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La Bonne vie : le reve et la realite : changements Socio-culturels aux Nouvelles-Hebrides Philibert, Jean-Marc 1976

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LA BONNE VIE: LE REVE ET LA REALITE Changements S o c i o - c u l t u r e l s aux Nouvelles-Hebrides par Jean-Marc B.A.,  Philibert  U n i v e r s i t e de Montreal, 1966  B . S c , U n i v e r s i t e de M o n t r e a l , 1968 M.A.,  U n i v e r s i t e de M o n t r e a l , 1969  THESE SOUMISE COMME L'UNE DES CONDITIONS PREALABLES A L'OBTENTION DU GRADE DE PHILOSOPHIAE DOCTOR  ala Faculte des Etudes Superieures '  (Anthropologic)  Cette these e s t conforme aux normes requises,  The U n i v e r s i t y of B r i t i s h Columbia A v r i l 1976 (c)  Jean-Marc P h i l i b e r t ,  1976  In p r e s e n t i n g t h i s t h e s i s  in p a r t i a l  an advanced degree at the U n i v e r s i t y the L i b r a r y  s h a l l make i t  freely  f u l f i l m e n t o f the requirements of B r i t i s h C o l u m b i a ,  available for  I f u r t h e r agree t h a t p e r m i s s i o n f o r e x t e n s i v e  I agree  r e f e r e n c e and copying of t h i s  of  representatives.  this thesis for  It  i s understood  thesis  Department of Anthropology and Sociology The U n i v e r s i t y Wesbrook  Vancouver, V6T  Date  of B r i t i s h Columbia Place  Canada  1W5  2 1  June 1976  or  publication  f i n a n c i a l g a i n s h a l l not be a l l o w e d w i t h o u t my  w r i t ten pe rm i ss i on .  2075  that c o p y i n g o r  that  study.  f o r s c h o l a r l y purposes may be granted by the Head of my Department by h i s  for  i  RESUME DE THESE  C e t t e these de d o c t o r a t t r a i t e de 1 ' a d a p t a t i o n economique e t p o l i t i q u e d'un  v i l l a g e i n d i g e n e des N o u v e l l e s - H e b r i d e s , E r a k o r , a l a s i t u a -  t i o n de c o n t a c t c u l t u r e l dans ce T e r r i t o i r e du P a c i f i q u e - S u d . Les h a b i t a n t s de ce v i l l a g e ont f a i t preuve  au cours de l e u r h i s -  t o i r e d'une v o l o n t e poussee de m o d e r n i s a t i o n e t l a s t r a t e g i e  d'adaptation  q u ' i l s ont c h p i s i e se p r e s e n t e comme l e pendant des mouvements de r e s i s tance i n d i g e n e , de type c u l t e du cargo, r e n c o n t r e s aux N o u v e l l e s - H e b r i d e s . Nous d e c r i v o n s l e s s t r u c t u r e s  economiques e t p o l i t i q u e s mises en p l a c e au  n i v e a u v i l l a g e o i s en reponse a. l a s i t u a t i o n c o l o n i a l e e t nous analysons changements s o c i a u x a p a r t i r de l a p r o b l e m a t i q u e pour 1'etude des c u l t e s  du  suggeree  par Burridge  ces (1969)  cargo.  Nous examinons dans l a premiere p a r t i e de l a these 1-a maniere les villageois,ont marchande.  resolu  l e s t e n s i o n s e n t r e economie p r i m i t i v e  Nous presentons  de p r o d u c t i o n pour s a i s i r  dont  e t economie  de f a c o n m i n u t i e u s e 1 ' o r g a n i s a t i o n des a c t i v i t e s  l e type de r a t i o n a l i t e i n s c r i t  dans un t e l systeme  economique e t pour montrer l e r o l e joue p a r l a monnaie dans l a m e d i a t i o n relations sociales.  des  C e c i nous permet d ' a r t i c u l e r l e n i v e a u de p r o d u c t i o n  domestique aux r e l a t i o n s de p o u v o i r e n t r e l e s s e c t e u r s i n d i g e n e e t europeen p a r l a p l a c e qu'occupe l a consommation o s t e n t a t o i r e  dans l e proces  de  d i f f e r e n c i a t i o n s o c i a l e au v i l l a g e . La seconde p a r t i e de l a these p o r t e s u r l a fagon dont l e s v i l l a g e o i s ont t e n t e de r e s o u d r e l ' i n e g a l i t e des i n d i g e n e e t europeen.  formes de p o u v o i r e n t r e s e c t e u r s  C e t t e p a r t i e d e c r i t l a forme e t l e contenu de l ' a r e n e  ii  p o l i t i q u e v i l l a g e o i s e , presente l a dimension p o l i t i q u e des l i e n s entre l e v i l l a g e et l a v i l l e , et mesure l e degre d'autonomie p o l i t i q u e que l a communaute a su preserver. La demarche theorique que nous avons adoptee nous permettra d'aborder dans une etude u l t e r i e u r e l a dimension cognitive de ces changements sociaux; en ce sens, ce t r a v a i l forme l e premier volet d'une etude plus generale de l a symbolique de l a modernisation.  iii  PREFACE L ' a r c h i p e l des- Nouvelles-Hebrides, s i t u e entre l e s x l e s Salomons et l a Nouvelle-Caledonie, comprend pres de quatre-vingts x l e s q u i s'echelonnent sur quelques cinq cents m i l l e s de long entre l e s 13° et 21° degres de l a t i t u d e Sud et l e s 166° et 171° degres de longitude E s t .  La s u p e r f i c i e  du T e r r i t o i r e est d'environ 5,700 m i l l e s carres et l a p o p u l a t i o n , qui se c h i f f r a i t en 1967 §. 76,582 h a b i t a n t s , est r e p a r t i e sur une douzaine d ' i l e s principales. Le gouvernement des Nouvelles-Hebrides est de type condominial, c'est-a-dire que l e T e r r i t o i r e est place sous 1'administration conjointe de l a France et de l a Grande-Bretagne, t e l l e q u ' e t a b l i e par l a Convention de 1906 et l e Protocole franco-britannique de 1914.  Sous ce regime j u r i -  dique, l e s r e s s o r t i s s a n t s frangais et britanniques q u i habitent dans l e T e r r i t o i r e sont sounds aux l o i s de l e u r mere-patrie, sans par a i l l e u r s que l e s deux puissances revendiquent une souverainete t e r r i t o r i a l e sur l e s Nouvelles-Hebrides.  De l e u r cote, l e s Neo-Hebridais, qui ne peuvent ac-  q u e r i r l e s t a t u t j u r i d i q u e de r e s s o r t i s s a n t frangais ou b r i t a n n i q u e , ne doivent allegeance a aucune des deux puissances.  A l o r s que chaque p u i s -  sance exerce de fagon u n i l a t e r a l e ses competences n a t i o n a l e s sur ses propres r e s s o r t i s s a n t s , l e s deux pays disposent d'un pouvoir conjoint sur l e T e r r i t o i r e et l e s Autochtones par une delegation de l ' a u t o r i t e des HautsCommissaires frangais et britannique  a leurs representants r e s p e c t i f s aux  Nouvelles-Hebrides, l e s Commissaires-Residents.  (Le l e c t e u r i n t e r e s s e par  iv  ce regime j u r i d i q u e .pourra,se reporter, a, Benoist 19.72.) I I e x l s t e , e n f a i t t r o i s cadres . adminis.tratif s d i s t i n c t s .  La  France et l a Grande-Bretagne exercent chacune l e s competences, nationales s u i vantes: l e s services j u d i c i a i r e s et d'etat c i v i l (reserves•exclusivement aux r e s s o r t i s s a n t s de chaque puissance), l e s services de sante, d'enseignement, d'information, e t c . , services, dont j o u i s s e n t egalement l e s Autochtones.  I I y a, en plus de ces deux administrations, nationales p a r a l l e l e s ,  une administration.conjointe. .placee sous l a d i r e c t i o n des deux CommissairesResidents.  Earmi ces services-communs ou condominiaux, on trouve l e s  douanes et l e Tresor, l e s Tribunaux mixtes;,de Premier Degre et indigene, l a conservation fonciere et l e s mines.,, l e s travaux publics,. l e s postes et t e l e communication, etc. En ce q u i concerne 1'administration des a f f a i r e s i n d i genes, l e T e r r i t o i r e est d i v i s e en quatre c i r c o n s c r i p t i o n s , chacune>• die-lies ayant a. sa t e t e un delegue adminis.tratif frangais et anglais.. Le Conseil c o n s u l t a t i f e t a b l i en, 19.57 est maintenant remplace par une Assemblee l e g i s l a t i v e , dont l e s membres sont e l u s , pour l a m a j o r i t e , au s c r u t i n u n i v e r s e l .  L'assemblee, formee en novembre 1975, n'avait pas  encore siege en a v r i l 1976. Etant donne que l e s Nouvelles-Hebrides possedent pres de 130 langues p a r l e e s , l e Bichelamar ou bislama's'est impose comme langue " n a t i o nale".  Ce s a b i r ou "pidgin E n g l i s h " est aujourd'hui en v o i e d e ' c r e o l i s a -  t i o n dans l e s centres urbains.  .11 e x i s t e p l u s i e u r s v a r i a n t e s du b i s lama a.  travers l ' A r c h i p e l de meme que p l u s i e u r s orthographes. L'orthographe ' adoptee dans cette etude' est c e l l e du l i n g u i s t e J.B.M. Guy (1974). ' Nous  V  recommandons son Manuel de Bichelamar a ceux q u i considerent toujours c e t t e langue cpmme une forme abatardie d'anglais.  