segun Menendez Pidal eh Romancero :-Hispanico, 2 , pie de p. 42, Pisador, en su Libro'de .Musica, 1552 , v o l . 1 , nos da l a formula: "Passeavase e l Rey moro a quatro, las tres tahidas y l a otra cantada." Este romance habria sido muy popular en e l s i g l o XVI. Cancionero de Romances, p. 248. 1 4 7 Alvar, E l Romancero, p. 144. 148 primavera y F l o r , pp. 230 , 231. 1^9 Pulgar, p. 385. 150 Bernaldez, p. 6 l 0 . 151 Menendez P i d a l , Romancero Hispanico, 2 , p. 26 y p. 30. ! 5 2 Smith, Spanish Ballads, pp. 138, 139- Dice ser sacado del Cancionero Musical de los siglos XV y XVI de Barb i e r i . 153 Juan de Mata Carriazo, "Historia de l a Guerra de Granada," en H i s t o r i a de Espana, d i r i g i d a por Menendez P i d a l , v o l . 17 (Espasa , Calpe, Madrid 1969 ) p.751. 341 154 " H i s t o r i a de l a Casa Real de Granada," anonimo castellano de mediados del s i g l o XVI, publicado en Miscelanea, 1957-155 Baeza, p. 53. 156 Pulgar, p. 48H. !57 i b i d . , p. 492. 158 i b i d . , p. 495. 159 i b i d . , p. 499-160 Menendez P i d a l , Romancero Hispanico, 2, pp. 3 1 , 32. 342 BIBLIOGRAFIA Al-CAbadi, Mutjar. "Muhammed V, Al-Gani B i - l l a h , rey de Granada." Miscelanea de Estudios Arabes y Hebraicos. 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