II  Le v i l l a g e indigene e t u d i e , Erakor, e s t s i t u e sur l ' x l e de Vate ou Efate a d i x kilometres de P o r t - V i l a , l a c a p i t a l e des Nouvelles-Hebrides, qui comptait en 1972 une population de 12,536 habitants (zone peri-urbaine incluse).  Tout comme l e s quatre autres v i l l a g e s indigenes de l a zone p e r i -  urbaine de P o r t - V i l a , Erakor e s t e t a b l i sur ses propres t e r r e s .  La commu-  naute v i l l a g e o i s e comprenait, en 1972, 629 habitants r e p a r t i s dans 92 maisonnees e t 117 emigrants r e s i d a n t dans l ' A r c h i p e l ou en Nouvelle-Caledonie.  Erakor possedait a cette epoque deux ecoles primaires (anglaise  et f r a n g a i s e ) , deux cooperatives attachees au Service des Cooperatives de l a Residence de France e t de l a Residence b r i t a n n i q u e , un d i s p e n s a i r e e t une e g l i s e (presbyterienne). Erakor d i f f e r e des autres v i l l a g e s p e r i - u r b a i n s . D'abord en terme de composition ethnique, puisque l e quart de sa population possede l e s t a t u t j u r i d i q u e de r e s s o f t i s s a n t f r a n g a i s . Ces derniers sont l e s descendants de Neo-Caledoniens e t a b l i s au v i l l a g e apres a v o i r epouse des femmes d'Erakor dans l e s annees 1920. De p l u s , b i e n qu'en majorite p r o t e s t a n t , l e v i l l a g e o f f r e une composition r e l i g i e u s e complexe: on y trouve des cathol i q u e s romains, des membres de 1'Assembly of God, du mouvement Bahai, et de l a f o i Seventh Day Adventist.  Les t e r r e s d'Erakor appartiennent en  vi  propre a l a mission presbyterienne qui exerce un mandat sur l e t e r r o i r , alors que les terres des autres v i l l a g e s sont gelees sous forme de reserve indigene.  La communaute est de plus touchee de pres par l ' i n d u s t r i e tou-  r i s t i q u e : un hotel de classe internationale, qui emploie de nombreux v i l l a geois, est situe en face du v i l l a g e sur l a r i v e opposee du lagon d'Erakor et un second h o t e l est en voie de construction a T a s s i r i k i (cf carte No. 2). Le v i l l a g e a egalement f a i t l'objet de plusieurs offres de developpement h o t e l l i e r sur ses propres terres.  A i n s i Erakor est non seulement un des  v i l l a g e s les plus moderp.es et les plus prosperes des Nouvelles-Hebrides, mais i l est egalement implique dans l a mise sur pied d'une Industrie tour i s t i q u e dans l e T e r r i t o i r e .  Ill  La recherche sur l e t e r r a i n fut effectuee de decembre 19 71 a a v r i l 1973.  Apres avoir consulte les archives de l a Residence britannique  a Suva, nous sommes demeure: quinze mois aux Nouvelles-Hebrides, dont t r e i z e a Erakor.  En plus de v i s i t e r certaines parties du T e r r i t o i r e , nous  avons aussi f a i t deux brefs sejours dans les v i l l a g e s d'Eratap et de Fila.  l'ilot  La permission de nous f i x e r a Erakor avait ete obtenue sur place  des autorites v i l l a g e o i s e s par notre directeur de these plusieurs mois avant notre arrivee sur l e t e r r a i n .  Nous avons des l e debut d e c r i t notre  r o l e , comme c e l u i d'un etudiant envoye-par une universite canadienne, pour e c r i r e un l i v r e sur les changements qui s'etaient produits dans l a v i e des  vii  habitants d'Erakor depuis l e s i e c l e dernier. La c o l l e c t e des donnees a ete f a i t e a p a r t i r des methodes usuelles de l'Anthropologie des p e t i t e s communautes, a s a v o i r l ' u t i l i s a t i o n de recensements demographiques et socio-economiques,  1'observation p a r t i c i -  pante, l e s interviews d i r i g e s et n o n - d i r i g e s , e t c . Nous avons a i n s i r e c u e i l l i l e s materiaux suivants: et mythes;  histoires  composition des maisonnees a. un an d ' i n t e r v a l l e a Erakor et  dans un autre v i l l a g e ; culture v i v r i e r e ; fonciere;  h i s t o i r e indigene du v i l l a g e ;  genealogies a Erakor et dans un second v i l l a g e ;  tenure fonciere et modes d'heritage de l a p r o p r i e t e  deux "survey" de l a p a r t i c i p a t i o n des femmes d'Erakor au marche  de P o r t - V i l a (un de ces "survey" f u t e f f e c t u e par mon epouse); ment des cooperatives; c o l l e c t e de budgets f a m i l i a u x ; t i o n n e l l e d'un e c h a n t i l l o n de v i l l a g e o i s ;  fonctionne-,  h i s t o i r e occupa-  r o l e du chef et l a presence de  factions au v i l l a g e par l a p a r t i c i p a t i o n a tous l e s meetings du c o n s e i l du village;  r o l e du c o n s e i l du v i l l a g e dans l a r e s o l u t i o n des c o n f l i t s ;  f l i t s dans l e v i l l a g e ;  con-  releve des i n f r a c t i o n s commises par l e s v i l l a g e o i s  au cours de l a periode 1967-1972 par l'examen des proces-verbaux des divers tribunaux;  r e c u e i l d'enonces nbrmatifs sur l e systeme de clans et l e s  formes de mariage; des d e u i l s , e t c .  i n v e n t a i r e des echanges effectues l o r s des mariages et »  Les notes de t e r r a i n et l e s bandes magnetiques furent r e c u e i l l i e s en bislama, l a langue seconde de tous l e s v i l l a g e o i s , des plus jeunes aux plus vieux.  viii  IV  Nous tenons a remerciex l e Dr. K.O.L. Burridge pour avoir accepted de d i r i g e r cette these: sa c o n t r i b u t i o n a largement depasse ce qui pouv a i t e t r e attendu d'un d i r e c t e u r de these.  Nous remercions egalement l e s  membres de notre comite de redaction de these l e Dr. H. Hawthorn, l e Dr. C. Belshaw, l e Dr. E l y i Whittakex, et l e Dr. G. Ward pour leurs suggestions. I I est entendu t o u t e f o i s que nous assumons s e u l l a r e s p o n s a b i l i t e de ce t r a v a i l et des idees q u i y sont emises. Nos sinceres remerciements aux personnes q u i ont p a r t i c i p e de pres ou de l o i n a l a redaction de l a these: Martine de Widerspach-Thor pour avoir epure l a langue e c r i t e d'un francophone en v o i e d ' a s s i m i l a t i o n , Carol McLaren pour sa c o n t r i b u t i o n a l a b i b l i o g r a p h i c et aux c a r t e s , Carol Salmela pour avoir dactylographie l a these dans des d e l a i s impossibles. Nous voulons e n f i n exprimer toute.notre gratitude a Marlyn P h i l i b e r t q u i a partage 1'experience de t e r r a i n et qui a permis a sa facon de mener ce t r a v a i l a terme. Nous sommes reconnaissant aux i n s t i t u t i o n s suivantes pour l ' a i d e f i n a n c i e r e qui nous a ete accordee: l e Conseil des Arts du Canada, l a D i r e c t i o n Generale de l'Enseignement Superieur et l e U n i v e r s i t y Awards Committee de l a U n i v e r s i t y of B r i t i s h Columbia. Nous remercions l a Residence de.France et l a Residence b r i t a n nique pour nous a v o i r permis d'effectuer une recherche aux NouvellesHebrides.  Nous tenons a mentionner plus particulierement l ' a i d e apportee  ix  par M. K e i t h Woodward de l a Residence britannique. . Nous tenons a nous a c q u i t t e r d'une dette envers l e s habitants d'Erakor, qui.nous ont rendu l a tache agreable par l ' i n t e r e t et l a patience q u ' i l s ont temoignes a nos recherches, en l e u r dediant ce t r a v a i l en temoignage de gratitude et d'amitie. Merci en p a r t i c u l i e r a. Marik Charly Kalmet, Marik Matai, Ata, Marik Waya, Marik Waoute, Marik Are Kalon et Marik Wah, pour n'en nommer que quelques uns.  X  TABLE DES MATIERES Page Resume de these Preface Table des matieres INTRODUCTION  1  Premiere p a r t i e : L'ORGANISATION ECONOMIQUE LES ACTIVITES DE PRODUCTION I - Les A c t i v i t e s d'Auto-subsistari.ee A - Chasse et Peche B - A g r i c u l t u r e -vivriere a Erakor 1 - description. 2 - changements q u i se sont produits dans 1'agriculture v i v r i e r e 3 - dimension de l a production -vivriere C - Modes d'Entraide  23, 24 24 26 29 32  D - Le Regime f o n c i e r 1 - apergu de 1'organisation s o c i a l e coutumiere 2 - r o l e de l a mission presbyterienne a - a l i e n a t i o n du domaine v i l l a g e o i s b - modifications du systeme f o n c i e r i n t r o d u i t e s par l a mission c - r o l e a c t u e l de l a mission 3 - tenure f o n c i e r e a Erakor a - t e r r e s de 1'habitat b - terres de c u l t u r e c - modes de succession - modele normatif - modele s t a t i s t i q u e 4 - conclusion  37 41 44 46 48 53 55 60 72  I I - L ' A g r i c u l t u r e commerciale Introduction A - Les Cultures commerciales  81 82  B - Le Marche de P o r t - V i l a 1 - introduction  84  xi  Page 2 3 4 5 6  -  histoxique une journee au marche revenus t i x e s du marche depenses des femmes se rendant conclusion  au marche  85 88 96 106 109  I I I - Les A c t i v i t e s non-agricoles A - Le t r a v a i l s a l a r i e 1 - historique 2 - t r a v a i l s a l a r i e et main d'oeuvre v i l l a g e o i s e 1972 3 - l e s emigrants 4 - s t r a t e g i e de production et revenus des maisonnees  122 136 141 144  B - Developpement communautaixe: l a s o c i e t e Ntuam Sbok 1 2 3 4 5 6  -  introduction historique fonctionnement de N.S.K. l a r e a c t i o n s'organise l e president s'explique conclusion  150 151 157 163 16,8 172  C - Formation de C a p i t a l et Investissements 1 - ressources n a t u r e l l e s 2 - echange de s e r v i c e s dans l e secteur non-marchand 3 - c a p i t a l l i q u i d e et c a p i t a l technique 4 - c a p i t a l "humain" a - sante b - instruction 5 - investissements a Erakor 6 - conclusion IV -  Les Structures de Production  187 200 204 206 206, 209 217 220 223  xii  IMPORTANCE RELATIVE DES SECTEURS MARCHAND ET NONMARCHAND DANS LA DISTRIBUTION DES BIENS ET SERVICES Page Introduction I -  234  Secteur non-marchand A - Echanges mineurs 1 - echanges informels de h o u r r i t u r e 2 - tipati 3 - smol maket  236 236 237  B - Echanges majeurs 1 - mariages 2 - deuils I I - Secteur marchand Conclusion  239 '  2  4  9 252 254  PATTERNS DE CONSOMMATION A ERAKOR Introduction  256  I - Patterns de Consommation A - Alimentation  257  B - Habitation  259  C - Objets de luxe  263  I I - Consommation o s t e n t a t o i r e  267  MODERNISATION ET IDEOLOGIE A ERAKOR Introduction I  - Le Passe  278 280  I I - Le Present  291  Conelusion  30 8  xiii  Deuxieme p a r t i e : 1 I  L'ORGANISATION POLITIQUE —a— :  Page  - Historique A - Organisation p o l i t i q u e t r a d i t i o n n e l l e  314  B - Organisation p o l i t i q u e au deBut du s i e c l e  322  I I - La C h e f f e r i e A - La c h e f f e r i e de 1900 a. 1972  338  B - E l e c t i o n d'un nouveau chef  345  C-- Role et fonctions du chef de v i l l a g e  352  D - Strategies de l e g i t i m a t i o n  359  E - Limite du pouvoir du chef  366  I I I - Le Conseil du V i l l a g e A - Mode de s e l e c t i o n des c o n s e i l l e r s  374  B - Role du c o n s e i l du v i l l a g e  377  IV - Les Church Elders et l a Mission preshyterienne  V  A - Fonctions des Church Elders  393  B - Mode de s e l e c t i o n des elders  396  C - Deux c r i s e s provoquees par l e s elders  399  - Le Meeting general  VI - Le Role p o l i t i q u e des Cadets  417 423  Conclusion  427  CONCLUSION GENERALE  433  Notes et Renvois  440  Appendices  444  Bibliographie  466  xiv  T A B L E A U X Page No 1 — Inventaire de 6 jardins  74  No 2  - Superficie des j a r d i n s  76  No 3  - Production v i v r i e r e selon l'age du chef de maisonnee  77  No 4  - Modes de cooperation dans 1'agriculture v i v r i e r e  78  No 5  - Modes de transmission des terres de culture  79  No 6  - Modes de transmission des cocoteraies  80  No 7  - Le Marche de P o r t - V i l a : P a r t i c i p a t i o n  96  No 8  - Le Marche de P o r t - V i l a : Revenus  96  No 9  - Revenus derives du marche par les " r e g u l i e r e s "  No 10 - Importance r e l a t i v e des divers produits vendus par l e s " r e g u l i e r e s "  175  176  No 11 - D i s t r i b u t i o n des depenses par vendeuse par jour de marche  177  No 12 - Main d'oeuvre feminine  178  No 13 - Main d'oeuvre masculine  179  No 14 - Mobilite occupationnelle - -  180  No 15 - Statut occupationnel des chefs de maisonnee  181  No 16 - Stade de developpement, production v i v r i e r e et revenus des maisonnees No 17 - D i s t r i b u t i o n des maisonnees selon l e revenu mensuel par unite de consommation  182 183  No 18 - D i s t r i b u t i o n par v i l l a g e des investissements dans l a cooperative N.S.K.  154  No 19 - D i s t r i b u t i o n des investissements des societaires dans l a cooperative N.S.K.  154  No 20 - Depenses hebdomadaires en nourriture  258  -XV  No 21 - Ameublement dans 4 v i l l a g e s de Vate  262  No 22 - Achats effectues par l e s maisonnees durant une annee  263  xvi  A P P E N D I C E S Page No 1  - Alimentation  440  No 2  - "College f o r what?"  442  No 3  - P r e p a r a t i f s a un mariage  450  No 4  - Tingpiel  452  No 5  - "Bride p r i c e "  453  No 6  - Trousseau de l a mariee  454  No 7  - Nanromien  456  No 8  - Depenses r e s u l t a n t de deux mariages  461  No 9  - Contributions de c e r t a i n s consanguins  464  No 10 - Un releve quotidien de ventes a l a cooperative britannique  465  No 11 - Equipement des maisonnees d'Erakor (1972)  465a  xvii  CARTES GEOGRAPHIQUES  Page Carte No. 1 -  H e de Vate  184  Carte No. 2 -  Zone peri-urbalne de P o r t - V i l a  185  Carte No. 3 -  V i l l a g e d'Erakor  186  xviii  PHOTOGRAPHIES Page A - P l a c e ' c e n t r a l e du v i l l a g e : e g l i s e , McKenzie H a l l et ecole p r i m a i r e . B - Magasin et garage de l a s o c i e t e N.S.R.  116 117  C - La mariee et son. cortege "prennent l e the" chez . l e marie au s o r t i r de 1'eglise. D- Comptage des nattes formant l e "bride p r i c e " .  118 119  E — K a l . , l e president de l a s o c i e t e N.S.K., porteur de l a medaille du merite a g r i c o l e .  120  F - M., un informateur.  121  G - Resolution d'un l i t i g e f o n c i e r .  277  1  INTRODUCTION  Cette these de doctorat porte sur l a reaction, d'un v i l l a g e neoh e b r i d a i s , Erakor, a. l a s i t u a t i o n de contact de cultures dans ce T e r r i t o i r e . Le premier o b j e c t i f de cette etude est de combler une lacune, en decrivant une s t r a t e g i e indigene d'adaptation a. I'ordre c o l o n i a l , q u i a ete l a r g e ment ignoree dans l e s etudes recentes sur l e s Nouvelles-Hebrides au p r o f i t des r e a c t i o n s de type c u l t e du cargo ( c u l t e du Nu et mouvement John Frum). Non seulement Erakor ri'a pas connu de t e l s mouvements de r e s i s t a n c e au cours da son h i s t o i r e , mais de plus l e s h a b i t a n t s de ce v i l l a g e se sont montres p a r t i c u l i e r e m e n t receptifs. aux i n f l u e n c e s extexieures. Nous considerons ces deux formes de r e a c t i o n a premiere vue a n t i t h e t i q u e s , s o i t volonte poussee de modernisation et c u l t e du cargo, comme f a i s a n t p a r t i e i n t e g r a n t e d'une.meme h i s t o i r e de conversion a. un ordre. s o c i a l nouveau aux Nouvelles-Hebrides.  C'est a i n s i que nous.analy-  sons l e s changements s o c i o - c u l t u r e l s a Erakor a p a r t i r d'une problematique developpee pour 1'etude des c u l t e s du cargo. Notre s u j e t chevauche en f a i t deux domaines de recherche b i e n e t a b l i s en Anthropologie, a. s a v o i r l e s c u l t e s du cargo et l a modernisation de v i l l a g e .  I I e s t malheureusemerit i m p o s s i b l e , dans l e s l i m i t e s  d'un  ouvrage deja f o r t long, de presenter a. l a f o i s l e s r e s u l t a t s de notre recherche empirique et de passer en revue l e s diverses t h e o r i e s sur ces deux s u j e t s , ou encore d'adopter une approche veritablement comparative. Nous nous contentons de comparaisons i m p l i c i t e s , l a i s s a n t a 1 ' a r r i e r e - p l a n  2  l e s e c r i t s q u i ont i n f l u e n c e notre demarche.  Nous comptons en temps et  l i e u s i t u e r ce t r a v a i l dans un contexte comparatif. Le l e c t e u r , pour q u i ces s u j e t s sont f a m i l i e r s , r e c o n n a i t r a sans peine l e s ouvrages dont nous sommes t r i b u t a i r e s ;  l e l e c t e u r moins a v e r t ! voudra b i e n se reporter a  notre b i b l i o g x a p h i e . La these d e c r i t l e s s t r u c t u r e s economiques e t p o l i t i q u e s mises en p l a c e au niveau v i l l a g e o i s en reponse a l a s i t u a t i o n de contact e t l e u r mode d ' i n s e r t i o n dans l ' u n i v e r s s o c i a l du T e r r i t o i r e .  Nous analysons en  p a r t i c u l i e r l a fagon dont l e s habitants d'Erakor ont r e s o l u l e s tensions entre economie marchande e t economie p r i m i t i v e d'un cote e t l ' i n e g a l i t e des formes de pouvoir entre secteurs europeen et autochtonede 1'autre. A i n s i dans l a premiere p a r t i e de l a these, nous etudions, a t r a v e r s 1'organ i s a t i o n des a c t i v i t e s economiques, l e genre de r a t i o n a l i t e (marchande ou non-marchande) q u i guide l e systeme economique.  L'axe p r i n c i p a l de n o t r e  analyse devient l ' u t i l i s a t i o n de l a monnaie, son usage comme s a s i g n i f i c a t i o n , dans 1 ' a r t i c u l a t i o n des divers niveaux de r e l a t i o n s s o c i a l e s .  Ce  t r a v a i l entend deblayer l e t e r r a i n pour une etude u l t e r i e u r e de l a symbol i q u e propre a de t e l s systemes d'organisation s o c i a l e .  L a seconde p a r t i e  de c e t t e etude t r a i t e de l'arene p o l i t i q u e v i l l a g e o i s e e t de s a r e l a t i o n avec l e gouvernement  central.  Nous essayons l a de mesurer l e degre  d'autonomie p o l i t i q u e que l e v i l l a g e a su preserver, a l ' i n t e r i e u r des l i m i t e s inherentes au mode d'adaptation c h o i s i , e t de d e c o u v r i r l e s p r i n cipes q u i s t r u c t u r e n t l ' a c t i v i t e p o l i t i q u e . Apres c e t t e mise en garde, nous pouvons maintenant aborder l e s  3  raisons q u i ont motive c e t t e recherche et e x p l i q u e r l a demarche q u i a ete suivie.  I  Nous a s s i s t o n s presentement a une r e i n t e r p r e t a t i o n d e l ' h i s t o i r e c o l o n i a l e du Pacifique-Sud.  Les h i s t o x i e n s actuels i n s i s t e n t maintenant  sur l e r o l e joue par l e s populations autochtones dans l a s i t u a t i o n de contact de c u l t u r e s . "... the h i s t o r y of c o l o n i a l penetration shows that at d i f f e r e n t times, and according to t h e i r reading of the s i t u a t i o n and the resources at t h e i r d i s p o s a l , P a c i f i c Islanders ... made conscious acts of s e l e c t i o n and r e j e c t i o n of elements of European cultuxe ... Any g e n e r a l i z a t i o n about the a t t i t u d e s of P a c i f i c Islanders under c o l o n i a l r u l e must thexefore emphasize the f l e x i b i l i t y of t h e i r responses and the v i g o u r of t h e i r i n i t i a t i v e s i n moving between accommodation and o p p o s i t i o n . " (Hempenstall, 1974:16) I I se dessine egalement une remise en question de l ' i n t e x p x e t a t i o n acceptee de l ' h i s t o i x e des contacts c u l t u r e l s aux Nouvelles  Hebrides.  Les etudes recentes du demographe McArthur (1967) mettent en doute l a c r o yance, p o p u l a i r e au debut du s i e c l e ( R i v e r s ) , a l a depopulation de l ' a r c h i p e l neo-hebxidais.'  L'etude de Shineberg  (1967) sur l e commerce du bois de s a n t a l  indique clairement que l e rapport de force entre s a n t a l i e r s et Autochtones penchait largement du cote de ces d e r n i e r s , q u i furent capables dans une  4  large mesure, d'imposer l e u r s conditions dans ce commerce.  La periode  plus recente de l a t r a i t e de l a main d'oeuvre commence a peine a e t r e etudlee en dehors des e c r i t s des s o c i e t e s a n t i - e s c l a v a g i s t e s et missionn a i r e s sur l e s u j e t .  I I devient de p l u s en plus evident, par-dela l e s  a t r o c i t e s commises par l e s r e c r u t e u r s , que l e s Autochtones n ' e t a i e n t pas que des dupes dans l e marche, et q u ' i l s s'engageaient pour des raisons q u i l e u r e t a i e n t propres. L'etablissement europeen, minime et disperse a travers l ' a r c h i p e l , ne formait pas une f o r c e capable d'imposer unilateralement ses volontes a l a population autochtone.  L ' e f f i c a c i t e preventive de l a commission navale  mixte creee en 1887, qui v e n a i t punir quelques f o i s 1'an  l e s crimes commis  contre l e s Europeens par des canonnades, demeure assez douteuse.  De p l u s ,  bien que l a Convention franco-britannique q u i e t a b l i s s a i t l e Condominium neo-hebridais f u t signee en 1906,  l ' e x i s t e n c e d'un  digne de ce nom ne remonte qu'aux annees  gouvernement c e n t r a l  1920.  A c e t t e date, l e s habitants d'Erakor e t a i e n t deja alphabetises et Chretiens depuis au moins quarante ans, p r o d u i s a i e n t des c u l t u r e s commerc i a l e s depuis une d i z a i n e d'annees, et p l u s i e u r s d'entre eux e t a i e n t revenus de F i d j i , Queensland ou de l a Nouvelle-Caledonie.  Les  transforma-  tions du mode de v i e indigene ne furent done pas imposees par l a force des armes aux quelques survivants d'une s o c i e t e indigene decimee par l e s e p i demics et "demoralisee" par l a perte de ses coutumes.  La croyance,  que  l e s d i v e r s representants de l a s o c i e t e europeenne ont d i c t e de fagon u n i l a t e r a l e l e s conditions de I i n t e r a c t i o n entre Neo-Hebridais et Europeens, 1  5  apparait aujourd'hui  absurde.  L ' h i s t o i r e du P a c i f i q u e - S u d a ete e c r i t e p a r des Europeens q u i ont a s s i g n e un r o l e p a s s i f a l a p o p u l a t i o n i n s u l a i r e . t i o n de  Pourtant,  l a situa-  c o n t a c t s e n t r e ces deux groupes ne peut se comprendre sans r e c o n n a l t r e  une v o l o n t e de p a r t i c i p a t i o n du s e c t e u r i n d i g e n e . t o u t e a i s e des  c o l o n s dans l ' a r c h i p e l ,  L'etablissement  somme  l a c o n v e r s i o n r a p i d e , dans c e r t a i n s  cas i r i s t a n t a n e e , au c h r i s t i a n i s m e , l a p a r t i c i p a t i o n a l'economie de marche par  l a p r o d u c t i o n de c u l t u r e s commerciales, sans que  encouragees p a r des  c e l l e s - c i soient  t a x e s , t o u t c e l a ne peut s ' e x p l i q u e r sans t e n i r  de l a s i g n i f i c a t i o n que  l e s indigenes  N o t r e but n ' e s t pas mais de montrer que  a t t a c h a i e n t a. ces  de r e e c r i r e l ' h i s t o i r e des  compte  choses. Nouvelles-Hebrides,  l e s Autochtones o n t j o u e un r o l e de p r e m i e r p l a n dans  1 ' a c c e p t a t i o n des modes de  f a i r e europeens.  un r o l e h i s t o r i q u e semble une  Le r e f u s de l e u r  reconnaitre  f a c o n p e r n i c i e u s e de l e u r d e n i e r une  histoire.  I I e s t grand temps de r e n d r e aux N e o - H e b r i d a i s l e r o l e e t l a r e s p o n s a b i l i t e q u i s o n t l e s l e u r s pour l a s i t u a t i o n a c t u e l l e du Condominium.  Ces  n'orit pas  (economiques,  e t e des m a r t y r s c l o u e s au p o t e a u d ' i d e e s  p o l i t i q u e s e t r e l i g i e u s e s ) imposees de d i s p o s e d'une l i b e r t e v a r i a b l e de l e u r h i s t o i r e , e t q u i , a ce t i t r e , Hebrides  t e l l e s que  europeennes  gens  f o r c e , mais des personnes q u i ont  choix et d'action a diverses periodes ont  de  faconne en p a r t i e l e s N o u v e l l e s -  nous l e s c o n n a i s s o n s  aujourd'hui.  Leur  d i s p u t e r un  r o l e h i s t o r i q u e e t l a r e s p o n s a b i l i t e q u i s'y  a t t a c h e , p a r c e qu'on e s t moins  que  de c u l t u r e s , c o n s t i t u e  satisfait  du r e s u l t a t de c e t t e r e n c o n t r e  forme de p a t e r n a l i s m e  a p e i n e p l u s a c c e p t a b l e que  la  premiere.  une  6  II  On a p a r f o i s d i t que 1'etude des c u l t e s du cargo f o r m a i t un mode d'approche p r i v i l e g i e pour comprendre l ' u n i v e r s s o c i o - c u l t u r e l S i l ' o n admet, p a r a i l l e u r s ,  que l e s Autochtones  melanesien.  o n t j o u e un r o l e  important  dans l ' h i s t o i r e c o l o n i a l e , l e s exemples de m o d e r n i s a t i o n de v i l l a g e  consti-  tuent une f a c e t t e de l a r e a c t i o n melanesienne a l a s i t u a t i o n de c o n t a c t , et une f a c o n t o u t a u s s i v a l a b l e de s o u l e v e r un pan des c o n c e p t i o n s  indi-  genes de l e u r u n i v e r s s o c i o - c u l t u r e l . L a v o l o n t e poussee de m o d e r n i s a t i o n r e n c o n t r e e a E r a k o r e t l e mouvement de r e s i s t a n c e John Frum s u r Tanna r e p r e s e n t e n t pour nous l e s deux p o l e s de r e a c t i o n n e o - h e b r i d a i s e aux c o n t a c t s c u l t u r e l s . de m o d e r n i s a t i o n ne sont pas necessairement v e r s e n ' e s t pas p l u s e x a c t . t i o n precisement  des cas de non-cargo e t 1 ' i n -  On ne peut pas non p l u s t r a i t e r de modernisa-  dans l e s memes termes qu'on peut d e c r i r e un c u l t e de c a r g o .  P o u r t a n t , c e s deux formes de r e a c t i o n ont p l u s i e u r s choses premiere  Tous l e s c a s  en commun, l a  e t a n t que ce sont l a deux s t r a t e g i e s d ' a d a p t a t i o n a une meme  s i t u a t i o n c o l o n i a l e aux N o u v e l l e s - H e b r i d e s . deux une i n s a t i s f a c t i o n profonde  Ces mouvements demontrent  envers une s i t u a t i o n souvent  tous  commune,  m a n i f e s t e n t un meme d e s i r de changement e t r e c h e r c h e n t des v o i e s n o u v e l l e s pour p a r v e n i r au " c a r g o " .  L ' i d e e de redemption  semble i n s c r i t e au coeur de  ces deux mouvements: on y t r o u v e des e s p o i r s e t des a s p i r a t i o n s neuves q u i commandent l a c r e a t i o n e t 1 ' u t i l i s a t i o n de nouveaux symboles dans l a quete d'une s o c i e t e  renouvelee.  Les h a b i t a n t s d'Erakor  ont t o u j o u r s a f f i c h e au c o u r s de l e u r  h i s t o i r e une grande r e c e p t i v i t e aux i d e e s venues de l ' e x t e r i e u r : i l s f u r e n t  7  l e s premiers a" se c o n v e r t i r au c h r i s t i a n i s m e sur Vate e t i l s jouerent un r o l e important dans l a c h r i s t i a n i s a t i o n de cette i l e ;  i l s participerent  t r e s t o t a l'economie monetaire par l a production de coprah e t i l s prennent aujourd'hui une part tres a c t i v e au marche de P o r t - V i l a .  Ce v i l l a g e tres  prospere represente dans 1'opinion de ses habitants une adaptation r e u s s i e a l a s i t u a t i o n de contacts c u l t u r e l s .  Les habitants d'Erakor se sont coupes  de l e u r passe, maintenant o u b l i e , pour se tourner entierement vers l ' a v e n i r . La r e l i g i o n presbyterienne, avec ses promesses d'un monde nouveau e t m e i l l e u r , a ete l e p r i n c i p a l agent de s o c i a l i s a t i o n a l ' i d e e de modernite. Le nouvel i d e a l s'est presente de facon diametralement  oppose au monde  coutumier, c e l u i "des tenebres", e t l e s v i l l a g e o i s n'ont pas recule devant l e choix.  Pour embrasser l e "monde de l a lumiere", i l s ont abandonne l e s  guerres, l e s f e t e s , e t l e s danses entre v i l l a g e s ; i l s l a i s s e r e n t a u s s i d e r r i e r e eux l e u r r e l i g i o n t r a d i t i o n n e l l e , l e c u l t e des ancetres, e t l e s maisons des hommes.  Les v i l l a g e o i s se percoivent aujourd'hui comme " m o i t i e ,  m o i t i e " , comme des p a r t i c i p a n t s de deux univers c u l t u r e l s d i s j o i n t s , c e l u i d'un passe q u ' i l n'est deja plus p o s s i b l e de recuperer, meme s ' i l s l e d e s i r a i e n t , e t d'un avenir toujours a. r e a l i s e r . Les communautes neo-hebridaises se s i t u e n t entre l e s deux extremes que nous venons de mentionner, c'est-a-dire q u ' e l l e s ne partagent pas l a forme de r e s i s t a n c e du mouvement John Frum n i l a r e c e p t i v i t e des gens d'Erakor.  11 est important de se souvenir que nous nous adressons a u s s i a  e l l e s lorsque nous t r a i t o n s des l i m i t e s du continuum de r e a c t i o n neohebridaise a. l a s i t u a t i o n de contact.  Nous a l l o n s done v o i r a t r a v e r s  8  l'etude d'Erakor ce q u ' i l e s t advenu d'"un v i l l a g e q u i a c h o i s i l e progres", pour parodier l e t i t r e d'une monographie G e l e b r e sur l a societe paysanne. Ill Nous avons d i t q u ' i l ne f a l l a i t pas sous-estimer aux NouvellesHebrides l a p a r t i c i p a t i o n indigene a l e u r propre a c c u l t u r a t i o n . considerer,  On peut  dans une certaine mesure, l e s changements s o c i o - c u l t u r e l s q u i  se sont produits comme l e r e s u l t a t de leurs e f f o r t s .  On peut envisager l a  s i t u a t i o n a c t u e l l e du v i l l a g e comme l a r e s u l t a n t e d'un ensemble d'aspirations et de t e n t a t i v e s de modeler l e u r communaute a p a r t i r de certains i m p e r a t i f s , bref, comme un discours dont on peut s a i s i r l e s referants e t l e s paradigmes. Nous considerons l e s exemples de modernisation e t l e s cultes du cargo comme l e s deux cotes d'une meme m e d a i l l e , comme l a consequence d'une meme i n s a t i s f a c t i o n envers un ordre s o c i a l donne e t l a recherche de nouveaux moyens de s a l u t .  Nous a l l o n s a i n s i aborder cette etude de modernisation de  v i l l a g e a p a r t i r de l a problematique suggeree par Burridge (1969) pour 1<?etude des cultes du cargo. Un c u l t e du cargo e s t pour cet auteur un phenomene s o c i a l t o t a l , un mode de regeneration de tout l ' e t r e s o c i a l , tant dans ses manifestations i n t e l l e c t u e l l e s , morales e t r e l i g i e u s e s qu'economiques e t p o l i t i q u e s . Ces mouvements apparaxssent l o r s q u ' i l y a b i f u r c a t i o n entre une v i s i o n de l a r e a l i t e s o c i a l e , fondee sur un ensemble de symboles plus ou moins t r a d i t i o n n e l s , e t l e devenir h i s t o r i q u e .  La divergence e s t s i fondamentale entre  l ' a t t e n t e q u i r e s u l t e d'une conception p a r t i c u l i e r e de l a r e a l i t e e t ce q u i  9  se p r o d u i t que ce  dans l a p r a t i q u e ,  1'inexplicable  e n t r e un ensemble d ' a s p i r a t i o n s  s ' i n s u r g e e n t r e ces termes.  a l o r s comme une t e n t a t i v e de f o r m u l a t i o n  et l e reel,  Le c u l t e du cargo s e p r e s e n d'un nouveau " c o n t r a t  B u r r i d g e c e n t r e son a n a l y s e s u r l e systeme de p r e s t i g e ,  c'est-a-dire  social". l'en-  semble des q u a l i t e s morales reconnues e t demontrees p a r un systeme s o c i a l p a r t i c u l i e r e t l e s a c t i v i t e s s o c i a l e s p a r l e s q u e l l e s l e s gens s e d i f f e r e n c i e n t l e s uns des a u t r e s . circonstances  nouvelles  Les c u l t e s du cargo s e p r o d u i s e n t l o r s q u e des  f o n t que l e s modes t r a d i t i o n n e l s de mesure de l'homme  p r o p r e s a. une s o c i e t e s e r e v e l e n t  inadequats.  C e t t e s i t u a t i o n r e s u l t e souvent de changements q u i a f f e c t e n t ensembles de v a r i a b l e s . contradictions  deux  Le premier ensemble e s t economique e t d e c o u l e des  e n t r e economie p r i m i t i v e e t economie moderne.  (Ces concepts  t e l s que d e f i n i s p a r l ' e c o l e s u b s t a n t i v i s t e sont p r i s i c i comme des types ideaux) .  On a la. deux u n i v e r s  sociaux antithetiques,  f a i s a n t a p p e l a. des  p r o c e s s u s de d i f f e r e n t i a t i o n s o c i a l e , a des f i n a l i t e s d i f f e r e n t e s , e t q u i se r e t r o u v e n t principes  en j u x t a p o s i t i o n a l a s u i t e de 1'expansion c o l o n i a l e .  d'organisation  s o c i a l e de ces deux systemes economiques sont s i  c o n t r a d i c t o i r e s q u ' i l s donnent n a i s s a n c e a des u n i v e r s i± ab/les ,bien que, T  d'avoir Les  a c o n c i l i e r a des degres d i v e r s  social.  sociaux i r r e c o n c i -  dans l a p r a t i q u e , c e s o i t l e p r o p r e des s o c i e t e s  paysannes  l e s exigences de chaque systeme.  c u l t e s du cargo r e s u l t e n t des t e n s i o n s  prestige  Les  e n t r e des formes opposees de  L a c o m p e t i t i o n s o c i a l e en s o c i e t e t r a d i t i o n n e l l e e s t une  a c t i v i t e eminemment c o n s e r v a t r i c e : r e a l i s e a. un haut degre 1 ' i d e a l  l e prestige  se gagne en demontrant qu'on  s o c i a l de l a communaute, p u i s q u e l a competi-  10  t i o n s'exprime a travers des a c t i v i t e s partagees par tous. marche, 1'argent o f f r e une mesure q u a n t i t a t i v e du p r e s t i g e .  En economie de Ce mode  d ' a c q u i s i t i o n et de transmission d'un a v o i r qui dure n'atteste pas en l u i meme d'une conformite aux regies morales de l a communaute.  Ce r o l e ou cette  dimension symbolique de l'argent r e f l e t e 1'organisation complexe des economies de marche.  C'est a i n s i que l e s c u l t e s du cargo prennent l a forme  d'enonces symboliques qui tentent de j e t e r un pont entre deux univers sociaux disc6ntinus,"u.o  s  de c o n s t i t u e r en systeme coherent des valeurs et des mesures  opposees de l'homme dans son r o l e s o c i a l . Les revendications d'un "cargo" expriment egalement des r e l a t i o n s de pouvoir, plus precisement l a maniere dont l e groupe autochtone se pergoit a travers l e s yeux des Europeens. Un processus de pauperisation r e s u l t e souvent de l^etablissement d'une paysannerie.  A l o r s qu'en s o c i e t e d'auto-subsistance  i l n'existe pas  de pauvrete en tant que telle,b'ienrqu'il puisse y a v o i r des famines, puisque l e s "besoins" sont generalement axes sur l a capacite de production du systeme economique, i l emerge dans l e s societes paysannes un ecart entre de nouveaux standards de consommation et l e s moyens de s a t i s f a i r e ces a s p i r a tions.  L'indigence est une r e l a t i o n inachevee entre un niveau d ' a s p i r a t i o n  et l e s moyens pratiques de l e s s a t i s f a i r e .  Done a des "besoins" p r e c i s , peu  importe en termes absolus l e niveau de consommation, lorsque correspondent des moyens accessibles de s a t i s f a i r e ces "besoins", i l n'existe pas par d e f i n i t i o n de pauvrete. relatifs:  La pauvrete ne se mesure pas en termes absolus mais  un pauvre d o i t s a v o i r q u ' i l est pauvre pour en devenir un.  11  Avec 1'etablissement  d'un regime c o l o n i a l , c'est-a-dire de r e l a -  tions economiques e t p o l i t i q u e s inegales entre deux secteurs d'une populat i o n , s ' i n s t a l l e done un appauvrissement du secteur indigene.  I I importe  peu a cet egard que l e s Autochtones v i v e n t mieux et plus longtemps qu'auparav.ant;.  Une s i t u a t i o n de depossession economique ne peut manquer de se  f a i r e j o u r , puisqu'on f a i t m i r o i t e r au secteur indigene une somme i n f i n i e de biens nouveaux, a l o r s que l e s moyens de l e s obtenir sont imposes e t controles par l e secteur dominant pour son avantage propre. Nous verrons dans l e chapitre sur l e s modes de consommation a Erakor l a r e l a t i o n d i r e c t e entre consommation, formes de competition s o c i a l e , groupes de reference e t centres de pouvoir.  S i comme nous l e croyons, l e s  modes de consommation forment un langage par l e q u e l s'exprime l a competition s o c i a l e , l e s signes e t symboles de ce discours de d i f f e r e n t i a t i o n ne peuvent ignorer l e s instances du pouvoir t e l l e s qu'elles sont percues. Cette depossession economique, q u i r e s u l t e en p a r t i e de r e l a t i o n s inegales de pouvoir entre l e s secteurs autochtones  e t europeens, ne manque  pas de devenir, surtout dans l a s o c i e t e melanesienne ou t r a d i t i o n n e l l e m e n t l a possession de biens de p r e s t i g e est synonyme de s t a t u t , l'admission d'un statut d ' i n f e r i o r i t y .  La revendication d'un acces e g a l i t a i r e aux produits  manufactures, ceux-la memes q u i sont consommes par l e groupe dominant, e s t l a facon dont s'exprime dans un c u l t e du cargo l e desir d'une s o c i e t e nouv e l l e , d'un ordre s o c i a l nouveau, sans doute parce que ces produits se sont reveles p a r t i c u l i e r e m e n t couteux a o b t e n i r , comme nous l e verrons pour Erakor.  Le "cargo" reclame est done aussi. l a reconnaisance par l e groupe  12  dominant des q u a l i t e s morales et de l a yaleur du groupe domine. IV Nous avons a Erakor une communaute v i l l a g e o i s e q u i , comme p l u sieurs autres aux Nouvelles-Hebrides, n'a pas repondu a l a s i t u a t i o n de cont a c t par un c u l t e du cargo.  L'etude d'un t e l v i l l a g e devrait nous permet-  t r e de decouvrir ce q u i se presente comme une a l t e r n a t i v e a de t e l s mouvements.  En assumant que l e s v i l l a g e o i s sont en p a r t i e responsables de l a  s i t u a t i o n a c t u e l l e , i l est important de v o i r ce q u i f u t abandonne de leur organisation s o c i a l e t r a d i t i o n n e l l e et l e s nouveaux modes d'organisation q u ' i l s se sont donnes.  Notre etude porte plus precisement sur l e s modes  d'organisation economique et p o l i t i q u e mis en place pour repondre a l a s i t u a t i o n de contact et l e contenu de ces s t r u c t u r e s q u i forment un " d i s cours s o c i a l " : un d i s c o u r s , avec s i g n i f i a n t s et paradigmes d'abord, mais aussi au sens de production d'un contexte ou trame c u l t u r e l l e . Selon Turner: "Human s o c i a l groups tend to f i n d t h e i r openness to the future i n the v a r i e t y of t h e i r metaphors f o r what may be the good l i f e and i n the context of t h e i r paradigms. I f there i s order, i t i s seldom preordained ... i t i s achieved — the r e s u l t of c o n f l i c t i n g or concurring w i l l s and i n t e l l i g e n c e s , each r e l y i n g on some convincing paradigms." (Turner, 74:14) Nous avons p a r l e de 1'aspect innovateur des cultes du cargo, que ce s o i t dans l a formulation d'ideaux neufs ou l e s tentatives tion sociale.  de reorganisa-  Les e s s a i s de modernisation sont a u s s i concernes par une  d e f i n i t i o n de l a kut l a e f dans l e s termes des gens d'Erakor et l a recherche  13  des moyens propres a y parvenir.  La volonte de modernisation est egalement  fondee sur une attente que l e systeme t r a d i t i o n n e l ne peut r e m p l i r . On trouve dans l ' h i s t o i r e de l a modernisation d'un v i l l a g e autant de r e v e l a t i o n s sur l e s conceptions indigenes de l e u r univers s o c i a l , autant d'experiences avec des idees et des modes nouveaux de f a i r e , autant d'espoir et d'audace que dans l e s c u l t e s du cargo.  La conception indigene de l e u r  univers s o c i o - c u l t u r e l se decouvre sans doute avec moins d'eclat et de symboles i n q u i e t a n t s , mais e l l e n'en est pas moins l a pour guider l a facjon dont se t i s s e l a trame s o c i a l e au j o u r l e j o u r . La these d e c r i t l a s t r a t e g i e d'adaptation d'un v i l l a g e s i t u e dans l a zone peri-urbaine de P o r t - V i l a et d e f i n i t a u s s i precisement que p o s s i b l e l a s i t u a t i o n economique et p o l i t i q u e de ce v i l l a g e .  S i Erakor est aujour-  d'hui urbanise et l'un des v i l l a g e s l e s plus prosperes des Nouvelles-Hebrides, son h i s t o i r e r e f l e t e pourtant assez fidelement l ' h i s t o i r e c o l o n i a l e du T e r r i t o i r e .  Les v i l l a g e o i s ont connu l e s s p o l i a t i o n s de t e r r e , l e s  epidemies q u i decimerent une p a r t i e de sa population, l e t r a v a i l sur l e s p l a n t a t i o n s de F i d j i ou de Queensland, l a conversion au Protestantisme, l a c e n t r a l i s a t i o n a d m i n i s t r a t i v e , etc.  Les v i l l a g e o i s ont certainement eu des  contacts plus pousses avec l e s Europeens que l e s habitants des v i l l a g e s de brousse.  S ' i l s avaient acces a un plus grand nombre d'emplois s a l a r i e s (do-  mestiques, m i l i c i e n s , marins, e t c . ) , l a base de l'economie v i l l a g e o i s e et a i t pourtant l a meme que c e l l e des autres v i l l a g e s : une production commerc i a l e du coprah soumise aux memes f l u c t u a t i o n s de p r i x a t r a v e r s l ' A r c h i p e l . Erakor forme aujourd'hui une communaute atrophiee de son passe,  14  une mixture de m a t e r i a l i s m e , de p e r s p i c a c i t e commerciale, de r e l i g i o n  chre-  t i e n n e a s s i s e s u r une base pai'enne, d'optimisme f a c e a l ' a v e n i r , e t d'assurance d ' a v o i r c h o i s i l a bonne v o i e .  B r e f , l e v i l l a g e donne 1*impression de  s a v o i r ou i l veut a l l e r e t d ' a v o i r obtenu ce q u ' i l v o u l a i t . quer c e t e t a t de f a i t s i n o n en l'opposant dans d'autres p a r t i e s de l ' A r c h i p e l ?  Comment e x p l i -  aux c u l t e s du cargo q u i o n t s u r g i  Les h a b i t a n t s d'Erakor  mouvement John Frum p a r des moqueries devant  r e a g i s s e n t au  ce q u ' i l s c o n s i d e r e n t comme  des e n f a n t i l l a g e s , une i m i t a t i o n des moyens p r o p r e s a a s s u r e r l ' a r r i v e e du " c a r g o " ou de l a "kut l a e f " . Au n i v e a u du sens commun, on peut d i r e qu'Erakor de c u l t e du cargo p a r c e que ses h a b i t a n t s ont e t e capables par des c o n t a c t s f r e q u e n t s , l e u r connaissance  n'a pas cohnu d'approfondir,  du s e c t e u r europeen.  11 f a u t  a l o r s e x p l i q u e r l e cadre c o n c e p t u e l des v i l l a g e o i s , v o i r d'ou i l s t e n a i e n t l e u r modele de l a s o c i e t e europeenne, q u i l e u r a permis de s e r e p r e s e n t e r avec autant d ' e x a c t i t u d e l a s i t u a t i o n de c o n t a c t et' de s'acheminer avec a u t a n t de succes s u r l a v o i e de l a m o d e r n i s a t i o n . ou c o g n i t i v e de l a m o d e r n i s a t i o n peut repondre I I e s t t o u t e f o i s i m p o s s i b l e d'entreprendre  Seule une etude  symbolique  a ce genre de q u e s t i o n s .  une t e l l e a n a l y s e des symholes,  images ou paradigmes, employes p a r l e s v i l l a g e o i s pour d e f i n i r l a n o u y e l l e r e a l i t e s o c i a l e , c ' e s t - a - d i r e l e u r modele de sens commun, ,sans fonder c e t t e a n a l y s e s u r une d e s c r i p t i o n a n t e r i e u r e de 1 ' o r g a n i s a t i o n s o c i a l e . peut des  On ne  acceder au n i v e a u i d e o l o g i q u e sans a v o i r au p r e a l a b l e d e f l n i l ' u n i v e x s contraintes sociales.  t h e s e t o u t en posant  C'est  ce que nous avons v o u l u f a i r e dans c e t t e  des j a l o n s , en o f f r a n t des reperages, pour une etude  15  u l t e r i e u r e de l a symbolique de l a modernisation. Nous pourrons, dans cette etude future, considerer 1'organisation s o c i a l e comme des propos que l e s gens se tiennent, | p a r t i r de paradigmes ou symboles q u i viennent informer une conception p a r t i c u l i e r e de l a v i e communautaire.  Ces images de l e u r communaute et de l'univers s o c i a l plus vaste  dans l e q u e l e l l e s ' i n s c r i t sont mises en p r a t i q u e , testees pour a i n s i d i r e , dans l e s a c t i v i t e s quotidiennes. E l l e s sont r e d e f i n i e s et con-testees par l e s p a r t i c i p a n t s , selon l e u r p o s i t i o n dans l a communaute, l e s buts q u ' i l s se donnent e t l e s tactiques q u ' i l s deploient pour r e a l i s e r l e u r p r o j e t de mobilite sociale.  Les normes q u i se degagent de ces images ne sont pas  toutes i n t e r n a l i s e e s de l a meme facon et ne viennent pas par a i l l e u r s supp l a n t e r l e s determinations i n d i v i d u e l l e s .  Ce " s c r i p t c u l t u r e l " , pour employer  .line unexp.ressiorion de Turner, s'exprime dans l'ordre s o c i a l , dans l e s tensions q u i en r e s u l t e n t et dans l e s elements q u i l e minent. Cette these se veut done l e premier v o l e t d'une etude de modernisation.  A part l e chapitre consacre a l ' i d e o l o g i e de l a modernisation a  Erakor, 1'analyse porte sur 1'organisation economique et p o l i t i q u e du v i l l a g e . Nous nous empressons d'ajouter t o u t e f o i s que l'analyse e s t conduite d'une fagon p a r t i c u l i e r e q u i a ete dictee par l a problematique adoptee.  Les  chercheurs q u i se sont penches sur l e s cultes du cargo ont d e c r i t l e s e x p e r i mentations auxquelles ces mouvements donnent l i e u , 1'importance de l e u r contenu symbolique e t l a confusion des domaines d'action s o c i a l e .  Nous p r e -  sentons une d e s c r i p t i o n minutieuse des comportements economiques de faeon a s a i s i r 1 ' a t t i t u d e des v i l l a g e o i s face aux diverses a c t i v i t e s economiques et  16  cerner l e s domaines d a p p l i c a t i o n des p r i n c i p e s en cause. 1  Ainsi le materiel  s t a t i s t i q u e , assez volumineux dans c e r t a i n s c h a p i t r e s , n'a pas ete analyse a p a r t i r de matrices complexes.  Nous reservons ce t r a v a i l pour des p u b l i -  cations u l t e r i e u r e s sur des s u j e t s plus r e s t r e i n t s .  Nous'avons egalement  f a i t une large place aux enonces des v i l l a g e o i s , c'est-a-dire a l a facon dont i l s decrivent eux-memes l e s a c t i v i t e s etudiees, pour percevoir l e u r s termes de reference.  Nous tenons done a mettre l e l e c t e u r en garde que  cette these n'est pas une etude d'anthropologic economique, meme s i l e mater i e l empirique presente est largement economique. Nous etudions l a modernisation d'un v i l l a g e a p a r t i r d'une problematique developpee pour 1'etude des c u l t e s du cargo a f i n de v o i r ce que ces deux formes d'adaptation ont en commun. Nous avons, par exemple, dans l a p a r t i e q u i t r a i t e de 1'organisation economique conserve l'hypothese Burridge que'les mouvements messianiques  de  naissent souvent des tensions entre  economie de subsistance et economie de marche.  Nous avons essaye de deter-  miner l e type de f i n a l i t e q u i se manifeste a travers l e s a c t i v i t e s economiques pour decouvrir s ' i l e x i s t a i t des tensions a Erakor entre ces deux types a n t i t h e t i q u e s de systeme s o c i a l .  L'analyse et l a d e s c r i p t i o n ethno-  graphique sont done f a i t e s en termes de d e l i m i t a t i o n de domaines, de format i o n de groupes, de valeurs exprimees a travers ces formes d'organisation s o c i a l e , pour en a r r i v e r finalement a c e r t a i n s p r i n c i p e s c o g n i t i f s ou paradigmes sociaux qui d e f i n i s s e n t , organisent et u n i f i e n t l ' u n i v e r s s o c i a l .  Ce  genre d'etude de modernisation peut e t r e tout a u s s i revelateur d'un ensemble de perceptions et d'aspirations que l e s etudes de c u l t e s du cargo.  Nous  17  voulons, par 1'etude des comportements economiques e t p o l i t i q u e s , des formes d ' i n t e r a c t i o n e t de groupements sociaux mis en p l a c e , des p r i n c i p e s qui d i r i g e n t ces a c t i v i t e s e t des valeurs qui l e s sous-tendent, perception du s o c i a l qui en emerge.  saisir l a  Nous presentons done ces donnees comme  un discours avec ses referants e t ses images de l a "kut l a e f " a r e a l i s e r et qui o f f r e une d i r e c t i o n et un sens aux changements s o c i o - c u l t u r e l s . On ne retrouve pas dans l e s communautes comme Erakor une concordance t o t a l e des modes de f a i r e ou des v a l e u r s .  Les r e a l i t e s e t l e s objec-  t i f s i n d i v i d u e l s sont m u l t i p l e s , les paradigmes nombreux q u i viennent s ' i n s c r i r e dans l e s p r o j e t s de d i f f e r e n c i a t i o n s o c i a l e .  Toutefois, l e processus  de c o l o n i s a t i o n amene une d i f f e r e n c i a t i o n des sous-systemes sociaux, lorsque ceux-ci sont t i r e s de l e u r gangue domestique e t parentale pour e t r e determines de l ' e x t e r i e u r , dans un univers s o c i o - c u l t u r e l beaucoup plus vaste. Cet etat de s o c i e t e p a r t i e l l e f a i t p a r t i e de l a d e f i n i t i o n de l a s o c i e t e paysanne.  Mais ce constat ne prend son sens que lorsqu'etudie comme un pro-  cessus jamais entierement secteur indigene.  complete a travers l e s s t r a t e g i e s d'adaptation du  Nous nous proposons d'analyser i c i une des formes d'adap-  t a t i o n a l a s i t u a t i o n de contact q u i se presente comme l e pendant des c u l t e s du cargo deja Studies aux Nouvelles-Hebrides.  En etudiant ce q u ' i l est  advenu d'un v i l l a g e qui a mise sur l a modernisation, son e t a t de "modernite" pour a i n s i d i r e , nous esperons d e f i n i r l e s confins de 1'experience neohebridaise des contacts c u l t u r e l s .  18  V La these se presente en deux p a r t i e s de longueur i n e g a l e .  La pre-  miere p a r t i e , qui porte sur 1'organisation economique a c t u e l l e et l e s t r a n s formations q u ' e l l e a subies, t r a i t e principalement des a c t i v i t e s de production.  D'abord parce que nous essayons de determiner l e s modes d ' a r t i c u l a t i o n  del'economie v i l l a g e o i s e a c e l l e de l ' a r c h i p e l e t , e n s u i t e , parce que c e l l e s c i sont d'une importance c a p i t a l e pour l a comprehension du systeme s o c i a l villageois. L'hypothese que nous avons adoptee veut que l e s cultes du cargo naissent des ambigui*tes et des c o n t r a d i c t i o n s q u i tiennent a l a coexistence d'economies p r i m i t i v e et marchande dans une communaute.  I I est done essen-  t i e l de determiner s i ces tensions e x i s t e n t a Erakor, a u s s i b i e n au niveau des p r i n c i p e s d'organisation, que des valeurs qui guident l e s a c t i v i t e s economiques. Nous abordons dans un premier chapitre l e s a c t i v i t e s d'auto-subsistance au v i l l a g e .  Apres a v o i r d e c r i t brievement  l e systeme a g r i c o l e  autochtone et o f f e r t une mesure de l a production v i v r i e r e , nous montrons l a r e l a t i o n q u i e x i s t e au niveau domestique entre l a production v i v r i e r e et l e s a c t i v i t e s s a l a r i e e s . Nous analysons ensuite l e s formes de cooperation entre maisonnees dans l e s c u l t u r e s v i v r i e r e s et commerciales pour cerner 1'unite de production a g r i c o l e .  Nous decrivons e n f i n l e regime f o n c i e r ou  l a maniere dont l e s d r o i t s sur ce moyen de production sont r e p a r t i s entre villageois. Un deuxieme chapitre t r a i t e de 1 ' a g r i c u l t u r e commerciale, s o i t de  19  l a production de coprah et de l a p a r t i c i p a t i o n au marche de Port V i l a . L'etude du marche nous permet de s a i s i r les comportements economiques des. v i l l a g e o i s dans les a c t i v i t e s commerciales et leur connaissance du fonctionnement de l'economie de marche. Un troisieme chapitre a pour objet l e t r a v a i l s a l a r i e , l e p r i n c i p a l mode d ' a r t i c u l a t i o n de l'economie v i l l a g e o i s e a l'economie de l ' A r c h i p e l . Nous analysons l a structure et l a mobilite occupationnelles des v i l l a g e o i s et l e phenomene d'emigration des jeunes t r a v a i l l e u r s .  Nous examinons en-  suite les revenus monetaires des maisonnees pour montrer l a prosperite du v i l l a g e et v o i r jusqu'a quel point l'economie v i l l a g e o i s e est axee sur l'economie marchande. Un quatrieme chapitre porte sur une entreprise de developpement communautaire,  l a cooperative de production Ntuam Sook.  Nous etudions en  p a r t i c u l i e r les problemes de leadership et de gestion de cette entreprise pour decouvrir l ' a t t i t u d e des habitants d'Erakor envers l e s modes communaut a i r e s de developpement economique. Un cinquieme chapitre, qui analyse l ' a t t i t u d e des v i l l a g e o i s envers les biens de production, l e degre de c a p i t a l i s a t i o n et l e s formes d'investissement au v i l l a g e , va nous permettre de deceler l'ubiquite de l'economie marchande a Erakor. L'etude des modes de production se termine par un chapitre i n t i t u l e Structure de Production.  Apres avoir note l e polymorphisme des a c t i v i t e s  de production, nous concluons qu'Erakor constitue une formation s o c i a l e de type hybride, a l a f o i s rurale et urbaine, sans etre vraiment l'une ou 1'autre.  20  En economie paysanne, l a production domestique n'obeit pas e x c l u sivement aux couts de production.  La maisonnee, en plus d'etre l u n i t e de r  consommation, a egalement des o b l i g a t i o n s s o c i a l e s a rencontrer. Le septieme chapitre passe brievement en revue l e s modes de d i s t r i b u t i o n de biens et s e r v i c e s a Erakor pour mesurer 1'importance r e l a t i v e des secteurs marchands et non-marchands.  Nous etudions l e s diverses formes d'echange et  de p r e s t a t i o n s entre maisonnees pour montrer que l e s biens q u i c i r c u l e n t dans l a sphere marchande excedent largement en valeur l e s biens c a n a l i s e s dans l e secteur non-marchand.  Nous en arrivons a l a conclusion que l e niveau  de production domestique s'explique en f a i t par l e s standards de consommation. Le huitieme c h a p i t r e t r a i t e , a p a r t i r de quelques i n d i c a t e u r s , des standards de consommation au v i l l a g e .  En plus de d e c r i r e l a v a l e u r mone-  t a i r e ou l a v a l e u r d'usage des biens en cause, nous examinons l ' o r d r e s o c i a l d e r r i e r e l e s formes de consommation.  Nous montrons au niveau i n d i v i d u e l  que l e s depenses somptuaires s ' i n s c r i v e n t dans l e s p r o j e t s de d i f f e r e n c i a t i o n sociale.  Nous expliquons ensuite l a forme et l e contenu de l a consommation  o s t e n t a t o i r e par l e s t a t u t de s o c i e t e p a r t i e l l e , determinee de l ' e x t e r i e u r , de l a communaute v i l l a g e o i s e .  La f i n a l i t e des a c t i v i t e s de consommation  reve-le une f o i s de plus 1 ' i n t e g r a t i o n de 1'economie v i l l a g e o i s e a 1'economie de marche. Un neuvieme c h a p i t r e , q u i examine l ' i d e o l o g i e de l a modernisation a Erakor, v i e n t c l o r e c e t t e p a r t i e .  Nous analysons, a t r a v e r s diverses  21  representations, comment l e s v i l l a g e o i s conceptualisent l e s changements q u ' i l s ont connus.  Nous montrons l e r o l e h i s t o r i q u e du c h r i s t i a n i s m e comme  facteur de transformation s o c i o - c u l t u r e l l e et nous decrivons l a r e a c t i o n des habitants d'Erakor envers un c u l t e du cargo neo-hebridais.  Nous compa-  rons finalement l a s o c i e t e Ntuam Sook a une autre e n t r e p r i s e de developpement communautaire pour center dans l a pratique l ' i d e o l o g i e de l a modernisation dans ce v i l l a g e . La seconde p a r t i e de l a these, q u i porte sur 1'organisation p o l i tique d'Erakor, t r a i t e d'un ensemble de v a r i a b l e s presque toujours associe a 1'emergence de c u l t e s du cargo, c e l u i des r e l a t i o n s de pouvoir entre secteur indigene et secteur europeen. Nous analysons l e s modes d ' a r t i c u l a t i o n du v i l l a g e au systeme p o l i tique du T e r r i t o i r e pour v o i r ce que l a modernisation d'Erakor a coute a ses habitants en terme d'autonomie p o l i t i q u e .  Nous voulons decouvrir comment  l e s l i e n s economiques avec 1'univers n o n - v i l l a g e o i s se traduisent dans l a realite politique.  Bref, 1 ' i n t e g r a t i o n p o l i t i q u e e s t - e l l e a u s s i complete  que 1 ' i n t e g r a t i o n economique? Nous etudions l e s s t r u c t u r e s p o l i t i q u e s mises en place en reponse a . l a s i t u a t i o n de contact.  Nous examinons l a forme et l e contenu de l'arene  p o l i t i q u e v i l l a g e o i s e , a u s s i b i e n au niveau i n s t i t u t i o n n e l que n o n - i n s t i t u t i o n n e l , l a d i s t r i b u t i o n du pouvoir entre co-residents, et l e s l i e n s entre l e v i l l a g e , 1'administration condominiale et l a mission presbyterienne. Q u ' i l nous s o i t permis d'ajouter que nous souscrivons  entierement  a l'approche dynamique des systemes p o l i t i q u e s locaux proposee par Swartz,  22  Turner et Tuden (1966) et Swartz (1968) qui f a i t porter 1'analyse sur les processus p l u t o t que sur les s t r u c t u r e s .  Ceci d i t j 1'organisation  poli-  tique est s i peu formalisee a Erakor, l e s r o l e s o f f i c i e l s s i vides de pouv o i r r e e l , que nous ne risquons pas de f i g e r indument les processus p o l i tiques en analysant surtout l e systeme de charges.  ;  Cette p a r t i e de l a these debute par une r e c o n s t i t u t i o n de 1'organ i s a t i o n p o l i t i q u e t r a d i t i o n n e l l e et de l a gerontocratie r e l i g i e u s e i n s t i tute par l a mission presbyterienne  au debut du 20eme s i e c l e .  Un second  chapitre t r a i t e de l a c h e f f e r i e t e l l e que nous l'avons observee. et son a s s i s t a n t ne disposent que d'une a u t o r i t e minimale.  Le chef  C'est a trayers  l e fonctionnement du c o n s e i l du v i l l a g e , l e s u j e t du troisieme c h a p i t r e , q u ' i l s acquierent une a u t o r i t e consensuelle.  Nous a l l o n s i n s i s t e r sur l ' a s -  pect j u d i c i a i r e du r o l e des. c o n s e i l l e r s et d e c r i r e l e s a l t e r n a t i v e s a ce mode communautaire de redressement.  Un quatrieme chapitre"etudie l e r o l e  p o l i t i q u e des church elders a f i n de d e c r